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Estado do Rio de Janeiro

Prefeitura Municipal de Rio


Bonito Secretaria Municipal de
Educação
Escola Municipal Professora Maria Lydia
Coutinho Professor(a): Juliana F. Manhães
Disciplina: Ciências Aluno(a):

Série: 7º Ano Turma: Apostila 10

Mata Atlântica

Mata Atlântica é um bioma rico em biodiversidade e também ameaçado pelo ser humano. Apresenta grande
variedade de espécies animais e vegetais, sendo algumas dessas endêmicas.

A Mata Atlântica destaca-se por sua grande biodiversidade e por suas espécies endêmicas, como o
mico-leão-dourado.
A Mata Atlântica é um bioma, composto por diferentes formações vegetais e ecossistemas
associados, que se destaca por sua grande biodiversidade, incluindo, por exemplo, várias espécies
endêmicas (que ocorrem apenas nessa região). Hoje, devido a uma série de fatores, que incluem, por
exemplo, a atividade humana, restam, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, apenas 12,4% da floresta
que existia originalmente.
→ Características
A Mata Atlântica é um bioma que cobria uma área de 15% do território brasileiro, área essa que
incluía os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, São Paulo e Sergipe. Originalmente, o referido bioma cobria uma área superior a 1,3 milhões de
km2.
A Mata Atlântica é constituída de formações florestais nativas e ecossistemas associados. De
acordo com o Ministério do Meio Ambiente, entre as formações florestais que fazem parte da Mata Atlântica,
podemos citar:
 Floresta Ombrófila Densa;
 Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias;
 Floresta Ombrófila Aberta;
 Floresta Estacional Semidecidual;
 Floresta Estacional Decidual.

Já os ecossistemas associados são:


 manguezais;
 vegetações de restingas
 campos de altitude;
 brejos interioranos;
 encraves florestais do Nordeste.

→ Quanto resta
De acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica, tualmente, restam apenas 12,4% da floresta que
existia originalmente, e, desses remanescentes, cerca de 80% estão localizados em áreas privadas.
Os 12,4% de floresta original correspondem a todos os fragmentos de floresta nativa acima de três
hectares. Atualmente, os remanescentes florestais são muito fragmentados.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, atualmente, são encontradas
cerca de 29% de cobertura original quando considerados os diferentes estágios de regeneração das
fitofisionomias. Vale destacar que os dados sobre a cobertura vegetal podem variar de acordo com o autor e
com a metodologia que foi escolhida para esse cálculo.
→ Fauna e flora
A Mata Atlântica caracteriza-se por sua grande biodiversidade, devido, principalmente, às variações
ambientais do bioma. Essas variações acontecem devido à extensão da Mata Atlântica
em latitude, longitude e a variações altitudinais. Estima-se que a biodiversidade da Mata Atlântica
corresponda de 1% a 8% da biodiversidade mundial.
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, encontramos na Mata Atlântica cerca de:

 20 mil espécies de vegetais;


 850 espécies de aves;
 370 espécies de anfíbios;
 200 espécies de répteis;
 270 espécies de mamíferos;
 350 espécies de peixes.
Uma das espécies mais conhecidas de animais da Mata Atlântica é, sem dúvidas, o mico-leão-
dourado (Leontopithecus rosalia), espécie hoje considerada símbolo desse bioma. Essa espécie é
endêmica e podia ser encontrada, originalmente, em toda a região costeira do Rio de Janeiro e sul do
Espirito Santo.
Além do mico-leão-dourado, podemos citar, como espécies de animais da Mata Atlântica: sapo-
pingo-de-ouro; porco-do-mato; macaco-guicó; pintor-verdadeiro; macuco; onça-pintada; harpia; tucano;
papagaio-de-cara-roxa; muriqui; e sabiá-laranjeira.
O mico-leão-dourado é uma espécie símbolo da Mata Atlântica.
No que diz repeito às espécies vegetais, não podemos deixar de citar o pau-brasil (Caesalpinia echinata),
que deu nome ao nosso país. Além do pau-brasil, na Mata Atlântica encontramos várias espécies
de bromélias, orquídeas, samambaias, a araucária e o palmito-juçara.
→ Importância
A Mata Atlântica é extremamente importante tanto economicamente, quanto ecologicamente. As
formações florestais encontradas na Mata Atlântica ajudam, por exemplo, na regulação do
clima e proteção do solo. Não podemos esquecermo-nos ainda de que sete das nove maiores bacias
hidrográficas brasileiras estão na Mata Atlântica, e a vegetação preservada protege rios e nascentes,
garantindo, desse modo, o abastecimento de água para a população.
Nesse bioma, encontramos também uma grade variedade de espécies animais e vegetais que possui
diversas aplicações econômicas. Várias espécies são usadas na alimentação, para obtenção de
madeira e como matéria-prima para a fabricação de medicamentos e cosméticos. Infelizmente, o uso
descontrolado da biodiversidade da Mata Atlântica tem causado grande destruição desse importante
bioma.
→ Degradação
Dentre as ações antrópicas prejudiciais realizadas contra esse bioma, podemos destacar:
o desmatamento com a finalidade de criar áreas propícias para a agricultura e pecuária; a exploração
exagerada dos recursos desse local; e a expansão urbana. No que diz respeito à exploração dos recursos,
muitas áreas de Mata Atlântica, por exemplo, foram e são atualmente destruídas com a finalidade
de extração de madeira.
Além do desmatamento, a biodiversidade é também ameaçada de outras formas, como por meio
da caça de animais, da pesca predatória e do tráfico ilegal de plantas e animais nativos da região. Não
podemos deixar de citar, ainda, o turismo desordenado que acaba prejudicando esse biomas por causar
danos ao meio ambiente, por exemplo, poluindo o local.
→ Curiosidades

