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EVANGELIZAR É A MISSÃO SUPREMA QUE CRISTO CONFIOU À IGREJA

Evangelização é a ação de evangelizar, que consiste em levar os perdidos a


Jesus, para serem salvos por ELE.

É falar da Salvação em Cristo.


É publicar a Salvação.
É proclamar o louvor do Senhor.
É empenhar-se apaixonadamente na propagação do Evangelho.

Veja Lc 4.18; At 8.25, 40; Ef 2.17; I Pe 1.25

I – A GRANDE NECESSIDADE DA EVANGELIZAÇÃO


Falando de necessidade de evangelização temos que reconhecer que ainda
estamos marcando passos. Certa estatística nos informa que “em 1850 cinco
cristãos levavam um ano para conduzir uma alma a Cristo. Em 1900 eram
precisos quatorze Cristãos para fazê-lo em um ano. Em 1919 já levavam vinte e
um crentes e hoje levam 33 cristãos um ano todo para conduzir uma alma a
Cristo. O que está acontecendo? Onde estão os “pescadores de homens?”. É
hora de assumir o nosso compromisso e avançarmos na pregação do evangelho.
Esta é uma missão de toda Igreja que só se realizará se todos puserem as mãos à
obra.
O quadro de hoje é ainda o mesmo que Joel falou “multidões no vale da
decisão”. (Joel 3:14). A responsabilidade de apontar qual o caminho a seguir é
de toda a Igreja.
Outro quadro que Joel viu foi à seara madura, pronta para colheita. Este quadro
é também a realidade hodierna, quem irá colher?
As palavras do Senhor Jesus foram: “A seara é realmente grande…”( Mt. 9:37).
Isto Jesus falou tendo percorrido todas as cidades e aldeias e vendo as
multidões, compadeceu-se delas, pois andavam cansadas, abatidas como
ovelhas que não tem pastor ( Mt. 9:35a.36 ). Certamente Jesus diria e sentiria o
mesmo hoje, porém, é nossa a responsabilidade hoje assim ele nos falou: “assim
como o Pai me enviou, eu vos envio”– Jo 20:21

II – DEFINIÇÕES
Para uma compreensão básica sobre Evangelismo, temos que percorrer com
uma conceituação de “Evangelho” e “Evangelização” para depois formularmos
um entendimento plausível sobre “Evangelismo”.
Evangelho – ocorre 72 x no Novo Testamento, sendo 54 x estão nos escritos de
Paulo.
Este termo origina do grego “euanguélion” e no latim “evangelium”, tem o
mesmo sentido.
No N.T. a palavra “Evangelho” é sempre empregada no sentido de Cristo
confiada aos apóstolos.
– Significa Boas Novas ( Mc 1.1 ; 1.15 )
O Evangelho foi pregado, primeiramente por Jesus ( Mt. 4.23 ; 11. 5 ; Mc. 1.14 ;
Lc 4.18 ; 7.22 ) e depois pelos apóstolos ( At. 16. 10 ; Rm 2. 15 ; 1.16 ; 1Co 9.16 ), e
também pelos que criam Atos 8.25. A mensagem recebeu vários nomes:
Evangelho de Deus: Rm 1.1,5 ; I Tm 1.11 ; Evangelho de Cristo: Mc 1.1 ; Rm
15.19; I Co 9.12-18 ; Gl 1.17 ; “Evangelho da Graça de Deus”. At. 20.24
“Evangelho Eterno”. Ap 14.6; “Evangelho da Paz”, Ef 6.15; “Evangelho do
Reino”. Mt 4.23; 24.14; “Evangelho da Vossa Salvação” Ef. 1.13; e o termo foi
também aplicado aos escritos que registraram os feitos e os ensinos de Jesus.

No N.T. o Evangelho tem um conteúdo definido.


É uma mensagem que se pode “pregar” (Mt 4.23; 9.35; 24.14).
“Testificar” (At. 20.24);
“Proclamar” (II Co 11.7; Gl 1.11
“Dar a conhecer” (Ef. 6.12)
“Anunciar” (I Ts 2.2)
“Ao mesmo tempo ouvir” ( Ef. 1.13; Cl 1.23)
“Crer” (Mc 1.15
“Receber” (I Co 15.1)
O seu conteúdo é tão definido que Paulo afirma em termos inequívocos que
além do Evangelho que ele prega não há outro Evangelho ( Gl 1.6-9 ).

– Evangelização – em última análise é a ação de evangelizar. A palavra


evangelizar ocorre 52 x no N.T.; incluindo 25x nos escritos de Paulo. Pode-se
dizer que evangelização é a ação de comunicar o Evangelho, visando levar
perdidos a Jesus para que sejam salvos.

– Evangelismo – não se encontra no N.T., naturalmente ela torna possível a ação


de evangelizar. A partícula “ismo” denota sistema, assim, antes de mais nada,
evangelismo envolve os princípios, os métodos, as estratégias, as técnicas
empregadas na ação de evangelização. O Evangelismo dá a evangelização as
condições para que ela atinja os seus objetivos.

III – VISÃO PANORÂMICA DO V.T. – EVANGELISMO

3.1. Desde o início, Deus relata ao homem as consequências da sua


desobediência acompanhada com a sua própria providência para a restauração
de toda a criatura humana caída.

3.1.1. A queda do homem e suas consequências (Gn 3.9). A iniciativa de Deus em


busca do Caído, “onde estás?”

3.1.2 A providência divina da redenção (Gn. 3.15; Is 7.14). Este versículo contém a 1ª


promessa implícita do plano de Deus para a redenção do mundo, Prediz a
vitória final da raça e de Deus contra satanás e o mal.

