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M É TO D O S D E I N T E R V E N Ç Ã O FA M I L I A R – C O N T E X TO D O I D O S O

25 HORAS
Objetivos

Reconhecer a importância
Analisar a informação
da composição familiar e
Analisar as funções e as obtida pelos diferentes
do funcionamento
necessidades familiares instrumentos de avaliação
familiar nos cuidados que
de intervenção familiar
são prestados ao idoso
Conteúdos
Composição e estrutura da família

• As diferentes composições e estruturas da família


• Composição e características familiares e o nível de atenção dado ao idoso

Família do idoso com deficiência

• Fatores de risco (social e comunitário)


• Prevenção da negligência
• Abuso e maus tratos à pessoa com deficiência

Interação e funcionamento familiar

• Sistemas familiares funcionais e disfuncionais – APGAR de Família


• Violência intrafamiliar e maus tratos ao idoso
• Esquemas de assistência às famílias em risco
Conteúdos
Funções da família

• Prover e o cuidar (papéis familiares)


• Declínio das funções familiares dos idosos

Necessidades e recursos da família

• Principais necessidades de uma família que assiste e presta cuidados a um idoso


• Levantamento dos recursos comunitários disponíveis à família
• Ecomapa

Stress familiar

• Processo de cuidar de um idoso – fator de stress


• Análise do stress familiar – instrumento de avaliação (análise da sobrecarga dos cuidadores)
O termo "família" é derivado do latim famulus, que significa
"escravo doméstico". Este termo foi criado na Roma Antiga para
designar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas,
ao serem introduzidas à agricultura e à escravidão legalizada

Família A família (do termo latino familia) é um agrupamento humano


formado por duas ou mais pessoas com
ligações biológicas, ancestrais, legais ou afetivas que,
geralmente, vivem ou viveram na mesma casa.[1] Pode ser
formada por pessoas solteiras, casais heterossexuais,
casais homossexuais, entre outras constituições presentes em
diferentes contextos sociais.[2][3][4] Constitui uma das unidades
básicas da sociedade
• A família é considerada uma instituição responsável por
promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento
dos mesmos no meio social
•O papel da família no desenvolvimento de cada indivíduo é de
fundamental importância
Família •É no seio familiar que são transmitidos os valores morais e
sociais que servirão de base para o processo de socialização da
criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados
através de gerações
As transformações levaram a alterações na família que deixou de
Família ser um modelo tradicional prevalente, aparecendo novas formas
de organização familiar tornando-se um fenómeno de caráter
global e complexo (Dias, 2000: 82).
Família

EVOLUÇÃO

NOVAS
NOVOS
CONCEPÇÕES
VALORES
DE FAMILIA

MUDANÇA
Novos conceitos de família, novas composições e funções,
variação nas relações, estabilidade, diferente organização,
a saída da mulher de casa para trabalhar fora e ter uma
Consequências atividade económica, mesmo não sendo uma alternativa ao
trabalho de casa, ou participar noutras ações sociais e
da mudança... políticas, foram consequências herdadas da mudança
Ao longo do tempo modificou-se profundamente a estrutura, a
dinâmica da família na sua organização interna, como por
exemplo: diminuição do número médio de filhos, diminuição da
Consequências fecundidade, aumento do número de pessoas sós, diminuição
das famílias numerosas, aumento das famílias recompostas, em
virtude do aumento do número de divórcios, aumento das
da mudança... uniões de facto e uniões livres, e, mais recentemente o
aparecimento das famílias homossexuais
Modelos de Família
Família
Alargada Família
Nuclear
Família Adotiva
Famílias
Família
Monoparental
Tipos Recompostas

