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INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE DA IECA/LUBANGO

CURSO MÉDIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

TRABALHO DE FIM DO CURSO

TEMA:

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA MALÁRIA EM CRIANÇAS DE 0 AOS


14 ANOS DE IDADE, NO CENTRO MÉDICO DO NAMBAMBE LUBANGO.

Projecto do fim do curso para a obtenção do título de Técnico Médio de


Análises Clínicas

O ORIENTADOR:
Norberto Samuel Sapalo

LUBANGO/2021
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE DA IECA/LUBANGO

CURSO MÉDIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

TRABALHO DE FIM DO CURSO

TEMA:

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA MALÁRIA EM CRIANÇAS DE 0 AOS


14 ANOS DE IDADE, NO CENTRO MÉDICO DO NAMBAMBE LUBANGO.

Projecto do fim do curso para a obtenção do título de Técnico Médio de


Análises Clínicas

O ORIENTADOR:
Norberto Samuel Sapalo

LUBANGO. 2021
INDICE GERAL

DEDICATÓRIA.................................................................................... i
AGRADECIMENTOS...........................................................................ii
RESUMO..............................................................................................iii
Listas de abreviaturas........................................................................iv
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
1. INTRODUÇÃO...................................................................................1
1 .1. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA...............................................2
1.2. JUSTIFICATIVA DO PROBLEMA DE INVESTIGAÇÃO................2
1.3. OBJECTIVOS DE PESQUISA:.......................................................3
1.4. OBEJCETIVO GERAL....................................................................3
1.5. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS.........................................................3
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. CONCEITO DA MALÁRIA...............................................................4
2.2 HISTORIAL DA MALÁRIA................................................................4
2.3 SITUAÇAO DA MALÁRIA EM ANGOLA..........................................5
2.4 O VETOR............................................................................................6
2.4.1 Classificação Científica.................................................................7
2.4.2- MORFOLOGIA DO VETOR............................................................8
2.5 O PARASITA .....................................................................................9
2.5.1- MORFOLOGIA DO PARASITA.....................................................9
2.5.2 CICLO EVOLUTIVO .......................................................................10
2.5.3- CICLO BIOLÓGICO DO PARASITA NO HOMEM........................10
2.5.5- CICLO BIOLÓGICO DO PARASITA NO MOSQUITO ..................11
2.5.6 PERÍODO DE INCUBAÇÃO............................................................12
2.5.7 TRANSMISSÃO DA MALÁRIA.......................................................13
2.5.8 EPIDEMIOLOGIA DA MALÁRIA ....................................................13
2.5.9 SINAS E SINTOMAS DA MALÁRIA ...............................................14
2.5.10 DESCRIÇÃO DO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA MALÁRIA.15
2.5.11 IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO
LABORATORIAL DA MALÁRIA............................................................16
2.5.12 MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA...............................................17
13 DIAGNÓSTICO MICROSCÓPICO......................................................18
2.5.14 MATERIAIS, REAGENTES E INSTRUMENTOS ........................19
2.5.14 MATERIAIS, REAGENTES E INSTRUMENTOS ..........................19
2.5.15. Métodos .......................................................................................19

2.5.16. Técnica para a colheita do exame de Pesquisa de


plasmódio.................................................................................20
2.5.17- Modo de preparação de esfregaço sanguíneo e gota
espessa......................................................................................20
2.5.18 Descrição do método de coloração por giemsa..........21
2.5.19- Coloração pelo método de giemsa..............................21
2.5.20- Diluição a 10%...............................................................22
2.5.21- Diluição a 3% .................................................................22
2.5.21.1 Cuidados a ter com solução stock giemsa concentrada..........23
2.5.21.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA GOTA ESPESSA PARA A
PESQUISA DE PLASMÓDIO.......................................................................24
2.5.21.3 VANTAGENS E DESVANTAGENS DO ESFREGAÇO DELGADO
PARA A PESQUISA DE PLASMÓDIO .......................................................24
2.5.21.4 LEITURA E QUANTIFICAÇÃO PARASITÁRIA.............................25
2.5.21.5 – Método
2.5.21.6- Resultados Positivo.....................................................................26
2.5.21.7 - Resultados negativos.................................................................26
2.5.21.8 CARACTERÍSTICAS DAS DIFERENTES ESPÉCIES (SPP) DE
PLASMÓDIOS ENCONTRADOS NO SANGUE PERIFÉRICO....................27
2.5.21.9 TESTES DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO (TDR).................................28
2.5.21.10- Utilização do teste.......................................................................28
2.5.21.11 Procedimento ..............................................................................29
2.5.21.12- Interpretação dos resultados.....................................................30
2.5.21.12- Vantagens do teste......................................................................31
2.5.21.13- Desvantagens do teste................................................................31
2.5.21.14 DIAGNÓSTICO MOLECULAR (REACÇÃO EM CADEIA DE
POLIMERASE).........................................................................................32
2.6 PREVENÇÃO DA MALÁRIA.............................................................33
2.6.1 PROTEÇÃO INDIVIDUAL ..............................................................33
2.6.2 PROTEÇÃO COLECTIVA ..............................................................33
2.6.3 MEDIDAS PARA MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA...........34...
CAPÍTULO III- METODOLOGIA
3 Metodologia..............................................................................................35
3.1 Tipo de estudo.......................................................................................36
3.2 Local de estudo.....................................................................................36
3.3 Considerações éticas............................................................................37
3.4 INSTRUMENTO DE RECOLHA DE DADOS E A SUA
OPERACIONALIZAÇÃO...............................................................................38
3.5 Critérios de Inclusão..............................................................................39
3.6 Critérios de Exclusão.............................................................................39
CAPITULO IV- ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DOS
RESULTADO
Análise interpretação, e discussão dos resultados....................................40
1. 4.1 CONCLUSÕES................................................................................41
2. 4.2 SUGESTÕES...................................................................................42
3. REFENCIAS BIBLIOGRAFICAS ..........................................................43
4. ANEXOS.................................................................................................44
5. APENDICE.............................................................................................45
6. GROSSÁRIO..........................................................................................46
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Deus pela protecção divinal que nos tem concedido a todo
momento de vida, não podemos deixar de parte os agradecimentos aos
técnicos de saúde pela colaboração e disponibilidade tanto no momento de
estágio como na realização deste projecto de fim do curso.
A direcção da Escola pela atenção e o acompanhamento feito durante os 4
anos de formação.
A todos nossos professores, especificando Norberto Samuel Sapalo, Emília
Paula Talaça Soares, Silvano Culembe, Armando Jango, Sambambe, Daniel
Longuia. pela ajuda , solidariedade ,disponibilidade incondicional ,paciência ,
apoio técnico e moral e incansavelmente em prol do curso profissional .
Expressamos os nossos profundos agradecimentos aos nossos colegas do
instituto técnico privado da IECA, especialmente aos colegas de turma, pela
força e motivação que nos proporcionaram no decorrer todos os anos
passados de formação.
As nossas famílias palavras são insuficiente para poder expressar os
agradecimentos, pela força, amor e a atenção dispensada diariamente.
Louvem ao senhor Deus a minha rocha, ele me prepara para a batalha e me
ensina a combater. Ele é a minha rocha e fortaleza, o meu abrigo e o meu
libertador. Ele me defende com o um escudo, e eu confio na sua protecção.
Salmos 144 v 1 - 2.
RESUMO
A malária é uma doença causada por protozoários do gênero Plamódium
transmitido através da picada de uma fêmea Anophefeles do mosquito
infectado, que geralmente pica durante a noite, o seu diagnóstico adequado
permanece como um dos pilares dos programas de controlo da doença do
mundo. O presente trabalho tem como o tema Diagnóstico Laboratorial da
Malária em Crianças de 0 aos 14 anos idade no Centro Medico Do Nambambe
Lubango, e foi conduzido pelo seguinte objectivo. Descrever e praticar a
metodologia usada no local de estudo sobre o diagnóstico laboratorial da
malária, no periódo de Janeiro a Março de 2021.
Este trabalho tem como o estudo de caracter quantitativo descritivo-transversal,
com um paradigma qualitativo-quantitativo, tudo isto auxiliado ao suporte
bibliográfico.

Sendo a população constituída por 20 técnicos do laboratório e 50 crianças no


Centro Médico Do Nambambe do Lubango, com amostra de 10 técnicos de
laboratório e 25 pacientes, para dar um contributo ao marco teórico, usou-se a
pesquisa bibliográfica, isto é, consultas de livros artigos e revistas cientificas de
autores que já abordaram a mesma temática.
Daí concluímos que, a metodologia usada para o diagnostico da malária no
laboratório do Centro Médico Do Nambambe, é feita através da visualização
microscópica do plasmódio em método de gota espessa e o exame de
pesquisa de plasmódio corada pela técnica de Giemsa a 10% ou 3%, e em
seguida a quantificação parasitária por mm 3 de sangue. Usa-se outro recurso
alternativo como por exemplo, testes de diagnóstico rápido( TDR); e quanto as
crianças foram diagnosticadas por nós mesmos e com ajuda dos técnicos, na
qual observou-se num total de 50 lâminas, resultando em 11 casos positivos, e
39 negativos; A espécie de plasmódio encontrada foi apenas, a espécie
falciparum, e foi possível presumirmos através dos inquéritos aplicados, que o
nível de conhecimento sobre a malária por parte das crianças era deficiente.
Palavras -Chaves: Malária, Diagnóstico Laboratorial

Listas de abreviaturas
Ac- Anticorpo.
Ag- Antigeno.
D.D.T- Dicloro-Difinil-Tricloroetano.
DNA- Ácido Desoxirribonucleico.
Ex- Exemplo.
Fig- Figura.
Hb- Hemoglobina.
mm3 - Milimêtros cúbicos.
Ml- Mililitros.
OMS- Organização Mundia Da Saúde.
PCNM- Programa de control nacional da Malária.
Ph- Potência de hidrogénio.
PP- Pesquisa de Plasmódio.
PfHRP2- Plasmódio falciparum histidina- rich proteina 2.
PDHL- Plasmódio associado a Aldalase e Desidrogenase.
Pv- Plasmódio Vivax
Pf- Plasmódio Falciparum
Po- Plasmódio Ovale-
Pm- Plasmódio Malariae
Pk- Plasmódio Kinowlense
PCR- Reacção de cadeia da polimerase
Spp- Diferentes especies
TDR- Teste Rápido
TIP- Tratamento preventivo intermitente.

