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FÍSICA I ASSUNTO

Cinemática
9
1. Conceitos fundamentais 1.8 Aceleração média
É a razão entre a variação da velocidade de um corpo e o intervalo de
1.1 Referencial tempo que o móvel levou para executar tal variação.
O referencial é o ponto de vista sob o qual o movimento é analisado.
Por exemplo, pensando num carro com velocidade com um passageiro 
no banco do carona, o motorista vê o passageiro em repouso ao seu lado. ∆V  ∆V
am = ou am =
Porém uma pessoa parada na calçada observando a passagem do carro ∆t ∆t
vê, naturalmente, o mesmo passageiro com velocidade. Logo, é óbvio
que o passageiro possui diferentes movimentos, em relação ao motorista 1.9 Aceleração instantânea
e em relação a um observador parado na calçada. Então, é impossível
classificar o movimento caso não adotemos previamente um referencial. É a aceleração que o móvel possui em certo instante. É o limite da
Referencial inercial é aquele em repouso ou movimento retilíneo uniforme aceleração média quando o intervalo de tempo tende a 0.
(basicamente, o referencial da Terra). Referencial não inercial é aquele que
apresenta aceleração em relação a um referencial inercial. 
∆V  ∆V
a = lim ou a = lim
1.2 Trajetória ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t

Conjunto de pontos percorridos pelo móvel. Depende do referencial Ou seja, podemos dizer que a aceleração é a derivada temporal da
adotado para o movimento. Uma caixa abandonada de um avião que viaja velocidade.
com velocidade constante tem a trajetória de uma linha reta para quem
está dentro do avião, porém, é uma parábola para quem está na terra. 1.10 Aceleração total
1.3 Posição O vetor aceleração de um corpo é usualmente decomposto em dois
Dado um referencial escolhido, a posição é o número associado ao outros vetores, nas direções tangencial e normal à trajetória. O vetor na
ponto da trajetória percorrida pelo móvel no qual se encontra, na cinemática direção tangencial é chamado de aceleração tangencial. É aceleração que
escalar. Na cinemática vetorial, é o vetor que aponta da origem do sistema tem apenas o poder de mudar o módulo da velocidade, e, porventura, o seu
adotado ao ponto no qual o móvel se encontra. sentido, mas nunca a sua direção. Seu módulo pode ser calculado direto
pela derivada temporal da velocidade escalar. Já o vetor na direção normal
1.4 Deslocamento é chamado de aceleração normal ou centrípeta, responsável pela mudança
da direção da velocidade do corpo. Seu módulo pode ser calculado por:
Quando um corpo sai de um ponto a outro, diferente do anterior,
diz-se que o móvel deslocou-se. Deslocamento é a diferença entre a
posição final e a inicial, tanto na cinemática escalar como na vetorial. V2
acp =
1.5 Distância percorrida R
É, de fato, o somatório de todos os deslocamentos realizados pelo
corpo, em módulo. Logo, se um corpo sai de um ponto a outro e finalmente Em que V é a velocidade escalar do corpo e R é o raio instântaneo da
retorna ao ponto de partida, seu deslocamento é nulo, mas a distância curvatura da trajetória do móvel.
percorrida é duas vezes a distância entre os pontos. Logo, como a aceleração total do corpo é a resultante da tangencial
→ → →
com a centrípeta, temos: a RES = a t + a cp ou aRES
2
= at2 + acp
2

1.6 Velocidade média


É a razão entre o deslocamento total de um corpo, vetorial ou escalar, 2. Tipos de movimentos
e o intervalo que o móvel levou para executar tal deslocamento.
mais importantes
 
∆S ∆s
Vm = ou Vm = 2.1 Movimento retilíneo uniforme (MRU)
∆t ∆t
Movimento realizado numa trajetória retilínea e com vetor velocidade
1.7 Velocidade instantânea constante, ou seja, nem módulo, nem direção, nem sentido da velocidade
É a velocidade que o móvel possui em certo instante. É o limite da se alteram. Dessa forma, a velocidade média é a própria velocidade do
velocidade média quando o intervalo de tempo tende a 0. É sempre tangente movimento, não existindo nenhum tipo de aceleração.
à trajetória naquele instante. Equação horária da posição no MRU:

 
∆s ∆s s = s0 + vt
V = lim ou V = lim
∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t

Ou seja, pode-se dizer que a velocidade é a derivada temporal da posição.

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FÍSICA I
Assunto 9

Em que s0 é a posição inicial do móvel, v é a sua velocidade constante 2.5 Relação entre grandezas
e s é a posição num instante t qualquer. Note-se que é possível considerar
sempre a posição escalar, já que os vetores posição em qualquer instante, escalares e angulares
podem sempre ser considerados paralelos.
s = ϕR; v = ωR; aT = αR
2.2 Movimento retilíneo uniformemente
variado (MRUV)
2.6 Movimento circular uniforme (MCU)
Movimento realizado numa trajetória retilínea e com vetor
aceleração tangencial constante, ou seja, módulo, direção e sentido da Movimento análogo ao MRU, no entanto, as grandezas tratadas agora
aceleração tangencial não se alteram. Logo, a aceleração média é a própria são angulares. Logo, suas equações são análogas. A velocidade angular
aceleração do movimento. ω deve ser constante. Porém, existe, de fato, a aceleração centrípeta,
constante, que permite que o móvel faça curva com raio constante,
2.2.1 Equação horária da velocidade no MRUV mantendo o movimento circular.
Equação horária da posição no MCU.
v = v0 + at
ϕ = ϕ0 + ωt
Em que v0 é a velocidade inicial do móvel, a é sua aceleração e v é a
velocidade num instante t qualquer. Em que ϕ0 é a posição angular inicial, ω é a velocidade angular e ϕ é
a posição angular num instante t qualquer.
2.2.2 Equação horária da posição no MRUV
2.7 Movimento circular uniformemente
s = s0 + v0 t +
2
at variado (MCUV)
2 Movimento análogo ao MRUV, mas também trabalhando com
grandezas angulares. Nesse movimento, a aceleração angular α deve
Em que s0 é a posição inicial do móvel, v0 é a velocidade inicial, a é a ser constante.
aceleração e s é a posição em um instante qualquer.
2.7.1 Equação horária da posição no MCUV
2.2.3 Equação de Torricelli
Utilização mais conveniente quando o problema não trata do parâmetro
tempo. αt 2
ϕ = ϕ0 + ω0 t +
2
v 2 = v02 + 2 a∆s

2.7.2 Equação horária da velocidade no MCUV


Em que v0 é a velocidade inicial, a é a aceleração e v é a velocidade
ao final de um deslocamento ∆s.
ω = ω0 + αt
2.2 Lançamento vertical e queda livre
Em um lançamento vertical, um móvel possui velocidade vertical 2.7.3 Equação de Torricelli
inicial. Logo, estará sujeito à ação da gravidade no local. Logo, pode-se
garantir que o movimento tomado pelo móvel será retilíneo uniformemente
variado. Com isso, todas as equações do MRUV se aplicam ao caso. ω2 = ω02 + 2α∆ϕ
Em uma queda livre, o movimento não deixa de ser retilíneo
uniformemente variado, também vertical, sujeito à ação da gravidade.
A diferença é que possui velocidade inicial nula, o que costuma facilitar
as contas. Mas as mesmas equações do MRUV são aplicáveis ao caso.

2.4 Lançamento oblíquo 01 (IME) Uma partícula com carga elétrica penetra, ortogonalmente, num
campo magnético uniforme com velocidade v no ponto cujas coordenadas
Um lançamento oblíquo ocorre quando um corpo é lançado com (x,y) são (0,0) e sai do campo no ponto (0,2R). Durante a permanência no
velocidade inicial não nula que faça um certo ângulo θ com a horizontal. campo magnético, a componente x da velocidade da partícula no instante
Dessa forma, o corpo possuirá duas componentes iniciais de velocidade: t é dada por:
Vcos θ, na horizontal, e Vsen θ, na vertical. Pelo princípio da independência
 πvt 
de Galileu, os movimentos vertical e horizontal podem ser analisados (A) vsen  
separadamente. O movimento vertical será um lançamento vertical, já que  R 
existe a aceleração da gravidade. O movimento horizontal será um MRU, já  πvt 
que não existe aceleração na horizontal. Todas as equações de lançamento (B) v cos  
oblíquo podem ser decompostas nas duas direções.  R 
V 2 ⋅ sen2 θ V 2 ⋅ sen2 θ (C) v cos  vt 
A= 0 H= 0 R
g 2g  

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Cinemática FÍSICA I
Assunto 9

 2vt  A figura apresenta mostra um cilindro que executa um movimento


(D) v cos   simultâneo de translação e rotação com velocidades constantes no interior
 R  de um tubo longo. O cilindro está sempre coaxial ao tubo. A folga e o atrito
vt entre o tubo e o cilindro são desprezíveis. Ao se deslocar no interior do tubo,
(E) v cos  
 2R  o cilindro executa uma rotação completa em torno do seu eixo a cada 600
mmde comprimento do tubo. Sabendo que a velocidade de translação do
02 (IME) Um vagão de trem desloca-se horizontalmente com aceleração cilindro é 6 m/s, a velocidade de rotação do cilindro em rpm é:
a, sendo g a aceleração da gravidade no local. Em seu interior, preso no
teto, encontra-se um fio ideal de comprimento L, que sustenta uma massa (A) 6.
m puntiforme. Em um determinado instante, o vagão passa a se deslocar (B) 10.
com velocidade constante, mantendo a direção e o sentido anteriores. (C) 360.
Nesse momento, a aceleração angular a da massa m em relação ao ponto (D) 600.
do vagão em que o fio foi preso é: (E) 3.600.

05 (IME) As componentes da velocidade em função do tempo (t) de um


g  a corpo em MCU de velocidade angular 2 rad/s são:
(A) α = sen ar tan 
L  g v x = 3cos2t
g  a v x = 3 sen2t
(B) α = cos ar tan 
L  g
Considere as seguintes afirmações:
L  a
(C) α = cos ar tan  I. O vetor momento linear é constante.
g  g 
II. A aceleração é nula, pois o momento da força que atua sobre o corpo
a em relação ao ponto (0,0) é nulo.
(D) α =
L III. O trabalho da força que atua no corpo é nulo.
(E) α =0
É correto apenas o que se afirma em:
03 Dois observadores em movimento acompanham o deslocamento de
uma partícula no plano. O observador 1, considerando estar no centro (A) II
de seu sistema de coordenadas, verifica que a partícula descreve um (B) III
movimento dado pelas equações x1 ( t ) = t 2 + t + 1 e y1 ( t ) = t sendo t (C) I e II
a variável tempo. O observador 2, considerando estar no centro de seu (D) I e III.
sistema de coordenadas, equaciona o movimento da partícula como (E) II e III.
x 2 ( t ) =+
t 2 e y 2 ( t ) =−t 2 + t . O observador 1 descreveria o movimento
do observador 2 por uma: 06 São feitos dois experimentos diferentes com um corpo A de carga +q
e massa m. No primeiro, é afixado um outro corpo de mesma carga nas
Observações: coordenadas (0,0) de um sistema coordenado no qual o primeiro corpo
• os eixos x1 e x2 são paralelos e possuem o mesmo sentido; se movimenta de acordo com as seguintes equações:
• os eixos y1 e y2 são paralelos e possuem o mesmo sentido. x A = t 2 − 2t + 2

(A) reta yA =−2t + 6


(B) elipse No segundo experimento, o mesmo corpo é colocado em um ambiente
(C) circunferência onde o campo magnético é variável de acordo com um tempo de acordo
(D) parábola com as seguintes equações:
(E) hipérbole Ex = 2sen ( kt )

04 (IME)
Tubo Ey = 4cos ( kt )

π
Em que k é uma constante e equivale a .
8

Cilindro

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FÍSICA I
Assunto 9

Encontre a velocidade do corpo no segundo experimento no mesmo 09 (ITA) Um projétil de densidade rp é lançado com um ângulo a em
tempo t em que a força entre a carga afixada no ponto (0,0) no primeiro relação à horizontal no interior de um recipiente vazio. A seguir, o recipiente
experimento e a carga A é ortogonal à trajetória desta carga: é preenchido com um superfluido de densidade rs, e o mesmo projétil é
π 7 q novamente lançado dentro dele, só que sob um ângulo β em relação à
(A) horizontal. Observa-se então, que, para uma velocidade inicial v do projétil,
8 m
de mesmo módulo que a do experimento anterior, não se altera a distância
π 13 q alcançada pelo projétil (veja figura). Sabendo que são nulas as forças de
(B)
8 m atrito num superfluido, podemos então afirmar, com relação ao ângulo β
π q de lançamento do projétil
(C)
4 m
π 10 q
(D)
8 m

π q v
(E)
2 m →
v
07 (IME) Uma partícula de carga q e massa m está sujeita a dois campos
elétricos ortogonais Ex(t) e Ey(t), dados pelas equações: (A) cos β= 1 − ( r s / r p )  cos α

Ex(t) = 5sen (2t) (B) sen2β= [1 − (rS / r P )] sen2α


Ey(t) = 12cos (2t) (C) sen 2=
β [1 + (rS / r P )]sen 2α

Sabe-se que a trajetória da partícula constitui uma elipse. A velocidade =


(D) sen2β sen2α / [1 + (rS / r P )].
escalar máxima atingida pela partícula é:
β cosα / 1 + ( rS / r P ) 
(E) cos2=
5 q 10 Se desenharmos vetores iguais aos vetores velocidade instantânea
(A)
2 m no decorrer de um movimento qualquer de uma partícula, todos eles
q com uma origem comum num ponto arbitrário O, o lugar geométrico
(B) 5 das extremidades desses vetores é chamado “hodógrafo”, ou “curva
m hodógrafa” do movimento da partícula. Das curvas abaixo, a que melhor
q representa o “hodógrafo” do movimento de um pêndulo simples oscilando
(C) 6 no vácuo é:
m
13 q
(D)
2 m
(A) O
q
(E) 13
m

08 (IME) Um automóvel percorre uma estrada reta de um ponto A para


um ponto B. Um radar detecta que o automóvel passou pelo ponto A a72 (B) O
km/h. Se essa velocidade fosse mantida constante, o automóvel chegaria
ao ponto B em 10 min. Entretanto, devido a uma eventualidade ocorrida
na metade do caminho entre A e B, o motorista foi obrigado a reduzir
uniformemente a velocidade até 36 km/h, levando, para isso, 20 s.Restando
O
1 min para alcançar o tempo total inicialmente previsto para o percurso, o (C)
veículo é acelerado uniformemente até 108 km/h, levando, para isso, 22
s e permanecendo nessa velocidade até chegar ao ponto B. O tempo de
atraso, em segundos, em relação à previsão inicial, é:
(D) O
(A) 46,3
(B) 60,0
(C) 63,0
(E) O
(D) 64,0
(E) 66,7

160 IME-ITA – Vol. 5


Cinemática FÍSICA I
Assunto 9

11 (ITA) Um avião de vigilância aérea está voando a uma altura de 5,0 km, 14 (ITA) Uma partícula carregada negativamente está se movendo na
com velocidade de 50 10 m/s no rumo norte, e capta no radiogoniômetro direção +x quando entra em um campo elétrico uniforme atuando nessa
um sinal de socorro vindo da direção noroeste, de um ponto fixo no solo. O mesma direção e sentido. Considerando que sua posição em t = 0 s é
piloto então liga o sistema de pós-combustão da turbina, imprimindo uma x = 0 m, qual gráfico representa melhor a posição da partícula como
aceleração constante de 6,0 m/s2. Após 40 10 / 3 segundos, mantendo a função do tempo durante o primeiro segundo?
mesma direção, ele constata que o sinal está chegando da direção oeste.
Nesse instante, em relação ao avião, o transmissor do sinal de encontra (A)
0,3
a uma distância de:
0,2
(A) 5,2 km 0,1
(B) 6,7 km 0

x
(C) 12 km –0,1
(D) 13 km –0,2
(E) 28 km.
–0,3
0,2 0,4 0,6 0,8 1
12 (ITA) A figura mostra uma pista de corrida ABCDEF, com seus trechos t
retilíneo e circulares percorridos por um atleta desde o ponto A, de onde (B)
0,3
parte do repouso, até a chegada em F, onde para. Os trechos BC, CD e
DE são percorridos com a mesma velocidade de módulo constante. 0,2
Considere as seguintes informações: 0,1
0

x
I. O movimento do atleta é acelerada nos trechos AB, BC, DE e EF. –0,1
II. O sentido da aceleração vetorial média do movimento do atleta é o –0,2
mesmo nos trechos AB e EF.
–0,3
III. O sentido da aceleração vetorial média do movimento do atleta é para 0,2 0,4 0,6 0,8 1
sudeste no trecho BC e para sudoeste, no DE. t
(C)
0,3
0,2
0,1
0
x

–0,1
–0,2
–0,3
0,2 0,4 0,6 0,8 1
t
(D)
0,3
0,2
0,1
Então, está(ão) correta(s): 0
x

–0,1
(A) apenas a I
(B) apenas a I e II –0,2
(C) apenas a I e III –0,3
0,2 0,4 0,6 0,8 1
(D) apenas a II e III t
(E) todas (E)
0,3
13 (ITA) Um avião voa numa altitude e velocidade de módulos constantes, 0,2
numa trajetória de raio R, cujo centro coincide com o pico de uma montanha 0,1
onde está instalado um canhão. A velocidade tangencial do avião é de 0
x

200 m/s e a componente horizontal da velocidade da bala do canhão é


–0,1
de 800 m/s. Desprezando-se os efeitos do atrito e movimento da Terra, e
admitindo que o canhão está direcionado de forma a compensar o efeito –0,2
da atração gravitacional, para atingir o avião, no instante do disparo, o –0,3
0,2 0,4 0,6 0,8 1
canhão deverá estar apontando para um ponto à sua frente situado a: t

(A) 4 rad.
(B) 4π rad.
(C) 0,25R rad.
(D) 0,25π rad.
(E) 0,25 rad

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FÍSICA I
Assunto 9

15 (ITA) Na figura, um ciclista percorre o trecho AB com velocidade escalar 18 (ITA) Um projétil de massa m é lançado com uma velocidade inicial
média de 22,5 km/h e, em seguida, o trecho BC de 3,00 km de extensão. v0 que forma um ângulo de 60° com a horizontal. Em sua volta à terra,
No retorno, ao passar em B, verifica ser de 20,0 km/h sua velocidade ele incide sobre um plano inclinado de 30° com a horizontal. O ponto de
escalar média no percurso então percorrido, ABCB. Finalmente, ele chega lançamento do projétil e o início do plano inclinado coincidem. O choque
em A perfazendo todo o percurso de ida e volta em 1,00 h, com velocidade do projétil com o plano inclinado é suposto totalmente inelástico (a
escalar média de 24,0 km/h. Assinale o módulo v do vetor velocidade média componente normal da velocidade se anula). Após o instante de impacto,
referente ao percurso ABCB. o projétil desliza, sem atrito, em direção ao ponto de lançamento. Qual a
C velocidade com que ele chega à origem?

km 1
0 (A) V0
3,0 3
A B 2
(B) V0
3
2
(A) v = 12,0 km/h. (C) V0
3
(B) v = 12,00 km/h.
(C) v = 20,0 km/h. 3V0
(D)
(D) v = 20,00 km/h. 2
(E) v = 36,0 km/h.
3V0
(E)
16 Um projétil é disparado com velocidade v a partir da base de um 2
plano inclinado que forma um ângulo α com a horizontal. Qual deve ser
o ângulo de disparo em relação à horizontal para que o alcance ao longo 19 (ITA) Um móvel A parte da origem O, com velocidade inicial nula, no
do plano inclinado seja máximo? instante t0 = 0 e percorre o eixo Ox com aceleração constante a. Após um
intervalo de tempo Δt, contado a partir da saída de A, um segundo móvel
B parte de O com uma aceleração igual a na, sendo n > 1. B alcançará
(A) π − α A no instante:
2
(B) π + α  n 
4 (A)  + 1 ∆t
 n − 1 
 
(C) π + α
4 2  n 
(B)  − 1 ∆t
 n − 1 
(D) π − α  
4 2
 n − 1
(E) π − α
(C) 
  ∆t
 n 
2 2
 n + 1
17 (ITA) Uma escada de pintor escorrega e abre-se como vemos na (D) 
  ∆t
 n 
figura. O comprimento da escada é AB = 3 m. A velocidade dos pés é
constante e vale v = 2 m/s. Sabendo-se que no instante inicial a escada  n 
(E)  ∆t
está fechada, tem-se que:  n − 1 
 
A
20 (ITA) Um corpo cai, em queda livre, de uma altura tal que durante o
último segundo de queda ele percorre 1/4 da altura total. Calcule o tempo
de queda.

v v 1
(A) s
B B 2− 3
(A) a extremidade A descreve uma trajetória curva. 2
(B) s
(B) o movimento do ponto A é uniformemente acelerado. 2+ 3
(C) a velocidade do ponto A é constante.
2
(D) o tempo gasto para A chegar ao solo é 2,5 s, independentemente do (C) s
comprimento da escada. 2− 3
(E) n.r.a. 3
(D) s
2− 3
4
(E) s
2− 3

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Cinemática FÍSICA I
Assunto 9

21 (ITA) Acima de um disco horizontal de centro O que gira em torno 2h 1 + k 2


do seu eixo, no vácuo, dando 50 voltas por minuto, estão suspensas (D) ⋅ 2
duas pequenas esferas, M e N. A primeira está 2 m acima do disco e a g k
segunda, 4,5 m acima do disco, ambas numa mesma vertical. Elas são 2h 1 − k
abandonadas simultaneamente e, ao chocarem-se com o disco, deixam (E) ⋅
g k
sobre ele pequenas marcas M’ e N’ tais que o ângulo M’ÔN’ é igual a 95,5°.
Podemos concluir que a aceleração da gravidade no local vale:
25 (ITA) A figura representa uma vista aérea de um trecho retilíneo de
ferrovia. Duas locomotivas a vapor, A e B, deslocam-se em sentidos
(A) 10,1 m/s².
contrários com velocidades constantes de 50,4 km/h e 72,0 km/h,
(B) 49,3 m/s².
respectivamente. Uma vez que AC corresponde ao rastro da fumaça do trem
(C) 9,86 m/s².
A, BC, ao rastro da fumaça de B e que AC = BC, determine a velocidade
(D) 11,1 m/s².
do vento. Despreze as distâncias entre os trilhos de A e B.
(E) 3,14 m/s².
C
22 (ITA) Uma partícula move-se em uma órbita circular com aceleração
tangencial constante. Considere que a velocidade angular era nula no
instante t = 0. Em um dado instante t’, o ângulo entre o vetor aceleração
e a direção ao longo do raio é (1/4)π. Indique qual das alternativas exibe
um valor de aceleração angular (α) adequado à partícula no instante t’. A
B
(A) α =1/ t '
(B) α =2t ' 1.360 m
(C) α =1/ t 2 '
(D) α =1/ 2t 2 ' (A) 5,00 m/s.
(E) α =2 / t ' (B) 4,00 m/s.
(C) 17,5 m/s.
23 (ITA) Duas partículas idênticas, de mesma massa m, são projetadas (D) 18,0 m/s.
de uma origem O comum, num plano vertical, com velocidades iniciais (E) 14,4 m/s.
de módulo v0 e ângulos de lançamento respectivamente iguais a α e β em
relação à horizontal. Considere T1 e T2 os respectivos tempos de alcance 26 (ITA) O módulo V1 da velocidade de um projétil no seu ponto de altura
do ponto mais alto de cada trajetória e t1 e t2 os respectivos tempos para máxima é 6 / 7 do valor da velocidade V2 no ponto em que a altura é a
as partículas alcançarem um ponto em comum de ambas as trajetórias. metade da altura máxima. Obtenha o cosseno do ângulo de lançamento
Assinale a opção com o valor da expressão t1T1 + t2T2. com relação à horizontal.

2v 0 2 ( tan α + tan β ) (A) Os dados são insuficientes.


(A)
g2 (B) 3 / 2
2v 0 2 (C) 1/ 2
(B) (D) 2 / 2
g2
(E) 3 / 3
4v 2 sen α
(C) 0 2
g 27 (ITA) Um avião, voando horizontalmente a 4.000 m de altura numa
2
4v sen β trajetória retilínea e com velocidade constante, passou por um ponto A e
(D) 0 2
g depois por um ponto B situado a 3.000 m do primeiro. Um observador
2v 0 2 ( sen α + sen β ) no solo, parado no ponto verticalmente abaixo de B, começou a ouvir o
(E) som proveniente de B. Se a velocidade do som no ar era de 320 m/s, a
g2 velocidade do avião era de:

24 Uma bola é abandonada de uma altura h em relação ao solo. Cada vez (A) 960 m/s
que ela se choca com o solo, o módulo da sua velocidade é multiplicado (B) 750 m/s
por k. Sendo a gravidade igual a g, depois de quanto tempo a bola para (C) 390 m/s
de quicar? (D) 421 m/s
(E) 292 m/s
2h 1 + k
(A) ⋅
g k
2h 1+ k
(B) ⋅
g 1− k
2h 1+ k 2
(C) ⋅
g 1− k 2

IME-ITA – Vol. 5 163


FÍSICA I
Assunto 9

28 (ITA) Os gráficos representam possíveis movimentos retilíneos de 30 (IME) O trem I desloca-se em linha reta com velocidade constante de
um corpo, com e = espaço percorrido e t = tempo de percurso. Em qual 54 km/h, aproximando-se do ponto B, como mostra a figura. Determine
deles é maior a velocidade média entre os instantes t1=5s e t2=7s? quanto tempo após a locomotiva do trem I atingir o ponto A deve o trem II
partir do repouso em C, com aceleração constante de 0,2 m/s², de forma
(A) e(m) que, 10 segundos após terminar a sua passagem pelo ponto B, o trem I
inicie pelo mesmo ponto.
60
40
20 Trem II
t(s)
2,0 4,0 6,0 8,0
(B) e(m) C
Trem I
60
A B
40
20 Dados:
• Ambos os trens medem 100 m de comprimento, incluindo suas
t(s)
2,0 4,0 6,0 8,0 locomotivas, que viajam à frente;
• as distâncias ao ponto B são: AB = 3.000 m e CB = 710 m.
(C) e(m)
31 (IME) Em uma experiência de laboratório, certo dispositivo colocado
60 em um ponto A, situado H metros acima do solo, lança uma pequena
40 esfera que deverá passar por cima de um prisma de vidro de altura 2H e
atingir um sensor óptico colocado em um ponto B afastado de 2 L metros
20 do ponto A, conforme a figura abaixo. Simultaneamente com o lançamento
t(s) da esfera, o mesmo dispositivo emite um raio de luz monocromática,
2,0 4,0 6,0 8,0 perpendicular à face vertical do prisma, que irá atingir o sensor em B.
(D) e (m) Determine, literalmente:

60
40 A
2H
20
H
t(s) 45° B
2,0 4,0 6,0 8,0
(E) e(m) L L

60
a. o tempo que a esfera levará para ir do ponto A ao ponto B;
40 b. o tempo que o raio luminoso levará para ir do ponto A ao ponto B;
20 c. o tempo de que dispomos para remover o sensor do ponto B, logo
após ter sido excitado pelo raio de luz, de modo que não seja atingido
t(s) pela esfera.
2,0 4,0 6,0 8,0

Dados:
29 (ITA) Um disco gira, em torno do seu eixo, sujeito a um torque • Ângulo de lançamento da esfera com a horizontal que passa pelo
constante. Dterminando-se a velocidade angular média entre os instantes ponto A: a;
t = 2s e t = 6 s, obteve-se 10 rad/s, e , entre os instantes t = 10s e • aceleração da gravidade: g;
t = 18 s, obteve-se 5,0 rad/s. Calcular a velocidade angular w0 no instante • velocidade inicial da esfera: V0;
t = 0 s e a aceleração angular a. • considere o índice de refração do ar igual a 1.

w0 (rad/s) a (rad/s2)
(A) 12 -0,5
(B) 15 -0,5
(C) 20 0,5
(D) 20 –2,5
(E) 35 2,5

164 IME-ITA – Vol. 5


Cinemática FÍSICA I
Assunto 9

32 (CICLO-3/2017) Um atleta de triatlo precisa percorrer um terreno • deslocamento horizontal na região 2: 4 m;


asfaltado correndo e nadar um trecho de mar aberto para sair do ponto A • massa: 20 g;
para o ponto B. A velocidade desenvolvida por esse atleta no asfalto é V • campo elétrico: 20 N/C;
e no mar V’. Se V/V’= 3, determine o deslocamento efetivo do atleta para • gravidade: 10 m/s²;
que ele chegue de A a B no menor tempo possível. • carga elétrica: 10 mC.

35 (IME) A barra AB se move de modo que sua extremidade inferior


A, encostada no chão, se desloca horizontalmente para a direita, com
velocidade constante vA = 3 m/s. A outra extremidade se desloca sempre
apoiada no plano vertical, perpendicular ao chão. Quando a barra estiver
formando um ângulo de 60° com a horizontal, determine a velocidade da
extremidade superior.

36 (IME-2004) Um tanque de guerra de massa M se desloca com


velocidade constante v0. Um atirador dispara um foguete frontalmente
contra o veículo quando a distância entre eles é D. O foguete de massa
m e velocidade constante vf colide com o tanque, alojando-se em seu
interior. Neste instante o motorista freia com uma aceleração de módulo a.
Determine:

a. o tempo t transcorrido entre o instante em que o motorista pisa no


freio e o instante em que o veículo pára;
33 (CICLO-1/2017) Uma partícula está sob ação da gravidade e de uma b. a distância a que, ao parar, o veículo estará do local de onde o foguete
ventania muito forte, de modo que sua posição em função do tempo é: foi disparado.
t3
x ( t=
) +5 37 (IME) Um elevador parte do repouso e sobe com aceleração constante
3 igual a 2 m/s² em relação a um observador fixo, localizado fora do
y (t=) t2 + 1 elevador. Quando sua velocidade atinge o valor v = 6 m/s, uma pessoa
z ( t ) = 2t que está dentro do elevador larga um pacote de uma altura h = 2,16 m
em relação ao piso do elevador. Considerando que o elevador continue
em seu movimento acelerado ascendente, determine para o observador
Determine, para um instante qualquer: fixo e para o localizado no interior do elevador:
Considere: g = 10 m/s².
a. os vetores velocidade e aceleração;
b. os módulos da velocidade e da aceleração; a. o tempo de queda;
c. os módulos das acelerações centrípeta e tangencial; b. o espaço total percorrido pelo pacote até que este encontre o piso do
d. os vetores das acelerações centrípeta e tangencial. elevador.

34 (CICLO-3/2017) Uma partícula carregada é lançada da posição A e 38 (IME-1981) Uma esfera de massa M e raio r, desliza sem atrito, a
entra em uma região 1 entre duas placas planas paralelas. Sabe-se que a partir do repouso sobre uma superfície esférica de raio R. A esfera está
partícula passa pelo ponto B, isto é: ao entrar na região exatamente entre inicialmente no topo da superfície esférica. Determine o ângulo θ que
as placas, sua posição é equidistante das placas. Na região 1, atuam o vetor posição do centro da esfera em relação ao centro da superfície
tanto o campo elétrico e gravitacional e, nas demais, somente o campo esférica, forma com o vertical, no momento em que esfera abandona a
gravitacional. Sabendo que o corpo ficou na região 1 T1 = 0,1 s, e, a partir superfície de deslizamento.
do momento que saiu da região 1, gastou um tempo T2=0,2s na região 2,
até tocar o solo novamente, na posição C, determine a velocidade inicial 39 (IME-1999) Uma bolinha de 50 g é largada da altura de 20 m. O vento
de lançamento. está soprando e, além da aceleração da gravidade, a bolinha fica sujeita a
uma aceleração horizontal, variável com o tempo, dada por ax = 2t m/s2.
Dado: aceleração da gravidade = 10 m/s2.

a. Faça o gráfico da componente horizontal da aceleração, desde o


instante inicial até o instante em que a bolinha atinge o chão;
b. Determine:
b.1. o vetor velocidade da bolinha, no instante em que ela atinge o
chão.
b.2. a variação da energia total da bolinha entre o momento em que
ela é largada e o momento em que atinge o chão.
Dados:
• Distância entre as placas: 0,4 m;
• altura da placa inferior: 0,5 m;
• comprimento das placas: 2 m;

IME-ITA – Vol. 5 165


FÍSICA I
Assunto 9

40 (IME) De dois pontos, A e B, situados sobre a mesma vertical, • tabela com índices de refração do vidro para as diversas cores:
respectivamente, a 45 m e 20 m do solo, deixa-se cair no mesmo instante Cor Índice de refração
duas esferas sobre uma prancha horizontal, que se desloca no solo,
horizontalmente com movimento uniforme. As esferas atingem a prancha vermelho 1,41
em postos que distam 2 m. Supondo a aceleração local da gravidade igual laranja 1,52
a 10 m/s², determine a velocidade da prancha.
amarelo 1,59
A verde 1,60

B azul 1,68
anil 1,70
V
violeta 1,73

43 (IME-1989) Um carro de corrida de Fórmula 1 parte do repouso, atinge


41 (IME-1987) Uma partícula desloca-se verticalmente, com velocidade
a velocidade de 216 km/h, freia e pára no tempo total de 30 segundos. O
crescente, de uma altura 5 m até o solo em 2 s. A representação gráfica
coeficiente de atrito entre as rodas e a estrada, que é explorado ao limite
do diagrama altura (z) vs tempo (t), relativa ao seu deslocamento, é o
durante a frenagem, é µ = 0,5. Sabendo que as acelerações, no período de
quadrante de uma elipse. Determine:
velocidade crescente e no período de frenagem, são constantes, determine:
a. o tempo necessário, a partir do início do deslocamento, para que a
a. a aceleração durante o período em que a velocidade está aumentando;
velocidade da partícula seja 2,5 m/s;
b. a distância total percorrida ao longo dos 30 segundos
b. a altura que estará a par tícula quando sua aceleração for de
5
m/s2. 44 (IME-2006) Uma partícula parte do repouso no ponto A e percorre
4 − t2 toda a extensão da rampa ABC, mostrada na figura a seguir. A equação
que descreve a rampa entre os pontos A, de coordenadas (0, h) e B, de
42 (IME) Um pequeno corpo é lançado com velocidade inicial, tendo x2
componentes vx = –2 m/s; vy = 3 m/s e vz = 2 m/s em relação ao coordenadas (h, 0),é y = − 2 x + h enquanto entre os pontos B e C,
h
referencial XYZ representado na figura. A partícula sai do chão na posição de coordenadas (h, 2r), a rampa é descrita por uma circunferência de raio
(0,4; 0;0) e atinge o plano YZ quando sua altura é máxima. Nesse instante, r com centro no ponto de coordenadas (h, r). Sabe –se que a altura h é a
é emitido deste ponto um raio de luz branca que incide no cubo de vidro mínima necessária para que a partícula abandone a rampa no ponto C e
encaixado no chão com uma única face aparente no plano XY e cujo centro venha a colidir com ela em um ponto entre A e B. Determine o ponto de
se encontra no eixo Y. O cubo tem aresta L e sua face mais próxima ao colisão da partícula com a rampa no sistema de coordenadas da figura
plano XZ está à distância de 1 m. Determine: como função apenas do comprimento r.
Dado: aceleração da gravidade = g.
a. a posição em que o corpo atinge o plano YZ; OBS: despreze as forças de atrito e a resistência do ar
b. qual das componentes da luz branca, devido à refração, atinge a
posição mais próxima do centro da face que está oposta à aparente,
considerando que o raio incidente no cubo é o que percorre a menor
distância desde a emissão da luz branca até a incidência no cubo.

1m 45 (IME-1987) Duas circunferências A e B de raios iguais (r) giram, em


sentidos opostos, no plano da figura, em torno de um de seus pontos de
0,4 m Y interseção O, fixo. com velocidade angular constante (w). Determine:

a. a velocidade (v) e a aceleração (a), em intensidade e direção, do outro


ponto de interseção M em seu movimento sobre a circunferência;
X b. Em que posição sobre o segmento OM (OM > 0) a velocidade do
ponto M é nula para um observador situado em O. Justifique suas
respostas.
Dados:
• Aceleração da gravidade: g = 10 m/s2;
• índice de refração do ar: nar = 1,00;

166 IME-ITA – Vol. 5


Cinemática FÍSICA I
Assunto 9

46 (IME) Um projétil é lançado verticalmente do solo com velocidade 50 (ITA) No National Physical Laboratory, na Inglaterra foi realizada
inicial de 200 m/s. A uma altura H, a carga do projétil explode; o ruído da uma medida da aceleração da gravidade g atirando-se uma bola de vidro
explosão é recebido no solo 15s após o lançamento. Despreze a resistência para cima do interior de um tubo onde se fez o vácuo. Observe a figura.
do ar e use os valores de 10 m/s² para a aceleração da gravidade e de Consideramos ∆Ts o intervalo de tempo entre duas passagem da bola pelo
300 m/s para a velocidade do som. Calcule: nível inferior, ∆TI o intervalo de tempo entre duas passagens pelo nível
superior e H a distância entre os dois níveis.
a. o intervalo de tempo entre o lançamento e a explosão; 8H
b. a altura em que se deu a explosão. Mostre que g = 2
∆T S − ∆T 2 I

47 (IME-1983) Um projétil de massa m, com velocidade v, choca-se com


o bloco de massa M, suspenso por um fio de comprimento R, conforme
mostra a figura. Depois da colisão, o projétil cai verticalmente e o bloco ∆TS
H

Altura
descreve uma circunferência completa, no plano vertical. Determine a
velocidade mínima do projétil, antes da colisão, em função de M, m, g e
R, para que o bloco descreva a trajetória prevista.
∆TI

Tempo

51 (ITA) Um avião caça da força aérea brasileira passou voando em


trajetória horizontal a 3.300 m de altitude sobre um bairro residencial,
desenvolvendo uma velocidade supersônica de 550 m/s. No exato instante
em que um observador em terra ouviu o ruído emitido pelo caça, se deu
conta de que a aeronave já havia passado exatamente sobre sua cabeça
e rapidadamente estimou que, naquele instante, a aeronave já estava a
5.500 m de distância dele.
48 (ITA) Um problema clássico da
cinemática considera objetos que, a partir a. O ruído emitido pelo avião só foi ouvido pelo observador quantos
de certo instante, se movem conjuntamente tempo após a
com velocidade de módulo constante a b. Qual a velocidade de propagação do som nesse episódio?
partir dos vértices de um polígono regular,
cada qual apontando à posição instantânea 52 (CICLO-2/2016) 29. Dois discos de raios R e 2R estão girando sobre
do objeto vizinho em movimento. A figura uma mesa horizontal perfeitamente lisa conforme a figura. Determine
mostra a configuração desse movimento a probabilidade (em percentual) de uma pequena partícula após se
múltiplo no caso de um hexágono regular. desprender da periferia do disco menor atingir o maior.

Considere que o hexágono tinha 10,0 m de lado no instante inicial e que


os objetos se movimentam com velocidade de módulo constante de 2,00
m/s. Após quanto tempo estes se encontrarão e qual deverá ser a distância
percorrida por cada um dos seis objetos?

49 (ITA) Uma ventania extremamente forte está soprando com uma


velocidade v na direção da seta mostrada na figura. Dois aviões saem
simultaneamente do ponto A e ambos voarão com uma velocidade
constante c em relação ao ar. O primeiro avião voa contra o vento até o
ponto B e retorna logo em seguida ao ponto A, demorando para efetuar
o percurso total num tempo t1. O outro voa perpendicularmente ao vento 53 (ITA-2005) Em uma impressora a jato de tinta, gotas de certo tamanho
até o ponto D e retorna ao ponto A, num tempo total t2. As distâncias AB são ejetadas de um pulverizador em movimento, passam por uma unidade
e AD são iguais a I. Qual a razão entre os tempos de voo dos dois aviões? eletrostática onde perdem alguns elétrons, adquirindo uma carga q, e,
a seguir, se deslocam no espaço entre placas paralelas eletricamente
carregadas, pouco antes da impressão. Considere gotas de raio igual
a 10 μm lançadas com velocidade de módulo v = 20 m/s entre placas
 de comprimento igual a 2,0 cm, no interior das quais existe um campo
D v
elétrico vertical uniforme, cujo modulo é E = 8,0 x 104 N/C (veja figura).
Considerando que a densidade da gota seja de 1000kg/m3 e sabendo-se
que a mesma sofre um desvio de 0,30 mm ao atingir o final do percurso,
o módulo da sua carga elétrica é de

→ →
B v E
A 0,30 mm

2,0 cm

IME-ITA – Vol. 5 167


FÍSICA I
Assunto 9

168 IME-ITA – Vol. 5


FÍSICA I ASSUNTO

Dinâmica e estática
10
1. Leis de Newton 3. Resolução de problemas
A maioria dos problemas que envolvem Leis de Newton requer a
1.1 Primeira Lei de Newton – “Princípio da determinação do diagrama de corpo livre (DCL) do corpo. Sabendo se
Inércia” existe ou não aceleração, pode-se utilizar a Primeira e/ou a Segunda lei de
Newton. Lembre-se da decomposição das forças em eixos perpendiculares.
“Todo corpo tende a continuar em seu estado de repouso ou Em casos de problemas que tenham aceleração, escolher um dois eixos na
movimento uniforme retilíneo, a não ser que uma força passe a atuar sobre direção da aceleração; caso não haja, escolhem-se eixos que contenham
ele, obrigando-o a alterar aquele estado.” o maior número de forças possível. Depois, escrevem-se as equações da
 Primeira ou da Segunda Lei de Newton, conforme for o caso.
∑ F = 0 ↔ v cte ou repouso
4. Movimento geral no plano
1.2 Segunda Lei de Newton – “Princípio Um corpo não necessariamente está em movimento retilíneo. Quando
o corpo realiza qualquer curva, surge nele uma aceleração centrípeta
Fundamental da Dinâmica” (aceleração necessária para mudança da direção da velocidade do corpo),
“Uma partícula sob ação de uma força resultante adquirirá uma podendo existir ou não a aceleração tangencial (aceleração necessária
aceleração diretamente proporcional à força resultante, no mesmo sentido para mudança do módulo da velocidade do corpo e, eventualmente, de
e direção e inversamente proporcional à massa.” seu sentido). Logo, será analisado o movimento em dois eixos: o eixo
normal, que passa pelo centro de curvatura instantâneo da trajetória do
  corpo, e o tangencial, perpendicular ao normal. O primeiro apresentará
F = ma a aceleração centrípeta e, consequentemente, a força centrípeta, que
é a força resultante devido à aceleração centrípeta. O segundo poderá
1.3 Terceira Lei de Newton – “Princípio da apresentar ou não a aceleração tangencial, podendo apresentar de não
uma força resultante tangencial. Caso apresente aceleração nos dois eixos,
Ação e Reação” será possível escrever a Segunda Lei de Newton para ambos:
“A toda força de ação corresponde uma de reação, de mesmo módulo,
mesma direção e sentido contrário, aplicadas em corpos diferentes.” →
Ft = m · at

→ →
Fcp = m · acp
2. Principais forças
a. Peso (P): Força de atração exercida pelo centro da Terra nos corpos. O módulo da aceleração centrípeta é dado por:
É calculada pelo produto da massa do corpo atraído pela aceleração
da gravidade: P = m · g V2
acp =
b. Normal (N): Força exercida por uma superfície em corpos apoiados R
nela. É sempre perpendicular à superfície.
c. Tração (T): Força exercida por cordas esticadas em corpos. Atua A força centrípeta não é uma força “a mais” atuante no corpo. Ela é
sempre no sentido “para fora” do corpo. apenas a força resultante na direção que passa pelo centro de curvatura do
d. Atrito (Fat): Força que surge entre dois corpos em contato quando a corpo. Trabalha-se com ela assim como se trabalha com a força resultante
superfície de um deles escorrega ou tende a escorregar em relação à em movimentos retilíneos.
superfície do outro. No primeiro caso, o atrito é denominado cinético.
No segundo caso, o atrito é denominado estático. O atrito cinético 5. Referenciais não inerciais
é sempre constante e pode ser calculado por: Fatc = µ c N , em que
As Leis de Newton são válidas apenas em referenciais inerciais.
µc é o coeficiente de atrito cinético. O atrito estático varia conforme
Logo, para se trabalhar com referenciais não inerciais, deve-se adaptar
a força aplicada no corpo. Tem sua intensidade máxima dada por:
o problema de modo a conseguir utilizar as Leis de Newton. Para isso,
Fatemáxima = µ e N , em que µe é o coeficiente de atrito estático. Quando
nos valemos dos Princípios da Equivalência de Einstein e de D’Alambert.
a força aplicada no corpo passa a ser maior que a força de atrito Resumidamente, pode-se utilizar a seguinte equação:
estático máxima, o atrito passa a ser cinético.   
e. Elástica (Fel): Força exercida por molas distendidas. Tem sempre o ∑ F − ma1 = ma2
sentido de reestabelecer o comprimento normal da mola. Obedece a 
lei de Hooke: Fel = k · x , em que k é a constante elástica da mola e Em que a1 é a aceleração do referencial não inercial
 que contém o
x é a deformação da mola. sistema analisado em relação a um referencial inercial, a2 é a aceleração
f. Resistência do ar (R): Força exercida pelo ar sobre corpos imersos do componente do sistema analisado em relação  ao referencial não
nele que se movimentam. Tem intensidade proporcional ao quadrado inercial considerando-o agora como inercial, e • F é a força resultante
que já atuava no sistema antes da troca de referencial. Com isso, as leis
da velocidade do corpo: R = c · v 2 , em que c é a constante de
de Newton voltam a ser válidas.
proporcionalidade, que depende da geometria do corpo.

IME-ITA – Vol. 5 169


FÍSICA I
Assunto 10

6. Estática dos sólidos Então, para o equilíbrio de rotação:


6.1 Equilíbrio de ponto material

M1 M2
A Primeira Lei de Newton nos diz que, para que um corpo esteja em 

equilíbrio de translação (em repouso ou MRU), não deve haver força ∑M = 0
resultante atuante sobre ele. Como se trata de um ponto material, suas →

dimensões podem ser desprezadas, não havendo a necessidade de



M3
M4
considerar a possibilidade de rotação do corpo. Logo, para que um ponto
material esteja em equilíbrio:
A convenção de sinais usual (apesar de você poder escolher a sua) é:

→ F2
F1 sentido anti-horário → positivo


F3 linha de ação da força
+O

→ →
F4 MF, O

F
   
F1 + F2 + F3 + F4 = 0
MF, O < 0
Para resolver problemas que envolvam o equilíbrio de um ponto
material, deve-se lembrar: sentido horário → negativo

a. Problemas que envolvam duas forças: devem ter a mesma direção, linha de ação da força
sentidos opostos e módulos iguais. +O
b. Problemas que envolvam três forças: →
– Coplanares: deve-se traçar o triângulo de forças, caso duas delas MF, O

sejam perpendiculares. Caso não sejam perpendiculares, decompor F
as forças em eixos perpendiculares e usar a condição do item a).
– Não coplanares: deve-se usar o método dos vetores unitários,
trabalhado no assunto Vetores de Física III. MF, O > 0
c. Problemas que envolvam mais de três forças:
– Coplanares: deve-se fazer a decomposição em eixos perpendiculares. É importante lembrar que a força resultante deve ser nula.
– Não coplanares: o método dos vetores unitários.

7. Treliças
6.2 Equilíbrio de corpo extenso (rígido)
Quando se trata de corpos rígidos, ou seja, cujas dimensões não 7.1 Método dos nós
podem ser desprezadas, não se deve pensar apenas em seu equilíbrio de O método dos nós é mais conveniente quando se quer determinar as
translação. Como o corpo possui dimensão agora, ele poderá rotacionar em forças que atuam em todas as barras de uma treliça simples.
torno de algum ponto do espaço. Dessa forma, além de analisar o equilíbrio
de translação do corpo, deve-se analisar o seu equilíbrio de rotação. O método consiste nos seguintes passos:
A grandeza associada à rotação de um corpo é o torque, ou momento de
uma força. Logicamente, está intimamente ligada à atuação de uma força I. Traçar o diagrama de corpo livre da estrutura como um todo, ou seja,
sobre um corpo. Então, além de a força resultante sobre o corpo ter que considerando apenas as forças externas (carregamentos e reações de
ser nula para garantir o equilíbrio de translação, o torque resultante tem apoio, lembrando que cada tipo de apoio nos dá reações diferentes).
que ser nulo para garantir o equilíbrio de rotação. O momento MF,O de uma A partir desse diagrama, será possível determinar, sendo conhecidos
força F em torno do ponto O é dado pela seguinte expressão: os carregamentos, o valor das reações de apoio.
II. Localizar um nó que esteja unindo apenas duas barras e traçar o
MF, O = F · b seu diagrama de corpo livre. A partir desse diagrama, será possível
calcular as duas forças que estejam agindo nesse nó, ou seja, agindo
linha de ação da força nas barras conectadas a esse nó. Resolver como for mais conveniente
+O (triângulo de forças – quando três forças apenas estiverem envolvidas
e uma delas for conhecida – ou decomposição das forças em eixos
braço de momento b →
perpendiculares), lembrando que o nó estará em equilíbrio! Para isso,
F será necessário adotar sentidos arbitrários para as forças no nó. Se
• o valor encontrado para a força for negativo, significa que o sentido
arbitrado está errado, isto é, a força deveria ter o sentido contrário.

