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CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL - III Prof. Luiz Elpídio M.

Machado
1ª PARTE

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MINAS GERAIS – UEMG

APOSTILA DE CÁLCULO III

FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS

ENGENHARIA

Prof. Luiz Elpídio de Melo Machado


Versão: 2019/1
CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL - III Prof. Luiz Elpídio M. Machado
1ª PARTE

PLANO DE ENSINO

CURSO DISCIPLINA
ENGENHARIA Cálculo Diferencial e Integral III

Nº DE AULAS SEMANAIS ANO 2019


04 SEMESTRE 1º
CARGA HORÁRIA PERÍODO 3º
72 h UNIDADE ACADÊMICA
EMENTA
Funções de várias variáveis, gráficos, derivada direcional, plano tangente, gradiente,
derivada de ordem superior, máximos e mínimos, e aplicações. Curvas planas e no
espaço, vetor tangente. Integrais duplas e triplas. Cálculo de Áreas, Volumes, Momento
de Inércia. Integrais de linha e de superfície.

OBJETIVOS
No final do curso o aluno será capaz de:
- Representar Superfícies e Funções de Várias Variáveis
- Aplicar o Vetor Gradiente
- Integrar Funções de Várias Variáveis
- Determinar o Volume e a Área de uma Região usando Integrais Múltiplas
- Aplicar Integrais Duplas no Cálculo do Momento de Inércia.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
I – Funções de Várias Variáveis
1.1 – Conceito
1.2 – Limite
1.3 – Continuidade
1.4 – Derivadas Parciais
1.5 – Aplicações.
1.6 – Derivada Direcional
1.7 – Gradiente
1.8 – Plano tangente
1.9 – Derivada de Ordem Superior
II – Máximos e Mínimos
2.1 – Valores Extremos da Função de Duas Variáveis
2.2 – Máximo e Mínimo com Restrição
III – Integrais Múltiplas
3.1 – Interpretação Geométrica
3.2 – Técnicas de Integração
3.3 – Mudança de Variáveis na Integral Dupla
3.4 – Mudança de Variáveis na Integral Tripla
3.5 – Cálculo de Área, Volume e Momento de Inércia.

MÉTODOS E RECURSOS DIDÁTICOS


Aula expositiva, seguida de debates, exercícios de sondagem e fixação; Proposição de
situações problemáticas, mediante condições explicativas para as possíveis soluções,
pesquisa em livros e na www. Quadro negro, giz, internet, e-mail.

Atividades extra-classe:
Resolução de listas de exercícios de fixação e aprofundamento.

AVALIAÇÃO
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Serão distribuídos 100 créditos no decorrer do semestre através de trabalhos e provas.


Serão distribuídos 30 pontos até o final do 1º bimestre letivo, 35 pontos até o final do 3º
mês letivo e 35 pontos até o final do semestre letivo.

Nota 1 – 1ª Avaliação: Tópico 1 valor 30 pontos


Nota 2 – 2ª Avaliação: Tópicos 2, 3.1, 3,2 e 3.3 valor 25 pontos e Avaliação Institucional
valor 10 pontos
Nota 3 – 3ª Avaliação: Tópico 3.4 e 3.5 valor 25 pontos e TIM valor 10 pontos

A recuperação ocorrerá no final do semestre, de acordo com a “RESOLUÇÃO INESP Nº


02/2012”.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MCCALLUMM, William G. Cálculo de várias variáveis. São Paulo: Edgar Blucher, 1997.
PINTO, Diomara. Cálculo diferencial e integral de funções de várias variáveis. Rio de
Janeiro: UFRJ, 1999.
HAZZAN, Samuel. Calculo funções de várias variáveis. 2.ed. São Paulo: Atual, 1986.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
JUDICE, Edson Durão. Funções de varias variáveis. Belo Horizonte: UFMG, 1978.
LEITHOLD, Louis. Cálculo com geometria analítica. 3.ed. São Paulo: Harbra, 1994.
EDWARDS Jr, C.H. Cálculo com geometria Analítica. 4.ed. Rio de Janeiro: Prentice-
Hall do Brasil, 1997.
SIMMONS, G. F. Cálculo com geometria analítica. 2.ed. São Paulo: Mac Graw-Hill,
1987.
GOLDSTEIN, Larry J.; LAY, David C. e SCHNEIDER, David I.. Matemática aplicada:
economia, administração e contabilidade. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2000.
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FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS

1 – Introdução

Muitas grandezas dependem de mais de uma variável: a quantidade de alimento produzida depende de quantidade de
chuva e da quantidade de fertilizante usada; a taxa de uma reação química depende da temperatura e da pressão do ambiente
em que se processa; a intensidade da atração gravitacional entre dois corpos depende de suas massas e da distância que os
separa; a taxa de matéria ejetada numa explosão vulcânica que cai num lugar depende da distância ao vulcão e do tempo
decorrido desde a explosão. Cada exemplo envolve uma função de duas ou mais variáveis.
Uma função de duas variáveis pode ser representada graficamente, numericamente por uma tabela de valores, ou
algebricamente por uma fórmula.
Suponha que se queira obter um empréstimo para comprar um carro é necessário calcular quanto se deve pagar por
mês; isto dependerá tanto da quantidade de dinheiro emprestada, do tempo de quitação do empréstimo quanto da taxa de juro.
Estas quantidades podem variar separadamente: o valor do empréstimo pode variar e a taxa de juro e o tempo podem
permanecer constantes, ou a taxa de juro pode mudar enquanto a quantia emprestada e o tempo permanecem constantes.

Para calcular o pagamento mensal você precisa conhecer estes valores. Se o pagamento mensal é R$ P , a quantia

emprestada é R$ C , o tempo de quitação t e a taxa de juros é i % , então exprimimos o valor de P em função de C , t e i


escrevendo: P  P C , t , i  . É exatamente semelhante à notação para função de uma variável. A variável P chama-se a

variável dependente e as variáveis C, t e i se dizem independentes.


A função para calcular o valor da prestação a ser paga trinta dias após o contrato do empréstimo é definida por

Ci
P C , t , i   onde C é dão em R$ , i em % am e t em meses.
1  1  i 
t

Exemplo

Ex.-1 Calcule o valor da prestação de um empréstimo de R$5.000,00, nas condições dadas: t  6,12,18, 24 meses e

5000 i
i  2, 3, 4, 5% am , pela função P t , i   .
1  1  i 
t

5000  0,02
 Para t  6 meses e i  2% am P 6 , 2    892,63R$
1  1  0,02
6

5000  0,03
 Para t  6 meses e i  3% am P 6 , 3    922,99 R$
1  1  0,03
6

5000  0,04
 Para t  6 meses e i  4% am P 6 , 3    953,81R$
1  1  0,04
6

5000  0,05
 Para t  6 meses e i  5% am P 6 , 3    985,09 R$
1  1  0,05
6

5000  0,02
 Para t  12 meses e i  2% am P 12, 2    472,80 R$
1  1  0,02
12

5000  0,03
 Para t  12 meses e i  3% am P 12, 3    502,31R$
1  1  0,03
12
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5000  0,04
 Para t  12 meses e i  4% am P 12, 3    532,76 R$
1  1  0,04
12

5000  0,05
 Para t  12 meses e i  5% am P 12, 3    564,13R$
1  1  0,05
12

5000  0,02
 Para t  18 meses e i  2% am P 18, 2    333,51R$
1  1  0,02
18

5000  0,03
 Para t  18 meses e i  3% am P 18, 3    363,54 R$
1  1  0,03
18

5000  0,04
 Para t  18 meses e i  4% am P 18, 3    394,97 R$
1  1  0,04
18

5000  0,05
 Para t  18 meses e i  5% am P 18, 3    427,73R$
1  1  0,05
18

5000  0,02
 Para t  24 meses e i  2% am P 24, 2    264,36 R$
1  1  0,02
24

5000  0,03
 Para t  24 meses e i  3% am P 24, 3    295,24 R$
1  1  0,03
24

5000  0,04
 Para t  24 meses e i  4% am P 24, 3    327,93R$
1  1  0,04
24

5000  0,05
 Para t  24 meses e i  5% am P 24, 3    362,35R$
1  1  0,05
24

P t
6 12 18 24
2 892,63 472,80 333,51 264,36

3 922,99 502,31 363,54 295,24


i% 4 953,81 532,76 394,97 327,93

5 985,09 564,13 427,73 362,35

Ex.-2 Seja R uma região retangular, o valor do momento de Inércia, desta região, em relação ao eixo X é calculado pela

b h3
expressão IX  . Veja a representação da região R e do eixo X abaixo.
12
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b h3
Calcule o valor do Momento de Inércia para b  10,11,12,13 e h  15,16,17,18 , pela função I X  b,h   .
12
10  153 33.750
 Para b  10 e h  15 temos I X  10 ,15     2.812,5 cm 4
12 12

b
IX
10 11 12 13
15 2.812,5 3.093,75 3.375 3.656,25

16 3.413,33 3.754,67 4.096 4.437,33


h
17 4.094,17 4.503,58 4.913 5.322,42

18 4.860 5.346 5.832 6.318

E-1. Seja R uma região retangular, o valor do momento de Inércia, desta região. em relação ao eixo Y é calculado pela

b3 h
expressão IY  . Veja a representação da região R e do
12
eixo Y abaixo.

Calcule o valor do Momento de Inércia quando

b  15,16,17,18 e h  21,22,23,24 , pela função

b3 h
IY  b , h   .
12

Respostas

R-1

IX b
15 16 17 18
20

21
h 22

23

2 – Valor numérico

Exemplo:

Ex.-3 Seja f a função definida por f  x , y   x  xy  y 2  2 . Calcule f  0 , 0  , f  1, 2  , f  2 ,1  .


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2
f  0  00  0  2  2
 0,0 
2
f  1  1 2  2  2  1  2  4  2  9
 1, 2 
2
f  2  2 1  1  2  2  2  1  2  7
 2 ,1 

Ex.-4 Seja f a função definida por f  x , y , z   x3  yz 2  y  3z . Calcule f  2 , 0 ,1 , f  1, 2 , 1  , f  1,1, 2  .

f  2 , 0,1    2  0 1  0  3  1  8  0  0  3  11


3 2

f  1, 2, 1   1  2  1  2  3   1  1  2  2  3  4


3 2

f  1,1, 2    1  1 2  1  3  2  1  2  1  6  8


3 2

Exercícios:

E-2. Seja f  2 x  3 y  4 . Calcule f , f , f e f .


 x, y   0,0   0 ,1   1, 2   2 , 1 
2 2
E-3. Seja g  2x  y . Calcule g , g , g , g e g .
 x, y   1, 2   2 ,1   1,1   1 ,1   2 , 1 

x y
E-4. Seja h  . Calcule h 0 ,1  , h 1, 1  , h 2 ,1  e h  ,   , h 3 , 3 
 x, y  x y
E-5. Seja g  3s t  t s  2 . Calcule g , g , g e g .
 s,t   1, 2   2 ,1   0, 4   4,9 
2 2
x y
E-6. Seja f  xye . Calcule f , f , f e f .
 x, y   0,0   0 ,1   1,1   1, 1 

E-7. Seja h s , t   s ln t  t ln s . Calcule h , h e h .


