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Luiz Roberto Dante

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Fernando Viana

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Análise combinatória,
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Probabilidade e
computação
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IA
Análise combinatória,
Probabilidade e
computação

Luiz Roberto Dante


U

Licenciado em Matemática pela Universidade Estadual Paulis-


ta “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP, Rio Claro)
Mestre em Matemática pela Universidade de São Paulo (USP)
Doutor em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universi-
dade Católica de São Paulo (PUC-SP)
G

Livre-docente em Educação Matemática pela Unesp-SP, Rio


Claro
Ex-professor do Ensino Fundamental e do Ensino Médio na
rede pública de ensino de São Paulo
Autor de livros didáticos e paradidáticos de Matemática para
alunos e professores da Educação Básica

Fernando Viana
Licenciado e mestre em Matemática pela Universidade Federal
da Paraíba (UFPB)
Doutor em Engenharia Mecânica pela UFPB
Professor efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia da Paraíba (IFPB)
Professor do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e de
cursos pré-vestibulares há mais de 20 anos
Autor de obras didáticas de Matemática para o Ensino Funda- 1a edição, São Paulo, 2020
mental e o Ensino Médio
D
Presidência: Paulo Serino
Direção editorial: Lauri Cericato
Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel

L
Coordenação de área: Marcela Maris e Juliana Grassmann dos Santos
Edição: Marina Muniz Campelo, Rodrigo Macena,
Alessandra Maria Rodrigues da Silva, César Augusto Morais de Souza,
Igor Nóbrega, Nadili L. Ribeiro, Pamela Hellebrekers Seravalli e
Rani de Oliveira e Souza
Assessoria técnica: Rodrigo da Cruz Fujioka
Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha

N
Revisão: Rosângela Muricy (coord.), Alexandra Costa da Fonseca,
Ana Paula C. Malfa, Ana Maria Herrera, Carlos Eduardo Sigrist,
Flavia S. Vênezio, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Kátia S. Lopes Godoi,
Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana,
Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Paula T. de Jesus,
Sandra Fernandez e Sueli Bossi
Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.),
Alexandre Miasato Uehara e Renato Akira dos Santos (edição de arte),
WYM Design (diagramação)

P
Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.),
Mariana Sampaio (pesquisa iconográfica), Cesar Wolf (tratamento de imagens)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.),
Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.)
Ilustrações: Tiago Donizete Leme e WYM Design
Cartografia: Mouses Sagiorato
Design: Luis Vassallo (proj. gráfico, capa e Manual do Professor)

Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A.


Avenida Paulista, 901, 4o andar
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Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200
Tel.: 4003-3061
www.edocente.com.br
atendimento@aticascipione.com.br
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
U

Angélica Ilacqua - CRB-8/7057


2020
Código da obra CL 713842
G

CAE 729715 (AL) / 729717 (PR)


1a edição
1a impressão
De acordo com a BNCC.
Envidamos nossos melhores esforços para localizar e indicar adequadamente os créditos dos textos e imagens
presentes nesta obra didática. Colocamo-nos à disposição para avaliação de eventuais irregularidades ou omissões
de créditos e consequente correção nas próximas edições. As imagens e os textos constantes nesta obra que,
eventualmente, reproduzam algum tipo de material de publicidade ou propaganda, ou a ele façam alusão,
são aplicados para fins didáticos e não representam recomendação ou incentivo ao consumo.

Impressão e acabamento

2
Apresentação

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Caro estudante,

Ao elaborar esta coleção de Matemática e suas Tecnologias para o Ensino Médio,

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observamos o que há de mais moderno no processo de ensino e aprendizagem dessa
área do conhecimento.

Nosso objetivo com esta coleção é proporcionar a você condições para que pos-
sa compreender e aplicar as principais ideias e ferramentas da Matemática em seu

N
nível de ensino, atribuindo significados e possibilitando a resolução de problemas
do mundo real. Além disso, a coleção foi concebida de modo a dar espaço para que
você seja protagonista do próprio processo de aprendizagem, desenvolvendo uma
educação integral.

P
Todos os conceitos essenciais, próprios do Ensino Médio, foram explorados ao
longo dos volumes de maneira simples, intuitiva e compreensível. As resoluções me-
canizadas e o formalismo excessivo foram evitados; mantivemos, porém, o rigor ne-
cessário, coerente com o nível para o qual a coleção é proposta.
IA
Na abertura de cada capítulo, apresentamos uma imagem relacionada aos con-
teúdos que o compõem, com o objetivo de lhe dar uma percepção de alguns dos
temas que serão estudados. Esperamos que isso instigue sua curiosidade!

Em seguida, você encontra situações contextualizadas e, muitas vezes, integra-


das, que também exprimem os conteúdos e temas. Nelas você pode observar e in-
vestigar a utilização da Matemática de maneira simples, espontânea e eficiente, além
de refletir sobre ela.
U

No decorrer de cada capítulo, apresentamos textos e atividades significativos,


que abordam fatos históricos e contextualizam a construção dos conteúdos que estão
sendo estudados, bem como expõem e promovem a resolução de problemas relacio-
nados a situações reais ou a outras áreas do conhecimento, exploram as tecnologias
digitais – tão presentes em nossa vida – e propiciam o desenvolvimento do pensa-
G

mento computacional.

Desse modo, a coleção como um todo engloba todas as competências gerais da


Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assim como as competências específicas e
as habilidades da área de Matemática e suas Tecnologias que estão previstas para o
Ensino Médio.

Sugestões e críticas que visem ao aprimoramento deste trabalho serão sempre


consideradas. Seja muito bem-vindo ao estudo da Matemática e suas Tecnologias
que esta coleção lhe proporciona!
Os autores

3
Este volume está organizado em 3 capítulos. Nele você
Conheça seu livro encontrará textos, boxes e seções. Conheça a seguir a es-

D
trutura deste volume.

Não escreva no livro.

A
s Olimpíadas são um evento esportivo que reúne atletas de todo o mundo.
Geralmente, o evento é planejado para ocorrer a cada quatro anos; contudo,

L
pode ser adiado ou cancelado devido a alguns acontecimentos. Isso ocorreu
com os Jogos Olímpicos de Verão de 1940, que foram cancelados por causa da Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), e, mais recentemente, com os Jogos Olímpicos de Verão de
2020, que foram adiados devido à pandemia de Covid-19.
As Olimpíadas têm dois símbolos principais: a bandeira e a tocha olímpica.

A bandeira dos Jogos Olímpicos tem cinco anéis entrelaçados sobre um fundo branco. Os anéis
representam as cinco partes do mundo unidas pelos jogos: América, Europa, Ásia, África e Oceania.
Os anéis são azul, amarelo, preto, verde e vermelho. [...]
ESCOLA BRITANNICA. Jogos Ol’mpicos. Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/
Jogos-Olímpicos/482102. Acesso em: 10 jun. 2020.

Na primeira página da abertura de cada A escolha das cores dos anéis foi feita de acordo com as cores das bandeiras dos países que participam
das Olimpíadas. Pelo menos uma dessas cinco cores aparece na bandeira de cada um dos mais de 200 paí-
ses. A ordem correta das cores dos anéis na bandeira é azul, amarelo, preto, verde e vermelho, mas imagine

capítulo, mostramos uma imagem relacionada quantas possibilidades diferentes de bandeira existiriam se pudéssemos trocar a ordem dos anéis? Situações
como essa, de análise de possibilidades, serão o tópico de estudo deste capítulo e fazem parte de uma área
de estudo da Matemática chamada análise combinatória.

a um ou mais conteúdos ou temas abordados Nos Jogos Olímpicos existem outras situações de análise e contagem de possibilidades, como as possí-
veis formações de um pódio em uma das competições esportivas que fazem parte dos Jogos Olímpicos. Nes-
sas competições, três atletas ou equipes são premiados: a equipe ou o atleta que ficar em primeiro lugar ga-

N
nele. Os textos apresentados nas demais nha a medalha de ouro, o segundo lugar recebe a medalha de prata e o terceiro lugar, a medalha de bronze.

1
Fonte de consulta: ESCOLA BRITANNICA. Jogos Olímpicos. Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/

CAPÍTULO
Jogos-Olímpicos/482102. Acesso em: 10 jun. 2020.

páginas da abertura são acompanhados de a) Os Jogos Olímpicos de Verão de 2016 foram sediados no Rio de Janeiro (Brasil). Nas Olimpíadas do
Rio, a final da categoria masculina C2 1 000 m de canoagem de velocidade tinha oito duplas de compe-

perguntas que propõem reflexões sobre os tidores, entre eles, os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon de Souza. As outras duplas de competidores
estavam representando os seguintes países: Alemanha, Ucrânia, Hungria, Rússia, Cuba, República Checa

Análise
e Uzbequistão.

assuntos do capítulo e buscam introduzir, Fonte de consulta: FRICKE, Gabriel. Ao lado de Erlon, Isaquias leva a prata e se consagra nas águas da Lagoa.
Globo Esporte, Rio de Janeiro, 20 ago. 2016. Disponível em: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/

combinatória
canoagem/noticia/2016/08/isaquias-e-erlon-conquistam-prata.html. Acesso em: 29 jul. 2020.

direta ou indiretamente, os conteúdos que Considerando as duplas que estavam competindo pelos 8 países citados, de quantas maneiras diferen-

ock
rst
tes seria possível formar o pódio?

tte
hu
a/S
serão estudados.

yllam
A Tocha Olímpica, um dos principais símbolos dos Jogos Olímpicos, é desenvolvida a cada edição do even-

laz
to com base nas características do país onde os jogos devem acontecer [...].
O fogo, que é ateado na pira olímpica no palco de abertura dos jogos, é aceso 100 dias antes do começo da
competição, em Olímpia, na Grécia, a partir da luz solar. Antes de embarcar para a cidade-sede, a tocha acesa
passa por algumas cidades gregas e outras localidades no país que receberá os jogos.

P
Atleta nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, O revezamento da tocha, que antecede a abertura dos Jogos Olímpicos, é a representação de uma lenda
na montanha do Corcovado. As Olimpíadas
originaram-se na cidade de Olímpia, na Grécia, grega. Nessa lenda, Prometheus (um titã defensor da humanidade) teria roubado o fogo, que representa a di-
no século VIII a.C. A versão moderna dos vindade e a sabedoria dos deuses, de Zeus e entregado aos seres humanos.
Jogos Olímpicos teve a primeira edição BRASIL ESCOLA. Como funciona a tocha olímpica. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/
sediada em Atenas, em 1896. como-funciona-tocha-olimpica.htm. Acesso em: 15 jun. 2020.

8 9

Não escreva no livro.


Percurso da tocha olímpica no Brasil
CONHEÇA O CAPÍTULO
No Conheça o capítulo, apresentamos os
P. Pizarro/P. Defosseux, MAB/ARC, Maria Cecilia Rezende/AFP

50º O

Boa Vista A BNCC


IA
No decorrer do capítulo,
Objetivos
Equador
Macapá

• Explorar situações que envolvem contagem de possibilidades.


favorecemos o desenvolvimento
das competências gerais da
Educação Básica, bem como
das competências específicas e
objetivos que devem ser atingidos no decorrer
Belém São Luís
• Utilizar registros como esquema, listagem, diagrama de árvore, tabela,
Manaus

Teresina
Fortaleza desenho e diagrama para representar situações e resolver problemas de
contagem.
das habilidades de Matemática
e suas Tecnologias e de
outras áreas do conhecimento
indicadas a seguir. Também
do capítulo e a justificativa de pertinência
Natal

deles. Além disso, indicamos as competências


estão indicados os temas
João
Pessoa
• Resolver e elaborar problemas utilizando o princípio aditivo e o princípio contemporâneos transversais
multiplicativo (princípio fundamental da contagem). presentes no capítulo.
Recife

• Explorar situações que envolvem a permutação simples de elementos.


Porto Palmas Competências gerais: CG01,
Rio Branco

gerais da Educação Básica, bem como as


Velho Maceió CG03.
Aracaju
• Resolver e elaborar problemas de permutação simples. Competência específica
de Matemática e suas
Salvador • Explorar situações que envolvem a permutação com repetição de ele- Tecnologias: CEMAT03.

competências específicas e as habilidades da


Saída:
Cuiabá Brasília mentos. Habilidades de Matemática

Goiânia
OCEANO • Resolver e elaborar problemas de permutação com repetição de ele- e suas Tecnologias:
EM13MAT310, EM13MAT311.
ATLÂNTICO mentos. Habilidades de outras

OCEANO
Campo
Grande
Belo
Horizonte Vitória
• Explorar situações que envolvem arranjos simples de elementos.
• Resolver e elaborar problemas de arranjos simples.
áreas do conhecimento:
EM13LGG601, EM13LGG701.
Temas contemporâneos
Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da
PACÍFICO
• Explorar situações que envolvem a combinação simples de elementos
etapa do Ensino Médio, cujo desenvolvimento
transversais:
Trópico de Capricó • Diversidade Cultural;
Rio de Janeiro rnio em um conjunto.
São Paulo • Educação Alimentar e
Curitiba • Resolver e elaborar problemas de combinações simples. Nutricional;

Florianópolis
Percurso da tocha olímpica
16 000 km por avião
• Utilizar recursos digitais para realizar cálculos de situações com permuta-
ções, arranjos e combinações.
• Educação para valorização
do multiculturalismo nas
matrizes históricas e culturais
brasileiras.
é favorecido no capítulo, e os temas
• Reconhecer e aplicar diferentes estratégias para resolver problemas de
contemporâneos transversais presentes nele.
Porto Alegre 20 000 km por terra
Capital de país
contagem de possibilidades.
0 310 Capital de estado
km Cidade

Justificativa
b) Nas Olimpíadas de 2016, que ocorreram no Brasil, a tocha passou por cidades em
Fonte: Rio2016.com.
Em um campeonato esportivo, é possível contar as possibilidades de pó- Consulte as páginas 154 a 158 para saber mais
dio de acordo com a organização da competição. Em um jogo, podemos
Buda Mendes/Getty Images

todos os estados brasileiros. Em Santa Catarina foram escolhidas 4 cidades para


a passagem da tocha: Blumenau, Criciúma, Florianópolis e Joinville. De quantas
maneiras diferentes seria possível escolher o trajeto da tocha, passando por essas
contar as possibilidades de movimentos de acordo com as jogadas ante-
riores. Essas situações envolvem uma área da Matemática chamada análise
da BNCC e ler o descritivo das competências
combinatória.

gerais, assim como o descritivo das


U

4 cidades?
Para analisar situações como essas, podemos utilizar diferentes estraté-
c) No estado de Goiás, a tocha passou por Anápolis, Caldas Novas e Goiânia, nessa gias, que compõem a análise combinatória. Neste capítulo vamos analisar
ordem. Considere que existem 2 caminhos diferentes para ir de Anápolis a Caldas situações que envolvem contagem e aprender técnicas distintas que podem
Novas; existem também 2 caminhos diferentes para ir de Caldas Novas a Goiâ-
nia. De quantas maneiras diferentes seria possível definir o caminho da tocha em
ser aplicadas em situações de permutação, arranjo e combinação.
competências específicas e das habilidades
Goiás?
d) Considere que havia 6 candidatos para revezar na condução da tocha em um
trecho em que devem ocorrer apenas 2 trocas. De quantas maneiras diferentes é
favorecidas neste volume.
possível escolher apenas 3 pessoas entre os 6 candidatos?
A cada competição, a tocha olímpica ganha um novo design,
de acordo com o país sede. Em 2016, a tocha foi criada com as
cores da bandeira brasileira para representar elementos do país.

10 11
G

Não escreva no livro.


Algoritmos e fluxogramas
27. Um grupo de 4 estudantes e Lado A 28. Em um jogo de bilhar, há 15 bolas numeradas de 1 a
Banco de imagens/Arquivo da editora

3  monitores devem ocupar os 15 mais a bola branca, que não é numerada.


7  lugares de uma mesa retan- Um jogador pretende enfileirar essas bolas (inclusive a
Não escreva no livro. gular como na figura. Os estu- branca) de modo que as bolas 1 e 2 não fiquem jun-
Situação 1 dantes deverão se posicionar tas. O número de maneiras distintas que isso pode ser

Algoritmos no cotidiano No início de cada tópico dos no lado B da mesa e os moni-


tores no lado A. Cada um dos
feito é:
KucherAV/Shutterstock

a) 16! 2 2! d) 16! 2 15! 2 2!


lugares deve ser ocupado por Lado B
Muitas ações do nosso dia a dia são procedimen- b) 16! ? 2! e) 14! ? 2!

capítulos, você encontra algumas


uma única pessoa.
tais, isto é, costumam ser realizadas por meio de uma De quantos modos diferentes isso pode ser feito? c) 16! 2 (15! ? 2!)
sequência de ações menores e mais simples. Ir à esco-

situações e questões relacionadas


la, por exemplo, envolve ações menores como “tomar
banho”, “colocar o uniforme escolar”, "se alimentar", Permutações com repetição
“sair de casa” e “utilizar um meio de transporte para
Já vimos as permutações simples, que são aquelas em que todos os elementos permutados eram diferen-
chegar à escola”. Além de a ação “ir à escola” ser
decomposta em etapas menores, essas etapas têm ou
podem ter uma ordem bem definida – obviamente,
a elas que permitem investigações tes. Agora vamos estudar os casos de permutação com elementos repetidos.

Explorando as permutações com repetição As imagens não

e explorações e que o preparam


estão representadas
tomar banho é algo que deve ser feito antes de colo- em propor•ão

car o uniforme.
Pode parecer estranho dividir essas ações em eta- Explore para descobrir Não escreva no livro.
pas menores e mais simples, já que elas são tão rotineiras que nem pensamos muito
nesses passos. Entretanto, entender essa subdivisão auxilia a compreensão de uma
Para fazer um bolo,
costumamos utilizar
um conjunto de
para os conteúdos do tópico. 1. Tulio tem 4 canecas: 1 caneca azul, 1 caneca vermelha e 2 canecas brancas. Todas as canecas são iguais e se diferenciam
exclusivamente pelas cores.
lógica parecida, que é usada na programação e no funcionamento de computadores, passos específicos
Tiago Donizete Leme/
Arquivo da editora

equipamentos eletrônicos, internet, jogos e programas. Uma das maneiras de registrar indicados na receita
dele.
isso é utilizando algoritmos.
Diante disso, pense nos passos que você realiza quando precisa fazer um bolo e
responda: Que semelhanças você observa entre essa ação e os algoritmos?

Possível organização das canecas.


As imagens não
estão representadas Situação 2 a) Liste no caderno todas as possibilidades de organizar essas canecas em uma prateleira. Use A para a caneca azul,

No Explore para descobrir,


em propor•ão
V para a caneca vermelha, B1 para uma das canecas brancas e B2 para a outra caneca branca.
Matemática e algoritmos
michaeljung/Shutterstock

b) Quantas possibilidades de organização das canecas você listou?


A Matemática é uma área do conhecimento na qual
2. Sabendo que as canecas brancas são iguais, responda aos itens.
o uso de algoritmos é comum. Por exemplo, para calcu-
lar a medida de área de um trapézio, conhecendo algu- indicamos atividades de a) Reescreva no caderno a lista de todas as possibilidades de organização das canecas, mudando B1 e B2 para B.

mas medidas de comprimento, podemos utilizar a se- b) Analise essa nova lista de possibilidades de organização das canecas. Algumas possibilidades estão repetidas;
guinte sequência de ações: identificar as medidas de
comprimento da base maior, da base menor e da altura exploração, experimentação, quantas vezes cada possibilidade se repete?

c) Considerando apenas as possibilidades diferentes de organização, quantas você listou?


do trapézio; efetuar a adição das medidas de compri- 3. Tulio quebrou a caneca vermelha e comprou outra caneca branca para substituí-la.
mento das duas bases; multiplicar esse resultado pela
medida de altura; e, por fim, calcular a metade desse verificação e sistematização a) Liste no caderno todas as possibilidades diferentes de organizar as canecas na prateleira. Utilize A para a caneca
azul, e B1, B2 e B3 para as canecas brancas.
resultado. Essa sequência de ações está implícita na fór-

mula A 5
(B 1 b )h
2
. dos conteúdos apresentados, b) Reescreva no caderno a lista de todas as organizações mudando B1, B2 e B3 para B.

c) Analise a nova lista de organizações. Quantas vezes as possibilidades que são iguais se repetem?

Converse com um colega e, juntos, escolham uma prá- d) Considerando apenas as organizações diferentes, quantas você listou?
tica rotineira na Matemática para identificar um algoritmo
(ou sequência de ações) que é utilizado nessa prática.
Na Matemática, mesmo sem perceber, utilizamos várias
sequências de ações para obter soluções ou analisar
aspectos de entes matemáticos.
possibilitando que você formule 4. Considerando os resultados das atividades anteriores, converse com um colega e tentem explicar como calcular o
número de organizações diferentes sem precisar listar cada uma delas.

115 ideias e crie estratégias. 25

4
D
Algoritmos em problemas de Matemática
Diversos algoritmos são usados na Matemática, inclusive de maneira implícita. Um exemplo são os crité-
rios de divisibilidade estudados nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Por exemplo, quando aplicamos o
critério de divisibilidade por 2, verificamos se o algarismo das unidades de determinado número é 0, 2, 4, 6
ou 8. Caso seja, o número é divisível por 2.
Observe a seguir um algoritmo e o respectivo fluxograma que representa esse critério.

Início
Fique atento
Nomeie de x o número natural não nulo que será testado No algoritmo ao lado, a linha que começa com “Se”
Se o algarismo das unidades de x for 0, 2, 4, 6 ou 8, então estabelece uma condição e, embaixo dela, há linhas
x é um número par indentadas (isto é, que apresentam recuo em relação
às outras linhas). Caso a resposta seja positiva (sim), o
Senão
algoritmo deve proceder para o conteúdo indentado
x é um número ímpar
abaixo da linha que começa com “Se”. Caso a
Fim
resposta seja negativa (não), o algoritmo deve
proceder para o conteúdo indentado abaixo da linha Atividades Não escreva no livro.
que começa com “Senão”.
37. Calcule: 43. Um estudante tem 6 lápis de cores diferentes. De quan-
a) A4, 2 c) A8, 2 e) A5, 1 g) A8, 5 tas maneiras diferentes ele poderá pintar os estados da

WYM Design/Arquivo da editora


Sim x é um número região Sudeste do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Mi-
par b) A6, 3 d) A4, 4 f) A7, 0 h) An, 0 nas Gerais e Espírito Santo), cada um de uma cor?
38. Determine a expressão correspondente a:

L
Nomeie de x o 44. De quantas maneiras diferentes podemos acomodar 4
O algarismo das a) Ax, 2 b) Ax 2 3, 2 c) A2x 1 1, 3 estudantes, cada um em uma carteira, em uma sala de
número natural
Início unidades de x é Fim
não nulo aula que dispõem de 30 carteiras?
que será testado
0, 2, 4, 6 ou 8? 39. Determine o valor de x nas equações:
a) Ax 2 1, 2 5 30 b) Ax, 3 5 x3 2 40 45. Dispomos de 7 cores e queremos pintar as 5 regiões
x é um número brasileiras em um mapa do Brasil, cada uma de uma
ímpar 40. Um clube tem 30 membros. A diretoria é formada por cor. De quantas maneiras isso pode ser feito?
Não
um presidente, um vice-presidente, um secretário e um
Atividades resolvidas tesoureiro. Se uma pessoa pode ocupar apenas um 46. Considere as regiões de um continente, um país ou um
desses cargos, de quantas maneiras diferentes é possí- estado do mapa-múndi. Em seguida, elabore um pro-
2. O critério de divisibilidade por 3 afirma que um núme- Nesse caso, teríamos que a soma dos algarismos vel formar uma diretoria? Tente resolver essa atividade blema como o anterior que use essas regiões. Depois
ro natural não nulo é divisível por 3 se, e somente se, de 42 é 4 1 2 5 6. Como 6 é divisível por 3, o de 2 maneiras, usando o princípio fundamental da con- troque com um colega e resolva o problema dele.
a soma de todos os algarismos dele é divisível por 3.
Por exemplo, para saber se o número 728 167 é
divisível por 3, basta adicionar os algarismos dele:
número 9 663 459 é divisível por 3.
b) Veja um exemplo de fluxograma.
Nas Atividades resolvidas, tagem e usando a fórmula para o cálculo de arranjos,
depois compare as resoluções.
47. Os cargos de presidente e vice-presidente de um grê-
mio estudantil serão ocupados, respectivamente, pelo
41. Em um sofá, como o da imagem a seguir, há lugares primeiro e segundo colocado em uma eleição na qual
WYM Design/Arquivo da editora

7 1 2 1 8 1 1 1 6 1 7 5 31. Sabemos que 31 não


é divisível por 3, mas, caso queiramos, podemos re-
petir esse procedimento até obter um número de
Início
você acompanha a para 4 pessoas. De quantas maneiras diferentes po-
dem se sentar apenas 4 de um grupo de 6 pessoas?
concorrem 15 estudantes. De quantas maneiras dife-
rentes é possível preencher esses cargos?
Nomeie de x o número natural 48. A Fórmula 1 (F1) é a competição de mais alto nível
um algarismo: 3 1 1 5 4 e 4 não é divisível por 3.

resolução detalhada de

Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora


não nulo que será testado
Portanto, 728 167 não é divisível por 3. do mundo envolvendo motores automobilísticos. A
origem dela se deu em 1950 e já contou com as mais
a) Utilize esse critério de divisibilidade para com- Calcule a
soma dos variadas regras, como a proibição do reabastecimento
provar que o número 9 663 459 é divisível por 3. x tem só 1 Não algarismos
atividades e problemas e de pilotos da mesma equipe poderem trocar de car-

N
b) No caderno, escreva um fluxograma que utilize algarismo? de x e atribua ros ao longo da corrida. Contudo, uma regra sempre
esse método para identificar se um número é di- Sim esse
foi a mesma, a quantidade de pilotos a subir ao pódio
valor a x
visível por 3, repetindo-o até obter um número

que visa exemplificar


no final da corrida é sempre 3.
de 1 algarismo.
Fonte de consulta: ESTADÃO. Fórmula 1 elimina abastecimento
x é igual a O número dado e aumenta pontuação. Disponível em: https://esportes.estadao.
Resolu•‹o Não
3, a 6 ou a 9? não é divisível com.br/noticias/velocidade,formula-1-elimina-abastecimento-e-
Um sofá de 4 lugares é planejado para acomodar

estratégias de resolução.
a) A soma dos algarismos de 9 663 459 é: por 3 aumenta-pontuacao,522209. Acesso em: 8 jun. 2020.
4 pessoas confortavelmente.
9 1 6 1 6 1 3 1 4 1 5 1 9 5 42 Sim
42. De quantas maneiras diferentes podemos escolher Se, em uma temporada, cada corrida tinha 20 pilotos
Sabemos que 42 é divisível por 3, pois 42 5 14 ? 3.
O número dado aleatoriamente uma pivô e uma armadora em um gru- competindo, de quantas maneiras o pódio poderia ser
No entanto, podemos continuar esse proce- Fim
é divisível por 3 po de 12 jogadoras de basquete? As imagens não estão formado?
dimento até obter um número de 1 algarismo. representadas em proporção

49. Uma família de 12 pessoas decide aproveitar as férias

Cris Bouroncle/AFP
de fim de ano fazendo uma viagem em grupo. Eles
119 pretendem partir do Rio de Janeiro (RJ) em direção
a Fortaleza (CE) de ônibus. No momento da compra
das passagens, havia 15 lugares vazios no ônibus. De
quantas maneiras distintas é possível organizar essa fa-
mília nos 15 lugares restantes do ônibus?
15!
a) c) 12! e) 15! ? 3!
3!
15!
b) 15! d)
3! ? 12!
50. Responda no caderno às questões:

P
a) Quantos números de 4 algarismos distintos podem
Seleção brasileira de basquete feminino recebendo a
medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima em ser formados pelos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8?
2019. b) Quantos desses números formados são ímpares?

33

Esses computadores eram muito diferentes dos que utilizamos atualmente; por Fique atento
exemplo, as máquinas podiam ocupar cômodos inteiros. O Mark I, construído pela
equipe de Howard Aiken, tinha medida de massa de 5 toneladas.
Naquela época, os
computadores não O boxe Fique atento
O Eniac (Electrical Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador eram utilizados em
Na seção Atividades, você encontra
digital eletrônico a ser construído com interesses além da esfera militar. Ele foi inven-
tado pelo engenheiro elétrico e pioneiro em computadores estadunidense John Eckert
larga escala ou para
afazeres domésticos. retoma definições ou
(1919-1995) e pelo físico estadunidense John Mauchly (1907-1980), ocupava uma área
Apenas grandes
empresas tinham atividades e problemas envolvendo
de medida de 180 m2 e tinha medida de massa de 30 toneladas. espaço e dinheiro
suficientes para nomenclaturas, chama a
contextos cotidianos, da Matemática
O matemático húngaro John von Neumann (1903-1957) atuou como consultor no
manter uma
projeto do Eniac, propondo diversos modelos para solucionar problemas que ele en-

atenção para algo que


máquina desse
controu. Uma das sugestões de Neumann foi armazenar informações na memória da porte. Além disso,
máquina, de maneira que o próprio computador fosse capaz de se automodificar e
gerar outros programas. Além disso, ele escreveu um código computacional utilizando
somente
pesquisadores da e de outras áreas do conhecimento,
enormes sequências formadas pelos números 0 e 1, dando início ao sistema de nume- área sabiam como
utilizar esses está sendo estudado no
ração binário. Você vai conhecer mais desse sistema de numeração na página 110.
equipamentos.
para você aplicar e aprofundar os
IA
Segunda geração de computadores – 1955 a 1965
momento e apresenta dicas
A segunda geração de computadores foi marcada pela Reflita
conteúdos estudados. Nela também
vlabo/Shutterstock

invenção do transistor, considerado uma das maiores desco-

que podem auxiliá-lo no


Se os computadores
bertas da história. Até esse momento, os computadores hoje em dia fossem
eram construídos utilizando válvulas, mas a criação do tran-
sistor permitiu a redução do tamanho das máquinas, bem
tão grandes e
complicados de usar, há atividades que visam à elaboração
como dos custos de produção, armazenamento e transporte.
será que muitas
pessoas teriam acesso estudo.
Nesse mesmo período foram criadas as memórias com
anéis ferromagnéticos, que posteriormente evoluíram para
as fitas magnéticas, que dominariam o armazenamento se-
a eles? Reflita sobre
quais características
foram responsáveis
de perguntas e problemas.
pela popularização do
cundário de dados, com maior capacidade de armazena-
computador.
Transistor (à esquerda) e mento e com gravação de dados mais eficiente, quando
válvula (à direita). comparadas com os cartões perfurados que eram utilizados.

Terceira geração de computadores – 1965 a 1980


Nos anos seguintes, pesquisadores da área de computação desenvolveram com-
putadores menores e que processavam e analisavam dados de maneira mais rápida. O
físico estadunidense Robert Noyce (1927-1990), por exemplo, desenvolveu circuitos
integrados, utilizando o silício como matéria-prima, capazes de integrar dezenas de
transistores.
Nesse período teve início a multiprogramação, isto é, a possibilidade de executar
O boxe Reflita traz
mais de um programa ao mesmo tempo.

Quarta geração de computadores – 1980 até os dias atuais


As imagens não
estão representadas
em propor•ão
questionamentos e
Na quarta geração, os computadores foram reduzidos a ponto de gerar
reflexões sobre o conteúdo
Vedat OGUZCAN/Shutterstock

a produção em larga escala e a popularização das máquinas. Além disso,


houve um aumento da capacidade de processamento com a criação de
tecnologias como o LSI (do inglês large scale integration) e o VLSI (very
large scale integration). Isso possibilitou a existência de milhares de com- apresentado.
ponentes em um único chip. Assim, foram criados os microcomputadores.

Os circuitos integrados
podem ser menores do que
U

uma moeda.

108

Não escreva no livro.


Formalizando o princípio fundamental da contagem
As análises das situações anteriores exemplificam o princípio fundamental da con-
tagem, que pode ser definido da seguinte maneira:

Um acontecimento é composto de n etapas a1, a2, », an, sucessivas e


independentes, de maneira que
• o número de possibilidades distintas de a1 ocorrer é b1;
G

• para cada possibilidade da etapa a1, o número de possibilidades distintas de


a2 ocorrer é b2;
Sobre o assunto • para cada possibilidade das etapas a1 e a2, o número de possibilidades
Em 1985, o chinês Feng-hsiung Hsu (1959-) e o canadense Murray Campbell (1950-), então estudantes da Universidade
Carnegie Mellon (Pensilvânia, EUA), criaram um projeto: uma máquina chamada ChipTest, que tinha como objetivo jogar
No boxe Sobre o assunto, distintas de a3 ocorrer é b3;

xadrez. Em 1989, ambos entraram para uma empresa de computação que já fazia pesquisas do tipo para estudos de
æ Fique atento
Inteligência Artificial (IA) desde 1950. Eles deram continuidade a esse trabalho junto a outros cientistas em um projeto
chamado Deep Blue. O computador utilizava uma inteligência artificial construída por desenvolvedores que passaram anos
levantando dados sobre a lógica utilizada no jogo. Esses dados foram, então, usados para alimentar os conhecimentos do
você encontra informações • para cada possibilidade das etapas anteriores, o número de possibilidades
distintas de an ocorrer é bn.
O princípio
fundamental da
contagem também
Deep Blue.
Em 1997, depois de várias revanches, o supercomputador Deep Blue derrotou Garry Kasparov (nascido em 1963 no
Azerbaijão), campeão mundial de xadrez da época. Após seis partidas, os resultados foram: duas vitórias para o computador,
e curiosidades relacionadas Então, o número de possibilidades de o acontecimento ocorrer é dado por:
b1 ? b2 ? » ? bn
pode ser chamado
de princípio da
multiplicação
Esse é o princípio fundamental da contagem. ou princípio

aos conteúdos estudados,


uma para Kasparov e três empates, em um duelo que levou vários dias e teve grande cobertura da mídia.
multiplicativo.
Os estudos realizados por meio do trabalho com o
STAN HONDA/AFP

desenvolvimento do Deep Blue e de outros softwares Analise alguns exemplos que utilizam o princípio fundamental da contagem.
abriram portas para uma evolução na área de Inteligência
a) Com as letras A, B, C, D, E, F e G, quantos anagramas de 3 letras podemos formar?
Artificial, permitindo entender melhor o funcionamento das
IAs. Isso possibilitou o uso da habilidade de aprendizado dos
computadores nas mais diversas áreas, como na descoberta
bem como sugestão de ____ ____ ____
1a letra 2a letra 3a letra
Anagrama

Palavra que é formada


mudando a ordem
das letras da palavra
de novos medicamentos, identificação de riscos em modelos
financeiros, buscas em grandes bases de dados e cálculos de
grande dimensão.
textos, vídeos, simuladores, Esse acontecimento tem 3 etapas: a 1a letra, a 2a letra e a 3a letra.
Há 7 possibilidades para a 1a letra, 7 possibilidades para a 2a letra e 7 possibili-
dades para a 3a letra.
original. Em Matemática
consideramos todas as
possibilidades, mesmo
Para conhecer um pouco mais dessa história, sugerimos a se a palavra não tiver
Utilizando o princípio fundamental da contagem, podemos calcular: 7 ? 7 ? 7 5 343.
leitura do artigo “O xadrez de Kasparov e o futuro do
trabalho”, disponível em: https://epoca.globo.com/cultura/
helio-gurovitz/noticia/2017/06/o-xadrez-de-kasparov-e-
Foto de uma das partidas entre Garry Kasparov
museus, entre outros, para Podemos formar 343 anagramas.
b) Quantos números de 3 algarismos podemos formar com 0, 1, 2, 3, 4 e 5?
sentido ou não for
dicionarizada.

(à esquerda) e o supercomputador Deep Blue, em Nova


Reflita
o-futuro-do-trabalho.html (acesso em: 17 jul. 2020). York, Estados Unidos, em 4 maio de 1997. Os movimentos
indicados pelo supercomputador eram feitos no tabuleiro
por Murray Campbell (à direita).
complementar e aprofundar ______ ______
centena dezena
_______
unidade
Esse acontecimento tem 3 etapas: a centena, a dezena e a unidade.
O zero é excluído
do algarismo das
centenas, pois o

Entrada e saída seus estudos ou mesmo Há 5 possibilidades para a centena (zero não é permitido), 6 para a dezena e 6
para a unidade.
Utilizando o princípio fundamental da contagem, calculamos: 5 ? 6 ? 6 5 180.
número considerado
deve ter 3 algarismos.
Justifique.
Uma característica comum das linguagens de programação é a possibilidade de o
programa ter entrada e sa’da de dados: a entrada é o conjunto de dados fornecidos
ao programa, enquanto a saída é o conjunto de dados que o programa devolve ao
realizar pesquisas. Podemos formar 180 números.
c) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos formar com 0, 1, 2, 3, 4, 5
usuário. e 6?
Por exemplo, no caso de um programa cuja função é obter o resultado da adição ______ ______ _______
de dois números inteiros, a entrada poderá ser os dois números e a saída, a soma dos centena dezena unidade
dois números. Observe abaixo uma relação de entrada e saída de dados para um pro- Esse acontecimento tem 3 etapas: a centena, a dezena e a unidade.
Há 6 possibilidades para a centena (o zero não é permitido), 6 para a dezena
grama como esse.
(todas as opções anteriores, menos uma que foi utilizada, mais o zero) e 5 para
a unidade (todas as opções anteriores, menos uma que foi utilizada na dezena).
Entrada (x e y) Saída (x 1 y)
Utilizando o princípio fundamental da contagem, calculamos: 6 ? 6 ? 5 5 180.
1e1 2 Podemos formar 180 números com algarismos distintos.
210 e 35 25
0,75 e 0,05 0,80 16

0 e 100 100

Perceba que, nesse exemplo, a entrada é formada por dois valores numéricos, e a
saída, por apenas um valor numérico.
No entanto, nem todo programa precisa ter entrada ou saída; por exemplo, um
programa que fornece a representação decimal do número p até a décima casa deci-
mal não precisa de uma entrada (pois o número p já é do conhecimento do computa-
Ao longo do capítulo,
dor, de outras programações) e a saída do programa pode ser a representação deci-
mal pedida. apresentamos no boxe Glossário a
126

definição de algumas palavras ou


expressões da língua portuguesa.

5
Conheça seu livro

D
Não escreva no livro.

Conex›es

Aplicações de probabilidade à Genética


A Genética é um dos ramos das ciências biológicas

Science Photo Library/Fotoarena


que mais utilizam a teoria das probabilidades. É comum
estudar, em Genética, situações em que se pretende
calcular previsões sobre um evento aleatório que ocor-
rerá no futuro e, sobre esse evento, são conhecidas pos-
síveis configurações que ele poderá assumir.
Tecnologias digitais Para falarmos de Genética, precisamos, antes, re-
capitular alguns conceitos básicos dessa área de co-
nhecimento. O primeiro deles é o de cromossomo. Os
cromossomos são estruturas de DNA que ficam nos
Algoritmos no Portugol Webstudio
Na seção Tecnologias digitais, núcleos das células dos seres vivos e que são formadas

L
Como dissemos, o software que usaremos para programar e compilar códigos em por um par de cromossomos homólogos.
Portugol é o Portugol Webstudio. Ele está disponível on-line em https://portugol- Há trechos dos cromossomos que são responsáveis
webstudio.cubos.io/ide (acesso em: 16 jul. 2020), sem a necessidade de instalação.
Acesse o site e siga as instruções a seguir para cada uma das situações trabalhadas.
propomos a utilização de diversas por características dos organismos; esses trechos são cha- Ilustração digital dos 23 pares de cromossomos de um ser
humano do sexo masculino. Imagem não está representada
mados genes. Cada parte de um mesmo gene em um par em proporção e imagem com cores fantasia.

tecnologias, como calculadora,


Controle do consumo de combustível de cromossomos homólogos pode ser igual ou apresentar
pequenas diferenças, e essas variantes são chamadas alelos. Os possíveis pares de Fique atento
É comum que donos de automóveis busquem maneiras de conhecer melhor o gas-
alelos muitas vezes ocasionam diferentes características em um indivíduo. Caso o gene seja da forma
to de combustível dos próprios carros, de modo a identificar eventuais desvios do
padrão, que podem indicar problemas no automóvel.
Vamos então trabalhar com um código que informa a quilometragem média do carro simuladores e softwares livres, para Suponha que os alelos de um
gene para determinada característi-
ca podem ocorrer em duas variantes:
AA ou aa, dizemos que há
homozigose (pois os dois
alelos são iguais). Caso seja
por litro de combustível, dadas a medida de distância percorrida (em quilômetros) e a me- da forma Aa, dizemos que
A e a. Isso significa que os indivídu-
fazer explorações, investigações

Tiago Donizete Leme/


Arquivo da editora
dida de volume de combustível (em litros) usado para percorrer essa medida de distância. há heterozigose (pois os
os, em relação a esse gene, podem dois alelos são distintos).
No site, clique na opção “Novo arquivo” e transcreva o código a seguir no programa.
ser do tipo AA, aa ou Aa.
programa{
funcao inicio (){
real media, quilometros, combustivel
e simulações, calcular medidas Na produção dos gametas, cada célula reprodutiva é dividida
em duas, e cada uma dessas partes fica com um dos cromossomos
homólogos; por isso, cada gameta terá um dos alelos de um gene.
escreva ("Digite a quantidade de quilômetros rodados: ") Reflita



leia (quilometros)
escreva ("Digite a quantidade de combustível usada, em litros: ")
leia (combustivel)
• Quais são as
variáveis desse
estatísticas, construir e manipular Esquema ilustrativo mostrando um par de
cromossomos homólogos e as duas regiões
Então, no caso de um indivíduo heterozigoto Aa, haverá tantos
gametas com o alelo A quanto gametas com o alelo a.
O zigoto gerado pela reprodução de dois indivíduos heterozigo-
código? Identifique desse par correspondentes a um gene genérico

N



media = quilometros / combustivel
escreva ("A média de quilômetros por litro de combustível é: ")
escreva (media)
uma relação entre
elas.
• Quais tipos de
representações gráficas, A. Imagem sem proporção e em cores fantasia. tos Aa é formado de um espermatozoide (gameta masculino), que
pode ter alelo A ou a, e por um óvulo (gameta feminino), que também
pode ter alelo A ou a. Assumindo que a probabilidade de um gameta ser A é igual à probabilidade de ser a, ou
}

figuras geométricas, planilhas,


variável foram
seja, assumindo que esses eventos são equiprováveis, podemos montar o esquema a seguir.
} utilizados nesse
código?
Observe que, no Portugol Webstudio, o código apresentará uma formatação especial. Aa Aa
pais

WYM Design/Arquivo da editora


entre outros. a
Reprodução/https://portugol-webstudio.cubos.io/ide

A A a
gametas
(50% A e 50% a)

geração F1 AA Aa Aa aa
1 1 1 1
4 4 4 4

89

P
Temas relevantes e atuais que relacionam
Captura de tela do Portugol Webstudio.

142 diferentes áreas do conhecimento são


explorados na seção Conexões.
As atividades apresentam oportunidades
de interpretação, aplicação, pesquisa,
ampliação e debate do tema da seção.
Não escreva no livro.

Leitura e compreens‹o
IA
Reprodução/NASA

As matemáticas da corrida espacial


No período entre 1947 e 1991, ocorreu a Guerra Fria, pro-
cesso histórico caracterizado por conflitos econômicos, ideoló-
gicos e tecnológicos entre dois blocos antagônicos que se esta-
beleceram após a Segunda Guerra Mundial: o bloco capitalista,
liderado pelos Estados Unidos, e o bloco socialista, liderado
pela extinta União Soviética.
Em função do alto investimento em tecnologia de ambas as
potências durante esses conflitos, teve início a corrida espacial.
Na seção Leitura e compreensão,
Os soviéticos saíram na frente: em 1957, lançaram o satélite ar-
tificial Sputnik. Na sequência, em 1961, eles conseguiram enviar
ao espaço o cosmonauta e piloto soviético Yuri Gagarin, em um
você é convidado a ler e
voo que durou quase duas horas. Em resposta, os Estados Uni-
dos fundaram a National Aeronautics and Space Administration interpretar diferentes textos que
(Nasa) em 1958, que substituiu a National Advisory Committee Sputnik foi o primeiro satélite artificial a ser
for Aeronautics (Naca).
No início da década de 1960, a sociedade estadunidense li-
lançado no espaço, em 4 de outubro de 1957.
Ele ficou em órbita até abril de 1958, quando
retornou à órbita terrestre. Na foto, réplica da
visam ampliar e enriquecer os
dava com a segregação racial entre brancos e negros, situação Sputnik, disponível no Museu Nacional do Ar e
que afetava todas as esferas do país, até mesmo a Naca e a
Nasa, onde funcionárias negras trabalhavam em condições infe-
Espaço, em Washington, D.C., Estados Unidos.
As imagens não
estão representadas
em propor•ão
conteúdos estudados no capítulo.
riores em relação aos colegas brancos.
Reprodução/NASA

Entre essas funcionárias estavam as matemáticas Katherine John-


son (1918-2020), Mary Jackson (1921-2005) e Dorothy Vaughan
(1910-2008), que atuavam na Naca junto a outros funcionários (majo-
ritariamente mulheres negras) como “computadores humanos”. Elas
realizaram longos e complicados cálculos matemáticos para as mis-
sões da Naca até a introdução dos computadores eletrônicos, quan-
do as funções de trabalho foram adaptadas às novas tecnologias
disponíveis.
Já na Nasa, a equipe de Johnson foi responsável pelo cálculo das
trajetórias de voo de diversas aeronaves estadunidenses, entre elas
U

a da missão Apollo 11, que em 1969 levou o engenheiro aeroespa-


cial, aviador naval e astronauta estadunidense Neil Armstrong (1930-
-2012) à Lua.

Quando a Nasa começou a usar computadores para a missão em


Na seção Vestibulares e Enem,
que John Glenn orbitou a Terra pela primeira vez (1962), Katherine foi
consultada para verificar os cálculos da máquina. “Se ela diz que são
bons, então estou pronto para ir”, disse o astronauta, segundo lem-
propomos questões do Enem e de
brou a própria Katherine. Katherine Johnson, em 1971.
De fato, a Nasa reconhece em seu site que “não teria sido possível fazer essas coisas
sem Katherine Johnson e seu amor pela matemática”.
vestibulares de todas as regiões do
KATHERINE Johnson, matemática negra que ajudou a Nasa a ir para a Lua, morre aos 101 anos. G1, 24 fev.
2020. Disponível em: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/02/24/katherine-johnson-
matematica-negra-que-ajudou-a-nasa-a-ir-para-a-lua-morre-aos-101-anos.ghtml. Acesso em: 13 jul. 2020. Brasil relacionadas aos conteúdos
113
estudados no capítulo.
G

Não escreva no livro.