INTRODUÇÃO
1. INTRODUÇÃO
Como um problema de saúde pública, a malária é uma doença que atinge
diversas populações em vários países, sendo essencial a importância do
diagnóstico rápido e especifico para o início do tratamento e
consequentemente o controle da propagação da doença. Os sinais e sintomas
da fase inicial são: febre, dor no corpo, mal-estar geral, náuseas, vómitos,
dores de cabeça e dores nas articulações (Salzer 2019)

Classicamente 5 espécies são conhecidas por causar doenças em humanos,


são estas as seguintes: P. Falciparum, P. Vivax, P.Malaria e, P. Ovale. Tem
sido descrito uma nova espécie P. Knowlesi.

Segundo a organização mundial da saúde, a malária é a primeira e umas das


principais causas de mortes em países Africanos, tem grande incidência e
prevalência sobretudo da África Subsaariana, é causada pelo Plasmódio
Falciparum em países tropicais e subtropicais com mal saneamento do meio
ambiente (águas paradas, esgotos, árias alagadas com vegetação), são as
fontes dos mosquitos, fêmea do gênero Anopheles( Mariuba em 2019)

A infecção por malária em crianças também é um problema importante de


saúde pública. A infecção na criança pode resultar uma serie de consequências
graves incluindo aborto espontâneo, morte do neonato, baixo peso ao nascer,
partos prematuros, atraso no desenvolvimento cognitivo (Soares 2018).

Essa doença é prevenível e tratável, o início do tratamento deve ser o mais


precoce possível (Ribeiro 2016)

O diagnóstico Laboratorial da Malária em Angola, é feito pela visualização do


parasita em gota espessa, ou esfregaço delgado do sangue, a qual é analisada
por microscopia, e também feita através de testes de diagnóstico rápido de
Malária( TDR) (Sambo 2017)

1 .1. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

Em Angola a malária ou paludismo é a principal causa de mortes em regiões


de alta transmissão.

É mais comum malária grave ocorrer nas crianças menores de 5 anos e nas
mulheres gestantes em regiões de baixa ou média transmissão, toda a
população apresenta-se em alto risco de malária grave.

Mau diagnóstico laboratorial da malária, continua sendo uma preocupação para


um bom diagnóstico e excepto do tratamento clínico antimalárico.

Será que o diagnóstico Laboratorial da Malária feito no laboratório do Centro


Médico do Nambambe do Lubango, obedece a metodologia actual?

1.2. JUSTIFICATIVA DO PROBLEMA DE INVESTIGAÇÃO


O diagnóstico da Malária é um dos pilares dos programas de prevenção e
controle da doença em todo mundo, um diagnóstico eficiente propicia a
identificação precoce dos casos, e permite a caracterização da espécie
importante para a definição do esquema terapêutico.

A malária tem grande prevalência e incidência no nosso país, causando a


morte de milhares de pessoas. A falta de informação, educação por parte das
comunidades no que tange as formas de transmissão e prevenção da malária,
saneamento básico do meio deficiente, contribui para a descriminação da
doença,

Isso motivou-nos a escolha deste tema como contributo para melhorar o


diagnóstico, e a informar da malária a população e principalmente á crianças

1.3. OBJECTIVOS DE PESQUISA:


Objectivo da pesquisa diz respeito a um processo de investigação que se
interessa em descobrir as relações existentes entre os aspectos que envolvem
os factos, fenômenos situações ou causas( MASCHNER, 2016).

Sendo assim temos a realçar os seguintes objectivos:

1.4. OBEJCETIVO GERAL:


• Descrever e praticar a metodologia usada no local de estudo sobre o
diagnóstico laboratorial da malária no laboratório de análises clínicas do
Centro Médico do Nambambe no período de Janeiro á Março no ano em
curso (2021)

1.5. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:


• Identificar como é feito o diagnóstico laboratorial da malária no Centro
Médico do Nambambe.

• Diagnosticar laboratorialmente a malária em crianças que ocorreram ao


local de estudo no período acima referido.

• Avaliar o grau de conhecimento dos técnicos na diferenciação das


espécies de plasmódios encontrados no esfregaço de sangue periférico.
CAPÍTULO – II
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
CONCEITO DA MALÁRIA
A malária é uma doença que atinge diversas populações em vários paises,
sendo essencial a importância do diagnostico rápido e especifico para o início
do tratamento e consequentemente o controle da propagação da doença. Os
sinais e sintomas da fase inicial são: febre, dor no corpo, mal estar geral,
náuseas, vómitos, dores de cabeça e dores nas articulações (Salzer 2019).

HISTORIAL DA MALÁRIA
No século XVIII a doença recebeu o nome italiano de "mal aire", que significa
mal ar, já que à época acreditava-se que era causada pelas emanações e
miasmas provenientes dos pântanos. Do francês, se origina o nome paludismo
ou impaludismo, com igual significado. Outras denominações mais populares,
são: Maleita, sessão, febre palustre, carneirada, batedeira, tremedeira,
paludismo, impaludismo. .

No século V a.C., na Grécia, Hipócrates foi o primeiro médico a descartar a


superstição e relacionar a doença às estações do ano ou aos locais
frequentados pelos doentes, também foi o primeiro a descrever
detalhadamente o quadro clínico da malária e algumas de suas complicações ..

Em 1880, o médico do exército francês Charles Alphonse Laveran (médico


Francês), trabalhando na Argélia, foi o primeiro a observar e descrever
parasitas da malária no interior das hemácias humanas, e também foi o
primeiro a descrever detalhadamente o quadro clínico da malária e algumas de
suas complicações. Em 1889, descobriu-se que a transmissão da malária
humana ocorria pela picada de mosquitos de género Anópheles .

Durante a primeira metade do século XX os esforços foram concentrados no


controle da doença, em 1942, Paul Muller obteve o composto dicloro-difenil-
tricloroetano (D.D.T.) que apresentava grande actividade de insecticida e baixo
custo, mas devido à redução das actividades de controlo, crises económicas,
aumento dos custos das insecticidas, surgimento de resistência dos mosquitos
aos insecticidas e dos parasitas aos antimaláricos, a situação se deteriorou na
década de 1980 e ocorreu o aumento progressivo no número de casos na
maioria dos países, e isto levou à revisão da estratégia global de erradicação e
à decisão de adoptar actividades de controlo, visando reduzir os níveis de
transmissão, contando com a participação da comunidade, para alcançar êxito
nas actividades que dela dependessem. .

Desta forma, aliando-se medidas de controlo do vetor, acesso ao diagnóstico


laboratorial e tratamento eficaz e imediato, tornou-se possível ao menos obter
redução significativa da morbilidade e da mortalidade por malária.

2.3 SITUAÇAO DA MALÁRIA EM ANGOLA


A malária é a principal causa de morbilidade e de mortalidade em Angola,
afectando todas as faixas etárias, das cinco espécies de plasmódio
responsáveis pela malária humana, encontram-se representadas no País
apenas quatro: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium
malariae, Plasmodium ovale. .

A malária é endémica nas 18 províncias do país, nota-se um aumento de


transmissão durante a estação das chuvas, com um pico entre os meses de
Janeiro e Maio, as condições ambientais, climáticas, rios, lagos, factores
socioeconómicos, como difícil acessibilidade aos serviços de saúde, o tipo de
casa sem paredes das áreas rurais, são grandes facilitadores da transmissão
da doença no pais, e favorecem o aumento, desenvolvimento vectorial e
desenvolvimento dos plamódios nos vectores.

O VETOR
A malária é transmitida por mosquitos vulgarmente conhecidos como
carapanãs, muriçoca, pernilongos, mosquito-prego e bicuda, o género
anopheles, compreende cerca de 400 espécies das quais apenas um número
reduzido tem importância epidemiológica, dentre elas, quatro estão distribuídas
em África: Anopheles Gambiae, Anopheles Arabinensis, Anopheles Melas, e
Funestus para a região de Angola têm sido registadas mas Anopheles gambiae
que é considerada o principal vector .

Anopheles gambiae, é um mosquito pertencente ao género anopheles, sendo


de origem Africana, hospedeiro e transmissor da malária, o adulto tem como
hábito de viver dentro das habitações humanas e ter como vítima principal o
homem, sua larva se cria em poças rasas de águas limpas no solo que sejam
pobres em vegetação e expostas ao sol, mas podem ser encontradas em
cacimbas e poços rasos. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e se
alimentam de sangue porque precisam de sangue para garantir o
amadurecimento e postura dos ovos, os machos vivem de seivas de plantas.

Os Anopheles gambiae São mais presentes à noite, Durante o dia o mosquito


está dormindo e não precisa sentir o cheiro do hospedeiro, mas quando o sol
se põe, o sistema olfativo se torna extrassensível, e é quando ela (a fêmea)
está pronta para sentir odores e picar o homem.

ORIENTADOR
NORBERTO SAPALO Género: Anopheles
Espécie: Anopheles Gambiae
Para que o mosquito se torne infeccioso tem de viver tempo suficiente para que
o parasita complete a parte do ciclo que se desenvolve nele. As condições
ambientais assumem uma grande importância na transmissão da doença,
como é da chuva, o mau estado do saneamento e a temperatura, que para
além de afetar o comportamento do mosquito, a temperatura também
condiciona o desenvolvimento do parasita no interior do mosquito. Com o
aumento da temperatura, o período de incubação do parasita diminui tornando-
se infeccioso mais rapidamente, portanto, as temperaturas mais baixas, o
parasita demoram mais tempo a tornar-se infeccioso, o que pode impedir para
a transmissão já que o tempo de vida do mosquito pode não permitir o
desenvolvimento completo do parasita.

2.4.2- MORFOLOGIA DO VETOR


Como todos os insectos da família Culicidae, os anopheles têm uma
metamorfose completa (holometábolos), durante seu desenvolvimento passam
pelos estágios de ovo, larva, pupa e adulto, e esse estágio são aquáticos
providos de água limpa, fria e corrente, em locais sombreados, com presença
de raízes e vegetação aquática.

Ovo: A fêmea do mosquito põe seus ovos, um de cada vez ou juntos em


jangadas, numa superfície fresca ou quaisquer águas estagnadas que eclode
em larvas cerca de 2 dias.

