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Escola da Bíblia

INTRODUÇÃO ÀS SAGRADAS ESCRITURAS

(BIBLIOLOGIA)
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INTRODUÇÃO

A Bíblia é o manual de vida para o cristão. Sem a Bíblia é impossível sabermos o padrão
de vida que devemos seguir para agradarmos ao SENHOR. Nela encontramos o
verdadeiro caminho a ser seguido ante a um mundo cheio de atalhos que nos aprisiona em
nossas próprias vidas. Você com certeza está aqui porque quer de fato aprender mais
sobre esse livro, essa suma revelação de Deus. Há movimentos carismáticos (citaremos o
significado de “carismático” mais a frente) que prometem trazer uma grande revelação à
sua vida. Nós cremos na manifestação do Espírito e que o SENHOR fala por intermédio de
Seus profetas, mas a maior revelação que você e eu podemos ter é ouvir o SENHOR falar
por intermédio de Sua Palavra.

A Palavra é o próprio SENHOR (Jo 1.1), portanto, o fundamento primário e principal da


nossa vida, deve, impreterivelmente, ser a Bíblia, a Palavra de Deus.
Nessa breve introdução quero expor uma carência que está afetando grandemente as
igrejas no tocante as pregações e os estudos das Sagradas Escrituras: A
INTERPRETAÇÃO. A tecnologia tem como propósitos principais facilitar o acesso e a
conectividade em quaisquer esferas atuais, sejam elas religiosas, sociais, culturais,
educacionais, profissionais e afins; há uma infinidade de facilidades que cooperam para
uma vida mais dinâmica, afinal, tempo é valioso demais para ser perdido. Mediante a essa
dinâmica, abreviamos palavras, pulamos páginas sem as termos lidas por completo e isso
tem criado uma deficiência em nossa leitura e principalmente em nossa interpretação
ocasionando uma conclusão falha e não verdadeira do que lemos, portanto, no início deste
estudo sugiro a você que em nossas próximas leituras e estudos leia cada versículo e
passagem respeitando pontuações e as ordens gramaticais. Você verá como isso lhe
auxiliará na interpretação bíblica e facilitará na extração dos mais profundos ensinamentos
do SENHOR.

O Que é a Bíblia Sagrada?


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A Bíblia é a Palavra de Deus revelada e registrada em uma coleção de livros escritos durante
séculos.
A Bíblia também é o livro mais lido no mundo. Porém, ela não é um livro comum. Os leitores da
Bíblia precisam saber que ela possui duas naturezas: humana e divina.
A natureza humana da Bíblia significa que ela foi escrita por homens. Já sua
natureza divina significa que apesar de ter sido escrita por homens, ela foi inspirada pelo próprio
Deus. Assim, ela é a divina Palavra de Deus em todos os sentidos.

O significado da palavra “Bíblia”

DEFININDO O CONCEITO DE BÍBLIA

O termo “bíblia” tem uma multiplicidade em sua etimologia. A palavra vem de um termo grego
que é escrito no plural, “Biblíon”, que é o diminutivo de “Byblos”, provavelmente do nome da
cidade de onde esse material era exportado para a Grécia, Biblos, hoje a atual Gebal, uma cidade
localizada na costa mediterrânea do Líbano, 42 km ao norte de Beirut. O termo “Biblíon” significa
“pequeno livro” e em seu original “Byblos”, “conjunto de livros” ou “grande livro” (essa proporção
provém da junção de muitos livros).

É interessante notar que da forma com que esse termo é aplicado, ele transmite um sentido muito
especial. Ele indica que entre milhões de livros existentes, apenas um tem importância e autoridade
suficiente para ser chamado simplesmente de “O Livro”.
Antes de o termo “Bíblia” ser amplamente utilizado, essa coleção de livros era chamada mais
frequentemente de “As Sagradas Escrituras”.

Quando a Bíblia foi escrita e quem a escreveu?


A coleção de livros que formam a Bíblia foi escrita por diversos autores num espaço de
tempo que compreende entre 1.500 e 2.000 anos. Provavelmente os primeiros livros que foram
escritos datam de aproximadamente 3.500 anos atrás. Já os últimos, foram escritos há cerca de
2.000 anos.
No entanto, a história registrada na Bíblia abrange um período muito maior. Ela recua à data mais
remota possível, visto que ela narra a própria criação do mundo.

Quantos livros formam a Bíblia?


A Bíblia é formada originalmente por 66 livros aceitos como sendo inspirados por
Deus. Esses 66 livros correspondem aos 39 livros do Antigo Testamento, e aos 27 livros do Novo
Testamento.
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Os livros do Antigo Testamento são os livros sagrados dos judeus escritos em hebraico. Apenas
alguns pequenos trechos foram escritos em aramaico. Já os livros do Novo Testamento foram
aqueles escritos em grego já na era Cristã, depois do ministério de Cristo.

As Bíblias Católica e Ortodoxa possuem uma quantidade diferente de livros em relação à Bíblia
Protestante. Isso ocorre porque tais tradições passaram a considerar e incluir ao Antigo
Testamento alguns livros e textos que foram inclusos na Septuaginta. Porém, tais livros não
aparecem no Canôn original do Antigo Testamento hebraico. Assim como os judeus, a Igreja
Reforma não os considerou como inspirados.
No entanto, as Bíblias Católica e Ortodoxa também possuem os 66 livros que formam a Bíblia
Protestante. Quanto à tradução dessas Bíblias, não há qualquer diferença realmente significativa.

Como os livros bíblicos estão organizados?


O Antigo Testamento conta a história do período antes de Cristo. Já o Novo Testamento
registra os acontecimentos a partir do nascimento de Jesus. 

Os livros do Antigo e do Novo Testamento também são classificados por suas características e
assuntos. A classificação é a seguinte:

 ANTIGO TESTAMENTO (39 livros)

Pentateuco ou Torá – Os cinco primeiros livros da Bíblia

 Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio. são os cinco primeiros livros da Bíblia.
Eles contam a origem de todas as coisas e a forma com que Deus escolheu para si um povo (de
Gênesis a Deuteronômio).

Livros Históricos:  Os livros que descrevem o nascimento e a trajetória do povo de Israel, bem
como a transação do período teocrático para o monárquico.
 Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e
Ester (sobre esse último, ressaltarei um ponto sobre ele logo abaixo).
são os livros que registram, principalmente, a história do povo de Israel. Essa história é contada
desde que eles chegaram à Terra Prometida (de Josué a Ester).

Livros históricos-deuterocanônicos ou Apócrifos – Livros que foram escritos mais que não
entraram no cânon bíblico protestante (decisão tomada pelos concílios eclesiásticos, no
tocante a isto, falaremos mais a frente).
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Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico e Baruque.

Nota: Há adições no livro de Ester que são deuterocanônicas, bem como no livro do profeta
Daniel nomeadamente os episódios do Salmo de Azarias, da História de Susana e de Bel e o
dragão. Essas respectivas adições são encontradas somente nas Bíblias católicas e ortodoxas,
assim como na Septuaginta grega

Livros sapienciais ou Poéticos – exposições de esferas sociais e pessoais, em uma


linguagem informal podemos dizer que tratam sobre coisas da vida do dia a dia do povo e
engloba a sabedoria popular e a sabedoria culta. Revelam as características do SENHOR no
agir cotidiano na vida do homem.

 Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos (ou Catares de


Salomão).

Livros de Profecias: registram as mensagens dadas por Deus sobre o futuro de seu povo. Seus
escritores foram homens que Ele escolheu como seus porta-vozes na terra (de Isaías a Malaquias).

Profetas maiores – Um conjunto de livros que retratam as vidas dos profetas, as sentenças
proferidas por Deus por intermédio do ministério profético, a exposição da vergonha e dos
pecados de Israel e a revelação da grande promessa redentora que viria para a salvação:
Jesus.

 Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel .

Profetas menores – Menores não porque possuíam um ministério profético menor ou porque
Deus se revelava menos a eles, mas sim porque seus escritos foram menores do que os
acima citados.

 Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu,
Zacarias, Malaquias.

NOVO TESTAMENTO (27 livros)


Evangelhos ou Narrativa da vida de Cristo – Descrevem a biografia e o ministério de
Jesus Cristo, desde o nascimento até sua ressureição, expondo seus ensinamentos e
parábolas, bem como a recepção Messiânica negligente dos judeus.

 Mateus, Marcos, Lucas, João.


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Nota: Os três primeiros, Mateus, Marcos e Lucas são considerados sinóticos por
possuírem diversas narrativas iguais (mesmo acontecimento). O termo “sinótico” significa
“mesma visão”, portanto, imputa-se esse termo aos três primeiros evangelhos. O evangelho
segundo João é bem diferente e por isso recebe o nome “sinótico”.

Livro Histórico – Único livro considerado histórico do novo testamento. Sua consideração
histórica provém de que o livro retrata a descida do Espírito Santo, o início e a expansão da
igreja, estruturação eclesiástica, a ordenação diaconal, o início da perseguição da igreja e os
feitos dos apóstolos. Ele informa em detalhes como o Evangelho foi propagado rapidamente pelo
Oriente.

 Atos dos Apóstolos

Epístolas- são cartas escritas por líderes da Igreja. Esses homens foram levantados por Deus para
ensinar a Igreja do Senhor. Essas cartas contêm as doutrinas fundamentais da fé Cristã (da Epístola
de Romanos a Epístola de Judas).

Cartas ou Epístolas paulinas – Cartas ou Epístolas que tem por autor o apóstolo Paulo.
São epistolas que em sua maioria trazem a estruturação eclesiástica e o fundamento da
boa doutrina.

 Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II


Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemom.

Cartas gerais ou Epístolas universais – Diferentemente das epístolas paulinas, não eram
destinadas especificamente a um (pessoa) ou uma (igreja) destinatário (a). O destino
dessas respectivas cartas era para a igreja universal e os cristãos espalhados pelas nações
e todo aquele que buscava professar a fé em Jesus.

 Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas.

Livro de Profecia do Novo Testamento- nessa categoria se enquadra apenas o livro do


Apocalipse escrito pelo apóstolo João. Esse livro contém uma série de revelações que João recebeu
diretamente da parte de Cristo. Essas revelações são primordiais para a Igreja, independentemente
de sua época. Saiba mais sobre quais são os livros bíblicos.

 Apocalipse – Um livro profético que foi entregue ao apóstolo João em uma visão como
um fim bem específico: trazer ao conhecimento do leitor o porvir da Glória e da Ira do
SENHOR. Também tem como propósito mostrar sucintamente a gloriosa estrutura celestial
em que se encontrarão os que serão salvos e o terrível fim do que serão condenados.
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O que a Bíblia realmente é?


Muito pode ser dito sobre o que é a Bíblia. Ao longo do tempo, ela teve sua circulação proibida.
Ela sofreu diversas tentativas de homens que tentaram destruí-la. Também foi contestada por
céticos e desprezada por muitos que acreditaram que seus dias estavam contados.
Muitas pessoas já afirmaram que devido a evolução cientifica, intelectual e tecnológica, chegaria o
dia em que a Bíblia não passaria de um simples livro esquecido e sem qualquer valor espiritual.
Apesar disso, a Bíblia permanece absoluta como o livro mais lido de todos os tempos.
Suas características e propósitos continuam intactos. Resumidamente, podemos dizer que a Bíblia
é:
1. A Bíblia é a única regra de fé e prática
Apenas a Bíblia Sagrada possui autoridade absoluta para nos revelar o modo com que
devemos viver, de forma que possamos nos enquadrar nos preceitos divinos e agradar o
nosso Deus. Na Bíblia encontramos a verdadeira sabedoria que molda nosso comportamento e
nos conduz em nossas decisões.
Não é necessário ser um teólogo para poder compreender de forma bastante simples e esclarecida
os pontos fundamentais da nossa fé. Através de uma leitura natural e atenciosa, qualquer leitor
entenderá que o Deus revelado na Bíblia é o único e verdadeiro Deus, criador de todas as coisas.
Também entenderá que apenas através de Cristo o homem pode ser salvo. Além disso terá ciência
sobre quais são os mandamentos de Deus para que possamos viver uma vida que o agrade.

2. A Bíblia é totalmente inspirada por Deus


Tudo o que está registrado na Bíblia foi inspirado pelo Espírito de Deus. Isso significa que não
há uma parte mais inspirada e outra menos inspirada. Mesmo a Bíblia contendo diversos autores, a
fonte de todos eles foi o Espírito Santo. Assim, o próprio Deus é o Autor primário das Escrituras
Sagradas.