Vestibulares e Enem
1. (Enem) Um procedimento padrão para aumentar a ca- Quantos CEPs podem ser formados para a codificação
pacidade do número de senhas de banco é acrescentar de logradouros no Brasil?
mais caracteres a essa senha. Essa prática, além de au- a) 5 ? 0 1 9 ? 102 d) 9 ? 102
Não escreva no livro.
mentar as possibilidades de senha, gera um aumento na
segurança. Deseja-se colocar dois novos caracteres na b) 105 1 9 ? 102 e) 9 ? 107
Além da sala de aula senha de um banco, um no início e outro no final. Deci- c) 2 ? 9 ? 107

Conhecimentos e saberes diu-se que esses novos caracteres devem ser vogais e o
sistema conseguirá diferenciar maiúsculas de minúsculas.
Com essa prática, o número de senhas possíveis ficará
4. (Famema-SP) Três tubos de ensaio, com rótulos A, B
e C, serão colocados em um suporte que possui cinco
Possibilidades no jogo do quadrado lugares alinhados e encontra-se fixado em uma pare-
O jogo do quadrado é composto de um tabuleiro com 9 casas, numeradas de 1 a 9, como na figura. matemáticos desenvolvidos multiplicado por:
a) 100. c) 80. e) 20.
de. A figura mostra uma das possíveis disposições dos
tubos.
WYM Design/Arquivo da editora

b) 90. d) 25.

e utilizados por diferentes


1 2 3
Reprodução/Famema, 2018.

2. (UEFS-BA) Uma estudante ainda tem dúvidas quanto


4 5 6 aos quatro últimos dígitos do número do celular de
seu novo colega, pois não anotou quando ele lhe in-
7 8 9

O objetivo desse jogo é eliminar a peça do adversário ou chegar ao ponto de partida do oponente. Para
comunidades são formou, apesar de saber quais são não se lembra da
ordem em que eles aparecem.
Nessas condições, pode-se afirmar que o número de
isso, é permitido mover a peça apenas uma vez por rodada, no sentido horizontal ou vertical.
A partida ocorre com apenas dois jogadores, cada um usa uma única peça.
As regras do jogo são as seguintes:
apresentados na seção possibilidades para a ordem desses quatro dígitos é
a) 240 c) 96 e) 16

Sabendo que o tubo com o rótulo A não pode ocupar
as extremidades do suporte, o número de maneiras dis-
b) 160 d) 24
• Por meio de um sorteio, os participantes devem decidir quem será o primeiro e quem será o segundo jogador;
• no início do jogo, a peça do primeiro jogador começa na casa 7, enquanto a peça do segundo jogador
Além da sala de aula. 3. (Enem) O Código de Endereçamento Postal (CEP)
código numérico constituído por oito algarismos. Seu
tintas de esses tubos serem colocados nesse suporte é:
a) 12. b) 24. c) 36. d) 18. e) 30.

começa na casa 3; 5. (Enem) Para cadastrar-se em um site, uma pessoa pre-

• a cada rodada, o jogador pode mover a peça uma casa na vertical ou na horizontal. Contudo, não é per-
mitido voltar ao respectivo ponto de partida, isto é, a casa 7 para o primeiro jogador e a casa 3 para o
Nela você também será objetivo é orientar e acelerar o encaminhamento, o
tratamento e a distribuição de objetos postados nos
Correios. Ele está estruturado segundo o sistema mé-
cisa escolher uma senha composta por quatro caracte-
res, sendo dois algarismos e duas letras (maiúsculas ou
minúsculas). As letras e os algarismos podem estar em
trico decimal, sendo que cada um dos algarismos que
segundo jogador;
• se as peças estiverem na mesma diagonal e a uma casa de distância, o próximo jogador deve eliminar a
peça do adversário, indo para a casa em que está a peça adversária;
convidado a investigar o compõe codifica região, sub-região, setor, subsetor,
divisor de subsetor e identificadores de distribuição
conforme apresenta a ilustração.
qualquer posição. Essa pessoa sabe que o alfabeto é
composto por vinte e seis letras e que uma letra maiús-
cula difere da minúscula em uma senha.
Disponível em: www.infowester.com. Acesso em: 14 dez. 2012.

questões e propor ações


Reprodução/Arquivo da editora
WYM Design/Arquivo da editora

1 2 3 1 2 3 O número total de senhas possíveis para o cadastra-


Identificadores de distribuição (sufixo) mento nesse site é dado por
Divisor de subsetor 4!

que podem auxiliar a


4 5 6 4 5 6
a) 102 ? 262 d) 102 ? 262 ?
Subsetor 2! ? 2!
7 8 9 7 8 9 Setor 4!
Sub-região b) 102 ? 522 e) 102 ? 522 ?
2! ? 2!

comunidade em que vive.


Se o primeiro jogador (peça verde) ocupar a casa 1 e o Região 4!
segundo jogador (peça roxa) ocupar a casa 5, então o c) 102 ? 522 ?
primeiro jogador deve eliminar o segundo jogador. O Brasil encontra-se dividido em dez regiões postais 2!
para fins de codificação. Cada região foi dividida em dez 6. (IFPE) Os alunos do curso de Computação Gráfica do
• caso uma peça esteja em uma casa adjacente ao ponto de partida adversário, é obrigatório ir para essa casa;
Além disso, utilizará as sub-regiões. Cada uma dessas, por sua vez, foi dividida campus Olinda estão desenvolvendo um vídeo com
WYM Design/Arquivo da editora

em dez setores. Cada setor, dividido em dez subseto- todos os anagramas da palavra CARNAVAL. Se cada
1 2 3 1 2 3 res. Por fim, cada subsetor foi dividido em dez diviso- anagrama é mostrado durante 0,5 s na tela, a anima-
res de subsetor. Além disso, sabe-se que os três últimos

ideias do pensamento
ção completa dura:
4 5 6 4 5 6
algarismos após o hífen são denominados de sufixos e
a) menos de 1 minuto.
destinam-se à identificação individual de localidades, lo-
7 8 9 7 8 9
gradouros, códigos especiais e unidades dos Correios. b) menos de 1 hora.
Se o primeiro jogador (peça verde) ocupar a casa 2 e o
segundo jogador (peça roxa) ocupar a casa 8, então o
primeiro jogador deve ir para o ponto de partida do segundo
computacional para analisar A faixa de sufixos utilizada para codificação dos logra-
douros brasileiros inicia em 000 e termina em 899.
Disponível em: www.correios.com.br
c) menos de meia hora.
d) menos de 10 minutos.
e) mais de 1 hora.
e compreender problemas,
jogador (casa 3). Acesso em: 22 ago. 2017 (adaptado).

• o número máximo de movimentos permitidos é oito, adicionando de ambos os jogadores. Se, após o final
46
do oitavo movimento, o jogo não terminar, considera-se o resultado um empate.
Fontes de consulta: AMBROSI, L. Jogos em uma sequência didática para o ensino de análise combinatória. Dissertação (Mestrado
Profissional em Ensino de Ciências e Matemática) – Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2017. Disponível em: https://www.ucs.
br/site/midia/arquivos/produto-luiz-ambrozi.pdf; LOPES, José Marcos; REZENDE, Josiane de Carvalho. Um novo jogo para o estudo do
raciocínio combinatório e do cálculo de probabilidade. Bolema: Mathematics Education Bulletin, Rio Claro, v. 23, n. 36, p. 657-682, 2010.
bem como modelar e
Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/71807. Acesso em: 29 jun. 2020.

19
automatizar resoluções.

6
Sum‡rio

D
Capítulo 1: Análise combinatória ........................ 8 Leitura e compreensão .................................................. 91
Vestibulares e Enem ....................................................... 94
Análise combinatória: diferentes estratégias de
contagem ........................................................................... 12
Capítulo 3: Computação ......................................... 96
Princípio fundamental da contagem ....................... 14

L
Além da sala de aula ....................................................... 19 Introdução à computação .............................................. 100
Permutações simples ................................................... 21 Um pouco da história dos
Permutações com repetição ..................................... 25 computadores e da computação ............................. 101
Leitura e compreensão .................................................. 28 Funcionamento de um computador ....................... 110

N
Arranjos simples ............................................................ 29 Leitura e compreensão .................................................. 113
Combinações simples ................................................. 34 Algoritmos e fluxogramas ............................................. 115
Além da sala de aula ....................................................... 40 Explorando a ideia de algoritmo ............................. 116
Tecnologias digitais ......................................................... 42 Formalizando o conceito de algoritmo .................. 116
Problemas que envolvem os vários Exemplos de algoritmos e fluxogramas ................. 118

P
tipos de agrupamentos ............................................... 44
Leitura e compreensão .................................................. 122
Vestibulares e Enem ....................................................... 46
Programação ..................................................................... 124
Capítulo 2: Probabilidade ..................................... 50 Linguagens de programação .................................... 125

Noções de conjuntos ....................................................... 54 Variáveis ........................................................................... 127


Explorando as noções de conjuntos ....................... 55 Estruturas condicionais ............................................... 129
IA
Formalizando as noções de conjuntos .................... 55 Conectivos lógicos ....................................................... 131
Operações entre conjuntos ........................................ 56 Estruturas de repetição ............................................... 134
Exemplos de algoritmos em Portugol .................... 136
Probabilidade .................................................................... 60
Implementando um código
Fenômenos aleatórios ................................................. 62
em um compilador ....................................................... 139
Conexões ............................................................................ 64
Tecnologias digitais ......................................................... 142
Espaço amostral e evento .......................................... 67
Vestibulares e Enem ....................................................... 147
Cálculo de probabilidades ......................................... 70
Leitura e compreensão .................................................. 75
U

Respostas ....................................................................... 148


Cálculo de probabilidades com
espaço amostral não discreto ................................... 77 Lista de siglas das atividades
Definição teórica de probabilidade extraídas de provas oficiais .............................. 153
e consequências ............................................................ 78
Probabilidade condicional ......................................... 82 A Base Nacional Comum
G

Curricular (BNCC) ....................................................... 154


Além da sala de aula ....................................................... 86
Conexões ............................................................................ 89 Referências bibliográficas comentadas .... 159

7
D
L
N
P
IA

1
CAPÍTULO

Análise
G

combinatória
k
toc
rs
tte
hu
/S
ma
ylla
laz

Atleta nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016,


na montanha do Corcovado. As Olimpíadas
originaram-se na cidade de Olímpia, na Grécia,
no século VIII a.C. A versão moderna dos
Jogos Olímpicos teve a primeira edição
sediada em Atenas, em 1896.

8
Não escreva no livro.

D
A
s Olimpíadas são um evento esportivo que reúne atletas de todo o mundo.
Geralmente, o evento é planejado para ocorrer a cada quatro anos; contudo,
pode ser adiado ou cancelado devido a alguns acontecimentos. Isso ocorreu

L
com os Jogos Olímpicos de Verão de 1940, que foram cancelados por causa da Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), e, mais recentemente, com os Jogos Olímpicos de Verão de
2020, que foram adiados devido à pandemia de Covid-19.
As Olimpíadas têm dois símbolos principais: a bandeira e a tocha olímpica.

N
A bandeira dos Jogos Olímpicos tem cinco anéis entrelaçados sobre um fundo branco. Os anéis
representam as cinco partes do mundo unidas pelos jogos: América, Europa, Ásia, África e Oceania.
Os anéis são azul, amarelo, preto, verde e vermelho. [...]
ESCOLA BRITANNICA. Jogos Ol’mpicos. Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/
Jogos-Olímpicos/482102. Acesso em: 10 jun. 2020.

P
A escolha das cores dos anéis foi feita de acordo com as cores das bandeiras dos países que participam
das Olimpíadas. Pelo menos uma dessas cinco cores aparece na bandeira de cada um dos mais de 200 paí-
ses. A ordem correta das cores dos anéis na bandeira é azul, amarelo, preto, verde e vermelho, mas imagine
quantas possibilidades diferentes de bandeira existiriam se pudéssemos trocar a ordem dos anéis? Situações
como essa, de análise de possibilidades, serão o tópico de estudo deste capítulo e fazem parte de uma área
IA
de estudo da Matemática chamada análise combinatória.
Nos Jogos Olímpicos existem outras situações de análise e contagem de possibilidades, como as possí-
veis formações de um pódio em uma das competições esportivas que fazem parte dos Jogos Olímpicos. Nes-
sas competições, três atletas ou equipes são premiados: a equipe ou o atleta que ficar em primeiro lugar ga-
nha a medalha de ouro, o segundo lugar recebe a medalha de prata e o terceiro lugar, a medalha de bronze.
Fonte de consulta: ESCOLA BRITANNICA. Jogos Olímpicos. Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/
Jogos-Olímpicos/482102. Acesso em: 10 jun. 2020.

a) Os Jogos Olímpicos de Verão de 2016 foram sediados no Rio de Janeiro (Brasil). Nas Olimpíadas do
U

Rio, a final da categoria masculina C2 1 000 m de canoagem de velocidade tinha oito duplas de compe-
tidores, entre eles, os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon de Souza. As outras duplas de competidores
estavam representando os seguintes países: Alemanha, Ucrânia, Hungria, Rússia, Cuba, República Checa
e Uzbequistão.
Fonte de consulta: FRICKE, Gabriel. Ao lado de Erlon, Isaquias leva a prata e se consagra nas águas da Lagoa.
G

Globo Esporte, Rio de Janeiro, 20 ago. 2016. Disponível em: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/


canoagem/noticia/2016/08/isaquias-e-erlon-conquistam-prata.html. Acesso em: 29 jul. 2020.

Considerando as duplas que estavam competindo pelos 8 países citados, de quantas maneiras diferen-
tes seria possível formar o pódio?

A Tocha Olímpica, um dos principais símbolos dos Jogos Olímpicos, é desenvolvida a cada edição do even-
to com base nas características do país onde os jogos devem acontecer [...].
O fogo, que é ateado na pira olímpica no palco de abertura dos jogos, é aceso 100 dias antes do começo da
competição, em Olímpia, na Grécia, a partir da luz solar. Antes de embarcar para a cidade-sede, a tocha acesa
passa por algumas cidades gregas e outras localidades no país que receberá os jogos.
O revezamento da tocha, que antecede a abertura dos Jogos Olímpicos, é a representação de uma lenda
grega. Nessa lenda, Prometheus (um titã defensor da humanidade) teria roubado o fogo, que representa a di-
vindade e a sabedoria dos deuses, de Zeus e entregado aos seres humanos.
BRASIL ESCOLA. Como funciona a tocha olímpica. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/
como-funciona-tocha-olimpica.htm. Acesso em: 15 jun. 2020.

9
Não escreva no livro.
Percurso da tocha olímpica no Brasil

D P. Pizarro/P. Defosseux, MAB/ARC, Maria Cecilia Rezende/AFP


50º O

Boa Vista

Macapá
Equador 0º

L
Belém São Luís

Manaus Fortaleza

Teresina
Natal

N
João
Pessoa
Recife
Porto Palmas
Rio Branco Velho Maceió
Aracaju

Salvador

P
Saída:
Cuiabá Brasília

OCEANO
Goiânia
ATLÂNTICO

Belo
Campo Horizonte Vitória
OCEANO Grande
IA
PACÍFICO

Trópico de Capricó
Rio de Janeiro rnio
São Paulo
Curitiba

Florianópolis
Percurso da tocha olímpica
16 000 km por avião
Porto Alegre 20 000 km por terra
Capital de país
Capital de estado
U

0 310
km Cidade

Fonte: Rio2016.com.

b) Nas Olimpíadas de 2016, que ocorreram no Brasil, a tocha passou por cidades em
Buda Mendes/Getty Images

todos os estados brasileiros. Em Santa Catarina foram escolhidas 4 cidades para


G

a passagem da tocha: Blumenau, Criciúma, Florianópolis e Joinville. De quantas


maneiras diferentes seria possível escolher o trajeto da tocha, passando por essas
4 cidades?
c) No estado de Goiás, a tocha passou por Anápolis, Caldas Novas e Goiânia, nessa
ordem. Considere que existem 2 caminhos diferentes para ir de Anápolis a Caldas
Novas; existem também 2 caminhos diferentes para ir de Caldas Novas a Goiâ-
nia. De quantas maneiras diferentes seria possível definir o caminho da tocha em
Goiás?
d) Considere que havia 6 candidatos para revezar na condução da tocha em um
trecho em que devem ocorrer apenas 2 trocas. De quantas maneiras diferentes é
possível escolher apenas 3 pessoas entre os 6 candidatos?
A cada competição, a tocha olímpica ganha um novo design,
de acordo com o país sede. Em 2016, a tocha foi criada com as
cores da bandeira brasileira para representar elementos do país.

10
CONHEÇA O CAPÍTULO

D
A BNCC
No decorrer do capítulo,
Objetivos favorecemos o desenvolvimento
das competências gerais da
Educação Básica, bem como
• Explorar situações que envolvem contagem de possibilidades.

L
das competências específicas e
• Utilizar registros como esquema, listagem, diagrama de árvore, tabela, das habilidades de Matemática
e suas Tecnologias e de
desenho e diagrama para representar situações e resolver problemas de outras áreas do conhecimento
contagem. indicadas a seguir. Também
estão indicados os temas
• Resolver e elaborar problemas utilizando o princípio aditivo e o princípio

N
contemporâneos transversais
multiplicativo (princípio fundamental da contagem). presentes no capítulo.

• Explorar situações que envolvem a permutação simples de elementos. Competências gerais: CG01,
CG03.
• Resolver e elaborar problemas de permutação simples. Competência específica
de Matemática e suas
• Explorar situações que envolvem a permutação com repetição de ele- Tecnologias: CEMAT03.

P
mentos. Habilidades de Matemática
• Resolver e elaborar problemas de permutação com repetição de ele-
e suas Tecnologias:
EM13MAT310, EM13MAT311.
mentos. Habilidades de outras
• Explorar situações que envolvem arranjos simples de elementos. áreas do conhecimento:
EM13LGG601, EM13LGG701.
• Resolver e elaborar problemas de arranjos simples. Temas contemporâneos
IA
• Explorar situações que envolvem a combinação simples de elementos transversais:
• Diversidade Cultural;
em um conjunto.
• Educação Alimentar e
• Resolver e elaborar problemas de combinações simples. Nutricional;
• Educação para valorização
• Utilizar recursos digitais para realizar cálculos de situações com permuta- do multiculturalismo nas
ções, arranjos e combinações. matrizes históricas e culturais
brasileiras.
• Reconhecer e aplicar diferentes estratégias para resolver problemas de
contagem de possibilidades.
U

Justificativa
Em um campeonato esportivo, é possível contar as possibilidades de pó-
dio de acordo com a organização da competição. Em um jogo, podemos
contar as possibilidades de movimentos de acordo com as jogadas ante-
G

riores. Essas situações envolvem uma área da Matemática chamada análise


combinatória.
Para analisar situações como essas, podemos utilizar diferentes estraté-
gias, que compõem a análise combinatória. Neste capítulo vamos analisar
situações que envolvem contagem e aprender técnicas distintas que podem
ser aplicadas em situações de permutação, arranjo e combinação.

11
Análise combinatória:
diferentes estratégias de contagem

D
New Africa/Shutterstock

Não escreva no livro.


Situação 1

L
Guarda-roupa
Algo muito simples, que fazemos todos os dias, é escolher a roupa
que vamos vestir. Dependendo do local e da ocasião, podemos montar
diversos visuais com as peças de roupa. A análise combinatória é o ramo

N
da Matemática que nos ajuda a descobrir o número de possibilidades em
situações como essa.
Imagine que um jovem vai escolher uma entre três opções de camisa
(verde, branca e azul) e uma opção de bermuda entre duas possíveis (pre-
ta e cinza).

P
a) Escreva no caderno todas as maneiras possíveis de escolher as peças
de roupa. Quantas foram as possibilidades diferentes?
b) Qual operação matemática pode ser utilizada para obter essa quanti-
dade?
c) Se forem acrescentados 2 pares de sapatos para que o jovem escolha um
IA
Um guarda-roupa geralmente
par, de modo que ele escolha uma camisa, uma bermuda e um par de permite escolher diferentes
sapatos, de quantas maneiras diferentes ele pode fazer essa escolha? possibilidades de roupas.

Pixaline/pixabay.com As imagens não estão


representadas em proporção

Situação 2
Pintura da vizinhança
U

Em um bairro, quatro vizinhos, que têm


casas lado a lado, resolveram pintar as fa-
chadas das casas com cores diferentes. As
opções de cores disponíveis eram azul,
verde, laranja e vermelho, de maneira que
G

cada casa tenha uma cor diferente.

Há bairros e condomínios que optam a) Considerando que a fachada da primei-


por pintar as fachadas das casas de ra casa seja pintada de azul e a da se-
acordo com um esquema de cores que gunda casa de verde, quantas opções
é definido pelos próprios moradores.
de cores sobram para a terceira casa?
b) Considerando que a fachada da última casa seja pintada de azul, existem quantas pos-
sibilidades diferentes de escolher as cores para pintar as fachadas das 3 outras casas?
c) Existem quantas possibilidades diferentes de escolher as cores para pintar as facha-
das das 4 casas?
d) Após uma conversa, os vizinhos decidiram que as fachadas de 2 casas poderiam ser
pintadas de vermelho e as fachadas das outras 2 casas deveriam ser pintadas de
azul e verde. Existem quantas possibilidades diferentes de escolher as cores para
pintar as 4 casas?

12
JeniFoto/Shutterstock

D
Situação 3
Sorveteria
Existem sorveterias que permitem ao cliente escolher
como deseja montar a sobremesa. O cliente pode escolher,

L
além dos sabores, outros complementos, como caldas e con-
feitos que vão na casquinha.
No cardápio de uma sorveteria há oito sabores diferentes
de sorvete, cinco tipos de confeito e três tipos de calda. Nessa

N
sorveteria as bolas são de mesmo tamanho e não é possível
escolher uma única bola com mais de um sabor. Primeiro é É possível montar
preciso escolher a quantidade e os sabores de sorvete, depois as caldas e por último diferentes sobremesas
em sorveterias,
os confeitos. Observe que, neste caso, a ordem dos componentes faz diferença ao
escolhendo os sabores
montar a sobremesa. de sorvete e os

P
complementos.
a) Escolhendo 2 bolas de sorvete de sabores diferentes, sem calda e sem confeitos,
quantas são as possibilidades diferentes de sobremesa?
b) Escolhendo uma bola de sorvete de chocolate, nenhuma calda e 3 confeitos dife-
rentes, quantas são as possibilidades diferentes de sobremesa?
c) Escolhendo uma bola de sorvete de morango, nenhum confeito e 2 caldas diferen-
IA
tes, quantas são as possibilidades diferentes de sobremesa?
d) Escolhendo 2 bolas de sabores diferentes de sorvete, 3 confeitos diferentes e 2
caldas diferentes, quantas são as possibilidades diferentes de sobremesa?

As imagens não
estão representadas
em propor•ão

Situação 4
U

Przemek Klos/EyeEm/Getty Images

Aula de xadrez
Em um curso de xadrez, o professor precisa organizar os
estudantes de maneira que cada um tenha a oportunidade
de jogar com todos os outros colegas. Isso proporciona
G

aos estudantes, a cada partida, uma experiência nova e


permite que sejam desenvolvidas novas estratégias.
Considere uma turma de xadrez que tem 12 estudan-
tes. Reúna-se com um colega para responder aos itens a
seguir no caderno.
a) Na primeira aula, o professor divide a turma em 3 gru-
pos de 4 estudantes cada um. Escreva no caderno to-
das as duplas diferentes que é possível formar em cada
grupo.
b) Na segunda aula, o professor fez uma separação dife- Para jogar uma partida de xadrez são necessárias
rente, dividindo a turma em 2 grupos com 6 estudantes apenas duas pessoas.
em cada um deles. Escreva no caderno todas as duplas
diferentes que é possível formar em cada grupo.

13
Princípio fundamental da contagem

D
Você acabou de explorar algumas situações que envolvem contagem de possibilidades. Vamos explorar
situações de contagem nas quais podemos utilizar o princípio fundamental da contagem e o princípio aditivo.

Explorando o princípio fundamental da contagem

L
Acompanhe a seguir algumas situações.
a) O menu executivo de um restaurante é dividido em saladas, pratos quentes e sobremesa. Na seção de
saladas, há 2 tipos: salada tropical e salada roxa. Além disso, são oferecidos 2 tipos de pratos quentes:
lasanha e risoto de cogumelos. Na parte de sobremesa, há apenas uma opção: sorvete de chocolate.

N
Considerando que os clientes vão escolher uma salada, um prato quente e uma sobremesa a cada re-
feição, podemos organizar todas as opções possíveis fazendo desenhos.

Ilustrações: Tiago Donizete Leme/


Arquivo da editora
P
Ou podemos organizar as opções de refeições utilizando diagramas.
IA
Saladas Pratos quentes Sobremesa

Observe que esse acontecimen-


WYM Design/Arquivo da editora

Salada tropical Lasanha


to tem 3 etapas, com 2 possibi-
Sorvete de lidades em 2 etapas e 1 possi-
chocolate bilidade em outra, totalizando
4 possibilidades (2 ? 2 ? 1 5 4).
U

Salada roxa Risoto de


cogumelos

b) Uma pessoa está no parque e quer ir à farmácia, mas antes precisa passar no mercado. Essa pessoa con-
G

sidera 5 caminhos diferentes para chegar ao mercado, saindo do parque, e 4 caminhos diferentes para
chegar à farmácia, saindo do mercado.
Podemos representar a situação com o seguinte esquema.
A M
WYM Design/Arquivo da editora

B N

C
Parque Mercado Farmácia
D O

E P

Dessa maneira, podemos ver as possibilidades de caminhos para cada trecho e contar uma a uma.
Escolhendo o caminho A do parque ao mercado, podemos escolher os caminhos M, N, O ou P do mer-
cado até a farmácia. São 4 possibilidades de caminhos: AM, AN, AO e AP.
Se utilizarmos esse raciocínio para cada um dos caminhos do parque até o mercado, podemos obter
todas as possibilidades de caminhos do parque até a farmácia, passando pelo mercado.

14
Não escreva no livro.
Outra maneira de representar essa situação é utilizando um diagrama de árvore ou árvore de

D
possibilidades.

WYM Design/Arquivo da editora


Caminhos do Caminhos do Caminhos do parque à farmácia,
parque ao mercado mercado à farmácia passando pelo mercado
M AM
N AN
A O AO

L
P AP

M BM
N BN
B
O BO
P BP

M CM

N
N CN
C
O CO
P CP
M DM
N DN
D
O DO
P DP

P
M EM
N EN
E O EO
P EP

Esse esquema recebe o nome de diagrama de árvore ou árvore de possibilidades porque se assemelha
aos galhos de uma árvore.
Observando a árvore de possibilidades, podemos ver que há 5 possibilidades de caminhos diferentes
IA
para ir do parque ao mercado e 4 possibilidades de caminhos diferentes para ir do mercado à farmácia.
Dessa maneira, o total de possibilidades de caminhos diferentes é 5 ? 4 5 20.
Podemos concluir que existem 20 caminhos diferentes para ir do parque à farmácia, passando pelo mercado.
Reflita
Podemos dizer que o caminho do parque à farmácia é um acontecimento composto de duas etapas sucessivas e
independentes. Quais são elas? Por que elas são independentes?

c) Em um jogo de tabuleiro a ação do jogador é definida ao jogar 2 dados. Um deles tem 4 faces, de modo
U

que cada uma delas tenha uma das letras A, B, C e D. O outro dado possui 6 faces, numeradas de 1 a 6.
Podemos montar uma tabela para indicar todas as possibilidades de resultados a cada jogada.

Possibilidades de resultados a cada jogada


G

Dado de 4 faces
A B C D
Dado de 6 faces
1 1A 1B 1C 1D

2 2A 2B 2C 2D

3 3A 3B 3C 3D

4 4A 4B 4C 4D

5 5A 5B 5C 5D

6 6A 6B 6C 6D
Tabela elaborada para fins didáticos.

Observe que esse acontecimento tem duas etapas, com quatro possibilidades em uma e seis possibili-
dades em outra, totalizando 24 possibilidades (pois 4 ? 6 5 24).
Podemos fazer uma lista com todas as possibilidades: 1A, 2A, 3A, 4A, 5A, 6A, 1B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 1C,
2C, 3C, 4C, 5C, 6C, 1D, 2D, 3D, 4D, 5D e 6D.

15
Não escreva no livro.
Formalizando o princípio fundamental da contagem

D
As análises das situações anteriores exemplificam o princípio fundamental da con-
tagem, que pode ser definido da seguinte maneira:

Um acontecimento é composto de n etapas a1, a2, », an, sucessivas e

L
independentes, de maneira que
• o número de possibilidades distintas de a1 ocorrer é b1;
• para cada possibilidade da etapa a1, o número de possibilidades distintas de
a2 ocorrer é b2;

N
• para cada possibilidade das etapas a1 e a2, o número de possibilidades
distintas de a3 ocorrer é b3;
æ Fique atento
• para cada possibilidade das etapas anteriores, o número de possibilidades O princípio

P
fundamental da
distintas de an ocorrer é bn.
contagem também
Então, o número de possibilidades de o acontecimento ocorrer é dado por: pode ser chamado
b1 ? b2 ? » ? bn de princípio da
multiplicação
Esse é o princípio fundamental da contagem. ou princípio
multiplicativo.
IA
Analise alguns exemplos que utilizam o princípio fundamental da contagem.
a) Com as letras A, B, C, D, E, F e G, quantos anagramas de 3 letras podemos formar? Anagrama
____ ____ ____ Palavra que é formada
1 letra 2 letra 3a letra
a a mudando a ordem
das letras da palavra
Esse acontecimento tem 3 etapas: a 1a letra, a 2a letra e a 3a letra. original. Em Matemática
Há 7 possibilidades para a 1a letra, 7 possibilidades para a 2a letra e 7 possibili- consideramos todas as
dades para a 3a letra. possibilidades, mesmo
se a palavra não tiver
Utilizando o princípio fundamental da contagem, podemos calcular: 7 ? 7 ? 7 5 343.
U

sentido ou não for


Podemos formar 343 anagramas. dicionarizada.

b) Quantos números de 3 algarismos podemos formar com 0, 1, 2, 3, 4 e 5?


______ ______ _______ Reflita
centena dezena unidade O zero é excluído
do algarismo das
G

Esse acontecimento tem 3 etapas: a centena, a dezena e a unidade.


centenas, pois o
Há 5 possibilidades para a centena (zero não é permitido), 6 para a dezena e 6 número considerado
para a unidade. deve ter 3 algarismos.
Utilizando o princípio fundamental da contagem, calculamos: 5 ? 6 ? 6 5 180. Justifique.
Podemos formar 180 números.
c) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos formar com 0, 1, 2, 3, 4, 5
e 6?
______ ______ _______
centena dezena unidade
Esse acontecimento tem 3 etapas: a centena, a dezena e a unidade.
Há 6 possibilidades para a centena (o zero não é permitido), 6 para a dezena
(todas as opções anteriores, menos uma que foi utilizada, mais o zero) e 5 para
a unidade (todas as opções anteriores, menos uma que foi utilizada na dezena).
Utilizando o princípio fundamental da contagem, calculamos: 6 ? 6 ? 5 5 180.
Podemos formar 180 números com algarismos distintos.

16
d) Carina tem 2 pares de tênis e 3 pares de botas.

D Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora


Dentre os 4 pares de meias que possui, 3 pares
de meias diferentes podem ser usados com os
pares de tênis, e apenas 1 par de meias pode
ser usado com as botas. De quantas maneiras
diferentes ela pode escolher um calçado e o

L
par de meias adequado?

Vamos analisar separadamente as possibilidades de escolha do tênis ou da bota.


Acontecimento 1: Escolher um par de tênis e um par de meias adequado para usar com o tênis.

N
______ ______
tênis meias
Esse acontecimento tem 2 etapas: a escolha do tênis e a escolha da meia.
Há 2 possibilidades diferentes para a escolha do tênis e 3 possibilidades para a escolha da meia.

P
Utilizando o princípio fundamental da contagem, calculamos: 2 ? 3 5 6.
Acontecimento 2: Escolher um par de botas e um par de meias adequado para usar com as botas.
______ ______
bota meias
Esse acontecimento tem 2 etapas: a escolha da bota e a escolha das meias.
IA
Há 3 possibilidades diferentes para a escolha da bota e 1 possibilidade para a escolha das meias.
Utilizando o princípio fundamental da contagem, calculamos: 3 ? 1 5 3.
Como ela vai utilizar o tênis ou a bota, podemos utilizar o princípio aditivo e adicionar as possibilida-
des de cada escolha.
61359
Carina tem 9 possibilidades diferentes de escolher o calçado com as respectivas meias.
No exemplo anterior utilizamos o princípio aditivo, que nos permite adicionar as possibilidades do acon-
tecimento 1 às possibilidades do acontecimento 2.
U

O princípio aditivo é utilizado sempre que podemos escolher um ou outro acontecimento, sendo que
ambos não podem ser escolhidos ao mesmo tempo.

Veja outro exemplo a seguir.


G

e) Em uma tarde, Pedro pode escolher entre ir ao parque ou ao cinema. No parque, ele pode caminhar ou
andar de bicicleta; no cinema, ele pode assistir a 1 entre 4 filmes. Quantas possibilidades diferentes de
passeio Pedro pode escolher?
Se ele escolher ir ao parque, então há 2 possibilidades de atividades.
Se ele escolher ir ao cinema, então há 4 possibilidades de filmes.
Utilizando o princípio aditivo, podemos calcular 2 1 4 5 6.
Portanto, Pedro tem 6 possibilidades diferentes de passeio.

Atividades Não escreva no livro.

1. Existem 2 vias de locomoção para ir de uma cidade A 2. Em um restaurante há 5 tipos de salada, 4 tipos de
para uma cidade B e 3 vias de locomoção de uma ci- prato quente e 3 tipos de sobremesa. De quantas ma-
dade B a uma cidade C. De quantas maneiras distintas neiras distintas podemos fazer uma refeição composta
podemos ir de A a C passando por B? de 1 salada, 1 prato quente e 1 sobremesa?

17
Não escreva no livro.

D
3. Pesquise em restaurantes e estabelecimentos alimen- Quantas são as possibilidades diferentes de escolha
tícios outros menus e elabore um problema como o de Carlos?
anterior. Depois, troque com um colega e resolva o
10. (Univag-MT) Para uma atividade, serão confeccionados
problema dele.
alguns cartões. Cada cartão deverá conter um núme-
4. Uma atividade é composta de 7 itens do tipo “ver- ro e a figura de um animal, nessa ordem. Os números
podem ser de 1 a 9 e os animais podem ser elefante,

L
dadeiro ou falso”. De quantas maneiras distintas um
estudante pode responder a essa atividade aleatoria- cachorro, gato, pássaro ou zebra. Não serão confec-
mente, ou seja, “chutando” as respostas? cionados cartões com números ímpares cuja imagem
de animal seja uma zebra. Não serão confeccionados
5. Em um salão de festas há 6 janelas. De quantas manei- cartões com os números 4 ou 5 cuja imagem de animal
ras distintas podemos escolher quais janelas estarão seja um gato ou um pássaro. Nessas condições, o nú-

N
abertas ou fechadas, de modo que pelo menos uma mero de cartões distintos que podem ser criados é
das janelas esteja aberta?
a) 35. b) 36. c) 37. d) 34. e) 38.
6. Em uma prova de vestibular com 90 questões do tipo
teste, cada questão tem 5 alternativas. O estudante 11. (Fatec-SP) No mundo digital, podem-se definir as
deve preencher um cartão de respostas, assinalando o cores com o auxílio de um sistema de códigos que é
composto pelo sinal de sustenido (#) seguido por seis

P
quadrinho correspondente à resposta de cada questão.
caracteres que podem ser algarismos (que vão de 0
Supondo que todas as questões sejam respondidas, de
até 9) ou letras (de A até F).
quantas maneiras diferentes o cartão de respostas com
as 90 questões dessa prova poderá ser preenchido alea- Deste modo, são exemplos de códigos que represen-
toriamente? Indique a resposta em forma de potência. tam cores:

7. Um show de talentos realiza audições com 3 jurados. Código Cor


IA
Cada candidato tem direito a 5 minutos de apresenta-
#084D6E Azul Petróleo
ção e pode cantar, dançar, realizar um truque de mági-
ca, etc. Se ao menos um dos jurados aprovar o candi- #DA70D6 Orquídea
dato, então ele passa para a próxima etapa. De quantas #FF00FF Fúcsia
maneiras diferentes um candidato pode ser aprovado? <https://tinyurl.com/y4qkz9j5>
Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.
8. Linguistas afirmam que é impossível saber ao certo
quantas palavras existem em um idioma, pois os dicio- Logo, utilizando esse código, a quantidade de cores
nários apresentam palavras que já saíram de uso, além que é possível representar é igual a:
de deixar de incluir novos vocábulos. Contudo, esti- a) 26 c) 212 e) 224
U

ma-se que a língua portuguesa tenha entre 400 000 e


600 000 palavras. b) 210 d) 218
Fonte de consulta: SUPERINTERESSANTE. Qual é o idioma 12. A política de determinado hospital exige que de 5 em
com mais vocábulos? Disponível em: https://super.abril.com. 5 anos seja feita uma eleição para 3 cargos de lideran-
br/mundo-estranho/qual-e-o-idioma-com-mais-vocabulos/.
ça. Para concorrer neste ano, existem 6 candidatos a di-
Acesso em: 4 jun. 2020.
retor, 4 candidatos a vice-diretor e 4 candidatos a chefe
G

Os matemáticos podem ajudar a quantificar o número de RH. Sabendo que um mesmo candidato não pode
de palavras existentes, mas o trabalho dos linguistas concorrer nem ser eleito a cargos distintos, de quantas
em determinar quais fazem sentido ou não é essen- maneiras diferentes é possível definir a equipe?
cial. Considerando que nosso alfabeto possui 26 le-
tras, qual é o número total de palavras, com sentido a) 96 maneiras. d) 30 maneiras.
ou não, que podem ser formadas com 4 letras? b) 16 maneiras. e) 80 maneiras.
9. Carlos vai reformar a casa e precisa escolher os acaba- c) 24 maneiras.
mentos da sala de jantar. O arquiteto fez as seguintes
13. Julia quer assistir a um filme no cinema, a um espetá-
sugestões, de acordo com a escolha entre tinta e pa-
culo circense ou a uma peça de teatro. O circo, que
pel de parede:
estava na cidade dela, tinha 2 espetáculos distintos
• se Carlos escolher colocar papel de parede, então disponíveis; cada um dos 3 cinemas da cidade tinha
ele tem 4 opções de papel de parede e 5 opções de 5 filmes diferentes em cartaz; e cada um dos 2 teatros
piso para escolher; mais próximos estava apresentando 2 espetáculos di-
• se Carlos decidir pintar as paredes, então ele tem 3 ferentes. De quantas maneiras diferentes Julia pode
cores disponíveis e 4 opções de piso que combinam. escolher o que fazer?

18
Não escreva no livro.

Além da sala de aula

D
Possibilidades no jogo do quadrado
O jogo do quadrado é composto de um tabuleiro com 9 casas, numeradas de 1 a 9, como na figura.

L
WYM Design/Arquivo da editora
1 2 3

4 5 6

7 8 9

N
O objetivo desse jogo é eliminar a peça do adversário ou chegar ao ponto de partida do oponente. Para
isso, é permitido mover a peça apenas uma vez por rodada, no sentido horizontal ou vertical.
A partida ocorre com apenas dois jogadores, cada um usa uma única peça.
As regras do jogo são as seguintes:

P
• Por meio de um sorteio, os participantes devem decidir quem será o primeiro e quem será o segundo jogador;
• no início do jogo, a peça do primeiro jogador começa na casa 7, enquanto a peça do segundo jogador
começa na casa 3;
• a cada rodada, o jogador pode mover a peça uma casa na vertical ou na horizontal. Contudo, não é per-
mitido voltar ao respectivo ponto de partida, isto é, a casa 7 para o primeiro jogador e a casa 3 para o
IA
segundo jogador;
• se as peças estiverem na mesma diagonal e a uma casa de distância, o próximo jogador deve eliminar a
peça do adversário, indo para a casa em que está a peça adversária;

1 2 3 1 2 3 WYM Design/Arquivo da editora

4 5 6 4 5 6
U

7 8 9 7 8 9

Se o primeiro jogador (peça verde) ocupar a casa 1 e o


segundo jogador (peça roxa) ocupar a casa 5, então o
primeiro jogador deve eliminar o segundo jogador.

• caso uma peça esteja em uma casa adjacente ao ponto de partida adversário, é obrigatório ir para essa casa;
G

WYM Design/Arquivo da editora

1 2 3 1 2 3

4 5 6 4 5 6

7 8 9 7 8 9

Se o primeiro jogador (peça verde) ocupar a casa 2 e o


segundo jogador (peça roxa) ocupar a casa 8, então o
primeiro jogador deve ir para o ponto de partida do segundo
jogador (casa 3).

• o número máximo de movimentos permitidos é oito, adicionando de ambos os jogadores. Se, após o final
do oitavo movimento, o jogo não terminar, considera-se o resultado um empate.
Fontes de consulta: AMBROSI, L. Jogos em uma sequência didática para o ensino de análise combinatória. Dissertação (Mestrado
Profissional em Ensino de Ciências e Matemática) – Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2017. Disponível em: https://www.ucs.
br/site/midia/arquivos/produto-luiz-ambrozi.pdf; LOPES, José Marcos; REZENDE, Josiane de Carvalho. Um novo jogo para o estudo do
raciocínio combinatório e do cálculo de probabilidade. Bolema: Mathematics Education Bulletin, Rio Claro, v. 23, n. 36, p. 657-682, 2010.
Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/71807. Acesso em: 29 jun. 2020.

19
Além da sala de aula Não escreva no livro.

1. Reúna-se com um colega para jogar algumas partidas do jogo do quadrado. A cada rodada, perceba as

D
possibilidades de jogada. Por exemplo, no início de um jogo, o primeiro jogador tem 2 possibilidades de
jogada; na sequência, o segundo jogador tem 2 possibilidades de jogada para cada jogada do primeiro jo-
gador. O diagrama de árvore abaixo ilustra as possibilidades para os 2 primeiros movimentos do jogo, mos-
trando as jogadas possíveis para o primeiro movimento e as jogadas possíveis para o segundo movimento,
de acordo com a jogada do primeiro movimento.

L WYM Design/Arquivo da editora


Posição inicial Movimento 1 Movimento 2
(primeiro jogador) (segundo jogador)

1 2 3

N
4 5 6
1 2 3
7 8 9
4 5 6

1 2 3

P
7 8 9

4 5 6
1 2 3
7 8 9
4 5 6
1 2 3
IA
7 8 9
4 5 6
1 2 3
7 8 9
4 5 6
1 2 3
7 8 9
4 5 6
U

7 8 9

Fique atento
O tipo de raciocínio necessário para essa atividade é chamado de decomposição.
G

2. Em uma situação hipotética, o primeiro jogador (peça verde) posiciona a peça dele na casa 4 no primeiro
movimento. Em seguida, o jogador 2 (peça roxa) posiciona a peça dele na casa 6, conforme a figura.
WYM Design/Arquivo da editora

1 2 3

4 5 6

7 8 9

Supondo que, durante um determinado jogo, nenhum dos dois jogadores moveu a própria peça para a
posição em que estava na rodada anterior, quais são os possíveis resultados dessa partida? Construa um
diagrama de árvore no caderno para justificar sua resposta.
3. Suponha agora que os dois jogadores podem voltar para a posição da rodada anterior (desde que ela
não seja a posição inicial). O segundo jogador consegue ganhar o jogo em qual situação? Construa um
diagrama de árvore no caderno para justificar sua resposta.

20
Permutações simples

D
Permutar é sinônimo de trocar. Nos problemas de contagem, devemos associar a permutação à noção de
embaralhar, isto é, trocar objetos de posição.
Vejamos agora quantos agrupamentos é possível formar quando temos n elementos e todos serão usados
em cada agrupamento.

L
Explorando as permutações simples
Ana, Bruno, Carolina e Douglas foram a um

Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora


parque e se sentaram juntos no mesmo banco,

N
lado a lado. Em quantas configurações diferen-
tes os quatro amigos podem ter se sentado?
Vamos indicar os quatro amigos utilizando
as primeiras letras dos nomes deles.
• Se Ana ficar no primeiro lugar à esquerda,

P
temos as possibilidades: ABCD, ABDC, Banco do parque com quatro lugares. Nesse exemplo, a ordem
ACBD, ACDB, ADBC e ADCB. em que os amigos vão se sentar no banco é importante. É ela que
determina que existem diferentes possibilidades.
• Se Bruno ficar no primeiro lugar à esquer-
da, temos as possibilidades: BACD, BADC,
BCAD, BCDA, BDAC e BDCA.
• Se Carolina ficar no primeiro lugar à esquerda, temos as possibilidades: CABD, CADB, CBAD, CBDA,
IA
CDAB e CDBA.
• Se Douglas ficar no primeiro lugar à esquerda, temos as possibilidades: DBCA, DBAC, DCBA, DCAB,
DABC e DACB.
Dessa maneira, concluímos que existem 4 ? 6 5 24 configurações diferentes para os quatro amigos se
sentarem.
Podemos também usar o princípio fundamental da contagem para contar as opções.
Qualquer um dos quatro colegas pode sentar-se no 1o lugar. No 2o lugar sobram três opções, já que uma
U

pessoa não pode sentar-se em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Sobram duas opções de pessoas
para se sentar no 3o lugar. Por fim, falta apenas uma pessoa, que deve se sentar no 4o lugar.
Dessa maneira, temos: 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24 configurações diferentes.

Formalizando as permutações simples


G

De modo geral, a pergunta relacionada à permutação é: de quantas maneiras diferentes podemos


ordenar em fila n objetos distintos escolhidos entre n objetos? Podemos escolher o primeiro elemento
da fila de n maneiras. Agora, de quantas maneiras diferentes podemos escolher o segundo elemento da
fila? De n – 1 maneiras diferentes. Prosseguindo assim e usando o princípio fundamental da contagem,
fica claro que o número de agrupamentos ordenados que podemos obter com todos esses n elementos
é dado por: n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? » ? 3 ? 2 ? 1.

Considerando n elementos distintos, os agrupamentos ordenados formados por esses n elementos


recebem o nome de permutações simples, quando não há repetição de elementos. Indicamos por Pn o
número de permutações simples de n elementos e escrevemos: Pn 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? » ? 3 ? 2 ? 1.

Fique atento
O cálculo de maneiras distintas de quatro colegas se sentarem no banco, apresentado na situação anterior, pode ser
indicado por P4 5 4! 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24.

21
Fatorial

D
O valor obtido com Pn é chamado fatorial do número natural n e indicado por n!
(lê-se “fatorial de n” ou “n fatorial”).
Assim, temos n! 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? » ? 3 ? 2 ? 1, para n . 1.

L
Considera-se 0! 5 1.

Logo, o número de permutações simples de n objetos, ou seja, o número de ve-


zes que podemos colocar n objetos distintos em diferentes ordens é n! Escrevemos

N
Pn 5 n!
Exemplos: Fique atento
a) P5 5 5! 5 5 ? 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 120 c) P2 5 2! 5 2 ? 1 5 2 Podemos escrever:
n! 5 n ? (n 2 1)!
b) P4 5 4! 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24 d) P0 5 0! 5 1
15! 5 15 ? 14!

P
Atividades resolvidas
1. Simplifique as expressões:
20! 48! 1 49! n!
a) b) c)
18! 50! (n 1 1)!
IA
Resolução
20! 20 ? 19 ? 18!
a) 5 5 380
18! 18!
48! 1 49! 48! 1 (49 ? 48!) 48! ? (1 1 49) 50 1
b) 5 5 5 5
50! 50! 50 ? 49 ? 48! 50 ? 49 49
n! n! 1
c) 5 5
(n 1 1)! (n 1 1) n! n11

2. Quantos números diferentes de 3 algarismos distintos podemos formar com os algarismos 1, 2 e 3?


U

Resolução
1a maneira: resolução por tentativa.
Temos: 123, 132, 213, 231, 312 e 321. Concluímos, então, que são 6 os números procurados.
2a maneira: árvore de possibilidades.
G

Banco de imagens/Arquivo da editora

centena dezena unidade

3 2 1
possibilidades possibilidades possibilidade
2 3 123
1
3 2 132
1 3 213
2
3 1 231

1 2 312
3
2 1 321

3a maneira: princípio fundamental da contagem.


