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Aprendizagem
e mudança
organizacional:
criatividade e
inovação
Licensed to Vivien Mariane Massaneiro Kaniak - vivikaniak@hotmail.com

Bassier, Ana Cristina


SST Aprendizagem e mudança organizacional: criatividade e
inovação / Ana Cristina Bassler
Ano: 2020
nº de p.:

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Aprendizagem e
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mudança organizacional:
criatividade e inovação

APRENDIZAGEM E MUDANÇA
ORGANIZACIONAL: CRIATIVIDADE E
INOVAÇÃO

Apresentação
Neste momento abordaremos as mudanças organizacionais, que são necessárias,
os seus influenciadores positivos e negativos. E a gestão dessas mudanças para
que o desenvolvimento aconteça. Resistir a mudança é natural, porque é normal
ter medo do desconhecido. O importante é aprender com as mudanças. Mas como
aprender? Quais são as maneiras que acontecem a aprendizagem? Como conseguir
ser competitivo e ter sucesso organizacional com a aprendizagem? Vamos refletir
também sobre a importância de ser criativo e inovador para a organização ser
competitiva. Fique atento, vamos junto a uma jornada cheia de conhecimentos sobre
mudanças, aprendizagem, criatividade e inovação.

1. MUDANÇA ORGANIZACIONAL, RESISTÊNCIA À


MUDANÇA E AGENTES DE MUDANÇA: ADMINISTRAR
A MUDANÇA POR MEIO DO DESENVOLVIMENTO
Quando pensamos em mudança, pensamos em algo novo, diferente e que
eventualmente nos traz dúvidas e receio do que virá pela frente. Entretanto, sabemos
que não há como evitar tais transições, já que passamos por mudanças desde o dia
que nascemos até nosso último suspiro.

Nas empresas, isso não é diferente, pois o mercado, o ambiente externo e o


ambiente interno vivem em constante transformação ao exigir que pessoas, políticas
e processos se adequem as novas realidades.

De acordo com Wood (2004, p. 14):

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[...] organizações de todos os tipos têm deparado com cenários


substancialmente modificados e significativamente mais dinâmicos que
os anteriores. Essas mesmas organizações têm buscado firmemente a
adaptação a esses novos cenários.

Atuem ou não fora das fronteiras geográficas de seus países, estados ou cidades, as
empresas são afetadas pela globalização da economia. De qualquer maneira, elas estão
sujeitas aos movimentos de competidores estrangeiros (VERGARA, 2016).

Atenção
A resistência às mudanças surge devido a fatores inerentes ao
próprio processo e a consciência individual sobre as consequências
que elas podem gerar.

O receio existe justamente por não haver certeza do resultado das modificações
geradas. Experiências anteriores que foram negativas reforçam o medo do que
poderá vir pela frente. Porém, se identificarmos que esta mudança nos levará para
um novo patamar pessoal ou profissional, há uma tendência a aceitarmos de forma
mais tranquila.

O lado favorável da resistência à mudança é quando esse cenário gera discussões sobre
as alternativas, o que resulta em escolhas mais assertivas. Já o lado desfavorável é
quando ela engessa e dificulta a projeção do desenvolvimento da organização.

Mas quais são os aspectos humanos que podem gerar a resistência?

Algumas pessoas levam muito tempo para se adaptar à mudança. Imagine que
você faz algo sempre do mesmo modo e, um dia, seu gestor informa que, a partir de
amanhã, fará de outra maneira. Isto pode gerar desconfiança, falta de segurança no
como e na razão de fazer diferente ou ainda gerar uma “falsa” percepção de que seu
trabalho já não está mais trazendo os resultados necessários para a organização.

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Curiosidade
Você já pensou em transformar a maneira de como encara as
mudanças? Mas, para obter sucesso nessa atitude, o primeiro
passo é reconhecer seus modelos mentais, que é o resultado das
suas experiências de vida. Assim, se permitir ter um novo olhar
para as mudanças pode influenciar positivamente sua maneira de
ver e de agir.

