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CEFET/RJ - UnED Itaguaí

Monitoria de Cálculo Vetorial


Monitor: Rafael Pereira Coelho - 2020.1

Lista de Campos Vetoriais

Determine se F é ou não um campo vetorial conservativo. Se for, determine uma


função f tal que F= ∇f .

1) F (x, y) = (− 9y + y³) i + (− 9x + x³) j

Um critério muito útil para determinarmos se um campo vetorial é não conservativo é


verificar se a derivada da componente i em relação a y é diferente da derivada da
componente j em relação a x. Em outras palavras, considerando o campo vetorial
F (x, y ) = P i + Q j , devemos comparar se Qx = P y .

Qx = d(− 9x + x³)/dx = − 9 + 3x²


P y = d(− 9y + y ³)/dy = − 9 + 3y²

Como Qx ≠ P y, podemos afirmar que o campo vetorial é não conservativo.

O que o artifício "Qx = P y"


nos fornece é se há micro-rotações
no campo vetorial. Quando Qx é
diferente de Py, há micro-rotações
no campo vetorial. Observe o campo
vetorial dessa questão na FIGURA
ao lado, plotado com o software
Wolfram Mathematica. Pode-se
observar que existem rotações no
campo vetorial que podem
influenciar no resultado da integral
de linha dependendo do caminho
que se opte atravessar. Se
adotarmos o sentido traçado na
figura acima, a integral terá um valor
(como se o campo estivesse
acelerando uma partícula), mas se
adotarmos o sentido contrário, será
um valor completamente diferente
(pois o campo estaria freando a
partícula).
Se o campo vetorial for conservativo, não importa o caminho adotado, o resultado da
integral de linha sempre será f (b) − f (a), e no caso de uma curva fechada, b =a, logo o
resultado é Zero. Esta propriedade se chama independência de caminho.
2) F (x, y) = (2x − 3y) i + (− 3x + 4y − 8) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(− 3x + 4y − 8)/dx = − 3;
P y = d(2x − 3y)/dy = − 3

Como Qx = P y e F (x, y ) é um
campo vetorial em D, que é uma
região aberta simplesmente conexa
(Sem buracos), então o campo
vetorial é conservativo.

Também podemos provar que


um campo vetorial é conservativo
pelo Teorema de Green. O teorema
de Green diz que uma integral de
linha cujo caminho é uma curva
fechada C, pode ser transformada em
uma integral dupla, onde a região
integrada é D ​(sem buracos) que fica
dentro de C, ou seja:

∫ F .dr = ∫ ∫ (Qx − P y) dx dy
c D

Se Qx − P y = 0, a integral
desta curva fechada é igual a zero. E
como em campos vetoriais conservativos a integral de uma curva fechada é zero, podemos
afirmar que o campo vetorial em questão é conservativo, ou seja:

∫ F .dr = ∫ ∫ 0 dx dy = 0 , logo o campo vetorial é conservativo.


C D

Podemos observar na FIGURA acima que de fato não existem rotações no campo
vetorial.

Para encontrar a função f , fazemos o seguinte:

F (x, y ) = (2x − 3y) i + (− 3x + 4y − 8) j

F = ∇f ⇒ ∫ F = ∫ ∇f ⇒ f = ∫F

Da parte i de F(x,y):

d[f (x, y )]/dx = f x(x, y ) = (2x − 3y) ⇒ ∫ f x(x, y ) dx = x² − 3yx + g (y) = f (x, y ) ⇒

⇒ d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) =− 3x + g ′(y)

Da parte j de F(x,y):
d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = (− 3x + 4y − 8)

Logo,

− 3x + g ′(y) = − 3x + 4y − 8 ⇒ g ′(y) = 4y − 8 ⇒ ∫ g ′(y) dy = 2y² − 8y + C T E = g (y)

Com isso, a função potencial de F é:


f (x, y ) = x² − 3yx + g (y) ⇒ f (x, y ) = x² − 3yx + 2y² − 8y + C T E

3) F (x, y) = (ex Cos y) i + (ex Sen y) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(ex Sen y)/dx = ex Sen y;
P y = d(ex Cos y)/dy = − ex Sen y.