Famílias Uniões de Facto


Homossexuais
Diferentes Os diferentes tipos de família são entidades dinâmicas com a sua
própria identidade, compostas por membros unidos por laços de
tipos de sanguinidade, de afetividade ou interesse e que convivem por
um determinado espaço de tempo durante o qual constroem
uma história de vida que é única e irreplicável (Giddens, 1999;
família 2004; Amaro, 2006: 71; Alarcão & Relvas, 2002).
A família nuclear
É constituída por dois adultos de
sexo diferente e os respetivos filhos
biológicos ou adotados, já não é
para muitos o modelo de
referência, embora continue a ser o
mais presente
As uniões de facto
Trata-se de uma realidade semelhante ao casamento, no
entanto não implica a existência de qualquer contrato
escrito
Não são muito diferentes das uniões de facto, apenas nestas
nunca está presente a ideia de formar família com contratos

As uniões
livres
As famílias
recompostas
São constituídas por laços
conjugais após o divórcio ou
separações. É frequente a
existência de filhos de casamentos
ou ligações diferentes
ocasionando meios-irmãos
As famílias monoparentais
• São compostas pela mãe ou pelo pai e os filhos. São
famílias fruto de divórcio, viuvez ou da própria opção
dos progenitores, mães solteiras, adoção por parte das
mulheres ou dos homens sós, recurso a técnicas de
reprodução
• O aumento dos divórcios fez aumentar o número deste
tipo de famílias já que nesta situação os filhos ficam a
viver com um dos progenitores. Na maioria das vezes
este progenitor é a mãe
Famílias
homossexuais
Constituídas por duas pessoas do
mesmo sexo com ou sem filhos
Família
alargada
A família ampliada,
alargada ou extensa (também
dita consanguínea) é uma
estrutura mais ampla, que
consiste na família nuclear, mais
os parentes diretos ou colaterais,
existindo uma extensão das
relações entre pais e filhos para
avós, pais e netos, tios e sobrinhos
Família Adotiva
Família que adota uma ou mais
crianças não consanguíneas, com
ou sem co-habitação de filhos
biológicos
Composição e
caraterísticas A evolução das estruturas familiares é um dos fatores
proeminentes de mudança nas sociedades contemporâneas
familiares e o colocando novos desafios em termos de necessidades sociais e à
organização das respostas públicas e privadas com vista à
promoção do bem-estar individual e coletivo no processo de
nível de envelhecimento

atenção dado
ao idoso
Composição e • Em Portugal, como em muitos países do Mediterrâneo, os
familiares (mulheres, maridos e filhos) formam o grosso dos
caraterísticas cuidadores das pessoas idosas com dificuldades nas atividades
da vida diária
familiares e o • Analisando a evolução nas últimas décadas da estrutura,
composição e dimensão da família portuguesas, observa-se o
nível de aumento das famílias unipessoais e o surgimento de novas
formas familiares e conjugais, o que pode levar a um aumento
atenção dado dos idosos institucionalizados

ao idoso
Composição e
caraterísticas Estas mudanças são sentidas atualmente em famílias de idosos
que experimentaram mudanças no padrão de nupcialidade
familiares e o ainda bem moderadas, tal facto poderá agravar-se nas famílias
futuras, onde as taxas de divórcios e novos casamentos
nível de aumentam e o outros tipos de família aparecem

atenção dado
ao idoso
Composição e
caraterísticas Vários estudos demonstram que os idosos com 2 ou mais
casamentos ou outras uniões, recebem menores níveis de
familiares e o atenção de cada indivíduo, isso significa que o cuidado pode ser
negativamente influenciado pelas sucessivas mudanças da
nível de estrutura familiar decorrentes do divórcio, viuvez e novos
casamentos

atenção dado
ao idoso
Uma maneira de
identificar as
• Esse nível de atenção deve refletir a realidade da rede de apoio
diferentes do idoso como um todo, e não apenas a realidade individual
formas de cuidar • Para tanto, utilizamos o seguinte raciocínio: suponhamos que
numa determinada rede social o cuidado de seus membros seja
familiar é muito valorizado. Então, é de se esperar que a maior parte dos
indivíduos dessa rede dedique uns aos outros altos níveis de
atribuir a cada atenção
indivíduo um
nível de atenção
familiar
As funções da Família
As funções familiares são
geralmente aplicáveis a todos os
tipos de estruturas familiares,
sendo elas:
Ø Geradoras de afeto
O afeto é gerado entre os membros da família
Ø Proporcionadoras de aceitação pessoal e segurança
A família proporciona um lar com estabilidade, que possibilita aos
seus membros desenvolverem-se por si só e á sua própria