170 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

III. Depois, localizar um nó em que as forças em apenas duas barras 8.2 Peso específico
das conectadas àquele nó ainda não são conhecidas. Desenhar o
diagrama de corpo livre para este nó e usá-lo como no passo 3 para Peso específico é a razão entre o peso de uma substância e o seu
determinar as forças desconhecidas. Tendo sido calculadas as forças volume.
em algumas barras, no passo 2, uma dica é continuar escolhendo nós P
ρ=
que carreguem alguma dessas forças. V
IV. Repetir esse procedimento até que todas as forças em todas as
barras da treliça sejam descobertas. Tendo sido previamente usadas 8.3 Pressão
três equações para determinar as reações de apoio no diagrama de
corpo livre da treliça inteira, no passo 1 (momento resultante nulo, Pressão, sob o ponto de vista mecânico, é definida pela razão da
força resultante em x nula e força resultante em y nula), sobrarão três componente normal de uma força aplicada à uma superfície, pela área
equações no final, que poderão ser usadas como prova real dos seus da superfície.
cálculos. F
p= n
A
Note-se que a escolha no primeiro nó, no passo 2, não é única. Em
alguns casos, a escolha de um certo nó pode levar, no seguimento dos Unidade SI de pressão: [N/m2] = [Pa], também chamada de Pascal.
passos, a um nó que você não consiga resolver. Então, você deverá
recomeçar o procedimento escolhendo outro nó. Uma dica bastante útil é Obs.: Outras unidades práticas de pressão (utilizando g = 9,81 m/s2):
escolher um nó no qual esteja aplicado algum carregamento.
– bária [ba] = [dyn/cm2] → 1 Pa = 10 ba
7.2 Método das seções – atmosfera técnica métrica [atm] = [kgf/cm2] → 1 atm = 9,8 · 104 Pa
O método das seções é, como dito anteriormente, muito mais eficiente @ 105 Pa
no cálculo de forças em apenas algumas barras do que o método dos – milímetros de coluna de mercúrio [mmHg] → 760 mmHg = 1,01 ·
nós, o qual, por sua vez, é mais conveniente quando se quer calcular as 105 Pa
forças em todas as barras. Assim como o método dos nós, o método das – metros de coluna d’água [mca] → 10 mca = 1,01 · 105 Pa
seções consiste em alguns passos, explanados a seguir.
8.4 Pressão de uma coluna de líquido
I. Desenhar o diagrama de corpo livre da treliça inteira, considerando
apenas suas forças externas (carregamentos e reações de apoio).
m
Dessa forma, será possível o cálculo das reações de apoio.
II. Passar uma seção que corte três barras da treliça, uma das quais deve
ser a barra na qual se deseja calcular a força. Nessas seções, as forças
que atuam nas barras cortadas aparecem como forças externas das h P
porções da treliça originadas.
III. Escolher uma das porções da treliça, desenhar seu diagrama de
corpo livre, atentando para as forças externas a essas porções, A
representadas pelas forças que atuam nas barras. Dessa forma, você
será capaz de escrever três equações de equilíbrio para a porção
escolhida. Como existem três forças a determinar, as três equações
bastarão. Lembre-se de que você só poderá cortar três barras com a p = mgh
sua seção. Cortando quatro barras ou mais, existirão quatro ou mais
forças a determinar e apenas três equações de equilíbrio, resultando 2.5 Teorema de Stevin
num sistema indeterminado. “A diferença de pressões entre dois pontos de um líquido homogêneo
em equilíbrio sob a ação da gravidade é dada pelo produto da massa
Esse método permite calcular, diretamente, as forças externas específica do líquido, da aceleração da gravidade e do desnível entre os
ao pedaço considerado, ou seja, as forças nas barras cortadas. Para pontos.”
calcular as forças em todas as barras, Seria necessário traçar seções que
cortassem todas as barras, de três em três, o que não seria interessante,
sendo o método dos nós mais apropriado para esse caso. h1 m

1 h1
8. Estática dos fluidos (hidrostática)
h h
Estudo dos fluidos em equilíbrio.
2
8.1 Massa específica
Massa específica ou densidade absoluta de uma substância é a razão
entre a sua massa e seu volume.
m
µ=
V p2 – p1 = m · g · h

IME-ITA – Vol. 5 171


FÍSICA I
Assunto 10

8.6 Teorema de Pascal 10


(A) .
“Um incremento de pressão comunicado a um ponto qualquer de um 6
líquido incompressível em equilíbrio transmite-se integralmente a todos os 3 10
demais pontos do líquido, bem como às paredes do recipiente.” (B) .
5
Principal aplicação: prensa hidráulica. 14
(C) .
6
F1 F1 14
(D) .
4
30
A1 A1 (E) .
6

02 Um sistema mecânico de corpos é montado para o estudo da máquina


de Atwood. A polia tem massa e momento de inércia desprezíveis. Os fios
têm massa desprezível e comprimentos constantes. O bloco A tem massa
2 m, B massa 3 m, C massa m e D massa m. A aceleração da gravidade
no local vale g. Podemos afirmar que a força de A em C, a força de B
em D e a força sobre o teto, devido ao sistema blocos-polia-fios valem,
respectivamente:

F1 F2
= teto
A1 A2

8.7 Teorema de Arquimedes


“Quando um corpo é imerso total ou parcialmente num fluido em
equilíbrio sob a ação da gravidade, ele recebe do fluido uma força
denominada empuxo, vertical, para cima e com intensidade igual ao peso
de fluido deslocado.”
m m
E = m · Vfd · g C D
E = mfd · g → E = Pfd
2m A B 3m

(A) 4 mg/3; mg/3; 7 mg/4.


(B) mg/7; 2 mg/7; 23 mg/7.
01 (IME) Uma chapa triangular, cujo material constituinte tem 3 vezes a (C) 8 mg/7; 6 mg/5; 27 mg/7.
densidade específica da água, está parcialmente imersa na água, podendo (D) 6 mg/7; 4 mg/7; 42 mg/5.
girar sem atrito em torno do ponto P, situado na superfície da água. (E) 8 mg/7; 6 mg/7; 48 mg/7.
Na parte superior da chapa, há uma carga positiva que interage com uma
carga negativa presa no teto. Sabe-se que, se colocadas a uma distância 03 Um bloco é mantido sobre um plano inclinado sem atrito com ângulo
L, essas cargas de massas desprezíveis provocam uma força de atração α. É dada uma aceleração a de modo a manter o bloco estacionário. Então,
igual ao peso da chapa. Para manter o equilíbrio mostrado na figura, a é igual a:
a razão d/L, tem que d é a distância entre as cargas, deve ser igual a:

–Q
d
+Q L

L/2 a
a
L/2 P (A) g · cosec α.
(B) g/tan α.
(C) g · tan α.
(D) g.
(E) g · sec α.

172 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

04 A figura 1 mostra dois corpos de massas iguais a m presos por uma 06 Um cubo pequeno de massa m é colocado sobre um plano inclinado
haste rígida de massa desprezível, na iminência do movimento sobre como indica-se na figura. O ângulo de inclinação do plano é α e o
um plano inclinado, de ângulo θ com a horizontal. Na figura 2, o corpo coeficiente de atrito entre o plano e o cubo é µ = 2 tan α. Determine a
inferior é substituído por outro, com massa 2 m. Para as duas situações, mínima força horizontal necessária para mover o cubo.
o coeficiente de atrito estático é μ e o coeficiente de atrito cinético é μ/2
para a massa superior, e não há atrito para a massa inferior. A aceleração
do conjunto ao longo do plano inclinado, na situação da figura 2 é.

m m

k k F.
m 2m
θ θ
α

figura 1 figura 2 (A) 2 mg sen a.


(B) 3 mg sen α.
(C) mg sen a.
2 g sen θ
(A) . (D) 5 mg sen α.
3 (E) 3 mg sen a.
3 g sen θ
(B) .
2 07 Um cilindro maciço flutua verticalmente, com estabilidade, com uma
g sen θ fração f do seu volume submerso em mercúrio, de massa específica D.
(C) . Coloca-se água suficiente (de massa específica d) por cima do mercúrio,
2
para cobrir totalmente o cilindro, e observa-se continua em contato com o
(D) g(2 sen θ − cos θ).
mercúrio após a adição da água. Conclui-se que o mínimo valor da fração
(E) g(2 sen θ + cos θ). f originalmente submersa no mercúrio é:
05 Montamos o sistema a seguir, em que as massas de A e B são
respectivamente iguais a 750 g e 150 g. O bloco C, de largura 2 m, gira
em torno do eixo E com velocidade angular constante de 2 rad/s. Sabendo
que g = 10 m/s2, que tan θ vale 4/3, que o comprimento do fio que liga
A e B mede 3 m, determine o coeficiente de atrito entre as superfícies A água
e C para que estejam na iminência do escorregamento.

E mercúrio
ω
A
θ
B D
C (A) .
D−d
d
(B) .
D−d
2m
(C) d .
D
(A) 0,3. D
(D) .
(B) 0,4. d
(C) 0,5. D−d
(D) 0,6. (E) .
d
(E) 0,7.

IME-ITA – Vol. 5 173


FÍSICA I
Assunto 10

08 O sistema a seguir, sem atrito, é abandonado. Determine o módulo da 10 Duas barras homogêneas AB e BC de mesmo material e mesma área
aceleração da cunha. de secção transversal são unidas por uma de suas extremidades, formando
um ângulo de 60°. Sabendo que o sistema de barras está em equilíbrio e
preso ao teto por meio de um fio inextensível DA, determine o valor de θ.
Considere: LBC = 2 L AB.

D
m g

3m 60º B
α

θ
C

(A)  4 tan α  g.
 3 tan² α + 1   3
(A) θ =arctan  .
 4 
 tan α  
(B)   g.
 tan² α + 3   3
(B) θ =arctan  .
 3 tan α   5 
(C)   g.
 tan² α + 1   3
(C) θ =arctan  .
 tan α   2 
(D)   g.
 tan² α + 1  (D) 45°.
(E) 30°.
 2 tan α 
(E)   g.
 3 tan² α + 1  11 Uma vela de diâmetro d esta flutuando em um copo cilíndrico de
diâmetro D onde D >> d. Se a mesma queima na razão 2 cm/h, então o
09 Um arco fino feito de um material elástico tem massa m e raio r. topo da vela irá:
Ele começa a rodar ao redor de seu eixo até adquirir uma velocidade angular ω.
Assim, qual o novo raio do aro? Considere a constante elástica do mesmo
igual a K.

O L

2 Kr
(A) . D
2π² K − mω²
πKr
(B) .
π² K − 2 mω²
(A) permanecer na mesma altura.
π³ Kr (B) cair à razão de 1 cm/h.
(C) .
2π² K − mω² (C) cair à razão de 2 cm/h.
(D) crescer à razão de 1 cm/h.
4 π² Kr (E) Nenhuma delas é correta.
(D) .
4 π² K − mω²
π² Kr
(E) .
4 π² K − 2 mω²

174 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

12 Uma esfera lisa de 1 kg e densidade 0,5 g/cm³, é solta como mostra 14 O sistema a seguir encontra-se em equilíbrio. O corpo A tem massa
a figura. Determine o módulo da força que a superfície exerce sobre a de 96 kg e está sobre um superfície perfeitamente lisa. A barra B tem peso
esfera ao passar pelo ponto B. (g = 10 m/s²) desprezível e está sujeita à carga de 960 N mostrada da figura. Sendo as
polias e os fios ideais, então o valor de sen a é:
Dado: aceleração da gravidade = 10 m/s².

B
960 N
R B
A
20 cm
R 80 cm 180 cm
α
H2O

(A) 30 N.
(B) 40 N.
(C) 50 N. 1
(D) 60 N. (A) .
2
(E) 70 N .
2
(B) .
13 Dois cubos de massa m1 e m2 estão em duas partes sem atrito com 3
bloco A, que está em uma mesa horizontal. Os cubos estão conectados por 3
uma corda que passa por uma polia ideal, como mostra na figura. Sendo (C) .
4
a a aceleração mínima necessária para que os corpos não deslizem para
baixo e todo o sistema sobre ação da gravidade. Nesse caso, calcule a 4
(D) .
tração no fio. 5
5
(E) .
m2 6

15 A um objeto de massa m dá-se uma velocidade inicial u para cima,


β a ao plano inclinado. Depois de um tempo, ele passa pelo ponto B, e a força
normal de contato entre ele e a superfície de apoio cai para a metade do
valor que tinha quando o objeto estava na parte reta do plano inclinado.
m1 Sendo o coeficiente de atrito entre o objeto e o plano inclinado 0,30, qual
o valor de u?
A
α
B

m1m2 g sin ( α + β ) 2m 2m
u
(A) T = . µ = 0,3
m1 cos α + m2 cos β
4m A
m1m2 g sin ( α − β )
(B) T = .
m1 cos α + m2 cos β (A) 7,8 m/s.
m1m2 g cos ( α − β ) (B) 8,2 m/s.
(C) T = . (C) 9,6 m/s.
m1 cos α + m2 cos β
(D) 6,7 m/s.
m1m2 g sin ( α − β ) (E) 5,6 m/s.
(D) T = .
m1 cos β + m2 cos α
m1m2 g sin ( α + β )
(E) T = .
m1 cos β + m2 cos α

IME-ITA – Vol. 5 175


FÍSICA I
Assunto 10

16 Observa-se no gráfico uma esfera rígida de massa desprezível tapando 18 Para o sistema mostrado na figura, determine a velocidade instantânea
um buraco que está rodeado por dois gases que exercem pressões 2P e 5P. 3
do bloco, se no momento mostrado o disco de raio R gira com
Qual o módulo da força exercida pela esfera sobre o buraco? 2
velocidade angular ω. Os discos são concêntricos, não há deslizamentos
e os fios e as polias são ideais.

3
2R

O
r R
5P

2P

(A) 4pPr2 sen2 a.


3
4 (A) ωR.
(B) πPR 2 cos2 α. 4
3
(C) pPr2 sen2 a. (B) 1 ωR.
(D) 3pPr2 sen2. 2
(E) 2pPr2 sen2 a. (C) 1 ωR.
4
17 Um quadro está pendurado numa parede vertical por uma corda AC de
comprimento I, a qual faz um ângulo a com a parede. A altura do quadro (D) 2 ωR.
3
BC é igual a d. A parte inferior não está presa. Qual valor do coeficiente de
atrito mínimo entre o quadro e a parede para o quadro fica em equilíbrio? 4
(E) ωR.
3
A 19 Um gaveteiro cúbico de lado L e massa M tem 3 gavetas e cada
l
α C uma possui massa m uniformemente distribuída. Determine a soma das
L L L
aberturas das gavetas na iminência de tombamento a > ; b > ; c < .
2 2 2
M m
m
d
m
c
b
a

B
L ( 2M + 3 m )
(A) .
2m
l cos α + 2 d ² − l ²sen²α
(A) . L ( M + 3m)
l sen α (B) .
2m
l cos α − 2 d ² − l ²sen²α
(B)   . L( M + m)
l sen α (C) .
2m
l sen α + 2 d ² + l ²sen²α
(C)   . L ( M − 3m)
l sen α (D) .
m
l cos α − 2 d ² + l ²sen²α
(D)   .
L ( 2M − 3 m )
l cos α
(E) .
m
l sen α + 2 d ² − ²sen²α
(E)   .
l sen α

176 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

20 A figura ilustra três pequenas esferas metálicas idênticas de massas ω


iguais, carregadas com cargas iguais, presas a fios ideais de comprimentos
iguais a L e presos em um mesmo ponto no teto de um laboratório.
As esferas encontram-se em equilíbrio num mesmo plano vertical, que
contém o ponto de fixação dos fios no teto. O ângulo α ilustrado satisfaz g
qual das relações abaixo?
 α

α α
R

g cos α
(A) ω = .
R − ( l + r ) sen α
g sen α
(B) ω = .
Dados: R − ( l + r ) sen α
• Massas das esferas: m;
g cot α
• Cargas das esferas: q. (C) ω = .
R − ( l + r ) cos α
Obs.: g cot α
• Considere tanto o fio como o teto de materiais isolantes. (D) ω = .
R − ( l + r ) sen α

 α   α  g tan α


kq 2 sen    cos    (E) ω = .
 2
   kq 2 
1  2   . R − ( l + r ) sen α
(A) tan α ⋅ mg+ 2 =  − 
 2 L (1 − cos α )  2 L2  2sen2 α 1 − cos α 
    22 Uma partícula de massa m move-se em linha reta sob a ação de uma
   
força de resistência:
 α   α 
 kq 2 sen    cos   
 2  kq 2  1  2   . F = −2 v (unidades SI)
(B) tan α ⋅ mg− 2 =   − 
 2 L (1 − cos α )  2 L2  2sen2 α 1 + cos α 
    Considerando que em t = 0 a velocidade da partícula era vo, o tempo
   
transcorrido e a distância percorrida até a partícula parar é:
 α   α 
 kq 2 sen    2  cos    1
(C) tan α ⋅ mg+ 2 =
2
   kq

1  2   .
 =
(A) t 2=
m v0 ; d mv 0 v 0 .
+ 6
 2 L (1 − cos α )  2 L2  2sen2 α 1 − cos α 
    1 1
    =
(B) t = m v0 ; d mv 0 v 0 .
2 3
 α   α  5
 kq 2 sen    cos   
 2  kq 2  1  2   . =
(C) t m=
v0 ; d mv 0 v 0 .
(D) tan α ⋅ mg− 2 =   −  6
 2 L (1 − cos α )  2 L2  2sen2 α 1 − cos α 
    =
(D) t 3=
m v 0 ; d mv 0 v 0 .
   

 2
α   α  =
(E) t m=
v0 ; d mv 0 v 0 .
 kq 2 sen    cos   
 2  kq 2  1  2 3
(E) tan α ⋅ mg− 2 =   +  .
 2 L (1 − cos α )  2 L2  2sen2 α 1 − cos α 
   
   

21 Um recipiente cilíndrico de raio R, que contem certa quantidade de


líquido, gira junto com o líquido em torno de seu eixo. Junto à parede
lateral do recipiente, um fio de comprimento l sustenta uma bola de tênis
de mesa de raio r. Durante a rotação, o fio forma com a parede um ângulo
α. Determine a velocidade angular de rotação do sistema.

IME-ITA – Vol. 5 177


FÍSICA I
Assunto 10

23 Um prisma retangular que tem como base um triângulo equilátero é 25 Um buraco de profundidade h e diâmetro d é feito na parede. A fina
colocado entre duas mesas, como na figura. Qual é a menor distância d, barra de massa desprezível é colocada no lugar como mostra a figura.
em centímetros, entre as duas mesas de forma que o prisma esteja na Sabendo que o coeficiente de atrito é µ, qual é o menor comprimento L
iminência de cair? possível para a barra conseguir suportar a força G?
Dados:
• Lado do prisma: 8 cm.

=
( d + µh )( h + µd ) ⋅ d 2 + h2
(A) L .
2 µh + (1 − µ ) d2
h

=(B) L
( d − µh ) ⋅
d 2 + h2
.
µd − (1 − µ ) d
2
h
(A) 2 3.
3 ( d − µh )( h + µd ) .
(B) . (C) L =
2 2 µh + (1 − µ 2 ) d
(C)   3.
=(D) L
( d − µh )( h + µd ) ⋅ d 2 + h2
.
3 2 µh − (1 − µ ) d2
h
(D)    .
8
=(E) L
( d + µh )( h + µd ) ⋅ d 2 + h2
.
(E) 4 3. 2 µh + (1 + µ 2 ) d h

24 Uma moeda de 50 centavos, de massa m é posta a girar em cima de 26 Duas esferas 1 e 2, de massas m1 e m2, respectivamente, podem
um disco rígido a uma distância d do centro do disco. O disco é posto a mover-se ao longo de um aro circular, conforme a figura. As massas estão
rodar com aceleração angular constante e igual a a. Considerando que conectadas por uma barra rígida de massa desprezível. Sabendo que o
o coeficiente de atrito estático entre a moeda e o disco é ms, calcule o coeficiente de atrito é µ, encontre a posição de equilíbrio através do ângulo a.
intervalo de tempo, em segundos, até a moeda começar a escorregar em
relação ao disco é,aproximadamente:

m2 (1 − µ ) − µm1 (1 + µ )
(A) tan α = .
µm2 (1 − µ ) + m1 (1 + µ )
Dados:
• Massa da moeda: 9 gramas m1 (1 − µ ) − µm2 (1 + µ )
(B) cot α = .
• d = 10  dm µm2 (1 − µ ) + m1 (1 + µ )
• α =13 rad/s2
• ms = 0,5 (C) tan α =
( m2 − µm1 )(1 + µ ) .
µm2 (1 − µ ) + m1 (1 + µ )
(A) 0,1.
(B) 0,23. m2 (1 − µ ) − µm1 (1 + µ )
(D) tan α = .
(C) 0,28. µm2 (1 + µ ) + m1 (1 + µ )
(D) 0,69.
(E) 0,84. m2 (1 − µ ) − µm1 (1 + µ )
(E) tan α = .
µm2 (1 + µ ) + m1 (1 + µ )

178 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

27 A imagem representa uma pequena esfera localizada no ponto médio (A)


de uma barra de comprimento L. Se o extremo A se movimenta com uma (
FAB = 15,9 kN tracionada );
velocidade v para o instante em que f = 45° qual o valor da força da barra
sobre a esfera? (
FAC = 13,50 kN comprimida );
FBC = 16,8 kN ( comprimida ) ;
FBD = 1,65 kN ( comprimida ) ;
FCD = 15,9 kN ( tracionada ) .
(B)
(
FAB = 15,9 kN comprimida );
(
FAC = 13,5 kN tracionada );
FBC = 18,7 kN ( tracionada ) ;
FBD = 13,5 kN ( comprimida ) ;
FCD = 15,9 kN ( tracionada ) .
(C)
 v²  (
FAB = 13,5 kN comprimida );
(A) m  g − .
 L 2 (
FAC = 20,3 kN tracionada );
 v²  FBC = 16,8 kN ( comprimida ) ;
(B) m  g − .
 L  FBD = 15,9 kN ( comprimida ) ;
 2v ²  FCD = 12,5 kN ( tracionada ) .
(C) m  g − .
 L  (D)
 v²  (
FAB = 15,9 kN comprimida );
(D) m  g − 2  .
 L (
FAC = 13.50 kN tracionada );
 v² 2  FBC = 16.8 kN ( tracionada ) ;
(E) m  g − .
 2 L  FBD = 13.5 kN ( comprimida ) ;
FCD = 15.9 kN ( tracionada ) .
28 Marque a opção correta que indica as forças das barras AC e CD e se
elas estão tracionada ou comprimida. (E)
(
FAB = 15,9 kN tracionada );
(
FAC = 13.50 kN tracionada );
FBC = 16.8 kN ( comprimida ) ;
FBD = 13.5 kN ( tracionada ) ;
FCD = 15.9 kN ( comprimida ) .

29 Um cubo de massa M está apoiado contra uma parede vertical sem


atrito, fazendo um ângulo θ com o piso, conforme a figura. Calcule o
coeficiente de atrito estático mínimo μ entre o cubo e o piso, que garanta
o equilíbrio do cubo.

IME-ITA – Vol. 5 179


FÍSICA I
Assunto 10

cot g θ − 1 32 O sistema abaixo é composto por infinitas caixas de mesma massa M


(A) µ = . conectadas através de fio e polias ideais como mostra a figura. Se a
2
gravidade local vale g, qual a aceleração da primeira caixa?
tan θ − 1
(B) µ = .
2
(C) 45°.
sen θ − 1
(D) µ = .
2
cos θ − 1
(E) µ = .
2

30 Na figura a seguir, as massas das roldanas, da corda e os atritos são


desprezados. As acelerações a1 (da massa m1) e a2 (da massa m2) têm
módulos, respectivamente:

Dados: g = 10 m/s2
m1 = 4 kg e m2 = 2 kg

(A) g/16.
(B) g/8.
(C) g/6.
(D) g/4.
(E) g/2.

33 Um corpo encontra-se sobre um plano inclinado. Sobre este corpo


começa a atuar uma força F paralela ao plano inclinado. Calcule o valor
da força F mínima necessária para fazer com que o corpo tombe. Sabe-se
neste caso que o corpo não deslizará pelo plano inclinado.

Dados:
• Massa do corpo: M
• Ângulo do plano: α
• Altura: a
• Largura: b

(A) 1m/s2; 2m/s2.


(B) 5m/s2; 5m/s2.
(C) 2,5m/s2; 5m/s2.
(D) 5/3 m/s2; 5/6 m/s2.
(E) NRA.

31 (ITA) Um prisma regular hexagonal homogêneo com peso de 15 N


e aresta da base de 2,0 m é mantido de pé graças ao apoio de um dos
seus vértices da base inferior (ver figura) e à ação de uma força vertical
de suspensão de 10 N (não mostrada).
Nessas condições, o ponto de aplicação da força na base superior do mg
(A) sen α.
prisma encontra-se: 2

mg ( a cos α − b sen α )
(A) sobre o segmento RM a 2,0 m de R. (B) .
(B) sobre o segmento RN a 4,0 m de R. a sen α + b cos α
(C) sobre o segmento RN a 3,0 m de R.
mg ( a sen α + b cos α )
(D) sobre o segmento RN a 2,0 m de R. (C) .
(E) sobre o segmento RP a 2,5 m de R. a cos α − b sen α

mg b
(D) .
2 ( a cos α + b sen α )

(E) mg  a cos α − sen α  .


2  b 

180 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

34 (ITA) Um exercício sobre a dinâmica da partícula tem seu início assim


enunciado: Uma partícula está se movendo com uma aceleração cujo
 a3 
módulo é dado por µ  r + 2  , sendo r a distância entre a origem e a
 r 
partícula. Considere que a partícula foi lançada a partir de uma distância
a com uma velocidade inicial 2 µa. Existe algum erro conceitual nesse
enunciado? Por que razão?

(A) Não, porque a expressão para a velocidade é consistente com a da


aceleração.
(B) Sim, porque a expressão correta para a velocidade seria 2 a2 µ . (A) P =
rgL( h12 − h02 )sen θ.
µ (B) P =
rgL( h12 − h02 )tan θ.
(C) Sim, porque a expressão correta para a velocidade seria 2 a2 .
r (C) P =
rgL( h12 − h02 )sen ( θ /2).
a 2µ (D) P =
rgL( h12 − h02 )2 tan ( θ /2).
(D) Sim, porque a expressão correta para a velocidade seria 2 .
r (E) P =
rgL( h12 − h02 )tan ( θ /2).
(E) Sim, porque a expressão correta para a velocidade seria 2 a µ .
37 (ITA) Desde os idos de 1930, observações astronômicas indicam a
35 (ITA) Sobre uma mesa sem atrito, uma bola de massa M é presa por existência da chamada matéria escura. Tal matéria não emite luz, mas a
duas molas alinhadas, de constante de mola k e comprimento natural sua presença é inferida pela influência gravitacional que ela exerce sobre o
I0, fixadas nas extremidades da mesa. Então, a bola é deslocada a uma movimento de estrelas no interior de galáxias. Suponha que, numa galáxia,
distância x na direção perpendicular à linha inicial das molas, como mostra possa ser removida sua matéria escura de massa específica ρ > 0, que
a figura, sendo solta a seguir. se encontra uniformemente distribuída. Suponha também que no centro
dessa galáxia haja um buraco negro de massa M, em volta do qual uma
estrela de massa m descreve uma órbita circular. Considerando órbitas de
mesmo raio na presença e na ausência de matéria escura, a respeito da
força gravitacional resultante F exercida sobre a estrela e seu efeito sobre
o movimento desta, pode-se afirmar que:

(A) F é atrativa e a velocidade orbital de m não se altera na presença da


matéria escura.
(B) F é atrativa e a velocidade orbital de m é menor na presença da matéria
escura.
(C) F é atrativa e a velocidade orbital de m é maior na presença da matéria
Obtenha a aceleração da bola, usando a aproximação (1 + a)a = 1 + aa. escura.
(D) F é repulsiva e a velocidade orbital de m é maior na presença da matéria
kx escura.
(A) a = − .
M (E) F é repulsiva e a velocidade orbital de m é menor na presença da
kx 2 matéria escura.
(B) a = − .
2 Ml0
38 (ITA) Um toro de madeira cilíndrico de peso P e de 1 m de diâmetro
kx 2 deve ser erguido por cima de um obstáculo de 0,25 m de altura. Um cabo
(C) a = − .
Ml0 é enrolado ao redor do toro e puxado horizontalmente como mostra a
figura. O canto do obstáculo em A é áspero, assim como a superfície do
kx 3 toro. Nessas condições, a tração T requerida no cabo e a reação R em A,
(D) a = − .
2 Ml02 no instante em que o toro deixa de ter contato com o solo, são:
kx 3
(E) a = − .
Ml02

36 (ITA) Uma balsa tem o formato de um prisma reto de comprimento L e


seção transversal como vista na figura. Quando sem carga, ela submerge
parcialmente até uma profundidade h0. Sendo ρa massa específica da
água e g a aceleração da gravidade, e supondo seja mantido o equilíbrio
hidrostático, assinale a carga P que a balsa suporta quando submersa a
uma profundidade h1.

IME-ITA – Vol. 5 181


FÍSICA I
Assunto 10

=
(A) T P=
3, R 2 P. 41 (ITA) Um recipiente formado de duas partes cilíndricas sem fundo,
de massa m = 1,00 kg, cujas dimensões estão representadas na figura
P 2P adiante encontra-se sobre uma mesa lisa com sua extremidade inferior bem
(B)
= T = ,R .
3 3 ajustada à superfície desta. Coloca-se um líquido no recipiente e quando
o seu nível atinge uma altura h = 0,050 m, o recipiente sob a ação do
P 3 P 7 líquido se levanta. A massa específica desse líquido é:
=
(C) T = ,R .
2 2
P P 5
=
(D) T = ,R .
2 2
P 2 P 3
=
(E) T = ,R .
2 2

39 (ITA) Um tubo capilar de comprimento 5a é fechado em ambas as


extremidades e contém ar seco que preenche o espaço no tubo não
ocupado por uma coluna de mercúrio de massa específica r e comprimento
a. Quando o tubo está na posição horizontal, as colunas de ar seco medem
2a cada. Levantando-se lentamente o tubo à posição vertical, as colunas de
ar têm comprimento a e 3a. Nessas condições, a pressão no tubo capilar, (A) 0,13 g/cm³.
quando em posição horizontal, é: (B) 0,64 g/cm³.
(C) 2,55 g/cm³.
(D) 0,85 g/cm³.
(E) 0,16 g/cm³.

42 (ITA) Um hemisfério homogêneo de peso P e raio a repousa sobre uma


mesa horizontal perfeitamente lisa. Um ponto A do hemisfério está atado
a um ponto B da mesa por um fio inextensível, cujo peso é desprezível.
O centro de gravidade do hemisfério é o ponto C. Nessas condições, a
tensão no fio é:

(A) 3 gr/4.
(B) 2 gr/5.
(C) 2 gr/3.
(D) 4 gr/3.
(E) 4 gr/5.

40 No interior de uma caixa de massa M, apoiada num piso horizontal,


encontra-se fixada uma mola de constante elástica k presa a um corpo de
massa m, em equilíbrio na vertical. Conforme a figura, este corpo também
se encontra preso a um fio tracionado, de massa desprezível, fixado à OC
caixa, de modo que resulte uma deformação b da mola. Considere que a = (A) T P tan θ.
a
mola e o fio se encontram no eixo vertical de simetria da caixa. Após o
rompimento do fio, a caixa vai perder contato com o piso se: OC
(B) T P
= sen θ.
a
( M + m) g
(A) b > . OC
k (C) =T P (1 − cos θ ) .
a
( M + 2 m) g
(B) b > . a
k (D) T P
= tan θ.
OC
( M − m) g
(C) b > . a
k =
(E) T P sen θ.
OC
(2 M − m)g
(D) b > . 43 (ITA) Um vaso comunicante em forma de U possui duas colunas da
k mesma altura h = 42,0 cm, preenchidas com água até a metade.
( M − 2 m) g Em seguida, adiciona-se óleo de massa específica igual a 0,80 g/cm3 a
(E) b > .
k uma das colunas até a coluna estar totalmente preenchida, conforme a
figura B. A coluna de óleo terá comprimento de:

182 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

46 (ITA) Um recipiente cujas seções retas dos êmbolos valem S1 e S2 está


cheio de um líquido de densidade r, como mostra a figura. Os êmbolos
estão unidos entre si por um arame fino de comprimento l. Os extremos
do recipiente estão abertos. Despreze o peso dos êmbolos, do arame e
qualquer atrito. Quanto vale a tensão T no arame?

(A) 14,0 cm.


(B) 16,8 cm.
(C) 28,0 cm.
(D) 35,0 cm.
(E) 37,8 cm.
(A) T = rg/S1S2/(S1 – S2).
44 (ITA) Uma barra homogênea, apoiada em seu ponto médio, é mantida (B) T = rg/S12/(S1 – S2).
em equilíbrio tendo numa extremidade A um recipiente contendo água até (C) T = rg/S22/S1.
certa altura, com uma torneira no seu fundo. A outra extremidade B contém (D) T = rg/S12/S2.
um pequeno bloco C, de massa M, e suporta um recipiente vazio idêntico (E) T = rg/S22/(S1 – S2).
ao anterior. A partir de um certo instante, abre-se a torneira do recipiente,
permitindo a vazão de a gramas por segundo de água. Admitindo que 47 (IME) Um conjunto é constituído por dois cubos colados. O cubo
o bloco C possa deslocar-se sem atrito, este bloco sobre a barra deve base de lado L recebe, sobre o centro da sua face superior, o centro da
executar um movimento: face inferior do segundo cubo de lado L/4. Tal conjunto é imerso em um
grande reservatório no qual se encontram dois líquidos imiscíveis, com
massas específicas rA e rB, sendo rA < rB. As alturas das colunas dos
líquidos A e B são 9L/8 e 5L, respectivamente. Em uma primeira situação,
deixa-se o conjunto livre e no equilíbrio constata-se que somente o cubo
maior se encontra totalmente imerso, como mostra a figura 1. Uma força
F é uniformemente aplicada sobre a face superior exposta do cubo menor,
até que todo o conjunto fique imerso, na posição representada na figura 2.
Determine a variação desta força quando a experiência for realizada na Terra
e em um planeta X, nas mesmas condições de temperatura e pressão.

(A) retilíneo uniforme. Obs.:Admita que a imersão dos blocos não altere as alturas das colunas
(B) retilíneo uniformemente acelerado. dos líquidos.
(C) retilíneo uniformemente retardado.
(D) retilíneo com aceleração variável.
(E) qualquer.

45 (ITA) Os dois vasos comunicantes da figura abaixo são abertos,


tem seções retas iguais a S e contém um líquido de massa específica r.
Introduz-se no vaso esquerdo um cilindro maciço e homogêneo de massa
M, seção S’ < S e menos denso que o líquido. O cilindro é introduzido
e abandonado de modo que no equilíbrio seu eixo permaneça vertical.
Podemos afirmar que no equilíbrio o nível de ambos os vasos sobe:

(A) M/[r(S – S’)].


(B) M/[r(2S – S’)].
(C) M/[2r(2S – S’)].
(D) 2M/[2r(2S – S’)].
(E) M/[2rS].

IME-ITA – Vol. 5 183


FÍSICA I
Assunto 10

48 (IME) Na figura abaixo, P1, P2 e P3 são três placas metálicas de mesma 50 Um elevador possui aceleração para baixo igual à terça parte de g. Dentro
área, tendo P1 massa M1 e P2 massa M2 (M1 > M2). A placa P3, paralela do elevador está montada uma polia, cujo atrito e massa são desprezíveis,
a P2, está fixa num pedestal isolante. O fio que liga P1 a P2 é isolante e de pelo qual passa um fio inextensível onde estão pendurados dois objetos, de
massa desprezível. Na situação inicial (a da figura), a capacitância entre massas m e 3 m, respectivamente (veja a figura). Determine a aceleração
P2 e P3 é C0. Determine a expressão literal da capacitância C entre P2 e P3 de cada bloco.
quando P2 atingir a altura máxima em relação ao solo.

Dados:
• Aceleração da gravidade: g;
• distância inicial entre P2 e P3: d0;
• altura inicial de P1 e P2 em relação ao solo: h.

51 (IME) Um carro de peso Q, provido de uma rampa fixa e inclinada de


ângulo α, suporta um bloco de peso P. O coeficiente de atrito estático
entre o bloco e a rampa vale µ. Não há atrito entre o carro e o chão.

49 (IME) Um corpo de 4 kg é puxado para cima por uma corda com a Dados:
velocidade constante igual a 2 m/s. Quando atinge a altura de 7 m em P = 100 N; Q = 500 N; µ = 0,5; cos α = 0,8; sen α = 0,6; g = 10 m/s².
relação ao nível de areia de um reservatório, a corda se rompe, o corpo cai
e penetra no reservatório de areia, que proporciona uma força constante de
atrito igual a 50 N. É verificado que o corpo leva 4 s dentro do reservatório
até atingir o fundo. Faça um esboço gráfico da velocidade do corpo em
função do tempo, desde o instante em que a corda se rompe (P0) até atingir
o fundo do reservatório (P2), indicando os valores para os pontos P0, P1
e P2, sendo P1 o início do reservatório.

Determine:

O maior valor da aceleração com que o caro pode ser movimentado sem
que o corpo comece a subir a rampa. b. a intensidade F da força horizontal
correspondente.

52 (IME) Da figura abaixo, sabe-se que:

I. a mola tem constante elástica k = 1.000 N/m;


II. as massas do carrinho e do bloco são respectivamente 1,0 Kg e 9,0 kg.
A massa da mola é desprezível.
III. o coeficiente de atrito entre o bloco e o carrinho vale 0,5 e os demais
atritos são desprezíveis.

Determine a maior amplitude de oscilação possível para o sistema sem


que o bloco deslize sobre o carrinho.

184 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

53 (IME) Uma mesa giratória tem velocidade angular constante ω, em


torno do eixo y. Sobre essa mesa encontram-se dois blocos, de massa
m e M, ligados por uma corda inelástica que passa por uma roldana fixa à
mesa, conforme a figura abaixo. Considerando que não existe atrito entre
a mesa e o bloco M, determine o coeficiente de atrito mínimo entre os
dois blocos para que haja movimento relativo entre eles. Considere d a
distância dos blocos ao eixo de rotação. Despreze as massas da roldana
e da corda.

Desprezando o empuxo sobre o chumbo, calcule:

a. o valor da força de tração no cabo;


b. o volume total da barra.

Dados:
• aceleração da gravidade: 10 m/s² ;
• massa específica da água: 1.000 kg/m³

54 (IME) Ao teto de uma sala, deseja-se prender 3 molas iguais que 57 (IME) O cilindro circular reto da figura, de altura h e raio R, totalmente
deverão equilibrar, na horizontal, uma haste rígida, delgada e de peso submerso no recipiente de água de altura H, ao ser ligado por um cabo
desprezível, bem como uma viga pesada, homogênea e uniforme, de tal aos dois blocos de mesmo material e massa m passa a flutuar, mantendo
modo que a haste suporte, em seu ponto médio, a viga. Os pontos de submersos 5/6 de sua altura. Quando o mesmo cilindro mantido preso
fixação no teto devem formar um triângulo isósceles de ângulo diferente totalmente fora do recipiente com sua superfície inferior coincidindo com
em C. Determine a distância x do ponto D, a partir de extremidade livre, a superfície da água e ligado aos mesmos dois blocos é liberado, passa a
em que a viga deve ser apoiada. flutuar, mantendo submersos 4/6 de sua altura. Sabendo que a superfície
inclinada onde estão apoiados os blocos é rugosa, determine o coeficiente
de atrito entre os blocos e a superfície inclinada.

55 Existe uma ponte de forma parabólica sobre um rio com d = 100 m de


largura. O ponto mais alto da ponte está 5 m acima da base dela mesma.
Um carro de massa 1.000 kg está atravessando a ponte a uma velocidade
constante de 20 m/s. Calcule a força feita na ponte pelo carro quando ele
está no ponto mais alto da ponte.
58 (IME) O flutuador da figura é constituído de duas vigas de madeira
a
de comprimento b e seções a · a e a ⋅ distantes I de centro a centro.
2
Sobre as vigas existe uma plataforma de peso desprezível. Determinar,
em função de a, b, l, P, e g a posição x da carga P para que a plataforma
permaneça na horizontal.

56 (IME) Uma barra uniforme e delgada AB de 3,6 m de comprimento,


pesando 120 N, é segura na extremidade B por um cabo, possuindo na
extremidade A um peso de chumbo de 60 N. A barra flutua em água, com
metade do seu comprimento submerso, como é mostrado na figura abaixo.

IME-ITA – Vol. 5 185


FÍSICA I
Assunto 10

61 (IME) Uma mola com constante elástica k, que está presa a uma parede
vertical, encontra-se inicialmente comprimida de Δx por um pequeno bloco
de massa m, conforme mostra a figura. Após liberado do repouso, o bloco
desloca-se ao longo da superfície horizontal lisa EG, com atrito desprezível,
e passa a percorrer um trecho rugoso DE até atingir o repouso na estrutura
(que permanece em equilíbrio), formada por barras articuladas com peso
desprezível. Determine os valores das reações horizontal e vertical no apoio
A e da reação vertical no apoio B, além das reações horizontal e vertical
nas ligações em C, D e F.
Dados: Dados:
• g = peso específico da água; • constante elástica: k = 100 kN/m;
• densidade da madeira em relação a água = 0,80. • compressão da mola: Δx = 2 cm;
• massa do bloco: m = 10 kg;
59 (IME) Quatro barras homogêneas AB, BC, CD e DE, de peso P cada • coeficiente de atrito cinético do trecho DE: μc = 0,20;
uma, estão articuladas entre si como indica a figura. Sustentam-se, com • aceleração gravitacional: g = 10 m/s2.
as mãos, os extremos A e E de forma que estejam sobre uma mesma
reta horizontal e que, ao estabelecer-se o equilíbrio, a ação efetuada nos
extremos sobre cada mão tenha um componente horizontal igual a 2P.
Admite-se que as barras AB e ED possam girar livremente ao redor dos
extremos fixos A e E e que não haja atrito nas articulações.
Calcule o ângulo α que a barra DE forma com a horizontal.

60 (IME) A figura ilustra um plano inclinado com ângulo θ = 30° cuja


superfície apresenta atrito. Um bloco de massa m = 1 kg, carregado
eletricamente com a carga negativa q = 10–2 C, apresenta velocidade 62 (IME) Uma placa homogênea tem a forma de um triangulo equilátero
inicial v0 = 2 m/s e realiza um movimento retilíneo sobre o eixo x (paralelo de lado L, espessura L/10 e massa especifica µ = 5 g/cm3. A placa é
ao plano horizontal) a partir do instante t = 0. Além disso, este bloco se sustentada por dobradiças nos pontos A e B, e por um fio, EC, conforme
encontra submetido à força constante F = 4,5 N na direção x e a um campo mostra a figura. Um cubo homogêneo de aresta L/10, feito do mesmo
magnético B = 100 T normal à superfície (direção z). Considerando que material da placa, é colocado com o centro de uma das faces sobre o ponto
o gráfico ilustra o trabalho da força resultante R que age sobre o bloco em L 3
F, localizado sobre a linha CD, distando do vértice C. Considere as
função da distância percorrida, determine: 6
dimensões em cm e adote g = 10 m/s2. Determine, em função de L:
a. o tempo gasto e a velocidade do bloco após percorrer 60 m;
b. os gráficos das componentes da força de atrito (direções x e y) em a. os pesos da placa e do cubo em newtons;
função do tempo até o bloco percorrer 60 m. b. a tração no fio CE em newtons.

Dado: Aceleração da gravidade: g = 10 m/s2.

186 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

63 Encontre o período de oscilação do líquido mostrado na figura ao lado. 66 (IME) Cinco cubos idênticos, de aresta L e massa específica μ, estão
O comprimento total da coluna de água é l, o tubo da esquerda é vertical dispostos em um sistema em equilíbrio, como mostra a figura. Uma mola
e o tubo da direita faz um ângulo de 30° com a horizontal. A aceleração de constante elástica k é comprimida e ligada ao centro do cubo, que se
da gravidade é g. encontra sobre o pistão do cilindro maior de diâmetro D de um dispositivo
hidráulico. Os demais cilindros deste dispositivo são idênticos e possuem
diâmetro d. Em uma das extremidades do dispositivo hidráulico existe um
cubo suspenso por um braço de alavanca. Na outra extremidade existe
outro cubo ligado a fios ideais e a um conjunto de roldanas. Este conjunto
mantém suspenso um cubo totalmente imerso em um líquido de massa
específica ρ. Sendo g a aceleração da gravidade e desprezando as massas,
pistões, fios e roldanas, determine:

a. a relação La/Lb dos comprimentos do braço de alavanca no equilíbrio


em função de ρ e μ.;
b. o comprimento Δx de compressão da mola para o equilíbrio.

64 (OBF) Um recipiente oco, fechado e transparente é fixado sobre


uma superfície plana, como ilustra a figura a seguir. A face inclinada do
recipiente faz um ângulo de 60° com a horizontal. O recipiente encontra-se
completamente cheio com um certo líquido e contém em seu interior um
bloco feito de material duas vezes menos denso que o líquido.

67 (IME) Foi estabelecido vácuo entre dois hemisférios ocos de raio R


e com espessura de parede desprezível. A diferença de pressão entre o
interior e o meio exterior é p. Determine o valor da força necessária para
a. Determine o valor do coeficiente de atrito estático me entre o recipiente separar os dois hemisférios.
e o bloco, sabendo que na iminência de movimento este tende a se
deslocar ascendentemente ao longo da face inclinada.
b. Calcule a diferença me – mc entre os coeficientes de atrito estático e
cinético, considerando que, ao iniciar o movimento, o bloco desloca-
-se ascendentemente de 10 cm ao longo da face inclinada durante o
tempo de 1 s.

65 (IME) Um corpo de 500 g de massa está inicialmente ligado a uma


mola. O seu movimento é registrado pelo gráfico a seguir, que mostra a
aceleração em função da posição, a partir do ponto em que a mola se
encontra com a compressão máxima. A abscissa x = 0 corresponde á 68 (IME) Um objeto de massa m é construído ao seccionar-se ao meio
posição em que a deformação da mola é nula. Nesta posição, o corpo foi um cubo de aresta a pelo plano que passa pelos seus vértices ABCD,
completamente liberado da mola e ficou submetido à aceleração registrada como mostrado nas figuras abaixo. O objeto é parcialmente imerso em
no gráfico. Determine: água, mas mantido em equilíbrio por duas forças, F1 e F2. Determine:

a. o módulo do empuxo que age sobre o objeto;


b. os pontos de aplicação do empuxo e do peso que agem sobre o objeto;
c. os módulos e os pontos de aplicação das forças verticais F1 e F2
capazes de equilibrar o objeto.

a. a variação da quantidade de movimento no 2 s após o corpo ser


liberado da mola;
b. o trabalho total realizado desde o começo do registro em x = –0,5 m
até x = 3 m.

IME-ITA – Vol. 5 187


FÍSICA I
Assunto 10

71 (ITA) Na figura ao lado, temos uma balança que se equilibra


sustentando dois cilindros, de comprimento L, de mesmo volume e
material. O comprimento dos braços da balança é R. Ao lado dos cilindros
estão dois vasos idênticos, contendo líquidos de densidades d1 e d2, com
as alturas indicadas. Colocando os cilindros dentro dos vasos, a balança
se desequilibra, subindo do lado 2 até que seus braços formem um ângulo
de 30° com a horizontal. Supondo que, após mergulhados os cilindros,
as alturas dos líquidos nos frascos continuam sensivelmente iguais às
anteriores, procure uma expressão para a relação das densidades d1/d2,
sendo conhecidos R e L (R < L)

Dados:
• aceleração da gravidade (g);
• massa específica da água (µ); 72 (ITA) Um cubo de 1 cm de lado, construído de material homogêneo
• profundidade de imersão (h); de massa específica 10 g/cm³, está em equilíbrio na fronteira de dois
• a massa m é uniformemente distribuída pelo volume do objeto. líquidos, L1 e L2, de densidades respectivamente iguais a r1 = 14 g/cm3 e
r2 = 2 g/cm3, com uma altura h1 submersa em L1 e h2 submersa em L2.
69 (ITA) Na figura, tem-se uma barra de massa M e comprimento L, Posteriormente, L2 é substituído por um líquido L3, de densidade r3, e o
homogênea, suspensa por dois fios ideais. Uma força FH, horizontal, pode cubo assume nova posição de equilíbrio, de tal forma que a parte submersa
provocar um deslocamento lateral da barra. Nestas condições, esboce um em L3 seja h3 = 2h2. Determine h1, h2 e r3.
gráfico que represente a variação da força FH com o ângulo θ.
73 Quatro vigas, cada uma de comprimento 2a, estão pregadas em seus
pontos médios, para formar o sistema de suporte representado. Supondo
que nas conexões somente se exerçam forças verticais, determine as
reações verticais em A, D, E e H.

70 (ITA) Uma barra prismática e homogênea apresenta comprimento l e


densidade µ. Uma das extremidades é fixada a um ponto S, em torno do
qual a barra pode girar livremente. Parte da barra é mergulhada em água
(densidade µa), como indica a figura; o ponto S situa-se acima da superfície
74 (ITA) Um tanque fechado de altura h2 e área de seção S comunica-se
livre da água, a uma distância h desta. Calcule a distância entre o ponto
com um tubo aberto na outra extremidade, conforme a figura. O tanque
S e o ponto A em que o eixo longitudinal da barra atravessa a superfície
está inteiramente cheio de óleo, cuja altura no tubo aberto, acima da base
livre da água, supondo que a barra se equilibre obliquamente.
do tanque, é h1. São conhecidos, além de h1 e h2: a pressão atmosférica
local, a qual equivale a uma altura H de mercúrio de massa específica
rm; a massa específica rO do óleo; a aceleração da gravidade g. Nessas
condições, determine a pressão na face inferior da tampa S.

188 IME-ITA – Vol. 5


Dinâmica e estática FÍSICA I
Assunto 10

75 (ITA) A figura mostra um sistema formado por dois blocos, A e B, cada 78 (ITA) Uma esfera maciça de massa específica ρ e volume V está imersa
um com massa m. O bloco A pode deslocar-se sobre a superfície plana e entre dois líquidos, cujas massas específicas são ρ1 e ρ2, respectivamente,
horizontal onde se encontra. O bloco B está conectado a um fio inextensível estando suspensa por uma corda e uma mola de constante elástica k,
fixado à parede, e que passa por uma polia ideal com eixo preso ao bloco conforme mostra a figura. No equilíbrio, 70% do volume da esfera está no
A. Um suporte vertical sem atrito mantém o bloco B descendo sempre líquido 1 e 30% no líquido 2. Sendo g a aceleração da gravidade, determine
paralelo a ele, conforme mostra a figura. a força de tração na corda.

Sendo μ o coeficiente de atrito cinético entre o bloco A e a superfície, g a


aceleração da gravidade e θ = 30° mantido constante, determine a tração
no fio após o sistema ser abandonado do repouso.

76 (ITA) O arranjo de polias da figura é preso ao teto para erguer uma


massa de 24 kg, sendo os fios inextensíveis, e desprezíveis as massas
das polias e dos atritos. Desprezando os atritos, determine:
79 (ITA) Chapas retangulares rígidas, iguais e homogêneas, são
sobrepostas e deslocadas entre si, formando um conjunto que se apoia
parcialmente na borda de uma calçada. A figura ilustra esse conjunto com
n chapas, bem como a distância D alcançada pela sua parte suspensa.
Desenvolva uma fórmula geral da máxima distância D possível de modo
que o conjunto ainda se mantenha em equilíbrio. A seguir, calcule essa
distância D em função do comprimento L de cada chapa, para n = 6
unidades.

a. O valor do módulo da força necessária para equilibrar o sistema.


b. O valor do módulo da força F necessária para erguer a massa com
velocidade constante.
c. A força (F ou peso?) que realiza maior trabalho, em módulo, durante o
tempo T em que a massa está sendo erguida com velocidade constante. 80 (ITA) Um cilindro de diâmetro D e altura h repousa sobre um disco
que gira num plano horizontal, com velocidade angular ω. Considere o
77 (ITA) Uma barra homogênea, articulada no pino O, é mantida na coeficiente de atrito entre o disco e o cilindro μ > D/h, L a distância entre o
posição horizontal por um fio fixado a uma distância x de O. Como mostra eixo do disco e o eixo do cilindro, e g o módulo da aceleração da gravidade.
a figura, o fio passa por um conjunto de três polias que também sustentam O cilindro pode escapar do movimento circular de duas maneiras: por
um bloco de peso P. Desprezando efeitos de atrito e o peso das polias, tombamento ou por deslizamento. Mostre o que ocorrerá primeiro, em
determine a força de ação do pino O sobre a barra. função das variáveis dadas.