A Mata Atlântica apresenta cerca de 20 mil espécies vegetais, incluindo bromélias e orquídeas.

 A Mata Atlântica é um bioma protegido por lei. A Lei nº 11.428/2006 dispõe sobre a utilização e


proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica, e dá outras providências.
 A Mata Atlântica foi o primeiro bioma a ser explorado durante a colonização.
 O 27 de maio é comemorado como o Dia Nacional da Mata Atlântica.
 Na Mata Atlântica existem cerca de 20 mil espécies vegetais, o que corresponde a,
aproximadamente, 35% das espécies brasileiras.
 A Mata Atlântica é um hotspot, ou seja, uma área do planeta rica em biodiversidade, mas
altamente ameaçada.
 Na Mata Atlântica, de acordo com dados do IBGE, vivem quase 72% da população brasileira.

Situação atual da Mata tlântica

A Mata Atlântica passou por um extenso processo de devastação ao longo da


história do Brasil.
Atualmente, a Mata Atlântica possui menos de 8% de sua área original.
Quando os primeiros seres humanos ditos civilizados do continente europeu depararam-se com o
atual território brasileiro há mais de 500 anos, o conjunto de florestas conhecido popularmente como Mata
Atlântica dominava uma extensão territorial superior a 1,3 milhão de km². Durante muito tempo, gerações
inteiras puderam vislumbrar a magnitude imponente daquela floresta, com sua gigantesca biodiversidade,
suas árvores, animais e solo fértil.
A relação entre seres humanos e natureza parece que sempre se deu de forma fria e desigual. A
exploração predatória e perdulária dos recursos naturais e florestais sempre fez parte da história do homem.
No Brasil, os diversos “ciclos” econômicos, tais como o do ouro, o da cana-de-açúcar, o do café, devastaram
enormes áreas florestais. A conversão de áreas para atividades agropastoris e polos silviculturais e um
ligeiro processo de industrialização e urbanização legaram à sociedade porções ínfimas da floresta ao longo
do território.
Ao estudar a curta História do Brasil, verificamos a história da devastação, depredação e dilapidação de sua
natureza, de sua floresta, de seu meio ambiente. São 500 anos ininterruptos de ocupação sem a menor
preocupação ambiental e que levaram a Mata Atlântica a sua quase extinção total. Os motivos e contextos
são obviamente variados, mas nunca se devastou tanto quanto no período da expansão cafeeira do século
XIX e da ditadura militar de 1964-1985. Durante o período militar, a política desenvolvimentista que atingiu o
auge na década de 70 incentivou a construção de grandes hidrelétricas, pontes, rodovias, barragens, usinas
nucleares, expansão agrícola desenfreada e a implementação de grandes conglomerados industriais, a
exemplo de Cubatão. Assim, áreas gigantescas de florestas com sua megadiversidade foram simplesmente
dizimadas, contribuindo como nunca para a sua fatídica fragmentação e fragilização.
Hoje, o que temos para ver e conhecer da antiga Mata Atlântica são apenas 12,5% do que restou.
Seu território original passa por 17 Estados brasileiros, incluindo as maiores metrópoles (e,
consequentemente, as cidades mais poluidoras) do país, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e
Curitiba, em um espaço total onde habitam mais de 108 milhões de pessoas, agregando três mil municípios.
Apesar de sua iminente extinção e da consciência de órgãos governamentais e civis, ainda se continua
devastando a Mata Atlântica. Em 1997, foram retirados da região da Serra da Cantareira em São Paulo –
considerada a maior floresta urbana do mundo – um milhão de árvores. Na região litorânea, a situação não é
menos caótica para a floresta, especulação imobiliária, pressão demográfica e ocupação desregrada
estimulam a degradação ambiental. As atuais áreas de conservação de Mata Atlântica são somente
remanescentes patéticos do que foi antes uma grande floresta. O que podemos fazer é tentar aprender com
os erros do desenvolvimento de nossas sociedades. Nesse aspecto, não podemos deixar que uma floresta
com o porte do que é ainda hoje a Floresta Amazônica desapareça em meio a concreto, indústrias, poluição,
superpopulação e campos imensos de agricultura monocultora de exportação: a pura manifestação do
desenvolvimento insustentável do ser humano.
Nesse sentido, o estudo da História da Mata Atlântica pode trazer às pessoas o potencial de
conhecimento necessário para o aprimoramento de nossa relação com toda a natureza. Ou queremos
continuar o nosso desenvolvimento falacioso e passar literalmente por cima de mais uma rica floresta como
estamos fazendo há séculos?
Como recuperar a Mata Atlântica?

