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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÃO PAULO

CURSO DE DIREITO

TEORIA DA EMPRESA E SOCIEDADES

DA REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA

TURMA 3001

Setembro, 2021

São Paulo - SP
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DA REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA

Professor (a) : Elisangela Cyrillo

Alunos : Gustavo Vinicius De O. Moreira 202008599482

Camila Figueiredo L. Dantas 202103019651

Rabechy De Souza Sá 201903248094

Géssyka Alves Maia 201903410711

Alexandre Massaji Ide 201808012895

Igor De Jesus 201709093412

Geovana M R Dos Santos 201903013232

Nubia Patricia Souza dos Santos 202002098406

Vitoria Dorr de Melo 201908050047

Gabriela Vitória Dias da Rocha 201704027403

Jose Carlos Gomes de Araujo 201904120784

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SUMÁRIO

1 DA REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA ....................................................... 3


2 AS FINALIDADES DA REFERIDA REORGANIZAÇÃO, DENTRE AS
PRINCIPAIS, SÃO: ....................................................................................................... 4
2.1 TRANSFORMAÇÃO ................................................................................... 4
2.2 INCORPORAÇÃO ....................................................................................... 6
2.3 FUSÃO ......................................................................................................... 7
2.4 CISÃO: ......................................................................................................... 8
2.5 FORMAS: ................................................................................................... 11
2.5.1 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA (CADE): . 11
2.5.2 DIREITO DOS CREDORES: ..................................................................... 12
3 COLIGAÇÃO DE SOCIEDADES:............................................................. 13
3.1.1 GRUPOS SOCIETÁRIOS: ........................................................................ 14
3.1.2 CONSÓRCIO: ............................................................................................ 14
3.1.3 SUBSIDIARIA INTEGRAL: ....................................................................... 14
3.1.4 SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO: ........................................ 14
3.1.5 HOLDING: .................................................................................................. 15
3.1.6 JOINT VENTURE: ..................................................................................... 15
4 CONCLUSÃO ............................................................................................ 16
REFERÊNCIAS ......................................................................................... 17

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1 DA REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA

No campo do direito societário, são muito comuns as chamadas reorganizações


societárias, nas quais as sociedades se relacionam entre si, transformando-se,
fundindo-se, incorporando outras ou transferindo parcela de seu patrimônio a outras.
Assim, nos casos de transformação, incorporação, fusão e cisão haverá mudanças
relevantes na estrutura das sociedades, com consequências jurídicas relevantes,
conforme preceitua Ramos.

A matéria está disciplinada tanto na Lei nº 6.404/1976 (Lei das S/A) quanto no Código
Civil. Segundo Ramon, se em uma determinada operação societária há a participação
de uma sociedade anônima, o que é o mais comum, aplicam-se as regras previstas
na Lei das S/A, em razão da especialidade desse diploma legislativo. Entretanto, se a
operação não conta com a participação de uma sociedade anônima, o que é raro,
serão aplicadas as regras do Código Civil.

Sobre o assunto, dispõe o Enunciado 70 da I Jornada de Direito Civil do CJF:

“As disposições sobre incorporação, fusão e cisão previstas no Código Civil não se
aplicam às sociedades anônimas. As disposições da Lei nº 6.404/76, sobre essa
matéria aplicam-se, por analogia, às demais sociedades naquilo em que o Código Civil
for omisso”.

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2 AS FINALIDADES DA REFERIDA REORGANIZAÇÃO, DENTRE AS PRINCIPAIS,
SÃO:

I. Alteração do quadro dos sócios: pode ser possível que, para aumentar sua
competitividade, a empresa necessite modificar o tipo societário, alterando entre
sociedade limitada, anônima, entre outras.

II. Planejamento tributário: promove a redução da carga tributária, viabilizando,


com base na lei, a diminuição no pagamento de impostos adequando a empresa no
regime tributário.

