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TEORIA DE SINAIS

2004/05

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS de SINAIS e SISTEMAS para a CADEIRA


de
TEORIA DE SINAIS

por

Cesaltina Morgado
(Prof. da Escola Náutica Infante D. Henrique e Estudante de Doutoramento da FCT da UNL)
e
Manuel Duarte Ortigueira
I. INTRODUÇÃO AOS SINAIS E SISTEMAS
1 - Determine se os seguintes sistemas são ou não invariantes no tempo:
a) y[n] = x[n] − x[n − 1]
b) y(t) = t x(t)
c) y[n] = x[−n]
d) y(t) = x(t)cos(ωot)

Solução:
a) Este sistema está descrito pela seguinte relação entrada-saída:
y[n] = Γ[x[n]] = x[n] − x[n − 1]

Se a entrada for atrasada de k unidades no tempo e aplicada ao sistema, a saída virá igual a:
y1[n] = Γ[x[n − k]] = x[n − k] − x[n − k − 1]

Por outro lado, se a saída y[n] for atrasada de k unidades no tempo, temos que:
y2[n] = y[ n − k] = x[n − k] − x[n − k − 1]

Uma vez que os resultados de y1[n] e y2[n] são idênticos, isto é, y1[n] = y2[n], concluímos que o
sistema é invariante no tempo.

b) Nesta caso, a equação de entrada-saída do sistema é y(t) = Γ[x(t)] = t x(t)).

A resposta deste sistema à entrada x(t − to) é:

y1(t) = Γ[x(t − to)] = t x(t − to)

e para a saída:
y2(t) = y(t − to) = (t − to) x(t − to)

Como y1(t) ≠ y2(t), concluímos que o sistema é variante no tempo.

c) Este sistema é descrito pela relação entrada-saída:


y[n] = Γ[x[n]] = x[−n]

A resposta do sistema à entrada x[n − k] é igual a:

y1[n] = Γ[x[n − k]] = x[− n − k]


Se a saída y[n] for atrasada de k unidades no tempo, temos que:
y2[n] = y[ n − k] = x[−n + k]

Como y1[n] ≠ y2[n], concluímos que o sistema é variante no tempo.

d) A relação entrada-saída para este sistema é:


y(t) = Γ[x(t)] = x(t)cos(ωot)

A resposta deste sistema à entrada x(t − to) é:

y1(t) = Γ[x(t −to)] = x(t −to)cos(ωot)

e para a saída:
y2(t) = x(t −to)cos(ωo(t −to))

Como y1(t) ≠ y2(t), concluímos que o sistema é variante no tempo.

2 - Determine se os sistemas descritos pelas seguintes relações de entrada-saída são lineares ou não
lineares.
a) y(t) = t x(t)

b) y[n] = x[n2]

c) y(t) = x2(t)

Solução:
Para as entradas x1(t) e x2(t), as correspondentes saídas são:
y1(t) = t x1(t)
y2(t) = t x2(t)

A combinação linear dos dois sinais de entrada, resulta na saída:


y3(t) = Γ[a x1(t) + b x2(t)] = t[a x1(t) + b x2(t)] = a t x1(t) + b t x2(t)

Por outro lado, a combinação linear dos dois sinais de saída y1(t) e y2(t), resulta no sinal:
y4(t) = a y1(t) + b y2(t) = a t x1(t) + b t x2(t)
Como y3(t) = y4(t), concluímos que o sistema é linear.
Procedendo de forma similar ao exemplo anterior, as saídas correspondentes aos sinais de entradas
x1[n] e x2[n] são:

y1[n] = x1[n2]

y2[n] = x2[n2]

A combinação linear dos dois sinais de entrada, resulta na saída:

y3[n] = Γ[a x1[n] + b x2[n]] = a x1[n2] + b x2[n2]

Por outro lado, a combinação linear dos dois sinais de saída y1[n] e y2[n], resulta no sinal:

y4[n] = a y1[n] + b y2[n] = a x1[n2] + b x2[n2]

Como y3[n] = y4[n], concluímos que o sistema é linear.

As respostas do sistema aos sinais de entrada x1(t) e x2(t) são:

y1(t) = x12(t)

y2(t) = x22(t)

A combinação linear dos dois sinais de entrada, resulta na saída:

y3(t) = Γ[a x1(t) + b x2(t)] = [a x1(t) + b x2(t)]2 = a2 x12(t) + 2ab x1(t) x2(t) + b2 x22(t)

Por outro lado, a combinação linear dos dois sinais de saída y1(t) e y2(t), resulta no sinal:

y4(t) = a y1(t) + b y2(t) = a x12(t) + b x22(t)

Como y3(t) ≠ y4(t), concluímos que o sistema é não linear.

3 - Determine se os seguintes sistemas são ou não causais.


a) y[n] = x[n] − x[n − 1]
n
b) y[n] = ∑ x[k]
k=−∞
c) y(t) = ax(t)
d) y[n] = x[n] + 3 x[n + 4]

e) y[n] = x[n2]
f) y(t) = x(2t)
g) y(t) = x(−t)

Solução: O sistemas descritos nas alíneas a), b), e c) são causais, porque as saídas dependem apenas
das entradas presentes e passadas. Por outro lado, os sistemas das alíneas d), e), e f) são não causais,
porque as saídas dependem dos valores futuros da entrada. O sistema da alínea g) é não causal: por
exemplo, se seleccionarmos o instante t = −1, temos para a saída y(−1) = x(1). Assim, a saída no
instante t = −1, depende da entrada no instante futuro t =1.

4 - Faça a representação gráfica dos seguintes sinais. Tome como referência o sinal discreto x[n] da
figura 1.
a) y[n] = x[−n]
b) y[n] = x[2n]
c) y[n] = x[−n +1]
d) y[n] = x[2n +2]
x[n]
4

-1

-2

-3
-6 -4 -2 0 2 4 6
n

Fig.1−Representação gráfica do sinal discreto x[n].

Solução:
Neste caso o sinal x[n] foi rodado no tempo para dar o sinal x[−n].
y[n]=x[-n]
4

-1

-2

-3
-6 -4 -2 0 2 4 6
n

Fig.2−Representação gráfica do sinal discreto x[−n].

Neste caso, o sinal x[2n] foi obtido de x[n] efectuando “saltos” de 2 unidades no tempo, conforme se
mostra na figura 3.
y[n]=x[2n]
4

-1

-2

-3
-6 -4 -2 0 2 4 6
n

Fig.3−Representação gráfica do sinal discreto x[2n].

O sinal x[−n + 1] é obtido do sinal discreto x[n], efectuando em 1º lugar a operação de inversão no
tempo e em 2º lugar a operação de deslocamento no tempo de 1 unidades para a direita.
Fig.4−Representação gráfica do sinal discreto x[−n + 1].

Neste caso, vamos resolver o problema por um segundo método. Vamos considerar sinais do tipo
y[n] =x[an + b]. Para representar estes sinais devemos efectuar a sua decomposição em dois, seguindo
as seguintes regras:
1º −Efectuar a translação no tempo;
2º−Efectuar a mudança de escala.
No nosso caso, efectuamos a seguinte decomposição:
1º− y1[n] =x[n + 2]

2º− y2[n] =y1[2n] =x[2n + 2]

O resultado final está representado na figura 5.


Note que, se tivéssemos aplicado este método de resolução na alínea c) teríamos chegado ao mesmo
resultado apresentado na figura 4.

Nota: Os resultados analisados neste problema podem ser estendidos de forma similar ao caso dos
sinais A TEMPO CONTÍNUO.
y[n]=x[2n+2]
4

-1

-2

-3
-8 -6 -4 -2 0 2 4
n

Fig.5−Representação gráfica do sinal discreto x[2n + 2].


|n| −3 ≤ n ≤ 3
5 - Determine a resposta dos seguintes sistemas ao sinal de entrada x[n] = 
0 c.c
y[n] = x[n]
y[n] = x[n − 1]
y[n] = x[n + 1]
y[n] = 1/2[x[n − 1] + x[n] + x[n − 1]]

Solução:
Na figura 6 está representado o sinal x[n].
Este sinal pode ainda ser representado por:
x[n] = …, 0, 3, 2, 1, 0 , 1, 2, 3, 0, 0, …
 ↑ 

Neste caso, a saída é exactamente igual à entrada. Tal sistema denomina-se sistema identidade.
Este sistema atrasa a entrada de uma amostra. Assim, a sua saída é dada por:
x[n] = …, 0, 3, 2, 1 , 0, 1, 2, 3, 0, 0, …
 ↑ 

Neste caso o sistema avança a entrada de uma amostra. Por exemplo, o valor da saída no instante n = 0
é y[0] = x[1]. A resposta do sistema ao sinal de entrada é igual a:
x[n] = …, 0, 3, 2, 1, 0, 1 , 2, 3, 0, 0, …
 ↑ 
x[n]
4

3.5

2.5

1.5

0.5

0
-6 -4 -2 0 2 4 6
n

Fig.6− Representação gráfica do sinal discreto x[2n + 2].