3?2?156
É possível formar 6 números diferentes com algarismos distintos.
Observe que a ordem dos algarismos é muito importante. Todos os números diferem entre si pela ordem dos
algarismos.

22
3. Calcule quantos são os anagramas:

D
a) da palavra PERDÃO;
b) da palavra PERDÃO que iniciam com P e terminam em O;
c) da palavra PERDÃO em que as letras A e O aparecem juntas e nessa ordem (ÃO);
d) da palavra PERDÃO em que P e O aparecem nos extremos;

L
e) da palavra PERDÃO em que as letras PER aparecem juntas, em qualquer ordem.
Resolução
Cada anagrama corresponde a uma ordem de colocação dessas 6 letras.
a) Basta calcular P6 5 6! 5 6 ? 5 ? 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 720.

N
Há 720 anagramas da palavra PERDÃO.
b) P — — — — O
Devemos permutar as 4 letras não fixas, ou seja, calcular P4:
P4 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24
Há 24 anagramas da palavra PERDÃO iniciados com P e terminados em O.

P
c) É como se a expressão ÃO fosse uma só letra: PERD ÃO ; assim, temos que calcular P5:
P5 5 5 ? 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 120
Há 720 anagramas da palavra PERDÃO em que as letras ÃO ficam juntas, nessa ordem.
d) P — — — — O
O————P
Temos, então, 2 ? P4 5 2 ? 4! 5 48
IA
Há 48 anagramas da palavra PERDÃO em que as letras P e O ficam nos extremos.
e) Considerando PER como uma só letra, PER DÃO, temos que calcular P4:
P4 5 4! 5 24
Como as 3 letras de PER podem aparecer em qualquer ordem, temos P3 5 3! 5 6 possibilidades de escrevê-las
juntas.
Assim, o número total de anagramas pedido é:
P4 ? P3 5 24 ? 6 5 144
Há 144 anagramas da palavra PERDÃO em que as letras PER aparecem juntas, em qualquer ordem.
U

4. Colocando todos os anagramas da palavra ÂNGULO listados em ordem alfabética, como em um dicionário, em
que posição da lista estará a palavra:
a) ÂGLNOU? b) UONLGÂ? c) ÂNGULO?
Resolução
G

a) Todas as letras estão em ordem alfabética, logo a palavra ÂGLNOU ocupa a 1a posição.
b) As letras da palavra UONLGÂ estão na ordem inversa da 1a posição, portanto esta palavra ocupa a última
posição.
P6 5 6 ? 5 ? 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 720
Assim, UONLGÂ ocupa a 720a posição.
c) Vamos contar as possibilidades de todas as palavras que aparecem antes da palavra ÂNGULO.
 G — — — — ñ P4 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24
 L — — — — ñ P4 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24
 N G L — — ñ P2 5 2 ? 1 5 2
 N G O — — ñ P2 5 2 ? 1 5 2
 N G U L O ñ P1 5 1
Assim:
24 1 24 1 2 1 2 1 1 5 53
Portanto, ocupa a 53a posição.

23
Atividades Não escreva no livro.

D
14. Determine o valor de n nas equações em cada item. a) 1a palavra? d) penúltima palavra?
Lembre-se de que n . 0.
b) 2 palavra?
a
e) 55a palavra?
n!
a) 5 56 c) 25a palavra?
(n 2 2)!

L
b) (n 1 2)! 1 (n 1 1)! 5 15n! 24. De acordo com o Guinness World Records, a russa Va-
lentina Vassilyeva (1707-1782) foi a mulher que deu à
15. Crie uma equação utilizando o conceito de fatorial.
luz mais filhos no mundo. Ela passou por 27 trabalhos
Troque-a com um colega para que ele resolva sua
de parto, 16 deles foram de gêmeos, 7 de trigêmeos e
equação. Depois, verifique se a resposta está correta.
4 de quadrigêmeos.
16. Quantas palavras diferentes (que tenham significado

N
Biologicamente falando, uma gravidez média de 1 fi-
ou não na língua portuguesa) de 3 letras é possível for- lho leva 40 semanas. Se forem gêmeos, 37 semanas.
mar com as letras A, L e I? Quais são essas palavras? Se forem trigêmeos, 32 semanas. Se forem quadrigê-
meos, 30 semanas. Como em um ano há 52 semanas,
17. Quantos números de 4 algarismos podemos escrever
podemos concluir que Valentina esteve grávida por,
com os algarismos 2, 4, 6 e 8? E de 4 algarismos distintos?
aproximadamente, 18 anos inteiros da vida dela.

P
18. Considere um banco retilíneo de 5 lugares. Fontes de consulta: CRESCER. A gravidez de gêmeos.
Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/
a) Quantas são as configurações diferentes em que noticia/2015/02/gravidez-de-gemeos.html#:~:text=Com%20
uma família de 5 pessoas se senta em um banco quantas%20semanas%20de%20gesta%C3%A7%C3%A3o,a%20
retilíneo de 5 lugares? 30%C2%AA%20e%20a%2034%C2%AA. SUPERINTERESSANTE.
Qual foi a mulher que mais teve filhos até hoje? Disponível em:
b) Se 2 pessoas da família resolverem ficar juntas em https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-foi-a-mulher-que-
IA
qualquer ordem (por exemplo, pai e mãe), quantas teve-mais-filhos-ate-hoje/. Acessos em: 4 jun. 2020.
são as configurações possíveis em que todos se
sentam no banco? Há quantas maneiras diferentes de enfileirar todos os
c) Elabore um problema como o dos itens anteriores, filhos de Valentina?
mas suponha uma situação diferente de escolha de
lugares. Depois, troque-o com um colega e resolva 25. Um grupo com 5 amigos, estudantes do curso de
o problema dele. Farmácia, assistem à aula da matéria de Microbiolo-
gia juntos. No início do período eles decidiram fazer
19. Quantos são os anagramas da palavra AMOR? uma brincadeira em que a cada dia todos se sentariam
20. Quantos números naturais com algarismos distintos juntos, lado a lado, na mesma fileira, com 5 lugares,
U

entre 5 000 e 10 000 podemos formar com os algaris- porém sempre em posições distintas.
mos 1, 2, 4 e 6? a) Durante quantos dias eles podem realizar essa brin-
21. Considere todos os anagramas da palavra TEORIA. cadeira?
b) Paula e Carlos fazem parte desse grupo de amigos
a) Quantos são?
G

e começaram a namorar. De quantos modos dife-


b) Quantos começam por TEO? rentes o grupo pode sentar-se na fileira de 5 lugares
c) Quantos têm as letras TEO juntas nessa ordem? de maneira que Paula e Carlos fiquem juntos?

d) Quantos têm as letras TEO juntas em qualquer or- c) Um dia, Paula e Carlos brigaram e decidiram que
dem? em nenhum outro dia sentariam lado a lado. Nessa
situação, de quantos modos diferentes todos po-
e) Quantos têm as vogais juntas, em ordem alfabética,
dem sentar-se na fileira de 5 lugares?
e as consoantes juntas, em qualquer ordem?

22. Escolha outra palavra que tenha todas as letras dife- 26. (UEMG) Em uma apresentação na escola, oito amigos,
rentes, imponha uma condição envolvendo as letras e entre eles Carlos, Timóteo e Joana, formam uma fila.
elabore um problema sobre os anagramas dessa pala- Calcule o número de diferentes formas que esta fila de
vra. Depois, troque-o com um colega e resolva o pro- amigos pode ser formada de modo que Carlos, Timó-
blema dele. teo e Joana fiquem sempre juntos:
a) 8! c) 6! ? 3!
23. Colocando todos os anagramas da palavra AMIGO lis-
tados em ordem alfabética, como em um dicionário, b) 5! ? 3! d) 8! ? 3!
qual será a:

24
Não escreva no livro.

D
27. Um grupo de 4 estudantes e Lado A 28. Em um jogo de bilhar, há 15 bolas numeradas de 1 a

Banco de imagens/Arquivo da editora


3  monitores devem ocupar os 15 mais a bola branca, que não é numerada.
7  lugares de uma mesa retan- Um jogador pretende enfileirar essas bolas (inclusive a
gular como na figura. Os estu- branca) de modo que as bolas 1 e 2 não fiquem jun-
dantes deverão se posicionar tas. O número de maneiras distintas que isso pode ser
no lado B da mesa e os moni- feito é:

L
tores no lado A. Cada um dos
a) 16! 2 2! d) 16! 2 15! 2 2!
lugares deve ser ocupado por Lado B
uma única pessoa. b) 16! ? 2! e) 14! ? 2!
De quantos modos diferentes isso pode ser feito? c) 16! 2 (15! ? 2!)

N
Permutações com repetição
Já vimos as permutações simples, que são aquelas em que todos os elementos permutados eram diferen-
tes. Agora vamos estudar os casos de permutação com elementos repetidos.

P
Explorando as permutações com repetição As imagens não
estão representadas
em proporção

Explore para descobrir Não escreva no livro.

1. Tulio tem 4 canecas: 1 caneca azul, 1 caneca vermelha e 2 canecas brancas. Todas as canecas são iguais e se diferenciam
IA
exclusivamente pelas cores.

Tiago Donizete Leme/


Arquivo da editora
U

Possível organização das canecas.

a) Liste no caderno todas as possibilidades de organizar essas canecas em uma prateleira. Use A para a caneca azul,
V para a caneca vermelha, B1 para uma das canecas brancas e B2 para a outra caneca branca.

b) Quantas possibilidades de organização das canecas você listou?

2. Sabendo que as canecas brancas são iguais, responda aos itens.


G

a) Reescreva no caderno a lista de todas as possibilidades de organização das canecas, mudando B1 e B2 para B.

b) Analise essa nova lista de possibilidades de organização das canecas. Algumas possibilidades estão repetidas;
quantas vezes cada possibilidade se repete?

c) Considerando apenas as possibilidades diferentes de organização, quantas você listou?

3. Tulio quebrou a caneca vermelha e comprou outra caneca branca para substituí-la.

a) Liste no caderno todas as possibilidades diferentes de organizar as canecas na prateleira. Utilize A para a caneca
azul, e B1, B2 e B3 para as canecas brancas.

b) Reescreva no caderno a lista de todas as organizações mudando B1, B2 e B3 para B.

c) Analise a nova lista de organizações. Quantas vezes as possibilidades que são iguais se repetem?

d) Considerando apenas as organizações diferentes, quantas você listou?

4. Considerando os resultados das atividades anteriores, converse com um colega e tentem explicar como calcular o
número de organizações diferentes sem precisar listar cada uma delas.

25
Formalizando as permutações com repetição

D
Em anagramas de palavras é muito comum encontrar elementos repetidos na permutação. Vamos analisar
algumas permutações das letras da palavra BATATA.
Uma possibilidade de permutação é a própria palavra: BATATA.
Se mudarmos apenas duas das letras A de lugar, teremos: BATATA.

L
Perceba que, apesar da troca das duas letras A, a palavra continua a mesma, de maneira que só podemos
considerar uma possibilidade para essas configurações. Isso ocorre quando há elementos repetidos na per-
mutação.
Se as letras A fossem diferentes e as letras T também, poderíamos considerar as letras B, A1, A2, A3, T1, T2,
e o total de anagramas seria P6 5 6!.

N
Mas as permutações entre as três letras A não produzirão novo anagrama. Por exemplo, todas as opções
a seguir representam o mesmo anagrama.

BATATA 
BATATA 

P
BATATA 
 ñ BATATA
BATATA 
BATATA 
BATATA 
Então precisamos dividir P6 por P3.
O mesmo ocorre com as duas letras T: precisamos dividir também P6 por P2.
IA
Portanto, o número de anagramas da palavra BATATA pode ser calculado por:
P6 6! 6 ? 5 ? 4 ? 3!
5 5 5 60
P3 ? P2 3! ? 2! 3! ? 2!
A palavra BATATA tem 60 anagramas.
Fique atento
Problemas que envolvem permutação simples ou com repetição podem ser trabalhados transformando a situação em um
anagrama, como fizemos no Explore para descobrir.
U

A fórmula que pode ser utilizada em problemas como esses é definida por:

A permutação de n elementos, dos quais um elemento é repetido R1 vezes, outro elemento é repetido
R2 vezes, e assim por diante, é dada por:
G

n!
PnR1, R2 , », Rn 5
R1! ? R 2! ? » ? Rn!

Atividades resolvidas
5. Quantos são os anagramas da palavra ARARA? Resolução
Resolução Fixamos uma letra A e fazemos os possíveis anagra-
Nesse caso, há 3 três letras A, 2 letras R e um total mas com as demais letras: CAMARAD.
de 5 letras. Neste caso são 7 letras, sendo que 3 delas se re-
5! 5 ? 4 ? 3! petem.
P53, 2 5 5 5 10
3! ? 2! 3! ? 2! 7!
P73, 1, 1, 1, 1 5 5 7 ? 6 ? 5 ? 4 5 840
Há 10 anagramas da palavra ARARA. 3!
6. Quantos anagramas da palavra CAMARADA come- Há 840 anagramas da palavra CAMARADA que co-
çam com A? meçam com A.

26
Atividades Não escreva no livro.

D
29. Em relação à palavra BEBÊ: A regra do jogo é que só é permitida a locomoção so-
bre as linhas verticais e horizontais do tabuleiro. Além
a) quantos são os anagramas?
disso, só são permitidos 2 movimentos: D (horizontal
b) quais são os anagramas? para a direita) e C (vertical para cima).
Fique atento Por exemplo, para sair de X e chegar a Y é possível per-

L
correr o trajeto DDDDC ou o trajeto DDCDD. Conside-
Por convenção, não se considera a acentuação gráfica rando as regras do jogo, responda aos itens no caderno.
nos anagramas. Na palavra bebê, por exemplo, há a
repetição de 2 letras E, independentemente de ter a) Existem quantos trajetos diferentes que saem de X
acento ou não. e chegam a Y?

N
30. Determine quantos são os anagramas das palavras: b) Existem quantos trajetos diferentes que saem de X
e chegam a Z?
a) MISSISSIPPI;
c) Existem quantos trajetos diferentes que saem de X
b) ARARAQUARA; e chegam a Z sem passar por Y?
c) ABÓBORA; 35. Elabore um problema de permutação com repetição

P
d) BISCOITO; 8!
de elementos cuja resposta seja: . Depois troque
e) ARARAQUARA que começam e terminam com A. 3!
com um colega e resolva o problema dele.
31. Em um lote imobiliário são utilizadas 30 bandeiras
exatamente iguais, senão pelas cores, para delimitar a 36. Você já deve ter ouvido falar que todos os compu-
área do novo empreendimento. As bandeiras são dis- tadores “pensam” apenas em 0 e 1. E é verdade.
postas em linha reta, na lateral do lote próxima à rodo- Todas as informações e tudo o que o seu com-
IA
via e paralela a ela, à mesma distância uma da outra. putador está fazendo neste exato momento está
sendo processado em dados compostos apenas
Tiago Donizete Leme/
Arquivo da editora

de 0 e 1. Isso é o Sistema Binário. [...]


A base binária, assim como a decimal, é capaz
de simbolizar todos os números possíveis e imagi-
náveis. No entanto, ao contrário da forma mais co-
Bandeiras verde, azul e roxa. mum, utiliza apenas os símbolos 0 e 1. No caso de
“vinte e quatro”, por exemplo, se escreve 11000. E
U

As bandeiras têm 3 cores diferentes: 12 delas são ver-


des, 8 azuis e 10 roxas. De quantas maneiras diferentes “vinte e cinco”? 11001. “Vinte e seis?” 11010. Tal-
é possível dispor as bandeiras? Indique a resposta no vez você já tenha percebido um padrão aí.
caderno, se necessário, usando fatorial.
THIBES, Victoria. Como funciona o sistema binário? Canal
32. Fabiana tem 4 camisetas iguais, sendo 2 pretas e 2 Tech. Disponível em: https://canaltech.com.br/produtos/
como-funciona-o-sistema-binario/. Acesso em: 7 jul. 2020.
brancas. De quantas maneiras diferentes ela pode em-
G

pilhar as 4 camisetas na estante do guarda-roupa? a) Considere um número binário composto de 4 alga-


rismos 0 (zero) e 3 algarismos 1 (um). Quantos nú-
33. Uma prova tem 10 questões objetivas, cada uma valen-
meros binários de 7 algarismos é possível formar?
do 1 ponto se estiver certa ou 0 ponto se estiver errada
(não há “meio certo” nas questões). De quantos modos Fique atento
diferentes é possível tirar nota 7 nessa prova?
Na computação, o bit é uma unidade de informação
34. Em um jogo é necessário escolher um trajeto que leve que assume apenas dois valores: 0 ou 1. Já um byte
de um ponto a outro do tabuleiro. é uma unidade de informação formada por 8 bits,
por exemplo: 01001100 e 10010111. Perceba que o
Z
WYM Design/Arquivo da editora

primeiro algarismo à esquerda em um byte pode ser


zero. Você verá isso no terceiro capítulo deste volume.
b) Elabore um problema de contagem envolvendo o
Y conceito de número binário. Depois, troque com
um colega: ele resolve o seu problema e você resol-
Tabuleiro
do jogo.
ve o dele. Não se esqueça de conferir a resposta do
X colega.

27
Não escreva no livro.

Leitura e compreensão

D
O quadrado mágico

Banco de imagens/
Arquivo da editora
4 9 2
A combinatória é a parte da Matemática dedica-

L
da a resolver problemas de contagem. Nos enun- 3 5 7
ciados desses problemas geralmente há uma frase
8 1 6
parecida com: “De quantas maneiras diferentes tal
fato pode ocorrer?”. Quadrado Lo Shu.

N
Ao longo do tempo, perguntas como essa foram
feitas por várias pessoas em momentos diferentes. Utilizando esse quadrado, podemos inverter, re-
Por exemplo, no livro hindu do século III a.C., intitula- fletir e rotacionar os números, de maneira a formar
do Bhagavati Sutra, aparece um problema de análise outros 7 quadrados mágicos de ordem 3. Aparente-
combinatória que pode ser descrito como: De quantas mente todos esses quadrados criados seriam diferen-

P
maneiras diferentes é possível provar os seis sabores: tes; mas, na realidade, são algebricamente iguais.
doce, picante, adstringente, azedo, salgado e amar-

Banco de imagens/
Arquivo da editora
go, tomando um, dois ou três sabores de cada vez? 4 9 2 8 1 6
Apareceram na China os quadrados mágicos.
Conta a lenda que o imperador Yu, o Grande (sécu- 3 5 7 3 5 7
Inversão do
lo XXI a.C.), passeava pela margem do rio Amarelo
IA
quadrado
quando viu uma tartaruga com estranhos desenhos 8 1 6 4 9 2

na casca. Observando bem, os desenhos sugeriam


nove números formando um quadrado mágico de or- Problemas como esses sempre foram propostos
dem 3. Esse desenho foi chamado de quadrado Lo e resolvidos sem uma teoria específica; todavia, os
Shu, que pode ser traduzido como “a folha do rio”. métodos de contagem que foram usados tanto an-
Observe no desenho a seguir a representação tigamente como hoje derivam do princípio funda-
numérica do quadrado Lo Shu. mental da contagem.
Fontes de consulta: CORREIA, Fernando C. Discalculia e
U
Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora

o ensino de análise combinatória. Dissertação (Mestrado


Profissional em Matemática em Rede Nacional) – Fundação
Universidade Federal do Amapá, Macapá, 2019. p. 30.
Disponível em: https://proceedings.sbmac.org.br/sbmac/article/
Tartaruga da download/2889/2920; SILVA, Jaime C. A história dos quadrados
lenda de Lo mágicos. Disponível em: http://www.mat.uc.pt/~mat0717/public_
Shu. Ilustração html/Cadeiras/1Semestre/O%20que%20%C3%A9%20um%20
G

adaptada da quadrado%20m%C3%A1gico.pdf. Acesso em: 9 jun. 2020.


ilustração de
Linda 1. Escreva no caderno todas as 8 possibilidades de
Braatz-Brown.
quadrados mágicos de ordem 3.

Os quadrados mágicos de ordem n são tabelas 2. Considere um tipo de quadrado mágico que não
quadradas que têm n2 casas, e cada uma delas con- tem a propriedade de a soma dos números em
tém um número diferente de maneira que a soma cada linha, coluna ou diagonal ser igual.
dos números de cada linha, coluna ou diagonal seja a) Quantos quadrados mágicos de ordem 3 é
a mesma. possível formar com 9 números distintos?
Utilizando os números de 1 a 9, quantos quadra-
b) Quantos quadrados mágicos de ordem 4 é
dos mágicos diferentes de ordem 3 podemos formar?
possível formar com 16 números distintos?
Podemos formar 1 quadrado mágico de ordem 3.
Perceba que a soma dos números em cada linha, co- c) Quantos quadrados mágicos de ordem n é
luna ou diagonal é igual a 15. possível formar com n2 números distintos?

28
Arranjos simples

D
Vimos que permutação simples de n elementos é qualquer agrupamento ordenado desses n elementos,
que não se repetem. Agora, tendo n elementos distintos, vamos estudar os agrupamentos ordenados de 1
elemento, de 2 elementos, de 3 elementos, », de p elementos, com p , n.

L
Explorando os arranjos simples
Consideremos as letras a, b, c e d. Vamos verificar quais agrupamentos ordenados diferentes de 2 letras
distintas é possível formar.

Banco de imagens/Arquivo da editora


b

N
a c
d
a
b c
d

P
a
c b
d
a
d b
IA
c
1a posição 2a posição
4 possibilidades 3 possibilidades

Na primeira posição temos 4 possibilidades (pois temos 4 elementos disponíveis: a, b, c e d). Na segunda
posição temos 3 possibilidades (utilizamos 1 elemento na primeira posição e sobraram 3 elementos).
Pelo princípio fundamental da contagem há, no total, 12 possibilidades diferentes, pois 4 ? 3 5 12.
Os 12 agrupamentos ordenados diferentes são:
ab ba ca da
U

ac bc cb db
ad bd cd dc
Esses agrupamentos são chamados arranjos simples. Arranjamos 4 elementos 2 a 2, e o número desses
arranjos diferentes que obtemos foi 12.

Formalizando os arranjos simples


G

Vejamos como calcular o número total de agrupamentos no caso geral de n elementos distintos arranjados
p a p, com p , n, ou seja, como calcular An, p (lê-se: arranjo de n elementos tomados p a p).
n! n! n!
Para n 5 p, temos An, n 5  5  5  5 n! 5 Pn
(n 2 n)! 0! 1
Para p < n, temos n elementos distintos e vamos arranjá-los p a p, considerando o número de possibili-
dades de cada etapa.
• na 1a posição: n possibilidades (pois temos n elementos disponíveis);
• na 2a posição: (n 2 1) possibilidades (pois temos (n 2 1) elementos disponíveis);
• na 3a posição: (n 2 2) possibilidades (pois temos (n 2 2) elementos disponíveis);
æ æ
• na pa
posição: n 2 (p 2 1) possibilidades (pois temos n 2 (p 2 1) elementos disponíveis).

29
Aplicando o princípio fundamental da contagem, temos que o número total de possibilidades é dado por:

D
An, p 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ?» ? n 2 (p 2 1) 
1444444424444444 3
p fatores

Fique atento

L
n 2 (p 2 1) é o mesmo que n 2 p 1 1.

Podemos ainda indicar An, p utilizando fatoriais. Temos que:


An, p 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? … ? (n 2 p 1 1)

N
(n 2 p )!
Multiplicando esse número por , temos:
(n 2 p )!
(n 2 p )! n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? É ? (n 2 p 1 1) ? (n 2 p )!
An, p 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? … ? (n 2 p 1 1) ? 5 5
(n 2 p )! (n 2 p )!

P
n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? É ? (n 2 p 1 1) ? (n 2 p ) ? (n 2 p 2 1) ? (n 2 p 2 2) ? É ? 3 ? 2 ? 1 n!
5 5
(n 2 p )! (n 2 p )!

Fique atento
(n 2 p )!
Como p < n, multiplicar um número por significa multiplicá-lo por 1; logo, o valor do número não se altera.
(n 2 p )!
IA
n!
An, p  5
Portanto: (n 2 p )!

Resumindo:

Arranjos simples de n elementos tomados p a p (p , n) são os agrupamentos ordenados que é possível


formar com p dos n elementos distintos dados.
U

Indica-se por An, p ou Anp o total desses agrupamentos, que calculamos assim:
An, p 5 n ? (n 2 1) ? (n 2 2) ? … ? (n 2 p 1 1)
ou
G

n!
An, p  5
(n 2 p )!

Exemplos:
10! 10 ? 9 ? 8 ? 7 ? 6!
a) A10, 4 5 10 ? 9 ? 8 ? 7 5 5 040 ou A10, 4 5 5 5 5 040
6! 6!
ô
(10 2 4 1 1)
8 ? 7 ? 6!
b) A8, 2 5 8 ? 7 5 56 ou A8, 2 5 5 56
6!
ô
(8 2 2 1 1)

Fique atento
Você pode usar tanto o princípio fundamental da contagem como a fórmula para calcular a quantidade de arranjos para
resolver problemas de contagem com esse tipo de agrupamento. Compreender o que está sendo feito é mais importante
do que decorar uma fórmula e aplicá-la.

30
Atividades resolvidas

D
7. Quantos números de 2 algarismos distintos podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9?

Resolução
1a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
Procuramos agrupamentos de 2 elementos em que a ordem é importante; por exemplo: 12 = 21.

L
Temos 9 elementos que devem ser arranjados 2 a 2. Assim, temos de calcular:
9! 9! 9 ? 8 ? 7!
A9, 2 5 5 5 5 72
(9 2 2)! 7! 7!
Portanto, existem 72 números de 2 algarismos distintos que podem ser escritos com os algarismos de 1 a 9.

N
2a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Para o algarismo das dezenas, temos 9 opções; para o algarismo das unidades, apenas 8 opções, pois não
podemos repetir algarismos. Assim, temos: 9 ? 8 5 72. Portanto, são 72 números.

8. Responda aos itens no caderno.

a) Quantas palavras (que pertencem à língua portuguesa ou não) de 4 letras distintas podemos formar com as

P
letras da palavra CONTAGEM?
b) Quantas dessas palavras começam com E?
c) Quantas terminam com TA?
d) Quantas contêm a letra M?
e) Quantas não contêm a letra M?
IA
Resolução
a) 1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Temos 8 possibilidades para a 1a letra, 7 para a 2a, 6 para a 3a e 5 para a 4a letra.
Assim, temos: 8 ? 7 ? 6 ? 5 5 1 680.
São 1 680 palavras.
2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
8! 8! 8 ? 7 ? 6 ? 5 ? 4!
A8, 4 5 5 5 5 8 ? 7 ? 6 ? 5 5 1 680
U

(8 2 4)! 4! 4!
São 1 680 palavras.
b) 1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Fixando E como 1a letra, restam 7 possibilidades para a 2a letra, 6 para a 3a e 5 para a 4a letra.
Assim, temos: 7 ? 6 ? 5 5 210.
G

São 210 palavras.


2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
Fixando E como 1a letra, temos de arranjar as 3 restantes das 7 que sobraram.
7! 7! 7 ? 6 ? 5 ? 4!
Assim, temos: A7, 3 5 5 5 5 7 ? 6 ? 5 5 210.
(7 2 3)! 4! 4!
São 210 palavras.
c) 1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Fixando TA como 3a e 4a letras, restam 6 possibilidades para a 1a letra e 5 para a 2a. Assim, temos: 6 ? 5 5 30.
São 30 palavras.
2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
Fixando as 2 últimas letras como sendo TA, temos de arranjar as 2 iniciais das 6 que sobraram.
6! 6! 6 ? 5 ? 4!
Assim, temos: A6, 2 5 5 5 5 6 ? 5 5 30.
(6 2 2)! 4! 4!
São 30 palavras.

31
d) 1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.

D
Fixando M como 1a letra, restam 7 possibilidades para a 2a letra, 6 para a 3a e 5 para a 4a letra.
Assim, temos: 7 ? 6 ? 5 5 210.
Como podemos colocar M de 4 maneiras diferentes:
M __ __ __; __ M __ __; __ __ M __ e __ __ __ M.
Temos: 4 ? 210 5 840.

L
São 840 palavras.
2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
7! 7! 7 ? 6 ? 5 ? 4!
Colocando M na primeira posição, temos: A7, 3 5 5 5 5 7 ? 6 ? 5 5 210.
(7 2 3)! 4! 4!
São 210 possibilidades para as outras letras.

N
Da mesma maneira, teremos 210 possibilidades para M para cada uma das 3 outras posições: na 2a, na 3a e
na 4a posição. Assim, temos: 4 ? 210 5 840.
São 840 palavras.
e) 1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Sem M, teremos 7 letras para compor a palavra: 7 possibilidades para a 1a letra, 6 para a 2a, 5 para a 3a e 4
para a 4a letra. Assim, temos: 7 ? 6 ? 5 ? 4 5 840.

P
São 840 palavras.
2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
Retirando M, passamos a ter 7 letras. Os anagramas devem conter 4 letras.
7! 7! 7 ? 6 ? 5 ? 4 ? 3!
Assim, temos: A7, 4 5 5 5 5 7 ? 6 ? 5 ? 4 5 840.
(7 2 4)! 3! 3!
IA
São 840 palavras.
9. De quantas maneiras diferentes 3 entre 5 pessoas podem se sentar, lado a lado, em um banco retilíneo que tem
apenas 3 lugares?
Resolução
1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
É possível que qualquer uma das 5 pessoas se sente no 1o lugar do banco; sobram 4 pessoas para o 2o lugar e
3 pessoas para o 3o lugar.
Então, são 5 ? 4 ? 3 5 60; ou seja, 60 maneiras.
U

2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.


Estamos interessados nos agrupamentos ordenados de 3 elementos, retirados de 5 elementos.
5!
A5, 3 5 5 5 ? 4 ? 3 5 60
2!
Portanto, há 60 maneiras diferentes.
G

10. Com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, quantos números de 3 algarismos distintos maiores do que 300 podemos
formar?
Resolução
Para números maiores do que 300, é necessário que o algarismo da centena seja 3, 4, 5 ou 6. Assim, temos 4
possibilidades para a centena.
1a maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Para a dezena, 5 possibilidades, pois não podemos repetir o algarismo da centena.
Sobram 4 possibilidades para o algarismo da unidade.
Assim, temos: 4 ? 5 ? 4 5 80.
Podemos formar 80 números.
2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de arranjos.
Para os algarismos da dezena e da unidade temos A5, 2 possibilidades.
5!
Portanto, podemos formar: 4A5, 2 5 4 ? 5 4 ? (5 ? 4) 5 80.
3!
Podemos formar 80 números.

32
Atividades

D
Não escreva no livro.

37. Calcule: 43. Um estudante tem 6 lápis de cores diferentes. De quan-


a) A4, 2 c) A8, 2 e) A5, 1 g) A8, 5 tas maneiras diferentes ele poderá pintar os estados da
região Sudeste do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Mi-
b) A6, 3 d) A4, 4 f) A7, 0 h) An, 0 nas Gerais e Espírito Santo), cada um de uma cor?
38. Determine a expressão correspondente a:

L
44. De quantas maneiras diferentes podemos acomodar 4
a) Ax, 2 b) Ax 2 3, 2 c) A2x 1 1, 3 estudantes, cada um em uma carteira, em uma sala de
aula que dispõem de 30 carteiras?
39. Determine o valor de x nas equações:
a) Ax 2 1, 2 5 30 b) Ax, 3 5 x3 2 40 45. Dispomos de 7 cores e queremos pintar as 5 regiões
brasileiras em um mapa do Brasil, cada uma de uma

N
40. Um clube tem 30 membros. A diretoria é formada por cor. De quantas maneiras isso pode ser feito?
um presidente, um vice-presidente, um secretário e um
tesoureiro. Se uma pessoa pode ocupar apenas um 46. Considere as regiões de um continente, um país ou um
desses cargos, de quantas maneiras diferentes é possí- estado do mapa-múndi. Em seguida, elabore um pro-
vel formar uma diretoria? Tente resolver essa atividade blema como o anterior que use essas regiões. Depois
de 2 maneiras, usando o princípio fundamental da con- troque com um colega e resolva o problema dele.

P
tagem e usando a fórmula para o cálculo de arranjos,
47. Os cargos de presidente e vice-presidente de um grê-
depois compare as resoluções.
mio estudantil serão ocupados, respectivamente, pelo
41. Em um sofá, como o da imagem a seguir, há lugares primeiro e segundo colocado em uma eleição na qual
para 4 pessoas. De quantas maneiras diferentes po- concorrem 15 estudantes. De quantas maneiras dife-
dem se sentar apenas 4 de um grupo de 6 pessoas? rentes é possível preencher esses cargos?

48. A Fórmula 1 (F1) é a competição de mais alto nível


IA
Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora

do mundo envolvendo motores automobilísticos. A


origem dela se deu em 1950 e já contou com as mais
variadas regras, como a proibição do reabastecimento
e de pilotos da mesma equipe poderem trocar de car-
ros ao longo da corrida. Contudo, uma regra sempre
foi a mesma, a quantidade de pilotos a subir ao pódio
no final da corrida é sempre 3.
Fonte de consulta: ESTADÃO. Fórmula 1 elimina abastecimento
e aumenta pontuação. Disponível em: https://esportes.estadao.
U

Um sofá de 4 lugares é planejado para acomodar com.br/noticias/velocidade,formula-1-elimina-abastecimento-e-


4 pessoas confortavelmente. aumenta-pontuacao,522209. Acesso em: 8 jun. 2020.

42. De quantas maneiras diferentes podemos escolher Se, em uma temporada, cada corrida tinha 20 pilotos
aleatoriamente uma pivô e uma armadora em um gru- competindo, de quantas maneiras o pódio poderia ser
po de 12 jogadoras de basquete? As imagens não estão formado?
representadas em proporção
G

49. Uma família de 12 pessoas decide aproveitar as férias


Cris Bouroncle/AFP

de fim de ano fazendo uma viagem em grupo. Eles


pretendem partir do Rio de Janeiro (RJ) em direção
a Fortaleza (CE) de ônibus. No momento da compra
das passagens, havia 15 lugares vazios no ônibus. De
quantas maneiras distintas é possível organizar essa fa-
mília nos 15 lugares restantes do ônibus?
15!
a) c) 12! e) 15! ? 3!
3!
15!
b) 15! d)
3! ? 12!
50. Responda no caderno às questões:
a) Quantos números de 4 algarismos distintos podem
Seleção brasileira de basquete feminino recebendo a
medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima em ser formados pelos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8?
2019. b) Quantos desses números formados são ímpares?

33
Não escreva no livro.

D
51. Considere os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. pre no 1o dia do ano. Até 1988, essa competição iniciava
nas últimas horas do dia 31 de dezembro e terminava nas
a) Quantos números de 3 algarismos distintos pode-
primeiras horas da madrugada do dia 1o de janeiro, ou
mos escrever?  
seja, começava em um ano e terminava em outro.
b) Quantos números de 4 algarismos distintos que ter-

Ronaldo Silva/Futura Press


minem com 7 podemos escrever?

L
c) Quantos números de 7 algarismos distintos que ini-
ciem com 3 e terminem com 8 podemos escrever?
d) Quantos números de 7 algarismos distintos pode-
mos escrever com os algarismos 5 e 6 sempre jun-
tos e nessa ordem?

N
e) Quantos números pares de 4 algarismos distintos
podemos formar?
52. Responda aos itens no caderno.
a) Quantos anagramas podemos formar com as letras

P
da palavra FILHO?
A corrida de São Silvestre ocorre em uma região central
b) Quantos anagramas de 4 letras distintas é possível da cidade de São Paulo. O percurso total, que tem 15 km,
formar com as letras da palavra FILHO? começa e termina na Avenida Paulista. Foto de 2019.
c) Quantos desses anagramas de 4 letras começam
Considere que 4 quenianos, 3 argelinos, 4 brasileiros
com O?
e 2 franceses compõem o grupo que cruzou primeiro
d) Quantos desses anagramas de 4 letras terminam a linha de chegada.
IA
com FI?
a) De quantos modos diferentes podemos compor os
e) Quantos desses anagramas de 4 letras contêm a 3 primeiros lugares desse pódio?
letra I?
b) De quantos modos diferentes podemos compor os
53. Uma das mais tradicionais provas de atletismo que ocorre 3 primeiros lugares de maneira que haja, pelo me-
no Brasil é a corrida de São Silvestre, que acontece sem- nos, 1 brasileiro?

Combinações simples
U

Vimos que arranjo simples de n elementos é qualquer agrupamento ordenado que é possível formar
com p dos n elementos distintos. Agora, vamos estudar as combinações simples de n elementos distintos
tomados p a p.
G

Explorando as combinações simples


Explore para descobrir Não escreva no livro.

Reúna-se com um colega e respondam aos itens no caderno.

1. É preciso escolher 2 estudantes de um grupo de 4 para assumir os cargos de diretor e vice-diretor de um grêmio estudantil.
a) De quantas maneiras diferentes podemos escolher esses 2 estudantes? Escreva no caderno todas as possibilidades.
Dica: use uma letra diferente para identificar cada um dos 4 estudantes.
b) Considere que, após uma nova decisão de que a gestão do grêmio seria horizontal, os cargos de diretor e vice-diretor se
transformaram em cargos iguais, com as mesmas tarefas e atribuições. Retome as possibilidades que você listou no item
anterior, verifique quais escolhas de estudantes passaram a ser equivalentes agora que os cargos são iguais e responda:
Quantas vezes cada escolha de estudantes se repete na lista? Dica: pinte da mesma cor as escolhas equivalentes.
c) Considerando a situação do item anterior, de quantas maneiras diferentes é possível escolher uma dupla em um
grupo de 4 estudantes para ocupar os 2 cargos de diretores?

34
Não escreva no livro.

D
2. Para compor o grêmio, também é preciso escolher 3 entre 4 estudantes para os cargos de tesoureiro sênior, tesoureiro
pleno e tesoureiro júnior.

a) De quantas maneiras diferentes podemos escolher esses 3 estudantes para ocupar cada um dos cargos? Liste no
caderno todas as possibilidades para justificar sua resposta.

b) Com a decisão de tornar a gestão horizontal, os 3 cargos passaram a ter atribuições iguais, sendo nomeados ape-

L
nas de tesoureiro. Retome a lista de possibilidades que você escreveu no item anterior, verifique quais escolhas de
estudantes passaram a ser equivalentes agora que os cargos são iguais e responda: Quantas vezes cada escolha de
estudantes se repete na lista? Dica: pinte da mesma cor as escolhas equivalentes.

c) Considerando a situação do item anterior, de quantas maneiras diferentes é possível escolher um trio em um grupo
de 4 estudantes para ocupar os 3 cargos de tesoureiro?

N
3. Analise os cálculos que você realizou anteriormente. Converse com um colega e explique como o item c das atividades
1 e 2 poderia ser calculado sem precisar listar todas as possibilidades.

Vejamos como analisar as situações do Explore para descobrir utilizando conjuntos. Fique atento

P
Um conjunto é formado por elementos que podem ser números, pessoas, objetos, O conjunto vazio
etc. Podemos representar um conjunto colocando os elementos dele entre chaves, se- é um conjunto
parados por vírgula. Por exemplo, indicamos o conjunto A dos números naturais pares em que não
de 1 a 10 por A 5 {2, 4, 6, 8, 10}. há elementos.
Ele pode ser
Considere dois conjuntos, C e D. Se todos os elementos de C forem também ele-
representado
mentos de D, dizemos que C é subconjunto de D, ou que C está contido em D. Por
IA
como V 5 { } ou
exemplo, o conjunto B dos números naturais múltiplos de 2 e de 3 simultaneamente, como V 5 0. O
entre os números 1 a 10, pode ser representado por B 5 {6} e é um subconjunto de conjunto vazio está
A 5 {2, 4, 6, 8, 10}. Indicamos assim: B ú A (lê-se B está contido em A). contido em todos
os conjuntos que
Nas situações que envolvem contagem, o conceito de combinação está intuitiva-
existem.
mente associado à noção de escolher subconjuntos.
No item b da atividade 1 do Explore para descobrir, é preciso escolher dois entre Fique atento
quatro estudantes. Como os cargos passaram a ser equivalentes, a ordem de escolha
A ordem em que
não importa. os elementos
U

Representando os quatro estudantes por a, b, c e d, precisamos determinar todos aparecem dentro


os subconjuntos de dois elementos do conjunto de quatro elementos {a, b, c, d}. de um conjunto não
Podemos formar as seguintes combinações de dois elementos: {a, b}, {a, c}, {a, d}, é importante. Por
exemplo, o conjunto
{b, c}, {b, d} e {c, d}. Cada combinação dessa dá origem a dois arranjos diferentes,
{a, b, c} é igual
por exemplo, ao permutar todos os elementos da combinação {a, b}, encontramos os ao conjunto {a, c,
G

arranjos: ab e ba. Isso significa que o número de arranjos de quatro elementos, toma- b}, que é igual ao
dos dois a dois é duas vezes o número de combinações de quatro elementos tomados conjunto {b, c, a}.
dois a dois.
Analogamente, é possível fazer a mesma análise para o item b da atividade 2 do
Explore para descobrir. Nesse item é preciso escolher três entre quatro estudantes em
uma situação em que a ordem de escolha não importa.
Representando os quatro estudantes por a, b, c e d precisamos determinar todos
os subconjuntos de três elementos do conjunto de quatro elementos {a, b, c, d}.
Podemos formar as seguintes combinações de três elementos: {a, b, c}, {a, b, d},
{a, c, d}, {b, c, d}.
Cada combinação dessas dá origem a seis arranjos, permutando de todos os mo-
dos possíveis os três elementos. Por exemplo: ao permutar todos os elementos da
combinação {a, b, c}, encontramos os arranjos: abc, acb, bac, bca, cab, cba. Isso signi-
fica que o número de arranjos de quatro elementos tomados três a três é seis vezes o
número de combinações de cinco elementos tomados três a três.

35
Veja outros exemplos a seguir.

D
a) Ane, Elisa, Felipe, Gustavo e Igor formam uma equipe. Eles precisam se organizar em duplas para confec-
cionar uma apresentação. Quais e quantas são as possibilidades?
Representemos por a: Ane, e: Elisa, f: Felipe, g: Gustavo e i: Igor. Precisamos determinar todos os sub-
conjuntos de dois elementos do conjunto de cinco elementos {a, e, f, g, i}.
Os subconjuntos de dois elementos desse conjunto são: {a, e}, {a, f }, {a, g}, {a, i}, {e, f }, {e, g}, {e, i},

L
{f, g}, {f, i}, {g, i}.
A esses subconjuntos chamamos combinações simples de cinco elementos tomados com dois elemen-
tos, ou tomados dois a dois. Neste caso, o total de combinações é dez.
b) Julio precisa escolher quatro entre seis opções

5 second Studio/Shutterstock
N
de frutas para fazer uma salada de frutas. De
quantas maneiras diferentes ele pode fazer
essa escolha?
Representemos por a, b, c, d, e, f as seis fru-
tas que podem ser escolhidas. Precisamos

P
determinar todos os subconjuntos de quatro
elementos do conjunto de seis elementos
{a, b, c, d, e, f }.
Os subconjuntos de quatro elementos desse
conjunto são: {a, b, c, d}, {a, b, c, e}, {a, b, c, f },
{a, b, d, e}, {a, b, d, f }, {a, b, e, f }, {a, c, d, e}, Existem muitas combinações possíveis de ingredientes para
IA
{a, c, d, f }, {a, c, e, f }, {a, d, e, f }, {b, c, d, e}, montar uma salada de frutas.
{b, c, d, f }, {b, c, e, f }, {b, d, e, f }, {c, d, e, f }.
Esses são os subconjuntos de combinações simples de seis elementos tomados quatro a quatro. O
número de combinações é 15.

Formalizando as combinações simples


A cada combinação de n elementos distintos tomados p a p correspondem p! arranjos, que são obtidos
U

pela permutação dos elementos da combinação, ou seja:


n!
An, p   (n 2 p ) ! n! An,p   n!
Cn, p 5 5 5 ~ C n, p 5 ou C n, p 5
p! p! p! ? (n 2 p ) ! p! p! ? (n 2 p ) !

Calcular o número total de combinações simples de n objetos tomados p a p é o mesmo que perguntar de
G

quantos modos diferentes podemos selecionar p objetos distintos entre n objetos distintos dados. Por esse
motivo, a ordem dos elementos não importa em contextos que envolvem a combinação.

Fique atento
Como são subconjuntos de um conjunto, a ordem dos elementos não importa. Só consideramos subconjuntos distintos os
que diferem pela natureza dos próprios elementos.

Combinações simples de n elementos tomados p a p (p , n) são os subconjuntos com exatamente p ele-


mentos que se podem formar com os n elementos dados.

n 
Indica-se por Cn, p, ou C np, ou   o número total de combinações de n elementos tomados p a p, e
 p
n! An, p  
calcula-se por Cn, p 5 ou Cn, p 5 .
p! ? (n 2 p )! p!

36
Fique atento Não escreva no livro.

D
n  n  n!
Chama-se número binomial o número   , com n e p naturais, n . p, tal que   5
p
   p  p! ? (n 2 p ) !
(n é o numerador e p é a classe do número binomial).
Exemplo:
 5 5! 5! 5 ? 4 ? 3!

L
 2 5 2! ? (5 2 2)! 5 2! ? 3! 5 2 ?1? 3! 5 10 5 C5, 2

Como foi observado, do mesmo modo que é possível obter a fórmula do número
total de combinações de n elementos distintos tomados p a p, por meio da divisão do
número de arranjos de n elementos distintos tomados p a p pelo número de permu-

N
tações de p elementos distintos, podemos obter a combinação sem usar a fórmula.
Isso será feito nas atividades resolvidas das próximas páginas.

Propriedade das combinações

P
Observemos que:
3! 3!
C3, 2 5 C3, 1, pois C3, 2 5 5 3 e C3, 1 5 5 3.
2! ? 1! 1! ? 2!
2 1 1 5 3
A5, 3   5?4?3 A5, 2   5?4
C5, 3 5 C5, 2, pois C5, 3 5 5 5 10 e C5, 2 5 5 5 10
3! 3 ? 2 ?1 2! 2 ?1
IA
3 1 2 5 5

De modo geral, vale a propriedade:

Cn, p 5 Cn, n 2 p

n! n! n!
pois: Cn, p 5  5 5  5 Cn, n 2 p 
p! ? (n 2 p )! (n 2 p )! ? p! (n 2 p )! ? (n 2 (n 2 p ))!
U

Essa propriedade é muito útil para simplificar os cálculos e é conhecida por igual-
dade de combinações complementares.

Reflita
Para p 5 n, temos Cn, n. Qual é o valor de Cn, n?
G

Atividades resolvidas
11. De quantos modos diferentes um técnico pode escalar um time de basquete tendo à disposição 12 atletas que
jogam em qualquer posição?

Resolução
1a maneira: sem usar a fórmula para o cálculo da quantidade de combinações.
No time de basquete, são 5 jogadores a serem escolhidos entre 12.
Se considerarmos que a ordem dos jogadores importa, o número de possibilidades seria 12 ? 11 ? 10 ? 9 ? 8 5
5 95 040.
Como os atletas jogam em qualquer posição, a ordem não importa. Então, para calcular o número de modos
diferentes que o técnico pode escalar o time, devemos dividir 95 040 pelo fatorial da quantidade de elementos
95 040 95 040
escolhidos (5 elementos): 5 5 792.
5! 120
É possível escalar o time de basquete de 792 modos diferentes.