IME-ITA – Vol. 5 189


FÍSICA I
Assunto 10

81 (IPHO) Uma barra gira com velocidade angular constante ω em torno 83 (ITA) Num dos pratos de uma balança que se encontra em equilibrio
de um eixo vertical. O ângulo da barra com a horizontal é α. Na barra existe estático, uma mosca de massa m está em repouso no fundo de um frasco
um anel que pode deslizar sobre sua superfície. O coeficiente de atrito de massa M. Mostre em que condições a mosca poderá voar dentro do
entre o anel e a superfície da barra é µ. Determine sob que condições o frasco sem que o equilíbrio seja afetado.
anel fica a uma distância L do ponto mais baixo da barra.

84 Um recipiente tem a forma de um prisma. O fundo do recipiente é


um retângulo, com dimensões a e b. Encheram o recipiente de líquido,
cuja densidade é r, até uma altura h. Determine a força com que as
paredes laterais atuam sobre o fundo do recipiente. O peso das paredes
82 Coloca-se um vaso com abertura no fundo em um carrinho. A massa é desprezível.
do vaso com o carrinho é M, a área da base do vaso é S. Com que força F
é necessário puxar o carrinho, para que no vaso fique a máxima quantidade
de água? As dimensões do vaso são indicadas na figura. Não existe fricção.

190 IME-ITA – Vol. 5


FÍSICA I ASSUNTO

Energia, quantidade de movimento e gravitação


11
1. Trabalho de uma força constante 5. Energia potencial gravitacional
  Podemos definir a energia potencial gravitacional de um corpo em
  F · s · cos relação a um referencial como:

Ds

Epg = m · g · h

Unidade no SI: [J] joule.

θ Em que h é a altura do corpo em relação ao referencial.


F
Logo:
τP = m · g · hA – m · g · hB = –∆Epg
2. Trabalho de uma força variável Em um deslocamento de um ponto de altura hA a um ponto de altura hB.

F
6. Trabalho da força elástica
F

kx
S

τ = área X
x
Obs.: A área acima do eixo S é positiva, já a área abaixo do eixo S é negativa.
A área é dada por k · x · x/2 = k · x2/2. Logo:

3. Trabalho resultante 1
τ Fel = − k · x 2
É o trabalho realizado pela força resultante, que pode ser calculado 2
pela soma dos trabalhos das forças que atuam no corpo.
7. Energia potencial elástica
4. Trabalho da força peso Podemos definir a energia potencial elástica da mola como:

τP = ± P · h
k · x2
E pel =
corpo descendo corpo subindo 2

A B em que x é o deslocamento da mola da sua posição de equilíbrio.

Unidade no SI: [J] joule.


h
Logo:

k · x 2A k · x B2
τ Fel = − = −∆E pel
B A 2 2
τp = P · h τp = –P · h
entre um ponto de deformação xA da mola e um ponto de deformação xB.

IME-ITA – Vol. 5 191


FÍSICA I
Assunto 11

8. Teorema do trabalho-energia cinética 13. Potência instantânea


m · v i2 m · v f
2
Interpretaremos as quantidades e como as energias P = F · V · cos θ
2 2
cinéticas do corpo, quando este possui velocidades vi e vf, respectivamente.
Em que v é a velocidade do corpo naquele instante e θ é o ângulo
São energias associadas ao movimento do corpo, ou seja, quando este
entre a força e a velocidade.
possui uma velocidade. Logo:

m · v2 14. Cálculo do trabalho pelo gráfico P × t


Ec =
2
P
Unidade no SI: [J] joule.

Dessa forma, descobrimos, pela última expressão, que “o trabalho da


força resultante que atua em um corpo é igual à variação da sua energia
cinética”. Ou seja:
τ FR = ECf − ECi
τ
τFR = ∆EC

9. Energia mecânica τ = área


t

A energia mecânica de um corpo é dada pela soma das energias


cinéticas e potencial (gravitacional, elástica e elétrica) de um corpo em
certo instante. 15. Rendimento (η)
Emec = Ec + Ep Pottotal = Potdissipada + Potútil

10. Sistema mecânico conservativo Potútil


η=
Sistema em que, devido à atuação de forças conservativas (peso, Pottotal
força elétrica, força elástica) ou à atuação delas e de forças internas, a
energia mecânica não se altera.
16. Quantidade de movimento
∆Emec = 0
(momento linear ou momentum) de um
corpo
11. Sistema mecânico não conservativo Unidade SI de quantidade de movimento: [kg · m/s]
Sistema sujeito à ação de forças não conservativas, ou seja, forças
que dissipam ou concedem energia. A principal delas é a força de atrito, Grandeza física vetorial definida pelo produto da massa de um corpo
que é dissipativa. pela sua velocidade vetorial instantânea.

  Q
forças não conservativas  Emecf  Emecinicial  Emec Q=m·v

v

12. Potência média


Como todo conceito de valor médio, a potência média de uma força é
o trabalho total realizado por essa força dividido pelo tempo que se levou
17. Impulso de uma força constante
para realizar todo o trabalho:  
I = F · ∆t

total
Pot m 
t

192 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

18. Impulso de uma força variável no 22. Centro de massa


tempo É o ponto onde está concentrada a massa de um sistema físico.
F Sua posição é dada pela média ponderada das posições das diversas
partículas do sistema.
n

 ∑m ·s
i=l
i i
SCM = n

I
    
|I| = área ∑m
i=l
i

t Derivando a relação acima em relação ao tempo, uma e duas vezes,


obteremos, respectivamente, as expressões da velocidade e aceleração
19. Teorema do impulso do centro de massa do sistema.

  n n
 
I = ∆Q
 ∑ m ·v
i=l
i i

∑m ·a
i=l
i i
VCM = aCM =
O teorema do impulso nos diz que o impulso de uma força externa n n
aplicada em um corpo é equivalente à variação da quantidade de movimento
desse corpo.
∑m
i=l
i ∑m
i=l
i

20. Conservação da quantidade de Para sistemas isolados, a variação da quantidade de movimento do centro
de massa é nula, já que o centro de massa se comporta como o sistema.
movimento
  
Fext = 0 → I = 0 → ∆Q = 0
23. Lei de Newton da gravitação
universal
 
  Qxinicial = Qx final A força de atração gravitacional entre duas massas é diretamente
Qinicial = Qfinal    proporcional aos produtos das massas e inversamente proporcional ao
Qyinicial = Qy final quadrado da distância dos centros de massa.

 MM
FG = G 1 2 2
21. Choques ou colisões d
Em qualquer choque ou colisão:
24. Campo gravitacional
DQ = 0     Mm   M
FG = m · g → FG = m · g → G 2 = m · g → g = G 2
d d
21.1 Coeficiente de restituição →
O nome usual da força gravitacional é a força peso, (g ) também
Podemos definir o coeficiente de restituição como a razão entre a chamado de aceleração da gravidade.
velocidade relativa de afastamento e a velocidade relativa de aproximação
de dois corpos. 24.1 Aceleração da gravidade na superfície da
vel. rel. afastamento Terra
e=
vel. rel. aproximação MTerra
gsup = G 2
RTerra
21.2 Choque perfeitamente elástico
24.2 Aceleração da gravidade em um ponto
e=1 DEc = 0 externo à Terra
MTerra
21.3 Choque parcialmente elástico g' = G
r2
0<e<1 DEc < 0

21.4 Choque inelástico


e=0 DEc < 0

IME-ITA – Vol. 5 193


FÍSICA I
Assunto 11

24.3 Aceleração da gravidade em um ponto 27.2 Segunda lei de Kepler ou lei das áreas
interior à Terra O vetor posição do centro de massa de um planeta do Sistema Solar
em relação ao centro de massa do Sol “varre” áreas iguais em intervalos
g" = k · r de tempos iguais, não importando a posição do planeta em sua órbita.
4 πρG
k=
3 27.3 Terceira lei de Kepler ou lei dos períodos
Para qualquer planeta do Sistema Solar, o quociente do cubo do raio
Graficamente:
médio da órbita pelo quadrado do período de revolução em torno do Sol
g é constante.
MTerra 3 3
G g = kr rplaneta 1 rplaneta 2
RT2erra 2
= 2
Tplaneta 1 Tplaneta 2

MTerra
G
r2 28. Momento angular
Expressão geral:
r  
L = m · r · v · sen θ
RTerra

Para movimentos em que o vetor velocidade é perpendicular ao vetor


25. Energia potencial gravitacional posição → θ = 90°:
Adotando a energia potencial gravitacional no infinito como nula, L = mr2ω
temos:

E pg = −G
Mm 28.1 Conservação do momento angular
r Para que a variação do momento angular seja nula, o torque resultante
sobre o sistema deve ser nulo. Dessa forma:
26. Satélites

dL 
26.1 Velocidade orbital dt
= 0 ⇔ τres = 0

GMTerra
v= Logo, um movimento submetido apenas a forças centrais, como o
r
movimento orbital de planetas ao redor do Sol, nunca terá seu momento
angular alterado, já que o torque em torno do centro será sempre nulo.
26.2 Período de revolução

r3
T = 2π
GMTerra
01 (IME-2009)

26.3 Satélites estacionários V


São satélites utilizados nas telecomunicações. Possuem o período
de rotação igual ao da Terra (24h). Substituindo esse valor na expressão P
do período (acima), obteremos que o raio de órbita desses satélites é de L
aproximadamente 6,7RTerra. A
T
26.4 Velocidade de escape A
F
v e = 2 gRTerra O
R
M
27. Leis de Kepler A solo
I
27.1 Primeira lei de Kepler ou lei das órbitas
0 T1 T2 T3 T4
Adotando-se o Sol como referencial, todos os planetas movem-se
descrevendo órbitas elípticas, tendo o Sol como um dos focos da elipse.

194 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

Na figura dada, o bloco realiza o movimento descrito a seguir: 02 (IME) Duas partículas A e B de massas mA = 0,1 kg e mB = 0,2 kg
sofrem colisão não frontal. As componentes x e y do vetor quantidade de
– Em t = 0, desloca-se para a direita, com velocidade constante; movimento em função do tempo são apresentadas nos gráficos abaixo.
– Em t = t1, cai da plataforma; Considere as seguintes afirmativas:
– Em t = t2, atinge o solo e continua a se mover para a direita, sem
quicar; Px (kgm/s)

– Em t = t3, é lançado para cima, pela ação do impulso I ; A
– Em t = t4, volta a atingir o solo. 4
B
3
Nessas condições, a opção que melhor representa graficamente a energia 2
cinética do bloco em função do tempo é:
1
A
(A) 0
B T (10–3 s)
Ec

Py (kgm/s)

A
2
1
0 T1 T2 T3 T4 tempo A, B
0
T (10–3 s)
(B) –1
Ec B
–2

I. A energia cinética total é conservada.


II. A quantidade de movimento total é conservada.
III. O impulso correspondente à partícula B é 2i + 4j.
IV. O impulso correspondente à partícula A é –3i + 2j.
0 T1 T2 T3 T4 tempo
As afirmativas corretas são apenas:
(C)
Ec (A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

03 (IME) Um planeta de massa m e raio r gravita ao redor de uma estrela


0 T1 T2 T3 T4 tempo de massa M em uma órbita circular de raio R e período T. Um pêndulo
simples de comprimento L apresenta, sobre a superfície do planeta, um
(D) período de oscilação t. Dado que a constante de gravitação universal é G
Ec e que a aceleração da gravidade, na superfície do planeta, é g, as massas
da estrela e do planeta são, respectivamente:

4 π2 r 2 R 4 πLr 2
(A) e 2 .
T 2G tG
4 π2 R 3 4 πL2 r 2
(B) e 2 .
0 T1 T2 T3 T4 tempo T 2G tG
4 π2 R 3 4 π2 Lr 2
(E) (C) e 2 .
Ec T 2G tG
4 π2 rR 2 4 π2 L3
(D) e 2 .
T 2G tG
4 π2 rR 2 4 π2 L2 r
(E) e 2 .
T 2G tG

0 T1 T2 T3 T4 tempo

IME-ITA – Vol. 5 195


FÍSICA I
Assunto 11

04 (IME) No interior da Estação Espacial Internacional, que está em órbita 07 (IME)


em torno da Terra a uma altura correspondente a aproximadamente 5% do
raio da Terra, o valor da aceleração da gravidade é:
m
(A) aproximadamente zero.
(B) aproximadamente 10% do valor na superfície da Terra.
(C) aproximadamente 90% do valor na superfície da Terra. D
(D) duas vezes o valor na superfície da Terra.
(E) igual ao valor na superfície da Terra.

05 (IME) Na situação I da figura, em equilíbrio estático, a Massa M, presa r


a molas idênticas, está a uma altura h/3. Na situação II, a mola inferior M
é subitamente retirada. As molas, em repouso, têm comprimento h/2.
O módulo da velocidade da massa M na iminência de tocar o solo na
situação II é:

situação I situação II
A figura acima apresenta um pequeno corpo de massa m em queda livre
na direção do centro de um planeta de massa M e de raio r sem atmosfera,
h
cujas superfícies distam D. É correto afirmar que, se D >> r e M >> m,
a aceleração do corpo:

mola 1 mola 1 (A) é constante.


(B) não depende da massa do planeta.
(C) diminui com o tempo.
h/2 (D) aumenta com o tempo.
(E) depende da massa do corpo.
h/3
massa M 08 (IME)

mola 2 massa M
0

Hr
reservatório superior
Na situação I da figura, em equilíbrio estático, a massa M, presa a molas
idênticas, está a uma altura h/3. Na situação II, a mola inferior é subitamente
retirada. As molas, em repouso, têm comprimento h/2. O módulo da
velocidade da massa M na iminência de tocar o solo na situação II é: Hs bomba

Obs.: g: aceleração da gravidade.

(A) 4 gh/[2 2 ].
(B) 3 gh/[2 2 ].
reservatório inferior
(C) 2 gh/[2 2 ].
(D) gh/[2 2 ]. A figura acima representa o sistema de bombeamento de água de
(E) 0. uma residência. As alturas de sucção (HS) e recalque (HR) valem,
respectivamente, 10 e 15 m. O sistema é projetado para trabalhar com
06 (IME) Três satélites orbitam ao redor da Terra: o satélite S1 em uma uma vazão de 54 m3/h. A bomba que efetua o recalque da água é acionada
órbita elíptica com o semieixo maior a1 e o semieixo menor b1; o satélite por um motor elétrico, de corrente contínua, que é alimentado por uma
S2 em outra órbita elíptica com semieixo maior a2 e semieixo menor b2; e tensão de 200 V. A corrente de operação do motor, em ampères, para que
o satélite S 3 em uma órbita circular com raio r. Considerando que o sistema opere com a vazão projetada é, aproximadamente:
r = a 1 = b2, a1 ≠ b1 e a2 ≠ b2, é correto afirmar que:
Obs.: As perdas internas do motor elétrico e da bomba são desprezíveis.
(A) os períodos de revolução dos três satélites são iguais. Dados:
(B) os períodos de revolução dos três satélites são diferentes. • as perdas devido ao acoplamento entre o motor e a bomba são de 30%;
(C) S1 e S3 têm períodos de revolução idênticos, maiores do que o de S2. • aceleração da gravidade: g =10 m/s²;
(D) S1 e S3 têm períodos de revolução idênticos, menores do que o de S2. • massa específica da água: 1 kg/m3.
(E) S2 e S3 têm períodos de revolução idênticos, maiores do que o de S1.
(A) 13.
(B) 19.
(C) 27.
(D) 33.
(E) 39.

196 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

09 (IME) 11 (IME)

v
m1 + m2
A
piso rugoso 1+2
piso liso
P
hmax
m1 R R
v1 = 1 m/s β
1 x
60°
Um objeto puntiforme de massa m é lançado do ponto A descrevendo
inicialmente uma trajetória circular de raio R, como mostrado na figura
acima. Ao passar pelo ponto P o módulo da força resultante sobre o objeto
v2 = 2 m/s
é 17 mg, sendo g a aceleração da gravidade. A altura máxima hmax que
o objeto atinge na rampa é:
2
(A) 3R.
Duas bolas, 1 e 2, movem-se em um piso perfeitamente liso. A bola 1, (B) ( )
17 − 1 R.
de massa m1 = 2 kg, move-se no sentido da esquerda para direita com
velocidade v1 = 1 m/s. A bola 2, de massa m2 = 1 kg, move-se com (C) ( 17 + 1) R.
ângulo de 60° com o eixo x, com velocidade v2 = 2 m/s. Sabe-se que o (D) ( 17 + 2 ) R.
coeficiente de atrito cinético entre as bolas e o piso rugoso é m = 0,1 sec2 b
e a aceleração gravitacional é 10 m/s². Ao colidirem, permanecem unidas (E) 18R.
após o choque e movimentam-se em um outro piso rugoso, conforme
mostra a figura. A distância percorrida, em metros, pelo conjunto bola 1 12 (ITA) Considere a Terra como uma esfera homogênea de raio R que gira
e bola 2 até parar é igual a: com velocidade angular uniforme ω em torno do seu próprio eixo Norte-Sul.
Na hipótese de ausência de rotação da Terra, sabe-se que a aceleração da
(A) 0,2. gravidade seria dada por g = GM/R2. Como ω ≠ 0,um corpo em repouso
(B) 0,5. na superfície da Terra na realidade fica sujeito forçosamente a um peso
(C) 0,7. aparente, que pode ser medido, por exemplo, por um dinamômetro, cuja
(D) 0,9. direção pode não passar pelo centro do planeta. Então, o peso aparente de
(E) 1,2. um corpo de massa m em repouso na superfície da Terra a uma latitude λ
é dado por:
10 (IME) Um corpo de 300 g de massa é lançado de uma altura de
2,20 m em relação ao chão como mostrado na figura abaixo. O vetor N
velocidade inicial vo tem módulo de 20 m/s e faz um ângulo de 60° com a ω
vertical. O módulo do vetor diferença entre o momento linear no instante
do lançamento e o momento linear no instante em que o objeto atinge o m
R
solo, em kg · m/s, é:
λ
Equador
60°
v0 = 20 m/s

S
2,20 m

(A) mg – mω R cos λ.
2

(B) mg – mω2 R sen2 λ.


(C) mg 1 − 2ω2 R /g + ( ω2 R /g)2  sen2 λ .

(D) mg 1 − 2ω2 R /g + ( ω2 R /g)2  cos2 λ .


Dado: aceleração da gravidade: 10 m/s2.
(E) mg 1 − 2ω2 R /g − ( ω2 R /g)2  sen2 λ .
(A) 0,60.
(B) 1,80.
(C) 2,25.
(D) 3,00.
(E) 6,60.

IME-ITA – Vol. 5 197


FÍSICA I
Assunto 11

13 (ITA) Considere um segmento de reta que liga o centro de qualquer 16 (ITA) Um fio de comprimento L = 1 m tem, fixo em uma de suas
planeta do sistema solar ao centro do Sol. De acordo com a segunda lei de extremidades, um corpo de massa m = 2 kg, enquanto a outra extremidade
Kepler, tal segmento percorre áreas iguais em tempos iguais. Considere, acha-se presa no ponto O de um plano inclinado. O plano inclinado forma
então, que em dado instante deixasse de existir o efeito da gravitação entre um ângulo θ = 30° com o plano horizontal. O coeficiente de atrito entre
o Sol e o planeta. Assinale a alternativa correta: o corpo e a superfície do plano inclinado é 0,25. Inicialmente, o corpo é
colocado na posição A, em que o fio está completamente esticado e paralelo
(A) O segmento de reta em questão continuaria a percorrer áreas iguais ao plano horizontal. Em seguida, abandona-se o corpo com velocidade
em tempos iguais. inicial nula. Calcular a energia dissipada por atrito, correspondente ao arco
(B) A órbita do planeta continuaria a ser elíptica, porém com focos AB, sendo B a posição mais baixa que o corpo pode atingir.
diferentes e a segunda lei de Kepler continuaria válida. Dado: g = 10 m/s².
(C) A órbita do planeta deixaria de ser elíptica e a segunda lei de Kepler
não seria mais válida.
(D) A segunda lei de Kepler só é válida quando se considera uma força
que depende do inverso do quadrado das distâncias entre os corpos A
e, portanto, deser válida. m L
(E) O planeta se dirigiria em direção ao Sol.
O
14 (ITA) Um pequeno camundongo de massa M corre em um plano
vertical no interior de um cilindro de massa m e eixo horizontal. Suponha-se

°
que o ratinho alcance a posição indicada na figura imediatamente no início

30
de sua corrida, nela permanecendo devido ao movimento giratório de

q=
B
reação do cilindro, suposto ocorrer sem resistência de qualquer natureza.
A energia despendida pelo ratinho durante um intervalo de tempo T para
se manter na mesma posição enquanto corre é:

cilindro
→ (A) 6,8 J.
g (B) 4,3 J.
(C) 3,1 J.
camundongo
(D) 10,0 J.
(E) 16,8 J.
( )
(A) E = M 2 / 2 m g 2T 2 .
17 (ITA) Uma bola de massa m é lançada com velocidade inicial v0 para o
(B) E = Mg 2T 2 .
interior de um canhão de massa M, que se acha inicialmente em repouso
( )
(C) E = m2 / M g 2T 2 . sobre uma superfície lisa e sem atrito, conforme mostra a figura. O canhão
(D) E = mg T .
2 2 é dotado de uma mola. Após a colisão, a mola, que estava distendida, fica
(E) n.d.a. comprimida ao máximo e a bola fica aderida ao sistema, mantendo a mola
na posição de compressão máxima. Supondo que a energia mecânica do
15 (ITA) Um corpo de massa M, mostrado na figura, é preso a um fio sistema permaneça constante, a fração da energia cinética inicial da bola
leve, inextensível, que passa através do orifício central de uma mesa lisa. que ficará armazenada em forma de energia potencial elástica será igual
Considere que inicialmente o corpo se move ao longo de uma circunferência a:
sem atrito. O fio é, então, puxado para baixo, aplicando-se uma força F,
M
constante, à sua extremidade livre. Podemos afirmar que:


m v0
M


F

(A) o corpo permanecerá ao longo da mesma circunferência. (A) m/M.


(B) a força F não realiza trabalho, pois é perpendicular à trajetória. (B) M/m.
(C) a potência instantânea de F é nula. (C) M(m + M).
(D) o trabalho de F é igual à variação de energia cinética do corpo. (D) m/(m + M).
(E) o corpo descreverá uma trajetória elíptica sobre a mesa. (E) 1.

198 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

18 (ITA) Suponha um cenário de ficção científica em que a Terra é atingida 20 (ITA) Em uma dada balança, a leitura é baseada na deformação de uma
por um imenso meteoro. Em consequência do impacto, somento o módulo mola quando um objeto é colocado sobre sua plataforma. Considerando
da velocidade da Terra é alterado, sendo V0 seu valor imediatamente após a Terra como uma esfera homogênea, assinale a opção que indica uma
o impacto, como mostra a figura abaixo. O meteoro colide com a Terra posição da balança sobre a superfície terrestre em que o objeto terá a
exatamente na posição em que a distância entre a Terra e o Sol é mínima maior leitura:
(distância AO – R na figura). Considere a atração gravitacional exercida pelo
Sol, tido como referencial inercial, como a única força de interação que atua (A) Latitude de 45°.
sobre a Terra após a colisão, e designe por M a massa do Sol e por G a (B) Latitude de 60°.
constante de gravitação universal. Considere ainda que o momento angular (C) Latitude de 90°.
da Terra seja conservado, isto é, a quantidade de módulo m|r||V| sen (a) (D) Em qualquer ponto do Equador.
permanece constante ao longo da nova trajetória elíptica da Terra em torno (E) A leitura independe da localização da balança já que a massa do objeto
do Sol (nessa expressão, m é a massa da Terra, r é o módulo do vetor é invariável.

posição da Terra em relação so Sol, v o módulo da velocidade da Terra é

o ângulo a entre r e v . A distância (OB), do apogeu ao centro do Sol, da 21 (ITA) Na figura, um gato de massa m encontra-se parado próximo a
trajetória que a Terra passa a percorrer após o choque com o meteoro, é uma das extremidades de uma prancha de massa M que flutua em repouso
dada pela relação: na superfície de um lago. A seguir, o gato salta e alcança uma nova
posição na prancha, à distância L. Desprezando o atrito entre a água e a

V0 prancha, sendo θ o ângulo entre a velocidade inicial do gato e a horizontal,
a e g a aceleração da gravidade, indique qual deve ser a velocidade u de

V →
r deslocamento da prancha logo após o salto.
Sol
R
B A v
O

nova órbita

R 2V0 2
(A) .
2GM − RV0 2 L
2 2
R V0
(B) .
2GM + RV0 2 gLM
(A) u = .
R V0 sen α
2 2  M
(C) .  1 + m  m sen θ cos θ
2GM + RV0 2  
R 2V0 2
(D) . gLM
2GM + RV0 2 sen2 α (B) u = .
 M
 1 + 2 m sen 2θ
(E) R.  m 

19 (ITA) A estrela anã vermelha Gliese 581 possui um planeta que, em


um período de 13 dias terrestres, realiza em torno da estrela uma órbita gLM
(C) u = .
circular, cujo raio é igual a 1/14 da distância média entre o Sol e a Terra.  M
 1 + 2 m sen θ
Sabendo que a massa do planeta é aproximadamente igual à da Terra,  m 
pode-se dizer que a razão entre as massas da Gliese 581 e do nosso Sol
é de aproximadamente:
gLM
(D) u = .
(A) 0,05.  M
 1 + 2 M tan θ
(B) 0,1.  m 
(C) 0,6.
(D) 0,3. 2 gLM
(E) 4,0. (E) u = .
 M
 1 + m  2 M tan θ
 

IME-ITA – Vol. 5 199


FÍSICA I
Assunto 11

22 (ITA) Um aro de 1,0 kg de massa encontra-se preso a uma mola de 24 (ITA) Considere um pêndulo simples de comprimento L e massa m
massa desprezível, constante elástica k = 10,0 N/m e comprimento inicial abandonado da horizontal. Então, para que não arrebente, o fio do pêndulo
L0 = 1,0 m quando não distendida, afixada no ponto O. A figura mostra deve ter uma resistência à tração pelo menos igual a:
o aro em uma posição P em uma barra horizontal fixa ao longo da qual
ele pode deslizar sem atrito. Soltando-se o aro do ponto P, qual deve ser (A) mg.
o módulo de sua velocidade, em m/s, ao alcançar o ponto T, a 2,0 m de (B) 2mg.
distância? (C) 3mg.
(D) 4mg.
T 2,0 m P (E) 5mg.

25 (ITA) Na ficção científica A Estrela, de H.G. Wells, um grande asteroide


2,0 m
passa próximo à Terra que, em consequência, fica com sua nova órbita
mais próxima do Sol e tem seu ciclo lunar alterado para 80 dias. Pode-se
concluir que, após o fenômeno, o ano terrestre e a distância Terra-Lua vão
O tornar-se, respectivamente:

(A) mais curto – aproximadamente a metade do que era antes.


(A) 30. (B) mais curto – aproximadamente duas vezes o que era antes.
(B) 40. (C) mais curto – aproximadamente quatro vezes o que era antes.
(C) 23,4. (D) mais longo – aproximadamente a metade do que era antes.
(E) mais longo – aproximadamente um quarto do que era antes.
(D) 69,5.
(E) 8,2. 26 Um bloco desliza em uma pista com extremidades elevadas e
uma parte plana central. Os trechos curvos são simétricos, esféricos
23 (ITA) Em uma brincadeira de aventura, o garoto (de massa M) lança-se e perfeitamente lisos e a parte plana tem coeficiente de atrito cinético.
por uma corda amarrada em um galho de árvore num ponto de altura L Calcule a distância do bloco à extremidade da esquerda quando o bloco
acima do gatinho (de massa m) da figura, que pretende resgatar. Sendo para de se movimentar.
g a aceleração da gravidade e H a altura da plataforma de onde se lança,
indique o valor da tensão na corda, imediatamente após o garoto apanhar Dados:
o gato para aterrisá-lo na outra margem do lago. 5
• Coeficiente de atrito cinético na parte lisa: µ c = ;
18
• raio de curvatura dos trechos curvos: R;
• comprimento do trecho plano: 2R.

Obs.: Considere que o corpo sai do repouso da posição da figura.

L M

m H

(A) (2/5)R.
 2H 
(A) Mg  1 + . (B) (3/5)R.
 L  (C) (39/10)R.
  M + m 2 2 H  (D) (1/10)R.
(B) ( M + m ) g  1 −  . (E) (7/5)R.
  M  L 
 
27 Uma bolinha colide elasticamente entre duas superfícies circulares,
 2H  como mostrado na figura. Considerando que a trajetória da bolinha
(C) Mg  1 − .
 L  é sempre uma parábola, calcule o ângulo q para que a variação da
componente horizontal da bolinha seja máxima.
  M 2 2 H 
(D) ( M + m ) g  1 +  .
  M + m  L 
 

  M 2 2 H 
(E) ( M + m ) g    − 1 .
 
 M + m  L 

200 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

29 Na figura, a corda homogênea, de massa m e comprimento l, está na


iminência de escorregar. Aplicamos, então, uma força F vertical para baixo
sobre o ponto B, de modo que a corda atinja a velocidade v imediatamente
após ter sido puxada inteiramente para fora da mesa. Sabendo-se que v
é a velocidade adquirida por um corpo qualquer ao cair do repouso, em
queda livre, de uma altura l, determine o trabalho de F.

18
(A) mgl.
25
17
(B) mgl.
25
16
Obs.: Considere que as superfícies circulares são fixas. (C) mgl.
25
5 −1 15
(A) cos θ = . (D) mgl.
2 25
5 −1 4,5
(B) cos θ = . (E) mgl.
4 25
30
5 −1
(C) sen θ = .
2
5 −1
(D) sen θ = .
4
5 −1
(E) tan θ = .
2
28 Uma massa com velocidade inicial atinge um sistema de mola de
massa inicialmente em repouso, mas capaz de recuar. A mola não tem
massa e sua constante elástica vale K. Não há atrito. A compressão máxima
da mola e as velocidades v1 e v2, das massas 1 e 2, são:

Um sistema que é utilizado para estudar as leis de movimento uniforme


µ m1 − m2 2 m1 acelerado é formado por dois pesos de massas iguais a M = 100 g unidos
=
(A)  V0 ; V1 =  V0 ; V2  V0 . por um fio inextensível que passa por uma polia fixa. No instante inicial o
k m1 + m2 m1 + m2
peso da esquerda toca o chão e o da direita se encontra a uma altura
µ m1 − m2 2 m2 H = 5 m do mesmo. Em cima deste coloca-se uma carga de massa
(B)
= 2  V0 ; V1 =  V0 ; V2  V0 .
k m1 + m2 m1 + m2 m = 10 g e o sistema começa a mover-se. Quando o peso da direita se
encontra a h = 4 m do chão, a sobrecarga m se apoia em um suporte fixo
1 µ 2 m1 m1 − m2 e permanece nele. Depois de quanto tempo, desde que o sistema começa
(C) =  V0 ; V1 =  V0 ; V2  V0 .
2 k m1 + m2 m1 + m2 a mover-se, o peso da direita chegará ao solo?
m1 µ m1 + m2 2 m1
(D) =  V0 ; V1 =  V0 ; V2  V0 . Dado: gravidade = 10 m/s².
m2 k m1 − m2 m1 − m2
m2 µ 2 m1 m1 + m2 (A) 3,1 s.
(E) =  V0 ; V1 =  V0 ; V2  V0 .
m1 k m1 − m2 m1 − m2 (B) 5,0 s.
(C) 6,2 s.
(D) 10,0 s.
(E) 12,4 s.

31 (IME) Uma esfera com massa de 1 kg colide frontalmente, com


velocidade de 10 m/s, com outra esfera de mesma massa e em repouso.
Durante a colisão há perda de 25 J de energia cinética. Determine o
coeficiente de restituição do par de esferas.

IME-ITA – Vol. 5 201


FÍSICA I
Assunto 11

32 (IME) Um trem constituído de 20 vagões com peso de 200.000 N 36 (IME) Suponha um cometa em órbita elíptica em torno do Sol, com
cada e uma locomotiva com peso de 500.000 N desloca-se sobre trilhos um semieixo maior a e um semi-eixo menor b. Determinar a razão entre
horizontais com velocidade constante de 60 km/h. A resistência ao as velocidades v2 e v1 (v2/v1) em função da excentricidade e da elipse.
movimento equivale a uma força com módulo de 1% do peso. Calcule:

a. a força de tração exercida pela locomotiva.


b. a potência desenvolvida pelo motor da locomotiva.

33 (IME) Em um planeta desconhecido, de gravidade também


desconhecida, deixam-se cair de uma altura de 9,0 metros e a partir do
repouso, esferas em intervalos de tempo iguais. No instante em que a
1a esfera toca o chão, a 4a esfera está no ponto de partida. Determine,
nesse instante, as alturas em que se encontram a 2a e 3a esferas.
37 (IME) Um cursor de dimensões desprezíveis e de massa m = 0,250 kg
34 (IME) Mostre que o raio r da órbita da Lua pode ser determinado a
está livre ligado a uma mola cuja constante é k = 150 N/m e cujo
partir do raio R da Terra, da aceleração da gravidade g na superfície da
comprimento livre vale 100 mm. Se o cursor é liberado a partir do repouso
Terra e do tempo T necessário para a Lua descrever uma volta completa
em A e se desloca ao longo da guia, sem atrito, determine a velocidade com
em torno da Terra, ou seja, r = f(g, R, T).
a qual ele atinge o ponto B. Considere a figura contida no plano vertical.
35 (IME) Calcule o ângulo θ em relação ao plano horizontal que deve
formar uma placa rígida lisa e fixa na posição mostrada na figura, para que
uma esfera ao cair verticalmente sobre ela seja rebatida horizontalmente.
O coeficiente de restituição entre a placa e a esfera é e.

38 (IME) Um astronauta de massa m move-se no espaço interplanetário 40 (IME) Um planeta hipotético, esférico e de massa homogênea, com
com velocidade uniforme v. Ele segura um pequeno objeto de massa ∆m. massa específica de 2.500 kgf/m3 e raio de 10.000 km, completa seu
Num dado momento o referido astronauta atira o objeto com velocidade v0, movimento de rotação em 16 horas e 40 minutos. Calcule a que altura
em relação ao seu movimento inicial. Determine a distância da posição real deve ser colocado um satélite artificial para que mantenha, enquanto em
do astronauta àquela que este ocuparia se não tivesse lançado o objeto, órbita, distâncias constantes em relação a estações de rastreamento fixas
decorrido um tempo t após o lançamento. na superfície do planeta.

39 (IME) Duas bolas de bilhar, de mesmo tamanho e massa colidem, Dados: π = 3,0 e k = 6.400 · 10–14 m3/kg · s2 (constante gravitacional).
no plano horizontal, com as velocidades de aproximação e os sentidos
mostrados na figura. Sabendo-se que o coeficiente de restituição é igual 41 (IME) O raio e a massa de um planeta X, sem atmosfera, valem
a 0,80, determine: respectivamente 0,5RT e 0,2MT, RT e MT são raio e massa da Terra. Sendo
10 m/s2 a aceleração da gravidade na superfície da Terra, determine:
y
Dado: RT = 6,4 · 103 kg.
x
a. a aceleração da gravidade na superfície do planeta X;
v1 = 5 45° b. a velocidade mínima, com que o corpo deveria ser lançado do planeta
v2 = 10 X, para escapar de seu campo gravitacional.

a. as velocidades de separação das duas bolas;


b. a percentagem de energia mecânica dissipada no choque.

202 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

42 (IME) Na superfície de um planeta hipotético, de raio igual ao da 48 (IME) A figura mostra um bloco P de massa 10 kg que parte do
Terra, um pêndulo simples oscila com um período de 2,0 s. Sabendo, que, repouso em A e desce o plano inclinado com atrito cujo coeficiente
na própria Terra, o período de oscilação do mesmo pêndulo vale 2 s, cinético é µ = 0,2. Em B, o bloco P choca-se com o bloco Q de massa
determine a razão entre as massas do planeta e da Terra. 2 kg, inicialmente em repouso. Com o choque, Q desloca-se na pista
horizontal, desliza sobre sua parte semicircular e vai cair sobre o ponto
43 (IME) Um automóvel de massa igual a 800 kg desloca-se com uma B. Sabendo que as partes horizontal e semicircular da pista não têm atrito
velocidade de 10 m/s. Em um dado momento, dá-se uma explosão interna e que o coeficiente de restituição entre P e Q é 0,8, determine a altura h.
e o carro parte-se em dois pedaços de 400 kg cada um. Devido à explosão,
uma energia de translação de 1.600 Joules é comunicada ao sistema
constituído pelas duas partes do carro. Ambos os pedaços continuaram
a se mover na mesma linha do movimento inicial. Determine o módulo e
o sentido das velocidades de cada um dos fragmentos após a explosão.

44 (IME) Um astronauta em traje espacial e completamente equipado


pode dar pulos verticais de 0,5 m na Terra. Determine a altura máxima
que o astronauta poderá pular em um outro planeta, sabendo-se que o seu
diâmetro é um quarto do da Terra e sua massa específica dois terços da
terrestre. Considere que o astronauta salte em ambos os planetas com a Obs.: Despreze a resistência do ar e as dimensões dos blocos.
mesma velocidade inicial.
49 (IME) Um extintor é colocado em repouso sobre uma superfície áspera
45 (IME) Uma bola elástica de massa M move-se, com velocidade v, na e, em seguida, é aberta a torneira da mangueira. Admitindo que a massa
direção de um anteparo que se move no sentido contrário, com velocidade líquida seja expelida com velocidade v constante, a mangueira tenha raio de
u. Considere a massa do anteparo como infinitamente grande quando seção reta r, que o líquido tenha densidade ρ e que a mangueira permaneça
comparada com a massa da bola. Determine: esticada na horizontal, determine a força horizontal que a superfície deve
exercer sobre o extintor para mantê-lo parado onde foi deixado.

a. a velocidade da bola depois do choque;


b. o trabalho das forças elásticas durante o choque. 50 (IME) Em uma fábrica de bombons, tabletes de balas caem
continuamente sobre o prato de uma balança, que originariamente indicava
46 (IME) A potência P de uma hélice de avião depende do raio R da hélice, leitura nula. Eles caem de uma altura de 1,8 m à razão de 6 por segundo.
de sua velocidade angular w e da massa específica do ar µ. Um aluno fica Determine a leitura da escala da balança, ao fim de 10 s, sabendo que cada
em dúvida se a equação correta que liga essas grandezas é P = kw3R5µ tablete tem massa de 10 g e as colisões são completamente inelásticas.
ou P = kw5R3µ, em que k é uma constante adimensional. Identifique a NOTA: Despreze a resistência do ar.
equação correta e justifique sua afirmação.
Dado: g = 10 m/s2.
47 (IME) Um bloco C desliza com velocidade constante sobre o trecho
horizontal da pista e choca-se com o bloco D, de mesma massa, 51 (IME) A figura mostra um hemisfério oco e liso, cujo plano equatorial
inicialmente em repouso. Em consequência, o bloco D desloca-se e ao é mantido fixo na horizontal.
passar no ponto mais alto B não exerce qualquer esforço sobre a pista.
O bloco C continua em movimento e chega a subir na parte curva da pista
até uma altura de 0,2 m em relação ao trecho horizontal. Desprezando a
resistência do ar e o atrito entre as superfícies, determine a velocidade do
bloco C antes do choque.

Dados: g = 10 m/s2; r = 2,88 m.

Duas partículas de massas m1 e m2 são largadas no mesmo instante,


de dois pontos diametralmente opostos, A e B, situados na borda do
hemisfério. As partículas chocam-se e, após o choque, m1 sobe até
uma altura h1 e m2 sobe até uma altura h2. Determine o coeficiente de
restituição do choque. Sabe-se que h1 = R/2 e h2 = R/3, em que R é o
raio do hemisfério.

IME-ITA – Vol. 5 203


FÍSICA I
Assunto 11

52 (IME) Um corpo de massa m e volume v encontra-se imerso em um 54 (IME) A figura abaixo ilustra um pequeno bloco e uma mola sobre
líquido com massa específica ρ, de acordo com a figura abaixo. Esse uma mesa retangular de largura d, vista de cima. A mesa é constituída por
corpo é solto a partir de uma altura hi e desloca-se até atingir o anteparo B, dois materiais diferentes, um sem atrito e o outro com coeficiente de atrito
fazendo com que a mola com a constante elástica k altere seu comprimento cinético μ igual a 0,5. A mola tem uma de suas extremidades fixada no
em um valor máximo igual a x. Considerando o sistema conservativo e ponto A e a outra no bloco. A mola está inicialmente comprimida de 4 cm,
tomando como referência a base do recipiente: sendo liberada para que o bloco oscile na região sem atrito na direção y.
Depois de várias oscilações, ao passar pela posição na qual tem máxima
a. Esboce, em um mesmo gráfico, as curvas das energias cinética e velocidade, o bloco é atingido por uma bolinha que se move com velocidade
potencial gravitacional do corpo, além da energia potencial elástica de 2 m/s na direção x e se aloja nele. O sistema é imediatamente liberado
da mola em função da altura h do corpo. da mola e se desloca na parte áspera da mesa. Determine:
b. Determine a expressão de cada uma dessas energias em função da
altura h do corpo para o instante em que este é solto, para o instante
em que atinge o anteparo na altura hB, além do instante em que a mola
alcança sua deformação máxima x.

B hi

hB a. o vetor quantidade de movimento do sistema bloco + bolinha no


instante em que ele é liberado da mola;
b. a menor largura e o menor comprimento da mesa para que o sistema
pare antes de cair.

Dados: comprimento da mola = 25 cm;


Obs.: Despreze as massas da mola e do anteparo. constante elástica da mola = 10 N/cm;
massa da bolinha = 0,2 kg;
53 (IME) Um corpo de 500 g de massa está inicialmente ligado a uma massa do bloco = 0,4 kg;
mola. O seu movimento é registrado pelo gráfico a seguir, que mostra a aceleração da gravidade = 10 m/s2.
aceleração em função da posição, a partir do ponto em que a mola se
encontra com a compressão máxima. A abscissa x = 0 corresponde à 55 (IME) Dois corpos A e B encontram-se sobre um plano horizontal sem
posição em que a deformação da mola é nula. Nessa posição, o corpo foi atrito. Um observador inercial O está na origem do eixo x. Os corpos A e
completamente liberado da mola e ficou submetido à aceleração registrada B sofrem colisão frontal perfeitamente elástica, sendo que, inicialmente, o
no gráfico. Determine: corpo A tem velocidade vA = 2 m/s (na direção x com sentido positivo) e o
corpo B está parado na posição x = 2 m. Considere um outro observador
a. a variação da quantidade de movimento no 2 s após o corpo ser inercial O’, que no instante da colisão tem a sua posição coincidente com a
liberado da mola; do observador O. Se a velocidade relativa de O’ em relação a O é vo’ = 2 m/s
b. o trabalho total realizado desde o começo do registro em x = –0,5 m (na direção x com sentido positivo), determine em relação a O’:
até x = 3 m.
Dados:
• massa de A = 100 g;
• massa de B = 200 g.

a. as velocidades dos corpos A e B após a colisão;


b. a posição do corpo A dois segundos após a colisão.

204 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

56 (IME) Um planeta desloca-se em torno de uma estrela de massa M, 0,45 m


em uma órbita elíptica de semieixos a e b (a > b). Considere a estrela fixa
em um dos focos. Determine as velocidades mínima e máxima do planeta. C D
Dados:
• constante gravitacional: G;

0,60 m
• distância entre os focos: 2c. B

57 (IME) Um bloco de massa m encontra-se em repouso no ponto A


situado sobre uma canaleta lisa, de raio R. Embora o bloco esteja ligado
a uma mola de rigidez K, massa desprezível e comprimento livre R 2, E A
fixada ao ponto B, ele permanece em equilíbrio devido à ação de uma
força F. Admitindo-se que as espiras da mola sejam infinitamente finas, a. a velocidade do corpo na corda A;
de modo que alcance o ponto B, determine a sua velocidade nesse ponto. b. a tração na corda.

Dado: Aceleração da gravidade = g. 60 (IME) Na figura abaixo, as placas metálicas P1 e P2 estão inicialmente
separadas por uma distância d = 12 cm. A placa P1 está fixada na
superfície plana S e a placa P2 está colocada na face de um cubo de madeira
F de massa M, que pode deslizar sem atrito sobre S. A capacitância entre as
A placas é de 6 mF. Dispara-se um tiro contra o bloco de madeira com uma
bala de massa m, ficando a bala encravada no bloco. Oito milissegundos
R após o impacto, a capacitância iguala-se a 9 mF. Determine a velocidade
da bala antes do impacto. (Despreze a resistência do ar e a massa de P2).

B Dados: M = 600 g; m = 6 g.

58 (IME) A figura mostra um tubo de comprimento l e seção reta P1 P2 M


quadrangular, constituído de um material extremamente leve (massa v
desprezível). O tubo é suspenso por uma articulação que o deixa livre
para girar em um plano vertical. No fundo do tubo, é colocado um bloco d
de massa m. Determine a velocidade horizontal a ser dada inicialmente à
extremidade inferior do tubo, para que o bloco comece a deslizar em seu m
interior exatamente no instante em que o ângulo descrito pelo tubo for de S
120°. Despreze todo e qualquer atrito.
61 (IME) Deslocando-se em uma pista retilínea horizontal, os dois
carrinhos de madeira A e B, representados na figura abaixo, colidem
frontalmente, sendo 0,8 o coeficiente de restituição do choque. Sobre a
face posterior do carrinho A está fixada uma placa metálica P1, que, no
instante do choque, dista 3 m de uma placa metálica idêntica P2, fixada no
ponto F. Sabendo-se que entre as duas placas existe uma capacitância de
l 8 mF e uma tensão de 12 V, determine: a carga elétrica, a capacitância e
a tensão elétrica entre as placas 0,5 s após o choque.

VA = 2 m/s VB = 2 m/s

v P2 P1

A B
59 (IME) Na figura a seguir, o corpo A tem 15 kg de massa e o corpo
B tem 7 kg. A constante elástica da mola é de 8 N/m. Não há atrito no
plano horizontal nem nas polias. Quando o sistema é liberado, na posição F antes do choque
mostrada, o corpo A está parado e a mola apresenta uma força de tração
de 60 N. Para o instante em que o corpo A passa sob a polia C, determine:
VA = x m/s VB = 1,2 m/s
Dado: Aceleração da gravidade: g = 10 m/s².
P2 P1

–A B

F depois do choque

IME-ITA – Vol. 5 205


FÍSICA I
Assunto 11

62 (IME) Sabe-se que a energia potencial gravitacional de um satélite em 65 Um sistema formado por duas lâminas delgadas de mesma massa m,
GMm presas por uma mola de constante elástica k e massa desprezível,
órbita terrestre é dada por U = − em que:
r encontra-se sobre uma mesa horizontal.

G = 6,67 ⋅ 10−11 Nm2 /kg2 (constante gravitacional)


M = 6,00 ⋅ 1024 kg (massa da Terra)
r = raio da órbita

Sabendo que o raio da Terra vale R = 6.370 km, calcule a energia mecânica
de uma maçã de 0,2 kg de massa deixada, por um astronauta, a uma
distância de 300 km da superfície terrestre.

63 Suponha que fosse possível escavar um túnel através da Terra de um


lado a outro seguindo um diâmetro, como mostra a figura a seguir.
a. De que distância d a mola está comprimida na posição de equilíbrio?
b. Comprime-se a lâmina superior, abaixando-a de uma distância adicional
x a partir da posição de equilíbrio. De que distância ela subirá acima
da posição de equilíbrio, supondo que a lâmina inferior permaneça
em contato com a mesa?
c. Qual é o valor mínimo de x no item b para que a lâmina inferior salte
da mesa?

66 (IME) Um carrinho de massa m = 20 kg encontra-se em uma posição


inicial comprimindo uma mola de constante elástica k = 18 kN/m em
10 cm, estando a mola presa a uma parede vertical, conforme mostra a
figura abaixo. Após liberado do repouso, o carrinho se desloca ao longo
a. Demonstre que um ponto material que se deixasse cair no túnel da superfície horizontal e sobe a prancha inclinada OB, de comprimento
executaria um movimento harmônico simples. (Não leve em conta o L = 180 cm, até atingir o repouso. Considerando-se desprezíveis o efeito
atrito e suponha a densidade da Terra constante). do atrito ao longo do percurso e o peso da prancha e adotando o valor da
b. Se despachasse uma mala postal por esse túnel, quanto tempo aceleração gravitacional igual a 10 m/s², determine, nesse instante, a força
transcorreria desde que depositasse em um extremo até que a normal por unidade de área no tirante AB com seção circular de diâmetro
entregasse no outro? d = 1,5 mm.

64 Um regulador é constituído por duas bolas de 200 g ligadas a um eixo Obs.: O carrinho não está preso à mola.
vertical por hastes rígidas de 10 cm de comprimento e massa desprezível.
As hastes são articuladas de tal forma que se afastam do eixo quando o Dado: cos 15° = 0,97.
conjunto está girando. Entretanto, quando o ângulo chegar a 45°, as bolas
tocam as paredes do cilindro que envolve o regulador.
A
tirante

45°
B

m m 30°
L
s O

a. Qual a menor velocidade de rotação, em rotações por minuto, para a


qual as bolas tocam a parede do cilindro?
b. Se o coeficiente de atrito cinético entre as bolas e a parede é 0,35,
qual a potência mecânica dissipada pelo atrito com a parede quando
o mecanismo está girando a 300 rpm?

206 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

67 (IME) Uma partícula parte do repouso no ponto A e percorre toda y


a extensão da rampa ABC, mostrada na figura a seguir. A equação que A
descreve a rampa entre os pontos A, de coordenadas (0, h) e B, de C
x2
coordenadas (h, 0),é y = − 2 x + h enquanto entre os pontos B e C, g
h
de coordenadas (h, 2r), a rampa é descrita por uma circunferência de raio h r
r com centro no ponto de coordenadas (h, r). Sabe-se que a altura h é a
mínima necessária para que a partícula abandone a rampa no ponto C e
venha a colidir com ela em um ponto entre A e B. Determine o ponto de
colisão da partícula com a rampa no sistema de coordenadas da figura
como função apenas do comprimento r.
0 B x
h
Dado: Aceleração da gravidade = g.
Obs.: Despreze as forças de atrito e a resistência do ar.

