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CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA

PESQUISA PROCESSOS PLÁSTICOS


ENGENHARIA DA PRODUÇÃO

USINAGEM DE MOLDES

Emily Ribeiro RA 1803667


Júlia Dionysio RA 1801254
 

JUNDIAÍ, 2020
USINAGEM DE MOLDES

A industria de plásticos tem se expandido extraordinariamente nestes últimos anos,


especialmente no setor de moldagem por injeção.
A variedade e a complexidade dos moldes são enormes, contudo é bom lembrar que a
simplicidade funcional é mais segura do que a complexidade habilidosa.
Um molde bem projetado deverá garantir a continuidade do fluxo plástico, resistir às
pressões de modelagem, resfriar convenientemente, proporcionar o acabamento desejado
ao produto e permitir a sua fácil extração.
Os processos que podem ser utilizados na usinagem de moldes são: Usinagem,
Cunhagem, Fundição, Eletrodeposição, Moldes em Ligas de Zinco, Moldes de Cobre Berilo
e Acabamento e Polimento dos Moldes.

USINAGEM
A maioria dos moldes para plásticos é obtida pela usinagem de um único bloco ou, pela
composição e ajustagem de blocos usinados separadamente. Mesmo com as formas
produzidas por outros métodos, tais como cunhagem, fundição, etc. É sempre necessário
um considerável trabalho de usinagem posterior para a preparação final da forma.
Sempre que possível, é preferível usar moldes de um único bloco que evitam o
aparecimento de rebarbas e linhas de uniões nas peças moldadas.

Materiais para moldes:

Os materiais para moldes deverão apresentar boa:

Resistência à ruptura
Resistência à abrasão
Resistência à corrosão
Facilidade de usinagem
Capacidade de alcançar e manter alto polimento superficial.

Os aços normalmente empregados são:

1 – Aços de baixo teor de C: Temperados, cementados e polidos. Usados nos moldes de


injeção, especialmente para o polietileno de baixa densidade.
2 – Aços Ni-Cr e Ni-Cr-Mo: De fácil usinagem. Endurecidos em óleo ou ar, ou
cementados, com grande tenacidade e resistência ao desgaste.
Villares: VCO, VMO. Uddeholm: Impax, Grane. Phoenix: ENC1
3 – Aços de alto teor de C e Cr: Usados para moldes que requerem mínima distorção e
máxima resistência à abrasão.
Villares: VC-130, VC-131. Uddeholm: Sverker. Phoenix: Triunphator.

CUNHAGEM
O processo de cunhagem consiste em formar cavidades por meio de um macho moldado,
de material duro e tenaz, forçado, com alta pressão, contra um bloco metálico, mais macio
e dútil.
A cunhagem é feita a frio. Se, durante a penetração o metal da matriz endurecer, recorre-
se a recozimentos intermediários ou a cunhagem a quente.
A operação se efetua em prensas de cunhagem com capacidade de 50 a 5000t.
A pressão de cunhagem varia entre 15 a 20 t/cm².
A utilização do processo de cunhagem é particularmente vantajosa nas ferramentas de
cavidades múltiplas porque com um único cunho mestre conformam-se todas as cavidades
do molde. Economiza-se tempo e obténs maior uniformidade do produto.
A cunhagem é frequentemente usada quando existem letras ou desenhos na peça
moldada. O processo de cunhagem em si é de grande valor na fabricação dos moldes,
mas, apesar da relativa facilidade, é necessária uma grande experiência para se alcançar
resultados satisfatórios.
Para facilitar o escoamento do metal e obter-se um fino acabamento nas cavidades
cinhadas é necessário que os cunhos mestres apresentem um alto grau de polimento.

Aços para matrizes:

Os aços especiais de baixo teor de C têm excelentes propriedades de cunhagem.


São usados para cavidades profundas e delgadas, mas apresentam as seguintes
desvantagens: Sem tratamento térmico, o núcleo permanece dutil e, portnato, não
adequados para atas pressões de moldagem; e Com o tratamento térmico, geralmente
com resfriamento em água, é possível haver distorções e fragilidade nas secções
delgadas ou nas arestas vivas.
Os aços liga para cunhagem tem a vantagem de possuírem o núcleo com alta resistência
e, portanto, mais adequados para as altas pressões de moldagem, mas apresentam a
desvantagem de oferecerem grandíssima resistência à penetração. São usados para
cavidades menos profundas.
Para plásticos corrosivos usam-se aços inoxidáveis.
Os aços liga para cunhagem frequentemente usados são:
Villares: VEP, VEC-140. Uddeholm: Premo, Inox.
Os aços para cunhos mestres frequentemente usados são:
Villares: VW3, VC-130. Uddeholm: Regin 3, Sverker 3. Phoenix: DBS, Triunphator MW.

FUNDIÇÃO
A fundição em areia com modelo de gesso ou madeira representa o método mais
econômico para a produção de moldes com cavidades, mas o trabalhado de acabamento
será consideravelmente maior.
Bons detalhes de acabamento são obtidos por meio da fundição sob pressão e com
moldes refratários.
Quando a usinagem do molde é simples e direta, não convém recorrer à fundição, a menos
que a quantidade de metal a remover seja considerável ou o molde apresente forma
complicada.