III. Fortalecimento no mercado: duas sociedades podem entender que será mais
vantagem unirem suas forças para crescer no mercado, fazer com que solidifiquem
suas estratégias e aglomerem seus mercados consumidores, incorporando novas
tecnologias para conseguir enfrentar os concorrentes do ramo.

A importância dessas alterações para o desenvolvimento da empresa serve apenas


como uma forma de aumentar o faturamento ou reduzir gastos: também é um
instrumento de sobrevivência.

2.1 TRANSFORMAÇÃO

A transformação é a operação pela qual a sociedade passa, independentemente de


dissolução e liquidação, de um tipo para outro, segundo o art. 220 da Lei das S/A. No
mesmo sentido, dispõe o Código Civil, em seu art. 1.113, que “o ato de transformação
independe de dissolução ou liquidação da sociedade, e obedecerá aos preceitos
reguladores da constituição e inscrição próprios do tipo em que vai converter-se”.

Para Ramos, a transformação é o meio pelo qual a sociedade modifica sua categoria
sem sofrer dissolução e, consequentemente, sem a necessidade de constituição de
outra empresa, sendo, pois, a mera mudança no tipo societário, que ocorre, por
exemplo, quando uma sociedade limitada se transforma em uma sociedade anônima,
e vice-versa. Ressalta-se, porém, que a transformação não se dá apenas entre
4
sociedades limitadas e anônimas. Usa-se sempre esse exemplo porque trata-se dos
dois tipos societários mais usados na prática empresarial brasileira. No entanto, nada
impede, por exemplo, que uma sociedade em nome coletivo se transforme numa
sociedade limitada ou que uma sociedade em comandita simples se transforme numa
sociedade em comandita por ações.

A deliberação acerca da transformação exige, em regra, votação unânime, salvo nos


casos em que o ato constitutivo (contrato social ou estatuto) da sociedade
transformada contenha expressa disposição autorizando a operação. Neste caso,
aprovando-se a transformação por maioria, permite a lei que o sócio dissidente se
retire da sociedade. É o que estabelece o art. 221 da Lei das S/A, segundo o qual “a
transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas, salvo se
prevista no estatuto ou no contrato social, caso em que o sócio dissidente terá o direito
de retirar-se da sociedade. Complementando a regra do caput, o parágrafo único
prevê que “os sócios podem renunciar, no contrato social, ao direito de retirada no
caso de transformação em companhia”.

No mesmo sentido, dispõe o Código Civil, em seu art. 1.114, que “a transformação
depende do consentimento de todos os sócios, salvo se prevista no ato constitutivo,
caso em que o dissidente poderá retirar-se da sociedade, aplicando-se, no silêncio do
estatuto ou do contrato social, o disposto no art. 1.031”.

O art. 222 da Lei das S/A, por sua vez, determina que “a transformação não
prejudicará, em caso algum, os direitos dos credores, que continuarão, até o
pagamento integral dos seus créditos, com as mesmas garantias que o tipo anterior
de sociedade lhes oferecia”. Isso porque, conforme já dito acima, a transformação é a
mera mudança de tipo societário, sem que haja liquidação ou dissolução da pessoa
jurídica. Não há razão alguma, pois, para que os direitos dos credores da sociedade
sejam atingidos.

No mesmo sentido, o art. 1.115 do Código Civil estabelece que “a transformação não
modificará nem prejudicará, em qualquer caso, os direitos dos credores”.

Por fim, o parágrafo único do art. 222 da Lei das S/A dispõe que “a falência da
sociedade transformada somente produzirá efeitos em relação aos sócios que, no tipo
anterior, a eles estariam sujeitos, se o pedirem os titulares de créditos anteriores à
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transformação, e somente a estes beneficiará”. Regra idêntica está prevista no art.
1.115, parágrafo único, do Código Civil.

A Lei Complementar 128/2008 trouxe duas regras interessantes, que preveem a


“transformação” do empresário individual em sociedade empresária e vice-versa.
Trata-se do § 3.º acrescentado ao art. 968 do Código Civil e do parágrafo único
acrescentado ao art. 1.033 do Código Civil. De acordo com o art. 968, § 3.º, “caso
venha a admitir sócios, o empresário individual poderá solicitar ao Registro Público de
Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para registro de
sociedade empresária, observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115
deste Código”.

