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Manual do

Sistema de
Gestão da
Qualidade
 
Revisão 02 – Julho de 2002

  
Introdução

1. Perfil da Empresa

2.1 Visão
    2.2 Princípios e Valores

3. Revisões no Manual da Qualidade


    3.1 Informações sobre as revisões

4. Sistema de Gestão da Qualidade


    4.1. Requisitos Gerais
    4.2. Requisitos da Documentação
        4.2.1 Sistema de documentação
        4.2.2 Manual da Qualidade
        4.2.3 Controle de Documentos
        4.2.4 Controle de Registros

5. Responsabilidades da Administração
    5.1. Comprometimento da Administração
    5.2. Foco no Cliente
    5.3. Política da Qualidade
    5.4. Planejamento
        5.4.1. Objetivos da Qualidade
        5.4.2. Planejamento do Sistema de Gestão da Qualidade
    5.5. Responsabilidade, Autoridade e Comunicação
        5.5.1. Responsabilidade e Autoridade
        5.5.2. Representante da Administração
        5.5.3. Comunicação Interna
    5.6. Análise Crítica pela Administração
        5.6.1 Generalidades
        5.6.2 Entradas para Análise Crítica
        5.6.3 Saídas da Análise Crítica

6. Gestão de Recursos
    6.1. Provisão de Recursos
    6.2. Recursos Humanos
        6.2.1. Designação de pessoal
        6.2.2. Competência, Conscientização e Treinamento
    6.3. Instalações
    6.4. Ambiente de Trabalho

7. Realização do Produto
    7.1. Planejamento da Realização do Produto
    7.2. Processos Relacionados a Clientes
        7.2.1. Determinação de Requisitos de Produto
        7.2.2. Analise Crítica dos Requisitos de Produto
        7.2.3. Comunicação com os Clientes
    7.3. Projeto e Desenvolvimento
        7.3.1 Planejamento do Projeto e Desenvolvimento
        7.3.2 Entradas do Projeto e Desenvolvimento
        7.3.3 Saídas do Projeto e Desenvolvimento
        7.3.4 Análise Crítica de Projeto e Desenvolvimento
        7.3.5 Verificação de Projeto e Desenvolvimento
        7.3.6 Validação de Projeto e Desenvolvimento
        7.3.7 Controle de Alterações do Projeto e Desenvolvimento
    7.4. Aquisição
        7.4.1 Controle de Aquisição
        7.4.2 Informações de Aquisição
        7.4.3 Verificação do Produto Adquirido
    7.5. Produção e Fornecimento de Serviços
         7.5.1. Controle das Operações
        7.5.2. Validação de Processos
        7.5.3. Identificação e Rastreabilidade
        7.5.4. Propriedade do Cliente
        7.5.5. Preservação do Produto
    7.6. Controle de Equipamentos de Medição e Monitoramento

8. Medição, Analise e Melhoria


    8.1. Planejamento
    8.2. Medição e Monitoramento
        8.2.1 Satisfação do Cliente
        8.2.2. Auditoria Interna
        8.2.3. Medição e Monitoramento dos Processos
        8.2.4. Medição e Monitoramento de Produto
    8.3. Controle de Produto Não Conforme
    8.4. Análise de Dados
    8.5. Melhoria
        8.5.1.Planejamento para Melhoria Contínua
        8.5.2. Ação Corretiva
        8.5.3. Ação Preventiva

 
Introdução
A Polibrasil Resinas SA estabelece a questão de Qualidade como um valor
agregado ao seu produto e serviço buscando de forma permanente manter um
equilíbrio no atendimento a todas as partes interessadas.
Esta é considerada uma estratégia de negócio.
Os princípios de Gestão da Qualidade: foco no cliente, liderança,
envolvimento de pessoas, abordagem de processo, abordagem sistêmica para
gestão, melhoria contínua, abordagem factual para tomada de decisões e
benefícios mútuos nas relações com os fornecedores, são as diretrizes que
estabelecem o Sistema de Gestão da Qualidade.
A estrutura organizacional é suportada em processos gerenciais com
identificação das competências necessárias.
O Sistema de Gestão da Qualidade está alinhado com os requisitos da norma
ISO 9001;2000 e consistente para assegurar a capacitação da empresa para
Projetar, Desenvolver e Produzir polipropileno para o mercado em que atua e
prover toda Assistência Técnica necessária.

1. Perfil da Empresa
A Polibrasil Resinas S. A. é uma empresa formada pela associação de capitais
privados, nacionais e estrangeiros tendo como controladores as empresas
Basell e Suzano.
Possui escritório de administração central localizado na Av. Chucri Zaidan, 80
– 11º andar Bloco C, Vila Cordeiro em São Paulo, e três unidades industriais
para a produção da resina de polipropileno em: Camaçari-BA, Duque de
Caxias-RJ e Mauá-SP.
A empresa é pioneira na fabricação de polipropileno no Brasil e na América
Latina, mantendo posição de destaque no mercado graças ao padrão de
qualidade dos seus produtos, internacionalmente reconhecidos e mantidos
mediante uma atualização constante de processo e produto, por
desenvolvimento próprio e absorção de tecnologia no exterior.
O polipropileno é uma resina termoplástica com ampla utilização no setor de
embalagens, na industria automobilística, na produção de utilidades
domésticas, industria têxtil, e por ser um produto atóxico, também na indústria
farmacêutica e outras.
Além de pioneira, a empresa é uma das maiores produtoras de polipropileno
do hemisfério sul com uma capacidade real de fabricação da ordem de 400 mil
toneladas anuais em suas três unidades.
Mantém ainda uma unidade de produção de compostos de polipropileno na
Bahia – a Policom, com uma capacidade instalada de 24 mil toneladas anuais.
Desde 1978 quando começou a operar sua primeira fábrica, a empresa produz
resinas de polipropileno Prolen, sua marca comercial, e é considerada um
modelo de eficácia em todo o setor petroquímico produtor de resinas.
A empresa tem uma carteira de aproximadamente 450 clientes ativos no
mercado nacional e exporta para mais de 40 países.
Considerando que um dos principais fatores no desempenho de uma
organização é a qualidade de seus produtos e serviços, a empresa vem
desenvolvendo melhoria contínua através do seu Sistema de Gestão da
Qualidade, em parceria com empresas de consultoria, universidades,
especialistas e também por meio de visitas técnicas ao exterior para coleta de
material e assistência de cursos e seminários.
Esse Sistema de Gestão da Qualidade é fundamentado na abordagem de
processo, no desenvolvimento de recursos humanos e visa garantir a
satisfação plena de seus clientes internos e externos, com nível de qualidade
de produtos e serviços sempre crescente, sua principal política desde a
fundação.

