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Sofrimento fetal

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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

SOFRIMENTO FETAL
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Sofrimento fetal

ÍNDICE

Visão Geral 3

Mapa da Conquista 3

- Passo 1- Conhecer a definição e as causas de 4


sofrimento fetal agudo.

- Passo 2 - Diferenciar os tipos de desacelerações e 5


a fisiopatologia envolvida em cada uma delas.

- Passo 3- Saber interpretar e classificar as 6


cardiotocografias, a partir do registro dos

- Passo 4- Saber as causas de restrição do 9


crescimento fetal, a sua classificação e o

- Passo 5- Identificar o momento do parto em 11


fetos restritos.

Bibliografia 13

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Visão Geral

Visão Geral 

A prova do EINSTEIN foca na interpretação das cardiotocografias,


especialmente a partir da imagem dos traçados. Vale relembrar
os parâmetros de avaliação: linha de base, variabilidade,
acelerações e padrão de desacelerações.

Um assunto também comumente cobrado é a classificação das


desacelerações e a fisiopatologia envolvida em cada uma delas. 

Outro enfoque vai para a restrição do crescimento fetal, que é a


tradução clínica do sofrimento fetal crônico. É importante
conhecer as suas causas - questão do EINSTEIN em 2019 - bem
como as formas de diagnóstico e a sua classificação. Vale a pena
também conhecer o PBF!
 

Mapa da Conquista

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Sofrimento fetal

Passo 1- Conhecer a definição e as causas de


sofrimento fetal agudo.

Sofrimento fetal é definido quando há alteração nos mecanismos de


oxigenação fetal e os mecanismos de compensação não são suficientes.
É dito como agudo quando acontece de maneira súbita e ocorre na

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maioria das vezes durante o trabalho de parto.  Podemos dividir as


etiologias entre duas grandes categorias:
 
Insuficiência útero-placentária aguda: hiperatividade uterina, pré-
eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta, parto obstruído, uso de
drogas (cocaína e tabaco), hipotensão materna (hemorragia,
desidratação, sepse, trauma e anestesia) e hipoxemia materna
(pneumopatias, cardiopatias cianóticas e anemia grave).
 
Insuficiência feto-placentária aguda: acometimento funicular (nós de
cordão, prolapso de cordão e circulares), compressão funicular
(oligoâmnio, trabalho de parto prolongado), aumento das necessidades
fetais e dificuldade de trocas (corioamnionite, prematuridade, anemia
fetal e restrição do crescimento intrauterino).

Passo 2 - Diferenciar os tipos de desacelerações e a


fisiopatologia envolvida em cada uma delas.

Um dos métodos de diagnóstico do sofrimento fetal é a famosa


cardiotocografia, que avalia a frequência cardíaca fetal, podendo ser
realizada anteparto ou intraparto. Esta última, é a queridinha do Einstein!
 
Na avaliação da cardiotocografia intraparto, é importante dominar as
desacelerações, bem como a fisiopatologia de cada uma. Dá uma olhada:
 
 

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Passo 3- Saber interpretar e classificar as


cardiotocografias, a partir do registro dos traçados.

A classificação da cardiotocografia intraparto pode ser feita da seguinte


forma:
 
 

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A tabela é enorme, mas existe uma regrinha mais básica para


conseguirmos classificar a cardiotocografia intraparto:

• Variabilidade adequada (6 a 25 bpm)

• Sem desacelerações "ruins"(tardia ou variável complicada)

Se os dois itens acima estão ok, é categoria 1.


Se um dos itens acima não está adequado, é categoria 2.
Se os dois itens estão inadequados, é categoria 3.

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Passo 4- Saber as causas de restrição do


crescimento fetal, a sua classificação e o
diagnóstico.

A manifestação clínica do sofrimento crônico são alterações do


crescimento fetal e do líquido amniótico, causadas por algum grau de
insuficiência placentária. Dizemos que um feto é restrito quando ele não
atingiu totalmente seu potencial genético, ou seja, se encontra com o
peso fetal estimado pela US abaixo do percentil 10 para a idade
gestacional.
 
As etiologias mais comuns da restrição do crescimento fetal estão abaixo:
 
 

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Lembre-se de que existem três tipos de fetos restritos: simétrico (tipo I),
assimétrico (tipo II) e misto ou intermediário (tipo IIl).

• Tipo I (simétrico): 5 a 10% dos casos de RCIU: o agressor atua


precocemente na gestação, acometendo a fase de hiperplasia
celular. Redução proporcional do feto, tanto de circunferência
cefálica quanto de circunferência abdominal e fêmur. 

• Tipo II (assimétrico): 75% dos casos de RCIU: o agressor atua no


terceiro trimestre, acometendo a fase de hipertrofia celular. Ocorre

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a redução desproporcional, sendo a circunferência abdominal a


mais comprometida.

• Tipo III (misto ou intermediário): agente agressor acomete o


segundo trimestre, quando coexistem fase de hiperplasia e
hipertrofia celular. É raro e se manifesta da mesma forma do tipo I,
porém, de forma menos grave. 

 
Relação CC/CA > 1 após 34 semanas sugere RCF assimétrica, devido ao
maior comprometimento da CA em comparação às demais medidas.

Passo 5- Identificar o momento do parto em fetos


restritos.

O momento do parto será decidido após avaliação da vitalidade fetal e


das condições maternas. A gestação pode ser mantida até 40 semanas,
se não houver doença materna que resulte em insuficiência placentária.
Caso exista essa associação, interrompe-se a gravidez com 37 semanas.
 
A Fetal Medicine Foundation propõe o seguinte protocolo:

1. Insuficiência placentária leve ou  moderada - interrupção com 37


semanas;
 
2. Insuficiência placentária grave (presença de diástole zero na artéria
umbilical) - monitorização quinzenal + parto com 34 semanas;
 
3. Baixa suspeita de acidose fetal (presença de diástole reversa na
artéria umbilical ou ducto venoso com onda A ausente) -  avaliação
a cada 1-2 dias + parto com 30 semanas;
 

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4. Alta suspeita de acidose fetal (onda A reversa do ducto venoso) - 


avaliação a cada 12 horas + parto com 26 semanas. 

 
Agora, crie uma trilha sobre o sofrimento fetal e treine irmãozinho! “A
repetição com a correção até a exaustão leva à perfeição!”
 
PARA CIMA!

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Bibliografia

Tratado de Obstetrícia da FEBRASGO, 1ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.


ZUGAIB, Marcelo; FRANCISCO, Rossana Pulcineli Vieira; CANÇADO, Sírio
José Braz. Zugaib obstetrícia. 3ª ed. São Paulo: Manole, 2016.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Gestação de Alto Risco Manual Técnico, 5ª ed.


Brasília: 2012.
 
LIAO, Adolfo et al. Ginecologia e obstetrícia Febrasgo para o médico
residente. 2ª ed, rev e ampl. São Paulo: Manole, 2021.
 
GRATACÓS, Eduard. Update on the Diagnosis and Classification of Fetal
Growth Restriction and Proposal of a Stage-Based Management
Protocol. Fetal Diagn Ther 2014; 36:86–98. 

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