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O COORDENADOR

PEDAGÓGICO E SUAS
ATRIBUIÇÕES
 COMO ESTÁ O TRABALHO DO PEDAGOGO?
 QUAIS INSTRUMENTOS RESPALDAM/AUXILIAM NO TRABALHO DO
PEDAGOGO?

O PEDAGOGO COMPREENDE SEUPAPEL COMO


GESTOR?
O PEDAGOGO COMPREENDE SEUPAPEL COMO
FORMADOR?

 O PEDAGOGO COMPREENDE SUA RESPONSABILIDAE QUANTO A FUNÇÃO

SOCIAL DA ESCOLA?

02
PAPEL DO PEDAGOGO COMO
EQUIPE GESTORA
IMPLEMENTAÇÃO DO
PPP FORMAÇÃO

ARTICULADOR DO ORGANIZAÇÃO
PROCESSO DE
GESTÃO DO TRABALHO
DEMOCRÁTICA PEDAGÓGICO
GESTÃO
PEDAGÓGICA

03
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
PEDAGÓGICO
Planejar
ORGANIZAÇÃO:
• Ato ou efeito de organizar
• Arrumação ordenada das partes de um todo.
• Preparação de um projeto, com definição de
procedimentos e metas. Dispor
de
(Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa forma
– Michaelis)
ordenad
a

Estruturar
uma ação
prover
condições
para a
realização da
ação
04
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
PEDAGÓGICO
Força Física /
Intelectual
TRABALHO:
Conjunto de atividades produtivas ou intelectuais
exercidas pelo homem para gerar uma utilidade e
alcançar determinado fim.
Potencializado
(Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa r do domínio
– do homem
Michaelis)
sobre a
natureza.

Ação de
alguma tarefa
Atividade
própria do
homem

05
É sabido que a educação praticamente coincide com a própria existência humana. Em
outros termos, as origens da educação se confundem com as origens do próprio homem. A

medida em que determinado ser natural se destaca da natureza e é obrigado, para existir,

a produzir sua própria vida é que ele se constitui propriamente enquanto homem. Em

outros termos, diferentemente dos animais, que se adaptam à natureza, os homens têm

que fazer o contrário: eles adaptam a natureza a si. O ato de agir sobre a natureza,

adaptando-a às necessidades humanas, é o que conhecemos pelo nome de trabalho.

Por isto podemos dizer que o trabalho define a essência humana. Portanto, o homem,

para continuar existindo, precisa estar continuamente produzindo sua própria existência

através do trabalho. Isto faz com que a vida do homem seja determinada pelo modo como

ele produz sua existência. SAVIANI (1994, p. 152)

06
ESPECIFICIDADES DO
TRABALHO

07
O TRABALHO NAESCOLA
ESCOLA –INSTITUIÇÃO SOCIAL E EDUCATIVA.

OBJETIVO: APRENDIZAGEM DOS (AS)


ESTUDANTES.

A FORMAÇÃO HUMANA E A FORMAÇÃO DA


CIDADANIA.

MEDIAR CONHECIMENTOS
ACUMULADOS HISTORICAMENTE PELA
HUMANIDADE.

TIPO ESPECÍFICO DE TRABALHO: O


TRABALHO ESCOLAR= PEDAGÓGICO E
DOCENTE.

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9
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
PEDAGÓGICO
Os esforços do trabalho
O trabalho pedagógico diz desenvolvido na escola, no
Compreende ordenar os interior da sala de aula, em
respeito a todo trabalho escolar princípios e procedimentos
que envolva o planejamento grupos de estudos
referentes ao planejamento do sistematizados, cujas ideias são
educacional. trabalho na escola. organizadas através de um
planejamento educacional.

Assim, exercem o trabalho


Além do trabalho pedagógico, o pedagógico todos os
professor também exerce o trabalho profissionais da escola se suas
docente, pois a atividade principal do
atividades estiverem
professor é a docência, isto é, o
ensino, por isso somente o professor, relacionadas ao ensino e à
no seu processo de ensinagem, pode aprendizagem no que se refere
exercer o trabalho docente. ao planejamento e a sua
execução.
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“a compreensão da totalidade da educação na sua


dimensão política, ética e social é uma necessidade
do cientista da educação e em especial do
Pedagogo. Sua presença como articulador e
organizador do trabalho pedagógico e político é
essencial para realização de uma educação
transformadora”. (SILVA, 2007, p. 2).
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1

