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OLIVICULTURA DIAGNÓSTICO SECTORIAL 2007

OLIVICULTURA

DIAGNÓSTICO SECTORIAL

2007

Olivicultura

DOCUMENTO ELABORADO PELO GABINETE DE PLANEAMENTO E POLÍTICAS

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Olivicultura

Introdução

7

1. O sector a nível mundial e comunitário

8

2. Caracterização do sector

12

2.1. Análise global

12

2.2. Produção

13

2.2.1.

Distribuição regional e estrutura das explorações agrícolas

13

2.2.1.1. Entre Douro e Minho

17

2.2.1.2. Trás-os-Montes

17

2.2.1.3. Beira Litoral

18

2.2.1.4. Beira Interior

19

2.2.1.5. Ribatejo e Oeste

19

2.2.1.6. Alentejo

20

2.2.1.7. Algarve

21

2.2.2. Área e produção

21

2.2.3. Rendimento da actividade e custos de produção

23

2.2.4. Dinâmica e qualidade da produção

25

2.3.

Transformação

30

2.3.1.

Azeite

30

2.3.1.1. Lagares

30

2.3.1.2. Tipologia dos lagares

33

2.3.1.3. Subprodutos/Resíduos

36

2.3.2.

Azeitona de mesa

37

2.4.

Comercialização

38

2.4.1.

Acordos comerciais

42

2.5. Sistemas de qualidade, ambiente e segurança alimentar

43

2.6. Organização da fileira

46

3. Análise dos apoios nos programas comunitários anteriores

47

4. A OCM do azeite e da azeitona de mesa e os apoios FEOGA-Garantia ao sector

50

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Olivicultura

Quadro 1 – Alguns indicadores no sector do azeite

 

13

Quadro 2 - Distribuição do número de explorações com olival e da respectiva área por Região Agrária

15

Quadro 3 - Distribuição do número de explorações e da superfície de olival regado

15

Quadro 4 – Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

17

Quadro 5 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

18

Quadro 6 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

18

Quadro 7 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

19

Quadro 8 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

20

Quadro 9 – Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

20

Quadro 10 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

21

Quadro 11 – Evolução da área, produtividade e produção da azeitona para azeite

22

Quadro 12 – Evolução da área, produtividade e produção da azeitona de mesa

23

Quadro 13 - Evolução da produção de azeite

 

26

Quadro 14 – Programa Nacional de Plantação/Representatividade regional do regadio nas novas plantações

27

Quadro 15 – Modernização do olival (1986-1999)

 

27

Quadro 16 – Quantidades de azeitona produzida e laborada por região (campanha

2004/05)

 

31

Quadro 17 - Empresas transformadoras de azeitona de mesa

 

37

Quadro 18 - Preço médio de venda da azeitona para indústria e da azeitona de mesa

38

Quadro 19 - Distribuição das saídas de azeite pelos principais países de destino

40

Quadro 20- Proposta de redução dos direitos actuais para o azeite / Agenda de Doha

43

Quadro 21- Contingentes preferenciais de importação com direito nulo (UE)

 

43

Quadro 22– Apoios ao investimento e ao rendimento

 

48

Quadro 23 - Ajudas directas nos sectores do azeite e da azeitona de mesa

 

50

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s

Gráfico 1 - Evolução da produção e consumo mundial de azeite

 

8

Gráfico 2 - Principais produtores mundiais de azeite - Campanha 2004/05

 

9

Gráfico 3 – Evolução da produção nos Estados Membros produtores de azeite

10

Gráfico 4 - Evolução do consumo interno nos Estados Membros produtores de azeite

10

Gráfico 5 - Evolução do consumo per capita nos principais EM produtores

 

11

Olivicultura

Gráfico 6- Evolução do consumo per capita em alguns EM não produtores

11

Gráfico 7 – Mercado mundial: regiões produtoras de azeitona de mesa - Campanha

2004/05

12

Gráfico 8 – Distribuição regional da superfície de olival para azeite

 

14

Gráfico 9 – Distribuição regional da superfície de olival para azeitona de mesa

14

Gráfico 10 – Evolução da produção de azeitona para azeite nas principais regiões produtoras

22

Gráfico 11 – Evolução da produção de azeitona de mesa nas 3 principais regiões produtoras

23

Gráfico 12 - Rendimento das explorações especializadas em olival

 

24

Gráfico 13– Estrutura de Consumos Intermédios das explorações agrícolas especializadas em olival

24

Gráfico 14– Conta de Actividade por Hectare de Olival (variedade Cobrançosa)

25

Gráfico 15 - Produção de azeite segundo o grau de acidez

 

28

Gráfico 16 – Evolução da plantação de olival em modo de produção biológico

28

Gráfico 17 - Representatividade dos azeites com nomes protegidos no total da produção nacional de azeite virgem (%)

29

Gráfico 18 - Evolução da representatividade dos azeites com nomes protegidos (%)