2. Declaração dos Princípios


Empresariais Gerais
2.1 Visão:
Ser a empresa mais bem sucedida no mercado de polipropileno na
América do Sul.

2.2 Princípios e Valores:


Acionistas

Proteger o investimento dos acionistas, proporcionando a eles um retorno


aceitável, compatível com as suas expectativas.

Clientes

Conquistar e manter os clientes, através do desenvolvimento e fornecimento


de produtos e serviços que ofereçam valores em termos de preço, qualidade,
segurança e impacto ambiental e que sejam apoiados pelas competências
tecnológica, ambiental e comercial necessárias.
Colaboradores

Respeitar os direitos humanos dos colaboradores, dar-lhes condições de


trabalho dignas e seguras, que lhes permitam prestar serviços adequados e
competitivos; promover o desenvolvimento e o melhor uso do talento
humano, dar igual oportunidade de emprego e encorajar o envolvimento dos
colaboradores no planejamento e na direção dos trabalhos e na aplicação
destes princípios dentro da companhia.
É reconhecido que o sucesso comercial depende do pleno empenho de todos
os colaboradores.

Parceiros e Fornecedores

Procurar relacionamentos mutuamente benéficos com os fornecedores e


associações e, ao fazê-lo, promover a aplicação dos princípios da companhia.
A promoção destes princípios com eficácia será um fator importante para
encaminhar e conservar tais relações.

Sociedade

Conduzir os negócios como membros empresariais responsáveis da sociedade,


observar as leis do país no qual opera, expressar apoio pelos direitos humanos
fundamentais em linha com o exercício legítimo da atividade e dar atenção
apropriada a saúde, a segurança e ao meio ambiente, com o compromisso de
contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Essas cinco áreas de responsabilidade são vistas como inseparáveis.
Portanto, é dever da gerência avaliar continuamente as prioridades e
desempenhar suas responsabilidade o melhor possível, com base nessa avalia.

3. Revisões no Manual da Qualidade

Alterações no Manual da Qualidade podem ser recomendadas por todos os


membros da organização.
Todas as alterações serão implementadas pelo Gerente de Qualidade & SSCA,
com aprovação do Comitê Executivo.
Além desta condição, o Manual será alterado nas seguintes situações:
        * Quando o Comitê Executivo julgar necessário baseado em resultados
das avaliações do Sistema
           de Gestão da Qualidade ou através de Indicadores controlados.
        * Quando ocorrerem alterações na estrutura funcional da empresa.

As alterações deste documento estão registradas no Sistema Eletrônico da


Documentação adotado pela empresa (Intranet).</FONT.< p>

3.1 Informações sobre as revisões:


Revisão 00 – Setembro de 99 – Lançamento do Manual da Qualidade em
substituição ao padrão de Normas da Qualidade e reestruturação
organizacional da empresa.

Revisão 01 – Junho de 2000 – Revisão no texto do perfil da empresa.

Revisão 02 – Julho de 2002 - Ajustes para Norma ISO 9001;2000.


4. Sistema de Gestão da Qualidade

4.1. Requisitos Gerais


A Polibrasil Resinas S.A estabeleceu uma estrutura organizacional baseada
em cinco grandes grupos de atividade com o intuito de operacionalizar seu
sistema de gestão para melhorar continuamente sua eficácia.

Todos os processos necessários para o Sistema de Gestão da


Qualidade estão disponíveis na intranet através dos documentos de
cada área.
A seqüência e interação básica dos processos da Polibrasil estão
descritas abaixo:
A seqüência e interação dos processos referentes ao desenvolvimento
ou modificação de produto e produção na linha normal estão
discriminados abaixo.
Todos os demais processos atuam em apoio e ocorrem paralelamente
a estas seqüências.

Projeto para Desenvolvimento / Modificação de Produto

Produção na Linha Normal de Produtos

A melhoria contínua dos processos ocorre a partir da análise dos


resultados obtidos e através das ações definidas em metas, projetos
específicos e grupos multifuncionais.
Critérios, métodos, recursos e informações necessárias estão nas
descrições dos processos contidas na documentação disponível na
intranet para garantir sua consecução eficaz.
4.2. Requisitos da documentação
4.2.1 Sistema de documentação

A documentação necessária, incluindo os registros pertinentes, é definida no


Sistema de Gestão da Qualidade para atender os requisitos contratuais,
regulamentares, estatutários e da norma ISO 9000 ; 2000, bem como as
expectativas dos clientes e demais partes interessadas.

4.2.2 Manual da Qualidade

Indica a descrição dos processos e suas interações, define a Política da


Qualidade,os procedimentos documentados, a estrutura geral da empresa
utilizada para a manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade, assim como
a indicação das atividades de qualidade implementadas.

4.2.3 Controle de Documentos

É mantido um controle sobre a documentação utilizada nas atividades da


empresa realizado de forma eletrônica denominado “Intranet” sob a
responsabilidade da área de Sistemas da empresa.
O sistema permite a geração de cópia em papel para as aplicações que os
usuários julgarem necessárias para o bom desempenho em Qualidade, sendo
assim responsáveis por assegurar que sempre são utilizadas as versões
atualizadas e descartadas as versões obsoletas.
As revisões dos documentos são de iniciativa de qualquer participante do
processo de trabalho devendo ser aprovada pela mesma função envolvida na
aprovação do documento original.
A sistemática de controle de documentos pode ser vista na instrução “Controle
de Documentos e Dados”.