Cumpre destacar que o art. 1.033 e seu parágrafo único, que dizia: “Não se aplica o
disposto no inciso IV caso o sócio remanescente, inclusive na hipótese de
concentração de todas as cotas da sociedade sob sua titularidade, requeira, no
Registro Público de Empresas Mercantis, a transformação do registro da sociedade
para empresário individual ou para empresa individual de responsabilidade limitada,
observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115 deste Código” foram
revogados pela Lei nº 14.195, de 26/08/2021.

Por fim, destacamos ainda que a Lei nº 14.195, de 26/08/2021, em seu artigo 41,
dispôs o seguinte:

“Art. 41. As empresas individuais de responsabilidade limitada existentes na data da


entrada em vigor desta Lei serão transformadas em sociedades limitadas unipessoais
independentemente de qualquer alteração em seu ato constitutivo.

Parágrafo único. Ato do Drei* disciplinará a transformação referida neste artigo.”

* (Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração)

2.2 INCORPORAÇÃO

A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por
outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações, conforme o art. 227 da Lei

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das S/A. No mesmo sentido, dispõe o art. 1.116 do Código Civil que “na incorporação,
uma ou várias sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os
direitos e obrigações, devendo todas aprová-la, na forma estabelecida para os
respectivos tipos”.

Segundo Ramos, na incorporação, portanto, haverá a extinção da(s) sociedade(s)


incorporada(s), mas não surgirá uma nova sociedade. Apenas a sociedade
incorporada desaparecerá, e será sucedida em todos os seus direitos e obrigações
pela sociedade incorporadora (p. ex.: a sociedade ‘A’ incorpora a sociedade ‘B’,
deixando de existir a sociedade ‘B’). Assim, dispõe o § 3.º, do art. 227, da Lei das S/A
que “aprovados pela assembleia geral da incorporadora o laudo de avaliação e a
incorporação, extingue-se a incorporada, competindo à primeira promover o
arquivamento e a publicação dos atos da incorporação”. No mesmo sentido é a regra
do art. 1.118 do Código Civil, que assim prescreve: “aprovados os atos da
incorporação, a incorporadora declarará extinta a incorporada, e promoverá a
respectiva averbação no registro próprio”.

Segundo Venosa, com a incorporação, a incorporadora recebe os sócios não


dissentes da incorporada, com a totalidade dos bens, direitos e obrigações. Com a
incorporação, a sociedade absorvida deixa de existir no universo negocial, ocorrendo
sua extinção sem dissolução e liquidação patrimonial. A transferência de todas as
obrigações da incorporada para a incorporadora independe de anuência dos credores,
realizando-se automaticamente. Entretanto, os credores prejudicados podem pedir
sua anulação, nos termos do art. 1.122.

Ressalte-se que quando há aquisição de todas as ações de uma sociedade por outra,
não ocorre incorporação, porque as duas pessoas jurídicas continuam existindo,
assumindo a adquirente a condição de subsidiária integral, nos termos do determinado
no art. 252 e parágrafos da Lei nº 6.404, de 1976.

2.3 FUSÃO

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A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar
sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações, de acordo com
o art. 228 da Lei das S/A. No mesmo sentido, prevê o art. 1.119 do Código Civil que
“a fusão determina a extinção das sociedades que se unem, para formar sociedade
nova, que a elas sucederá nos direitos e obrigações”.

Assim, para Ramos, enquanto na incorporação não há o surgimento de uma nova


sociedade, na fusão há o surgimento de uma nova sociedade, resultado da união das
sociedades fundidas (p. ex.: a sociedade ‘A’ e a sociedade ‘B’ deixam de existir para
que seus respectivos patrimônios formem a sociedade ‘C’, que deverá ser inscrita no
registro, conforme o art. 1.121 do Código Civil).