ELEMENTOS DA OTP
Gestão

CURRÍCULO

PLANEJAMENTO

AVALIAÇÃO
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GESTÃO
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GESTÃO
• Gestão Democrática - PPP – Pedagogo –
Instâncias Colegiadas.
• Gestão – Relação Família-Escola-
• Gestão- Formação -Semana Pedagógica-
Formações gerais.
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GESTÃO DEMOCRÁTICA
Efetivação da Gestão Democrática, dentro de dois anos, por
meio de oito estratégias de políticas nacionais

PNE
2014/2024 Art. 14 - Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão
META 19 democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as
suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I.Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto
pedagógico da escola;
II.Participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou equivalentes.
LDB 9394/96
Art. 15 - Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares
públicas de educação básica que os integram progressivos graus de
autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira,
observadas as normas de direito financeiro público.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1988 O ensino público deve ser ministrado de acordo com
os preceitos da Gestão Democrática.
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GESTÃO DEMOCRÁTICA

Descentralização

Participação Comunicação
Comprometimento Transparência

Representatividade dos
Segmentos.
Diálogo entre os Autonomia
pares. Pedagógica
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GESTÃO DEMOCRÁTICA
• Instituir e promover a atuação permanente das
Instâncias colegiadas;
• construção coletiva do PPP;
• participação da comunidade;
• respeito aos espaços deorganização própria dos
segmentos.
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GESTÃO

Escola = instituição Dimensionar a


social, que tem como prática pedagógica
Conhecimento como
função a Papel político da de modo a garantir
fonte para efetivação
democratização dos escola atrelado ao que o processo de
de um processo de
conhecimentos seu papel ensino e
emancipação
produzidos pedagógico. aprendizagem esteja
humana.
historicamente pela a serviço da
humanidade. mudança necessária.

Espaço de mediação entre


Transformação social Função social da escola.
sujeito e sociedade
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GESTÃO
• Gestão democrática

• A participação = prática política e democrática

• Define coletivamente as ações e as concepções


da escola
• O diretor não estará sozinho nem para decidir
nem para agir. Cada sujeito do processo
educativo tem suas funções específicas, porém,
o planejamento e implementação das ações
parte do coletivo.
• Condição determinada e determinante de uma
teoria e prática
progressista de educação.
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GESTÃO
“A participação é o principal meio de se assegurar
a gestão democrática da escola, possibilitando o
envolvimento de profissionais e usuários no
processo de tomada de decisões e no
funcionamento da organização escolar”
(LIBÂNEO, 2004, p.79)
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GESTÃO
“Faz-se necessário, também o domínio das bases teórico-
metodológicas indispensáveis à concretização das
concepções assumidas coletivamente”. VEIGA (2013, p. 14)

“de pouca valia terão a gestão democrática, as eleições


para diretor, a aquisição de novos equipamentos, a
participação da comunidade etc. se os objetivos de
aprendizagem não forem conseguidos”. LIBÂNEO
(2012, p.420)
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PEDAGOGO COMO GESTOR
PEDAGÓGICO
Articulação do Projeto Político-Pedagógico envolvendo todos os segmentos;

Participação no Conselho Escolar com proposta de estudo do Estatuto e


legislações afins;
Participação na APMF com sugestões para investimento em recursos
pedagógicos;
Apoio ao trabalho do Grêmio Estudantil oportunizando discussões e
planejamento de ações;

Coordenação do Conselho de Classe;

Pedagogo como formador.

Acompanhamento do PPP, PPC, PTD, Regimento e Plano de Ação da escola.


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2
PEDAGOGO COMO GESTOR
PEDAGÓGICO

RELAÇÃO FAMÍLIA- ACESSO A CONTEÚDOS E


COMUNICAÇÃO INFORMAÇÕES ESCOLARES
ESCOLA
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PEDAGOGO COMO GESTOR
PEDAGÓGICO
ATAS, MEMORANDOS, OFÍCIOS, CONVOCAÇÕES, DOCUMENTOS OFICIAIS.

•RESPALDAM , GARANTEM OS COMBINADOS , REGISTRAM SITUAÇÕES.


RESPALDO JURÍDICO, OFICIALIZAM SITUAÇÕES.

•RESPONSABILDIADEDO SECRETÁRIO ESCOLARSOB ORIENTAÇÃO DO


PEDAGOGO.

