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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

DIANA PACHECO

GEISY LOPES

LARISSA PEREIRA

CALOR DE DISSOLUÇÃO

ITACOATIARA/AM

2021
DIANA PACHECO

GEISY LOPES

LARISSA PEREIRA

CALOR DE DISSOLUÇÃO

Relatório apresentado à disciplina de


Físico- Química Experimental do curso
de Licenciatura em Ciências: Química e
Biologia da Universidade Federal do
Amazonas, Instituto de Ciências Exatas
e Tecnologia, como requisito parcial
para a obtenção de notas.

Docente: ELSON ALMEIDA DE SOUZA

ITACOATIARA/AM

2021
RESUMO

O calor de dissolução representa a variação de entalpia que resulta da formação de uma


solução de concentração especificada. Esta variação de entalpia é verificada através da
liberação ou absorção de calor, sendo chamada exotérmica quando há liberação de calor e
endotérmica quando ocorre absorção de calor. Para determinar o calor de dissolução do
ácido benzóico a partir das medidas de sua solubilidade em solução aquosa a diferentes
temperaturas sendo elas em torno de 25°, 35° e 45°C, foi utilizado nas duas primeiras
temperaturas mais baixas uma titulação de base na concentração de 0,5 mol/litro e na
última temperatura utilizando uma base 0,1 mol/ litro, onde obteve-se uma média de
volume de 12,95 na primeira titulação; 17,3 na segunda e 11,7 na terceira, havendo um
intervalo de 10° graus entre cada temperatura. Completa a ionização do ácido benzoico,
foi possível calcular a concentração das soluções de ácido benzoico geradas após a
dissolução. Onde a 25°C, M1= 0,03238, a 35°C, M1= 0,04325 e a 45°, M1= 0,0585.
Com essas molaridades, pode-se calcular a massa do ácido benzoico que foi dissolvida
em cada um dos casos, em 25°C, Mm= 0,03238 x 122,12 x 0,1 = 0,395, em 35°C, Mm=
0,04325 x 122,12 x 0,1 = 0,528 e em 45°C, Mm= 0,0585 x 122,12 x 0,1 = 0,714. Com
base nesses dados pode-se calcular o calor de dissolução a partir da inclinação do
gráfico logS x 1/T, onde foi possível observar que a reta é decrescente, tendo um valor
negativo de – 1892,9. Com a inclinação da reta foi possível calcular o calor de
dissolução do ácido benzoico, sendo este, ∆ Hdissol = 15.737, 5706 J/mol ou 15, 74
KJ/mol. Através do experimento executado mediante a conhecimentos prévios e
teóricos, foi possível medir o calor de dissolução do ácido benzóico.

Palavra-chave: termoquímica, calor de dissolução, variação de entalpia.


SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 6

PARTE EXPERIMENTAL ........................................................................................... 7

RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................. 8

CONCLUSÃO............................................................................................................... 12

REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 12
ILUSTRAÇÕES

Tabela 1- Dados obtidos no experimento.........................................................................8

Tabela 2- Dados obtidos no experimento.....................................................................10

Tabela 3- Dados obtidos no experimento....................................................................10

Gráfico 1- log S x 1/T....................................................................................................11


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INTRODUÇÃO

Para estudar o calor que é absorvido ou liberado nas reações químicas emprega-
se a termodinâmica, que faz parte de um ramo da termoquímica, pois suas reações
acontecem em um sistema, reações estas que induzem a troca de energia do mesmo com
sua vizinhança. O processo que libera calor denomina-se exotérmico enquanto que o
processo que absorve calor denomina-se endotérmico, e isso em forma quantitativa
significa que a entalpia pode aumentar ou diminuir de acordo com cada processo, isto é,
no primeiro processo citado anteriormente, á pressão contaste, a entalpia é negativa e
ocorre o inverso quando o calor é absorvido, a entalpia é positiva. (ATKINS; DE
PAULA, 2008, p. 44).

Essas reações são representadas em forma de equações termoquímicas que não são
comuns, pois apresentam temperatura, pressão e variação de entalpia assim essas reações
dependeram da natureza dos reagentes e produtos (UFMA, 2020). É fato que a
termoquímica está ligada a diversos fatores como troca de energia onde ocorrem
transformações que podem ser misturas, transições de fases, reações químicas, e tudo isso
inclui cálculos de grandezas tais como a capacidade térmica, o calor de combustão, o
calor de formação, a entalpia e a energia livre e calor de dissolução (PELLING, 2012, p.
3).