Conforme Venosa, com a fusão ocorre a assunção dos contratos celebrados com
terceiros como um todo, sem necessidade de anuência das partes, porque assim
como sucede na incorporação, são mantidos os vínculos obrigacionais com terceiros.
As fusões geralmente são realizadas para conquista de mercado, como ocorreu
recentemente com as cervejarias, embora algumas vezes os processos de fusão
esbarrem no CADE, porque pode ser utilizado como forma de dominar o segmento,
eliminando a salutar concorrência.

Ainda, conforme o art. 1.120 do Código Civil, a fusão será decidida, na forma
estabelecida para os respectivos tipos, pelas sociedades que pretendam unir-se.

Por fim, cumpre destacar que conforme Teixeira, no mercado é comum o uso da sigla
M&A (mergers and acquisitions - fusões e aquisições) para as operações de
concentração de empresas por meio de incorporações e fusões. Também é
empregada a expressão due diligence (diligência prévia), no sentido de ser um
levantamento ou apuração dos riscos no negócio, o que normalmente é feito em
operações empresariais, sobretudo em incorporações (aquisições) e fusões.

2.4 CISÃO:

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A Cisão de empresas se tornou muito comum no Brasil e está prevista desde o artigo
1.113 do Código Civil, estendendo-se até a Lei de Sociedades Anônimas. Podemos
considerar que a Cisão nada mais é do que divisão de uma sociedade. É quando uma
sociedade se divide em duas ou mais, podendo ocorrer de forma total ou parcial. Ela
está prevista no caput do artigo 229 da LEI 6404/76 (Sociedades Anônimas), onde diz
que:

Art. 229. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu
patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes,
extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou
dividindo-se o seu capital, se parcial a versão.

Como explicado acima, existem dois tipos de Cisão, suas características estão
previstas no parágrafo 1º ao 5º do artigo 229 da LSA. Dentre suas características,
podemos observar que a Cisão total ocorre quando uma determinada sociedade deixa
de existir, encerra suas atividades e se divide causando origem a outras sociedades.
Efetivada a cisão com a extinção da cindida, caberá aos administradores das
sociedades que tiverem absorvido as parcelas do patrimônio promover o
arquivamento e a publicação dos atos da operação (art. 229, § 4º da LSA). As quotas
ou ações integralizadas com parcelas do patrimônio da cindida serão atribuídas aos
seus titulares, em substituição às extintas, na proporção das quotas ou ações que
possuíam anteriormente (art. 229, § 5º da LSA);

A Cisão parcial ocorre quando uma determinada sociedade se divide, e essas divisões
passam a existir como novas sociedades. A cisão parcial ocorre também quando
parcelas são transferidas para outras sociedades já existentes, dessa forma, a
sociedade cindida ainda existe, mas com uma parcela menor. (parágrafo único do
artigo 233 da LSA).

Efetivada a cisão parcial (sem a extinção da cindida), caberá aos administradores da


cindida e da que absorver parcela de seu patrimônio promover o arquivamento e a
publicação dos atos da operação em cada caso (art. 229, § 4º da LSA);

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2.4.1.1 A atribuição das quotas ou ações em proporção diferente deverá ser
previamente aprovada pela totalidade dos seus titulares, inclusive das ações
com direito à voto (no caso de sociedades estatutárias) (art. 229, § 5º da LSA);

2.4.1.2 - As sociedades que absorver frações da sociedade cindida, sucede seus


direitos e obrigações. (§ 1º do artigo 229, LSA)

2.4.1.3 - § 3º A cisão com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente


obedecerá às disposições sobre incorporação (artigo 227).

2.4.1.4 procedimentos da cisão: Parágrafo 2º do artigo 229 diz que: “na cisão com
versão de parcela do patrimônio em sociedade nova, a operação será
deliberada pela assembleia-geral da companhia à vista de justificação que
incluirá as informações de que tratam os números do artigo 224; a assembleia,
se a aprovar, nomeará os peritos que avaliarão a parcela do patrimônio a ser
transferida, e funcionará como assembleia de constituição da nova
companhia.” Em outras palavras, deverá ser manifestada uma justificativa ou
um protocolo em assembleia geral, realizada entre os cotistas da empresa,
além da apresentação do balanço patrimonial da empresa e outros
documentos necessários para verificar a viabilidade da operação.