•ATA CONSELHO DE CLASSE, ATA DE REPROVAÇÃO, ATA DE ATENDIMENTO


AOS ESTUDANTES, RESPONSÁVEIS E PROFESSORES.
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PEDAGOGO COMO GESTOR
PEDAGÓGICO
ATAS, MEMORANDOS, OFÍCIOS, CONVOCAÇÕES, DOCUMENTOS OFICIAIS.
ATA é o documento em que se registram, de forma exata e metódica, as ocorrências,
resoluções e decisões das assembleias, reuniões ou sessões realizadas por comissões,
conselhos, congregações, corporações ou outras entidades semelhantes. É documento de
valor jurídico. Por essa razão, deve ser redigida de maneira que não possa ser
modificada posteriormente.

MEMORANDO é uma modalidade de comunicação interna utilizada para encaminhar


mensagens sucintas e de caráter informativo. Caracteriza-se pela concisão e clareza e
sua tramitação deve pautar-se na agilidade e na simplificação de procedimentos
burocráticos.

CONVITE E CONVOCAÇÃO são mensagens escritas que formalizam o ato de convidar


alguém para um evento. O primeiro caracteriza-se apenas como uma solicitação, enquanto
o segundo constitui uma exigência de comparecimento.
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PEDAGOGO COMO FORMADOR


SEMANA PEDAGÓGICA

FORMAÇÃO EM AÇÃO
REUNIÃO PEDAGÓGICA

HORA-ATIVIDADE
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PEDAGOGO COMO FORMADOR


• E pedagogo é aquele que possibilita o acesso à cultura, organizando o
processo de formação cultural. É, pois, aquele que domina as formas, os
procedimentos, os métodos através dos quais se chega ao domínio do
patrimônio cultural acumulado pela humanidade. E como o homem só se
constitui como tal na medida em que se destaca da natureza e ingressa no
mundo da cultura, eis como a formação cultural vem a coincidir com a
formação humana, convertendo-se o pedagogo, por sua vez, em formador
de homens. SAVIANI (1985, p. 27)
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INSTRUMENTOS DE GESTÃO
FUNDAMENTAÇÃO
LEGAL PARA A
ELABORAÇÃO DO APLICATIVOS
REGIMENTO
ESCOLAR DA
EDUCAÇÃO BÁSICA

REUNIÕES
DOCUMENTOS PEDAGÓGICAS -
NORTEADORES SEMANA
PEDAGÓGICA-
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CURRÍCULO
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O QUE É CURRÍCULO?
Currículo = seleção intencional dos conteúdos,
concepções e da especificidade da escola a fim de
promover a socialização do saber e o compromisso com
a elevação cultural da sociedade, expressando o projeto
social da escola.
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O QUE É CURRÍCULO?

“A escola existe, pois, para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso
ao saber elaborado (ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber. As
atividades da escola básica devem se organizar a partir dessa questão. Se chamarmos isso
de currículo, poderemos então afirmar que é a partir do saber sistematizado que se estrutura
o currículo da escola elementar. [...] currículo é o conjunto das atividades nucleares
desenvolvidas pela escola.” SAVIANI (1991, p. 22 e 23)
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O QUE É CURRÍCULO?
• A escola como um todo: a Gestão Democrática, o
conhecimento, em especial seu Currículo expressam,
sobretudo, um PROJETO SOCIAL.

• A escola age na contradição, assim exige-se uma


intencionalidade em suas ações.
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O QUE É CURRÍCULO?
“O currículo é sempre o resultado de uma seleção: de um universo
mais amplo de conhecimentos e saberes seleciona‐se aquela parte
que vai constituir, precisamente, o currículo. As teorias do currículo,
tendo decidido quais conhecimentos devem ser selecionados,
buscam justificar por que “esses conhecimentos” e não
“aqueles” devem ser selecionados. [...] Um currículo busca
precisamente modificar as pessoas que vão “seguir” aquele
currículo. [...]” SILVA (2004, p. 15 e 16)
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CURRÍCULO
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CURRÍCULO
a)O Currículo prescrito ou regulamentado se dá no âmbito das decisões políticas e
administrativas e se refere, por exemplo, às determinações e prescrições curriculares,
como as Diretrizes Curriculares Nacionais, os Pareceres e Resoluções dos Conselhos
Nacional, Estadual e Municipal de Educação, a Base Nacional Comum Curricular e o
Referencial Curricular do Paraná.