3. A Bíblia é inerrante
A Bíblia é a verdade acima de qualquer suspeita. Apesar de ter sido escrita por homens falíveis,
a Bíblia não possui qualquer erro ou contradição. Como ela foi inspirada por Deus, tudo aquilo que
foi escrito nela pelos autores humanos teve a supervisão e a aprovação divina.
No entanto, a Bíblia também possui passagens difíceis que aparentemente podem soar até mesmo
como possíveis contradições. Mas a dificuldade ou a falha na interpretação dessas passagens está em
nós e não na Bíblia. Inclusive, tais dificuldade podem ser motivadas por alguns fatores, como por
exemplo, possíveis problemas em algumas traduções bíblicas e copias que foram feitas ao longo dos
tempos.
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A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

A palavra “inerrância” e a característica do que é inerrante, incapaz de errar ou de estar errado. Há


exposições que dizem que a inerrância é uma doutrina e que não pode ser imputada como
adjetivo singular para a Palavra de Deus. Não é possível crer na bíblia como a única e perfeita
palavra de Deus sem crer em sua inerrância. Bíblia é livre de qualquer erro em tudo o que ensina e
afirma, não importa se no campo é histórico ou científico. Nessa ideia entende-se a participação
divina e humana e que a linguagem usada é para que haja compreensão nos leitores. Significa que
a Bíblia não é um tratado científico nem histórico, mas naquilo que trata desses assuntos é
verídico. E para isso é usado a linguagem humana, por exemplo, quando Josué pediu para o Sol e
a Lua pararem, estavam usando a visão humana, pois para quem está na Terra quem está se
movimentando é o Sol e a Lua. E não há nenhum problema nisso, pois até hoje, onde se sabe que
é a terra que se movimenta em torno do Sol (conforme diz a ciência) ainda se diz que o sol nasce e
se põe.

IMPLICAÇÕES DA INERRÂNCIA

Toda a palavra é fruto da inspiração divina, ou seja, diretamente inspirada por Deus. O
SENHOR nos deixou escrito a Sua Vontade e não há nada que frustre e plano divino que é revelar o
único e verdadeiro Deus ao homem. Vejamos as implicações de crer na inerrância bíblica, Usarei
aqui duas passagens bíblicas paras refutar essa exposição que diz que a palavra de Deus não é
inerrante, ou seja, incapaz de estar errada.

Mt 5.48: “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.”

Primeira premissa, Deus é perfeito e sendo perfeito, tudo o que faz é perfeito. A perfeição do
Senhor carrega a capacidade de não mudar, ou seja, ser imutável. A imutabilidade é um dom
incomunicável de Deus, não compartilhado com o homem. Somente o SENHOR tem a capacidade
de ser imutável seja por vontade própria ou ações externas. Veja: Ml 3.6: “Porque eu sou o Senhor
e não mudo...”. Sendo perfeito e imutável, suas palavras não podem sofrer mudanças ou
frustrações. É claro que existem as interpretações errôneas, mas no tocante a isso, refere-se à
interpretação de quem ouve (homem) e não de quem fala (Deus). Portanto os erros parte da
interpretação humana e não da perfeição Divina.

2 Tm 3.16: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para


redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”.
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Partindo da segunda premissa que TODA A ESCRITURA é inspirada por Deus podemos determinar
que nada do que está escrito na Bíblia é fruto de pensamentos helenistas ou filosóficos do mundo
antigo. Apesar de a bíblia trazer linguagens pessoais, haja vista que, possui mais de 40 escritores,
tudo o que está contido nela é fruto da revelação do SENHOR ao homem, este, selecionado e
inspirado pelo próprio Deus por intermédio do seu Espírito para cumprir o propósito de escrever a
vontade Imutável e Soberana de Deus.

A junção dessas duas premissas, DEUS É PERFEITO E IMUTÁVEL EM TUDO O QUE FAZ E DIZ e
TODA A ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS, nos resulta uma conclusão:

A BÍBLIA É A FIEL E INERRANTE PALAVRA DE DEUS, A PERFEITA VONTADE DO


SENHOR, Sl 19.7: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do
Senhor é fiel.”. Nela não há contradições, ficções ou mentiras a cerca da Suma Revelação, a
saber, O Deus revelado ao homem.

4. A Bíblia é a resposta para os grandes questionamentos da


humanidade
Na Bíblia podemos encontrar a resposta para as grandes questões levantadas pelo homem durante
toda sua existência. Por exemplo, a Bíblia responde quem somos, de onde viemos, quem criou
todas as coisas, por que existimos, como devemos viver e para onde vamos.

5. A Bíblia é a revelação de Deus


Deus se revela de várias formas ao homem, seja pela criação ou mesmo pela consciência moral
que todo ser humano possui. Mas é na Bíblia que encontramos a auto-revelação especial de Deus.
É através das Escrituras que tomamos conhecimento de forma clara sobre seus mandamentos,
sobre seus propósitos e sobre o plano redentor através do Evangelho de nosso Senhor Jesus
Cristo.
OS NOMES DA BÍBLIA

Apesar do termo “bíblia” ter sido escolhido como um nome para representar a
Palavra de Deus, esse termo não se encontra nas Sagradas Escrituras. A bíblia ante
a ela mesma possui diversos nomes, vejamos:

1. Escrituras – Mt 21.42
2. Sagradas Escrituras – Rm 1.2

3. Livro do Senhor – Is 34.16


4. A Palavra de Deus – Mc 7.13; Hb 4.12
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5. Os oráculos de Deus – Rm 3.2


6. Livro da Lei – Dt 31.26

7. Evangelho – Rm 1.2
8. Lei do Senhor – Sl 19.7
9. Palavras vivas – At 7.38
10. Palavra de Cristo – Cl 3.16
11. Escritura – 2 Tm 3.16
12. O Rolo – Sl 40.7
13. Espada do Espírito – Ef 6.17
14. Verdade – Jo 17.17

6. A Bíblia é Cristocêntrica
Centenas de personagens bíblicos são citados nela, mas Jesus é o personagem central das
Sagradas Escrituras. O Antigo Testamento aponta para sua vinda, e o Novo Testamento mostra o
cumprimento do que foi predito no Antigo Testamento. O Novo Testamento descreve em detalhes
o ministério do Filho de Deus na terra e a realidade de sua segunda vinda em breve.
7. A Bíblia é a informação clara, precisa e confiável acerca do
futuro de todas as coisas
A Bíblia revela de forma incontestável como será a consumação de todas as coisas. Ela informa
sobre a condenação eterna que aguarda os ímpios. Também revela as promessas de um futuro
glorioso para aqueles que foram redimidos através da obra de Cristo na cruz do Calvário.
De tantas coisas que possamos dizer sobre o que é a Bíblia, tudo se resume na plena compreensão
da verdade de que ela não apenas contém a Palavra de Deus, mas é a própria Palavra de Deus
revelada a nós.

O Livro de Gênesis
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O livro de Gênesis é o primeiro livro da Bíblia. Ele serve de forma perfeita como introdução a todo
conteúdo. A palavra “Gênesis”, do grego geneseos, significa “origem” ou “fonte”. Essa palavra traduz o
hebraico bereshith, que é a primeira palavra do livro. Essa palavra hebraica significa “no princípio”.

O autor e a data do livro de Gênesis


Em nenhum lugar do livro o autor é mencionado, mas a própria Bíblia testemunha que Moisés
escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, incluindo Gênesis. Portanto, a tradição judaica e a
tradição cristã aceitam que Moisés é o autor desse livro.

Mas mesmo ainda existe alguma discussão em relação à autoria do livro e o período em que foi
escrito. Alguns acreditam que Gênesis foi escrito após a época de Moisés, enquanto outros acreditam
que o livro foi escrito antes dele.

Priorizando o que a própria Bíblia testifica, o mais certo é que realmente tenha sido Moisés o autor
do livro de Gênesis. Ele recebeu a palavra inspirada pelo Espírito de Deus, e possivelmente teve
revelações especiais da parte do Senhor sob determinados pontos. Além disso, sob a supervisão
divina, provavelmente ele reuniu registros escritos e tradições orais na composição dessa obra.

Isso explica como ele relatou acontecimentos que ocorreram antes de seu tempo. Um exemplo disto
é a expressão “estas  são as gerações de”. Esta expressão comum em Gênesis pode ser traduzida
como “estas são as histórias por”.
Com relação a uma data, não é possível determinar com exatidão o ano em que o livro de Gênesis foi
escrito. A data mais aceita entre os estudiosos para a composição de Gênesis é algo em torno de
1400 a.C. Essa data é estipulada com base em alguns detalhes internos do próprio livro, e de outros
livros bíblicos que mencionam eventos narrados em Gênesis.

Mas isso não significa que o livro como o conhecemos ficou pronto nessa data. Certamente o livro de
Gênesis passou por algumas atualizações posteriores. Saiba mais sobre quem escreveu Gênesis.

Os destinatários do livro de Gênesis


Sem dúvida o público original do livro de Gênesis foi o povo de Israel. Provavelmente Gênesis foi
escrito para encorajá-los durante o difícil período do êxodo. Os israelitas estavam deixando o seu
passado no Egito e partindo para conquistar a terra prometida pelo Senhor.

Por isso o livro de Gênesis explica verdades fundamentais ao povo de Israel. Ele relata a criação de
todas as coisas, o início da história da humanidade e a origem do próprio provo de Israel. O livro de
Gênesis mostra como Deus escolheu os israelitas para um relacionamento exclusivo com Ele.
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Os propósitos do Livro de Gênesis


Com base no tópico anterior, podemos dizer que os principais propósitos do livro de Gênesis são:

 Revelar a soberania de Deus na criação do universo.

 Ensinar ao povo de Israel sobre os propósitos eternos de Deus.

 Explicar a origem da humanidade e do pecado.

 Relatar como foi a vida dos patriarcas do povo de Israel.

 Revelar o início da história da redenção, apresentando um conceito totalmente monoteísta.


Gênesis fala de um único Deus, Soberano e Criador de todas as coisas.

Resumo, conteúdo e organização do Livro de Gênesis


Existem diferentes formas de organizar o conteúdo de Gênesis. Aqui vamos destacar três formas
diferentes. A primeira delas divide o livro de Gênesis em três seções. A primeira seção conta a história
primitiva (capítulos 1:1-11:9). A segunda seção fala sobre a antiga história patriarcal (capítulos 11:10-
37:1). A seção parte conta a história de José (capítulos 37:2-50:26). Essa última seção também é um
tipo de transição entre o primeiro e o segundo livro da Bíblia. Ela fornece detalhes fundamentais para
a compreensão do livro de Êxodo.

Também é possível organizar o conteúdo do livro de Gênesis em duas grandes partes principais. A
primeira parte  reúne o conteúdo dos capítulos 1:1 ao 11:26. Essa primeira parte é uma introdução
geral. Ela começa em Adão e termina em Abraão. É dentro dessa seção que temos: a criação do
mundo, a queda do homem com a desobediência de Adão e Eva, dando início ao pecado na
humanidade. Nessa seção também lemos sobre Caim e Abel, e sobre a grande depravação da
humanidade após a Queda.
Essa depravação resultou no juízo de Deus através do grande Dilúvio. Naquela ocasião apenas Noé e
sua família foram poupados por Deus. Essa seção termina com os relatos da desobediência do
homem na construção da Torre de Babel já após o Dilúvio.
A segunda parte começa em Gênesis 11:27 e vai até o final do livro. Essa segunda grande parte
registra o inicio do povo hebreu. Nela também é desenvolvida de forma mais clara a introdução do
propósito divino para a redenção da humanidade. Os personagens principais desta segunda parte do
livro são: Abraão, Isaque, Jacó e José.
A última sugestão de organização do livro de Gênesis também divide o livro em três partes. A
primeira parte relata a criação do mundo, e se concentra entre os capítulos 1:1 e 2:25. A segunda
parte relata a degeneração da humanidade (capítulos 3:1-11:32). A terceira e última parte trata da
ideia de regeneração através da redenção providenciada por Deus (capítulos 12:1-50:26).
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Esboço do livro de Gênesis


Podemos sugerir um esboço simples do livro de Gênesis da seguinte forma:

1. A História Primitiva (capítulos 1:1-11:9): Essa seção contempla o prólogo com a descrição da
criação do universo, da Queda do homem, e do aumento do pecado. Também relata a genealogia
de Adão, e as gerações de Noé.

2. A História Patriarcal (capítulos 11:10-37:1): Essa seção incia com o registro das gerações de
Sem e introduz a história de Abrão. Ela também fala sobre as gerações de Ismael, Isaque e Esaú.

3. A História de José (capítulos 37:1-50:26): Essa seção mostra especialmente o desenvolvimento


e a organização do povo de Israel através da descendência dos patriarcas.

Curiosidades sobre o livro de Gênesis


 Existe uma dúvida se foi Gênesis ou Jó o primeiro livro da Bíblia a ser escrito.

 O período de tempo descrito em Gênesis abrange um intervalo de tempo maior do que todo


o restante da Bíblia.

 Deus é apresentado como Criador pelo menos 50 vezes apenas nos dois primeiros capítulos
de Gênesis.

 O livro de Gênesis explica aos israelitas a origem da circuncisão.

 O livro de Gênesis mostra a origem das 12 tribos de Israel.

 O concerto de Deus com Abraão descrito nesse livro é fundamental para o entendimento de
toda a Bíblia.

 Gênesis revela como os hebreus foram para o Egito. Essa migração explica um dos eventos
mais importantes da história da humanidade: O Êxodo.

Cristo em Gênesis
O livro de Gênesis claramente aponta para Cristo. Logo no capítulo 3 lemos que o próprio Deus
anunciou que o descendente da mulher destruiria Satanás (Gênesis 3:15). A genealogia inciada em
Gênesis encontra seu final no Novo Testamento com o nascimento de Cristo (cf. Gênesis 5; 11;
Mateus 1; Lucas 3).