37
2a maneira: usando a fórmula para o cálculo da quantidade de combinações.

D
Procuramos o número total de subconjuntos (ou combinações) com 5 elementos tirados de um conjunto de
12 elementos. A ordem não importa; cada subconjunto difere um do outro apenas pela natureza dos elementos.
A 12 ? 11 ? 10 ? 9 ? 8
C12, 5 5 12, 5 5 5 11 ? 9 ? 8 5 792
5! 5 ? 4 ? 3 ? 2 ?1
É possível escalar o time de basquete de 792 modos diferentes.

L
12. Com 6 mulheres e 5 homens, quantas comissões de 6 pessoas, com exatamente 4 mulheres, podem ser
formadas?
Resolução
Para formar cada comissão, devemos escolher 4 mulheres e 2 homens.
Escolha das mulheres: C6, 4

N
Escolha dos homens: C5, 2
Pelo princípio fundamental da contagem, multiplicamos esses números. Logo:
6! 5! 6! 5! 6 ? 5 ? 4! 5 ? 4 ? 3! 30 20
C6, 4 ? C5, 2 5 ? 5 ? 5 ? 5 ? 5 15 ? 10 5 150
4! ? (6 2 4)! 2! ? (5 2 2)! 4! ? 2! 2! ? 3! 4! ? 2! 2! ? 3! 2 2
Assim, podem ser formadas 150 comissões diferentes com 6 pessoas (4 mulheres e 2 homens) em cada uma

P
delas.
13. Em um plano marcamos 6 pontos distintos, dos quais 3 nunca estão alinhados.
a) Quantos segmentos de reta podemos traçar ligando-os 2 a 2?
b) Quantos triângulos podemos formar tendo sempre 3 desses pontos como vértices?
A

Banco de imagens/Arquivo da editora


Resolução B
IA
a) Marcamos 6 pontos em um plano, onde não há 3 deles alinhados. F
Como em cada segmento de reta há 2 extremos e, por exemplo, o segmento de reta AD C
é o mesmo que o segmento de reta DA , o número de segmentos de reta é dado por E
6?5
C6, 2 5 5 15.
2 D
Portanto, podemos traçar 15 segmentos de reta diferentes. A

Banco de imagens/Arquivo da editora


b) Como cada triângulo fica determinado por 3 pontos não colineares, temos, indepen- B
dentemente da ordem deles: F
U

6 ?5?4 C
C6, 3 5 5 5 ? 4 5 20
3 ? 2 ?1 E
Logo, podemos formar 20 triângulos diferentes.
D
14. De quantas maneiras distintas podemos colocar 10 bolas de cores diferentes em 3 urnas de modo que fiquem
2 bolas na primeira urna, 3 bolas na segunda urna e 5 bolas na terceira?
G

Resolução
Há C10, 2 maneiras de escolher as 2 bolas que ficarão na primeira urna. Para cada maneira, há C8, 3 possibilidades de
escolher as 3 bolas que ficarão na segunda urna. Pelo princípio fundamental da contagem há, então, C10, 2 ? C8, 3
maneiras de distribuir 2 bolas na primeira urna e 3 bolas na segunda urna. Para cada uma dessas possibilidades, há
C5, 5 maneiras de colocar 5 bolas na terceira urna.
Portanto, novamente pelo princípio fundamental da contagem, há C10, 2 ? C8, 3 ? C5, 5 maneiras diferentes de colo-
car 2 bolas na primeira urna, 3 bolas na segunda urna e 5 bolas na terceira urna.
10! 8! 5! 10 ? 9 ? 8! 8 ? 7 ? 6 ? 5! 5!
C10, 2 ? C8, 3 ? C5, 5 5 ? ? 5 ? ? 5 45 ? 56 ? 1 5 2 520
2! ? 8! 3! ? 5! 5! ? 0! 2 ? 1 ? 8! 3 ? 2 ? 1 ? 5! 5! ? 0
Portanto, há 2 520 possibilidades diferentes de fazer essa distribuição.

Resolvida passo a passo


15. No primeiro dia de aula de Matemática do 2o ano, 30 estudantes estavam presentes na sala de aula. Para que
se conhecessem melhor, o professor sugeriu aos estudantes que cumprimentassem os colegas com um único
aperto de mão e uma breve apresentação. Qual foi o total de apertos de mão?

38
Não escreva no livro.
Resolução

D
1. Lendo e compreendendo
a) O que é dado no problema?
O problema informa que há 30 estudantes em uma sala de aula. Eles vão se cumprimentar com um aperto
de mão e uma pequena apresentação.
b) O que se pede?

L
Pede-se o número total de cumprimentos (apertos de mão) entre os estudantes.
2. Planejando a solução
Há várias maneiras de resolver este problema. Vejamos duas delas:
1a maneira: elaborando diagramas e analisando casos mais simples.
2a maneira: usando o raciocínio combinatório, mais especificamente, a ideia de combinação.

N
3. Executando o que foi planejado
1a maneira: com diagramas.
Os diagramas a seguir representam os cumprimentos para 1, 2, 3, 4 e 5 pessoas.
C

Ilustrações: Banco de imagens/


Arquivo da editora
A A B

P
B D
A A B
1 pessoa 2 pessoas
B C D C
3 pessoas 4 pessoas A E
5 pessoas
Observe que o problema dos cumprimentos se reduz à contagem do número de segmentos de reta necessários
para conectar vários pontos.
IA
Vamos analisar o caso de 4 pessoas.
A pessoa A cumprimenta 3 pessoas: B, C e D (3 cumprimentos).
A pessoa B também cumprimenta 3 pessoas: A, C e D (3 cumprimentos).
E assim por diante. Cada pessoa cumprimenta outras 3 pessoas.
Parece então que teremos 4 ? 3 ou 12 cumprimentos. Mas note que os cumprimentos entre A e B foram contados
2 vezes. Isso ocorre com cada uma das 4 pessoas. Consequentemente, cada cumprimento foi contado 2 vezes.
4?3
Assim, para obter a resposta, precisamos dividir 12 por 2, ou seja, calcular 5 6, que é igual ao número
2
de segmentos de reta traçados na figura (AB, AC , AD, BC , BD, CD ) .
U

5?4
Faça esse mesmo raciocínio para o caso de 5 pessoas. Você descobrirá que serão ou 10 cumprimentos
2
ou 10 segmentos de reta ligando 5 pontos não alinhados do plano.
Podemos usar esse raciocínio para um número qualquer de pessoas. Usando a estratégia anterior, nosso pro-
30 ? 29 870
blema fica resolvido calculando 5 , ou seja, 435 cumprimentos.
G

2 2
2a maneira: usando o raciocínio combinatório.
São 30 estudantes que vão se cumprimentar. Já vimos que não importa a ordem no cumprimento, ou seja, se
A cumprimenta B, então B já cumprimentou A (o cumprimento não ocorre duas vezes, apenas uma). Assim,
estamos combinando 30 estudantes, 2 a 2. Para encontrar o número total de combinações, calculamos:
30! 30 ? 29 ? 28! 30 ? 29 870
C30, 2 5 5 5 5 5 435
2! ? (30 2 2)! 2! ? 28! 2 2
Então, temos 435 cumprimentos diferentes.
4. Emitindo a resposta
Quando 30 estudantes se cumprimentam com um aperto de mão, há 435 cumprimentos diferentes no total.
5. Ampliando o problema
a) E se fossem 20 estudantes, qual seria o total de cumprimentos? Escolha uma das maneiras e resolva.
b) Troque ideias com os colegas sobre qual foi a maneira mais criativa de resolver o problema, qual foi a mais
fácil, qual foi a mais rápida. Justifique suas escolhas.

39
Não escreva no livro.

Além da sala de aula

D
Afinação do cavaquinho

João Fávero/Fotoarena
O samba é um dos elementos mais representativos da cultura brasileira. O sam-

L
ba surgiu por volta do século XIX no estado da Bahia, mas encontrou espaço para
se desenvolver no Rio de Janeiro. Durante algum tempo foi marginalizado por ser
uma dança e um estilo musical ligado à cultura preta; apenas por volta de 1940,
durante o governo de Getúlio Vargas, foi que o samba ganhou reconhecimento e

N
passou a ser tido como um símbolo nacional.
No samba, a harmonia é feita por instrumentos de corda; os mais populares
são o violão e o cavaquinho. O cavaquinho é um instrumento português, cria-
do na região de Braga e levado por imigrantes lusitanos para vários lugares do
mundo, entre eles o Brasil. Por ser um instrumento de quatro cordas, a afinação

P
do cavaquinho varia de acordo com a região do mundo em que ele se encontra.
No cavaquinho, as notas podem ser tocadas individualmente ou juntas. Como O cavaquinho é similar a um
o cavaquinho tem quatro cordas, pode soar até quatro notas diferentes de uma violão, mas é menor e tem
única vez, uma em cada corda. As notas soam harmônicas quando tocadas juntas, apenas quatro cordas.
dependendo da posição delas na escala musical. Uma nota dó, por exemplo, harmoniza com uma nota mi;
então, tocá-las simultaneamente resulta em um som mais agradável do que tocar um fá com um si (duas notas
IA
que não se harmonizam ou, como são chamadas na teoria musical, que são dissonantes).
A afinação colabora para que seja possível soar ao mesmo tempo diferentes conjuntos de notas. No caso
do cavaquinho, a afinação tem a ver com a espessura da corda e a tensão à qual ela está sendo submetida.
Cada corda gera uma nota musical diferente e, geralmente, é estabelecido um padrão para a sequência de
notas nas cordas do instrumento. No cavaquinho, em especial, existem diferentes afinações, isto é, exis-
tem diferentes sequências de notas para as quatro cordas; essa escolha é feita de acordo com os costumes
etnográficos da comunidade. Perceba que as diferentes combinações de afinação fazem do cavaquinho um
instrumento adaptável ao tipo de música tocado em cada região.
U

Fontes de consulta: PORTILHO, Gabriela. Como surgiu o samba? Superinteressante, São Paulo, 4 jul. 2018. Disponível em:
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-surgiu-o-samba/#:~:text=Muito%20parecido%20com%20a%20; PREFEITURA DO RIO
DE JANEIRO. O cavaquinho. Cidades das Artes, Rio de Janeiro, 21 abr. 2014. Disponível em: http://cidadedasartes.rio.rj.gov.br/noticias/
interna/341. Acessos em: 2 jul. 2020.

1. Considere que as cordas de um cavaquinho têm as seguintes possibilidades para a afinação:


G

• a primeira corda pode ser afinada em ré ou mi;


• a segunda corda pode ser afinada em LÁ, SI ou dó;
• a terceira corda pode ser afinada em MI, FÁ ou SOL;
• a quarta pode ser afinada em DÓ ou RÉ.
a) Sabendo que as notas dó, ré e mi são exatamente uma oitava (conjunto das 7 notas musicais) mais
agudas do que as notas DÓ, RÉ e MI, respectivamente, nesse cenário, quantas são as possibilidades de
afinação desse cavaquinho?
b) Nas condições do enunciado, você calculou no item anterior uma quantidade de afinações diferentes.
Se considerássemos outras condições, poderíamos ter muito mais possibilidades de afinações. Você
concorda com essa afirmação? O que ela implica em termos de possibilidades musicais?

2. Pesquise se na sua comunidade existem instrumentos musicais com afinações específicas. Procure com-
preender os motivos e resultados dessas escolhas. Depois, compartilhe sua descoberta com os colegas.

40
Atividades Não escreva no livro.

D
54. Em uma prova de 10 questões, o estudante deve esco- a) 3 bolas?
lher apenas 8 para resolver. De quantas maneiras dife- b) 3 bolas azuis e 2 vermelhas?
rentes ele poderá escolher essas 8 questões?
c) 3 bolas vermelhas e 2 azuis?
55. De quantos modos diferentes é possível formar uma co-
63. Um rapaz tem 5 bermudas de cores diferentes e 6 ca-

L
missão de 5 estudantes, em uma turma de 30 estudantes?
misetas com estampas distintas. De quantas maneiras
56. De quantos modos diferentes podemos formar triân- diferentes ele pode escolher:
gulos de maneira que os vértices do triângulo coinci- a) 1 bermuda e 1 camiseta?
dam com 3 vértices de um heptágono regular?
b) 2 bermudas e 2 camisetas para um passeio?
57. Foram escolhidas 4 cartas de um baralho de 52 cartas.

N
c) 4 peças quaisquer de roupas, entre bermudas e ca-
De quantas maneiras diferentes essas cartas poderiam misetas, para uma viagem?
ter sido escolhidas?
64. Elabore um problema cuja resposta seja C5, 2 ? C6, 3.
58. Em um grupo de 10 pessoas estão Anderson e Eduar-
do. Quantas comissões diferentes de 5 pessoas pode- 65. Uma turma tem 24 estudantes, sendo 10 garotas e
mos formar: 14 garotos. De quantos modos diferentes podemos

P
escolher:
a) em que ambos estejam presentes?
a) 3 garotos e 2 garotas?
b) em que nenhum deles esteja presente?
b) 5 estudantes quaisquer?
c) em que apenas um deles esteja presente?
c) 1 garoto e 1 garota?
59. Elabore um problema como o anterior, mas com um
66. Em um grupo há 5 homens e 6 mulheres. De quantas
número diferente de pessoas e uma nova condição
IA
maneiras diferentes podemos escolher uma comissão
para a formação das comissões. Depois, troque com
de 4 pessoas com:
um colega para que um resolva o problema do outro.
a) exatamente 3 homens?
60. A demanda por soluções alimentares saudáveis vem
b) pelo menos 3 homens?
crescendo. Por isso, é cada vez mais comum que es-
tabelecimentos comerciais ofereçam opções de co- c) no máximo 1 homem?
midas variadas, por exemplo, do tipo low carb, sem 67. Considere 10 pontos, sendo 6 na reta r e 4 na reta s. De
lactose, sem glúten e sem produtos de origem animal. quantos modos diferentes podemos formar triângulos
Uma empresa desse ramo oferece saladas nas quais com vértices nesses pontos?
misturam-se 10 ingredientes diferentes, escolhidos
U

Banco de imagens/
Arquivo da editora
pelo cliente, de um menu com 30 opções. O dono
dessa empresa quer fazer uma propaganda indicando
a quantidade de combinações possíveis de ingredien-
s
tes para mostrar ao público-alvo que as possibilidades
são tantas que o cliente pode sempre montar novas 68. Quantos quadriláteros é possível formar de modo que
G

saladas, sem ter que repetir as combinações. os lados dele estejam sobre as linhas da figura a seguir?
a) Que número de combinações deve ser colocado na
Banco de imagens/
Arquivo da editora

propaganda?
b) Utilize uma calculadora para descobrir quantos anos
são necessários para esgotar o número de opções,
considerando que o cliente faça diariamente 3 refei-
ções no estabelecimento, sem repetir as combinações.
61. A diretoria de uma associação é formada por 10 pes-
soas: 6 mulheres e 4 homens. De quantas maneiras po- 69. Em um pequeno hospital de uma cidade do interior
demos formar uma comissão dessa diretoria que tenha trabalham 6 médicos, 9 enfermeiros e 10 auxiliares.
3 mulheres e 2 homens? Para atender à demanda, o trabalho é dividido em
62. Uma urna contém 5 bolas azuis numeradas de 1 a 5 turnos. De quantos modos diferentes é possível pre-
e 4 bolas vermelhas numeradas de 1 a 4. De quantas encher um turno com os profissionais disponíveis se
maneiras diferentes podemos selecionar: cada turno precisa de 2 médicos, 3 enfermeiros e
3 auxiliares?

41
Tecnologias digitais

D
Permutação simples, arranjo e combinação na planilha eletrônica
Acompanhe como utilizar o software livre LibreOffice para calcular o número de Software livre

L
agrupamentos simples como permutações, arranjos e combinações.
Qualquer programa
O LibreOffice é um software livre que oferece 6 aplicativos: editor de texto, planilha gratuito de computador
eletrônica, editor de apresentação de slides, editor de desenho, editor de fórmulas e cujo código-fonte é
disponibilizado para
banco de dados. permitir o uso, o estudo,
A instalação desse software é simples: acesse o site https://pt-br.libreoffice.org/ a cópia e a redistribuição.

N
(acesso em: 6 jun. 2020), clique em “Baixe já”, escolha a versão compatível com o computador que estiver
usando e siga os passos para finalizar a instalação do programa.
Ao abrir o LibreOffice, clique em “Planilha do Calc” e observe que a planilha eletrônica é formada por
linhas (1, 2, 3, 4, ») e colunas (A, B, C, D, »).

P
Reprodução/LibreOffice
IA
U

Tela inicial do LibreOffice Calc.


G

Pretende-se calcular o que se pede em cada item, utilizando uma planilha eletrônica:
a) Número de permutações das letras A, B e C.
b) Número de arranjos das letras A, B, C e D, escolhendo 2 letras.
c) Número de combinações das letras A, B e C, escolhendo 2 letras.
Reprodução/LibreOffice

Siga o passo a passo para calcular o que é pedido em cada item.


1o passo: Vamos calcular o que é pedido no item a. Sabendo que
a permutação simples de n elementos é igual ao fatorial de n, vamos
calcular a permutação simples das letras A, B e C. Para isso, digite na
célula A1 =FATORIAL(3) e tecle “Enter”.
Deve aparecer na célula A1 o resultado do número de permutações
das letras A, B e C.
P3 5 3! 5 6
Esse número indica as possibilidades: ABC, ACB, BAC, BCA, CAB
e CBA. Tela do LibreOffice após o 1o passo.

42
Não escreva no livro.

2o passo: Para realizar o que é pedido no item b,

D Reprodução/LibreOffice
precisamos calcular um arranjo simples, com dois
elementos escolhidos entre as quatro letras A, B, C
e D. Para isso, digite na célula A2 =PERMUTAR(4;2)
e tecle “Enter”.
Deve aparecer na célula A2 o resultado do cálcu-

L
lo do arranjo das quatro letras A, B, C e D, tomadas
duas a duas.
4! 4! 4 ?3 ?2?1
A4, 2 5 5 5 5 4 ? 3 5 12
(4 2 2)! 2! 2 ?1

N
Esse número indica as possibilidades: AB, AC,
AD, BA, BC, BD, CA, CB, CD, DA, DB e DC.

Tela do LibreOffice após o 2o passo.

3o passo: Vamos calcular o que é pedido no

P
Reprodução/LibreOffice
item c. Calcule a combinação simples das letras A,
B e C, tomadas duas a duas. Para isso, digite na
célula A3 =COMBIN(3;2) e tecle “Enter”.
Deve aparecer na célula A3 o resultado do cál-
culo da combinação simples das três letras A, B e
IA
C, tomadas duas a duas.

3! 3! 3 ?2 ?1
C3, 2 5 5 5 53
2! ? (3 2 2)! 2! ? 1! 2 ? 1? 1

Esse número indica as possibilidades: AB, AC


e BC.

Tela do LibreOffice após o 3o passo.


U

Agora que você já sabe usar as ferramentas, podemos usá-las para calcular valores
muito grandes que seriam mais difíceis de calcular sem o software.
Use o LibreOffice Calc para realizar os cálculos necessários na solução de cada
problema a seguir.
G

1. O RG é o Registro Geral de pessoas no Brasil e é considerado um dos documen-


tos mais importantes do cidadão. O padrão de numeração varia de acordo com o
estado em que ele é emitido; no Rio Grande do Sul, por exemplo, o padrão é ter
10 algarismos.
Fonte de consulta: FOLHA DE SÃO PAULO. Saiba mais: cada estado tem um padrão
de numeração. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
fsp/cotidian/ff0705201009.htm. Acesso em: 29 jul. 2020.

Quantos números de RG é possível formar no Rio Grande do Sul, com algarismos


diferentes de 0 a 9?
2. Considere todas as 26 letras do alfabeto. Quantas palavras de 8 letras, que tenham
sentido ou não, é possível formar com 8 letras diferentes do alfabeto?

3. Um site de venda de produtos escolhe diariamente 18 anúncios para serem publi-


cados. De quantas maneiras diferentes é possível escolher os anúncios de um dia
entre 50 anúncios diferentes?

43
Problemas que envolvem os vários

D
tipos de agrupamentos
Nas atividades resolvidas a seguir, há todos os tipos de agrupamento estudados. Reveja problemas que
abordam situações de permutação, arranjo e combinação, depois resolva-os com os conhecimentos que
você adquiriu.

L
Atividades resolvidas
16. Usando os algarismos 5, 6 e 8, quantos números de 18. Quantos anagramas tem a palavra BANANA?

N
3 algarismos distintos podemos formar? Resolução
Resolução 6! 6 ?5?4 ?3? 2 ?1
P63, 2, 1 5 5 5 60
3! ? 2! ? 1! 3 ? 2 ?1? 2 ?1?1
P3 5 3! 5 3 ? 2 ? 1 5 6
A palavra BANANA tem 60 anagramas.
Portanto, 6 números.
19. Quantas comissões diferentes de 3 pessoas podemos

P
17. Usando os algarismos 1, 3, 4, 6 e 9, quantos núme- formar para representar um grupo de 10 pessoas?
ros de 3 algarismos distintos podemos formar? Resolução
3 4
Resolução 10! 10 ? 9 ? 8 ? 7!
C10, 3 5 5 5 120 ou
3! ? 7! 3 ? 2 ? 1 ? 7!
5! 5?4 ?3? 2 ?1
A5, 3 5 5 5 60 ou 3 4
2! 2 ?1
A10, 3 10 ? 9 ? 8
C10, 3 5 5 5 120
IA
A5, 3 5 5 ? 4 ? 3 5 60 3! 3 ? 2 ?1
Podemos formar 60 números. Podemos formar 120 comissões diferentes.

Atividades Não escreva no livro.

70. Leia o texto a seguir.


U

As novas placas no padrão Mercosul começaram a ser usadas no Brasil. [...] A flexibilidade do código
alfanumérico permitirá à placa do Mercosul oferecer mais de 450 milhões de combinações. No sistema
antigo, ainda vigente em alguns Estados, o teto de combinações era de 175 milhões.
Os sete caracteres da placa atual brasileira foram mantidos, porém com quatro letras e três números, e
não mais três letras e quatro números.
G

RIBEIRO, Rodrigo. Placa do Mercosul: tire suas dúvidas e saiba o que já mudou no projeto.
Quatro rodas, São Paulo, 3 jan. 2019. Disponível em: https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/placa-do-mercosul-
tire-suas-duvidas-e-saiba-o-que-ja-mudou-no-projeto/. Acesso em: 9 jun. 2020.

código de barras hot stamp bandeira do país Agora a sequência de letras (L) e núme-
bidimensional personalizado ros (N) segue o seguinte padrão: LLL NLNN.
(QR Code) Na placa da figura ao lado, no padrão
Mercosul, há a combinação RIO2A18.
Considerando apenas essas letras e es-
ses números, e as novas regras para as
Paulo Fernandes/

placas no padrão Mercosul, quantas pla-


Fotoarena

cas com códigos diferentes é possí-


vel formar?
a) 10 080 d) 144
b) 5 040 e) 24
distintivo do Brasil c) 720

44
Não escreva no livro.

D
71. Quantos triângulos, que tenham vértices que coinci- 80. Em uma orientação de reeducação alimentar, um nu-
dam com 3 dos vértices de um octógono regular, é tricionista sugeriu 10 cardápios diferentes para o café
possível formar? da manhã. Quantas são as possibilidades de escolher
o cardápio da primeira semana, considerando que não
72. Muitos países ao redor do mundo têm bandeiras trico-
haverá repetições?
lores. Veja alguns exemplos.
81. Na despedida de um grupo de amigos, 36 abraços fo-

L
Fotos: Wikipedia/
Wikimedia Commons

ram trocados. Sabendo que cada um abraçou todos os


outros, quantos amigos estavam reunidos?

82. Considere a palavra LÓGICA:


a) Quantas permutações (anagramas) diferentes po-

N
Bandeira da Alemanha. Bandeira da Colômbia.
demos formar?
Fotos: Wikipedia/
Wikimedia Commons

b) Quantos anagramas começam com L?


c) Quantos começam com LO?
d) Quantos começam e terminam com vogal?

P
e) Quantos começam com consoante e terminam com
Bandeira do Chade. Bandeira da Costa do Marfim. vogal?
f) Em quantos anagramas as letras L, O, G estão jun-
De quantos modos é possível escolher 3 cores distin-
tas, nessa ordem?
tas, em uma caixa com 12 lápis de cores diferentes,
para pintar uma bandeira tricolor? g) Em quantos anagramas as letras L, O, G estão juntas?
a) 36 c) 220 e) 1 728 83. Quantos números de 4 algarismos distintos maiores
IA
b) 120 d) 1 320 que 2 000 podemos formar com os algarismos 1, 2, 3,
4, 5 e 6?
73. (Ifal) Em uma civilização antiga, o alfabeto tinha ape-
nas três letras. Na linguagem dessa civilização, as pa- 84. De quantas maneiras diferentes é possível escolher
lavras tinham de uma a quatro letras. Quantas palavras uma dupla em um grupo de 8 tenistas?
existiam na linguagem dessa civilização?
85. Em um grupo de 20 pessoas há exatamente 6 homens.
a) 4 b) 12 c) 16 d) 40 e) 120
Quantas comissões diferentes de 4 pessoas podem ser
74. A diretoria de um clube é composta de 10 membros, formadas, de modo que em todas elas haja pelo me-
que podem ocupar a função de presidente, secretário nos 1 homem?
U

ou tesoureiro. De quantas maneiras diferentes pode-


mos formar, com os 10 membros, chapas que conte- 86. Um grupo de 20 pessoas participa de uma gincana em
nham presidente, secretário e tesoureiro? que o primeiro colocado ganha um computador, o se-
gundo, uma TV, o terceiro, uma geladeira, e o quarto
75. (UEG-GO) Numa lanchonete o lanche é composto por e o quinto colocados recebem, cada um, um liquidifi-
três partes: pão, molho e recheio. Se essa lanchonete cador (iguais). De quantos modos diferentes esses prê-
G

oferece aos seus clientes duas opções de pão, três de mios podem ser distribuídos?
molho e quatro de recheio, a quantidade de lanches
distintos que ela pode oferecer é de 87. Por motivos de segurança, Jonas decide baixar um
aplicativo que permite reforçar a senha de bloqueio
a) 9 b) 12 c) 18 d) 24
do celular. Esse aplicativo sugere que a senha seja for-
76. Em um ônibus há 5 lugares vagos. Duas pessoas en- mada por 6 caracteres: os 3 primeiros com algarismos,
tram no ônibus. De quantas maneiras diferentes elas de 0 a 9, e os 3 últimos com letras, escolhidas entre as
podem ocupar os 2 lugares? 26 do alfabeto. De quantos modos distintos Jonas po-
derá configurar a senha, sabendo que as letras devem
77. Em uma competição com 10 países, de quantas manei-
ser todas distintas?
ras diferentes podem ser distribuídas as medalhas de
ouro, prata e bronze? 10! 6! 6!
a) 103 ? ? d)
7! 3! ? 3! 3! ? 3!
78. Quantos são os anagramas da palavra MATEMÁTICA?
26! 6! 6!
79. Sobre uma circunferência são marcados 6 pontos dis- b) 103 ? ? e) 103 ? 263 ?
23! 3! ? 3! 3! ? 3!
tintos. Quantos quadriláteros cujos vértices estejam
26!
nesses pontos é possível traçar? c) 103 ?
23!

45
Não escreva no livro.

Vestibulares e Enem

D
1. (Enem) Um procedimento padrão para aumentar a ca- Quantos CEPs podem ser formados para a codificação
pacidade do número de senhas de banco é acrescentar de logradouros no Brasil?
mais caracteres a essa senha. Essa prática, além de au- a) 5 ? 0 1 9 ? 102 d) 9 ? 102
mentar as possibilidades de senha, gera um aumento na
b) 105 1 9 ? 102 e) 9 ? 107

L
segurança. Deseja-se colocar dois novos caracteres na
senha de um banco, um no início e outro no final. Deci- c) 2 ? 9 ? 107
diu-se que esses novos caracteres devem ser vogais e o
4. (Famema-SP) Três tubos de ensaio, com rótulos A, B
sistema conseguirá diferenciar maiúsculas de minúsculas.
e C, serão colocados em um suporte que possui cinco
Com essa prática, o número de senhas possíveis ficará
lugares alinhados e encontra-se fixado em uma pare-
multiplicado por:

N
de. A figura mostra uma das possíveis disposições dos
a) 100. c) 80. e) 20. tubos.
b) 90. d) 25.

Reprodução/Famema, 2018.
2. (UEFS-BA) Uma estudante ainda tem dúvidas quanto
aos quatro últimos dígitos do número do celular de

P
seu novo colega, pois não anotou quando ele lhe in-
formou, apesar de saber quais são não se lembra da
ordem em que eles aparecem.
Nessas condições, pode-se afirmar que o número de
possibilidades para a ordem desses quatro dígitos é

a) 240 c) 96 e) 16 Sabendo que o tubo com o rótulo A não pode ocupar


IA
as extremidades do suporte, o número de maneiras dis-
b) 160 d) 24 tintas de esses tubos serem colocados nesse suporte é:
3. (Enem) O Código de Endereçamento Postal (CEP) a) 12. b) 24. c) 36. d) 18. e) 30.
código numérico constituído por oito algarismos. Seu
5. (Enem) Para cadastrar-se em um site, uma pessoa pre-
objetivo é orientar e acelerar o encaminhamento, o
cisa escolher uma senha composta por quatro caracte-
tratamento e a distribuição de objetos postados nos
res, sendo dois algarismos e duas letras (maiúsculas ou
Correios. Ele está estruturado segundo o sistema mé-
minúsculas). As letras e os algarismos podem estar em
trico decimal, sendo que cada um dos algarismos que
qualquer posição. Essa pessoa sabe que o alfabeto é
o compõe codifica região, sub-região, setor, subsetor,
composto por vinte e seis letras e que uma letra maiús-
divisor de subsetor e identificadores de distribuição
U

cula difere da minúscula em uma senha.


conforme apresenta a ilustração.
Disponível em: www.infowester.com. Acesso em: 14 dez. 2012.
Reprodução/Arquivo da editora

O número total de senhas possíveis para o cadastra-


Identificadores de distribuição (sufixo) mento nesse site é dado por
Divisor de subsetor 4!
a) 102 ? 262 d) 102 ? 262 ?
G

Subsetor 2! ? 2!
Setor 4!
Sub-região b) 102 ? 522 e) 102 ? 522 ?
2! ? 2!
Região 4!
c) 102 ? 522 ?
O Brasil encontra-se dividido em dez regiões postais 2!
para fins de codificação. Cada região foi dividida em dez 6. (IFPE) Os alunos do curso de Computação Gráfica do
sub-regiões. Cada uma dessas, por sua vez, foi dividida campus Olinda estão desenvolvendo um vídeo com
em dez setores. Cada setor, dividido em dez subseto- todos os anagramas da palavra CARNAVAL. Se cada
res. Por fim, cada subsetor foi dividido em dez diviso- anagrama é mostrado durante 0,5 s na tela, a anima-
res de subsetor. Além disso, sabe-se que os três últimos ção completa dura:
algarismos após o hífen são denominados de sufixos e
a) menos de 1 minuto.
destinam-se à identificação individual de localidades, lo-
gradouros, códigos especiais e unidades dos Correios. b) menos de 1 hora.
A faixa de sufixos utilizada para codificação dos logra- c) menos de meia hora.
douros brasileiros inicia em 000 e termina em 899.
d) menos de 10 minutos.
Disponível em: www.correios.com.br
Acesso em: 22 ago. 2017 (adaptado). e) mais de 1 hora.

46
Não escreva no livro.

7. (Enem) Um banco solicitou aos seus clientes a criação No momento de alterar a senha, ele apenas inverte a

D
de uma senha pessoal de seis dígitos, formada somen- ordem da palavra e dos números. Sabendo que o gato
te por algarismos de 0 a 9, para acesso à conta corren- nasceu no ano de 2009 e que as letras da palavra pet
te pela internet. são mantidas juntas e nessa mesma ordem, quantas
Entretanto, um especialista em sistemas de segurança senhas distintas o Sr. Asdrúbal consegue formar?
eletrônica recomendou à direção do banco recadas- P E T 2 0 0 9
trar seus usuários, solicitando, para cada um deles, a a) 5 040 c) 720 e) 60

L
criação de uma nova senha com seis dígitos, permi-
tindo agora o uso das 26 letras do alfabeto, além dos b) 72 d) 120
algarismos de 0 a 9. Nesse novo sistema, cada letra 10. (Enem) O Salão do Automóvel de São Paulo é um
maiúscula era considerada distinta de sua versão mi- evento no qual vários fabricantes expõem seus mo-
núscula. Além disso, era proibido o uso de outros tipos delos mais recentes de veículos, mostrando, principal-

N
de caracteres. mente, suas inovações em design e tecnologia.
Uma forma de avaliar uma alteração no sistema de se- Disponível em: http://g1.globo.com.
nhas é a verificação do coeficiente de melhora, que é Acesso em: 4 fev. 2015 (adaptado).
a razão do novo número de possibilidades de senhas
Uma montadora pretende participar desse evento com
em relação ao antigo.
dois estandes, um na entrada e outro na região central
O coeficiente de melhora da alteração recomendada é

P
do salão, expondo, em cada um deles, um carro com-
626 pacto e uma caminhonete.
a) d) 62! 2 10!
106 Para compor os estandes, foram disponibilizados pela
62! montadora quatro carros compactos, de modelos dis-
b) e) 626 2 106 tintos, e seis caminhonetes de diferentes cores para se-
10!
rem escolhidos aqueles que serão expostos. A posição
62! ? 4! dos carros dentro de cada estande é irrelevante.
c)
IA
10! ? 56!
Uma expressão que fornece a quantidade de maneiras
8. (UniRV-GO) Um país é formado por quatro regiões A, diferentes que os estandes podem ser compostos é
B, C e D, como mostra o mapa seguinte: a) A10
4
d) A42 3 A62 3 2 3 2
b) C10
4
e) C 42 3 C 62
Reprodução/Arquivo da editora

B c) C 42 3 C 62 3 2 3 2
A 11. (UEFS-BA) Em uma festa, estão presentes 13 homens
D e 16 mulheres. Três passagens aéreas serão sorteadas
C
para 3 dessas pessoas. O número de maneiras distintas
U

como essas passagens podem ser sorteadas, de modo


que pelo menos um homem e pelo menos uma mulher
Sabendo-se que esse mapa deve ser colorido de
sejam contemplados, é:
modo que regiões com uma fronteira comum tenham
cores distintas, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para a) 2 754. c) 2 676. e) 2 910.
as alternativas.
b) 2 532. d) 2 808.
G

a) É possível colorir o mapa usando apenas três cores


12. (Enem) O tênis é um esporte em que a estratégia de
distintas.
jogo a ser adotada depende, entre outros fatores, de o
b) Usando quatro cores distintas, o número de manei- adversário ser canhoto ou destro.
ras de colorir o mapa é 24.
Um clube tem um grupo de 10 tenistas, sendo que 4
c) Com 8 cores distintas disponíveis, e colorindo A e são canhotos e 6 são destros. O técnico do clube de-
D com cores diferentes, existem 1 680 maneiras dis- seja realizar uma partida de exibição entre dois desses
tintas de colorir o mapa. jogadores, porém, não poderão ser ambos canhotos.
d) Com 5 cores distintas disponíveis, e colorindo A e D Qual o número de possibilidades de escolha dos tenis-
com a mesma cor, existem 60 maneiras distintas de tas para a partida de exibição?
colorir o mapa. 10! 4! 6!
a) 2 d) 1434
2! 3 8! 2! 3 2! 4!
9. (UFMS) O Sr. Asdrúbal se preocupa muito com a segu-
rança na internet, por isso troca mensalmente a senha 10! 4! 6!
b) 2 e) 1634
de seu correio eletrônico. Para não esquecer a senha, 8! 2! 4!
ele utiliza o ano de nascimento de seu gato e a palavra 10!
c) 22
pet para formar sua senha, totalizando 7 caracteres. 2! 3 8!

47
Vestibulares e Enem

13. (UCB-DF) A equipe plantonista do centro cirúrgico de um hospital é composta de 1 médico anestesista, 2 médicos

D
cirurgiões, 1 instrumentista cirúrgico, 1 enfermeiro, 1 técnico de enfermagem e 1 auxiliar de enfermagem. Concorrem
a essa escala 3 médicos anestesistas, 7 médicos cirurgiões, 4 instrumentistas cirúrgicos, 5 enfermeiros, 4 técnicos de
enfermagem e 6 auxiliares de enfermagem. De quantas formas distintas a equipe de plantão do centro cirúrgico desse
hospital pode ser formada?
a) 26 240 b) 31 400 c) 28 800 d) 30 240 e) 20 800

L
14. (Enem) Numa cidade, cinco escolas de samba (I, II, III, IV e V) participaram do desfile de Carnaval. Quatro quesitos são
julgados, cada um por dois jurados, que podem atribuir somente uma dentre as notas 6, 7, 8, 9 ou 10. A campeã será
a escola que obtiver mais pontuação na soma de todas as notas emitidas. Em caso de empate, a campeã será a que
alcançar a maior soma das notas atribuídas pelos jurados no quesito Enredo e Harmonia. A tabela mostra as notas do
desfile desse ano no momento em que faltava somente a divulgação das notas do jurado B no quesito Bateria.

N
Quesitos 1. Fantasia e Alegoria 2. Evolução e Conjunto 3. Enredo e Harmonia 4. Bateria
Total
Jurado A B A B A B A B
Escola I 6 7 8 8 9 9 8 55
Escola II 9 8 10 9 10 10 10 66

P
Escola III 8 8 7 8 6 7 6 50
Escola IV 9 10 10 10 9 10 10 68
Escola V 8 7 9 8 6 8 8 54
Quantas configurações distintas das notas a serem atribuídas pelo jurado B no quesito Bateria tornariam campeã a
Escola II?
IA
a) 21 b) 90 c) 750 d) 1 250 e) 3 125
15. (Unicamp-SP) Cinco pessoas devem ficar em pé, uma ao lado da outra, para tirar uma fotografia, sendo que duas
delas se recusam a ficar lado a lado. O número de posições distintas para as cinco pessoas serem fotografadas juntas
é igual a:
a) 48. b) 72. c) 96. d) 120.
16. (Enem) Uma empresa confecciona e comercializa um brinquedo formado por uma locomotiva, pintada na cor preta,
mais 12 vagões de iguais formato e tamanho, numerados de 1 a 12. Dos 12 vagões, 4 são pintados na cor vermelha,
3 na cor azul, 3 na cor verde e 2 na cor amarela. O trem é montado utilizando-se uma locomotiva e 12 vagões, orde-
U

nados crescentemente segundo suas numerações, conforme ilustrado na figura.


Reprodução/Enem, 2019.
G

De acordo com as possíveis variações nas colorações dos vagões, a quantidade de trens que podem ser montados,
expressa por meio de combinações, é dada por
a) C12
4
3 C12
3
3 C12
3
3 C12
2
c) C12
4
3 2 3 C 83 3 C 52 e) C12
4
3 C 83 3 C 53 3 C 22
b) C12
4
1 C 83 1 C 53 1 C 22 d) C12
4
1 2 3 C12
3
1 C12
2

17. (Enem) Como não são adeptos da prática de esportes, um grupo de amigos resolveu fazer um torneio de futebol uti-
lizando videogame. Decidiram que cada jogador joga uma única vez com cada um dos outros jogadores. O campeão
será aquele que conseguir o maior número de pontos. Observaram que o número de partidas jogadas depende do
número de jogadores, como mostra o quadro:

Quantidade de jogadores 2 3 4 5 6 7
Número de partidas 1 3 6 10 15 21

Se a quantidade de jogadores for 8, quantas partidas serão realizadas?


a) 64 b) 56 c) 49 d) 36 e) 28

48
Não escreva no livro.

18. (FCMSCSP) Três amigos decidiram ir ao teatro. No 21. (IFPE) Oito amigos decidiram brincar de telefone. Para

D
momento de escolherem os assentos, depararam-se isso, dispuseram-se em um terreno de modo que cada
com a seguinte disponibilidade: um estivesse no vértice de um octógono regular de
lado medindo 20 metros, conforme figura 1.

WYM Design/Arquivo da editora


L
Reprodução/Santa Casa, 2019.

Figura 1

N
Decidiram montar os telefones utilizando barbante e
copos descartáveis, conforme figura 2.

Reprodução/IFPE, 2017.
P
Dado que os amigos querem sentar um ao lado do
outro, sem cadeiras vagas ou ocupadas entre eles, o
número de diferentes maneiras que podem ocupar
seus assentos, considerando a troca de posições entre Figura 2
eles, é igual a: Disponível em: <http://www.beaba.com.br/brincadeira-infantil-
telefone-sem-fio/>. Acesso: 05 de out. 2016.
a) 4. b) 16. c) 7. d) 24. e) 42. As imagens não estão
IA
representadas em propor•ão

19. (Enem) Uma família composta por sete pessoas adul- Cada telefone, que é intransferível, liga apenas dois
tas, após decidir o itinerário de sua viagem, consultou dos amigos e é formado por dois copos, que não po-
o site de uma empresa aérea e constatou que o voo dem estar em dois telefones simultaneamente, e um
para a data escolhida estava quase lotado. Na figura barbante. Para que todos possam falar com todos atra-
disponibilizada pelo site, as poltronas ocupadas estão vés de um telefone desses, incluindo os amigos em
marcadas com X e as únicas poltronas disponíveis são vértices consecutivos, quantos telefones eles precisa-
as mostradas em branco. rão confeccionar?
a) 20 b) 28 c) 12 d) 10 e) 8
Reprodução/Enem, 2015.

22. (Unesp-SP) Uma criança possui 6 blocos de encaixe,


sendo 2 amarelos, 2 vermelhos, 1 verde e 1 azul.

Reprodução/Unesp, 2017.
G

Disponível em: www.gebh.net. Acesso


em: 30 out. 2013 (adaptado).

O número de formas distintas de se acomodar a família Usando essas peças, é possível fazer diferentes pilhas
nesse voo é calculado por de três blocos. A seguir, são exemplificadas quatro das
9! 5! 4! pilhas possíveis.
a) c) 7! e) 3
2! 4! 3!
Reprodução/Unesp, 2017.

9! 5 !
b) d) 3 4!
7! 3 2! 2!

20. (Ifal) No primeiro dia de aula de 2017.1 do Curso de


Segurança do Trabalho, todos os estudantes se cum-
primentaram apertando as mãos um a um. Sabendo
que essa turma tinha 25 estudantes, quantos apertos Utilizando os blocos que possui, o total de pilhas dife-
de mãos houve ao todo? rentes de três blocos, incluindo as exemplificadas, que
a) 50 c) 300 e) 625 a criança pode fazer é igual a:

b) 150 d) 600 a) 58. b) 20. c) 42. d) 36. e) 72.

49
D
L
N
P
IA

2
CAPÍTULO

Probabilidade
G

ck
stor
tte
hu
s/S
Pic
ka
Ro

Tênis é um esporte de origem inglesa, disputado


entre dois jogadores ou entre duas duplas
de jogadores, em que o objetivo é marcar
pontos na quadra adversária, lançando e
rebatendo a bola com uma raquete.

50
Não escreva no livro.

D
E
m determinada competição, o vencedor de uma partida
de tênis é aquele que vence três sets primeiro. Por esse
motivo, o máximo de sets que uma partida desse torneio

L
pode ter são cinco.
Dois jogadores de tênis, Rogério e Carlos, disputam uma final em
quadra aberta, com premiação de R$ 60.000,00. De acordo com o his-
tórico de diversas partidas realizadas anteriormente, sabe-se que os dois
jogadores são igualmente hábeis.

N
Durante a última partida, Rogério já havia ganhado dois sets e perdido um
set para Carlos, quando começou a chover muito forte, interrompendo defi-
nitivamente a partida. Sem a possibilidade de continuar o jogo, a organização
do evento resolveu dividir o dinheiro da premiação de maneira matematicamente

P
justa entre os dois jogadores.
Qual seria a maneira mais justa de fazer essa divisão?
Rogério deveria ficar com todo o dinheiro por ter ganhado mais sets? O dinheiro de-
veria ser dividido igualmente entre os jogadores, pois a partida não havia chegado ao
fim? Ou o dinheiro deveria ser dividido em partes proporcionais ao número de sets
ganhos, ou seja, Rogério receberia R$ 40.000,00 e Carlos, R$ 20.000,00?
IA
1. Reúna-se com um colega e, juntos, respondam aos itens a seguir no caderno.
a) Proponham uma maneira que vocês considerem justa de fazer a divisão do prê-
mio e justifiquem.
b) Vamos imaginar os eventos que poderiam acontecer. Depois de três sets, se Ro-
gério e Carlos jogassem mais um, o quarto set, qual seria a probabilidade de
cada um deles ganhar essa partida?
c) Se Carlos ganhasse o quarto set, então cada jogador teria vencido dois sets. Nes-
U

se caso, qual seria a probabilidade de Carlos ganhar também o quinto set?


d) Considerando que o jogo está 2 a 1 para Rogério, qual é a probabilidade de Car-
los ganhar os próximos dois sets? Isto é, qual é a probabilidade de Carlos ganhar
a partida?
e) A probabilidade de Rogério ganhar a partida pode ser dada por 100% menos
G

a probabilidade de Carlos ganhar. Sabendo disso e levando em consideração a


resposta ao item anterior, qual é a probabilidade de Rogério ganhar a partida?
Reprodução/Museu Nacional do
Castelo de Versalhes, França.

f) Reconsidere a proposta de divisão do prêmio que vocês escreveram no item a


considerando as probabilidades de Carlos e de Rogério ganharem a partida, res-
pectivamente.
Um problema, conhecido como o problema dos pontos, com o mesmo princí-
pio científico da situação da partida de tênis, intrigou os matemáticos Blaise Pascal
(1623-1662) e Pierre de Fermat (1601-1665) no século XVII e deu origem aos funda-
mentos da teoria das probabilidades.
O problema dos pontos, discutido por Pascal e Fermat, pode ser ilustrado na situa-
ção a seguir:
Retrato de Blaise
Pascal e Fermat resolveram jogar “cara ou coroa” com uma moeda honesta. Cada
Pascal, de Augustin
um colocou sobre a mesa 50 francos e ambos combinaram que quem fizesse primeiro Quesnel (óleo sobre
10 pontos levaria os 100 francos. tela de 70 cm 3 56 cm).

51
Eles começaram a jogar, mas, no meio do jogo, algo estranho aconteceu. Um Não escreva
no livro.

D
mensageiro apareceu e disse a Fermat que ele deveria se dirigir imediatamente a
Toulouse, cidade localizada no sul da França, pois um grande amigo dele estava
doente. Fermat pediu desculpas a Pascal e disse que o jogo teria de ser interrompi-

Reprodu•‹o/Cole•‹o particular
do, pois ele precisava se retirar urgentemente. Naquele momento, Pascal ganhava
o jogo por 8 a 7. Sabendo disso, como os 100 francos deveriam ser repartidos entre

L
os dois amigos?
Muitos achavam que a divisão dos 100 francos deveria ser feita em partes pro-
porcionais a 8 e 7, pois esses eram os pontos de cada um no momento da inter-
rupção. Mas Pascal mostrou que esse raciocínio estava errado, pois não levava em
conta que a partida terminaria quando um dos jogadores fizesse 10 pontos. Usan-

N
11
do probabilidades, ele concluiu que deveria receber da quantia total, ou seja, Retrato de Pierre de
16
68,75 francos. Fermat (óleo sobre
tela).
Fonte de consulta: MLODINOW, Leonard. O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

P
2. Considerando suas conclusões a respeito da partida de tênis, reflita sobre o jogo
de Pascal e Fermat. Observe o quadro com todas as possibilidades de resultado do
jogo, caso ele continuasse, e as respectivas probabilidades.