3.1.3. A providência de Deus para vesti-los (morte de um animal, derramamento de


sangue) Gn 3.21. A tentativa feita pelo homem de cobrir-se com folhas (vs. 7), era tão
inadequada como desejo de desculpar-se pelo pecado. A provisão Deus,
fazendo-lhes vestimentas de peles, é o primeiro vestígio de exigência divina de
uma vítima sacrificial que ofereça uma cobertura ( propiciação ) capaz de
promover a reconciliação.
3.1.4. A promessa da bênção para todas nações ( Gn 12.3 ). Esta é a segunda profecia
das Escrituras sobre a vinda de Jesus Cristo a este mundo. O Texto fala de uma
benção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara
que esta bênção se refere ao Evangelho de Cristo, oferecido a todas as nações.
( Gl 3.8,14,16)

3.1.5. As promessas messiânicas:

a) Profecia do nascimento de Cristo ( Is,7.14 )

b) Promessa para Israel e todo o povo ( Is. 9.2-7 ). Isaías fala de um libertador
vindouro que, um dia, guiara o povo de Deus à alegria, à paz, à retidão e a
justiça. Essa pessoa é o Messias – Jesus Cristo, o filho de Deus. Esta pessoa
revela várias verdades importantes:
→Traria a luz da salvação e da esperança ( Is. 9.2; 42.6; 49.6 )
→Aumentaria o número do povo de Deus, sobretudo pela admissão dos
gentios à família da fé ( Is. 9.3; At. 15.13 – 18 ).
→Traria a paz pelo livramento do seu povo do jugo da opressão e pela derrota
de seus inimigos ( Is. 9.4,5 )
→O Messias viria da nação de Israel e seria chamado Maravilhoso (Is.9.6 )
→Reinaria sobre o povo de Deus para sempre ( Is. 9.7 conferir com II Sm 7.16 )

3.1.6 Retrato da promessa cumprida ( Is. 53.11 ).

3.1.7 Salvação através do Evangelho vitorioso de Cristo ( Is. 53.11 ). O


sofrimento de Cristo ( O Messias ) cumpriria o propósito de Deus e resultaria na
salvação para os “muitos” que crerem.

IV – PANORAMA DO EVANGELISMO NO N.T.


AS boas notícias messiânicas começaram com o precursor João Batista, ele
exortava o povo e lhe pregava as boas novas.
As boas novas começam com seu chamado ao arrependimento e o anúncio do
advento do reino, na verdade, sua história é o começo do Evangelho.
“A profecia encarnada é cumprida”

4-1 – O precursor do Messias:


→João Bastista ( Lc. 1.8 – 17; Jo 1.19-28 )
→O verbo se fez carne ( Jo 1.1-11)
→O reino de Deus está na terra ( Mc 1.14-16 )
→O véu rasgou – se, ressurreição ( Lc 24.1-3 ). Tema Central

4-2 – Jesus e seus discípulos:


→Missão – Ir por todo o mundo ( Mc 16.15 )
→A promessa de Atos 1.8.

Biblicamente este trabalho é descrito como:


1. Uma ordem de Jesus ( Mt. 28. 19, 20; Mc. 16. 15-18 ).
O Senhor nos ordenou pregar o evangelho, Ele quer que sua mensagem atinja
a:
→toda a criatura ( Mc. 16. 15 )
→todas as nações ( Mt. 28. 19 )
→todo o mundo ( Mc. 16. 15 )
→todas as aldeias ( Mt. 9. 15 )
→todo o lugar ( At. 17. 10 )

Ele “amou o mundo” ( Jo 3. 16 )


Quer que “… os homens de toda tribo, língua, ( Ap. 5. 9 ) “… venham a
arrepender-se” ( II Pe. 3.19 ) “… Se salvem e venham ao conhecimento” ( I Tm
2. 4 )
Todos os crentes, sem exceção, receberam esta incumbência do Senhor” ( I Pe. 2.
9 ; Mt. 10. 8 )

2. É um dever : Como todo dever tem suas implicações, tipo privilégio e


responsabilidades assim podemos descreve-los.
· “ Me é imposta esta obrigação ( I co 9. 16 )
· “ Pregues a Palavra “dever” ( II Tm 4. 1,2 )
· “… cooperando com eles o Senhor” Privilégio ( Mc. 16. 20 )
· “… Se tu não falares” responsabilidade ( Ez. 33. 8 )
· “ … Os que semeiam” desafio ( Sl 126. 5,6 )

3. É uma prova que somos diferentes “… o amor de Deus está derramado em


nossos corações” ( Rm. 5. 5 )
Nos leva a ter amor pelos perdidos ( Rm. 9. 1-3 ). Colocar em riscos nossas vidas
( At. 20. 23,24 )
Jesus – exemplo ( Jo 10. 15,17 )
Queremos que os outros conheçam a Jesus
Exemplos:
· Mulher Samaritana ( Jo. 4. 29 )
· Zaqueu ( interesse pelo próximo) Lc. 19. 8,9
· André ( seu irmão Pedro ) Jo 1. 41,42
· Felipe ( anunciou a Natanael ) Jo 1, 45
· O leproso ( Mc. 1. 44,45 )

4 – Situação em que o mundo se encontra e as oportunidades que temos para


falar

4 -1- O mundo jaz no maligno ( I Jo . 5 . 19 )

4 – 2 – Os pecadores estão entregues a um sentimento perverso, para fazerem


coisas que não convém (Rm 1:28)

4 – 3 – O pecador está preso nos “laços do diabo’’ (II Tm 2:26)

4 – 4 – Como crerão se não há quem pregue? (Rm 10:14)


5 – E ouvindo a Palavra de Deus que o pecador tem condições de crer, pois “a fé
vem pelo ouvir, e ouvir pela Palavra de Deus” ( Rm. 10. 17 ). As vezes, o
pecador até possui uma Bíblia, mas é necessário que alguém lhe explique.
Exemplos:
· Eunuco ( At. 8. 27-33 )
· A cura do paralítico ( Jo 5. 1-15 )
· A palavra dita por Jesus chegou ao coração, ele adquiriu fé, e em seguida,
Jesus o curou .
· Quando Pedro pregou na casa de Cornélio, todos ouviram, foram salvos e até
batizados ( At. 10. 42-48 ).
· A seara, está madura, é hora da colheita ( Jo 4. 35 ; Mt. 9.37 )
· Dar de graça o que recebeu ( Mt. 10. 8 )
· Diante de tantas crises, situações percebemos que em nossa nação há uma
grande liberdade para pregar o Evangelho, por isso que não podemos ficar
calados ( At. 28. 31 ).