A saída deste sistema, em qualquer instante, é igual ao valor médio da amostra anterior, actual e
posterior. Por exemplo, a saída no instante n = 0, é:
1 1 2
y[0] = 2[x[−1] + x[0] + x[1]] = 2 (1 + 0 + 1) = 3

Repetindo este cálculo para todo o valor de n obtemos o seguinte sinal de saída:
x[n] = …, 0, 1, 5/3, 2, 1, 2 3 , 1, 2, 5/3, 1, 0, …
 
 ↑ 

II. ANÁLISE DE SINAIS E SISTEMAS NO DOMÍNIO DO TEMPO

6 - Determine a convolução entre os seguintes sinais discretos:

 1 0≤n≤4  (2/3)n 0≤n≤6


x[n] =  h[n] = 
 0 c.c  0 c.c

x[n] = (1.2)n u[n] m[n] = u[n]

Solução:
Para calcular a convolução entre 2 sinais discretos x[n] e h[n], vamos aplicar o resultado:
+∞
y[n] =x[n]*h[n] = ∑ x[k]h[n-k]
k=−∞
com base nos seguintes passos:
1º Efectuar a inversão no tempo do sinal h[k]: obtemos h[−k]
2º Deslocar h[−k] de “n1”: obtemos h[−k + n1]
3º Multiplicar x[k] por h[−k + n1] e somar: obtemos y[n1]
4º Repetir os passos anteriores, fazendo variar “n” de −∞ a +∞: obtemos y[n].

Note que a operação de convolução goza da propriedade comutativa, isto é:


y[n] = x[n]*h[n] = h[n]*x[n]

Vejamos o exemplo da alínea a):


1º Situação:
Para n<0, não há intersecção dos sinais, logo y[n] = 0.

h[k]
x [n-k]

0.8

0.6

0.4

0.2

0
-15
-4+n n-10 -5 00 5 6 10 15

Fig.1−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n] = h[n]*x[n], n <0.

2ª Situação:
Para n≥0 ∧ n −4≤0, i. e, 0≤n≤4, vem que (ver figura 2−zona de intersecção):
n n+1
y[n] = ∑ (2/3)k = 1−1(2/3)
− (2/3)
= 3(1−(2/3)n+1)
k=0
1 h[k]

0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 5 10 15

1 u[n-k ]

0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 -4+ n 00 n 5 10 15

Fig.2−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n] = h[n]*x[n], 0≤n≤4.

3ª Situação:
Para n≤6 ∧ n-4>0, isto é, 4<n≤6, temos (ver figura 3):
n
y[n] = ∑ (2/3)k
k=−4+n
Fazendo a mudança de variável m = k + 4 − n, obtemos:
4
∑ (2/3)m −4+n = (2/3)−4+n 11−−(2/3)
5
y[n] = = 3 [(2/3) −4+n − (2/3) 1+n]
m=0 (2/3)

4ª Situação:
Para n-4≤6 ∧ n>6, ou seja 6<n≤10,temos (ver figura 4):
6
y[n] = ∑ (2/3)k
k=−4+n
Fazendo a mudança de variável m = k + 4 − n, obtemos:
10−n
11−n
y[n] = ∑ (2/3)m −4+n = (2/3)−4+n 1−1(2/3)
−(2/3)
=3 [(2/3) -4+n − (2/3) 7]
m=0
h[k]
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 5 10 15
k

1
x[n-k]
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 -4+n 5n 10 k 15

Fig.3−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n], 4<n≤6.

h[k]
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 5 10 15
k

1 x[n-k]
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 -4+n5 n 10 k15

Fig.4−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n], 6<n≤10

5ª Situação:
Para n-4>6,ou seja n>10, não há intersecção (ver figura 5). Deste modo: y[n] = 0.
h[k]
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 5 10 15
k

1
x[n-k]
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 -5 0 5 -4+n
10 n 15
k

Fig.5−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n], n>10.

1º Situação:
Para n<0, temos y[n] = 0 (pois não há intersecção, conforme se mostra na figura 6).

20

15
x[k]

10

0
-15 -10 -5 0 5 10 15
k

1 m[n-k]
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 n -5 0 5 10 15
k

Fig.6−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n], n<0.

2ª Situação:
Para n≥0 , temos que (ver figura 7):
n n+1
y[n] = ∑ (1.2)k = 1−1(1.2)
− (1.2)
= −5(1−(1.2)n+1)
k=0
20

15
x[k]

10

0
-15 -10 -5 0 5 10 15
k

1 m[n-k]
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-15 -10 n -5 0 5 10 15
k

Fig.7−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y[n] = x[n]*h[n], n≥0 .

7 - Determine a resposta impulsional da associação em série de dois sistemas LIT tendo como repostas
impulsivas:
1 n 1 n
h1[n] = 2 u[n] e h2[n] = 4 u[n]
   
Solução:
Para determinar a resposta impulsional global dos dois sistemas ligados em série, efectuamos a
convolução de h1[n] com h2[n]. Deste modo, obtemos:

+∞
h[n] = h1[n]*h2[n] = ∑ h1[k]h2[n-k]
k=−∞

onde h2[n] é invertido e deslocado no tempo, como referido no problema anterior.

1ª Situação:
Para n < 0, temos que h[n] = 0.

2ª Situação:
Para n ≥ 0, temos que:

+∞ +∞ +∞
h[n] = ∑ h1[k]h2[n-k] = ∑ (1/2)k(1/4)n-k = (1/4)n ∑ 2k = (1/4)n (2n+1 − 1)
k=−∞ k=0 k=0

= (1/2)n [2 −(1/2)n]
8 - Calcule a sequência de autocorrelação do sinal x[n] = an u[n], 0 < a <1.

Solução:
A autocorrelação do sinal x[n] é, por definição, dada por:
+∞
Rx[n] = x[n]*x[−n] = ∑ x[k] x[k − n]
k=−∞

O método de resolução é idêntico ao da convolução. Neste caso, o sinal não é invertido no tempo,
apenas é deslocado de uma quantidade n.

1ª Situação:
Para n < 0, vem que (ver figura 8):
+∞ +∞ −n
Rx[n] = ∑ ak ak − n = a−n ∑ (a2)k = 1a− a2
k= 0 k= 0
x[k]

1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-8 -6 -4 -2 0 2 4 6 k8
x[k-n]

1
n<0
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-8 -6 -4
n -2 0 2 4 6 k8

Fig.8−Representação gráfica da autocorrelação Rxx(n) = x[n]* x[−n], n<0.

2ª Situação:
Para n ≥ 0, vem que (ver figura 9):
+∞ +∞ n
Rx[n] = ∑ a k ak − n = a−n (a2)k = a 2
∑ 1−a
k= n k= n
x[k]

1
0.8
0.6

0.4
0.2
0
-8 -6 -4 -2 0 2 4 6 k8
x[k-n]

1 n>0
0.8
0.6
0.4
0.2

0
-8 -6 -4 -2 0 2 n 4 6 8
k

Fig.9−Representação gráfica da autocorrelação Rxx(n) = x[n]* x[−n], n ≥ 0.

Note que quando n é negativo, a−n = a|n|. Deste modo, as 2 equações anteriores podem ser combinadas
na seguinte expressão:

a| |
n
Rx[n] = 2 −∞ < n < ∞
1−a

9 - Determine a resposta de um sistema LIT com resposta impulsional h(t) = u(t) ao sinal de entrada

x(t) = e-2tu(t).

Solução:
A resposta do sistema é determinada através da operação de convolução:
+∞
⌠ x(t)h(t-τ) dτ
y(t) =x(t)*h(t) = ⌡
−∞
Vamos aplicar o mesmo raciocínio usado para o caso de sinais discretos.

1ª Situação:
Para t<0 (ver figura 10), não há intersecção. Deste modo, y(t) =0.
h(t - τ)
1 x(τ)

0.8

0.6

0.4

0.2

0
-15 -10 t
-5 00 5 10 τ15

Fig.10−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y(t) = x(t)* x(t), t<0.

2ª Situação:
Para t≥0 , no intervalo da intersecção (ver figura 11), temos que:
t t
1 −2τ 1
⌡ e-2τ dτ = − 2 e  0 = 2 (1 −e-2t)
y(t) = ⌠
0
ou ainda:
1
y(t) = 2 (1 −e-2t)u(t)

h(t- τ)
1

x(τ)
0.8

0.6

0.4

0.2

0
-15 -10 -5 0
0 5t 10 τ 15

Fig.11−Representação gráfica dos sinais factores da convolução y(t) = x(t)* x(t), t≥0 .
10 - Determine a resposta de um sistema LIT discreto com resposta impulsional h[n] = (1/2)n u[n] ao

sinal de entrada x[n] = ej π n/2, - ∞ < n < ∞.

Solução:
A resposta de um SLIT é, no domínio do tempo, dada por:
+∞
y[n] = x[n]*h[n] = ∑x[k] h[n − k] (1)
k=−∞

Então, podemos observar que a resposta do sistema ao sinal de entrada:

x[n] = ejΩo n (2)


é igual a:
y[n] = x[n] H(Ωo) (3)

onde,

H(Ωo) = ∑ h[k] e-j Ωo k (4)
k= - ∞

é a transformada de Fourier da resposta impulsional h[n] do sistema calculada à frequência Ωo.