Outro ponto relevante para contornar a resistência à mudança é uma boa


comunicação. Por mais simples que possa parecer tal estratégia, esta pode ser uma
grande dificuldade encontrada nas organizações. O alinhamento da informação junto
às equipes é imprescindível para a clareza do quê e da razão das mudanças.

Mudanças nem sempre são planejadas e algumas vezes ocorrem de forma abrupta,
o que gera desconforto nos envolvidos.

A importância da comunicação no processo de mudança

Fonte: Plataforma Deduca, (2020).

A estratégia para sobreviver neste contexto é assumir uma postura proativa em


relação às mudanças, ter uma visão estratégica da conjuntura e ampliar a percepção
do ambiente. Preparar as pessoas inserindo novos conceitos e valores éticos, além
de princípios sociais e políticos, também deve fazer parte deste plano.

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2. CONCEITO DE APRENDIZAGEM
Existem inúmeros conceitos de aprendizagem, mas, de acordo com Mósca et al.
(2014), a aprendizagem habitual, conforme conhecemos, representa o domínio
de habilidades metodológicas, técnicas, passíveis de transmissão por meio, por
exemplo, de exercícios de repetição. Devemos entender a aprendizagem como forma
de construção de conhecimento.

O aprendizado pode ocorrer de uma maneira formal (ações planejadas eestruturadas


como treinamentos, procedimentos operacionais etc.) ou informal (quando acontece no
contexto do dia a dia por meio da observaçãoe troca de experiências).

Mas de quem é a propriedade do aprendizado dentro das organizações?

A aquisição do conhecimento é do indivíduo, mas passa a ser da empresaa partir


do momento que compartilhamos e colocamos em prática o que aprendemos a
favor da organização. A aprendizagem organizacional é permanente e gera novas
possibilidades de crescimento estratégico.

Segundo Dutra (2016), existem situações que o aprendizado que obtivemos em uma
determinada situação de trabalho ou ao enfrentar um desafio pode ser utilizado
em situações diferentes, mas não nos damos conta disso. Esta reflexão sobre o
que aprendemos é muito importante para consolidar o aprendizado e verificar sua
utilização em situações diferentes.

Vivemos na “era do conhecimento” e gerenciá-lo de forma estruturada é prioritário,


uma vez que esta capacidade de gerar e absorver inovações passa a ser um
diferencial competitivo. Mosca (2014, p. 47) nos mostra que o:

[...] [o] aprendizado de novos conhecimentos passam pela captação,


armazenamento e utilização das informações. Este processo deve ser
permanente e interativo, como forma do indivíduo tornar-se apto a
enfrentar novos desafios e capacitar-se para uma inserção mais positiva
no novo cenário.

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3. CONCEITO DE CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO


A inovação e o pensamento criativo, para as organizações contemporâneas, são a
base para a garantia da competitividade e do sucesso organizacional, além de serem
elementos diferenciais para gerar qualidade. Por isso, é necessário entendermos a
importância da criação em um ambiente inovador.

Inovação e Criatividade

Fonte: Plataforma Deduca, (2020).

A Gestão da Inovação, que surgiu nos Estados Unidos, foi idealizada pelo professor e
economista Joseph Schumpeter, que criou o paradigma da inovação, que representa
uma mudança impulsionadora no crescimento da economia das empresas.

As variáveis para o crescimento e desenvolvimento:

É preciso considerar que, atualmente, o crescimento e o desenvolvimento


das empresas dependem de importantes variáveis: tecnologia, inovação e
pessoas.

Gestão da inovação:

É concentrada no gerenciamento do conhecimento com o propósito de gerar


novos produtos e serviços.

Assim, temos a formação de um conceito: inovar é fazer algo novo.

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Organizações que buscam inovação se diferenciam na forma de estabelecer


processos e rotinas, oportunizando que suas equipes contribuam para os urgimento
de ideias e sugestões para o cotidiano.