PLANO DE SALVAÇÃO

I – Mostrar a necessidade real do Pecador, levando-o a ver e sentir a


necessidade de salvação:
1. Você é pecador – Rm. 3. 23;
2. Explicar o sentido da morte espiritual – Ef. 2. 1; Rm. 6. 23; Ap. 20. 14;
3. Para ser salvo tem que nascer de novo – Jo 3. 3

II – O Pecador não Pode salve-se a si mesmo porque:


1. Deus pensa diferente dos homens – Is. 55. 8; Pv. 14. 12;
2. Nossas obras, nem nossa justiça, são aceitas por Deus como meio de salvação
– Fl. 3. 5; Ef. 2. 8,9;
3. Pela lei ninguém pode ser justificado – Tg. 2. 10; Gl. 3. 10; 2.16; Rm. 3.28.

III – Deus já providenciou a salvação do homem:


1. Em amor – Jo. 3.16; Rm. 5. 8;
2. Em graça – Ef. 2. 8; Tt. 2. 11;
3. Cristo pagou o salário do pecado substituindo o homem – I Pe. 1. 18,19; II Co.
5. 21;
4. Cristo é o mediador – I Tm. 2. 5
5. Cristo é a vida – Jo. 14. 6

IV – Deus dá certeza de salvação aquele que crê:


1. O homem precisa crer e aceitar Jesus como Salvador, para ser salvo – Jo. 5. 24
2. O homem precisa:
– Crer – At. 16. 31
– Arrepender – At. 3. 19
– Receber – Jo. 1.12

V- Aquele que crê precisa confessar Jesus diante dos homens:


. Rm. 10. 8 – 10
. Mt. 10. 32 – 33
A PESSOA DO EVANGELISTA E SUAS QUALIDADES

Os anjos queriam pregar o evangelho porém Deus reservou esta tarefa


aos homens ( I Pd. 1.12 )

A – Ser nascido de novo e ter convicção da salvação joão 3. 1-21

B – Ser constante no estudo da Bíblia II Tm. 2..15 -I PE 3.15

A PALAVRA DO SENHOR TESTEMUNHA QUE OS GRANDES


SERVOS DE DEUS ERAM HOMENS DA PALAVRA :
Jeremias. 15.16 ; Jó 23.10-12 ; Davi (Sl.119.72;162) ; Paulo ( Fl. 4 .8 ; Cl.
3.16 )

O evangelista deve pois :


1-Estudar a Bíblia (AT.17 .11 ;II Tm. 2.15 ) ;
2- Ler constantemente a Bíblia ( Ap. 1.3 ;I Tm. 4.13 ) ;
3- Ouvir a leitura da Bíblia ( Rm.10.17;Ap.2.29 ; Ec. 5.1 ) ;
4- Memorizar a Bíblia ( Sl.119 .11; Dst.. 6.6; P.V. 7.1-13 ) ;
5-Meditar na Palavra de Deus ( Sl . 1 . 2 ; Js 1. 8 ; Sl . 119 . 48 ) ;
6- Meditar na Palavra de Deus (Sl.1.2; J/s. 1.8 ;Sl.119.48 ) .

C – Tem que ser homem de oração I Ts. 5.17


A oração deve fazer parte da vida do evangelista como um estilo de vida
constante. A oração deve ocupar espaço privilegiado no programa de vida e
ação do evangelista porque:

C.1- Pela oração é possível absorvermos o caráter de Deus em nossa Vida .

C.2- A oração confere autoridade e poder ao evangelista ( Ef. 6.18; 3.20 )

C.3- A oração confere ao Espírito Santo a liberdade de ação na vida do


evangelista. J.o .16.13

C. 4- A oração possibilita o enchimento do Espírito Santo-(A t. 1.14; 2. 4,37 ;4.


31) .” Dias de poder são sempre precedidos de noites de oração.’
A essencialidade da oração se compara também pelo testemunho dos grandes
evangelistas; vejamos o que eles testificaram do poder da oração

1º – Para Hudson Taylor oração era ‘entabular negócio com Deus .


2º- Jonathan Edwards falou em ‘assaltar o céu pela oração’.
3º- Jonh knox lutava com Deus bradando: ‘Ó Deus dá – me a Escócia ou eu
morro.’
4º- Sobre D . L . Moody disseram : ‘ Nunca fazia longas orações , nem passava
longo tempo sem orar . ‘
5º- Martinho Lutero confessou : ‘ Se deixo de passar pelo menos duas horas
cada manhã em oração , o diabo ganha vitória durante o dia .’
6º- Charles Haddon Spurgeon dizia aos colegas pregadores: ‘Devemos ter por
norma jamais ver a face dos homens antes de ver a face de Deus .’’
7º- E .M . Bonds escreveu: ‘ ‘ Poderíamos correr a lista dos homens que
deixariam poderosa impressão de Deus no mundo: havíamos de encontrá-los
buscando cedo a Deus. O anseio de Deus que não for suficiente para romper as
cadeias do sono, é muito fraco e pouco realizará…trabalho espiritual é trabalho
extenuante e poucos são os que se dispõem a tanto… Podemos abreviar nossa
oração e não sentir o perigo até que se abalem os alicerces . Devoções
apressadas produzem fé débil, convicções fracas e piedade duvidosas . Estar
pouco na companhia de Deus é pouco fazer para Deus .’’
Sabe-se pois , se queremos sucesso no ministério precisaremos ‘’ batizar ‘’ o
nosso ministério na oração .

D – Tem que ser um homem zeloso Rm . 12 .11 .


Este zelo refere-se ao caráter autodeterminado do evangelista no serviço nobre
da evangelização.

E – Deverá manter –se sempre sob a orientação do Espirito Santo – At . 1. 8 ; Cl .


