Você está na página 1de 4

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR

PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE...

MÁRIO..., nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador da cédula


de identidade RG de nº..., inscrito no CPF/MF sob o nº..., endereço
eletrônico..., residente e domiciliado na..., Bairro..., Cidade..., Estado..., CEP...,
por seu procurador devidamente constituído (procuração em anexo), vem
respeitosamente, perante Vossa Excelência interpor nos termos do artigo 102,
inciso I, alínea “i” da Constituição Federal e artigo 988 e seguintes do Código
de Processo Civil

RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL COM PEDIDO DE EFEITO


SUSPENSIVO

em face de LUIGI..., nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador


da cédula de identidade RG de nº..., inscrito no CPF/MF sob o nº..., endereço
eletrônico..., residente e domiciliado na..., Bairro..., Cidade... Estado..., CEP...,
em face da decisão proferida pelo juízo a quo que não conheceu e não admitiu
o recurso interposto, pelos fundamentos de fato e de direito a seguir expostos.

I - DOS FATOS

O Autor moveu uma ação de indenização por danos materiais no importe


de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), pelo procedimento comum, em face do Réu e
requereu a concessão dos benefícios da gratuidade judiciária em razão de não
ter condições de arcar com as custas e despesas processuais

Após o recebimento da inicial , fora determinada a citação do Réu sem, a


apreciação do pedido de gratuidade da justiça por omissão do juízo.
Devidamente citado o Réu ofereceu contestação aos fatos e fundamentos
jurídicos articulados pelo Autor na petição inicial.

O Autor não reitera mais em nenhum momento o pedido de gratuidade da


justiça e o Réu não apresentou nenhuma impugnação na sua contestação,
uma vez que não havia o deferimento dos benefícios ao Autor até aquele
momento.

O processo seguiu seu curso normalmente em regular instrução até que,


encerrada a fase probatória, o juiz profere Sentença de parcial procedência do
pedido do Autor, condenando o Réu ao pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil
reais) a título de indenização por danos materiais.

Como a sucumbência foi recíproca, o juiz condena ambas as partes ao


pagamento de honorários advocatícios arbitrados em 10% (dez) por cento
sobre o valor da causa, indeferindo, na sentença, o pedido de gratuidade
judiciária formulado na petição inicial.

Foi interposto Recurso de Apelação face a r. sentença, requerendo a


reforma tão somente do capítulo que indeferiu a gratuidade judiciária.

Entretanto, o juízo a quo, não conhece o recurso, uma vez que entende
inadmissível, argumentando que a decisão que indeferiu a gratuidade judiciária
enfrentaria Agravo de Instrumento.

Diante das arbitrariedades perpetradas, não restou alternativa ao Autor


senão a proposição da presente ação.

II – DA NECESSÁRIA CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO

Segundo expõe o inciso II do artigo 989 do Código de Processo Civil, é


possível a concessão de efeito suspensivo à Reclamação na seguinte hipótese:

Artigo 989: “Ao despachar a reclamação,


o relator:
II - se necessário, ordenará a suspensão
do processo ou do ato impugnado para
evitar dano irreparável”

E no presente caso, não há dúvidas de que a manutenção da decisão


como proferida, trará ao Reclamante prejuízo material que poderá se tornar
irreparável, caso mantido o não conhecimento do Recurso de Apelação
interposto pelo Autor, ora Reclamante.

E no caso, como será exposto a seguir, trata-se de manifesta violação ao


artigo 101 do Código de Processo Civil, o que também demonstra a
necessidade de suspensão do presente feito.

III – DOS FUNDAMENTOS DE DIREITO

No caso analisado, a parte realizou pedido de assistência judiciária


gratuita por ocasião da inicial, mas seu pedido de justiça gratuita não foi
apreciado em nenhuma oportunidade. O Reclamante, portanto, então, que não
poderá ser prejudicado por omissão do tribunal.

Por isso, a Corte Especial decidiu que a omissão do Judiciário deve atuar
“em favor da garantia constitucional de acesso à jurisdição e de assistência
judiciária gratuita, favorecendo-se a parte que requereu o benefício,
presumindo-se o deferimento do pedido de justiça gratuita, mesmo em se
tratando de pedido considerado somente no curso do processo.

IV – DOS PEDIDOS

Assim, diante do todo acima exposto, requer:

A - Seja deferida a suspensão da decisão impugnada, para que não haja


danos ao Reclamante, com base no artigo 989, inciso II do CPC;

B – Que seja julgada procedente a Reclamação, para que seja cassada a


decisão proferida pelo juízo a quo, com base no artigo 992 do Código de
Processo Civil;
C - A requisição de informações da autoridade cujo ato foi impugnado,
que deverão ser prestadas no prazo de 10 (dez) dias, conforme o artigo 989,
inciso I, do CPC;

D - Seja determinada a citação do beneficiário da decisão impugnada


para, querendo, apresentar contestação no prazo legal;

E - Requer, finalmente, sejam deferidos os benefícios da assistência


judiciária gratuita ao reclamante, por não possuir ele condições de arcar com
as custas processuais sem prejuízo do seu sustento.

Termos em que, pede deferimento.

Local XXXXXData XXX de 2021

Advogado...

OAB nº ...

Você também pode gostar