Na resolução do problema proposto, iremos aplicar a expressão (3), vindo:

y[n] = ej Ωon H(Ωo) (5)

onde, Ωo = π/2.

Da equação (4), obtemos:

∞ ∞
π
H2=
  ∑ 1 k e-j π k/2 =
2 ∑ 12 e -j π /2k

k= 0 k= 0

ou ainda:
1 1 2 o
H(π/2) = 1 = 1= e- j 26.6
1 - 2 e- j π/2 1+j2 5

Substituindo este resultado na equação (5), resulta:


o
y[n] =  e- j 26.6  ej π n/2
2
 5 
11 - Determine a resposta de um SLIT com resposta impulsional h[n] = (1/2)n u[n] ao sinal de
entrada:
x[n] = cos(π n), - ∞ < n < ∞

Solução:
Vamos considerar x[n] = cos(Ωon). Decompondo em sinais exponenciais complexos, teremos:

ej Ωon + e-j Ωon


x[n] = cos(Ωo) = 2 = x1[n] + x2[n] (6)

Procedendo de forma idêntica à do exercício anterior, poderemos mostrar que:

| | (
y[n] = H(Ωo) cos Ωon + Φ(Ωo) ) (7)

Note que:

H(Ωo) = H(Ωo) e jΦ(Ωo)


| |

Particularizando estes resultados para os dados do problema, resulta que:


Ωo = π

x[n] = cos(πn) ⇒ y[n] = |H(π)| cos(π n + Φ(π)) (8)


Da equação (4), determinamos:

H(Ωo) =
∑ 12 e −j Ωo  k =

1
1 −j Ω
1−2e o
⇔ H(π) =
1 1 2
1 -j π = 1+ 1/2 = 3
1-2e
k= 0
Desta forma, virá para (8), que:
2
y[n] = 3 cos(πn), -∞<n<∞

Nota: No caso contínuo, a resposta de um SLIT contínuo a sinais exponenciais complexos e


sinusoidais, segue um raciocínio idêntico ao descrito nos problemas 5 e 6 para sinais discretos.
III. REPRESENTAÇÃO DE SINAIS PERIÓDICOS POR SÉRIES DE FOURIER

12 - Determine os coeficientes de Fourier do sinal x(t) = sin(ωot) .

Solução:
Para identificar os coeficientes de Fourier ck do sinal, vamos decompor o sinal x(t) na forma:

+∞
jω t
x(t) = ∑cke o (Série de Fourier) (3.1)
k=−∞
Então:
j ωot − e−j ωot
x(t) =sin(ωot) = e
2j

e comparando com a equação (3.1), resulta que:


−1 1
c-1 = 2j c1 = 2j

ck = 0, k ≠ ±1

Repare que este método é mais simples do que aplicar o resultado:

1 −jω t
ck = T ⌠⌡x(t) e o dt
o
To

onde To é o período fundamental do sinal x(t).

13 - Considere o sinal x(t) = 1 + sin(ωot) + 2 cos(ωot) + cos(2ωot + π/4)

Determine e represente o espectro do sinal x(t).


Calcule a potência média do sinal através da relação de Parseval.

Solução:
O espectro do sinal é determinado pelos coeficientes de Fourier, ck.

Vamos novamente decompor o sinal x(t) em exponenciais complexas:

ej ωot − e−jωot ej ωot + e−jωot ej (2ωot + π/4) + e−j (2ωot + π/4)


x(t) = 1 + 2j + 2 2 + 2

ou ainda:
1 1 1 1
x(t) = 1 + 1 + 2j ej ωot + 1 − 2j e−j ωot + 2 ej π/4 ej 2ωot + 2 e−j π/4 e−j 2ωot
       

Comparando com a equação (3.1), obtemos:


1 5 1/2 -j 26.6º 1 5 1/2 j 26.6º
c1 = 1 + 2j = 1 − j = 4 e c−1 = 1 − 2j = 1 + j = 4 e
1 1
co = 1
  2     2  
1 1
c2 = 2 ej π/4 c−2 = 2 e−j π/4

ck = 0, |k|>2
Na figura seguinte estão representados o espectro de amplitude e o espectro de fase do sinal x(t).

1.5
|ck|

0.5

0
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
k
1
θ(ck)
0.5
(radianos)

-0.5

-1
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
k

Fig.1−Representação gráfica do espectro de amplitude |ck| (no topo) e do espectro de fase θ(ck) (em

baixo).

+∞ +∞
Px = ∑ 2 2
|ck| =co + 2 ∑|ck|2
k=−∞ k=1

+∞

∑|ck|2 = 1 + 2 4 +4 = 4


5 1
= 1 +co2 + 2
k=1

14 - Considere o sinal periódico x(t) da figura 2, consistindo numa forma de onda rectangular de
amplitude unitária e período fundamental To .

Determine os coeficientes de Fourier de x(t).


Calcule a potência média do sinal.
1

-To - T1 T1 To 2To t

Fig.2−Sinal rectangular periódico com período To.

Solução:
Para determinar os coeficientes de Fourier, ck, do sinal x(t), vamos tomar apenas um período do sinal

e sobre o qual aplicar a equação:

1 -j kωot dt
ck = T ⌠ ⌡ x(t) e k= 0, ±1, ±2, …
o
To

Deste modo, resultam:


T1
1 1 2T1
co = T ⌠ ⌡ x(t) dt = T ⌠ ⌡ dt = T
o o o
To -T1

e para k≠0 :
T1
1 ⌠
ck = T ⌡ x(t) e
o
-j k ω t
o dt =
1 ⌠ -j kω t
To ⌡ e o dt = -
1
jkωoTo
e [
− jω o t T1
]
− T1
To -T1

ou ainda:

 jω o T 1 − e − jω o T 1  2 sin(kωoT1) sin(kωoT1)
ck = -2
1
e  = = k≠0
kωoTo  2j  kωoTo kπ
 
Relativamente ao cálculo da potência média do sinal, vamos efectuá-lo no domínio do tempo por
questões de simplicidade. Deste modo, iremos empregar a equação seguinte:

1 2
Px = T ⌠
⌡ |x(t)| dt
oT
o

vindo:
T1
1 1 2T1
Px = T ⌠ 2
⌡ |x(t)| dt = T ⌠ ⌡ dt = T
oT o o
o -T1
15 - Considere o sinal de tensão periódico da figura 3:
Mostre que os coeficientes de Fourier do sinal são dados por:
jV V
Vk = , k = ±1, ±2, ±3, … e Vo = 2
2πk

Determine a série de Fourier do sinal de tensão.


Determine a potência média normalizada do sinal.
Determine a percentagem de potência média (Pmed) contida nas componentes DC e fundamental da

representação em séries de Fourier.


v(t)

1 V

0.8

0.6

0.4

0.2

-0.2

-0.4

-0.6

-0.8

-1
-To
0 5 0 10 To 15 2To20 3To
25 t
30

Fig.3−Sinal periódico com período To.

Fig.3−Sinal periódico com período To.

Solução:
Para 0 ≤ t < To, o sinal é descrito pela equação v(t) = Vt/To. Os coeficientes de Fourier são dados por:

To To
1 −j kωot dt = 1 ⌠ Vt  e−j kωot dt
Vk = T ⌠ ⌡ v(t) e To ⌡ To
o 0
0
ou, ainda:
 V  e−j kωot   T0 j V
Vk =  2  2 2 (−j kωot − 1)  =
2πk
 To −k ω o  0
Para k = 0, temos:
To
1  V t  dt = V
V0 = T ⌠   2
o ⌡ To
0
Usando os resultados da alínea a), vem que:
+∞ +∞
V
v(t) = Vo +2 ∑ |Vk| cos( k ωot + θk) = 2 + ∑(V/πk) cos( k ωot + π/2) , -∞ < t< +∞
k=1 k=1
Considerando que, para 0 ≤ t < To, a tensão é descrita por v(t) = Vt/To, vem para a potência média

normalizada, que:
To To
1 1 2
Pmed = T . ⌠
2
⌡ |v(t)| dt = T . ⌠ Vt 2 dt = V
o 0
 
o ⌡ To 3
0
Designando o valor médio, ou DC, da tensão como Vo, a potência DC é igual a:

V V2
Po = Vo2 =  2 2 = 4
 
Da alínea a), temos |V1| = |V−1| = V/2π. A potência da fundamental é igual a:

V 2 V 2 V2
P1 =   +   = 2
2π 2π 2π
A potência total associada às componentes DC e fundamental é :
1 1
Po + P1 = V24 + 2 = 0.301 V2
 2π 
Comparando este resultado com a verdadeira potência média de 0.333 V2, vemos que
0.301/0.333×100, isto é, 90.4% da potência do sinal está contida nestas duas componentes. Deste
modo, maior parte da potência do sinal está contida nas baixas frequências.
IV. TRANSFORMADA DE FOURIER DE SINAIS APERIÓDICOS A TEMPO
CONTÍNUO

16 - Determine o espectro do sinal x(t) = e-at u(t) e represente-o graficamente.