2.4.1.5 Importante: se houver a criação de uma sociedade, será necessário observar


as normas e regras para o tipo de sociedade a ser criada, conforme a Lei das
Sociedades Anônimas em seu artigo 223, parágrafo 1º, como segue abaixo:

2.4.1.6 Artigo 223. A incorporação, fusão ou cisão podem ser operadas entre
sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverão ser deliberadas na forma
prevista para a alteração dos respectivos estatutos ou contratos sociais.
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2.4.1.7 § 1º Nas operações em que houver criação de sociedade serão observadas
as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo.

2.4.1.8 § 3º A cisão com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente


obedecerá às disposições sobre incorporação (artigo 227).

2.4.1.9 QUÓRUM PARA APROVAÇÃO: Existem discussões acerca do quórum de


deliberação acerca da operação de cisão. Sem adentrar na controvérsia
doutrinária do tema, entendemos ser necessária a aprovação de 3/4 (três
quartos) do capital social, isso porque a cisão demandará modificação no
contrato social da sociedade.

Em conclusão, a regra geral da sociedade anônima reside na deliberação da maioria


sobre o número de votos presentes na assembleia, enquanto a exceção fica para as
matérias acima discriminadas, que deverão ocorrer pela maioria calculada sobre o
número de ações votantes, observando-se, sempre, que existe a flexibilidade de a
companhia fechada poder aumentar o quórum exigido para certas deliberações,
desde que especifique as matérias

2.5 FORMAS:

Transformação, fusão, incorporação ou cisão que pode ser de forma parcial ou total.

A transformação acontece quando uma empresa X se transforma em uma empresa


Y, a fusão se da quando A se junta com B e vira C, incorporação acontece quando A
incorpora-se a B e vira uma única empresa e a cisão acontece quando uma emprese
cede seus valores para uma determinada empresa, de forma parcial ou total. Na forma
parcial da cisão, a empresa que cede, ou seja, a empresa cindida continua a existir,
porém com valor menor do seu capital, já na total a empresa cindida é extinta.

2.5.1 Conselho administrativo de defesa econômica (Cade):

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Foi criada no governo de João Goulart, por volta de 1960 com o objetivo de proteger
a economia popular ou fiscalizar os preços em inflação, por volta de 1990 foi criada
uma lei que daria maiores poderes ao Cade, lei: 8.884/1994. Hoje a lei 12,529/2011
regulamenta a situação do Cade, que hoje em dia é uma autarquia com a função de
orientar, prevenir e fiscalizar em relação aos abusos de poder, e para fiscalizar esse
abuso de poder que pode ocorrer por empresar de importância significativa no
mercado, o Cade com a ajuda de três órgãos competentes que são: departamentos
de estudos econômicos, tribunal administrativo de defesa econômica e
superintendência geral.

2.5.2 direito dos credores:

O artigo 1.115 do CC prevê que: a transformação não modificará nem prejudicará, em


qualquer caso, o direito dos credores.

Parágrafo único. A falência da sociedade transformada somente produzirá efeitos em


elação aos sócios que, no tipo anterior, a eles estariam sujeitos, se o pedirem os
titulares de créditos anteriores à transformação, e somente a estes beneficiará.

O art. 1.122 do CC permite aos credores se prejudicados, o direito pelo prazo de até
noventa dias promover ação judicial a anulação deles.

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3 COLIGAÇÃO DE SOCIEDADES:

A respeito da definição de coligação societária no direito brasileiro, é fundamental o


teor do art. 1.097, do Código Civil de 2002: Art. 1.097. Consideram-se coligadas as
sociedades que, em suas relações de capital, são controladas, filiadas, ou de simples
participação, na forma dos artigos seguintes.