4.2.4 Controle de Registros da Qualidade

O Sistema de Gestão da Qualidade é totalmente documentado e a


comprovação do seu efetivo funcionamento pode ser verificada através dos
registros da qualidade.
Estes registros fornecem a evidência de que os requisitos de qualidade dos
produtos estão satisfeitos, mostrando o grau de implementação do sistema,
fornecendo ainda uma base para a medida e a retroalimentação necessária para
o melhoramento contínuo da qualidade.
Os registros da qualidade das diversas áreas e a sistemática adotada para seu
controle estão definidos no documento “Registros da Qualidade, Identificação
e Rastreabilidade”

5. Responsabilidade da Administração

5.1. Comprometimento da Administração


A alta administração da Polibrasil Resinas S.A, estabeleceu a sua visão, seus
princípios e valores como os fundamentos do Sistema Gerencial.
A partir das Diretrizes foi estabelecida a Política de Qualidade que é objeto de
análise permanente, através do desempenho do Sistema e dos indicadores
estabelecidos.
Para operacionalizar a análise e avaliação permanente do Sistema de
Gerenciamento do Desempenho adotado pela empresa, foram definidos três
fatores de medição:
        Fator A – metas individuais do funcionário.
        Fator B – metas da área de atuação
        Fator C – metas negociadas e assumidas com os acionistas.
Em todos os fatores e sempre que aplicável são estabelecidas metas
específicas de Qualidade.
Foram estabelecidos Comitês Executivo (Diretoria , Gerentes Industriais e
Gerente de Qualidade & SSCA) e Regional (Gerentes Industriais e
Coordenadores das unidades de produção), com a incumbência de monitorar o
desempenho e a evolução dos objetivos da Qualidade, previamente
estabelecidos.
Além desta estrutura, as reuniões de Diretoria e Gerenciais com envolvimento
de colaboradores, ou grupos de trabalho multifuncionais tem como objeto
permanente de agenda as questões de Qualidade & SSCA.
Os relatórios gerenciais emitidos mensalmente pelas diversas áreas reportam o
desempenho geral dos processos para identificação das necessidades de
recursos e geram dados para análise de oportunidades de melhorias.
A política de Recursos Humanos adotada visa disponibilizar na organização as
competências necessárias em quantidade e qualidade que atendem os
objetivos estabelecidos, havendo um Comitê Executivo de Desenvolvimento
de Talentos (Diretoria e Gerente de Desenvolvimento de Talentos) para
avaliar o desempenho e tomada de decisões.
Nas atividades onde não haja valor agregado pela utilização de recursos
próprios e a especialização seja mais adequada a terceirização é a prática
adotada.
As empresas contratadas devem estar alinhadas com as políticas da empresa.

5.2. Foco no Cliente


São clientes - alvo da Polibrasil qualquer empresa transformadora de resinas
plásticas cujos produtos finais possam utilizar o polipropileno. Todos os
clientes recebem catálogos técnicos e institucionais de produto.
A empresa utiliza também a imprensa especializada, seminários e feiras para
divulgação dos produtos novos e em desenvolvimento.
A home page da Polibrasil também disponibiliza informações técnicas sobre
produtos e serviços.
A identificação das necessidades e expectativas dos clientes tais como
conformidade, garantia de funcionamento, disponibilidade, entrega,
assistência técnica, preço, segurança dos produtos, responsabilidade civil pelo
fato do produto e impacto ambiental são consideradas nas diversas etapas das
atividades pertinentes.
Para os produtos normais da linha a ação é da Área de Vendas externa e
interna.
O desenvolvimento de novos produtos ou melhoria é da responsabilidade da
área de Serviços Técnicos que atende a solicitação de qualquer fonte.
A área de Logística incorpora a responsabilidade por assegurar o
Planejamento da Produção das unidades industriais, a garantia da
disponibilidade dos materiais de processo e a entrega ao cliente na forma
definida na análise crítica de contrato.
A reunião denominada “ Dia do Cliente” , a participação em Seminários e
Congressos nacionais e internacionais, e as informações oriundas de Área de
Desenvolvimento do acionista Basell tem sido importantes fontes de
informações para identificar oportunidades de melhorias.
A satisfação dos clientes é monitorada através de:
        * Pesquisa periódica junto aos clientes
        * Monitoramento da fidelidade dos clientes
        * Visitas da Área de Assistência Técnica com fim específico.
        * Ação Rápida no atendimento à reclamações de Qualidade
        * Indicadores de Não Qualidade de Produtos e Serviços.
O atendimento às necessidades e expectativas das pessoas na organização,
acionistas, fornecedores e sociedade é estratégico para realização das
atividades com foco no cliente.

5.3. Política da Qualidade


A Política da Qualidade da Polibrasil Resinas S.A. é considerada apropriada a
natureza e necessidades de todas as partes envolvidas incluindo com clareza
os aspectos de melhoria contínua que os processos requerem.
Responsabilidade de linha é um fator chave para a disseminação e
cumprimento da política que pode ser evidenciado nos diversos processos da
empresa, através dos gestores das áreas.
Como estratégia básica para melhoria contínua nos processos e desempenho
da empresa são adotados dois recursos:

a) estabelecer metas com desafios atingíveis nos indicadores controlados e


b) estabelecer projetos específicos de melhoria onde apropriado.

Os dados de entrada para estas aplicações podem surgir de referências internas


ou externas.

Declaração da Política da Qualidade


A Polibrasil promove melhoria contínua em todos os aspectos do seu negócio,
de forma a atingir desafios competitivos para ser reconhecida como empresa
preferida em Qualidade, levando em consideração que:
* Qualidade é essencial para o seu desenvolvimento e competitividade.
* Qualidade é entendida como a satisfação dos clientes internos e externos.
* Saúde, Segurança e Conservação Ambiental é parte do Sistema da
Qualidade.
* Qualidade é demonstrada através da integração com nossos clientes e
fornecedores.
Adota a prática da responsabilidade de linha, definindo que Qualidade é
responsabilidade de todos.