Solução:
Para calcular o espectro do sinal iremos usar a definição de transformada de Fourier:
+∞
-j ωt
X(ω) = ⌠
⌡x(t) e dt (2)
-∞
Note que para o sinal x(t) terá apenas transformada de Fourier (TF) se for estável. Assim, o sinal x(t)
terá apenas Transformada de Fourier para a>0. Nesta situação, obtemos para a TF:
+∞ +∞
X(ω) = ⌠
⌡e
-at -j ωt
e dt = −
1
a+jω
e [
−(a + jω)t
0
]
0
1
= a>0
a+jω
Representado X(ω) na forma polar, obteremos como amplitude e fase:
ω
θ(ω) = − arctan  a 
1
|X(ω)| =  
( a2 + ω2 1/2 )
Este resultado está representado na figura seguinte.
|X(w)|

1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-6 -4 -2 0 2 4 6
w
θ(ω)
100

50

-50

-100
-8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8
w
Fig.1 Espectro do sinal aperiódico x(t) = e-at u(t). a) Espectro de amplitude |X(ω)|; b) Espectro de

fase θ(ω).

17 - Determine e represente o espectro do sinal x(t) = e-a|t | , a>0.

Solução:

O sinal satisfaz as três condições de Dirichlet, por isso, tem transformada de Fourier.
Aplicando a equação (2), obtemos:
+∞ 0 +∞
-a|t | -j ωt at -j ωt -at -j ωt
X(ω) = ⌠
⌡e e dt = ⌠
⌡e e dt + ⌠
⌡e e dt
0 -∞ 0
1 1
= +
a−jω a+jω
2a
= 2
a + ω2
Este resultado está representado na figura seguinte.
X(w)

0.8

0.6

0.4

0.2

0
-8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8
w

Fig.2 Espectro do sinal aperiódico x(t) = e-a|t | para a = 2.

18 - Considere o sinal periódico x(t), com período fundamental T, descrito por:


+∞
x(t) = ∑ δ(t−kT)
k=−∞
Determine a transformada de Fourier.

Solução:
O sinal x(t), sendo periódico, pode ser representado pela série de Fourier:
+∞
jω t
x(t) = ∑cke o
k=−∞
Para estes sinais, a transformada de Fourier (TF) é dada pela expressão (ver tabela de TF):
+∞
X(ω) = 2π ∑ ckδ(ω − kωo) (3)
k=−∞

onde ωo = T

Assim, para determinarmos a transformada de Fourier necessitamos calcular os coeficientes de Fourier


ck:

1 -j kωot dt
ck = T ⌠ ⌡ x(t) e k= 0, ±1, ±2, …
o
To

Donde resultam:
T/2
1 ⌠ -j kωot dt = 1
ck = T ⌡ δ(t) e T
−T/2
Inserindo este resultado na equação (3), vem que:
+∞

X(ω) = T ∑ δ(ω − kωo)
k=−∞
Deste modo, podemos verificar que a Transformada de Fourier de uma sequência periódica de
impulsos no tempo, é também uma sequência periódica de impulsos no domínio da frequência.

19 - Determine a resposta em frequência de um sistema LIT com entrada x(t) e saída y(t) relacionadas
através da equação:
d x (t )
y(t) = d t

Solução:
A saída y(t) de um SLIT está relacionada com a entrada x(t) através da operação de convolução:
y(t) = x(t)*h(t) (1)
onde h(t) é a resposta impulsional do sistema.
Através da propriedade da convolução, a equação (1) é equivalente no domínio da frequência ao
resultado:
Y(ω) = TF{y(t)} = X(ω) H(ω) (2)

onde H(ω) = TF{h(t)}, a resposta em frequência do sistema é a transformada de Fourier (TF) de h(t).
Deste modo, através da propriedade da derivação, resulta para:
dx(t)
y(t) = dt

que:
Y(ω) = TF{y(t)} = jω X(ω)
vindo, pela equação (2), que:
Y(ω)
H(ω) = =jω
X (ω)

20 - Determine a resposta y(t) de um SLIT, com resposta impulsional h(t) = e-at u(t), a>0, ao sinal de

entrada x(t) = e-bt u(t), b>0. (Sugestão: faça uso das propriedades da transformada de Fourier.)

Solução:
Através da equação (2) do exercício anterior e da propriedade da convolução, temos que, no domínio
da frequência, a resposta de um sistema SLIT, é dada por:
Y(ω) = TF{y(t)} = X(ω) H(ω)
Vamos determinar a TF dos sinais h(t) e x(t).
1
H(ω) = TF{h(t)} =
a + jω
1
X(ω) = TF{x(t)} =
b + jω
Substituindo na equação (2), vem que:
1
Y(ω) = X(ω) H(ω) = (3)
(a + jω)( b + jω)
Vamos determinar a TF dos sinais h(t) e x(t).
1
H(ω) = TF{h(t)} =
a + jω
1
X(ω) = TF{x(t)} =
b + jω
Substituindo na equação (2), vem que:
1
Y(ω) = X(ω) H(ω) = (3)
(a + jω)( b + jω)
Vamos admitir que a ≠ b.
Aplicando o método dos resíduos, obtemos:
1 A B
= + (4)
(a + jω)( b + jω) a + j ω b + jω

vindo:
1  1
A= = (5)
b + jω jω = −a b − a
1  1 1
B= = =− (6)
a + jω jω = −b a − b b−a
Substituindo (5) e (6) na equação (4), virá que:
1 1  1 1 
Y(ω) = = − (7)
(a + jω)( b + jω) b − a  a + jω b + jω

Calculando a transformada de Fourier inversa (TF-1), obtemos finalmente:


1
y(t) = TF-1{Y(ω)} =
b−a
[
e−at u(t) − e−bt u(t) ]
Estude, agora, o caso em que a=b.

21 - Determine a resposta de um SLIT com resposta impulsional h(t) = e-t u(t) ao sinal de entrada
3

∑ck ej k 2πt, onde co =1, c1 = c−1 = 4, c2 = c−2 = 2, c3 = c−3 = 3.


1 1 1
x(t) =
k=−3

Solução:
Procedendo de forma similar ao caso anterior, teremos que (pela propriedade da convolução):
Y(ω) = TF{y(t)} = X(ω) H(ω) (8)
Calculando a TF de h(t) e x(t), obtemos que:
1
H(ω) = TF{h(t)} =
1 + jω
3
X(ω) = TF{x(t)} = ∑ 2π ck δ(ω −2πk)
k= −3

Substituindo estes resultados na equação (8), teremos que:


3
Y(ω) = X(ω) H(ω) = ∑ 2π ck δ(ω −2πk)H(2πk)
k= −3
3

Y(ω) =
∑  2π c k 
  δ(ω −2πk) (é um sinal periódico)
1 + j 2πk
k= −3

Logo, convertendo para a representação em Séries de Fourier, obtemos:


3

y(t) = TF-1{Y(ω)} =
∑  c k  j 2πkt
 e
1 + j 2πk
k= −3
+∞
22 - Seja p(t) um sinal periódico com período T, dado pela equação p(t) = ∑ δ(t −kT) e s(t) um
k= −∞

sinal com TF representada na figura seguinte. Determine a TF do sinal r(t) = p(t) s(t).
S (ω )

A
1

0 .8

0 .6

0 .4

0 .2

0
-1 . 5 −- 1ω 1 -0 . 5 00 0 .5 ω1 1 ω1 . 5

Fig.3−Espectro do sinal S(ω) de banda-limitada.

Solução:
Da tabela de transformadas de Fourier, podemos ver que:
+∞ TF 2 π +∞  2π 
p(t ) = ∑ δ (t − kT ) ↔ P(ω ) = ∑ δω − k
k = −∞ T k = −∞  T 

Através da propriedade da modulação, o sinal r(t) é, no domínio da frequência, dado por:

1 1 +∞ 2πk
R (ω) = TF{r (t)} =
2π [ S (ω)* P (ω)] = T ∑ S (ω)* δ (ω − T )
k= −∞

ou, ainda:
1 +∞ 2πk
R(ω) = T ∑ S(ω − T )
k= −∞

Este sinal consiste na repetição periódica de réplicas do sinal S(ω) espaçadas na frequência de 2π/T.
Este problema evidencia a ideia da operação de amostragem no domínio do tempo.

23 - Considere que um SLIT cujo o sinal de saída y(t) está relacionado com o sinal de entrada x(t)
através da equação:
dy(t)
dt + a y(t) = x(t) com a>0
Determine a resposta impulsional do sistema.