Larva: se diferenciam entre si pelo tamanho, e se diferenciam de outros


géneros de mosquitos pela ausência de sifão respiratório e por apresentarem
uma posição paralela à superfície da água. Elas podem viver na água 7 a 14
dias, dependendo da temperatura.

As pupas: têm formato de vírgula e constituem o estágio de transição para a


forma adulta. Os adultos recém emergidos do estado de pupa repousam sobre
a superfície da água por um curto espaço de tempo para permitir que o seu
exoesqueleto se seque e todos os seus componentes endureçam antes de
voar.

2.5 O PARASITA
O parasita é do Reino Protista, Filo Apicomplexa, Classe Hematozoa, Ordem
Haemosporidae, Família Plasmodidae e Género Plasmoduim(Miguel, 2010), os
plasmódios se caracterizam por apresentarem dois tipos de multiplicação: uma
assexuada outra sexuada, são cinco as espécies de plasmódios que infectam o
homem:
• Plasmódio malariae: encontrada em todo mundo (Descoberto por Laveran
em 1881, Grassi e Faletti em 1890), agente da febre quartã, muito
encontrada no continente africano;

• Plasmódio vivax: (Descoberto por Grassi e Faletti, em 1890), responsável


pela febre terçã benigno; encontrada principalmente na Ásia, América
latina e algumas partes da África;

• Plasmódio falciparum: (Descoberto por Welch, em 1897), responsável pela


febre terçã maligna; encontrada principalmente na África América, e na
Ásia;

• Plasmódio ovale: (Descoberto por Stephens, em 1922), causador de uma


forma de terçã benigno, é encontrada principalmente em África ocidental;

• Plasmódio knowlesi: encontrado no sudeste asiático (Descoberto por


Sinton e Mulliga 1933) Causador de uma febre quartã. Durante a fase
inicial do seu desenvolvimento é similar a P.

2.5.1- MORFOLOGIA DO PARASITA


A morfologia do Plasmodium varia de acordo com a espécie e fase do ciclo
biológico do parasita, existem diferentes formas, são elas:

Esporozoíto: é a forma com maior potencial infeccioso para humanos, está


nas glândulas salivares do vector que as transfere para o homem. Suas
características são: núcleo central e extremidades afiladas apresentando na
extremidade anterior o complexo apical;

Esquizonte pré-eritrocítico: é A forma presente nos hepatócitos após a


reprodução assexuada tissular;

Esquizonte:  também dentro de hemácias, na qual o citoplasma é irregular e


vacuolizado, mas o núcleo já se apresenta dividido em alguns fragmentos;

Rosácea ou merócito:  ainda dentro da hemácia, cada fragmento do núcleo,


acompanhado de uma pequena porção de citoplasma, se individualiza,
formando tantos merozoítos quantas forem às divisões nucleares, ao conjunto
dos quais se dá o nome de merócito ou rosácea;
Merozoíto: é uma forma ovalada, contendo um núcleo, pequena porção de
citoplasma, apresentando em determinado ponto uma estrutura denominada
conóide de penetração. O merozoíto pode ter duas origens: da
esquizogoniatissular ou da esquizogoniasanguínea;

Macrogametócito:  é a célula sexuada feminina, encontrada dentro de


hemácias, apresentando-se arredondada ou alongada, conforme a espécie;

Microgametócito: é a célula sexuada masculina, encontrada dentro de


hemácias, apresentando-se arredondada ou alongada, conforme a espécie;

Ovo ou zigoto: é uma forma esférica, presente na luz do estômago do


mosquito e formada pela fecundação do macrogameta pelo microgameta;

Oocineto:  é uma forma alongada, móvel, presente entre a luz e a parede do


estômago do mosquito;

Oocisto:  é o ovo ou zigoto encistado na parede do estômago do mosquito e


que dará origem aos esporozoítos. Possuindo uma forma esférica (FONSECA,
2017).

CICLO EVOLUTIVO

O ciclo se passa em dois hospedeiros: no homem, com reprodução assexuada


do tipo esquizogonia e no mosquito, com a produção sexuada do tipo
esporogonia
.
CICLO BIOLÓGICO DO PARASITA NO HOMEM

A primeira etapa do ciclo de vida corresponde à fase pré-eritrocítica a qual


inicia quando o mosquito fêmea do género anopheles infectado, pica o homem
para se alimentar e simultaneamente inocula de 10-20 esporozoítos na
corrente sanguínea. Estes circulam no sangue durante 30 minutos a uma hora,
daí vão para o fígado onde penetram nos hepatócitos iniciando o ciclo tissular.
No hepatócitos se multiplicando assexuadamente dando origem a merozoitos,
Esta fase desenvolver-se nos 6-15 dias seguintes. (Hirako, 2016)

2.5.5- CICLO BIOLÓGICO DO PARASITA NO MOSQUITO


c

O tempo requerido para que se complete o ciclo esporogônico nos insectos


varia com a espécie de plasmódio e com a temperatura, situando-se
geralmente em torno de 10 a 12 dias. Os esporozoítos produzidos nos oocistos
são liberados na hemolinfa do insecto e migram até as glândulas salivares, de
onde são transferidos para o sangue do hospedeiro humano durante o repasto
sanguíneo (Hirako, 2016)

2.5.6 PERÍODO DE INCUBAÇÃO


O período de incubação de malária varia de acordo com a espécie de
plasmódio, sendo de 8-12 dias para o P. falciparum, 13-17 dias para o P. vivax,
18-30 para o P. malariae 16-18 dias para o P. ovale, verificando-se para P.
knowlesi uma duração de 15-17 dias (RIBEIRO, 2012).

TRANSMISSÃO DA MALÁRIA
O período de transmissibilidade natural da malária, esta ligada a existência de
portadores de gametócitos (reservatórios humanos) e de vectores. Existem
centenas de espécies de anopheles com potencial de transmitir a malária.

A transmissão da malária pode ocorrer de duas formas:

Transmissão natural - é aquela em que o plasmódio chega ao ser humano


por meio da picada de uma fêmea do mosquito Anopheles infectada, ou seja,
portadora de formas infectantes (esporozoítas) na sua glândula salivar

Transmissão induzida - é como se denomina qualquer outro modo de


transmissão que não é natural. São exemplos: transfusão de sangue uso
compartilhado de agulhas e/ou seringas contaminados; malária adquirida no
momento do partocongênita) e ocasionalmente acidentes de trabalho em
pessoal de laboratório ou hospital.

2.5.8 EPIDEMIOLOGIA DA MALÁRIA


A malária é reconhecida como grave problema de Saúde Pública no mundo,
ocorrendo nas regiões tropicais e subtropicais. A OMS estima que ocorram,
anualmente, em torno de 215 milhões de casos de malária em mais de 90
países e 445 mil mortes pela doença. A doença continua endémica, sendo
maior a ocorrência na região Africana, onde ocorrem, aproximadamente, 90%
de todas as mortes por paludismo e 15% ocorrem na Ásia. A R.D.C e a Nigéria
são responsáveis por 40% da mortalidade estimada em todo o mundo. O
plasmódio falciparum é o mais prevalente na África Subsariana, sendo a
primeira causa de morte em crianças com <5 anos, onde a cada 30 a 40
segundo uma criança adoece com malária. Outras regiões do globo atingidas
com malária são a região central e norte da América do Sul, e continente
Asiático (quase todo subcontinente Indiano, Médio Oriente, Irão, Ásia Central,
Sudoeste Asiático, Indonésia, Filipinas e sul da China).

A caracterização epidemiológica da malária em Angola indica tratar-se duma


doença infecciosa de transmissão perene com picos sazonais e
geograficamente com diferentes níveis de endemicidade. A malária é endémica
em toda região do País, com a transmissão mais elevada registada nas
províncias nortenhas (Cabinda, Uíge, Malange, Kuanza Norte, Lunda Norte e
Lunda Sul). Nas províncias do sul (Namibe, Cunene, Huíla e Kuando Kubango)
ocorrem surtos epidémicos devido às suas características geomorfológicas e
climáticas, assim como a província de Benguela e principalmente a província
de Luanda (devido à elevada densidade demográfica periurbana e deficiente
saneamento do meio).

Predominam as infecções provocadas pelo Plasmodium falciparum (87%),


seguido do Plasmodium vivax (cerca de 8-10%), Plasmodium ovale (1%) e
Plasmodium malariae (3 %). As áreas hiperendémicas são áreas onde a
transmissão é intensa e áreas mesoendémicas são áreas onde a transmissão é
moderada (Sambo, 2017).

2.5.9 SINAS E SINTOMAS DA MALÁRIA

Entre os sintomas mais comuns da infecção estão febre alta, calafrio, dor de
cabeça, posteriormente causando anemia hemolítica e icterícia. Com o agravo
do quadro clínico e ausência de tratamento, a malária pode evoluir para a sua
forma grave, causando danos cerebrais (malária cerebral) e podendo levar a
óbito. A forma grave da doença é prevalente em crianças pequenas e
primíparas que vivem em área endêmica, podendo causar sequelas
neurocognitivas, como comportamentais e de aprendizagem (PEREIRA, L.;
ALMEIDA, R; LIMA, F., 2018).

2.5.10 DESCRIÇÃO DO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA


MALÁRIA
O diagnóstico da doença é realizado pela visualização microscópica do
Plasmodium em exame da gota espessa de sangue, corada pela técnica de
Giemsa, que permite aceder à densidade parasitária e à morfologia dos
parasitas, e realizado através de teste de diagnóstico rápido, segundo a
Organização Mundial de Saúde, estes testes de diagnóstico rápido têm uma
sensibilidade igual ou superior a 95%, estão também disponível técnicas de
diagnóstico que usam as técnicas de biologia molecular, o PCR para dectar
DNA do parasita, embora o seu uso nas regiões endémicas seja pouco comum
devido ao seu elevado custo e complexidade , a amostra para o exame da
malária é o sangue total onde há maior concentração dos parasitas (Soares
2018).