Vencedor da Vencedor da Vencedor da Vencedor da Vencedor


Probabilidades
IA
16a rodada 17a rodada 18a rodada 19a rodada do jogo
1
Pascal Pascal Não haveria Não haveria Pascal
4

1
Pascal Fermat Pascal Não haveria Pascal
8

1
Pascal Fermat Fermat Pascal Pascal
16

1
U

Pascal Fermat Fermat Fermat Fermat


16

1
Fermat Pascal Pascal Não haveria Pascal
8

1
Fermat Pascal Fermat Pascal Pascal
16
G

1
Fermat Pascal Fermat Fermat Fermat
16

1
Fermat Fermat Pascal Pascal Pascal
16

1
Fermat Fermat Pascal Fermat Fermat
16

1
Fermat Fermat Fermat Não haveria Fermat
8

a) Qual é a probabilidade de Fermat ganhar o jogo?


b) Qual é a probabilidade de Pascal ganhar o jogo?
c) Considere as respostas aos itens anteriores e justifique se a divisão proposta por
Pascal é justa.

52
CONHEÇA O CAPÍTULO

D
A BNCC
No decorrer do capítulo
Objetivos favorecemos o desenvolvimento
das competências gerais da
Educação Básica, bem como
• Reconhecer e analisar experimentos da vida cotidiana que envolvem o

L
das competências específicas e
cálculo de probabilidades. das habilidades de Matemática
e suas Tecnologias e de
• Utilizaros conceitos de teoria dos conjuntos necessários para realizar outras áreas do conhecimento
indicadas a seguir. Também
união e interseção de conjuntos.
estão indicados os temas
• Reconhecer e analisar diferentes espaços amostrais, identificando se são

N
contemporâneos transversais
presentes no capítulo.
discretos ou não.
Competências gerais: CG01,
• Descrever o espaço amostral de um experimento e os resultados prová- CG02, CG08.
Competências específicas
veis de um evento como conjuntos.
de Matemática e suas
• Distinguir eventos impossíveis de eventos certos. Tecnologias: CEMAT01,

P
CEMAT03, CEMAT05.
• Compreender o conceito de eventos complementares. Competência específica de
Ciências da Natureza e suas
• Indicar o número de elementos de um espaço amostral discreto ou de Tecnologias: CECNT02.
um evento. Habilidades de Matemática

• Resolver e elaborar problemas usando o cálculo de probabilidades em


e suas Tecnologias:
EM13MAT106, EM13MAT311,
IA
espaços amostrais discretos ou não. EM13MAT312, EM13MAT511.

• Resolver e elaborar problemas que envolvem o cálculo de probabilidades Habilidades de outras


áreas do conhecimento:
de eventos em experimentos aleatórios sucessivos. EM13CNT205, EM13CHS101.

• Reconhecer a existência de diferentes tipos de espaços amostrais, discre- Temas contemporâneos


transversais:
tos ou não, e de eventos, equiprováveis ou não, e investigar implicações • Ciência e Tecnologia;
no cálculo de probabilidades. • Diversidade Cultural;
• Saúde.
• Utilizar
a probabilidade da união de dois eventos para calcular outras
U

probabilidades.
• Utilizara probabilidade condicional para calcular a probabilidade de
ocorrer eventos dependentes.
• Reconhecer e diferenciar eventos dependentes e independentes.
• Fazer escolhas da vida cotidiana de acordo com as probabilidades rela-
G

cionadas aos eventos em questão.

Justificativa
A probabilidade está sempre presente no nosso cotidiano. No início das
partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol, os capitães dos clubes fa-
zem a escolha entre cara e coroa e o árbitro lança uma moeda para cima.
Um bilhete de loteria tem probabilidade, embora muito pequena, de ser o
premiado.
Nesses e em muitos outros acontecimentos temos a aleatoriedade como
aspecto principal. Neste capítulo vamos compreender esses fenômenos (ou
experimentos) aleatórios, iniciando pela análise do espaço amostral relacio-
nado ao evento indicado, possibilitando, assim, o aprendizado de técnicas
de cálculo das respectivas probabilidades.

53
Noções de conjuntos

D
Volurol/Shutterstock

Não escreva no livro.


Situação 1

L
Fabricação de blocos de montar
Uma empresa que produz blocos de montar criou dois ti-
pos de blocos para uma coleção nova. As áreas de criação e
de marketing decidiram que cada tipo de bloco seria produzi-

N
do nas cores amarelo e azul.
Veja a tabela que indica a quantidade de cada bloco em
Blocos de montar podem ter diferentes formas,
um dos lotes produzidos.
mas o mais importante é que o encaixe permita
construções com diferentes blocos.
Quantidade de blocos A e B

P
Tipo de bloco
Bloco A Bloco B Total
Cor
Amarelo 55 60
Azul 40 85 125
Total 95
IA
Tabela elaborada para fins didáticos.

Utilize a tabela para responder aos itens no caderno.


a) Quantos blocos amarelos há nesse lote?
b) Quantos blocos desse lote são do tipo B?
c) Qual é o total de blocos desse lote? As imagens não
estão representadas
em proporção
Studio Romantic/Shutterstock

Situação 2
U

Análise de candidatos para um


emprego
Uma empresa estava com alguns cargos em
aberto. A fim de completar essas vagas, foi dispo-
G

nibilizado um questionário para que os candida-


tos o preenchessem, indicando a idade, a forma-
ção e se tinham experiência anterior na área.
Geralmente, antes de uma entrevista Foram inscritos 100 candidatos, entre os quais
de emprego, os candidatos precisam, apenas 30 tinham experiência prévia na área. Além
além de enviar o currículo, responder
disso, sabe-se que os candidatos foram divididos
a questionários com informações
pessoais. em duas faixas etárias: de 20 a 29 anos, e de 30 a
39 anos.
a) Sabendo que 12 candidatos com experiência prévia na área estão na faixa etária de
20 a 29 anos, quantos candidatos com experiência prévia estão na outra faixa etária?
b) Se são 50 candidatos em cada faixa etária, quantos candidatos em cada faixa etária
não têm experiência prévia?
c) Utilize as informações dos itens anteriores para construir no caderno um esquema
que identifique os grupos de candidatos da entrevista.

54
Explorando as noções de conjuntos

D
Para entender os conceitos relacionados à probabilidade, precisamos estudar um
pouco sobre a teoria dos conjuntos.
A seguir, explore uma situação matemática que envolve conjuntos.

L
Explore para descobrir Fique atento
Não escreva no livro.
Esse esquema
1. Imagine que uma pesquisa foi realizada com 100 pessoas de uma cidade para estudar o uso que utilizamos
de redes sociais na sociedade. Dos entrevistados, 55 têm conta na rede social A e 64 têm no Explore
conta na rede social B. A pesquisa também revelou que 29 pessoas utilizam as duas redes para descobrir

N
sociais e que 10 pessoas não participam de nenhuma delas. é uma maneira
de representar
a) Organize os dados dessa pes- Pessoas entrevistadas conjuntos usando
quisa copiando e completando

WYM Design/Arquivo da editora


curvas fechadas
o esquema ao lado no caderno. Rede social A Rede social B não entrelaçadas
Se quiser, utilize incógnitas para
chamada de

P
indicar os valores desconhecidos.
diagrama de Venn,
em homenagem
ao seu criador, o
matemático John
Venn (1834-1923).

Wikipedia/Wikimedia Commons CC BY 2.0


b) Utilize o esquema para calcular quantas pessoas acessam apenas a rede social A.
IA
c) Utilize o esquema para calcular quantas pessoas acessam apenas a rede social B.

d) Refaça o esquema indicando os valores desconhecidos.

e) Verifique os resultados dos itens anteriores calculando a soma do total de pessoas indi-
cado no esquema.

Uma das janelas


U

Formalizando as noções de conjuntos da Faculdade de


Gonville e Caius
A notação utilizada para indicar o número de elementos de um conjunto A é n(A). (Universidade de
Cambridge, situada
Na situação do Explore para descobrir, se considerarmos que o conjunto A é o conjun- na Inglaterra)
to das pessoas que acessam a rede social A, então n(A) 5 55. Veja a seguir exemplos homenageia
G

de como utilizar essa notação. John Venn, que


foi estudante e
a) Sendo B 5 {x, y, z}, podemos dizer que n(B) 5 3. professor dessa
instituição.
b) O conjunto M dos números pares de 1 a 10 é M 5 {2, 4, 6, 8, 10}. Podemos dizer
Fotografia de 2009.
que n(M) 5 5.
c) O conjunto D dos números primos de 1 a 10 é D 5 {2, 3, 5, 7}. Podemos dizer
que n(D) 5 4.
Um objeto x qualquer pode ser pode ser elemento de determinado conjunto A.
Nesse caso, dizemos que x pertence a A e escrevemos x é A. Considerando que y não
é um elemento do conjunto A, dizemos que y não pertence a A e escrevemos y ê A.
Veja a seguir exemplos dessa notação.
a) Sendo B 5 {x, y, z}, podemos escrever x é B e m ê B.
b) Sendo M 5 {2, 4, 6, 8, 10}, podemos escrever 6 é M e 20 ê M.
c) Sendo D 5 {2, 3, 5, 7}, podemos dizer que 7 é D e 10 ê D.

55
Relação de inclusão entre conjuntos

D
Dados os conjuntos A e B, se todo elemento de A for também elemento de B, então
A está contido em B e podemos escrever A ú B. A relação A ú B chama-se relação de inclusão.

L
A relação de inclusão possui três propriedades básicas. Dados os conjuntos A, B e C quaisquer de um
determinado universo U, temos:
• Propriedade reflexiva: A ú A.
• Propriedade antissimétrica: Se A ú B e B ú A, então A 5 B.
• Propriedade transitiva: Se A ú B e B ú C, então A ú C.

N
Analise a seguir alguns exemplos em que essa relação ocorre.
a) Sejam os conjuntos A 5 {2, 4, 6, 8, 10} e B 5 {2}; como 2 é A, então B ú A.
b) Sejam os conjuntos P: conjunto dos habitantes do Piauí, B: conjunto dos habitantes do Brasil e S: con-
junto dos habitantes do continente americano, podemos dizer que todo habitante do Piauí também é

P
habitante do Brasil; também podemos dizer que todo habitante do Brasil também é habitante do conti-
nente americano. Então todo habitante do Piauí também é habitante do continente americano.

Complementar de um conjunto
Dado o universo U 5 {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} e o conjunto A 5 {1, 3, 5, 7}, A ú U, dizemos que o com-
IA
plementar de A em relação a U é {0, 2, 4, 6, 8, 9}, ou seja, é o conjunto formado pelos elementos de U que
não pertencem a A.

Dado um conjunto A, subconjunto de um universo U, chama-se complementar de A em relação a U


o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A. Indica-se cUA ou A c ou A e lemos
“complementar de A em relação a U”.

Dessa definição, temos as duas propriedades a seguir. Dados os conjuntos A e B quaisquer de um deter-
U

minado universo U, temos:


• O complementar do complementar de um conjunto A é o próprio conjunto A: ( A c ) 5 A para todo A ú U.
c

• Se um conjunto está contido em outro, o complementar dele contém esse outro: Se A ú B, então Bc ú Ac.
Utilizando essas propriedades, podemos concluir que: A ú B ^ Bc ú Ac.
G

Operações entre conjuntos


União ou reunião de conjuntos
Dados dois conjuntos, A e B, a união ou reunião A í B é o conjunto formado pelos elementos de A ou
os elementos de B:
A í B 5 {x | x é A ou x é B}

Fique atento
O “ou” que aparece na definição da união não é o “ou” de exclusão da linguagem usual usado em frases como “Vamos ao
cinema ou ao teatro”.
Ele significa: Se x pertence a A í B, então ou x pertence a A, ou x pertence a B, ou x pertence a ambos.

56
Analise os exemplos a seguir. Não escreva no livro.

D
a) A 5 {3, 6} e B 5 {5, 6}, então A í B 5 {3, 5, 6}. Nesse caso, podemos dizer que
n(A í B) 5 3.
b) C 5 {x, y, z} e D 5 {x}, então C í D 5 {x, y, z}.
c) E 5 {banana, laranja, maçã} e F 5 {limão, morango}, então E í F 5 {banana,

L
laranja, limão, maçã, morango}.
d) G 5 {Beatriz, Caio}, H 5 {Ana, Rodrigo} e I 5 {Gabriel, Pamela}, então G í H í I 5
5 {Ana, Beatriz, Caio, Gabriel, Pamela, Rodrigo}.

Interseção de conjuntos

N
Dados dois conjuntos, A e B, a interseção A ì B é o conjunto formado pelos
elementos que pertencem simultaneamente a A e a B:
A ì B 5 {x | x é A e x é B}

P
Analise os exemplos a seguir.
a) A 5 {2, 4, 6} e B 5 {2, 3, 4, 5}, então A ì B 5 {2, 4}. Nesse caso, podemos dizer
que n(A ì B) 5 2.
b) C 5 {x, y, z} e D 5 {w}, então A ì B 5 0. Nesse caso, podemos dizer que
IA
n(A ì B) 5 0.
c) E 5 {banana, laranja, maçã} e F 5 {banana}, então E ì F 5 {banana}. Fique atento
d) G 5 {Beatriz, Caio, Júlia}, H 5 {Ana, Beatriz, Rodrigo} e I 5 {Beatriz, Gabriel, Quando um
conjunto A está
Júlia}, então G ì H ì I 5 {Beatriz}.
contido em
Observações: um conjunto B
• x é A ì B quando as duas afirmações, x é A e x é B, são simultaneamente ver- (escrevemos A ú B),
dadeiras. isto é, quando
todos os elementos
U

• Se A ì B 5 0, então os conjuntos A e B são chamados disjuntos. de A pertencem a


B, podemos dizer
Propriedades da união e da interseção de conjuntos que:
• A í B 5 B;
Dados três conjuntos, A, B e C, valem as propriedades:
• A ì B 5 A.
• Propriedade comutativa • Propriedade distributiva
G

B
Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora

AíB5BíA A ì (B í C) 5 (A ì B) í (A ì C)
AìB5BìA A í (B ì C) 5 (A í B) ì (A í C) A
• Propriedade associativa
U U
Banco de imagens/Arquivo da editora

(A í B) í C 5 A í (B í C) A B A B
(A ì B) ì C 5 A ì (B ì C)
AíB5B

B
C C
A ì (B í C) (A ì B) í (A ì C) A
Propriedade distributiva.
Reflita
Constate a veracidade dessas propriedades representando os conjuntos por diagramas, como foi
feito com a propriedade distributiva.
AìB5A

57
Diferença entre conjuntos

D
Dados dois conjuntos, A e B, a diferença A 2 B é o conjunto formado pelos elementos que pertencem
a A, mas que não pertencem a B.
A 2 B 5 {x | x é A e x ê B}

L
Analise os exemplos e os respectivos diagramas a seguir. A parte pintada indica a subtração.

a) A 5 {0, 1, 3, 6, 8, 9} e B 5 {1, 4, 9, 90}, então b) C 5 {banana, laranja, maçã} e D 5 {limão, ma-


A 2 B 5 {0, 3, 6, 8}. Podemos dizer que mão}, então C 2 D 5 {banana, laranja, maçã}.

N
n(A 2 B) 5 4.
A C D

Banco de imagens/
Arquivo da editora
Banco de imagens/
Arquivo da editora

P
As operações entre conjuntos serão muito úteis na resolução de vários problemas de probabilidade.

Número de elementos da união de conjuntos


Considere os conjuntos A 5 {1, 3, 5, 7, 9} e B 5 {2, 3, 5, 7}. Podemos dizer que n(A) 5 5 e n(B) 5 4.
Como a interseção dos conjuntos A e B é o conjunto {3, 5, 7} (escrevemos A ì B 5 {3, 5, 7}), então o
IA
número de elementos da interseção dos conjuntos A e B é igual a 3 (escrevemos n(A ì B) 5 3).
Como a união dos conjuntos A e B é o conjunto {1, 2, 3, 5, 7, 9} (escrevemos A í B 5 {1, 2, 3, 5, 7, 9}),
então o número de elementos da união dos conjuntos A e B é igual a 6 (escrevemos n(A í B) 5 6).
Observe que n(A) 1 n(B) 5 9 e que n(A í B) 5 6, então n(A í B) = n(A) 1 n(B). Isso ocorre pois há 3
elementos comuns aos conjuntos A e B.
Assim:
6 5 5 1 4 2 3
De modo geral podemos dizer que
U

n(A í B) 5 n(A) 1 n(B) 2 n(A ì B).


n(A í B) 5 n(A) 1 n(B) 2 n(A ì B)
B

Banco de imagens/Arquivo da editora


Veja a demonstração: A
Observe que n(A) inclui n(A ì B) e n(B) também inclui n(A ì B):
n(A í B) 5 [n(A) 2 n(A ì B)] 1 n(A ì B) 1 [n(B) 2 n(A ì B)] ~
G

~ n(A í B) 5 n(A) 1 n(B) 2 n(A ì B)

Fique atento
A“B
No caso particular de A ì B 5 0, temos: n(A í B) 5 n(A) 1 n(B), pois n(A ì B) 5 0.

Atividades resolvidas
1. (Uepa) De acordo com a reportagem da Revista Veja (edição 2 341), é possível fazer gratuitamente curso de gra-
duação pela Internet. Dentre os ofertados temos os cursos de Administração (bacharelado), Sistemas de Compu-
tação (tecnólogo) e Pedagogia (licenciatura). Uma pesquisa realizada com 1 800 jovens brasileiros sobre quais dos
cursos ofertados gostariam de fazer constatou que 800 optaram pelo curso de Administração; 600 optaram pelo
curso de Sistemas de Computação; 500 optaram pelo curso de Pedagogia; 300 afirmaram que fariam Administra-
ção e Sistemas de Computação; 250 fariam Administração e Pedagogia; 150 fariam Sistemas de Computação e
Pedagogia e 100 dos jovens entrevistados afirmaram que fariam os três cursos. Considerando os resultados dessa
pesquisa, o número de jovens que não fariam nenhum dos cursos elencados é:
a) 150 b) 250 c) 350 d) 400 e) 500

58
Resolução

D
Para representar a situação por meio de um diagrama Opções comuns Opções exclusivas
de Venn, desenhamos um retângulo representando o aPeA de A.
conjunto universo (total de 1 800 jovens) e dentro dele e que não
estão em C. P A
3 círculos representando cada um dos 3 cursos. As re- Opções comuns

Banco de imagens/Arquivo da editora


giões comuns entre os círculos representam as opções a A e C e que
em comum entre os cursos ofertados. Dessa maneira, Opções não estão em P.

L
há 8 regiões distintas, conforme mostrado ao lado, exclusivas
sendo Pedagogia (P), Administração (A) e Sistemas de de P. Opções comuns
C aos três cursos.
Computação (C).
Opções
A interseção dos 3 conjuntos representa os alunos exclusivas Opções comuns Opção em
que optaram pelos 3 cursos: 100 alunos. de C. a P e C e que nenhum dos
Depois, consideramos os alunos que optaram por não estão em A. três cursos.

N
exatamente 2 cursos.
• Administração e Pedagogia: 250 2 100 5 150
• Administração e Sistemas de Computação: 300 2 100 5 200
• Pedagogia e Sistemas de Computação: 150 2 100 5 50
Em seguida, consideramos os alunos que optaram por exatamente um curso.
• Pedagogia: 500 2 (150 1 100 1 50) 5 200

P
• Administração: 800 2 (150 1 100 1 200) 5 350
• Sistemas de Computação: 600 2 (50 1 100 1 200) 5 250
Por fim, consideramos os alunos que não optaram por nenhum dos cursos ofertados. Para isso, calculamos a
soma de todos os números das 7 regiões dos círculos, que representa a quantidade de jovens que optaram por
pelo menos um curso:
100 1 150 1 200 1 50 1 200 1 350 1 250 5 1 300
IA
Dessa maneira, podemos calcular a quantidade de jovens que foram entrevistados e não optaram por nenhum dos
cursos: 1 800 2 1 300 5 500
O número de jovens que não fariam nenhum dos cursos elencados é 500. Alternativa e.

Atividades Não escreva no livro.

1. Dados os conjuntos A 5 {0, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, B 5 {2, 4, 5. Em um levantamento entre 100 estudantes sobre cur-
5, 6, 9} e C 5 {0, 3, 6, 9, 10}, determine: sos de idiomas, foram obtidos os seguintes resultados:
41 estudam inglês, 29 estudam francês e 26 estudam
a) (A ì B) í C b) A ì (B ì C)
U

espanhol; 15 estudam inglês e francês, 8 estudam fran-


2. Dados os conjuntos A 5 {a, b, c, d, e, f, g} e B 5 {b, d, cês e espanhol, 19 estudam inglês e espanhol; 5 estu-
g, h, i}, determine: dam os 3 idiomas.
a) A 2 B b) B 2 A a) Quantos estudantes não estudam qualquer desses
3. Indique no caderno, utilizando a linguagem matemáti- idiomas?
ca, a parte colorida em cada diagrama. b) Quantos estudantes estudam apenas um desses
G

a) U b) U idiomas?
Ilustrações: Banco de imagens/
Arquivo da editora

A B A B 6. Em uma pesquisa feita com 1 000 pessoas para ve-


rificar a audiência de programas de televisão, foram
obtidos os seguintes resultados: 510 pessoas assistem
ao programa A, 305 assistem ao programa B e 386 as-
sistem ao programa C. Sabe-se ainda que 180 pessoas
C C assistem aos programas A e B, 60 assistem aos pro-
4. Um professor de Língua Portuguesa sugeriu para uma gramas B e C, 25 assistem aos programas A e C e 10
turma a leitura dos livros Helena, de Machado de Assis, pessoas assistem aos 3 programas.
e Iracema, de José de Alencar. Do total de estudantes,
a) Quantas pessoas não assistem a qualquer desses
20 leram Helena, 15 leram só Iracema, 10 leram os 2
programas?
livros e 15 não leram nenhum deles.
a) Quantos estudantes leram Iracema? b) Quantas pessoas assistem somente ao programa A?
b) Quantos estudantes leram apenas Helena? c) Quantas pessoas não assistem ao programa A nem
c) Qual é o número total de estudantes dessa turma? ao programa B?

59
Probabilidade

D
Não escreva no livro.
Situação 1

Banco de imagens/Arquivo da editora


CUIABÁ

L
Previsão do tempo
Para prever a temperatura e a probabilidade de DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
ocorrer chuva em uma região, é necessário gerar 21 °C 19 °C 19 °C 23 °C 25 °C 27 °C 28 °C
um modelo atmosférico que é abastecido com infor- 15 °C 10 °C 10 °C 13 °C 17 °C 18 °C 21 °C

N
mações captadas por satélites. Os meteorologistas
conseguem comparar os dados atmosféricos com os 20% 70% 80% 10% 5% 0% 0%
dados regionais, como a topografia do local, e assim
fazer as previsões do tempo. Previsão do tempo de Cuiabá (MT).
Contudo, esse modelo apresenta inúmeras variáveis, e muitas dessas informações

P
têm alto nível de imprecisão. Por esse motivo, a previsão do tempo não é exata.
Considere a previsão do tempo para a cidade de Cuiabá (MT) informada acima e
reúna-se com um colega para responder aos itens a seguir.
a) Qual é a probabilidade de chover na segunda-feira?
b) É certo que vai chover na terça-feira?
IA
c) Qual é a probabilidade de chover na sexta-feira ou no sábado?
d) Qual é a probabilidade de não chover na quinta-feira?
smolaw/Shutterstock

Situação 2
Avaliação com questões
de múltipla escolha
U

Em uma prova objetiva, se sabemos a res-


posta correta de uma questão, então podemos
dizer que a probabilidade de acertá-la é 100%.
Caso seja necessário escolher aleatoriamente
G

uma das alternativas, a probabilidade de acertar


a questão torna-se menor.
Reúna-se com um colega e considere uma
avaliação composta apenas de questões obje-
tivas, isto é, questões cujas opções de respos-
Muitos testes e avaliações são
tas são alternativas. Cada uma das questões
compostas apenas de questões de dessa avaliação tem 5 alternativas como opção
múltipla escolha. de resposta.
a) Quantas opções de resposta é possível escolher em uma questão? Quantas indicam
a resposta correta?
b) Qual é a probabilidade de acertar a resposta de uma questão escolhendo uma al-
ternativa de maneira aleatória?
c) Qual é a probabilidade de acertar a resposta de 3 dessas questões de maneira
aleatória?

60
nattanan726/Shutterstock

D
Situação 3
Pesquisa de medicamentos
Um laboratório está fazendo testes para verificar a segurança e
a eficácia de um novo medicamento. Dois grupos de 100 pessoas

L
cada foram selecionados para a pesquisa de maneira que todas
as pessoas do grupo 1 tomaram o medicamento e as do grupo 2
tomaram placebo.

Depois de 1 mês, foi verificado no grupo que tomou o me-

N
dicamento que 50 pessoas não tiveram nenhum efeito adverso
Para que um novo
ao tomar o medicamento, 30 pessoas apresentaram apenas vermelhidão no rosto, medicamento chegue
10 pessoas apresentaram apenas coceira nas mãos e 10 pessoas apresentaram os aos consumidores,
dois sintomas. Qual é a probabilidade de uma pessoa apresentar: ele precisa passar por
diversas etapas de

P
a) vermelhidão no rosto ao tomar esse medicamento? Placebo testes a fim de garantir
Preparação sem efeitos a segurança de quem
b) coceira nas mãos ao tomar esse medicamento? farmacológicos. É ministrada o ingere e a eficácia
para parte do grupo de do tratamento.
c) vermelhidão no rosto ou coceira nas mãos ao tomar
voluntários nas pesquisas de
esse medicamento? teste de medicamento.
IA
Sorteio em redes sociais
Situação 4
“Quer ganhar um produto da nossa loja? Então siga o nosso perfil, curta a foto
oficial e deixe um comentário marcando outros três amigos!” Você já se deparou com
uma frase parecida com essa nas redes sociais? Essa prática tem se tornado comum
para divulgar produtos ou tornar marcas novas mais conhecidas, e a probabilidade de

Shutterstock / The_Believer_art
uma pessoa ser sorteada é proporcional à quantidade de comentários que ela deixa
na publicação.
U

Uma loja de eletrônicos fez uma postagem para sortear um celular, mediante o
compartilhamento da postagem e o registro de comentários. Sabendo que essa pos-
tagem já tem 2 000 comentários, a probabilidade de ganhar o sorteio com apenas
1
um desses comentários é , 0,0005 ou 0,05%. Todos esses valores são maneiras
2000 Fique atento! Sorteios
G

diferentes de representar a mesma probabilidade. em redes sociais só


a) Beatriz deixou 200 dos 2 000 comentários dessa postagem. Qual é a probabilidade são permitidos por
pessoas jurídicas,
de ela ganhar?
isto é, por lojas ou
b) Foram verificados os seguintes dados sobre os comentários do sorteio: empresas.

Dados dos comentários do sorteio

Regiões do Brasil
Nordeste Norte Demais regiões Total
Faixa etária
De 13 a 15 anos 300 200 300 800
Acima de 15 anos 100 200 900 1 200
Total 400 400 1 200 2 000
Tabela elaborada para fins didáticos.

Sabendo que a pessoa sorteada é da região Nordeste, qual é a probabilidade de


que ela tenha de 13 a 15 anos?

61
Fenômenos aleatórios

D
A palavra probabilidade é derivada do latim probare, que significa “provar” ou
“testar”. É comum usarmos a palavra provável para indicar algo que não se tem cer-
teza de que vai acontecer. Também é frequente que essa palavra esteja associada aos
termos sorte, azar, incerto e duvidoso, de acordo com o contexto das situações.

L
Há certos fenômenos (ou experimentos) que, embora sejam repetidos muitas vezes
e sob condições idênticas, não apresentam os mesmos resultados. Por exemplo, no
lançamento de uma moeda perfeita, o resultado é imprevisível; não se pode determi-
ná-lo antes de ser realizado. Não sabemos se ele será cara ou coroa. Aos fenômenos
(ou experimentos) desse tipo damos o nome de fenômenos aleatórios (ou casuais).

N
Por exemplo, são aleatórios os fenômenos:
• lançamento de um dado não viciado;
• resultado de um jogo de roleta;
• resultado dos números sorteados em uma loteria.

P
marco martins/Shutterstock

Shutterstock / ex_artist
IA

Muitos jogos de tabuleiro utilizam dados ou roletas, que geralmente são os responsáveis pelos
U

resultados parciais ou finais.

Pelo fato de não sabermos o resultado exato de um fenômeno aleatório, buscamos Reflita
as probabilidades de determinado resultado ocorrer. A teoria das probabilidades é um Qual é o significado
ramo da Matemática que cria, elabora e pesquisa modelos para estudar experimentos de expressões como
G

ou fenômenos aleatórios. “moeda perfeita” ou


“dado não viciado”?

Explore para descobrir Não escreva no livro.


Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora

1. Organizem-se em grupos de 4 alunos, depois leiam e conversem sobre a situação


a seguir.
Muitos jogos utilizam roletas para definir os movimentos. Existe um jogo em que
o objetivo é descobrir para qual faixa da roleta a seta vai apontar depois que a
roleta parar de girar.
Veja a roleta ao lado.
A cada rodada, os jogadores tentam adivinhar qual será a faixa sorteada indicando
um grupo de faixas de acordo com o número, a cor ou o desenho. Por exemplo,
é possível dizer que a faixa sorteada terá um coração ou então dizer que a faixa
sorteada será azul.
Neste jogo a roleta é girada e a faixa sorteada é indicada pela seta.

62
D
Veja as opções de categorias mais comuns nesse jogo e as respectivas pontuações caso o jogador adivinhe a faixa
indicada na roleta.

Categoria Pontuação
Cores quentes (vermelho ou laranja) ou frias
2 pontos
(azul ou roxo).

L
Números pares ou números ímpares 2 pontos
Cores: vermelho, azul, branco, laranja ou roxo. 4 pontos
Desenhos: coração, raio, estrela ou nuvem. 5 pontos
Um número em específico, de 1 a 20. 20 pontos

N
O jogador pode indicar qual categoria quiser em cada rodada, o que muda é a quantidade de pontos recebidos.
Você acha que a pontuação diferenciada de acordo com a característica indicada é justa? Explique.

2. Crie uma nova categoria de indicação para o jogo. Depois avalie, de acordo com as regras existentes, qual seria a
pontuação justa.

P
Atividades Não escreva no livro.

7. Atualmente existem diversos métodos contraceptivos, isto é, métodos que evitam a gravidez indesejada. Cada méto-
do, além da probabilidade de sucesso, tem prós e contras que precisam ser analisados para uma escolha adequada
às necessidades de cada pessoa. Veja os prós e contras de três métodos contraceptivos a seguir.
IA
Taxa de
Método Prós Contras
sucesso
Pílulas anticon- Tornam os períodos Não protegem contra Infecções Sexualmente
cepcionais menstruais mais regulados, Transmissíveis (ISTs), é preciso ter muita disciplina para
91%
diminuem a acne e cólicas tomar no mesmo horário todos os dias e podem gerar
menstruais. efeitos colaterais, como náuseas e ganho de massa.
Preservativo Oferece proteção contra É necessário colocar imediatamente antes da relação
masculino 82% ISTs. sexual, precisa ser trocado a cada relação sexual e existe
o risco de furar ou se romper.
U

Preservativo Oferece proteção contra Pode se mover ou ser desconfortável durante a relação
feminino ISTs e pode ser inserido sexual. Precisa ser trocado a cada relação sexual.
79%
algum tempo antes da
relação sexual.
Fonte de consulta: YOUNG WOMENS HEALTH. Prós e contras de diferentes métodos contraceptivos. Disponível em:
G

https://youngwomenshealth.org/2015/05/19/pros-e-contras-de-diferentes-metodos-contraceptivos/. Acesso em: 10 jul. 2020.

Acesse o site https://youngwomenshealth.org/2015/05/19/pros-e-contras-de-diferentes-metodos-contraceptivos/


(acesso em 10 jul. 2020) e leia os prós e contras de outros métodos contraceptivos. Reúna-se a um colega e responda
aos itens no caderno.
a) Existe um método contraceptivo que seja 100% seguro?
b) Quais critérios uma pessoa deve levar em consideração ao escolher um método contraceptivo adequado?
8. A metformina de liberação prolongada é um medicamento indicado para o tratamento de casos de diabetes tipo 2.
Essa é uma doença que pode causar diversos problemas, como doenças cardíacas, lesões renais, lesões oculares,
entre outros; por exemplo, pessoas com diabetes têm 60% de probabilidade de desenvolver catarata.
As reações indesejáveis relacionadas à medicação são classificadas em muito comuns, com probabilidade até 10%,
como náusea, vômito, diarreia e dor abdominal; comuns, com probabilidade até 1%, como distúrbios do paladar; ou
raras e muito raras, com probabilidade até 0,1%, como diminuição da absorção da vitamina B12 e reações cutâneas.
Considerando os riscos da piora da diabetes, converse com um colega e discutam como podemos usar a probabili-
dade para justificar o uso desse medicamento, apesar dos possíveis efeitos colaterais.

63
Conex›es

D
O que é determinismo?
Determinismo estrito

L
Na tentativa de entender a natureza, em Ciências da Natureza e suas Tecnologias, estudamos e desenvol-
vemos representações do mundo com o auxílio de modelos.
Um modelo é uma imagem mental simplificada e idealizada, que permite representar, com maior ou menor
precisão, o comportamento de um sistema.

N
UFSM. O que é um modelo? Física – Curso de Graduação – Campus Santa Maria, 20 fev. 2020. Disponível em:
www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/fisica/2020/02/20/o-que-e-um-modelo/. Acesso em: 30 jun. 2020.

Dessa maneira, imagina-se que, conhecendo todas as informações e equações que regem um sistema,
seria possível calcular todos os estados desse sistema, estando eles no passado, no presente ou no futuro.
Por exemplo, considere que, às 14 h 00 min de determinado dia, um carro, com medida de velocidade

P
constante de 100 km/h, está viajando em uma estrada retilínea e passa pelo marco de 50 km.
Nesse exemplo, o carro é o sistema, e,
Oleksandr Savchuk/Shutterstock

utilizando as informações que temos, pode-


mos fazer inferências sobre a evolução dele,
isto é, calcular em qual posição o carro vai
IA
estar depois de 10 minutos, ou indicar a me-
dida de velocidade do carro considerando
uma medida de distância percorrida, por
exemplo.
Isso significa que, se considerarmos que
o comportamento do sistema não sofrerá
alterações, então a evolução do sistema já
está definida e é previsível para qualquer
U

instante do futuro.
A tese, chamada de determinismo es-
trito, defende que o estado presente do
Sabendo todas as informações e variáveis a respeito do carro em Universo (ou os estados do passado e do
movimento, seria possível calcular a posição dele em qualquer instante
presente) determina seu estado em qual-
do tempo.
G

quer instante do futuro.


[...] A crença de Laplace no determinismo e sua confiança nas leis de Newton levaram-no a afirmar o
seguinte em seu Essai philosophique sur les probabilités de 1814: “Pode-se considerar o estado presente do
universo como um efeito do seu passado e uma causa do seu futuro. Uma inteligência que, num certo mo-
mento, soubesse todas as forças que atuam na natureza, a posição de tudo que a compõe, que fosse capaz de
analisar todos estes dados e representar numa única fórmula o movimento de todos os corpos do universo,
dos maiores aos menores; para esta inteligência, nada seria incerto e o futuro seria, como o passado, presente
ante os seus olhos”.
Essa inteligência a qual se refere Laplace foi chamada, por seus sucessores, de Demônio de Laplace. Se
ela existisse, nosso livre-arbítrio seria apenas uma ilusão, o que não é uma grande surpresa se o determinismo
for admitido como universalmente válido. Nossas ações futuras, nossos pensamentos, tudo isso poderia ser
previsto pelo Demônio de Laplace se este conhecesse as leis que regem o funcionamento de nossos cérebros,
suas composições, seus estados exatos num dado instante de tempo e suas inter-relações com o universo a
nossa volta. [...]
ABDALLA, Elcio; SAA, Alberto. Cosmologia: dos mitos ao centenário da relatividade. São Paulo: Blucher, 2010. p. 54-55.

64
Não escreva no livro.
Vamos admitir que há sistemas previsíveis, como o do exemplo anterior. Isso não significaria que todos os

D
sistemas são deterministas estritos. Mas, se constatássemos que um sistema é imprevisível, isso invalidaria a
tese do determinismo estrito? Não necessariamente, pois é possível que ainda não encontramos um mode-
lo capaz de definir a evolução desse sistema ou que não temos o devido acesso às variáveis que influenciam
a evolução dele.
Percebemos aqui que estamos lidando, então, com duas discussões distintas: uma referente à natureza

L
do Universo e outra referente à capacidade que temos de conhecê-lo. Dessa maneira, é possível que a natu-
reza do Universo seja compatível com o determinismo estrito e, mesmo assim, devido aos limites de nossas
capacidades, constatarmos que há sistemas imprevisíveis – pois a previsibilidade de um fenômeno está re-
lacionada com a capacidade de tratar, modelar, entender e prever as variáveis que atuam nele, e não com a
essência dele em si.

N
Determinismo estatístico
No começo do século XX, surgiram várias teorias na área das Ciências da Natureza e suas Tecnologias,
de maneira que diversas ideias, que antes eram aceitas, passaram a ser revisadas e atualizadas. Alguns
pensadores diferenciam os estudos de Física como Física clássica (antes do século XX) e Física moderna (do

P
século XX em diante).
Uma das características da Física clássica é que toda quantidade física tem um valor determinado, mas na
Física moderna alguns valores são expressos usando probabilidades.
No exemplo anterior, sabemos que o carro está, às 14 h 00 min de determinado dia, no km 50 de uma
estrada. Isso significa que sabemos com precisão a posição dele, ou seja, esse é um modelo alinhado com
a Física clássica. No entanto, a posição de um elétron, que é objeto de estudo da Mecânica quântica – uma
IA
das áreas da Física moderna –, não pode ser definida da mesma maneira. Por exemplo, os átomos, que são
estruturas que formam a matéria de tudo o que existe, possuem elétrons que ficam orbitando o núcleo. Para
indicar a posição de um elétron em relação ao núcleo de um átomo, usamos uma distribuição de probabili-
dade, ou seja, não indicamos onde um elétron está na órbita, mas sim a probabilidade de que ele esteja em
determinada posição.
U
G
Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora

Este é o modelo de um “mapa”


usado para encontrar elétrons em
um átomo. Quanto mais densa for
a região, mais provável encontrar
um elétron ali. Imagem não está
representada em proporção e
imagem com cores fantasia.

65
Conex›es Não escreva no livro.

Albert Einstein (1879-1955), embora tenha contribuído para estudos que deram origem à Mecânica

D
quântica, jamais aceitou essa interpretação probabilística. Ele acreditava que a Mecânica quântica estava
incompleta e que os modelos dela deveriam evoluir para novos modelos capazes de determinar assertiva-
mente a evolução de um sistema, caso houvesse acesso às variáveis relevantes. Por acreditar que as leis do
Universo não poderiam ser intrinsecamente probabilísticas, Einstein teria dito “Deus não joga dados com
o Universo”.

L
Apesar das opiniões de Einstein, atualmente a comunidade científica entende que na Mecânica quântica
admite-se que, para medições individuais, há sistemas que apresentam resultados imprevisíveis, porém ela
permite previsões sobre as frequências estatísticas com as quais os diferentes resultados ocorrem. Admitindo
essa característica e considerando sistemas quânticos (sistemas físicos cujas dimensões são muito pequenas,
à escala das partículas subatômicas), surgiu a tese do determinismo estatístico.

N
Incerteza e teoria do caos
No início desta seção dissemos que, na Mecânica clássica, ao conhecer algumas informações e as equa-
ções que regem a evolução de um sistema, seria possível calcular os diferentes estados.
Se fôssemos investigar, na prática, o movimento de um carro em uma estrada, perceberíamos que alguns

P
elementos que assumimos verdadeiros não se comportariam exatamente como os consideramos. Isso acon-
tece porque idealizamos alguns aspectos da situação descrita; por exemplo, admitimos que o carro manteria
medida de velocidade constante na pista retilínea, mas a pista poderia não ser perfeitamente retilínea e o
carro poderia não manter a medida de velocidade constante indefinidamente.
Um modelo mais realístico levaria em consideração outras variáveis, como os efeitos provocados pela
IA
resistência do ar sobre o carro, o atrito entre os pneus e a estrada, o desgaste do motor, a quantidade de
combustível e até mesmo eventuais paradas, que seriam, pelo menos, satisfatórias.
No entanto, há sistemas em que as imprecisões iniciais geram imprecisões muito grandes nos resultados
finais, como é o caso da previsão numérica do tempo atmosférico. Sistemas assim comportam-se de acordo
com o caos determinístico. O estado deles pode ser previsto inicialmente, mas, por serem altamente mutá-
veis, é muito difícil prever a evolução. Ou seja, dependendo das condições conhecidas, a previsão pode ter
uma incerteza tão grande que deixa de ser útil.
Fontes de consulta: ABDALLA, Elcio; SAA, Alberto. Cosmologia: dos mitos ao centenário da relatividade. São Paulo: Blucher, 2010. p. 54-55;
PESSOA, Osvaldo. Determinismo e probabilidade. Filosofia da Física clássica. Disponível em: http://opessoa.fflch.usp.br/sites/opessoa.fflch.
U

usp.br/files/FiFi-17-Cap14.pdf. Acesso em: 18 jun. 2020; UFSM. O que é um modelo? Física – Curso de Graduação – Campus Santa Maria,
20 fev. 2020. Disponível em: https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/fisica/2020/02/20/o-que-e-um-modelo/.
Acesso em: 30 jun. 2020.

Conecte com o texto


G

1. Neste capítulo são analisadas, com a ajuda da probabilidade, diversas situações, como o lançamento de um dado
não viciado. Buscamos compreender qual é a probabilidade de determinado resultado (por exemplo, o número 6)
ocorrer em cada experimento. Como você pode interpretar a afirmação “A probabilidade de ocorrer o número 6 no
1
lançamento de um dado não viciado é ”?
6
Pesquise e debata
2. Nesta seção, você leu sobre o determinismo estrito, tese que afirma que os estados futuros do Universo podem ser
determinados conhecendo todas as variáveis do estado atual e como elas se relacionam. Compare essa tese com a
ideia de probabilidade que você conhece, utilizando, preferencialmente, a situação da atividade anterior.

Sobre o assunto
Assista ao vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=_cXg5XA9LO4 (acesso em: 30 jun. 2020), da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), para conhecer mais as leis deterministas e a relação delas com o
livre-arbítrio.

66
Espaço amostral e evento

D
Em um experimento (ou fenômeno) aleatório, o conjunto formado por todos os resultados possíveis é
chamado espaço amostral (V). Qualquer subconjunto do espaço amostral é chamado evento.

L
Acompanhe alguns exemplos de fenômenos (ou experimentos) aleatórios.
a) Lançar um dado de seis faces não viciado e registrar o resultado.
Ao lançar um dado não viciado de seis faces, o conjunto de todos os resultados possíveis é {1, 2, 3,
4, 5, 6}. Se considerarmos apenas os lançamentos em que o número é ímpar, temos o subconjunto
{1, 3, 5}. Podemos concluir que:

N
• espaço amostral: V 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
• evento A: “Ocorrer número ímpar no lançamento de um dado” ñ A 5 {1, 3, 5}.
b) Retirar uma carta de um baralho de 52 cartas e registrar o naipe.

nagesh sakate/Shutterstock
Considerando C 5 copas, E 5 espadas, O 5 ouros e P 5 paus,

P
sabemos que, ao retirar uma carta de um baralho completo, o
conjunto dos resultados possíveis é {C, E, O, P}. Se considerar-
mos apenas as cartas do naipe ouros, temos o subconjunto {O}.
Podemos concluir que:
• espaço amostral: V 5 {C, E, O, P}.
IA
• evento B: “Retirar uma carta cujo naipe seja ouros” ñ B 5 {O}.
Um baralho comum é formado por 52
cartas, sendo 13 cartas de cada naipe.
Quando um evento é formado por apenas um elemento do espaço Para cada naipe há cartas numeradas de
2 a 10, além das cartas ás, valete, dama
amostral, ele é chamado evento elementar.
e rei.

c) Escolher um estudante em uma turma de Ensino Médio e registrar a medida de comprimento da altura dele.
Considerando h a medida de comprimento da altura em metros de um estudante, sabemos que, ao
U

escolher um estudante qualquer em uma turma de Ensino Médio, o conjunto de todos os resultados
possíveis é {h é R| h > 0}. Se considerarmos apenas os estudantes com medida de comprimento de
altura menor do que 1,7 m, temos o subconjunto {h é R: 0 < h < 1,7}. Podemos concluir que:
• espaço amostral: V 5 {h é R| h > 0}.
• evento C: “Escolher um estudante com medida de comprimento da altura menor do que
G

1,7 metro” ñ C 5 {h é R| 0 < h < 1,7}.


Os espaços amostrais podem ser discretos ou não. Os espaços amostrais discretos são aqueles em que
é possível contar os elementos utilizando números naturais. Os exemplos a e b mostram espaços amostrais
discretos.
O exemplo c mostra um espaço amostral não discreto, pois não é possível contar os elementos do con-
junto V 5 {h é R| h > 0}.

Atividades resolvidas
2. No lançamento simultâneo de 2 dados, um verde e um vermelho, determine o espaço amostral e os eventos a
seguir.
a) A: “ocorrer o mesmo número em ambos os dados”. d) D: “ocorrer soma menor do que 5”.
b) B: “ocorrer soma 7”. e) E: “ocorrer soma maior do que 12”.
c) C: “ocorrer soma maior do que 10”. f) F: “ocorrer soma maior do que 1 e menor do que 13”.

67
Resolução

D Banco de imagens/Arquivo da editora


Podemos representar o espaço amostral por meio de um diagrama. (1, 6) (2, 6) (3, 6) (4, 6) (5, 6) (6, 6)
Nele indicamos, entre parênteses, o valor da face do dado verde e o
valor da face do dado vermelho, nessa ordem. (1, 5) (2, 5) (3, 5) (4, 5) (5, 5) (6, 5)

dado vermelho
O espaço amostral é formado por 36 elementos.
V 5 {(1, 1), (1, 2), (1, 3), (1, 4), (1, 5), (1, 6), (2, 1), (2, 2), (2, 3), (1, 4) (2, 4) (3, 4) (4, 4) (5, 4) (6, 4)
(2, 4), (2, 5), (2, 6), (3, 1), (3, 2), (3, 3), (3, 4), (3, 5), (3, 6), (4, 1),

L
(4, 2), (4, 3), (4, 4), (4, 5), (4, 6), (5, 1), (5, 2), (5, 3), (5, 4), (5, 5), (1, 3) (2, 3) (3, 3) (4, 3) (5, 3) (6, 3)
(5, 6), (6, 1), (6, 2), (6, 3), (6, 4), (6, 5), (6, 6)}
(1, 2) (2, 2) (3, 2) (4, 2) (5, 2) (6, 2)
a) A 5 {(1, 1), (2, 2), (3, 3), (4, 4), (5, 5), (6, 6)}
b) 1 1 6 5 7; 2 1 5 5 7; 3 1 4 5 7; 4 1 3 5 7; 5 1 2 5 7; 6 1 1 5 7. (1, 1) (2, 1) (3, 1) (4, 1) (5, 1) (6, 1)

N
B 5 {(1, 6), (2, 5), (3, 4), (4, 3), (5, 2), (6, 1)}
c) 5 1 6 5 11; 6 1 5 5 11; 6 1 6 5 12.
dado verde
C 5 {(5, 6), (6, 5), (6, 6)}
d) 1 1 1 5 2; 1 1 2 5 3; 1 1 3 5 4; 2 1 1 5 3; 2 1 2 5 4; 3 1 1 5 4.
D 5 {(1, 1), (1, 2), (1, 3), (2, 1), (2, 2), (3, 1)}

P
e) A maior soma possível é 6 1 6 5 12.
E50
f) Todos os lançamentos se enquadram.
F 5 {(1, 1), (1, 2), (1, 3), », (6, 5), (6, 6)} 5 V
IA
Atividades Não escreva no livro.