29

Gráfico 19 - Evolução do número de lagares e da quantidade de azeite obtido

30

Gráfico 20 - Evolução do número de lagares em laboração por região agrária

31

Gráfico 21 - Distribuição dos lagares por região agrária (2004)

 

32

Gráfico 22 – Expressão do sector cooperativo em nº de lagares e em quantidade de azeitona laborada (campanha 2004/05)

33

Gráfico 23 – Número de lagares e produção por tipologia dos lagares na campanha

2004/05

34

Gráfico 24 – Representatividade do número de lagares cooperativos e sua expressão na produção por tipologia dos lagares (campanha 2004/05)

34

Gráfico 25 – Distribuição regional da capacidade por tipologia dos lagares (campanha

2004/05)

35

Gráfico 26 – Distribuição regional da capacidade por tipologia dos lagares cooperativos (campanha 2004/05)

36

Gráfico 27 - Indústria de transformação de azeitona de mesa

 

38

Gráfico 28 - Evolução dos preços à produção no Azeite Virgem Extra (azeite a granel)

39

Gráfico 29 - Evolução das entradas de azeite (Portugal)

 

39

Gráfico 30 - Evolução das saídas de azeite (Portugal)

 

40

Gráfico 31 – Quotas de mercado em % dos segmentos dos produtos (2005)

41

Gráfico 32 – Novas plantações aprovadas entre 2001 e 2001 (ha)

 

48

Gráfico 33 Despesa Pública ao investimento (QCA II e QCA III)

49

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Mapa 1 - Representatividade da área de olival na SAU

 

16

Mapa 2 - Peso da MBS do olival no total da MBS das explorações agrícolas

16

Mapa 3 - Empresas de olivicultura

Olivicultura

42

Introdução

Olivicultura

O olival é uma cultura com grandes tradições e importância determinante em vastas áreas

do Continente. Tem associado à sua presença múltiplas funções e valias, que podem contribuir de forma importante para as regiões e populações onde se encontra.

O sector do azeite e azeitona de mesa é considerado estratégico no contexto do próximo

Programa de Desenvolvimento Rural. Pretende-se, em consequência, criar as condições mais adequadas para que o sector, dentro do horizonte temporal da programação, possa melhorar a sua organização, se possa modernizar e desenvolver para contribuir, de forma activa e sustentada, para o aprovisionamento dos mercados interno e externo promovendo, em simultâneo, o desenvolvimento das regiões onde se localiza.

A concretização dos vectores em que deve assentar os apoios para a operacionalização da

estratégia deve assentar no conhecimento tão aprofundado quanto possível da realidade do sector de forma a que se possa, com objectividade e transparência, definir as metas e os

instrumentos para as alcançar.

É neste contexto que se apresenta este estudo, proporcionando ou actualizando informação,

de forma consistente e trabalhada, avaliando a situação de partida, quer das potencialidades existentes e aquelas que podemos desenvolver, quer das dificuldades e fraquezas, de forma a melhor identificar as áreas precisos de actuação.

1000 t

1990/91 1991/92 1992/93 1993/94 1994/95 1995/96 1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01 2001/02 2002/03 2003/04 2004/05

2006/2007

2005/2006

Olivicultura

1. O sector a nível mundial e comunitário

A partir de meados da década de noventa assiste-se a uma expansão mundial do sector do

azeite, expressa num crescimento da produção a uma média de 4.6%/ano entre as campanhas de 1994/95 a 2004/05, acompanhada por acréscimos da procura internacional que, para o mesmo período, apresentou um ritmo de crescimento do consumo de 3.5% por ano.

Gráfico 1 - Evolução da produção e consumo mundial de azeite

3500

3000

2500

2000

1500

1000

500

0

Consumo Mundial Produção Mundial
Consumo Mundial
Produção Mundial

2005/2006 - dados provisórios 2006/07 - dados previsionais Fonte: Conselho Oleícola Internacional, Nov. 2005

A Bacia do Mediterrâneo foi, na campanha 2004/05, responsável por cerca de 96% da

produção mundial, equivalente a 3 013 mil toneladas. Os Estados membros da UE representaram 79% desse valor (2 357 mil toneladas) e os países do Magreb (nomeadamente, Tunísia, Marrocos e Argélia), a Síria e a Turquia os restantes 21%.

A Espanha produz um terço de toda a produção mundial e é o seu maior produtor (34%).

Itália e Grécia posicionam-se, respectivamente, como 2º (29%) e 3º (14%) produtores mundiais). Portugal detém, actualmente, a 8ª posição no ranking da produção mundial, a par com a Argélia e a Jordânia. França, Chipre e Eslovénia são na União Europeia, também países produtores, mas com valores pouco significativos.