Solução:
Para obter a resposta impulsional h(t) do sistema, vamos ter de calcular a transformada de Fourier

inversa (TF-1) da resposta em frequência do sistema H(ω), isto é:

h(t) = TF-1{H(ω)} (1)


dy(t)
Aplicado TF a ambos os membros da equação dt + a y(t) = x(t), obteremos:

Y(ω) [jω + a] = X(ω) (2)


Também, através da propriedade da modulação, sabemos que a resposta, Y(ω), de um SLIT está
relacionada com o sinal de entrada X(ω) através da equação:
Y(ω) = X(ω) H(ω) (3)
Donde, a resposta em frequência do sistema é igual a:
Y(ω)
H(ω) = (4)
X(ω)
Aplicando este resultado na equação (2), resulta que:
1
H(ω) = (5)
a + jω
e para a resposta impulsional (ver tabela das Transformadas de Fourier):

h(t) = TF-1{H(ω)} = e−at u(t)

24 - Considere um SLIT caracterizado pela equação diferencial de 2ª ordem:

d2y(t) dy(t) dx(t)


2 + 4 dt + 3 y(t) = dt + 2 x(t) (1)
dt
Determine:
a resposta impulsional do sistema.

a resposta do sistema ao sinal de entrada x(t) = e−t u(t)

Solução:
Aplicando TF a ambos os membros da equação (1), temos que:

Y(ω)[(jω)2 + 4 jω + 3] = X(ω) [jω + 2]


e:
Y(ω) 2 + jω 2 + jω
H(ω) = = = (2)
X(ω) (jω)2 + 4 jω + 3 (jω + 1)(jω + 3)

Através do método do resíduos, temos ainda para a equação (2), que:


2 + jω 1/2 1/2
H(ω) = = +
(jω + 1)(jω + 3) jω + 1 jω + 3
A resposta impulsional é agora determinada por:
1 1
h(t) = TF-1{H(ω)} = 2 e−t u(t) + 2 e−3t u(t)

Da propriedade da modulação, resulta para a saída de um SLIT:


Y(ω) = X(ω) H(ω) (3)
A transformada de Fourier de x(t) é (ver tabela de TF):
1
X(ω) = TF{x(t)} =
1 + jω
Substituindo este resultado em (3), e aplicando de seguida o método dos resíduos, obteremos:
2 + jω 1/4 1/2 1/4
Y(ω) = = + −
(jω + 1)2(jω + 3) jω + 1 (jω + 1)2 jω + 3
donde:
1 t 1
y(t) = TF-1{Y(ω)} = 4 e−t + 2 e−t − 4 e−3t u(t)
 

25 - Considere o sinal seguinte:


A |t|≤ T1/2
x(t) =  .
0 |t|> T1/2
Determine a transformada de Fourier de x(t).
Determine e represente o espectro de energia do sinal.
Calcule a energia do sinal.

Solução:
+∞ T1/2
ωT
X(ω) = ⌠ −j ωtdt = ⌠ A e−j ωtdt = 2A .sin 1 (1)
⌡ x ( t ) e ⌡ ω  2 
−∞ −T1/2

Aplicando a relação:
sin(πλ)
sinc(λ) = (2)
πλ
Virá ainda para (1), que:
ωT1
X(ω) = AT1 .sinc 
 2π 
O espectro de energia (também designado de densidade espectral de energia) é dado por:

2A 2 2ωT1
=   .sin  2 
2
|X(ω)| ω  

Na figura seguinte está representado |X(ω)|2.

| X(ω)|2

0.9

0.8

0.7

0.6

0.5

0.4

0.3

0.2

0.1

0
-20 -15 -10 −2π-5 0 5 2π 10 15 ω 20

Fig.4−Densidade espectral de energia |X(ω)|2 para A=1 e T1 =1.

Por simplicidade, vamos calcular a energia do sinal, no domínio do tempo:


+∞ T1/2
2 2 2
⌡ |x(t)| dt = ⌠
Ex = ⌠ ⌡ A dt = A T1
−∞ −T1/2

26 - Determine a transformada de Fourier do sinal x(t) representado na figura seguinte:

x(t)
2
x1(t) x2(t)
1 1 1
= +

−2 −1 1 2 t −2 2 t −1 1 t

Fig.5

Solução:
Da figura, vemos que:
x(t) = x1(t) + x2(t)
Aplicando a TF a ambos os membros desta equação e usando a propriedade da linearidade (ver tabela
de TF), obtemos para a transformada de Fourier do sinal x(t):
ω
X(ω) = 4 sinc  + 2 sinc 

π π

27 - Determinar a transformada de Fourier do sinal x(t) = t x2(t), onde x2(t) é o sinal dado no
exercício 25, com A=1 e T1 =1.

Solução:
Aplicando TF a ambos os membros de x(t) e usando a propriedade da multiplicação por potências de t
n
{n
TF t x2(t) } = (j ) n d
n
X2(ω)

Resulta que:
d  ω d sin ω ω cos ω − sin ω
X(ω) = j 2 sinc  = 2j 
dω  dω ω 
= 2j
π ω2
Note que, a transformada de Fourier de x2(t) é igual a (ver tabela de TF):
ω
X2(ω) = 2 sinc
π

Na figura 6 está representado o espectro de amplitude do sinal X(ω).

| X (ω))|
0.9

0.8

0.7

0.6

0.5

0.4

0.3

0.2

0.1

0
-10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10
ω (rad/sec)

Fig.6−Espectro de amplitude, |X(ω)|, do sinal x(t) = t x2(t).


V. TRANSFORMADA DE LAPLACE

28 - Determine a transformada de Laplace dos seguintes sinais:

a) x(t) = −e−atu(−t) .

b) x(t) = e−tu(t) + e−2tu(t)


4 1
c) x(t) = δ(t) − 3 e−tu(t) + 4 e2tu(t)

d) x(t) = e | | u(t)
−b t

e) x(t) = cos(ωt) u(t)

Solução:
Aplicando a definição de transformada de Laplace (TL)(bilateral):
+∞
⌠x(t) e-stdt (1)
X(s) = TL{x(t)} = ⌡
−∞
obtemos:
0
⌠e−(a + s)t dt = 1
X(s) = TL{x(t)} = − ⌡ s+a
−∞
A região de convergência (ROC) para este sinal é dada por Re{s + a}<0, isto é Re{s}< −a.
Novamente, aplicando a definição de transformada de Laplace, resulta que:
+∞ +∞ +∞
X(s) = TL{x(t)} = ⌠ -st ⌠e−(1 + s)t dt + ⌡
⌡x(t) e dt = ⌡ ⌠e−(2 + s)t dt
−∞ 0 0
ou ainda:
1 1
X(s) = s + 1 + s + 2 (2)

Neste exemplo foi aplicada a propriedade da linearidade da transformada de Laplace. A ROC é


formada pela intersecção da ROC de cada termo da equação (2).
Deste modo, podemos verificar que:

{
TL e−t u(t) } = s +1 1 ROC1: Re{s} > −1

{
TL e−2t u(t) } = s +1 2 ROC2: Re{s} > −2

A ROC da equação (2) é igual ROC1 ∩ ROC2: Re{s} > −1.


Aplicando a propriedade da linearidade da TL a x(t), vem que:
4
X(s) = TL{x(t)} = TL{δ(t)} − 3 TL e−tu(t){ } + 14 TL{e2tu(t)} (1)

Aplicando, agora, os resultados da tabela de transformadas de Laplace (ver tabela):


TL{δ(t)} = 1 ROC1: todo o plano s

{
TL e−t u(t) } = s +1 1 ROC2: Re{s} > −1

{
TL e2t u(t) } = s −1 2 ROC3: Re{s} > 2

na equação (1), obtemos:

4 1 1 1  (s − 1)2
X(s) = 1 − 3 s + 1 + 3  = ROC=ROC1∩ROC2∩ROC3: Re{s} > 2
  s − 2 (s + 1)(s − 2)

x(t) = e | | u(t) = e−bt u(t) + e−bt u(−t)


−b t

Pela propriedade da linearidade da TL, obtemos:

{
X(s) = TL{x(t)} = TL e−btu(t) } + TL{e−btu(−t)}
Da tabela de TL, tiramos que:

{
TL e−bt u(t) } = s +1 b ROC1: Re{s} > −b
1
TL{ebt u(−t)} = − ROC2: Re{s} < b
s−b
Observemos os casos:

Para b<0, o sinal x(t) não tem TL, porque não há uma região comum de convergência das ROC’s de
cada um dos termos de X(s).

Para b>0, x(t) tem TL dada por:


1 1 2b
X(s) = s + b − = 2 ROC1∩ROC2: −b<Re{s}<b
s − b s − b2

1
Para x(t) = cos(ωt) u(t) = 2 [ejωt + e−jωt] u(t), temos que:

1
{
X(s) = TL{x(t)} = 2 TL ejωtu(t) } + 12 TL{e−jωtu(t)}
Aplicando nesta equação o resultado (ver tabela de TL):

{
TL e−at u(t) } = s +1 a ROC1: Re{s} > −a

Virá para a= ±jω que:


1 1 1  1
X(s) = 2  − = ROC1∩ROC2: Re{s −jω}>0
s − jω s + jω s2 + ω2
Note que a ROC pode ser escrita como Re{s}>0, uma vez que Re{jω}= 0.

1
29 - Determine a transformada de Laplace inversa de X(s) = para cada uma das
(s + 1)(s + 2)
seguintes regiões de convergência:
a) Re{s} > −1
b) Re{s} < −2
c) −2<Re{s} < −1

Solução:
Aplicando o método dos resíduos a X(s), obtemos que:
1 A B
X(s) = = +
(s + 1)(s + 2) s + 1 s + 2
com:
1 1
A = s + 2 =1 B = s + 1  = −1
 s= −1  s= −2
Vamos agora determinar a ROC de cada termo da equação:
1 1
X(s) = s + 1 − s + 2.