Nesse sentido, UFMA (2020) ressalta ainda que o calor de dissolução é a


variação de entalpia analisada quando se diluí 1 mol de soluto em solvente até que os
mesmos formem a concentração de solução desejada. Dessa forma pode-se representar a
dissolução de soluto que compõe uma solução saturada da seguinte forma:

Para se obter um resultado mais preciso é necessário produzir um gráfico gerado


a parti da solubilidade determinada em diferentes temperaturas dessa forma, pode-se
calcular o calor de dissolução devido ao coeficiente angular da reta (UFMA 2020).
Diante disso, esse relatório teve como objetivo determinar o calor de dissolução do
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ácido benzóico a partir das medidas de sua solubilidade em solução aquosa a diferentes
temperaturas.

PARTE EXPERIMENTAL

Materiais

4 Erlenmeyers de125 mL

1 Termômetro

1 Pipeta volumétrica de 20 mL

1 Bureta de 25 ou 50 mL

1 Proveta de 100 mL

1 Béquer de 500 mL

Chapa aquecedora

Balões volumétricos de 250 mL

Bastão de vidro Termostato

Reagentes

250 mL de solução NaOH (KOH) 0,1 N

500 mL de solução NaOH (KOH) 0,05 N

Ácido Benzóico p.a.

Fenolftaleína

Procedimento Experimental

Colocou-se 2 g de ácido benzóico (p.a.) em um dos Erlenmeyer. Em seguida,


adicionou-se 100 mL de água destilada e quente, em torno de 70°C. Posteriormente
mergulhou-se o Erlenmeyer com a solução no termostato a 25°C. Aguardou-se até que o
equilíbrio térmico fosse atingido (o tempo da ordem foi de 10 minutos, se a solução
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fosse agitada periodicamente). Em seguida deixou-se o sólido em repouso. Pipetou-se


20 mL do sobrenadante (esta operação foi rápida; não permitindo o ingresso voluntário
de partículas sólidas dentro da pipeta; para prevenir a cristalização do ácido no interior
da pipeta, esta estava numa temperatura ligeiramente acima da temperatura da solução).
Em seguida transferiu-se a amostra a outro Erlenmeyer (qualquer ácido benzóico
cristalizado dentro da pipeta foi levado para dentro do Erlenmeyer com água quente).
Dando continuidade, titulou-se a amostra com uma solução padronizada de hidróxido de
sódio 0,05 N (padronizada). Utilizou-se a fenolftaleína como indicador.

Repetiu-se o procedimento anterior com o termostato a 35 e 45°C. As amostras


da solução de ácido benzóico a alta temperatura (45°C) foram tituladas com hidróxido
de sódio 0,1 M (padronizada).

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Ao titular as soluções de ácido benzóico oriundas da dissolução do material em água em


diferentes temperaturas, em torno de 25° graus, 35° e por último 45°, havendo um
intervalo de 10° graus entre cada temperatura. Utilizando nas duas primeiras
temperaturas mais baixas uma titulação de base na concentração de 0,5 mol/litro e na
última temperatura utilizando uma base 0,1 mol/ litro obteve-se uma média de volume
de 12,95 na primeira titulação, 17,3 na segunda e 11,7 na terceira, como descrito na
tabela a seguir:

Tabela 1- Dados obtidos no experimento

T(C) Conc. Da Volume gasto Média do


Base (mol/l) da base (ml) volume
25 0,05 13/12,9 12,95
35 0,05 17,5/17,1 17,3
45 0.01 12/11,4 11,7
Fonte: Próprio autor (2021).

Com base nos dados, assumindo uma completa ionização do ácido benzóico,
foi possível calcular a concentração das soluções de ácido benzóico geradas após a
dissolução.

M1 . V1=M2 . V2
9

M1 . 20=0,05 . 12,95

20 M1= 0,6475

M1= 0,03238#

M1 . V1=M2 . V2

M1 . 20=0,05 . 17,3

M1 20= 0,865

M1= 0,04325#

M1 . V1=M2 . V2

M1 . 20=0,1 . 11,17

M1 20= 1,17

M1= 0,0585#

Através dos cálculos desenvolvidos, foi possível constatar que houve um


aumento de concentração, a cada temperatura, deste modo, fazendo o ácido benzóico ser
dissolvido ainda mais, como esperado e visto na literatura.