Setembro 99
Diretoria

5.4. Planejamento
5.4.1. Objetivos da Qualidade

Os objetivos da Qualidade são estabelecidos anualmente em todos os níveis da


organização sendo adotadas as seguintes práticas:
* Definição de indicadores e metas da Qualidade na reunião de Análise Crítica
e avaliação de desempenho realizada pelo Comitê Executivo.
* Definição de metas estabelecidas entre a Alta Administração e o Conselho
de Acionistas (fator C do Gerenciamento do Desempenho).
* Definição de metas das Gerências/Coordenações/Supervisões e Individuais
dos colaboradores pelo GD (fator A do Gerenciamento do Desempenho).
* Definição do Plano Orçamentário de Gastos e Investimentos com projetos
de Qualidade.
* Definição do Plano de Treinamento das diversas áreas, conforme política da
empresa.
* Definição de metas para processos específicos do Fator B do gerenciamento
do Desempenho.
* Definição de metas específicas e necessárias , não mensuradas pelo GD, que
atendem aos requisitos de qualidade intrínseca dos produtos.

5.4.2. Planejamento do Sistema de Gestão da Qualidade

A análise crítica e a avaliação do desempenho do Sistema de Gestão da


Qualidade aliado à análise do Sistema de Gerenciamento do Desempenho, são
os pontos essenciais na verificação do equilíbrio entre a disponibilidade dos
recursos humanos e hardware para atingir os objetivos da Qualidade.
Os processos indicados no item 4.1. são mantidos e melhorados com recursos
humanos identificados no “Personograma” da empresa.
A empresa quando necessário e apropriado, acrescenta em seus processos
empresas contratadas com domínio de especialidades para assegurar melhor
desempenho de tarefas específicas, alinhadas aos objetivos da Qualidade.
Incluem-se entre outros questões de tecnologia, suporte de universidades e
mão de obra altamente especializada.
A melhoria contínua é tratada estrategicamente pelo estabelecimento de metas
mensuráveis e por projetos identificados como oportunidade de agregar valor
aos produtos e serviços.
Alterações na companhia envolvendo questões organizacionais, de processo
ou de produto são controladas com ferramentas apropriadas a magnitude da
questão para garantir a integridade do Sistema de Gestão da Qualidade.

5.5.Responsabilidade,Autoridade e Comunicação
5.5.1 Responsabilidade e Autoridade

A estrutura organizacional indica as responsabilidades e a autoridade do


pessoal que dirige, gerencia, executa e verifica o trabalho que afeta a
qualidade de forma que possam contribuir para atingir os objetivos da
qualidade e para estabelecer seu envolvimento, motivação e
comprometimento.
A Figura 1, sintetiza as responsabilidades primárias e de contribuição do
Grupo Gerencial.
As responsabilidades estão descritas nos documentos que descrevem o sistema
e seu funcionamento, nas descrições de cargo e organogramas.
A responsabilidade e autoridade para a execução das rotinas do Sistema de
Gestão da Qualidade são delegadas ao grupo gerencial como parte integrante e
permanente de suas atividades.
Estes podem delegar autoridade para implementação e manutenção de funções
da qualidade inerentes à sua área funcional, mas ainda mantém a
responsabilidade por sua execução.
O Grupo Gerencial é responsável por identificar a necessidade e prover
recursos materiais e humanos, devidamente capacitados para a gestão,
execução de trabalhos e atividades de verificação, incluindo Auditorias
Internas da Qualidade.

Matriz de Responsabilidades

P - Principal   
S - Secundária
5.5.2 Representante da Administração

Foi designado pela Diretoria o Gerente de Qualidade & SSCA, para coordenar
a implantação e manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade.
O Gerente de Qualidade & SSCA possui a autoridade e a responsabilidade
para garantir que os requisitos deste Manual sejam implementados e mantidos,
bem como relatar o desempenho do sistema à Alta Administração para análise
crítica visando sua melhoria contínua.
Sua responsabilidade inclui ligação com partes externas em assuntos
relacionados ao Sistema de Gestão da Qualidade.
A conscientização dos diversos níveis sobre questões relativas aos requisitos
dos clientes é feita através do processo de verificação dos indicadores de
Qualidade, do processo de auditoria interna e do acompanhamento
permanente do Sistema de Ação Corretiva, aplicado ao sistema de
atendimento aos clientes.

5.5.3 Comunicação Interna

A comunicação entre níveis e funções internas da organização ocorre em


diversas condições tendo com predominância as seguintes:
a) Comitê Executivo – Composto pelos Diretores, Gerentes Industriais e
Gerente de Qualidade & SSCA, para tratamento dos assuntos de Qualidade.
As unidades industriais possuem um Comitê Regional que é liderado pelos
Gerentes Industriais e composto por funções chaves para o Sistema de Gestão
da Qualidade nas unidades.
b) Processo de Gerenciamento do Desempenho com uso do GD que exige
uma ampla discussão de planos e metas por toda a organização e em todos os
níveis hierárquicos, onde estão incluídos os objetivos da Qualidade.
c) Reuniões Internas são coordenadas pelo Diretor de cada área com os líderes
de processos ocorrendo posteriores desdobramentos quando necessário. A
freqüência é uma decisão específica de cada área pela característica da
atividade.
d) Reuniões Trimestrais de Avaliação – Trimestralmente a diretoria visita
todas as unidades para relatar os resultados obtidos e o desempenho da
empresa em função das metas estabelecidas.
e) Outras ferramentas tais como quadros de avisos, correio eletrônico,
Intranet, pesquisas com empregados e programas de sugestão também são
utilizados para a comunicação interna.

5.6. Análise Crítica pela Administração


5.6.1 Generalidades

Periodicamente o Comitê Executivo, do qual participam os Diretores,


Gerentes Industriais e o Gerente de Qualidade e SSCA, realiza a análise
crítica no Sistema de Gestão da Qualidade, para assegurar sua contínua
adequação e eficácia em atender aos requisitos da Norma ISO 9001, à política
e objetivos da qualidade estabelecidos.

5.6.2 Entradas para Análise Crítica

A Análise Crítica é baseada no Relatório Consolidado e conjunto de


Indicadores elaborados pelo Gerente da Qualidade & SSCA , que contemplam
os seguintes aspectos mínimos : resultado das auditorias internas e externas,
retorno de clientes, desempenho do processo e conformidade do produto,
situação de ações corretivas e preventivas, ações de análises criticas
anteriores, alterações que possam afetar o Sistema de Gestão da Qualidade.