Olivicultura

Gráfico 2 - Principais produtores mundiais de azeite - Campanha 2004/05

Chipre

0,2% Fr 0,2% Tunísia 4,3% Pt 1,4% Marrocos Síria 1,7% Gr Turquia 5,8% 14,4% 4,8%
0,2%
Fr
0,2%
Tunísia
4,3%
Pt
1,4%
Marrocos
Síria
1,7%
Gr
Turquia
5,8%
14,4%
4,8%
Argélia
1,1%
1,0%
It
Esp

29,2%

Jordânia

Outros

3,1%

32,9%

Fonte: Conselho Oleícola Internacional, Nov 2006

Os fluxos comerciais a nível mundial, importações e exportações, apresentam-se relativamente equilibrados (na campanha 2004/05 as quantidades importadas foram da ordem das 634 mil toneladas e as exportadas de 633.5 mil), dando indicação de que este é um sector que não gera excedentes.

A União Europeia, para além de ser o principal produtor mundial de azeite, posiciona-se neste sector também como primeiro importador, secundada por um grupo de países tradicionalmente não produtores, EUA, Japão, Canadá, Austrália e Brasil. Estes países têm vindo a registar evoluções positivas do consumo que os tornam mercados alvo de acentuado interesse. Como mercados emergentes de consumo destacam-se a China/Taiwan, a Rússia e a Coreia do Sul.

A UE, após a adesão da Grécia, e posteriormente de Espanha e Portugal, tornou-se auto- suficiente, passando a posicionar-se no plano internacional como o principal produtor, importador e exportador de azeite, tornando-se, naturalmente, o principal actor no mercado mundial.

Na última década constatou-se uma expansão da produção na UE, com uma taxa média de crescimento de 5.1%/ano. Espanha apresentou o maior contributo para este crescimento.

1000 t

Olivicultura

Gráfico 3 – Evolução da produção nos Estados Membros produtores de azeite

1600 GR ESP FR IT PT Linear (ESP) 1400 Linear (IT) Linear (GR) Linear (PT)
1600
GR
ESP
FR
IT
PT
Linear (ESP)
1400
Linear (IT)
Linear (GR)
Linear (PT)
1200
1000
800
600
400
200
0
1000 t

1982

1983

1984

1985

Fontre: EUROSTAT

1986

1987

1988

1989

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

O aumento da produção comunitária foi mais expressivo que os progressos registados em termos de consumo (no período 1994/95 a 2004/05 a taxa média de crescimento anual da produção foi de 5.1% e a do consumo de 3.3%). Portugal, a par de Espanha e França, são os Estados Membros em que os acréscimos de consumo têm sido mais acentuados, sendo Itália, Espanha e Grécia os maiores consumidores em termos absolutos.

Gráfico 4 - Evolução do consumo interno nos Estados Membros produtores de azeite

1000

900

800

700

600

500

400

300

200

100

0

GR ESP FR IT PT Linear (GR) Linear (ESP) Linear (IT) Linear (PT)
GR
ESP
FR
IT
PT
Linear (GR)
Linear (ESP)
Linear (IT)
Linear (PT)

1982

1983

1984

Fonte: Eurostat

1985

1986

1987

1988

1989

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

Olivicultura

O índice de consumo per capita em Portugal (7.5 kg/habitante/ano, em 2005) está bastante aquém dos registados nos outros Estados Membros: Grécia (25kg/habitante/ano), Espanha (12.6 kg/habitante/ano) e Itália (12.3 kg/habitante/ano), estando ainda distanciado dos atingidos na década de 60 (10.5 kg/habitante/ano).

Gráfico 5 - Evolução do consumo per capita nos principais EM produtores

30 GR IT ESP PT FR 25 20 15 10 5 0 kg/hab
30
GR
IT
ESP
PT
FR
25
20
15
10
5
0
kg/hab

1986

Fonte: EUROSTAT

1987

1988

1989

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

É, contudo, nos Estados Membros não produtores que se verifica a maior evolução nos consumos de azeite, com margens de crescimento muito significativas. Estes países totalizaram, na campanha 2004/05, 7.7% do consumo da UE, registando a Áustria, Alemanha e Suécia os índices de consumo per capita mais elevados.

Gráfico 6- Evolução do consumo per capita em alguns EM não produtores

0,8 HOL POL AUS FIN ALE SUE 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0
0,8
HOL
POL
AUS
FIN
ALE
SUE
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
kg/hab

1994

1995

Fonte: EUROSTAT

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

Olivicultura

No sector da azeitona de mesa a produção mundial, para a campanha 2004/05, situou-se nas 1 852.5 mil toneladas, com uma participação da UE na ordem dos 40%. A produção mundial tem progredido a uma taxa média de 6.3%/ano para um ritmo de crescimento do consumo de 5.3%/ano, face a valores que na UE, em termos de produção e de consumo, se situaram, respectivamente em 7.2% e 4.3%/ano.

Gráfico 7 – Mercado mundial: regiões produtoras de azeitona de mesa - Campanha

2004/05

Países Magreb-Mashrek 41% UE Outros 40% 19%
Países Magreb-Mashrek
41%
UE
Outros
40%
19%

Fonte: Conselho Oleícola Internacional, Nov 2006

2. Caracterização do sector

2.1. Análise global

A vocação dominante do olival português é para produção de azeite, com cerca de 96% do

total da azeitona produzida destinada à obtenção deste produto e apenas cerca de 4% canalizada para a produção de azeitona de mesa.