Noé profetizou que os descendentes de Jafé seriam abençoados encontrando a salvação por meio
dos descendentes de Sem. No Novo Testamento vemos o cumprimento dessa profecia na expansão
do Evangelho pelo mundo (Romanos 11).
O escritor da Epístola aos Hebreus aponta para o fato de que o sacerdócio
de Melquisedeque tipificou o sacerdócio de Cristo (Hebreus 7; cf. Gênesis 14:18-20).
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Por fim, também percebemos que logo no começo de Gênesis o paraíso foi perdido pelo primeiro
Adão e o pecado passou a assolar a humanidade. Já no Novo Testamento vemos o último Adão
restaurando o paraíso e garantindo ao seu povo a vitória sobre o pecado.
A Bíblia começa em Gênesis mostrando o homem sendo privado da presença de Deus. Porém, ela
termina mostrando o homem desfrutando da salvação eterna através dos méritos de Cristo. O
homem não mais voltará ao Éden, mas habitará com o Senhor no novo céu e nova terra.

O Esboço do Livro de Gênesis


Quase todo estudante do livro de Gênesis concorda que nele cabem duas divisões lógicas: dos
capítulos 1 a 11 e de 12 a 50. Os onze primeiros capítulos dão ênfase à progressiva ruína do homem,
caído de sua criação perfeita e sujeito ao julgamento do Criador. Os capítulos 12 a 50 descrevem o
progressivo e estreito plano de Deus para a redenção do homem.

A primeira divisão do livro, do capítulo 1 ao 11, pode ser resumida em quatro acontecimentos
principais: a criação (capítulos 1 e 2), a queda (capítulos 3 a 5), o dilúvio (capítulos 6 a 9) e a confusão
de línguas da torre de Babel. A última divisão, do capítulo 12 ao 50, pode ser lembrada por seus
quatro personagens principais: Abraão (12:1 a 25:18), Isaque (25:19 a 26:35), Jacó (27 a 36) e José (37-
50).

Embora existam esquemas mais complicados para o livro, este simples esboço deve ajudá-lo a pensar
em termos do livro como um todo. Cada evento, cada capítulo deve ser entendido como contribuição
ao argumento do livro.

A Importância do Livro de Gênesis


De modo especial, Gênesis é crucial do ponto de vista da doutrina da revelação progressiva. Essa
doutrina tenta definir o fenômeno que ocorre no processo da revelação divina. Basicamente, a
revelação inicial é geral, enquanto a revelação subsequente tende a ser mais particular e específica.

Deixe-me tentar ilustrar a revelação progressiva, examinando a doutrina da redenção. Em Gênesis


3:15, a primeira promessa de redenção é clara, mas bastante indefinida: “Ele pisará a tua cabeça e tu
lhe ferirás o calcanhar.

Mais adiante, aprendemos que o mundo será abençoado por meio de Abraão (Gênesis 12:3). A
linhagem pela qual viria o Messias estava em Isaque, não em Ismael; em Jacó, não em Esaú.
Finalmente, em Gênesis, vemos que o futuro soberano de Israel será da tribo de Judá: “O cetro não se
arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem
pertence; e a ele obedecerão os povos” (Gênesis 49:10).
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Posteriormente, ficamos sabendo que o Messias virá da descendência de Davi (2 Samuel. 7:14-16) e
irá nascer na cidade de Belém (Miqueias 5:2). Literalmente, centenas de profecias contam em maiores
detalhes a vinda do Messias.

O mais surpreendente é compreender que Gênesis (e o Pentateuco) contém, praticamente, as linhas


gerais de todas as principais áreas da teologia. Para quem tende a perder o senso de perspectiva
entre verdades fundamentais e verdades secundárias, o estudo de Gênesis o fará lembrar das áreas
mais básicas e fundamentais da teologia.

Gênesis também lança luz sobre eventos contemporâneos. A amarga luta travada atualmente no
Oriente Médio é explicada no livro de Gênesis. Abrão, querendo dar uma mãozinha ao plano de Deus,
tentou resolver as coisas sozinho. O resultado foi a concepção de um filho com a criada de Sarai,
Agar. Os árabes atuais alegam serem descendentes de Ismael

Neste artigo Esboço e Divisão do Livro de Gênesis I nós temos uma riqueza de detalhes. Dividir e
esboçar o livro nos permite uma extrema facilidade de memorização e aprendizado.

PALCO UM: CRIAÇÃO E QUEDA


Parte 1: A Criação do Mundo Visível – Gn 1a2.19

I. O TRABALHO ORGANIZADO DE DEUS (1a2.19)

Primeiro dia: criação da luz (1.3-5): “Disse Deus: Haja luz. E houve luz“. Então ele faz a separação entre a
luz e as trevas.

Segundo dia: criação do firmamento e das águas (1.6-8):


Deus separa as águas sobre o firmamento, as águas da atmosfera, as águas terrenas e as que estão
debaixo do firmamento.

Terceiro dia: criação da flora (1.9-13):


Primeiro, ele separa as águas da porção seca. A terra, então, produz a relva, as ervas, as árvores e a
vegetação de toda a espécie.

Quarto dia: criação do sol, da lua e das estrelas (14-19)

Quinto dia: criação dos peixes e das aves (1.20-23)

Sexto dia: criação dos animais terrestres e das pessoas (1.24-31; 2.7-20)

As criaturas irracionais: animais domésticos e selvagens (1.24-25)

A criatura abençoada, a quem foram dadas três coisas:

A imagem de Deus (1.26-27)

A Semelhança de Deus (1.26-27)

Os trabalhos da terra (1.26-31; 2.15-19)


16

As pessoas devem reinar sobre toda a natureza (1.26,28),

encher a terra, conforme sua espécie (1.28),

cultivar e cuidar de seu lindo lar, o Jardim do Éden (2.15),

comer o fruto de qualquer árvore, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal (2.16-1 7)

e dar nomes a todas as demais criaturas (2.19-20).

Sétimo dia: Deus termina sua obra e descansa (2.1-6): Sua obra de criação está completa e é declarada
boa. Deus abençoa e santifica o sétimo dia

II. O CASAMENTO COMO PROJETO DE DEUS (2.20-25)

A criação de Eva (2.20-22):

O casamento de Eva (2.23-25): Eva é apresentada a Adão. “Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua
mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.” Este evento marca o primeiro casamento da his-
tória.

Parte 2: A Queda da Humanidade – Gn 3a5

Esta parte 2 mostra a corrupção de todas as coisas com a queda do homem e pode ser dividida da
seguinte forma:

I. A TRANSGRESSÃO DO PRIMEIRO HOMEM (3.1-24)

Adão entra em desobediência (3.1-6)

O Ataque da Serpente (3.1-5)

Satanás coloca dúvidas sobre a Palavra de Deus (3.1-3): “É assim que Deus disse: Não comereis de toda
árvore do jardim?“.

Satanás os desafia a rejeitar a Palavra de Deus (3.4-5): “Disse a serpente à mulher: Certamente não
morrereis … sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal“.

A Queda (3.6): Adão decide morrer com sua esposa do que guardar a Palavra de obediência recebida de
Deus – ambos comem do fruto proibido.

A Atitude Paliativa de Adão (3.7-8): Ele procura cobrir a sua nudez, fazendo cintas de folhas de figueira;
esconde-se entre as árvores quando Deus chega.

O Pecado de Adão traz o Medo (3.9-11): Ele reconhece seu medo e sua nudez diante de Deus. O homem
prova pela primeira vez esse sentimento horrendo.

Adão culpa sua esposa (3.12-19): Adão culpa Eva, mas esta joga toda a culpa em cima da serpente
17

Adão atrai o juízo de Deus (3.14-19): O justo Deus não pode aceitar o pecado e monta seu tribunal divino
no Éden e impõe as seguintes penas:

Maldição sobre a serpente (3.14-15): ser maldita entre os animais e rastejar sobre seu ventre, comendo
pó. Sua cabeça também será ferida pela semente da mulher

Maldição sobre a mulher (3.16): dar à luz em meio a dores e ser governada por seu marido

Maldição sobre o homem (3.17-19): arcar com o trabalho árduo de cultivar alimento a partir de um solo
improdutivo e finalmente morrer, no sentido físico.

Maldição sobre a natureza (3.18): ser tomada por cardos e abrolhos.

A primeira profecia (3.15,20-21)

A promessa (3.15): Algum dia, um Salvador derrotará Satanás, a serpente!

A provisão (3.20-21): Depois que Adão dá nome à sua mulher, Deus os veste com peles, ou seja, com a
derme.

Adão perde o Éden (3.22-24)

A graça (3.22-23): Deus os remove do jardim para que não comam da árvore da vida e vivam eternamente
em seu pecado.

Os guardiões (3.24): Deus coloca seres angelicais com espadas reluzentes à entrada oriental do Éden para
manter Adão e Eva fora dali.

II. DE ABEL PARA SETE (4.1-26)

O piedoso Abel (4.1-2,4): Ele é um pastor que, de forma obediente, oferece um animal como sacrifício a
Deus

A impiedade de Caim (4.3-26)

O apóstata (4.3): Ele oferece a Deus um sacrifício com um coração indiferente e pretensioso.

O irado (4.5-7): Deus recusa o sacrifício de Caim, mas insta com ele para que ofereça sacrifício aceitável.

O assassino (4.8-16)

Caim se torna homicida (4.8): Num repente de raiva e inveja, Caim mata seu irmão

Caim é punido com maldição (4.9-12): Ele se torna um fugitivo e errante pela

Caim recorre de sua sentença (4.13-16): Ele teme que quem o encontre o mate! Para evitar isto, Deus
coloca um sinal de advertência aos que poderiam tentar matá-lo. Aí, Caim casa-se com uma mulher que,
provavelmente, é uma de suas irmãs.

Caim se torna edificador (4.17-24)


18

A engenhosa sociedade fundada por Caim (4.17-22): Caim edifica a primeira cidade da história. Seus
descendentes são os primeiros a habitar em tendas e a possuir gado. São também os primeiros músicos e
artífices de metais

A traiçoeira sociedade fundada por Caim (4.23-24): Eles praticam a poligamia e se entregam à violência.

Sete, o substituto de Abel (4.25-26): O texto nos leva a entender que após a morte de Abel, Eva ainda não
havia dado à luz a nenhum filho homem até que esta criança nasceu e recebeu o nome de Sete
assumindo o “lugar” de Abel. Isso é um argumento forte, pois olhando a lógica, o primeiro filho homem
que nascesse após o homicídio assumiria essa posição na família. Não faz sentido ela ter tido vários filhos
e apenas depois ela ter decidido assim. Mas para isso ter sentido, antes de Caim e Abel, Adão e Eva já
teria tido outros filhos homens que não foram citados porque o objetivo era mostrar como a humanidade
foi se distanciando do Criador com esse primeiro acontecimento. Além do mais pode ser também que o
nome “Sete”, faça referência ao “Sétimo Filho Homem”, tendo antes de Caim e Abel, outros cinco filhos.
Já que o livro não preocupa de seguir piamente um roteiro cronológico e sim mostrar os fatos
importantes que influenciariam toda a raça humana.

III. DEUS RECOLHE ENOQUE (5.1-32)

Os primeiros homens que marcaram suas gerações antes do Dilúvio (5.1-17): Há seis, de Adão a Jarede,
cada um vivendo mais que 900

Ainda antes do Dilúvio Enoque marca sua geração (5.18-24): Enoque

O relacionamento de Enoque com Deus (5.18-22): Ele anda com Deus pode se dizer numa expressão que
era diariamente

A remoção de Enoque, efetuada por Deus (5.23-24): Ele é levado para o céu sem passar pela morte física

Outros homens importantes do período antes do Dilúvio (5.25-32): Há quatro deles, de Enoque a Noé.
Um deles, Matusalém, vive 969 anos, tornando-se o recordista de idade de toda a raça humana. Outro,
Noé, tem três filhos: Sem, Cão e Jafé.

PALCO DOIS: O DILÚVIO


Parte 3: A Resposta de Deus ao Pecado – Gn 6a10

Uma vez que o homem se corrompeu abalando toda a estrutura ao seu redor, vemos agora como Deus
anuncia a condenação

I. DEU PREPARA PARA EXECUTAR O JULGAMENTO (6.1-22)

O desprazer de Deus (6.1-7): Deus olha para a humanidade e vê a corrupção tomar conta de todos, em
todos os lugares.

Deus encontra um homem justo – Noé (6.8-1O): Deus também encontra Noé, um homem disposto a
obedecê-lo. Por ter uma vida reta ele encontra graça diante do Senhor.

Deus revela seus planos a Noé (6.11-22)


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Deus Destrói Através do Dilúvio (6.11-13): Deus destruirá todo o tipo de vida na terra – exceto Noé e sua
família. E usará o Dilúvio para isso.

Deus Constrói Através da Arca (6.14-22): Noé recebe o dever de construir um barco de madeira de 300
côvados de comprimento (135m), 50 côvados de largura (22,5m) e 30 côvados de altura (13,5m). Quando
terminar a construção, Noé deverá trazer sua família e, pelo menos um macho e uma fêmea de cada
animal para dentro da arca.

II. A PROVIDÊNCIA PARA SALVAR A CRIAÇÃO (7.1-24)

Os integrantes salvos (7.1-9, 13-16): Incluem Noé, sua esposa, seus três filhos e esposas, junto com um
casal de cada anima impuro e sete casais de animais limpos.

A Arca como proteção do Juízo divino (7.10-12, 1 7-24): A água vinda de baixo sobe. A chuva torrencial cai
dos céus por 40 dias, cobrindo as montanhas e afogando toda a vida humana e animal fora da Arca.