Tendo em vista essas molaridades, pode-se calcular a massa do ácido benzóico


que foi dissolvida em cada um dos casos a partir das seguintes expressões:

M= m mm.V →m=M . mm .V

Mm= 0,03238 x 122,12 x 0,1 = 0,395

Mm= 0,04325 x 122,12 x 0,1 = 0,528

Mm= 0,0585 x 122,12 x 0,1 = 0,714


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Através dos cálculos desenvolvidos, foi possível ver uma certa coerência no
resultado, pois na massa dissolvida, se houver um aumento na temperatura haverá
também um aumento na solubilidade.

A partir das massas que foram dissolvidas, foi possível obter os dados descritos
na tabela a seguir:

Tabela 2- Dados obtidos no experimento

T(C) Conc. Da Volume Média do Conc. Massa


dissolvida em
Base (mol/l) gasto da volume (ml) ácido
100 g de água
base (ml) (mol/l)
25 0,05 13/12,95 12,95 0,032 0,395
35 0,05 17,5/17,1 17,3 0.043 0,528
45 0.01 12/11,4 11,7 0,058 0,714
Fonte: Próprio autor (2021).

Temperatura

T/K

273, 15 + 25 = 298,15

1/298,15 = 0,0034

1/308,15 = 0,0032

1/318,15 = 0,0031

Com base nesses dados pode-se calcular o calor de dissolução a partir da


inclinação do gráfico logS x 1/T cujos dados estão explanados na tabela 3 que antecede
o gráfico em questão:

Tabela 3- Dados obtidos no experimento

T (C) 1/T (K) S(g 1000g de água) InS


25 0,0034 0,395 -0,93
35 0,0032 0,528 -0,64
45 0,0714 0,714 -0,34
Fonte: Próprio autor (2021).
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Gráfico 1- log S x 1/T

LogS x 1/T
0,00345

0,0034

0,00335 y = -0,0002x + 0,0035

0,0033

0,00325

0,0032

0,00315

0,0031

0,00305
-0,93 -0,64 -0,34

Fonte: Próprio autor (2021).

Através do gráfico foi possível observar que a reta é decrescente, tendo um


valor negativo de – 1892,9. Tendo em vista a inclinação da reta é possível calcular o
calor de dissolução do ácido benzóico:

dlnS / d(1/T) = −∆ Hdissol / R

- 1892,9 = ∆ Hdissol / 8, 314

∆ Hdissol = 1892,9 x 8,314

∆ Hdissol = 15.737, 5706 J/mol ou 15, 74 KJ/mol

O valor encontrado para a entalpia de dissolução mostra-se um processo


endotérmico, com absorção de calor e com diminuição da temperatura, pois obteve-se
um processo com resultado maior que zero, ao ser comparado com o valor relatado na
literatura que corresponde a 30,26 KJ/mol, apresentou um desvio de 14, 52 KJ/mol,
sendo um valor não tão próximo do esperado, porém sendo coerente com o que se
esperar deste experimento.
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CONCLUSÃO

Através do experimento executado mediante a conhecimentos prévios e


teóricos, foi possível medir o calor de dissolução do ácido benzóico na qual seu
resultado mostrou-se satisfatório, em que apesar de distante do valor encontrado na
literatura, mostrou-se um resultado coerente ao que era esperado, o que também
comprovou que o experimento foi realizado de maneira correta.

REFERÊNCIAS

Atkins, P. W. Físico-Química. 6ª ed. vol. 1. Editora LTC. Rio de Janeiro, 2001.

Atkins, P. W.; JONES, L. Princípios de Química. 3ª ed. Editora Bookman. São Paulo,
2006.

ATKINS, P.W.; PAULA, J. Físico-Química. 8ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

HALLIDAY, D. & RESNICK, R. Fundamentos da Física 2. 8ª edição.

PELLING, S. Introdução à calorimetria. Determinação de calor de neutralização


(reação ácido-base) e calor de dissolução de sólidos. Verificação experimental da
lei de Hess. Relatório de Físico-Química Experimental I. Universidade do Vale do
Paraíba. São José do Campo- SP, 2012.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ. Calor de dissolução. Relatório de


Físico-Química Experimental – 518/03.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Calor de dissolução. Relatório de


Físico-Química Experimental. Maranhão, 2020.

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