Diz-se coligada ou filiada a sociedade de cujo capital outra sociedade participa com
dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá-la. É de simples participação
à sociedade de cujo capital outra sociedade possua menos de dez por cento do capital
com direito de voto.

Art. 1.097. Consideram-se coligadas as sociedades que, em suas relações de capital,


são controladas, filiadas, ou de simples participação, na forma dos artigos seguintes.

Art. 1.098. É controlada:

I - a sociedade de cujo capital outra sociedade possua a maioria dos votos nas
deliberações dos quotistas ou da assembleia geral e o poder de eleger a maioria dos
administradores;

II - a sociedade cujo controle, referido no inciso antecedente, esteja em poder de outra,


mediante ações ou quotas possuídas por sociedades ou sociedades por esta já
controladas.

Art. 1.099. Diz-se coligada ou filiada a sociedade de cujo capital outra sociedade
participa com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá-la.

Art. 1.100. É de simples participação a sociedade de cujo capital outra sociedade


possua menos de dez por cento do capital com direito de voto.

Art. 1.101. Salvo disposição especial de lei, a sociedade não pode participar de outra,
que seja sua sócia, por montante superior, segundo o balanço, ao das próprias
reservas, excluída a reserva legal.

Parágrafo único. Aprovado o balanço em que se verifique ter sido excedido esse limite,
a sociedade não poderá exercer o direito de voto correspondente às ações ou quotas
em excesso, as quais devem ser alienadas nos cento e oitenta dias seguintes àquela
aprovação.
13
3.1.1 GRUPOS SOCIETÁRIOS:

É a reunião de empresas através de um processo de concentração e sob uma direção


comum, mas sem fusão de patrimônios e nem a perda da personalidade jurídica de
cada empresa integrante, os grupos de societários visam à concretização de
empreendimentos comuns.

3.1.2 CONSÓRCIO:

O consórcio é formado através de um processo de cooperação e caracterizado por


sua fragilidade, ou seja, a reunião de empresas tem um período de duração pré-
estabelecido. Ele se forma quando duas sociedades quiserem combinar esforços e
recursos para o desenvolvimento de empreendimento comum.

Ensina Waldirio Bulgarelli que "trata-se de união de empresas para determinados fins,
conservando cada uma a sua personalidade jurídica e autonomia patrimonial.”

3.1.3 SUBSIDIARIA INTEGRAL:

Conforme o art. 251 da Lei de Sociedades por Ações, "subsidiária integral", é a


companhia cuja a integralidade das ações (todas) pertencem a outra sociedade

Ela é considerada uma S.A, e tem todas as suas ações controladas por um único
sócio, que pode ser outra empresa. A empresa subsidiária integral pode ser
constituída de três formas diferentes: por escritura pública, por aquisição da totalidade
das ações ou ainda por incorporação das ações.

3.1.4 SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO:

A Sociedade de Propósito Específico – SPE – é um modelo de organização


empresarial pelo qual se constitui uma nova empresa, limitada ou sociedade anônima,
com um objetivo específico.

Onde a atividade é bastante restrita, podendo em alguns casos ter prazo de existência
determinado. Também é uma forma de empreendimento coletivo, usualmente
utilizada para compartilhar o risco financeiro da atividade desenvolvida.
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A Sociedade de Propósito Específico é um modelo empresarial bastante eficiente para
melhorar a competitividade, reduzir os custos e ampliar a capacidade de crescimento
de uma empresa, especialmente em um cenário de concorrência, pois nela existe uma
união de esforços e uma diluição de riscos. Em outras palavras, é uma empresa
constituída para aumentar o valor e a força empresarial, reduzindo os custos.

3.1.5 HOLDING:

Holding é uma empresa que possui como atividade principal, a participação acionária
majoritária em uma ou mais empresas. Trata-se de uma empresa que possui a maioria
das ações de outras empresas e que detém o controle de sua administração e políticas
empresariais. Holding é uma sociedade gestora de participações sociais que
administra conglomerados de um determinado grupo.