2.5.11 IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO


LABORATORIAL DA MALÁRIA
O Diagnóstico Laboratorial da Malária é importante por possibilitar o tratamento
oportuno da mesma doença, o que leva a baixa percentagem de casos mais
graves da malária , é importante debruçar a cerca dessa doença, sendo a
doença que mas mata no mundo, o seu diagnóstico laboratorial fornece
informações valiosas ao médico, tanto para fins terapêuticos como para o
acompanhamento clínico do paciente, por isso é de extrema importância que o
técnico de saúde tenha informações sobre a malária e que haja, confiabilidade,
precisão e rigor nas práticas do diagnóstico, e esta confiabilidade está baseada
na capacidade do microscopista em colectar, confeccionar, corar, examinar e
interpretar uma gota espessa para realizar um diagnóstico de qualidade .

2.5.12 MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA


Por ser um procedimento que envolve sangue, o diagnostico laboratorial da
malária requer muita atenção as regras de biossegurança. Assim, no ato da
colecta de sangue, preparação/coloração das laminas e descarte de material
contaminado deve-se observar atentamente todas as medidas de prevenção de
contaminação individual e colectiva, a saber:

• Lavar as mãos antes e após o contacto com o paciente;

• Usar luvas de latéx descartáveis;

• Usar bata de mangas compridas, com punho elástico;

• Usar recipientes duros para descartáveis perfurantes (lancetas e Agulhas


usadas) e laminas desprezadas;

• Usar sacos apropriados para o lixo sanitário .

2.5.13 DIAGNÓSTICO MICROSCÓPICO


O exame objectiva a detecção e diferenciação das espécies de plasmódios,
consistindo na observação directa do parasita em sangue periférico ao
microscópio ótico, realizada após a coloração e quantificar a parasitemia por μL
ou mm3 de sangue, considerada padrão ouro para o diagnóstico laboratorial de
malária. A principal desvantagem da microscopia é a difícil detecção de
infecções mistas, pelas similaridades morfológicas entre estágios jovens dos
parasitas da malária de diferentes espécies.

2.5.14 ATERIAIS, REAGENTES E INSTRUMENTOS


• Lápis dermográfico, Luvas de latex e descartaveis, Lancetas, Lâminas de
vidros, Algodão seco, Álcool a 70%, Metanol ,Corante (Giemsa) ,Água
tamponada ,Cuba de coloração ,Suporte para lâminas, Óleo de imersão ou
óleo de cedro ,Microscópio óptico ,Contadores de Taller .

2.5.15. Métodos
• Identificação da lâmina

• Colheita de sangue por punção capilar

• Execução das preparações (Gota espessa e esfregaço)

• Fixação com álcool metílico

• Coloração pelo método de giemsa

• Leitura

• Quantificação parasitária/mm3

• Determinar o pH (7,2) da água

• Diluir o reagente a 3% ou a 10% .

2.5.16. Técnica para a colheita do exame de Pesquisa de


plasmódio
1- Separar duas lâminas limpas, deixando-as em superfície plana e horizontal;
2- Use luvas de látex ou descartáveis;

3- Numa lâmina limpa (de preferência com extremidade esmerilhada), coloque


uma etiqueta contendo o nome do paciente, data e horário da colheita;

4- Colocar uma das lâminas sobre a superfície plana e manuseá-la pelas


extremidades, evitando tocar as superfícies onde será feito o esfregaço
sanguíneo;

5- Seleccione o dedo para punção, normalmente terceiro ou quarto dedo a


partir do polegar, vulgarmente denominado dedo médio ou dedo anelar ou no
lóbulo da orelha, e em crianças no calcanhar ou no dedo polegar;

6- Limpe a área onde será feita a punção com álcool a 70%, e deixe secar;

7- Puncione o dedo com a lanceta, a punção deve ser feita na parte lateral do
dedo e remova a primeira gota de sangue com uma gaze limpa;

8-Segurar a lâmina firmemente pelas bordas da extremidade onde se encontra


a etiqueta de identificação, Tocar a segunda gota de sangue com uma lâmina
limpa, evitando o contacto com a pele se o sangue não sair bem, pressione
gentilmente o dedo .

2.5.17- Modo de preparação de esfregaço sanguíneo e gota


espessa
9- Sempre que possível, faça duas lâminas para esfregaços e gota espessa;

10- O sangue venoso no tubo de EDTA deve ser bem misturado antes de ser
usado;

11- Esfregaço (a): Separe duas lâminas limpas e com uma das lâminas (lâmina
distensora) tocar a gota de sangue presente na outra lâmina formando um
ângulo de 45;

12- Esfregaço (b): Esperar até que o sangue se espalhe ao longo da


extremidade da lâmina distensora;

13- Esfregaço (c) Segurando a lâmina distensora faz-se o deslocamento rápido


e suave para formar a camada fina do esfregaço;
14- Gota espessa: usando uma das pontas de uma lâmina limpa, espalhe a
gota de sangue em um círculo de diâmetro de 1 a 2 cm. Não produza uma gota
muito espessa, para evitar que ela saia da lâmina;

15- Secar a lâmina em temperatura ambiente na posição horizontal;

16- Fixar apenas o esfregaço com metanol a 100% por 1 minuto;

17- Espere até que o esfregaço esteja completamente seco antes da


coloração, Caso contrário, pode haver perda total de material;

18- Espere até que a gota espessa esteja completamente seca antes da
coloração.

2.5.18 Descrição do método de coloração por giemsa:


1. Colocar as lâminas a corar na tina (placa) de coloração com as faces viradas
para cima e despeje o corante até que cada lâmina esteja coberta ou mergulhe
as lâminas de forma vertical num tanque com a solução de Giemsa;

2. Deixar corar durante 8-10 minutos para diluição a 10% e 45 a 60 minutos


para a diluição a 3%;

3. Retirar as lâminas e lavar cuidadosamente para retirar o corante,


mergulhando-as 3 a 4 vezes num recipiente com água limpa;

4. Nota: Não lave a lâmina com o fluxo de água corrente de baixo da torneira;

5. Quando o corante tiver sido retirado, colocar as lâminas no suporte de


secagem com o lado do esfregaço para baixo, para escorrer e secar. Certificar
que as gotas espessas não se raspem na extremidade do suporte;

6. Colocar cuidadosamente as lâminas, uma por uma, colocando-as com o lado


do esfregaço virado para baixo no suporte de secagem em posição vertical;

Após a coloração, deixar a lâmina secar em temperatura ambiente e levar a


lâmina para o microscópio de luz, colocar o óleo de imersão e observar com a
objectiva 100X .

2.5.19- Coloração pelo método de giemsa


Recomendado para identificação de parasitas no sangue.
O Programa Nacional de Controlo da Malária (PCNM) recomenda a utilização
de diluições para preparação da solução de Giemsa: Diluição rápida a 10% e o
Diluição a 3%. A diluição rápida ou 10% é utilizada em laboratórios clínicos,
onde se requer resultados de diagnóstico em urgência. O método de diluição
lenta ou a 3% é utilizada para a coloração de rotina e durante pesquisas
transversais ou epidemiológicas e investigação operacional.

2.5.20- Diluição a 10%


O método é eficaz mas utiliza mais corante. A diluição é feita utilizando um
stock de Giemsa concentrado com água tamponada ou destilada com um pH
entre 7,0 a 7,2, preparar uma solução corante de Giemsa de 10%, adicionando
10ml de solução stock de Giemsa a 90ml de água tamponada,
dependentemente da quantidade de láminas.

2.5.21- Diluição a 3%
O método é económico porque se usa muito menos corante. A diluição é feita
utilizando um stock de Giemsa concentrado com água tamponada ou destilada
com um pH entre 7,0 a 7,2. Preparar uma solução corante de Giemsa de 3%,
adicionando 3ml de solução stock de Giemsa a 97ml de água tamponada,
dependentemente da quantidade de lâminas I (idem 2013).

2.5.21.1 Cuidados a ter com solução stock giemsa concentrada


Alguns aspectos importantes a lembrar no que diz respeito à solução stock do
corante de Giemsa são:

• Manter o frasco hermeticamente fechado, para evitar a evaporação e


oxidação do corante por humidade elevada;

• Guardar num frasco de vidro escuro num local fresco, seco, à sombra, longe
da luz solar directa;

• Para as necessidades diárias, medir pequenas quantidades de corante para


um frasco hermeticamente fechado (cerca de 25 ml), de forma que a solução
stock tenha poucas possibilidades de ser contaminadas;

• Não adicionar água à solução stock, mesmo em menor quantidade, para que
o corante não se deteriore, tornando a coloração progressivamente ineficaz;
• Não agitar o frasco do corante antes do uso. A agitação ressuspende
precipitados, que assentam nos esfregaços durante a coloração, e obscurecem
detalhes importantes durante a microscopia;

• Não adicionar corante diluído no frasco stock, ou no frasco utilizado para a


sua rotina diária. Uma vez que o corante já preparado (diluído), deve ser usado
rapidamente ou descartado.

2.5.21.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA GOTA ESPESSA


PARA A PESQUISA DE PLASMÓDIO:
Vantagens:
• Por concentrar maior quantidade de sangue desemoglobinizado numa área
relativamente pequena, a gota espessa aumenta a probabilidade de se
encontrar parasitas, o que a torna o método de eleição para o diagnóstico
de malária (e de outros hemoparasitos);

• A distribuição dos parasitas e leucócitos se dá ao acaso em toda a amostra.


Portanto, pode-se avaliar a parasitemia contando-se o número de parasitas
em relação a um determinado número de leucócitos.

Desvantagens:
• Requer experiência para a identificação de espécies, uma vez que a
morfologia do parasita se altera durante o processo de desemoglobinização;

• Requer processamento parcial ou total relativamente rápido depois de


colhida a amostra, para evitar a fixação de hemoglobina, a supercoloração e
a descoloração (idem 2009).

2.5.21.3 VANTAGENS E DESVANTAGENS DO ESFREGAÇO


DELGADO PARA A PESQUISA DE PLASMÓDIO
Vantagens:
• Por fixar as hemácias, permite melhor estudo da morfologia do parasita e das
alterações características dos eritrócitos parasitado, viabilizando conferir o
diagnóstico da gota espessa, em situações de dúvida;

• Por ser fixado e não submetido à desemoglobinização, a perda de parasitas


é bem menor que na gota espessa.
Essas amostras resistem mais ao atrito quando da remoção do óleo de
imersão, são mais duráveis e conservam por muito tempo a coloração original.