III. ACONTECIMENTOS PÓS DILÚVIO (8.1-10.32)

Deus nunca esquece os seus (8.1-5): “Lembrou-se Deus de Noé“.

As iniciativas de sair da Arca (8.6-12)

A tentativa malsucedida, através do corvo (6-7): Ele não encontra terra seca.

A tentativa bem-sucedida, através da pomba (8.8-12): A pomba encontra terra seca e retorna com uma
folha nova de oliveira em seu bico

Os cuidados de Noé após o dilúvio (13-14): Noé remove a cobertura da arca e observa o novo mundo
após o Dilúvio.

Deus ordena a saída da Arca (15-19): Deus dá ordens a Noé, à sua família e sobre todos os animais que
saiam da arca.

Noé sacrifica em adoração a Deus (8.20-22): Noé edifica um altar sacrifica nele animais aprovados por
Deus.

O Arco Iris – Deus sela esse acontecimento com um sinal no céu (9.1-17)

Orientação sobre os animais (9.1-1O): Eles temerão as pessoas e proverão alimento para elas, mas o
sangue dos animais não deverá ser consumido.

O Arco-íris no céu torna-se um marco de Deus (9.11-17): Servirá como sinal da promessa de que Deus
jamais destruirá a terra novamente com água.

O opróbio de Noé (18-29)

A embriagues (9.18-24): Noé fica bêbado com vinho e se expõe sua nudez.

As bênçãos e maldições de Noé (9.25-29): Noé amaldiçoa Cão e seus descendentes, e abençoa Sem e Jafé
e seus descendentes
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Os filhos de Noé (10.1-32)

Jafé (10.2-5): Uma lista de seus descendentes, incluindo Gomer, Magogue, Tubal e Mesaque.

Cão (10.6-20): Uma lista de seus descendentes, incluindo Canaã e Ninrode

Sem (10.21-32):Uma lista de seus descendentes, incluindo Delegue (que pode ter vivido durante a
dispersão da Torre de Babel). Ele foi o ancestral de Terá (pai de Abrão) e de Abrão e Sarai.

PALCO TRÊS: AS NAÇÕES


Parte 4: Torre de Babel – Confundindo os homens – Gn 11.1-32

I. O PECADO ACUMULADO (11.1-4):

Todos os seres humanos buscam a glória para si mesmos esquecendo totalmente do criador.

II. NOVO JUÍZO É APLICADO POR DEUS (11.5-9):

Deus os dispersa, confundindo suas línguas na Torre de Babel. Eles não se entendiam porque seu modo
de falar foi transformado por Deus.

III. O REPOVOAMENTO (11.10-32):

Relato da história dos descendentes de Sem. Este era filho de Noé e se tornou o ancestral de Abraão. Com
ele a lingua original hebraica criada por Deus para criar o universo e ensinada a Adão que também daria
as Escritas Sagradas do Velho Testamento.

Este artigo tratou as partes:


Parte 1: A Criação do Mundo Visível – caps. 1a2
Parte 2: A Queda da humanidade – caps. 3a5
Parte 3: A Resposta de Deus ao Pecado – Gn 6-10
Parte 4: Torre de Babel A Confusão de Línguas – caps. 11

o Esboço e Divisão do Livro de Gênesis II. A divisão de Gênesis é um pouco extensa, caso ainda não leu a
primeira parte, logo no final deste artigo você terá o link

PALCO QUATRO: APENAS ABRÃO


Parte 5: O Chamado – Gn 12e13

I. ABRÃO: CHAMADO PARA FORA (12.1-5)

De onde (12.1): Ur dos Caldeus (Gênesis 12.31).

Depositário das Bênçãos de Deus para a humanidade (12.2-3): Abrão começa a criar em sua vida a
trajetória da fé. Por causa dessa fé, a partir de dele, toda a humanidade seria diretamente tocada.
Primeiro ele seria uma grande nação. Seria abençoado e engrandecido para abençoar e engrandecer a
muitos. Aqueles que abençoarem Abrão, serão abençoados; aquele que o amaldiçoar, será amaldiçoado.
É tão A promessa é que toda a terra será abençoada em Abraão. Isso ocorrerá através de Jesus Cristo, um
descendente de Abrão.
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A jornada de Abrão (12.4-5): Abrão viaja com seu pai de Ur para Harã e após a morte de seu pai Deus
manda continuar a jornada de Harã para Canaã.

II. ABRÃO CHEGA EM CANAÃ (12.6-9)

Abrão adora a Deus em Siquém (12.6-7): O Senhor promete dar Canaã a Abrão, e Abrão edifica um altar
naquele local.

Abrão adora a Deus em Betel (12.8-9): Abrão edifica outro altar. Abrão sempre marcava seus lugares
buscando ao Senhor.

III. A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE MEDO DE ABRÃO (12.10-20)

Fome na terra que Deus deu (12.1O): Abrão vai de Canaã para o Egito para fugir da fome.

O medo leva Abrão à mentira (12.11-13): Temendo por sua vida, Abrão pede que Sarai passe por sua
irmã.

Abraão recebe presentes de Faraó (12.14-16): Faraó recompensa Abrão com riquezas por causa de Sarai,
pois tinha sido advertido sobrenaturalmente sobre quem era Sarai.

Deus age em favor de Abrão e protege Sarai (12.17): Deus envia pragas a Faraó e a toda a sua casa por
causa do seu plano de casar-se com Sarai.

Faraó repreende Abrão (12.18-20): Faraó repreende Abrão por sua mentira e manda Abrão e Sarai
embora.

IV. ABRÃO RETOMA SUA JORNADA (13.1-18)

Abrão retorna ao ultimo lugar que havia sacrificado ao Senhor (13.1-4): Abrão chega a Betel e novamente
adora a Deus.

O desentendimento dos pastores (13.5-7): Os pastores do gado de Abrão e Ló (seu sobrinho) disputam os


pastos.

O pacto entre Abrão e seu sobrinho (13.8-13)

Abrão dá preferência de escolha a Ló (13.8-9): Abrão permite que Ló escolha sua própria terra.

A escolha errada de Ló (13.10-13): Ló escolhe a terra próxima à cidade moralmente pervertida de


Sodoma.

Deus renova sua promessa após a saída de Ló (13.14-18): Após a saída de Ló, Deus novamente promete
fazer de Abrão um a nação numerosa, como os grãos de areia da terra, e promete dar-lhe a terra de
Canaã.

Parte 6: Abrão: A Benção de Melquisedeque – Gn 14

V. A BRAVURA DE ABRÃO (14.1-16)


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A guerra dos reis (14.1-11)

A revolta dos cinco reis (14.1-4): Cinco cidades-estados cananéias rebelam-se contra Quedorlaomer de
Elão.

Os cinco reis vencidos (14.5-11): Quedorlaomer e seus aliados derrotam os exércitos das cinco cidades-
estados, saqueiam suas cidades e levam muitas pessoas como escravas.

Ló se torna escravo (14.12): Ló, agora vivendo em Sodoma, é levado como escravo.

O guerreiro Abrão (14.13-16)

Abrão convoca seus servos formando um exército (14.13-14): Sabendo da captura de Ló, Abrão e seus
318 servos treinados vão ao resgate de Ló.

A estratégia de Abrão (14.15): Abrão divide seus homens e inicia um ataque-surpresa à noite.

Abrão vence e resgata a Ló (14.16): Quedorlaomer é derrotado, e Ló é resgatado.

VI. O ENCONTRO DE ABRÃO COM MELQUISEDEQUE (14.17-24)

O rei-sacerdote de Salém (14.17-20): Ao retornar à sua casa em Hebrom, Abrão, cansado da guerra


encontra Melquisedeque que o alimenta com pão e vinho. Abrão é abençoado pelo sacerdote que recebe
dele um décimo de todos os bens obtidos na recente guerra travada.

Abrão recusa negociar com o rei de Sodoma (14.21-24): Em forte contraste, Abrão, acredita que somente
Deus o enriquecerá, e por isso recusa-se a ter qualquer comunhão com Bera, rei da ímpia Sodoma.

Parte 7: Abrão: A Promessa do Descendente – Gn 15

VII. DEUS FIRMA SUA ALIAÇA COM ABRÃO (15.1-21)

As reclamações de Abrão (15.1-3): As objeções de Abrão perante o Senhor são legítimas aos seus olhos. A
questão era que, após sua morte, todos os seus bens serão passados a Eliézer. Este acabaria por se
tornará o herdeiro da aliança. Mas Abrão estava fazendo pressuposições erradas e assim argumentava
diante de Deus.

A promessa de Deus continua inabalável mesmo em meio a nossas dúvidas (15.4-21)

Deus usa a criação para gerar uma visão (15.4-5): Deus manda que Abrão olhe para as estrelas e as conte,
assim, Deus compara a numerosidade que o herdeiro prometido traria e este ainda seria o próprio filho
de Abrão.

A visão trazida por Deus gerou fé em Abrão (16): “E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto
como justiça”.

Deus confirma mais a sua promessa (15.7-17)

Deus sela sua promessa com sangue (15.7-11): Deus ratifica sua promessa a Abrão com uma aliança
selada com sangue.
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Os terrores noturnos faziam parte (15.12): Ao pôr-do-sol, Abrão cai em sono profundo e tem visões
aterrorizantes.

Deus revela a trajetória de Israel (15.13-16): Deus fala a Abrão em sonho, dizendo que seus descendentes
serão escravos por 400 anos. Também diz que os opressores serão punidos e que os descendentes de
Abrão serão libertados e sairão com muitas riquezas.

Deus desce para receber o sacrifício (15.17): Um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo,
provavelmente simbolizando o próprio Deus, passa por entre os animais mortos da aliança de sangue.

As terras e seus limites (15.18-21): Deus revela a Abrão as fronteiras da Terra Prometida, desde a divisa
do Egito até o rio Eufrates.

Parte 8: Abrão: Deus, Agar e Ismael – Gn 16

VIII. ABRÃO, SARAI E AGAR (16.1-1 6)

Sarai tenta cumprir a promessa de Deus (16.1-3)

A esterilidade continua (16.1): Sarai ainda é incapaz de ter um filho.

A força humana no cumprimento da Promessa de Deus (16.1-3): Sarai convence Abrão a coabitar-se com
Agar, sua serva, para ter um filho por intermédio dela.

Abrão consente com o plano de Sarai (16.4-16)

Os problemas de interferir nos planos de Deus (16.4): Depois de Agar dar à luz, começa a desprezar Sarai.

A frustração de Sarai depois que nasce Ismael (16.5-6): Após sofrer maus tratos da frustrada Sarai, Agar
foge para o deserto

O Senhor encontra com Agar (16.7-14)

O Senhor orienta Agar (16.7-9): O anjo do Senhor a encontra num poço e diz: “Torna-te para a tua
senhora e, humilha-te debaixo das suas mãos“.

O Senhor conforta Agar (16.10-14): O anjo do Senhor diz a Agar que ela terá descendentes incontáveis
através de seu filho ainda por nascer, que será chamado Ismael (“o Senhor ouve“).

O Nascimento de Ismael (16.15-16): Agar dá à luz Ismael e Abrão já estava com 86 anos de idade.

PALCO CINCO: O PATRIARCA ABRAÃO


Parte 9: Abrão: Novos Nomes e o Descendente – Gn 17a21

I. ABRAÃO E A CIRCUNCISÃO (17.1-27)

Deus atua na vida de Abrão (17.1-14)

Deus muda o nome de Abrão (17.1-8): Deus muda o nome de Abrão (“pai exaltado”) para Abraão (“pai de
uma multidão“). Isso significaria uma mudança de sentido espiritual que culmina também no natural
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O Pacto da circuncisão (17.9-14)

O sinal na carne (17.9-13): Como sinal de aliança, ele deverá circuncidar-se, e fazer o mesmo com todos
os homens de sua casa e todos os meninos que completarem oito dias de vida.

Exclusão dos desobedientes (17.14): Aqueles que se recusarem a fazer a circuncisão serão excluídos
dentre os israelitas.

Deus muda o nome de Sarai (17.15-19)

Deus trabalha na vida de Sarai (17.15): Deus muda o nome de Sarai para Sara (“princesa”). Ao contrário
do nome de Abrão que foi acrescentado uma letra, no de Sarai foi retirado uma passando de Sarai para
Sara.

Deus renova sua Promessa para Sara (17.16-19): Deus promete que esta mulher estéril irá, de fato,
tornar-se mãe de nações.

Deus não abandona Ismael (17.20-27)

Deus faz promessas sobre Ismael (17.20-22): Deus diz a Abraão que Ismael se tornará o ancestral de 12
príncipes e de uma grande nação.

A circuncisão de Ismael (17.23-27): Aos 99 anos, Abraão circuncida-se, e faz o mesmo com o garoto
Ismael, que está com 13 anos, e com todos os homens de sua casa.

II. NOVAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS DE ABRAÃO (18.1 a 19.38)

As visitantes celestiais (18.1-15)

Abraão recebe os anjos (18.1-8)

A visita dos seres celestiais a Abraão (18.1-3): O próprio Deus e dois anjos visitam Abraão, perto de
Hebrom.

A recepção de Abraão (18.4-8): Abraão prepara uma refeição com vitela, coalhada, leite e pão para seus
visitantes.

O riso de Sara (18.9-15)

As escutas (18.9-1O): Em sua tenda, Sara escuta a promessa de Deus com relação ao nascimento de
Isaque.