9. No lançamento de uma moeda perfeita, determine o experimento “retirar aleatoriamente uma carta do
espaço amostral e o evento A: “ocorrer cara”. baralho” e o evento A: “retirar um ás do baralho”.
10. No lançamento de um dado não vi- 12. Descreva o espaço amostral do experimento “sortear
Undorik/Shutterstock

ciado de 8 faces, numerado de 1 a 8, uma peça entre peças numeradas de 1 a 50” e o even-
determine o espaço amostral do expe- to “sortear uma peça com número primo”.
rimento “lançar um dado de 8 faces”
13. Pense em um experimento aleatório e descreva tex-
U

e o evento A: “ocorrer um número


Dado de 8 faces. tualmente esse experimento e um evento dele. De-
múltiplo de 3”.
pois troque com um colega e peça a ele que deter-
11. Considerando um jogo que utiliza as 52 cartas de mine, utilizando a notação de conjuntos, o espaço
um baralho comum, descreva o espaço amostral do amostral e o evento desse experimento.
G

Eventos certos e eventos impossíveis


No experimento aleatório “lançar um dado não viciado de seis faces e registrar o resultado”, temos o
espaço amostral: V 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6}. Considerando o evento A: “ocorrência de um número menor do que
7”, temos A 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Podemos perceber que o evento e o espaço amostral são iguais; portanto, nesse caso, escrevemos A 5 V.

Quando um evento é igual ao espaço amostral, ele é chamado evento certo. Fique atento
Quando não
Considere agora o evento B: “ocorrência de número maior do que 6”. No dado especificado,
não existe número maior do que 6. Portanto, B 5 0. os dados dos
experimentos são
Quando um evento é vazio, ele é chamado evento impossível. sempre os comuns,
de seis faces e não
Dizemos que A é um evento certo e B é um evento impossível. viciados.

68
União e interseção de eventos

D
Podemos realizar também a união e a interseção de eventos. Considere, no lança-
mento de um dado não viciado de seis faces, os eventos a seguir.
• C: “ocorrência de número par” ñ C 5 {2, 4, 6}.
• D: “ocorrência de múltiplo de 3” ñ D 5 {3, 6}.

L
• E: “ocorrência de número par ou múltiplo de 3” ñ
ñ E 5 C í D 5 {2, 4, 6} í {3, 6} 5 {2, 3, 4, 6} (união de eventos).
• F: “ocorrência de número par e múltiplo de 3” ñ
ñ F 5 C ì D 5 {2, 4, 6} ì {3, 6} 5 {6} (interseção de eventos).

N
Complementar de um evento
Considere, no lançamento de um dado não viciado de seis faces, os eventos a
seguir.
• C: “ocorrência de número par” ñ C 5 {2, 4, 6}.

P
• H: “ocorrência de número ímpar” ñ H 5 {1, 3, 5}.
Observe que C ì H 5 0 e C í H 5 V. Quando isso acontece, C e H são chamados
eventos complementares.

Os eventos A e B, de um mesmo espaço amostral V, são chamados eventos


IA
complementares se A ì B 5 0 e A í B 5 V.
Indicamos assim: A 5 B 5 cBV (complementar de B em relação a V) e
B 5 A 5 cAV (complementar de A em relação a V).

Quando a interseção de dois eventos é o conjunto vazio, eles são chamados even-
tos mutuamente exclusivos.
Por exemplo, no lançamento de um dado não viciado de seis faces, os eventos
F: “ocorrência de número par e múltiplo de 3” (F 5 {6}) e H: “ocorrência de número
U

ímpar” (H 5 {1, 3, 5}) são mutuamente exclusivos (F ì H 5 0), mas não são comple-
mentares (F í H 5 {1, 3, 5, 6} = V).

Atividades Não escreva no livro.


G

14. No lançamento de uma moeda perfeita, considere os 16. Foram colocadas 15 bolinhas coloridas em uma caixa:
eventos A: “ocorrer cara” e B: “ocorrer coroa”. 5 bolinhas vermelhas, 4 verdes, 4 amarelas e 2 azuis.
Considere o experimento “retirar uma bolinha da caixa”
a) Determine o espaço amostral e os eventos A e B.
e responda aos itens no caderno.
b) Os eventos A e B são mutuamente exclusivos? São
complementares? Justifique sua resposta. a) Como pode ser classificado o evento A: “retirar
uma bolinha da caixa”?
15. Considere o lançamento de um dado não viciado de
12 faces, numeradas de 1 a 12, e o evento C: “ocorrer b) Como pode ser classificado o evento B: “retirar uma
um número maior do que 6”. bolinha branca da caixa”?
Undorik/Shutterstock

c) Utilize esse espaço amostral para criar 2 eventos


Ao lançar um dado de
12 faces sobre uma superfície, uma complementares.
face sempre fica voltada para cima.
d) Utilize esse espaço amostral para criar 2 eventos
a) Indique o espaço amostral e o evento C. mutuamente exclusivos que não sejam complemen-
b) Indique o evento D que é complementar de C. tares.

69
Cálculo de probabilidades

D
Explorando cálculos de probabilidades
Vamos explorar uma situação em que o conceito de probabilidade está envolvido.

Explore para descobrir

L
Não escreva no livro.

Considere uma caixa com 20 bolinhas iguais, exceto pelas cores. Dessas bolinhas, 10 são azuis, 5 são brancas, 4 são
vermelhas e 1 é rosa. Reúna-se com um colega e, juntos, respondam e justifiquem cada item no caderno.
1. Ao retirar aleatoriamente uma bolinha da caixa, é mais provável que ela seja rosa ou vermelha?

N
2. Ao retirar aleatoriamente uma bolinha da caixa, é mais provável que ela seja vermelha ou azul?

3. É impossível tirar uma bolinha rosa da caixa?

4. Ao tirar uma bolinha da caixa, é certo que ela será azul?

P
Formalizando cálculos de probabilidades
Em um fenômeno (ou experimento) aleatório, em que todo evento Fique atento
elementar tem a mesma probabilidade de ocorrer, como retirar uma bo- Nesse caso, os eventos
linha de uma caixa de bolinhas coloridas, quanto maior o número de ele- elementares são chamados
mentos de um evento dentro de um mesmo espaço amostral, maior a eventos equiprováveis, já que têm
IA
a mesma probabilidade de ocorrer.
probabilidade de ele vir a ocorrer.

Dizemos que em um fenômeno (ou experimento) aleatório, que possui espaço


amostral V não vazio, finito e equiprovável, a probabilidade de ocorrer um
evento A com espaço amostral V é indicada por p(A) e é dada por:
número de elementos de A n (A )
p(A) 5 5
número de elementos de V n(V)
ou
U

número de resultados favoráveis


p(A) 5
número total de resultados possíveis

Considerando a caixa com 20 bolinhas iguais, exceto pela cor, sendo 10 azuis,
5 brancas, 4 vermelhas e 1 rosa, temos os seguintes eventos: A: “retirar uma bolinha
G

azul”; B: “retirar uma bolinha branca”; C: “retirar uma bolinha vermelha”; D: “retirar
uma bolinha rosa”.
Sabendo que n(V) 5 20, podemos calcular a probabilidade de cada um desses
eventos.
n (A ) 10 1
• Há 10 bolinhas azuis ~ n(A) 5 10. Logo, p(A) 5 n(V)
5
20
5
2
5 0,5 5 50%.

n(B ) 5 1
• Há 5 bolinhas brancas ~ n(B) 5 5. Logo, p(B) 5 n(V)
5
20
5
4
5 0,25 5 25%.
Fique atento
n(C ) 4 1
• Há 4 bolinhas vermelhas ~ n(C) 5 4. Logo, p(C) 5
n(V)
5
20
5
5
5 0,2 5 20%. A probabilidade
pode ser indicada
na forma de fração,
n(D ) 1
• Há 1 bolinha rosa ~ n(D) 5 1. Logo, p(D) 5 n(V)
5
20
5 0,05 5 5%. porcentagem ou
decimal.

70
Certeza e impossibilidade

D
Vamos relacionar a probabilidade do evento impossível e do evento certo com os demais eventos. Con-
siderando um evento A que está contido em um espaço amostral V não vazio, finito e equiprovável, os con-
juntos 0, A e V estão sempre relacionados por 0 ú A ú V.
Relacionando o número de elementos desses conjuntos, temos n(0) , n(A) , n(V).

L
n(0) n(A ) n(V)
Dividindo esses números por n(V) > 0, encontramos , , . Como n(0) 5 0, então
n(V) n(V) n(V)
n(0) n(V)
5 0. Sabemos que 5 1.
n(V) n(V)

N
Concluímos que 0 , p(A) , 1.
Isso significa que a probabilidade de ocorrer um evento pode assumir valores de 0 a 1.

Quando p(A) 5 0, o evento A é um evento impossível, e não há possibilidade de que ele venha a ocorrer.
Quando p(A) 5 1, o evento A é um evento certo, e há certeza de que ele ocorrerá.

Atividades resolvidas

P
3. Considere o experimento aleatório do lançamento de uma moeda perfeita. Qual é a probabilidade de ocorrer cara?

Resolução
IA
Tanto “ocorrer cara” como “ocorrer coroa” (que são os eventos elementares) têm a mesma probabilidade de
ocorrer. Considerando C como cara e K como coroa, temos:
• espaço amostral: V 5 {C, K} ~ n(V) 5 2;
• evento A: “ocorrer cara” ñ A 5 {C} ~ n(A) 5 1.
n(A ) 1
Portanto, p(A) 5 5 5 0,5 5 50%.
n(V) 2
Fique atento
1 50 1
Como 5 5 50%, no lançamento de uma moeda perfeita, a probabilidade de ocorrer cara é ou 50%. Isso
U

2 100 2
não significa que, se jogarmos duas vezes a moeda, em uma das jogadas com certeza ocorrerá cara e, na outra, coroa.
Significa que, após um número grande de jogadas, a tendência é que em aproximadamente 50% (metade) delas
ocorra cara.

4. Considere todos os números naturais de 4 algarismos distintos que é possível formar com os algarismos 1, 3,
G

4, 7, 8 e 9. Escolhendo um deles ao acaso, qual é a probabilidade de ocorrer um número que comece por 3 e
termine em 7?
Resolução
? ? ? ? ñ n(V) 5 A6, 4 5 6 ? 5 ? 4 ? 3 5 360  12 1
 ~ p (A ) 5 5
3 ? ? 7 ñ n(A ) 5 A4, 2 5 4 ? 3 5 12  360 30
5. No lançamento de um dado não viciado, qual é a probabilidade de ocorrer um número maior do que 4?
Resolução
Nesse caso, temos:
• espaço amostral: V 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6} ~ n(V) 5 6;
• evento A: “ocorrer um número maior do que 4” ñ A 5 {5, 6} ~ n(A) 5 2.
n(A ) 2 1
Logo, p(A) 5 5 5 .
n(V) 6 3
1
Como â 0,33 5 33%. Portanto, a probabilidade de ocorrer um número maior do que 4 no lançamento de
3
1
um dado não viciado é ou aproximadamente 33%.
3

71
6. No lançamento simultâneo de 3 moedas perfeitas 7. Em um grupo de 75 jovens, 16 gostam de música,

D
distinguíveis, qual é a probabilidade de ocorrer: esporte e leitura; 24 gostam de música e esporte;
a) pelo menos duas caras? 30 gostam de música e leitura; 22 gostam de espor-
te e leitura; 6 gostam somente de música; 9 gostam
b) exatamente duas caras?
somente de esporte; e 5 jovens gostam somente de
Reflita leitura.
a) Qual é a probabilidade de, ao escolher aleatoria-

L
Qual é a diferença entre dizer “pelo menos duas” e
“exatamente duas”? mente um desses jovens, ele gostar de música?
b) Qual é a probabilidade de, ao escolher aleato-
Resolução riamente um desses jovens, ele não gostar de
Nesse caso, é conveniente usar a árvore de possibili- qualquer dessas atividades?

N
dades. Considerando C como cara e K como coroa, Resolução
temos:
Podemos construir o diagrama de Venn consideran-
1a moeda 2a moeda 3a moeda do M 5 música, E 5 esporte e L 5 leitura.
C (C, C, C)
C

Banco de imagens/Arquivo da editora


K (C, C, K)
C M E
C (C, K, C)

P
K
K (C, K, K) 6 8 9
C (K, C, C) 16
C 14 6
K (K, C, K)
K
C (K, K, C)
K 5
K (K, K, K) 11 L
IA
V 5 {(C, C, C), (C, C, K), (C, K, C), (C, K, K), (K, C, C),
(K, C, K), (K, K, C), (K, K, K) ~ n(V) 5 8 a) n(V) 5 75 e 6 1 8 1 16 1 14 5 44 ñ 44 gostam
de música.
a) evento A: “ocorrer pelo menos duas caras” ñ A 5
5 {(C, C, C), (C, C, K), (C, K, C), (K, C, C)} ñ Probabilidade de gostar de música:
ñ n(A) 5 4 n(A ) 44
p(A) 5 5 â 0,586 â 58,6%.
n(V) 75
n(A ) 4 1
p(A) 5 5 5 5 0,5 5 50% b) n(V) 5 75 e 75 2 (6 1 9 1 5 1 8 1 6 1 14 1 16) 5
n(V) 8 2
5 75 2 64 5 11 ñ 11 não gostam de qualquer
b) evento B: “ocorrer exatamente duas caras” ñ B 5 dessas atividades.
5 {(C, C, K), (C, K, C), (K, C, C)} ñ n(B) 5 3
U

Probabilidade de não gostar de qualquer dessas


n(B ) 3 n(B ) 11
p(B) 5 5 5 0,375 5 37,5% atividades: p(B) 5 5 â 0,146 â 14,6%.
n(V) 8 n(V) 75
G

Atividades Não escreva no livro.

17. Considere o experimento “sortear um número na role- b) um número primo?


ta” e defina o espaço amostral e os eventos A: “ocor- c) o número 3?
rer o número 2”; B: “ocorrer número ímpar”.
d) um número menor do que 3?
Banco de imagens/
Arquivo da editora

e) um número menor do que 1?


3 1
f) um número menor do que 7?
2 19. Em uma caixa há bolas iguais, exceto pela cor, de
modo que 6 bolas são brancas e 4 bolas são verme-
lhas. Qual é a probabilidade de, ao acaso, ser retirada:
18. No lançamento de um dado não viciado, qual é a pro-
babilidade de ocorrer: a) uma bola vermelha?
a) um número par? b) uma bola branca?

72
Não escreva no livro.

D
20. Na Física, o conceito de densidade é a relação entre a grupo de moradores, entre crianças, adolescentes e
medida de massa de um material e a medida de volume adultos, conforme dados do quadro.
que ele ocupa no espaço. Um valor de referência é a den-
sidade da água, que ocupa 1 cm3 de espaço para cada Participantes Número de pessoas
grama de massa. O fato de um objeto afundar ou boiar na Crianças x
água tem relação direta com a densidade. Considere uma Adolescentes 5

L
situação em que pequenos recipientes de densidade des-
Adultos 10
prezível serão preenchidos com determinada substância.
Se a medida de densidade dessa substância for maior do Uma pessoa desse grupo foi escolhida aleatoriamente
que 1 g/cm3, o recipiente afunda; do contrário, boia. para falar do projeto. Sabe-se que a probabilidade de a
Veja a lista de materiais e as respectivas medidas de pessoa escolhida ser uma criança é igual a dois terços.
densidade.

N
Diante disso, o número de crianças que participa desse
projeto é:
Medida de densidade de materiais
a) 6. b) 9. c) 10. d) 30. e) 45.
Material Densidade (g/cm³)
Aço 7,8 23. Existem diversos jogos que utilizam baralhos comuns,
de 52 cartas. Em um desses jogos foram selecionadas
Chumbo 11,3

P
essas 6 cartas: quatro de ouros (4O), quatro de espa-
Cobre 8,96 das (4E), cinco de espadas (5E), oito de ouros (8O), seis
Etanol 0,789 de copas (6C) e dez de paus (10P).

Tiago Donizete Leme/


Arquivo da editora
Ferro 7,87
Gelatina 1,27
Glicerina 1,26
IA
Leite 1,03
Cartas do jogo de baralho.
Madeira 0,5
Sorteando, aleatoriamente, uma das 6 cartas, qual é a
Mercúrio 13,5 probabilidade de ocorrer:
Ouro 19,3 a) a carta 6 de copas?
Platina 21,5 b) uma carta vermelha?
Quartzo 2,65 c) uma carta de espadas?
Fonte de consulta: TODA MATÉRIA. Densidade. d) uma carta que é um 4?
U

Disponível em: https://www.todamateria.com.br/


densidade/. Acesso em: 9 jul. 2020. e) uma carta com um número par?

Qual é a probabilidade de escolhermos aleatoriamen- 24. Considere pedaços iguais de papel numerados de 1
te um desses materiais e ele boiar na água? a 13, igualmente dobrados em uma caixa. Qual é a
probabilidade de que o número retirado seja:
21. Pesquisadores desenvolveram 2 medicamentos dife-
a) par?
G

rentes para o tratamento de uma doença. A probabi-


lidade de cura dessa doença, caso o paciente não re- b) divisível por 3?
ceba qualquer tratamento, é de 20%. O medicamento
A garante probabilidade de cura igual a 80%, conside- c) um número primo?
rando que o paciente não tenha qualquer outra comor- d) maior do que 8?
bidade. A cada doença associada, a probabilidade de
e) menor do que 10?
cura cai 5 pontos percentuais (5%). O medicamento B
garante probabilidade de cura igual a 60%, indepen- f) um número maior do que 5 e menor do que 10?
dentemente da comorbidade do paciente. g) múltiplo de 4?
a) Qual medicamento deve ser receitado para uma 25. No lançamento simultâneo de 2 dados não viciados
pessoa que tenha 2 comorbidades além da doença? e distinguíveis, um branco e outro vermelho, qual é a
b) A partir de quantas comorbidades uma pessoa pre- probabilidade de que:
cisa ter para que seja mais indicado o uso do medi-
camento B? a) a soma seja 7?
b) a soma seja par?
22. (Enem) Um projeto para incentivar a reciclagem de lixo
de um condomínio conta com a participação de um c) a soma seja um número primo?

73
Não escreva no livro.

d) a soma seja maior do que 1 e menor do que 8? ambos, Informática e Inglês. Qual é a probabilidade de

D
e) ambos os números sejam pares? um desses estudantes, selecionado ao acaso:
f) ambos os números sejam iguais? a) estar frequentando somente o curso de Informática?
g) o número no dado vermelho seja múltiplo do núme- b) não estar frequentando nenhum desses cursos?
ro no dado branco? 29. Uma pesquisa sobre quais matérias os estudantes de

L
26. O dominó é um jogo formado uma universidade estão cursando foi feita na Faculdade

PackagingMonster/Shutterstock
por 28 peças retangulares. Cada de Medicina. O resultado obtido foi o seguinte:
peça é dividida ao meio e, em • 34 estudantes cursam Microbiologia;
cada parte da peça, há a indica- • 40 estudantes cursam Bioestatística;
ção de um número que é repre- • 44 estudantes cursam Química geral;
sentado por uma quantidade de
• 18 estudantes cursam Microbiologia e Bioestatística;

N
bolinhas que varia de 0 a 6.
• 16 estudantes cursam Microbiologia e Química geral;
De acordo com a figura ao lado,
classifique como verdadeira (V)
• 20 estudantes cursam Bioestatística e Química geral; e
ou falsa (F) as sentenças abaixo, • 10 estudantes cursam as 3 matérias citadas.
considerando o sorteio de uma Escolhendo um entre os estudantes entrevistados ao
acaso e sabendo que todos os estudantes cursam ao

P
das peças do dominó.
menos uma das matérias citadas, qual é a probabilidade
a) A probabilidade de retirar
de que esse estudante curse apenas uma das matérias?
aleatoriamente uma peça
que possua 2 partes iguais 20 37 20 59 74
a) b) c) d) e)
1 37 20 59 20 118
a6é .
28 30. Em uma enquete foram entrevistadas 80 pessoas so-
b) A probabilidade de retirar
IA
bre os meios de transporte que utilizavam para ir ao
aleatoriamente uma peça,
trabalho e/ou à escola. Dessas, 42 responderam ôni-
cuja soma do número de
bus, 28 responderam carro e 30 responderam moto.
bolinhas das partes seja
Representação das 28 Além disso, sabemos que 12 utilizavam ônibus e carro,
1
menor do que 3, é . peças de um dominó. 14, carro e moto, e 18, ônibus e moto; 5 utilizavam os
4
c) A probabilidade de retirar três: carro, ônibus e moto. Qual é a probabilidade de
aleatoriamente uma peça que possua pelo menos que uma dessas pessoas, selecionada ao acaso, utilize:
5 a) apenas ônibus?
uma parte com exatamente 4 é .
28 b) apenas carro?
d) A probabilidade de retirar aleatoriamente uma peça
U

que possua pelo menos uma parte com exatamente 2 c) carro e ônibus, mas não moto?
1 d) nenhum dos três veículos?
é .
4 e) apenas um desses veículos?
e) A probabilidade de retirar aleatoriamente uma peça
que possua pelo menos uma parte com exatamente 2 31. Considere um baralho de 52 cartas.
1
ou 4 é . a) De quantas maneiras diferentes é possível escolher
G

2
f) A probabilidade de retirar aleatoriamente uma aleatoriamente 2 cartas desse baralho?
peça, cuja soma do número de bolinhas das partes b) De quantas maneiras diferentes é possível escolher
1 aleatoriamente 2 cartas de espadas desse baralho?
seja maior do que 9, é .
7
g) Algumas regiões do país chamam as pedras do do- c) Qual é a probabilidade de, escolhendo-se aleatoriamen-
minó que têm ambas as partes com a mesma quanti- te 2 cartas desse baralho, ocorrer 2 cartas de espadas? 1
17
dade de bolinhas de “carroça” ou “carroção”. A pro- 32. (Fatec-SP) Um aprendiz de feiticeiro, numa experiência
1
babilidade de retirar aleatoriamente uma carroça é . investigativa, tem a sua disposição cinco substâncias dis-
6
tintas entre as quais deverá escolher três distintas para
27. Crie um espaço amostral e um evento que pertença a
fazer uma poção. No entanto, duas dessas cinco substân-
ele. Depois elabore um problema que pergunte qual é
cias, quando misturadas, anulam qualquer efeito reativo.
a probabilidade desse evento.
A probabilidade de o aprendiz obter uma poção sem
28. Em uma enquete foram entrevistados 100 estudantes. efeito reativo é
Desses, 70 responderam que frequentavam um curso
a) 20% c) 40% e) 60%
de Informática, 28 responderam que frequentavam um
curso de Inglês e 10 responderam que frequentavam b) 30% d) 50%

74
Não escreva no livro.

Leitura e compreensão

D
Como surgiu o conceito de probabilidade? As imagens não
estão representadas
em propor•ão

Nos séculos XV e XVI, matemáticos italianos começaram a

Reprodução/Museu de Capodimonte, Nápoles, Itália.


L
conceituar a ideia de probabilidade. Em 1494, o monge fran-
ciscano e célebre matemático Luca Pacioli (1445-1517) escreveu
um livro contendo problemas de probabilidade chamado Summa
de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalita (Resu-

N
mo da aritmética, geometria, proporção e proporcionalidade).
Esse livro trouxe fama a Pacioli, permitindo que ele se tornas-
se professor de Matemática na corte do duque Ludovico Sforza
(1452-1508), em Milão (Itália), tendo como estudante Leonardo
da Vinci (1452-1519).
Look and Learn/Bridgeman Images/Fotoarena

P
Girolamo Cardano (1501-1576) O retrato de Luca Pacioli e seu aluno, de
nasceu em Pavia (Itália), formou-se Jacopo de Barbari, c. 1495 (óleo sobre
madeira, 99 cm 3 120 cm).
em Medicina e trabalhou na uni-
versidade dessa mesma cidade, atuando como um cientista polivalente, uma
vez que as pesquisas dele envolviam Matemática, Medicina, Física, Química,
Astrologia, Astronomia e jogos. Unindo o interesse por Matemática e jogos,
IA
Cardano escreveu a obra Liber de Ludo Aleae (O livro dos jogos de azar) em
1526, mas ele só foi publicado em 1663. Por esse motivo, muitos matemáticos
contemporâneos a Cardano não tiveram oportunidade de lê-lo.
Blaise Pascal (1623-1662), o grande personagem da teoria das probabili-
dades, era filho do matemático Étienne Pascal (1588-1651). De início, Étienne
Retrato de Girolamo Cardano, de
Luis Figuier, c. 1876 (litografia).
não queria que o filho Blaise se dedicasse à Matemática e procurou dar a ele
estímulos em outras áreas, porém isso de nada adiantou, pois o talento do
jovem para a Matemática se revelou cedo. Aos 14 anos já acompanhava o pai nas reuniões da Academia
U

Mersénne, em Paris (França), e aos 16 anos publicou o primeiro trabalho em Geometria intitulado Essay pour
les coniques (Ensaio para as cônicas).
A formalização da teoria das probabilidades nasceu das discussões matemáticas que aconteciam por cor-
respondência entre Pascal e Pierre de Fermat (1607-1665). Antes da teoria das probabilidades, esse ramo da
Matemática era trabalhado apenas de maneira intuitiva. As cartas trocadas entre Pascal e Fermat − que citaram
G

Reprodução/Coleção particular
por vezes os problemas propostos por Chevalier de Méré (1607-1684), amigo de Blaise e
fanático por jogos de dados − foram fundamentais para o desenvolvimento dos conceitos
modernos de probabilidade e as respectivas propriedades. Pascal ficou famoso pelos co-
nhecimentos de probabilidade ao resolver o problema do jogo interrompido. Na época,
perguntava-se como um prêmio deveria ser dividido entre dois jogadores se, por algum
motivo, o jogo não chegasse ao fim. É um problema como o da abertura deste capítulo.
Pouco tempo depois, o cientista holandês Christian Huygens (1629-1695), inspirado
nessas discussões, publicou, em 1657, o primeiro livro realmente voltado ao estudo das
probabilidades, Libellus de ratiociniis in ludo aleae (Sobre o raciocínio em jogos de azar,
ou O valor de todas as chances em jogos de fortuna: cartas, dados, apostas, loterias, etc.
− Matematicamente demonstrado), um tratado sobre problemas relacionados com jogos
de dados. Capa do livro Libellus
de ratiociniis in ludo
Devido ao apelo popular dos jogos de azar, a teoria das probabilidades se tor- aleae, de Christian
nou bastante popular, desenvolvendo-se rapidamente durante o século XVIII. Nesse Huygens.

75
Não escreva no livro.
Leitura e compreensão

período, as principais contribuições ao campo da probabilidade foram realizadas por Jakob Bernoulli

D
(1654-1705) e Abraham de Moivre (1667-1754), que em 1718 escreveu o livro The doctrine of chances
(Doutrina das probabilidades).
Mais tarde, Leonhard Euler (1707-1783) e Jean-Baptiste D’Alembert (1717-1783) desenvolveram ou-
tros estudos sobre probabilidades, aplicando-os à Economia, às Ciências Sociais e a loterias.
O astrônomo e matemático francês Pierre de Laplace (1749-1827) introduziu
Album/Fotoarena/Museu Nacional do Palácio de
Versalhes e Trianon, Versalhes, França.

L
ideias novas de cálculo e aplicações de probabilidades no livro dele: Teoria analítica
das probabilidades (1812). Ele desenvolveu a definição explícita de probabilidade
em espaços finitos e equiprováveis, como a razão entre o número de casos favorá-
veis e o número total de casos. Antes de Laplace, a teoria das probabilidades era
voltada para o desenvolvimento de técnicas matemáticas aplicadas aos jogos de

N
azar. Laplace aplicou as ideias probabilísticas a muitos problemas científicos e práti-
cos, como teoria de erros, cálculos de seguros, mecânica e estatística.
De acordo com Boyer (2012),
A teoria das probabilidades deve mais a Laplace que a qualquer outro mate-

P
mático. A partir de 1774, ele escreveu muitos artigos sobre o assunto, cujos resul-
tados incorporou no clássico Théorie analytique des probabilités [Teoria analítica
Retrato de Laplace, de
Pierre-Narcisse Guerin, das probabilidades], de 1812. Ele considerou a teoria em todos os aspectos e em
c. 1827 (1,46 m 3 1,13 m). todos os níveis [...].
BOYER, Carl B.; MERZBACH, Uta C. História da Matemática. 3. ed.
São Paulo: Blucher, 2012. p. 329.
IA
Mais recentemente, os nomes de Jules Henri Poincaré (1854-1912), Émile Borel (1871-1956) e John von
Neumann (1903-1957) aparecem ligados ao estudo de probabilidades e teoria dos jogos.
Fonte de consulta: BOYER, Carl B.; MERZBACH, Uta C. História da Matemática. 3. ed.
São Paulo: Blucher, 2012. p. 197, 200, 253, 260-262, 309, 329.

1. Segundo Carl Boyer (2012),


[...] Entre os problemas de loteria que ele [Euler] publicou na Memoirs da Berlin Academy do ano de 1765,
o seguinte é um dos mais simples. Suponha que n bilhetes são numerados consecutivamente de 1 a n e que
U

três bilhetes são tirados ao acaso. Então, a probabilidade de que três números consecutivos sejam tirados
2 ⋅ 3
é [...].
n (n 2 1)
BOYER, Carl B.; MERZBACH, Uta C. História da Matemática. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2012. p. 309.

Nesta atividade, vamos analisar esse problema enunciado por Euler. Para isso, reúna-se com um colega
G

e respondam a cada item no caderno, considerando o experimento “sortear 3 bilhetes entre n bilhetes
numerados de 1 a n” e o evento A: “ocorrer números consecutivos nos bilhetes sorteados”.
a) Considere n 5 4 e calcule a probabilidade do evento A. Depois compare seu resultado com a fórmula de Euler.
b) Considere n 5 5 e calcule a probabilidade do evento A. Depois compare seu resultado com a fórmula
de Euler.
c) Considere n 5 6 e calcule a probabilidade do evento A. Depois compare seu resultado com a fórmula de Euler.
d) Considerando os resultados dos itens anteriores, escreva no caderno uma fórmula que indique o número
de elementos do espaço amostral desse experimento em função de n.
e) Considerando os resultados dos itens anteriores, escreva no caderno uma fórmula que indique o número
de elementos do evento A em função de n.
f) Considerando os resultados dos itens anteriores, calcule a probabilidade do evento A em função de n.

76
Cálculo de probabilidades com espaço amostral

D
não discreto
O espaço amostral pode ser discreto ou não discreto. Quando o espaço amostral não é discreto, como um
intervalo do conjunto dos números reais, não é possível contar os elementos dele utilizando números naturais.
Nesses casos, para calcular a probabilidade usa-se uma estratégia diferente.

L
Explore para descobrir Não escreva no livro.

1. Considere a reta dos números reais de 0 a 10. Responda aos itens no caderno em relação ao experimento “sortear um
número real no intervalo de 0 a 10”, sabendo que o espaço amostral desse evento é equiprovável.

N
a) Descreva o intervalo que representa o espaço amostral V.
b) Justifique por que V não é um espaço amostral discreto.
c) Seja o evento A: “Ocorrer um número de 0 a 2”. Descreva o intervalo que representa o evento A.
d) Na sua opinião, a probabilidade do evento A é maior, menor ou igual a 50%? Justifique.
e) Considerando a reta dos números reais de 0 a 10 como 100%, qual é a porcentagem da reta que corresponde ao

P
evento A?

2. Um jogo de dardos tem um alvo circular com 2 partes, de maneira que Jogos de dardos
podem ter duas ou
tanto a parte vermelha quanto a parte azul têm medida de área de 1 m2
mais regiões limitadas
cada uma.
por circunferências
Considere o experimento “lançar um dardo no alvo”. Sabendo que concêntricas. Quanto
IA
qualquer ponto desse alvo tem a mesma probabilidade de ser atingi- mais perto do centro
do, independentemente da habilidade dos jogadores, e que o dardo o jogador acerta
sempre acertará algum ponto do alvo, responda aos itens no caderno. um dardo, maior é a

Tiago Donizete Leme/


Arquivo da editoa
a) Qual é a medida de área da região em que o dardo pode ser pontuação que ele
acertado? recebe.
b) Seja o evento B: “acertar o dardo no círculo vermelho”, qual é a Fique atento
medida de área da região que representa esse evento?
Circunferências
c) Na sua opinião, a probabilidade do evento B é maior, menor ou
concêntricas são
igual a 50%? Justifique.
circunferências que
d) A medida de área do círculo vermelho representa qual porcentagem em relação à me-
U

têm o centro no
dida de área da região total que o dardo pode atingir? mesmo ponto.

Para calcularmos a probabilidade de ocorrer eventos que pertencem a espaços amostrais não discretos,
podemos usar estratégias como identificar a porcentagem que o evento representa no espaço amostral ou
G

utilizar as medidas de área relacionadas ao espaço amostral e ao evento para calcular a probabilidade.

Atividades Não escreva no livro.

33. Considere o experimento “escolher aleatoriamente concêntricas com as me-


um número na reta dos números reais entre 0 e 200”. didas indicadas na figura. 2 dm
Tiago Donizete Leme/
Arquivo da editoa

Qual é a probabilidade de ocorrer o evento A: “esco- Considerando que a pro- 2 dm


lher um número entre 40 e 60”? babilidade de acertar qual- 2 dm
quer ponto no alvo é igual,
34. Um ônibus chega ao terminal em qualquer instante
ao lançar um dardo no alvo,
sempre entre 7 horas da manhã e 7 horas e 40 minu-
tos da manhã. Qual é a probabilidade de o ônibus che- calcule a probabilidade de:
gar ao terminal entre 7 horas e 10 minutos e 7 horas a) acertar a parte vermelha
e 20 minutos? do alvo;
35. Um jogo de dardos tem um alvo formado por dese- b) acertar a parte azul do alvo;
nhos que lembram um círculo e 2 coroas circulares c) acertar a parte verde do alvo.

77
Definição teórica de probabilidade e

D
consequências
Vamos analisar alguns eventos do fenômeno aleatório do lançamento de um dado não viciado. Reúna-se
com um colega para responder à atividade no caderno.

L
Explorando a definição teórica de probabilidade
Explore para descobrir Não escreva no livro.

1. Considere o lançamento de um dado não viciado de 6 faces numeradas de 1 a 6.

N
a) Qual é o espaço amostral V desse experimento?
b) Qual é o número de elementos do espaço amostral?

2. No espaço amostral descrito na atividade 1, considere os eventos A: “ocorrer número par” e B: “ocorrer número
ímpar”.

P
a) Descreva o evento A. Depois indique o número de elementos e calcule a probabilidade de A.
b) Descreva o evento B. Depois indique o número de elementos e calcule a probabilidade de B.
c) Analise se os eventos A e B são mutuamente exclusivos.
d) Considere o evento C: “ocorrer número par e ímpar” e descreva o evento C. Depois indique o número de elemen-
tos e calcule a probabilidade de C.
IA
e) Considere o evento D: “ocorrer número par ou ímpar” e descreva o evento D. Depois indique o número de elemen-
tos e calcule a probabilidade de D.
f) Converse com os colegas sobre os eventos A e B e como eles se relacionam com o evento C e com o evento D.

3. No espaço amostral descrito na atividade 1, considere os eventos A: “ocorrer número par” e E: “ocorrer número primo”.

a) Descreva o evento E. Depois indique o número de elementos e calcule a probabilidade de E.


b) Analise se os eventos A e E são mutuamente exclusivos. Justifique sua resposta.
c) Considere o evento F: “ocorrer número par e primo” e descreva o evento F. Depois indique o número de elementos
e calcule a probabilidade de F.
U

d) Considere o evento G: “ocorrer número par ou primo” e descreva o evento G. Depois indique o número de ele-
mentos e calcule a probabilidade de G.
e) Converse com os colegas sobre os eventos A e E e como eles se relacionam com o evento F e depois com o evento G.

O evento C da atividade 2 do Explore para descobrir é equivalente ao evento A ì B. Como A ì B 5 0,


G

podemos dizer que os eventos A e B são mutuamente exclusivos.


O evento D é equivalente ao evento A í B. Neste caso, podemos escrever p (A í B) 5 p (A) 1 p (B).
Analogamente, o evento F da atividade 3 do Explore para descobrir é equivalente ao evento A ì E e
p (A ì E ) â 16,7%.
O evento G é equivalente ao evento A í E. Neste caso, podemos escrever p (A í E) 5 p (A) 1 p (E) 2 p (F).

Formalizando a definição teórica de probabilidade


Definimos probabilidade como uma função que associa a cada evento A de um espaço amostral V um
número p (A) satisfazendo as seguintes propriedades:
1a propriedade: 0 , p (A) , 1 para todo evento A.
2a propriedade: Se V é o espaço amostral, então p (V) 5 1.
3a propriedade: se A ì B 5 0, então p (A í B) 5 p (A) 1 p (B), em que B é um evento do espaço
amostral V e A e B são eventos mutuamente exclusivos.

78
Não escreva no livro.
Consequências da definição teórica de probabilidade

D
Temos as seguintes consequências da definição teórica de probabilidade: Reflita
1a consequência: Impossibilidade ou p (0) 5 0. Demonstre no
Da 3a propriedade da definição teórica de probabilidade resulta que p (0) 5 0. caderno que
2a consequência: Probabilidade do evento complementar. p (0) 5 0 aplicando a
3a propriedade para

L
Observe que, sendo A a notação para “complementar de A”, temos: calcular p (A í 0).
AíA 5VeAìA 50
( )
Logo, p (V) 5 p A í A . Aplicando a 2a e a 3a propriedades da definição teórica
de probabilidade, temos:

N
( ) ( )
1 5 p (A) 1 p A ou, equivalentemente, p A 5 1 2 p (A).

3a consequência: Probabilidade da união de dois eventos.

Banco de imagens/Arquivo da editora


p (A í B) 5 p (A) 1 p (B) 2 p (A ì B)

P
Vamos utilizar a 3a propriedade da definição teórica de probabilidade A AìB AìB AìB B
para demonstrar isso.
Vamos considerar os eventos A e B de um espaço amostral V, de
maneira que A é o evento complementar de A e B é o evento comple- V

mentar de B. Podemos representar o seguinte diagrama de Venn.


IA
Temos que:
• A 5 (A ì B) í ( A ì B ), com (A ì B) e ( A ì B ) conjuntos disjuntos (I)
• A í B 5 ( A ì B ) í B, com ( A ì B ) e B conjuntos disjuntos (II)
Considerando (I) e a 3a propriedade da definição teórica de probabilidade, temos:
( (
p (A) 5 p ( A ì B ) í A ì B )) ~ p (A) 5 p (A ì B) 1 p (A ì B) ~ p (A ì B) 5 p (A) 2 p (A ì B) (III)
Além disso, utilizando (II) e a 3a propriedade, temos:
p (A í B) 5 p ((A ì B) í B) ~ p (A í B) 5 p (A ì B) 1 p (B) (IV)
U

Aplicando (III) em (IV), temos:


p (A í B) 5 p (A) 2 p (A ì B) 1 p (B) ~ p (A í B) 5 p (A) 1 p (B) 2 p (A ì B)

Podemos calcular a probabilidade da união dos eventos A e B com a fórmula:


G

p (A í B) 5 p (A) 1 p (B) 2 p (A ì B).

Atividades resolvidas
8. No lançamento simultâneo de dois dados não viciados distinguíveis de
6 faces, numeradas de 1 a 6, qual é a probabilidade de ocorrer soma par
1 2 3 4 5 6
ou soma múltipla de 3?
1
Resolução
Banco de imagens/Arquivo da editora

Neste experimento, o espaço amostral é equiprovável. 2


No quadro ao lado, representamos o espaço amostral de 36 elementos: 3
n(V) 5 36.
Marcamos com X o evento A: “ocorrer soma par” e com o evento B: 4
“ocorrer soma múltipla de 3”. 5
Assim, foram marcados 18 X e 12 , ou seja, n (A) 5 18 e n (B) 5 12.
6
É possível observar que n(A ì B) 5 6.

79
Logo: 1
Logo, 1 2 p (K) 5 2p (K) ~ 3p (K) 5 1 ~ p (K) 5 .

D
18 1 12 1 2 3
p (A) 5 5 p (B) 5 5 Portanto, p (C) 5 1 2 p (K) ~ p(C) 5 .
36 2 36 3 3
p (A) ì p (B) 5
6 1 11. Uma máquina produziu 50 parafusos, dos quais 5
5
36 6 eram defeituosos. Sabendo que foram pegos, ao
Assim, a probabilidade de ocorrer “soma par ou acaso, 3 parafusos, responda aos itens no caderno.

L
soma múltipla de 3” é dada por:
a) Qual é a probabilidade de que os 3 sejam per-
p (A í B) 5 p (A) 1 p (B) 2 p (A ì B) 5 feitos?
1 1 1
5 1 2 b) Qual é a probabilidade de que pelo menos um
2 3 6
Probabilidade Probabilidade seja defeituoso?
Probabilidade de ocorrrer
de ocorrrer Resolução

N
de ocorrrer soma soma par e
soma par a) n (V) ñ número de combinações de 50 elemen-
múltipla de 3 múltipla de 3
3 2 1 4 2 tos tomados 3 a 3.
p (A í B) 5 1 2 5 5
6 6 6 6 3
9. Ao retirar aleatoriamente uma carta de um baralho
Fique atento
de 52 cartas, qual é a probabilidade de que essa  
Cn, p 5  n  = n!

P
carta seja vermelha ou um ás?  p 
  p!(n 2 p )!
Resolução
Os eventos são equiprováveis. n (V) 5 C50, 3 5
Evento V: “a carta é vermelha”,   50! 50 ? 49 ? 48 ? 47!
Evento A: “a carta é ás”, 5  50  5 5 5
 3  3! ? 47! 3 ? 2 ? 47!
Evento (V í A): “a carta é vermelha ou ás”.
IA
5 50 ? 49 ? 8
Em um baralho de 52 cartas, há 26 cartas vermelhas
e 26 cartas pretas. Há também 4 ases, dos quais Evento A: “os 3 parafusos são perfeitos”
2 são vermelhos. Logo:  45  45 ? 44 ? 43 ? 42!
26 1 4 1 n (A) 5 C45, 3 5   5 5
p (V ) 5 5 p (A) 5 5  3  3 ? 2 ? 42!
52 2 52 13 5 15 ? 22 ? 43
2 1
p (V ì A) 5 5 n(A ) 15 ? 22 ? 43 14 190
52 26 p (A) 5 5 5 â 72,4%
Assim: n(V) 50 ? 49 ? 8 19 600
p (V í A) 5 p (V) 1 p (A) 2 p (V ì A) b) Evento E: “pelo menos um é defeituoso”, que é o
U

1 1 1 14 7 complementar do evento A: “os três são perfeitos”


p (V í A) 5 1 2 5 5
2 13 26 26 13 (que é o mesmo que “nenhum é defeituoso”).
A probabilidade de a carta retirada ser vermelha Logo: p (E) 5 p ( A ) 5 1 2 p (A) ~ p (E) â
7 â 1 2 0,724 â 0,276
ou ás é .
13
p (E) â 27,6%
10. Em uma moeda viciada, a probabilidade de ocorrer
G

cara é o dobro da probabilidade de ocorrer coroa. 12. Se A e B são eventos mutuamente exclusivos e
Qual é a probabilidade de ocorrer cara? p (A) 5 0,25 e p (B) 5 0,5, determine no caderno:
Fique atento a) p (A í B) b) p (A í B ) c) p B ( )
Quando um experimento é dito viciado ou não
honesto, os eventos elementares do espaço Resolução
amostral não são equiprováveis. a) Temos:
Resolução p (A) 5 0,25 p (B) 5 0,5
Quando a moeda é viciada, os eventos elementares p (A ì B) 5 0, pois (A ì B) 5 0 (mutuamente
não são equiprováveis. Porém, sabemos que p (V) 5 1. exclusivos)
Considerando os eventos C: “ocorrer cara” e K:
p (A í B) 5 p (A) 1 p (B) 2 p (A ì B) 5 0,25 1
“ocorrer coroa”, temos, segundo a propriedade,
1 0,5 2 0 5 0,75
p (C) 1 p (K) 5 1 ~ p (C) 5 1 2 p (K).
De acordo com o enunciado, sabemos que b) p (A í B ) 5 1 2 p (A í B) 5 1 2 0,75 5 0,25
p (C) 5 2p (K). c) p ( B ) 5 1 2 p (B) 5 1 2 0,5 5 0,5

80
Atividades

D
Não escreva no livro.

36. Duas cartas são retiradas aleatoriamente de um bara- 40. No lançamento de um dado viciado, a probabilidade
lho de 52 cartas. Qual é a probabilidade de que: 3
de ocorrer 6 é . Qual é a probabilidade de não ocor-
11
a) ambas sejam ouros?
rer o número 6?
b) uma seja copas e outra, ouros?

L
41. Em uma turma há 16 meninos e 20 meninas, sendo
c) pelo menos uma seja ouros?
que metade dos meninos e metade das meninas têm
37. Em uma urna existem bolas numeradas de 1 a 17. cabelos castanhos. Ao escolher um estudante ao aca-
Qualquer uma delas tem a mesma probabilidade de so, qual é a probabilidade de que seja menino ou te-
ser retirada. Qual é a probabilidade de retirar uma bola nha cabelos castanhos?
cujo número seja:

N
42. Uma máquina produziu 40 peças, das quais 3 eram de-
a) par? e) nem par nem primo? feituosas. Ao pegar, ao acaso, 2 peças, qual é a proba-
b) primo? f) par, mas não primo? bilidade de que:
c) par ou primo? g) primo, mas não par? a) ambas sejam perfeitas?
d) par e primo? h) 20? b) ambas sejam defeituosas?