b)O currículo planejado: São as orientações curriculares que consideram as

especificidades de cada etapa e/ou modalidade de ensino e os materiais


didáticos, que são elaborados a partir do que foi determinado pelo
currículo prescrito ou regulamentado.
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CURRÍCULO
O Currículo Organizado refere-se ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) das
unidades escolares, cujo conteúdo expressa concepção, apresenta e problematiza o
contexto social e também explicita a forma de organização do conhecimento escolar
na Proposta Pedagógica Curricular (PPC). É importante ressaltar que a PPC é parte
integrante do PPP e não um apêndice ou anexo. Ela expressa os conteúdos, objetivos
e habilidades a serem desenvolvidos para a concretização das concepções
apresentadas no PPP, principalmente no que se refere à sua dimensão conceitual.
O Currículo em Ação é o espaço de consolidação da função social da escola. É a
transposição do que está prescrito, planejado e organizado para a prática em sala de
aula, expressos nos Planos de Trabalho Docente e nas diferentes atividades realizadas
pelos estudantes.
Por fim, o Currículo Avaliado abrange as práticas avaliativas internas, a partir de
uma perspectiva formativa e as avaliações externas em larga escala, entre elas a
Prova Paraná, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem), entre outros.
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CURRÍCULO
• Quem são os sujeitos da escola pública? De onde eles vêm?
Que referências sociais e culturais trazem para a escola?

• Um sujeito é fruto de seu tempo histórico, das relações sociais


em que está inserido, mas é, também, um ser singular, que atua
no mundo a partir do modo como o compreende e como dele lhe
é possível participar.

• Ao definir qual formação se quer proporcionar a esses


sujeitos, a escola contribui para determinar o tipo de participação
que lhes caberá na sociedade.
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CURRÍCULO
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CURRÍCULO
• Os sujeitos da Educação Básica devem ter acesso
ao conhecimento produzido pela humanidade que,
na escola, é veiculado pelos conteúdos das
disciplinas escolares;
• Escola como lugar de socialização do
conhecimento;
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CURRÍCULO
Desta perspectiva, propõe-se que
tais conhecimentos contribuam para
a crítica às contradições sociais,
políticas e econômicas presentes
nas estruturas da sociedade
contemporânea e propiciem
compreender a produção científica,
a reflexão filosófica, a criação
artística, nos contextos em que elas
se constituem.
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CURRÍCULO

Cabe á escola:
•Construircoletivamente a universalização da
QUALIDADE da aprendizagem de todos os alunos;
•Igualdade no atendimentos dos sujeitos;
•Explicitar a multiplicidade de caminhos necessários;
•Organizar o espaço educativo como espaço
cultural gerador de conhecimentos.
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1

O PEDAGOGO NA MEDIAÇÃO
DO CURRÍCULO
A atuação do pedagogo escolar é
“É do pedagogo a imprescindível na ajuda aos professores
responsabilidade de no aprimoramento do seu desempenho
na sala de aula (conteúdos, métodos,
transformar o conhecimento técnicas, formas de organização da
difuso em sistematizado e classe), na análise e compreensão das
situações de ensino com base nos
assimilável, ou saber conhecimentos teóricos, ou seja, na
escolar.” vinculação entre as áreas do
conhecimento pedagógico e o trabalho
SAVIANI (1985, p.27) de sala de aula. (LIBÂNEO, 2010, p.61).
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PEDAGOGO
mediador entre o
método, as formas de
condução do
conhecimento e a
prática docente

PROFESSOR ESCOLA:
mediador entre mediadora entre
o conhecimento o conhecimento e
e o aluno a comunidade.

CONHECIMENTO
Via de promoção
humana e
“transformaçã
o“ social.
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3
O PEDAGOGO NA MEDIAÇÃO DO
CURRÍCULO
• Cabe ao pedagogo dar suporte ao trabalho
docente, utilizando-se do conhecimento, próprio da
sua função, dos componentes técnicopráticos,
psicológicos, sociopolíticos, decorrentes das
ciências auxiliares da educação, no ato educativo,
levando o aluno a apropriar-se da matéria
(conteúdo), objeto do processo de ensino e
aprendizagem.
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4
CURRÍCULO
o papel do pedagogo
Orientação os docentes quanto a elaboração da PPC e PTD;

Reflexão com os profissionais da escola sobre as concepções de currículo;

Sugestão de encaminhamentos metodológicos e avaliativos; Discussão

sobre o processo de mediação do conhecimento;

Subsídio e suporte aos docentes na análise, seleção e sequenciação dos


conteúdos;
Subsídio teórico às ações e discussões escolares;
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INSTRUMENTOS CURRÍCULO