5.6.3 Saídas da Análise Crítica

Como decorrência da análise pela Alta Administração são estabelecidas as


ações para melhorar o Sistema de Gestão da Qualidade, seus processos e o
produto, as metas para os períodos subsequentes, assim como as necessidades
de recursos.
Os relatórios e as atas de reunião são considerados Registros da Qualidade.

6. Gestão de Recursos
6.1. Provisão de Recursos
O Plano Orçamentário anual aprovado pelo Conselho de Administração é a
ferramenta de definição para a provisão de recursos para implementar e
melhorar o Sistema de Gestão da Qualidade, além de aumentar a satisfação de
clientes mediante o atendimento aos seus requisitos.
O desempenho da organização é analisado de forma freqüente pela Diretoria
que define ajustes e direções imediatas em decorrência dos resultados.
O Sistema de Gestão da Qualidade é objeto permanente de discussão nestas
reuniões.
A Diretoria se reúne periodicamente com o Conselho de Administração para
avaliar o desempenho geral da empresa e se necessário redirecionar a
estratégia de negócio.
6.2. Recursos Humanos
6.2.1. Designação de Pessoal

A Polibrasil Resinas S.A., tem como política preencher seus cargos atendendo
aos requisitos exigidos para o desempenho das atividades, com base numa
clara definição das necessidades de educação, conhecimentos, experiências,
habilidades e competências, que integram as definições dos cargos.
Também estabelece as responsabilidades pela execução das atividades.
Ao processo de evolução da carreira estabelece a aplicação de treinamento,
onde apropriado, devendo estar alinhado com os requisitos necessários para o
desempenho e evolução do cargo.
O envolvimento e desenvolvimento das pessoas são encorajados através das
seguintes práticas:
* Treinamento contínuo e planejamento de carreira
* Definição de responsabilidades e autoridades
* Estabelecimento de objetivos individuais e de equipe
* Comunicação aberta
* Pesquisa de opinião
* Pesquisa de satisfação do cliente interno
* Implantação de sugestões

6.2.2. Competência, Conscientização e Treinamento

As competências para desempenhar as diversas atividades da empresa são


definidas nas Descrições de Cargos.
O treinamento ou outras ações necessárias para satisfazer estas competências
estão definidas no GD, assim como a avaliação da eficácia destas ações.
Investir nas pessoas por meio de treinamento efetivo é uma estratégia para
desempenhar a missão, alcançar objetivos e concretizar a Política da
Qualidade.
São mantidos registros de educação, treinamento, habilidade e experiência.

6.3. Instalações
As tecnologias utilizadas nas unidades de resina da Polibrasil são de
propriedade de empresas internacionais com vasta estrutura de Pesquisa &
Desenvolvimento.
Os recursos materiais e humanos são equilibrados para atender os objetivos da
Qualidade e quando julgados insuficientes por algum tipo de desempenho
abaixo do esperado são adotadas ações de correção.
Os serviços de suporte são apropriados a natureza dos processos chaves e as
necessidades especificas.

6.4. Ambiente de Trabalho


A área de SSCA (Saúde, Segurança e Conservação Ambiental) é parte
integrante da Política da Qualidade.
O ponto chave na questão de ambiente de trabalho é o Gerenciamento de
Riscos que é tratado pela Gestão de Saúde, Segurança e Conservação
Ambiental.
A Polibrasil Resinas S.A. é certificada pelas Normas ISO 14.001 (Sistemas de
Gestão Ambiental) e OHSAS 18.001 (Sistemas de Gestão da Saúde e
Segurança do Trabalho).

7. Realização do Produto
7.1. Planejamento da Realização do Produto

Os produtos são fabricados de forma a atender os objetivos da qualidade e os


requisitos definidos internamente ou pelo cliente.
O planejamento da Qualidade pode ser verificado através da documentação
pertinente disponível na intranet e abrange os processos de produção,
processos de apoio e os recursos necessários para atingir os requisitos
estabelecidos.
É definido um plano de inspeção específico e critérios para aceitação do
produto.
Registros para demonstrar que os processos de realização e o produto
resultante estão conforme os requisitos são devidamente mantidos.

7.2. Processos Relacionados a clientes


7.2.1 Determinação dos Requisitos do Produto
A identificação dos requisitos relacionados ao produto é realizada com base
na experiência de fornecimento em produtos padrões de linha da Polibrasil
Resinas S.A. e ratificado pelo processo de análise crítica de contrato.
Qualquer condição diferente trata-se de Desenvolvimento de Produto.
Os requisitos para entrega dos produtos e atividades de pós-entrega são
controlados através dos processos da área comercial.
Os requisitos não declarados pelo cliente, mas necessários para uso especifico,
assim como os requisitos junto aos órgãos reguladores são considerados no
processo de Desenvolvimento de Produto.
Os produtos são produzidos sob especificação padrão e não para aplicação
exclusiva em um determinado cliente.

7.2.2 Análise Crítica dos Requisitos do Produto

As solicitações de clientes são analisadas criticamente pela área de vendas


quanto aos requisitos relacionados ao produto.
Esta análise é realizada antes da aceitação do pedido e assegura que os
requisitos do produto e requisitos de contrato ou pedido e suas emendas são
atendidos.
A confirmação do cliente sobre os requisitos de produto é realizada através de
fax, e-mail, e-commerce, telefones ou contratos formais.
A evidência da finalização do pedido está registrado eletronicamente.
Eventuais alterações de fornecimento são imediatamente comunicadas ao
pessoal pertinente e os documentos necessários são devidamente revisados.
São mantidos registros dos resultados das análises críticas e das ações
decorrentes dessas análises.