24 . 49 .
Jesus mesmo dependeu do Espirito Santo no exercício do Seu ministério de
salvação das almas. Cl . 4 .18 – 19 .

A orientação do Espírito Santo é importante porque:


1º – Ele guia –nos em toda verdade . Jo .16 .13 ;
2º – Ele ensina – nos o que falar . Cl . 12 –12 ;
3º – Ele lembra –nos as palavras do Senhor . Jo . 14 . 26 ;
4º – Ele ajuda –nos nas fraquezas . Rm . 8 –26 ;
5º – Ele ajuda –nos a orar como convém . Ef . 6 .18 ;
6º – Ele nos dá autoridade e convicção para falar . At . 4 . 33 ; 2 .37 ;
7º – Ele é quem convence as vidas . Jo . 16 .8 –11 ;
8º – Ele é quem regenera do pecado dando–lhe o novo nascimento . Tt . 3 . 5 –7 ;
Jo . 3 .5 –8 ;
9º – O Espirito Santo escolhe o campo de serviço . At . 13 . 2 – 4 ; At . 8 . 26 – 35
10º – O Espirito Santo revela o perigo – At . 20 . 22 , 23
É imprescindível que o evangelista esteja sob a plena direção do Espirito Santo
para que tenha bom êxito no ministério.

F – Deve ser sábio :


§ At . 6 . 3 – Sabedoria – Dom de Deus .
§ I Ts . 5. 21 –Sabedoria que capacita o evangelista a fazer juízos de valores,
analisar experiências e ficar com o que é bom .

G – O evangelista deve ser otimista . Rm . 12 .12 .


Nem desânimo , nem desistência no seu objetivo, porém a força motivadora do
seu coração o deve ser mais forte e não desanimar nem desistir do seu objetivo
H – O evangelista deve ter um profundo amor pelas almas perdidas II Cor. 5 .
14.
Agindo assim o evangelista estará seguindo os mais nobres exemplos:
a – Deus –Jo . 3 . 16 ;

b – Jesus -Mt . 9 .36 :
§ Ao leproso . Mc . 1 . 41;
§ Aos cegos. Mt .20 .31 ;
§ A viúva de Naim . .Lc . 7 .13 ;
§ A Jerusalém . Mt . 23 .37 ;
§ As multidões . Mt . 14 .14 ; 15 .32 ;

c – Os apóstolos . At . 20 .23 ; 21 . 13 ( Paulo ) ; At . 3 .1 – 8 ; 4 . 1 , 2 , 8 ; 18 – 21


(Pedro)

d – Os diáconos :
§ Estevão –At. 7 . 59 –60 ;
§ Filipe –At . 8 . 5

e – A Igreja – At . 8 . 4 ; 11 . 19 .

f – Alguns servos de Deus na história :


§ Henrique Martin “ Agora deixem consumir –me por Deus . ”
§ John Knox – “Dá – me a Escócia ou morrerei “.
§ Whitefield – “ Se não queres dar –me almas , retira a minha .”
§ Hyde –“ Pai , dá –me estas almas ou eu morro .”

MÉTODOS E ESTRATÉGIAS PARA O EVANGELISMO

Método –É o caminho que se usa para chegar a um determinado objetivo ; a


maneira de se fazer algo . Ex . : Evangelismo em massa – método .
Estratégia – É a maneira que se usa para alcançar um objetivo . Ex . : Culto ao ar
livre – estratégia .
Recursos – São os recursos que usamos para executar o método . Ex . :Usar
slides para uma palestra evangelística – técnica .
Tratando – se do alcance de almas perdidas podemos usar os seguintes
métodos: Evangelismo pessoal , ou seja , de pessoa a pessoa e o Evangelismo
em massa que alcança um grande grupo de uma só vez .

A – Evangelismo Pessoal – É aquele evangelismo que é feito de pessoa a


pessoa , em que se pode estar perto do evangelizando , olhando para os seus
olhos ; notando as suas reações , as suas emoções e ,ao mesmo tempo, pondo
diante do dele a nossa vida cristã como luz do mundo e sal da terra .
Jesus é o nosso grande exemplo de evangelismo , e especialmente evangelismo
pessoal . Jesus convivia com a multidão , porém , sempre realçou o indivíduo
no coletivo . Ex .: Zaqueu , a mulher samaritana , “ o mancebo de qualidade “ –
Lc . 19 .1 –10 ; Jo . 4 ; Mc . 10 . 17 –31 ; Jo . 3 .
1 –JESUS DEMONSTRA COMPAIXÃO PELO PECADOR (Mc .5 .10 .21 ; Mt . 9 .
36 ; Mc . 2 . 5 )
Assim deve ser o evangelista , ver o pecado da pessoa e a sua condição de
perdido espiritual .

2 – JESUS NÃO TINHA PRECONCEITOS – EMBORA FOSSE PURO E DIVINO


– Jo . 8 . 10 –11
O evangelista deve seguir o exemplo de Jesus que não rejeitou essa mulher ,
pelo contrário , sentiu compaixão dela , acolheu e perdoou .

3 –JESUS IA AONDE A PESSOA ESTAVA – Lc . 10 . ; Mc . 2 . 13 – 17


O evangelista precisa compreender que tem que ir em busca do pecador e não
esperar que ele venha até ele .

4 – JESUS SABIA COMO INICIAR UMMA CONVERSA EVANGELÍSTICA –


Mt . 22 .15 –33 ; At . 8 . 35
O evangelista precisa aprender com Jesus iniciando uma conversa evangelística
partindo de onde a pessoa está .

5 – JESUS ERA INCISIVO NA CONVERSA – Jo . 3 . 3 ; Jo , 4 .21 ;


Lc . 13 . 5
Jesus sempre foi muito claro e objetivo na sua evangelização , o que devem
imitar os evangelista da nossa época também .

6 – JESUS SENTIA A URGÊNCIA DA SALVAÇÃO – Jo . 9 . 1 ; Mc .15 – 16


É também necessário o evangelista compreender a urgência da tarefa de
evangelização .