Como os pólos de X(s) (isto é: s= −1;−2) estão à esquerda de Re{s} > −1, a ROC de cada termo de
X(s) deverá incluir Re{s} > −1. Logo, ambos os sinais de X(s) deverão ser sinais orientados “à
direita”.
Das tabelas de TL, temos que:

{
TL e−t u(t) } = s +1 1 ROC1: Re{s} > −1

{
TL e−2t u(t) } = s +1 2 ROC1: Re{s} > −2
Aplicando estes resultados no cálculo da transformada de Laplace inversa (TL-1), virá que:

x(t) = TL−1{X(s)} = e−t u(t) − e−2t u(t)


Neste caso, como ambos os pólos de X(s) estão localizados à direita de Re{s} < −2, os sinais
referentes a cada termo de X(s) deverão incluir esta região de convergência. Deste modo, estes sinais
deverão estar orientados “à esquerda”. Teremos, então, que (ver exercício 1, alínea a):

x(t) = TL−1{X(s)} = −e−t u(−t) + e−2t u(−t) = [−e−t + e−2t] u(−t)


Neste caso, como o pólo s = −1 está à direita da ROC corresponderá a um sinal orientado “à
esquerda”, enquanto o pólo s = −2 está à esquerda da ROC corresponderá a um sinal “à direita”. Deste
modo, obtemos:

x(t) = TL−1{X(s)} = −e−t u(−t) − e−2t u(t)

30 - Determine a transformada de Laplace de x(t) = t e−at u(t).

Solução:
Das tabelas de TL, temos que:

{
TL e−at u(t) } = s +1 a ROC1: Re{s} > −a

Aplicando a propriedade da derivação no domínio s:


dX(s)
TL{t x(t)} = − ds ROC=ROC1

no resultado anterior, resulta que:

{
X(s) =TL t e−at u(t) } = − dsd s +1 a = (s +1a)2 ROC: Re{s} > −a

31 - Determine a resposta impulsional de um sistema LIT caracterizado pela função de transferência:

es
H(s) = s + 1 ROC: Re{s} > −1.

Solução:
Como a ROC está à direita do pólo mais à direita de H(s), a resposta impulsional será um sinal
orientado “à direita”. Por outro lado, das tabelas de TL, temos que:

{
TL e−t u(t) } = s +1 1 ROC1: Re{s} > −1

e da propriedade do deslocamento no tempo:

{
TL x(t − to) } = e−sto X(s) ROC=ROC1

vem que:
s
TL { e−(t + 1) u(t + 1)} = s e+ 1 ROC: Re{s} > −1
A resposta impulsional do sistema é dada por:

h(t) = TL−1{H(s)} = e−(t + 1) u(t + 1)

32 - Considere um sistema LIT causal com entrada x(t) e saída y(t) relacionadas através da equação
diferencial:
dy(t)
dt + 3y(t) = x(t) (1)
Determine a função de transferência do sistema H(s).
Determine a resposta impulsional h(t).

Solução:
Aplicando a transformada de Laplace (TL) a ambos os membros da equação (1), e utilizando as
propriedades da derivação e da linearidade da TL, obtemos:
sY(s) + 3Y(s) = X(s)
ou ainda:
Y(s) 1
H(s) = = ROC: Re{s} > −3
X(s) s + 3
Note que, como o sistema é causal a ROC deverá estar à direita do pólo mais à direita, neste caso
s = −3.
O diagrama de pólos e zeros de H(s) está representado na figura 1.
Para calcular a resposta impulsional, vamos calcular a transformada de Laplace inversa de H(s).
Consultando as tabelas da TL, obtemos:

h(t) = TL−1{H(s)} = e−3t u(t)


Pole-Zero Map
1

0.8

0.6

0.4

0.2
Imaginary Axis

-0.2

-0.4

-0.6

-0.8

-1
-3 -2.5 -2 -1.5 -1 -0.5 0
Real Axis

Fig.1−Diagrama de pólos e zeros de H(s) = 1/(s + 3).

s2 + 1
33 - Dada a função de transferência H(s) = . Determine se o sistema é estável e/ou causal
(s + 1)(s + 2)
para as seguintes regiões de convergência:
a) Re{s} > −1
b) Re{s} < −2
c) −1 < Re{s} < −2

Solução:
Os pólos do sistema são s = −1 e s = −2, ambos estão à esquerda do eixo imaginário.
Na figura 2 está representado o diagrama de pólos e zeros do sistema.

A ROC inclui o eixo imaginário, por isso, H(s) é estável e causal.


A ROC não inclui o eixo imaginário: H(s) descreve um sistema instável. H(s) é também anti-causal.
A ROC não inclui o eixo imaginário: H(s) descreve um sistema instável. H(s) é também não causal.
Pole-Zero Map
1

0.8

0.6

0.4

0.2
Imaginary Axis

-0.2

-0.4

-0.6

-0.8

-1
-2 -1.8 -1.6 -1.4 -1.2 -1 -0.8 -0.6 -0.4 -0.2 0
Real Axis

Fig.2−Diagrama de pólos e zeros de H(s) = (s2 + 1)/(s + 1)(s + 2).

s4 + 2s3 + 3s2 + 2s + 1
34 - Determine a transformada de Laplace inversa de X(s) = 4 .
s + 4s3 + 7s2 + 6s + 2

Solução:
Vamos decompor X(s) em fracções. Para tal, efectuamos 1º a divisão do numerador pelo denominador
e depois aplicamos o método dos resíduos. Obtemos o seguinte resultado simplificado:
−j 0.5 j 0.5 2 1
X(s) = 1 + +s+1+j−s+1+
s+1−j (s + 1)2
A transformada de Laplace inversa pode, agora, ser obtida aplicando os resultados constantes na tabela
de TL. Deste modo, obtemos:
π
x(t) = TL−1{X(s)} = δ(t) + e−tcost − 2 u(t) − 2 e−t u(t) + t e−t u(t)
 

35 - Um filtro analógico passabanda tendo aplicado na entrada o sinal x(t) = u(t) deu como resposta

y(t) = 1 + 1.155 e−5tcos(8.66t −2.618), t ≥ 0.


Qual é a função de transferência do sistema?
Determine a resposta impulsional do sistema.
Determine a saída y(t) do sistema ao sinal de entrada x(t) = 10 cos(8.66t) u(t)

Solução:
Considerando o filtro como um SLIT, temos que:
y(t) = x(t)*h(t) = u(t) *h(t) (1)
para a entrada x(t) = u(t).
Aplicando a propriedade da convolução na equação (1), temos:

Y(s) = H(s).X(s) = H(s). 1


s
ou ainda:
H(s) = sY(s) (2)
Vamos determinar Y(s) e substituir na equação (2).
Nota: Os resultados seguintes foram determinados com auxílio da tabela de TL.
1
{ }
Y(s) = TL{y(t)} = s + 1.155 TL e−5t [cos(8.66t) cos(−2.618) − sin(8.66t) sin(−2.618)] u(t)

ou ainda:
1
{
Y(s) = TL{y(t)} = s + 1.155cos(−2.618) TL e−5tcos(8.66t) u(t) }−
{
− 1.155 sin(−2.618) TL e−5tsin(8.66t) u(t) }
mas:
1
TL{u(t)} = s ROC: Re{s} > 0

{
TL e−5tcos(8.66t)u(t) } = (s + 5s)2++5 8.662 ROC: Re{s} > −5

{
TL e−5tsin(8.66t)u(t) } = (s + 5)8.66
2 + 8.662 ROC: Re{s} > −5

vindo:
1 s+5 5 1 s
Y(s) = TL{y(t)} = s − + = −
(s + 5)2 + 8.662 (s + 5)2 + 8.662 s (s + 5)2 + 8.662
10(s + 10)
=
s (s2 + 10s + 100)
Deste modo:
10(s + 10)
H(s) = sY(s) = 2 ROC: Re{s} > −5
s + 10s + 100
Na figura 3 está representado o diagrama de pólos e zeros do sistema.
Pole-Zero Map
10

2
Imaginary Axis

-2

-4

-6

-8

-10
-10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0
Real Axis

Fig. 3−Diagrama de pólos e zeros de H(s) = 10(s + 10)/(s2 + 10s + 100).

Aplicando a tranformada de Laplace inversa, obtemos:



5.77 e−j 0.534  5.77 ej 0.534 
h(t) = TL−1{H(s)} = TL−1 + TL−1s + 5 + j8.66
 s + 5 − j8.66   

Da tabela de TL, obtemos que:

h(t) = 11.54 e−5t cos(8.66t −0.534) u(t)


Na figura seguinte está representada a resposta impulsional h(t) do sistema.

Impulse Response
10

6
Amplitude

-2
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
Time (sec)

Fig.4−Representação da resposta impulsional h(t) = 11.54 e−5t cos(8.66t −0.534) u(t).