 1, e   e ,1   e,e 
st
E-8. Seja g  re . Calcule g , g e g .
 r , s,t   1,1,1   1, 0 ,1   1, 1, 1 

Respostas

R - 2 a)  4 ; b)  1 ; c) 4 ; d)  3 R - 6 a) 0 ; b) 0 ; c) e 2  7,39 ; d) e 2  7,39 .
R - 3 a)  2 ; b) 7 ; c) 1 ; d) 1 ; e) 7 R - 7 a) 1 ; b) 1 ; c) 2e  5,44 .
R - 4 a)  1 ; b) 0 ; c) 3 ; c) 0 ; e)  R - 8 a) e ; b)1 ; c)  e .
R - 5 a) 4  3 2  8,24 ; b) 8  2  9,41; c)
2 ; d) 56 .
2 – Funções de duas variáveis

Apesar de que vamos lidar com funções de várias variáveis, a maioria das nossas definições e resultados serão
enunciadas em termos de uma função de duas variáveis. A razão para adotar este tipo de procedimento, como veremos em
breve, é que existe uma interpretação geométrica para este caso especial, o que serve como importante auxilio visual.
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Poderemos então nos beneficiar da experiência adquirida pelo estudo de duas variáveis para ajudar a entender os conceitos e
resultados relacionados ao caso mais geral, que nada mais será do que uma extensão do caso de duas dimensões.

Uma função de duas variáveis, f , consiste em

 Um conjunto A de pares ordenados de números reais  x, y  chamados de domínio da função.


 Uma regra que associa cada par ordenado no domínio de f um único número real, denotado por

z  f x, y  .
As variáveis x e y são chamadas de variáveis independentes e a variável z, que dependente dos valores de x e y, é
chamada de variável dependente.

Como no caso de uma função real de uma variável, o numero z  f x, y  é chamado de valor de f no ponto (x, y). E,

a menos que seja especificado, o domínio da função f será tomado como o maior conjunto possível para o qual a regra que

define f faz sentido.

4 – Domínio de função de duas variáveis

Como no caso de uma função real de uma variável, o numero z  f x, y  é chamado de valor de f no ponto

 x , y  . A menos que seja especificado, o domínio da função f será tomado como o maior conjunto possível para o qual a
regra que define f faz sentido.

Exemplo

Ex.-5 Determine o domínio de cada uma das seguintes funções

a) f x, y   x2  y 2 Condição de existência

Condição de existência - Não há


x2  y2  1  0
Restrição – as operações não restringem , Restrição

portanto, DR
2 x 2  y 2  1
Não há restrição
Domínio
1
b) f x, y   2
x  y2
2
DR
Condição de existência
2
x y 0
2 1
d) f x, y  
x  y2 1
2
Restrição
Condição de existência
x  0 ou y  0
Domínio
x2  y2 1  0


D   x , y   R x  0 ou y  0
2
 Restrição

x2  y2  1
Domínio

c) f x, y   2
1
x  y2 1
D  x , y  R 2

x2  y2  1

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1 Restrição
e) f x, y  
 x2  y 2  1  0
2 2
x y
Condição de existência  x 2  y 2  1   1
Restrição x2 y 2  0  x  0 e y  0 x2  y 2  1
D  x , y  R 2
x0 e y0  Domínio

D  x , y   R 2

x2  y 2  1
2
f) g x, y  
x y 1
Condição de existência
h) f x , y  
x2  y 2  4
x y 0
Condição de existência
Restrição
x2  y 2  4  0
x y
Domínio
x2  y 2  4


D   x , y  R x  y
2
 Restrição

D  x , y   R 2
x2  y 2  4 
2 2
g) h  1 x  y
 x, y 
Condição de existência

1  x2  y2  0
Ex.-6 Represente o domínio de cada uma das funções do exercício anterior.

Exercícios

Determine o domínio da função.

E-9. f  2x  3 y 1
 x, y  E-16. g x , y , z  
x  y  z2  9
2 2

1
E-10. f x, y   g  rs
2x  3 y E-17.
 r,s 

E-11. f  2x  y E-18. g r , s   r  s
 x, y 

E-12. f 
1 E-19. g r , s   r  s
 x, y  2x  y
E-20. f 3 x y
2 2 2  x, y 
E-13. g  x y z
 x, y, z 
uv
E-21. h(u, v) 
uv
3
E-14. f  x  yz
 x, y, z 
uv
1 E-22. h(u, v) 
E-15. g x , y , z   2 uv
x  y2  z2
E-23. h( x, y)  ln( x  y  5)
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E-24. h( x, y)  ln( x 2  y) E-25. h(u, v)  4  u 2  v 2

E-26. Represente o domínio de cada uma das funções do exercício anterior.

Respostas

R-9 D  R2 R - 19 D    r , s   R 2 r  0 e s  0
R - 10 D  x , y  R 2
2x  3 y  0  R - 20 D  R2
R - 11 D  R2 R - 21 D u , v   R 2
uv 
R - 12 D  x , y  R 2
y  2x  R - 22 D   u , v   R
2
u0 e v0 
R - 13 D  R3 R - 23 D   x , y   R x y 5 
2

DR
 x , y  R x  y  0 
3
R - 14
R - 24 D 2 2

R - 15 D    x , y , z   R x  0 ou y  0 ou z  0 
3

R - 25 D   u , v  R u  v  4 
2 2 2

R - 16 D   x, y, z  R 3
x2  y 2  z 2  9 
R - 26
R - 17 D r , s   R 2
rs  0 
R - 18 D    r , s   R r  s  0
2

5 – Aplicação

Exemplo

Ex.-7 A companhia Telcsom fabrica um sistema de caixas de som portáteis que pode ser completamente montada ou na

forma de kit. As equações de demanda que relacionam os preços unitários px e p y , com quantidades semanais de
x e y das versões montadas ou kit do sistema de caixas de som, são dadas por

1 1 1 3
p x  300  x y e p y  240  x  y
4 8 8 8

a) Qual a função receita total semanal R ?


 x, y 

x  quantidade de caixas de som montada


y  quantidade de caixas de som na forma de kit
R  xp  yp
 x, y  x y

 1 1   1 3 
R  x   300  x  y   y   240  x  y 
 x, y   4 8   8 8 
1 2 1 1 3 2
R  300 x  x  xy  240 y  xy  y
 x, y  4 8 8 8

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1 2 3 2 1
R  x  y  xy  300 x  240 y
 x, y  4 8 4
b) Determine o domínio da função R .
 x, y 
Condições de existência

quantidade 0 x0 e y0


1 1
px  0  300  x  y  0  2 x  y  2400
4 8
preço 0
1 3
p y  0  240  x  y  0  x  3 y  1920
8 8
D  x , y  R 2
x  0; y  0; 2 x  y  2400; x  3 y  1920 
c) Represente geométrica do domínio da função R .
 x, y 

Exercício

E-27. A firma Country Workshop fabrica mobília domestica com ou sem acabamento. Estima-se que a demanda semanal de
suas escrivaninhas nas versões com e sem acabamento é de x e y unidades quando os preços unitários

1 1 1 1
correspondentes são p x  200  x  y e p y  160  x  y dólares, respectivamente.
5 10 10 4
a) Qual é a função receita total semanal R(x, y)?
b) Determine o domínio da função R.
c) Faça a representação geométrica do domínio.
E-28. Para a função total R(x, y) do exercício anterior calcule R(100,60) e R(60,100). Interprete os resultados.
E-29. Uma Companhia publica uma edição de luxo e uma edição padrão para seu dicionário de inglês. A gerência da
companhia estima que o número de dicionários de luxo demandado é de x exemplares/dia, e o número de dicionários
padrão demandado é de y exemplares/dia quando os preços unitários são

px  20  0,005x  0,001y e p y  15  0,001x  0,003 y reais, respectivamente.

a) Determine a função receita total R(x, y).


b) Determine o domínio da função R.
c) Faça a representação geométrica do domínio.

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1ª PARTE

E-30. Para a função receita total R(x, y) do exercício anterior calcule R(300, 200) e R(200,300) e interprete seus resultados.
E-31. Um estudo sobre lucro com incêndios criminosos foi conduzido por uma equipe de especialistas civis e detetives da
policia indicados pelo prefeito de uma grande cidade. Descobriu-se o número de incêndios suspeitos naquela cidade
em 1992 era estreitamente relacionado à concentração de inquilinos nas moradias públicas de cidade, bem como ao
nível de reinvestimento da área em hipotecas convencionais pelos dez maiores bancos. De fato, número de incêndios
era muito bem aproximado pela fórmula

1
100(1000  0,03x 2 y ) 2
N ( x, y )  onde (0  x  150; 5  y  35)
(5  0,2 y ) 2
Onde x denota o número de pessoas/contagem de censo e y denota o nível de reinvestimento na área em
centavos/reais depositado. Usando esta fórmula, estime o número total de incêndio suspeitos nos distritos da cidade
onde a concentração de inquilinos de moradias públicas era de 100 pessoas/contagem de censo e o nível de
reinvestimento era de 20 centavos/real depositado.

E-32. Se um capital de C reais é depositado numa conta que rende juros à taxa de i% aa continuamente compostos,

então o montante ao final t anos é dado por M  f  C , i , t   Ce i t reais. Determine o montante ao final de 3 anos se

uma quantia de R$ 10.000,00 é depositada numa conta que rende à taxa de 10%/ano.

E-33. A prestação mensal que amortiza em empréstimo de E reais em t anos, quando a taxa de juros é de i ao ano, é dada
por

Ei
P  f E ,i ,t  
  i  
12t

121  1   
  12  
a) Qual é a prestação mensal para uma hipoteca de R$100.000,00 que será amortizada ao longo de 30 anos
com uma taxa de 8%/ano? E com uma taxa de 10%/ano?
b) Determine a prestação mensal para uma hipoteca de R$ 100.000,00 que será amortizada ao longo de 20
anos com uma taxa de juros de 8% ano.
E-34. Suponha que um indivíduo contraia um empréstimo de E reais num banco para comprar uma casa. Se a taxa de juros

cobrada é de i% aa e o empréstimo deve ser amortizado em t anos, então a reposição de principal ao final de m
meses, ou seja, seja a amortização denotada por B será calculada por

 i 
m

 1    1 
 E 
12   (0  m  12t)
B  f E ,i ,t , m 
 i 
12t

 1    1 
  12  
Suponha que os sócios de uma empresa tomem emprestado de um banco a quantia de R$ 80.000,00 para ajudá-los a
financiar a compra de uma casa e o banco lhes cobra uma taxa de juros de 9%/ano. Se os sócios concordaram em
pagar o empréstimo em prestações mensais iguais ao longo de 30 anos, quanto eles deverão ao banco após o 60 o
pagamento (5 anos)? E após o 240o pagamento (20 anos)?
E-35. Fórmula de Wilson para tamanho de lotes. Em economia, a fórmula de Wilson para tamanho de lotes afirma que a
quantidade ótima Q de bens que uma loja deve encomendar é dada por

2CN
Q  f C ; N ;h  
h

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onde C é o custo de se fazer uma encomenda, N é o número de produtos que a loja vende por semana, e h é o custo
semanal de armazenamento para cada produto. Determine o numero mais econômico de bicicletas de 10 velocidades
que a loja pode encomendar se ela tem um custo de R$20,00 para fazer a encomenda, R$ 5 para guardar a bicicleta
por uma semana, e espera vender 40 bicicletas por semana.

Respostas

1 1 1
R - 27 a) R x , y    x 2  y 2  xy  200 x  160 y ;
5 4 5

b) D    x , y  R 2  1 x 2  1 y 2  1 xy  200 x  160 y  0, x  0, y  0 .
 5 4 5 
c)

R - 28 R  R$25.500,00 e R 60,100   R$23.580,00


 100, 60 

R - 29 a) R x , y   0,005x 2  0,003 y 2  0,002 xy  20 x  15 y ,


b) D   x , y  R 2
.
 0,005x 2  0,003 y 2  0,002 xy  20 x  15 y  0, x  0, y  0
c)

R - 30 R 300, 200   R$8.310,00 e R 200, 300   R$7.910,00

R - 31 N  100, 20   103,29 incêndios

R - 32 M  R$13.498,59
 10.000; 0,1; 3 

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R - 33 a) A 100.000; 0,08; 30   R$733,76 e A100.000; 0,1; 30   R$877,19 , b) A100.000; 0,08; 20   R$836,44


R - 34 Para 60 meses R$76.704,11 e para 240 meses R$50.814,62
R - 35 18 produtos.