Atualmente, a Mata Atlântica conta com menos de 8% da sua área original. Qual são os
procedimentos hoje existentes para a recuperação desse bioma?

Para sobreviver, a Mata Atlântica precisa dividir o espaço com a agricultura e a pecuária
Para realizar a recuperação da Mata Atlântica é necessário um bom planejamento e um trabalho que
privilegie os resultados a longo prazo. Entretanto, é impossível falar de preservação sem combater as
atividades e elementos que obstruem o crescimento da floresta, tal qual a realização de atividades
agropecuárias próximas a locais de preservação, o avanço de pragas, entre outros.
A primeira e mais recomendável forma de recuperação da floresta é a prática da Regeneração
Espontânea, por ser a maneira mais barata, limpa e prática. Como o próprio nome sugere, consiste em
permitir que a própria floresta se recupere, sem a intervenção humana, através dos diversos meio de
dispersão de sementes existentes na natureza, como a ação dos ventos, de pássaros e de insetos. Para
isso, como já foi dito, é preciso interromper práticas e fenômenos que atrapalhem a regeneração ou que
agridam direta ou indiretamente a vegetação.
Entretanto, nem sempre a Regeneração Espontânea é a maneira mais viável para se praticar a
recuperação da floresta. Às vezes, ela não é possível e, às vezes, não é recomendável, sobretudo quando o
número de espécies vegetais é limitado, pois a regeneração espontânea, nesse caso, proporcionaria uma
menor diversidade, o que torna a floresta mais vulnerável. Nesse caso, o procedimento mais recomendável é
o Reflorestamento, que deve ser realizado, preferencialmente, com espécies nativas da região, mesmo
aquelas que foram completamente retiradas da área da floresta e que se encontram apenas em outros
locais. A vantagem desse procedimento é a rapidez com que os seus efeitos se concretizam, além da
variabilidade genética proporcionada pela grande diversidade de espécies que se apresentarão. Mesmo com
todos os procedimentos existentes e com todos os avanços da ciência na área de regeneração de floresta, a
recuperação da Mata Atlântica esbarra em inúmeros problemas, como os elevados custos e a disputas de
muitas de suas terras. Por esse motivo, foi criado o Pacto Florestal. Trata-se de uma iniciativa de alguns
centros de pesquisas, aliados à iniciativa privada, a universidades públicas e a órgãos governamentais para
acelerar o processo de preservação e recuperação da floresta da Mata Atlântica. O objetivo é recuperar 15
milhões de hectares até o ano de 2050. Atualmente, a Mata Atlântica conta apenas como 7,91% da sua área
original, sendo que mais de 80% da vegetação ainda existente encontra-se pulverizada em áreas com
menos de 50 hectares.