Desvantagens:
• A distribuição de leucócitos e parasitas não se dá ao acaso (leucócitos
maiores e estágios mais avançados dos parasitas localizam-se nas bordas e
final de esfregaço). Portanto, precisa-se examinar uma área extensa para
detectar todas as formas parasitárias, não estabelecendo uma boa correlação
entre o número de parasitas e o de leucócitos (Idem 2009).

2.5.21.4 LEITURA E QUANTIFICAÇÃO PARASITÁRIA


O método de determinação da densidade parasitária/m 3 é a metodologia actual
e recomendado pela OMS pela sua simplicidade. Calcula-se a contagem de
parasitas: para determinar a gravidade parasitológica de infecção da malária;
para determinar/monitorar a resposta parasitológica ao tratamento antimalárico
dado (avaliação terapêutica); Para saber a gravidade de infecções numa área.

Começar a contar quando o parasita é visto pela primeira vez ou a partir do


primeiro campo examinado, antes de iniciar a contagem identifique a espécie
do parasita e as fases presentes, comece a contagem na secção superior
esquerda da gota, com Abordagem sistemática ou Longitudinal (idem 2016). O
número de Leucócitos a utilizar (8000) é arbitrário, com grandes variações
entre indivíduos, contudo é aceite como razoavelmente preciso. Além dos
materiais já em uso necessitará:

• 2 Contadores (um para contar parasitas e outro para contar leucócitos)

• 1 Calculadora

2.5.21.5 - Método:
• Contar 100 parasitas em 200 leucócitos, Se após 200 leucócitos contar um
número de parasitas igual ou inferior a 99, a contagem deve continuar até
500 leucócitos.

• Em altas parasitemias divide-se o campo em 2 ou 4 partes e contar em


simultâneo os leucócitos e parasitas, pelo menos em 5 campos, e aplicar na
fórmula, dividindo pelo nº de leucócitos contados.
Obs. Terminar sempre a contagem do último campo mesmo que já tenha
atingido 200 ou 500 leucócitos.

Fórmula:
Nº de parasitas/ mm3 ou μL de sangue = Número de parasitas contados vezes
8000 adevidir, número de loeococitos contados.
PP; POSITIVO 2000 PARASITAS:; MM3 DE SANGUE

2.5.21.6- Resultados Positivo:


Quando uma lâmina é positiva, ao lançar o resultado, é importante mencionar a
quantidade de parasita, fase do parasita, e a espécie Ex:

• PP: Positivo 2000p/mm3 de sangue

• Observou-se trofozoitos (anéis) de p. Falciparum).

É Considerado alta parasitemia quando conta-se de 100.000 parasitas, e Baixa


parasitemia menos de 100.000 parasitas .

2.5.21.7 - Resultados negativos


Como em qualquer exame microscópico, um resultado negativo deve ser
emitido somente após minucioso exame da lâmina. No caso da gota espessa,
para não deixar de detectar baixas parasitemias, bem como para garantir o
diagnóstico das infecções mistas, torna-se necessário examinar mais de 100
campos microscópicos (500 campos seria o ideal), sobretudo se existir forte
suspeita de malária (clínica e epidemiologia favoráveis), repetir o exame em
diferentes horários (seriada) para aumentar sua sensibilidade. O exame de
uma gota espessa, durante 10 minutos é suficiente para se checar
aproximadamente 500 campos, possibilitando o registo de um resultado
negativo com maior segurança. O resultado é escrito da seguinte forma:

• PP: Não se observou plasmódio.

2.5.21.8 CARACTERÍSTICAS DAS DIFERENTES ESPÉCIES


(SPP) DE PLASMÓDIOS ENCONTRADOS NO SANGUE
PERIFÉRICO
• Plasmodium falciparum
Trofozoíto jovem: em forma de pequeno anel ou às vezes aberto, possuem
um citoplasma delicado e um ou dois pontos pequenos de cromatina.
Hemácias infectadas não são maiores que a média; e apresenta anéis na
periferia do citoplasma das hemácias;

Trofozoíto Maduro: (forma rara) O citoplasma tende a ser mais denso do que
o de anéis jovens. Eles possuem a tendência de manterem a sua forma de anel
e em algumas vezes pigmentos amarelados podem ser vistos em seu
citoplasma. Trofozoítos de P.F em crescimento podem aparecer com um
formato amebóide;

Esquizonte: são raramente observados no sangue periférico. Os esquizontes


maduros têm de 8 a 24 merozoítos pequenos; aparecem como um pigmento
escuro agregado numa massa;

O gametócito: Em forma de “banana”, “crescente” ou “salsicha”, é considerado


típico dessa espécie. Entretanto, pode ficar arredondado quando a secagem da
lâmina for demorada – por exemplo, nos locais de clima quente e húmido,
podendo confundir-se com formas de outras espécies.

• Plasmodium vivax
Trofozoíto jovem: em forma de anel regular, às vezes abertos, mostrando
apenas uma massa de cromatina (raramente duas). Pode ser confundido com
os trofozoítos jovens do P. falciparum, Os anéis podem ser maiores, um pouco
espesso, e não fica tão na borda da hemácia nem no equador da célula. as
Hemácias infectadas são maiores que a média;

Trofozoíto maduro: grande, amebóide e com vacúolo presente. Grânulos finos


de pigmento malárico escuro no citoplasma, geralmente identificados como
formas irregulares;

Esquizonte: são grandes, possuem de 12 a 24 merozoítos, pigmentos


castanho-amarelados que estão aglutinados. Os esquizontes podem preencher
toda o eritrócito;

Gametócito: redondo ou oval, com única massa de cromatina triangular ou


redonda, tamanho variável, possuem pigmentos castanhos dispersos e podem
preencher quase que totalmente o eritrócito, pode se confudir com o
gametócito de P.Malariae.

• Plasmodium malariae
Trofozoíto: Anéis de forma regular espesso, possuem um citoplasma redondo
compacto e uma massa grande de cromatina. Ocasionalmente apresentam-se
como banda, faixa ou “cesta” contendo pigmentos castanho escuros;

Esquizonte: possuem 6 a 12 merozoitos contendo um núcleo grande,


dispostos ao redor de uma massa compacta de um pigmento malárico de
coloração castanho escura. Os merozoítos podem ocasionalmente estar
organizados em forma de rosácea;

Gametócito: são arredondados ou ovais contendo pigmentações castanhas


espalhadas; eles podem preencher quase completamente a hemácia infectada.

• Plasmodium ovale
Trofozoίtos: possuem um citoplasma resistente e uma massa grande de
cromatina e podem ser compactos a ligeiramente irregulares e podem estar
dentro de eritrócitos com prolongamentos;

Esquizonte: possuem 6 a 14 merozoítos dstribuídos irregularmente, em volta


de uma massa compacta de pigmentos castanho-escuros. as hemácias
infectadas possuem uma forma oval;

Gametócito: redondo ou oval, com única massa grande de cromatina.


Grânulos de pigmento escuro. Hemácia parasitada pouco aumentada e com
granulações de Schüffner, sendo os grânulos mais espalhados. A presença de
granulações de Schüffner distingue esta espécie do P. malariae, a hemácia
parasitada é ovalada. .

• Plasmodium knowlesi
Trofozitos: (aneis) são semelhantes ao P. falciparum. Pontos com dupla
cromatina. Podem aparecer formas Appliqué, tal como anéis rectangulares
abrigando um ou mais pontos de cromatina acessórios. Eritrócitos podem
apresentar múltipla infecção.
Esquizontes: Núcleo grande continuaa dividir’-se até 16 merozoítos (em média
10) esquizonte vai amadurecendo no eritrócito o pigmento agrupa-se em uma
ou várias massas grossas de pigmento castanho escuro.

Formas de roseta ocasionais. Merozoítos maduro podem aparecer


segmentados e o pigmento agrupado numa massa única;

Gametócito: Arredondados ao oval. Compactos podendo ocupar o eritrócito


todo, Cromatina compacta excêntrica (macrogametócito) ou mais difusa
(microgametócito). Pigmento disperso (Programa Nacional de controlo da
Malária, 2013).

2.5.21.9 TESTES DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO (TDR)


Os testes de diagnóstico rápido para malária detectam antigenos específicos
dos parasitas de malária humana, que estão presentes no sangue das pessoas
infectadas. Tornam o acesso ao diagnóstico de malária possível para as
pessoas que vivem em áreas remotas, onde o exame da lâmina (microscópio)
não está disponível. O teste detecta proteínas do parasita, como a Pf-HRP2 de
P. falciparum e as enzimas aldolase e desidrogenase láctica (pDHL) dos
plasmódios e não o parasita em si .

O antigénio pode permanecer no sangue até duas semanas após um


tratamento efectivo. Nesses casos, já não existem parasitas no sangue mas
ainda antigénios (a pessoa já não está doente mas o teste dá positivo) Para
evitar interpretações erradas deve-se sempre perguntar se a pessoa fez algum
medicamento anti-malárico nas últimas duas semanas.

2.5.21.10- Utilização do teste


O teste rápido deve ser utilizado:
• Onde não exista e não seja viável a instalação de serviço de microscopia;
• Onde não exista possibilidade de garantir diagnóstico em menos de 24
horas de outra forma;
• Outras situações definidas pelos Directores Clínicos nos hospitais.

2.5.21.11 Procedimento
A realização do teste é simples, mas todas as orientações devem ser seguidas
rigorosamente. Os materiais necessários para sua realização são: lanceta,
diluente, copo invertido, teste e gaze com álcool.

• Deixe o teste em temperatura ambiente antes de realizá-lo;

• Abra o envelope;

• Limpe a ponta do dedo do paciente com a gaze; Deixar secar ao ar, sem
soprar nem limpar (se Soprar ou limpar o dedo deixa de estar limpo);

• Puncione a ponta do dedo;

• Descartar imediatamente a lanceta no contentor de objectos cortantes


após a picada;

• Desprezar a primeira gota de sangue;

• Recolha a segunda gota de sangue com o copo invertido individual;

• Transfira imediatamente o sangue para o teste no local apropriado


tocando a membrana, ou seja, na janela em forma de círculo do teste;

• Coloque quatro gotas do diluente no local apropriado;

• Aguarde no mínimo 15 minutos e no máximo 30 minutos para a leitura.