6 – Gráficos de funções de duas variáveis

Para esboçar uma função de duas variáveis, precisamos de um sistema de coordenadas tridimensional. Isto pode ser
prontamente construído acrescentando um terceiro eixo ao sistema de coordenados cartesianas ao plano de tal maneira que
os três eixos resultantes são mutuamente perpendiculares, interceptando-se em O. Observe que, por construção, os zeros das
três escalas numéricas coincidem com a origem do sistema de coordenadas cartesianas tridimensional

Sistema de coordenadas cartesianas no espaço tridimensional

Um ponto no espaço tridimensional pode agora ser univocamente representado neste sistema de coordenadas por um
a tripla ordenada de números (x, y, z) e, reciprocamente, cada tripla ordenada de números reais (x, y, z) representa um ponto
no espaço tridimensional. As figuras abaixo mostram um ponto qualquer no espaço e o ponto (2, 3, 5).

z
z
5
z
P(2, 3, 5)

P(x, y, z)

y 3
y y
x 2

Ponto (2, 3, 5) no espaço tridimensional


x x
Um ponto no espaço tridimensional

Agora, se f(x, y) é uma função de duas variáveis x e y, o domínio de f é um subconjunto do plano x-y. Seja z = f(x, y)
de forma que exista um único ponto (x, y, z)  (x, y, f(x, y)) associado a cada ponto (x, y) no domínio de f. A totalidade destes
pontos constitui o gráfico da função f é, exceto para certos casos específicos, uma superfície tridimensional.
Quando interpretamos o gráfico de uma função f(x, y), pensamos frequentemente que o valor z = f(x, y) da função no
ponto (x, y) é a “altura” do ponto (x, y, z) no gráfico de f. Se f(x, y) > 0, então o ponto (x, y, z) está f(x, y) unidades acima do
plano x-y. Se f(x, y) < 0, então o ponto (x, y, z) está |f(x, y)| unidades abaixo do plano xy.

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Em geral é bastante difícil desenhar o gráfico de uma função de duas variáveis. Certas técnicas foram desenvolvidas,
no entanto, para nos permitir gerar com um mínimo de esforço, usamos um computador. A figura abaixo mostra alguns gráficos
gerados por computador.

z = x^2+y^2
z = sin(2x)cos(y)

(4.08,-4.08,32.32)
(3.20,-3.20,1.02)

(-3.20,3.20,-1.02)

(-4.08,4.08,-0.32)

Figura 1 - f  x , y   sen2 x sen y  Figura 2 - f x, y   x2  y 2

Exercício

Faça a representação gráfica das seguintes funções:

E-36. f x, y   x2  y 2 E-41. f  x , y   x 2e y 2
 y2
f x, y   e x
2
y2x E-42.
E-37. f x, y   x3 
2
f  x , y   e 2 x 
 y 2 1
2

E-38. 
f  x , y   ln x  y  1
2 2
 E-43.

E-39. f x, y   x2  y 2

E-40. f  x , y   xe y 2

Resposta

R - 36

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R - 40

R - 37 R - 41

R - 38

R - 42

R - 39

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R - 43

7 – Curva de nível

Como mencionamos anteriormente, em geral é difícil esboçar o gráfico de uma função de duas variáveis e, portanto,
não iremos desenvolver um procedimento sistemático para esboçá-lo. Ao invés disto, vamos descrever um método que é
usado para construir mapas topográficos. Este método é realmente fácil de ser aplicado e fornece informações suficientes para
termos uma idéia de como deve ser o gráfico da função.
A figura 3 representa a distribuição da temperatura C0 e a figura 4 a precipitação pluvial em mm em ambas é usando
curva de nível.
Figura 3: acessado em
http://climatempo.click21.com.br/espelho.php?pc=
click21&pg=mapatempo acessado em 12/02/2008.

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Figura 4: Precipitação observada (mm) – 09/02/2008.


Fontes de dados: CPTEC/INPD, INMET, FUNCEME/CE
AESA/PB EMPARN/RN, ITEP/PE, FUNCEME/CE,
DHME/PI, CMRH/SE, SEMARH/DHN/SEMARH/BA,
CEMIG-SIMGE/MG, SEAG/ES, SIMPAR/PR, CIRAM/SC,
IAC/SP. Acessado em
http://www.cptec.inpe.br/clima/monit/monitor_brasil.shtml
acessado em 12/02/2008.

Suponha que f(x, y) é uma função de duas variáveis x e y. Se c é algum valor da função f, então a equação f(x, y) = c
descreve uma curva situada no plano z = c chamada de traço do gráfico de f no plano z = c. Se este traço for projetado no
plano x-y, a curva resultante no plano x-y é chamada de curva de nível. Desenhando as curvas de nível correspondentes a
vários valores de c, obtemos um mapa de contornos. Por construção, todo ponto em uma curva particular de nível corresponde
a um ponto na superfície z = f(x, y) que está a uma certa distância fixa do plano x-y. Assim, elevando ou rebaixando
imaginariamente as curvas de nível que compõe o mapa de contorno, é possível obter uma idéia do formato genérico da
superfície representada pela função f.

Exemplo

Ex.-8 Esboce um mapa de contornos da função

f  x , y   xy .

Ex.-9 Esboce um mapa de contornos da função

f x, y   x2  y 2 .

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Ex.-10 Esboce um mapa de contornos da função


2
f  x y.
 x, y 

Exercícios

Nos exercícios abaixo, esboce as curvas de nível da função correspondentes aos valores dados de z.

E-44. f  2 x  3 y ; z  2,  1, 0,1, 2 . nRT


 x, y  E-48. P V , T   (suponha nR  2 )
V
E-45. f  xy ; z  4,  2, 2, 4 .
 x, y  1 1
P  , , 1, 2, 3
2 2
3 2
E-46. f  16  x  y ; z  0,1, 2, 3, 4 .
 x, y 
2 2
E-47. f  16  x  y ;
 x, y 

z  20,  9, 0, 7,12,16 .

Resposta

R - 44
R - 45

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R - 46

R - 48

R - 47

8 – Derivadas parciais

8.1 – Taxa média de variação parcial determinada numericamente

A função de duas variáveis tem duas taxas de variação: uma quando x varia (com y mantido constante) e uma

quando y varia (com x mantido constante).

 Taxa média de variação em relação à variável x em  x1 , y1 


f f f
 x1 , y1    x2 , y1   x1 , y1 
x x2  x1

 Taxa média de variação em relação à variável y em  x1 , y1 


f f f
 x1 , y1    x1 , y2   x1 , y1 
x y2  y1

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Ex.-11 Veja a tabela do valor da prestação de um empréstimo de R$5.000,00.

P t
6 12 18 24
2 892,63 472,80 333,51 264,36

3 922,99 502,31 363,54 295,24


i% 4 953,81 532,76 394,97 327,93

5 985,09 564,13 427,73 362,35

a) Calcule a taxa de variação do preço P na direção de t no ponto 12 , 4  .


P P
 12 , 4    18, 4   12, 4   394,97  532,76  22,97 R$ mês
P
t 18  12 6
b) Calcule a taxa de variação do preço P na direção de i no ponto 12 , 4  .
P P
 12 , 4    12, 5   12, 4   564,13  532,76  31,37 R$ %
P
i 54 1
c) Calcule a taxa de variação do preço P na direção de t no ponto  18 , 3  .
P P P 295, 24  363,54
 18,3    24,3   18,3    11,38 R$ mês
t 24  18 6
d) Calcule a taxa de variação do preço P na direção de i no ponto  18 , 3  .
P P P 394,97  363,54
 18,3    18,4   18,3    31, 43 R$ %
i 43 1

Exercício

E-49. A tabela abaixo refere-se a distribuição de temperatura em uma placa fina retangular. No canto superior direito está a
origem do plano x y.
T (C 0 ) x(m)
0 1 2 3 4 5
0 85 90 110 135 155 180

1 100 110 120 145 190 170


y(m) 2 125 128 135 155 175 160

3 120 135 155 160 165 150

a) Calcule a taxa de variação da temperatura T na direção de x  2 ,1  .


no ponto

b) Calcule a taxa de variação da temperatura T na direção de y no ponto  2 ,1  .

c) Calcule a taxa de variação da temperatura T na direção de x no ponto.  0 , 0  .

d) Calcule a taxa de variação da temperatura T na direção de y no ponto.  0 , 0  .

e) Calcule a taxa de variação da temperatura T na direção de x no ponto  4 , 3  .

f) Calcule a taxa de variação da temperatura T na direção de y no ponto.  5 , 1  .

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E-50. O consumo de carne C (em quilos por semana por família) é função da renda familiar R (em milhares de reais por
ano) e do preço da carne p (em reais por quilo). A tabela abaixo representa a quantidade de carne comprada

(quilos/família/semana).

p( R$ / kg)
C (kg) 8,00 8,50 9,00 9,50
4 2,65 2,59 2,51 2,43

R 6 4,14 4,05 3,94 3,88


(R$1.000) 8 5,11 5,00 4,97 4,84

10 5,35 5,29 5,19 5,07

12 5,79 5,77 5,60 5,53

a) Calcule a taxa de variação do consumo C na direção de p no ponto  9,00 , 6  .


b) Calcule a taxa de variação do consumo C na direção de R no ponto  9,00 , 6  .

c) Calcule a taxa de variação do consumo C na direção de p no ponto  8,00 , 10  .

d) Calcule a taxa de variação do consumo C na direção de R no ponto  9,50 , 4  .

e) Calcule a taxa de variação do consumo C na direção de p no ponto  8,50 , 12  .

f) Calcule a taxa de variação do consumo C na direção de R no ponto  8,50 , 8  .

Resposta

R - 49 a) 25 C
0
m ; b) 15 C 0 m ; c) 5 C 0 m ; d) 15 C 0 m ; e)  15 C 0 m ; f)  10 C 0 m .
R - 50 a)  0,12 kg R$ kg ; b) 0,515 kg R$1.000 ; c)  0,12 kg R$ kg ; d) 0,725 kg R$1.000 ;
e)  0,34 kg R$ kg ; f) 0,145 kg R$1.000

8.2 – Derivadas parciais determinadas algebricamente

Para uma função f(x) de uma variável x, não existe ambigüidade quando falamos de taxa de variação de f(x) com
relação a x, pois x está compelida a se mover ao longo do eixo x. Esta situação se complica, entretanto, quando estudamos a
taxa de variação de uma função de duas ou mais variáveis. Por exemplo, o domínio D de uma função de duas variáveis f(x, y)
é um subconjunto do plano, de forma que se P(a, b) é algum ponto do domínio de f, então existem infinitas direções ao longo
das quais podemos aproximar do ponto P. Podemos então perguntar qual é a taxa de variação de f no ponto P ao longo de
alguma destas direções.
Não lidaremos com este problema geral. Em vez disto, vamos nos restringir ao estudo da taxa de variação de função
f(x, y) em um ponto P(a, b) ao longo de duas direções privilegiadas; a saber, a direção paralela ao eixo x e a direção paralela
ao eixo y. Seja y = b, onde b é uma constante, de forma que f(x, b) é uma função da única variável x. Como a equação z = f(x,
y) é a equação de uma superfície, a equação z = f(x, b) é a equação de curva C na superfície formada pela interseção da
superfície e do plano y = b.
Como f(x, b) é uma função da única variável x, podemos calcular a derivada de f com relação a x no ponto x = a. Esta
derivada, obtida mantendo a variável y fixa e diferenciando a função resultante f(x, y) com relação a x, é chamada de derivada
parcial de primeira ordem de f com relação a x no ponto (a, b).
Analogamente, definimos s derivada parcial de primeira ordem de f com relação a y no ponto (a, b).