Atividades:

1) A Mata Atlântica está localizada ao longo de toda a costa do Brasil, assim como em áreas interioranas do
país. São estados que possuem vegetação de Mata Atlântica no seu território, exceto:

A) Maranhão. B) Espírito Santo. C) Minas Gerais. D) Paraíba E) Rondônia.

2) Qual das afirmativas abaixo indica um aspecto geográfico que interfere diretamente na constituição da
Mata Atlântica?

A) Continentalidade do interior da América do Sul.

B) Umidade proveniente do Oceano Atlântico.

C) Presença de áreas de planalto na costa brasileira.

D) Influência das frentes frias da América Central.

E) Localização próxima da Linha do Equador.

3) A Mata Atlântica possui um tipo climático característico, baseado na presença da elevada umidade, assim
como na influência de aspectos como o relevo e a rede hidrográfica. Um tipo climático encontrado na Mata
Atlântica é o:

A) tropical de altitude. B) desértico.


C) frio de montanha. D) tropical semiárido.

E) mediterrâneo.

4) A vegetação da Mata Atlântica é composta por diferentes formações vegetais, predominantemente do tipo
floresta tropical, que apresentam diferentes fisionomias conforme fatores como o clima e o relevo. Qual
afirmativa abaixo apresenta uma característica da vegetação da Mata Atlântica?

A) Presença de árvores retorcidas com galhos tortuosos.

B) Uniformidade vegetal das formações de floresta.

C) Ocorrência de vegetação formada por gramíneas.

D) Índice muito elevado de biodiversidade por hectare.

E) Pequena quantidade de matéria orgânica nos solos.

5) A Mata Atlântica é composta por diferentes tipos de vegetação, que são tradicionalmente agrupados
conforme as suas características vegetais. Quais dos tipos abaixo NÃO é uma subdivisão vegetacional da
Mata Atlântica?

A) Floresta ombrófila mista. B) Campos de altitude.

C) Floresta ombrófila densa. D) Mata de Igapó.

E) Floresta Estacional.

6) A ocupação da Mata Atlântica foi iniciada a partir da colonização do Brasil por Portugal. Nesse período
histórico, o principal motivo do desmatamento da Mata Atlântica estava atrelado à:

A) exploração de látex. B) cultivo de especiarias.

C) extração de pau-brasil. D) criação de animais.

E) mineração de ouro.

7) A história do desmatamento da Mata Atlântica está ligada aos ciclos econômicos brasileiros. A partir dos
seus conhecimentos, assinale dois cultivos agrícolas que foram responsáveis pelo desmatamento da Mata
Atlântica ao longo do tempo.

A) Laranja e manga. B) Pinhão e hortaliças.

C) Milho e sorgo. D) Cana-de-açúcar e café.


E) Soja e algodão.

8) Na atualidade, a Mata Atlântica ainda registra altas taxas de desmatamento. Um motivo para esse cenário
está corretamente apontado em:

A) instalação de grandes usinas hidrelétricas.

B) plantação de monoculturas de soja.

C) expansão desordenada das cidades.

D) criação extensiva de rebanhos bovinos.

E) implantação de plataformas de petróleo

9) A exploração de recursos naturais e a ocupação do território brasileiro têm uma longa história de
degradação de áreas naturais. É resultado, entre outros fatores, da ausência de uma cultura de ocupação
que respeitasse as características de seus biomas.
Disponível em: http://www.comciencia.br. Acesso em: 19 abr. 2010 (fragmento).

Ao longo da história, a apropriação da natureza e de seus recursos pelas sociedades humanas alterou os
biomas do planeta. Em relação aos biomas brasileiros, em qual deles esse tipo de processo se fez sentir de
forma mais profunda e irreversível?

A) Na Floresta Amazônica, especialmente a partir da década de 1980, devastada pela construção de


rodovias e expansão urbana.

B) No Cerrado, que abriga muitas espécies de árvores sob risco de extinção, atingido pela mineração e
agricultura.

C) No Pantanal, que abrange parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, degradado pela
mineração e pecuária.

D) Na Mata Atlântica, que hoje abriga 7% da área original, devastada pela exploração da madeira e pelo
crescimento urbano.

E) Na Mata dos Cocais, localizada no Nordeste do país, desmatada pelo assoreamento e pelo cultivo da
cana-de-açúcar.

10) Como você resolveria o impasse entre a necessidade de conservação da Mata Atlântica e a ocupação
do seu território?

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