A TÉCNICA DE ABORDAGEM NO EVANGELISMO PESSOAL


É indispensável ao evangelista a sabedoria para abordar as pessoas , tendo em
vista que ele vai lidar com pessoas totalmente diferentes cada uma sendo um
“universo complexo “ , com seu lastro cultural , com suas crenças , com seus
conceitos , com suas “ filosofias de vida “ , com seus melindres e , sobretudo
com sua responsabilidade própria , que não é igual a de ninguém . Daí a
necessidade do evangelísta depender do Espirito Santo é procurar entender a
natureza humana para então ele saber proceder diante da reação positiva ou
negativa do evangelizado . Jesus conhecia a natureza humana João 2:25

1 –Comece com uma motivação natural . Cada pessoa é como um canteiro de


flores . Pôr a mão nesse canteiro é estar diante do risco de amassar flores e
também ferir-se com espinhos . Portan o , deve –se fazer esta abordagem de tal
maneira que não haja nenhum prejuízo na sensibilidade de pessoa . O exemplo
de Jesus com a mulher samaritana é clássico : “Dá – me de beber “ ;

2 – Comece onde a pessoa está . A habilidade de ligar uma abordagem


começando naquilo que a pessoa está fazendo , ou falando , ou vendo , e fazer
uma transição para a mensagem evangelística , é algo imprescindível a quem
quer evangelizar . Ex . Filipe e o Eunuco – At .
8 . 30 ;

3 – Desenvolva por alguns momentos a conversa que foi iniciada . Seja natural
em prosseguir a conversa, não force a passagem para o seu assunto
abruptamente ,isto pode demorar horas , semanas , meses quem sabe para você
chegar ao assunto principal ;

4 – Não exagere o interesse pela pessoa . É claro que o nosso interesse é ganhá-
lo para Cristo , porém , se o nosso interesse for exagerado a pessoa poderá
afastar-se do nosso contato ;

5 – Faça a transição, o natural mais natural possível , para o plano de salvação .
Aproveite a situação para mostrar a necessidade espiritual da vida humana , a
necessidade de Deus e de uma religião sadia . Use a Bíblia para fazer sua
aplicação á situação ;

6 – Se a pessoa mostra –se interessada no assunto da salvação , passe para a fase
definitiva . Convide –a para ir a um encontro , a um culto , a uma visita á sua
casa e até mesmo a um almoço ;

7- De acordo com o que se pôde captar da condição cultural da pessoa , escolher
um dos esquemas já conhecidos de exposições do plano de salvação ;

8 – Expondo o plano , a partir do ponto que a pessoa ainda não conhece , o


evangelista deve perceber de onde deve começar com cada pessoa ;

9 – Só tratar do problema do pecado , é melhor o lado da experiência humana


com o pecado , em vez de mencionar o lado bíblico em primeiro lugar ; Ver o
plano do uso da mão para exposição do plano de salvação.

10 – Uma vez que a maioria das pessoas já tem alguma consciência do problema
do pecado , a melhor maneira de começar o plano é pelo amor de Deus ( Jo . 3 .
16 ) .
Ver o plano do uso da mão para exposição do plano de Salvação

11 – Se as condições forem favoráveis , use a Bíblia e permita que a pessoa


companheira a leitura dos textos . Caso contrário , use o texto de memória ;
12 – Evite que a pessoa interrompa o assunto na fase da exposição do plano ou
que desvie o assunto para controvérsias doutrinárias das seitas . Insista na
exposição do plano ;

13 – Dentro do possível , tente aplicar ilustrações de acordo com o seu nível


cultural ;

14 – Após a exposição , verifique se a pessoa entendeu todo o plano . Faça um


breve resumo de tudo para que o assunto se torne totalmente claro para ela ;
15 – Diante das ponderações da pessoa sobre um ou outro ponto , reargumente
os pontos em dúvida ou que não foram bem assimilados At . 8 . 31 ;
16 – Leve a pessoa a tomar decisão . Faça –o de maneira bem natural , mas bem
firme e decisiva ;
17 – Ore com ela ;
18 – Não esqueça de fazer sua ficha para acompanhá-la no processo de
integração.

MÉTODOS ESTRATÉGIAS DE EVANGELISMO PESSOAL


Vejamos algumas estratégias especiais que podem ser utilizadas na
evangelização :

1 – Visitação – esta visita pode ser programada como também pode surgir
naturalmente . Deve processar –se com muita sabedoria ; lembre as técnicas .

COMO FAZER UMA VISITA EVANGELÍSTICA


1 .1 . PREPARAÇÃO PARA A VISITA

1 . 1 . 1 . Identifique os nomes das pessoas que já visitaram a igreja ( com o


pastor e secretária ) , grave bem os seus nomes antes da visita;

1. 1. 2 . A visita pode ser avisada por telefone ou sem aviso prévio . Os contatos
por telefone são feitos geralmente com aqueles que já foram procurados vezes e
não foram encontrados ;

1 . 1 . 3 . As equipes devem ser sempre dois ou três .

1 . 2 . COMO CONDUZIR A VISITA

1 . 2 . 1 . Toque a campainha ou bata de maneira educada . Volte e pare um


pouco antes da porta . Quando ela abrir sorria delicadamente para facilitar na
aceitação da visita . um sorriso sempre é bom ;

1 . 2. . 2 . Apresente -se junto com sua equipe ;

1 .2 . 3 . Após apresentação expresse a alegria de tê –lo visitando a igreja e


interrogue –o sobre a possibilidade de uma conversa . Se a pessoa não estiver
disponível marque a visita para outra ocasião .
Se recusar , agradeça-lhe delicadamente, deixe uma literatura e prossiga ;

1 . 2 . 4 . Na casa , procure sentar –se em lugares que possibilitem aos elementos
da equipe falar com os moradores ;

1 . 2 . 5 . Procure agir com delicadeza . Não tire vantagens da hospitalidade dos


donos da casa ;

1 . 2 . 6 . O início da conversação pode ser breve e podem ser ventilados os


seguintes pontos :
a –Origens ;
b – Ocupação ;
c- Interesses familiares ;
d- Contatos com a igreja

1 . 2 . 7 . Não discuta as ideias religiosas da pessoa no início da conversa , pois


isto poderá prejudicar a apresentação do plano de salvação ;

1 . 2 . 8 . Apresente o plano de salvação . Saiba fazer a transição da conversa


para o seu principal objetivo ;

1 .2 . 9 . Marque um novo encontro com os que receberam a Cristo ou que


demonstraram interesse ;

1 . 2 . 10 . Termine a visita com uma oração após sondar se os donos da casa
querem . Seja objetivo na oração .