68 (IME) A figura ilustra uma barra de comprimento L = 2 m com seção 69 (IME) A figura mostra o perfil de um par de espelhos planos articulado
reta quadrada de lado a = 0,1 m e massa específica p = 1,20 g/cm³, no ponto O e, inicialmente, na vertical. Ao centro do espelho OB é colado
suspensa por uma mola com constante elástica K = 100 N/m. A barra um pequeno corpo, cuja massa é muito maior que a do espelho. O espelho
apresenta movimento somente no eixo vertical y e encontra-se parcialmente OA encontra-se fixo e, frente ao mesmo, é colocado um objeto P. Em
submersa em um tanque com líquido de massa específica pf = 1,00 g/cm3. um dado instante, é aplicado um impulso no espelho OB, conferindo à
Em um certo instante, observa-se que a mola está distendida de Δy = 0,9 m, extremidade B uma velocidade inicial v0, no sentido de fechar os espelhos
que o comprimento da parte submersa da barra é LS = 1,6 m e que a face contra face.
velocidade da barra é v = 1 m/s no sentido vertical indicado na figura.
Determine os comprimentos máximo (Lmax) e mínimo (Lmim) da barra que α 36° 40° 45° 51,4° 60° 72° 90° 120° 180°
ficam submersos durante o movimento.
cos α 0,81 0,77 0,71 0,62 0,5 0,31 0 –0,5 –1
Dado: Aceleração da gravidade (g)= 10 m/s².
A
Obs.: Despreze o atrito da barra com o líquido.
objeto P
g

faces dos espelhos


mola

O
ρ

v L
y
Ls corpo

movimento
v0
B x
ρf

Tomando como referência o eixo x, determine a altura máxima atingida


pela extremidade B.

Dados:
• L = 90 cm;
• v0 = 7 m/s;
• g = 10 m/s².

IME-ITA – Vol. 5 207


FÍSICA I
Assunto 11

70 (IME) O carrinho D desloca-se com velocidade de 60 m/s na direção do 72 (IME)


carrinho E, que está parado. O corpo A possui uma carga elétrica idêntica
à armazenada em um circuito capacitivo e está apoiado sobre o carrinho y
E, conforme a figura a seguir. Dá-se a colisão dos dois carrinhos, com um sentido de rotação
coeficiente de restituição igual a 0,9. Após alguns segundos, o carrinho E do corpo
para bruscamente e o corpo A penetra em uma região em que existe um
campo magnético uniforme normal ao plano da figura, que o faz descrever força
um movimento helicoidal de raio 4,75 m. Desprezando o efeito da massa
de A na colisão, determine a massa do carrinho E. 30°
x força
Dados:
• massa do carrinho D: mD = 2 kg;
• massa do corpo A: mA = 4,0 · 10–6 kg;
• campo magnético: B = 16 T.
solo
0,6 µF A
Um corpo de 4 kg está preso a um fio e descreve um movimento circular
+ circuito em um plano perpendicular ao solo. Na posição indicada na figura, ele
5V_ capacitivo sofre a ação de uma força, no plano xy, perpendicular ao seu movimento
que o libera do fio, sendo o impulso nessa direção igual a 40 3 kg ⋅ m/s.
1,2 µF ver detalhe
Dados:
A
60 m/s • Raio do movimento circular: 6,4 mm;
B • velocidade do corpo preso no fio no ponto mais alto: 6 m/s;
D E
• aceleração da gravidade: 10 m/s².

Determine:

a. a variação do vetor momento linear entre o instante em que o corpo


71 (IME)
é liberado do fio e o instante que atinge o solo;
bola b. a coordenada x do ponto em que o corpo atinge o solo.

mola 73 (ITA) Suponha que você dispõe de sete estacas de madeira, todas
idênticas (de massa m) e da forma de um prisma de base quadrada, com
altura h e aresta de base a. Suponha também que está disponível um vidro
30°
de cola para madeira. Determine o trabalho necessário para, partindo
5 m/s das estacas deitadas no solo, formar a palavra ITA, da forma que está na
carrinho
figura abaixo, podendo para isso mover as estacas e colar o que achar
necessário.

Obs.: Considere que nas colagens o trabalho despendido é nulo e que a


estaca horizontal inferior do A está na metade da altura.
A figura representa um carrinho que se desloca a uma velocidade constante
de 5 m/s para a direita em relação a um observador que está no solo. Sobre
o carrinho, encontra-se um conjunto formado por um plano inclinado de
30o, uma mola comprimida inicialmente de 10 cm e uma pequena bola
apoiada em sua extremidade. A bola é liberada e se desprende do conjunto
na posição em que a mola deixa de ser comprimida. Considerando que a
mola permaneça não comprimida após a liberação da bola, devido a um
dispositivo mecânico, determine:

Dados:
• Constante elástica da mola: k = 100 N · m–1;
• massa da bola: m = 200 g;
• aceleração da gravidade: g = 10 m · s–2.

Obs.: A massa do carrinho é muito maior que a massa da bola.

a. o vetor momento linear da bola em relação ao solo no momento em


que se desprende do conjunto;
b. a distância entre a bola e a extremidade da mola quando a bola atinge
a altura máxima.

208 IME-ITA – Vol. 5


Energia, quantidade de movimento e gravitação FÍSICA I
Assunto 11

74 (ITA) Um satélite é lançado em uma direção paralela à superfície 78 (ITA) Um pêndulo, composto de uma massa M fixada na extremidade
da Terra (raio R) com uma velocidade v0 de uma altitude r0. Determine a de um fio inextensível de comprimento L, é solto de uma posição horizontal.
máxima altitude r1 alcançada. Em dado momento do movimento circular, o fio é interceptado por uma
barra metálica de diâmetro desprezível, que se encontra a uma distância
V∩ x na vertical abaixo do ponto O. Em consequência, a massa M passa a
Terra se movimentar em um círculo de raio L – x, conforme mostra a figura.
Determine a faixa de valores de x para os quais a massa do pêndulo alcance
o ponto mais alto desse novo círculo.
B A
L O
r1

r0
x
75 (ITA) Em um filme de ficção, um foguete de massa m segue uma
estação espacial, dela aproximando-se com aceleração relativa a. Para
reduzir o impacto do acoplamento, na estação existe uma mola de
L–x
comprimento L e constante k. Calcule a deformação máxima sofrida pela
mola durante o acoplamento, sabendo-se que o foguete alcançou a mesma
velocidade da estação quando dela se aproximou de uma certa distância
d > L, por hipótese em sua mesma órbita.

76 (ITA) Lua e Sol são os principais responsáveis pelas forças de maré.


Estas são produzidas devido às diferenças na aceleração gravitacional 79 Um bloco de massa igual a 2,00 kg é apoiado numa mola ideal, num
sofrida por massas distribuídas na Terra em razão das respectivas plano inclinado de atrito desprezível e com inclinação de 60°. A mola, de
diferenças de suas distâncias em relação a esses astros. A figura mostra constante elástica igual a 200 N/m, é comprimida de 40,0 cm até o ponto
duas massas iguais, m1 = m2 = m, dispostas sobre a superfície da B, a partir da sua posição indeformada, e depois liberada. Então, o bloco
Terra em posições diametralmente opostas e alinhadas em relação à Lua, sobe o trecho BC do plano inclinado, cujo comprimento vale 60,0 cm e
bem como uma massa m0 = m, situada no centro da Terra. Considere atinge a rampa DE, atingindo o ponto D com velocidade tangente à rampa.
G a constante de gravitacão universal, M a massa da Lua, r o raio da Sabe-se que a distância horizontal CD vale 2,00 m, o coeficiente de atrito
Terra e R a distância entre os centros da Terra e da Lua. Considere, cinético entre o bloco e a superfície da rampa vale 0,80 e que o módulo
também, f0z, f1z e f2z as forças produzidas pela Lua respectivamente sobre da aceleração da gravidade vale 10,0 m/s2.
as massas m0, m1 e m2. Determine as diferenças (f1z −f0z) e (f2z −f0z)
1
sabendo que deverá usar a aproximacão = 1 − αx , quando
x < 1. (1 + x )α

Lua
z

Terra
m2 a. Calcule o módulo da velocidade na posição C.
m0
b. Calcule a distância vertical (desnível) h.
m1
x

77 (ITA) Derive a terceira lei de Kepler do movimento planetário a partir


da lei da gravitação universal de Newton considerando órbitas circulares.

IME-ITA – Vol. 5 209


FÍSICA I
Assunto 11

80 Uma bolinha de massa m parte do repouso de cima da rampa AB, que • h = 3 m;


possui atrito cinético igual a μ. Quanco ela chega ao ponto C, que está • μ = 0,5;
na mesma horizontal do ponto B, é lançada sob um ângulo de inclinação • T = 20 N;
α. Quando ela atinge a altura máxima, ela se choca com outra bolinha de • R = 0,2 m;
massa M suspensa por um fio e se une a ela. No instante após o choque, • X = 0,2 m.
a tração no fio é T. Ao atingir a posição horizontal, o fio se rompe e as
bolinhas são lançadas verticalmente e ao caírem se chocam com o corpo
de massa M’ que está acoplado a uma mola e se unem a ele. Sabendo
que a distorção máxima da mola é x, determine o ângulo α.

Dados:
• m =100 g;
• M = 300 g;
• M’ = 400 g;
• D = 5 m;

210 IME-ITA – Vol. 5


FÍSICA II ASSUNTO

Termologia
9
engastada na parede P2. Entre as duas cargas existe uma força elétrica de
F1 newtons. Substitui-se a carga Q2 por uma carga Q3 = 2Q2 e aquece-se
a barra até a temperatura de 270°C. Devido a esse aquecimento, a barra
01 Duas lâminas planas de diferentes metais estão acopladas por sofre uma dilatação linear que provoca o deslocamento do bloco para a
parafusos de aço sob a temperatura T0, conforme indica a figura. direita. Nesse instante a força elétrica entre as cargas é F2 =32F1.

Considerando que as dimensões do bloco não sofrem alterações e que


não exista qualquer força elétrica entre as cargas e a barra, o coeficiente
de dilatação térmica linear da barra, em °C–1, é:

(A) 2,0 · 10–5.


(B) 3,0 · 10–5.
(C) 4,0 · 10–5.
As lâminas sofrem um aquecimento de 80°C e se curvam devido à (D) 5,0 · 10–5.
dilatação. Devido à ação dos parafusos, a distância entre as linhas médias (E) 6,0 · 10–5.
das lâminas permanece constante. O raio de curvatura R, indicado na
figura, é adquirido pelas lâminas é 20 cm. 03 (IME-2011) A água que alimenta um reservatório, inicialmente vazio,
escoa por uma tubulação de 2 m de comprimento e seção reta circular.
Percebe-se que uma escala no reservatório registra um volume de 36 L
após 30 min de operação. Nota-se também que a temperatura na entrada
da tubulação é 25°C e a temperatura na saída é 57°C. A água é aquecida
por um dispositivo que fornece 16,8 kW para cada metro quadrado da
superfície do tubo. Dessa forma, o diâmetro da tubulação, em mm, e a
velocidade da água no interior do tubo, em cm/s, valem, respectivamente:

Dados:
• π/4 = 0,8;
• massa específica da água: 1 kg/L
• calor específico da água: 4.200 J/ kg°C

(A) 2,5 e 40.


(B) 25 e 4.
(C) 25 e 40.
Se o coeficiente de dilatação da lâmina inferior (mais interna) é 1,25 · 10–5 °C–1 (D) 2,5 e 4.
e a distância d, entre as linhas médias é 0,2 mm, qual é o coeficiente de (E) 25 e 0,4.
dilatação da outra lâmina, em 10–5 °C–1?
04 (IME-2010) Um soldado em pé sobre um lago congelado (sem atrito)
(A) 1,25. atira horizontalmente com uma bazuca. A massa total do soldado e da
(B) 1,8. bazuca é 100 kg e a massa do projétil é 1 kg.
(C) 0,8.
(D) 2,5. Considerando que a bazuca seja uma máquina térmica com rendimento
(E) 4,0. de 5% e que o calor fornecido a ela no instante do disparo é 100 kJ, a
velocidade de recuo do soldado é, em m/s:
02 (IME-2009)
(A) 0,1.
(B) 0,5.
(C) 1,0.
(D) 10,0.
(E) 100,0.

05 Um cientista mediu por duas vezes em um mesmo dia a umidade


relativa do ar e a temperatura do ar dentro de uma caixa com um copo de
água dentro. Os dados encontram-se apresentados na tabela a seguir:

Medida Período do dia Umidade relativa Temperatura do ar


A figura apresenta uma barra metálica de comprimento L = 12 m,
inicialmente na temperatura de 20°C, exatamente inserida entre a parede 1 manhã 25% 300 K
P1 e o bloco B feito de um material isolante térmico e elétrico. Na face 2 tarde 50% 300 K
direita do bloco B está engatada uma carga Q1 afastada 20 cm da carga Q2,

IME-ITA – Vol. 5 211


FÍSICA II
Assunto 9

A pressão máxima de vapor, nessa temperatura, é dada por: (C) motor térmico no qual tanto a primeira lei quanto a segunda lei da
termodinâmica são atendidas.
Temperatura Pressão máxima de vapor (kPa) (D) motor térmico no qual a primeira lei é violada, mas a segunda lei é
atendida.
300 K 3,800 (E) motor térmico no qual a primeira lei é atendida, mas a segunda lei é
violada.
Determine a quantidade de água que evaporou do copo e a razão das taxas
de evaporação da água calculadas de manhã e à tarde: 08 (ITA) Um relógio de pêndulo simples é montado no pátio de um
laboratório em Novosibirsk na Sibéria, utilizando um fio de suspensão de
Dados: coeficiente de dilatação 1 · 10–5 °C–1. O pêndulo é calibrado para marcar
• Volume da caixa: 100 L a hora certa em um bonito dia de verão de 20°C. Em um dos menos
• Massa molar da água: 18 g/mol agradáveis dias do inverno, com a temperatura a –40°C, o relógio:
• Constante universal dos gases: R = 8,3 L · kPa · K–1 · mol–1
(A) adianta 52 s por dia.
(A) 0,686 gramas; 1,5 (B) adianta 26 s por dia.
(B) 0,845 gramas; 2 (C) atrasa 13 s por dia.
(C) 1,657, gramas; 1 (D) atrasa 26 s por dia.
(D) 0,686 gramas; 2 (E) atrasa 52 s por dia.
(E) 0,845 gramas; 1,5
09 (ITA-2006) Um bloco de gelo com 725 g de massa é colocado num
06 (IME-2010) calorímetro contendo 2,50 kg de água a uma temperatura de 5,0°C,
verificando-se um aumento de 64 g na massa desse bloco, uma vez
Isolante Térmico alcançado o equilíbrio térmico. Considere o calor específico da água
material A material B (c = 1,0 cal/g°C) o dobro do calor específico do gelo, e o calor latente
de fusão do gelo, de 80 cal/g. Desconsiderando a capacidade térmica
KA = 1 W/(m · K) KB = 0,2 W/(m · K) do calorímetro e a troca de calor com o exterior, assinale a temperatura
T1 = 300 K T3 = 1.500 K inicial do gelo:

T2 (A) –191,4°C.
(B) –48,6°C.
Isolante Térmico
(C) –34,5°C.
L = 10 cm L = 10 cm (D) –24,3°C.
(E) –14,1°C.
A figura composta por dois materiais sólidos diferentes A e B, apresenta
um processo de condução de calor, cujas temperaturas não variam com 10 (ITA-2007) Um corpo indeformável em repouso é atingido por um
o tempo. É correto afirmar que a temperatura T2 da interface desses projétil metálico com a velocidade de 300 m/s e a temperatura de 0°C.
materiais, em kelvins, é: Sabe-se que, devido ao impacto, 1/3 da energia cinética é absorvida pelo
corpo e o restante transforma-se em calor, fundindo parcialmente o projétil.
Dados: O metal tem ponto de fusão TF= 300°C, calor específico c = 0,02 cal/g°c
• T1: Temperatura da interface do material A com o meio externo e calor latente de fusão Lf = 6 cal/g. Considerando 1 cal = 4 J, a fração
• T3: Temperatura da interface do material B com o meio externo x da massa total do projétil metálico que se funde é tal que:
• KA: Coeficiente de condutividade térmica do material A
• KB: Coeficiente de condutividade térmica do material B (A) x < 0,25.
(B) x = 0,25.
(A) 400. (C) 0,25 < x < 0,5.
(B) 500. (D) x = 0,5.
(C) 600. (E) x > 0,5.
(D) 700.
(E) 800. 11 (ITA-2012) Conforme a figura, um circuito elétrico dispõe de uma
fonte de tensão de 100 V e de dois resistores, cada qual de 0,50 Ω. Um
07 (IME-2007) Considere uma máquina térmica operando em um resistor encontra-se imerso no recipiente contendo 2,0 kg de água com
ciclo termodinâmico. Esta máquina recebe 300 J de uma fonte quente temperatura inicial de 20°C, calor específico 4,18 kJ°C e calor latente de
cuja temperatura é de 400 K e produz um trabalho de 150 J. Ao mesmo vaporização 2.230 kJ/kg. Com a chave S fechada, a corrente elétrica do
tempo, rejeita 150 J para uma fonte fria que se encontra a 300 K. A análise circuito faz com que o resistor imerso dissipe calor, que é integralmente
termodinâmica da máquina térmica descrita revela que o ciclo proposto absorvido pela água. Durante o processo, o sistema é isolado termicamente
é um(a): e a temperatura da água permanece sempre homogênea. Mantido o resistor
imerso durante todo o processo, o tempo necessário para vaporizar
(A) máquina frigorífica na qual tanto a primeira lei quanto a segunda lei 1,0 kg de água é:
da termodinâmica são violadas.
(B) máquina frigorífica na qual a primeira lei é atendida, mas a segunda
lei é violada.

212 IME-ITA – Vol. 5


Termologia FÍSICA II
Assunto 9

3
=
(D) W ( pi · v i )(21,7 − 1).
2

5
=
(E) W ( pi · v i )(21,4 − 1).
2

15 Um gás ideal monoatômico está confinado em um cilindro horizontal e


preso a um pistão preso por uma mola, como na figura abaixo. Inicialmente
o gás está a uma pressão P1, a uma temperatura T1 e a um volume V1, e a
mola está em seu estado relaxado. O gás é então esquentado lentamente
até uma temperatura T2, a uma pressão P2 e volume V2. Nesse processo,
(A) 67,0 s. o pistão se movimenta de uma distância x. Considere as seguintes
(B) 223 s. afirmativas:
(C) 256 s.
(D) 446 s. 1
I. Caso V2 = 2V1 e T2 = 3T1, a energia armazenada na mola seria PV
1 1.
(E) 580 s. 4
II. Caso V2 = 2V1 e T2 = 3T1, a mudança na energia interna do gás seria
12 (ITA-2004) A linha das neves eternas encontra-se a uma altura h0
3P1V1.
acima do nível mar, onde a temperatura do ar é 0°C. Considere que, ao ficar
acima do nível do mar, o ar sofre uma expansão adiabática que obedece 7
III. Caso V2 = 3V1 e T2 = 4T1, o trabalho realizado pelo gás seria PV
1 1.
à relação ∆p/p = (7/2)(∆T/T), em que p é a pressão e T, a temperatura. 3
17
IV. Caso V2 = 3V1 e T2 = 4T1, o calor dado ao gás seria 1 1.
PV
Considerando o ar um gás ideal de massa molecular igual a 30 u (unidade 6
de massa atômica) e a temperatura ao nível do mar igual a 30°C, assinale
a opção que indica aproximadamente a altura h0 da linha das neves:

(A) ( ) 2,5 km.


(B) ( ) 3,0 km.
(C) ( ) 3,5 km.
(D) ( ) 4,0 km.
(E) ( ) 4,5 km.

13 (ITA-2001) Um centímetro cúbico de água passa a ocupar 1.671 cm3 São corretas:
quando evaporado à pressão de 1,0 atm. O calor de vaporização a essa
(A) I e II, apenas. (D) I e IV, apenas.
pressão é de 539 cal/g. O valor que mais se aproxima do aumento de
(B) I,II e IV, apenas. (E) I, II e III, apenas.
energia interna da água é:
(C) III e IV, apenas.
(A) 498 cal.
16 Um êmbolo perfeitamente ajustado, de seção S e de peso P, está
(B) 2.082 cal.
colocado entre paredes de um cilindro, estando ligado à base superior
(C) 498 J.
do cilindro por molas cuja constante elástica equivalente total é k. Com
(D) 2.082 J.
uma bomba injeta-se ar por A até que o êmbolo chegue à base inferior do
(E) 2.424 J.
cilindro. Determine o número metros cúbicos de ar a pressão exterior p0
que devem ser injetados, supondo invariável a temperatura:
14 (ITA-2008) Certa quantidade de oxigênio (considerado aqui como gás
ideal) ocupa um volume vi a uma temperatura Ti e pressão pi. A seguir,
toda essa quantidade é comprimida, por meio de um processo adiabático
e quase estático, tendo reduzido o seu volume para vf = vi / 2. Indique o
valor do trabalho realizado sobre esse gás:

3
=
(A) W ( pi · v i )(20 ,7 − 1).
2

5 kL
=
(B) W ( pi · v i )(20 ,7 − 1). (A) V =
(S + )( L − l ).
2 p0

5 k2
=
(C) W ( pi · v i )(20 ,4 − 1). (B) V =
(S + )( L − l ) .
2 p02

IME-ITA – Vol. 5 213


FÍSICA II
Assunto 9

P cP 5
(C) V =
(S + )( L − l ). Dado: =
γ = .
p0 cV 3
k
(D) V= S( L − l − ). V + V0
p0 (A) α .
V − V0
P V − V0
(E) V= S( L − l − ). (B) .
k V + V0

17 Um cilindro vertical contém um pistão de área transversal S e massa M. (C) 4.


Abaixo do pistão, há 1 mol de um gás ideal monoatômico. Em certo (D) 2.
instante, um aquecedor é ligado e fornece calor a uma potência φ ao gás (E) α.
aprisionado. Qual a velocidade de subida do êmbolo para que a pressão
do gás se mantenha constante durante o aquecimento? 20 (ITA-2013) A figura mostra um sistema, livre de qualquer força externa,
com um êmbolo que pode ser deslocado sem atrito em seu interior.
Considere o sistema termicamente isolado e a pressão atmosférica P0. Fixando o êmbolo e preenchendo o recipiente de volume V com um gás
ideal a pressão P, e em seguida liberando o êmbolo, o gás expande-se
2ϕ adiabaticamente. Considerando as respectivas massas mc, do cilindro,
(A) .
3(P0 S + Mg ) e me, do êmbolo, muito maiores que a massa mg do gás, e sendo γ o
expoente de Poisson, a variação da energia interna ∆U do gás quando a
2ϕ velocidade do cilindro for VC é dada aproximadamente por:
(B) .
5(P0 S + Mg )

(C) .
5(P0 S + Mg )

(D) .
2(P0 S + Mg )

(E) .
3(P0 S + Mg )
(A) 3 PVγ/2.
18 Gás hélio com volume V1, pressão p1 e temperatura T1 está separado (B) 3 PV/2(2(γ –1)).
de gás hélio com volume V2, pressão p2 e temperatura T2 por uma parede (C) –mc(me – mc)VC2 /(2me).
adiabática de massa m dentro de um cilindro também adiabático. A parede (D) –(mc + me)VC2/2
de separação é liberada e pode se mover sem atrito. Ache a velocidade
(E) –me(me + mc)V2c /(2mc).
máxima da parede:
21 Qual seria o rendimento de Carnot para uma máquina que funciona
1 1
entre a temperatura T e a temperatura da placa (no estado estacionário)
(A) v 2 ( p V + p2 V1 )γ
γ γ
que se encontra entre outras duas outras placas (paralelas) de temperatura
= [ p1V2 + p2V1 − 1 2 ]
( γ − 1)m (V1 + V2 )γ−1 2T e 3T, respectivamente? Considere que as placas são muito grandes
(infinitas) e todas elas podem ser consideradas como corpo negro.
1 1

2 ( p γ V + p γ V )γ 2T 3T
(B) v
= [ p1V2 + p2V1 − 1 1 2 γ−12 ]
( γ − 1)m (V1 + V2 )
1 1

2 ( p γ V + p γ V )γ
(C) v
= [ p1V2 + p2V1 + 1 1 2 γ−12 ]
( γ − 1)m (V1 − V2 )
2
1 1 (A) 1− 4
97
2 ( p V + p V )γ
γ γ
(D) v
= [ p1V1 + p2V2 − 1 1 2 γ−12 ]
( γ − 1)m (V1 + V2 ) 8
(B) 1− 4
97
1 1

2 ( p V + p V )γ
γ γ 1
=
(E) v [ p1V1 + p2V2 + 1 1 2 γ−12 ] (C) 1 −
( γ − 1)m (V1 − V2 ) 65
2
(D) 1 −
19 A temperatura de certa massa m de um gás perfeito monoatômico 65
cuja a massa molar é µ, varia de acordo com a lei T = αV 2, onde α é uma
4
constante e V é o volume do gás em determine instante. Se o gás evolui (E) 1 − 4
de um volume V0 até um volume V, determinar a razão entre a quantidade 97
de calor envolvida no processo o trabalho realizado pelo gás:

214 IME-ITA – Vol. 5


Termologia FÍSICA II
Assunto 9

22 O ciclo de uma máquina térmica é mostrado abaixo. A substância de 25 (ITA 2011) A inversão temporal de qual dos processos abaixo não
trabalho da máquina é 1 mol de um gás ideal monoatômico. A evolução violaria a segunda lei de termodinâmica?
bc é isotérmica, ca é isobárica e ab é isométrica. O trabalho executado
pelo sistema em um ciclo é expresso por: (A) A queda de um objeto de uma altura H e subsequente parada no chão.
(B) O movimento de um satélite ao redor da Terra.
(A) ( P1 − P2 ) V1 . (C) A freada brusca de um carro em alta velocidade.
(D) O esfriamento de um objeto quente num banho de água fria.
P2 (E) A troca de matéria entre as duas estrelas de um sistema binário.
(B) P2 V1ln .
P1
26 Qual dos itens abaixo não está relacionado à segunda lei da termodinâmica?
 P2 
(C) V1  P1 − P2 + P2 ln P  . (A) Enunciado de Clausius. (D) Degradação de energia.
 1
(B) Experiência de Joule. (E) Enunciado de Kelvin.
3 P2  (C) Seta do tempo.
(D) V1  2 ( P1 − P2 ) + P2 ln P  .
 1
27 Qual das afirmativas seguintes em relação à termodinâmica é falsa?
 P1 − P2 P2 
(E) V1  2 + P2 ln P  . (A) Não há convecção em um ambiente sem gravidade.
 1
(B) Toda a radiação emitida por um corpo quente fica na região do
infravermelho do espectro de radiação eletromagnética.
23 O diagrama temperatura-entropia de um ciclo reversível é apresentado (C) Uma chama azul está a uma temperatura maior do que uma chama
abaixo. Calcule sua eficiência: amarela.
(D) Diatermanismo é a propriedade de um material não absorver nem
refletir nenhuma fração da radiação incidente sobre ele.
(E) A radiação ultravioleta se divide em UVA, UVB e UVC, sendo a UVB a
principal responsável por provocar câncer de pele.

28 A respeito de um gás ideal monoatômico em trabalho em uma máquina


cíclica (uma bomba de calor atuando como refrigerador) podemos fazer
as seguintes afirmações:

(A) 1/3. I. Em um processo isoentrópico adiabático toda vez que o gás sofre
(B) 2/3. elevação de temperatura ele deve se contrair.
(C) 1/2. II. A energia interna por partícula de qualquer gás de mesma natureza
(D) 1/4. depende de sua energia cinética média e de sua quantidade.
(E) 1/8. III. O rendimento dessa máquina térmica é menor que o rendimento de
Carnot equivalente e a bomba refrigeradora é reversível.
24 A variação da energia de radiação emitida pelo sol, por um filamento IV. Em uma usina hidrelétrica, quanto mais frio for o rio utilizado para a
de tungstênio de uma lâmpada e por um arco de solda em função dos refrigeração do vapor, melhor a eficiência termodinâmica da usina.
comprimentos de onda são representados no gráfico. Assinale a opção V. O trabalho útil retirado de um motor é maior quanto menores forem
que relaciona corretamente o material com sua respectiva temperatura: as perturbações energéticas sofridas pelo universo, o que é descrito
pela grandeza de estado chamada entropia.
Eλ VI. Toda máquina de Carnot tem o mesmo rendimento.
VII. Em um refrigerador o calor lançado no ambiente quente é igual, em
módulo, ao calor retirado dos alimentos mais o trabalho elétrico do
compressor.

Das afirmações acima, podemos afirmar que estão corretas apenas:


T3
(A) I e II. (D) I, IV, V, VII.
(B) II, III e IV. (E) I, IV, VI.
T2 (C) V, VI, VII.

T1 29 (ITA-2013) Diferentemente da dinâmica newtoniana, que não


distingue passado e futuro, a direção temporal tem papel marcante no
nosso dia-a-dia. Assim, por exemplo, ao aquecer uma parte de um
λ corpo macroscópico e o isolarmos termicamente, a temperatura deste se
torna gradualmente uniforme, jamais se observando o contrário, o que
(A) Sol – T3, filamento de tungstênio – T1, arco de solda – T2. indica a direcionalidade do tempo. Diz-se então que os processos
(B) Sol – T2, filamento de tungstênio – T1, arco de solda – T3. macroscópicos são irreversíveis, evoluem do passado para o futuro e
(C) Sol – T3, filamento de tungstênio – T2, arco de solda – T1. exibem o que o famoso cosmólogo Sir Arthur Eddington denominou de
(D) Sol – T1, filamento de tungstênio – T2, arco de solda – T3. seta do tempo. A lei física que melhor traduz o tema do texto é:
(E) Sol – T2, Filamento de Tungstênio – T3, Arco de solda – T1

IME-ITA – Vol. 5 215


FÍSICA II
Assunto 9

(A) a segunda lei de Newton. O circuito de aquecimento está inicialmente desligado, fazendo com que
(B) a lei de conservação da energia. a temperatura da água no tanque seja igual a da represa. Supondo que a
(C) a segunda lei da termodinâmica. água proveniente da represa seja instantaneamente misturada pelo agitador
(D) a lei zero do termodinâmica. no tanque, que não haja dissipação térmica no tanque e que o sistema de
(E) a lei de conservação da quantidade de movimento. aquecimento tenha sido acionado, determine:

30 (IME-1989) Três líquidos distintos são mantidos a T1 = 15°C, Dados:


T2 = 20°C e T3 = 25O C. Misturando os dois primeiros na razão 1:1, em • calor específico da água: cágua = 1 cal/g · °C
massa, obtém-se uma temperatura de equilíbrio de 18°C. Procedendo da • densidade da água = 1
mesma forma com os líquidos 2 e 3, teria-seuma temperatura final de • R1 =2 Ω, R2 =8 Ω e 1 cal = 4,18 J.
24°C. Determine a temperatura de equilíbrio se o primeiro e o terceiro • temperatura da água na reprea? 20°C
líquido forem misturados na razão 3 : 1 em massa.
a. a vazão das bombas, caso a tensão delas seja ajustada para 50 V;
31 (IME-2005) Um objeto foi achado por uma sonda espacial durante b. a energia em joules fornecida pela resistência de aquecimento em
a exploração de um planeta distante. Essa sonda possui um braço 1 minuto ao acionar a chave S.
ligado a uma mola ideal presa a garras especiais. Ainda naquele planeta, c. a temperatura final da água aquecida, após a estabilização da
observou-se no equilíbrio um deslocamento x P = 0 ,8 · 10−2 m na mola, temperatura da, água no tanque.
com o objeto totalmente suspenso.
33 (IME-1977) Verificou-se que para cada °C de excesso em sua
Retornando à Terra, repetiu-se o experimento observando um deslocamento temperatura ambiente, uma estufa sofria uma perda de calor de 5 calorias
xT = 2 ,0 · 10−2 m. Ambos os deslocamentos estavam na faixa linear da por segundo. Para compensá-la, pretende-se instalar uma resistência
mola. elétrica que, quando percorrida por uma corrente adequada, permita à
estufa manter a temperatura superior em 10°C à temperatura ambiente.
Esse objeto foi colocado em um recipiente termicamente isolado a Para por em execução a solução pretendida dispõe-se de uma fonte de
378 K em estado sólido. Acrescentaram-se 200 g de gelo a 14°F. Usando 100 volts e de um fio de resistividade igual a 50 micro-ohms em cm, valor
um termômetro especial, graduado em uma escala E de temperatura, este independente da temperatura. A resistência interna da fonte é nula.
observou-se que o equilíbrio ocorreu a 1,5°E, sob pressão normal. Pede-se calcular o comprimento do fio para que a densidade de corrente
seja de 2 amperes por mm2.
Dados:
• A massa do planeta é 10% da massa da Terra. 34 (IME-2002) Duas barras B1 e B2 de mesmo comprimento L e de
• Aceleração da gravidade na Terra: g = 10 m/s2. coeficientes de dilatação térmica linear α1 e α2, respectivamente, são
• Temperatura de fusão da água sob pressão normal na escala E: –12°E. dispostas conforme ilustra a figura 1. Submete-se o conjunto a uma
• Temperatura de ebulição da água sob pressão normal na escala E: diferença de temperatura ∆T e então, nas barras aquecidas, aplica-se
78°E. uma força constante que faz com que a soma de seus comprimentos
• Calor específico do gelo: 0,55 cal/g · °C. volte a ser 2L. Considerando que o trabalho aplicado sobre o sistema pode
• Calor específico da água na fase líquida: 1,00 cal/g · °C. ser dado por W = F∆L , onde ∆L é a variação total de comprimento do
• Calor latente de fusão da água: 80 cal/g. conjunto, conforme ilustra a figura 2, e que a α1 = 1,5α2, determine
• Massa específica da água: 1 g/cm3. o percentual desse trabalho absorvido pela barra de maior coeficiente de
• Constante elástica da mola (k): 502,5 N/m. dilatação térmica.

Determine:

a. a razão entre o raio do planeta de origem e o raio da Terra.


b. o calor específico do objeto na fase sólida.

32 (IME-2004) A figura 1 ilustra um sistema de aquecimento de água


em um reservatório industrial. Duas bombas hidráulicas idênticas são
utilizadas, sendo uma delas responsável pela captação de água da
represa, enquanto a outra realiza o fornecimento da água aquecida para
o processo industrial. As bombas são alimentadas por uma única fonte e
suas características de vazão versus tensão encontram-se na figura 2.

R1 S

35 O ínvar tem coeficiente de dilatação linear igual a α, módulo de


100 V
vazão elasticidade (ou módulo de Young) igual a E e sua tensão de ruptura é σ. Um
represa
(L/min) fio de ínvar está rigidamente preso a uma barra de cobre, cujo coeficiente
bomba
5 de dilatação linear é β, sendo β > α. O fio encontra-se esticado com
R2 hidráulica
+ –
esforço desprezível quando a temperatura do sistema é θ. As capacidades
fonte
térmicas do ínvar e do cobre são, respectivamente, C1 e C2. Uma fonte
bomba
hidráulica quente começa, então, a fornecer calor a ambos os objetos a uma taxa
processo igual a ϕ J/s. Sabendo-se que todos os dados estão no SI e que o fio de
industrial
agitador 0 10 110 tensão ínvar segue a lei de Hooke até a ruptura, calcule:
figura 1 figura 2 (V)

216 IME-ITA – Vol. 5


Termologia FÍSICA II
Assunto 9

A figura acima mostra um sistema composto por uma parede vertical


com altura H, uma barra com comprimento inicial L0 e uma mola. A barra
está apoiada em uma superfície horizontal sem atrito e presa no ponto A
por um vínculo, de forma que esta possa girar no plano da figura. A mola,
inicialmente sem deformação, está conectada à parede vertical e à barra.
Após ser aquecida, a barra atinge um novo estado de equilíbrio térmico
e mecânico. Nessa situação a força de reação vertical no apoio B tem
E⋅A módulo igual a 30 N. Determine a quantidade de calor recebida pela barra.
Dados: lei de Hooke: F= K ⋅ ∆L= ⋅ ∆L;
L fio.
F é a tração no fio e A a seção reta do
Dados:
a. a temperatura em que o fio de ínvar se rompe; • H= 3 m;
b. o tempo necessário para que isso aconteça. • L0 = 3 2 m;
• o peso da barra: P = 30 N;
36 Um corpo de peso W0 tem um peso aparente W1 quando pesado em •constante elástica da mola: k = 20 N/m;
um líquido à temperatura θ1 e peso W2 quando pesado no mesmo líquido Pc 50 + 30 2
à temperatura θ2. O coeficiente de dilatação volumétrica do material do • = joules, em que c é o calor específico da barra; α é
gα 3 2
corpo é β. Determine, em função de W0, W1, W2, θ1, θ2 e β, o coeficiente o coeficiente de dilatação linear da barra; g é a aceleração da gravidade;
de dilatação do líquido. e P é o peso da barra.
37 (IME-2012) 39 (IME-2005) Um canhão de massa M = 200 kg em repouso sobre
um plano horizontal sem atrito é carregado com um projétil de massa
m = 1 kg, permanecendo ambos neste estado até o projétil ser disparado
na direção horizontal. Sabe-se que este canhão pode ser considerado uma
máquina térmica com 20% de rendimento, porcentagem essa utilizada no
movimento do projétil, e que o calor fornecido a essa máquina térmica é
igual a 100.000 J.

Suponha que a velocidade do projétil após o disparo é constante no interior


do canhão e que o atrito e a resistência do ar podem ser desprezados.
Determine a velocidade de recuo do canhão após o disparo.

40 (IME-1985) Uma arma dispara um projétil de chumbo verticalmente


alcançando a mesmo a altura de 658 metros. Ao chocar-se com o solo,
Um corpo com velocidade v parte do ponto A, sobe a rampa AB e atinge em seu retorno, o projétil está com uma velocidade de 100 m/s e uma
o repouso no ponto B. Sabe-se que existe atrito entre o corpo e a rampa temperatura de 55°C. Sabendo-se que 3/4 do calor gerado por atrito com
e que a metade da energia dissipada pelo atrito é transferida ao corpo o ar atmosférico permanecem no projétil, determine a temperatura do
sob a forma de calor. Determine a variação volumétrica do corpo devido referido projetil no ponto mais alto de sua trajetória.
à sua dilatação.
Dado: g = 10 m/s2, J = 4,2 Joule/cal , calor específico do Pb: 0,03 cal/g°C.
Dados:
• aceleração da gravidade: g = 10 m · s–2;
41 (IME-2007) Uma massa m de ar, inicialmente a uma pressão de 3 atm,
• volume inicial do corpo: Vi = 0,001 m3;
ocupa 0,1 m³ em um balão. Este gás é expandido isobaricamente até um
• coeficiente de dilatação térmica linear do corpo: α = 0,00001 K–1;
volume de 0,2 m³ e, em seguida, ocorre uma nova expansão através de
• calor específico do corpo: c = 400 J · Kg–1.
um processo isotérmico, sendo o trabalho realizado pelo gás durante
Obs.: esta última expansão igual a 66.000 J.
• O coeficiente de atrito cinético é igual a 80% do coeficiente de atrito
kfg cP
estático; Dados: 1 atm= 1 1kgf= 10  N e =
,   γ = 1,4
• o coeficiente de atrito estático é o menor valor para o qual o corpo cm2 cV
permanece em repouso sobre a rampa no ponto B. Obs.: Suponha que o ar nestas condições possa ser considerado como
gás ideal.
38 (IME-2011)
Determine:

a. o trabalho total realizado em joules pelo gás durante todo o processo


de expansão.
b. o calor total associado às duas expansões, interpretando fisicamente
o sinal dessa grandeza.

IME-ITA – Vol. 5 217


FÍSICA II
Assunto 9

42 (IME-1977) Um cilindro com um pistão deslizando inicialmente um gás O volume da bomba descomprimida (a pressão atmosférica) é V0.
cujo volume e pressão são respectivamente 0,03 cm3 e 15 bar. Sabe-se
que o gás se expande lentamente obedecendo à lei empírica PV1,2 = a. Estando inicialmente o reservatório na pressão atmosférica, determine
0,2232. Calcule o trabalho realizado (em bar.m3) pelo gás sobre o pistão a expressão da pressão absoluta no reservatório após N compressões
entre os estados inicial e final, sabendo-se que no estado final, o volume da bomba.
e a pressão são 1,1608 m3 e 2 bar, respectivamente. b. Voltando à condição inicial, considere agora a operação como
adiabática e determine a expressão da pressão absoluta no reservatório
43 (IME-2008) Uma máquina térmica opera a 6.000 ciclos termodinâmicos após N + 1 compressões da bomba.
por minuto, executando o ciclo de Carnot, mostrado na figura abaixo. O
trabalho desta máquina térmica é utilizado para elevar verticalmente uma 47 (IME-1991) Observe a figura abaixo. Os dois compartimentos, isolados
carga de 1.000 kg com velocidade constante de 10 m/s². Determine a entre si, contêm um gás perfeito, à mesma temperatura, e são separados
variação da entropia no processo AB, representado na figura. Considere a por um êmbolo livre. Na situação mostrada, V1 = 2 · V2. Por meio de um
aceleração da gravidade igual a 10 m/s² e os processos termodinâmicos processo isotérmico, retira-se parte da massa do compartimento 1 até
reversíveis. que o novo volume de 2 seja o dobro de 1. Determine a fração de massa
retirada do compartimento 1.

Obs.: Despreze o atrito entre o êmbolo e a parede.

48 (IME 2013)
44 (IME-2003) Um pequeno refrigerador para estocar vacinas está
inicialmente desconectado da rede elétrica e o ar em seu interior
encontra-se a uma temperatura de 27°C e pressão de 1 atm. O refrigerador
é ligado até atingir a temperatura adequada para refrigeração que é igual
a 18°C. Considerando o ar como gás ideal, determine a força mínima
necessária, em kgf, para abrir a porta nesta situação, admitindo que suas
dimensões sejam de 10 cm de altura por 20 cm de comprimento.

45 (IME-1995) Um tanque rígido contém determinado gás a uma


temperatura de 300 K. Durante o seu transporte o tanque fica exposto a
incidência de energia solar absorvendo 40 kJ/h. Considerando um período
de três horas de exposição, determine:

Dado: Capacidade térmica do gás: 2 kJ/K

a. o trabalho realizado pelo gás. Justifique sua resposta.


b. a temperatura final do gás. A figura acima representa um sistema, inicialmente em equilíbrio mecânico
e termodinâmico, constituído por um recipiente cilíndrico com um gás ideal,
46 (IME-1994) Pretende-se colocar ar sob pressão em um reservatório um êmbolo e uma mola. O êmbolo confina o gás dentro do recipiente. Na
de volume V. A operação se faz isotermicamente. Utiliza-se uma bomba condição inicial, a mola, conectada ao êmbolo e ao ponto fixo A, não exerce
mostrada na figura onde as válvulas A e B impedem o fluxo do ar em força sobre o êmbolo. Após 3.520 J de calor serem fornecidos ao gás, o
sentido inverso ao indicado pelas setas. sistema atinge um novo estado de equilíbrio mecânico e termodinâmico,
ficando o êmbolo a uma altura de 1,2 m em relação à base do cilindro.
Obs.: Dê as respostas em função das variáveis, Patm , V, V0, N e γ. Considere
o ar um gás perfeito. Obs.: Considere que não existe atrito entre o cilindro e o êmbolo.

Dados:
• Massa do gás ideal: 0,01 kg.
• Calor específico a volume constante do gás ideal: 1.000 J/kg · K.
• Altura inicial do êmbolo em relação à base do cilindro: X1= 1 m.
• Área da base do êmbolo: 0,01 m².
• Constante elástica da mola: 4.000 N/m.
• Massa do êmbolo: 20 kg.
• Aceleração da gravidade: 10 m/s2.
• Pressão atmosférica: 100.000 Pa.
Determine a pressão e a temperatura do gás ideal.

218 IME-ITA – Vol. 5


Termologia FÍSICA II
Assunto 9

a. na condição inicial. 52 Uma máquina térmica, operando em um ciclo termodinâmico, recebe


b. no novo estado de equilíbrio. 1000 J de um primeiro ambiente cuja temperatura é 800 K e rejeita calor
para um segundo ambiente, este a 500 K. Por sua vez, esta energia
49 (IME-2009) Considere o sistema mostrado abaixo onde um recipiente rejeitada é empregada para acionar uma segunda máquina térmica que,
cilíndrico com gás ideal é mantido a uma temperatura T por ação de uma operando em um ciclo termodinâmico e em série com a primeira, rejeita
placa quente. A tampa do recipiente, com massa m, é equilibrada pela ação calor para um terceiro ambiente, cuja temperatura é 300 K. Considerando
do gás. Esta tampa está conectada, por meio de uma haste não deformável, que os rendimentos térmicos da primeira e da segunda máquina valem,
ao êmbolo de um tubo de ar, aberto na extremidade inferior. Sabendo-se respectivamente, 80% e 50% dos máximos, teoricamente, determine:
que existe um diapasão vibrando a uma frequência f na extremidade
aberta, determine o menor número de mols do gás necessário para que a. a quantidade de energia recebida pelo terceiro ambiente.
seja observado o modo fundamental de ressonância do tubo de ar. b. o rendimento da associação

Dado: Velocidade de propagação do som no ar: v. 53 (IME) Um cilindro contém oxigênio à pressão de 2 atmosferas e ocupa
um volume de 3 litros à temperatura de 300 K. O gás, cujo comportamento é
Obs.: O conjunto haste-êmbolo possui massa desprezível. considerado ideal, executa um ciclo termodinâmico por meio dos seguintes
processos:

êmbolo • Processo 1-2: aquecimento à pressão constante até 500 K.


• Processo 2-3: resfriamento à volume constante até 250 K.
• Processo 3-4: resfriamento à pressão constante até 150 K.
• Processo 4-1: aquecimento à volume constante até 300 K.

gás Ilustre os processos em um diagrama pressão-volume e determine o


trabalho executado pelo gás, em joules, durante o ciclo descrito acima.
Determine, ainda, o calor líquido produzido ao longo deste ciclo.
placa
quente Dado: 1 atm = 105 Pa.
fogo
diapasão
54 As situações 1 e 2 da figura apresentam uma caldeira que fornece
vapor sob pressão a uma turbina, a fim de proporcionar a sua rotação. A
50 (IME-2001) Uma máquina térmica operando em um ciclo de Carnot turbina está ligada solidariamente ao gerador 1 por meio de seu eixo, que
recebe calor de um reservatório térmico cuja temperatura é TH e cede calor gera a energia elétrica E1. O vapor expelido é aproveitado para impulsionar
a um segundo reservatório com temperatura desconhecida. Uma segunda as pás de um sistema de geração eólico, que são acopladas por meio de
máquina térmica, também operando em um ciclo de Carnot, recebe calor seu eixo ao gerador 2, que gera a energia elétrica E2.
deste último reservatório e cede calor a um terceiro reservatório com
temperatura TC. Determine uma expressão termodinamicamente admissível Dados:
para a temperatura T do segundo reservatório, que envolva apenas TH e • rendimentos:
TC, supondo que: – caldeira: 40%;
– turbina: 60%;
a. o rendimento dos dois ciclos seja o mesmo. – gerador 1: 70%;
b. o trabalho desenvolvido em cada um dos ciclos seja o mesmo. – das pás (gerador eólico): 30%;
– gerador 2: 50%;
51 O ciclo Brayton encontra-se ilustrado abaixo pelos diagramas – conversor eletrotérmico: 50%;
P x V(pressão – volume) e T S (temperatura – entropia). – sistema de bombeamento de água: 70%.
• massa específica da água: 1 kg/L.
• aceleração da gravidade: 10 m/s².

turbina turbina

eixo gerador eixo gerador


E1 E1
1 1
caldeira caldeira
conversor

pás pás
aquecedor
(eólica)
aquecedor E2(eólica)
p gerador E2 gerador
Sendo conhecidos o valor de γ (constante de Poisson) e o valor r = 2 , 2 2

determine o rendimento deste ciclo em função apenas de γ e de r. p1 situação 1 situação 1

IME-ITA – Vol. 5 219


FÍSICA II
Assunto 9

Determine: da geladeira seja, no máximo igual a R$5,00 e que a temperatura interna


do aparelho seja inferior a 8°C. O fabricante afirma que os dois critérios
a. a energia a ser fornecida pelo aquecedor à caldeira, em função de E1 são atendidos, pois o desempenho da geladeira é 1/7 do máximo possível.
e E2, mantidas constantes, nas seguintes situações: Verifique, baseado nos princípios da termodinâmica, se esta assertiva do
Situação 1: As energias E1 e E 2 são utilizadas para atender o fabricante está tecnicamente correta. Considere que a tarifa referente ao
consumidor final. consumo de 1 kWh é R$0,20.
Situação 2: Toda a energia elétrica E2 é utilizada por um conversor
eletrotérmico, mantendo E1 com a mesma destinação da situação 1. 58 (IME-2009) Um industrial possui uma máquina térmica operando em
b. o rendimento do sistema para as duas situações. um ciclo termodinâmico, cuja fonte de alimentação advém da queima de
c. a potência térmica necessária a ser fornecida pelo aquecedor, a fim óleo combustível a 800 K. Preocupado com os elevados custos do petróleo,
de permitir que um sistema de bombeamento eleve 1.000 m³ de água ele contrata os serviços de um inventor. Após estudo, o inventor afirma
a uma altura de 100 m em 4 horas, utilizando as energias E1 e E2 da que o uso do óleo combustível pode ser minimizado por meio do esquema
situação 1. descrito a seguir: um quarto do calor necessário para acionar a máquina
seria originado da queima de bagaço de cana a 400 K, enquanto o restante
55 (IME-2004) Certa usina termoelétrica tem por objetivo produzir seria proveniente da queima de óleo combustível aos mesmos 800 K. Ao
eletricidade para consumo residencial a partir da queima de carvão. São ser inquirido sobre o desempenho da máquina nesta nova configuração,
consumidas 7,2 toneladas de carvão por hora e a combustão de cada o inventor argumenta que a queda no rendimento será inferior a 5%. Você
quilo gera 2 · 107 J de energia. A temperatura de queima é de 907°C e julga esta afirmação procedente? Justifique estabelecendo uma análise
existe uma rejeição de energia para um riacho cuja temperatura é de 22°C. termodinâmica do problema para corroborar seu ponto de vista. Considere
Estimativas indicam que o rendimento da termelétrica é 75% do máximo que, em ambas as situações, a máquina rejeita parte da energia para
admissível teoricamente. No discurso de inauguração desta usina, o o ar atmosférico, cuja temperatura é 300 K.
palestrante afirmou que ela poderia atender, no mínimo, à demanda de
100.000 residências. Admitindo que cada unidade habitacional consome 59 O aluno Juquinha montou o sistema apresentado na figura 1, que
mensalmente 400 kWh e que a termoelétrica opera durante 29,63 dias consiste em uma bateria de 60 kV, um resistor de 4 kΩ e um equipamento E.
em cada mês, o que equivale a aproximadamente 2,56 · 106 segundos, Esse equipamento E representa uma máquina térmica associada a um rotor.
determine a veracidade daquela afirmação e justifique sua conclusão por Na confecção, aproveitou-se de uma máquina térmica existente, que
meio de uma análise termodinâmica do problema. descreve o ciclo termodinâmico ABCA, de 20 mols de gás desconhecido,
mostrado no diagrama P × V da figura 2. Sobre esse processo, sabe-se que:
56 (IME-2013) Um industrial deseja lançar no mercado uma máquina
térmica que opere entre dois reservatórios térmicos cujas temperaturas • O processo AB ocorre a temperatura constante;
são 900 K e 300 K, com rendimento térmico de 40% do máximo • O processo BC ocorre a volume constante;
teoricamente admissível. Ele adquire os direitos de um engenheiro que • O processo CA é adiabático;
depositou uma patente de uma máquina térmica operando em um ciclo
O reservatório quente mantém sua temperatura conhecida e igual a 1000
termodinâmico composto por quatro processos descritos a seguir:
K, enquanto a temperatura do reservatório frio, a princípio, é desconhecida
para Juquinha. Realizando um outro experimento, no entanto, consegue-se
Processo 1-2: p rocesso isovolumétrico com aumento de pressão:
relacioná-la à diferença de potencial na qual todo o equipamento está
(Vi , pi ) → (Vi , pf ). submetido ao circuito da figura 1, de acordo com uma equação do segundo
Processo 2-3: p rocesso isobárico com aumento de volume:
grau, representada na figura 4.
(Vi , pf ) → (Vf , pf ).
Processo 3-4: p rocesso isovolumétrico com redução de pressão:
À medida que o motor realiza trabalha, o rotor associado passa a girar
(Vf , pf ) → (Vf , pi ). com determinada frequência. O gráfico da figura 3 apresenta a relação
Processo 4-1: processo isobárico com redução de volume: ( Vf , pi ) → ( Vi , pi )
entre potência útil para o rotor e sua frequência.
.
O engenheiro afirma que o rendimento desejado é obtido para qualquer valor
p V
de f > 1 desde que a razão entre os volumes f  seja igual a 2. Porém,
pi Vi
testes exaustivos do protótipo da máquina indicam que o rendimento é
inferior ao desejado. Ao ser questionado sobre o assunto, o engenheiro
argumenta que os testes não foram conduzidos de forma correta e mantém
sua afirmação original. Supondo que a substância de trabalho que percorre
o ciclo 1-2-3-4-1 seja um gás ideal monoatômico e baseado em uma
análise termodinâmica do problema, verifique se o rendimento desejado
pode ser atingido.