PPP,
BASE NACIONAL
PTD, PPC COMUM
CURRICULAR

DIRETRIZES
NACIONAIS E
ESTADUAIS
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PLANEJAMENTO
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PLANEJAMENTO
• O planejamento é um processo de sistematização e
organização das ações do professor. É um
instrumento da racionalização do trabalho
pedagógico que articula a atividade escolar com os
conteúdos do contexto social (LIBÂNEO, 1991).
• Planejamento é processo de reflexão, de tomada
de decisão, enquanto processo, ele é permanente.
(VASCONCELOS, 1995, p. 43).
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PLANEJAMENTO
Planejamento em diferentes níveis de abrangência: Planejamento do
Sistema de Educação, que corresponde ao planejamento que é feito
em nível nacional, estadual ou municipal e incorpora e reflete as
grandes políticas educacionais.[...] O Planejamento da Escola, que
trata-se do que chamamos de Projeto Político Pedagógico, sendo o
plano global da instituição.[...] O Planejamento Curricular que refere-
se a proposta geral das experiências de aprendizagem que serão
oferecidas pela escola, incorporada nos diversos componentes
curriculares. É a espinha dorsal da escola, desde as séries iniciais até
as terminais. [...] o Planejamento de Ensino-Aprendizagem, o
planejamento mais próximo da prática do professor e da sala de aula,
que diz respeito mais estritamente ao aspecto didático.
(VASCONCELOS, 1995, p. 53).
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PLANEJAMENTO
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO:
DOCUMENTOS
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR
PLANO DE TRABALHO DOCENTE
REGIMENTO ESCOLAR
PLANO DE AÇÃO.
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PLANEJAMENTO
REGIMENTO
PLANEJAMENTO
ESCOLAR

PPP

PPC

PTD
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1
PLANEJAMENTO – A EFETIVAÇÃO DO
CURRÍCULO
• PPP: é a expressão da intencionalidade do conjunto da comunidade
escolar a respeito da sociedade que se possa almejar.

• PPC: é a expressão de uma determinada concepção de educação e de


sociedade, pensada filosófica, histórica e culturalmente no PPP. Ela é
construída pelos professores das disciplinas e mediada pela equipe
pedagógica, os quais lançam mão dos fundamentos curriculares
historicamente produzidos para proceder a esta seleção de conteúdos e
método com sua respectiva intencionalidade.

• PTD: O Plano de Trabalho Docente é a expressão da Proposta Pedagógica


Curricular, a qual, por sua vez, expressa o PPP. O plano é a representação
escrita do planejamento do professor. Neste sentido, ele contempla o
recorte do conteúdo selecionado para um dado período.
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PLANEJAMENTO – A EFETIVAÇÃO DO
CURRÍCULO
• Neste momento o projeto de sociedade se efetiva no currículo e
para tal deve sair do papel e passar para a prática docente junto aos
discentes. Ou seja, a partir da proposta pedagógica, a qual reúne a
concepção das disciplinas em torno da concepção de educação
sistematizada no PPP, o professor planeja suas aulas e organiza seu
Plano de Trabalho Docente. É o currículo em ação.

PEDAGOGO: Mediador e articulador deste projeto na escola.


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3
PLANEJAMENTO – A EFETIVAÇÃO DO
CURRÍCULO
MARCOS:
* SITUACIONAL(O
INSTRUMENTO DE QUE SOMOS?) ORGANIZAÇÃO E
PPP INTERVENÇÃO E
MUDANÇA DA
REALIDADE.
* CONCEITUAL (O
QUE
INTEGRAÇÃO
PARA A
TRANSFORMAÇÃO
QUEREMOS?),
* OPERACIONAL (O
QUE FAREMOS?)

CABE PEDAGOGO:
•Articular o trabalho pedagógico da escola a partir do PPP, compreendendo este documento
como um instrumento de ação política;
•Organizar e articular o trabalho coletivo na (re)elaboração do documento sob uma perspectiva de
escola democrática e inclusiva;
•fazer a articulação entre a teoria e a prática através de sua ação pedagógica;
•Acompanhar a efetivação do Projeto Político-Pedagógico nas práticas escolares.
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4
PLANEJAMENTO – A EFETIVAÇÃO DO
CURRÍCULO
DOCUMENTO DA
INSTITUIÇÃO DE CONTEÚDOS
EXPRESSA OS
ENSINO QUE ESSENCAIS Á
FUNDAMENTOS
FUNDAMENTA E FORMAÇÃO DO DIRETRIZES, BNCC
PPC SISTEMATIZA A
ORGANIZAÇÃO
CONCEITUAIS ,
METODOLÓGICO
ESTUDANTE
(CONTEÚDOS
E DOCUMENTOS
ORIENTADORES.
S E AVALIATIVOS
DO ESTRUTURANTE
CONHECIMENTO . S E BÁSICOS)
NO CURRÍCULO.