As holdings são empresas cuja atividade principal é deter participação acionária em


uma ou mais empresas. Ou seja, ela detém a maioria das ações de outras empresas
e controla sua administração e suas políticas. Detém a administração ou controle de
uma ou mais empresas. É uma sociedade com ações ordinárias, que concedem o
direito de voto em outra companhia, a fim de controlar suas políticas e realizar sua
gestão.

Exemplo: Itaú Unibanco Holding, fruto da fusão entre Itaú e Unibanco.

3.1.6 JOINT VENTURE:

É um meio de acordo comercial (associação econômica) entre duas ou mais empresas


por determinado período de tempo, com a finalidade de unir recursos para conseguir
realizar determinada operação, que pode ser um novo projeto, expansão de atuação
no mercado ou para agregar valor para as empresas envolvidas.

Ela, de fato, refere-se a um tipo de associação em que duas entidades se juntam para
tirar proveito de alguma atividade, por um tempo limitado, sem que cada uma delas
perca a identidade própria.

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4 CONCLUSÃO

As consequências da organização, elas podem ser diferentes daquelas relacionadas


à adaptação aos requisitos do mercado ou mesmo às questões familiares, tributária,
de herança, patrimonial ou de controle. Se for executada de forma correta, o resultado
da reorganização societária proporcionará ao seu negócio um amplo leque de
vantagens. Conforme desenvolvido no trabalhado, já se pode ver alguns benefícios:
fortalecer o seu produto no mercado reduzir a carga tributária por meio do
planejamento tributário, o que é rentável mesmo em tempos de crise;; expandir a base
de clientes; melhor captação de recursos, como mudança de tipo de negócio; atualizar
tecnologia ao se fundir com empresas que tem métodos mais modernos de trabalhar;
melhor organização da estrutura da empresa, depende da implementação da
reorganização Existem diversas opiniões sobre as restrições ao uso da reestruturação
societária como ferramenta de planejamento tributário, é mais importante que a
operação seja realizada de forma regular, contemplando o objetivo de redução de
impostos para fins comerciais. O principal aspecto a ser considerado é que nenhuma
fórmula pode ser aplicada indiscriminadamente a todas ou quase todas as empresas.
Cada caso é um caso e deve ter toda uma atenção e pesquisa qualificada para atingir
os objetivos almejados pelos empresários. A reestruturação corporativa pode ser
muito benéfica, mas requer muita pesquisa para que seja feito da maneira certa.

16
REFERÊNCIAS

Ramos, André Luiz Santa Cruz. Direito empresarial: volume único – 10. ed. – Rio de
Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2020.

Teixeira, Tarcisio. Direito empresarial sistematizado: doutrina, jurisprudência e prática


– 7. ed. – São Paulo: Saraiva Educação, 2018.

Venosa, Sílvio de Salvo; Rodrigues, Cláudia. Direito empresarial – 10. ed. – São
Paulo: Atlas, 2020.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/Lei/L14195.htm

https://educacao.ibpt.com.br/reorganizacao-societaria/

República Federativa do Brasil, Disponível


em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/D9580.htm.

https://www.lafscontabilidade.com.br/blog/reorganizacao-societaria-entenda-o-que-e-
e-qual-a-sua-importancia/

JusBrasil site: https://jus.com.br/artigos/50646/cisao-empresarial acesso em setembro


de 2021.

Planalto site: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm#art229 acesso


em setembro 2021.

Migalhas site: https://www.migalhas.com.br/amp/depeso/305762/cisao-de-empresas-


-voce-sabe-como-funciona-a-divisao-de-um-negocio acesso em setembro de 2021.

JusBrasil site: https://rloreto.jusbrasil.com.br/artigos/454279802/incorporacao-fusao-


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17
Planalto site:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404compilada.htm#:~:text=LEI%20N%20o
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%20das%20a%C3%A7%C3%B5es%20subscritas%20ou%20adquiridas Acesso em
setembro de 2021.

Video aula YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=hdM8nDKYK78 acesso em


setembro de 2021.

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