57 (IME-2010) Atendendo a um edital do governo, um fabricante deseja


certificar junto aos órgãos competentes uma geladeira de baixos custo
e consumo. A qual apresenta um coeficiente de desempenho igual a 2
e rejeita 9/8 kW para o ambiente externo. De acordo com o fabricante,
estes dados foram medidos em uma situação típica de operação,
na qual o compressor da geladeira se manteve funcionando durante
1/8 do tempo a temperatura ambiente de 27°C. O edital preconiza que,
para obter a certificação, é necessário que o custo mensal de operação

220 IME-ITA – Vol. 5


Termologia FÍSICA II
Assunto 9

61 (ITA-2009) Para ilustrar os princípios de Arquimedes e de Pascal,


Descartes emborcou na água um tubo de ensaio de massa m, comprimento
L e área da seção transversal A. Sendo g a aceleração da gravidade, ρ a
massa específica da água, e desprezando variações de temperatura no
processo, calcule:

a. o comprimento da coluna de ar no tubo, estando o tanque aberto sob


pressão atmosférica Pa.
b. o comprimento da coluna de ar no tubo, de modo que a pressão no
interior do tanque fechado possibilite uma posição de equilíbrio em
que o topo do tubo se situe no nível da água (ver figura).


Ao mostrar seu novo equipamento eletrônico ao professor orientado, o
ele indagou Juquinha sobre qual gás a máquina térmica usa. Sem saber 62 (ITA 2008) Durante a realização de um teste, colocou-se um litro de
a resposta, Juquinha falou que era N2. O professor apenas sorriu e disse água a 20°C no interior de um forno de micro-ondas. Após permanecer
ser impossível. ligado por 20 minutos, restou meio litro de água. Considere a tensão da
rede de 127 V e de 12 A a corrente consumida pelo forno. Calcule o fator
Explique a afirmação do professor sabendo que a máquina realiza um de rendimento do forno.
ciclo completo a cada 1 ms e que a corrente i que passa pelo resistor de
4 kΩ é de 10 A. Dados:
calor de vaporização da água Lv= 540 cal/g;
Dados: calor específico da água C = 1 cal/g°C;
• Corrente: i = 10 A; 1 caloria = 4,2 joules.
• Tempo para que a máquina térmica realize um ciclo completo: 1 ms;
• Número de mols de gás que percorrem o ciclo: 20 mols; 63 (ITA-2005) Inicialmente, 48 g de gelo a 0°C são colocados num
• Período do rotor: T = 30 s; calorímetro de alumínio de 2,0 g, também a 0°C. Em seguida, 75 g de água
• Constante dos gases ideais: R=8,3 a 80°C são despejados dentro desse recipiente. Calcule a temperatura final
• Ln2 = 0,7; do conjunto.
• Ln3=1,1;
Dados:
• Ln5=1,6
calor latente do gelo Lg = 80 cal/g;
calor específico da água CH O = 1,0 cal g–1°C–1;
Considere que o gráfico da figura 4 é uma parábola na qual o zero é raiz 2

dupla. calor específico do alumínio CA =0,22 cal g–1°C–1.

60 (ITA 2013) Um recipiente é inicialmente aberto para a atmosfera a 64 (ITA-2008) De acordo com a lei de Stefan-Boltzmann, o equilíbrio da
temperatura de 0°C. A seguir, o recipiente é fechado e imerso num banho atmosfera terrestre é obtido pelo balanço energético entre a energia de
térmico com água em ebulição. Ao atingir o novo equilíbrio, observa-se radiação do Sol absorvida pela Terra e a reemitida por ela. Considere que
o desnível do mercúrio indicado na escala das colunas do manômetro. a energia fornecida por unidade de tempo pela radiação solar é dada por
Construa um gráfico P x T para os dois estados do ar no interior do P = AeσT4, em que σ = 5,67 · 10–8 Wm–2K–4; A é a área da superfície do
recipiente e o extrapole para encontrar a temperatura T0 quando a corpo; T a temperatura absoluta, e o parâmetro e é a emissividade que
pressão P = 0, interpretando fisicamente este novo estado à luz da teoria representa a razão entre a taxa de radiação de uma superfície particular e a
cinética dos gases. taxa de radiação de uma superfície de um corpo ideal, com a mesma área
e mesma temperatura. Considere a temperatura média da Terra T = 287 K,
nesta situação, e =1. Sabendo que a emissão de gases responsáveis
pelo aquecimento global reduz a emissividade, faça uma estimativa de
quanto aumentará a temperatura média da Terra devido à emissão de
gases responsáveis pelo aquecimento global, se a emissividade diminuir
x
8%. Considere (1 − x ) ≅ 1 − .
4

IME-ITA – Vol. 5 221


FÍSICA II
Assunto 9

65 (ITA-2005) Estime a massa de ar contida numa sala de aula. Indique é efetuado sobre o sistema. Sabendo-se também que em um ciclo completo
claramente quais as hipóteses utilizadas e os quantitativos estimados das o trabalho total realizado pelo sistema é de 30 J, calcule a quantidade de
variáveis empregadas. calor trocado durante o processo AB.

66 (ITA-2011) Uma bolha de gás metano com volume de 10 cm3 é


formado a 30 m de profundidade num lago. Suponha que o metano
comporta-se como um gás ideal de calor específico molar CV = 3R e
considere a pressão atmosférica igual a 105 N/m2. Supondo que a bolha
não troque calor com a água ao seu redor, determine seu volume quando
ela atinge a superfície.

67 (ITA-2009) Três processos compõem o ciclo termodinâmico ABCA


mostrado no diagrama P x V da figura. O processo AB ocorre a temperatura
constante. O processo BC ocorre a volume constante com decréscimo de
40 J de energia interna e, no processo CA, adiabático, um trabalho de 40 J

222 IME-ITA – Vol. 5


FÍSICA II ASSUNTO

Ondas
10
03 (IME-2011)

Dado: velocidade do som = 340 m/s.


01 (IME)

comprimento de onda
pelicula
λ4

0.8 λ4

0.5 λ4

0.2 λ4

0 5∙104 λ4 10∙104 λ4 15∙104 λ4 20∙104 λ4


distância percorrida

Um raio de luz de frequência 5 · 1014 Hz passa por uma película composta A figura acima apresenta uma fonte sonora pontual que emite uma onda
por 4 materiais diferentes, com características em conformidade com a harmônica esférica em um meio não dispersivo. Sabendo que a média
figura acima. O tempo gasto para o raio percorrer toda a película, em ηs, é: temporal da intensidade da onda é diretamente proporcional ao quadrado
da sua amplitude, pode-se afirmar que a amplitude a uma distância r da
(A) 0,250. fonte é proporcional a:
(B) 0,640.
(C) 0,925. (A) 1/r1/2.
(D) 1,000. (B) 1/r.
(E) 3,700. (C) 1/r3/2.
(D) 1/r2.
02 (IME-2013) Quando uma corda de violão é tocada, o comprimento (E) 1/r3.
de onda da onda sonora produzida pela corda:
04 (IME-2013) Um feixe de luz de intensidade I incide perpendicularmente
(A) é maior que o comprimento de onda da onda produzida na corda, já em uma lâmina de vidro de espessura constante. A intensidade da onda
que a distância entre as moléculas do ar é maior que a distância entre transmitida do ar para o vidro e vice-versa é reduzida por um fator
os átomos da corda. q(0 < q < 1). Ao chegar a cada interface de separação entre o ar e o vidro,
(B) é menor que o comprimento de onda da onda produzida na corda, a onda se divide em refletida e transmitida. A intensidade total da luz que
já que a massa específica do ar é menor que a massa específica da atravessa o vidro, após sucessivas reflexões internas no vidro, é dada por:
corda.
(C) é igual ao comprimento de onda da onda produzida na corda, já que (A) q2I.
as frequências das duas ondas são iguais. qI
(B) .
(D) pode ser maior ou menor que o comprimento de onda da onda 2 − q2
produzida na corda, dependendo das velocidades de propagação da 2qI
onda sonora e da onda produzida na corda. (C) .
1+ q
(E) pode ser maior ou menor que o comprimento de onda da onda
produzida na corda, dependendo das frequências da onda sonora e qI
(D) .
da onda produzida na corda. 2−q
1
(E) q(1 + q )I.
2
05 (IME-2008) Uma fonte de 680 Hz, posicionada na boca de um tubo de
ensaio vazio, provoca ressonância no harmônico fundamental. Sabendo
que o volume do tubo é 100 ml e que a velocidade do som no ar é
340 m/s, o intervalo que contém o raio R do tubo é:

(A) 1,2 cm < R < 1,4 cm.


(B) 1,5 cm < R < 1,7 cm.
(C) 1,8 cm < R < 2 cm.
(D) 2,1 cm < R < 2,3 cm.
(E) 2,4 cm < R < 2,6 cm.

IME-ITA – Vol. 5 223


FÍSICA II
Assunto 10

06 (IME-2008) Uma fonte deluz de comprimento de onda λ é apontada 08 (ITA-2009) Um cubo de 81,0 kg e 1,00 m de lado flutua na água cuja
para uma fenda formada por duas placas conectadas entre si por duas massa específica é ρ = 1000 kg / m³. O cubo é então calcado ligeiramente
molas de constante K, estando a placa superior fixada ao teto, conforme para baixo e, quando liberado, oscila em um movimento harmônico
mostra afigura abaixo. A distância entre as placas é pequena o suficiente simples com certa frequência angular. Desprezando-se as forças de atrito
para causar a difração da luz. As placas possuem largura L, comprimento e tomando g = 10 m /s², essa frequência angular é igual a:
C e espessura E. Uma figura de difração é projetada em uma parede a
uma distância D da fenda. Sendo g a aceleração da gravidade, a massa (A) 100/9 rad/s.
específica ρ das placas para que o segundo máximo de difração esteja a (B) 1000/81 rad/s.
uma distância B do primeiro é: (C) 1/9 rad/s.
(D) 9/100 rad/s.
(E) 81/1000 rad/s.

09 (ITA-2011) Uma partícula de massa m move-se sobre uma linha reta


horizontal num Movimento Harmônico Simples (MHS) com centro O.
Inicialmente, a partícula encontra-se na máxima distância x0 de O e, a
seguir, percorre uma distância a no primeiro segundo e uma distância b no
segundo seguinte, na mesma direção e sentido. Quanto vale a amplitude
x0 desse movimento?

(A) 2a3 / (3a2 – b2).


(B) 2b2 / (4a – b).
(C) 2a2 / (3a – b).
(D) 2a2b / (3a2 – b2).
(E) 4a2 / (3a – 2b).

10 (ITA-2012) No interior de um carrinho de massa M mantido em


2 KB repouso, uma mola de constante elástica k encontra-se comprimida de
(A) r = . uma distância x, tendo uma extremidade presa e a outra conectada a um
CLE g
bloco de massa m, conforme a figura. Sendo o sistema então abandonado
2 KD λ e considerando que não há atrito, pode-se afirmar que o valor inicial da
(B) r = .
CLE g aceleração do bloco relativa ao carrinho é:
K λ D2 + B2
(C) r = .
CLE g B

2 K λ D2 + B2
(D) r = .
CLE g B
2K D2 + B2
(E) r = .
CLE g

07 (ITA-2012) Um cilindro vazado pode deslizar sem atrito num eixo


horizontal no qual se apoia. Preso ao cilindro, há um cabo de 40 cm de
comprimento tendo uma esfera na ponta, conforme a figura. Uma força
externa faz com que o cilindro adquira um movimento na horizontal do (A) kx / m.
= ( πft ) . Qual deve ser o valor de f em hertz para que seja
tipo y    y 0 sen 2 (B) kx / M.
máxima a amplitude das oscilações da esfera? (C) kx / (m + M).
(D) kx (M – m) / mM.
(A) 0,40. (E) kx (M + m) / mM.
(B) 0,80.
(C) 1,3.
(D) 2,5.
(E) 5,0.

224 IME-ITA – Vol. 5


Ondas FÍSICA II
Assunto 10

11 (ITA-2012) Um elevador sobe verticalmente com aceleração constante A p0 γ


e igual a a. No seu teto está preso um conjunto de dois sistemas massa- (A) f = .
-mola acoplados em série, conforme a figura. O primeiro tem massa m1 2π V0 M
e constante de mola k1, e o segundo, massa m2 e constante de mola k2.
Ambas as molas têm o mesmo comprimento natural (sem deformação) A p0 γ
(B)  f = .
I. Na condição de equilíbrio estático relativo ao elevador, a deformação da π 2V0 M
mola de constante k1 é y, e a outra, x. Pode-se então afirmar que (y – x) é:
2 A 2 p0 γ
(C)  f = .
π V0 M

A p0 γ 2
(D)  f = .
2π V0 M

3 A p0 γ
(E)  f = .
2π 3V0 M

14 (ITA-2010) Considere um oscilador harmônico simples composto


por uma mola de constante elástica k, tendo uma extremidade fixada e a
outra acoplada a uma partícula de massa m. O oscilador gira num plano
horizontal com velocidade angular constante ω em torno da extremidade
(A) [(k2 – k1)m2 + k2m1](g – a)/k1k2. fixa, mantendo-se apenas na direção radial, conforme mostra a figura.
(B) [(k2 + k1)m2 + k2m1](g – a)/k1k2. Considerando R0 a posição de equilíbrio do oscilador para ω = 0, pode-se
(C) [(k2 – k1)m2 + k2m1](g + a)/k1k2. afirmar que:
(D) [(k2 + k1)m2 + k2m1](g + a)/k1k2 – 2 L.
(E) [(k2 – k1)m2 + k2m1](g + a)/k1k2 + 2 L.
m
12 Dois pequenos corpos idênticos, de massas iguais a m e cargas k
elétricas iguais a Q estão em equilíbrio, apoiados numa superfície horizontal
lisa e ligados por uma mola de constante elástica R. Nesta configuração,
a mola tem um comprimento L. Uma pequena perturbação faz com que
o sistema entre em MHS. Qual o período desse movimento, sendo K a R
constante eletrostática do meio? ω

(A) o movimento é harmônico simples para qualquer que seja velocidade


angular ω.
(B) o ponto de equilíbrio é deslocado para R < R0.
(C) a frequência do MHS cresce em relação ao caso de ω = 0.
mL3 (D) o quadrado da frequência do MHS depende linearmente do quadrado
(A) 2π . da velocidade angular.
4 KQ2 + 2 RL3
(E) se a partícula tiver carga, um campo magnético na direção do eixo de
mL3 rotação só poderá aumentar a frequência do MHS.
(B) π .
KQ2 + RL3
15 (ITA-2008) No estudo de ondas que se propagam em meios elásticos,
2mL3 a impedância característica de um material é dada pelo produto da sua
2π .
(C) 4KQ2 + RL3 densidade pela velocidade da onda nesse material, ou seja, z = μv.
Sabe-se, também, que uma onda de amplitude a1, que se propaga em
um meio 1, ao penetrar em uma outra região, de meio 2, origina ondas,
mL3 refletida e transmitida, cujas amplitudes são, respectivamente:
(D) 2π .
2KQ2 + RL3
 z1   
mL3  z − 1  2 
(E) π . = ar = 2
 a1; at   a1
4 KQ2 + 2 RL3  z1 + 1  1 + z2 
z   z1 
 2  
13 Um gás ideal está contido em um cilindro vertical e possui um pistão Num fio, sob tensão τ, a velocidade da onda nesse meio é dada por
móvel de massa M. O pistão e o cilindro têm a mesma área de seção A. τ
A pressão atmosférica é P0, e quando o pistão está em equilíbrio o volume v= . Considere agora o caso de uma onda que se propaga num fio
do gás é V0. O pistão é agora deslocado de uma pequena variação da µ
posição de equilíbrio. Assumindo que o sistema seja completamente de densidade linear μ (meio 1) e penetra num trecho desse fio em que a
isolado da vizinhança, calcule a frequência das oscilações harmônicas densidade linear muda para 4μ(meio 2). Indique a figura que representa
executadas pelo pistão: corretamente as ondas refletidas (r) e transmitida (t):

IME-ITA – Vol. 5 225


FÍSICA II
Assunto 10

meio 1 t 19 (ITA-2002) Considere as afirmativas:


(A) .
meio 2 I. Os fenômenos de interferência, difração e polarização ocorrem com
r
todos os tipos de onda.
meio 1 t II. Os fenômenos de interferência e difração ocorrem apenas com ondas
(B) . transversais.
meio 2 III. As ondas eletromagnéticas apresentam o fenômeno de polarização,
r
pois são ondas longitudinais.
r t IV. Um polarizador transmite os componentes da luz incidente não
(C) . polarizada, cujo vetor campo elétrico E é perpendicular à direção de
meio 1 meio 2 transmissão do polarizador.
r meio 2 Então, está(ão) correta(s):
(D) .
meio 1 t (A) nenhuma das afirmativas.
t (B) apenas a afirmativa I.
meio 1 (C) apenas a afirmativa II.
(E) .
(D) apenas as afirmativas I e II.
r meio 2 (E) apenas as afirmativas I e IV.

20 (ITA-2006) Para se determinar o espaçamento entre duas trilhas


16 (ITA-2006) Considere duas ondas que se propagam com frequências f1
adjacentes de um CD, foram montados dois arranjos: 1. O arranjo da
e f2, ligeiramente diferentes entre si, e mesma amplitude A, cujas equações
figura (1), usando uma rede de difração de 300 linhas por mm, um laser
são respectivamente= y1( t ) A cos ( 2πf1t ) e=
y 2 ( t ) A cos ( 2πf2 t ) . Assinale
e um anteparo. Neste arranjo, mediu-se a distância do máximo de ordem
a opção que indica corretamente:
0 ao máximo de ordem 1 da figura de interferência formada no anteparo.
2. O arranjo da figura (2), usando o mesmo laser, o CD e um anteparo
amplitude máxima frequência da onda frequência do com um orifício para a passagem do feixe de luz. Neste arranjo, mediu-se
da onda resultante resultante batimento também a distância do máximo de ordem 0 ao máximo de ordem 1 da
(A) f1 + f2 (f1 + f2)/2 figura de interferência. Considerando nas duas situações θ1 e θ2 ângulos
A 2
pequenos, a distância entre duas trilhas adjacentes do CD é de:
(B) 2A (f1 + f2)/2 (f1 + f2)/2
(C) 2A (f1 + f2)/2 f1 – f2 anteparo
rede de difração anteparo CD
(D) A 2 f1 + f2 f1 – f2 300 linhas/mm
(E) A (f1 + f2)/2 f1 – f2

17 (ITA-2005) Um tubo sonoro de comprimento l, fechado numa das laser laser


extremidades, entra em ressonância, no seu modo fundamental, com o
som emitido por um fio, fixado nos extremos, que também vibra no modo
fundamental. Sendo L o comprimento do fio, m sua massa e c, a velocidade 500 mm
do som no ar, pode-se afirmar que a tensão submetida ao fio é dada por: 74 mm
(1)
(2)
(A) ( c /2 L ) m l.
2

(B) ( c /2 l ) mL.
2
(A) 2,7 · 10–7 m.
(C) ( c /l ) mL.
2
(B) 3,0 · 10–7 m.
(C) 7,4 · 10–6 m.
(D) ( c /l ) m l.
2
(D) 1,5 · 10–6 m.
(E) n.d.a. (E) 3,7 · 10–5 m.
18 (ITA-1990) Luz linearmente polarizada (ou plano-polarizada) é aquela
que:

(A) apresenta uma só frequência.


(B) se refletiu num espelho plano.
(C) tem comprimento de onda menor que o da radiação ultravioleta.
(D) tem a oscilação associada a sua onda, paralela a um plano.
(E) tem a oscilação associada a sua onda, na direção de propagação.

226 IME-ITA – Vol. 5


Ondas FÍSICA II
Assunto 10

21 (ITA-2005) Num experimento de duas fendas de Young, com luz 23 (ITA-2000) No experimento denominado “anéis de Newton”, um feixe
monocromática de comprimento de onda λ, coloca-se uma lâmina delgada de raios luminosos incide sobre uma lente plano-convexa que se encontra
de vidro (nv = 1,6) sobre uma das fendas. apoiada sobre uma lâmina de vidro, como mostra a figura:

lâmina feixe de raios


d anteparo luminosos paralelos

lente

F1 vidro
d ar
vidro
lâmina

4° anel

F2
O aparecimento de franjas circulares de interferência, conhecidas como
λ anéis de Newton, está associado à camada de ar, de espessura d variável,
existente entre a lente e a lâmina. Qual deve ser a distância d entre a lente e
Isto produz um deslocamento das franjas na figura de interferência. a lâmina de vidro correspondente à circunferência do quarto anel escuro
Considere que o efeito da lâmina é alterar a fase da onda. Nestas ao redor do ponto escuro central? (Considere λ o comprimento de onda
circunstâncias, pode-se afirmar que a espessura d da lâmina, que provoca da luz utilizada).
o deslocamento da franja central brilhante (ordem zero) para a posição que
era ocupada pela franja brilhante de primeira ordem, é igual a: (A) 4 λ.
(B) 8 λ.
(A) 0,38 λ. (C) 9 λ.
(B) 0,60 λ. (D) 8,5 λ.
(C) λ. (E) 2 λ.
(D) 1,2 λ.
(E) 1,7 λ. 24 (ITA-2010) Um feixe luminoso vertical, de 500 nm de comprimento
de onda, incide sobre uma lente plano-convexa apoiada numa lâmina
22 (ITA-2009) Uma lâmina de vidro com índice de refração nem forma de horizontal de vidro, como mostra a figura. Devido à variação da espessura
cunha é iluminada perpendicularmente por uma luz monocromática da camada de ar existente entre a lente e a lâmina, torna-se visível sobre
de comprimento de onda λ. Os raios refletidos pela superfície superior e a lente uma sucessão de anéis claros e escuros, chamados de anéis de
pela inferior apresentam uma série de franjas escuras com espaçamento Newton. Sabendo-se que o diâmetro do menor anel escuro mede 2 mm,
entre elas, sendo que a m-ésima encontra-se a uma distância x do vértice. a superfície convexa da lente deve ter um raio de:
Assinale o ângulo θ, em radianos, que as superfícies da cunha formam
entre si.

(A) 1,0 m.
(B) 1,6 m.
(C) 2,0 m.
(D) 4,0 m.
(E) 8,0 m.

25 (ITA-2011) Fontes distantes de luz separadas por um ângulo a numa


abertura de diâmetro D podem ser distinguidas quando a > 1,22 l / D,
em que l é o comprimento de onda da luz. Usando o valor de 5 mm para
o diâmetro das suas pupilas, a que distância máxima aproximada de um
carro você deveria estar para ainda poder distinguir seus faróis acesos?
(A) θ = λ/2ne. Considere uma separação entre os faróis de 2 m.
(B) θ = λ/4ne.
(C) θ = (m + 1)λ/2nme. (A) 100 m.
(D) θ = (2m + 1)λ/4nme. (B) 500 m.
(E) θ = (2m – 1)λ/4nme. (C) 1 km.
(D) 10 km.
(E) 100 km.

IME-ITA – Vol. 5 227


FÍSICA II
Assunto 10

26 Um alto-falante é direcionado frontalmente contra uma parede (situada 30 (ITA-2005) Uma banda de rock irradia uma certa potência em um
em x=0) de forma a produzir uma onda sonora estacionária resultado da nível de intensidade sonora igual a 70 decibéis. Para elevar esse nível a
interferência da onda incidente e da onda refletida pela parede. Despreze 120 decibéis, a potência irradiada deverá ser elevada de:
as ondas refletidas por paredes laterais. Sendo λ o comprimento de onda
dessa superposição, considere as seguintes afirmações: (A) 71%.
(B) 171%.
I. A primeira posição a partir da parede em que não se ouve som é (C) 7100%.
x = l/4, que representa a posição onde ocorre o máximo deslocamento (D) 9999900%.
das moléculas de ar com relação à posição de equilíbrio. (E) 10000000%.
II. A primeira intensidade máxima de som ao se afastar da parede é
percebida na posição x = l/2, que representa um ventre de pressão. 31 (IME-2006) Para ferver dois litros de água para o chimarrão, um
III. A distância entre dois máximos ou dois mínimos adjacentes de gaúcho mantém uma panela de 500 g suspensa sobre a fogueira, presa em
intensidade sonora é x = l/2. um galho de árvore por um fio de aço com 2 m de comprimento. Durante
o processo de aquecimento são gerados pulsos de 100 Hz em uma das
Analisando-se as afirmações acima, concluímos que: extremidades do fio. Este processo é interrompido com a observação de
um regime estacionário de terceiro harmônico. Determine:
(A) Apenas I e III são verdadeiras.
(B) Apenas II e III são verdadeiras. Dados:
(C) Apenas III é verdadeira. Massa específica linear do aço: 10–3 kg/m
(D) Todas são verdadeiras. Aceleração da gravidade (g): 10 m/s2
(E) Nenhuma é verdadeira. Massa específica da água: 1 kg/L
Calor latente de vaporização da água: 2,26 MJ/kg
27 (ITA-2013) Um prato plástico com índice de refração 1,5 é colocado
no interior de um forno de micro-ondas que opera a uma frequência de a. o volume de água restante na panela;
2,5 · 109 Hz. Supondo que as micro-ondas incidam perpendicularmente b. a quantidade de energia consumida neste processo.
ao prato, pode-se afirmar que a mínima espessura deste em que ocorre
o máximo de reflexão das micro-ondas é de: 32 (IME-2011)

(A) 1,0 cm.


(B) 2,0 cm.
(C) 3,0 cm.
(D) 4,0 cm.
(E) 5,0 cm.

28 (ITA-1989) Um automóvel, movendo-se a 20 m/s, passa próximo a


uma pessoa parada junto ao meio-fio. A buzina do carro está emitindo
uma nota de frequência f = 2,000 kHz. O ar está parado e a velocidade
do som em relação a ele é 340 m/s. Que frequência o observador ouvirá:

I. quando o carro está se aproximando;


II. quando o carro está se afastando?

I II
A figura acima mostra um corpo sólido cilíndrico de altura h, densidade ρ e
(A) 2,00 kHz 2,00 kHz. área da base A, imerso em um líquido de mesma densidade em um tanque
(B) 1,88 kHz 2,12 kHz. também cilíndrico com base interna de área 4A. A partir do instante t = 0
(C) 2,13 kHz 1,89 kHz. (situação da figura), o líquido passa a ser bombeado para fora do tanque a
(D) 2,10 kHz 1,87 kHz. uma vazão variável dada por U(t) = bAt, onde b é uma constante positiva.
(E) 1,88 kHz 2,11 kHz.
Dados:
29 (ITA-2007) Numa planície, um balão meteorológico com um emissor • Comprimento da corda entre os pontos B e C: L;
e receptor de som é arrastado por um vento forte de 40 m/s contra a base • densidade linear da corda entre os pontos B e C: µ;
de uma montanha. A frequência do som emitido pelo balão é de 570 Hz e • aceleração gravitacional local: g.
a velocidade de propagação do som no ar é de 340 m/s. Assinale a opção
que indica a frequência refletida pela montanha e registrada no receptor Obs.:
do balão. • Desconsidere o peso da corda no cálculo da tração;
• a tensão instantânea na corda é a mesma em toda a sua extensão.
(A) 450 Hz.
(B) 510 Hz.
(C) 646 Hz.
(D) 722 Hz.
(E) 1292 Hz.

228 IME-ITA – Vol. 5


Ondas FÍSICA II
Assunto 10

Pede-se: 38 (IME-1995) Um feixe de luz com polarização plana é combinado


com um feixe de luz com polarização circular. Quando o feixe composto
a. a expressão do nível y do líquido (onde y ≤ h) em função do tempo; atravessa uma placa polarizadora, observa-se que a intensidade da luz
b. a velocidade v(t) de um pulso ondulatório transversal, partindo do transmitida varia por um fator de 7, dependendo da orientação da placa.
ponto B em t = 0, e sua respectiva posição x(t); Determine as intensidades relativas do dois feixes.
c. a razão L/h para que o pulso ondulatório transversal, partindo do ponto
B em t = 0, chegue até C no mesmo instante em que o nível do líquido 39 (IME-1993) Sabemos que a luz é uma onda eletromagnética e que
alcança o ponto E. o som é uma onda mecânica. Por que, então, observamos normalmente
em nossa vida cotidiana difração do som e não observamos difração
33 (IME-2012) da luz?

40 (IME-1977) Dois alto-falantes considerados como fontes pontuais


sonoras de mesma intensidade estão afastados de 2 m. Estas fontes
estão em fase e emitem um som contínuo na frequência de 150 Hz.
A velocidade do som é de 300 m/s. Um observador está colocado a uma
distância dos alto-falantes muito maior que 2 m. Chamando de α o ângulo
formado entre a direção y do observador e a direção x normal à reta que
une os alto-falantes, pede-se determinar os valores do ângulo α para os
quais o observador não ouviria o som destes alto-falantes. As direções x
e y e a reta que une os dois alto-falantes estão no mesmo plano.

Um varal de roupas foi construído utilizando uma haste rígida DB de massa


desprezível, com a extremidade D apoiada no solo e a B em um ponto de
um fio ABC com 2,0 m de comprimento, 100 g de massa e tensionado
de 15 N, como mostra a figura acima. As extremidades A e C do fio estão
fixadas no solo, equidistantes de 0,5 m da extremidade D da haste. Sabe-se
que uma frequência de batimento de 10 Hz foi produzida pela vibração
dos segmentos AB e BC em suas frequências fundamentais após serem
percutidos simultaneamente. Diante do exposto, determine a inclinação q
da haste após atingir o solo.
41 (IME-2001) Considere a figura abaixo. Um feixe de laser sofre difração
34 (IME-1980) D1 e D2 são fontes sonoras de mesma frequência. após ter atravessado normalmente a frente da placa. Sabendo que ao
D2 desloca-se para a direita com velocidade constante. O1 e O2 são variar a temperatura da placa altera-se a figura de difração no anteparo,
observadores estacionários que contam, respectivamente, 8 e 9 batimentos determine a variação de temperatura na placa de forma que o primeiro
por segundo. Calcule a velocidade de D2. Velocidade do som: 340 m/s mínimo de difração passa a ocupar a posição do terceiro mínimo.

Dado: Coeficiente de dilatação linear da placa: 3 · 10–3 °C–1.


D1 O1 D2 O2
35 (IME-1997) Afinando um instrumento de cordas, um músico verificou
que uma das cordas estava sujeita a uma força de tração de 80 N e que
ao ser dedilhada, vibrava com uma frequência 20 Hz abaixo da ideal.
Sabendo-se que a parte vibrante da corda tem 100 cm de comprimento,
0,5 g de massa e que deve ser afinada no primeiro harmônico, determine
a força de tração necessária para afinar a corda.
42 (IME-2004) A figura abaixo mostra uma fenda iluminada por uma luz
36 (IME-1996) A frequência fundamental de um tubo de órgão aberto nas de comprimento de onda λ.
duas extremidades é 300 Hz. Quando o ar no interior do tubo é substituído
por hidrogênio e uma das extremidades é fechada, a frequência fundamental
aumenta para 582 Hz. Determine a relação entre a velocidade do som no
hidrogênio e a velocidades do som no ar.

37 (IME-1995) Considere um reservatório cheio de água com 20 metros


de profundidade, cuja única vazão será feita por meio de um balde com
capacidade máxima de 2 litros. A cada balde com água que sai do
reservatório vibra-se, em sua borda, um diapasão cuja frequência é de
170 Hz. Sabendo que após o vigésimo balde com água, escuta-se um
reforço no som e que o consumo diário é de 160 litros, determine após
quantos dias o reservatório irá secar.

Dados: Velocidade do som no ar ≅ 340 ms–1

IME-ITA – Vol. 5 229


FÍSICA II
Assunto 10

Com as molas não deformadas, o ângulo correspondente ao primeiro 45 (IME-2007) A figura ilustra uma empacotadora de papel que utiliza
mínimo de difração é θ. Determine: um capacitor de placas quadradas e paralelas para empilhar a quantidade
exata de folhas contidas em cada embalagem. Ao atingir a altura-limite
Dado: constante elástica de cada mola: k. do bloco de papel, o laser L acoplado à fenda simples Fs projeta os
mínimos de intensidade de difração de primeira ordem nos pontos A e
Obs.: despreze todas as forças de atrito. B, equidistantes da linha tracejada ED. Sabendo que cada folha de papel
possui uma espessura ef, determine o número de folhas contidas em cada
a. a largura d da fenda com as molas não deformadas; embalagem.
b. o valor da força F que deverá ser aplicada para que o ângulo
correspondente ao primeiro mínimo de difração passe a ser θ/2. Dados:
Comprimento de onda do laser = λ;
43 (IME-1997) Na figura abaixo, a partícula A, que se encontra em largura da fenda simples = a;
queda livre, passa pelo primeiro máximo de interferência com velocidade distância entre a fenda e a reta AB = 2d;
de 5 m/s e, após um segundo, atinge o máximo central. A fonte de luz área da superfície das placas do capacitor = d²
F é monocromática com comprimento de onda de 5.000 Ångströns e a permissividade do vácuo = 0
distância d entre os centros da fenda dupla é igual a 10–6 m. Calcule a permissividade do papel = ε
distância L. capacitância do capacitor com o limite máximo de folhas de papel = C.

Dado: Aceleração da gravidade = 10 m/s2. Obs.: despreze o efeito da borda do capacitor.

44 (IME-2005) Um feixe de luz monocromática incide perpendicularmente


aos planos da fenda retangular e do anteparo, como mostra a figura.
A fenda retangular de largura inicial “a” é formada por duas lâminas
paralelas de baquelite, fixadas em dois tubos de teflon, que sofrem
46 (IME-2008) Considere uma pequena bola de gelo de massa M
dilatação linear na direção de seus comprimentos. Estes tubos envolvem
suspensa por um fio de densidade linear de massa ρ e comprimento
dois filamentos de tungstênio, que estão ligados, em paralelo, a uma
L à temperatura ambiente. Logo abaixo deste fio, há um copo de altura
fonte de 1,5 V.
H e diâmetro D boiando na água. Inicialmente o copo está em equilíbrio
com um comprimento C submerso. Este fio é mantido vibrando em sua
Após o fechamento da chave S, uma corrente 500 mA atravessa cada
frequência natural à medida que a bola de gelo derrete e a água cai no
tubo de teflon fazendo com que a figura de difração, projetada no anteparo,
copo. Determine a frequência de vibração do fio quando o empuxo for
comece a se contrair. Considerando que a energia dissipada no filamento
máximo, ou seja, quando o copo perder a sua flutuabilidade.
de tungstênio seja totalmente transmitida para o tubo de teflon, determine
o tempo necessário para que o segundo mínimo de difração ocupe a
Dados:
posição onde se encontrava o primeiro mínimo.
Aceleração da gravidade = g;
massa específica da água = µ.
Dados:
Calor específico do teflon 1.050 J/kg · K;
47 (IME-2005) A figura 1 mostra um cilindro de raio R = 0,2 m em
coeficiente de dilatação linear do teflon 216 · 10–6 °C–1;
repouso e um bloco de massa m = 0,1 kg, suspenso por uma mola de
massa do tubo de teflon m = 10 g;
constante elástica k.
comprimento inicial da barra de teflon L0 = 10 a, onde “a” é a largura
Junto ao bloco existe um dispositivo que permite registrar sua posição no
inicial da fenda.
cilindro. Em um determinado instante, o bloco é puxado para baixo e solto.
tubo de teflon
Nesse mesmo instante, o cilindro começa a girar com aceleração angular
fenda
constante g = 0,8 rad/s2 de tal maneira que a posição do bloco é registrada
baquelite i
no cilindro conforme a figura 2.

a
fonte
de luz anteparo
L0 i S

1,5 V

230 IME-ITA – Vol. 5


Ondas FÍSICA II
Assunto 10

y k R

0 m figura 1

Dados:
• Massa específica do líquido: r;
y (metros)

0 • Inclinação do fluido acelerado: b;


• Aceleração da gravidade: g;
• Constante elástica da mola: k;
• Comprimento natural da mola: C.

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Determine:
x (centímetros)
a. a força F em função de β, M, m, g e ρ;
figura 2 b. o comprimento da mola na situação de equilíbrio do bloco de massa m;
c. o período de pequenas oscilações do bloco caso esse sofra um
Dados: Aceleração da gravidade: g = 10 m/s2; p2 = 10. pequeno deslocamento na direção da força. Neste item, considere:

Determine: • Massa específica do líquido: ρ = 1.000 kg/L;


• Inclinação do fluido acelerado: β = 60°;
a. o período T de oscilação do bloco em segundos; • Aceleração da gravidade: g = 10 m/s²;
b. o valor da constante elástica k da mola em N/m; • Constante elástica da mola: k = 200 N/m;
c. a deformação da mola em metros antes de o bloco ter sido puxado; • Aresta do bloco menor: D = 2 cm;
d. a amplitude total em metros do movimento de oscilação, apresentado
no gráfico da figura 2, sabendo que a energia potencial elástica máxima 50 (IME-2007) No instante 0 = t uma fonte sonora que gera um tom com
do conjunto bloco-mola é de 2,0 J. frequência de 500 Hz é arremessada verticalmente do solo com velocidade
inicial de 40 m/s. Pede-se:
48 (IME-1981) Uma plataforma oscila horizontalmente, com uma
frequência de 1,0 Hz, tendo sobre ela um bloco de massa m. Determine Dados:
a amplitude máxima que pode ter a oscilação da plataforma, para que o Aceleração da gravidade: g = 10 m/s²;
bloco mova-se com ela, sem deslizar. O coeficiente de atrito estático entre velocidade do som: v = 340 m/s.
o bloco e a plataforma é 0,40.
Obs.: Despreze o atrito da fonte sonora com o ar e suponha que a fonte
49 Um recipiente cúbico de massa M e aresta L é acelerado por uma permaneça imóvel.
força F constante. Dentro do recipiente, há um bloco cúbico de massa M e
aresta D que se encontra parcialmente submerso, conforme representado a. a maior e a menor frequência do som ouvido por um observador
na figura. O bloco em contato com o líquido é sustentado por uma mola estacionário situado muito próximo do local do arremesso;
que está acoplada ao bloco de massa M. b. um esboço do gráfico da frequência ouvida pelo observador em função
do tempo após o lançamento para s. 100 < < t.

51 (IME-1982) Um veículo aproxima-se de uma parede extensa,


perpendicular à trajetória, com velocidade constante de 10 m/s. Ao mesmo
tempo uma sirene no veículo emite um som simples de frequência igual
a 400 Hz. A velocidade do som no ar é 340 m/s. Determine a frequência
do som refletido recebido pelo motorista do veículo.

IME-ITA – Vol. 5 231


FÍSICA II
Assunto 10

52 (IME-2010) Um veículo aéreo não tripulado possui uma fonte sonora a. O período de movimento da partícula em função de F1, F2, L e m.
que emite ondas com frequência constante e igual a 500 Hz. Da base de b. A máxima distância da partícula à origem em função de F1, F2, L, m e v.
operações, o veículo parte em baixa altitude para reconhecer o terreno c. Explicar se o movimento descrito pela partícula é do tipo harmônico
segundo um determinado azimute. Um receptor fixo, na base, monitora a simples.
frequência aparente emitida pela fonte sonora do veículo. Após reconhecer
seu objetivo (alvo) e passar por cima dele, o veículo faz uma manobra 55 (ITA-2008) Um apreciador de música ao vivo vai a um teatro, que
e inicia o retorno à base, segundo o contra-azimute. O gráfico a seguir não dispõe de amplificação eletrônica, para assistir a um show de seu
apresenta os dados colhidos pelo receptor. artista predileto. Sendo detalhista, ele toma todas as informações sobre as
dimensões do auditório, cujo teto é plano e nivelado. Estudos comparativos
frequência em auditórios indicam preferência para aqueles em que seja de 30 ms a
diferença de tempo entre o som direto e aquele que primeiro chega após
uma reflexão. Portanto, ele conclui que deve se sentar a 20 m do artista,
505
na posição indicada na figura. Admitindo a velocidade do som no ar de
500 340 m/s, a que altura h deve estar o teto com relação a sua cabeça?

495
h
490
20,0 m
485

10 20 30 40 50 60 70
tempo (s) 56 (ITA-2006) Os raios X são uma onda eletromagnética de comprimento
de onda (λ) muito pequeno. A fim de observar os efeitos da difração de tais
Determine a distância em que o objetivo se encontra da base. Considere ondas é necessário que um feixe de raios X incida sobre um dispositivo,
a velocidade do som constante e igual a 340 m/s. com fendas da ordem de λ. Num sólido cristalino, os átomos são dispostos
em um arranjo regular com espaçamento entre os átomos da mesma ordem
53 A figura mostra um tubo horizontal cilíndrico, completamente de λ. Combinando esses fatos, um cristal serve como uma espécie de
preenchido com um líquido de densidade d, que gira simetricamente em rede de difração dos raios X. Um feixe de raios X pode ser refletido pelos
torno de um eixo vertical, executando um movimento circular de período átomos individuais de um cristal e tais ondas refletidas podem produzir a
T. Uma pequena esfera maciça, de densidade d/5, encontra-se no interior interferência de modo semelhante ao das ondas provenientes de uma rede
desse tubo e executa um MHS ao longo do seu eixo horizontal. Desprezando de difração. Considere um cristal de cloreto de sódio, cujo espaçamento
quaisquer forças de resistência, determine, em função de T, o período de entre os átomos adjacentes é a = 0,30 · 10–9 m, em que raios X com
oscilações desse MHS. λ = 1,5 · 10–10 m são refletidos pelos planos cristalinos. A figura (1) mostra
a estrutura cristalina cúbica do cloreto de sódio. A figura (2) mostra o
diagrama bidimensional da reflexão de um feixe de raios X em dois planos
cristalinos paralelos. Se os feixes interferem construtivamente, calcule qual
deve ser a ordem máxima da difração observável.

54 (ITA-2012) Uma partícula de massa m está sujeita exclusivamente


 
à ação da força F = F(x)ex que varia de acordo com o gráfico da figura,

sendo ex o versor no sentido positivo de x. Se t = 0, a partícula se encontra
em x = 0 com velocidade v no sentido positivo de x, pedem-se:

232 IME-ITA – Vol. 5


Ondas FÍSICA II
Assunto 10

57 (ITA-2011) Um filme fino de sabão é sustentado verticalmente no 60 (ITA-2010) O olho humano é uma câmara com um pequeno diafragma
ar por uma argola. A parte superior do filme aparece escura quando é de entrada (pupila), uma lente (cristalino) e uma superfície fotossensível
observada por meio de luz branca refletida. (retina). Chegando à retina, os fótons produzem impulsos elétricos que
Abaixo da parte escura aparecem bandas coloridas. A primeira banda tem são conduzidos pelo nervo ótico até o cérebro, onde são decodificados.
cor vermelha ou azul? Justifique sua resposta. Quando devidamente acostumada à obscuridade, a pupila se dilata até
um raio de 3 mm e o olho pode ser sensibilizado por apenas 400 fótons
58 (ITA-2013) por segundo. Numa noite muito escura, duas fontes monocromáticas,
ambas com potência de 6 · 10–5 W, emitem, respectivamente, luz azul
(λ = 475 nm) e vermelha (λ =650 nm) isotropicamente, isto é, em todas
as direções. Desprezando a absorção de luz pelo ar e considerando a
área da pupila circular, qual das duas fontes pode ser vista a uma maior
distância? Justifique com cálculos.

Dois radiotelescópios num mesmo plano com duas estrelas operam


como um interferômetro na frequência de 2,1 GHz. As estrelas são
interdistantes de L = 5,0 anos-luz e situam-se a uma distância D = 2,5 · 107
anos-luz da Terra. Ver figura. Calcule a separação mínima, d, entre os dois
radiotelescópios necessária para distinguir as estrelas. Sendo θ <<1 em
radianos, use a aproximação tan q ≈ sen q ≈ q.

59 Luz, que pode ser decomposta em componentes de comprimento de


onda com 480 nm e 600 nm, incide verticalmente em uma cunha de vidro
com ângulo de abertura a = 3,00° índice de refração de 1,50, conforme
a figura, formando linhas de interferência destrutivas. Qual é a distância
entre essas linhas?

IME-ITA – Vol. 5 233


FÍSICA III ASSUNTO

Eletrostática
9
Resumo Energia potencial elétrica armazenada por um condutor:
1 1 1 Q2
=E = Q·U C · U2 = .
Quantidade de carga elétrica: Q = (np – ne) · e. 2 2 2 C

Princípio da conservação total da carga elétrica: ∑Q inicial =∑ Qfinal .