7.2.3 Comunicação com os Clientes

A variedade e quantidade de clientes da Polibrasil Resinas S.A tornam o


processo de comunicação muito diferenciado não havendo um único padrão
estabelecido.
As informações do produto estão disponíveis em web – site e em catálogos
técnicos enviados aos clientes.
O manuseio de solicitações, cotações, pedidos e adendos pode ocorrer através
da equipe de vendas externas no contato direto ou vendas internas por coleta
de documentos e dados, que são os responsáveis pelo registro final dos
pedidos.
São utilizadas ferramentas de comunicação entre elas: Relatório Técnico
Comercial, E-Mail e Solicitação de Ação Corretiva.
7.3 Projeto e Desenvolvimento
7.3.1 Planejamento do Projeto e Desenvolvimento

Os projetos desenvolvidos pela empresa são elaborados segundo a Tabela de


Critérios para o Desenvolvimento de Produto que identifica as
responsabilidades para cada uma das atividades do projeto e desenvolvimento.
Esta tabela descreve todas as atividades realizadas e é atualizada na medida
em que o projeto evolui.
As atividades relativas ao desenvolvimento e verificação para análise de
projetos são planejadas e atribuídas ao pessoal com qualificação técnica
condizente.
As informações relacionadas com o projeto e desenvolvimento são
documentadas e transmitidas às pessoas envolvidas e passam regularmente
por análise crítica pelos responsáveis em cada uma de suas etapas.
Cada projeto é validado para assegurar que o produto esteja em conformidade
com as necessidades ou requisitos especificados.

7.3.2 Entradas de Projeto e Desenvolvimento

Os dados de entrada de um projeto e desenvolvimento são identificados e


documentados pela área de Serviços Técnicos na Tabela de Critérios de
Desenvolvimento de Produto e são analisados criticamente quanto à sua
adequação.
As entradas incluem os requisitos de funcionamento e de desempenho,
requisitos regulamentares e estatutário e onde aplicável, informações de
projetos anteriores semelhantes.
A área de Serviços Técnicos é responsável por determinar e manter os
registros relacionados às entrada do projeto e desenvolvimento.

7.3.3 Saídas de Projeto e Desenvolvimento

Os dados de saída do projeto e desenvolvimento são registrados e verificados


contra os dados de entrada e são aprovados por pessoal autorizado antes de
sua liberação.
Estes dados são utilizados para aquisição de matéria prima, insumos e
fornecimento de serviços, definição de parâmetros de processo, padronização
de graus de produtos, especificação dos critérios de aceitação do produto e
estabelecimento das características essenciais para seu uso seguro e adequado.
7.3.4 Análise Crítica de Projeto e Desenvolvimento

Em estágios apropriados os projetos são analisados criticamente para


verificação da capacidade de atendimento dos requisitos e verificação de
ações caso necessárias.
As análises são realizadas pelo pessoal envolvido nos estágios do projeto e
desenvolvimento.
Os resultados das análises são registrados nos processos do desenvolvimento.

7.3.5 Verificação do Projeto e Desenvolvimento

O projeto é verificado para garantia do atendimento aos requisitos de entrada.


Os resultados das verificações e as ações pertinentes são registradas e
mantidas

7.3.6 Validação do Projeto e Desenvolvimento

A validação inicial do produto é realizada em análises internas tanto de


ensaios físico – químicos como de aplicação no Laboratório de
Desenvolvimento de Produto.
A utilização no cliente é totalmente acompanhada pela área de Serviços
Técnicos e mantidos os devidos registros.

7.3.7 Controle de Alterações do Projeto e Desenvolvimento

As alterações do projeto decorrentes tanto da sua fase de desenvolvimento


interno, quanto de aplicação prática no cliente são analisadas criticamente.
As funções responsáveis verificam nas alterações os seus efeitos segundo os
mesmos princípios utilizados na aprovação do projeto para posterior
validação.
Todas as informações são registradas como apropriado através das
Solicitações de Campanhas Piloto.

7.4 Aquisição
7.4.1 Controle de Aquisição

O processo adotado para aquisição objetiva assegurar o suprimento de


materiais e serviços de acordo com requisitos especificados.
Este processo inclui os cuidados necessários para realizar a compra e para
definir o tipo e extensão do controle aplicado ao fornecedor e ao produto
adquirido.
Os fornecedores são selecionados e qualificados de acordo com sua
capacidade de atender os requisitos especificados sendo que o critério definido
para avaliação periódica é o histórico de fornecimento.
O Sistema de Gestão da Qualidade do fornecedor também é considerado nos
processos de seleção e avaliação.
Os registros das avaliações são devidamente mantidos.
A busca de materiais e fornecedores alternativos é constante na organização
com os cuidados necessários para não haver prejuízo para a qualidade do
produto.

7.4.2 Informações de Aquisição

Os documentos de aquisição contêm as informações de descrição do produto


ou serviço com todo o escopo de fornecimento, incluindo quando necessário,
informações sobre aprovação de produto, processos, procedimentos,
equipamentos, qualificação de pessoal e sistema de gestão da qualidade.
Estes documentos são verificados quanto a sua adequação antes de serem
enviados ao fornecedor.
Processos de fornecimento contínuo são elaborados em contratos específicos.

7.4.3 Verificação do Produto Adquirido

As atividades de verificação dos produtos adquiridos que afetam a qualidade


do produto são executadas conforme os planos de inspeção.
Esta verificação é registrada para assegurar que estes produtos atendem aos
requisitos de aquisição especificados.
Quando necessário particularidades sobre a verificação são registradas nos
pedidos de compra.
Informações de toxicidade e cuidados no manuseio de materiais constam no
Banco de Dados de Produtos Químicos.
Todo material tóxico / perigoso utilizado na empresa atende às
regulamentações governamentais de Segurança e Meio Ambiente.
7.5 Produção e Fornecimento de Serviço
7.5.1 Controle de Operações