As condições edafo-climáticas adaptadas à cultura e a sua localização em todo o território, com manchas relevantes em algumas regiões, com importante diversidade de variedades, potenciam os requisitos para a produção de azeite de qualidade.

A representatividade do sector do azeite na estrutura agro-alimentar tem sido, nos últimos

anos, próxima de 1%, correspondendo a um valor da ordem dos 90 milhões de Euros, face a valores, que no período pós-adesão, eram muito próximos ou superavam mesmo os 2%. Em termos médios, no período 1988-2004, a participação do azeite neste total foi de 1.6%.

Olivicultura

Quadro 1 – Alguns indicadores no sector do azeite

 

Média

 

1988

1989

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

1988-2004

Parte produção de azeite no total AA (%)

1,8

1,2

2,1

1,9

3,0

1,3

2,0

1,7

2,9

1,9

1,4

1,3

1,5

0,6

0,9

0,9

1,2

1,6

Parte produção de azeite no total Produção Vegetal (%)

3,3

2,3

3,6

3,1

5,4

2,4

3,5

2,9

4,7

3,3

2,6

2,1

2,4

1,1

1,5

1,4

2,1

2,7

Parte exportação de azeite no total AA (%)

3,6

2,9

3,8

2,7

1,9

2,8

2,7

4,1

5,4

4,7

3,8

3,2

3,8

3,5

2,8

2,6

3,3

3,4

Parte importação de azeite no total AA (%)

0,5

2,8

1,3

2,0

1,1

2,8

3,0

3,9

3,9

3,3

2,3

2,4

1,8

2,1

2,1

2,9

3,0

2,5

Orientação exportadora (%)

30,0

42,9

64,7

38,5

40,0

52,0

56,3

62,2

58,1

75,6

73,7

58,3

58,3

100,0

74,2

nd

nd

59,0

Índice de Balassa

0,5

0,4

0,1

0,3

0,2

0,5

0,5

0,4

0,3

0,3

0,2

0,3

0,1

0,2

0,3

0,4

0,4

0,3

Grau de auto-aprovisionamento (%)

76,3

71,4

103,0

111,4

121,6

64,1

71,1

68,5

78,2

73,2

65,5

61,0

71,2

41,7

51,7

nd

nd

75,3

Fonte: EUROSTAT

Depois de ter apresentado níveis de auto-aprovisionamento acima dos 100% nas décadas de 50 e 60, o sector do azeite viu reduzida a sua auto-suficiência, mas desenvolveu uma capacidade exportadora. Esta última, avaliada pelo índice de orientação exportadora (%), traduz a representatividade da exportação na produção nacional, que cresceu de 30%, em 1988, para valores entre os 60% e os 75% nos últimos anos, tendo como principais mercados alvo de exportação o Brasil, a Venezuela, os EUA e o Canadá. Permite também concluir a importância que o desempenho das actividades a jusante do sector produtivo tem tido no seu reforço, com o recurso a produção não nacional. Esta dinâmica é predominantemente alimentada pela produção de Espanha. Em 1988 as entradas/importações eram inexistentes, actualmente representam um montante da ordem das 50.000 a 60.000 toneladas (próximo dos 130 milhões de Euros), equivalente a 2% do total das entradas do complexo agro-alimentar.

O índice de Balassa 1 , confirma a dominância, nas trocas comerciais com o exterior, das importações sobre as exportações.

Contrariando a evolução das últimas décadas, assiste-se, recentemente, a uma dinâmica do sector da produção, quer por via da utilização de técnicas de produção mais adaptadas, nomeadamente com maior recurso ao regadio, quer pela instalação de novas plantações. Estas, efectuadas no decurso dos vários quadros comunitários de apoio, mantiveram-se relativamente pouco importantes, mesmo após o programa especial de 30 000 ha de novo olival autorizado a partir de 1998, invertendo-se esta situação nos dois últimos anos, em

2005 e 2006, com acréscimos significativos das áreas plantadas.

Na transformação, procedeu-se à concentração, modernização e adaptação tecnológica dos lagares, correspondendo às exigências da regulamentação comunitária em matéria de higiene e condições ambientais, tendo-se, desde meados da década de 90, passado de cerca de 1000 lagares para pouco mais que 600. Os lagares encontram-se espalhados e relativamente bem localizados nas regiões de produção, factor que contribui favoravelmente para a obtenção de produtos de qualidade.

No sector da azeitona de mesa, o grau de auto-aprovisionamento nacional situa-se acima dos 90%, rondando o consumo per capita 1,8 kg/habitante/ano.

