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ALIMENTAÇÃO INFANTIL

Até o 5º mês de vida, a capacidade de mastigar no bebê ainda não foi desenvolvida, só
existe a capacidade de sugar, por isso até o 6° mês de vida o único alimento que consegue
suprir todas as necessidades nutricionais da criança é o leite materno. Em casos onde é
necessária a introdução da fórmula, a OMS recomenda fórmulas infantis regulamentadas pelo
Codex Alimentarius FAO/OMS. Após esse período já começa a necessidade de introdução de
outros alimentos e desmame.

As primeiras refeições devem ser em formas de papa contendo um alimento de cada


grupo, frutas são uma boa opção e água também pode ajudar para a não sobrecarga dos rins e
regulação intestinal. Atualmente a introdução alimentar mais comum é o método BLW (Baby-
Led Weaning) que da autonomia e desperta maior interesse pela comida, os alimentos são
oferecidos de forma natural (em pedaços) e o bebê come sozinho, o uso de talheres é somente
a partir do 10° mês.

Além dessas formas de introdução alimentar, o leite materno deve ser mantido até os
dois anos de idade, onde também deve ser evitado o uso de açúcar e bebidas açucaradas. O
consumo de industrializados deve ser evitado durante toda a infância e até na fase da
adolescência, ter uma introdução alimentar correta atendendo as necessidades nutricionais e
acostumando a criança a manter uma rotina de alimentos que faça bem para o seu
desenvolvimento é essencial, isso ajuda a levar os melhores hábitos saudáveis ao longo da vida
prevenindo desde cedo possíveis doenças causadas por uma má alimentação.

EXAMES LABORATORIAIS

HEMOGRAMA: O Hemograma é um conjunto de exames realizado de forma


automatizada para fazer a avaliação do sangue e contagem de células importantes para o
diagnóstico de doenças. Quando essas células estão em números corretos podem manter o
equilíbrio do organismo, evitando sangramentos, infecções e mantendo a oxigenação correta
do sangue. É composto por três contagens básicas: dos eritrócitos, leucócitos e plaquetas.
(http://sta.sites.uff.br/wp-content/uploads/sites/358/2019/09/interpreta%C3%A7%C3%A3o-
de-um-hemograma.pdf)
Tabela 1. Valores de referência da série vermelha do sangue de acordo com sexo e faixa etária. (Pesquisa Nacional
de Saúde, Brasil, 2014–2015).
Tabela 2. Valores de referência da série branca do sangue de acordo com sexo e faixa etária. (Pesquisa Nacional de
Saúde, Brasil, 2014–2015).

DIABETE: O diabetes mellitus atualmente é uma condição caracterizada pelo aumento dos
níveis de glicose no sangue e está presente em cerca de 8,3% da população mundial. Pode ser
dividido em DM tipo 1, DM tipo 2, Diabete Gestacional e outros tipos de DM que são mais
raros, onde envolvem doenças genéticas como fatores principais. Como principal diagnóstico
existe o teste de glicose plasmática, na tabela 1 são mostrados os valores de referência:

(https://www.diagnosticosdobrasil.com.br/material-tecnico/diabetes)

Também existe o teste de Hemoglobina Glicada (A1C), que mostra o controle glicêmico
de até quatro meses anteriores ao exame e recentemente também tem sido usada
como diagnóstico laboratorial.

Valores de referência para teste de A1C. (https://www.diagnosticosdobrasil.com.br/material-


tecnico/diabetes)

COLESTEROL: O colesterol é um complexo de gordura presente no organismo


que compõem as membranas dos hormônios. A maior parte é produzida pelo
próprio corpo, outra parte é ingerida através da alimentação. Existem três
principais:

 Lipoproteínas de baixa densidade (LDL): São conhecidos como o colesterol

ruim pela sua capacidade de se prenderem formando placas nas artérias


atrapalhando a passagem do sangue e podem provocar em casos mais graves
o infarto. Seu valor de referência é abaixo de de 130 mg/dL.

 Lipoproteínas de alta densidade (HDL): Também conhecido como o bom colesterol,


é considerado bom pois ajudam a limpar o LDL do organismo, diminuindo os riscos
de doenças cardíacas. Seu valor de referência é superior a 40 mg/dL.
 Lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL): Geralmente transportam os
triglicerídeos pelo sangue, quando seus níveis ultrapassam 40 mg/dL pode se

tornar um fator de risco. Os níveis ideais são de até 30 mg/dL.

 Colesterol Total: É a soma de todos os colesteróis citados, seus níveis não devem
ultrapassar 190 mg/dl.

(https://www.pfizer.com.br/sua-saude/coracao/colesterol)

TRIGLICERÍDEOS: Os triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue, os exames


são realizados para calcular o colesterol VLDL, entender o metabolismo lipídico e diagnosticar
eventuais doenças causadas cardíacas que podem ser causadas pelo aumento desses
compostos no organismo. Seus valores de referência são triglicerídeos abaixo de 150 mg/dl,
sendo limítrofe entre 150 e 200 mg/dl e, acima de 200 mg/dl, considerada de risco.
(https://magscan.com.br/exame/lipidograma-completo-lipidios-totais-colesteroltrig/)

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