2 – Aproveitando e criando situações – seja um encontro de negócios ,um


pedido de informação , um acidente , uma notícia pela TV ou em qualquer
outra circunstância o evangelista precisa estar atento para executar o
evangelismo pessoal ;

3 – Em conduções coletivas – num ônibus urbano em que se viaja , num trem ,
numa barca , pode-se falar á pessoa que está ao nosso lado Também em uma
viagem interestadual de ônibus ou avião . A operação pode começar com a
entrega de um folheto . Daí o assunto pode surgir ;

4 – Na hora do almoço – em grandes fábricas , em que os trabalhadores


almoçam no local , quer em restaurantes da empresa , quer em marmitas
trazidas de casa , há sempre aquela meia hora de descanso e bate papo entre
colegas ;

5 – Nos supermercados – isto pode ser numa conversa sobre inflação , preços
altos e outros assuntos ;

6 – Salões de beleza e cabeleireiros – ás vezes temos que passar bom tempo


numa barbearia , num cabeleireiros ou num beleza . Nesta hora odemos criar
um ambiente de evangelismo e envolver algumas pessoas ;

7 – Evangelismo como estilo de vida – isto quer dizer que a pessoa é despertada
para estar atenta e aproveitar todos os momentos e todas as oportunidades para
testemunhar de cristo .

EVANGELISMO EM MASSA
Este é o tipo de evangelismo que visa alcançar o indivíduo em grupo , seja esse
grupo grande ou pequeno . Aqui o trabalho evangelizador atinge o grupo , para
atingir o indivíduo .
CONSIDERAÇÕES :

1 – No grupo , o indivíduo facilmente se ocultará do contato e poderá remeter a


mensagem , mentalmente , para qualquer outro , em vez de acatá –la para si
mesmo . – O evangelizando ;

2 – Falando ao grupo , o evangelista será tentado a sentir –se desencumbido de


sua tarefa , sem ter certeza de que conseguiu ganhar alguém para Cristo .

TIPOS DE EVANGELISMO MASSA :


Não teremos condições de estudar detalhadamente todos os tipos de
evangelismo em massa , por isso nos deteremos em alguns que consideramos
ocupar mais importância hoje :

1 – CULTO AO AR LIVRE – Só para que estejamos seguros da importância de


meios de evangelização atentamos para estas informações históricas :

a – O “ ar livre “ já vinha dos judeus , que o usavam em qualquer lugar :


jardins , beira de rios e mercados ;

b – Mais tarde , Irineu tinha o costume de pregar em mercados e a céu aberto


em pequenas vilas ;

c – Cipriano chegou a correr sérios riscos de ser preso por pregar em mercados
abertos ;

d – Na verdade , as grandes pregações de Jesus foram feitas ao ar livre , pois


não contava com o templo para fazê –los – Mt .5 .1-12 .

1 .1 – PLANEJAMENTO DO CULTO AO AR LIVRE – devemos evitar as


improvisões e fazer um programa bem planejado para que
obtenhamos êxito .

a – Preparação da igreja para participar desse programa como conhecimento de


causa . A igreja precisa estar conscientizada da importância deste trabalho como
também incentivada a participar ;

b – Formação de equipes para cada setor – logicamente esta responsabilidade é


do diretor de evangelismo ;

c – Escolha do local – esta escolha deve acontecer previamente até para que a
Igreja saiba chegar no local ;

d – O programa – também deve ser elaborado antecipadamente . Nesta


elaboração define –se o pregador , equipe de louvor , participações especiais e
testemunhos ;
e – Literatura – sempre que possível , o tema do folheto deve ser considerado
em relação ao tipo de ouvinte que vamos ter . Não se pode esquecer a
carimbagem dos folhetos ;

f – Aconselhamento – esta equipe deve estar preparada espiritualmente e bem


orientada para acolher os decididos ;

g – O dia certo – a escolha do dia deve ser feita com antecipação e coerência .

1 . 2 – ASPECTOS FÍSICOS DO AR LIVRE – estas providências poderão


melhorar nosso culto ao ar livre :

a -Arranjo dos participantes – ou seja , posicionar o pregador , cantores e outras


em posição de destaque visual ;

b – Serviço de som – não esquecer de testar antecipadamente como também o


montar antes do horário de início do culto

c – Placa identificativa – opcional .

1 . 3 – PRINCIPAIS ELEMENTOS DO PROGRAMA – estes elementos são


essenciais ao culto evangelístico , portanto merecem especial atenção :

a – Recursos áudio –visuais – pode –se lançar mão de pequenas dramatizações


,jograis , fantoches , etc .;

b – Músicas – estas devem ser bem escolhidas de acordo com o tema do


programa geral ;

c – A mensagem – bom será que o pregador não seja prolixo , seja claro e
objetivo em sua mensagem de tal forma que até quem passar grave uma frase
do pregador – Hc . 2 . 2 ;

d – Texto bíblico – não é bom seja longo . A pessoa que abrir o culto deve ler o
esmo texto que o pregador vai usar . O pregador deverá repeti –lo várias vezes
em sua mensagem . O texto deve dizer por si mesmo , algo sobre o que se quer
dizer e deve ficar gravado na mente dos ouvintes .

e – Distribuição de literatura – não deve ser feita durante a pregação e sim


depois do término do apelo . Será bom haver uma equipe para distribuir
literatura estando um pouco afastada da concentração ;

f – O apelo – deve ser feito sempre , ainda que venha depender do tipo de
ambiente . Deve ser feito com clareza e objetividade ;

e- Encerramento – ao encerrar o dirigente agradece a atenção dos ouvintes ,


convida-os aos cultos na Igreja dando – lhes o endereço ;
h – Oração – é indispensável que haja um grupo em constante oração no
desenrolar do culto .
Entendemos então que fazer um culto ao ar livre exige certos cuidados e maior
empenho para se obter êxito .