2.2. Produção

2.2.1. Distribuição regional e estrutura das explorações agrícolas

A cultura do olival encontra-se distribuída por todas as Regiões Agrárias do Continente, destacando-se o Alentejo e Trás-os-Montes como principais regiões produtoras, com alguma supremacia do Alentejo em termos de área (Alentejo – 41.7% e Trás-os-Montes – 20,8%). As regiões da Beira Interior e Ribatejo e Oeste posicionam-se na segunda linha do ranking da produção nacional, com uma ocupação de, respectivamente, 17.9% e 11.3%.

1 (Exp-Imp)/(Exp+Imp).

Olivicultura

Gráfico 8 – Distribuição regional da superfície de olival para azeite

Alentejo

41,7%

Entre Douro e Minho

Trás-os-

Montes

Algarve

0,3% 2,6% 20,8% Ribatejo e Oeste
0,3%
2,6%
20,8%
Ribatejo e
Oeste

Beira Litoral

5,4%

Beira Interior

17,9%

11,3%

Fonte: INE - RGA 99

Enquanto no olival para azeite domina o Alentejo (41.7 %), no que se refere ao olival para azeitona de mesa a principal região produtora é Trás-os-Montes (46.1 %).

Gráfico 9 – Distribuição regional da superfície de olival para azeitona de mesa

Algarve

Entre Douro e Minho

3,3% 0,1% 25,4% Beira Litoral
3,3%
0,1%
25,4%
Beira Litoral

Alentejo

Beira Interior

22,7%

0,6%

Ribatejo e

Oeste

1,9%

Fonte: INE - RGA 99

Trás-os-

Montes

46,1%

Olivicultura

Quadro 2 - Distribuição do número de explorações com olival e da respectiva área por Região Agrária

Regiões Agrárias

Explorações

Superfície

Superfície média

Número

(%)

ha

(%)

por exploração (ha)

Entre Douro e Minho Trás-os-Montes Beira Litoral Beira Interior Ribatejo e Oeste Alentejo Algarve Portugal

6 702

4,1

1 126

0,3

0,17

39 284

24,1

72 288

21,6

1,84

26 367

16,2

17 585

5,2

0,67

36 092

22,1

60 325

18,0

1,67

19 974

12,2

36 829

11,0

1,84

23 040

14,1

138 084

41,2

5,99

11 639

7,1

8 791

2,6

0,76

163 098

100,0

335 028

100,0

2,05

Fonte: RGA 1999

Da área total de olival, 59% situa-se em explorações com menos de 2 hectares, que correspondem a cerca de 86% do número total de explorações com olival.

Esta distribuição do olival traduz-se numa área média por exploração de 2.1 hectares, só ultrapassada na região do Alentejo, apresentando todas as outras regiões uma dimensão média aquém do valor médio nacional.

Em 1999 a distribuição da área de olival por idade das oliveiras indicava a dominância de oliveiras com idade superior a 50 anos (74%), representando as oliveiras com menos de 15 anos 11.5% desta área.

O olival de sequeiro é claramente dominante no olival nacional. Alentejo e Trás-os-Montes são as regiões com maior percentagem de olival regado, como ilustram os dados apresentados (quadro 3), relativos à distribuição das explorações e da superfície de olival regado (azeitona de mesa e azeitona para azeite), por região.

Quadro 3 - Distribuição do número de explorações e da superfície de olival regado

Regiões Agrárias

Explorações

Superfície

Número

(%)

ha

(%)

Entre Douro e Minho Trás-os-Montes Beira Litoral Beira Interior Ribatejo e Oeste Alentejo Algarve Portugal

476

6,8

96

0,7

2 040

29,1

4 006

28,4

639

9,1

233

1,6

2 101

29,9

1 489

10,5

477

6,8

1 208

8,5

1 156

16,5

7 049

49,9

131

1,9

48

0,3

7 020

100,0

14 130

100,0

Fonte: RGA 1999

Mapa 1 - Representatividade da área de olival na SAU

< 1 % >=1 e < 2.5 % >=2.5 e < 10 % >=10 e
< 1 %
>=1 e < 2.5 %
>=2.5 e < 10 %
>=10 e < 25%
>= 25%

Olivicultura

Mapa 2 - Peso da MBS do olival no total da MBS das explorações agrícolas

MBS do olival no total da MBS das explorações agrícolas Nestes dois cartogramas verifica-se uma relativa

Nestes dois cartogramas verifica-se uma relativa coincidência entre os concelhos em que a margem bruta do olival tem maior expressão na margem bruta total das explorações, e os concelhos em que a área de olival é mais representativa na SAU respectiva.