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O símbolo ∂ é chamado derronde, que é uma corruptela do francês “de rond” que quer dizer “dê redondo” . Isso se
deveu ao fato de os franceses, na época da Revolução Francesa, adotarem essa forma especial de escrever a letra d. Esse
símbolo é particularmente útil para diferenciar a derivada parcial de uma função de várias variáveis, em relação a alguma delas
“∂f/∂x”, da derivada de uma função de uma variável “df/dx”.

Exemplo

f f
Ex.-12 Determine as derivadas parciais e da função f  x , y   x 2  xy  y 3 e calcule o valor no ponto  1, 2  .
x y
Resolução

a) Qual é a taxa de variação da função f na direção X no ponto  1, 2  ?


f f
x, y   2 x  1 y  0  2 x  y no ponto  1, 2   1, 2   2  1  2  2  2  0
x x

b) Qual é a taxa de variação da função f na direção Y no ponto  1, 2  ?


f f
x, y   0  x  1  3 y 2   x  3 y 2 no ponto  1, 2   1, 2   1  3  22  1  12  11
y y
Calcule as derivadas parciais de primeira ordem de cada uma das seguintes funções.

xy
Ex.-13 f x, y  
x  y2
2

Derivada parcial em relação à variável x


f 2
 2

x, y   y  x 2 y 2 22 x  xy  x y 2 y 222x y   x2 y 2 y2
2 3 2 2 3

x x y  x y  x y    
Derivada parcial em relação à variável y
f 2 2
 3

x, y   x  x 2 y 2 22 y  xy  x  xy
2
 2 xy 2

x 3  xy 2
y x y  x2  y2
2
 x2  y2 2
  
2 2
u v
Ex.-14 h e
 u,v 
Derivada parcial em relação à variável u
h
u, v   e u v  2u  2u e u v
2 2 2 2

u
Derivada parcial em relação à variável v
h
u, v   e u v   2v   2v e u v
2 2 2 2

v

Ex.-15 
g  s , t   s 2  st  t 3  5

Derivada parcial em relação à variável s


g
u

s, t   5 s 2  st  t 3   2s  t   5 s
4 2
 st  t 3  2s  t 
4

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Derivada parcial em relação à variável t


g
t

s, t   5 s 2  st  t 3    s  3t   5 s
4 2 2
 st  t 3  3t
4 2
s 
Ex.-16 f
 x, y 

 ln x  2 y
2 2

Derivada parcial em relação à variável x
f
x, y   2 1 2  2 x  2 2 x 2
x x  2y x  2y
Derivada parcial em relação à variável y
f
x, y   2 1 2  4 y  2 4 y 2
y x  2y x  2y
Ex.-17 f  x , y , z   x 2 y 3 z 4  e 4 yz  x ln  y 
Derivada parcial em relação à variável x
f
x, y   2 x  y 3 z 4  0  1 ln  y   2 xy 3 z 4  ln  y 
x
Derivada parcial em relação à variável y

f
x, y   x 2  3 y 2  z 4  e 4 yz  4 z  x  1  3x 2 y 2 z 4  4 ze 4 yz  x
y y y
Derivada parcial em relação à variável z

f
x, y   x 2 y 3  4 z 3  e 4 yz  4 y  1  0  4 x 2 y 3 z 3  4 ye 4 yz
z

Exercício

Nos exercícios abaixo, determine as derivadas parciais de primeira ordem de cada função.

E-51. f ( x, y)  2 x  3 y  5 E-60. f ( x, y)  x 1  y 2
E-52. f ( x, y)  2 xy
E-61. f ( x, y)  e xy 1
f ( x, y)  2 x 2  4 y  1
f x , y   x ln  y   y ln x 
E-53.
E-62.
2y
E-54. f ( x, y )  E-63. g u , v   eu ln v 
x2
x E-64. f x , y , z   xyz  xy 2  yz 2  zx2
E-55. f ( x, y ) 
1 y
2uvw
E-65. g u , v , w  
uv u  v 2  w2
2
E-56. f (u, v) 
uv E-66. h r , s , t   e r s t
x2  y2
E-57. f ( x, y )  E-67. f x, y   x2  y3
x2  y2
f x, y   x2 y3
E-58. 
f  s , t   s  st  t
2

2 4
E-68.

E-59. g s , t   s 2t  st 3
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x2 E-79. f  x , y   e 2 xy
E-69. f x, y   3
y  y2
f x, y   e x
2
E-80.
1
E-70. f x, y   x2   y3
f x, y   e x
2
y3 E-81.

x2  y3 E-82. f  x , y   ln 1  2 x  3 y 
E-71. f x, y  
x y
E-83. f  x , y   ln 1  2 xy 
x y
2 2
E-72. f x, y   E-84. f  x , y   ln 2 x  3 y 
x y
E-85. f  x , y   x ln  y   y ln x 
x3  y 2
f x, y  
f  x , y   ln  y  ln x 
E-73.
x y E-86.

x2  y3 E-87. f  x , y   sen3x   cos4 y 


E-74. f x, y  
x y
E-88. f  x , y   sen3x cos4 y 
f x, y   x  e 4 3y

   
E-75.
E-89. f  x , y   sen x 3  cos y 4
f x, y   x e 4 3y

  senx cos y 
E-76. 3 4
E-90. f x, y
e3 y
E-77. f x, y   x2 
x4
E-78. f  x , y   e 2 x3 y
Nos exercícios abaixo, determine as derivadas parciais de primeira ordem da função no ponto dado.

 e ; 1,1
2 2 xy
E-91. f  x y  xy ; (1, 2) E-95. f
 x, y   x, y 

 e ln  y ; 0, e
2 x
E-92. f  x y  y ; (2, 1) E-96. f
 x, y   x, y 

 x yz ; 1,0,2
2 2 2 3
E-93. g  x  y ; (3, 4) E-97. f
 x, y, z 
( x, y)

x
E-94. f  ; (1, 2)
 x, y  y

Resposta

f f f f
R - 51 x, y   2 e x, y   3 R - 55 x, y   1 e x, y    x 2
x y x 1 y y 1  y 
f f f f
R - 52 x, y   2 y e x, y   2 x R - 56 
2v
e 
2u
x y u u  v 2 y u  v 2
f f
x, y   4 x x, y   4 f 2
R - 53 e x, y   24 xy 2
x y
 
R - 57 e
x x y
2

f f f
x, y    4 y3 x, y   22
2
R - 54 e x, y    24 x y2
x x y x y x y  
2

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f

s, t   42s  t  s 2  st  t 2 3 e 
2 3
f
R - 58
s R - 71 x, y   x  2 xy 2 y e
x x  y 
f

s, t   4 s  2t  s 2  st  t 2 3  f
2 3 2
t x, y   3xy  2 y 2 x
y x  y 
f f
R - 59 s, t   2st  t 3 e s, t   s 2  3st 4
s t
2 2
f
R - 72 x, y   x  2 xy 2 y e
f f x x  y 
R - 60 x, y   1  y 2 e x, y   xy 2
x y 1 y f
2 2

x, y   2 xy  y 2 x
f f
y x  y 
R - 61 x, y   ye xy1 e x, y   xe xy1
x y f
3 2 2

R - 73 x, y   2 x  3x y2 y e
f f x x  y 
R - 62 x, y   ln y  y e x, y   x  ln x
x y f
2 3

x, y   2 xy  y 2 x
x y

f f e u y x  y 
R - 63  e u ln v e 
u v v f
2 3

R - 74 x, y   x  2 xy 2 y e
R - 64
f
x, y, z   yz  y 2  2 xz , x x  y 
x 2 3 2
f
f x, y   3xy  2 y 2 x
x, y, z   xz  2 xy  z 2 e y x  y 
y
f f f
x, y, z   xy  2 yz  x 2 R - 75  x, y   4 x 3 e x, y   3e3 y
z x y
f f f
u, v, w   2u vw  2v 3 w  2vw3
2
x, y   4 x3e3 y x, y   3x 4e3 y
 
R - 65 , R - 76 e
u u 2  v 2  w2
2
x y
f 2u w  2uv w  2uw3
3 2
u, v, w 
3y 3y
f f
v 
u 2  v 2  w2
2
,
 R - 77 x, y   2 x  4e5 e x, y   3e4
x x y x
f
u, v, w  2u v 2 2uv2  22uvw
3 3 2
f f
v 
u v w
2

.
R - 78 x, y   2e2 x3 y e x, y   3e2 x 3 y
x y
f f f
R - 66 r, s, t   ste rst ; R - 79 x, y   2 ye 2 xy e x, y   2 xe 2 xy
r x y
f
r, s, t   rte rst ; f r , s, t   rserst f f
x, y   2 xe x  y x, y   2 ye x  y
2 2 2 2

s t R - 80 e
x y
f f
R - 67  x, y   2 x ou  x, y   3 y 2 f f
x, y   2 xe x, y   3 y e
2 3 2 3
2 x y
x y R - 81
x y
e
x y
f f
R - 68 x, y   2 xy 3 ou  x, y   3 x 2 y 2 f
x y R - 82 x, y   2
ou
x 1  2x  3 y
2
f f f
R - 69 x, y   2 x3 e x, y    3x4 x, y   3
x y y y y 1  2x  3 y
f f f f
R - 70  x, y   2 x e x, y    34 R - 83  x, y   2 y ou  x, y   2 x
x y y x 1  2 xy y 1  2 xy

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R - 84
f
x
 x, y   2
2x  3y
ou
f
y
 x, y   3
2x  3y
R - 90
f
x
   
x, y   3x 2 cos x3 cos y 4 ou

R - 85
f
x, y   ln  y   y e
f
x
   
x, y   4 y 3sen x3 sen y 4
x x
f
x, y   x  ln x  R - 91
f
1, 2   8 ; f 1, 2   5
y y x y

x, y   ln  y  x, y   ln x   2 ,1   1 ; f  2 ,1   3
f f f
R - 86 ou R - 92
x x y y x y

R - 87
f
x, y   3 cos3x  ou R - 93
f
 3, 4   3 ; f  3, 4   4
x x 5 y 5
f
x, y   4sen4 y  f
 1, 2   1 ; f 1, 2    1
x R - 94
x 2 y 4
f
R - 88 x, y   3 cos3x cos4 y  ou f
1,1   e ; f 1,1   e
x R - 95
x y
f
x, y   4sen3x sen4 y 
y
R - 96
f
 0 , e   1; f  0 , e   1
x y
 
e
f
R - 89 x, y   3x 2 cos x3 ou
x f
 1, 0 , 2   0 ; f 1, 0 , 2   8 ;
 
R - 97
f x y
x, y   4 y3sen y 4
x f
1, 0 , 2   0 .
z
Exercícios de aplicação

Ex.-18 O lucro mensal (em dólares) de uma loja depende do nível de estoque x (em milhares de dólares) e do espaço
disponível y (em milhares de pés quadrados) para expor a mercadoria como descrito pela equação.

L x , y   0, 2 x2  150 y 2  xy  39 x  25 y  20000


a) Calcule o lucro quando são investidos $4.000,00 em estoque e há 150 pés quadros em espaço disponível.
b) Calcule o lucro quando são investidos $5.000,00 em estoque e há 150 pés quadros em espaço disponível.

L L
c) Calcule e .
x y
d) Interprete o resultado das derivadas parciais quando são investidos $4.000,00 em estoque e há 150 pés quadros
em espaço disponível.
e) Interprete o resultado das derivadas parciais quando são investidos $5.000,00 em estoque e 150 pés quadros em
espaço.

