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PAÍS NA BÍBLIA - JACÓ – Um pai, afinal de contas, aprovado.

Não podemos ser pais perfeitos, e não podemos exigir isto de nenhum
pai ou mãe, e nem de Jacó. Mas se há alguém na Bíblia que lutou
consigo mesmo para superar suas falhas e erros, foi sem dúvida esse
patriarca.
Os filhos de Jacó:
Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão, teve 12 filhos:
“Os filhos de Léia – a rejeitada –: Rúben o primogênito de Jacó, depois
Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom”; “os filhos de Raquel – a amada
–: José e Benjamim”; “os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali”;
“os filhos de Zilpa, serva de Léia: Gade e Aser”.

Os filhos como presentes de Deus:


Jacó, como pai com seus erros e acertos, nos dá uma ótima lição,
conforme narrativa de Gênesis 33. No seu encontro com Esaú, esse ao
contemplar as mulheres (Leia, Raquel, Bila e Zilpa) e seus respectivos
filhos perguntou: “Quem são estes contigo”? Veja a beleza da resposta
de Jacó: “Os filhos que Deus bondosamente tem dado a teu
servo” (Gn 33,5). Por certo José ao contemplar aquele encontro, mais
tarde teve o mesmo comportamento de seu pai ao ver os seus filhos como
presentes de Deus – “Respondeu José a seu pai: Eles são meus
filhos, que Deus me tem dado aqui. Continuou Israel: Trazei-mos
aqui, e eu os abençoarei” (Gn 48,9). É o comportamento neste caso,
positivo, se repetindo na vida dos descendentes.
Ele tinha a visão que todos os seus filhos tinham sido uma concessão
bondosa de Deus.
Papais e mamães devem aprender como Jacó nesse aspecto. Os filhos
não são nossos, são concedidos por Deus e a Ele devemos dar conta do
tipo de educação que lhes damos. Nós, como pais, somos mordomos de
Deus. E certo que foram gerados ou adotados por nós, mas jamais
devemos perder a perspectiva de que eles são de Deus e é para que
sejam bênçãos nas mãos de Deus que devemos criá-los.
Quando cultivamos a visão de que nossos filhos não são nossos, mas
concedidos bondosamente por Deus, não sofremos tanto quando chega
o dia de eles partirem para constituírem novas famílias, ou são chamados
para o campo missionário, ou quando saem para tentarem a vida longe
de casa ou até mesmo quando os perdemos fisicamente. Em toso esses
casos, pode haver dor e lagrimas, mas quando cultivamos a mesma visão
de Jacó, o processo poderá ser menos traumático.
Quando ressaltamos que os pais devem Ter a visão de que os filhos não
nos pertencem, não queremos, de maneira nenhuma, insinuar que
devemos deixar de amá-los ou de protegê-los e dar o melhor de nós. O
que quero dizer é que devemos ser bons pais, fazer tudo que estiver ao
nosso alcance para o bem-estar deles, mas jamais encará-los como
propriedade particular, indivíduos para a realização dos nossos desejos
não realizados ou de indivíduos sob o nosso controle.
Um pai que abençoa os filhos:
Outro exemplo positivo que Jacó nos dá está registrado em Gn 49. Já final
de vida, abatido pela enfermidade, chamou cada um dos seus filhos e os
abençoou. Diz o texto sagrado: “Todas estas são as doze tribos de
Israel: e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada
um deles abençoou segundo a sua bênção” – Gn 49,28.
Que belo exemplo Jacó nos dá! Podemos imaginar Jacó, sentado sobre
cama, se esforçando para não sucumbir “Disse alguém a Jacó: Eis que
José, teu olho, vem ter contigo. E esforçando-se Israel, sentou-se
sobre a cama” – Gn 48,2 – chamando cada filho pelo nome e dando uma
benção especial.
Como pais, devemos aprender com Jacó. Nossos filhos precisam Ter a
nossa benção. Sabemos que toda a fonte de benção está em Deus, mas
como pais precisamos transmitir nossa benção. Jacó sabia muito bem o
que significava a benção de seu pai em sua vida. A benção paterna era
tão importante que ele fez de tudo para consegui-la.

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