A cultura do olival, nas várias regiões, está presente em diferentes tipos de explorações agrícolas (na análise regional a seguir efectuada foram excluídas as explorações com uma área inferior a 10 ares), tendo a especialização olivicultura pouco peso nas regiões de Entre Douro e Minho e Algarve, e maior expressão nas outras regiões, com características distintas entre as mesmas. 2

2 MBS - Margem Bruta Standard ou Margem Bruta Padrão. A margem bruta padrão de cada actividade consiste, para um dado ano, ao valor monetário da produção agrícola bruta, deduzido dos principais custos específicos proporcionais correspondentes à produção em questão. Esta margem não é obtida para cada exploração em concreto mas com base em valores médios, numa dada região, representativos do sistema de produção associado à actividade em causa, utilizando determinada tecnologia de produção. OTE - Orientação Técnico-económica, determinada pela parte relativa na MBS total da exploração, de cada uma das actividades nela praticadas. UDE - Unidade de Dimensão Europeia - Medida de dimensão económica da exploração agrícola que se obtém dividindo a margem bruta padrão da exploração por um número fixo de Euros (1UDE=1200 Euros). A classificação de uma exploração agrícola numa classe de DE tem como base a respectiva

Olivicultura

2.2.1.1. Entre Douro e Minho

O olival tem muito pouca expressão na região:

- Área de olival: 994 hectares;

- A percentagem da área de olival na superfície agrícola utilizada é de 9.2%;

- A área de olival em explorações especializadas em olivicultura é de 6 hectares (0.6% da área regional de olival).

Quadro 4 – Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

Número de Explorações

EDM

 

SAU

Classes de OTE

Exploraçõe s com olival

%

Área de

Olival

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival Por

exploração

média por

Expl.

Agricultura Geral Viticultura Culturas Permanentes Diversas Especialização Olival Outros Herbívoros Culturas e Pecuária Outras Total

938

30,1

270

27,2

2.604

10,4

0,3

2,8

384

12,3

142

14,2

1.651

8,6

0,4

4,3

892

28,7

316

31,8

2.631

12,0

0,4

2,9

7

0,2

6

0,6

6

95,6

0,9

0,9

393

12,6

115

11,5

1.536

7,5

0,3

3,9

286

9,2

92

9,3

1.511

6,1

0,3

5,3

213

6,8

53

5,3

855

6,2

0,2

4,0

3.113

100,0

994

100,0

10.794

9,2

0,3

3,5

Fonte: RGA 99

Número de Explorações

EDM

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de DE

Exploraçõe s com olival

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

(0<de<2) clde=0;

587

18,9

145

14,6

614

23,6

0,2

1,0

(2<=de<4) clde=1;

1.036

33,3

268

26,9

1.919

13,9

0,3

1,9

(4<=de<8) clde=2;

942

30,3

316

31,8

3.220

9,8

0,3

3,4

(8<=de<16) clde=3;

358

11,5

156

15,7

2.208

7,1

0,4

6,2

(16<=de<40) clde=4;

150

4,8

80

8,0

1.444

5,5

0,5

9,6

(de>=40) clde=5;

40

1,3

30

3,0

1.390

2,1

0,7

34,7

Total

3.113

100,0

994

100,0

10.794

9,2

0,3

3,5

Fonte: RGA 99

2.2.1.2. Trás-os-Montes

Esta região apresenta as seguintes características:

- Área de olival: 72 202 hectares;

- O olival representa 27.6% da superfície agrícola utilizada da região;

- Explorações com especialização em olivicultura representam 16.2% do número de explorações com olival da região e 28.7% da área de olival regional;

-Em termos de dimensão económica, 41.3 % das explorações com olival são muito pequenas (com MBS até 2 UDE), detendo 14.6 % da superfície da cultura. A área de olival predomina na classe de 4 e 8 UDE (4 800 a 9 600 € de MBS) e apresenta uma área média de olival por exploração de 2.43 hectares.

Margem Bruta Standard (MBS). A MBS é medida em Unidades de Dimensão Europeia (UDE), correspondendo 1 UDE a 1200 Euros, ou seja, cerca de 240 contos.

As classes de Dimensão Económica consideradas correspondem aos seguintes intervalos de MBS: muito Pequenas – menos de 4 UDE; Pequenas – 4 a 16 UDE; Médias – 16 a 40 UDE; Grandes – mais de 40 UDE.

Olivicultura

Quadro 5 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

Número de Explorações

TM

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de OTE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival Por

exploração

média por

Expl.

Viticultura Culturas Permanentes Diversas Especialização Olival Outros Herbívoros Culturas e Pecuária Outras Total

5.487

15,4

5.556

7,7

29.203

19,0

1,0

5,3

19.252

53,9

38.259

53,0

130.232

29,4

2,0

6,8

5.799

16,2

20.686

28,7

31.676

65,3

3,6

5,5

1.583

4,4

1.974

2,7

27.236

7,2

1,2

17,2

1.675

4,7

3.882

5,4

21.758

17,8

2,3

13,0

1.922

5,4

1.845

2,6

21.341

8,6

1,0

11,1

35.718

100,0

72.202

100,0

261.445

27,6

2,0

7,3

Fonte:RGA 99

Número de Explorações

TM

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de DE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

(0<de<2) clde=0;

14.749

41,3

10.510

14,6

30.987

33,9

0,7

2,1

(2<=de<4) clde=1;

9.418

26,4

13.768

19,1

46.583

29,6

1,5

4,9

(4<=de<8) clde=2;