Como Qx ≠ P y, podemos afirmar que o campo vetorial é não conservativo.

É possível observar na FIGURA abaixo que de fato existem rotações dentro deste
campo vetorial.
4) F (x, y) = (ex Sen y) i + (ex Cos y) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(ex Cos y)/dx = ex Cos y;
P y = d(ex Sen y)/dy = ex Cos y.

Como Qx = P y e F (x, y ) é um
campo vetorial em D, que é uma região
aberta simplesmente conexa (Sem
buracos), então o campo vetorial é
conservativo.

É possível observar na FIGURA


ao lado que de fato não existem
rotações dentro deste campo vetorial.

Para encontrar a função f ,


fazemos o seguinte:

F (x, y ) = (ex Sen y) i + (ex Cos y) j


F = ∇f

⇒ ∫ F = ∫ ∇f ⇒ f = ∫F

Da parte i de F(x,y):

d[f (x, y )]/dx = f x(x, y ) = (ex Sen y) ⇒ ∫ f x(x, y ) dx = ex Sen y + g (y) = f (x, y ) ⇒

⇒ d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = ex Cos y + g ′(y)

Da parte j de F(x,y):

d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = (ex Cos y)

Logo,

ex Cos y + g ′(y) = ex Cos y ⇒ g ′(y) = 0 ⇒ ∫ g ′(y) dy = C T E = g (y)

Com isso, a função potencial de F é:


f (x, y ) = ex Sen y + g (y) ⇒ f (x, y ) = ex Sen y + C T E
5) F (x, y) = (3x² − 2y²) i + (4xy + 3) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(4xy + 3)/dx = 4y;
P y = d(3x² − 2y²)/dy = − 4y.

Como Qx ≠ P y, podemos afirmar que o campo vetorial é não conservativo.

É possível observar na FIGURA abaixo que existem rotações dentro deste campo
vetorial.

6) F (x, y) = (yex + S en y) i + (ex + x Cos y) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(ex + x Cos y)/dx = ex + C os y;
P y = d(yex + S en y)/dy = ex + C os y.

Como Qx = P y e F (x, y ) é um campo vetorial em D, que é uma região aberta


simplesmente conexa (Sem buracos), então o campo vetorial é conservativo.

É possível observar na FIGURA abaixo que de fato não existem rotações dentro
deste campo vetorial.
Para encontrar a função f , fazemos o seguinte:

F (x, y ) = (yex + S en y) i + (ex + x Cos y) j

F = ∇f ⇒ ∫ F = ∫ ∇f ⇒ f = ∫F

Da parte i de F(x,y):

d[f (x, y )]/dx = f x(x, y ) = (yex + S en y) ⇒ ∫ f x(x, y ) dx = yex + x Sen y + g (y) = f (x, y ) ⇒

⇒ d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = ex + x Cos y + g ′(y)

Da parte j de F(x,y):
d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = (ex + x Cos y)

Logo,

ex + x Cos y + g ′(y) = ex + x Cos y ⇒ g ′(y) = 0 ⇒ ∫ g ′(y) dy = C T E = g (y)

Com isso, a função potencial de F é:


f (x, y ) = yex + x Sen y + g (y) ⇒ f (x, y ) = yex + x Sen y + C T E
7) F (x, y) = (xy Cos xy + Sen xy) i + (x² Cos xy) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(x² Cos xy)/dx = 2x Cos xy + x² * (− S en xy) * y = 2x Cos xy − yx² Sen xy;
P y = d(yex + S en y)/dy = x Cos xy + xy * (− S en xy) * x + (Cos xy) * x
P y = 2x Cos xy − y x² Sen xy

Como Qx = P y e F (x, y ) é
um campo vetorial em D, que é
uma região aberta simplesmente
conexa (Sem buracos), então o
campo vetorial é conservativo.

É possível observar na
FIGURA ao lado que de fato não
existem rotações dentro deste
campo vetorial.