Resposta

R - 98
L
x, y   0,04 x  y  39 e L x, y   30 y  x  25 ; L 4000,150  29 e
x y x
L
4000,150  475 ; L 5000,150  11 e L 5000,150  525 .
y x y

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9 – A função produção de Cobb-Douglas

Para encontrar uma interpretação econômica das derivadas parciais de primeira ordem de uma função de duas
b 1b
variáveis, vamos considerar a função P  kM C onde a e b são constantes positivas com 0 < b <1. Esta função é
 M ,C 

chamada de função produção de Cobb-Douglas. Aqui, M denota a quantidade de dinheiro gasta em mão-de-obra, C denota

o custo de equipamento capital (prédio, máquinas, e outras ferramentas de produção) e a função P mede a saída do produto
final (unidades apropriadas) e é chamada assim de função produção.

A derivada parcial P é chamada de produtividade marginal de mão-de-obra. Ela mede a taxa de variação da
M

produção com relação á quantidade de dinheiro gasta em mão-de-obra, para um nível de gasto de capital constante.

Analogamente, a derivada parcial PC chamada de produtividade marginal de capital, mede a taxa de variação da produção

com relação à quantidade gasta em capital para um determinado nível de gasto de mão-de-obra fixo.

Exemplo

2 1

 30M C
3 3
Ex.-19 A produção de certo país nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial é descrita por P
 M ,C 

unidades, quando M unidades de mão-de-obra e C unidades de capital foram usadas.

a) Calcule Pm e PC .
1
1 1
P
M , C   30  2 M C  P M , C   20 C 1
 3
3 3
Produtividade marginal da Mão-de-obra
M 3 M 3
M
2
2 2
P 
P
3
Produtividade marginal da Capital M , C   30M  1 C 3 3
 M , C   10 M 2
C 3 C 3
C

b) Qual é a produtividade marginal de mão-de-obra e a produtividade marginal de capital quando as quantidades


investidas em mão-de-obra e capital são de 125 unidades e 27 unidades, respectivamente?

Para M  125 e C  27
1

P
3
125,27   20 27 1  20  3  12 , significa que o investimento de uma unidade monetária em mão-de-
M 3
5
125
obra gera um aumento de 12 unidades de produção.
2

P
3
125,27   10 1252  10  25  27,78 , significa que o investimento de uma unidade monetária em capital
C 3
9
27
gera um aumento de 27,78 unidades de produção.

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10 – Bens substituíveis e complementares

Para uma outra aplicação de derivadas parciais de primeira ordem de uma função de duas variáveis em economia,
vamos considerar as demandas relativas de dois bens. Dizemos que dois bens são substituíveis (competitivos) se a diminuição
da demanda de um deles resulta em um aumento de demanda do outro. Exemplos de bens competitivos são café e chá.
Reciprocamente, dois bens são chamados complementares se a diminuição da demanda de um deles resulta também em uma
diminuição da demanda do outro. Exemplos de bens complementares são automóveis e pneus.
Vamos agora encontrar um critério para determinar quando dois bens A e B são substituíveis ou complementares.

Suponha que as equações de demanda que relacionam as quantidades demandadas q e q com os preços unitários p e
A B A

p dos bens são dadas por


B

q  f eq  g
A p A
,p
B
 B p A
,p
B

f q
Vamos considerar a derivada parcial  A . Como f é a função demanda para o bem A, vemos que, para
p p
A A

f q
p fixado, f é tipicamente uma função decrescente de p , isto é,  A  0 . Agora, se os dois bens fossem bens
B A p p
A A

g q
substituíveis, então a quantidade demandada do bem B aumentaria com relação a p isto é,  B  0. Um
A p p
A A

g q
segmento semelhante com p fixado mostra que se A e B são bens substituíveis, então  B  0 . Assim, os bens A
A p p
A A

e B são bens substituíveis se

f q g q
 A  0e  B  0.
p p p p
B B A A

Analogamente, A e B são bens complementares se

f q g q
 A  0e  B  0.
p p p p
B B A A

Exemplo

3p
q  B
 
Ex.-20 Suponha que a demanda diária de manteiga é dada por 2
e a demanda diária de margarina é
A p ,p
A B 1 p
A

2p
q  A
p  0 , p  0 ). p p
 
dada por , ( Onde e denotam os preços por toneladas (em
B p ,p
A B 1 p A B A B
B

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reais) de manteiga e margarina, respectivamente, e q e q estão medidos em milhares de toneladas. Determine se


A B

estes dois bens são substituíveis, complementares ou nenhum deles.

Exercícios

E-98. A produtividade de um país sul americano é dada pela função


3 1

 20M C
4 4
P
 M ,C 

quando M unidades de mão-de-obra e C unidades de capital são usadas.


Qual é a produtividade marginal de mão-de-obra e a produtividade marginal de capital quando as quantidades gastas
em mão-de-obra e capital são de 256 unidades e 16 unidades, respectivamente?
O governo deveria encorajar investindo em capital em vez de um gasto maior em mão-de-obra a fim de aumentar a
produção do país?
E-99. Uma região retangular R, representa o distrito financeiro de uma cidade. O preço do terreno no distrito é dado
aproximadamente pela função
2
 1
p( x, y)  200  10 x    15( y  1) 2
 2
Onde p(x, y) é o preço do terreno no ponto (x, y) em dólares por pé quadrado e x e y estão medidas em milhas.
Calcule

p p
(0,1) e (0,1)
x y

E interprete seus resultados.


E-100. Uma pesquisa determinou que a equação de demanda aparelho de DVD é dada por
0,5 p
q  10000  10 p  e
B

A A

A equação de demanda para discos virgens de DVD é dada por

q  50000  4000 p  10 p
B B A

onde p e p denotam os preços por unidade, respectivamente, e q e q denotam o número de aparelhos de


A B A B

DVD e discos virgens de DVD demandados semanalmente. Determine se estes dois produtos são substituíveis,
complementares ou nenhum deles.

Respostas

f
R - 99 Sim, porque,  256 ,16   7,5 significa que o investimento de uma unidade monetária em mão-de-obra gera um
M
f
aumento de 7,5 unidades de produção, e  256 ,16   40 significa que o investimento de uma unidade
C
monetária em capital gera um aumento de 40 unidades de produção, o investimento em capital gera maior resultado.
R - 100 Incompleto

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q 0,5 p q q q
 0,5e  0  10  0
A B A B B
R - 101 e estes bens são complementares.
p p p p
B B A A

11 – Plano tangente

Supondo f diferenciável em  a, b  , a equação do plano tangente à superfície de f no ponto  a ,b, f   é


a,b

z  f  a , b  f x  a , b   x  a   f y  a , b   y  b .

Exemplo

Ex.-21 Ache a equação do plano tangente à superfície f x, y   x2  y 2 no ponto  3, 4 , 25 .


Resolução

d) Elemento do domínio  a, b  e valor numérico correspondente


 a , b    3, 4 
f  3, 4   25
e) Derivadas parciais

f f
x, y   2 x 3,4  2  3  6
x x
f f
x, y   2 y 3,4  2  4  8
y y
f) Equação do plano tangente

z  f  a , b  f x  a , b   x  a   f y  a , b   y  b 

z  f  3 , 4   f x  3, 4   x  3   f y  3 , 4   y  4 

z  25  6   x  3   8   y  4 
z  25  6 x  18  8 y  32
z  6 x  8 y  25

Ex.-22 Ache a equação do plano tangente à superfície f  x , y   x3  y 2  4 xy  3x  6 y  2 no ponto   1, 2  do

domínio de f .

Exercício

E-101. Seja f definida por f  x , y   4 x 2  y 3  5xy  2 determine a equação do plano tangente ao ponto da superfície de

f associado ao elemento do domínio   2 ,1  .


Ache a equação do plano tangente no ponto dado.

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1ª PARTE

E-102. Seja f definida por f x, y   x2 y  y3  2x determine a equação do plano tangente ao ponto da superfície de f
associado ao elemento do domínio   2 , 1 .

E-103. f x, y   x  x2  e y  6 no ponto  1, 0 , 9  . E-106. f  x , y   x 2  4y 2 no ponto   3 , 1, 5  .


E-104. f  x , y   ye x y no ponto 1,1, e  . E-107. f  x , y   x 3  y 2  4 xy no ponto  1,2 ,5 .
E-105. f x, y  
1 2

x  4y2  no ponto  2 ,1, 4  . E-108. f x, y   x2 y3  2x  3 y no ponto  2 ,1, 3 
2
 1, 1, e  .
x
E-109. f  x , y   ye y
 x  x2  2 no ponto

Resposta

R - 102 z  11x  13 y  2 R - 107 z  6 x  8 y  5


R - 103 z  6 x  7 y  10 R - 108 z  11x  6
R - 104 z  3x  y  6 R - 109 z  2 x  15 y  16
R - 105 z  ex R - 110 z  ex  3x  3
R - 106 z  2x  4 y  4

12 – Linearização local

Como o plano tangente fica perto da superfície na região do ponto, em que se encontram os valores de z x , y  na

equação do plano tangente são próximos dos valores de f x, y  para pontos perto de  a, b  .

12.1 – Linearização local determinada pela taxa média de variação parcial calculada numericamente

Assim substituindo z x , y  por Lf na equação do plano tangente obtemos a aproximação denominada de


 x, y 

f
linearização local Lf  f   x  a   f  y  b  onde Lf x , y   f x , y  .
 x, y   a ,b  x  a , b  y  a , b 

Exemplo

5.000 i
Ex.-23 Seja P  a função valor da prestação de um empréstimo de R$ 5.000,00.:
1  1  i 
t
 t ,i 

a) Faça a linearização local para o tempo de 48 meses e taxa de juros mensal de 7% .


b) Compare os valores da função como a linearização para 50 meses e taxa de 7,7%am.
c) Compare os valores da função como a linearização para 44 meses e taxa de 7,9%am.
d) Compare os valores da função como a linearização para 53 meses e taxa de 5,8%am.
Resolução
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1ª PARTE

a) Linearização local para o tempo de 48 meses e taxa de juros mensal de 7%

5.000 i
P t , i  
1  1  i 
t

5.000  0,07
P 48; 0,07    364,15
1  1  0,07 
48

5.000  0,07
P 49; 0,07    363.19
1  1  0,07 
49

5.000  0,08
P 48; 0,08    410,20
1  1  0,08
48

LP t , i   0,96 t  4605 i  87,88


b) Compare os seguintes valores da função como a linearização para 50 meses e taxa de 7,7%am.

EA  LP 50; 0,077   P 50; 0,077   394,47  394,67   0,20  0,20

EA 0,20
ER   100   100  0,05%
P 50; 0,077  394,67
c) Compare os seguintes valores da função como a linearização para 44 meses e taxa de 7,9%am.

EA  LP 44;0,079   P 44;0,079   409, 44  409, 43  0,01  0,01

EA 0, 01
ER  100  100  0, 0024%
P 44;0,079  409, 43
d) Compare os seguintes valores da função como a linearização para53 meses e taxa de 5,8%am.

EA  LP 53; 0,058   P 53; 0,058   304.09  305,38   1,29  1,29

EA 1,29
ER   100   100  0,4224%
P 53; 0,058  305,38

12.2 – Linearização local determinada algebricamente

Assim substituindo z x , y  por Lf na equação do plano tangente obtemos a aproximação denominada de


 x, y 

linearização local Lf
 x, y 
 f
 a , b
f
x  a,b 
 x  a   f y  a , b   y  b  onde Lf x , y   f
 x, y
.