As dúvidas (18.11-12): Sara ri por não acreditar.

A reafirmação do filho prometido (18.13-14): “Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? … e Sara
terá um filho“.

Foi sim por incredulidade (18.15): Receosa, Sara tentou esconder que que riu por incredulidade.

Decisões celestiais sobre Sodoma e Gomorra (18.16-19.38)


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A sentença de Sodoma (18.16-22)

A amizade de Deus com Abraão (18.16-19): Deus decide contar a Abraão seu plano para a cidade de
Sodoma, uma vez que Abraão havia sido escolhido para ser o pai da fé e não pai dos crentes.

A iniquidade de Sodoma (18.20-22): O Senhor fala a Abraão sobre a impiedade de Sodoma.

Abraão intercede por Sodoma (18.23-33)

Intercedendo por 50 (18.23-26): Abraão pede que o Senhor poupe a cidade por amor de 50 justos que lá
existam. O Senhor responde que o fará.

Intercedendo por 45 (18.27-28): Por 45? Sim.

Intercedendo por 40 (18.29): Por 40? Sim.

Intercedendo por 30 (18.30): Por 30? Sim.

Intercedendo por 20 (18.31): Por 20?

Intercedendo por dez (18.32-33): Por dez? Sim.

Sodoma é destruída (19.1-38)

Antes da destruição (19.1-14)

Os anjos visitam Ló (19.1-3): Dois anjos visitam Ló, que os convida a passar a noite em sua casa.

O Ataque dos sodomitas à casa de Ló (19.4-11): Os habitantes de Sodoma pedem que Ló lhes entregue os
dois homens para que eles possam molestá-los

Ló e sua família (19.12-14): Em vão, Ló adverte os noivos de suas filhas para que fujam da destruição.

A destruição (19.15-29)

A Relutância da família de Ló (19.15-17): Relutantes em ir embora, Ló e sua família são conduzidos para
fora da cidade pelos anjos.

O pedido de Ló (19.18-22): Ló implora para que possa morar em Zoar, uma pequena vila perto de
Sodoma.

O juízo de Deus é derramado (19.23-25): A fúria abrasadora de Deus é derramada sobre Sodoma e outras
cidades ímpias da planície.

Olhando para trás (19.26): Ao olhar para trás em direção à cidade Sodoma em chamas, a mulher de Ló
torna-se uma estátua de sal.

O fogo cai sobre a cidade (19.27-29): De um a distância superior a 30 km, Abraão enxerga a fumaça da
destruição de Sodoma e Gomorra.

Depois da destruição (19.30-38)
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As duas irmãs filhas de Ló (19.30-31): As filhas de Ló temem nunca mais casar e ter filhos.

O incesto das filhas de Ló (19.32-36): Elas embebedam o pai, deitam-se com ele e ficam grávidas.

Os descendentes de Ló (19.37-38): Moabe, pai dos moabitas, nasce da filha mais velha de Ló; Ben-Ami,
pai dos filhos de Amom, da filha mais nova de Ló.

III. O MEDO LEVA ABRAÃO A MENTIR NOVAMENTE (20.1-18)

Abraão e Abimeleque: a mentira (20.1-8)

A meia verdade (mentira inteira) (20.1-2): Novamente, temendo por sua vida, Abraão apresenta Sara
como sua irmã.

Deus fala em sonho (20.3-8)

O aviso de Deus a Abimeleque (20.3-6): Em sonho, Deus adverte Abimeleque que Sara é casada.

Deus, Abimeleque e a Oração (20.7-8): Deus diz a Abimeleque que devolva Sara a Abraão e promete que
o patriarca orará por ele.

Abraão e Abimeleque: a repreensão (20.9-13)

O confronto a Abraão (feita acerca de Abraão) (20.9-1O): “Que é que nos fizeste?”

A resposta de Abraão (dada por Abraão) (20.11-13): Abraão diz ter temido que Abimeleque o matasse
para casar com Sara.

Abraão e Abimeleque: reparação (20.14-18): Abimeleque devolve Sara a Abraão e o recompensa pelo


ocorrido. Abraão ora por Abimeleque e Deus retira a maldição que colocara sobre a casa de Abimeleque.

IV. ABRAÃO RECEBE A PROMESSA (21.1-21; 25.12-18)

Deus cumpre o que promete (21.1-7)

Cumprimento literal (21.1-2): Sara dá à luz ao herdeiro da aliança.

O nome do descendente (21.3-7): Ele é chamado lsaque, que significa “riso”, pois todos os que ouvirem
isto se rirão.

Celebração (21.8): O propósito é celebrar o desmame de lsaque.

Ismael versus Isaque (21.9): Sara vê Ismael zombando de lsaque.

A exclusão de Agar e seu filho (21.10-11): Sara pede para Abraão ordenar que Agar e Ismael deixem o
acampamento

Abraão despede Agar (21.12-14): Depois de ser assegurado que Agar será sustentada pelo Senhor, Abraão
a despede com água e comida.

O deserto de Agar (21.15-16): No deserto, Agar teme que ambos morram logo por causa da exposição ao
sol
27

A fidelidade de Deus (21.17-21; 25.12-18)

A libertação e o crescimento de Ismael (21.17-21): Deus provê água e comida para Ismael e


posteriormente o conduz à maturidade.

Os descendentes de Ismael (25.12-18): Assim como Deus havia predito, Ismael torna-se pai de 12 filhos.

V. A ALIAÇA DE ABRAÃO E ABIMELEQUE (21.22-34)

Os envolvidos (21.22): Abimeleque e seu comandante, Ficol, fazem aliança com Abraão.

Sem maldizentes (21.23-24): Nem Abimeleque nem Abraão farão mal um ao outro

O problema dos poços (21.25-26): Abraão reclama que os servos de Abimeleque haviam tomado um de
seus poços. Abimeleque diz que nada sabia

O pacto (21.27-30): Uma aliança de paz especial entre os dois é ratificada quando Abraão dá a
Abimeleque algumas o velhas e gado.

O lugar do juramento (21.31-34): Isso acontece em Berseba (“fonte de juramento”).

Parte 10: Abraão: Provação e Morte de Sara – Gn 22a25

VI. O SACRIFÍCIO DE ISAQUE (22.1-24)

A provação de Abraão (22.1-8)

A ordem de Deus (22.1-2): Deus ordena que Abraão sacrifique seu filho lsaque como holocausto.

A prontidão em obedecer (22.3): Junto com lsaque dois servos, Abraão segue em direção à terra de
Moriá.

A esperança da ressurreição (22.4-8)

Onde Está o cordeiro? (22.7): “Meu pai! (…) onde está o cordeiro para o holocausto?“

O Deus que proverá (22.8): “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho“.

A confiança de lsaque (22.9-1O): Ele permite que Abraão o amarre sobre o altar.

O Deus que tudo provê (22.11-24)

O sacrifício do cordeiro (22.11-13): É ordenado que ele ofereça um carneiro em lugar de lsaque.

Novo nome de Deus é revelado (22.14): Abraão chama aquele lugar Jeová-Jiré (“o Senhor proverá“).

Os descendentes de Abraão (22.15-19): O anjo do Senhor novamente promete a Abraão que seus


descendentes serão numerosos como as estrelas dos céus e os grãos de areia do mar.

Os planos para o casamento de Isaque (22.20-24): Abraão fica sabendo que seu irmão Naor tem oito
filhos. Um deles é Betuel, que se tornará pai de Rebeca (mulher de lsaque).

VII. A MORTE DE SARA (23.1-20)


28

As lágrimas do Patriarca Abraão (23.1-2): Abraão lamenta e chora por Sara, que morre aos 127 anos

O estrangeiro Abraão (23.3-13): Ele se descreve como um estrangeiro e pede a Efrom, o hitita, permissão


para comprar a caverna de Macpela, onde deseja enterrar Sara.

A Compra do terreno (23.14-20)

O preço (23.14-16): 400 ciclos de prata.

O lugar (23.17-20): a caverna de Macpela, localizada em Hebrom.

Parte 11: A busca da noiva para Isaque Gn 24

I. A COMISSÃO DE ABRAÃO (24.1-67)

O projeto do casamento (24.1-4): Abraão instrui a seu servo (provavelmente Eliézer) a procurar uma
esposa para lsaque em sua terra natal, a Mesopotâmia

Soluções para imprevistos (24.5-6): Mesmo que o servo não encontrar uma jovem disposta a se casar, ele
não deve levar lsaque para viver lá.

Relembrando a Promessa (24.7-9)

A promessa de Deus (24.7-8): Abraão lembra-se da promessa de Deus com relação à terra de Canaã

O servo de Abraão (24.9): O servo fará exatamente conforme Abraão o instruiu.

A busca pela noiva (24.1O): O servo carrega dez camelos com presentes e parte em busca de esposa para
Isaque.

A oração (24.11-21)

O pedido do servo (24.11-14): O servo pede a Deus que faça com que a escolhida para ser a esposa de
lsaque se ofereça para dar água a ele e a seus camelos.

A resposta de Deus (24.15-21): Estando o servo ainda a orar, Rebeca aparece e cumpre o sinal.

Os presentes (24.22-33)

O presente de Rebeca (24.22-28): O servo dá a Rebeca um pendente de ouro.

Labão e o servo (24.29-33): O irmão de Rebeca convida-o servo a entrar em sua casa.

A proposta do servo (24.34-58)

Relatando a missão da viagem (24.34-48)

A revelação da missão (24.34-41): O servo revela a Labão a missão que Abraão lhe havia conferido.

A oração do servo com Deus (24.42-44): O servo conta como Deus respondeu à sua oração.

A servo e Rebeca (24.45-48): O servo relata seu encontro inicial com Rebeca.


29

Rebeca recebe joias (24.49-56): Ele dá a Rebeca mais joias e vestidos e a convida a acompanhá-lo de volta
a Canaã a fim de casar-se com lsaque

A argumentação do servo (24.57-60): “Irás tu com este homem?” E Rebeca responde: “Irei“.

O caminho de volta (24.61): O servo de Abraão, Rebeca e seus servos deixam a Mesopotâmia rumo a
Canaã.

O encontro (24.62-67): lsaque está andando no campo quando encontra sua nova noiva. Eles se casam e
dão amor e bem-estar um ao outro.

Parte 12: A Morte do Patriarca Abraão

I. O FINAL DA VIDA DE ABRAÃO (25.1-11)

A família de Abraão cresce (25.1-4)

Abraão casa novamente (25.1): Abraão casa-se com sua terceira esposa, Quetura

Nascem mais filhos de Abraão (25.2-4): Quetura tem seis filhos, entre eles, Midiã.

Abraão enriquecido por Deus (25.5-6): Ele passa todas as suas riquezas para seus filhos, dando a maior
parte a lsaque

A morte de Abraão (25.7-11): Ele morre aos 175 anos. A vida do Patriarca Abraão é encerrada concluindo
o seu sepultamento feito por Ismael e Isaque irmãos porém de mães diferentes. A ainda deixando a
residência fixa de Isaque confirmando as bênçãos do Eterno sobre ele.

PALCO SEIS: APENAS ISMAEL


Parte 13: Ismael: filho de Abrão e Agar Gn 25.12-18

I. A DESCENDÊNCIA DE ISMAEL FILHO DA ESCRAVA Gn 25.12-18

Ismael também gozou das bênçãos de Deus conforme o Senhor prometera a Agar sua mãe. Ele também
teve doze filhos possuidores de vilas e castelos. Ismael viveu 137 anos. Eles estabeleceram residência de
Havilá até Sur em frente ao Egito.

Até aqui nós já temos o seguinte desenho:

Parte 1: A Criação do Mundo Visível – Gn 1a2


Parte 2: Queda da humanidade – Gn 3a5
Parte 3: Dilúvio: A Resposta de Deus ao Pecado – Gn 6-10
Parte 4: Torre de Babel A Confusão de Línguas – Gn 11
Parte 5: Abrão: O Chamado – Gn 12e13
Parte 6: Abrão: A Benção de Melquisedeque – Gn 14
Parte 7: Abrão: A Promessa do Descendente – Gn 15
Parte 8: Abrão: Deus, Agar e Ismael – Gn 16
Parte 9: Abraão: Novos Nomes e o Descendente – Gn 17a21
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Parte 10: Abraão: Provação, Comissão e Morte – Gn 22a25


Parte 11: Ismael: filho de Abrão e Agar Gn 25.12-18
Parte 12: A Morte do Patriarca Abraão
Parte 13: Ismael: filho de Abrão e Agar Gn 25.12-18

Palco Três do Esboço e Divisão do Livro de Gênesis III cobre a vida de Isaque, e de Jacó e como Deus
reafirmou sua aliança cumprindo sua promessa na vida de sua descendência.

PALCO SETE: APENAS ISAQUE


Parte 14: Isaque: Oração e Resposta Gn 25.19

I. ISAQUE DIANTE DE DEUS PELA ESPOSA (25.19-26.16)

A intercessão de lsaque por Rebeca (25.20-34)

A oração (25.19-22): Ele ora para que Rebeca tenha um filho

A resposta (25.23-34): Deus responde à oração de lsaque em dobro! Eram gêmeos e lutavam no ventre a
ponto de Isaque buscar a Deus em favor. Deus havia dito que duas nações lutavam no ventre de Rebeca.