Calculemos a transformada de Laplace de x(t). Da tabela de TL, temos que:
s
TL{cos(ωot)u(t)} = 2 ROC: Re{s} > 0
s + ωo2

Fazendo ωo = 8.66, obtemos:


10s
X(s) = TL{x(t)} = 2 ROC: Re{s} > 0
s + 8.662
Substituindo este resultado na expressão Y(s) = H(s).X(s), resulta que:
10(s + 10) . 10s
Y(s) = 2
s + 10s + 100 s + 8.662
2

A A* B B*
= + + + Re{s} > −5
s + 5 − j 8.66 s + 5 + j 8.66 s − j 8.66 s + j 8.66
onde:

A = 6.41 ej 2.86 B = 7.34 e−j 0.576


Calculando a TL inversa de Y(s) (ver tabela), obtemos:

y(t) = TL−1{Y(s)} = 12.82 e−5t cos(8.66t + 2.86) u(t) + 14.68 cos(8.66t − 0.576) u(t)
Na figura seguinte está representada a resposta y(t) ao sinal x(t) = 10 cos(8.66t) u(t).

Linear Simulation Results


15

y(t)
10

x(t)
Amplitude

-5

-10

-15
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
Time (sec)

Fig.5−Resposta do sistema h(t) = 11.54 e−5t cos(8.66t −0.534) u(t) ao sinal de entrada
x(t) = 10 cos(8.66t) u(t).
VI. TRANSFORMADA Z
1
36 - Determine a transformada z do sinal x[n] = 2n u[n].
 
Solução:
Aplicando a definição de transformada z, vem que:
+∞ +∞ +∞
X(z) = ∑ x[n]z −n
= ∑ (1/2) n −n
z = ∑ (1/2 .z−1)n
n=−∞ n=0 n=0

Para que X(z) seja convergente é necessário que


+∞
X(z) =
∑ 12 z−1n < ∞

n=0
1
A região de convergência (ROC) contém o intervalo de valores de Z para os quais 2 z−1 < 1, isto é,
n
 
|z| > 1/2. Neste caso, temos que:
1 1
X(z) = 1 −1 ROC: |z| > 2
1−2z

Na figura seguinte está representado o diagrama de pólos e zeros de X(z).

Fig.1−Diagrama de pólos e zeros de X(z) .

0.8

0.6

0.4
Imaginary Part

0.2

-0.2

-0.4

-0.6

-0.8

-1

-1 -0.5 0 0.5 1
Real Part
37 - Determine a transformada z do sinal x[n] = −an u[−n − 1].

Solução:
Aplicando a definição de transformada z, vem que:
+∞ −1 −1
X(z) = ∑ x[n]z −n
=− ∑a z n −n
= ∑ (az−1)n
n=−∞ n=−∞ n=−∞

Fazendo a mudança de variável m = −n na equação anterior, resulta que:


+∞ +∞
X(z) = ∑( m
)
a−1z = 1 − ∑ (a−1z)m
m=1 m=0

x[n] tem transformada z se |z a−1| < 1, isto é, |z| < a. Nestas condições:
1 1 z
X(z) = 1 − = = ROC: |z| < a
1 − a−1z 1 − az−1 z−a

38 - Determine a transformada Z do sinal discreto x[n] = an u[n] + bn u[−n − 1].

Solução:
Neste exercício vamos usar a tabelas de transformadas z.
A TZ de x[n] é igual a (aplicando a propriedade da linearidade):
X(z) = X1(z) + X2(z) (1)

Das tabelas de TZ podemos obter:


1
{
X1(z) = TZ an u[n] }= ROC1: |z| > |a| (2)
1 − az−1
1
X2(z) = TZ{bn u[−n − 1]} = − ROC2: |z| < |b| (3)
1 − bz−1

Substituindo (2) e (3) na equação (1), vem que:


1 1
X(z) = −1
− , |z| > |a| e |z| < |b|
1 − az 1 − bz−1
A transformada Z de x[n] existirá para todos os valores de a e b tais que |a| < |b|. Neste caso, a ROC é
|a| < |z| < |b|. De notar que se |a| ≥ |b|, X(z) não existe, porque a intersecção das ROC’s de X1(z) e
X2(z) é o conjunto vazio.

1
39 - Dada a função de transferência H(z) = −1
1 −1.5z + 0.5 z−2
Determine a resposta impulsional do sistema para as seguintes regiões de convergência:
|z| > 1
|z| < 0.5
0.5 < |z| < 1

Solução:
Vamos determinar a expansão em fracções parciais de H(z).

Multiplicando o numerador e denominador por z2, eliminamos as potência negativas de H(z).


Obtemos:

z2 z2
H(z) = 2 =
z − 1.5z + 0.5 (z − 1) (z − 0.5)

Efectuando a expansão em fracções parciais:


H(z) z A B
z = (z − 1) (z − 0.5) = z − 1 + z − 0.5 (1)

onde:
z  z 
A= =2 B= = −1
z − 0.5 z =1 z − 1 z =0.5

Podemos ainda rescrever a equação (1), como:


2 1
H(z) = − (2)
1 − z−1 1 − 0.5z−1

Neste caso como a ROC é |z| > 1, o sinal h[n] é causal; logo, ambos os termos de (2) são causais.
Consultando a tabela de transformadas z, obtemos para a transformada z inversa de H(z), que:

[
h[n] = 2 (1)n u[n] − (0.5)n u[n] = 2 − (0.5)n u[n] ]
Como a ROC é |z| < 0.5, o sinal h[n] é anti-causal. Deste modo, ambos os termos de (2) correspondem
a sinais anti-causais.

[ ]
h[n] = TZ −1{H(z)} = −2 + (0.5)n u[−n − 1] (ver tabela de TZ)

Neste caso, a ROC é 0.5 < |z| < 1 é uma coroa, o que implica que o sinal é bilateral. Assim, o 1º termo
de (2) corresponde a um sinal causal e o 2º termo a um sinal anti-causal. Deste modo, obtemos:

h[n] = −2 (1)n u[−n − 1] − (0.5)n u[n] (ver tabela de TZ)

40 - Um sistema LIT é caracterizado pela função de transferência

3 − 4 z−1 1 2
H(z) = = 1 −1 + 1 − 3 z−1
1 −3.5 z−1 + 1.5 z−2 1−2z

Especifique a ROC de H(z) e determine h[n] para as seguintes condições:


sistema é estável.
sistema é causal.
sistema é anti-causal.

Solução:
Na figura seguinte está representado o diagrama de pólos e zeros de H(z).

1.5

0.5
Imaginary Part

-0.5

-1

-1.5

-1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3


Real Part

Fig.2−Diagrama de pólos e zeros de H(z) .


Podemos observar da figura que o sistema tem pólos em z = 1/2 e z = 3.

Uma vez que o sistema é estável, a ROC deve incluir o círculo de raio unitário e por isso 0.5 < |z| < 3.
Consequentemente, h[n] é não causal e é dada por (ver tabela de TZ):
1 n
h[n] = TZ{H(z)} = 2 u[n] − 2(3) u[−n − 1]
n
 

Uma vez que o sistema é causal, a ROC é |z| > 3. Neste caso (ver tabela de TZ):
1 n
h[n] = TZ{H(z)} = 2 u[n] + 2(3) u[n]
n
 
Este sistema é instável.

Se o sistema é anti-causal, a ROC é |z| < 0.5. Por isso (ver tabela de TZ):
1 n
h[n] = TZ{H(z)} = − 2 + 2(3)  u[−n − 1]
n
  
Neste caso, o sistema é instável.

5 1
41 - Determine a resposta do sistema LIT, y[n] = 6 y[n − 1] − 6 y[n − 2] + x[n], ao sinal de entrada

1
x[n] = δ[n] − 3 δ[n].

Solução:
5 1
y[n] − 6 y[n − 1] + 6 y[n − 2] = x[n] (1)

Aplicando TZ a ambos os membros de (1) e usando as propriedades da linearidade e do deslocamento


no domínio do tempo, obtemos:
5 1
Y(z)1 − 6 z−1 + 6 z−2 = X(z)
 
ou:
Y(z) 1 1
H(z) = = 5 −1 1 −2 =  (2)
X(z) 1 −1 1
1−6z +6z 1−2z 1 − 3 z−1
  

A transformada z de x[n] é (ver tabela de TZ):


1
X(z) = TZ{x[n]} = 1 − 3 z−1 (3)
Note que, aplicando a propriedade da convolução à resposta do sistema LIT, y[n] = h[n]*x[n], temos
que:
Y(z) = H(z)X(z) (4)

E, após substituir (2) e (3) em (4):


1
1 − 3 z−1
1
Y(z) = H(z)X(z) = = 1 −1 ROC: |z| > 0.5 (5)
1 − 1 z−11 − 1 z−1 1−2z
 2  3 
Na equação (5), pólo z = 1/3 de H(z) foi cancelado pelo zero, z = 1/3, do sinal de entrada. Deste modo,
a resposta do sistema é:
1 n
y[n] = TZ−1{Y(z)} = 2 u[n]
 
y[n]

0.9

0.8

0.7

0.6

0.5

0.4

0.3

0.2

0.1

0
0 5 10 15 20 25 30
n

Fig.3− Representação da resposta do sistema:y[n] = (1/2)n u[n]

42 - Determine a sequência de autocorrelação do sinal x[n] = an u[n], −1< a <1.