a) A fabricação do polipropileno é planejada a partir do momento em que a


Área de Logística (Planejamento e Controle da Produção) recebe as
informações da área comercial.
Desta forma é emitido o programa de produção que é encaminhado para as
Unidades.
As Gerências de Produção são responsáveis por assegurar a produção dos
materiais especificados, através da utilização dos manuais de operação das
Unidades e procedimentos aplicáveis, das fichas de especificação e dos
cartões de formulação.
Para cada fase do processo há monitoramento e registros apropriados.
b) Com o objetivo de fornecer produtos que atendam às necessidades dos
clientes em qualidade e prazos, de forma permanente, a empresa possui um
programa de manutenção monitorada, de forma a evitar paradas não
planejadas em suas unidades de produção, que possam prejudicar os prazos de
entrega.
c) As áreas de Manutenção e Produção (que incluem os Laboratórios) tem a
responsabilidade por assegurar que todos os equipamentos de inspeção,
medição e ensaios que afetam a qualidade, utilizados em qualquer estágio de
fabricação são aferidos, calibrados e mantidos sob condições de utilização
controladas de forma a demonstrar consistentemente a conformidade dos
produtos e processo com os requisitos especificados.
Existe uma sistemática implementada para a certificação regular de atividades
com equipamentos de inspeção, medição e ensaios utilizados para tomar
decisões sobre a qualidade dos itens recebidos, produtos em processo e
produto acabado.
d) A empresa identifica a situação da inspeção e ensaios em todas as etapas do
processo produtivo, através de marcação em etiquetas de identificação de itens
e produtos e nos respectivos registros das inspeções e ensaios realizados.
Quando não-conformidades relativas a itens ou produtos forem detectadas, os
responsáveis pelas áreas onde elas ocorreram devem seguir as metodologias
pertinentes para o tratamento de não–conformidade.
e) Durante o processo de produção e na fase final os produtos são
inspecionados e ensaiados de acordo com requisitos do plano de inspeção.
São estabelecidos critérios de aceitação e padrões de amostragem.
Os resultados da inspeção são registrados em papel e/ou meio eletrônico e
disponibilizados como registro da qualidade para efeito de rastreabilidade.
O “Procedimento de Produção” das Unidades e os documentos associados
definem os padrões de processo e os necessários controles e registros a serem
executados.
Desvios de padrões previamente estabelecidos são possíveis mediante
instruções e desvios temporários devidamente aprovados por pessoa com
responsabilidade de decisão.
f) O processo de entrega é realizado sob condições controladas para assegurar
o atendimento aos requisitos do cliente quanto a integridade e quantidade do
produto, e prazo acordado.
g) As atividades de pós-vendas são desempenhadas pela área comercial
através da assistência técnica e visam suprir todas as necessidades do cliente
após a entrega do produto.
Estas atividades são registradas em relatórios específicos.

7.5.2 Validação dos Processos

A empresa não utiliza processos considerados especiais, visto que todas as


etapas do processo são passíveis de controle e monitorização através de
técnicas simplificadas de controle, verificação e inspeção.
No entanto, algumas atividades de fabricação e controle requerem treinamento
específico dos seus executores.
Neste caso, o treinamento é providenciado para garantir a execução das
atividades dentro dos padrões determinados.

7.5.3 Identificação e Rastreabilidade

A empresa estabelece a identificação de matérias-primas e materiais de


processo que afetam a qualidade do produto, de forma a possibilitar a
rastreabilidade em todos os estágios, desde o recebimento do material até os
parâmetros de controle de produção (processo e produto), do armazenamento
e expedição.
A identificação está distribuída em diversos documentos durante o estágio dos
diversos processos para garantir a rastreabilidade de cada lote produzido.
A identificação e a rastreabilidade são conseguidas através do uso de
etiquetas, formulários e registros eletrônicos de dados adequados a cada
atividade de fabricação e inspeção correspondentes.

7.5.4 Propriedade do Cliente

A característica operacional da Polibrasil Resinas S.A., não permite a


aplicação ou incorporação de materiais de propriedade de clientes ou uso de
propriedade intelectual dos mesmos.
7.5.5 Preservação do Produto

A empresa mantém documentos, métodos e meios apropriados para o


manuseio e o transporte de produtos, de forma a prevenir perdas em seu valor.
São mantidos equipamentos, estruturas e áreas designadas para armazenar
matérias-primas, materiais e produtos e métodos apropriados para assegurar a
correta recepção e despacho desses materiais para as áreas usuárias.
Após a conclusão das inspeções e ensaios finais, o produto acabado
considerado aprovado é embalado e identificado, de forma a permitir sua
rápida identificação e preservar a integridade de qualidade obtida.
Quando requerido pelo cliente de acordo com a modalidade de venda, a
responsabilidade pela proteção dos produtos pode se estender durante o
transporte até os locais indicados para entrega.
A empresa aplica métodos apropriados de preservação e controle dos produtos
sob sua responsabilidade.
Estas atividades são desempenhadas por pessoal treinado da área de logística.

7.6 Controle de Equipamentos de Medição e


Monitoramento
As medições a serem realizadas estão identificadas nas diversas etapas de
produção através do plano de inspeção.
Todos os equipamentos de inspeção, medição e ensaios que possam afetar a
qualidade dos produtos são cadastrados e identificados.
Um Plano de Aferição e Calibração Anual é elaborado para estes
equipamentos.
A periodicidade de aferição e calibração é determinada segundo a freqüência
de utilização, local e condições de instalação, recomendações de fabricantes e
histórico.
Para todas as aferições e calibrações são mantidos registros e evidências
físicas de realização.
São adotadas como referência a Rede Brasileira de Calibração (RBC), o
Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO) e
padrões internacionais.
Não havendo padrões definidos, a empresa estabelecerá seu próprio padrão.
O manuseio e a preservação dos equipamentos de medição e ensaios são feitos
de modo a garantir sua exatidão e adequação de uso.
A empresa poderá utilizar serviços de terceiros para esta prática, mantendo
controle sobre a execução.
A atividade de aferição e calibração tem registros apropriados.
Os resultados das medições são analisados quanto ao seu histórico e são
adotadas ações corretivas quando necessário.
Os softwares utilizados para a medição e monitoramento são validados antes
de sua aplicação.