Exemplo

5.000 i
Ex.-24 Seja P  a função valor da prestação de um empréstimo de R$ 5.000,00. Faça a linearização local
1  1  i 
t
 t ,i 

determinada algebricamente para o tempo de 48 meses e taxa de juros mensal de 7% .


a) Calcule o valor da linearização em 50 meses e taxa de 7,7%am.
b) Calcule o valor da linearização em 44 meses e taxa de 7,9%am.
c) Calcule o valor da linearização em 53 meses e taxa de 5,8%am.
Resolução:

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1ª PARTE

LP t , i   0,86 t  4580,78 i  84,65


a) LP50 ; 0,077  384,37
b) LP44 ; 0,079  408,69
c) LP53 ; 0,058  304,76

 x  y  4 xy no ponto  2 , 3  .
3 2
Ex.-25 Faça a linearização local da função f Compare os seguintes valores da
 x, y 
função como a linearização.

a)  0 ,1 
b)  3, 2 
c)  1,9 , 3,2 

Exercício

f  x , y    y  2  1, 4  . Avalie os pontos
x1
E-110. Usando taxa média de variação, ache a linearização local de no ponto

dados como os verdadeiros valores na função:

a)   1, 2 
b)  2,3 
c)  1,1; 3,9 
d)  0,99 ; 4,01 
E-111. Usando derivada parcial, ache a linearização local de f x, y   x2  y 2 no ponto  3 , 4  . Avalie os pontos dados
como os verdadeiros valores na função:

a)  2,3 
b)  4,5 
c)  3,1, 4,1 
d)  2,99 , 4,01 
E-112. Planejar caldeiras seguras depende de saber como se comporta o vapor sob variações de temperatura e pressão,

tabelas de vapor são valores da função V  V T , P  onde V é o volume (em pés cúbicos) de uma libra de vapor à

temperatura T (em 0F) e pressão P (em lb/in2)

P(lb / in 2 )
V (in 3 ) 20 22 24 26
480 27,85 25,31 23,19 21,39

T 500 28,46 25,86 23,69 21,86

( 0F ) 520 29,06 26,41 24,20 22,23

540 29,66 26,95 24,70 22,79

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1ª PARTE

a) Dê uma função linear aproximando V  V P , T  para T perto 5000 F e pressão de 24 lb / in 2 .

b) Calcule o volume de uma libra de vapor a uma temperatura de 5050 F e pressão de 24,3lb / in 2
E-113. Ache a linearização local da função f x, y   x2 y em  3 ,1  .
E-114. Afigura mostra um diagrama de contorno para o pagamento mensal P como função da taxa de juros j% , e a

quantidade L , do empréstimo por 5 anos.

Dê a linearização para cada uma das condições abaixo;

a) j 8 e L  4.000
b) j 8 e L  6.000
c) j  13 e L  7.000

Resposta

R - 111 Lf x , y   4 x  5 y  20 a) EA  15 e ER  1.500% , ou seja, 1.500% maior; b) EA  2 e ER  200% , ou


seja, 200% menor; c) EA  0,05 e ER  1,3% ou 1,3% menor; d) EA  0 e ER  0 .
R - 112 Lf  x , y   6 x  8 y  25 a) EA  2 e ER  15,38% ; b) EA  2 e ER  4,88% ; c) EA  0,02 e
ER  0,076% ; d) EA  0,0002 e ER  0,00079% .
3
R - 113 a) LV  0,0255T  0,915P  32,9 ; b) . LV  23,54in
T ,P   505, 24,3 

R - 114 Lf x , y   6 x  9 y  18 ou Lf x , y   7 x  9 y  21 .

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1ª PARTE

R - 115 a) LP  2,14 j  0,02L  17,12 ; b) LP  3,33 j  0,02L  26,64 ;


 j,L   j,L 
c) LP j , L   2,5 j  0,02L  12,5

13 – Gradiente

O vetor gradiente de uma função diferencial no ponto  a, b  é f  a , b   gradf  a , b   f x  a , b  i  f y  a , b  j .

Exemplo

Ex.-26 Ache o vetor gradiente de f


 x, y 
 3x  e
2y
no ponto  4 ,1  .
Resolução
Derivada parcial

f f
 x, y   3 no ponto  4 ,1   4 ,1   3
x x
f f
x, y   e 2 y  2  2e 2 y no ponto  4 ,1   4 ,1   2e 21  2e 2
y y
Gradiente

f  4 ,1   f x  4 ,1  i  f y  4 ,1  j
f  4 ,1   3 i  2e 2 j ou f  4 ,1   3 i  14,78 j

Ex.-27 Ache o vetor gradiente de f


 x, y 
 2x y
2 3
no ponto  2 ,  2 .
Resolução
Derivada parcial

f f
x, y   2  2 x  y 3  4 xy 3 no ponto  2,  2   2 ,  2   4  2   23  64
x x
f f
x, y   2 x 2  3 y 2  6 x 2 y 2 no ponto  2,  2   2 ,  2   6  22   22  96
y y
Gradiente

f  f i f j
 2 , 2  x  2 , 2  y  2 , 2 

f  64 i  96 j
 2 , 2 

14- Derivada direcional

Se f é diferenciável em  a, b  e uv o vetor unitário de v então a derivada direcional de f em relação a v éo

seguinte produto escalar f v  a , b   gradf a , b  . uv .

Exemplo

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1ª PARTE

Ex.-28 Calcule a derivada direcional de f  x , y   5x 2  y 3 em 1,  1  na direção do vetor v  2i 3 j .

Resolução

Gradiente de f em 1,  1 
f f
x, y   10 x no ponto 1,  1   1,  1   10  1  10
x x
f f
 x, y   3 y 2 no ponto 1,  1   1,  1   3   12  3
y y

f  1, 1   f x  1, 1  i  f y  1, 1  j
f  1, 1   10 i  3 j

Vetor unitário uv de v  2i 3 j
1
uv  uv
uv

uv  22  32  4  9  13

1 1   2 3
uv  uv  2 i  3 j   i  j
uv 13   13 13

Derivada direcional de f na direção de v  2i 3 j

fv  1 , 1 

 f  1, 1  . u v  10 i  3 j .  
 2
i 
3  20
j   
9
 13 13  13 13
29
fv  1 , 1 

13
80
Ex.-29 A força aplicada sobre uma partícula é dada calculada pela função f  . Determine o valor da derivada
 x, y, z  xyz

direcional desta força em relação ao vetor v  i 3 j  2 k , quando a partícula está no ponto   2 , 5, 4  .

Exercício

Calcule o gradiente no ponto dado

E-115. f  x , y   x 2 y  7xy 3 no ponto  1, 2  .


E-116. f x , y   2 x  3 y no ponto  3,1  .
E-117. f x, y   x  y no ponto  0 ,1  .
E-118. f  m , n   5m 2  3n 4 no ponto  5, 2  .
  
E-119.  
f  x , y   sen x 2  cos y  no ponto  , 0  .
 2 

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1ª PARTE

E-120. f x, y   x2  y3 no ponto 1,  2  .


E-121. f  x , y   x3  y 2 no ponto 1,  2  .
E-122. f x, y   x2 y3 no ponto 1,  2  .
E-123. Ache a derivada direcional de f x, y   x  e y no ponto  1, 0  na direcional dos vetores:
a) v  i 2 j

b) v  3i  j

c) vi  j
x y
E-124. Seja f x, y   . Ache a derivada direcional no ponto P  1,  2  na direção dos vetores:
1  x2

a) v  3i  2 j

b) v  i 4 j
c) Qual é a direção de máximo crescimento em P

Exercícios

Calcule o gradiente de f em P:
E-125. f  x , y , z   xy  xz  yz , P    1, 3 , 5  .

E-126. f  x , y , z   e xy cos z , P   0 , 0 , 0  .

E-127. 
f  x , y , z   ln x 2  y 2  z 2  , P   1, 2 ,  2  .
, P   2 ,  1, 5  .
xy
E-128. f x, y, z  
z
Calcule a derivada direcional de f em P na direção do vetor dado:

E-129. f  x , y , z   xy 2  x 2 z  yz , P    1, 3 , 5  , v  i  2 j  k .

E-130. 
f  x , y , z   ln x 2  y 2  z 2 , P   0 , 0 ,1  , na direção de PA , dado A   2 , 2 , 0  .
E-131. f  x , y , z   x seny  y senz  z senx , P   1, 0 , 0  , v  2 3 i  2 j .

E-132. f  x , y , z   xye z  yze x , P   1, 0 , 0  , na direção de PA , dado A   2 , 2 ,1  .


Calcule o valor máximo da derivada direcional de f em P na direção em que este ocorre:

E-133. f  x , y , z   senxy   cos yz  , P    3 , 0 , 7  .

E-134. f  x , y , z   e x cos y  e y cos z  e z cos x , P   0 , 0 , 0  .

E-135. f  x , y , z   2 xyz  y 2  z 2 , P   2 ,1,1  .

E-136. f  x , y , z   e xyz , P   2 ,1,1  ,

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E-137. Se f  x , y , z   x 2  3xy  2 z , ache a derivada direcional no ponto  2 , 0 ,  1  na direção 2 i  j  2 k .

E-138. Determine a direção, começando na origem, para se obter a taxa mais rápida de decrescimento da função

f  x , y , z   2  x  y   3x  2 y  z  1
3 2
?

E-139. Ache a derivada direcional de f  x , y , z   3x 2 y 2  2 yz no ponto   1, 0 , 4  nas seguintes direções:


a) ik

b)  i 3 j 3k
E-140. Suponha f x, y, z   x2  y 4  x2 z 2 fornece a concentração de sal num fluido no ponto  x, y, z  e a partir do

ponto   1, 1, 1  .
a) Em qual direção a concentração de sal cresce mais depressa?
b) Suponha que se mova a uma velocidade escalar de 4 unidades/seg, na direção determinada no item (a). Quão
depressa a concentração está mudando? Explique sua resposta.

E-141. Suponha que a temperatura T num ponto P   x, y, z  é dada por T x , y , z   2 x 2  y 2  4 z 2 .

a) Em que direção T cresce mais rapidamente a partir do ponto  1,  2 , 1  ?


b) Determine a taxa da variação de T neste ponto na direção do vetor 4i  j 2k .

c) Qual é a taxa máxima de crescimento?

Resposta

 
R - 116 f 1, 2   60i  85 j

1 1 
R - 117 f  3 ,1   i  j
3 2
1 1 
R - 118 f  0 ,1   i  j
2 2
 
R - 119 f 5 , 2   50i  96 j

2  
R - 120 f  
 i ou f   
 1,25 i .
 
 2 ,0  2 
 2 ,0


   
 
R - 121 f  2i  12 j
 1,  2 
 
R - 122 f  3i  4 j
 1,  2 
 
R - 123 f  16i  12 j
 1,  2 

3 4
R - 124 ; a) f v  1, 0   ; b) f v  1, 0   ; c) f v  1, 0   0
5 10

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1ª PARTE

 1 2 1
R - 125 f  1,  2   i  j ; a) f v  1,  2   ; b) f v  1, 2   ; c) Na direção do gradiente.
2 13 17
 
R - 126 f 1, 3 5   8i  4 j  2k

R - 127 f 0 , 0 0   0

2 4  4
R - 128 f 1, 2  2   i  j  k
9 9 9
1 2  2
R - 129 f  2 , 1 5    i  j  k
5 5 25
7
R - 130 fv  1, 1 
 OU fv  1, 1 
 2,86
6
2
R - 131 fv  0 , 0 ,1 
 OU fv  0 , 0 ,1 
 0,67
3
1
R - 132 fv  1, 0 ,0 
 ou fv  1, 0 , 0 
 0,5
2
2 6
R - 133 f PA  1, 2 ,1 
 ou f PA  1, 2 ,1 
 ou f PA  1, 2 ,1 
 0,82
6 3

R - 134 f  3 , 0 7   3

R - 135 f 0 , 0 0   3 ou f 0 , 0 0   1,73

R - 136 f 2 ,1 1   2 19 ou f  2 ,1 1   8,72

R - 137 f 2 ,1 1   3e2 ou f 2 ,1 1   22,17

10
R - 138 fv  2 , 0 , 1 
 ou fv  2 , 0 , 1 
 3,33
3
R - 139 f 0,0 0   6 i  8 j  2 k

24
R - 140 f  1, 0 4   8 j , a) f v  1, 0 , 4   0 ; f v  1, 0 , 4  
19
28
R - 141 a) f 1, 2,1   4 i  4 j  8 k ; b) f v  1, 2,1   , c) f 1,  2,1   4 6
21

15 – Derivadas Parciais de Segunda Ordem

As derivadas parciais de primeira ordem f x ( x, y) e f y ( x, y) de uma função f ( x, y) das duas variáveis x e y

são também funções de xey. Como tais, podemos diferenciar cada uma das funções fx e fy para obter as derivadas

parciais de segunda ordem de f . Assim, a diferenciação da função fx com relação x conduz à derivada parcial de segunda

ordem

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2 f 
f xx  2  ( f x )
x x

Entretanto, a diferenciação de f x em relação a y nos conduz á derivada parcial de segunda ordem

2 f 
f xy   ( fy)
xy  x

Analogamente, as diferenciações da função f y em relação a x e em relação a y nos conduz a

2 f 
f yx   ( fy)
xy x

2 f 
f yy   ( fy)
y 2
y

respectivamente. Observe que em geral não é verdade que f xy = f yx . Entretanto, na maioria das aplicações práticas,

f xy e f yx são iguais, mas f xy (a, b) = f yx (a, b) são iguais se ambas forem contínuas em (a, b).