Solução:
Através da propriedade da correlação de duas sequências, temos que:

Rx(z) = X(z).X(z−1) (1)

Da tabela de TZ, obtemos:


1
X(z) = TZ an u[n]{ }= ROC1: |z| > |a| (sinal causal)
1 − az−1
e
1 1
X(z−1) = ROC2: |z| > (sinal anti-causal)
1 − az |a|

Substituindo estes resultados na equação (1), resulta que:


1 . 1 1
Rx(z) = ROC1∩ROC2: |a| < |z| < (2)
1 − az 1 − az
−1 |a|

Dado que ROC deste sinal é um anel, rx [n] é um sinal bilateral, mesmo com x[n] causal. Efectuando

a decomposição do sinal (2) em 2 fracções e aplicando a transformada z inversa, obtemos:


1
a| |,
n
rx [n] = 2 −∞< n< ∞
1−a

43 - Determine a transformada z do sinal discreto x[n] = nan u[n].


Solução:

Vamos rescrever o sinal como x[n] = nx1[n], onde x1[n] = an u[n].


Da tabela de TZ, temos que:
1
{
X1(z) = TZ an u[n] }= ROC: |z| > |a|
1 − az−1

Aplicando nesta expressão a propriedade da derivação no domínio z:


dX(z)
TZ{nx[n]} = −z dz
obtemos que:
dX1(z) az−1
X(z) = TZ{nx1[n]} = −z = ROC: |z| > |a|
dz (1 − z−1) 2

44 - Determine a convolução x[n] dos sinais:


1 0 ≤ n ≤ 5
x1[n] = {1, −2, 1} x2[n] = 
0 c.c

Solução:
Calculemos a transformada z de ambos os sinais pela definição:
+∞
X(z) = ∑ x[n]z−n (1)
n=−∞
Resulta que:

X1(z) = 1 − 2z−1 + z−2


X2(z) = 1 + z−1 + z−2 + z−3 + z−4 + z−5

De acordo com a propriedade da convolução:

X(z) = X1(z) X2(z) = 1 − z−1 − z−6 + z−7

Comparando este resultado com (1), obtemos:


x[n] = {1, −1, 0, 0, 0, 0, −1, 1}

45 - Determine a transformada z unilateral dos seguintes sinais:


x1[n] =  1 , 2, 5, 7, 0, 1
↑ 

x2[n] = δ[n − k]

x3[n] = δ[n + k]

x4[n] = 1,2, 5 , 7, 0, 1


 ↑ 

x5[n] = x[n − 2] onde x[n] = an, −1< a <1.

Solução:
Vamos aplicar a definição de transformada z unilateral:

X+(z) = ∑ x[n]z−n
n=0

X1+(z) = 1 + 2z−1 + 5z−2 + 7z−3 + z−5

X2+(z) = z−k

X3+(z) = 0

X4+(z) = 5 + 7z−1 + z−3


Vamos aplicar a propriedade do deslocamento:
∞  k 
X+(z) = ∑ x[n − k]z−n = z−k  X+(z) +
 ∑ x[− n]zn k>0
n=0  n=1 

com k = 2. Iremos obter:

X5+(z) = z−2 ( X+(z) + x[−1]z + x[−2]z2) = z−2 X+(z) + x[−1]z−1 + x[−2] (1)

Uma vez que x[−1] = a−1, x[−2] = a−2 e por outro lado:
∞ ∞
X+(z) = ∑ x[n]z−n = ∑ (az−1)n = 1 − 1az−1
n=0 n=0

Virá para a equação (1), que:

z−2
X5+(z) = + a−1z−1 + a−2
1 − az−1

46 - Determine a resposta ao escalão do sistema


y[n] = ay[n − 1] + x[n], −1< a <1 (1)

para a condição inicial y[−1] = 1.

Solução:
Aplicando a transformada z unilateral a ambos os membros de (1), obtemos:

[
Y+(z) = a z−1Y+(z) + y[−1] ] + X+(z) (2)

Substituindo y[−1] = 1 e

∞ ∞
X+(z) = ∑ u[n]z−n = ∑ (z−1)n = 1 −1z−1
n=0 n=0

na equação (2), obtemos:


a 1
Y+(z) = + (3)
1 − az−1 (1 − az−1 )(1 − z−1)

Efectuando a decomposição de (3) em fracções parciais e tomando a transformada z inversa do


resultado, obtemos:

1 − an + 1
y[n] = an+1 u[n] + u[n]
1 − a
ou, ainda:
1
y[n] =
1−a
(1 − an + 2)u[n]

47 - Um sistema LIT causal é descrito pela equação y[n] = 0.5y[n − 1] + x[n] + 0.5x[n − 1].
Determine:
a resposta impulsional do sistema.
a resposta do sistema ao sinal de entrada x[n] = u[n], com y[−1] = 0.
a resposta do sistema ao sinal x[n] = cos(nπ/12)u[n] com y[−1] = 0.

Solução:
Vamos 1º calcular a função de frequência H(z) do sistema e depois aplicar-lhe a transformada z
inversa: obtemos h[n].

Aplicando TZ a ambos os membros de y[n] = 0.5y[n − 1] + x[n] + 0.5x[n − 1] e usando a


propriedade do deslocamento, chegamos ao resultado:

Y(z) 1 + 0.5z−1 z + 0.5


H(z) = = = ROC: |z| > 0.5
X(z) 1 − 0.5z−1 z − 0.5

Expandindo H(z)/z em fracções parciais:


H(z) z + 0.5 −1 2
z = z(z − 0.5) = z + z − 0.5

Multiplicando H(z)/z por z, obtemos:


2z
H(z) = −1 + ROC: |z| > 0.5
z − 0.5

Aplicando TZ inversa (ver tabela de TZ), teremos finalmente que:

h[n] = −δ[n] + 2(0.5)n u[n]

A TZ de x[n] pode ser determinada por:


1
{
X(z) = TZ an u[n] }= ROC: |z| > |a|
1 − az−1

fazendo a =1.Vamos substituir o resultado na equação Y(z) = H(z)X(z). Obtemos, que:


z + 0.5 z
Y(z) = H(z)X(z) = × ROC: |z| > 1
z − 0.5 1 − z−1

Seguindo o procedimento usual para expansão em fracções parciais (no domínio z), temos que:
Y(z) z + 0.5 1 −2 3
z = H(z)X(z) = z − 0.5 ×1 − z−1 = z − 0.5 + 1 − z−1

e, após aplicarmos a transformada z inversa (ver tabela de TZ), obtemos:

[ ]
y[n] = −2(0.5)n + 3 u[n]

Seguindo o mesmo raciocínio da alínea b), obtemos:

z + 0.5 z(z − cos(π/2)) z + 0.5 z(z − 0.966)


Y(z) = H(z)X(z) = × 2 = × ROC: |z| > 1
z − 0.5 z − 2zcos(π/2) + 1 z − 0.5 z2 − 1.932z + 1

Nesta situação:
Y(z) z + 0.5 z − 0.966 −1.641 1.397e−j 0.332 1.397ej 0.332
= × = + +
z z − 0.5 z − 1.932z + 1 z − 0.5
2 z − ej 0.262 z − e−j 0.262

e após multiplicar esta equação por z para dar Y(z), obtemos para a transformada z inversa (ver tabela
TZ):

[ ]
y[n] = −1.641(0.5)n + 2.794cos(nπ/12 −0.332) u[n]
VII. AMOSTRAGEM
48 - Considere o sinal analógico xa(t) = 3cos(100πt).

Determine a frequência de amostragem mínima requerida para evitar aliasing.


Suponha que o sinal é amostrado ao ritmo fs = 200 Hz. Qual é o sinal discreto no tempo obtido após a
amostragem?
Suponha que o sinal é amostrado ao ritmo fs = 75 Hz. Qual é o sinal discreto no tempo obtido após a
amostragem?
Qual é a frequência 0<f<fs/2 de uma sinusóide cujas amostras são idênticas ao do sinal da alínea
anterior?

Solução:
Como a frequência do sinal analógico é de 50 Hz, a frequência de amostragem mínima requerida para
evitar aliasing é fs = 100 Hz.
Se o sinal é amostrado à frequência fs = 200 Hz, o sinal discreto no tempo é:
πn
x[n] = 3cos 200  = 3 cos 2 
100πn
   
Se o sinal é amostrado à frequência fs = 75 Hz, o sinal discreto no tempo é:

x[n] = 3cos 75  = 3 cos 3  = 3 cos 2π − 3 n = 3 cos 3 


100πn 4πn 2π 2πn
       
Para o ritmo de amostragem fs = 75 Hz, obtivemos para a frequência da sinusóide discreta da alínea c)
f = 1/3, a que corresponde a frequência analógica de fs ×f = 75 ×1/3 = 25 Hz. O sinal pretendido será,
por isso, igual a:
ya(t) = 3cos(2×25πt) = 3cos(50πt)

Este sinal amostrado à frequência fs = 75 amostras/s dá amostras idênticas.

49 - Considere o sinal analógico xa(t) = 3cos(50πt) + 10cos(300πt) − cos(100πt). Qual é o ritmo de

Nyquist deste sinal?

Solução:
As frequências presentes no sinal xa(t) referenciado acima são:
f1 = 25 Hz, f2 = 150 Hz, f3 = 50 Hz
Daqui constatamos que fmax = 150 Hz, logo fs > 2 fmax = 300 Hz.