8. Medição , Analise e Melhoria


8.1 Planejamento
A Polibrasil Resinas SA estabelece atividades de medição, monitoramento e
análise nas etapas de recebimento através dos registros adequados.
Durante o processamento, o monitoramento está definido no “Procedimento
de Produção”, que estabelece as etapas e formas apropriadas de medição.
A aprovação final do produto é obtida mediante medição e análises definidas
no plano de inspeção.
Os resultados destas atividades são analisados e quando apropriado, ações de
melhoria são indicadas e implementadas.
A conformidade do Sistema de Gestão da Qualidade e a sua melhoria contínua
são asseguradas através do monitoramento e análise das auditorias internas e
indicadores da Qualidade.
Estes dados obtidos são utilizados como base para definição de ações de
melhoria do sistema e para estabelecer as prioridades apropriadas para a
empresa.
As técnicas estatísticas são reconhecidas como ferramentas para se atingir,
controlar e melhorar os processos e o próprio Sistema de Gestão da
Qualidade.
Podem ser utilizadas técnicas apropriadas, identificadas a cada caso tais como:
gráfico de Pareto, histograma, diagrama de causa e efeito, controle estatístico
de processo.
As Unidades de produção tem como evidência permanente o controle
estatístico de processo.

8.2 Medição e Monitoramento


8.2.1 Satisfação do Cliente
A Polibrasil Resinas S.A., definiu várias ferramentas para monitorar a
satisfação do cliente em duas situações distintas:
a) Pró - Ativas
    * Pesquisa direta com clientes através de empresa especializada em
períodos de 3 anos.
    * Processo permanente de suporte aos clientes 3 estrelas através de
executivos de contas designados para o atendimento constante. Visitas
programadas.
    * Participação em congressos e feiras para permanente contato com clientes
reais e potenciais.
b) Reativa
Todas as não conformidades de produtos e serviços são monitoradas através
de relatórios específicos.
Os dados são transformados em indicadores utilizados para monitorar o
desempenho e estabelecer metas de melhoria nos processos.
O conjunto de indicadores é definido pelo Comitê Executivo.

8.2.2 Auditoria Interna

As Auditorias Internas da Qualidade são conduzidas sob responsabilidade da


Gerência de Qualidade & SSCA, segundo critérios específicos definido no
procedimento documentado “Auditorias de Sistema”, e segundo um plano
anual de auditorias internas que considera a situação e a importância dos
processos e áreas a serem auditadas, bem como os resultados de auditorias
anteriores.
Estas auditorias tem por finalidade verificar se as atividades do Sistema de
Gestão da Qualidade estão em conformidade com o planejado, se estão
mantidas e implementadas eficazmente.
Ao final das auditorias, seus resultados são oficialmente transmitidos aos
responsáveis das áreas auditadas, para que as ações corretivas sejam tomadas
em prazos previamente combinados.
A área da Qualidade acompanhará o processo para verificar o correto
cumprimento do ciclo de ação corretiva.

8.2.3 Medição e Monitoramento dos Processos

O processo produtivo é monitorado por variáveis determinadas à cada etapa


da produção e consecução final do produto o que ocorre de forma contínua.
As variáveis e as faixas de controle são definidas no “Procedimento de
Produção”.
A medição dos demais processos do Sistema de Gestão da Qualidade estão
definidos na descrição dos processos na documentação da intranet e são
acompanhados através de relatórios e resultados de metas.
Os dados oriundos da medição dos processos são utilizados para definição de
ações corretivas.

8.2.4 Medição e Monitoramento de Produto

O produto, na etapa de processamento é monitorado através da caracterização


dos parâmetros específicos que atendem aos requisitos especificados de
produto.
Os produtos são inspecionados e ensaiados de acordo com requisitos
estabelecidos no “Plano de Inspeção e Aprovação de Produto”, onde são
estabelecidos os critérios de aceitação e os padrões de amostragem.
Os produtos não são liberados até que todas as inspeções planejadas sejam
satisfatoriamente finalizadas, salvo autorização da área de Desenvolvimento
de Produto / Assistência Técnica ou cliente.
Os registros das inspeções e ensaios indicando as pessoas responsáveis pela
liberação do produto são mantidos.

8.3 Controle de Produto Não–Conforme


As diversas áreas são responsáveis pela análise e controle dos produtos não
conformes notificando as demais áreas envolvidas.
Produtos não conformes são identificados,segregados e controlados de forma
apropriada nas várias etapas do processo como definido na instrução
“Controle de Produto Não - Conforme” .
Produto final não conforme pode ser reclassificado conforme práticas
definidas no “Procedimento de Produção”.
Os produtos não - conformes são registrados nas SAC´s (Solicitação de Ação
Corretiva).
Estes registros são devidamente mantidos.

8.4 Análise de Dados


Dados são coletados e analisados nas diversas áreas para determinação da
adequação e eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade.
Os relatórios gerenciais das áreas de Produção, Qualidade e Serviços Técnicos
são os registros apropriados.
A análise do desempenho é feita pela avaliação permanente desses dados
individualmente pelas áreas e coletivamente em reuniões específicas da
Diretoria e análise final pelo Comitê Executivo.

8.5 Melhoria
8.5.1 Planejamento para Melhoria Contínua

A empresa planeja e gerencia seus processos estabelecendo a prática da


melhoria contínua nas seguintes condições:
* Estabelecimento de metas desafiadoras sobre os desempenho já obtidos
através de indicadores mensuráveis.
Estas metas são encontradas nos sistemas de Avaliação do Desempenho e
Indicadores definidos pelo Comitê Executivo da Qualidade.
* Estabelecimento de projetos especiais identificados em:
    - Análise do Desempenho do Sistema de Gestão da Qualidade
    - Resultado de dados de desempenho dos processos
    - Ações Corretivas e Ações Preventivas
    - Análise crítica pela Administração.
* Programa de Sugestão de Melhoria

8.5.2 Ação Corretiva

As ações corretivas são tomadas para eliminar as causas de não


conformidades com a magnitude que o problema requer.
A aplicação da ação corretiva é orientada pela “Instrução de Ação Corretiva e
Ação Preventiva"
Os registros das ações tomadas são devidamente mantidos.

8.5.3 Ação Preventiva

As ações preventivas são identificadas e as causas potenciais de não


conformidades são tratadas e registradas de forma que o fato não se
materialize.
A “Instrução de Ação Corretiva e Preventiva” define a sistemática adotada.

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