6.459

18,1

15.716

21,8

58.639

26,8

2,4

9,1

(8<=de<16) clde=3;

3.311

9,3

13.138

18,2

54.366

24,2

4,0

16,4

(16<=de<40) clde=4;

1.456

4,1

10.900

15,1

45.891

23,8

7,5

31,5

(de>=40) clde=5;

325

0,9

8.169

11,3

24.979

32,7

25,1

76,9

Total

35.718

100,0

72.202

100,0

261.445

27,6

2,0

7,3

Fonte:RGA99

2.2.1.3. Beira Litoral

Nesta região:

- A área de olival é de 17 381 hectares;

- O olival representa 32.1% da superfície agrícola utilizada da região;

- As explorações especializadas em oliviculturas correspondem a 1.7% do total de explorações com olival, perfazendo 4.2% da área olival da região;

- Em termos de dimensão económica, 65.5% das explorações com olival são muito

pequenas (com MBS até 2 UDE), representando 49.8% da superfície da cultura, e apresentando uma área média de olival por exploração de 0.59 hectares. Entre 2 e 4 UDE situam-se 22.5% das explorações e 26% da área de olival.

Quadro 6 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

Número de Explorações

BL

SAU

Classes de OTE

Explorações

%

Área de

Olival

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

Viticultura Culturas Permanentes Diversas Especialização Olival Bovinos Leite Granívoros Outras Total

4.157

18,7

3.568

20,5

10.207

35,0

0,9

2,5

698

3,1

1.242

7,1

1.374

90,4

1,8

2,0

374

1,7

729

4,2

2.875

25,4

1,9

7,7

3.746

16,8

3.399

19,6

11.301

30,1

0,9

3,0

1.627

7,3

1.456

8,4

4.283

34,0

0,9

2,6

11.647

52,3

6.986

40,2

24.123

29,0

0,6

2,1

22.249

100

17.380

100

54.163

32,1

0,8

2,4

Fonte:RGA 99

Número de Explorações

BL

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de DE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

(0<de<2) clde=0;

14.574

65,5

8.660

49,8

20.234

42,8

0,6

1,4

(2<=de<4) clde=1;

5.011

22,5

4.512

26,0

14.277

31,6

0,9

2,8

(4<=de<8) clde=2;

1.716

7,7

2.103

12,1

8.490

24,8

1,2

4,9

(8<=de<16) clde=3;

622

2,8

1.028

5,9

5.071

20,3

1,7

8,2

(16<=de<40) clde=4;

256

1,2

800

4,6

4.389

18,2

3,1

17,1

(de>=40) clde=5;

70

0,3

278

1,6

1.702

16,3

4,0

24,3

Total

22.249

100,0

17.381

100,0

54.163

32,1

0,8

2,4

Fonte:RGA99

Olivicultura

2.2.1.4. Beira Interior

Nesta região:

- A área de olival é de 60 273 hectares;

- O olival representa 21.6 % da superfície agrícola utilizada da região;

- As explorações especializadas em olivicultura são 25.6% do total de explorações com olival, absorvendo 31.5% da área de olival regional e apresentando uma área média de olival por exploração de 2.17 hectares;

- Em termos de dimensão económica, 50% das explorações com ocupação olival inscrevem-

se na classe de mais de 40 UDE, concentrando em termos de área 15.2% do total de olival na região e apresentando uma área média de olival de 27.51 hectares por exploração. A maior fatia da área de olival, 37.5%, pertence a explorações muito pequenas (até 2 UDE), que representam 70.8% do total de explorações com olival.

Quadro 7 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

Número de Explorações

BI

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de OTE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival Por

exploração

média por

Expl.

Agricultura Geral Culturas Permanentes Diversas Especialização Olival Outros Herbívoros Culturas e Pecuária Outras Total

3189

9,3

3.712

6,2

23.470

15,8

1,2

7,4

10.219

29,9

15.797

26,2

49.514

31,9

1,5

4,8

8.755

25,6

18.998

31,5

25.058

75,8

2,2

2,9

4.342

12,7

9.357

15,5

117.979

7,9

2,2

27,2

4.296

12,6

9.656

16,0

46.433

20,8

2,2

10,8

3.420

2,0

2.753

0,9

17.072

16,1

0,8

5,0

34.221

100,0

60.273

100,0

279.526

21,6

1,8

8,2

Fonte:RGA 99

Número de Explorações

BI

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de DE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

(0<de<2) clde=0;

24.233

70,8

22.592

37,5

43.967

51,4

0,9

1,8

(2<=de<4) clde=1;

5.078

14,8

10.043

16,7

27.549

36,5

2,0

5,4

(4<=de<8) clde=2;

2.537

7,4

7.424

12,3

29.147

25,5

2,9

11,5

(8<=de<16) clde=3;

1.291

3,8

5.306

8,8

33.236

16,0

4,1

25,7

(16<=de<40) clde=4;