CABE PEDAGOGO:
•oportunizar e fundamentar pedagogicamente discussões que permitam a construção de uma proposta
pedagógica curricular que venha ao encontro das necessidades da população a qual a escola atende;
•Mediar o desenvolvimento da prática docente junto aos professores com base na PPC;
•Organizar e articular o trabalho coletivo na (re)elaboração do documento sob uma perspectiva de
escola democrática e inclusiva;
•Acompanhar o processo de transposição e seleção dos conteúdos que serão trabalhados em cada
ano/série.
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5
PLANEJAMENTO – A EFETIVAÇÃO DO
CURRÍCULO
O QUE FAZER?
COMO FAZER?
ORGANIZAÇÃO DO QUANDO
ANTECIPA A FAZER?
PTD AÇÃO DO
PROFESSOR
PROCESSO
ENSINO-
APRENDIZAGEM
COM QUE
FAZER?
PARA
QUE
FAZER?
CABE PEDAGOGO:
•fazer a articulação entre o método e a metodologia, dentro das condições concretas de ensino e
aprendizagem,
•prever e prover, de forma sistemática, os recursos e a distribuição do tempo e espaço escolares,
para que as atividades planejadas sejam realizadas,
•Analisar as práticas quanto à sua efetividade para promoção da aprendizagem.
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REGIMENTO ESCOLAR
LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL
Indica determinados limites nos quais se atua, as possibilidades de atuação, os direitos, os
deveres, proibições: REGRAS

Ordenamento normativo:
•regula as relações básicas implicadasna existência social (familiares,
econômicas e políticas).
•regula os modos pelos quais a sociedade soluciona conflitos (reage à violação das normas e
estabelece a imposição de sanções) .
•impede a existência do direito do mais forte e estabelece leis gerais, fixas e iguais para todos.
•Legitima o Projeto Político Pedagógico.
•Dá legalidade ao que foi decidido pela comunidade escolar como condições para a efetivação do
PPP.
•Pressuposto de elaboração, sobretudo, coletiva.
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PLANO DEAÇÃO
• É um documento que registra o que se pensa fazer, como fazer,
quando fazer, com que fazer e com quem fazer.

• É um norte para as ações educacionais.


• Plano é a formalização dos diferentes momentos do processo de
planejamento.

• É a apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas.


• Plano de ação da escola – Plano de Ação Equipe Pedagógica.
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O PAPEL DO PEDAGOGO NO
PLANEJAMENTO

• Sendo assim, cabe ao pedagogo em sua prática


pedagógica junto à equipe docente: mediar a
concepção posta no Projeto Político- Pedagógico e na
Proposta Pedagógica Curricular, garantindo a sua
intencionalidade no Plano de Trabalho Docente.
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O PAPEL DO PEDAGOGO NO
PLANEJAMENTO
A atuação do pedagogo é imprescindível na ajuda aos
professores no aprimoramento do seu desempenho na sala
de aula (conteúdos, métodos, técnicas, formas de organização da
classe), na análise e compreensão das situações de ensino com
base nos conhecimentos teóricos, ou seja, na vinculação entre
as áreas do conhecimento pedagógico e o trabalho de sala de
aula. (LIBÂNEO, 2010, p. 61).
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0
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DOS
TEMPOS E ESPAÇOS DA ESCOLA.
Auxílio à direção na organização das turmas, calendário letivo, distribuição das
aulas e disciplinas e horário semanal de aulas.
Planejamento e organização dos espaços e tempos da escola para aulas de Apoio
Pedagógico.
Organização da hora atividade do professor para estudo, planejamento e reflexão
do processo de ensino e aprendizagem.
Participação na organização da biblioteca, assim como do processo de aquisição de
livros, revistas, fomentando ações de incentivo à leitura.
Acompanhamento das atividades desenvolvidas nos Laboratórios da escola.