Em conformidade com Chiavenato (2004), os aspectos diferenciais de inovação são:

• o desempenho organizacional efetivo é determinado pelo ajuste entre a es-


trutura social da organização e o ambiente, sendo que as organizações de su-
cesso são aquelas em que o grau de diferenciação e os meios de integração
coincidem com as demandas do ambiente;
• diferentes graus de incerteza equivalem a diferentes graus de diferenciação;
• ambientes mais estáveis e departamentos mais formalizados;
• grande incerteza (orientados a relacionamentos) versus pouca incerteza
(orientados a tarefas);
• ambientes mais instáveis – rápidos feedbacks sobre os resultados;
• departamentos diferem em termos de orientações para as metas.

As organizações inovadoras tendem a ser mais lucrativas. Outro aspecto a


considerar é o de que as empresas modernas possuem novas exigências de
mercado e uma delas é a diversidade. Atender à diversidade do mundo atual é
saber estreitar as fronteiras entre as empresas. É aí que entra o conhecimento, o
qual permeia a ação do indivíduo e é considerado o elemento básico da mudança
e da inovação. Na complexidade das empresas, o conhecimento é um recurso
transformador e representa um estímulo para o desenvolvimento e para o alcance de
novas conquistas. Seu gerenciamento permite uma estrutura organizacional aberta
que, por sua vez, possibilita novas tecnologias.

Curiosidade
O motivo que leva as empresas a buscar pela inovação tem raízes
diferentes. Existem organizações que percebem que, se não
mudarem, não sobreviverão, pois os produtos ou serviços que
oferecem tendem a ficar obsoletos, ou aquelas que necessitam
solucionar umproblema e não sabem como.

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A inovação tecnológica pode causar mudanças nas organizações e nas populações


e melhorar as competências de alguns participantes do processo organizacional,
fazendo com que surjam novas competências individuais e coletivas.

Com o avançar do desenvolvimento social e com o compartilhamento do


conhecimento, o capital humano necessita entender a Gestão do Conhecimento
como uma ferramenta que estimule o desenvolvimento de competências agregadas,
adquiridas por meio dos três níveis do conhecimento e com o intuito de garantir a
manutenção dos indivíduos para o alcance dos objetivos definidos, bem como o
fortalecimento da estratégia empresarial.

O capital humano nas organizações

Fonte: Plataforma Deduca, (2020).

Um investimento na estratégia de Gestão de Pessoal, dessa forma, consiste


em muito mais do que fortalecer os indivíduos que interagem por intermédiodo
conhecimento: torna-os incentivados justamente porque eles procuram encontrar e
manter seus talentos, além de contribuir para que desenvolvam suas perspectivas
teóricas e práticas.

Aprendizado e inovação estão diretamente correlacionados. Mas a inovação só


será possível se houver recursos, conhecimento, estrutura de suporte e condições
favoráveis. Para isso, investir nas pessoas por meio de espaços colaborativos,
laboratórios de desenvolvimento, rodas de conversa e momentos de troca de ideias
e em novas maneiras de pensar sobre o futuro passa a ser fundamental para a
perenidade das organizações.

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Fechamento
Estudamos como as mudanças são importantes e significativas para as
organizações. Refletimos que a resistências as mudanças são motivadas pelo
desconhecido. A partir do momento que existe uma comunicação clara e precisa
o medo de mudar diminui consideravelmente. Portanto, se possível as mudanças
devem ser estudadas, planejadas e com uma excelente comunicação.

Vimos a relevância da aprendizagem organizacional e como devemos ver a


aprendizagem como uma maneira de construção do conhecimento da empresa.
E de que forma a gestão da aprendizagem proporciona vantagens e diferencias
competitivos. Refletimos por fim, sobre a inovação e o pensamento criativo para a
construção da competitividade e do êxito organizacional.

Referências
CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoal. Rio de Janeiro: Campus, 2004.

DUTRA, J. S. Gestão de pessoas: modelos, processos, tendências e perspectivas.


São Paulo: Atlas, 2016.

MÓSCA, H. M. et al. Gestão de pessoas nas organizações contemporâneas.Rio de


Janeiro: LTC, 2014.

WOOD JR., T. Mudança organizacional. São Paulo: Atlas, 2004.

VERGARA, S. C. Gestão de pessoas. 16. ed. São Paulo: Atlas, 2016.

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