748

2,2

5.720

9,5

54.290

10,5

7,6

72,6

(de>=40) clde=5;

334

1,0

9.188

15,2

91.337

10,1

27,5

273,5

Total

34.221

100

60.273

100,0

279.526

21,6

1,8

8,2

Fonte:RGA99

2.2.1.5. Ribatejo e Oeste

Nesta região:

- A área de olival é de 36 789 hectares;

- O olival representa 32.7 % da superfície agrícola utilizada da região;

- As explorações especializadas em olivicultura perfazem 32.6% do total de explorações com olival, absorvendo 42.5 % da área de olival regional e apresentando uma área média de olival por exploração de 2.51 hectares;

- Em termos de dimensão económica, 42.8% das explorações com olival são muito pequenas (até 2 UDE), mas cobrem apenas 15.9% da área de olival. As classes dominantes em termos de ocupação com olival são as de 2 a 4 UDE (17.9%), de 4 a 8 UDE (18.9%) e mais de 40 UDE, concentrando neste último caso 22.4 % da área de olival da região e apresentando uma área média de olival por exploração de 17.09 hectares.

Olivicultura

Quadro 8 - Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

Número de Explorações

RO

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de OTE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival Por

exploração

média por

Expl.

Agricultura Geral Culturas Permanentes Diversas Especialização Olival Culturas e Pecuária Outras Total

2.170

11,4

4.638

12,6

30.039

15,4

2,1

13,8

7.523

39,4

12.226

33,2

27.352

44,7

1,6

3,6

6.215

32,6

15.628

42,5

19.797

78,9

2,5

3,2

775

4,1

1.798

4,9

8.493

21,2

2,3

11,0

2.400

1,3

2.499

0,7

26.955

9,3

1,0

11,2

19.083

100,0

36.789

100,0

112.636

32,7

1,9

5,9

Fonte:RGA 99

Número de Explorações

RO

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de DE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

(0<de<2) clde=0;

8.170

42,8

5.836

15,9

9.734

60,0

0,7

1,2

(2<=de<4) clde=1;

4.958

26,0

6.592

17,9

11.825

55,7

1,3

2,4

(4<=de<8) clde=2;

3.079

16,1

6.964

18,9

13.170

52,9

2,3

4,3

(8<=de<16) clde=3;

1.553

8,1

5.075

13,8

12.563

40,4

3,3

8,1

(16<=de<40) clde=4;

840

4,4

4.069

11,1

13.233

30,8

4,8

15,8

(de>=40) clde=5;

483

2,5

8.253

22,4

52.112

15,8

17,1

107,9

Total

19.083

100,0

36.789

100,0

112.636

32,7

1,9

5,9

Fonte:RGA99

2.2.1.6. Alentejo

Nesta região:

- A área de olival é de 138 072 hectares;

- O olival representa 11.9 % da superfície agrícola utilizada da região;

- As explorações especializadas em olivicultura são 43.3 % do total de explorações com

olival, absorvendo 40.1 % da área de olival regional e apresentando uma área média de olival por exploração de 5.34 hectares;

- Em termos de dimensão económica, 53.7 % das explorações com olival são muito

pequenas (até 2 UDE), ainda que representem apenas 14.5 % da área de olival. As classes

dominantes em termos de ocupação com olival são as de mais de 40 UDE (36,6 %) e de 16

a 40 UDE (17.8%), que apresentam uma área média de olival por exploração de, respectivamente, 35.94 e 14.93 hectares.

Quadro 9 – Caracterização das explorações com olival de acordo com as Classes de OTE e de DE

Número de Explorações

AL

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de OTE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival Por

exploração

média por

Expl.

Agricultura Geral Viticultura Culturas Permanentes Diversas Especialização Olival Outros Herbívoros Culturas e Pecuária Outras Total

4.296

23,9

34.114

32,8

338.308

10,1

7,9

78,7

906

5,0

3.637

3,5

17.406

20,9

4,0

19,2

2.565

14,2

17.309

16,7

71.952

24,1

6,7

28,1

7.799

43,3

41.678

40,1

62.513

66,7

5,3

8,0

2.669

14,8

15.713

15,1

342.424

4,6

5,9

128,3

2.211

12,3

20.673

19,9

273.733

7,6

9,4

123,8

1.855

2,8

4.947

1,1

53.983

9,2

2,7

29,1

22.301

100,0

138.072

100,0

1.160.319

11,9

6,2

52,0

Fonte:RGA99

Olivicultura

Número de Explorações

AL

 

Área de

Olival

 

SAU

Classes de DE

Explorações

%

%

SAU

% Olival na

SAU

Area de Olival por

exploração

média por

Expl.

(0<de<2) clde=0;

11.971

53,7

20.017

14,5

44.957

44,5

1,7

3,8

(2<=de<4) clde=1;

3.123

14,0

12.483

9,0

36.481

34,2

4,0

11,7

(4<=de<8) clde=2;

2.353

10,6

14.148

10,2

54.268

26,1

6,0