Nascimento dos gêmeos (25.24-26): Esaú nasceu primeiro, seguido imediatamente por Jacó que lhe
segurava o calcanhar.

II. A PRIMOGENITURA BARGANADA

A primogenitura e os gêmeos (25.27-34): Esaú quando adulto não hesitou em negociar seu direito de
primogenitura por um prato de guisado, perdendo portanto o seu direito. Jacó o fez furar que sua
barganha estava validada e Esaú parece não ter dado o devido valor ao seu privilégio.

III. A RÉPLICA DOS ERROS DE ABRAÃO

Isaque reproduz o erro de seu pai (26.1-16)

Deus dirige os passos de Isaque (26.1-5): Durante a fome, Deus não permitiu que Isaque fosse para o
Egito, mas permitiu que fosse para a terra dos filisteus.

O medo e a mentira (26.6-7): Isaque estava vivendo a mesma situação que seu pai Abraão. Com medo de
ser morto, diante do rei dos filisteus, Isaque mente a respeito de sua esposa.

Abimeleque repreende Isaque (26.8-16): Abimeleque observava de longe e vendo que lsaque acariciava
Rebeca, este o reprova por tentar enganá-lo. Ainda assim, Deus continuou a abençoar lsaque como
também fizera com seu pai Abraão.

III. OS POÇOS E A CONFUSÃO EM GERAR (26.17-22):

Um dos maiores bens daquela época foram os poços cavados para obter-se água. Sempre havia quem
pelejava por manter o controle da posse dos poços. Assim como Abraão havia passado por tais situações,
agora era a vez de Isaque
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Parte 15: Aliança Reafirmada com Isaque

III O ENCONTRO DE DEUS COM ISAQUE (26.23-25):

Era preciso um encontro com o patriarca, e por isso o Senhor o visitou em sonho confirmando a história
que certamente ouvira de seu pai a vida toda.

Aqui Deus confirma a Aliança feita com Abraão e a renova na vida de Isaque.

IV. ISAQUE FAZ ALIANÇA COM OS FILISTEUS (26.26-33):

Os filisteus não eram ignorantes a ponto de ignorar a vida de Abraão, e perceberam que seu filho Isaque
também era protegido por seu Deus.

Mediante suas percepções eles fazem propostas de aliança com Isaque, e este celebra uma festa para
selar esta aliança.

V. ISAQUE E SUA DESCENDÊNCIA (26.34-28.9; 36.1-43)

A magoa de Esaú (26.34-35): Esaú sabendo que os pais ficariam magoados, casa-se com duas mulheres
hititas, seu objetivo tivera sucesso deixando a vida de lsaque e Rebeca um tormento.

Isaque prepara-se para seu fim (27.1-4): Sabendo que sua morte, lsaque pede que Esaú preparasse uma
refeição feita de sua própria caça de um animal selvagem. Esaú era muito bom em caçar animais
selvagens e recebe a promessa de ser abençoado após a refeição.

Esaú colhe o fruto de ter desvalorizado a primogenitura e é enganado (27.5-29)

Rebeca engana Esaú (27.5-17): Escutando essa conversa, Rebeca como já tinha uma resposta sobre a
escolha de Jacó, resolveu intervir preparando uma refeição parecida, coloca Jacó para servir seu pai
Isaque, o que não seria tão difícil dado à velhice do mesmo.

Jacó alia-se à sua mãe (27.18-29)

lsaque observa diferenças (27.18-23): Ao receber o prato de alimento das mãos de Jacó, lsaque fica meio
confuso, dizendo: “A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú“.

Jacó consegue a benção em lugar de seu irmão (27.24-29): Jacó convence lsaque de que é realmente
Esaú, e recebe a bênção do pai.

A verdade chega (27.30-33): Assim que Jacó sai, Esaú entra, isso já aconteceu com você?

O lamento de Esaú (27.34-38): Lamentando em meio a intensa raiva e frustração, Esaú diz: “Abençoa-me
também a mim, meu pai!“

A profecia não pode ser alterada (27.39-40): lsaque prediz que Esaú e seus descendentes viverão pela
espada e servirão a seu irmão por um período de tempo.

O rancor e o ódio entram na família (27.41): Esaú juram matar Jacó após a morte de seu pai.
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Jacó é orientado a fugir (27.42-28.5)

As orientações de Rebeca a Jacó (27.42-46): Ela orienta Jacó a fugir da ira de Esaú, indo para sua cidade
natal de Harã, na Mesopotâmia

Isaque ajuda proteger o filho (28. 1-5): Isaque não tem escolha a não ser proteger seu filho e o orienta
sobre seu casamento para que fosse feito dentro da parentela de sua mãe, ao contrário de Esaú que
escolheria mulheres que seus pais não agradavam.

Esaú continua com motivações erradas (28.6-9): Esaú não aprendera sobre brincar com as coisas sagradas
(vender a primogenitura), e ainda toma decisões erradas para se casar, pois percebendo que as mulheres
cananéias eram a fonte da dor de seus pais, Esaú se casa com Maalate, filha de Ismael (filho de Abrão
com Agar).

A descendência de Esaú (36.1-43): Este capítulo é dedicado à descendência de Esaú. Ele se casara com as
mulheres fora do propósito patriarcal e isso custou muito caro aos filhos de Israel.

PALCO OITO: APENAS JACÓ


Parte 16: Jacó encontra com Deus e com Rebeca

I. A VIAGEM (28.10-22)

Jacó tem uma visão (28.10-15)

Visão de anjos de Deus (28.10-12): O lugar era Betel. Nesta região seu avô Abraão esteve várias vezes
adorando ao Senhor. Jacó cansado, parou para dormir e numa visão vê anjos subindo e descendo em uma
escada que ia da terra até os céus.

Visão do Deus dos anjos (28.13-15): O Senhor está no topo da escada e confirma a aliança feita entre ele
e Abraão.

A Promessa de Jacó (28.16-22): Quando Jacó se recupera da visão, ele faz uma promessa condicional a
Deus. Este, O serviria se por Ele fosse abençoado.

II. A PAIXÃO DE JACÓ POR REBECA (29.1-30)

Amor à primeira vista (29.1-17)

O primeiro olhar (29.1-12): Jacó encontra Raquel pela primeira vez num poço. Ela precisava dar água ao
rebanho, mas o poço estava tampado. Jacó remove a grande pedra para que ela possa dar de beber ao
rebanho de seu pai, Labão, tio de Jacó.

Jacó conhece seu tio Labão (29.13-17): Jacó e Labão encontram-se e forma uma parceria de interesses
mútuos.

Jacó negoceia casamento com Raquel (29.18-30)

Jacó é objetivo nos propósitos (29.18-21): Jacó pede Raquel em casamento, o que rende sete anos de
trabalhos em favor de Labão o sogro.
33

Labão engana Jacó (29.22-30): Na noite do casamento, Labão substitui Raquel secretamente por Lia,
forçando Jacó a trabalhar outros sete anos para ficar também com Raquel.

Parte 17: Jacó suas Esposas e descendentes

III. A FAMÍLIA DE JACÓ (29.28-30.24; 35.16-18,23-26)

As quatro esposas de Jacó (29.28-30; 30.1-4,9)

Lia (29.28): A primeira esposa de Jacó.

Raquel (29.30): A segunda esposa de Jacó era a mais amada.

Bila (29.29; 31-4): Esta servia a Raquel

Zilpa (30.9): Esta servia a Lia

Os doze filhos de Jacó (29.31-30.24; 35.16-18,23-26)

Rúben (29.31-32): O primeiro filho de Lia.

Simeão (29.33): O segundo filho de Lia.

Levi (29.34): O terceiro filho de Lia.

Judá (29.35): O quarto filho de Lia.

Dã (30.5-6): O primeiro filho de Bila.

Naftali (30.7-8): O segundo filho de Bila.

Gade (30.9-11): O primeiro filho de Zilpa.

Aser (30.12-13): O segundo filho de Zilpa.

lssacar (30.14-18): O quinto filho de Lia.

Zebulon (30.19-20): O sexto filho de Lia.

José (30.22-24): O primeiro filho de Raquel.

Benjamim (35.16-18): O segundo filho de Raquel.

A única filha de Jacó, Diná (30.21) Era filha de Lia.

IV. O TRABALHO DE JACÓ (30.25-31.55)

Jacó continua por Raquel (30.25-43): Jacó concorda em continuar trabalhando para Labão, mas impõe
algumas condições.

A proposta de Jacó (30.25-34): Jacó pede para ficar com todos os animais salpicados e malhados do
rebanho
34

Jacó enriquece (30.35-43): existem algumas coisas que nós apenas tentamos explicar, pois Jacó torna-se
um homem muito rico numa jogada pouco lógica.

A separação (31.1-55): Jacó cumpre seu tempo de serviço e quer deixar Labão.

Razões da separação (31.1-3,13-16)

O ressentimento de Labão (31.1-2): A inveja dos cunhados (os filhos de Labão), por verem o sucesso de
Jacó, faz com que eles intentam o coração de Labão contra o genro Jacó.

Novamente Deus fala com Jacó (31.3,13): O Senhor diz a Jacó: “Volta para terra de teus pais e para a tua
parentela“.  Então Jacó volta a Betel

Lia e Raquel apoia a visão de Jacó (31.14-16): As esposas de Jacó foram a favor da visão e o encoraja a
fazer o que Deus lhe ordenara.

Jacó lembra de quantas vezes foi enganado pelo sogro (31.4-13): Jacó sente que Labão o enganou,
mudando seu salário em dez ocasiões (ver 31.37,41).

Reunião de separação (31.7-55)

O susto de Labão (31.17-23): Foi uma decepção para Labão descobrir que Jacó e todo o seu
acampamento haviam ido embora sem dizer nada e que haviam roubado os ídolos do clã.

A proteção de Deus a Jacó (31.24-25): Durante sua viagem ao encalço de Jacó, Labão é alertado por Deus
a não lhe causar dano.

Labão confronta Jacó (31.26-30): Labão pergunta: “Por que fugiste ocultamente? … Por que me furtaste
os meus deuses?“

O Medo que assombrou Abrão e Isaque, agora em Jacó (31.31-42): Jacó responde que a desonestidade de
Labão o fez fugir. Ele explica ter fugido secretamente movido pelo medo, mas insiste em não ter furtado
os deuses de Labão.

Aliança entre sogro e genro (31.43-55): Os dois concordam em uma trégua precária, construindo uma
coluna de pedras para servir de lembrete visível.

PALCO NOVE: O PATRIARCA JACÓ


Parte 18: Jacó: Seu Nome é Israel

I. A LUTA DE JACÓ COM DEUS (32.1-33.16)

Deus encontra com Jacó (32.1-32)

Os anjos se aproximam de Jacó (32.1-2): Se vem ao encontro é porque a vida toda Jacó remou do lado
contrário e chegou a hora de mudar.
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A estratégia de reconciliação (32.3-5): Os planos de Jacó para aplacar a ira de seu irmão já estava
projetada com presentes.

A recepção de Esaú (32.6-8): Qualquer um no lugar de Jacó ficaria temeroso ou nem enfrentaria. Bem ali
adiante vinha Esaú com 400 homens para encontrar-se com Jacó.

Hora da oração (32.9-12): Jacó começa a falar da aliança que Deus tinha com Abraão – eu acho essa uma
boa hora para o clamor.

Perdão e Restituição (32.13-21): Podemos ver na tentativa de Jacó enviar presentes como um meio de
subornar Esaú, mas também podemos ver como um meio de ressarcir ou paliar os prejuízos. As vezes não
basta apenas o perdão – podemos pensar também em restituição.

Melhor lutar com o Anjo do que com Esaú? (32.22-32)

A solitude é ideal para lutar com Deus (32.22-26): Enquanto Jacó estava apreensivo, com medo e espera
sozinho, no rio Jaboque, durante a escura noite, um homem vem e luta com ele até o amanhecer.

Quem venceu essa luta: O Anjo ou Jacó? (32.27-29): Jacó foi valente e corajoso e nem pensou em se
entregar, e Deus muda o nome dele de Jacó (“o enganador”) para Israel (“o homem que luta com Deus”).

Jacó coloca nome no lugar (32.30-32): Deus mudou o nome de Jacó e Jacó batiza o lugar com o nome de
Peniel, que significa “a face de Deus“. Ao trocar o nome de Jacó, agora Israel, sua personalidade também
foi transformada pelo encontro com Deus.                                          ·

O encontro de Jacó com Esaú (33.1-16)

O novo Jacó encontra com Esaú (33.1-4): Jacó humildemente curva-se sete vezes à medida que vai
chegando perto de Esaú. Deus também já tinha trabalhado no coração de Esaú que aproximando o abraça
e beija! Logo, os dois estão chorando de alegria.

Jacó orgulhosamente o faz conhecer sua família (33.5-7)

Jacó também mostra seus bens ao seu irmão (33.8-16)

II. A NOVA PESSOA DE JACÓ (33.17-20; 35.1-7, 9-15)

A renovação dos lugares significativos aos Patriarcas (33.17-20, 35.1)

O Renovo de Siquém (33.17-20): Neste lugar seu avô Abraão já havia erigido altar e adorado ao Senhor.
Jacó compra uma porção de terra para edificar um altar e tem uma nova revelação do Nome de Deus
chamando o lugar de EI-Eloé-lsrael, que significa “Deus, o Deus de Israel“.