As funções da maneira
Ø Proporcionadoras de satisfação e sentimento de utilidade
Família Os membros de uma família têm prazer de viver uns com os
outros através de atividades que os satisfaçam
Ø Asseguradoras da continuidade das relações
Na maioria dos casos é de esperar que as associações familiares
que proporcionam relações simpáticas e estimulantes sejam
duradouras

As funções da Ø Proporcionadoras de estabilidade e socialização


A família tem a função de transmitir a cultura de uma geração
Família para a seguinte, preparando os seus membros para os lugares na
hierarquia social
Ø Impositoras da autoridade e do sentimento do que é correto
É no seio familiar que os seus membros aprendem em primeiro
As funções da lugar as regras, os direitos, as obrigações e as características das
sociedades humanas

Família
Segundo um estudo realizado por Amaral e Vicente (2000) o grau
de dependência é tanto maior quanto mais elevado o grupo
A família do etário, sendo o sexo feminino mais dependente que o masculino

idoso com
deficiência
Os mesmos autores: Amaral e Vicente (2000:25) referem que o
conceito de dependência é definido, segundo o Grupo
Multidisciplinar do Conselho da Europa, como :
Conceito de “A pessoa que por razões ligadas à perda de autonomia física,
psíquica ou intelectual tem necessidade de uma ajuda
dependência importante a fim de realizar necessidades específicas resultantes
da realização das atividades da vida diária”
A dependência surge quando uma pessoa apresenta uma perda
mais ou menos acentuada da sua autonomia funcional e
Conceito de necessita da ajuda de outra pessoa. É um processo incapacitante
pelo qual uma determinada condição (aguda ou crónica) afeta a
funcionalidade dos idosos e o desempenho das atividades de
dependência vida diárias (Duarte:2007)
A capacidade Pela capacidade que o indivíduo tem para manter uma vida
independente e autónoma e está dividida em duas

funcional categorias:
➢ Atividades Básicas de Vida Diária( AVDs)
caracteriza- ➢ Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs)

se…
Atividades Correspondem aos “níveis mais graves de deficiência” das
aptidões físicas, avaliam funções de sobrevivência, tais
Básicas de como, alimentar-se, tomar banho, vestir-se, transferir-se de
um local a outro, controle de esfíncteres

Vida Diária
(AVD‘s)
As Atividades ”Estendem-se a problemas mais complexos da vida quotidiana de
um indivíduo menos dependente e baseiam-se em gerir dinheiro,
utilizar o telefone, sair só, fazer compras, etc. Indicador de
Instrumentais funções sociais que amplia os parâmetros explorados pelas
escalas AVD‘s”
de Vida Diária
(AIVD‘s)
Alcançar a velhice significa que foi possível sobreviver e adaptar-se aos
desafios específicos de outras fases da vida, com mais ou menos saúde
mental e com maior ou melhor bem estar. Significa ter passado por
múltiplas experiências com diversas repercussões do ponto de vista
emocional (Silva, 2005)
Isolamento social:
• Vítima que vive sozinha com o agressor, sendo que ambos
mantêm poucos contatos sociais
Fatores de • Em contexto institucional, a ausência de apoio familiar e um
risco - reduzido número de visitantes está associado a um maior risco
de abuso

Comunidade •Falta de suporte de sistemas e serviços sociais e comunitários


•Aplicação incorreta e incumprimento da legislação existente
A nível institucional

Fatores de • Escassez de recursos materiais e estruturais

risco - • Falta de formação e qualificação e stress dos diferentes


profissionais

Comunidade • Baixos salários


• Atitudes negativas face ao processo de envelhecimento
A nível institucional
• Falta de consideração pela singularidade de cada idoso
Fatores de (desrespeito pela sua autonomia
• Cuidados não personalizados
risco - • Obstinação diagnóstica e/ou terapêutica, etc.)
Comunidade •Inexistência de protocolos de intervenção em situações de
maus-tratos
Idadismo - Discriminação baseada em critérios de idade
Outras formas de discriminação - sexismo e racismo