Força elétrica de atração e repulsão entre cargas puntiformes (lei de


 k ⋅ Q1 ⋅ Q2 01 Dois corpos de massa m e carga q desconhecidas encontram-se na
1
Coulomb): F = ; k= . situação mostrada na figura. Quando a distância de separação é d1 =
d2 4πε 20,0 cm, o dinamômetro acusa F1 = 6,45 N, e quando d2 = 10,0 cm, o
 k⋅ Q dinamômetro indica F2 = 3,75 N. Calcule os valores de m e q. São dadas
Campo elétrico gerado por carga elétrica puntiforme: E = 2 . as constante da lei de Coulomb: K = 9,0.109 N.m2/C2 e a aceleração da
d
  gravidade: g = 9,8 m/s2.
Lei de Gauss: Φ = ∫ E · dA = 4 π k Qinterno .
kQ Q
Campo elétrico gerado por linha infinita: EEXT = .; λ = .
r2 L
Q
Campo elétrico gerado por placa infinita isolante: E = 2k πσ; σ = .
A
Q
Campo elétrico gerado por placa condutora isolante: E = 4k πσ; σ = .
A
Campo elétrico gerado por esfera condutora de raio R:
1k Q kQ
EINT = 0; ESUP = ; EEXT = 2 .
2 R2 r
Campo elétrico gerado por esfera isolante com raio R:
4 4 R 3 kQ Q
EINT = k ρπ r; EEXT = k ρπ 2 = 2 ; ρ= . 02 (Olimpíada de Física do Ceará) O campo elétrico entre duas placas
3 3 r r V
planas, paralelas e infinitas, uma carregada positivamente e outra
  negativamente, tem intensidade igual a 5.104 N/C. Se a distância entre
Força elétrica devido ao campo elétrico: Fe = q · E.
as placas é de 10 cm, determine o menor valor da energia cinética que
Energia potencial elétrica armazenada por um par de cargas puntiformes: uma partícula de carga q = –2.103 C deve ter ao passar por um pequeno
orifício na placa A, de modo a atingir a placa B. Despreze a influência do
k ⋅Q ⋅ q
Epe = . campo gravitacional e da resistência do ar.
d
Energia potencial elétrica armazenada por uma carga puntiforme: 03 Um dipolo elétrico composto por duas cargas pontuais +q e –q
rigidamente ligadas e situadas a uma distância L uma da outra se encontra em
Epe = q · V .
estado de equilíbrio estável em um campo elétrico homogêneo de intensidade
k·Q E. Que trabalho deve ser realizado para rotacionar em 180° o dipolo?
Potencial elétrico gerado por uma carga puntiforme: V = .
d
04 Da superfície de uma esfera metálica de raio R, portadora de uma carga
Trabalho da força elétrica para carga deslocando-se de A até B:
–Q, se desprende um elétron. A velocidade deste elétron a uma distância
tAB = q (VA – VB).
infinita da esfera é igual a v. Com que velocidade v0 foi abandonado o
Diferença de potencial (d.d.p.) entre dois pontos A e B: UAB = VA – VB. elétron da superfície da esfera? Considera-se conhecida a razão γ entre a
carga do elétron e sua massa e a permissividade elétrica ε0 do meio.
Diferença de potencial em campo elétrico uniforme: UAB = E · d.
05 O raio da armadura externa de um capacitor esférico é R e o da
kQ kQ armadura interna é escolhido de maneira que o capacitor trabalhe no seu
Potencial elétrico gerado por esfera condutora: VESF = ; VEXT = . valor máximo possível de diferença de potencial. Determinar esse valor
R d
máximo, sabendo que a rigidez dielétrica do ar é E0.
Q
Capacitância: C = .
U (A) 4E0R
(B) 2E0R
R
Capacitância de condutor esférico: C = . (C) E0R
k (D) E0R/2
εo A (E) E0R/4
Capacitância de capacitor de placas planas paralelas: C = .
d

234 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

06 Uma nuvem carregada, cuja base inferior pode ser considerada com a 10 (Olimpíada de Física de Moscou) Dois capacitores de placas paralelas
forma de um círculo de área S, encontra-se a uma altitude H paralelamente são colocados com suas placas perpendiculares a um mesmo eixo, ou
ao solo, suposto condutor e plano. Considerando que o campo elétrico seja, paralelas entre si. A distância de separação d entre os capacitores
entre a nuvem e a terra seja uniforme e de intensidade E, determine a é muito maior que a distância x entre as placas e também muito maior
quantidade de calor que se desprenderia por descarga total da nuvem. que suas dimensões. Os capacitores estão carregados com cargas q1 e
Suponha a permissividade elétrica do ar igual a ε. q2. Determine a força de interação entre os capacitores. A permissividade
elétrica do meio é ε0.
07 A placa superior de um capacitor plano, colocado horizontalmente,
sem carga, é um dos pratos de uma balança, que se encontra em equilíbrio 11 (Olimpíada de Física de Moscou) Um capacitor de placas paralelas se
quando a distância entre as placas do capacitor é d. Como deve variar a encontra totalmente descarregado e está completamente preenchido por
massa sobre o segundo prato da balança, a fim de conservar o equilíbrio um dielétrico cuja constante dielétrica varia de acordo com a diferença de
para a mesma distância entre as placas, mas carregando-se o capacitor até potencial entre suas placas, de acordo com a lei: ε = αU, onde α é uma
uma diferença de potencial igual a V? A área das placas do capacitor é S, a constante de unidade V-1. Um outro capacitor, idêntico ao primeiro, porém
permissividade elétrica do meio é ε0 e a aceleração da gravidade é g. sem possuir um meio dielétrico entre as placas, está carregado com uma
diferença de potencial U0 e é conectado em paralelo ao primeiro capacitor
08 Na figura, está esquematizado um cubo de aresta d com um de seus não linear. Determine a voltagem final entre os capacitores.
vértices na origem de um sistema de coordenadas cartesianas. As arestas
do cubo são paralelas aos eixos coordenados. Um fio retilíneo r, paralelo ao 12 (IPhO) Uma esfera metálica de raio r é colocada concentricamente no
eixo z, passa pelo centro geométrico do cubo e está eletrizado com densidade interior de uma outra esfera de metal de raio R. A esfera interior é conectada
linear de carga λ. O plano xz está carregado com densidade superficial de à Terra por um longo fio que passa por uma pequena abertura da esfera
carga σ. Supondo que o meio seja o vácuo de permissividade elétrica igual exterior. Se a carga da esfera exterior é Q, determine o seu potencial elétrico.
a ε0, o fluxo do vetor campo elétrico resultante na face ABCE é: A permissividade elétrica do meio é ε0.

13 Duas partículas 1 e 2, eletrizadas com cargas respectivamente iguais a


q1 = 3 μC e q2 = -2 μC e de massas m1 = 3 g e m2 = 7 g são abandonadas
do repouso, estando inicialmente separadas por uma distância de 100 m.
As cargas estão no vácuo e longe da ação do campo gravitacional da Terra.
A que distância do ponto médio inicial entre as cargas ocorre o choque
entre elas?

14 Considere um sistema composto por duas partículas de cargas


iguais a 10 μC, conectadas por uma mola inicialmente não deformada de
constante elástica igual a 1 N/m e comprimento natural 1 m. O sistema é
mantido em equilíbrio pela ação de um fio de náilon não elástico, preso
às partículas e que passa por dentro da mola. Em um dado momento,
corta-se esse fio. Considerando a constante eletrostática do meio igual a
(A) σd2/2ε0. 1010 (SI), determine a distância máxima entre as partículas.
(B) λd/ε0.
(C) σd2/2ε0 + λd/ε0.
(D) σd2/2ε0 + λd/4ε0. 15 Uma partícula, carregada com carga +Q e de massa m, é abandonada
(E) σd2/4ε0 + λd/ε0. a uma altura H acima de uma segunda partícula também carregada com
carga +Q, fixa no chão. Supondo que, no início do movimento, o peso
09 (Olimpíada Colombiana de Física) Duas cargas elétricas q se da esfera de cima supere a repulsão eletrostática e que a constante
encontram unidas a duas paredes imóveis mediante cordas elásticas eletrostática do meio é K, determine:
da maneira ilustrada na figura. A separação das cordas provocada pela
interação das cargas é muito menor que a distância 2L entre as paredes. a. a altura mínima atingida pela esfera de cima;
A que distância x se encontraram as cargas? A constante elástica das b. e em que altura a esfera terá velocidade máxima.
cordas é K, o comprimento natural de cada corda é L e a permissividade
elétrica do meio é ε0. 16 Uma carga +Q foi incrustada em uma caixa de massa m, inicialmente
em repouso sobre uma superfície horizontal lisa. Essa caixa é repelida
por uma segunda carga +Q, fixa, distando inicialmente L0 entre si, como
mostra a figura a seguir.

q
X

2L

IME-ITA – Vol. 5 235


FÍSICA III
Assunto 9

L0
q
(A)
g 4 πε0 aR

m qa
(B)
4 πε0 R 3
3qa2
(C)
2πε0 R 4

q
(D)
4 πε0 ( a + R )
2

qa2
(E)
( )
2
2πε0 a2 + R 2
M H

Supondo que a força de repulsão inicial entre as cargas supere o peso da 19 A figura abaixo mostra a ligação em série de dois capacitores, cuja
caixa inferior, que a constante eletrostática do meio é K e que a aceleração parte central rígida, de comprimento b, pode ser deslocada verticalmente.
da gravidade é g, determine:

a. a máxima altura atingida pela caixa inferior;


b. e a altura da caixa inferior quando a mesma atingir sua velocidade
máxima.

17 A figura mostra um pêndulo elétrico carregado com carga +Q, mantido


em equilíbrio pela fixação de certa carga +q distribuída sobre uma pequena
esfera. Por meio de determinado processo, aumenta-se continuamente o
valor de +q, até o instante em que o fio se mantenha na horizontal. Sendo P
o peso da esfera do pêndulo, determine a nova carga q’ da esfera, supondo
que o meio que envolve as cargas é o vácuo. A constante eletrostática do
meio é igual a K.

Mostre que a capacitância equivalente desse sistema independe da posição


da parte central e determine seu valor, sendo ε0 a permissividade elétrica
do meio e A a área das placas.

20 Um capacitor tem placas quadradas, de lados iguais a a, que fazem


entre si um ângulo θ, como mostra a figura.

18 Um tipo de quadrupolo elétrico é formado por quatro cargas situadas


nos vértices de um quadrado de lado 2a. Um ponto P está situado a uma
distância R do centro do quadrupolo, sobre uma reta paralela a dois dos
lados do quadrado, como ilustra a figura abaixo. Determine, sabendo que
R >> 2a, o valor do campo elétrico gerado pelo quadrupolo no ponto P.
A permissividade elétrica do meio é ε0. Sendo ε0 a permissividade elétrica do meio, determine, para pequenos
valores de θ, a capacitância desse capacitor.

21 Uma placa, de constante dielétrica k e espessura b, é introduzida entre


as placas de um capacitor plano, as quais estão separadas pela distância
d (d > b) e têm área A. Sendo ε0 a permissividade elétrica do vácuo,
determine a capacitância do referido capacitor.

236 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

22 Uma pilha de N placas tem as placas alternadamente ligadas, de modo 25 Duas bolas pequenas com cargas iguais e massas m estão ligadas
que formam um capacitor, como indicado na figura abaixo. As placas a um mesmo ponto do teto pelos fios de comprimento l. Porém, como
adjacentes estão separadas por um dielétrico com espessura d. A constante os fios não são perfeitamente isolantes, certa quantidade de carga é
dielétrica é k e a área ativa de cada placa é A. Sendo ε0 a permissividade continuamente perdida pelas bolas para o teto, fazendo com que a força
elétrica do vácuo, determine a capacitância dessa montagem. elétrica diminua continuamente. A distância entre as cargas, em um dado
instante, é x << l. Sabendo que, devido à fuga das cargas para o teto, as
α
bolas se aproximam com uma velocidade que segue a lei v = , em que
x
α é uma constante, encontre a velocidade de fuga das cargas, ou seja, a
taxa temporal com que a carga das bolas diminui, em função de x, l, α,
m, da aceleração da gravidade g e da constante eletrostática K.

26 Duas cargas positivas iguais estão separadas por uma distância 2a.
Uma carga de prova puntiforme é colocada num plano equidistante das
duas primeiras, perpendicular ao segmento de reta que as une. Determine
o lugar geométrico dos pontos, pertencentes a esse plano, em que a força
na carga de prova é máxima.

27 Um cilindro C de seção transversal S = 10 cm2, suportando em sua


extremidade superior uma pequena esfera condutora B, flutua verticalmente
em um líquido de densidade absoluta d = 1 g/cm3. Na mesma vertical e
23 A figura representa uma esfera de raio R uniformemente carregada acima da esfera B, encontra-se uma esfera condutora A, fixa. Na posição
com carga positiva. No interior, há duas cargas pontuais negativas de equilíbrio do cilindro flutuante, a distância entre as esferas A e B é
(-Q cada uma) colocadas sobre um mesmo diâmetro da esfera e a = 20 cm. Comunicam-se às esferas condutoras cargas de módulos
equidistantes do centro. O sistema é eletricamente neutro. Este é o Q = 8 μC e q = 1/9 μC, de sinais opostos. Consequentemente, o cilindro
conhecido modelo atômico de Thomson (no caso, para o átomo de Hélio). flutuante aflora e a distância entre as esferas diminui. Considerando a
aceleração da gravidade igual a 10 m/s2, faça o que se pede.

Notas: Se b << a, (a + b)2 ≈ a2 + 2ab; se x << 1, (1 + x)-1 ≈ 1 – x.

Determine a distância r a que devem estar as cargas negativas do centro


da esfera para que o sistema esteja em equilíbrio eletrostático e calcule
a frequência das pequenas oscilações radiais de cada um dos elétrons
(admita que o outro permanece em repouso), sendo m a massa do elétron.
a. Em função da distância x entre as esferas, exprimir a intensidade F da
24 Dois fios infinitos e perpendiculares, com densidades lineares de carga atração elétrica entre elas e o peso aparente Pap do cilindro flutuante.
λ1 e λ2, estão posicionados a uma distância a, conforme a figura abaixo. b. Em um gráfico cartesiano, representar F e Pap em função de x.
c. Com base no gráfico, estudar o equilíbrio do sistema.

28 Dois corpúsculos eletrizados encontram-se à distância D um do outro


e são carregados com cargas q1 e q2. Unem-se os dois corpúsculos por
meio de um fio de seda tal que um outro semelhante e de diâmetro d se
romperia sob a ação de uma força de intensidade F. Determine o diâmetro
mínimo que deve ter o fio para que possa resistir à repulsão entre os dois
corpúsculos. O meio tem constante eletrostática K.

2d Kq1q2 d Kq1q2
(A) . (D) .
D F D 2F
D Kq1q2 d 2Kq1q2
(B) . (E) .
Considerando que a força entre os fios pode depender das densidades 2d F D F
lineares de carga, da distância entre eles e da permissividade do meio,
mostre que a força não depende da distância a entre eles. d Kq1q2
(C) .
D F

IME-ITA – Vol. 5 237


FÍSICA III
Assunto 9

29 Uma par tícula α passa rapidamente através de uma molécula 31 (IME-CG) O sistema de cargas indicado na figura é composto por três
de hidrogênio (H2), exatamente pelo centro, percorrendo uma reta cargas fixas e uma carga pendurada por um fio, todas positivas e de peso
perpendicular ao eixo internuclear. A distância entre os núcleos é b. desprezível. Para que a carga pendurada fique na direção vertical, faça o
A que distância do centro da molécula a partícula α sofre a maior força? que se pede.
Suponha que o núcleo não se mova muito durante a passagem da partícula
α (esta hipótese é válida por causa da alta velocidade da partícula), além
de desprezível o campo elétrico dos elétrons da molécula (aproximação
não muito boa, visto que no centro da molécula há uma concentração
significativa de cargas negativas).

Considere K a constante eletrostática.

a. Calcule: 1. a distância r em função de d; 2. a tração no fio.


b. Verifique se a carga pendurada, depois de sofrer uma pequena
perturbação em sua posição, permanece estável em uma nova posição
ou retorna à posição original.
c. Repetir o item b para o caso de a carga pendurada ser negativa.

32 Uma vela acesa é colocada entre duas placas próximas e eletrizadas


com cargas elétricas de sinais contrários, conforme a figura.

b 2
(A) .
2
b 2
(B) .
3
b 2
(C) .
4
b 2
(D) .
5
b 2 Supondo o sistema isolado de forças externas, pode-se afirmar que a
(E) . chama da vela
6
(A) será atraída pela placa eletrizada positivamente.
30 Coulomb propôs a seguinte experiência para medir K (constante (B) não será atraída por nenhuma das duas placas.
Kqq ' (C) sofrerá um alongamento vertical.
eletrostática) e n na equação F = n .
r (D) sofrerá uma diminuição do seu tamanho.
(E) será atraída pela placa eletrizada negativamente.
“Uma pequena esfera de massa m e com carga q se situa no extremo
de um fio de comprimento L. O outro extremo do fio se fixa ao ponto O de 33 Três cargas de igual magnitude q estão presas nos vértices de um
uma mesa horizontal lisa (atrito desprezível). Se sobre a mesa situa outra triângulo equilátero. Uma quarta carga Q está livre para mover-se ao longo
pequena esfera com carga q’ de sinal oposto, ambas as cargas se atraem, do eixo x positivo, sob a influência das forças exercidas pelas três cargas
de forma que, no equilíbrio, o fio estará tracionado e alinhado com as duas fixas. Seja q ângulo para o qual Q está em equilíbrio. Podemos afirmar que:
cargas. Proporciona um pequeno empurro lateral à carga q, a qual passa a
oscilar em torno da posição de equilíbrio, como um pêndulo. Daí Coulomb
mediu o período T para diversos valores de r, obtendo os resultados de
acordo com a tabela abaixo.”

r(cm) 60 65 70 75 80 85 90 95 100
T(s) 0,84 0,94 1,00 1,08 1,12 1,22 1,30 1,38 1,43

A partir dos dados experimentais, Coulomb estimou os valores de K e n.


Determine a equação do período de oscilação em função de m, L, K, q,
q’, r e n, e a utilize para estimar o valor de K e n.

238 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

considerado) e a (vetor que liga o centro da esfera ao centro da cavidade)
(A) ( cos θ − cos3 θ ) ( ) 1 2
3 + cot θ = . em sua resposta.
2

( 1
)
2
(B) cos4 θ 3 + tan θ =.
2

( 1
)
2
(C) sen2 θ cos2 θ 3 + sec2 θ =.
2

( 1
)
2
(D) sen2 θ cos2 θ 3 + csc2 θ =.
2

(E) ( sen2 θ + sen3 θ ) ( 1


)
2
3 + cot 2 θ = .
2

34 Partículas de poeira carregadas no espaço interestelar, todas de 37 Um condutor neutro esférico é colocado no interior de um capacitor de
mesma massa e cada uma com excesso de n elétrons, formam uma placas planas e paralelas. Em função da presença do condutor esférico,
nuvem esférica, estável e uniforme. Determine a massa de cada partícula. as linhas de campo sofrerão um rearranjo, conforme a figura abaixo.
Dados:
ε0 → permissividade elétrica
G → constante de Gravitação Universal
e → carga elementar

35 Três cargas puntiformes +Q1, +Q2 e –Q3 encontram-se fixas e


alinhadas num plano horizontal sem atrito, como no esquema abaixo.
Sabe-se que qualquer carga +q permanece em equilíbrio quando
abandonada nesse plano horizontal, num certo ponto P, localizado a uma
distância D de carga – Q3.

Podemos afirmar que:

(A) somente as linhas de campo elétrico sofreram modificações, isto


A partir dessas informações, com base na lei de Coulomb, pode-se ocorreu devido à superposição do campo elétrico das cargas induzidas
concluir que: em todos os pontos do capacitor.
(B) as linhas de campo elétrico e as equipotenciais sofreram modificações
2 2 em função da superposição do campo elétrico das cargas induzidas
 Q 3  Q 3 em todos os pontos do capacitor.
(A)  1  +  2  = 1.
 4Q3   4Q3  (C) somente as linhas de campo elétrico sofreram modificações, isto
2 2
ocorreu devido à superposição do campo elétrico das cargas induzidas
 Q 3  Q 3 na superfície do condutor esférico.
(B)  1  +  2  = 1. (D) as linhas de campo elétrico e as equipotenciais sofreram modificações
 2Q2   2Q3  em função do campo elétrico das cargas induzidas na superfície do
1 2 condutor esférico.
 Q 3  Q 3 (E) as linhas de campo elétrico e as equipotenciais sofreram modificações
(C)  1  +  2  = 1.
 5Q2   5Q3  devido ao campo elétrico das cargas induzidas em todos os pontos
2 2
(capacitor, superfície da esfera condutora e interior da esfera
 Q 3  Q 3 condutora).
(D)  1  +  2  = 1.
 3Q3   3Q3  38 Sobre um lago tranquilo e extenso situa-se uma nuvem também
extensa e sensivelmente horizontal. Graças à eletrização da nuvem, o
36 Uma esfera de raio R está uniformemente carregada e tem uma
nível da água se eleva de h em relação ao nível que corresponderia ao
cavidade com raio r. Os centros da esfera e da cavidade estão a uma
equilíbrio na ausência da nuvem. Determine a densidade superficial das
distânciaa. A densidade volumétrica de carga é ρ. Determine o vetor campo
cargas elétricas induzidas na superfície do lago.
elétrico E ( x ,θ ) dentro da esfera como função da distância x (distância
ao centro da esfera) e do ângulo θ. Considere ε a permissividade elétrica Dados: ε0: permissividade elétrica do meio.

do meio. Use os vetores x (vetor que liga o centro da esfera ao ponto d: densidade da água.
g: aceleração da gravidade.

IME-ITA – Vol. 5 239


FÍSICA III
Assunto 9

39 O campo elétrico na atmosfera da super fície da Terra é de a. Determine o ângulo inicial de equilíbrio θ0.
aproximadamente 200 V/m, dirigido para baixo. A 1.400 m acima da b. Determine a velocidade do corpo no ponto mais baixo de sua trajetória.
superfície da Terra, o campo elétrico na atmosfera é de somente 20 V/m, c. Supondo-se que o ângulo θ0 é muito pequeno, determine a frequência
novamente dirigido para baixo. Qual é a densidade média da carga na de oscilação.
atmosfera abaixo de 1.400 m? Esta consiste predominantemente de íons
positivos ou negativos? 43 Uma carga puntiforme está localizada no centro de duas esferas
concêntricas. Na região da esfera de raio r1, a constante dielétrica vale k1
40 Uma esfera com densidade volumétrica de carga positiva constante ρ e, na região que vai de r1 a r2, a constante dielétrica vale k2 (figura a). A
tem uma cavidade também esférica de raio igual à metade do seu próprio figura (b) representa o gráfico log(E) x log(r) do campo elétrico em função
raio R. Qual a mínima velocidade com que deve ser lançado um elétron da distância ao centro das esferas. A razão log(K1/K2) é igual a:
do ponto O, no centro da esfera para passar pelo orifício A?

Dados:
e → carga elementar
m → massa do elétron
ε → permissividade elétrica
Despreze os efeitos gravitacionais.

41 Um campo elétrico não uniforme está orientado ao longo do eixo x para


todos os pontos no espaço. O seu módulo varia com x, porém não varia
com y nem com z. O eixo de uma superfície cilíndrica, de comprimento
igual a 0,80 m e diâmetro igual a 0,20 m, é alinhado paralelamente ao
eixo x. Os campos elétricos E1 e E2, nas extremidades da superfície
cilíndrica, possuem módulos de 6000 N/C e 4000 N/C, respectivamente,
e são orientados como indicado na figura. A carga englobada no interior
da superfície cilíndrica é aproximadamente igual a:

Dado: ε = 8,9.10-12(SI) e π = 3,15.

(A) +0,6 nC. (D) + 2,8 nC.


(B) -0,6 nC. (E) -2,8 nC.
(C) +1,4 nC.

42 Um pequeno corpo de massa m e carga q encontra-se no interior de


(A) –0,3.
um cilindro isolante de raio R. Inicialmente, o corpo está em repouso sob
(B) –0,2.
a ação da gravidade e de um campo elétrico uniforme E, como mostra a
(C) 0.
figura. O campo elétrico é, então, subitamente anulado e o corpo passa
(D) 0,2.
a executar um movimento harmônico. Considere o atrito desprezível.
(E) 0,3.

44 As linhas de força são curvas que, num determinado ponto pertencente


a elas, determinam a direção do campo elétrico ali existente. Em outras
palavras, podemos afirmar que o vetor campo elétrico existente em um
determinado ponto de uma região é tangente à linha de força que passa por
aquele ponto. A figura a seguir representa uma linha de força e o campo
elétrico em um determinado ponto pertencente a ela, com suas respectivas
componentes ao longo dos eixos x e y.

240 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

a. a distância máxima AB que a partícula fica do plano inclinado.


b. o alcance da partícula ao longo do plano inclinado.
c. a razão entre d1 e d2 mostrada na figura.

Obs.: Sendo A o ponto cuja partícula está à distância máxima do plano e


B sua projeção sobre o mesmo, as distâncias d1 e d2 são definidas como
a distância do ponto de lançamento a B, e a distância de B ao ponto de
retorno da partícula ao plano, respectivamente. A gravidade local vale g.

48 Um aluno muito curioso estava estudando eletricidade e teve uma ideia


nada convencional. Ele imaginou duas esferas de mesmo raio R e com
distribuições volumétricas de carga +ρ e –ρ, respectivamente, e que estão
posicionadas de forma que se sobrepõem parcialmente.
 Chame o vetor
do centro positivo até o centro negativo de d (a linha que liga os centros
Agora, considere uma região do espaço na qual o campo elétrico é dado é horizontal), cujo módulo é d. Nesta região de interseção ele imaginou
um pêndulo simples (carregado) e este começa a oscilar com ângulos
pela equação E = ax i + ay j . Podemos afirmar que as linhas de força pequenos. Se m é a massa do pêndulo, g é o módulo da gravidade na
nessa região são: região, l é o comprimento do fio e T é o período das pequenas oscilações,
o garoto pode afirmar que a carga do pêndulo é dada por:
(A) hipérboles cujas assíntotas são os eixos x e y.
(B) parábolas que cortam apenas um dos eixos.
(C) parábolas que cortam os dois eixos.
(D) retas que passam pela origem.
(E) retas que cortam os eixos.

45 Uma linha de força gerada por um par de cargas q1 > 0 e q2 < 0


emerge da carga q1 fazendo um ângulo agudo α com a reta que une as
cargas e “entra” na carga q2 fazendo um ângulo agudo β com a mesma
reta. Encontre uma expressão que relacione α, β, q1 e q2.

46 As partículas com massa m e carga q entram em um capacitor de


comprimento L com um ângulo α em relação ao plano das placas e saem
formando um ângulo β. Determine a energia cinética inicial das partículas,
se a intensidade do campo dentro do capacitor é E.
4
3ε 0 m 2  π 
(A) l   + g2 .
2rd T 
4
3ε 0 m 2  2 π 
(B) l   − g2 .
2rd  T 
4
3ε 0 m  2π 
(C) l 2   + g2 .
2rd  T 
4
3ε 0 m 2  2 π 
(D) l   − g2 .
47 Uma partícula de carga Q e massa m é lançada com velocidade v0 rd  T 
perpendicularmente a um plano inclinado, de inclinação α com a horizontal, 4
como mostra a figura. Determine: 3ε 0 m 2  2 π 
(E) l   + g2 .
rd  T 

49 Um cilindro infinito de raio R possui densidade volumétrica de carga


igual a ρ. No interior dele existe uma cavidade esférica de raio R/2 com
o centro sobre o eixo do cilindro, como mostra a figura. A magnitude do
campo elétrico no ponto P, a uma distância 2R, é dada pela expressão:

23rR
16 mε0

IME-ITA – Vol. 5 241


FÍSICA III
Assunto 9

(A) 0.
λR 2
(B) 3
.
(
2ε0 R + 2
d2 2 )

2λR 2
(C) 3
.
(
ε0 R 2 + d 2 ) 2

3λ R 2
(D) 3
.
(
2ε0 R 2 + d 2 ) 2

Podemos afirmar que o valor de m é:


λR 2
(E) 3
.
(a) 3.
(b) 4.
(
ε0 R 2 + d 2 ) 2

(c) 5.
(d) 6. 52 (IME) Na figura abaixo, há um espelho com a face refletora para
(e) 11. baixo, tendo uma de suas extremidades presa a um eixo que permite um
movimento pendular, e um canhão, que emite concomitantemente um raio
50 Determine a intensidade do campo elétrico criado na origem do de luz. Abaixo do espelho existem dois corpos de massa m e cargas de
sistema de coordenadas cartesianas mostrado na figura a seguir por uma mesmo módulo e sinais opostos. Os corpos estão apoiados sobre um
secção de uma certa esfera carregada uniformemente com densidade trilho sem atrito, fixados em suas extremidades e no mesmo plano vertical
superficial de carga σ. Tal secção da esfera está localizada entre os três que o canhão de luz. Os corpos estão imersos no campo elétrico uniforme
1 existente entre as placas de um capacitor, que é energizado por uma fonte
planos de coordenadas, equivalente a de uma esfera. Considere ε0 a variável U(x). No momento em que o espelho inicia o movimento, a partir
permissividade elétrica do meio. 2 da posição inicial e com aceleração tangencial de módulo constante, o
corpo de carga negativa é liberado. Para que a aceleração deste corpo seja
constante e máxima no sentido do eixo X, determine:

Dados: Q = 10-4 C; m = 20 g, l = 1,0 m, d = 0,5 m, g = 10 m/s2.

a. a expressão de U(x), onde x representa a posição do corpo de carga


negativa relativa à origem O do eixo X;
b. o módulo da aceleração tangencial da extremidade livre do espelho,
para que o raio de luz atinja a carga de prova negativa no momento
em que o deslocamento angular do espelho seja de 50°.

51 Uma fina argola de raio R posicionada no plano xy tem uma densidade


linear de carga +λ na metade superior e igual quantidade com densidade
–λ na metade inferior. Determine o módulo do campo elétrico no ponto
P, a uma distância d do centro da argola. Considere ε0 a permissividade
elétrica do meio.

242 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

53 (IME) A figura apresenta 4 situações, nas quais 2 cargas de valor +Q existe um corpo com carga elétrica negativa Q e massa desprezível. Abaixo
são fixas e uma carga móvel, inicialmente em repouso, pode deslizar sem desse corpo se encontram três cargas elétricas positivas, Q1, Q2 e Q3,
atrito por um trilho não condutor. Os trilhos das situações 1 e 2 estão na em um mesmo plano horizontal, formando um triângulo isósceles, onde
horizontal, enquanto os das situações 3 e 4 estão na vertical. Considerando o lado formado pelas cargas Q1 e Q3 é igual ao formado pelas cargas Q2
cada uma das situações, ao submeter a carga móvel a uma pequena e Q3. Sabe-se, ainda, que o triângulo formado pelas cargas Q, Q1 e Q2 é
perturbação, pede-se: 2 3
equilátero de lado igual a m.
3
a. verificar, justificando, se haverá movimento oscilatório em torno do
ponto de equilíbrio; Determine a distância EF para que o sistema possa ficar em equilíbrio.
b. calcular o período de oscilação para pequenas amplitudes se
comparadas com a distância d, em caso de haver movimento Dados:
oscilatório. • massa específica linear do segmento AB da barra: 1,0 g/cm;
• massa específica linear do segmento BC da barra: 1,5 g/cm;
Dados: • segmento AB barra: 50 cm;
• 1/(d2 ± x2) ≈ 1/d2 se d >> x; • segmento BC barra: 100 cm;
• massa das cargas: Mcargas = m • segmento DE: 60 cm;
• MA = 150 g;
• |Q|=|Q1| = |Q2| = 31/4 x 10-6 C;
• aceleração da gravidade: 10 m/s2;
• constante de Coulomb: 9 · 109 N · m2/C2.

Obs.:
• As cargas Q1 e Q2 são fixas e a carga Q3, após o seu posicionamento,
também permanecerá fixa.

55 (IME)

Um corpo de carga positiva, inicialmente em repouso sobre uma rampa plana


isolante com atrito, está apoiado em uma mola, comprimindo-a. Após ser
liberado, o corpo entra em movimento e atravessa uma região do espaço
com diferença de potencial V, sendo acelerado. Para que o corpo chegue
54 (IME) ao final da rampa com velocidade nula, a distância d indicada na figura é:

Dados:
• deformação inicial da mola comprimida: x;
• massa do corpo: m;
• carga do corpo: +Q;
• aceleração da gravidade: g;
• coeficiente de atrito dinâmico entre o corpo e a rampa: µ;
• ângulo de inclinação da rampa: θ;
• constante elástica da mola: k.

Considerações:
• despreze os efeitos de borda;
• a carga do corpo permanece constante ao longo da trajetória.

A figura acima apresenta uma barra ABC apoiada sem atrito em B. Na


extremidade A, um corpo de massa MA é preso por um fio. Na extremidade C,

IME-ITA – Vol. 5 243


FÍSICA III
Assunto 9

Kx 2 + 2QV  y
(A) 
2( 1 + µ )mg sen( θ ) + ++ ++
---------

d
d v0 +++++ ---------
O (0,0)
+ ++ ++ -- ++++++
2 ----+-+-+-+- + -- ++++++
Kx + QV q, m
- ----------- ++++++
(B) ++++++ x
2( 1 + µ )mg sen( θ ) d2
d1
Kx 2
+ QV
(C) 2
2( 1+ µ )mg cos( θ ) E1 y0
(A) = .
E2 x0
Kx 2 − 2QV
(D) E1 y0 l + 2 ⋅ d2
2 mg( sen( θ ) + µ cos( θ )) (B) = ⋅ .
E2 x0 3 ⋅ l + 2 ⋅ ( d1 + d2 )
Kx 2 + 2QV
(E) E1 y0 l + d2
2 mg ( sen( θ ) + µ cos( θ )) (C) = ⋅ .
E2 x0 l + d1 + d2
E1 x0 l + d2
(D) = ⋅ .
56 (AFA) A figura abaixo mostra uma pequena esfera vazada E, com carga E2 y0 l + d1 + d2
elétrica q = +2 ,0 ⋅ 10−5 C e massa 80 g, perpassada por um eixo retilíneo E1 x0 l + 2 ⋅ d2
(E) = ⋅ .
situado num plano horizontal e distante D = 3 m de uma carga puntiforme E2 y0 3 ⋅ l + 2 ⋅ ( d1 + d2 )
fixa Q = −3 ,0 ⋅ 10−6 C.
58 Considere a figura a seguir, na qual existe uma lâmina dielétrica
infinita, de espessura a, carregada com uma densidade volumétrica de
carga igual a ρ. A origem de um sistema de coordenadas ortogonal ao
plano da lâmina é posicionada no seu centro, conforme mostra a figura.
Essa lâmina contém um furo circular perpendicular ao plano da lâmina,
cujo diâmetro possui pequenas dimensões. Uma carga q, negativa e de
massa m, é abandonada do repouso de um ponto situado sobre um furo,
em um ponto A, à distância d de uma das superfícies da lâmina dielétrica.
Nessas condições, assinale a alternativa que corresponde à força elétrica
que age sobre a carga no ponto A, bem como à velocidade que a carga
terá ao passar pelo ponto B, que se encontra em x = 0. Considere a
permissividade elétrica dos dois meios como sendo igual a ε.

Se a esfera for abandonada, em repouso, no ponto A, a uma distância x,


x + + +
muito próxima da posição de equilíbrio O, tal que  1 a, esfera passará B A
D
+ + +
a oscilar de MHS em torno de O, cuja pulsação é, em rad/s, igual a: d
+ + +
1 1 a/2
(A) . (C) . x
3 2 + + +
1 1 + + +
(B) . (D) .
4 5
+ + +

57 A seguir, há uma montagem esquematizada usada para defletir, tanto


verticalmente quanto horizontalmente, cargas elétricas lançadas com carga a
elétrica q (positiva ou negativa) e massa m. Para tal, há dois sistemas
de placas paralelas, que geram campos elétricos perpendiculares entre r⋅q⋅ a r ⋅ q ⋅ a( 2 ⋅ d + a )
=
(A) F = ;v .
si e que podem ser controlados. Na situação da figura, observa-se uma 3⋅ε 2⋅ m⋅ε
determinada polaridade para cada um dos campos que pode ser alterada,
 r⋅q⋅ a r ⋅ q ⋅ a( d + a )
dependendo da necessidade. A velocidade inicial v 0 da carga é fixa e está =
(B) F = ;v .
alinhada com a origem de um sistema de coordenadas colocado em um 3 ⋅ ε 2⋅ m⋅ε
anteparo no final de sua trajetória. r⋅q⋅ a r ⋅ q ⋅ a( 2 ⋅ d + a )
=
(C) F = ;v .
2⋅ε 2⋅ m⋅ε
E1
Assinale a alternativa que corresponde ao valor da relação entre os
E2 r⋅q⋅ a r ⋅ q ⋅ a( d + a )
=
(D) F = ;v .
módulos dos campos gerados no primeiro e no segundo conjunto de 2⋅ε 2⋅ m⋅ε
placas, respectivamente, para que a carga atinja um determinado ponto
r⋅q⋅ a
( x0 , y0 ) no anteparo. =
(E) F = ;v zero.
2⋅ε

244 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

59 Considere um campo elétrico que age em certa região do espaço dado


 + + + + + + + + + + +
pela seguinte expressão: E = 2 ⋅ x ⋅ ˆx + 3 ⋅ y ⋅ ˆy − 4 ⋅ z ⋅ ˆz (N/C). Assinale
a alternativa que corresponde à quantidade de carga interna líquida a um 
cubo de aresta igual a 1 m, colocado no vácuo conforme a figura a seguir. E
d 2d
Dado: ε0 =8 ,85 · 10−12 F/m. + q,m
60º P
z (m) - - - - - - - - - - -

1
2+ 3 
 + d  
 2 
1 y (m)

1
l
(A) =
d
( 4 − 3 ) . (D) = (2 − 3 ) .
l
d
x (m)
l (2 − 3 )
(E) = ( 2 + 3 ) .
(A) zero. l
(B) = .
(B) –8,85 · 10–12 C. d 2 d
(C) 8,85 · 10–12 C.
(D) 44,25 · 10–12 C.
l
(C) =
d
(4 − 2 3 ) .
(E) –44,25 · 10–12 C.
62 Considere a figura a seguir, onde uma carga +Q se encontra a uma
60 Uma carga elétrica Q é colocada a uma distância  do vértice de um distância R de um setor esférico de raio R.
diedro formado por dois quadrados de lado , conforme mostra a figura:
+Q

+Q
 R
r


Assinale a alternativa que corresponde ao valor do fluxo do campo elétrico
pelo setor esférico em função de Q, R e r.

Dados:
Assinale a alternativa que corresponde ao fluxo do campo elétrico gerado
pela carga nos dois quadrados indicados na figura, em função da carga Para o setor esférico a seguir, a área é igual a Sesférico = 2πRh .
elétrica Q e da permissividade ε do meio:

(A) f =
Q
. (D) f =
Q
. h
12 ⋅ ε 24 ⋅ ε
Q Q
(B) f = . (E) f = . R
6⋅ε 8⋅ε
Q
(C) f = .
3⋅ε No problema proposto, considere h < R.

61 A figura a seguir mostra uma carga elétrica q, de massa m, presa a  2


um barbante e girando em r Q
 movimento circular sob a ação somente do (A) fsetor =  1 − 1 −    ⋅ .
campo elétrico uniforme E . É sabido que a velocidade no ponto mais baixo  R  ε
 
da trajetória circular é a mínima velocidade necessária para se manter a
1   Q
2
carga na trajetória descrita. Quando a carga passa pelo ponto P, a corda r
(B) fsetor = 1− 1−   ⋅ .
se rompe e a carga passa a apresentar uma trajetória parabólica, saindo 2   ε
R
rente à borda da placa inferior (negativa). Nessas condições, assinale a  
d
alternativa que corresponde ao valor da razão , considerando-se que o
1 
2
l r Q
2+ 3  (C) fsetor = 1+ 1+    ⋅ .
comprimento das placas é l + d  . 2 R
   ε
 2   
 

IME-ITA – Vol. 5 245


FÍSICA III
Assunto 9

 2
r Q r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ t4
(D) fsetor =  1 + 1 −    ⋅ . (B) f E =
 R
   ε
  ε
r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ t6 r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ R3
1  Q se t < R e f E = se t ≥ R
2
r (C) f E =
(E) fsetor =  1+ 1−   ⋅ 3⋅ε 3⋅ε
2 R  ε
  r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ t4 r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ R2
(D) f E = se t < R e f E = se t ≥ R
63 Considere dois fios finos isolantes e infinitos, carregados com ε ε
uma densidade linear de carga λ (C/m) igual a 8 ,85π ⋅ 10−6. Uma r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ R3
(E) f E =
pequena carga positiva de massa m igual a 10–4 kg e carga igual a 3⋅ε
1 µC é colocada à meia distância dos dois. Em um certo momento, ela
recebe um impulso que lhe comunica uma velocidade v, a partir do ponto 65 Observe a situação da figura abaixo, onde um disco de raio R está
O, o que faz com que ela inicie um movimento, avançando, no máximo, carregado com uma densidade de carga positiva σ. Na região, age um

5 cm na direção do eixo y para cima e para baixo, executando o movimento campo gravitacional uniforme g . Uma carga positiva +q, de massa m, é
visto na figura. Assinale a alternativa que corresponde à distância entre lançada do ponto A com velocidade de módulo v, com direção perpendicular
os pontos A e B na figura. ao centro do disco. Assinale a alternativa que corresponde à densidade
superficial de carga σ, em função de q, m, dA, dB, g, R e ε0, para que a
Obs.: Despreze efeitos gravitacionais. carga chegue ao ponto B com velocidade nula.
t
r ⋅ dr
Dado: ε=
0 8 ,85 ⋅ 10−12 C2 / ( N ⋅ m2 ) Dado: Caso necessário, use ∫ 1
= t 2 + a2 − a

Considere que a força que age sobre uma carga puntiforme q, a uma
0
(r 2
+ a2 ) 2

distância d de um fio retilíneo infinito uniformemente carregado com uma


λq A
densidade de carga λ, é dada por: F =  
2πεd v g
λ dA
+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +
B
1
y  1m dB
v
O 30º
2m
q, m x R
A B σ
+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +
2
λ
ε0 ⋅ m ⋅ v 2 + g ⋅ ( d A − dB ) 
(A) σ = .
30 3π
(A) d AB = m. q ⋅  R 2 + d B 2 + R 2 + d A2 + ( d A − d B ) 
100  

10 3π
(B) d AB = m. ε0 ⋅ m ⋅ v 2 + g ⋅ ( d A − d B ) 
100 (B) σ = .
20 3π q ⋅  R 2 + d B 2 − R 2 + d A2 + ( d A − d B ) 
(C) d AB = m.  
100
30 3 ε0 ⋅ m ⋅ v 2 + g.( d A − dB ) 
(D) d AB = m. (C) σ = .
200 q ⋅  R 2 + d B 2 + R 2 + d A2 − ( d A − d B ) 
 
(E) Não é possível calcular com os dados do problema.

64 Considere uma esfera isolante de raio R, uniformemente carregada com ε0 ⋅ m ⋅ v 2 − g ⋅ ( d A − dB ) 


(D) σ = .
uma densidade de carga ρ. Suponha uma superfície esférica imaginária
q ⋅  R 2 + d B 2 − R 2 + d A2 − ( d A − d B ) 
centrada na esfera cujo raio r em função do tempo é dado por r = t 2 .  
Assinale a alternativa que corresponde à função fluxo do campo elétrico
( fE ) através da superfície esférica imaginária em função do tempo. ε0 ⋅ m ⋅ v 2 + g ⋅ ( d A − dB ) 
Considere a permissividade elétrica igual a ε. (E) σ = .
q ⋅  R 2 + d B 2 − R 2 + d A2 − ( d A − d B ) 
 
r ⋅ 4 ⋅ π ⋅ t6
(A) f E =
3⋅ε

246 IME-ITA – Vol. 5


Eletrostática FÍSICA III
Assunto 9

66 Na figura a seguir, têm-se algumas linhas do campo de força gerado 68 (IME) A figura ilustra uma empacotadora de papel que utiliza um
por duas esferas condutoras Q1 e Q2. capacitor de placas quadradas e paralelas para empilhar a quantidade
exata de folhas contidas em cada embalagem. Ao atingir a altura-limite
do bloco de papel, o laser L acoplado à fenda simples Fs projeta os
mínimos de intensidade de difração de primeira ordem nos pontos A e B,
dA equidistantes da linha tracejada ED. Sabendo que cada folha de papel
possui uma espessura ef, determine o número de folhas contidas em
dB cada embalagem.
Q1 B A C Q
2
Dados: Comprimento de onda do laser = λ; largura da fenda simples = a;
d distância entre a fenda e a reta AB = 2d; área da superfície das placas do
dC capacitor = d2; permissividade do vácuo = ε0; permissividade do papel = ε;
capacitância do capacitor com o limite máximo de folhas de papel = C.
Obs.: Despreze o efeito da borda do capacitor.

Nessas condições, assinale a alternativa que corresponde, respectivamente,


ao sinal do produto das cargas Q1 e Q2 e ao valor da energia potencial mínima
adquirida por uma carga +q colocada em um ponto entre as cargas Q1 e Q2,
ao longo da reta que as une, sabendo que a carga da esfera Q1 tem módulo Q.

K ⋅Q⋅q
=
(A) Positivo , Ep ⋅ ( 7 d − 2d B ) .
7d B ⋅ ( d − d B )
K ⋅Q⋅q
=
(B) Positivo , Ep ⋅ ( 7d − 2dC ) .
7dB ⋅ ( d − dC )
69 (ITA) Considere um condutor esférico A de 20 cm de diâmetro colocado
K ⋅Q⋅q
(C) Negativo , E p =
− ⋅ ( 7 d − 2d A ) . sobre um pedestal fixo e isolante. Uma esfera condutora B de 0,5 mm
7d A ⋅ ( d − d A ) de diâmetro, do mesmo material da esfera A, é suspensa por um fio fixo
K ⋅Q⋅q e isolante. Em posição oposta à esfera A, é colocada uma campainha C
(D) Negativo , E p =
− ⋅ ( 7d − 2.d B ) . ligada à terra, conforme mostra a figura. O condutor A é, então, carregado a
7d B ⋅ ( d − d B )
um potencial eletrostático V0, de forma a atrair a esfera B. As duas esferas
K ⋅Q⋅q entram em contato devido à indução eletrostática e, após a transferência
=
(E) Positivo , Ep ⋅ ( 7 d − 2d A ) .
7d A ⋅ ( d − d A ) de carga, a esfera B é repelida, chocando-se com a campainha C, onde a
carga adquirida é escoada para a terra. Após 20 contatos com a campainha,
67 (IME) Com o objetivo de medir o valor de uma carga elétrica negativa verifica-se que o potencial da esfera A é de 10.000 V. Determine o potencial
inicial da esfera A. Considere (1 + x ) @ 1 + nx , se x << 1.
n
−Q1 de massa m, montou-se o experimento abaixo. A carga de valor
desconhecido está presa a um trilho e sofre uma interação elétrica devido
à presença de duas cargas fixas, equidistantes dela, e de valor positivo
+Q2. O trilho é colocado em paralelo e a uma distância p de uma lente
convergente de distância focal f. A carga −Q1, inicialmente em repouso na
posição apresentada na figura, é liberada sem a influência da gravidade,
tendo seu movimento registrado em um anteparo que se desloca com
velocidade v no plano da imagem de −Q1 fornecida pela lente. Em função
de Q2, A, d, p, f, v, m, λ e ε, determine:

Dado: Permissividade do meio = ε.


Obs.: Considere d >> y, ou seja, d2 + y2 ≈ d2.

a. a ordenada y inicial;
b. o valor da carga negativa −Q1.
70 (ITA) Vivemos dentro de um capacitor gigante, onde as placas são a
superfície da Terra, com carga – Q e a ionosfera, uma camada condutora na
atmosfera, a uma altitude h = 60 km, carregada com carga +Q. Sabendo
que nas proximidades do solo junto à superfície da Terra, o módulo do campo
elétrico médio é de 100 V/m e considerando h  raio da terra ≅ 6.400 km,
determine a capacitância deste capacitor gigante e a energia elétrica
armazenada.

Dado: 1/(4πε0) = 9,0 · 109 Nm2/C2.

IME-ITA – Vol. 5 247


FÍSICA III
Assunto 9

71 (AFA) Três cargas elétricas pontuais, q1, q2 e q3, estão fixas de tal forma Dados:
que os segmentos de reta que unem cada par de carga formam um triângulo • aceleração da gravidade: 10 m/s2;
equilátero com o plano na vertical, conforme ilustra a figura a seguir. • constante eletrostática: 9 · 109 Nm2/C2.

Obs.: Desconsidere as dimensões dos blocos para os cálculos.

a. as alturas máxima e mínima, em relação à referência de altura, que


determinam a faixa em que é possível manter o bloco B parado em
equilíbrio;
b. a velocidade inicial máxima v com que o bloco B poderá ser lançado
em direção à mola, a partir da altura hb = 20 m, para que, após
M é o ponto médio do segmento que une q2 e q3. A carga elétrica q2 é começar a subir o plano inclinado, atinja uma posição de equilíbrio e
lá permaneça.
positiva e igual a Q, enquanto q1 e q3 são desconhecidas. Verifica-se que

o vetor campo elétrico E no ponto M, gerado por estas três cargas, forma
com o lado que une q2 e q3 um ângulo θ de 19° e está apontado para baixo.
Sabendo-se, ainda, que a força elétrica de interação entre as cargas q1 e
q2 é menor que a força elétrica entre q2 e q3, é correto afirmar que:

(A) o potencial elétrico gerado por estas três cargas no ponto M pode ser
nulo.
(B) o potencial elétrico gerado por estas três cargas no ponto M é positivo.
(C) o trabalho realizado pela força aplicada por um agente externo para
levar uma carga de prova positiva do ponto M até o infinito, com
velocidade constante, é motor.
(D) a soma algébrica entre as cargas q1 e q2 é menor do que Q.

72 (IME) Sobre um plano inclinado sem atrito e com ângulo α = 30°,


ilustrado na figura, encontram-se dois blocos carregados eletricamente
1
com cargas q1 = +2 · 10–3 C e q2 = ·10–4 C. Sabe-se que o bloco
9
1 está fixado na posição A e que o bloco 2 é móvel e possui massa
74 (IME – 10/11)
m2 = 0,1 kg. Em um certo instante, o bloco 2 encontra-se a uma altura
h = 8 m e desloca-se com velocidade linear v = 90 ≈ 9,49 m/s, como
mostra a figura a seguir.

Obs.: Para fins de cálculo, considere os blocos puntiformes.