ELETRODEPOSIÇÃO
Este é um processo de confecção do molde por meio de deposição eletrolítica do metal
sobre o modelo, num banho galvânico. O modelo pode ser metálico ou não. Para maior
precisão ou rigidez são usados modelos de bronze e alumínio, colocados no banho
galvânico, com um revestimento de separação.
Os materiais acrílicos (Plexiglass) são muitos usados.
A madeira e o desso não são adequados, mas é pratica fundir PVC sobre este, obtendo-se
uma matriz de transição e, posteriormente fundir resina acrítica nesta matriz obtendo-se
modelos em acrílico.
Os modelos não metálicos, para que se tornem condutores, serão revestidos
quimicamente com uma camada de prata, antes de irem para o banho galvânico.
Na eletrodisposição, o modelo permanece imerso no banho galvânico até ser recoberto por
uma casca de Ni de 3 a 5 mm. Esta casca é complementada por uma eletrodeposição de
Cobre, bastante espessa, para a usinagem final e ajustagem no suporte de aço.
Os moldes eletrodepositados são principalmente usados na moldagem por injeção, mas
podem ser usados também para moldagens por compressão e por transferência.
A vida de um molde eletrodepositado não é menor do que a de um molde de aço.
Desejando-se uma resistência maior contra a abrasão, o molde pode ser cromado.
O níquel-cobalto é inerte a todos os materiais plásticos, inclusive ao PVC.
As principais aplicações desde processo ocorrem no campo dos moldes pequenos,
complexos, delgados e profundos e, especialmente na moldagem de bijouterias altamente
decoradas, distintivos, etc.
ELETRO-EROSÃO
Este processo, também conhecido como erosão ou usinagem por centelhas, consiste em
colocar, imersos em um liquido dielétrico e separados por uma pequena folga, um eletrodo
com formato do modelo e um bloco de metal destinado a ser transformado em matriz.
Um potencial elétrico, entre o modelo e o bloco, provocará nos pontos mais próximos,
centelhas que fundirão e removerão partículas do material do bloco, originando crateras
que, gradativamente, formarão a cavidade do molde.
A aproximação sucessiva do eletrodo com o bloco é completamente automática e existem
máquinas de várias capacidades.
O eletrodo, geralmente de latão, tem formato de modelo e, por erosão, reproduzirá uma
cavidade correspondente no bloco.
O processo é ótimo, para materiais muito duros e carbetos. É muito usado também para a
perfuração de matrizes de extrusão e trefilação, em todos os formatos.

MOLDES EM LIGAS DE ZINCO


Enquanto os moldes de aço são de longa duração, precisão e acabamento, há casos em
que a precisão e o alto acabamento não são essenciais e, a produção é limitada, de forma
que um molde de aço seria antieconômico.
Em tais casos, o uso de moldes em ligas de Zn é ultravantajoso.
As ligas de Zn são muito usadas para os moldes de protótipos, moldagem técnica de
pequenas quantidades e para brinquedos e bijuterias.
Existem diversas ligas de Zn com propriedades levemente diferentes e pontos de fusão
variável entre 360 e 390°C.

MOLDES DE COBRE BERILO


Pela adição do berilo ao cobre, são produzidas ligas que, após o tratamento térmico, têm
propriedades mecânicas e dureza que se aproximam às de alguns para moldes.
As ligas de Cu-Be possuem alta condutibilidade térmica e, os moldes desses materiais
podem frequentemente atingir, ciclos de moldagem mais rápidos, porque dissipam maior
quantidade de calor. Estas ligas resistem à corrosão, mas são atacadas pelos plásticos
vínculos. Uma Das Ligas muito usadas é: 96,75% Cu-2,75% Be-0,5% Co.
A cunhagem do Cu-Be é executada com pressões menores que as do aço. O Cu-Be é
usualmente empregado para cunhagens rasas pois a liga endurece com o trabalho
mecânico, mas se forem necessárias cavidades mais profundas, recorre-se aos
recozimentos intermediários ou à cunhagem com temperatura elevada (800°C).
Os moldes de Cu-Be podem ser obtidos também por fundição.
ACABAMENTO E POLIMENTO DOS MOLDES
Após completada a conformação do molde as operações restantes são:
1- Ajustagem na bancada
2- Acabamento das superfícies do molde
3- Têmpera
4- Polimento final.
A ajustagem de bancada inclui a montagem e composição dos blocos do molde,
acabamento dos cantos em ângulo reto e a uniformização manual dos raios de curvatura.
A superfície do molde deve sofrer um acabamento fino, isto é, deverão ser eliminadas as
rebarbas, os riscos de corte e as marcas das ferramentas de usinagem. O polímero dos
moldes é essencial para:
1- Facilitar o fluxo do material no interior do molde
2- Diminuir a abrasão e a corrosão
3- Proporcionar um bom acabamento às peças moldadas
4- Facilitar a extração das peças moldadas.
A remoção inicial das rebarbas e as marcas de usinagem é efetuada com rasqueta, lima,
esmeril especial e lixa rotativa.
Completadas s operações iniciais, passa-se ao polimento e a lapidação.
No polimento (brunimento) a ferramenta é abrasiva, enquanto na lapidação, um fluido ou
pasta abrasiva é introduzido entre o lapidador (ferro-fundido, cobre ou madeira) e a peça.
O polimento é efetuado e polido após o tratamento térmico.
Após temperado e polido, o molde pode ser completado pela cromação.
A cromação é empregada para melhorar a resistência á abrasão ou a resistência química
contra os materiais corrosivos de modelagem, tais como o PVC.

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