2.5.21.12- Interpretação dos resultados


• Inválido: Ausência de linha C invalida o teste;

• Negativo: Uma linha apenas na posição C significa resultado negativo;

• Positivo Para P. Vivax: Positivo duas nas linhas na posição C e P.v, o


resultado é infecção por P. vivax.

• Positivo Para Plasmodium Falciparum : Positivo duas nas linhas na


posição C e P.f, resultado é infecção por P. falciparum;

• Positivo Para Mista: A infecção é mista (P. falciparum + P. vivax) quando


todas as linhas posição C, P.f e p.v, .

2.5.21.12- Vantagens do teste:


• Útil quando não há microscopia disponível ou técnicos de laboratório para
efectuar a microscopia;

• Simples e rápidos de usar por qualquer técnico de saúde;

• Resultados em cerca de 30 minutos podendo iniciar-se logo o tratamento


caso resultado seja positivo;

• Identifica também a ausência de doença permitindo a pesquisa de outras


causas que não a malária para os sinais e sintomas existentes;

• Não necessita equipamento específico, caro e difícil de manejar. .

2.5.21.13- Desvantagens do teste:


• Só identifica a presença ou ausência de parasitas, não diz a quantidade de
parasitas no sangue logo, não do resultado da gravidade da doença;

• Detectam o antigénio e não os parasitas, podendo o resultado ser positivo


até 2 semanas apos um tratamento eficaz;

• Os testes podem ser danificados pelo calor e humidade (só se deve abrir
a embalagem imediatamente antes de realizar o teste)

2.5.21.14 DIAGNÓSTICO MOLECULAR (REACÇÃO EM CADEIA


DE POLIMERASE)
As técnicas moleculares vêm sendo amplamente empregadas para diagnóstico
de doenças infecciosas. PCR como método de detecção de malária foi
inicialmente descrita por Waters & McCutchan, em 1989 (Alves, 2018), consiste
na amplificação do ADN dos plasmódios usando a reacção em cadeia da
polimerase, o diagnóstico da malária com base na detecção de ácido nucléico
mostrou grande progresso em termos de eficácia, e é sensível (mais de 90%) e
altamente específica (quase 100%), pode detectar níveis muito baixos de
parasitas, útil quando o esfregaço é negativo, Porém, o diagnóstico de malária
através de PCR ainda é restrito aos laboratórios de pesquisa, em virtude de
seu custo elevado, reagentes necessários e alta complexidade da técnica .

2.6 PREVENÇÃO DA MALÁRIA


Grande esforço tem-se centrado, a nível mundial, no sentido de minimizar o
impacto desta doença na população global, para a prevenção a OMS
recomenda, a administração de tratamento preventivo intermitente em caso das
grávidas, uso do mosquiteiro tratado com insecticida de longa duração,
saneamento básico do meio, e o diagnóstico precoce, mas isso tem sido
particularmente difícil na maioria dos países Africanos, pois alguns casos de
febre são inicialmente levados para curandeiros tradicionais, que têm pouco
conhecimento sobre grupos de alto risco tais como mulheres gestantes, e
adesão tribal aos medicamentos anti-maláricos também não boa.

2.6.1 PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Como medida de protecção individual pode-se citar a chamada profilaxia de
contacto, que consiste em evitar o contacto do mosquito com a pele do homem.
Como o anopheles tem, em geral, hábitos nocturnos de alimentação,
recomenda-se evitar a aproximação às áreas de risco ao anoitecer, vestir roupa
comprida para proteger os braços e as pernas, usar repelentes nas áreas
expostas do corpo, Uso de redes milimétricas nas portas e janelas e dormir de
baixo de mosquiteiros tratado Com insecticida. .

Para os viajantes, evitar viajar para zonas endémicas da malária até ao período
pós-parto, nas mulheres que residem em zonas não endémicas a
quimioprofilaxia é desaconselhada pela OMS por favorecer o desenvolvimento
da resistência nos plamódios .

2.6.2 PROTEÇÃO COLECTIVA


Como medidas colectivas, algumas estratégias têm sido consideradas
actualmente para reduzir os níveis de transmissão nas áreas endémicas. Entre
elas destacam-se:

• Combate as larvas; através de larvicidas, devido à extensão das bacias


hidrográficas existentes nas áreas endêmicas e ao risco de
contaminação ambiental com larvicidas químicos, esta estratégia tem
sido pouco aplicada (Manual de Terapia da malária 2010);

• Combate ao vetor adulto: através da borrifação das paredes dos


domicílios com inseticidas de acção residual. Para que sejam
desalojados e eliminados os mosquitos de todos os locais que
favoreçam ao seu desenvolvimento, devem ser bem limpos, secos e
tapados os buracos das paredes das nossas casas. Deve-se também
limpar e capinar muito bem o terreno ou o quintal á volta da casa. A
bananeiras e certas árvores não muito úteis devem ser podadas, porque
é ai onde o mosquito gosta de dormir. ;

• Saneamento Basico: Uma das formas simples de se prevenir contra o


paludismo, é o saneamento do meio, que é um conjunto de diferentes
acções que devem ser levadas a cabo no exterior ou fora das casas,
visto que os mosquitos têm como refúgio e ambiente de reprodução as
águas paradas, lixeiras, latas, tambores vazios e pneus abandonados e
esses ambientes adequados para a produção do mosquito devem ser
eliminados para evitar a sua formação.;

2.6.3 MEDIDAS PARA MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA

através da informação, educação e comunicação, a fim de provocar mudanças


de atitude da população em relação aos factores que facilitam a exposição à
transmissão (idem 2013).
CAPITULO- III
METODOLOGIA
3 Metodologia
Metodologia: é aplicação de procedimentos e técnicas que devem ser
observados para construção dos conhecimentos, com o propósito de
comprovar sua validade e utilidade dos diversos hábitos da sociedade
(Maschner, 2015).

3.1 Tipo de estudo

Bem com base os objectivos traçados aptamos pelos seguintes tipos de


estudo:

• Descritivo

• Quantitativo

• Inquérito por questionário: foi a técnicas que se usou para recolha de


dados com perguntas abertas e fechadas.

3.2 Local de estudo

População

População ou universo é o conjunto de todos os elementos (pessoas ou


objectos) cujo pesquisador está interessado em estudar. (Maschner, 2015)

A nossa população foi constituída por 25 Técnicos de Laboratório de análises


clínicas do Centro Médico do Nambambe.

Amostra

A amostra é a subparte representativa da população, aquela que realmente é


estudada. (Roque, 2010)
Com base na população, a amostra foi de 10 Técnicos de Laboratório de
Análises Clínicas do mesmo local acima referido.
3.3 Considerações éticas

A ética é um conjunto de regras de conduta que todo investigador deve


interiorizar quando decide utilizar pessoas como sujeitos de investigação
(Maschner, 2015)

De acordo com os direitos fundamentais, teve-se sempre presente neste


estudo os princípios determinados pelo código de ética, respeitaram-se todos
os aspectos associados a este estudo, garantindo assim a máxima
confidencialidade a todos os dados recolhidos, sendo que toda informação foi
efectuada pelos autores deste trabalho, respeitando assim as diferenças, e
toda recolha será mantida dentro do sigilo profissional.

3.4 INSTRUMENTO DE RECOLHA DE DADOS E A SUA


OPERACIONALIZAÇÃO
A presente pesquisa foi realizada no Centro Médico do Nambambe, durante o
período compreendido entre Dezembro de 2020 a Março de 2021. Os dados
foram recolhidos na mesma Instituição através de inquéritos por questionário
com perguntas fechadas e abertas direccionadas à temática da Anemia
falciforme com finalidade de atingir os objectivos traçados. Antes foi o pedido
de autorização de início da pesquisa a Direção do Centro, mediante a
apresentação do credencial cedido pela direcção do Instituto Técnico Privado
de Saúde da IECA. Após a aceitação da Direcção, fez-se a recolha de dados

3.5 Critérios de Inclusão


O nosso estudo foi feito com técnicos que trabalham no Laboratório do centro
médico Centro Médico do Nambambe /Município do Lubango, Província da
Huíla.

3.6 Critérios de Exclusão


Foram excluídos funcionários que não foram selecionados para a população
alvo deste trabalho.

4 ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DOS


RESULTADOS
Este capítulo tem como finalidade analisar os resultados obtidos, bem como a
sua interpretação e discussão. Para sua concretização, elaborou-se um
inquérito constituído por perguntas fechadas e abertas de escolha múltipla Em
seguida, determinou-se a percentagem de cada frequência. Para melhor
clarificação, achou-se por bem, apresentar os mesmos dados por intermédio de
tabelas.

Tabela nº 1- Apresentação dos resultados de acordo a caracterização dos


dados sociodemográficos da amostra
IDADE GÉNERO FREQUÊNCI PERCENTAGEM
A (%)
32- 35 Masculinos 4 40%
26 - 4O Femininos 6 60%
Total 10 100%

De acordo a tabela acima, diz que 4 técnicos perfazendo 40%, tem idades
compreendidas entre 32 a 35 anos de idade, e 6 técnicos perfazendo 60%, tem
idades compreendidas entre 26 a 40 anos de idade.

Tabela nº 2: Grau académico

CATEGORIAS FREQUÊNCIA PERCENTAGEM

Técnico médio de Análises Clínicas 9 90%

Técnico superior de Análises


Clínicas 1 10%

Graduado em Análises Clínicas 0 0%

Total 10 100%

De acordo a tabela acima, 6 técnicos correspondentes a 60% do género


femenino, e 4 técnicos que correspondem a 40% são do género masculino.
Tabela nº 3- Questão nº 1 - Já ouviu falar da malária?
OPÇÕES FREQUÊNCIA PERCENTAGEM
Sim 10 100%
Não 0 0%
Total 10 100
De acordo com a tabela nº 3, 10 técnicos correspondente a 100% afirmaram
que já ouviram falar da malária.

Tabela nº 4 questão nº 2-Qual é o agente biológico necessário para o


Diagnóstico laboratorial da malária?
OPÇÕES FREQUÊNCIA PERCENTAGEM
Escarro 0 0%
Urina 0 0%
Fezes 0 0%
Sangue 10 100%
Total 10 100

De acordo com a tabela nº 4, da questão nº 2 indica que 10 técnicos que


corresponde a 100% responderam correctamente que o produto biológico
necessário para o diagnóstico laboratorial da malária é o sangue.