Fatores de Políticas socioeconómicas que promovam e acentuem as


desigualdades existentes entre os diversos grupos etários

risco - Sociais Fatores culturais - existência de normas culturais e sociais que


sejam tolerantes com a violência, encarando-a como normal e
aceitável
A prevenção deve ser considerada um elemento chave no
combate aos maus-tratos a idosos, constituindo a primeira etapa
Prevenção de de qualquer medida interventiva

negligência
A dimensão preventiva implica toda a estrutura social,
nomeadamente idosos e seus familiares, profissionais de saúde,
Prevenção de organizações sanitárias, serviços sociais e outros

negligência
Qualquer medida preventiva deve começar com a promoção de
atitudes sociais positivas que gerem um clima social que
Prevenção minimize o risco de maus-tratos e que promova o bem-estar
geral

Primordial
Prevenção Evitar a aparição e consolidação de padrões de vida social,
económica e cultural que contribuam para o aumento desta
primordial situação

tem por
objetivo
Deste modo,
considera-se
que são três as
frentes em que • Informação (meios de comunicação e programas nas escolas)
• A formação de profissionais
um programa • Políticas Institucionais
de prevenção
primordial
deve atuar:
Informação
• Através dos meios de comunicação – Com programas de rádio e
educacional televisão, emitidos nas horas de maior audiência, que
transmitam imagens positivas dos idosos
através dos • Eliminar estereótipos e atitudes idadistas, através da inclusão
meios de de mensagens positivas acerca do processo de envelhecimento
em campanhas publicitárias

comunicação
• Com programas na escola, é importante: incluir numa disciplina
temas como o envelhecimento, o ciclo de vida, a doença, a
perda de capacidades, a tolerância, entre outros

A informação • Analisar com os alunos os mitos e estereótipos associados à


idade, reprovando e erradicando o uso de determinada
educacional linguagem e de expressões degradantes relativamente aos
idosos

através das • Organizar encontros educativos entre idosos e crianças, de


modo a promover a solidariedade e a convivência
escolas intergeracional
• Conhecimento das necessidades específicas das pessoas idosas,
A Formação com especial atenção a situações de dependência, sendo fulcral
que estes recebam formação geriátrica e gerontológica, mais
dos especificamente sobre o fenómeno dos maus-tratos

profissionais
• Consciencialização de que os maus-tratos são reais e não

A Formação fictícios e de que a sua negação impede a dinâmica preventiva


• Inclusão desta problemática nos currículos de graduação, pós-
dos graduação e formação contínua

profissionais
Em relação à planificação gerontológica e à assistência geriátrica
devem contemplar o âmbito jurídico, assistencial e social
➢ Âmbito jurídico:
Incluem-se a vigilância do cumprimento das leis existentes e o

As Políticas desenvolvimento de normas jurídicas que protejam os idosos,


sobretudo aqueles com deficiências físicas e psicológicas

Institucionais
➢ Âmbito assistencial
• Desenvolvimento de programas que promovam o
envelhecimento ativo
• Investimento em serviços de cuidados domiciliários,
As Políticas tratamentos de reabilitação, entre outros, que melhorem a
qualidade de vida e fomentem a independência dos idosos

Institucionais
➢ Âmbito assistencial
• Aumento da oferta de lugares em residências e centros de
dia, de boa qualidade, para pessoas idosas, coordenados por
profissionais credenciados
As Políticas • Criação e desenvolvimento de protocolos com diversas
entidades com vista à prevenção de maus-tratos a pessoas
Institucionais idosas
➢ Âmbito Social
• Desenvolvimento de programas que fomentem as relações
sociais dos idosos, oferecendo-lhes informação e
aconselhamento
• Incremento de sistemas que permitam eliminar as barreiras
As Políticas arquitetónicas e a adaptação das suas casas às suas
necessidades, facilitando o ingresso temporário dos mesmos