Exemplo

Determine as derivadas parciais de segunda ordem da função:

Ex.-30 f  x , y   x 3  3x 2 y  3xy 2  y 2

Derivada de primeira ordem em relação à x


2 2
f  3x  3  2 x  y  3  1  y  0
x  x, y 
2 2
f  3x  6 xy  3 y
x  x, y 

Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem


pura em relação à x primeiro em relação à x e depois y
f  3  2 x  6  1 y  0 f  0  6x 1  3  2 y
x x  x, y  xy  x, y 
f  6x  6 y f  6 x  6 y
x x  x, y  xy  x, y 

Derivada de primeira ordem em relação à y


2
f  0  3x  1  3x  2 y  2 y
y  x, y 
2
f  3x  6 xy  2 y
y  x, y 

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Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem


pura em relação à y primeiro
em relação à y e depois x
f  0  6x 1  2 1 f  3  2 x  6 x  1  0
y y  x, y  y x  x, y 

f  6x  2 f  6 x  6 y
y y  x, y  y x  x, y 

Ex.-31 f  x , y   x 2  3x 5 y 8  y12 .

Derivada de primeira ordem em relação à x


4 8
f  2 x  3  5x  y  0
x  x, y 
4 8
f  2 x  15 x y
x  x, y 

Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem


pura em relação à x primeiro em relação à x e depois y
3 8 4 7
f  2  1  15  4 x  y f  0  15 x  8 y
x x  x, y  x y  x, y 
3 8 4 7
f  2  60 x y f  120 x y
x x  x, y  x y  x, y 

Derivada de primeira ordem em relação à y


5 7 11
f  0  3x  8 y  12 y
y  x, y 
5 7 11
f  24 x y  12 y
y  x, y 

Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem


pura em relação à y primeiro
em relação à y e depois x
5 6 10 4 7
f  24 x  7 y  12  11f y  24  5 x  y  0
y y  x, y  y x  x, y 
5 6 10 4 7
f  168 x y  132 y f  120 x y
y y  x, y  y x  x, y 

Ex.-32 f x, y   x6  e2 y .

Derivada de primeira ordem em relação à x


5
f  6x  0
x  x, y 
5
f  6x
x  x, y 

Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem

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pura em relação à x primeiro em relação à x e depois y

f  6  5x
4
f 0
x y  x, y 
x x  x, y 
4
f  30 x
x x  x, y 

Derivada de primeira ordem em relação à y


2y
f  0e 2
y  x, y 
2y
f  2e
y  x, y 

Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem


pura em relação à y primeiro
em relação à y e depois x

f  2e  2
2y
f 0
y x  x, y 
y y  x, y 
2y
f  4e
y y  x, y 

Ex.-33 f  x , y   x 2 ln  y 

Derivada de primeira ordem em relação à x


f  2 x  ln  y 
x  x, y 

f  2 x ln  y 
x  x, y 

Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem


pura em relação à x primeiro em relação à x e depois y
f  2  ln x  1
x x  x, y  f  2x 
x y  x, y  y
f  2 ln x 
x x  x, y  2x
f 
x y  x, y  y

Derivada de primeira ordem em relação à y


2 1
f x 
y  x, y  y
2
x
f 
y  x, y  y
Derivada de segunda ordem Derivada mista de segunda ordem
pura em relação à y primeiro
em relação à y e depois x

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f
y y  x, y 
x  y
2
  2
f
y x  x, y 

2x
y
2
x
f 
y y  x, y 
2
y

Exercícios

Nos abaixo, determine as derivadas parciais se segunda ordem de cada função e mostre que as derivadas parciais

mistas f xy e f yx são iguais.

E-142. f ( x, y)  x 2 y  xy 3 E-149. f ( x, y)  ln(1  x 2  y 2 )


E-143. f ( x, y)  x 3  x 2 y  x  4 E-150. f ( x, y)  ln( x 2  y 2 )
E-144. f ( x, y)  x 2  2 xy  2 y 2  x  2 y E-151. f ( x, y)  ln( x y )
2 2

E-145. 
f x , y   x3  y 4 
2
E-152. f ( x, y)  e 2 x  e3 y

E-146. f ( x, y)  x 2  y 2 E-153. f ( x, y)  e 2 x3 y


E-154. f ( x, y)  e 2 xy
E-147. f ( x, y)  x y  y x
 y3
f ( x, y)  e x
2
E-155.
E-148. f ( x, y)  ln(1  x 2 y 2 )
f ( x, y)  e x  e y
2 3
E-156.

Resposta

R - 142 f x x  2 y , f y y  6 xy e f x y  f y x  2x  3 y 2 .

R - 143 f x x  6x  2 y , f y y  0 e f x y  f y x  2x .

R - 144 fxx  2, fy y  4 e f x y  f y x  2 .
2 3
R - 145 f x x  30 x 4  12 xy 4 , f y y  24 x 3 y 2  56 y 6 e f  f  24 x y .
xy yx

y2 x2 xy
fxx  fyy  fxy  fyx  
x  x  x 
R - 146 , e .
2 32 2 32 32
2
y 2
y 2
 y2
y x 1 1
R - 147 fxx   , fyy   e fxy  fyx   .
4x 3 2 4y3 2 2 y 2 x

2 y 2  2x 2 y 4 2x 2  2x 4 y 2 4x y
fxx  fyy  fxy  fyx 
1  x y  1  x y  1  x y 
R - 148 , e .
2 2 2 2 2 2 2 2 2

2 2 2 2
2  2x  2 y 2  2x  2 y 4x y
   f 
1  x  1  x  1  x  y 
R - 149 f , f e f
2 2 2 2 2 2 2 2 2
y y
xx yy xy yx

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2 2 2 2
 2x  2 y 2x  2 y 4x y
   f 
x  x  x 
R - 150 f , f ,e f
2 2 2 2 2 2 2 2 2
y y y
xx yy xy yx

2 2
R - 151 f  2
, f  2
, f 0 e f 0
xx yy xy yx
x y
2x 3y
R - 152 f  4e , f  9e e f  f  0.
xx yy xy yx

2 x 3 y 2 x 3 y 2 x 3 y
R - 153 f  4e , f  9e e f  f  6e .
xx yy xy yx

 21  2 xy e
2 2 xy 2 2 xy 2 xy 2 xy 2 xy
R - 154 f  4y e , f  4x e e f  f  2e  4 xye .
xx yy xy yx

R - 155 f
xx
 2e
x y
2 3

 4x e
2 x y
2 3


 2 1  2x e
2
 x y
2 3

, f
yy
 6 ye
2
x y
3

 9y e
2
4 x y
3


 3y 2  3y e
3
 2
x y
3

2 3
2 x y
f  6 xy e .
yy

R - 156 f
xx
x
2

 2e  4 x e
2 x
2


 2 1  2x e
2
 x
2

, f
yy
 6 ye  9 y e
y
3
4 y
3


 3y 2  3y e
3
 y
3

e f
xy
 f
yx
 0.

16 – Máximos e Mínimos de Funções de Várias Variáveis

Já vimos que a solução de um problema freqüentemente se reduz a determinar os valores de uma função de uma
variável. Na prática, no entanto, também aparecem situações nas quais um problema é resolvido determinando-se os valores
máximo e mínimo absolutos de uma função de duas ou mais variáveis.
Por exemplo, suponha que a Companhia Scandi manufature mesas para microcomputadores nas versões montada e

desmontada. Seu lucro L é, portanto, uma função do número de unidades notadas, x, e do número de unidades

desmontadas y , manufaturadas e vendidas por semana, isto é, P  f ( x, y). Uma questão de importância crucial para o

fabricante é: Quantas mesas montadas e desmontadas a companhia deve manufaturar por semana a fim de maximizar seu

lucro semanal? Matematicamente, o problema é resolvido encontrando-se os valores de x e y que tornam f ( x, y) um

máximo.

Extremos relativos de uma função de duas variáveis

Se f uma função definida em uma região R contendo o ponto (a,b). Neste caso, f tem um máximo relativo em

( a, b ) se f ( x, y)  f (a, b) para todos os pontos ( x, y) que estão suficientemente próximos a ( a, b ) . O número

f (a, b) é chamado de valor máximo relativo. Analogamente, f tem valor mínimo relativo em ( a, b ) , com valor mínimo

relativo f (a, b) se f ( x, y)  f (a, b) para todos os pontos ( x, y) que estão suficientemente próximos a (a, b) .
Sendo assim, f tem um máximo relativo em ( a, b ) se o ponto (a, b, f (a, b)) é o ponto mais alto do gráfico de
f quando comparado a pontos mais próximos. Uma interpretação semelhante é válida para mínimos relativos.

Se as desigualdades nesta última definição forem válidas para todos os pontos ( x, y) do domínio de f , então f tem

um valor mínimo absoluto (ou mínimo absoluto) em (a, b) com valor máximo absoluto (ou valor mínimo absoluto) f (a, b) .

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Exatamente como no caso de uma função de uma variável, um extremo relativo, sendo ele máximo ou mínimo
relativo, pode ser ou não um extremo absoluto. Entretanto, para simplificar a situação, vamos assumir que sempre que um

extremo absoluto existir, ele irá ocorrer em um ponto onde f tem um extremo relativo.

Assim como as derivadas de primeira e segunda ordem tem um papel importante para determinar os extremos
relativos de uma função de uma variável, as derivadas parciais de primeira e segunda ordem são ferramentas importantes para
localizar e classificar os extremos relativos de funções de várias variáveis.

Suponha que agora uma função diferenciável f ( x, y) de duas variáveis tenha um máximo relativo (mínimo relativo)
em um ponto ( a, b ) no domínio de f . Quando isso acontece, os coeficientes angulares das retas tangentes em qualquer
direção devem ser iguais à zero. Em particular, isto implica que

f f
( a, b) e ( a, b)
x y
Devem ser ambas iguais à zero.

O ponto (a, b) é chamado de um ponto crítico da função f . Mas não podemos concluir que um ponto crítico de uma

função f é ou não um ser extremo de f .

( a, b, f ( a, b))

( a, b, f ( a, b))
Figura 1 (a) : Ilustra um caso de extremo relativo com valor mínimo

Figura 1(b) Ilustra um caso de extremo relativo com valor máximo

As figuras 1(a) e 1(b), ilustram casos em que os pontos críticos são extremos. A figura 1(a) mostra um ponto de
mínimo e a figura 1(b) um ponto de máximo. Mas a figura 2, ilustra uma situação em que as derivadas parciais de primeira
ordem é zero, mas o ponto crítico encontrado não é um extremo relativo.