2 – CONFERÊNCIAS EVANGELISTICAS
Este é um trabalho que tem haver com colheita . É a igreja que trabalhou
durante algum tempo e agora faz um esforço de “conferir ’’ o que está feito .
Porém , esta Colheita só se torna possível se este tipo de evangelismo em massa
for bem aplicado . como aplicá –lo então ? Quais as etapas de pregação ?

2 . 1 – Pré – conferência

2 .1 . 1 . Planejamento – fixar data e planejar ;

2 .1 . 2 . Antecedência do planejamento – se possível 3 meses antes , não menos .


Quanto á data já foi fixado no calendário da Igreja ;

2 .1 .3 . O conferencista – este deve ser convidado bem antes do início do


panejamento. E todos os detalhes a seu respeito devem ser tratados bem antes ;
passagem , hospedagem , etc .

2 .1 .4 . As comissões – eleger quantas forem necessárias .

2 .2 – Preparação Espiritual – esta é responsabilidade do pastor . Deve haver um


intenso programa de oração e santificação da igreja .

2 .3 – Propaganda , convites e visitação – um esforço simultâneo na área de


publicidade deve começar dentro de um programa previamente traçado :

a –Convite impresso – um para pessoas especiais , autoridades e outro popular


para as massas ;

b – Rádio e televisão – dependendo da condição da igreja ela poderá transmitir


breves anúncios e até mesmo organizar entrevistas ;

c – Jornais – também colocando anúncios ;

d – Cartazes e faixas – podem ser fixadas nas lojas do bairro ,e locais públicos ;

e – Auto –falante – uso de carros comerciais ou colocar um auto –falante sobre a


capota do carro .

Esta fase de preparação e planejamento é muito importante .

CONFERÊNCIA – APÓS TUDO PREPARADO


1 – Reunião de averiguação – se o conferencista já chegou , seria muito bom
uma reunião com ele e com todas as equipes , para uma tomada de posição
sobre tudo que se fez . Nesta reunião se fará uma “ checada ’’ para se verificar
como estão todos os setores .

2 – A ordem do culto – o pastor , juntamente com a comissão de programa ,


deve a ordem do culto pronta . Na ordem do culto alguns cuidados são
necessários :

2 . 1 . Tempo para a pregação – não esquecer que a prioridade é a mensagem e


por isso deve ter maior tempo . Porém , pode –se incluir corais e cantores ;

2 .2 . A música – a música deve se harmonizar com o teor da conferência :


Evangelismo .

3 – As crianças – é bom que se tenha um programa em separado com as


crianças.

4 – Recepção – o pessoal da recepção deve estar preparado para o trabalho . Os


visitantes devem ser tratados com cortesia distinção.

5 – O apelo – durante o apelo , os conselheiros devem estar atentos . E se for


alguém à frente , é bom que os conselheiros venham um por um, de acordo com
o sexo , se possível , para que o decidido sinta- se bem .

6- O conferencista e atividades extras – ele deve ser poupado de visitas e ficar se


preparando só para a mensagem .

EVANGELISTA E AS DESCULPAS DAS PESSOAS


No exercício do evangelismo pessoal teremos que inevitavelmente depararmos
com pessoas apresentarão desculpas das mais variadas qualidades , algumas
ingênuas , outras mais profundas e sérias .
É isto que justifica a necessidade do evangelista estar preparado para enfrentar
cada desculpa ou mentira com segurança , conhecimento da palavra e poder do
Espíritos Santo .

VEJAMOS ENTÃO ALGUMAS DESTAS DESCULPAS :

I- Os indiferentes

1 . Mt .22 . 37 –38 – O maior pecado é a queda do primeiro mandamento .

2 . Rm . 6 .23 ; Sl . 130 . 3 ; Jo . 8 . 34 – A necessidade de salvação é para eles


também , isto é , para os indiferentes .

3 . Is . 53 . 5 , 6 ; I Pe . 2 . 24 – Cristo morreu pelos nossos pecados .

II – Os que pensam serem bons


1 . Rm . 3 . 20 ; Gl . 2 . 16 ; 3 . 11 – As obras não salvam , apenas a fé em Cristo
salva .

2. Lc . 16 . 15 ; I Sm . 16 .2 – Deus olha para os motivos do coração e não para a


aparência exterior .

3 . Gl . 2 . 21- As boas obras invalidam o sacrifício de Cristo pelos pecados dos


homens .

4. Atos 10 . 1 – 6 ; 11 – 14 ; Fl . 3 . 4 – 8 – Cornélio e Paulo eram homens bons ,


honestos , justos aos seus olhos , mas precisavam da salvação em Cristo .

III – Os que tem dúvidas honestas

1 . Acerca da justiça de Deus – Rm . 9 . 20 ou 11 . 33 , com Is . 55 .


8 – 9 ; Jo . 3 . 16 ; Ez . 33 . 11 ; Pe . 3 . 9 ; Jo . 15 . 13 – 14 .

2 . Acerca da Bíblia – Mt . 24 . 35 ; Rm . 3 .3 ,4 ; Mc . 7 . 13 ; Jo .10 .


35 ; II Tm . 3 . 16 .

3 . Acerca dos crentes – Rm . 14 . 4 ; Jo . 12 ; 2 . 1 – 10 ; Tg . 4 . 11 ,12


Jo . 21 – 22 .

4 . Acerca de si próprios :

4 .1 . “ Sou pecador demais ” – Rm . 5 . 21 ; Mt . 4 . 12 ,13 ; Lc . 19 .