Deus o ordena a ir a Betel (35.1): Este lugar significava muito para seu avô. e por ordem de Deus, Jacó
retorna a Betel, mesmo lugar onde teve o sonho da escada que chegava aos céus quando fugia de seu
irmão.

Renunciando ao pecado (35.2-7): Os ídolos que foram levados de Labão e quaisquer outros que havia
tiveram fim. Jacó recolhe e enterra todos eles e a cada de seu clã foi ordenado a purificação: “Purificai-vos
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e mudai as vossas vestes“. Depois da purificação, era uma boa hora e Jacó edifica um altar e o chama EI-
Betel, que significa “o Deus da casa de Deus“.

Deus renova sua aliança mais uma vez (35.9-15): Deus novamente confirma a Jacó a aliança firmada com
Abraão e cada vez mais Jacó confiava em Deus.

III. MORTES E PECADOS NA FAMÍLIA DE JACÓ (34.1-31; 35.8, 16-29; 37.1-36; 38.1-30

As mortes (35.8, 16-20, 27-29)

Débora morre (35.8): Débora era ama de Rebeca e a servia

Morre Raquel a que ele mais amava (35.16-20): Quando Raquel foi dar à luz Benjamim, ela não suportou
e veio a falecer sendo enterrada a caminho de Belém.

A morte do Patriarca Isaque (35.27-29): Isaque já velho, morreu em Hebrom onde morava, e seus dois
filhos: Jacó e Esaú retornam para enterrar seu pai, que morreu com 180 anos

Os pecados dos filhos de Jacó (34.1-31; 21-26; 37.1-36; 38.1-30)

O estupro de Diná (34.1-31): Após Diná ser estuprada por Siquém, um dos príncipes cananeu,
desencadeou uma sucessão de fatos difíceis de controlar.

A aproximação (34.3-12): Hamor, pai de Siquém, encontra-se com Jacó, para resolver a situação e evitar
problemas maiores e propôs um relacionamento entre os dois povos, onde o príncipe Siquém casaria-se
com Diná.

A falsa aparência dos irmãos de Diná (34.13-24): Eles repudiaram a ideia de sua irmã que fora estuprada
casar-se com Siquém, porém fingiram concordar com o casamento e para afirmar a aliança sugeriram que
eles primeiro circuncidassem conforme o costume dos israelitas.

O ataque (34.25-29): Tudo não passava de um meio para que os homens da cidade ficassem fracos devido
ao procedimento da circuncisão. Foi aí que os filhos de Jacó entraram para fazer uma grande chacina que
posteriormente o preço foi muito alto.

Jacó nada sabia (34.30-31): Jacó reprova veemente seus filhos por fazerem tal coisa e manchando seu
nome na terra dos cananeus sob o temor de começar uma guerra irremediável.

O adultério de Rúben (35.21-22): Como não fosse o bastante, Rúben deita-se com Bila, que no caso era
uma das concubinas de Jacó seu pai. Bila era ex-serva de Raquel a mais amada.

Judá e sua hipocrisia e imoralidade sexual (38.1-30)

Judá mistura-se com as cananéias (38.1-5): Judá coabita com a mulher cananeia quebrando o costume e
tradição familiar e tem três filhos com dela: Er, Onã e Selá.

Judá faz péssima escolha de noras (38.6-1O): A mão de Deus não foi a favor, uma vez que Judá escolheu
uma mulher chamada Tamar para ser esposa de seu filho Er. Mas, Er morre antes de ter filhos, e seu
37

irmão Onã deveria assumir seu lugar como esposo para levantar a descendência o que também não
aconteceu porque morreu o segundo filho de Judá.

A promessa de Judá (38.11-13): Agora restava que seu filho mais novo (ainda sem idade para o
relacionamento), levantasse a descendência de seus irmãos, por isso, Judá promete a Tamar que Selá, seu
filho mais novo, um dia a tomará por esposa.

Judá cai na sua própria astúcia (38.14-23): Passando o tempo, Tamar percebe que a promessa de Judá
não seria cumprida, e assim, Tamar disfarça-se de prostituta e seduz Judá a se deitar com ela.

Judá condena Tamar à morte (38.24-25): Foram suficientes três meses mais tarde, em que a gravidez
aparecendo e chegando aos ouvidos de Judá, este ordena que ela seja queimada. Tamar, entretanto,
rapidamente providencia provas irrefutáveis de que o pai da criança é ninguém menos que o próprio
Judá!

Judá confessa seu adultério (38.26-30): Até que enfim, Judá pego em sua própria astúcia, pelo menos ele
chega a reconhecer e diz: “Ela é mais justa do que eu“.

Mais engano e traição na família de Jacó (37.1-36): Todos tinham inveja de José e Judá era um dos mais
acirrados com seu irmão. Vendo eles que Jacó amava muito seu filho José, começaram a tramar contra
ele para vende-lo

PALCO DEZ: JOSÉ
Parte 19: O filho amado da velhice

I. O FILHO CAÇULA DA VELHICE (37.1-35)

Amado por seu pai (37.3) José conheceu o amor paterno

Detestado por seus irmãos (37.1-35)

Motivos de ódio dos irmãos (37.1-11)

Ódio para a pessoa amada (37.1-4): “Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, porque era
filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores“. O próprio texto explica o motivo de
perseguição que sofria. O amor preferencial de seu pai.

Os sonhos de Deus (37.5-11): Deus mostrava para José através de sonhos como ele seria engrandecido, e
isso era suficiente para que seus irmãos encontrassem motivos somados ao do ciúme que já possuíam.

Tanto o amor quanto o ódio trás resultados inesperáveis (37.12-35)

José sai ao campo para ver seus irmãos (37.12-17): Jacó envia José para ver como estavam seus irmãos –
isso mais parecia uma espécie de fiscal o que irava ainda mais seus irmãos.

A trama dos irmãos (37.18-27): Juntando o fato de José ser o mais amado com seus sonhos exaltados
formaram o prato perfeito para intentarem até contra a vida de José. Mas Rúben os convence a jogá-lo
vivo numa cisterna para se livrar dele.
38

José é vendido (37.28-30): Um grupo de comerciantes que passavam não longe dali, os irmãos de José
decide vende-lo. Eles eram ismaelitas que por 20 peças de prata o levou como escravo.

A mentira para o pai (37.31-35): Eles bolaram um plano para que Jacó fosse tido como morto por animais
selvagens e foi assim que enfrentaram seu pai causando-lhe muitas dores e pesar.

II. A FIDELIDADE DE JOSÉ (37.36; 39.1-20)

O trabalhado bem feito de José (37.36; 1-6): José chega à casa de Potifar como um trabalhador comum,
porém, ao se destacar pela sua fidelidade e trabalho bem feito o capitão da guarda de Faraó, Potifar o
coloca com muita responsabilidade.

O lugar de destaque de José (39.7-20)

A tentação sexual de José (39.7): Todo lugar de destaque atrai tentações e perseguições. Com José não foi
diferente, pois a esposa de Potifar tenta seduzi-lo a deitar-se com ela.

José rejeita o pecado (39.8-12): Não foi simplesmente uma insinuação, mas ela literalmente o agarrou a
ponto de ele ter que se soltar das vestes deixando-a nas mãos da mulher de Potifar.

A prisão de José (39.13-20): Ela se sentiu rejeitada e com as roupas de José nas mãos foi fácil acusa-lo de
tentativa de estupro, o que acabou com José sendo lançado na prisão.

III. JOSÉ: O ESCRAVO ABANDONADO (39.21-40.23)

José e o carcereiro (39.21-23): José precisa recomeçar a vida novamente e com esforço e dedicação ele
alcança o favor do carcereiro, que o coloca como encarregado de todos os prisioneiros.

José e os prisioneiros (40.1-23)

Os dois chefes prisioneiro (40.1-4): O copeiro e o padeiro, ambos chefes do grande Faraó foram para na
prisão em que José estava. Agora ambos prisioneiros estavam aos cuidados de José dentro da prisão.

Os sonhos dos chefes (40.5-8): Ora, Deus estava trabalhando na vida de José e tanto o copeiro quanto o
padeiro têm sonhos que não conseguiam entende-los.

O esclarecimento (40.9-19): Mas ali estava José e para ele não seria difícil, pois tinha a sabedoria de Deus
ao seu lado.

José interpreta o sonho do copeiro (40.9-15): A interpretação era que Faraó iria libertá-lo e restituir seu
cargo, e isso aconteceria dentro de três dias.

José interpreta o sonho do padeiro (40.16-19): Também em três dias o padeiro seria morto por ordem de
Faraó.

A conclusão (40.20-23): Em três dias tudo que José havia dito sobre os chefes se cumpriram, porém, o
copeiro esqueceu-se de ajuda-lo a sair da prisão.

IV. JOSÉ SE TORNA GOVERNADOR (41-5 7)


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Deus dá sonhos a Faraó (41.1-36)

José revela os sonhos (41.1-8): Faraó fica perturbado com seus dois sonhos e convoca a todos para
interpretar.

O sonho das vacas (41.1-4): Ele vê sete vacas magras que chegam e devoram outras sete vacas gordas.

O sonho das espigas (41.5-8): Ele vê sete espigas mirradas que chegam e devoram sete espigas gordas e
robustas.

A lembrança (41.9-13): É neste momento que o copeiro, lembra-se de José, pois havia se esquecido, pois
ninguém era capaz de entender os dois sonhos de Faraó.

A revisão (41.14-24): Ao contar que José havia interpretado seu sonho, Faraó manda traze-lo e contou-lhe
os dois sonhos.

José interpreta os sonhos (41.25-32): Deus revela para José e lhe dá entendimento que os dois sonhos
possuem o mesmo significado e é uma previsão para 14 anos, sendo os sete primeiros anos de
abundância e os sete últimos anos de fome em toda a terra.

A sabedoria de José (41.33-36): Faraó sem saber como resolver o problema e ouvindo os conselhos de
José entendeu que ele deveria ser o eleito para administrar a situação e enfrentar os sete anos de fome.

Os decretos do Faraó (41.37-57)

José é promovido (41.37-46): Faraó coloca José para ficar à frente da supervisão para administrar os grãos
das colheitas dos sete primeiros anos que viria sobre todo o Egito.

José usa cidades próximas (41.47-57): José não se limita a estocar apenas na sua cidade, ele também leva
grandes quantidades de grãos para estaleiros construídos em cidades próximas, assim, ficaria fácil de
administrar. Quando a fome chegou, todos os países recorriam ao Egito para comprar alimento.

V. O ENCONTRO DE JOSÉ COM SEUS IRMÃOS (42.1-48.22)

Os irmãos de José (42.1-45.28)

O irmão que José ainda não conhecia (42.1-44.34)

A primeira chegada de seus irmãos (42.1-38)

Fome na terra de Canaã (42.1-6): Jacó diz a seus dez filhos mais velhos: “Tenho ouvido que há trigo no
Egito; descei até lá, e de lá comprai-o para nós, a fim de que vivamos e não morramos“.

José revê seus irmãos (42.7-8): José reconhece seus irmãos, mas ele não se revela a eles, pois queria
testa-los.

A acusação (42.9-14): José acusa seus irmãos de espionagem para poder testa-los e ver a atitude deles.

José impões exigências (42.15-20): José ordena que seus irmãos retornem para casa e tragam Benjamim,
e fez com que Simeão ficasse como garantia que eles voltariam.
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O remorso (42.21-23): Não foi difícil os irmãos sofrerem com a culpa e entendem que Deus os está
punindo por terem vendido José como escravo.

O constrangimento (42.24): José fica muito tocado emocionalmente quando vê seus irmãos debatendo
entre si e se afasta para que não percebam quem ele era.

O retorno para Canaã (42.25-28): Agora são apenas nove irmãos que chegam a Canaã com o mantimento.
Teriam que enfrentar o pai sem seu irmão e ainda o convencer de levar o mais novo. Ao esvaziar os
alimentos percebem que o dinheiro estava dentro.

Enfrentando Jacó (42.29-38): Os filhos de Jacó tiveram que contar tudo a respeito da viagem. Também lhe
contaram as exigências o governador do Egito que era de levar Benjamim.

Os filhos de Jacó voltam ao Egito (43.1-44.34)

Judá se responsabiliza por Benjamim (43.1-14): Não foi fácil para Jacó permitir a descida de Benjamim
para o Egito, mas Judá se responsabilizou diante do pai que ele voltaria seguro.

José revê seus irmãos novamente (43.15-17): José recebe seus irmãos em sua própria casa, porém ainda
não sabiam quem era o governador do Egito. Na casa de José tem uma grande refeição para todos.

O medo de José (43.18-25): Os filhos de Jacó estão com medo neste momento, mas o encarregado
assegura que o governador não lhes fará mal algum.

José conhece seu irmão mais novo (43.26-30): José entra na sua casa e seus irmãos estão esperando e
neste momento ele fica conhecendo seu irmão.

Por ordem de idade (43.31-34): É interessante que José se posiciona na mesa conforme a idade de todos
eles. Tudo isso após ter chorado sem que seus irmãos percebessem, pois via seus irmãos estava
emocionado.

José detém seus irmãos mais uma vez (44.1-17): José ordena que sua própria taça de prata seja colocada
na bagagem de Benjamim. Eles não sabiam, porém quando já havia saído da cidade eles foram detidos
sob acusação de roubo.