Institucionais em instituições enquanto durarem as obras


➢ Âmbito Social
• Facilitar o alojamento alternativo dos idosos em situações de
carência permanente de cuidados
• Criação e divulgação de linhas de apoio a idosos
• Coordenação das ações das diferentes entidades e
As Políticas departamentos, de modo a que não haja duplicação nem
falha dos serviços prestados a idosos
Institucionais
Prevenção Primária

Tem por objetivo evitar o surgimento de casos de maus-


tratos a idosos, através do controlo das causas e dos
fatores de risco
Em suma a ➢ Atos destinados a evitar o aparecimento de maus-tratos
através do controlo das causas e dos fatores de risco:
Prevenção • Informação/Ações de sensibilização
• Formação aos cuidadores
Primária • Promoção de um envelhecimento ativo

consiste
em…..
Prevenção Secundária

A prevenção secundária pretende reduzir a prevalência dos maus-tratos


mediante a deteção precoce dos casos ocultos e a intervenção precoce
que evite as consequências mais graves e a reincidência deste fenómeno
Prevenção Dos profissionais de saúde, mais concretamente os de atenção
primária, encontrando-se numa posição privilegiada no que diz
Secundária respeito à deteção dos maus-tratos

através…
Em suma a ➢ Atos destinados a diminuir a prevalência de maus-tratos
mediante a deteção e a intervenção precoce de forma a evitar
Prevenção consequências mais graves e a reincidência:
• Identificação e deteção de fatores de risco do idoso e do
Secundária cuidador
• Apoio aos cuidadores
consiste em…. • Formação continuada a cuidadores
➢ Sistemas familiares funcionais e disfuncionais – APGAR de
Família
Interação e ➢ A funcionalidade familiar pode ser avaliada através de um
instrumento designado por Apgar Familiar, que permite
funcionamento mensurar a satisfação de um membro da família relativamente à
assistência que lhe é dispensada pelos restantes membros dessa
familiar família
Sistemas
familiares ➢ O modo como os membros da família interagem entre si e com
funcionais e os outros leva a que as famílias possam ser consideradas
funcionais e disfuncionais
disfuncionais ➢ A família constitui o principal sistema de suporte do idoso,
apesar das dificuldades vivenciadas na contemporaneidade
– APGAR de
Família
Sistemas
familiares
funcionais e ➢ A família ao não ser capaz de responder às solicitações dos
seus idosos opta por delegar este tipo de funções e por tal razão

disfuncionais surgem as instituições vocacionadas para o acolhimento de


idosos

– APGAR de
Família
➢ É uma escala elaborada por Smilkstein em 1978 (Smilkstein,
Ashworth e Montano, 1982), sendo constituída por cinco
questões que quantificam a perceção que o indivíduo inquirido
Escala de tem do funcionamento da sua família

Apgar Familiar ➢ Esta escala permite caracterizar os componentes fundamentais


da função familiar em:
• Adaptação (Adaptability) intrafamiliar – alude à utilização dos
recursos, dentro e fora da família, para solução dos problemas
que ameaçam o equilíbrio da mesma, durante uma crise
Escala de • Participação/comunicação (Partnertship) – referente à partilha
Apgar Familiar da tomada de decisões e das responsabilidades pelos membros
da família
• Crescimento/desenvolvimento (Growth) – compreende a
maturidade física, psíquica, emocional e realização conseguida
pelos membros da família, através de um mútuo apoio e
Escala de orientação

Apgar Familiar • Afeto (Affection) – existência de relações de cuidados ou


ternura entre os membros da família
• Resolução/dedicação ou decisão (Resolve) – Reflecte o
Escala de compromisso tomado de dedicar tempo a outros membros da
família, encorajando-os física e emocionalmente. O que implica
também uma decisão na partilha de bens e espaço
Apgar Familiar
Ø Cada questão permite três tipos de resposta:
• “QUASE SEMPRE”
• “ALGUMAS VEZES”