10 . ; Ez . 36 . 26 – 27 ,

4 . 2 . “ Não poderei viver a vida cristã ” – I Co . 5 . 7 ; I Pe . 1 .5 ;


II Tm . 1 .12 ; I Co . 10 . 13 ; Fp. 4 . 13 ;

4 . 3 . “ É tarde demais ” – Lc .23 . 39 – 43 ; II Pe . 3 . 9 ; II Co . 6 .2


Is . 1 . 18 ; Jo . 6 . 37 .

5 . Acerca da salvação :

5 . 1 . “ Deus é bom demais para não salvar todo mundo ’’ – Rm . 2


2 , 4 ,5 ; Jo . 8 . 21 – 24 ; 3 .16 ; Jo . 5 . 40 ; II Pe . 3 . 9 – 11 ; Ez . 33 . 11
Lc . 13 .3 ;

5 . 2 .” Procuro ser crente “ – Jo . 1 . 12 ; At . 16 . 31 ; Rm . 3 .23 – 25 ;

5 . 3 . “ Não tenho certeza de estar salvo ” – Jo . 3 . 36 ; Lc . 18 . 9 –14

5 . 4 . “ Serei salvo de qualquer maneira ” – I Co . 6 . 9 – 10 ; I Jo . 9 .


29 .
I V –OS QUE COLOCAM EM PRIMEIRO LUGAR OS INTERESSES PESSOAIS

1 . “ Perderei meu negócio ” – Mc . 8 . 36 ; Mt . 6 .32 , 33 ; 16 . 24 – 27;


Lc . 12. 15; 12 . 16 – 21 ; 16 . 24 – 26 ; II Co . 4 . 18 ;

2 .”Terei de deixar muitas coisas ” – Fp . 3 . 7 – 8 ; Sl . 16 .18 ; 84 . 11;


Rm . 8 .32 ; I Jo . 2 . 17 ; Lc . 12 . 16 –21 ;

3 .”Serei perseguido” – II Tm . 2 . 12 ; 3 . 12 ; Mt . 5 .10 – 11 ; Mc . 8 .


35 ; At . 14 .22 ; I Pe . 2 .20 –21; Hb . 12 . 1 –3 ; Lc . 12 . 4 –5 ;

4 . “ Deixarei para mais tarde ” – Pv . 27 .1 ; Hb .3 . 7 ,8 ,13 ; Is . 55 .6;


Hb . 4 . 7 ; 12 . 17 ; Pv . 29 . 1 ; Lc . 12 . 19 , 20

V – OS QUE NÃO SENTEM ALGO A RESPEITO DA SALVAÇÃO

1 . A ordem de Deus é fato , fé e depois sentimento . Fato – Jo . 14


6 ; Ef . 1 . 7 ; Fé – At . 16 . 31 ; Rm . 10 . 11 ; Sentimento – Gl . 5 . 22,
23 ; I Pe . 1. 8 ;

2 . Há necessidade de se sentir o desejo de ser salvo ; Is . 55 . 1 ;


Ap . 22 . 17 ;

3 . “ Não posso crer ” – Is . 55 . 7 ; Jo . 5 . 44

VI – OS DESVIADOS

1 – Os que desejam voltar – Jr . 2 .5 , 13 ; Pv . 14 . 14 ; II Pe . 1 . 9 ;


Lc . 15 . 13 – 17 .

2 – Os que não desejam voltar – Jr . 3 .12 , 13 ,22 ; Os. 14 . 14 ; Is .


4 .22 – 25 ; I Jo . 2 . 1 – 2 ; Mc . 16 . 17 ; II Cr . 15 . 4 , 12 – 15 ; 33.
1 – 9 , 12 , 13 ; Lc . 15 . 11 – 24 .

VII – OS ATEUS E OS DESCRENTES

1 – Em relação à existência de Deus – Rm . 1 . 19 – 20 ; Sl . 8 . 1 – 3 ;


19 . 1 – 5 ; 53 . 1 – 5 ;

2 – Em relação ao castigo eterno – Lc . 16 . 23 – 26 ; 12 . 5 ; Mt . 25 :


41 , 46 ; Mc . 9 .43 – 50 ;

3 – Em relação à inspiração da Bíblia – II Pe . 1 . 19 –21 ; II Sm . 23 .2


Hb . 4 .12 ; At . 8 .14 ; Sl. . 119 :

3 . 1 – Sua sabedoria insondável ;

3 .2 – Sua vitória sob os ataques ;


3 . 3 – Sua influência na vida das pessoas ;

3 .4 – Suas profecias já cumpridas .

4 . Em relação à divindade de Jesus Cristo – explique que nomes , poderes e


obras divinas são atribuídas a Jesus – At . 3 .14 ; Jo. 20 . 28
Hb . 1 . 10 ; Mt . 28 . 18 ; Ef . 1 . 22 – 23 ; Cl . 1 . 16 ; Hb . 1 . 3 ; Jo . 5
.22 – 23 ; Jo . 6 . 39 ; 10 . 27 – 29 ; Mt . 14 . 33 ; I Jo. 2 . 23 .

Cada texto deve ser conhecido do evangelista , melhor ainda que ele o tenha
decorado , como também a referência e , sempre que necessário o uso Seja feito
com clareza , a explicação na dependência do Espírito Santo .

BIBLIOGRAFIA
BÍBLIA SAGRADA – Tradução das línguas originais por João Fer
reira de Almeida – Edição Contemporânea.
LEITE, Tácito da Gama Filho- Evangelismo missão de todos nós
2a. Edição – Rio de Janeiro / CPAD, 1981.
FERREIRA, Danny – Evangelismo Total: Um Manual Didático e
Prático para Seminarista, Evangelistas, líderes e Pastores, 2a .
Edição – Rio de Janeiro / JUERP, 1991.
SUMER, Roberto L –Evangelização: A Igreja em chamas Imprensa
Batista Regular, 3a. Impressão, São Paulo – 1988.
BÍCEGO, Valdir N. –Manual de Evangelismo -Rio de Janeiro /CPAD
4a. Edição, 1991.
Curso Introdutório de Evangelismo e Discipulado da Cruzada Estudantil
e Profissional para Cristo.

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