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( a, b, f ( a, b))

Figura 2 : Ilustra um caso em que o ponto crítico não é um extremo relativo. (ponto de sela)

O ponto ( a, b, f ( a, b)) não é ponto de máximo nem mínimo relativo da função f , pois existem pontos próximos dele

que são mais altos e outros que são mais baixos. Tal ponto é chamado pondo de sela. Assim podemos concluir que um pondo

crítico de uma função de duas (ou mais) variáveis é apenas um candidato a extremo relativo de f .

Para determinar-mos a natureza de um ponto critico de uma função f ( x, y) de duas variáveis, vamos usar as

derivadas parciais de segunda ordem de f . O teste resultante, que nos ajuda a classificar estes pontos, é chamado de teste

da segunda derivada e está incorporado no seguinte procedimento para encontrar e classificar extremos relativos de f .

Determine os pontos críticos de f ( x, y) resolvendo os sistemas de equações simultâneas


 fx  0

 fy  0
O teste da segunda derivada: Seja

D( x, y)  f xx f yy  f xy2
Neste caso,

 D(a, b)  0 e f xx (a, b)  0 implicam que f ( x, y) tem um máximo relativo no ponto ( a, b ) .


 D(a, b)  0 e f xx (a, b)  0 implicam que f ( x, y) tem um mínimo relativo no ponto ( a, b )
 D(a, b)  0 implica que f ( x, y) tem nem máximo nem mínimo relativo no ponto ( a, b ) .
 D(a, b)  0 implica que o teste não é conclusivo.

Exemplo

Determine os extremos relativos da função:

Ex.-34 f ( x, y)  x 2  y 3 . Ex.-36 f ( x, y)  4 y 3  x 3  12 y 2  36 y  3x 2 .
Ex.-35 f ( x, y)  x 2  y 2 . Ex.-37 f ( x, y)  2 x3  4 xy  y 2

Exercício

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2ª PARTE

Nos exercícios abaixo, determine o(s) ponto(s) crítico(s) de cada função. Em seguida, use o teste da segunda
derivada para classificar a natureza de cada ponto, se possível. Finalmente, determine os extremos relativos.

f ( x, y)  x 2  y 2 g ( x, y)  x 2  e y
2
E-157. E-167.

E-158. f ( x, y)   x 2  4 x  y 2  6 y E-168. g ( x, y)  e x
2
 y2

E-159. f ( x, y)  1  2 x 2  3 y 2 E-169. g ( x, y)  e xy
E-160. f ( x, y)  x 2  xy  y 2  1 E-170. g ( x, y)  ln( x 2  y 2 )
E-161. f ( x, y)  x 2  y 2  2 x  4 y  1 E-171. g ( x, y)  ln(1  x 2  y 2 )
E-162. f ( x, y)  x 3  y 2  2 xy  7 x  8 y  4 E-172. g ( x, y)  ln(1  x 2 y 2 )
E-163. f ( x, y)  2 y 3  3 y 2  12 y  2 x 2  6 x  2 E-173. g ( x, y)  ln( x 2 y 2 )
E-164. f ( x, y)  x 3  3xy  y 3  2 E-174. g ( x, y)  xy  ln x  2 y 2
4 2  y2
f ( x, y)  xy   g ( x, y)  e x
2
E-165. E-175.
x y
E-176. f ( x, y)  x3  3x 2 y  3xy 2  y 2
x
E-166. g ( x, y )  2  xy
y

Resposta

R - 157 Ponto crítico  0 , 0  , máximo relativo f 0, 0   0 .

R - 158 Ponto crítico  2 ,  3  , máximo relativo f  2 , 3   13 .

R - 159 Ponto crítico  0 , 0  , máximo relativo f 0,0   1.

R - 160 Ponto crítico  0 , 0  , mínimo relativo f 0,0   1.

R - 161 Ponto crítico  1, 2  , ponto sela.


 1 11 
R - 162 Pontos críticos  1, 5  , mínimo relativo f  1, 5   13 e   ,  , ponto sela.
 3 3 
3  3 
R - 163 Pontos críticos  , 2  , mínimo relativo f  3   22,5 e  , 1  , ponto sela.
2   ,2 
 2 
2 

R - 164 Pontos críticos  1,1  , mínimo relativo f  1,1   3 e  0 , 0  , ponto sela.


R - 165 Ponto crítico  2 ,1  , mínimo relativo f  2 ,1   6 .

R - 166 Ponto crítico  0 ,  1 , ponto sela.


R - 167 Ponto crítico  0 , 0  , ponto sela.

R - 168 Teste não conclusivo.

R - 169 Ponto crítico  0 , 0 , ponto sela.


R - 170 A função não possui ponto crítico.

R - 171 Ponto crítico  0 , 0  , mínimo relativo f 0 , 0   0 .

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2ª PARTE

R - 172 Ponto crítico  0 , 0  , mínimo relativo f


 0,0 
 0.

R - 173 A função não possui ponto crítico.

 1  1
R - 174 Ponto crítico  2 ,   , ponto sela; Ponto crítico   2 ,  , ponto sela.
 2  2
R - 175 Ponto crítico  0 , 0  , mínimo relativo f 0,0   1.

R - 176 Pontos críticos são  0 , 0  e   2 ,  2  o método não permite classificá-los.


 3 3

17 – Aplicações

Como no caso do problema de otimização prática envolvendo uma função de uma variável, a solução de um problema
de otimização envolvendo uma função de várias variáveis pede que encontremos o extremo absoluto da função. A
determinação do extremo absoluto de uma função de várias variáveis é mais difícil que meramente encontrar os extremos
relativos da função. Entretanto, em muitas situações, o extremo absoluto de uma unção coincide em verdade com o maior
extremo relativo da função que ocorre no interior do seu domínio. Vamos assumir aqui que os problemas considerados
pertencem a esta categoria. Além disto, a existência do extremo absoluto (solução) de um problema prático é freqüentemente
deduzida da natureza geométrica ou física do problema.

Exemplo

Ex.-38 A receita total semanal (em reais) de uma companhia obtida na produção e na venda dos sistemas de alto-falantes

1 2 3 2 1
portáteis R q1 , q2    q1  q2  q1q2  300q1  240q2
4 8 4
Onde q1 denota o número de unidades completamente montadas e q2 denota o numero de kits produzidos e
vendidos por semana. O custo semanal devido à produção destes sistemas alto-falantes é de

C q1 , q2   180q1  140q2  5.000 dólares, onde q1 e q2 têm o mesmo significado que anteriormente.

a) Determine quantas unidades montadas e kits devem ser produzidas para ter a receita máxima.
b) Determine o valor da receita máxima.
c) Determine quantas unidades montadas e kits devem ser produzidas para ter o lucro máximo.
d) Determine o valor do lucro máximo.
Ex.-39 Um silo com o formato de uma caixa retangular deverá ter um volume de 12.000 metros cúbicos. Estima-se que os
custos anuais de aquecimento e refrigeração serão de R$2/metro quadrado para o topo, R$4/metro quadrado para as
paredes frontal e traseira, e R$3/metro quadrado para as paredes laterais.
a) Determine as dimensões do silo que resultarão num custo anual mínimo de aquecimento e refrigeração.
b) Qual é o custo mínimo?
Resposta:
a) comprimento frontal 30 metros, comprimento lateral 40 metros e altura 10 metros.
b) Custo mínimo e R$7.200,00.

Exercícios

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2ª PARTE

E-177. Maximizando o Lucro. A receita total semanal (em dólares) de uma companhia obtida pela manufatura e venda de

escrivaninhas, é dada por R( x, y)  0,2 x 2  0,25 y 2  0,2 xy  200 x  160 y .


Onde x denota o número mensal de unidades com acabamento e y denota o número de unidades sem acabamento
manufaturadas e vendidas por semana. O custo semanal atribuído à manufatura destas escrivaninhas é de

C ( x, y)  100 x  70 y  4000 dólares. Determine quantas unidades com e sem acabamento a companhia deve

manufaturar por semana, a fim de maximizar seu lucro. Qual é o maior lucro que pode ser obtido?
E-178. Preço Máximo. A região retangular R mostrada na figura a seguir representa o distrito financeiro de uma cidade. O
preço do terreno dentro do distrito é aproximado pela função

y 2
 1
p( x, y)  200  10 x    15( y  1) 2
R  2
x

Onde p (x, y) é o preço da terra no ponto (x, y) em dólares por pés quadrado e x e y são medidos em milhas. Em que
ponto do distrito financeiro o preço do terreno é máximo?

E-179. Máximo Lucro. A C&G Imports importa duas marcas de vinho branco, uma da Alemanha e outra da Itália. O vinho
alemão custa $ 4/garrafa, e o vinho italiano pode ser obtido por $ 3/garrafa. Estima-se que se o vinho alemão for

vendido no varejo a px dólares/garrafa e o vinho italiano for vendido a py dólares/garrafa, então

2000  150 p x  100 p y garrafas do vinho alemão é 1000  210 px  120 p y garrafas do vinho italiano serão

vendidas semanalmente. Determine o preço unitário para cada marca que permitirá à C&G o maior lucro
semanalmente possível.
E-180. Determinando a Localização Ótima. Uma estação auxiliar de geração de energia servirá a três comunidades, A, B e
C, cujas localizações relativas são A(5,2) B(-4,4) (-1,-3) de um plano cartesiano. Determine onde a estação deverá ser
posicionada para que a soma das distâncias a cada uma das comunidades seja a menor possível.
E-181. Empacotamento. As normas postais especificam que um pacote enviado pelo serviço específico de remessa de
pacotes deve ter a soma do comprimento com o perímetro da seção transversal menor ou igual a 275 centímetros.
Determine as dimensões de um pacote retangular com o maior volume possível dentro dessas normas.

E-182. Uma estação de tratamento de esgoto deve atender os bairros A, B , C e D , cujas posições são representadas em
um plano cartesiano por A 30 , 20  , B  20 ,10  , C  10 ,  20  e D  10 , 40  . Determine o local onde a

estação deve estar localizada para que a soma das distâncias a cada cidade seja mínima

Resposta

R - 177  x , y    200;100  e L 200,100   R$ 10.500

R - 178  x , y    1 ,1 
2 
R - 179 px  $ e py  $

R - 180  x , y    0 ,1 
R - 181 x  45,83 cm , y  91,68 cm e z  45,83 cm .

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CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL - III Prof. Luiz Elpídio M. Machado
2ª PARTE

R - 182

Bibliografia

LEITHOLD, L. Cálculo com geometria analítica. 3. ed. São Paulo: Ed. Harbra, 1994. v.2. 686-
1178p
PENNEY, E. & EDWARDS, C.H. Cálculo com geometria analítica. Trad. Alfredo Alves de
Farias. Ver. técnica Eliana Farias e Soares e Eliana Regina L. F. Flores. São Paulo:
Prentice Hall, 1997. v.3. 216p.
MACALLUM, W.G., et al. Cálculo de funções de várias variáveis. Trad. Elza F. Gomide. São
Paulo: Ed. Campus, 1997. 294p.
SIMMIONS, G.F. Cálculo com geometria analítica. Trad. Seij Hariki. Ver. técnica Rodney
Carlos Bassanezi e Silvio de Alencastro Pregnolatto. São Paulo:MacGraw-Hill, 1987. v.2.
807p
RIGHETTO, A. e FERRAUDO, A.S. Cálculo diferencial e integral – II. São Paulo: IBEC, 1982.
v.2. 331p
LANG, S. Cálculo. Trad. Roberto de Maria Numes Mendes. Sup. Elon Lages Lima. Rio de
Janeiro: LTC,1971. v.1 388p.
TAN, S. T. Matemática aplicada à administração e economia. Tradução Edson de Faria.
5.ed. Americana, S.P.: Pioneira Thomson Learning, 2003. 638p.

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