P
38. Uma carta é retirada ao acaso de um baralho de 52 c) pelo menos uma seja defeituosa?
cartas. Qual é a probabilidade de a carta retirada:
43. Existe um jogo chamado campo minado. Nele, o jo-
a) ser de copas? e) não ser de copas? gador precisa descobrir em que posições (delimitadas
b) ser uma dama? f) não ser dama? pelos quadrados) estão colocadas 10 minas (bombas).
c) ser de copas e dama g) não ser copas nem
Tiago Donizete Leme/
Arquivo da editoraZ≈

O tabuleiro do campo
(dama de copas)? dama? minado pode ser composto
IA
d) ser copas ou dama? de diferentes maneiras.
Neste exemplo, ele tem 8
39. Osvaldo Gonçalves Cruz (1872-1917) foi um médico, linhas e 8 colunas. Além
bacteriologista, epidemiologista, sanitarista e cientis- disso, há um contador de
ta brasileiro pioneiro no estudo das moléstias tropicais. minas e um cronômetro.
Conhecido pelo combate a várias epidemias, como a da
As regras do jogo são as seguintes:
varíola e a da febre amarela, ele foi responsável pela erra-
dicação da varíola no Rio de Janeiro na primeira década • Você pode revelar um quadrado clicando nele com
do século XX. No final de 1910, foi chamado às pressas o mouse. Se você revelar uma mina, perderá o jogo.
• O número que aparece no quadrado indica quantas
U

pelo governo do Pará para dar fim a uma epidemia de


febre amarela. Prometeu sanar o problema em 6 meses. minas existem nos 8 quadrados que o cercam.
As imagens não
Veja o quadro seguinte, que mostra a atuação dele na
Tiago Donizete Leme/
Arquivo da editoraZ≈

estão representadas
em proporção
capital paraense na contenção da febre amarela.
O número 2 indica que existem 2
o
N de o
N de minas espalhadas nos 8 quadrados
Mês que cercam o número 2.
doentes mortes
G

Novembro de 1910 96 49 • Para marcar um quadrado que você acha que con-
Dezembro de 1910 85 37 tém uma mina, clique nele com o botão direito do
Janeiro de 1911 27 15 mouse. Ele ficará marcado com uma bandeirinha.
Fevereiro de 1911 13 9 Utilize essas informações e verifique qual das opções a
seguir é a mais indicada para dar o próximo clique utili-
Março de 1911 4 1
zando o tabuleiro indicado, considerando que o objetivo
Abril de 1911 2 1 é não revelar acidentalmente nenhuma mina. Justifique
Maio de 1911 1 0 sua escolha.
Total 228 112 Opção 1: Escolhendo aleatoriamente qualquer um dos
Fonte de consulta: MINISTÉRIO DA SAÚDE. História da febre 8 quadrados que cercam o número 2 já revelado.
amarela no Brasil. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ Opção 2: Escolhendo aleatoriamente qualquer um dos
publicacoes/0110historia_febre.pdf. Acesso em: 23 jun. 2020.
8 quadrados que cercam o número 1 já revelado.
Se nesse período de novembro de 1910 a maio de 1911 Opção 3: Escolhendo aleatoriamente qualquer um
alguém contraiu a doença, qual é a probabilidade de dos quadrados restantes não incluídos nas opções
essa pessoa não ter falecido vítima de febre amarela? anteriores.

81
Probabilidade condicional

D
Explorando o conceito de probabilidade condicional

Explore para descobrir

L
Não escreva no livro.

1. Reúna-se com um colega e respondam a cada item no caderno. Considere o experimento “lançamento de um dado
não viciado”, com 6 faces numeradas de 1 a 6.

a) Indique o espaço amostral desse experimento e o número de elementos.

N
b) Indique a probabilidade do evento A: “ocorrer número ímpar”.

c) Suponha que, ao realizar o experimento, já se saiba que não ocorreu o número 6. Dessa maneira, pode-se conside-
rar o evento B: “não ocorrer 6”. No caderno, descreva o evento B e indique o número de elementos dele.

d) Podemos considerar o evento C: “ocorrer número ímpar, dado que não será 6”. Descreva no caderno o evento C e
indique o número de elementos dele.

P
e) Qual é a probabilidade do evento A, considerando que o evento B ocorreu, isto é, qual é a probabilidade do
evento C?

Na atividade do Explore para descobrir, podemos observar que, para calcular a probabilidade de ocorrer
o evento A, dado que o evento B ocorreu, é necessário considerar que o número total de possibilidades é o
IA
número de elementos de B, e não o número de elementos do espaço amostral V.
Além disso, o número de casos favoráveis deixou de ser o número de elementos de A e passou a ser o
número de elementos de (A ì B). Veja:
Sendo A 5 {1, 3, 5} e B 5 {1, 2, 3, 4, 5}, temos que (A ì B) 5 {1, 3, 5} e n (A ì B) 5 3.
Analise agora a situação a seguir.

FG Trade/E+/Getty Images
Felipe, Gabriel, Heitor, Igor, Joana, Kátia, Lúcia e Marina
estão reunidos para revelar o amigo secreto durante uma
confraternização. Felipe se dispõe a ser o primeiro a falar e
U

todos tentam acertar o amigo secreto dele.


Podemos escrever o espaço amostral do experimento
“possibilidades de amigo secreto de Felipe” como V 5
5 {Gabriel, Heitor, Igor, Joana, Kátia, Lúcia, Marina} ~
~ n (V) 5 7. Nesse momento, a probabilidade de cada uma
G

das 7 pessoas do espaço amostral ser o amigo secreto de


1
Felipe é . O amigo-secreto é um jogo em que as pessoas se
7 sorteiam em um grupo para trocar presentes.
Felipe revela que o amigo secreto dele é uma mulher.
Dessa maneira, Gabriel sabe que a probabilidade de ele ser o amigo secreto de Felipe é 0. Ao mesmo tempo,
1
a probabilidade de Lúcia, bem como das outras três mulheres, passou a ser .
1 4
Essas probabilidades mencionadas, zero e , são condicionadas a uma informação extra. A presença
4
dessa informação extra modifica a probabilidade de Gabriel ser o amigo secreto de Felipe, assim como a
probabilidade de Lúcia ser a amiga secreta de Felipe, pois a informação extra modifica o espaço amostral.
Matematicamente, indicamos a probabilidade de ocorrer o evento A, condicionada ao fato de já ter ocor-
rido o evento B, por p (A | B). Agora vamos definir os eventos existentes nessa situação.
M é o evento “o amigo secreto de Felipe é mulher”; dessa maneira, M 5 {Joana, Kátia, Lúcia, Marina} e n (M) 5 4.
G é o evento “o amigo secreto de Felipe é Gabriel”; dessa maneira, G 5 {Gabriel} e n (G) 5 1.
L é o evento “o amigo secreto de Felipe é Lúcia”; dessa maneira, L 5 {Lúcia} e n (L) 5 1.

82
Quando os eventos L e G não estavam condicionados

WYM Design/Arquivo da editora


G M

D
1
a nenhuma informação extra, tínhamos p (G) 5 p (L) 5 .
7 Joana
Mas, agora, ambos estão condicionados ao fato de que M Kátia
Gabriel
ocorreu. Assim, devemos calcular p (G | M) e p (L | M). Quando Lúcia
Marina
o evento M ocorre, o espaço amostral passa a ser formado

L
pelos elementos de M. Felipe Heitor Igor
Para o cálculo de uma probabilidade condicional, é ne-
V
cessário verificar se o evento está ou não contido no novo

WYM Design/Arquivo da editora


espaço amostral. M
Felipe
Gabriel, que é homem, não pertence ao conjunto M das Heitor

N
Joana
mulheres. Dessa maneira, G ì M 5 0 e n (G ì M) 5 0; Igor
L Kátia
portanto, p (G | M) 5 0. Gabriel
Lúcia Marina
n(G ì M ) 0
p (G | M) 5 5 50
n(M ) 4

P
Lúcia, que é mulher, pertence ao conjunto M das mulhe- V
res. Dessa maneira, L ì M 5 {Lúcia} e n (L ì M) 5 1.
n(L ì M ) 1
p (L | M) 5 5 5 0,25 5 25%
n(M ) 4
IA
Formalizando o conceito de probabilidade condicional
Definimos a probabilidade condicional do seguinte modo:

Dados dois eventos A e B, com p (B) > 0, que pertencem a um espaço amostral V não vazio, a
p (A ì B )
probabilidade condicional de ocorrer A, já tendo ocorrido B, é dada por p (A | B) 5 .
p (B )

Podemos simplificar a fórmula da probabilidade condicional:


U

n (A ì B )
p (A ì B ) n (V) n (A ì B ) n (V) n (A ì B )
p(A | B) 5 5 5 ? 5
p (B ) n (B ) n (V) n (B ) n (B )
n (V)
G

Observe que uma consequência direta dessa definição é que p (A ì B) 5 p (B) ? p (A | B).

Atividades resolvidas

13. Em uma população de 500 pessoas, das quais 280 são mulheres, foi constatado que 60 pessoas exercem a
profissão de advogado, sendo 20 do gênero feminino. Tomando ao acaso uma dessas pessoas, qual é a proba-
bilidade de que, sendo mulher, seja advogada?

Resolu•‹o
1a maneira:
Sendo o evento A: “a pessoa exerce advocacia”, e o evento B: “a pessoa é mulher”, temos que:
n(A ) 5 60 
 n(A ì B ) 20 1
n(B ) 5 280  ~ p (A | B ) 5 5 5
 n (B ) 280 14
n(A ì B ) 5 20 
2a maneira: Podemos montar uma tabela que represente a situação descrita.

83
Pesquisa na população mente e sem reposição, 2 bolinhas dessa bolsa. Qual

D
é a probabilidade de ambas serem vermelhas?
Gênero
Mulheres Homens Total
Profissão Resolução
Advogados 20 60 Consideramos os eventos:
B: “a primeira bolinha retirada é vermelha”,
Outras profissões
A: “a segunda bolinha retirada é vermelha”.

L
Total 280 500
Queremos determinar p (A ì B).
Tabela elaborada para fins didáticos.
p (A ì B )
Sabemos que p (A | B ) 5 ; daí:
Com as informações do enunciado, é possível cal- p (B )
cular as informações restantes na tabela. p (A ì B) 5 p (B) ? p (A | B)
Mulheres com outras profissões: 280 2 20 5 260

N
5 4
Como p (B) 5 e p (A | B) 5 , temos:
Total de homens: 500 2 280 5 220 8 7
5 4 20 10
Homens advogados: 60 2 20 5 40 p (A ì B) 5 ? 5 5 â 0,36 5 36%
8 7 56 28
Homens com outras profissões: 220 2 40 5 180
Total de pessoas com outras profissões: 260 1 180 5 440 15. Uma fábrica produz 3 produtos: A, B e C. Qual é a

P
probabilidade de se selecionar, ao acaso, um pro-
Pesquisa na população duto defeituoso A, se é sabido que 30% dos pro-
Gênero dutos produzidos pela fábrica são produtos A e 5%
Mulheres Homens Total dos produtos produzidos A são defeituosos?
Profissão
Advogados 20 40 60 Resolução
Outras profissões 260 180 440 Sejam:
IA
Total 280 220 500 A: “selecionar um produto A”,
Tabela elaborada para fins didáticos. D ì A: “selecionar produto defeituoso A”.
temos:
Para calcular a probabilidade, podemos identificar
30 3
o número de mulheres como número de elementos • p (A) 5 100
5
10
do espaço amostral, e o número de mulheres advo-
5 1
gadas como número de elementos do evento. • p (D | A) 5 100 5
20
20 1
Teríamos: p (A | B) 5 5 1 3 3
280 14 • p (D ì A) 5 p (D | A) ? p (A) 5 20 ?
10
5
200
5
14. Uma bolsa não transparente contém bolinhas de
U

5 1,5%
plástico, todas iguais, exceto pelas cores: são 3 azuis
e 5 vermelhas. Retiram-se, aleatoriamente, sucessiva- Portanto, p (D ì A) 5 1,5%.

Eventos independentes
G

Vamos analisar um experimento que envolve o conceito de inde-


Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora

pendência em probabilidades.
As urnas contêm bolas idênticas, exceto pelas cores, de maneira
que a primeira urna contém uma bola laranja (L), uma bola vermelha
(V) e uma bola roxa (R); enquanto a segunda urna contém uma bola
azul (Z) e uma bola preta (P). Considere o experimento “sorteio suces-
sivo de duas bolas, uma em cada urna” e os eventos A: “tirar a bola
vermelha da primeira urna” e B: “tirar a bola azul da segunda urna”.
As bolas nas urnas são idênticas, exceto
Representamos os sorteios em pares ordenados, de maneira que pelas cores.
o sorteio na primeira urna é indicado na primeira posição, e o sorteio
na segunda urna é indicado na segunda posição. Temos:
V 5 {(L, Z), (L, P), (V, Z), (V, P), (R, Z), (R, P)} ~ n(V) 5 6

n (A ) 2 1
A 5 {(V, Z), (V, P)} ~ n (A) 5 2 ~ p (A) 5 5 5
n(V) 6 3

84
D
n(B ) 3 1
B 5 {(L, Z), (V, Z), (R, Z)} 5 n (B) 5 3 ~ p (B) 5 5 5
n(V) 6 2
n(B ì A ) 1
B ì A 5 {(V, Z)} ~ n (A ì B) 5 1 ~ p (B ì A) 5 5
n(V) 6
1

L
p (B ì A ) 1 3 1
p (B | A) 5 5 6 5 ? 5
p (A ) 1 6 1 2
3
Perceba que p (B) = p (B | A). Nesse caso, dizemos que os eventos A e B são eventos independentes. A
probabilidade de ocorrer um deles não depende do fato de ter ou não ocorrido o outro.

N
Analogamente, também temos p (A) 5 p (A | B).
p (A ì B )
Assim, temos p (A | B) 5 ~ p (A ì B) 5 p (A | B ) ? p (B) 5 p (A) ? p (B)
p (B ) 144424443
p (A )

Logo, o fato de A e B serem eventos independentes é equivalente a dizer que p (A ì B) 5 p (A) ? p (B).

P
Definimos que:

Dois eventos A e B de um espaço amostral V não vazio (com p (A) = 0 e p (B) = 0) são
independentes se, e somente se, p (A | B) 5 p (A), ou, de modo equivalente:

p (A ì B) 5 p (A) ? p (B)
IA
Com isso, podemos afirmar que dois eventos A e B são dependentes quando p (A ì B) = p (A) ? p (B).

Atividades resolvidas

16. Uma moeda perfeita é lançada 2 vezes. Conside- 17. Consideremos uma cria de cachorros com 3 filhotes.
rando os eventos A: “Ocorrer cara na 1a jogada” e Sejam os eventos:
B: “Ocorrer cara na 2a jogada”, demonstre que os A: “nascer pelo menos 2 machos”,
eventos A e B são independentes. B: “nascer pelo menos um filhote de cada sexo”.
U

Resolução Os eventos A e B são independentes? Por quê?


a
1 maneira: Resolução
Considerando C como cara e K como coroa, temos: O nascimento de machos e fêmeas é considerado
V 5 {(C, C), (C, K), (K, C), (K, K)} um evento equiprovável. Vamos considerar m como
2 1 “nascer macho” e f como “nascer fêmea”.
A 5 {(C, C), (C, K)} ~ p (A) 5 5
G

4 2 V 5 {(m, m, m), (m, m, f ), (m, f, m), (f, m, m),


2 1 (m, f, f ), (f, m, f ), (f, f, m), (f, f, f )}
B 5 {(C, C), (K, C)} ~ p (B) 5 5
4 2
1 A 5 {(m, m, m), (m, m, f ), (m, f, m), (f, m, m)} ~
A ì B 5 {(C, C)} ~ p (A ì B) 5 1
4 ~p (A) 5
2
1 1 1
Como 5 ? , então p (A ì B) 5 p (A) ? p (B). B 5 {(m, m, f), (m, f, m), (f, m, m), (m, f, f ), (f, m, f ),
4 2 2
3
Logo, A e B são independentes. (f, f, m)} ~ p(B) 5
4
2a maneira:
1 3
A ì B 5 {(m, m, f ), (m, f, m), (f, m, m)} ~ p (A ì B) 5
p (A ì B ) 4 1 2 1 8
p (A | B) 5 5 5 ? 5
p (B ) 1 4 1 2 3 1 3
2 Vemos que: 5 ? .
8 2 4
1
Como p (A) 5 , então p (A | B) 5 p (A) e os eventos Como p (A ì B) 5 p (A) ? p (B), temos que A e B são
2
A e B são independentes. independentes.

85
Além da sala de aula

D
Probabilidades no jogo do quadrado

WYM Design/Arquivo da editora


No capítulo anterior, de análise combinatória, você verificou as possibilidades de joga- 1 2 3

L
das do jogo do quadrado. Vamos relembrar as regras desse jogo.
O tabuleiro é formado por 9 casas numeradas de 1 a 9. Vence o jogo quem eliminar pri- 4 5 6

meiro a peça do adversário ou chegar ao ponto de partida do oponente, movendo as peças 7 8 9


na horizontal ou na vertical, apenas uma casa por rodada em, no máximo, oito movimentos.

N
Retome as regras no jogo na página 19 deste volume.
Fontes de consulta: AMBROSI, L. Jogos em uma sequência didática para o ensino de análise combinatória. Produto de dissertação –
Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2017. Disponível em: https://www.ucs.br/site/midia/arquivos/produto-luiz-ambrozi.pdf. LOPES,
José Marcos; REZENDE, Josiane de Carvalho. Um novo jogo para o estudo do raciocínio combinatório e do cálculo de probabilidade.
Bolema: Mathematics Education Bulletin, Rio Claro, v. 23, n. 36, p. 657-682, 2010.
Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/71807. Acesso em: 29 jun. 2020.

P
Suponha que o jogo do quadrado está sendo jogado por dois robôs que estão programados para seguir
as regras do jogo. Quando há mais de uma possibilidade válida de jogada, os robôs fazem uma escolha ale-
atória. Por exemplo, se o primeiro jogador está na casa 1 e o segundo jogador não está na casa 5, então a
probabilidade de o primeiro jogador ir para a casa 2 é igual à probabilidade de ocupar a casa 4.
Considere um jogo entre robôs em que faltam apenas o 7o e o 8o movimentos e o próximo a jogar é o
IA
primeiro jogador. É possível contar as probabilidades de cada jogada até o fim do jogo. Veja a árvore de
possibilidades a seguir.
Movimento 7 Movimento 8
(primeiro jogador) (segundo jogador)
Fique atento
1 1 2 3
Não é permitido a cada
jogador voltar ao próprio 2 4 5 6 Resultado A
ponto de partida. Além 1 2 3
1 7 8 9
disso, se as peças estiverem
U

4 5 6
na mesma diagonal e a uma 2 1 2 3
casa de distância, o próximo 7 8 9
4 5 6 Resultado B
a jogar deve eliminar a peça 1
WYM Design/Arquivo da editora

do adversário. Não é possível


1 2 3
2 7 8 9
eliminar a peça do adversário 4 5 6
G

usando movimentos na vertical


ou na horizontal, somente na 7 8 9
diagonal.
1 2 3 1 2 3
1 1
2 4 5 6 4 5 6 Resultado C

7 8 9 7 8 9

Podemos calcular a probabilidade de cada resultado.


1 1 1
• Há ? 5
2 2 4
5 25% de probabilidade de ocorrer o resultado A.

1 1 1
• Há ? 5
2 2 4
5 25% de probabilidade de ocorrer o resultado B.

1 1
• Há
2
?15
2
5 50% de probabilidade de ocorrer o resultado C.

86
Não escreva no livro.

Como os resultados A, B e C indicam empate, podemos dizer que a probabilidade de ocorrer empate é

D
100%, e a probabilidade de o primeiro jogador vencer é 0%.
Retome as suas respostas das atividades do capítulo anterior para responder no caderno às atividades a seguir.

1. Considere um jogo entre dois robôs em que faltam o 6o, o 7o e o 8o movimentos e o

WYM Design/Arquivo da editora


1 2 3
próximo a jogar é o segundo jogador (representado pela peça roxa). As peças estão
posicionadas no tabuleiro conforme a figura.

L
4 5 6

7 8 9

a) Construa no caderno a árvore de possibilidades que indica todas as possibilidades de jogadas até o

N
8o movimento e indique as probabilidades em cada etapa, como no exemplo anterior.
b) Qual é a probabilidade de o primeiro jogador vencer o jogo? Qual é a probabilidade de haver empate?
2. Analise a árvore de possibilidades que indica todas as possibilidades de jogadas do jogo do quadrado.

1 2 3

P
4 5 6

7 8 9

Situação inicial 1 1
2 2
Movimento 1
1 1
IA
(primeiro jogador) 4 8
2 2

WYM Design/Arquivo da editora


Movimento 2
2 6 2 1 6
(segundo jogador)
2
1 1
Movimento 3
2 1 5 5 1 9 6
(primeiro jogador)
A 2
R
Movimento 4
5 9 9 1 1 1 1 5
(segundo jogador)
2 2
Movimento 5
U

5 2 4 1 9 1 8 6 5
(primeiro jogador) 1
B 2 2 I J Q
Movimento 6
6 8 6 8 4 2 4 2
(segundo jogador)
1
Movimento 7 6 3 8 4 3 2
(primeiro jogador) 5 1 9 5
G

C D H K O P
Movimento 8
(segundo jogador) 9 5 9 1 5 1
E F G L M N

Legenda: Empate Vitória do primeiro jogador Vitória do segundo jogador

Copie o diagrama no caderno e complete as probabilidades que faltam em cada etapa.


3. Considerando a árvore de possibilidades que você construiu na atividade anterior, responda aos itens
no caderno.
a) Qual é a probabilidade de o jogo acabar no 3o movimento?
b) Qual é a probabilidade de o segundo jogador ganhar o jogo?
c) Qual é a probabilidade de ocorrer empate?
d) Qual é a probabilidade de o primeiro jogador ganhar o jogo?

87
Atividades Não escreva no livro.

D
44. Ao retirar aleatoriamente uma carta de um baralho de a) p (A | H) d) p (A | M) (
g) p P | H )
52 cartas, qual é a probabilidade de retirar um ás ver-
melho, sabendo que a carta retirada é de copas? b) p (P | M) ( )
e) p A | M

45. Uma família planejou ter 3 filhos. Supondo que a pro- c) p (D | H) f) p (D | H )

L
babilidade de ocorrência de cada sexo é a mesma,
50. Uma moeda honesta é lançada 3 vezes. Determine a
qual é a probabilidade de que a família tenha 3 meni-
probabilidade de:
nos, já que o primeiro filho que nasceu é menino?
a) ocorrer 3 caras.
46. Dois dados não viciados, de 6 faces numeradas de 1
a 6, são lançados. Qual é a probabilidade de ocorrer b) ocorrer 3 caras, dado que a primeira foi cara.

N
soma 8, se ocorreu o 3 no primeiro dado? c) ocorrer exatamente 2 caras.

47. Já faz mais de um século que as mulheres passaram a d) ocorrer 2 caras, dado que a primeira foi coroa.
ocupar postos de trabalho em larga escala, mas elas e) ocorrer cara no 2o lançamento, dado que 2 coroas e
ainda ocupam apenas 13% dos cargos de CEO (Chief 1 cara foram obtidas.
Executive Officer) no Brasil, isto é, cargos de presidência.
f) ocorrer cara no 2o lançamento, dado que 3 caras

P
Fonte de consulta: VALOR ECONÔMICO. Apenas 13% das foram obtidas.
empresas brasileiras têm CEOs mulheres. Disponível em:
https://valor.globo.com/carreira/noticia/2019/10/15/ g) ocorrer cara no 2o lançamento, dado que pelo me-
apenas-13percent-das-empresas-brasileiras-tem- nos 1 cara foi obtida.
ceos-mulheres.ghtml. Acesso em: 10 jul. 2020.
51. Em um conjunto de 100 parafusos, 90 deles estão em
a) Pesquise quais são alguns dos motivos que fazem boas condições. Dois deles são retirados, sucessiva-
IA
com que, até hoje, mulheres ocupem menos luga- mente, ao acaso, sem reposição. Qual é a probabilidade
res de liderança. de que o primeiro parafuso defeituoso seja encontrado
na 2a retirada?
b) Qual é a porcentagem de cargos, atualmente ocu-
pados por homens, que precisariam ser ocupados 52. Trinta por cento (30%) de uma população tem deficiên-
por mulheres, para que a porcentagem de ocupa- cia de certa vitamina em razão de uma alimentação
ção feminina seja 50%? não equilibrada. Dez por cento (10%) das pessoas com
essa deficiência de vitamina têm certa doença. Qual
48. Considere o lançamento de dois dados honestos.
é a probabilidade de que uma pessoa selecionada ao
a) Qual é a probabilidade de se obter o número 4 no acaso tenha a doença e a deficiência de vitamina?
U

primeiro dado se a soma dos resultados é 9?


53. Um pescador tem 80% de probabilidade de conseguir
b) Estabeleça uma condição inicial e, com base nela, ela- pescar algum peixe se não chover, e 30%, se chover.
bore um problema que solicite o cálculo da probabili- Suponha que, em determinado dia, a probabilidade
dade de modo que em uma das faces o resultado seja de chover seja de 40%.
3. Em seguida, calcule essa probabilidade.
a) Qual é a probabilidade de o pescador não pescar
G

49. Um grupo de pessoas está classificado da seguinte nenhum peixe?


maneira:
b) Sabendo que o pescador não pescou nenhum pei-
Classificação de um grupo de pessoas xe, qual é a probabilidade de ter chovido?

Profissão 54. Em provas automobilísticas, a escolha dos pneus é funda-


Professor Advogado Dentista mental para o bom desempenho de um carro. Suponha
Gênero
que, em determinado momento da prova, um piloto que
Homens 60 80 50 está usando pneus apropriados para pista seca esteja em
Mulheres 90 40 30 primeiro lugar. Ele recebeu um aviso de que a probabili-
dade de não chover nos próximos 10 minutos é de 10%.
Tabela elaborada para fins didáticos.
Sabe-se que, se não chover, a probabilidade de ele ven-
Suponha que uma pessoa desse grupo foi escolhida cer a corrida sem trocar de pneus é 80%. Contudo, se
aleatoriamente. Definem-se os eventos: H: “ser homem”; chover, a probabilidade de vencer a corrida sem trocar
M: “ser mulher”; P: “ser professor”; A: “ser advogado”; os pneus é 30%. Por fim, se chover, a probabilidade de
D: “ser dentista”. Calcule cada probabilidade indicada, vencer a corrida trocando os pneus é 70%. Qual é a me-
supondo que cada pessoa tenha uma única profissão. lhor decisão para esse piloto, trocar ou não os pneus?

88
Não escreva no livro.

Conex›es

D
Aplicações de probabilidade à Genética
A Genética é um dos ramos das ciências biológicas

Science Photo Library/Fotoarena


L
que mais utilizam a teoria das probabilidades. É comum
estudar, em Genética, situações em que se pretende
calcular previsões sobre um evento aleatório que ocor-
rerá no futuro e, sobre esse evento, são conhecidas pos-

N
síveis configurações que ele poderá assumir.
Para falarmos de Genética, precisamos, antes, re-
capitular alguns conceitos básicos dessa área de co-
nhecimento. O primeiro deles é o de cromossomo. Os
cromossomos são estruturas de DNA que ficam nos

P
núcleos das células dos seres vivos e que são formadas
por um par de cromossomos homólogos.
Há trechos dos cromossomos que são responsáveis
por características dos organismos; esses trechos são cha- Ilustração digital dos 23 pares de cromossomos de um ser
humano do sexo masculino. Imagem não está representada
mados genes. Cada parte de um mesmo gene em um par em proporção e imagem com cores fantasia.
de cromossomos homólogos pode ser igual ou apresentar
IA
pequenas diferenças, e essas variantes são chamadas alelos. Os possíveis pares de Fique atento
alelos muitas vezes ocasionam diferentes características em um indivíduo. Caso o gene seja da forma
Suponha que os alelos de um AA ou aa, dizemos que há
gene para determinada característi- homozigose (pois os dois
ca podem ocorrer em duas variantes: alelos são iguais). Caso seja
da forma Aa, dizemos que
A e a. Isso significa que os indivídu-
Tiago Donizete Leme/
Arquivo da editora

há heterozigose (pois os
os, em relação a esse gene, podem dois alelos são distintos).
ser do tipo AA, aa ou Aa.
U

Na produção dos gametas, cada célula reprodutiva é dividida


em duas, e cada uma dessas partes fica com um dos cromossomos
homólogos; por isso, cada gameta terá um dos alelos de um gene.
Então, no caso de um indivíduo heterozigoto Aa, haverá tantos
Esquema ilustrativo mostrando um par de gametas com o alelo A quanto gametas com o alelo a.
G

cromossomos homólogos e as duas regiões


desse par correspondentes a um gene genérico
O zigoto gerado pela reprodução de dois indivíduos heterozigo-
A. Imagem sem proporção e em cores fantasia. tos Aa é formado de um espermatozoide (gameta masculino), que
pode ter alelo A ou a, e por um óvulo (gameta feminino), que também
pode ter alelo A ou a. Assumindo que a probabilidade de um gameta ser A é igual à probabilidade de ser a, ou
seja, assumindo que esses eventos são equiprováveis, podemos montar o esquema a seguir.

Aa Aa
pais
WYM Design/Arquivo da editora

A a A a
gametas
(50% A e 50% a)

geração F1 AA Aa Aa aa
1 1 1 1
4 4 4 4

89
Conex›es Não escreva no livro.

Assim, os descendentes de um casal formado por indivíduos heterozigo-


Probabilidade

D
tos para essa característica poderão apresentar três tipos de genótipos: AA, Genótipo
de ocorrência
aa ou Aa, e cada genótipo tem uma probabilidade de ocorrer, como mostra
o quadro ao lado. 1
AA ou 25%
4
Conecte com o texto 1
Aa ou 50%

L
2
1. Nessa situação, por que os genótipos AA e aa têm, cada um, probabili-
dade de ocorrência de 25%, enquanto o genótipo Aa tem probabilidade aa 1
ou 25%
4
de ocorrência de 50%?

Pesquise e debata

N
lev radin/Shutterstock
2. Um alelo é dito dominante se ele determina uma característica do organismo quan-
do está na forma AA ou Aa (ou seja, tanto na homozigose quanto na heterozigose).
Um alelo é dito recessivo se ele determina uma característica apenas na forma aa
(ou seja, apenas na homozigose).

P
Um exemplo de característica recessiva é o albinismo. No ser humano, o albinismo
é determinado por um gene recessivo a, enquanto a ausência de albinismo é de-
terminada pelo alelo dominante A. Isso significa que, em relação a esse gene, o al-
binismo ocorre apenas em indivíduos aa, enquanto a ausência de albinismo ocorre
em indivíduos AA ou Aa. O albinismo é
Considere que um casal com pigmentação não albina teve, como primeiro descen-
IA
uma característica
dente, uma criança albina. genética que resulta
em uma ausência
a) Qual é o genótipo dos pais da criança para albinismo: AA, Aa ou aa? Justifique. total ou parcial de
pigmentação na pele,
b) Qual é a probabilidade de que os próximos dois filhos desse casal sejam ambos nos olhos e no cabelo.
albinos? Na foto, a modelo
albina estadunidense
c) Qual é a probabilidade de que os próximos dois filhos sejam ambos não albinos? Diandra Forrest, em
2019.
3. A determinação do sexo de um ser humano não é dada por um alelo, e sim por um
U

par de cromossomos sexuais: os cromossomos X e Y. No sexo feminino, o par é for-


mado por dois cromossomos X (representado por XX) e, no sexo masculino, o par é
formado por um cromossomo X e um cromossomo Y (representado por XY). Por isso, Gameta
os gametas masculinos podem ter ou o cromossomo X ou o cromossomo Y, enquan- Célula sexual que
to os gametas femininos têm apenas o cromossomo X. Por esse motivo, costuma-se se funde a outra no
G

processo de fecundação.
dizer que, na reprodução humana, o sexo de um bebê é determinado pelo pai.
Utilizando as informações do parágrafo anterior e lembrando que o zigoto é forma-
do pela união dos gametas masculino e feminino, justifique essa afirmação.
4. Atualmente, sabemos que é possível que fatores hormonais contribuam
Sobre
para uma maior ou menor razão entre gametas X e Y no esperma huma- o assunto
no. No entanto, como simplificação, costuma-se assumir que o esperma
Acesse o site http://educacao.
humano contém gametas masculinos X e Y na razão 1 : 1. Utilizando essa globo.com/biologia/assunto/
simplificação, identifique a probabilidade de cada um dos eventos a se- hereditariedade/conceitos
guir para um casal de humanos. -basicos-da-genetica.html
ou assista ao vídeo em
a) Ter um filho do sexo feminino. https://www.youtube.com/
watch?v=Nz27kyWAULY
b) Ter dois filhos de sexos diferentes.
(acesso em: 12 abr. 2021) para
c) Ter um filho do sexo feminino, sabendo que o casal teve 3 filhos anterior- conhecer mais os estudos e as
mente, e todos são do sexo masculino. aplicações de Genética.

90
Não escreva no livro.

Leitura e compreensão

D
Probabilidade e paradoxos
As aventuras de Pinóquio é uma história escrita pelo italiano Carlo Collodi.

L
Na fábula, que já teve muitas versões depois da original, Pinóquio é um boneco
de madeira que ganha vida, mas uma coisa muito curiosa acontece: o nariz dele
cresce se, e somente se, ele conta uma mentira.

Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora


Fonte de consulta: CARDOSO, Cíntia. Onde Pinóquio nasceu?
Folha de S.Paulo, São Paulo, 4 abr. 2009. Disponível em: https://www1.folha.uol.

N
com.br/folhinha/dicas/di04040910.htm. Acesso em: 29 jun. 2020.

Imagine que Pinóquio diga a seguinte frase: “meu nariz


vai crescer agora”. O que acontece com o nariz de Pinóquio?
Esse problema tem uma solução?

P
Vejamos as possibilidades, sabendo que a afirmação “o nariz de
Pinóquio cresce se, e somente se, ele conta uma mentira” é equivalen-
te à afirmação “o nariz de Pinóquio não cresce se, e somente se, ele
conta uma verdade”.
• Se a frase “meu nariz vai crescer agora” for verdadeira, então o nariz de
Pinóquio vai crescer. Como o nariz cresce se, e somente se, ele mentir,
IA
então a frase é falsa.
• Se a frase “meu nariz vai crescer agora” for falsa, então o nariz de Pinóquio
não vai crescer. Como o nariz não cresce se, e somente se, ele falar a verda-
de, então a frase é verdadeira.
Pinóquio é um
Em ambas as possibilidades, concluímos que a frase é verdadeira e falsa ao
personagem criado por
mesmo tempo, o que é uma contradição. Carlo Collodi (1826-1890).
Esse problema é um paradoxo. Na Matemática, os paradoxos indicam uma
contradição, ou seja, uma situação que gera duas afirmações que não podem ser simultaneamente verdadeiras.
U

Há também os paradoxos aparentes, que são situações que não são, de fato, paradoxais, mas as con-
clusões contrariam o senso comum.
Um exemplo de paradoxo aparente no estudo da teoria das probabilidades é a questão a seguir.
Um pai possui dois filhos e pelo menos um deles é menino. Qual é a probabilidade de que o outro filho
também seja um menino?
G

1
Provavelmente, o primeiro impulso é responder . Porém, essa não é a resposta correta. Observe que há
2
3 combinações possíveis, uma vez que um dos dois filhos certamente é menino. Considerando menino como H e
menina como M, temos três possibilidades: HH, HM e MH. Dessa maneira, a probabilidade de que o outro filho
1
também seja menino é .
Pollyana Ventura/E+/Getty Images

3
Se o enunciado houvesse dito que o filho mais velho
era menino, nossas combinações ficariam restritas a HH e
MH; então a probabilidade de a outra criança também ser
1
menino, aí sim, seria .
2
Outro problema que é um paradoxo aparente é o
paradoxo dos aniversários: Ao escolher aleatoriamente
23 pessoas, qual é a probabilidade de que pelo menos
duas dessas pessoas tenham a mesma data de aniversá-
rio (mesmo dia e mesmo mês)? Festa de aniversário.

91
Não escreva no livro.
Leitura e compreensão

Pelo senso comum, poderíamos supor que essa probabilidade é baixa, muito menor do que 50%. No

D
entanto, essa probabilidade é maior do que 50%! Vamos demonstrar isso.
Consideremos o experimento “escolher aleatoriamente 23 pessoas” e o evento A: “Ocorrer pelo menos
duas pessoas, entre as 23, com a mesma data de aniversário”.
Primeiro, vamos calcular a probabilidade do evento complementar ao evento A, A: “não ocorrer nenhuma
pessoa com a mesma data de aniversário”.

L
Para simplificar, vamos supor que não há anos bissextos (ou seja, todos os anos têm 365 dias) e que po-
demos nomear as 23 pessoas do grupo como a1, a2, », a23.
365 2 1 364
• A probabilidade de a pessoa a2 não ter a mesma data de aniversário de a1 é 365 5 365 .
365 2 2

N
363
• A probabilidade de a pessoa a3 não ter a mesma data de aniversário de a1 ou de a2 é 5 .
365 365
365 2 3 362
• A probabilidade de a pessoa a4 não ter a mesma data de aniversário de a1, de a2 ou de a3 é 5 .
365 365
• A probabilidade de a pessoa a23 não ter a mesma data de aniversário de todas as outras pessoas é

P
365 2 (23 2 1) 343 .
5
365 365
Logo, a probabilidade de que nenhum par de pessoas tenha a mesma data de aniversário é
364 363 362 361 343
? ? ? ?»? â 0,492.
365 365 365 365 365
Portanto, a probabilidade de que haja
IA

Shutterstock / hana11
pelo menos duas pessoas com a mesma
data de aniversário é, aproximadamente,
1 2 0,492 5 0,508, que é maior do que 50%!
Esse resultado mostra que, ao escolher
um grupo de 23 pessoas, pode não ocor-
rer que duas delas façam aniversário no
mesmo dia, mas a probabilidade de que
isso aconteça é maior do que 50%.
U

Fonte de consulta: Coincidência de aniversários. Revista


do Professor de Matemática, Brasília, v. 11.
Disponível em: www.rpm.org.br/cdrpm/11/12.htm.
Acesso em: 3 ago. 2020.
G

Paradoxo de Monty Hall


Um famoso paradoxo matemático foi
retratado em 1998 pelo professor Nicolau
C. Saldanha. Nele, é apresentado o pro-
blema a seguir.
Em um programa de auditório, o convi-
dado deve escolher uma dentre três portas.
Atrás de uma das portas há um carro e atrás
de cada uma das outras duas há um bode.
O convidado ganhará o que estiver atrás da
porta; devemos supor neste problema que o
convidado prefere ganhar o carro. O procedi-
mento para escolha da porta é o seguinte: o
convidado escolhe inicialmente, em caráter Calendário de 2023.

92
Não escreva no livro.

provisório, uma das três portas. O apresentador do programa, que sabe o que há atrás de cada porta, abre neste

D
momento uma das outras duas portas, sempre revelando um dos dois bodes. O convidado agora tem a opção de
ficar com a primeira porta que ele escolheu ou trocar pela outra porta fechada. Que estratégia deve o convidado
adotar? Com uma boa estratégia, que probabilidade tem o convidado de ganhar o carro?
SALDANHA, Nicolau C. Como perder amigos e enganar as pessoas. Disponível em: https://sites.icmc.usp.br/francisco/SME0120/
material/enganar.pdf. Acesso em: 29 jun. 2020.

L
Esse problema aparentemente simples e inocente ficou famoso por causar muita controvérsia entre espec-
tadores, palpiteiros de plantão e

Tiago Donizete Leme/Arquivo da editora


matemáticos profissionais.
No início da década de
1990, esse problema foi su-

N
gerido a Marilyn vos Savant
(1946-), uma famosa e muito
inteligente colunista (durante
muitos anos considerada pelo
Guiness a pessoa com o maior

P
QI já registrado, 228), que pu-
blicou como mais vantajoso para
o participante do programa tro- O programa de televisão intitulado Let’s Make a Deal (Vamos fazer um acordo)
car de porta após o apresenta- foi exibido de 1963 a 1976 nos Estados Unidos e era comandado pelo apresentador
Monty Hall (1921-2017). O programa fez tanto sucesso que por diversas vezes foi
dor revelar o primeiro bode.
relançado entre 1980 e 1991.
IA
Marilyn recebeu uma avalan-
che de cartas, a grande maioria afirmando que ela estava errada. A intuição dizia claramente que, se restavam
duas portas, a mudança ou permanência não fazia a menor diferença, pois a probabilidade de ganhar o carro,
1 1
que era de , passava a ser de . Mas será que a intuição estava correta?
3 2
O cálculo da probabilidade de ganhar o carro mudando ou não de porta pode ser resolvido de maneira
simples. Observe o quadro a seguir e suponha que o participante tenha inicialmente escolhido a porta 1,
e que a distribuição dos bodes e do carro seja feita, em cada caso, sem repetição e de maneira aleatória.
U

Porta 1 Porta 2 Porta 3 Não mudando a porta Mudando a porta


Carro Bode Bode Ganha o carro Ganha o bode

Bode Carro Bode Ganha o bode Ganha o carro

Bode Bode Carro Ganha o bode Ganha o carro


G

1
Quando o participante não muda de porta, a probabilidade de ele ganhar o carro é . Contudo, fazendo
3
2
a mudança no momento oportuno, a probabilidade de ganhar o carro passa a ser . Isso se dá pelo fato de
3
que, se não houver a mudança da porta escolhida, a única maneira de o participante ganhar o carro é ele ter
escolhido a porta correta na primeira tentativa. Ou seja, é mais vantajoso mudar de porta.
Caso o participante escolha as portas 2 ou 3, a verificação é feita de maneira análoga.
Fontes de consulta: MLODINOW, Leonard. O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009. SALDANHA, Nicolau C. Como perder amigos e enganar as pessoas.
Disponível em: https://sites.icmc.usp.br/francisco/SME0120/material/enganar.pdf. Acesso em: 29 jun. 2020.

1. Considere o paradoxo dos aniversários e calcule a probabilidade de dois colegas da sua sala fazerem aniver-
sário no mesmo dia.

2. Com relação ao paradoxo de Monty Hall, faça a verificação das probabilidades descritas no texto conside-
rando que o participante escolha primeiro a segunda porta.

93
Não escreva no livro.

Vestibulares e Enem

D
1. (Cefet-RJ) Marcos iniciou estágio em uma fábrica de 3. (UFU-MG) As irmãs Ana e Beatriz e seus respectivos
lâmpadas e lhe atribuíram a tarefa de testar lâmpadas namorados vão sentar-se em um banco de jardim (fi-
sob condições com alta umidade e com alta tempe- gura) de modo que cada namorado fique ao lado de
ratura, usando intensidade e vida útil como resposta sua namorada.

L
de interesse. Finalizados os testes, Marcos construiu a

Reprodução/UFU, 2018.
seguinte tabela:

INTENSIDADE
SATISFA- INSATIS-
TÓRIA FATÓRIA

N
SATISFATÓRIA 117 8
VIDA
ÚTIL

INSATISFATÓRIA 3 2

Com base nos dados da tabela, é FALSO afirmar que:


A probabilidade de as irmãs sentarem-se uma ao lado
a) A tabela apresenta o desempenho de 130 lâmpadas.

P
da outra é igual a
b) Caso uma dessas lâmpadas seja selecionada aleato-
a) 0,25 b) 0,33 c) 0,45 d) 0,50
riamente, a probabilidade de apresentar resultados
insatisfatórios sob qualquer critério é de 10%. 4. (Uerj) Cinco cartas de um baralho estão sobre uma
c) Caso uma dessas lâmpadas seja selecionada aleato- mesa; duas delas são reis, como indicam as imagens.

Reprodução/UERJ, 2018.
riamente, a probabilidade de apresentar resultado
satisfatório para Vida Útil e também satisfatório para
IA
Intensidade é de 96%.
d) Existe a possibilidade de se ter lâmpada com vida útil
satisfatória, porém insatisfatória para intensidade.
Após serem viradas para baixo e embaralhadas, uma
2. (UEL-PR) O filme Jumanji (1995) é uma obra de ficção
pessoa retira uma dessas cartas ao acaso e, em segui-
que retrata a história de um jogo de tabuleiro mágico que
da, retira outra. As imagens não estão
empresta seu nome ao longa-metragem. O jogo é com- representadas em propor•ão

posto de dois dados distinguíveis de 6 lados, um tabuleiro A probabilidade de sair Rei apenas na segunda retira-
com um visor de cristal no centro e peças que represen- da equivale a
1 1 2 3
U

tam cada jogador. No filme, Alan Parrish é um garoto que a) b) c) d)


2 3 5 10
encontra o jogo em um local de construção e o leva para
casa. Assim que chega, Alan convida Sarah Whittle, uma 5. (Unicamp-SP) Um atleta participa de um torneio com-
garota da vizinhança, para jogar. Quando Alan lança os da- posto por três provas. Em cada prova, a probabilidade
2
dos, aparece no visor a seguinte mensagem: de ele ganhar é de , independentemente do resulta-
3
do das outras provas. Para vencer o torneio, é preciso
Reprodução/UEL, 2019.
G

ganhar pelo menos duas provas. A probabilidade de o


atleta vencer o torneio é igual a
2 4 20 16
a) . b) . c) . d) .
3 9 27 81
6. (UFPR) Uma adaptação do Teorema do Macaco afirma
que um macaco digitando aleatoriamente num teclado
de computador, mais cedo ou mais tarde, escreverá a
Alan então é sugado pelo visor de cristal e transporta- obra “Os Sertões” de Euclides da Cunha. Imagine que
do magicamente até a selva de Jumanji. um macaco digite sequências aleatórias de 3 letras em
Supondo que os dois dados do jogo sejam indepen- um teclado que tem apenas as seguintes letras: S, E, R,
dentes e honestos, assinale a alternativa que apresen- T, O. Qual é a probabilidade de esse macaco escrever
ta, corretamente, a probabilidade de algum jogador a palavra “SER” na primeira tentativa?
lançar os dois dados e obter a soma de 5 ou 8 de 1 1 1
a) c) e)
modo a tirar Alan da selva. 5 75 225
a) 15% c) 25% e) 66% 1 1
b) d)
15 125
b) 22% d) 62%

94
Não escreva no livro.

7. (Unitau-SP) Em uma determinada região do País, uma c) média, porque a probabilidade de isso acontecer é

D
pesquisa realizada com 500 pessoas, para verificar a 9
de .
incidência de hipertensão e diabetes, revelou que: 16
d) baixa, porque a probabilidade de isso acontecer é
• 40% sofrem de hipertensão. 7
• 20% sofrem de diabetes. de
16
.

• 15% sofrem de hipertensão e de diabetes, simulta- e) baixa, porque a probabilidade de isso acontecer é

L
neamente. 4
de .
• Todos os entrevistados tiveram a resposta validada. 10
10. (Enem) Para analisar o desempenho de um método
Sorteando uma pessoa aleatoriamente, a probabili-
diagnóstico, realizam-se estudos em populações con-
dade de que ela não tenha hipertensão nem diabe-
tendo pacientes sadios e doentes. Quatro situações
tes é de
distintas podem acontecer nesse contexto de teste:

N
a) 0,20 c) 0,40 e) 0,85
1. Paciente TEM a doença e o resultado do teste é
b) 0,25 d) 0,55 POSITIVO.
8. (FGV-SP) Em uma rifa, são vendidos 100 bilhetes com 2. Paciente TEM a doença e o resultado do teste é
números diferentes, sendo que 5 deles estão premia- NEGATIVO.
dos. Se uma pessoa adquire 2 bilhetes, a probabilidade 3. Paciente NÃO TEM a doença e o resultado do teste

P
de que ganhe ao menos um dos prêmios é de é POSITIVO.
31 19 97
a) c) e) 4. Paciente NÃO TEM a doença e o resultado do teste
330 198 990 é NEGATIVO.
47 16
b) d) Um índice de desempenho para avaliação de um teste
495 165
diagnóstico é a sensibilidade, definida como a proba-
9. (Uncisal) Em um programa de premiações, o partici- bilidade de o resultado do teste ser POSITIVO se o
IA
pante tem a possibilidade de aumentar o valor do seu paciente estiver com a doença.
prêmio ao girar uma roda dividida em arcos de tama- O quadro refere-se a um teste diagnóstico para a
nhos diferentes. Na construção dessa roda, um círculo doença A, aplicado em uma amostra composta por
foi inicialmente dividido em 16 partes iguais e, depois, duzentos indivíduos.
foram destacados alguns setores dessa divisão e a
cada setor circular foi associado um número, conforme Doen•a A
Resultado do Teste
mostra a figura a seguir. A pontuação que o partici- Presente Ausente
pante obterá será aquela do setor apontado pela seta Positivo 95 15
no instante em que a roda parar de girar. Caso a seta Negativo 5 85
U

aponte para exatamente a divisa entre dois setores, a


BENSEÑOR, I. M.; LOTUFO, P. A. Epidemiologia: abordagem
roda deverá ser girada novamente.
prática. São Paulo: Sarvier, 2011 (adaptado).