Dados:
• aceleração da gravidade g = 10 m/s2 De acordo com a figura acima, um raio luminoso que estava se propagando
• constante eletrostática k = 9 · 109 Nm2/C2 no ar penetra no dielétrico de um capacitor, é refletido no centro de uma das
placas, segundo um ângulo α, e deixa o dielétrico. A área das placas é A e
Determine:
o tempo que o raio luminoso passa no interior do dielétrico é t. Supondo
a. as distâncias mínimas e máximas entre os dois blocos;
que se trata de um capacitor ideal de placas paralelas e que o dielétrico
b. a máxima velocidade linear que o bloco 2 atinge.
é um bloco de vidro que preenche totalmente o espaço entre as placas,
determine a capacitância do capacitor em picofarads.
73 (IME) A figura apresenta um plano inclinado, sobre o qual estão
dois blocos, e, em sua parte inferior, uma mola com massa desprezível.
Dados:
A superfície deste plano apresenta coeficiente de atrito estático
• A = 1,0 cm2;
µe = 5 3 13 e coeficiente de atrito cinético µc = 0 ,3 3 . O bloco A
• t = 2,0 · 10–12 s;
está fixado na superfície. O bloco B possui massa de 1 kg e encontra-se
• α = 30°;
solto. Sabe-se que a superfície abaixo da mola não possui atrito e que
• permissividade elétrica do vácuo: ε0 ≈ 9,0 · 10–12 F/m;
os blocos A e B estão eletricamente carregados com, respectivamente,
• velocidade da luz no vácuo: c ≈ 3,0 · 108 m/s;
( )
+40 · 10–4 C e – 3 39 · 10–3 C. Desconsiderando as situações em • índice de refração do vidro: n = 1,5;
que, ao atingir o equilíbrio, o bloco B esteja em contato com o bloco A ou • constante dielétrica do vidro: k = 5,0.
com a mola, determine:

248 IME-ITA – Vol. 5


FÍSICA III ASSUNTO

Eletrodinâmica
10
1. Resumo 3.1 Transformação delta-estrela
dq ∆Q configuração delta configuração estrela
Intensidade de corrente elétrica: i = , im =
dt ∆t
B B
Potência elétrica: P = U · i
r2
Variação da resistividade com a temperatura: r = ro (1 + αDT) R3
R1
1a Lei de Ohm: U = R · i r3
ρL r1
2a Lei de Ohm: R =
A A R2 C A O
Potência dissipada pelo resistor: P = U · i
P = R . i2 R2 R3
r1 =
P = U /R
2
R1 + R2 + R3

R1R3
Energia elétrica dissipada pelo resistor: Eele = P · Δt r2 =
R1 + R2 + R3

Associação de resistores em série (mesma corrente): Req = Σ Ri R1R2


r3 =
R1 + R2 + R3
1 1
Associação de resistores em paralelo (mesma tensão):
Req
= ∑R ;
i
Instrumentos de medida:
R1 ⋅ R2
2 resistores: Req = Voltímetro Amperímetro
R1 + R2
ligado em paralelo ligado em série
ideal: R = ∞ ideal: R = 0
2. Curto-circuito
Gerador elétrico:

UR = 0 → iR = 0
–i r ε +
U = ε – ri
i R
A B U

Pu =U · i → potência útil ε
R’ = 0 Pt = e · i → potência total
Pd = r · i2 → potência dissipada na resistência i
R ε/r
interna

PUTIL Ui U
Rendimento: η = = =
PTOTAL εi ε
Máxima transferência de potência: RCIRC = r
A=B
Associação de geradores em série:
3. Ponte de Wheatstone r1 r2 ε2
ε1 r3 ε3

UCD = 0 à iR = 0 D
R2 req εeq
(R5 em curto-circuito) R3

R1 R2 A B req = r1 + r2 + r3
=
R4 R3 εeq = e1 + e2 + e3

R1 R4
IME-ITA – Vol. 5 249
C
FÍSICA III
Assunto 10

Associação de geradores (mesma f.e.m.) em paralelo: 6. Leis de Kirchoff


r1 ε d.d.p. entre dois pontos:

ε1 R ε2
B + + A i
– + –
r2 ε req εeq

VA – VB = +ε2 – Ri – ε1
VB – VA = +ε1 + Ri – ε2
r3 ε
7. Teorema de Thèvenin
1 1 1 1
= + + RTh A
req r1 r2 r3 A εTh
εeq = ε circuito

B B

4. Receptor elétrico εTh = d.d.p. entre A e B retirando ramo AB


Rth = RAB curto-circuitando os geradores
+ i r’ ε –
U’ = ε’ + r’ · i
Carga elétrica armazenada pelo capacitor: Q = C · U
U
Energia potencial elétrica armazenada por um capacitor:
U
1 1 1 Q2
E = Q ⋅ U = C · U2 =
2 2 2 C
Associação de capacitores em série (mesma carga elétrica):
ε’
1 1
i
Ceq
= ∑C i

Pt =U · i → potência total
Associação de capacitores em paralelo (mesma tensão): Ceq = Σ Ci
Pu = e’ · i → potência útil
Pd = r’ · i2 → potência dissipada na resistência interna ε· A
Capacitância de capacitor de placas planas paralelas: C =
d
Rendimento:
Capacitor carregado (chave aberta): i = 0
PÚTIL ε' i ε'
η= = =
PTOTAL Ui U Capacitor descarregado (chave fechada): U = 0

Circuitos simples:

i=
∑ε − ∑ε'
∑R
01 (ITA) Quatro lâmpadas idênticas 1, 2, 3 e 4, de mesma resistência R,
5. Regra de Maxwell são conectadas a uma bateria com tensão constante V, como mostra a
r1 figura. Se a lâmpada 1 for queimada, então:
ε1
+ – – +

– R I1
1
+ ε2 r2 (R1 + r1 + r2)I1 –
+ – – + r2I2 – ε1 – ε2 = 0
+ – (R2 + r3 + r2)I2 –
r2I1 + ε3 + ε2 = 0
– I2
+ R2 r3 ε3

– + – +

250 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

(A) a corrente entre A e B cai pela metade e o brilho da lâmpada 3 diminui. 04 (ITA) Considere o circuito da figura, assentado nas arestas de um
(B) a corrente entre A e B dobra, mas o brilho da lâmpada 3 permanece tetraedro, construído com 3 resistores de resistência R, um resistor de
constante. resistência R1, uma bateria de tensão U e um capacitor de capacitância
(C) o brilho da lâmpada 3 diminui, pois a potência drenada da bateria cai C. O ponto S está fora do plano definido pelos pontos P, W e T. Supondo
pela metade. que o circuito esteja em regime estacionário, pode-se afirmar que:
(D) a corrente entre A e B permanece constante, pois a potência drenada
da bateria permanece constante.
(E) a corrente entre A e B e a potência drenada da bateria caem pela
metade, mas o brilho da lâmpada 3 permanece constante.

02 (ITA) Certos resistores quando expostos à luz variam sua resistência.


Tais resistores são chamados LDR (do Inglês: ‘‘Light Dependent Resistor’’).
Considere um típico resistor LDR feito de sulfeto de cádmio, o qual adquire
uma resistência de aproximadamente 100 Ω quando exposto à luz intensa,
e de 1 MΩ quando na mais completa escuridão. Utilizando este LDR e
um resistor de resistência fixa R para construir um divisor de tensão,
como mostrado na figura, é possível converter a variação da resistência
em variação de tensão sobre o LDR, com o objetivo de operar o circuito
como um interruptor de corrente (circuito de chaveamento). Para esse
fim, deseja-se que a tensão através do LDR, quando iluminado, seja muito
pequena comparativamente à tensão máxima fornecida, e que seja de valor
muito próximo ao desta, no caso do LDR não iluminado. Qual dos valores
(A) a carga elétrica no capacitor é de 2,0 10–6 F, se R1 = 3R.
de R abaixo é o mais conveniente para que isso ocorra?
(B) a carga elétrica no capacitor é nula, se R1 = R.
(C) a tensão entre os pontos W e S é de 2,0 V, se R1 = 3R.
(D) a tensão entre os pontos W e S é de 16 V, se R1 = 3R.
(E) nenhuma das respostas acima é correta.

05 (ITA) No Laboratório de Plasmas Frios do ITA é possível obter filmes


metálicos finos, vaporizando o metal e depositando-o por condensação
sobre uma placa de vidro. Com o auxílio do dispositivo mostrado na figura,
é possível medir a espessura e de cada filme. Na figura, os dois geradores
são idênticos, de f.e.m. E = 1,0 V e resistência r = 1,0 Ω, estando ligados
a dois eletrodos retangulares e paralelos, P1 e P2, de largura b = 1,0 cm
e separados por uma distância a = 3,0 cm. Um amperímetro ideal A é
inserido no circuito, como indicado. Supondo que após certo tempo de
(A) 100 Ω. deposição é formada sobre o vidro uma camada uniforme de alumínio
(B) 1 MΩ. entre os eletrodos, e que o amperímetro acusa uma corrente i = 0,10 A,
(C) 10 kΩ. qual deve ser a espessura e do filme?
(D) 10 MΩ. (resistividade do alumínio ρ = 2,6 × 10–8 Ωm).
(E) 10 Ω.

03 (ITA) No circuito elétrico da figura, os vários elementos têm resistências


R1, R2 e R3 conforme indicado. Sabendo que R3 = R1/2, para que a
resistência equivalente entre os pontos A e B da associação da figura seja
igual a 2R2, a razão r = R2/R1 deve ser:

(A) 4,1 · 10–9 cm.


(B) 4,1 · 10–9 m.
(C) 4,3 · 10–9 m.
(D) 9,7 · 10–9 m.
(A) 3/8. (E) n.r.a.
(B) 8/3.
(C) 5/8. 06 (ITA) O circuito elétrico mostrado na figura é constituído por dois
(D) 8/5. geradores ideais, com 45 V de força eletromotriz, cada um; dois capacitores
(E) 1. de capacitâncias iguais a 2 µF; duas chaves S e T e sete resistores,

IME-ITA – Vol. 5 251


FÍSICA III
Assunto 10

cujas resistências estão indicadas na figura. Considere que as chaves S


e T se encontram inicialmente fechadas e que o circuito está no regime
estacionário.

Admitindo que os aparelhos funcionam simultaneamente durante duas


horas, calcule a quantidade de energia elétrica consumida em quilowatt-
hora(kWh) e, também, a capacidade mínima dos fusíveis, em ampère.

09 (ITA) Um técnico em eletrônica deseja medir a corrente que passa


pelo resistor de 12 Ω no circuito da figura. Para tanto, ele dispõe apenas
de um galvanômetro e uma caixa de resistores. O galvanômetro possui
Assinale a opção correta: resistência interna Rg = 5 kΩ e suporta, no máximo, uma corrente de
0,1 mA. Determine o valor máximo do resistor R a ser colocado em paralelo
(A) A corrente através do resistor d é de 7,5 A. com o galvanômetro para que o técnico consiga medir a corrente.
(B) A diferença de potencial em cada capacitor é de 15 V.
(C) Imediatamente após a abertura da chave T, a corrente através do
resistor g é de 3,75 A.
(D) A corrente através do resistor e, imediatamente após a abertura
simultânea das chaves S e T, é de 1,0 A.
(E) A energia armazenada nos capacitores é de 6,4 · 10–4 J.

07 (ITA) Na prospecção de jazidas minerais e localização de depósitos


subterrâneos, é importante o conhecimento da condutividade elétrica
do solo. Um modo de medir a condutividade elétrica do solo é ilustrado
na figura. Duas esferas metálicas A e B, idênticas, de raio r, são
profundamente enterradas no solo, a uma grande distância entre as
mesmas, comparativamente a seus raios. Fios retilíneos, isolados do solo,
ligam as esferas a um circuito provido de bateria e um galvanômetro G. 10 (ITA) Para iluminar o interior de um armário, liga-se uma pilha seca
Conhecendo-se a intensidade da corrente elétrica e a força eletromotriz da de 1,5 V a uma lâmpada de 3,0 W e 1,0 V. A pilha ficará a uma distância
bateria, determina-se a resistência R oferecida pelo solo entre as esferas. de 2,0 m da lâmpada e será ligada a um fio de 1,5 mm de diâmetro e
resistividade de 1,7 · 10–8 Ω · m. A corrente medida produzida pela pilha
em curto-circuito foi de 20 A. Assinale a potência real dissipada pela
lâmpada, nessa montagem.

(A) 3,7 W. (D) 6,7 W.


(B) 4,0 W. (E) 7,2 W.
(C) 5,4 W.

11 (ITA) Quando se acendem os fárois de um carro cuja bateria possui


resistência interna ri = 0,050 Ω, um amperímetro indica uma corrente
de 10 A e um voltímetro uma voltagem de 12 V. Considere desprezível
a resistência interna do amperímetro. Ao ligar o motor de arranque,
observa-se que a leitura do amperímetro é de 8,0 A e que as luzes diminuem
um pouco de intensidade.
Sabendo que RC = ε/σ, em que σ é a condutividade do solo, C é a
capacitância do sistema e ε a constante dielétrica do solo, pedem-se:

a. Desenhe o circuito elétrico correspondente do sistema esquematizado


e calcule a capacitância do sistema.
b. Expresse σ em função da resistência R e do raio r das esferas.

08 (ITA) A figura representa o esquema simplificado de um circuito


elétrico em uma instalação residencial. Um gerador bifásico produz uma
diferença de potencial (d.d.p.) de 220 V entre as fases (+110 V e –110 V)
e uma d.d.p. de 110 V entre o neutro e cada uma das fases. No circuito
estão ligados dois fusíveis e três aparelhos elétricos, com as respectivas Calcular a corrente que passa pelo motor de arranque quando os faróis
potências nominais indicadas na figura. estão acesos.

252 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

12 (ITA) O circuito da figura é composto de duas resistências,


R1 = 1,0 · 103 Ω e R2 = 1,5 · 103 Ω, respectivamente, e de dois capacitores,
R2V2 − R1V1
de capacitâncias C1 = 1,0 · 10–9 F e C2 = 2,0 · 10–9 F, respectivamente, (A)
além de uma chave S, inicialmente aberta. Sendo fechada a chave S, R1R2 + R1R + RR2
a variação da carga ∆Q no capacitor de capacitância C1, após determinado R2V1 − R1V2
(B)
período, é de: R1R2 + R1R + RR2
R1V2 + R2V1
(C)
R1R2 + R1R + RR2
R1V2 − R2V1
(D)
R1R2 + R1R + RR2
R1V1 + R2V2
(E)
R1R2 + R1R + RR2

15 (IME-CG) Um laboratório possui uma bateria, uma barra de resistividade


ρ = 0,5 Ω · cm, um chuveiro elétrico com resistência RC, dois resistores
(A) –8,0 · 10–9 C. de valores conhecidos e o galvanômetro G. Com esses componentes foi
(B) –6,0 · 10–9 C. montado o experimento ilustrado na figura. Em seguida, o contato elétrico
(C) –4,0 · 10–9 C. na barra foi ajustado a 0,8 m da outra extremidade, anulando a corrente
(D) +4,0 · 10–9 C. que atravessa o galvanômetro. Sabendo que o chuveiro fornece 1 litro de
(E) +8,0 · 10–9 C. água por minuto à temperatura de 40°C e que a água entra no chuveiro a
12°C, calcule:
13 (ITA) O circuito da figura a seguir, conhecido como ponte de
Wheatstone, está sendo utilizado para determinar a temperatura de óleo Dados: calor específico da água = 1 cal/g°C
em um reservatório, no qual está inserido um resistor de fio de tungstênio densidade da água = 1 g/cm3
RT . O resistor variável R é ajustado automaticamente de modo a manter área de seção reta da barra = 2 cm2
a ponte sempre em equilíbrio passando de 4,00 Ω para 2,00 Ω. Sabendo 1 caloria = 4,2 joules
que a resistência varia linearmente com a temperatura e que o coeficiente
Obs.: não há perdas no sistema.
linear de temperatura para o tungstênio vale α = 4,00 · 10–3 °C–1, a variação
da temperatura do óleo deve ser de: a. o valor da resistência RC do chuveiro elétrico;
b. a tensão V da bateria.

(A) –125°C. 16 (IME-CG) Seja o circuito abaixo. Considere que um fusível se rompa,
(B) –35,7°C. depois de um certo tempo decorrido das conexões feitas, se por ele passar
(C) –25,0°C. uma corrente acima de sua capacidade.
(D) 41,7°C.
(E) 250°C.

14 (ITA) No circuito esquematizado, a corrente i através da resistência R


é dada por:

a. Calcule as correntes em cada um dos fusíveis antes do rompimento


de algum deles;
b. Verifique quais fusíveis irão se romper;
c. Calcule a potência dissipada pela fonte quando o circuito atingir a sua
operação estável.

IME-ITA – Vol. 5 253


FÍSICA III
Assunto 10

17 (IME-CG) Certo circuito elétrico é construído a partir de conexões


sucessivas de diversos módulos compostos por dois resistores, cujos
valores são 2R e R, como mostrado na figura abaixo. Sabendo que uma
bateria E alimenta os terminais do primeiro módulo, determine o valor do
resistor RL, a ser conectado nos terminais do último módulo, de forma
que a corrente elétrica fornecida pela bateria seja sempre a mesma,
independentemente do número de módulos conectados.

20 (IME-CG) O sistema de aquecimento de gás apresentado na Figura 1


opera da seguinte forma: a água, à temperatura ambiente de 20°C, circula
por uma tubulação termicamente isolada, na qual, em um determinado
trecho do sistema, um queimador alimentado a gás aquece a água que
18 (IME-CG) Um pequeno bloco B de material isolante elétrico está circula por essa tubulação. No ponto em que a água é aquecida, encontra-se
inicialmente em repouso no ponto a de um trilho ab conforme a figura. instalado um resistor, cuja resistência em função da temperatura é
O bloco sustenta um cursor metálico que faz contato com o ponto c de um apresentada no Gráfico 1. A admissão do gás para o queimador é controlada
fio resistivo cd, de comprimento igual ao do trilho ab e com resistividade por uma válvula eletrônica, cuja vazão de gás em função de sua tensão
r ς/cm.Com a chave K inicialmente ligada no ponto e, há uma energia de de entrada V0 é apresentada no Gráfico 2. Calcule o valor da resistência
64 µJ armazenada no circuito capacitivo. Em t = 0, a chave K é deslocada de ajuste Rajuste para que o aquecedor opere com uma vazão de água de
para o ponto f. Nesse instante, a potência dissipada no resistor R1 é 7,5 L/min com uma temperatura da água de saída igual a 30°C.
20 W e o bloco B é liberado. Determine o valor da corrente indicada pelo
amperímetro A, 0,4 s após o bloco B iniciar o deslizamento no trilho. Dados:
• a queima de 1 kg de gás produz 9,8 Mcal
Dado: g (aceleração da gravidade) = 10 m/s2 • o rendimento do queimador é 85%
• o calor específico da água é 1 cal/g°C
• a tensão de alimentação é Vi = 10 V
Obs.: Considere infinita a resistência de entrada da válvula eletrônica, ou
seja, não circula corrente do circuito para a válvula.

água a 30°C

Rajuste R
+ – V0 +
Vi

RS
R

água a 20°C

válvula gás
eletrônica
figura 1 - sistema de aquecimento

RS(kΩ) vazão
(kg/h)

19 (IME-CG) Um circuito elétrico é formado pela conexão em série de 2 2,4


N elementos de circuito idênticos à Figura 1. O resultado pode ser visto
na Figura 2. Os resistores R1 e R2 possuem resistências de 12 e 2 ohms,
respectivamente.
–210 20 t (ºC)
a. Sabendo-se que aos terminais X e Y foi ligado um resistor, calcule a 30 V (mV)
resistência r do mesmo de forma que a resistência total do circuito,
0

gráfico 1 - curva de resistência gráfico 2 - vazão do gás em função da


medida entre os terminais A e B, sejam também igual a r, qualquer em função da temperatura tensão de entrada da válvula eletrônica
que seja o valor de N.
b. Mantendo-se o resistor calculado acima conectado entre X e Y,
conecta-se uma fonte DC de tensão nominal de 10 V aos terminais
A e B. Depois de um tempo suficiente para a carga completa dos
capacitores, estes são retirados do circuito e a fonte é desligada.
Calcule a tensão instantânea sobre o resistor r no exato momento
em que os N capacitores C, ligados em série, são conectados aos
terminais A e B.

254 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

21 (IME-CG) a. os valores das resistências R1 e R2;


b. o valor de Vf que seria alcançado caso o fusível não fosse rompido;
c. a corrente de ruptura do fusível;
d. o valor máximo de corrente que circulou por R1 e
e. o valor máximo de corrente que circulou por R2.

23 (IME-CG)

Uma superfície lisa, sem atrito, ABCD, de largura AB = CD = 4 m,


tem seu perfil representado por meio período da função y(x) = a + a ·
cos(bx), com x e y medidos em metros, sendo zero o valor inicial de x. A
borda inferior CD e o lado da plataforma quadrada CDEF, lisa, sem atrito,
situada a 5 metros acima do solo, imersa em um campo magnético de
densidade uniforme B = 5 T, cujas linhas de indução são perpendiculares
à plataforma CDEF. No ponto médio de AB, k, um ponto material de massa
m = 10-6 kg, carregado com q Coulombs, recebe um pequeno impulso,
desliza sobre a superfície representada na figura, chega ao ponto médio
do lado CD, em seguida, descreve um arco de 90° e acaba saindo da
plataforma horizontal. Sabendo-se que a carga q é igual a existente no
capacitor C, determine o valor do parâmetro a na expressão de y.
Uma placa de 50 cm de largura por 40 cm de altura possui uma carga
positiva de 10 µC distribuída uniformemente em sua superfície. Um
Dado:
dispositivo possui uma haste feita de material isolante de 10 cm de
g = 10 m/s2.
comprimento, com um dos extremos conectado a uma mola espiral e o
Obs.: Despreze a velocidade inicial do corpo.
outro conectado a uma carga positiva pontual de 1 µC. Este dispositivo está
montado em frente a uma escala graduada em graus, na qual a posição
22 (IME-CG)
0° corresponde ao ponto de equilíbrio no qual nenhuma força elétrica
é aplicada à carga de 1 µC. O torque de reação da mola τR é dado por
τR = kθ, onde k é uma constante de proporcionalidade e θ é o ângulo de
deslocamento.

Considerações:
• para o problema em questão, a placa possui dimensões infinitas;
• despreze a massa da carga pontual e da haste.
Dado:
• Permissividade elétrica do meio: ε0 = 8,85 · 10–12 F/m

Determine:

a. o valor de k, sabendo que o ângulo de equilíbrio do sistema nas


condições iniciais é 45°;
b. a corrente que circulou na chave S, não ideal, de resistência igual a
0,1 mΩ, sabendo que ela foi fechada durante 10 s, que durante esse
período o fluxo de carga pela chave se manteve aproximadamente
constante e que, após a chave ser aberta, o sistema atingiu o equilíbrio
em um ângulo de 30°;
c. a energia dissipada na chave, para as condições do item b.

Em um circuito contendo uma bateria, um capacitor, uma chave, um fusível


F e quatro resistores, um técnico mediu a diferença de potencial entre os
pontos B e A em função do tempo, conforme as figuras. Para a obtenção
dos dados, a chave foi fechada no instante t1 e o fusível se rompeu no
instante t2. Determine, em função de V e R:

IME-ITA – Vol. 5 255


FÍSICA III
Assunto 10

24 (IME)

26 (IME) Os pontos A e B da malha de resistores da figura 2 são


conectados aos pontos x e y do circuito da figura 1. Nesta situação,
O circuito apresentado na figura acima é composto por uma fonte de observa-se uma dissipação de P watts na malha. Em seguida, conecta-se
tensão contínua E, que alimenta um reostato linear e as resistências R1 o ponto C ao ponto F e o ponto E ao ponto H, o que produz um incremento
e R2. No ponto C do reostato encontra-se fixo um balão de massa m e de 12,5% na potência dissipada na malha. Calcule a resistência R dos
volume V, inicialmente na posição y = 0. O sistema encontra-se imerso resistores da malha.
em um tanque, que contém um líquido isolante, de massa específica ρ.
Entre os pontos C e D do sistema, encontra-se conectado um voltímetro
ideal. No instante t = 0, o balão é liberado e começa a afundar no líquido.

Dados:
• R1 = 1 kΩ;
• R2 = 3 kΩ;
• fonte de tensão: E = 10 V;
• massa do balão: m = 50 g;
• volume do balão: V = 0,0001 m3;
• resistência total do resistor linear: RAB = 10 kΩ;
• massa específica do líquido: ρ = 50 kg/m3;
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s2.

Determine: 27 (IME) A malha de resistores apresentada na figura ao lado é conectada


pelos terminais A e C a uma fonte de tensão constante. A malha é submersa
a. a leitura do voltímetro no instante em que o balão é liberado;
em um recipiente com água e, após 20 minutos, observa-se que o líquido
b. a coordenada y em que a leitura do voltímetro é zero;
entra em ebulição. Repetindo as condições mencionadas, determine o
c. o tempo decorrido para que seja obtida a leitura indicada no item b;
tempo que a água levaria para entrar em ebulição, caso a fonte tivesse
d. o valor da energia, em joules, dissipada no resistor R2, no intervalo de
sido conectada aos terminais A e B.
tempo calculado em c.

25 (IME) Um dispositivo óptico de foco automático, composto por uma


lente biconvexa delgada móvel, posiciona automaticamente a lente, de
modo a obter no anteparo fixo a imagem focada do objeto, conforme
apresentado na figura. Sobre esse dispositivo, instalou-se um circuito
elétrico alimentado por 12 V, composto de dois resistores fixos de
200 Ω e dois resistores variáveis de 2,5 Ω/mm. Quando a distância entre
o objeto e a lente é 1,2 m, a d.d.p. no circuito entre os pontos A e B é
zero. Determine a distância d entre o objeto e a lente do dispositivo para
a d.d.p. VB - VA, medida pelo voltímetro V, de 2,4 V.

28 (IME) O circuito ilustrado na figura abaixo apresenta um dispositivo F


capaz de gerar uma corrente contínua e constante I, independentemente
dos valores da resistência R e da capacitância C. Este circuito encontra-se
sujeito a variações na temperatura ambiente ∆θ. O calor dilata apenas as
áreas AC das placas do capacitor e AR da seção reta do resistor. Considere
que não variem com a temperatura a distância d entre as placas do

256 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

capacitor, a permissividade ε do seu dielétrico, o comprimento L do resistor


e sua resistividade ρ. Determine a relação entre os coeficientes de dilatação
superficial βC das placas do capacitor e βR da seção reta do resistor,
para que a energia armazenada pelo capacitor permaneça constante e
independente da variação da temperatura ∆θ. Despreze o efeito Joule no
resistor e adote no desenvolvimento da questão que (βR ∆θ)2 << 1.

28 (IME) A figura ilustra um bloco M de madeira com formato cúbico,


parcialmente submerso em água, ao qual está fixado um cursor metálico
conectado a um circuito elétrico. Na situação inicial, a face do fundo do
bloco se encontra a 48 cm da superfície da água, a chave K está aberta
e o capacitor C1 descarregado. O comprimento do fio resistivo entre a
posição b do cursor metálico e o ponto a é 10 cm. A potência dissipada 30 (IME) A Figura 1 ilustra uma bateria, modelada por meio de uma fonte de
no resistor R1 é 16 W. Em determinado instante, a água é substituída por tensão elétrica VF em série com um resistor RS, conectada a um voltímetro V,
outro líquido mais denso, mantendo-se constante o nível H da coluna de cuja leitura indica 24 V. Essa bateria é ligada em série com o amperímetro
água inicialmente existente. Fecha-se a chave K e observa-se que, após A e com um circuito composto por uma resistência de aquecimento RA em
um longo intervalo de tempo, a energia armazenada em C1 se estabiliza paralelo com uma resistência RB, conforme mostra a Figura 2. A resistência
em 28,8 µJ. Considerando que a resistência por unidade de comprimento RA encontra-se imersa em 0,2 L de um líquido com massa específica de 12
do fio resistivo é constante, determine a massa específica do líquido que g/cm3. Inicialmente, as chaves S1 e S2 da Figura 2 encontram-se abertas.
substituiu a água. A chave S1 é acionada. Observa-se que o amperímetro indica 2 A e que
Dados: aceleração da gravidade g = 10 m/s2; massa específica da água: a temperatura do líquido se eleva de 10°C para 40°C em 30 minutos. Em
µa = 1 g/cm3 seguida, a chave S2 é fechada e o amperímetro passa a indicar 2,4 A.
Considerando que não exista perda de energia no aquecimento da água e
que o voltímetro e o amperímetro sejam ideais, determine:

Dados: calor específico do líquido c = 2 cal/(g°C); 1 cal ≅ 4 J.

a. a resistência RA em ohms;
b. a resistência RS em ohms;
c. a resistência RB em ohms.

29 (IME) Um pequeno corpo é abandonado com velocidade inicial nula


no ponto A de uma rampa, conforme ilustra a Figura 1. No instante em
que esse corpo passa pelo ponto P, um dispositivo provoca o fechamento
da chave S1 do circuito elétrico apresentado na Figura 2. No instante
em que o resistor R1 desse circuito atinge o consumo de 0,05 Wh, um
percussor é disparado, perpendicularmente ao trecho plano B-C, com
o objetivo de atingir o corpo mencionado. Sabe-se que ao percorrer a
distância d mostrada na Figura 1, o corpo tem sua velocidade reduzida
a 1/3 da alcançada no ponto B. Considerando que os trechos A-B e P-C
não possuem atrito e que o corpo permanece em contato com o solo até
o choque, determine o ângulo de inclinação θ da rampa para que o corpo
seja atingido pelo percussor.

Dado: aceleração da gravidade g = 10 m/s2.

IME-ITA – Vol. 5 257


FÍSICA III
Assunto 10

31 (IME) Um raio luminoso incide ortogonalmente no ponto central de tanque é igual à da represa. Supondo que a água proveniente da represa
um espelho plano quadrado MNPQ, conforme a figura abaixo. Girando-se seja instantaneamente misturada pelo agitador no tanque, que não haja
o espelho de um certo ângulo em torno da aresta PQ, consegue-se que o dissipação térmica no tanque e que o sistema de aquecimento tenha sido
raio refletido atinja a superfície horizontal S paralela ao raio incidente. Com a acionado, determine:
sequência do giro, o ponto de chegada em S aproxima-se da aresta PQ. No
ponto de chegada em S que fica mais próximo de PQ está um sensor que, Dados:
ao ser atingido pelo raio refletido, gera uma tensão elétrica U proporcional • temperatura da água na represa: 20°C;
à distância d entre o referido ponto e aquela aresta: U = k · d. Fixando • calor específico da água: cágua = 1 cal/g°C;
o espelho na posição em que a distância d é mínima, aplica-se a tensão • densidade da água: dágua = 1 g/mL;
U aos terminais A e B do circuito. Dado que todos os capacitores estão • R1 = 2 Ω; R2 = 8 Ω;
inicialmente descarregados, determine a energia que ficará armazenada no • 1 cal = 4,18 J.
capacitor C3 se a chave Y for fechada e assim permanecer por um tempo
muito longo. a. a vazão das bombas, caso a tensão das bombas seja ajustada para
50 V;
Dados: comprimento PQ = 6 m; constante k = 12 V/m. b. a energia em joules fornecida pela resistência de aquecimento em
1 minuto ao acionar a chave S;
c. e a temperatura final da água aquecida, após a estabilização da
temperatura da água no tanque.

34 (IME) A figura abaixo mostra duas placas metálicas retangulares e


paralelas, com 4 m de altura e afastadas de 4 cm, constituindo um capacitor
de 5 µF. No ponto A, equidistante das bordas superiores, encontra-se um
32 (IME) Um fio condutor rígido PQR, dobrado em ângulo reto, está corpo puntiforme com 2 g de massa e carregado com +4 µC. O corpo
ortogonalmente inserido em um campo magnético uniforme de intensidade cai livremente e após 0,6 s de queda livre a chave K é fechada, ficando as
B = 0,40 T. O fio está conectado a dois circuitos, um resistivo e o outro placas ligadas ao circuito capacitivo em que a fonte E tem 60 V de tensão.
capacitivo. Sabendo que o capacitor C1 está carregado com 40 µC, Determine:
determine a intensidade da força de origem magnética que atuará sobre
o fio PQR no instante em que a chave K for fechada. Dado: aceleração da gravidade: g = 10 m/s2.

Dados: C1 = 1 µF, C2 = 2 µF e C3 = 6 µF. a. com qual das placas o corpo irá se chocar (justifique sua resposta);
b. a que distância da borda inferior da placa se dará o choque.


33 (IME) A figura 1 ilustra um sistema de aquecimento de água em um
reservatório industrial. Duas bombas hidráulicas idênticas são utilizadas,
35 (IME) A figura abaixo mostra o esquema de um gerador fotovoltaico
sendo uma delas responsável pela captação de água da represa, enquanto
alimentando um circuito elétrico com 18 V. Sabendo que a potência
a outra realiza o fornecimento de água aquecida para o processo industrial.
solicitada na entrada do gerador (potência luminosa) é de 100 W, determine
As bombas são alimentadas por uma única fonte e suas características de
o rendimento do gerador na situação em que a razão dos valores numéricos
vazão versus tensão encontram-se na figura 2. O circuito de aquecimento
da tensão e da corrente medidos, respectivamente, pelo voltímetro V (em
está inicialmente desligado, de maneira que a temperatura da água no
volts) e pelo amperímetro A (em ampères) seja igual a 2 (dois).

258 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

38 (IME) Um cilindro contém uma bateria de +10 V, 5 resistores e


3 fusíveis, como apresentado na figura abaixo. Os fusíveis deveriam ter as
seguintes capacidades de corrente máxima: F1 = 1,35 A, F2 = 1,35 A e
F3 = 3 A. Por engano, o fusível F3 colocado no circuito tinha a capacidade
de 1,35 A. Mediu-se a potência fornecida pela fonte e obteve-se o gráfico
abaixo. Sabendo-se que R2 > R3 > R4:

a. Explique o motivo da variação da potência fornecida pela fonte com


o decorrer do tempo. 
b. Calcule os valores de R1, R2, R3 e R4.

36 (IME) Um circuito composto por uma fonte, três resistores, um


capacitor e uma chave começa a operar em t = −∞ com o capacitor
inicialmente descarregado e a chave aberta. No instante t = 0, a chave
é fechada. Esboce o gráfico da diferença de potencial nos terminais do
capacitor em função do tempo, indicando os valores da diferença de
potencial para t = −∞, t = 0 e t = +∞.

37 (IME) O desenho representa uma pequena usina hidrelétrica composta


de barragem, turbina e gerador. Este sistema fornece energia elétrica
através de dois cabos elétricos a uma residência, cuja potência solicitada
é de 10.000 W durante 8 horas diárias. Determine: 39 (IME)

a. A economia de energia elétrica, em kWh, em 30 dias de funcionamento


da usina, com a substituição dos cabos por outros cabos elétricos de
resistência igual a metade do valor original, mantendo-se a mesma
tensão fornecida aos equipamentos da residência.
b. O rendimento do conjunto composto pelo gerador e cabos de
alimentação, antes e depois da substituição dos cabos.

Dados:
• Comprimento de cada cabo elétrico que liga o gerador à residência: A chave S no circuito elétrico possui duas posições de contato, conforme
100 m. Resistência dos cabos originais por unidade de comprimento: mostra a figura acima. Para que a potência total dissipada no circuito
0,001 Ω/m. seja a mesma estando a chave S na posição 1 ou na posição 2, o valor
• Rendimento do gerador: η = 0,80. aproximado da resistência R, em ohms, deve ser:
• Tensão (d.d.p.) exigida pelos equipamentos da residência: 100 V.
(A) 1,5. (D) 8,2.
(B) 3,4. (E) 12,3.
(C) 5,6.

40 (IME)

IME-ITA – Vol. 5 259


FÍSICA III
Assunto 10

Uma fina placa metálica P1, apoiada em um tablete de cortiça no fundo de Duas pilhas, de resistência interna r1 = r2 = 1/3 Ω, e uma lâmpada, de
um frasco cilíndrico, dista 5 metros de uma placa idêntica P2, fixa no teto, resistência RL = 2/3 Ω, estão conectadas em paralelo como mostra o
conforme a figura acima. As duas placas formam um capacitor carregado circuito da figura apresentada. A f.e.m. da pilha 1 é ε1 = 1,5 V, mas a
com Q coulombs. Enche-se o referido frasco com um líquido de índice de pilha 2, de f.e.m. ε2, encontra-se parcialmente descarregada de modo que
refração n = 2,5, até a altura de h metros. Em seguida, lança-se sobre o amperímetro ideal mede uma corrente nula nessa pilha. Sendo assim,
o centro da superfície um raio de luz monocromática, sob um ângulo de o valor da f.e.m. ε2, em volts, vale:
30° com a vertical. Sabendo que a energia armazenada no capacitor fica
reduzida a 0,6 do valor inicial, que o raio refratado atinge um ponto situado (A) zero.
a x metros do centro do fundo do frasco e desprezando o efeito de borda (B) 0,50.
do capacitor, podemos dizer que o valor aproximado de x é: (C) 0,75.
(D) 1,00.
Obs.: A espessura da cortiça é desprezível em relação à altura h. (E) 1,25.

(A) 0,1. 43 (EN) Analise a figura abaixo.


(B) 0,2.
(C) 0,3.
(D) 0,4.
(E) 0,5.

41 (IME)

A figura acima mostra um circuito contendo dois geradores idênticos,


sendo que cada um deles possui força eletromotriz de 10 V e resistência
interna de 2,0 Ω. A corrente i, em ampères, medida pelo amperímetro ideal
e a d.d.p., em volts, medida pelo voltímetro ideal, valem, respectivamente:

(A) zero e 2,5.


(B) zero e 5,0.
(C) 2,5 e zero.
(D) 5,0 e zero.
(E) zero e zero.

A figura apresenta uma placa positiva metálica P1, de massa desprezível, 44 (EN) Analise a figura abaixo.
fixada no teto, que dista 10 cm de uma placa idêntica P2. Ambas constituem
um capacitor de 16 pF, carregado com 32 pC. A placa P2 está colada em um
bloco de madeira com massa m = 1 kg, mantido em repouso, encostado
sobre uma mola não comprimida. Libera-se o movimento do bloco e, no
instante que a compressão da mola é máxima, fecha-se a chave S. Sabe-se
que nesse instante a potência dissipada em R2 é 2/3 W e que a aceleração
da gravidade g = 10 m/s2. A constante da mola, em N/m, é

(A) 100. (D) 160.


(B) 120. (E) 180.
(C) 150.
O capacitor C1 encontra-se inicialmente com uma tensão constante V = 4
volts. Já o capacitor C2 estava descarregado. Fechando-se a chave CH1,
42 (EN) Analise a figura abaixo.
o sistema atinge o equilíbrio com uma tensão de 4/3 volts e redução de
8/3 Joules da energia armazenada. A carga inicial Q, em coulombs, é igual a:

(A) 4/3.
(B) 3/2.
(C) 5/3.
(D) 2.
(E) 7/3.

260 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

45 (EN) Observe a figura a seguir. 47 (EN) Uma corda isolante de massa m e comprimento L está esticada,
com as extremidades presas a um diapasão e à placa (2) de um capacitor
plano de placas paralelas, a vácuo. A área de cada placa do capacitor é
A e, inicialmente, ele está carregado com carga elétrica de valor absoluto
igual a 400 µC. A placa (1) do capacitor está fixa e a placa (2) pode se
mover somente na direção horizontal, entre duas guias não representadas
na figura. Despreze os atritos. A frequência de vibração do diapasão é igual
a 300 Hz e a corda está oscilando no 3° harmônico (conforme a figura
abaixo). Para que a corda oscile no 2° harmônico, o valor absoluto da nova
carga elétrica (em µC) que o capacitor deve possuir é:

(A) 600.
No circuito representado acima, as correntes iG e iO assumem os valores (B) 570.
indicados (zero e 1 A, respectivamente) quando a resistência variável R3 é (C) 550.
ajustada em um valor tal que R3 = R2 = 2R1 ohms. Sendo assim, quanto (D) 520.
vale a soma, R1 + R2 + R3 + R4, dos valores dos quatro resistores, em (E) 500.
ohms?
48 (EN) No circuito elétrico abaixo, a chave K está inicialmente ligada ao
(A) 9. terminal (1) e o reostato Rx é ajustado em 0,50 Ω, para que a corrente
(B) 8. elétrica indicada no amperímetro seja de 10 A. Tal valor de corrente é igual
(C) 4. à metade da corrente de curto-circuito do gerador de f.e.m. ε1 e resistência
(D) 3. interna r1. Posteriormente, a chave é ligada ao terminal (2) e espera-se
(E) 2. pela carga total dos capacitores. Verifica-se, então, que o capacitor C1
possui carga elétrica Q1 = 20µC. O valor absoluto da f.e.m. ε2 (em volt)
46 (EN) Dois geradores elétricos G1 e G2 possuem curvas características do segundo gerador é:
tensão-corrente dadas nos dois gráficos da figura. Se, em um circuito
composto apenas pelos dois geradores, G2 for conectado em oposição a Dados: C1 = 2,0 µF; C2 = 4,0 µF; C3 = 5,0 µF
G1, de modo que U2 = U1, G2 passará a operar como um receptor elétrico.
Nessa condição, o rendimento elétrico do gerador G1, em porcentagem,
será de aproximadamente:

(A) 13.
(B) 16.
(C) 18.
(D) 20.
(A) 81.
(E) 22.
(B) 85.
(C) 89.
(D) 93.
(E) 96.

IME-ITA – Vol. 5 261


FÍSICA III
Assunto 10

49 (EN) Em paralelo com a lâmpada incandescente de resistência R do Para que a potência elétrica total dissipada no circuito, com a chave S
circuito elétrico abaixo, temos uma caixa preta que contém um circuito na posição (1), seja igual à potência elétrica total dissipada no circuito,
elétrico desconhecido. Considere o voltímetro e o amperímetro ideais. com a chave S na posição (2), a voltagem V, em volt, entre as placas do
Medindo-se a d.d.p. V, entre os pontos a e b, e a corrente elétrica i, podemos gerador, deve ser, aproximadamente, igual a:
afirmar que:
(A) 12,2.
(B) 12,8.
(C) 13,0.
(D) 13,5.
(E) 14,5.

52 Uma barra metálica está inicialmente em repouso sobre dois trilhos,


ligada por um fio a uma massa M. A massa M está inicialmente presa por
um sistema não mostrado na figura, de modo que não traciona a corda.
O conjunto barra-trilhos está imerso em um campo magnético uniforme
e vertical. Um circuito elétrico está ligado nos extremos dos trilhos, como
indica a figura abaixo. Despreze as resistências elétricas das barras e
dos trilhos. Considere o gerador E e a polia ideais. Os capacitores estão
inicialmente carregados completamente. A chave K está inicialmente
(A) Se V = 0, a lei de Ohm nos dá i= 0. aberta. A resistência R está imersa em uma mistura de água líquida e gelo
(B) Se i = 0, a lei de Ohm nos dá V= 0. em equilíbrio térmico.
(C) Se V = 0, a lâmpada não acende e, portanto, pela bateria não passa
corrente.
(D) Se i = 0, a lâmpada acende e dissipa uma potência V2/R entregue
pela bateria.
(E) Se V = 0, a lâmpada acende e, portanto, a d.d.p. na resistência interna
r não é nula.

50 (EN) No circuito abaixo, todas as fontes de tensão são ideais, e algumas


estão sendo carregadas. Quais as fontes que estão sendo carregadas e
qual o potencial do ponto A indicado no circuito?

Em dado instante, fecha-se a chave K e solta-se a massa M, que passa a


tracionar o fio. A partir de então, a barra passa a se mover com velocidade
constante e a sofrer atrito dos trilhos. Considere que o capacitor C4
assuma sua nova carga instantaneamente após o fechamento da chave K.
A massa M, a nova carga armazenada em C4 e o tempo necessário
para que a mistura de água e gelo chegue à temperatura de 68°F são,
respectivamente:

Dados:
• comprimento da barra = 2 m
• campo magnético B = 3 T
(A) E1, E2, E4 e +42 V. (D) E1, E3 e +36 V.
• capacitâncias C1 = 1 µF, C2 = 2 µF, C3 = 6 µF e C4 = 1 µF
(B) E1, E2, E4 e +54 V. (E) E1, E3 e +54 V.
• carga no capacitor C1 = 40 µC
(C) E1, E3 e +42 V.
• resistência R = 20 Ω
• velocidade constante da barra após fechamento da chave K = 7 m/s
51 (EN) No circuito elétrico abaixo, considere a resistência elétrica de
• peso da barra = 110 N
cada fonte (gerador) desprezível e o capacitor completamente carregado.
• coeficiente de atrito cinético entre a barra e os trilhos = 0,4
• calor específico da água líquida = 1 cal/g · K
• calor latente de fusão do gelo = 80 cal/g
• massa inicial de água = 100 g
• massa inicial de gelo = 30 g
• aceleração da gravidade = 10 m/s2
• 1 cal = 4 J

(A) 2 kg, 27 µC e 800 s.


(B) 1 kg, 27 µC e 800 s.
(C) 2 kg, 54 µC e 200 s.
(D) 2 kg, 54 µC e 200 s.
(E) 1 kg, 27 µC e 200 s.

262 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

53 (AFA) Parte de um circuito elétrico é constituída por seis resistores 55 (JEE-IIT) No instante t = 0, o terminal A do circuito mostrado na figura
ôhmicos cujas resistências elétricas estão indicadas ao lado de cada é conectado ao ponto B e uma corrente alternada i(t) = i0cos(ωt), com
resistor, na figura a seguir. i0 = 1 A e ω = 500 rad/s, começa a circular no circuito com a direção
inicial mostrada na figura. No instante t = 7π/6ω, a chave é deslocadada
do ponto B para o ponto D. Uma carga total Q flui da bateria para carregar
totalmente o capacitor. Se C = 20 µF, R = 10 Ω e a bateria é ideal com
f.e.m. de 50 V, assinale a alternativa correta:

Se a d.d.p. entre os pontos A e B é igual a U, pode-se afirmar que a potência


dissipada pelo resistor R3 é igual a

2 (A) O módulo da máxima carga do capacitor antes de t = 7π/6ω


1 U é 1 · 10–3 C.
(A)
2 R  3  . (B) A corrente na malha esquerda do circuito logo antes de t = 7π/6ω é
2 anti-horária.
2U
(B) (C) Imediatamente depois de A ser conectado a D, a corrente em R é 10 A.
R  3  . (D) Q = 1 · 10–3 C.
2
2U
(C) . 56 (JEE-IIT) No circuito mostrado na figura, há dois capacitores de
R  6 
placas paralelas de capacitância C. A chave S1 é pressionada primeiro
1 U
2 para carregar completamente o capacitor C1 e depois liberada. A chave S2
(D)
2 R  6  .
é então pressionada para carregar o capacitor C2. Depois de algum tempo,
S2 é liberada e então S3 é pressionada. Depois de muito tempo:
2
1U 
(E)
R  4  .

54 (JEE-IIT) No circuito mostrado abaixo, a chave é fechada no instante


t = 0. Os capacitores encontram-se inicialmente descarregados. Qual das
afirmações abaixo é correta?

(A) a carga na placa superior de C1 é 2CV0.


(B) a carga na placa inferior de C1 é CV0.
(C) a carga na placa superior de C1 é 0.
(D) a carga na placa superior de C2 é –CV0.

57 (JEE-IIT – adaptado) Para o circuito mostrado abaixo, o valor da


corrente i2 é:

(A) O voltímetro mostra +5 V assim que a chave é fechada e –5 V depois


de muito tempo.
(B) O voltímetro mostrará 0 V no instante t = ln 4 segundos.
(C) A corrente no amperímetro se torna 1/e do seu valor inicial após
1 segundo.
(D) O amperímetro nunca marcará 0.
(A) 5 A.
(B) 4 A.
(C) 3 A.
(D) 2 A.
(E) 1 A.
IME-ITA – Vol. 5 263
FÍSICA III
Assunto 10

58 (JEE-IIT) No circuito representado a seguir, uma carga de +80 µC


é dada à placa superior do capacitor de 4 µF. Depois de muito tempo, a
carga da placa superior do capacitor de 3 µF será:

Nos gráficos abaixo, a resistência R de um supercondutor é mostrada como


uma função da sua temperatura T para dois campos magnéticos diferentes
(A) +32 µC. B1 (linha contínua) e B2 (linha tracejada). Se B2 é maior que B1, qual dos
(B) +40 µC. gráficos a seguir mostram a correta variação de R com T nesses campos?
(C) +48 µC.
(D) +80 µC. (A)

59 (JEE-IIT) Para verificar a Lei de Ohm, um estudante se vale de um


resistor teste RT, uma alta resistência R1, uma pequena resistência R2,
dois galvanômetros idênticos G1 e G2 e uma fonte de tensão variável V.
O circuito corretamente montado para realizar o experimento é o mostrado
na opção:

(A) (B)

(B) (C)

(C)
(D)

(D)

61 (JEE-IIT) Ainda com relação à questão anterior, considere um


supercondutor que possua TC(0) = 100 K. Quando um campo magnético de
7,5 T é aplicado, sua TC decresce para 75 K. Para esse material, podemos
afirmar que:
60 (JEE-IIT) A resistência elétrica de certos materiais, conhecidos
como supercondutores, varia abruptamente de um valor não nulo (A) B = 5 T, TC(B) = 80 K.
para zero quando a sua temperatura é diminuída até um valor menor (B) B = 5 T, 75 K < TC(B) < 100 K.
que uma temperatura crítica TC(0). Uma propriedade interessante dos (C) B = 10 T, 75 K < TC(B) < 100 K.
supercondutores é que a temperatura crítica se torna menor que TC(0) se (D) B = 10 T, TC = 70 K.
eles são colocados em um campo magnético, isto é, a temperatura crítica
TC(B) é uma função do campo magnético B. A dependência de TC(B) com
relação a B é mostrada na figura.

264 IME-ITA – Vol. 5


Eletrodinâmica FÍSICA III
Assunto 10

62 (JEE-IIT) Um circuito é conectado como mostrado na figura com a (A) 4Cξ/9.


chave S aberta. Depois de muito tempo, a chave é fechada. A carga total (B) 2Cξ/3.
que fluirá de Y para X é igual a: (C) 2Cξ/9.
(D) 3Cξ/4.
(E) Cξ/9.

66 (ENEM) Para ligar ou desligar uma mesma lâmpada a partir de dois


interruptores, conectam-se os interruptores para que a mudança de
posição de um deles faça ligar ou desligar a lâmpada, não importando
qual a posição do outro. Esta ligação é conhecida como interruptores
paralelos. Esse interruptor é uma chave de duas posições constituída por
um polo e dois terminais, conforme mostrado nas figuras de um mesmo
interruptor. Na posição I, a chave conecta o polo ao terminal superior, e
na posição II, ao terminal inferior.
(A) 0. (C) 27 µC.
(B) 54 µC. (D) 81 µC.

63 (JEE-IIT) Dados R1 = 1 Ω, R2 = 2 Ω, C1 = 2 µF e C2 = 4 µF nos


circuitos abaixo, as constantes de tempo (em µs) para os circuitos I, II e
III são, respectivamente:

O circuito que cumpre a finalidade de funcionamento descrita no texto é:

(A)

(B)
(A) 18, 8/9, 4. (C) 4, 8/9, 18.
(B) 18, 4, 8/9. (D) 8/9, 18, 4.

64 (JEE-IIT) A corrente i indicada no circuito abaixo é igual a:

(C)

(D)

(A) 0,17 A (C) 0,5 A.


(B) 0,33 A. (D) 0,67 A.

65 Uma pilha ideal foi conectada a três capacitores e dois resistores, como
mostrado na figura. Qual a quantidade de carga armazenada no capacitor (1)?
(E)

IME-ITA – Vol. 5 265


FÍSICA III
Assunto 10

67 No circuito abaixo, determine a leitura do amperímetro ideal e o 70 Determine a resistência equivalente entre os terminais A e B do circuito
potencial elétrico do ponto P. a seguir:

(A) 1 A, –3 V. (A) 2 Ω.
(B) 1 A, –4 V. (B) 3 Ω.
(C) 1,5 A, 3 V. (C) 7 Ω.
(D) 1,5 A, 4V. (D) 4 Ω.
(E) 1,5 A, –4 V. (E) 11 Ω.

68 Um galvanômetro tem uma bobina com resistência 50 Ω. Uma corrente 71 Determine a resistência equivalente entre os pontos A e C do circuito
de 100 µA desvia o ponteiro até a máxima deflexão possível (escala a seguir sabendo que a resistência equivalente entre os pontos A e B é
completa). Determine o valor da resistência (em kΩ) que é necessária 2 Ω (todas as resistências estão em ohms).
para converter o galvanômetro a um voltímetro que tem 5 V como escala
completa.

(A) 35,8.
(B) 49,95.
(C) 60,2.
(D) 48,5.
(E) 30,2.

69 No circuito elétrico mostrado a seguir, determine a intensidade da


corrente elétrica que flui pela resistência R = 3/11 Ω.

(A) 1 Ω.
(B) 2 Ω.
(C) 2,5 Ω.
(D) 3,5 Ω.
(E) 8,5 Ω.