Escala de • “QUASE NUNCA”


Ø Sendo as cotações de 2, 1 e 0 pontos, respetivamente
Apgar Familiar ØO resultado final da escala obtém-se pela soma das pontuações
atribuídas a cada uma das questões e varia entre zero (0) e dez
(10) pontos
Ø O total das pontuações permite classificar o tipo de relação
familiar:
Escala de • De 7 a 10 pontos sugere uma família altamente funcional
• De 4 a 6 pontos sugere uma família com disfunção leve
Apgar Familiar • De 0 a 3 pontos sugere uma família com disfunção severa
Os prestadores de cuidados a familiares durante longos
períodos, sofrem frequentemente de alterações adversas em
várias e importantes áreas da sua vida, por um lado, porque lhe
é pedido que mantenha as funções anteriores à doença
Necessidades acrescidas de novas tarefas, que não são só as do cuidar, mas
também de assumir papeis e responsabilidades que
e recursos da anteriormente eram do doente, por outro lado, porque o
cuidador informal tende a valorizar em primeiro lugar as
necessidades da pessoa que cuida, deixando para segundo plano
família as suas próprias carências (Brito, 2002)
Desta forma, pode afirmar-se que o desempenho deste papel
Necessidades “interfere com aspetos da vida pessoal, familiar e social dos
familiares cuidadores” que podem manifestar-se em “tensão,

e recursos da constrangimento, fadiga, frustração, redução de convívio,


alteração da autoestima, entre outros” (Sarmento, Pinto &
Monteiro, 2010)
família
• Cuidar de um idoso dependente é sem dúvida uma atividade
desgastante, com consequências físicas, emocionais e
Necessidades socioeconómicas para o cuidador
• As consequências são ainda mais acentuadas se o cuidador não
e recursos da tem conhecimentos, habilidades ou o apoio suficientes para
prestar efetivamente esses cuidados, como sucede no caso dos
família prestadores de cuidados familiares no domicílio
➢ No entender de Monis (2005) e Sequeira (2010), a sobrecarga
pode ser dividida em três categorias, que embora distintas, se
Necessidades influenciam mutuamente:
• Física
e recursos da • Emocional
• Socioeconómica
família
• A sobrecarga física está relacionada com a assistência direta do
Necessidades cuidador nas atividades de vida do doente e é proporcional ao
seu grau de dependência
e recursos da • Esta pode tornar-se uma rotina extenuante que apenas pode ser
aliviada se houver apoio de terceiros (Marques, 2007)
família
• A sobrecarga emocional integra, problemas como a ansiedade
ou mesmo quadros de depressão
• A depressão é o quadro patológico que mais se verifica, com
manifestações frequentes, um ano após o início da prestação de

Necessidades cuidados. Por isso, “é na área da saúde mental que os efeitos da


prestação de cuidados mais se fazem notar”

e recursos da • Apesar de todos os problemas físicos que podem advir do ato


de cuidar, segundo muitos estudos, a dimensão emocional da
família sobrecarga, é aquela que mais impacto tem sobre o cuidador
• A sobrecarga social é igualmente considerada uma dimensão
importante, uma vez que a vida social do cuidador será afetada
pela tarefa de prestar cuidados

Necessidades • Ao cuidador é exigido um acréscimo de tarefas a desempenhar


no seu quotidiano, muitas vezes sem apoio de outros, pelo que

e recursos da vê limitado o espaço outrora dedicado a atividades de lazer e


convívio social

família • Surge então, frequentemente o desejo de libertar-se do encargo


a que está sujeito, com inevitáveis sentimentos de raiva e culpa
por pensar que não faz tudo o que pode
• A sobrecarga socioeconómica resulta essencialmente da
redução dos contactos sociais e alterações na vida profissional
Necessidades • Para aqueles que a par da tarefa de cuidadores exercem uma