Para encontrar a função


f , fazemos o seguinte:

F (x, y ) = (xy Cos xy + Sen xy) i + (x² Cos xy) j

F = ∇f ⇒ ∫ F = ∫ ∇f ⇒ f = ∫F

Da parte i de F(x,y):

d[f (x, y )]/dx = f x(x, y ) = (xy Cos xy + Sen xy) ⇒ ∫ f x(x, y ) dx = x Sen xy + g (y) = f (x, y ) ⇒

⇒ d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = x² Cos xy + g ′(y)

Da parte j de F(x,y):
d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = (x² Cos xy)

Logo,

x² Cos xy + g ′(y) = x² Cos xy ⇒ g ′(y) = 0 ⇒ ∫ g ′(y) dy = CT E = g (y)

Com isso, a função potencial de F é:


f (x, y ) = x Sen xy + g (y) ⇒ f (x, y ) = x Sen xy + C T E
8) F (x, y) = (ln y + 2xy³) i + (3x²y² + x/y) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(3x²y² + x/y)/dx = 6xy² + 1/y;
P y = d(ln y + 2xy³)/dy = 6xy² + 1/y.

Como Qx = P y e F (x, y ) é um
campo vetorial em D onde
{(x, y) | y > 0} , que é uma região
aberta simplesmente conexa (Sem
buracos), então o campo vetorial é
conservativo.

É possível observar na
FIGURA ao lado que de fato não
existem rotações dentro deste campo
vetorial.

Para encontrar a função f ,


fazemos o seguinte:

F (x, y ) = (ln y + 2xy³) i + (3x²y² + x/y) j

F = ∇f ⇒ ∫ F = ∫ ∇f ⇒ f = ∫F

Da parte i de F(x,y):

d[f (x, y )]/dx = f x(x, y ) = (ln y + 2xy³) ⇒ ∫ f x(x, y ) dx = x²y³ + x ln y + g (y) = f (x, y ) ⇒

⇒ d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = 3x²y² + x/y + g ′(y)

Da parte j de F(x,y):
d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = (3x²y² + x/y)

Logo,

3x²y² + x/y + g ′(y) = 3x²y² + x/y ⇒ g ′(y) = 0 ⇒ ∫ g ′(y) dy = CT E = g (y)

Com isso, a função potencial de F é:


f (x, y ) = x²y³ + x ln y + g (y) ⇒ f (x, y ) = x²y³ + x ln y + C T E
9) F (x, y) = (xy Cosh xy + Senh xy) i + (x² Cosh xy) j

Verificando se Qx = P y :
Qx = d(x² Cosh xy)/dx = 2x Cosh xy + x²y Senh xy;
P y = d(xy Cosh xy + Senh xy)/dy = 2x Cosh xy + x²y Senh xy.

Como Qx = P y e F (x, y ) é um
campo vetorial em D, que é uma região
aberta simplesmente conexa (Sem
buracos), então o campo vetorial é
conservativo.

É possível observar na FIGURA


ao lado que de fato não existem
rotações dentro deste campo vetorial.

Para encontrar a função f ,


fazemos o seguinte:

F (x, y ) = (xy Cosh xy + Senh xy) i + (x² Cosh xy) j

F = ∇f ⇒ ∫ F = ∫ ∇f ⇒ f = ∫F

Da parte i de F(x,y):

d[f (x, y )]/dx = f x(x, y ) = (xy Cosh xy + Senh xy) ⇒ ∫ f x(x, y ) dx = x Senh xy + g (y) = f (x, y ) ⇒

⇒ d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = x² Cosh xy + g ′(y)

Da parte j de F(x,y):
d[f (x, y )]/dy = f y(x, y ) = (x² Cosh xy)

Logo,

x² Cosh xy + g ′(y) = x² Cosh xy ⇒ g ′(y) = 0 ⇒ ∫ g ′(y) dy = CT E = g (y)

Com isso, a função potencial de F é:


f (x, y ) = x Senh xy + g (y) ⇒ f (x, y ) = x Senh xy + C T E

Referências Bibliográficas:
Stewart, J - Cálculo: Volume 2 - 6ª Edição - Seção 16.3
https://math.stackexchange.com/questions/2886673/visualising-the-difference-betwe
en-scalar-and-vector-fields

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