Tabela nº 5 questão nº 3- Qual é o local para retirar a amostra para o


exame da malária?

OPÇÕES FREQUÊNCIA PERCENTAGEM


Na mão esquerda do 10 100%
dedo anelar
Na mão direita do dedo 0 0%
polegar
Na mão direita no dedo 0 0%
Indicador
Na mão esquerda do 0%
dedo polegar
Total 10 100

A presente tabela nº 5, questão nº 3 ilustra-nos que 10 técnicos correspondente


a 100% assinalaram a opção de que é na mão esquerda do dedo anelar onde é
o local para retirar a amostra para o exame da malária.

De acordo com o programa nacional de controle da malária (2013) o local para


retirar a amostra para o exame da malária é o dedo anelar ou médio da mão
esquerda.
Tabela nº 6 questão nº 4-Quais sãos as técnicas usados para o
diagnóstico Laboratorial da malária?

OPÇÕES FREQUÊNCIA PERCENTAGEM


Execução das preparações (Gota 5 50%
espessa e esfregaço) e fixação
com álcool etílico
Coloração pelo método de 5 50%
Giemsa 10% ou 3% e
quantificação parasitária por (mm)
ou uL de sangue
Por esfregaço, corado com 0 0%
Giemsa 3%
Contagem de parasitas por 0 0%
sistemas em cruzes
Total 10 100

De acordo com a tabela nº 6, 50% dos técnicos, afirmaram que uma das
técnicas usadas para o diagnóstico laboratorial da malária, é a execução das
preparações (Gota espessa e esfregaço) e fixação com álcool etílico e 5
Técnicos correspondente a 50% afirmaram que uma das técnicas é a
Coloração pelo método de Giemsa 10% ou 3% e quantificação parasitária por
(mm) ou uL de sangue.

Segundo o manual de diagnóstico laboratorial da malária, diz que os


procedimentos técnicos usados para o diagnóstico da malária são: Colheita de
sangue por punção capilar; Execução das preparações (Gota espessa e
esfregaço), Fixação com álcool metílico, Coloração pelo método de giemsa a
3% ou a 10%, Quantificação parasitária/mm3.
Tabela nº 7 questão nº 5- Como é feita a quantificação dos parasitas em
baixa parasitémias?

OPÇÕES FREQUÊNCIA PERCENTAGEM


Contar 99 parasitas em 200 10 100%
leucócitos, se após 200 leucócitos
contar um número de parasitas
igual ou inferior a 99, a contagem
deve continuar até 500 leucócitos
Quando o número total de 0 0%
parasitas contados situar-se entre
40 a 60 parasitas por 100 campos,
registrar: + /2 (meia cruz
Total 10 100

A presente tabela nº 7 questão, 10 técnicos correspondente a 100% afirmaram


que a quantificação dos parasitas em baixa parasitemia é feita Contando 99
parasitas em 200 leucócitos, se o nº de parasitas for menor que 99 parasitas,
continue a contar até 500 leucócitos e , aplique na fórmula.

Segundo Programa Nacional de Controlo da Malária em Angola 2013, diz que


quantificação dos parasitas em Baixa parasitemias é feita Contando 99
parasitas em 200 leucócitos, Se após 200 leucócitos contar um número de
parasitas igual ou inferior a 99, a contagem deve continuar até 500 leucócitos.
Tabela nº 8 questão nº 6- Como é feita a quantificação dos parasitas em
altas parasitemias?

OPÇÕES FREQUÊNCI PERCENTAGEM


A
Divide-se o campo e contar 100 0 0%
parasitas em 200 leucócitos, se
após 200 leucócitos contar o
número de parasitas igual ou
inferior a 100, a contagem deve
continuar até 500 leucócitos
Divide-se o campo em 2 ou 4 10 100%
partes e contar em simultâneo os
leucócitos e os parasitas, pelo
menos em 5 campos, dividindo
pelo número de leucócitos
contados
Total 10 100

De acordo com a tabela nº 8, 10 técnicos correspondente a 100% afirmaram


que em alta parasitemia, é feita dividindo-se o campo em 2 ou 4 partes e contar
em simultâneo os leucócitos e parasitas, pelo menos em 5 campos, e aplicar
na fórmula, dividindo pelo nº de leucócitos contados.

Segundo Programa Nacional de Controlo da Malária em Angola 2013, diz que a


quantificação dos parasitas em altas parasitemias é feita dividindo-se o campo
em 2 ou 4 partes e contar em simultâneo os leucócitos e parasitas, pelo menos
em 5 campos, e aplicar na fórmula, dividindo pelo nº de leucócitos contados.
Tabela nº 9 questão nº 7- Diferencie os trofozoítos, das espécies de
plasmódios (Falciparum, Vivax, e plasmódio Malariae) encontrados no
sangue periférico?

OPÇÕES FREQUÊNCI PERCENTAGEM


A
Correctas 6 60%
Incorrectas 4 40%
Total 10 100

A tabela nº 9, diz-nos que 6 técnicos correspondentes a 60%, têm


conhecimento pelo que responderam correctamente e 4 técnicos
correspondentes a 40%, mostraram a falta de conhecimento concernente as
espécies de plasmódios.

Segundo Programa Nacional de Controlo da Malária em Angola (2013), o


Trofozoítos do P. falciparum apresenta-se em forma de pequeno anel ou às
vezes aberto, possuem um citoplasma delicado e um ou dois pontos pequenos
de cromatina. Hemácias infectadas não são maiores que a média; e apresenta
anéis na periferia do citoplasma das hemácias. Trofozoítos do Plasmódios
Vivax e o trofozoíto do plasmódio malarie: Anéis de forma regular espesso,
possuem um citoplasma redondo compacto e uma massa grande de cromatina.
Ocasionalmente apresentam-se como banda, faixa ou “cesta” contendo
pigmentos castanho escuros.
Tabela nº 10 questão nº 8- Qual é a importância da realização do
diagnostico laboratorial da malária em crianças?

OPÇÕES FREQUÊNCI PERCENTAGEM


A
Impede o mosquito fêmea do 0 0%
gênero anopheles infectada picar a
criança e torna-la saudável
Fornece informações valiosas ao 10 100%
médico, tanto para fins
terapêuticos como para o
acompanhamento clínico da
criança
Visualiza os parasitas, fungos, 0
0%
bactérias, protozoários na amostra
examinada por microscopia e
cultura, detenção de anticorpos
específicos e detenção de
antígenos, liberados pelo fungo
nos líquidos corpóreos
Total 10 100

De acordo com a tabela nº 10, 10 técnicos correspondente a 100%, afirmaram


que a realização do diagnóstico Laboratorial da malária é importante porque
fornece informações valiosas ao médico, tanto para fins terapêuticos como
para o acompanhamento clínico da criança.

Segundo a Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Malária


(2013) e Gomes (2018) diz que o Diagnóstico Laboratorial da Malária é
importante por possibilitar o tratamento oportuno da mesma doença, o que leva
a baixa percentagem de casos mais graves da malária, e fornece informações
valiosas ao médico, tanto para fins terapêuticos como para o acompanhamento
clínico do paciente.
Tabela n º11: resultado das crianças diagnosticadas com malária

CATEGORIA FREQUÊNCIA PERCENTAGEM


Negativos 39 78%
Positivos 11 22%
Total 50 100

A tabela acima primeira, diz-nos que das crianças diagnosticadas, 78% das
crianças não estavam infectadas por malária, e 11 crianças, estavam
infectadas por malária, a espécie de plasmódio encontrada foi apenas o
falciparum.

Das espécies de plasmódios detectadas estavam na fase de: Trofozoítos.


CONCLUSÕES E SUGESTÕES
4.1 CONCLUSÕES
Dos dados colectados junto dos participantes, deu-se por concluir que:

• Os técnicos do laboratório, maior parte têm domínio das diferenciações


das espécies de plasmódios encontrados nos esfregaços do sangue
periférico, mas ainda há muita dificuldade por outros técnicos, uma vez
que houve dificuldades em diferenciar as morfologias dos trofozoítos dos
P.f, P.v, e P.malariae;

• Concluímos que a metodologia usada para o diagnostico da malária no


laboratório do Centro Médico do Nambambe, é feita através da
visualização microscópica do Plasmódium em método de gota espessa
e o exame de pesquisa de plasmódio corada pela técnica de Giemsa a
10% ou e em seguida a quantificação parasitária por mm 3 de sangue.

• Durante o período em estudo diagnosticou-se a malária em crianças, na


qual observou-se num total de 50 lâminas, resultando em 11 casos
positivos e 39 negativos; e a espécie de Plasmódium encontrada foi
apenas a espécie falciparum.

4.2 SUGESTÕES

• Que a metodologia para a pesquisa do Plasmódio Spp, seja feita ou


obedeça as normas e regulamentos protocolados pela OMS, por tanto
que seja executada também de maneira seriada, permitindo detectar um
maior número de plasmódios circulantes, evitando resultados falso
negativo;

• Que o Ministério da Saúde de Angola consiga envidar esforço no


sentido de alargar a metodologia no Diagnóstico Laboratorial da malária,
no que concerne a aquisição de técnicas de ponta, como por exemplo a
implementação da biologia molecular o PCR (reacção em cadeia da
polimerase) para se estudar o genoma do parasita, técnica
indispensável, cuja, a mesma poderá dar subsídios enriquecedores
sobre a filogenia do Plasmódium spp, possível alterações genéticas,
como o aparecimento de novas CEPAS (variações ou estripes),
fundamentais para uma melhor conduta terapêutica, evitando as
resistências ou falência na terapia anti malárica;

• Que deve haver aperfeiçoamento de formações contínuas sobre Malária,


essas formações podem ser por meio de seminários, aulas de
capacitação, isso ajudaria os técnicos a melhorarem os seus
conhecimentos acerca da malária, principalmente na diferenciação
parasitária e na quantificação parasitária/mm3 de sangue, pois que
mínimo erro no diagnóstico pode trazer consequências para os
pacientes, desde um aumento da gravidade da doença e até mesmo
óbito;
REFENCIAS BIBLIOGRAFICAS
1.SALZER, A. L. (2019). AVALIAÇÃO IN VITRODA ATIVIDADE
ANTIPLASMÓDICA DAS LIGNANAS EM MODELO DE Plasmodium falciparum
(1 ed.). (B. M. Dr. Valter Ferreira de Andrade Neto, Ed.) Natal, RIO GRANDE
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2. Mariúba, L. A. (2018). Métodos para diagnóstico de Malária: Atualização e


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3. Soares, C. E. (2018). Terapêutica da Malária: Novas Abordagens (1 ed.). (M.