e recursos da profissão, o tempo despendido no trabalho pode ter efeitos


benéficos ou nefastos

família
• Por um lado, a atividade laboral permite um escape às lidas de
cuidar e um convívio com amigos e colegas, por outro, a
necessidade de conciliar o emprego com a função de prestador
de cuidados, pode implicar alterações do horário de trabalho,
Necessidades sensação de desempenho afetado, atrasos, recusa de
promoções, e até a possibilidade de desistir da profissão
e recursos da • A inexistência de estruturas de apoio ou ajudas informais
constitui uma razão suficiente para exigir a cessação da atividade
família profissional
Necessidades • A situação de prestação de cuidados é exigente também a nível
financeiro, pelas despesas acrescidas que os cuidados acarretam,

e recursos da o que pode tornar-se mais grave se o cuidador abandonar a


profissão

família
• As ajudas práticas e técnicas dizem respeito aos cuidados
Necessidades domiciliários que englobam, cuidados de enfermagem, apoio nas
tarefas domésticas e na preparação de refeições, e também a

e recursos da possibilidade de alugar ou adquirir material técnico adequado,


como cadeiras de rodas, camas articuladas, arrastadeiras, etc.,
que podem facilitar muito as tarefas dos cuidadores
família
• No que se prende o apoio psicossocial, uma das necessidades
Necessidades mais sentidas pelos cuidadores é a de ter alguém com quem
falar acerca das experiências, dificuldades, preocupações e

e recursos da satisfações inerentes à prestação de cuidados, e em simultâneo,


a necessidade de reconhecimento pelo seu sacrifício, para se
sentir valorizada e apreciada
família
• As necessidades de apoio financeiro, resultam da escassez de
rendimentos, fruto dos baixos valores das pensões e/ou
Necessidades reformas, a par com as elevadas despesas com a assistência
médica, medicamentos e equipamentos
e recursos da • Estes encargos poderiam ser mais leves se existisse um maior

família apoio financeiro na doença e dependência


• Um outro tipo de necessidade prende-se com a informação
acerca dos serviços disponíveis, subsídios e direitos, pois tal
informação encontra-se frequentemente dispersa e exige muito
Necessidades tempo do cuidador para lhe ter acesso

e recursos da • Além desta, o cuidador tem necessidade de formação com vista


à obtenção de conhecimentos práticos (como levantar a pessoa,

família cuidar da sua higiene, vesti-la, etc.) e conhecimentos sobre a


própria doença, evolução e tratamentos
Ø Em suma…
• Sobrecarga física, emocional e social
• Inexistência de ajudas aos cuidadores por parte de terceiros na
prestação de cuidados

Necessidades •Apoios formais e informais de modo a evitar o agravamento da


saúde de cuidadores informais
e recursos da • Suporte emocional e suporte de serviços formais

família •Necessidades que podem ser agrupadas em: “ajudas práticas e


técnicas, apoio financeiro, apoio psicossocial, tempo livre,
informação e de formação”
O Ecomapa identifica as relações e ligações da família como o
meio onde habita e é um instrumento de trabalho útil na
avaliação dos recursos familiares e no suporte às decisões de
intervenção decididas pela equipa de saúde (Agostinho, 2007)

Ecomapa
Ecomapa
http://z3950.crb.ucp.pt/Biblioteca/GestaoDesenv/GD19/gestaodese
nvolvimento19_139.pdf
http://www.qren.pt/np4/np4/?newsId=1334&fileName=envelhecim
ento_populacao.pdf
http://www.ime.unicamp.br/sinape/sites/default/files/Fam%C3%ADl
ias%20e%20cuidado%20dedicado%20ao%20idoso%20-
%20PARA%20SINASPE.pdf

Bibliografia https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/10553/1/Idalina%20da
%20Conceição%20Gonçalves%20Rosas.pdf
file:///C:/Users/Isabel/Downloads/6018_TM_01_P.pdf
https://run.unl.pt/bitstream/10362/8479/1/Costa%20Anabela%20T
M%202012.pdf
file:///C:/Users/Isabel/Downloads/8227-23336-1-SM%20(1).pdf
file:///C:/Users/Isabel/Downloads/dificuldadesenecessi%20(2).pdf

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