Organização e acompanhamento, juntamente com a direção, das reposições e


complementação de carga horária de dias letivos, horas e conteúdos aos
estudantes.
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1

INSTRUMENTOS PLANEJAMENTO
FUNDAMENTAÇÃ
O LEGAL PARA A
ELABORAÇÃO DO
BASE NACIONAL
REGIMENTO
COMUM ESCOLAR DA
CURRICULAR EDUCAÇÃO BÁSICA

DIRETRIZES PTD
NACIONAIS E PPC
PLANO DE
ESTADUAIS AÇÃO
PPP
REGIME
NTO
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AVALIAÇÃO
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3

AVALIAÇÃO

• Instrumentos de Avaliação –Pedagogo –


• Currículo –Planejamento –Pedagogo
• Avaliação –PPP- Recuperação
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AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO – FENÔMENO HUMANO – SUBSIDIA A TOMADA DE DECISÕES.

NA ESCOLA:
•Tanto como meio de diagnóstico do processo ensino-aprendizagem quanto como
instrumento de investigação da prática pedagógica.
•Dimensão formadora, uma vez que, o fim desse processo é a aprendizagem
•Ação-reflexão sobre a prática em sala de aula - compromisso com o êxito do aluno.

“um juízo de qualidade sobre dados relevantes, para uma tomada de decisão” (LUCKESI,
1995, p. 69)
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AVALIAÇÃO
EXPRESSAR
CONHECER UMA
O OBJETO QUALIDADE A
ELE

AVALIAÇÃO

TOMAR
MODIFICAÇÕES UMA
DECISÃO
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6

AVALIAÇÃO
A tomada de decisão implica definir uma posição, quer
dizer, “se refere à decisão do que fazer com o aluno,
quando a sua aprendizagem se manifesta satisfatória ou
insatisfatória. Se não se tomar uma decisão sobre isso, o
ato de avaliar não completou seu ciclo constitutivo”.
(LUCKESI, 1995, p. 71)
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TIPOS DE AVALIAÇÃO
Avaliação Interna da aprendizagem:
realizada pelo professor em sala de aula.
Busca verificar a aprendizagem do aluno
e é determinada em conformidade com o
planejamento escolar e Plano de
Trabalho Docente.
Avaliação Externa de desempenho:
realizada por agente externo à escola,
geralmente aplicada em larga escala. É uma
ferramenta que fornece elementos para a
formulação e o monitoramento de políticas
públicas, bem como o redirecionamento de
práticas pedagógicas.
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AVALIAÇÃO
• Avaliação escolar - é parte integrante do processo de ensino–
aprendizagem - não é uma etapa ou momento isolado.

• Avaliação faz parte da metodologia de ensino, está expressa nos


objetivos, os conteúdos e os procedimentos metodológicos expressos
no planejamento e desenvolvidos no decorrer do ensino.

• Avaliação se concretiza de acordo com o que se estabelece nos


documentos escolares como o Projeto Político Pedagógico e, mais
especificamente, a Proposta Pedagógica Curricular e o Plano de
Trabalho Docente, documentos necessariamente fundamentados nas
Diretrizes Curriculares.
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AGRAVANTES DA AVALIAÇÃO

•Outras vezes, a avaliação é praticada


arbitrariamente e serve apenas para
controlar os alunos, como castigo de
condutas sociais, como prêmio para uns e
castigo para outros. (LUCKESI, 1995).
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0
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NUMA
PERSPECTIVA DA CONTRADIÇÃO
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA AVALIAÇÃO CLASSIFICATÓRIA

 Diferentes instrumentos  Instrumentos avaliativos centrados


de avaliação, na escrita, provas e exames;
contemplando diferentes linguagens;  Recuperação como
 Recuperação como direito do chance;
estudante;  Avaliação de conteúdos
 Instrumentos avaliativos para novos na recuperação;
redimensionamento da ação  Centrada em notas e no
didática; estudante;
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1 EXAME AVALIAÇÃO

1. CONSTATA 1. BUSCA AMUDANÇA


2. ESTÁTICO 2. DINÂMICA
3. PRIORIZA O INSTRUMENTO 3. PRIORIZA O SUJEITO
4. PRIORIZA ANOTA 4. PRIORIZA AAPRENDIZAGEM
5. PRONTO E ACABADO 5. PROCESSO
6. QUANTIDADE 6. QUALIDADE
7. CRIA MEDO 7. AMPLIA POSSIBILIDADES
8. VERIFICA O QUE SABE 8. VALORIZA CONQUISTAS
9. ENCERRA-SE NO REGISTRO 9. SUBSIDIA NOVAAÇÃO
10. APROVA E REPROVA 10. DIRECIONA
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2
AVALIAÇÃO
CABE AO PEDAGOGO...
•Acompanhar o processo avaliativo escolar, no intuito de subsidiar os professores no
desenvolvimento de uma avaliação consistente que sirva realmente ao processo de ensino.
Além de apresentar possibilidade de uma outra forma de avaliar.