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FERRAMENTA DE APOIO DIAGNÓSTICO EM REGIÕES NÃO ENDÊMICAS
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10. VELÁSQUEZ, C. M. (2014). Suscetibilidade e resposta imune de mosquitos


Anopheles (Diptera: Culicidae) da Região (1 ed.). (P. F. Paolucci, Ed.) Belo
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11. Glória, J. C. (2018). Métodos para diagnóstico de Malária: Atualização e
desafios. Brazil: Scientia Amazonia
12. Rund, S. S., Bonar, N. A., Champion, M. M., Ghazi, J. P., Houk, C. M.,
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14. Gomes, A. P. (2018). A infecção pelo gênero Plasmodium: epidemiologia,


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Submetida Ao Tratamento Intermitente E Preventivo com Sulfadoxina e
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ASPECTOS DE CLÍNICA, DIAGNÓSTICOS E TRATAMENTOS. (P. S. Seabra,
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18. Hirako, I. C. (2016). O sistema imune inato na patogênese da Malária. Belo


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19. Júnior, J. B. (2009). Manual de diagnóstico laboratorial da malária (2 ed.,


Vol. II). (S. d. saúde, Ed.) Brazil, Brazil: Ministério da Saúde.

20. Marinho, L. (2018). Epdemia da Malária no continente africano .

21. Sambo, L. (2017). DIRECTRIZES E NORMAS DE CONDUTA PARA O


DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA MALÁRIA (2 ed.). (M. d. Oliveira, J. J.
Adelaide de Carvalho, & J. Rosário, Edits.) Luanda, Angola.

22. Nogueira, P. A. (2018). Métodos para diagnóstico de Malária: Atualização e


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23. Figueiredo, M. A. (2012). Diagnóstico Morfologico, serologico e molecular
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www.saude.gov.br/bvs

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DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA MALÁRIA PARA A REGIÃO
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30. Agencia Nacional de Vigiláncia Sanitária; Fundação Osvaldo Cruz;


Ministério da saúde de Brazil. (2014). CONHEÇA A MALÁRIA.

31. Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Malária. (2013).


SISTEMA DE CONTROLE DE QUALIDADE DO DIAGNÓSTICO
LABORATORIAL DA MALÁRIA PARA A REGIÃO AMAZONICA . (M. d. Brazil,
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32. Maschner, M. L. (2015). Métodos e Técnicas de Pesquisa. Brazil.

33. PEREIRA, L.; ALMEIDA, R; LIMA, F., (2018). AVALIAÇÃO IN VITRO DA


ATIVIDADE ANTIPLASMÓDICA DAS LIGNANAS EM MODELO DE Plasmódium falciparum.
ANEXOS
Figura n 1_ Ciclo do biológico do plamódio no homem e no mosquito

Fonte: CDC, adaptado.

Figura 2: Hemácia poli parasitada com trofozoítos de Plasmódium


falciparum. Ensaio in vitro

Fonte: LABMAT
Figura 3: Cabine de segurança biológica classe II.

Fonte: Pachane equipamentos para laboratórios

Fig.4: Dedo para Punção fig.5: Puncione o dedo Fig.6 tocar o sangue
na lâmina

Fig.7: formando um ângulo de 45º Fig.8: formar o esfregaço

Fig.9: Formar a Gota espessa Fig.10: Lâmina de efregaço e Gota espessa

Fontes: Auxiliar de bancada, Diagnóstico Laboratorial da malária 2013


Figura nº 11: Diferenças de espécies de plasmódios encontrados no sangue
periférico
Fonte: Auxiliar de bancada, Diagnóstico Laboratorial da malária 2013

P. Knowlesi

Fonte: Auxiliar de bancada, Diagnóstico Laboratorial da malária 2013

Figura nº 12: Teste inválido Figura nº 13 Teste negativo

Fonte:Rosana Ribeiro
2012

Fonte:Rosana Ribeiro 2012

Figura nº 14: Positivo P. Vivax


Fonte: Rosana Ribeiro 2012

Figura nº 15: Positivo P. falciparum Figura nº 16: Positivo


Mista
Figura nº 17:Pulverização intra-domiciliária e uso de redes nas portas e
janelas

Fonte: ANGOP

Figura nº 18: Tratamento do lixo comum

Fonte: Tpa.sapo

Figura nº 19: Contagem de Parasitas em Gota Espessa (Abordagem


sistemática)

Fonte: Yamo 2016


Fig. nº 20:Contagem de Parasitas em Gota Espessa (Método Longitudinal)

Fonte: Yamo 2016

Fig. nº 21 , Uso de mosquiteiro.

Fig. N 22 Mosquiteiro Fig. nº 23, Os mosquitos a volta do mosquiteiro.


Fig. N 24. Mapa de distribuição de especies Anopheles vetor da Malária,
predominante-
APENDICE
Apendice II- Credencial fig 25.

Apendice III- Inquerito para os técnicos fig n 26.

Instituto Técnico Privado de Saúde da IECA


I.T.P.S- I.E.C.A

CURSO TÉCNICO DE ANÁLISES CLÍNICAS

13ª CLASSE

Caro(a) técnico (a), somos estudantes do Instituto técnico Privado de saúde da


I.E.C.A, pretendemos fazer recolha de dados relativo a pesquisa cientifica de
fim do curso, este inquérito não tem como finalidade a avaliação da capacidade
técnica, mais sim, para ajudar-nos na elaboração do nosso trabalho dando a
sua opinião sobre o tema: Diagnóstico Laboratorial Da Malária. Pelo que
esperamos e agradecemos a sua amável colaboração e tempo dispensado.
Informações pessoais
a)- Idade____ anos - Género: Masculino (___) Feminino (___)
b) -Grau académico:
a) Técnico Médio de Analises Clínicas (__)
b) Técnico Superior de Análises Clínicas (__)
c) Graduado em Análises Clínicas (__)
Assinale com X as alíneas correctas abaixo
1 - Já ouviu falar da Malária?
a) Sim (__) b) Não (__)
2-Qual é o agente biológico necessário para o diagnóstico laboratorial
da malária?
a) Escarros (__) b) Urina (__) c) Fezes (__)
d) Sangue (__)
3- Qual é o local para retirar a amostra para o exame da malária?
a) Na mão esquerda do dedo anelar (__)
b) Na mão direita do dedo polegar (__)
c) Na mão direita no dedo Indicador (__)
d) Na mão direita do dedo polegar (__)
4-Quais sãos as técnicas usados para o diagnóstico laboratorial da
malária?
a) Execução das preparações( Gota espessa e esfregaço) e fixação com
álcool etílico; (__)
b) Coloração pelo método de Giemsa 10% ou 3% e quantificação
parasitária por (mm) ou uL de sangue. (__)
c) Por esfregaço, corado com giemsa 3%, (__)
d) Contagem de parasitas por sistemas em cruzes (__)

5- Como é feita a quantificação dos parasitas em baixa parasitemias?

a) Contar 100 parasitas em 200 leucócitos, se após 200 leucócitos


contar um número de parasitas igual ou inferior a 99, a contagem
deve continuar até 500 leucócitos (__)

b) Quando o número total de parasitas contados situar-se entre 40 a 60


parasitas por 100 campos, registrar: + /2 (meia cruz). (__)
6- Como é feita a quantificação dos parasitas em altas parasitemias?
a) Divide-se o campo e contar 100 parasitas em 200 leucócitos, se após
200 leucócitos contar o número de parasitas igual ou inferior a 99, a
contagem deve continuar até 500 leucócitos (__)

b) Divide-se o campo em 2 ou 4 partes e contar em simultânio os


leucócitos e os parasitas, pelumenos em 5 campos, dividindo pelo
número de leucócitos contados
(__)

7- Diferencie os trofozoítos, das espécies de plasmódios (Falciparum,


Vivax, e plasmódio Malariae) encontrados no sangue periférico?
R:___________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
8- Qual é a importância da realização do diagnostico laboratorial da
malária em crianças?
a) Impede o mosquito fêmea do gênero anopheles infectada picar a criança
e torna-la saudável. (__)
b) Fornece informações valiosas ao médico, tanto para fins terapêuticos
como para o acompanhamento clínico da criança .(__)

c) Visualiza os parasitas, fungos, bactérias, protozoários na amostra


examinada por microscopia e cultura, detenção de anticorpos
específicos e detenção de antígenos, liberados pelo fungo nos líquidos
corpóreos. (__)

Lubango/2021
GROSSÁRIO

Ácido nucleico – moléculas gigantes, constituidas por nucleotideos e que


formam dois importantes componentes da célula , o DNA e RNA.

Complexo apical- São organelos das quais contêm estruturas em forma de


cone.

Diagnóstico Laboratorial- é um processo analítico em que se vale o


especialista, ao exame de uma doença ou de um quadro clínico para chegar
em uma conclusão.

Epidemiologia- É a ciência das epidemias que se propõe, a estudar


quantitativamente a distribuição dos fenómenos de saúde por doênças e seus
factores condicionantes, e determinantes na população humana..

Hospedeiro intermêdiario- é aquele que apresenta o parasita em fase larvária


ou assexuada.

Hospedeiro definitivo- é o que apresenta parasita em fase da maturidade ou


em fase de actividade sexuada.

Endemia- é a prevalência usual de determinadas doênças com relação a área.

Exoesqueleto- é uma estrutura de sustentação externa ou de revestimento,


constituida por uma cutícula espessada e rígida presente em alguns insectos.

Cortisol- é uma hormona produzida pelas glandulas suprarrenais, que estão


localizadas acima dos rins, com função de controlar o organismo ao estresse,
reduzir inflamação, contribuir para o funcionamento do sistema imune, e manter
os niveis de açucar no sangue.
Anticorpo- são proteinas que actuam no sistema imunológico como
defensoras, de organismos vivos contra corpos estranhos.

Antigenos- é toda substancia que ao entrar em contacto com o organismo, é


capaz de ligar anticorpos e inicia uma resposta imune.

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