72 Dois capacitores de placas paralelas idênticos são conectados


paralelamente. A associação recebe uma carga Q. No instante t = 0,
(A) 1 A. a distância entre as placas do primeiro capacitor começa a aumentar
(B) 2 A. uniformemente segundo a lei d1 = d0 + vt, enquanto que a distância
(C) 3 A. entre as placas do segundo capacitor começa a diminuir uniformemente
(D) 4 A. segundo a lei d2 = d0 – vt. Desprezando as resistências dos fios de ligação,
(E) 5 A. determine a intensidade da corrente do circuito no período de movimento
das placas dos capacitores. Determine também o trabalho realizado para
aumentar a distância entre as placas do primeiro capacitor e diminuir a
distância entre as placas do segundo capacitor, simultaneamente, em um
fator a, considerando a permissividade elétrica do meio igual a ε0.

73 Um cilindro maciço e metálico, de raio R, gira com velocidade angular


constante e igual a ω em torno do seu eixo. Sendo m e e a massa e o
módulo da carga do elétron, respectivamente, determine a diferença de
potencial entre a superfície e o seu eixo.

266 IME-ITA – Vol. 5


Física IV ASSUNTO

Óptica geométrica
10
04 (ITA)

01 (ITA) Num oftalmologista, constata-se que um certo paciente tem


uma distância máxima e uma distância mínima de visão distinta de 5,0 m
e 8,0 cm, respectivamente. Sua visão deve ser corrigida pelo uso de
uma lente que lhe permita ver com clareza objetos no “infinito”. Qual das
afirmações é verdadeira?

(A) O paciente é míope e deve usar lentes divergentes cuja vergência é


0,2 dioptrias.
(B) O paciente é míope e deve usar lentes convergentes cuja vergência é
0,2 dioptrias. A figura mostra um sistema óptico constituído de uma lente divergente, com
(C) O paciente é hipermétrope e deve usar lentes convergentes cuja distância focal f1 = –20 cm, distante 14 cm de uma lente convergente
vergência é 0,2 dioptrias. com distância focal f2 = 20 cm. Se um objeto linear é posicionado 80 cm
(D) O paciente é hipermétrope e deve usar lentes divergentes cuja vergência à esquerda da lente divergente, pode-se afirmar que a imagem definitiva
é –0,2 dioptrias. formada pelo sistema:
(E) A lente corretora de defeito visual desloca a distância mínima de visão
distinta para 8,1 cm. (A) é real e o fator de ampliação linear do sistema é –0,4.
(B) é virtual, menor e direita em relação ao objeto.
02 Um presbita tentando ler um jornal e usando lentes de 2,0 di só o (C) é real, maior e invertida em relação ao objeto.
enxerga com nitidez se postado a 40 cm. Considerando que seja de 25 cm (D) é real e o fator de ampliação linear do sistema é –0,2.
a distância em que isso deveria ocorrer, qual é a convergência da lente (E) é virtual, maior e invertida em relação ao objeto.
corretora de que ele necessita, em di?
05 (ITA) Uma lente convergente tem distância focal de 20 cm quando
(A) –2,0. está mergulhada em ar. A lente é feita de vidro, cujo índice de refração é
(B) 4,0. nv = 1,6. Se a lente é mergulhada em um meio menos refringente do que
(C) 3,5. o material da lente, cujo índice de refração é n, considere as seguintes
(D) 2,5. afirmações:
(E) 1,0.
I. A distância focal não varia se o índice de refração do meio for igual
03 É feita uma montagem, conforme o esquema abaixo, que representa ao do material da lente.
um objeto fixo O, II. A distância focal torna-se maior se o índice de refração n for maior
 um anteparo fixo e uma lente delgada L em movimento
de velocidade V , cujo valor é 2,0 cm/s. A posição da lente, no esquema, que o do ar.
corresponde ao instante t0 = 0. A distância focal da lente L vale 20 cm. III. Nesse exemplo, uma maior diferença entre os índices de refração do
material da lente e do meio implica numa menor distância focal.
80 cm
Então, pode-se afirmar que:
anteparo
(A) apenas a II é correta.
V
O (B) apenas a III é correta.
(C) apenas II e III são corretas.
L (D) todas são corretas.
(E) todas são incorretas.
60 cm
06 (ITA) Dois estudantes se propõem a construir cada um uma câmera
fotográfica simples, usando uma lente convergente como objetiva e
Nessas condições, tem-se no anteparo uma imagem nítida do objeto O colocando-a numa caixa fechada de modo que o filme esteja no plano focal
no instante t, em segundos, igual a: da lente. O estudante A utilizou uma lente de distância focal igual a 4,0 cm,
e o estudante B uma lente de distância focal igual a 1,0 m. Ambos foram
(A) 2,0. testar suas câmeras fotografando um objeto situado a 1,0 m de distância
(B) 5,0. das respectivas objetivas. Desprezando-se todos os outros efeitos (tais
(C) 10,0. como aberrações das lentes), o resultado da experiência foi:
(D) 15,0.
(E) 20,0. I. A foto do estudante A estava mais “em foco” que a do estudante B.
II. Ambas estavam igualmente “em foco”.
III. As imagens sempre estavam entre o filme e a lente.

IME-ITA – Vol. 5 267


Física IV
Assunto 10

Nesse caso, você concorda que: 11 Um objeto se move em direção a um espelho côncavo de raio de
curvatura R = 15 cm ao longo do seu eixo principal com velocidade
(A) apenas a afirmativa II é verdadeira. constante igual a 9 cm/s. Encontre a velocidade da imagem formada pelo
(B) somente I e III são verdadeiras. espelho quando o objeto estiver a uma distância de 30 cm do vértice deste:
(C) somente III é verdadeira.
(D) somente a afirmativa I é verdadeira. (A) 1 cm/s.
(E) não é possível obter uma fotografia em tais condições. (B) 2 cm/s.
(C) 3 cm/s.
07 (ITA) Um objeto tem altura h0 = 20 cm e está situado a uma distância (D) 4 cm/s.
d0 = 30 cm de uma lente. Esse objeto produz uma imagem virtual de altura (E) 5 cm/s.
hi = 40 cm. A distância da imagem à lente, a distância focal e o tipo da
lente são, respectivamente: 12 Uma esfera metálica, no vácuo apresenta potencial de 9 × 104 volts
e coeficiente de dilatação linear 2 × 10–3 °C–1. Essa esfera é aquecida
(A) 6,0 cm; 7,5 cm; convergente. a 100°C e, após alcançada essa temperatura, colocada a 50 cm de um
(B) 1,7 cm; 30 cm, divergente. espelho côncavo que projeta uma imagem nítida da esfera, em uma parede
(C) 6,0 cm; –7,5 cm; divergente. frontal, com raio 14,4 cm. Determine:
(D) 6,0 cm; 5,0 cm; divergente.
(E) 1,7 cm; –5,0 cm; convergente. a. a figura que é formada no espelho.
b. a carga final da esfera.
08 Um objeto AB encontra-se a uma distância a = 36 cm de uma lente
com distância focal f = 30 cm. A uma distância L = 1,0 m, após a lente, Dados:
foi colocado um espelho plano inclinado de 45° em relação ao eixo óptico • Constante elétrica no vácuo: k = 9 × 109 Nm2/C2.
da lente. Determine a distância H, entre o eixo ótico e o fundo de uma 300
• Distância focal do espelho côncavo: cm.
bacia com água, necessária para que se forme neste uma imagem nítida 11
do objeto. A profundidade da água na bacia é d = 20 cm. Sabe-se que a
camada da água é de espessura d e desloca a imagem de uma distância 13 Um feixe paralelo de luz, vindo da esquerda para a direita, imerso em
 1 água (índice de refração da água = 4/3) é refratado por uma bolha de ar
igual a d  1 − , em que n é o índice de refração da água. Considere o
 n (índice de refração do ar = 1) esférica de raio 2 mm, também imersa na
índice de refração da água n = 1,25. água. Sabendo que a luz se propaga retilineamente, ache a posição da
imagem final em relação ao centro da bolha:
09 Considere nar = 1, n1 > 1, nm > 1, m > 1, 0 < q < 1, r < 0 e que os
prismas têm altura suficiente para que o raio não escape pelas suas faces (A) 5 mm à direita do centro.
superiores nem inferiores, em casos de refração. Apresente sua resposta (B) 5 mm à esquerda do centro.
em função de n1, q, m e da razão da progressão correspondente: (C) 3 mm à direita do centro.
(D) 3 mm à esquerda do centro.
(E) n.d.a.
ne
14 Um telescópio tem o espelho esférico de diâmetro transversal D e
n1 n2 n3 n4 nm–1 nm L um raio de curvatura R. No foco principal do espelho (F), coloca-se um

receptor de radiação em forma de disco, perpendicular ao eixo óptico do
espelho. Qual deve ser o raio r do receptor para que ele possa captar todo
o fluxo de radiação refletido pelo espelho?

10 Um sistema óptico é formado por m prismas retangulares justapostos,


de índices de refração n1, n2, ..., nm, conforme mostra a figura. Ele é
imerso em um meio homogêneo, e um raio de luz incide sobre o prisma 1,
formando um ângulo q com a reta normal no ponto de incidência. Descreva
o resultado da experiência, isto é, quantas vezes ocorre refração, nos
seguintes casos:

a. Os índices de refração formam uma progressão geométrica de razão q.


b. Os índices de refração formam uma progressão aritmética de razão r.

Dados:
• Índice de refração do meio externo: ne = 2. Dados:
1 1 • Diâmetro transversal do espelho esférico: D = 0,5 m.
• sen θ = . • r = − .
8 4 • Raio de curvatura do espelho esférico: R = 2 m.
• n1 = 1. 1
• q = .
4
Considere que a altura L dos prismas é muito grande, ou seja, os raios
incidem sempre sobre as superfícies paralelas à primeira incidência.

268 IME-ITA – Vol. 5


Óptica geométrica Física IV
Assunto 10

α 1
Obs.: Para a << 1 pode-se utilizar 1− α ≅ 1− . (A) ( sen =
α ) mín ; sen ϕ ≤ n2 − 1.
2 n
(A) 1 m. 1
(B) ( sen =
α ) mín ; sen ϕ ≥ n2 − 1.
(B) 2 m. n
(C) 3 mm.
(D) 4 m. (C) ( sen =
α ) mín n ; sen ϕ ≤ n2 − 1.
(E) 5 mm. n2 − 1
( sen α )mín
(D) = ; sen ϕ ≤ n2 − 1.
15 Um prisma de vidro com o formato de um quarto de cilindro repousa n
n2 − 1
sobre uma mesa horizontal. Um feixe de luz uniforme e horizontal incide sobre ( sen α )mín
(E) = ; sen ϕ ≤ n2 − 1.
sua superfície plana vertical, como mostrado na figura. Se o raio do n
cilindro é R e o índice de refração do vidro é nvidro, que região da mesa
ficará iluminada? 17 Um experimento é montado para medir a temperatura de um gás em
determinadas situações. Para isso, o gás é confinado em um cilindro,
conforme apresenta a figura. A separação do gás com a atmosfera é dada
por uma lente plano-convexa. Para realizar as medidas do experimento,
um anteparo é colocado a uma distância fixa D do fundo do recipiente.
Assim que o sistema é montado, observa-se uma imagem real nítida sobre
o anteparo. A partir disso, o gás recebe calor e passa a se expandir, de
modo que uma segunda imagem real e nítida se forma sobre o anteparo. O
dado tomado no experimento é a área da imagem formada sobre o anteparo.

Dados:
• Raio do cilindro: R = 5 cm.
• Índice de refração do vidro: nvidro = 1,5.

Obs.: A origem a ser considerada é a face onde incide a luz, parte mais
à esquerda do cilindro.

(A) [5,10].
(B) 3 5 − 5,10  .

(C) 10, 3 5 + 5  .
(D) 3 5 − 4, 5  . Dados:
(E) [1,5]. • Raio da face convexa da lente: R = 10 cm.
• Índice de refração da lente: nL = 1,5.
16 A figura representa uma certa fibra óptica que consiste em um núcleo • Índice de refração do ar e do gás: ngás = nar = 1.
cilíndrico de índice de refração n > 1, circundando por ar cujo índice vale 1. • Área da primeira imagem formada sobre o anteparo: A1 = 160 cm².
Se o ângulo α, representado na figura, for suficientemente grande, toda a • Área da segunda imagem formada sobre o anteparo: A2 = 10 cm².
luz será refletida em ziguezague nas paredes do núcleo e, depois, sendo • Temperatura inicial do gás: 300 K.
assim guiada e transmitida por longas distâncias. No final da fibra, a luz • Pressão atmosférica local: 105 Pa.
sai para o ar, formando um cone de ângulo j, conforme a figura.
Considerando a lente delgada, calcule:
Determine o valor mínimo de sen α e o(s) valor(es) de sen j, ambos em
termos de n, para que a luz seja guiada: a. a área transversal do êmbolo (considere que essa pode ser aproximada
para uma circunferência).
nar = 1,0 b. o deslocamento do êmbolo entre a primeira e a segunda medida.
 c. a temperatura final do gás.
 d. o trabalho realizado pelo gás.
n
 18 Uma bolinha de massa m e dotada de carga elétrica q, encontra-se
pendurada por um fio de massa desprezível, como mostrado na figura
nar = 1,0 abaixo. O objeto A é um espelho esférico com eixo óptico O, centro de
curvatura C e foco F. Colocando-se uma carga Q no ponto B, é possível
manter a bolinha em equilíbrio sobre o eixo óptico do espelho, com o fio
perfeitamente esticado, em uma posição que forma uma imagem virtual
com o dobro do seu tamanho. Determine o valor da carga Q para que essa
situação ocorra.

IME-ITA – Vol. 5 269


Física IV
Assunto 10

Dado: constante eletrostática do meio = k.

19 Uma pequena lâmpada L pende de uma mola e executa um movimento 1


Dado: ângulo de incidência θ0 = radianos.
harmônico simples. Uma lente delgada convergente é colocada entre a reta 8.192
vertical de oscilação da lâmpada, de modo a projetar uma imagem num
(A) 1,4.
anteparo, conforme mostra a figura. Determine a equação da posição da
(B) 1,3.
imagem em função do tempo.
(C) 12.
(D) 1,2.
(E) 14.

21 O material de uma esfera maciça transparente possui índice de refração


n e raio R. Parte da esfera foi recortada, que ficou com uma face plana
cuja distância ao centro da esfera original é R . Uma pequena fonte
n
luminosa F é, então, encostada na face plana, conforme ilustra a figura, e
os raios emergem pela face esférica, conjugando a imagem F’. Qual é a
distância d dessa imagem ao centro da esfera original?

Dados:
• A linha tracejada representa a origem dos referenciais.
F F’
• Posição inicial da lâmpada: y = 2 mm.
• Massa da lâmpada: 1 kg.
• Constante elástica da mola: 16 N/m.
• Amplitude do movimento: 2 mm.
R/n
(A) y ' 6,0 cos ( 4,0t + π ) .
=
(B) y ' = 2,0 sen ( 4,0t ) . d

 π (A) nR.
=
(C) y ' 6,0 cos  4,0t +  .
 2 (B) n2R.
(D) y ' = 6,0 cos ( 4,0t ) . R
(C) 3 n .
(E) y ' = − 3,0 cos ( 4,0t ) . 2
R
(D) 2 .
20 Considere uma lâmina de faces paralelas, cujo meio é estratificado em n −1
k camadas com índices de refração n1, n2, n3, ..., nk, como mostrado na (E) 2R.
figura. Sabe-se que os índices de refração satisfazem a seguinte condição:
ni+1 = 0,5 ni. Admita que cada camada tem espessura d = 0,1 mm; a
espessura mínima da lâmina, em milímetros, para que ocorra reflexão total
deve ser:

270 IME-ITA – Vol. 5


Óptica geométrica Física IV
Assunto 10

22 No instante t = 0, uma formiga começa a caminhar com velocidade 24 Um raio luminoso incide sobre um espelho plano que gira com
constante V sobre uma linha esticada diametralmente sobre a boca de velocidade angular constante ω, e se reflete sobre uma parede vertical
uma tigela hemisférica de raio R da figura: distante d do eixo em torno do qual gira o espelho. O raio incidente é
paralelo à parede, como a figura mostra. Determinar a velocidade do ponto
Luz do Sol P sobre a parede em função da distância x indicada:

(A) 2ωd.
(B) 2ω d 2 + x 2 .

(C) x d2 + x2 .
Determine: d
2ω 2
a. a velocidade angular da sombra no instante t. (D) ( d + x 2 ).
d
b. a aceleração centrípeta da sombra no instante t. (E) 2ωx.

23 Como mostra a figura acima, uma lente delgada convergente está presa 25 Um quarto de circunferência de raio R e índice de refração 1,5 é
ao fundo de um aquário por duas molas de mesma constante elástica k, colocado em cima da mesa. Um ponto P é mantido a uma distância mR.
cujo comprimento no estado relaxado é c. Determine o valor de k para que Ache o valor de m para o qual um raio que parta de P saia paralelo, como
seja formada, no fundo do aquário, a imagem de um peixe no instante em mostra a figura:
que salta e está a uma altura x acima do nível da água, que é d.

26 Uma lente convexa de distância focal 15 cm é posta em frente a um


espelho convexo. Ambos estão dispostos coaxialmente, e a lente está
separada por uma distância de 5 cm do vértice do espelho. Quando um
objeto é colocado a 20 cm da lente, a imagem formada coincide com ele.
Logo, o raio de curvatura do espelho vale, em cm:

(A) 40.
(B) 45.
Dados: (C) 50.
• Massa específica da água: r1. (D) 55.
• Massa específica da lente: r2 . (E) 6.
• Volume da lente: V.
• Distância focal da lente na água: f.
• Aceleração da gravidade: g.
• Índice de refração do ar: nar = 1.
• Índice de refração da água: n1.
• Índice de refração da lente: n2.
• n2 > n1.

IME-ITA – Vol. 5 271


Física IV
Assunto 10

27 (ITA) 29 (ITA) Duas fontes de luz, S1 e S2, têm suas imagens formadas sobre
um anteparo por uma lente convergente, como mostra a figura. Considere
as seguintes proposições:
3
I. Se a lente for parcialmente revestida até da sua altura com uma
4
película opaca (conforme a figura), as imagens (I1 de S1, I2 de S2)
sobre o anteparo permanecem, mas tornam-se menos luminosas.
3
II. Se a lente for parcialmente revestida até de sua altura e as fontes
4
forem distanciadas da lente, a imagem I1 desaparece.
III. Se as fontes S1 e S2 forem distanciadas da lente, então, para que as
imagens não se alterem, o anteparo deve ser deslocado em direção
à lente.

Uma partícula eletricamente carregada move-se num meio de índice


de refração n com uma velocidade v = bc, em que b > 1 e c é a velocidade
da luz. A cada instante, a posição da partícula se constitui no vértice
de uma frente de onda cônica de luz por ela produzida, que se propaga numa
direção a em relação à da trajetória da partícula, incidindo em um espelho
esférico de raio R, como mostra a figura. Após se refletirem no espelho,
as ondas convergem para um mesmo anel no plano focal do espelho em F. Então, pode-se afirmar que:
Calcule o ângulo a e a velocidade v da partícula em função de c, r, R e n.
(A) apenas III é correta.
28 Duas lentes biconvexas de distâncias focais f1 e f2 (a lente 1 está (B) somente I e III são corretas.
posicionada à esquerda) estão separadas por uma distância horizontal d (C) todas são corretas.
em que d < f1, d < f2, e seus centros estão separados por uma distância D, (D) somente II e III são corretas.
com mostra a figura: (E) somente I e II são corretas.

30 (ITA) Uma vela está a uma distância D de um anteparo sobre o


qual se projeta uma imagem com lente convergente. Observa-se que as
duas distâncias L e L’, entre a lente e a vela para as quais se obtém uma
imagem nítida da vela no anteparo, distam uma da outra uma distância a.
O comprimento focal da lente é, então:

Usando o ponto O como a origem do sistema de coordenadas, as


coordenadas x e y do ponto focal do sistema de lentes, para raios paralelos
vindo da esquerda, dadas por:

f1f2
(A) x = , y = ∆.
f1 + f2
f ( f2 + d ) ∆
=(B) x 1= , y .
f1 + f2 − d f1 + f2
f f2 + d ( f1 − d ) ∆ ( f1 − d ) (A)
(D – a)
.
(C) x 1= ,  y .
f1 + f2 − d f1 + f2 − d 2
f1 ( f2 + d ) (B)
( D + a) .
=(D) x = , y 0. 2
f1 + f2 − d
(C) 2a.
f1 ( f1 − d ) ∆ ( f2 − d )
=(E) x =
f1 + f2 − d
, y
f1 + f2 − d
.
(D)
( D2 − a 2 ) .
4D

(E)
( D 2 + a2 )
.
4D

272 IME-ITA – Vol. 5


Óptica geométrica Física IV
Assunto 10

31 Uma antena receptora com distância focal de 1,0 m recebe radiação 33 Considere um prisma e um raio incidente sobre uma face, conforme
eletromagnética proveniente de um satélite na faixa de 10 GHz e a reflete. a figura abaixo. Seja n o índice de refração do prisma:
A radiação incide na antena fazendo um ângulo de 15° com o eixo principal dela.
O captador LNB (low-noise block converter) da radiação provinda do
satélite deve ser instalado na região onde a intensidade da radiação
refletida pela antena seja máxima. A figura indica quatro pontos próximos
da antena: F é o foco da antena; P1 e P2 são pontos a 26 cm de F no plano
que o contém, perpendicularmente ao eixo principal da antena; P3 é um
ponto sobre o eixo principal da antena a 26 cm da antena.
Qual é a melhor localização do captador LNB entre esses quatro pontos?

Calcule o desvio para pequenos ângulos de abertura e de incidência.

34 Quando um raio de sol penetra numa gota de água, ele sofre reflexões
múltiplas internas acompanhadas de transmissões parciais para fora. Admita
um raio ABCDE que sofre uma única reflexão interna antes de emergir:

(A) P1.
(B) F.
(C) P2.
(D) P.

32 Uma pequena lâmpada está colocada sobre o eixo principal da


associação de duas lentes esféricas delgadas, como indicado na figura,
posicionada a 20 cm da lente convergente. A distância focal de ambas as
lentes é a mesma em módulo, valendo 10 cm.
Para que a luz vinda da lâmpada e da lente divergente seja constituída
por raios luminosos paralelos entre si, a distância D entre as duas lentes
deve ser:

D a. Calcule o desvio do raio emergente DE em relação ao incidente A.


b. Sabendo que o arco-íris primário é formado quando o desvio é mínimo,
determine o ângulo de incidência para que isso aconteça.
Lâmpada

Lente Lente
convergente divergente

(A) 5 cm.
(B) 10 cm.
(C) 20 cm.
(D) 40 cm.

IME-ITA – Vol. 5 273


Física IV ASSUNTO

Física Moderna
11
07
A teoria da relatividade foi apresentada por Albert Einstein, em 1905,
na sua forma restrita, aplicada apenas a movimentos não acelerados.
01 Duas partículas voam ao longo do eixo x de um sistema de cálculos de Essa teoria propôs mudanças radicais nos conceitos de espaço e tempo
laboratório com velocidades v1 = cJ2 e v2 = cJ2, onde c é a velocidade da e postulou que a velocidade da luz no vácuo seria o limite para todas as
luz no vácuo. No instante inicial de tempo, a distância entre as partículas era velocidades. Alguns anos depois, em 1915, Einstein generalizou sua teoria
igual a L. Dentro de quanto tempo, de acordo com o sistema de contagem para incluir os movimentos acelerados. Como consequência, desenvolveu-
relacionado a primeira partícula, as partículas se chocarão? -se uma nova teoria da gravitação, que implicaria a reformulação das
ideias sobre gravitação universal estabelecidas por Isaac Newton ao final
y do século XVII.

A partir do contexto histórico apresentado acima, avalie as afirmações a


seguir sobre a Relatividade Geral de Einstein.

I. A Teoria elucidou fenômenos que a teoria da gravitação newtoniana


1 2 não explicava, como, por exemplo, os desvios observados na órbita
do planeta Mercúrio.
V1 V2 x II. A Teoria previu o desvio na trajetória dos raios luminosos quando
esses passassem perto de grandes massas, como o Sol, que era
02 Uma régua move-se com a velocidade v=0,6c na direção do incompatível com a previsão da gravitação newtoniana.
observador e paralelamente ao seu comprimento. III. A Teoria afirmou que o tipo de curvatura do espaço-tempo é
determinado pela distribuição de massas e que espaço e tempo eram
a. Calcular o comprimento da régua, medida pelo observador, se ela facetas de uma única grandeza.
possui um metro no seu próprio referencial.
b. Qual o intervalo de tempo necessário para a régua passar pelo É correto o que se afirma em:
observador?
(A) I, apenas.
03 A vida média própria dos mésons é 2,6 · 108 s. Imagine um feixe destas (B) II, apenas.
partículas, com velocidade 0,9c. (C) I e III apenas.
(D) II e III apenas.
a. Qual seria a vida média medida no laboratório? (E) I, II e III.
b. Que distância percorreriam antes de desintegrar-se?
c. Qual seria a resposta do item anterior, se desprezássemos a dilatação 08 Para auxiliar seus alunos a reconhecer os padrões que são encontrados
do tempo? na Física de Partículas, um professor lhes apresenta uma imagem
que mostra as trajetórias das partículas em uma câmara de bolhas
04 A energia liberada quando o sódio e o cloro se combinam para formar durante o decaimento de um nêutron (E0 = 939,6 MeV) livre através da
NaCl é 4,2 eV. produção de um próton (E0 = 938,3 MeV), um elétron (E0 = 0,511 MeV)
e um antineutrino (E0 = 1,0 · 10–7 MeV), de acordo com a reação
Dados: A massa atômica do Na é cerca de 23 u e a do Cl vale 35 u. n → p + e– + v.
Na câmara de bolhas, existe um campo magnético uniforme de intensidade
a. Qual é o aumento de massa (em unidades de massa atômica) quando 5 · 10–2 T, perpendicular ao plano do papel e no sentido de fora para dentro
uma molécula de NaCl se dissocia em um átomo de Na e outro de Cl? deste.
b. Qual o erro percentual que se comete ignorando essa diferença de
massa?

05 A energia em repouso de um próton é 938 MeV. Sendo a sua energia


cinética também igual a 938 MeV, calcular o seu momento linear em
unidade MeV/c.

06 Um elétron desloca-se a uma velocidade tal que pode circunavegar a


Terra, no Equador, em 1,00 s no referencial da Terra.

a. Qual é a sua velocidade, em termos da velocidade da luz?


b. Qual é a sua energia cinética K?
c. Qual é o erro percentual cometido se a energia cinética K for calculada
pela fórmula clássica?

274 IME-ITA – Vol. 5


Física Moderna Física IV
Assunto 11

O professor comenta que a imagem revela um nêutron inicialmente em 12 Quando a radiação eletromagnética interage com a matéria, pode
repouso e a ausência de rastros deixados pelo antineutrino na câmara de ocorrer a transferência da energia do fóton, ou de parte dela, para as
bolhas. Por fim, solicitando que seus alunos considerem, por simplificação, partículas que compõem o meio material. Alguns dos principais tipos de
que o nêutron livre decai produzindo um próton e um elétron, apenas, o interação da radiação eletromagnética com a matéria são efeito fotoelétrico;
professor lhes pediu que fizessem inferências qualitativas e quantitativas a espalhamento Compton e produção de pares, que se diferenciam entre
respeito do fenômeno. Considerando que a energia total relativística é dada si pelas características do meio material; energia do fóton incidente;
=
por E p2 c2 + m2 c4 , em que p é o momento linear, c é a velocidade energia transferida e situação do fóton após a interação (absorção total
1 ou espalhamento com perda de energia do fóton).
da luz, m é a massa, e que γ = , em que v é a velocidade da
v2 Entre os mecanismos de interação da radiação eletromagnética com a
1− 2
c matéria, o efeito fotoelétrico ocorre:
partícula, conclui-se que:
(A) quando o fóton incidente interage com o núcleo atômico do átomo do
(A) o módulo da velocidade do próton gerado no decaimento que, inicial- material atenuador, cedendo toda a sua energia e originando um par
mente, é da ordem de 1,27 × 10–3 c, diminui ao longo da sua trajetória. de partículas.
(B) o momento linear do elétron gerado no decaimento, cuja trajetória é (B) quando o fóton incidente é totalmente absorvido por um elétron livre
representada pelo rastro II, é da ordem de 0,897 MeV/c. de um metal e este é ejetado do material.
(C) o raio inicial da trajetória curvilínea do próton gerado no decaimento, (C) quando o fóton de raios X ou gama é desviado por um elétron das
que ocorre no sentido anti-horário, é inferior a 5 cm. camadas mais externas, transferindo a esse elétron parte de sua
(D) ambas as partículas, elétron e próton, geradas no decaimento, têm energia.
velocidades relativísticas. (D) mais predominantemente quando a energia do fóton incidente é muito
(E) a energia cinética do elétron gerado no decaimento é inferior a 0,5 MeV. maior que a energia transferida às partículas produzidas na interação.
(E) independentemente da energia do fóton incidente e do número atômico
09 A respeito dos resultados experimentais, que culminaram com a do meio.
descrição do efeito fotoelétrico por Einstein, avalie as afirmações a seguir.
13 Sobre um circuito de efeito fotoelétrico são incididas radiações de duas
I. A energia dos elétrons emitidos depende da intensidade da radiação
frequências diferentes, de comprimentos 1 e 2 (maiores que a frequência
incidente.
de corte do material). Os elétrons liberados por cada incidência têm
II. A energia dos elétrons emitidos é proporcional à frequência da radiação
velocidades V1 e V2 tais que a razão entre V1 e V2 é dada por k. Determine o
incidente.
valor da função trabalho do material usado em função de k, h, c (velocidade
III. O potencial de corte para um dado metal depende da intensidade da
da luz), λ1 e λ2.
radiação incidente.
IV. O resultado da relação carga-massa (e/m) das partículas emitidas é
14 Uma luz de comprimento de 7.000 A incide sobre uma placa metálica
o mesmo que para os elétrons associados aos raios catódicos.
cuja função trabalho vale 1,79 eV. O que é correto dizer a respeito do que
É correto apenas o que se afirma em: acontecerá?

(A) I e II. (D) I, III e IV. (A) não ocorrerá efeito fotoelétrico.
(B) I e III. (E) II, III e IV. (B) apenas existe energia para romper o vínculo com a placa.
(C) II e IV. (C) depende da intensidade de luz incidente.
(D) elétrons são emitidos da placa com energia cinética de 1,768 eV.
10 Sabemos que a temperatura média da superfície da estrela polar (E) depende da área iluminada da placa.
é de 8.300 K. Qual das opções propostas pode melhor representar o
comprimento de onda relativo a radiação espectral máximo? 15 Analise as afirmações abaixo acerca do modelo atômico de Bohr:

(A) 3.500 Å. I. Valendo-se dos experimentos de Geiger e Marsden, Bohr modificou o


(B) 2.100 Å. modelo de Rutherford, por meio de postulados.
(C) 4.500 Å. II. Bohr postulou que o elétron poderia mover-se em certas órbitas
(D) 1.500 Å. (estados estacionários) e que a emissão de radiação só ocorreria
(E) 5.000 Å. quando o elétron mudasse de um estado estacionário para outro.
III. O modelo de Bohr só fornecia uma descrição qualitativa, e não
11 A radiação térmica emitida por estrelas pode ser modelada como quantitativa, do átomo de hidrogênio.
semelhante à de um corpo negro. A radiância espectral do corpo negro
é máxima para uma frequência ou comprimento de onda. A lei de Wien É correto o que se afirma em:
estabelece uma relação entre esse comprimento de onda λ máx e a
temperatura absoluta T do objeto, através de uma constante determinada, (A) I, apenas.
experimentalmente, como igual a 2,9 · 10–3 m · K. Usando a lei de Wien (B) III, apenas.
para a estrela Polar, com λmáx = 350 nm, qual a temperatura absoluta (C) I e II, apenas.
dessa estrela, em milhares de kelvins? (D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
(A) 1,7. (D) 8,3.
(B) 3,9. (E) 11,0.
(C) 5,7.

IME-ITA – Vol. 5 275


Física IV
Assunto 11

16 Avalie as seguintes afirmações envolvendo as origens e fundamentos 22 No sistema de cálculos de laboratório, dois fatos acontecem em
da Física Quântica. dois pontos com coordenadas X1 e X2 nos momentos de tempo t1 e
t2 correspondentemente, sendo que (X2 – X1) – c (T2 – T1) > O. Com
I. A explicação do efeito Compton baseia-se unicamente nas leis de qual velocidade se movimenta o sistema de cálculos em relação ao
Newton. de laboratório, se em relação a esse sistema que se movimenta os
II. O ato de fazer uma medida não influencia o sistema. acontecimentos dados se dão simultaneamente?
III. O modelo de Bohr consegue prever raios de órbitas e energia
relacionadas a essas órbitas para elétrons em átomos do tipo 23 Em 1851, H. Fizeau mediu a velocidade da luz v quando ela se propaga
hidrogenoides (um elétron e número qualquer de prótons no núcleo). em um tubo cheio de água em movimento. O escoamento da água com
IV. O corpo negro é assim chamado por não emitir nenhuma radiação. velocidade V é na mesma direção em que a luz se propaga. Sabendo que
V. As hipóteses de Louis de Broglie foram verificadas diretamente por n é o índice de refração da água e V << c, determine o valor de v.
meio da observação de padrões de interferência com feixes de elétrons.
24 Um físico está sendo julgado por ter avançado um sinal vermelho e
Está correto apenas o que se afirma em: alega para o juiz de trânsito que o sinal lhe pareceu verde, devido ao efeito
Doppler. O juiz, que também estudou fisica, condena-o a pagar multa
(A) I e III. de R$1,00 para cada km/h de excesso de velocidade ultrapassando os
(B) II e IV. 50 km/h regulamentares. Qual é o valor da multa?
(C) III e V.
(D) I, II e IV. Dados: λvermelho = 6.500 Å; λverde = 5.300 Å.
(E) III, IV e V.
25 Um pósitron de momento p colide com um elétron em repouso, levando
17 Determine, no átomo de hidrogênio de Bohr, o valor do menor o par a aniquilar-se em dois fótons, cujas direções de propagação formam
comprimento de onda possível emitida por um fóton num salto de um um ângulo q uma com a outra. Calcule a soma dos comprimentos de onda
elétron de um nível para seu adjacente. dos dois fótons em função do comprimento de onda le do elétron.

18 (ITA) A tabela abaixo mostra os níveis de energia de um átomo do 26 Considere um oscilador harmônico bidimensional, de energia
elemento X que se encontra no estado gasoso. p2 1
E= + m ω2 r 2 , onde r é a distância ao centro e ω a frequência angular
2m 2
E0 0 do oscilador. Para órbitas circulares, aplique a condição de quatização de
Bohr e obtenha os níveis de energia. Qual seria a frequência da radiação
E1 7,0 eV emitida numa transição entre dois níveis vizinhos?
E2 13,0 eV
E3 17,4 eV 27 Iluminando-se sucessivamente a superficie de um metal com luz
de dois comprimentos de onda diferentes, l1 e l2, encontra-se que as
ionização 21,4 eV velocidades máximas dos fotoelétrons emitidos estão relacionadas por
v1  = a v2 . Calcule o valor da função trabalho.
Dentro das possibilidades abaixo, a energia que poderia restar a um elétron máx máx

com energia de 15 eV, após colidir com um átomo de X, seria de: 28 O efeito Compton consiste em um espalhamento relativístico em
que um fóton de energia E0 e momento p0 incide contra um elétron livre
(A) 0 eV. inicialmente em repouso. Dado que o ângulo de espalhamento do fóton
(B) 4,4 eV. em relação a sua trajetória incidente é q, determine:
(C) 16,0 eV.
(D) 2,0 eV. a. As leis de conservação para a energia e momento na colisão.
(E) 14,0 eV. b. A energia do elétron após a colisão em termos das energias do fóton
antes e após o espalhamento.
19 Calcule a modificação percentual do comprimento de onda no c. A diferença de frequência do fóton após e antes do espalhamento em
espalhamento de Compton a 180o: termos da massa do elétron e o ângulo de espalhamento.

a. de um raio X de 80 keV. 29 Uma nave espacial passa pelo planeta Brasilis, considerado um
b. de um raio g oriundo da aniquilação de um par elétron-pósitron em referencial inercial, com uma velocidade constante em relação a esse
repouso. planeta. O comprimento da nave, isto é, a distância entre os pontos A e B
da nave indicados na figura, vale L' quando é medida no referencial da
20 Um elétron em movimento manifesta uma onda de matéria com nave e L quando é medida no referencial do planeta Brasilis.
comprimento de onda de De Broglie igual a 10–10 m. Sendo a massa do
elétron igual a 9,1 · 10–31 kg, sua carga é 1,6 · 10–19 C e a constante de
Planck igual a 6,63 · 10–34 J · s, qual a d.d.p. necessária para acelerá-lo
do repouso até a velocidade necessária? planeta
Brasilis A B
21 Um microscópio eletrônico pode resolver estruturas de pelo menos
10 vezes o comprimento de onda de De Broglie do elétron. Qual é a menor
estrutura que pode ser resolvida num microscópio eletrônico usando
elétrons com energia cinética de 10.000 eV?

276 IME-ITA – Vol. 5


Física Moderna Física IV
Assunto 11

No instante em que a nave cruza com o planeta Brasilis, nasce Luciana 30 Calcule a força total que uma onda eletromagnética plana com
no planeta. Seja Dt o intervalo de tempo transcorrido no referencial do densidade de energia E exerce sobre uma esfera de raio R com superfície
planeta entre o nascimento de Luciana e o instante em que deu o seu totalmente refletora.
primeiro sorriso e seja Dt' o intervalo de tempo transcorrido no referencial
da nave entre esses mesmos dois eventos (nascimento e primeiro sorriso n
de Luciana). Podemos afirmar que: pr

(A) Dt < Dt' e L > L'. 


(B) Dt < Dt' e L < L'. 
pi
(C) Dt > Dt' e L > L'.
(D) Dt > Dt' e L < L'. R

z
O

IME-ITA – Vol. 5 277


Física IV ASSUNTO

Eletromagnetismo
12
05 Em dois trilhos metálicos paralelos, situados em um plano horizontal
e carregados por um condensador de capacidade C, pode mover-se,
sem atrito, um condutor de massa m e comprimento L. Todo o sistema
01 Por um condutor, colocado em um plano, como mostra a figura 192, encontra-se em um campo magnético uniforme de indução B, que está
passa uma corrente. Encontrar a indução do campo magnético, em um dirigida para cima. No meio do condutor, perpendicularmente ao mesmo
ponto arbitrário da linha AB, que é o eixo de simetria do condutor. e paralelamente aos trilhos, é aplicada a força F. Determinar a aceleração
do condutor móvel, se a resistência dos trilhos, dos fios que os unem e do
condutor móvel é igual a zero. Em quais tipos de energia transforma-se o
trabalho da força F? Considerar que no momento inicial a velocidade do
condutor é igual a zero.

06 Um anel de seção retangular foi feito de um material com resistência


específica p. O anel encontra-se em um campo magnético uniforme.
A indução do campo magnético está dirigida segundo o eixo do anel e
aumenta proporcionalmente com o tempo B = kT. Encontrar a intensidade
02 Sob um aro horizontal longo, em duas molas iguais (o coeficiente da corrente, induzida no anel.
de elasticidade de cada mola é igual a k), foi suspenso um condutor de
comprimento L. Quando, pelo aro e pelo condutor, não passa corrente, a
distância entre eles é h, encontrar a distância entre o aro e o condutor, se
no aro passa uma corrente I e no condutor i. O condutor não pode sair do
plano vertical.
 
 µ ids × r
03 A lei de Biot-Savart, dada por d B = 0 , pode ser utilizada
4π r 3
para calcular o campo magnético gerado no centro de um anel de raio r,
percorrido por uma corrente i. Suponha que um disco fino de material não
condutor e de raio R possui uma carga q uniformemente distribuída ao
longo de sua superfície. O disco gira em torno do seu eixo com velocidade
angular constante ω. Nessa situação, a expressão algébrica que fornece 07 Determine a intensidade da corrente nos condutores do circuito
o módulo do campo magnético no centro do disco é: desenhado na figura, se a indução do campo magnético uniforme é
perpendicular ao plano do desenho e varia, no decorrer do tempo, segundo
(A) µ0 qω / (2π R). a lei B = kT. A resistência por unidade de comprimento dos condutores é
(B) µ0 qω / (4 π R).
2 igual a r.
(C) µ0 qωR / (2π).
(D) µ0 q ω / (4 π R ).
2 2 2

(E) µ0 q / (2π R).

04 Um condutor de cobre de área S está dobrado de tal modo que forma


três lados de um quadrado, e o mesmo pode girar ao redor de um eixo
horizontal. O condutor encontra-se em um campo magnético uniforme,
dirigido verticalmente. Quando, pelo condutor, passa uma corrente I, o
mesmo inclina-se em um ângulo a, em relação à vertical. Determinar a
indução do campo. A densidade do cobre é igual a ρ.

278 IME-ITA – Vol. 5


Eletromagnetismo Física IV
Assunto 12

08 Pelas leis de Faraday e Ampère, combinadas, é possível transmitir Com base nessa situação, avalie as seguintes afirmações:
e captar informações entre duas espiras. Um circuito RLC, constituído
por uma fonte, um resistor, um solenoide e um capacitor, tem em seu I. A luminosidade da lâmpada será tanto maior quanto maior for a
funcionamento os aspectos fundamentais do processo de captação desses velocidade do ímã, correspondendo a uma maior variação do fluxo
sinais. magnético através do circuito.
Esse sistema, circuito RLC, é um oscilador elétrico onde ora a energia II. A corrente induzida devido ao movimento do ímã em relação ao
magnética armazenada no campo magnético do solenoide é convertida solenoide pode ser explicada pela força de Lorentz sobre os elétrons
em energia elétrica armazenada no campo elétrico do capacitor, ora ocorre livres da espira.
o inverso, com uma frequência natural de oscilação. III. O ato de empurrar o ímã na direção do solenoide produz uma corrente
Quando o circuito é forçado a oscilar com essa frequência, a resposta induzida no solenoide cujo campo magnético atrai o ímã.
acontece em fase com a excitação, como ocorre em qualquer oscilador
É correto o que se afirma em:
forçado. Nessas condições, o sistema encontra-se em ressonância.
Observe o circuito representado na figura abaixo. (A) I, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.

10 Uma partícula de carga q e massa m penetra em um campo magnético


uniforme de intensidade B, de maneira que o ângulo entre o vetor velocidade
da partícula e o vetor campo magnético é de π 3 rad. Represente por v o
módulo da velocidade (constante) da partícula.

Nesse caso, o raio r e a frequência ciclotrônica f da trajetória helicoidal da


partícula são dados, respectivamente, por:

2πf 2πm
(A) e .
v qB
3 mv 4 πr
(B) e .
Considerando que o circuito da figura se encontra em ressonância, avalie 2qB v
as afirmações a seguir: mv qB
(C) e .
qB 2πm
I. A frequência da fonte de 100 V é de 1.000 kHz. qB v
II. Quanto menor o valor da resistência R, maior a resposta do circuito (D) e .
em termos de corrente elétrica, que, nesse caso, tem amplitude igual mv 2πr
a 1,25 A. 3 mv qB
(E) e .
III. De acordo com a lei de Ampère, quando o capacitor se descarrega, 2qB 2πm
surge uma força contra eletromotriz nos terminais do solenoide, que 
tende a se contrapor à variação da corrente, e a corrente passa a 11 Uma barra metálica é puxada de modo a deslocar-se, com velocidade v ,
fluir no sentido contrário, de modo a carregar novamente o capacitor. sobre dois trilhos paralelos e condutores, separados por uma distância l,
como mostra a figura abaixo.
É correto o que se afirma em:

(A) II, apenas.


(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.

09
Em um experimento de eletromagnetismo, os terminais de um
Um resistor de resistência elétrica R conecta os dois trilhos, e um campo
solenoide são conectados aos de uma lâmpada, formando um circuito 
fechado, colocado próximo a um ímã. Podemos movimentar tanto o ímã magnético uniforme B atravessa, perpendicularmente, o plano do
quanto o solenoide e, como resultado dessa ação, observa-se variação conjunto, preenchendo todo o espaço. Qual é a intensidade da corrente
da luminosidade da lâmpada. elétrica que atravessa o resistor?

Simulador Laboratório de Eletromagnetismo de Faraday. (A) BRlv . vl


.
Disponível em: <http://phet.colorado.edu/pt_BR/get-phet/one-at-a-time>. (D)
Blv BR
Acesso em: 23 ago. 2011. (B) . R
R (E) .
Bl Blv
(C) .
Rv

IME-ITA – Vol. 5 279


Física IV
Assunto 12

12 16 Um disco circular de material isolante, com raio R e espessura


a. Calcule a frequência angular de rotação e de um elétron no campo desprezível, está uniformemente carregado com densidade superficial de
magnético da terra, numa região em que ele possa ser tratado como carga s e gira em torno de seu eixo, com velocidade angular ω. Calcule
uniforme e de intensidade 0,5 Gauss. o campo B no centro do disco.
b. Para um elétron com energia cinética de 1 KeV, típica daquela
encontrada na aurora boreal, calcule o raio de curvatura nesse campo. 17 Em 1831, Michael Faraday fez girar um disco de cobre entre os polos
de um ímã em forma de ferradura e observou o aparecimento de uma
13 No espectrógrafo de massa de Bainbridge (fig.), há um campo elétrico diferença de potencial constante entre duas escovas, uma em contato
uniforme E e um campo magnético uniforme B perpendicular ao plano com o eixo do disco e a outra na periferia. Seja a o raio do disco.
da figura na região entre as placas PP, ajustados de modo a formar um Se o disco gira com velocidade angular ω, com seu plano perpendicular
filtro de velocidades, ou seja, só deixar passar íons de velocidade v bem ao campo magnético uniforme B, qual é a diferença de potencial V gerada
definida para a região semicircular inferior, onde existe um outro campo entre o eixo e a periferia?
uniforme B' também perpendicular ao plano da figura. Mostre que, para
íons de carga e, o raio R da órbita semicircular é proporcional à massa do 18 Uma barra metálica horizontal PQ de comprimento l e massa m
íon, de forma que a placa fotográfica C registra um espectro de massa, escorrega com atrito desprezível sobre dois trilhos verticais unidos por
em que a distância ao longo da chapa é proporcional à massa do íon. uma haste horizontal fixa de resistência R. A resistência da barra e dos
trilhos pode ser desprezada em confronto com R. O conjunto está situado
num campo magnético B horizontal uniforme, orientado para dentro do
plano da figura.

14 Uma espira em forma de retângulo, de lados 2a e 2b, transorta uma


corrente de intensidade i.

a. Calcule a magnitude do campo magnético no centro do retângulo. a. Qual é o sentido da corrente induzida?
b. Tome o limite do resultado para a >> b e discuta a relação com o b. Qual é a aceleração da barra?
encontrado no Problema 2. c. Com que velocidade terminal v0 ela cai?
d. Qual é o valor correspondente da corrente?
15 O circuito da figura ao lado, formado por dois lados retilíneos e dois e. Discuta o balanço da energia na situação terminal.
arcos de círculo, subetendendo um setor de ângulo q, é percorrido por
uma corrente de intensidade i. Calcule o campo magnético B no ponto P 19 Uma espira retangular de lados 2a e 2b está no mesmo plano que um
(centro do setor circular). par de fios paralelos muito longos que transportam uma corrente I em
sentidos opostos (imagine que um dos fios é o retorno do outro). O centro
da espira está equidistante dos fios, cuja separação é 2d (Fig.). Calcule a
indutância mútua entre a espira e o par de fios.

280 IME-ITA – Vol. 5


Eletromagnetismo Física IV
Assunto 12

20 Uma espira circular de raio a tem no seu centro uma outra espira As seguintes afirmativas são feitas sobre as espiras:
circular de raio b << a. Os planos das duas espiras formam entre si um
ângulo q. Calcule a indutância mútua entre elas. I. A frequência das correntes alternadas é 111 Hz.
II. Em um ciclo completo de corrente, a força magnética média entre
21 Uma espira retangular de lados a e b de resistência R cai num plano ambas as espiras é atrativa.
vertical e atravessa uma camada onde existe um campo magnético B III. No intervalo t > 1 ms e t < 2 ms ocorre repulsão entre as espiras.
uniforme e horizontal (fig. abaixo).
Qual(is) das afirmativas é(são) correta(s)?

(A) I e II.
(B) II e III.
(C) Apenas a I.
(D) Apenas a III.

24 Uma espira condutora é alimentada por uma corrente alternada i1 que


varia no tempo de acordo com a função , onde i1 é a corrente em amperes
e t é o tempo em segundos. Uma segunda espira condutora, interrompida
por um isolante, está colocada muito próxima da primeira espira (ver
a. Obtenha a força magnética F (módulo, direção, sentido) que atua sobre figura) de tal forma que os eixos de simetria de ambas as espiras sejam
a espira enquanto ela ainda está penetrando no campo, num instante coincidentes.
em que sua velocidade de queda é v.
b. Repita o cálculo num instante posterior, em que a espira ainda está
saindo do campo e sua velocidade é v'.

22 Uma espira retangular de lados a e b afasta-se com velocidade


v = ν x de um fio retilíneo muito longo, que transporta corrente contínua
de intensidade I. A espira tem resistência R e autoindutância desprezível.

isolante
No instante considerado, sua distância ao outro fio é x (fig.).

Qual dos gráficos que seguem representa melhor a força eletromotriz


induzida (fem) em função do tempo na segunda espira?

(A)
a. Calcule o fluxo φ de B através da espira nesse instante.
b. Calcule a magnitude i e o sentido de percurso da corrente induzida na
espira nesse instante.

23 Duas espiras condutoras, contidas em planos paralelos entre si


conforme a figura, são percorridas por correntes alternadas com a mesma
frequência e diferentes fases. As correntes em t = 0 estão representadas
na figura e o gráfico indica como tais correntes se modificam no tempo.

i i1

i1 i2 (B)

i2

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 t (10–3 s)

IME-ITA – Vol. 5 281


Física IV
Assunto 12

(C) (D)

25 Três espiras condutoras e um observador são posicionados como (C) uma corrente no sentido horário é induzida na espira A, mas uma
mostrado na figura abaixo. Do ponto de vista do observador, uma corrente I corrente no sentido anti-horário é induzida na espira B.
flui no sentido anti-horário na espira do meio, a qual se move em direção (D) uma corrente no sentido anti-horário é induzida na espira A, mas uma
ao observador com uma velocidade constante v. As espiras A e B estão em corrente no sentido horário é induzida na espira B.
repouso em relação ao observador. Este mesmo observador irá notar que:
26 Calcule a indutância mútua entre dois toroides concatenados com N1
e N2 enrolamentos.

(A) correntes no sentido horário são induzidas nas espiras A e B.


(B) uma corrente no sentido anti-horário é induzida na espira A, mas não
é induzida corrente na espira B.

282 IME-ITA – Vol. 5

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