•Articular a discussão sobre o processo de avaliação, repensando e compreendendo a


avaliação como um instrumento que possibilita o redimensionamento da direção das ações na
escola

•Atuar para romper com a prática avaliativa excludente e seletiva e para cuidar que a
escola cumpra o seu papel fundamental de difundir o conhecimento

•Organizar a prática avaliativa na escola, levando os professores a compreenderem como é


importante respeitar o tempo de aprendizagem dos alunos, acompanhando as produções
cotidianas dos alunos, percebendo o processo de aquisição dos conhecimentos realizado por
eles.
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3
AVALIAÇÃO
Propostas de intervenção para diminuição do índice de estudantes aprovados por
Conselho de Classe;
Reflexão sobre as concepções de avaliação;
Acompanhamento do rendimento escolar dos últimos anos, índice de Aprovação,
Reprovação e Aprovação por Conselho de Classe;
Acompanhamento dos instrumentos de avaliação: enunciados, valoração, critérios
avaliativos;
Fundamentação na Legislação;
Análise das propostas de recuperação de estudos; Análise das avaliações

externas: IDEB e SAEP;

Realização de Pré-Conselho, Conselho de Classe e Pós-Conselho;


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4

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
FUNDAMENTAÇÃO
IDEB, SAEP, LEGAL PARA A
PROVA BRASIL, ELABORAÇÃO DO
REGIMENTO
ENEM, ... ESCOLAR DA
EDUCAÇÃO BÁSICA

PLANO DE
TRABALHO
DOCENTE
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5

REFERÊNCIAS
• BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996.
• BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988.
• LIBÂNEO, J.C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. Ed. 5. Goiânia: Alternativa, 2004
• Pedagogia e pedagogos, para quê? 12 ed. São Paulo: Cortez, 2010.
• Didática. São Paulo: Cortez, 1991.
• Pedagogia, Ciência da Educação? In: Pimenta, Selma G. (org.). São Paulo; Cortez, 1996.
• LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J. F. de.; TOSCHI, M. S. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. 10 ed. Cortez: São Paulo,
2012.
• LUCKESI, C.C. Planejamento e avaliação na escola: articulação e necessária determinação ideológica. In: Avaliação da
aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995, p. 103 – 119.
• PARANÁ.Secretária de Estado da Educação – SEED. Edital nº. 10/2007 – GS/SEED.
Disponível em: http://www.educacao.pr.gov.br/arquivos/File/editais/edital102007gs.pdf (Acesso em 19/04/2017.)
• Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Educação Básica. Curitiba: SEED, 2008. Disponível em:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1 Acesso em: 19 abr. 2017
• SAVIANI, Dermeval. Sentido da pedagogia e o papel do pedagogo. In: Revista ANDES, São Paulo, nº 9, 1985.
• . Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1991.
• . O trabalho como princípio educativo frente às novas tecnologias. In: Novas tecnologias, trabalho e educação. Petrópolis /RJ :
Vozes, 1994.
• SAVIANI, N. Currículo: um grande desafio para o professor. In.: REVISTA EDUCAÇÃO, n. 16. São Paulo, 2003, pp. 35-38, 1998.
• SELLA, M.R.M. O trabalho do pedagogo face ao reordenamento dos tempos escolares: Um estudo sobre a política de ciclos em
Curitiba/Pr e dos seus efeitos sobre a organização do trabalho pedagógico escolar. Curitiba, UFPR, 2007.
• SILVA, T. T. Documentos de Identidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2004, 2ª edição.
• TAQUES, Mariana F.et al. O papel do pedagogo na gestão: Possibilidades de mediação do currículo PARANÁ. Secretaria de Estado da
Educação. Caderno temático - organização do trabalho pedagógico. Superintendência da Educação. Coordenação de Gestão Escolar,
2010. Disponível em:
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/sem_pedagogica/fev_2009/papel_pedagogo_gestao_seed.pdf. Acesso em 12 abr.
2017.
OBRIGADA
Renata Quani
(43) 998011175

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