Conforme o quadro do teste proposto, a sensibilidade


dele é de
Reprodução/UNCISAL, 2019.

a) 47,5% d) 94,4%
G

b) 85,0% e) 95,0%
c) 86,3%

11. (Enem) Um morador de uma região metropolitana tem


Joana está participando desse programa e encontra- 50% de probabilidade de atrasar-se para o trabalho
-se em uma etapa da premiação na qual ela ganhará o quando chove na região; caso não chova, sua probabi-
valor do prêmio em dobro se fizer menos de 40 pontos lidade de atraso é de 25%. Para um determinado dia,
ao girar a roda. A chance de Joana ganhar o prêmio o serviço de meteorologia estima em 30% a probabili-
em dobro é dade da ocorrência de chuva nessa região.

a) alta, porque a probabilidade de isso acontecer é Qual é a probabilidade de esse morador se atrasar
10 para o serviço no dia para o qual foi dada a estimativa
de .
16 de chuva?
b) alta, porque a probabilidade de isso acontecer é
a) 0,075 c) 0,325 e) 0,800
6
de .
10 b) 0,150 d) 0,600

95
D
L
N
P
IA

3
CAPÍTULO

Computação
G

s
age
Im
tty
/Ge
E+

A popularização dos computadores


extinguiu algumas profissões e criou
outras, ao passo que muitas se
adaptaram de diferentes maneiras.

96
Não escreva no livro.

D
A
o longo do tempo, a humanidade evoluiu, desenvol-
vendo ferramentas e métodos para facilitar, realizar ou
otimizar as tarefas do cotidiano, aumentando a produti-

L
vidade e a qualidade do trabalho e diminuindo o custo de produção.
Analisando os objetos que foram inventados ao longo da história,
constatamos que a criação de grande parte deles foi motivada por uma
necessidade humana, geralmente relacionada ao emprego de menor es-

N
forço em tarefas cotidianas. Pode-se dizer que uma das maiores tarefas de
alguém que cria um objeto ou máquina novos é buscar maneiras de fazer
com que trabalhemos menos, facilitando nossa vida.
Quando assistimos à televisão, por exemplo, utilizamos o controle remoto para
mudar de canal ou ajustar o volume. Esse pequeno aparelho evita que seja neces-

P
sário ir até a televisão para fazer esses ajustes.
Outra invenção que facilitou nossa vida foi o computador. Essa tecnologia que
utilizamos diariamente é fruto de muitas pesquisas científicas que surgiram da neces-
sidade, principalmente de engenheiros, de efetuar cálculos de maneira rápida e exata.
Imagine como seria mais fácil para o escritor brasileiro Machado de Assis (1839-
-1908) utilizar um software de edição de textos para escrever a obra Dom Casmurro.
IA
Além de poder escrever, apagar e organizar textos de maneira mais prática, essa tec-
nologia ainda sugere correções gramaticais e de digitação em tempo real. Além disso,
há comandos que desfazem a última alteração, como o Ctrl1z, ou que copiam (Ctrl1c)
e colam (Ctrl1v) partes de textos e imagens. Esses recursos poderiam permitir a Ma-
chado de Assis produzir livros de modo mais fácil e rápido.
Atualmente, os computadores fazem parte de tantos aspectos da vida cotidiana
que é difícil imaginar fazer certas tarefas diárias sem utilizá-los. Por exemplo, não é
preciso ir até o correio para enviar uma carta a um amigo: é mais prático fazer uma
U

videoconferência, enviar um e-mail ou mandar uma mensagem de texto por algum


aplicativo de mensagens ou rede social. Também é possível usar o computador para
criar diferentes tipos de gráfico, de maneira mais rápida, eficiente e com menor risco
de erros.
Esses são alguns dos muitos exemplos que mostram que a computação permite a
G

execução de tarefas que poderiam demorar semanas ou anos para ser concluídas se-
jam realizadas em horas, minutos ou até mesmo em poucos segundos. Essa possibili-
dade se traduz em uma revolução dos métodos de análise e cálculo de dados que
permite um alto nível de otimização das tarefas.
O simples fato de efetuar cálculos, realizar conversões e cruzamento de dados de
maneira automática reduz não só o tempo necessário, mas também o risco de ocor-
rerem erros.
O resultado é a obtenção de dados de maneira mais rápida e precisa. Por exemplo,
efetuar a adição de uma grande quantidade de números sem o computador é uma
tarefa que demanda um tempo considerável, mesmo para a pessoa mais hábil. Ao
utilizar uma planilha eletrônica, digitamos poucos comandos e obtemos o resultado
em alguns segundos com a certeza de que, se o comando for digitado corretamente,
o resultado estará certo. Esse é mais um exemplo de como a computação transformou
de diferentes maneiras a vida humana.

97
A computação tornou-se uma importante ferramenta para a execução de tarefas, além Não escreva
no livro.

D
de ser fundamental para o desenvolvimento de outras ciências. Por exemplo, é possível
utilizar computadores para fazer, em curtos períodos de tempo, simulações e projeções
matemáticas que antes precisariam de muito mais tempo para ser realizadas.
Outro exemplo interessante é a exploração do espaço. Cientistas realizam proje-
ções e simulações matemáticas que levariam meses ou anos em algumas semanas ou

L
dias, dependendo do poder de processamento da máquina.
A computação é um tema que engloba muitos aspectos,

Sputnik Images/Easypix Brasil


mas a origem dela está diretamente ligada à Matemática. Ao
longo deste capítulo, vamos entender um pouco da história da
computação e da tecnologia, para analisar como essa invenção

N
modificou a vida das pessoas nas mais diversas esferas sociais
e como podemos utilizá-la de maneiras mais significativas.
a) Liste no caderno algumas tarefas que você realiza que são
facilitadas pelo uso de tecnologias modernas.

P
b
) Pesquise profissões que deixaram de existir ou que se
modificaram em consequência do uso de tecnologias
modernas.
c) Reflita sobre as áreas que você gostaria de trabalhar ou
de continuar estudando no futuro e pesquise o papel da
IA
tecnologia, se existir, nessas áreas. Quais são as principais
tecnologias utilizadas nelas? Lançamento da
espaçonave Vostok 1,
d) No texto apresentado, vimos como os computadores podem levar muito menos
tripulada pelo
tempo do que os seres humanos para efetuar operações aritméticas. Nesta ativi- astronauta Yuri
dade, vamos fazer um experimento para ter uma estimativa dessa diferença. Gagarin (1934-1968),
em 1961. Ele foi o
Para isso, reúna-se com um colega e, juntos, façam o que é pedido a seguir.
primeiro ser humano a
• Elaborem uma lista de 5 números naturais positivos aleatórios entre 1 e 99. completar uma volta
em torno da Terra no
• Calculem a soma desses 5 números e, com o auxílio de um relógio ou cronômetro,
U

espaço.
estimem a medida de intervalo de tempo levado por vocês para fazer esse cálculo.
• Utilizem esse resultado para estimar a medida de intervalo de tempo para cal-
cular a soma de 100 números naturais positivos não necessariamente distintos
entre 1 e 99.
G

• Com o auxílio de uma planilha eletrônica, criem uma lista de 100 números e,
utilizando um relógio ou um cronômetro, estimem a medida de intervalo de
tempo que ela leva para calcular a soma desses números.
Comparem as medidas obtidas e respondam: Quanto mais rápido foi o cálculo
utilizando o computador em comparação com o cálculo feito “à mão”?

Fique atento
Para calcular a soma de 100 números utilizando um computador, vocês podem utilizar o
LibreOffice Calc., uma planilha eletrônica do pacote de aplicativos LibreOffice, disponível em:
https://pt-br.libreoffice.org/ (acesso em: 16 jul. 2020). Para isso, acessem o site, cliquem em
“Baixe já”, escolham a versão de acordo com o computador que estiverem utilizando e sigam os
passos para finalizar a instalação do programa.
Para calcular a soma de uma lista de números nesse software, basta utilizar a função SOMA e
selecionar a lista. Caso tenham dúvidas, consultem o site https://help.libreoffice.org/4.3/Writer/
Calculating_Cell_Totals_in_Tables/pt-BR (acesso em: 16 jul. 2020).

98
CONHEÇA O CAPÍTULO

D
A BNCC
No decorrer do capítulo,
Objetivos favorecemos o desenvolvimento
das competências gerais da
Educação Básica, bem como
• Conhecer a história da criação e do desenvolvimento de computadores e

L
das competências específicas e
de alguns dos indivíduos que contribuíram para esse desenvolvimento. das habilidades de Matemática
e suas Tecnologias e de
• Reconhecer e identificar as contribuições que a computação e a progra- outras áreas do conhecimento
mação trouxeram à humanidade. indicadas a seguir. Também
estão indicados os temas
• Conhecer aspectos básicos da estrutura e do funcionamento de compu-

N
contemporâneos transversais
tadores modernos. presentes no capítulo.

• Compreender e interpretar medidas de capacidade de armazenamento Competências gerais: CG01,


CG04, CG05, CG06, CG07,
de computadores. CG08, CG09.

• Reconhecer algoritmos envolvidos em práticas cotidianas. Competências específicas


de Matemática e suas

P
• Investigar e analisar algoritmos e fluxogramas relacionados a situações e Tecnologias: CEMAT01,
CEMAT03, CEMAT04.
problemas da Matemática e do cotidiano.
Competência específica de
• Utilizar algoritmos e fluxogramas para registrar soluções de problemas da Ciências da Natureza e suas
Matemática e do cotidiano. Tecnologias: CECNT01.
Habilidades de Matemática
• Conhecer conceitos iniciais de linguagens de programação. e suas Tecnologias:
IA
• Utilizar conceitos iniciais de linguagens de programação para implemen- EM13MAT103, EM13MAT315,
EM13MAT405.
tar algoritmos escritos em linguagem corrente e em linguagem de pro- Habilidades de outras
gramação. áreas do conhecimento:
EM13LGG701, EM13CNT106,

Justificativa
EM13CNT308, EM13CHS101,
EM13CHS106, EM13CHS502.
Temas contemporâneos
Ao longo dos últimos séculos, não só a computação se desenvolveu com transversais:
muita rapidez, como também as tecnologias associadas a ela evoluíram rapi- • Ciência e Tecnologia;
U

damente. Para perceber isso, basta observar o impacto que o uso de com- • Educação Ambiental;
putadores e da internet geraram na sociedade, modificando, eliminando ou • Educação em Direitos
Humanos.
criando empregos, alterando o modo como as pessoas se relacionam e o
modo como enxergamos o mundo.
Por isso, este capítulo busca apresentar uma breve história dessas evolu-
G

ções e favorecer a compreensão e o trabalho com dois conhecimentos que


estão fortemente ligados a essas mudanças: os algoritmos e a programação.
Com esse trabalho, espera-se que seja facilitado o entendimento de
como essas áreas afetam o cotidiano e de como elas podem ser usadas para
analisar e resolver de maneiras diferentes os problemas da Matemática.

99
Introdução à computação

D
Anneka/Shutterstock

Não escreva no livro.


Situação 1

L
Envio de mensagens
O envio de mensagens existe há muitos milênios e pas-
sou por diferentes sistemas ao longo da evolução humana;
um deles era o telegrama. Ele era utilizado para enviar

N
mensagens curtas, que chegavam mais rapidamente ao
destinatário e eram mais baratas do que outros sistemas
usados no século XIX. A comunicação de telegramas ocor-
ria por meio de telégrafos, máquinas capazes de enviar si-
nais que representam letras e palavras.

P
O telégrafo foi inaugurado no Brasil em 1857 e ainda
Atualmente, graças aos avanços tecnológicos, existem é utilizado para enviar mensagens oficiais e
diversas maneiras mais rápidas e baratas de enviar mensa- felicitações de aniversário.
gens para qualquer lugar do mundo.
a) Pesquise o sistema de sinais criado para que o telégrafo fosse capaz de enviar men-
sagens a longas distâncias e escreva suas conclusões no caderno.
IA
b) Liste no caderno outras maneiras de enviar mensagens que você utiliza atualmente.
Por que elas são mais práticas?

As imagens não
estão representadas
em proporção

Shutter Ryder/Shutterstock
U

Situação 2
Armazenamento de dados
Você já reparou no símbolo utilizado pela maioria dos sistemas
G

operacionais para salvar um arquivo? Esse símbolo é uma referência


ao disquete, um dos primeiros dispositivos portáteis de armazena-
mento de dados.
Algumas décadas atrás, não existiam CDs, pendrives nem nuvens
(tecnologia que permite armazenar dados em um servidor remoto
O disquete foi criado em 1967 e disponibiliza os arquivos on-line). O disquete era feito de plástico e
pelo engenheiro estadunidense
podia armazenar até 5,76 MB nas versões mais recentes. Não parece
Alan Shugart (1930-2006).
muito, mas, na época, os arquivos eram menores e, portanto, não eram
necessários dispositivos com memória muito grande.
a) Liste no caderno outros dispositivos de armazenamento de dados que passaram a ser utilizados quando o
disquete entrou em desuso.
b) Pesquise alguns dos problemas do uso de disquetes e converse com um colega sobre como novos dispo-
sitivos podem evitá-los.

100
Um pouco da história dos computadores

D
e da computação
A origem da computação
Quando procuramos compreender a origem dos computadores e da computação, entre os primeiros fatos

L
mencionados pela maioria dos pesquisadores está a criação do ábaco.

Fique atento
Um computador é um conjunto de componentes eletrônicos que pode tratar diversas informações de maneira automática.

N
O ábaco foi a primeira calculadora da humanidade – acredita-se que ele tenha sido criado há mais de
5 000 anos.

Fernando Favoretto/Criar Imagem


Fernando Favoretto/Criar Imagem
P
IA
DEZENA UNIDADE
CENTENA DEZENA UNIDADE
DE MILHAR DE MILHAR

Você talvez tenha utilizado um ábaco como este quando aprendeu as operações de adição,
subtração, multiplicação e divisão, ou quando aprendeu o valor posicional dos algarismos de um
número natural.
U

As imagens não estão


representadas em proporção

Essa ferramenta foi adaptada de acordo com as necessidades de cada uma das civilizações que a utilizou,
mantendo a base original. O ábaco foi usado pelas civilizações egípcia, grega, chinesa e romana. No Império
Romano, por exemplo, era chamado de Calculus e utilizado para efetuar operações de adição e subtração.
O ábaco era utilizado para facilitar os cálculos em diversas situações, mas, com o desenvolvimento das
G

civilizações, a complexidade dos cálculos aumentou. Isso gerou a necessidade de desenvolver outros meca-
nismos que agilizassem os cálculos complexos, principalmente em relação às construções.
Reprodução/Museu da Ciência, Londres, Inglaterra.

asharkyu/Shutterstock

Réplica moderna de um ábaco romano, o Calculus. Modelo de ábaco chinês.

101
Por isso, cientistas passaram a construir máquinas que possibilitassem a realização desses cálculos. A pri-

D
meira delas foi desenvolvida em 1642 pelo matemático francês Blaise Pascal (1623-1662).
Pascal inventou uma máquina de calcular que recebeu o nome de pascalina. A intenção dele era ajudar o
pai a realizar os cálculos necessários para a profissão de cobrador de impostos. A máquina efetuava opera-
ções fundamentais de adição e subtração com números naturais e com decimais.

L Album/Fotoarena
As imagens não
estão representadas
em proporção

N
P
Máquina pascalina, inventada por Blaise Pascal por volta de 1650, feita de latão
(dimensões: 44,7 cm 3 14,7 cm 3 10 cm).
IA
Ele fabricou alguns exemplares que eram acompanhados de um livreto explicativo sobre como operá-la.
Ainda que pudesse ter inúmeras aplicações no comércio e na indústria da época, o invento fracassou comer-
cialmente por causa do alto custo de produção. Muitos estudiosos acreditam que a pascalina foi a precursora
das calculadoras e até mesmo dos computadores.
A pascalina foi considerada a primeira máquina de calcular; no entanto, um registro do ano de 1623, do
professor alemão Wilhelm Schickard (1592-1635), aponta que ele teria construído uma máquina de calcular
capaz de efetuar adições, subtrações, multiplicações e divisões de números naturais de até seis dígitos. Des-
U

sa maneira, Schickard passou a ser considerado o criador da primeira calculadora.


Science Source/Fotoarena
G

Réplica da máquina
de calcular de
Wilhelm Schickard.
A única versão
original dessa
máquina de calcular
foi destruída em
um incêndio no
século XVII.

102
Em 1672, o matemático alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) criou a calculadora universal. Ele

D
aprimorou a máquina de Pascal, de maneira que a nova invenção possibilitava efetuar, além da adição e da
subtração, a multiplicação, a divisão e a extração da raiz quadrada.

Costa/Leemage/AFP
L
N
P
Réplica da máquina de cálculo universal de Leibniz.

Fontes de consulta: GUGIK, G. A história dos computadores e da computação. 6 mar. 2009. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/
IA
tecnologia-da-informacao/1697-a-historia-dos-computadores-e-da-computacao.htm; FILHO, C. F. História da computação [recurso
eletrônico]: o caminho do pensamento e da tecnologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. Disponível em: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/
historiadacomputacao.pdf; FERNANDEZ, M. P.; CORTÉS, M. I. Introdução à computação. 3. ed. Fortaleza: EdUECE, 2015. Disponível em:
https://200.130.18.160/bitstream/capes/432730/2/Livro%20%20Introduc%C3%A3o%20a%20Computac%C3%A3o.pdf; IME. Projeto Mac
Multimidia: história do computador. IME-USP, 2005. Disponível em: https://www.ime.usp.br/~macmulti/historico/. Acesso em: 7 jul. 2020.
As imagens não
estão representadas
Sobre o assunto em proporção

Reprodução/Luce
Para saber mais sobre a história e outras realizações de Blaise Pascal, assista ao filme Blaise Pascal,
dirigido por Roberto Rossellini e lançado em 1972. O filme retrata a trajetória de Pascal desde os
U

17 anos, mostrando alguns dos feitos dele, como a criação da pascalina.

Blaise Pascal. Direção: Roberto Rossellini. Produção: Renzo Rossellini.


Elenco: Pierre Arditi, Rita Forzano, Giuseppe Addobbati e outros. Roteiro:
Marcella Mariani, Renzo Rossellini, Roberto Rossellini e outros. Itália e
G

França: Orizzonte 2000, RAI Radiotelevisione Italiana, Office de


Radiodiffusion Télévision Française (ORTF), 1972. 129 min.

Atividades Não escreva no livro.

1. Reúna-se com um colega e, juntos, escolham um dos tipos de ábaco apresentados no texto.
a) Pesquisem na internet como o tipo de ábaco escolhido por vocês funciona e como efetuar nele operações de adição
e subtração com números naturais de até 3 algarismos. Não se esqueçam de utilizar fontes confiáveis de pesquisa.
b) Como o mecanismo do ábaco escolhido usa a decomposição dos números naturais para efetuar as operações?
Elaborem uma apresentação para a turma mostrando a construção e o funcionamento do ábaco escolhido.
2. Reúna-se com um colega e, juntos, pesquisem o funcionamento da pascalina. Depois comparem o mecanismo dessa
máquina com o mecanismo do ábaco. Quais são as principais diferenças? A pascalina utiliza alguma maneira de
decompor os números?

103
A computação moderna

D
Quase dois séculos após a criação das primeiras calculadoras mecânicas,

The Picture Art Collection/Alamy/Fotoarena


surgiu em 1823 uma máquina nova, construída pelo matemático inglês
Charles Babbage (1791-1871).
A máquina que Charles Babbage criou foi o primeiro computador de

L
uso geral. Essa máquina também foi a inspiração para os computadores
eletrônicos que conhecemos hoje.
Ela era operada utilizando cartões perfurados em um mecanismo
similar ao da máquina de tear inventada pelo mecânico francês

N
Joseph-Marie Jacquard (1752-1834) em 1801, durante a Revolução
Industrial.
Babbage não conseguiu finalizar a invenção dele, mas sabia que,
para efetuar cálculos utilizando instruções, seria necessário criar uma
nova linguagem. As observações que ele deixou inspiraram a matemá-

P
tica e escritora inglesa Ada Lovelace (1815-1852) a criar o primeiro algo- Foto de Charles Babbage tirada na
ritmo de programação. década de 1850.

Um bom exemplo de como essas máquinas ajudaram a reduzir o tempo de cálculo


é a invenção de Hermann Hollerith (1860-1929). Ele inventou uma máquina no século
XIX, usando a mesma técnica dos cartões perfurados, que possibilitava cálculos sim-
IA
ples e tabulações. Ela foi utilizada para fazer o censo estadunidense de 1890 com su-
As imagens não
cesso, de maneira que foi posteriormente adotada por outros países. estão representadas
em proporção
Album/Fotoarena

SSPL/Getty Images
U
G

Máquina criada por Charles Babbage e os cartões perfurados que eram utilizados nela. Esta
máquina faz parte do acervo do Museu Nacional de Ciência e Indústria de Londres.

A criação da programação
Programas são códigos escritos para ser interpretados por máquinas e que utili-
zam algoritmos para indicar, passo a passo, como a máquina deve se comportar
dada uma ação inicial. Ada Augusta Byron, também conhecida como Condessa de
Lovelace, trabalhou com Babbage para criar um programa para a máquina que ele
inventou.
Ada se interessou pela máquina e foi responsável pela escrita do mais completo
relato sobre o processo de funcionamento dela. Antes mesmo de a máquina ser cons-
truída, Ada já tinha escrito programas capazes de serem executados pela máquina
analítica; eles utilizavam conceitos que são utilizados até hoje na programação.

104
O programa que Ada criou é considerado o primeiro

D SSPL/Getty Images/Coleção particular


software da história, e, por isso, ela é tão importante para o
desenvolvimento da programação. Por causa da importância
do trabalho dela, comemora-se no dia 15 de outubro o “Ada
Lovelace Day”, data comemorativa criada para celebrar con-
quistas das mulheres na ciência e incentivar outras a seguir

L
carreira na área.
Fontes de consulta: FILHO, C. F. História da computação [recurso eletrônico]:
o caminho do pensamento e da tecnologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.
Disponível em: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/historiadacomputacao.
pdf; FERNANDEZ, M. P.; CORTÉS, M. I. Introdução à computação. 3. ed.

N
Fortaleza: EdUECE, 2015. Disponível em: https://200.130.18.160/bitstream/
capes/432730/2/Livro%20%20Introduc%C3%A3o%20a%20Computac%C3%A3o.
pdf; IBM. Herman Hollerith. IBM, 2020. Disponível em: https://www.ibm.com/
ibm/history/exhibits/builders/builders_hollerith.html; UNIVERSIDADE de São
Paulo. Instituto de Matemática e Estatística. Departamento de Ciência da
Computação. Projeto Mac Multimidia: história do computador. USP, 2005.
Disponível em: https://www.ime.usp.br/~macmulti/historico/; SANTOS, C. G.

P
D. A história de Ada Lovelance (Mulheres STEM). Stem by me, 18 jan. 2019.
Disponível em: https://www.stembyme.com/web/stem-brasil/vocaciones-stem/-/
blogs/a-historia-de-ada-lovelace-mulheres-stem-. Acesso em: 7 jul. 2020.

Retrato de Ada, condessa de Lovelace, de Alfred Edward


Chalon, 1840 (aquarela sobre papel de 25 cm 3 18,3 cm).
IA
Sobre o assunto As imagens não
estão representadas
em proporção

Assim como diversas outras mulheres

Reprodução/Editora Blucher
nas ciências, Ada Lovelace encontrou
dificuldades e sofreu preconceito por
trabalhar em uma área que era vista, na
época, como preferencialmente masculina.
Para saber mais sobre ela e outras mulheres
que enfrentaram preconceitos e contribuíram
para as ciências, sugerimos a leitura do livro
U

As cientistas: 50 mulheres que mudaram o


mundo, de Rachel Ignotofsky, publicado em
2017 pela editora Blucher. O livro apresenta
breves relatos da vida de diversas mulheres
cientistas em um visual ilustrado e agradável
para crianças e adultos.
G

IGNOTOFSKY, R. As cientistas: 50 mulheres


que mudaram o mundo. Tradução Sonia
Augusto. São Paulo: Blucher, 2017.

A inteligência artificial
Na década de 1940, o matemático, criptoanalista e cientista da computação britâ-
nico Alan Mathison Turing (1912-1954) projetou uma máquina abstrata que seria capaz
de solucionar qualquer cálculo que fosse apresentado como um algoritmo, isto é, o
cálculo seria decomposto de maneira que, ao realizar determinada série de instruções,
poderia ser resolvido. Essa máquina ficou conhecida como máquina universal, ou má-
quina de Turing.

105
Essa invenção contribuiu para o desenvolvimento de um campo muito importante

Alpha Historica/Alamy/Fotoarena
D
da computação, o da inteligência artificial (IA ou AI, sigla da expressão em inglês
artificial intelligence). Turing publicou um artigo com um importante questionamento:
“As máquinas são capazes de pensar?”. Essa é a questão fundamental relacionada à
inteligência artificial. Cientistas que trabalham nessa área pesquisam a elaboração de
dispositivos que simulam ações humanas, como raciocinar e tomar decisões.

L
Turing também foi o criador do Teste de Turing. Utilizado até hoje, o teste verifica,
por meio de uma conversa de texto entre uma pessoa e uma máquina, se esta pode ser
confundida com um ser humano. Caso 30% das pessoas consultadas acreditem que a Foto de Alan Turing,
máquina é outro ser humano, então o sistema é considerado um autômato inteligente. tirada em cerca de
Além disso, Turing também ficou conhecido por criar a máquina Bomb, responsá- 1930.

N
vel por decodificar a máquina Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-
-1945). A Enigma pertencia aos alemães e era utilizada para codificar mensagens que As imagens não
estão representadas
indicavam os próximos locais de ataque. em proporção

Andy Lauwers/Shutterstock
P
IA
U

Réplica da máquina Bomb, atualmente localizada em Bletchley Park, no Reino Unido. Foto de 2007.
G

A máquina Enigma era formada por um teclado ligado a uma unidade codificadora,
constituída por três rotores, escolhidos entre cinco disponíveis, cujas posições deter-
minavam como cada letra seria codificada. Atrás da máquina havia um quadro de
chaveamento para aumentar o número de permutações possíveis. Isso gerava
150 trilhões de regulagens possíveis.
A máquina Bomb foi precursora do Colossus, criado por Turing e outros cientistas
britânicos, como Tommy Flowers (1905-1998), William Thomas Tutte (1917-2002) e
Max Newman (1897-1984), entre os anos de 1943 e 1945. Durante a Segunda Guerra
Mundial, a Inglaterra financiou um centro de estudos que ficou conhecido como
Bletchley Park, onde esses cientistas desenvolveram o Colossus, que pode ser consi-
derado o primeiro computador eletrônico programável.
Por todos esses motivos, podemos considerar que Alan Turing e a equipe dele
deram um grande passo para que fosse possível desenvolver os computadores que
usamos hoje. Além disso, esse trabalho ajudou a encurtar a guerra, salvando muitas
vidas.

106
Não escreva no livro.
Infelizmente, isso não o livrou, nos anos que seguiram à guerra, de uma intensa perseguição, inclusive

D
governamental, por ele ser homossexual, resultando na morte dele em 1954, aos 41 anos. Em 2009, o primei-
ro-ministro britânico Gordon Brown lhe pediu desculpas postumamente em nome do governo inglês, e, em
24 de dezembro de 2013, a rainha Elizabeth II perdoou Turing das condenações aplicadas a ele.
Fontes de consulta: FILHO, C. F. História da computação [recurso eletrônico]: o caminho do pensamento e da tecnologia. Porto Alegre:
EDIPUCRS, 2007. Disponível em: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/historiadacomputacao.pdf; FERNANDEZ, M. P.; CORTÉS, M. I.
Introdução à computação. 3. ed. Fortaleza: EdUECE, 2015. Disponível em: https://200.130.18.160/bitstream/capes/432730/2/Livro%20%20

L
Introduc%C3%A3o%20a%20Computac%C3%A3o.pdf; SEGREDOS da máquina nazista Enigma são “quebrados” em exame de raios X.
Galileu, 21 nov. 2018. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/11/segredos-da-maquina-nazista-enigma-sao-
quebrados-em-exame-de-raios-x.html; FARIAS, G. Introdução à computação. Universidade Federal da Paraíba, 2015. Disponível em: http://
producao.virtual.ufpb.br/books/camyle/introducao-a-computacao-livro/livro/livro.chunked/ch01s01.html; COLOSSUS: herói de guerra e um
dos primeiros computadores do mundo. Tecmundo, 14 jun. 2013. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/historia/40576-colossus-
heroi-de-guerra-e-um-dos-primeiros-computadores-do-mundo.htm. Acesso em: 7 jul. 2020.

N
Reflita
No Reino Unido, até a segunda metade do século XX, existiam diversas leis que criminalizavam relações homossexuais e a
perseguição a Turing foi alicerçada nelas. Somente na segunda metade do século XX elas começaram a ser revogadas ou
modificadas, mediante a atuação de vários grupos sociais.

P
Na sua opinião, por que a atuação desses movimentos sociais é tão importante para diminuir preconceitos na sociedade?
Apesar de, atualmente, não existirem leis semelhantes no Brasil, você acredita que ainda existe preconceito relacionado a
diferentes orientações sexuais?

Sobre o assunto
IA

Reprodução/Paris Filmes
Para saber mais sobre a história de Turing, assista ao filme O jogo da imitação, lançado em
2014 e dirigido por Mortem Tyldum. Inspirado no livro biográfico Alan Turing: The Enigma,
de Andrew Hodges, esse filme retrata o brilhantismo e a personalidade de Alan Turing e teve
oito indicações ao Oscar.

O jogo da imitação. Direção: Mortem Tyldum. Produção: Nora


Grossman, Ido Ostrowsky, Teddy Schwarzman. Elenco: Benedict
U

Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode e outros. Roteiro:


Graham Moore. Estados Unidos, Reino Unido: Black Bear Pictures,
FilmNation Entertainment, Bristol Automotive, 2014. 114 min.

As imagens não
estão representadas
A criação dos computadores
G

em proporção

Os computadores mais parecidos com as estruturas que utilizamos no cotidiano passaram por quatro fases.

Primeira geração de computadores – 1930 a 1955


Bettmann Archive/Getty Images

Foi nesse período que foram cria-


dos os primeiros computadores:
Mark I (1884), Bomb e Colossus
(1945) e Eniac (1946).

O matemático Howard
Aiken (1900-1973) e, atrás
dele, o computador Mark I,
em 1944.

107
Esses computadores eram muito diferentes dos que utilizamos atualmente; por Fique atento

D
exemplo, as máquinas podiam ocupar cômodos inteiros. O Mark I, construído pela Naquela época, os
equipe de Howard Aiken, tinha medida de massa de 5 toneladas. computadores não
O Eniac (Electrical Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador eram utilizados em
larga escala ou para
digital eletrônico a ser construído com interesses além da esfera militar. Ele foi inven-
afazeres domésticos.
tado pelo engenheiro elétrico e pioneiro em computadores estadunidense John Eckert Apenas grandes

L
(1919-1995) e pelo físico estadunidense John Mauchly (1907-1980), ocupava uma área empresas tinham
de medida de 180 m2 e tinha medida de massa de 30 toneladas. espaço e dinheiro
O matemático húngaro John von Neumann (1903-1957) atuou como consultor no suficientes para
manter uma
projeto do Eniac, propondo diversos modelos para solucionar problemas que ele en-
máquina desse
controu. Uma das sugestões de Neumann foi armazenar informações na memória da

N
porte. Além disso,
máquina, de maneira que o próprio computador fosse capaz de se automodificar e somente
gerar outros programas. Além disso, ele escreveu um código computacional utilizando pesquisadores da
enormes sequências formadas pelos números 0 e 1, dando início ao sistema de nume- área sabiam como
utilizar esses
ração binário. Você vai conhecer mais desse sistema de numeração na página 110.
equipamentos.

P
Segunda geração de computadores – 1955 a 1965
A segunda geração de computadores foi marcada pela Reflita
vlabo/Shutterstock

invenção do transistor, considerado uma das maiores desco- Se os computadores


bertas da história. Até esse momento, os computadores hoje em dia fossem
eram construídos utilizando válvulas, mas a criação do tran- tão grandes e
IA
sistor permitiu a redução do tamanho das máquinas, bem complicados de usar,
será que muitas
como dos custos de produção, armazenamento e transporte.
pessoas teriam acesso
Nesse mesmo período foram criadas as memórias com a eles? Reflita sobre
anéis ferromagnéticos, que posteriormente evoluíram para quais características
as fitas magnéticas, que dominariam o armazenamento se- foram responsáveis
pela popularização do
cundário de dados, com maior capacidade de armazena-
computador.
Transistor (à esquerda) e mento e com gravação de dados mais eficiente, quando
válvula (à direita). comparadas com os cartões perfurados que eram utilizados.
U

Terceira geração de computadores – 1965 a 1980


Nos anos seguintes, pesquisadores da área de computação desenvolveram com-
putadores menores e que processavam e analisavam dados de maneira mais rápida. O
físico estadunidense Robert Noyce (1927-1990), por exemplo, desenvolveu circuitos
G

integrados, utilizando o silício como matéria-prima, capazes de integrar dezenas de


transistores.
Nesse período teve início a multiprogramação, isto é, a possibilidade de executar
mais de um programa ao mesmo tempo.
As imagens não

Quarta geração de computadores – 1980 até os dias atuais estão representadas


em proporção

Na quarta geração, os computadores foram reduzidos a ponto de gerar


Vedat OGUZCAN/Shutterstock

a produção em larga escala e a popularização das máquinas. Além disso,


houve um aumento da capacidade de processamento com a criação de
tecnologias como o LSI (do inglês large scale integration) e o VLSI (very
large scale integration). Isso possibilitou a existência de milhares de com-
ponentes em um único chip. Assim, foram criados os microcomputadores.

Os circuitos integrados
podem ser menores do que
uma moeda.

108
Talvez essa tenha sido uma das mais importantes gerações para a evolução dos

D
computadores de uso pessoal, pois houve uma significativa redução de tamanho e de
custo deles.
Foi nessa época que outras figuras importan-

Mark Madeo/Future/Getty Images


tes surgiram, como o engenheiro eletrônico e pro-
gramador de computadores Sthephen Gary

L
Wozniak (1950-) e o inventor e empresário Steve
Jobs (1955-2011), ambos estadunidenses, funda-
dores de uma das maiores empresas de softwares
e computadores do mundo.
Em 1975, o empresário e autor estadunidense

N
William Henry Gates III (1955-), mais conhecido
como Bill Gates, também fundou uma empresa
especializada em softwares e computadores.
O primeiro microcomputador da história foi o Altair 8800.
Com o passar do tempo, o foco dessas e de ou-
tras empresas do ramo passou a ser o desenvolvimento de sistemas operacionais com

P
As imagens não
estão representadas
em proporção
o objetivo de simplificar o uso doméstico dos computadores e, até 2020, as empresas
criadas por Jobs e Gates ainda eram duas das maiores concorrentes nesse mercado.
Fontes de consulta: FILHO, C. F. História da computação [recurso eletrônico]: o caminho do pensamento e da
tecnologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. Disponível em: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/
historiadacomputacao.pdf; FERNANDEZ, M. P.; CORTÉS, M. I. Introdução à computação. 3. ed. Fortaleza:
EdUECE, 2015. Disponível em: https://200.130.18.160/bitstream/capes/432730/2/Livro%20%20
IA
Introduc%C3%A3o%20a%20Computac%C3%A3o.pdf. Acesso em: 7 jul. 2020.

Sobre o assunto

Reprodução/Universal Pictures
Para saber mais da vida de Steve Jobs e de algumas das criações dele,
assista ao filme biográfico Steve Jobs, lançado em 2015 e dirigido por
Danny Boyle.

Steve Jobs. Direção: Danny Boyle. Produção: Danny


Boyle, Guymon Casady, Christian Colson e outros. Elenco:
U

Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen e outros.


Roteiro: Aaron Sorkin. Reino Unido, Estados Unidos:
Universal Pictures, Legendary Entertainment, Scott Rudin
Productions, 2015. 122 min.

Atividades
G

Não escreva no livro.

3. Reúna-se com um colega e, juntos, conversem e escolham uma das personalidades apresen-
tadas neste capítulo e façam o que é pedido em cada item.
a) Pesquisem na internet a biografia da pessoa que vocês escolheram, onde ela nasceu e
quais foram os principais marcos da vida dela. Pesquisem também o que essa pessoa
criou ou ajudou a desenvolver e como essa invenção ajudou a sociedade na época.
Não se esqueçam de escolher fontes confiáveis de pesquisa.
b) Reúnam todas as informações obtidas no item a e preparem uma apresentação para os
colegas e para a comunidade escolar utilizando um meio digital. Para isso, vocês podem
conversar e debater entre si quais são os pontos mais importantes que podem ser apre-
sentados aos colegas sobre a biografia da pessoa escolhida.
A apresentação para os colegas pode ser feita por meio de postagens em um blog, ví-
deos para um vlog ou mesmo um podcast, entre outras opções. Usem a criatividade.
Depois, divulguem e compartilhem esse conteúdo com outros membros da comunidade
escolar.

109
Funcionamento de um computador

D
Agora que você já sabe alguns fatos que levaram ao desenvolvimento dos computa-
dores, vamos entender melhor como eles funcionam. Podemos comparar o computador
ao corpo humano, separando-o em cabeça, tronco e membros.
Podemos afirmar que a cabeça de um com-

kathayut kongmanee/Shutterstock
L
putador é composta de um processador e de
memórias digitais. O processador é o respon-
sável por realizar os cálculos utilizando uma
linguagem especial, que veremos mais adian-
te; as memórias digitais são responsáveis por

N
armazenar informações, temporariamente, nas
memórias RAM e ROM e, permanentemente,
no HD (hard drive) e no SSD (solid-state drive).
Já o tronco do computador seria a placa-
-mãe, isto é, o local onde todas as informações

P
são trocadas, por meio de ligações e transisto-
res. É também por onde a energia passa para
Os computadores passaram por muitas transformações até chegar
alimentar todos os componentes que fazem o aos modelos que utilizamos hoje.
computador funcionar.
Os membros seriam os acessórios, como o teclado, o mouse, os fones de ouvido,
IA
a impressora, os dados que trafegam através da placa-mãe até o processador e as
memórias externas.

Composição de um computador
Descrevemos a macrocomposição de um computador fazendo uma analogia ao
corpo humano. Agora, vamos detalhar o conteúdo dele.
O processador também pode ser chamado de unidade central de processamento.
Ele é composto da unidade de controle e da unidade lógica aritmética, local onde são
U

realizados os cálculos e o processamento dos dados enviados por todas as partes do


computador.
A placa-mãe faz a conexão entre o processador e as demais partes da máquina. Os
periféricos de entrada, como o mouse, o teclado, o escâner e a webcam, são os res-
ponsáveis por capturar ações e dados do mundo externo; já os periféricos de saída,
G

como o monitor e a impressora, levam os dados processados no interior da máquina


de volta para o mundo externo.
Fonte de consulta: JORDÃO, F. O que tem dentro do seu computador? Tecmundo. 20 abr. 2011. Disponível
em: https://www.tecmundo.com.br/infografico/9709-o-que-tem-dentro-do-seu-computador-infografico-.htm.
Acesso em: 8 jul. 2020.

Processamento de dados
O computador compreende as instruções por meio de uma linguagem própria. Para
isso, são utilizados valores binários com dados sequenciais de 0 (zero) ou 1 (um), de ma-
neira que esses valores podem ser utilizados para representar diferentes tipos de dado.
Cada valor binário é um bit, que é a menor unidade computacional existente. Por meio
desse sistema binário, os computadores conseguem realizar as operações definidas por
algoritmos de modo eficiente e rápido. Por exemplo, um computador caseiro, com pro-
cessador de 4 GHz (giga-hertz) consegue realizar até 4 bilhões de operações aritméticas
em apenas 1 segundo.

110
Analise um exemplo de decodificação de uma palavra na língua portuguesa para a linguagem de máquina.

D
c á l c u l o
01100011 11100001 01101100 01100011 01110101 01101100 01101111

Nesse contexto, as sequências de números são formadas por 8 unidades de bits. Cada uma dessas

L
sequências de 8 unidades representa 1 byte. Essa é a unidade de armazenamento de dados utilizada pelos
computadores.
Também é possível representar números da base deci-
Número na base Número na base
mal utilizando a base binária, como mostrado ao lado. decimal binária
Os cálculos computacionais (de adição, subtração, multi- 0 00000000

N
plicação, divisão, etc.) também podem ser realizados pelo 1 00000001
computador por meio de números binários na Unidade Ló- 2 00000010
gica Aritmética. Por exemplo, se somarmos 00000010 e
3 00000011
00000100, o resultado será 00000110. Essa adição é equi-
4 00000100
valente a 2 1 4 5 6 no sistema de numeração decimal.

P
5 00000101

Armazenamento de dados
As grandezas e as respectivas unidades de medidas, no Sistema Internacional de Fique atento
Unidades (SI), são organizadas em potências de 10; por exemplo, 1 quilograma (kg) Para diferenciar as
equivale a 1 000 ou 103 gramas. As grandezas relacionadas ao armazenamento de duas escalas, foi
IA
dados foram organizadas em uma escala decimal, de acordo com o SI, de maneira que criada uma distinção
nos nomes e nos
1 kilobyte (kB), por exemplo, corresponde a 1 000 ou 103 bytes.
símbolos, como é
Contudo, a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) organizou as grandezas rela- mostrado abaixo.
cionadas ao armazenamento de dados, de maneira diferente da organização do SI, em Contudo, a
uma escala de potências de 2, também chamada de escala binária. De acordo com nomenclatura
proposta pelo IEC é
essa escala, 1 kilobyte corresponde a 1 024 ou 210 bytes. Veja as diferenças na tabela
pouco utilizada.
a seguir.

Prefixos e quantidades de bytes


U

Escala decimal Escala binária


(Sistema Internacional de Unidades – SI) (Comissão Eletrotécnica Internacional – IEC)
Nome Símbolo Valor Nome Símbolo Valor
Byte B 100 5 1 Byte B 20 5 1 0240 5 1
G

Kilobyte kB 103 Kibibyte KiB 210 5 1 0241

Megabyte MB 106 Mebibyte MiB 220 5 1 0242

Gigabyte GB 109 Gibibyte GiB 230 5 1 0243

Terabyte TB 1012 Tebibyte TiB 240 5 1 0244

Petabyte PB 1015 Pebibyte PiB 250 5 1 0245

Exabyte EB 1018 Exbibyte EiB 260 5 1 0246

Zettabyte ZB 1021 Zebibyte ZiB 270 5 1 0247

Yottabyte YB 1024 Yobibyte YiB 280 5 1 0248

Fonte de consulta: SOUZA, A. R. de. Unidade de medida em Informática: byte, quilobyte, megabyte, gigabyte. ADASSOFT, 21 ago. 2009.
Disponível em: https://www.adassoft.com/unidade-de-medida-em-informatica-byte-quilobyte-megabyte-gigabyte/. Acesso em: 14 jul. 2020.

A escrita dos nomes das unidades em inglês, apresentada na tabela acima, é a mais utilizada, mas também
existem versões em português, como baite e quilobaite.

111
Atividades Não escreva no livro.

D
4. Apesar de a IEC ter proposto uma nova nomenclatura a) Sabendo que o código para espaço entre palavras
para a escala binária, é comum em alguns contextos a em uma frase é 00100000, utilize a tabela ASCII
utilização da nomenclatura antiga tanto para a escala para escrever no caderno a frase a seguir com as
decimal quanto para a escala binária. Por isso, nem sem- letras do alfabeto. Lembre-se de que cada letra é
representada por um código de 8 números.

L
pre está claro para o consumidor, ao contratar, por
exemplo, uma franquia de internet de 1 GB em planos “01010000 01000101 01001110 01010011
de telefonia celular, a quantos MB essa franquia corres- 01000001 01001101 01000101 01001110
ponde, já que as empresas podem estar seguindo a es- 01010100 01001111 00100000 01000011
01001111 01001101 01010000 01010101
cala decimal do SI ou a escala binária da IEC.
01010100 01000001 01000011 01001001
a) Qual é a razão entre 1 GB na escala binária da IEC e

N
01001111 01001110 01000001 01001100”
1 GB na escala decimal do SI? b) No caderno, escreva o nome “ADA LOVELACE”
b) Você acha que é justo para o consumidor as empre- utilizando o código binário.
sas não informarem qual tipo de escala elas usam c) No caderno, escreva uma palavra ou uma frase cur-
nas franquias de celular? ta utilizando o código binário. Troque com um cole-
ga e peça a ele que descubra o que você escreveu.

P
5. A tabela a seguir apresenta os códigos binários de
acordo com uma padronização criada pelo cientista da 6. A evolução computacional permitiu o desenvolvimen-
computação estadunidense Robert W. Bemer (1920- to de incontáveis benefícios para a humanidade, como
-2004). Ela recebe o nome de ASCII, que é a sigla em o armazenamento quase ilimitado de dados. Hoje é
possível armazenar diversos livros e conteúdos digitais
inglês para American Standard Code for Information
em pequenos dispositivos que podem ser facilmente
Interchange (Código Padrão Estadunidense para Inter-
transportados. Além disso, pode-se também utilizar a
câmbio de Informações). Ela foi elaborada para que
IA
internet para guardar ou transferir esse conteúdo.
computadores de diferentes marcas pudessem enten- Depois de tirar uma foto, onde você guarda a ima-
der os códigos da mesma maneira. gem? Há quem ainda use o armazenamento físico,
como as memórias de smartphones, computadores
Tabela ASCII do alfabeto em maiúsculo
e drives externos. No entanto, uma alternativa bem
Caractere Código ASCII Caractere Código ASCII interessante e cada vez mais popular é o armazena-
em binário em binário mento em “nuvem”. […] Quando você salva um arqui-
vo na nuvem, ele na verdade é transmitido via inter-
A 01000001 N 01001110
net para um desses servidores, onde fica armazenado
B 01000010 O 01001111 até que seu acesso seja solicitado pelo usuário […].
U

C 01000011 P 01010000 Nenhuma solução de armazenamento de dados é


D 01000100 Q 01010001 100% à prova de falhas, mas há algumas vantagens
da nuvem em relação a meios convencionais de ar-
E 01000101 R 01010010
mazenamento. […]
F 01000110 S 01010011 Há um número estimado para isso [capacidade
G 01000111 T