Judá intercede por Benjamim (44.18-34): Judá implora para que José liberte Benjamim, pois seu pai não
suportaria perder mais um filho e se dispões a ficar em seu lugar.

José revela sua identidade (45.1-28)

José chora novamente (45.1-4): Incapaz de esconder por mais tempo, José revela sua verdadeira
identidade e seus irmãos ficaram assombrados e incrédulos.

José conforta seus irmãos (45.5-8): Um dos sucessos de José, foi o fato de reconhecer a mão de Deus em
sua vida não permitindo ser consumido pela magoa de seus irmãos. Bem como reconhece que era um
meio de Deus prover em épocas de fome.
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O convite para seu pai (45.9-15): José diz a seus irmãos que voltem para a fim de buscar seu pai para que
venha morar no Egito.

José tem o apoio de Faraó (45.16-24): Faraó endossa o convite de José e fala a mesma coisa para os
irmãos de José.
Jacó acredita no relato de seus filhos (45.25-28): José os despachou com muitas riquezas e isso foi uma
prova para Jacó de que eles estavam falando a verdade.

José e seu pai (46.1-47.31)

Jacó vai embora para o Egito (46.1-27)

Deus promete cuidar de Jacó (46.1-7): Estava cumprindo aquilo que Deus havia falado para Abraão que
seus filhos desceriam para o Egito, por isso Deus direciona Jacó para o Egito.

Os judeus descem para o Egito (46.8-27): Jacó e toda a sua família, 70 ao todo, transferem-se para o Egito
conforme a profecia de Deus.

Jacó morrerá no Egito (46.28-47.31)

José encontra Jacó (46.28-47.1O)

José o filho amado encontra com seu pai (46.28-30): Pai e filho se encontram e se abraçam em Gósen no
Egito.

Faraó recebe Jacó com o melhor da terra (46.31-47.1 O): Faraó dá o melhor da terra para Jacó e sua
família morar.

José cuida de seu pai (47.11-31): José providencia para que tudo esteja bem com seu pai e sua parentela.

A provisão para os judeus (47.11-12): José cuida pessoalmente para que sua família tenha todo o
alimento de que precisa.

As instruções sobre a morte de Jacó (47.27-31): José promete a seu pai, Jacó, que ele será enterrado ao
lado de seus ancestrais na Terra Prometida, e não no Egito.

José administra os egípcios (47.13-26): A fome ainda continuava judiando até dos egípcios, porém os
sacerdotes eram privilegiados, porém, os egípcios acabavam por terem que vender suas terras a Faraó,
foi onde surgiu a lei editada por José sobre redistribuição de terras para a colheita.

José e seus filhos (48.1-22)

Jacó adota os filhos de José (48.1-7): Manassés e Efraim filhos de José, são recebidos como se fossem
filhos de Jacó tamanho era o amor que o patriarca tinha por José e eles ficam entre os doze filhos.

Os filhos de José são ungidos (48.8-22): Jacó direciona a benção da primogenitura ao mais novo mesmo
com as considerações de José. Efraim sai com a benção maior que a de Manassés.

VI. JOSÉ É UM FRUTIFICADOR (49.1-50.26)


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As profecias de Jacó (49.1-27): Jacó já bem velho segue o costume patriarcal e abençoa cada um de seus
filhos.

Rúben (49.3-4): É tão teimoso quanto o mar agitado e é rebaixado por sua imoralidade.

Simeão e Levi (49.5-7): São homens violentos, entregues à ira e à crueldade, por isso seus descendentes
serão dispersos por toda a terra de Israel.

Judá (49.8-12): Será louvado por seus irmãos e derrotará seus inimigos. O cetro (linhagem real) não se
apartará dele até que venha aquele a quem ele pertence.

Zebulom (49.13): Habitará no litoral e se tornará um porto para navios.

lssacar (49.14-15): Trabalhará com animais e cultivará a terra.

Dã (49.16-18): Será como uma serpente junto ao caminho.

Gade (49.19): Irá defender-se de todos os seus inimigos.

Aser (49.20): Produzirá comida própria de reis.

Naftali (49.21): Será livre como uma gazela.

José (49.22-26): Será um ramo frutífero junto à fonte, abençoando outros. Embora perseguido, o Senhor
o fortalece. Será abençoado por Deus e será um príncipe entre seus irmãos.

Benjamim (49.27): Devorará seus inimigos como um lobo faminto.

O enterro de Jacó (49.28-50.26)

Jacó oriente sobre seu desejo após a morte (49.28-33): Novamente Jacó pede para ser enterrado com
seus ancestrais na caverna de Macpela, esse reforço em seu pedido foi feito pouco antes que morresse.

Jacó é levado para Hebrom (50.1-14): Após um período de 70 dias de luto, os 12 irmãos levam o corpo
embalsamado de seu pai para Hebrom.

A confirmação (50.15-21): Logo que Jacó morreu e foi levado para Hebrom, seus filhos tiveram medo e
dúvidas pensando que José poderia lhes fazer mal uma vez que seu pai fora sepultado. Eles ainda
estavam com remorso do que fizeram com José, mas este os garantiu que não faria tal coisa dizendo:
“Intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem“.           ·

A morte de José (50.22-26): José vive para ver a terceira geração dos filhos de Efraim e morre aos 11O
anos de idade.
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O Livro do Êxodo
Êxodo é o segundo livro do Antigo Testamento, e seu tema principal é a história de Israel após a
morte de José narrada no último capítulo do livro de Gênesis, passando pela libertação dos hebreus
do Egito até a construção do Tabernáculo.

A relação entre Gêneses e Êxodo é muito semelhante a que existe entre o AT e o NT. Gêneses narra
o fracasso do homem em todas as suas provas e condições. Êxodo é a epopéia (sucessão de
eventos extraordinários, ações gloriosas, as maravilhas de Deus, etc...), emocionante de Deus vindo
o socorro do homem. Nele se encontra a obra redentora de um Deus soberano. Êxodo é
preeminentemente,( muito acima, superior; sublime, divino.), o livro da redenção no AT.

Começa em trevas e tristeza, mas termina em glória; contando como Deus desceu em graça, para
libertar um povo escravizado, e termina declarando como Deus manifestou sua gloria no meio de um
povo remido.
A palavra êxodo em grego significa “saída”. Sem gêneses, o livro de Êxodo não faz sentido.

Para você lembrar.


O grande herói Moises é o personagem central de toda história, o grande herói de Deus.
Moddy disse que Moisés viveu 40 anos pensando que era alguém, 40 anos aprendendo que não era
ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém. Hb 11. 23-29.

O que significa a palavra Êxodo?


A palavra Êxodo deriva da palavra grega “exodos” e significa saída ou partida. O livro recebeu
esse nome na Septuaginta, que é a tradução grega do Antigo Testamento. O título original em
hebraico era apenas o início da primeira frase do livro: “Estes, pois, são os nomes dos filhos de…”.
A palavra Êxodo serviu perfeitamente ao tema principal do livro, já que na primeira metade do livro é
descrito a saída dos hebreus do Egito e na segunda metade descreve a formação das leis, instituições
e o modelo de adoração em Israel.

Quem foi o autor do Livro de Êxodo?


É amplamente aceito que o autor do livro de Êxodo é Moisés. Essa conclusão fica clara ao
analisarmos os detalhes do livro, o que confirma que o autor é uma testemunha ocular dos fatos,
dado ao aprofundamento de detalhes descritos, o que significa que não poderia ser qualquer pessoa
já que o autor se mostra extremamente culto e talentoso.
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Qual a data que foi escrito o Livro de Êxodo?


Existe muita discussão não apenas referente a data em que o livro foi escrito, mas também sobre o
próprio acontecimento do Êxodo em si. A possibilidade mais aceita entre os estudiosos fica entre
1445 a.C. a 1400 a.C.
Essas datas são baseadas nos textos bíblicos de 1 Reis 6:1 e Juízes 11:26 respectivamente. Existe outra
possibilidade defendida com base em suposições de datas dos períodos dos governantes egípcios, e
sobre uma data arqueológica do século 13 a.C. que aponta a destruição de cidades cananéias durante
a conquista de Canaã, porém a única importância desta discussão é servir de esclarecimento
cronológico histórico.

Propósito do Livro de Êxodo


O livro de Êxodo é uma continuação natural do livro de Gênesis, ou seja, sem o conteúdo de
Gênesis fica bem difícil compreender os acontecimentos do livro de Êxodo. O propósito principal
do livro é um registro de um dos acontecimentos mais importantes da História: a libertação do povo
de Israel do Egito por intermédio dos atos redentores de Deus.
O livro de Êxodo mostra Deus como líder do povo de Israel, e seu servo Moisés servindo como
intermediário para tais acontecimentos. Para o povo de Israel, essa revelação escrita do concerto de
Deus para com eles é de suma importância, pois relata o interesse pessoal de Deus para com aquele
povo. Êxodo permite a consciência destes fatos gerando fé nas gerações posteriores dos
hebreus.

O Livro de Êxodo e o Novo Testamento


A partir destes eventos ocorreu uma alto-revelação progressiva de Deus, culminando finalmente no
Novo Testamento e na redenção por Jesus Cristo na cruz. Desta forma, é possível traçar uma paralelo
entre os acontecimentos do Êxodo que foi a marca da Antigo Aliança (Páscoa, travessia do Mar
Vermelho, a Lei,) com o novo concerto pela vida, morte e ressurreição de Jesus e a manifestação do
Espírito Santo no Pentecoste.

Curiosidades sobre o Livro de Êxodo


O livro de Êxodo narra importantes acontecimentos que são essenciais para o entendimento de toda
Escritura, dos quais podemos destacar os três principais:

 Israel nascendo como nação.

 A instituição dos Dez Mandamentos que é o fundamento da ética e moralidade bíblica.


45

 Em nenhum outro livro do Antigo Testamento a graça redentora de Deus fica mais evidente.

Podemos dividir esse livro em algumas partes, como :

 Escravidão Ex 1. 1-22
 O chamado de Moisés Ex 3,e 4.
 As pragas Ex 7.2 -- 11.10 Êxodo
 A páscoa Ex 12.1-51
 Dadiva da lei Ex 20. 1-26
 O culto Ex 25. 1-9; 28.1-14, 30-43
 A comissão de Moisés renovada Ex 33.12—34.17 Edificação do tabernáculo

Escravidão
O livro começa com 3 séculos e meio depois da cena final do Gêneses. O livro de Gêneses é a história
de uma família; o livro de Êxodo é a história de uma nação. Não temos o registro do que aconteceu
durante esse tempo de silêncio.

O patriarca Abraão morreu quando seu neto, Jacó tinha 15 anos. O filho predileto de Jacó, José, fora
vendido por seus irmãos para o Egito como escravo e alcançando grande poder e influência. Os
filhos de Jacó haviam conquistado grande favor, por causa de seu irmão, agora governador do Egito.
Eram 70 pessoas quando desceram para o Egito, mas antes de saírem de lá se haviam tornado uma
nação de 3 milhões de pessoas.
Exemplos. ( em 2019; esses países , como: Croácia tem 4.105.493 hab. Uruguai , e Bósnia, 3,5
milhões, Mongólia 3,2 milhões, Arménia 2,9 milhões , Jamaica e Catar 2,7 milhões ; )
Após a morte de Jose, uma nova dinastia ascendeu ao trono do Egito; a riqueza e o grande números
de filhos de Israel os fizeram objeto de desconfiança aos olhos dos egípcios. Os faraós os reduziram a
uma escravidão da pior espécie. Isso era difícil para o povo que antes vivera em liberdade e com todo
o favor. Eles se lembravam das promessas que Deus fizera a Abraão e seus descendentes, e isso
tornava a escravidão ainda mais difícil de ser entendida. ( Gn 12. 1-3.etc. )

As histórias contadas nos livros de Êxodo, Levítico, Número, e Deuteronômio mostra que Deus não se
esquece da promessa feita a Abraão- “ de ti farei uma grande nação “( Gn 12.2).
Os registros de família de Abraão, Isaque, e Jacó, sem dúvida, foram levados para o egito e ali se
tornaram parte dos registros de Israel.
Através dos longos anos de escravidão, o povo de Israel apegou-se à promessa de que um dia Canaã
seria seu lar.
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O Êxodo ( Ex 3,4 )
Pense na preparação que teria de ser feita para pôr em movimento um exercito tão grande, “ cerca de
600.000 a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças. Subiu também com eles um misto de
gente, gado, ovelhas, muitíssimos animais” (Êx 12. 37-38).
Moises tinha apelado repetidas vezes ao faraó para que deixasse os filhos de Israel sair. ( Êx 5.1; 7.16).
As pragas e as negociações de Moisés com faraó devem ter durado quase um ano. Isso deu tempo aos
filhos de Israel de juntar seus pertences.
As pragas ensinaram ao povo algumas coisas importantes, além de forçarem o faraó a deixa-los ir.

Nosso salvação foi planejada por Deus antes da fundação do mundo ( Ef 1.4). Achamos no livro de Êxodo
o modelo, o quadro histórico da graça divina na relação do homem mediante Jesus Cristo, que é ao
mesmo tempo o grande apóstolo (Moisés) e sumo sacerdote (Arão) ( Hb 3.1-3 ). Uni os dois.

A história de Êxodo do povo de Deus repete-se em toda alma que busca libertação da influencia
perturbadora do mundo, e , deste ponto de vista, o livro é humano do primeiro ao ultimo versículo.
As coisas que aconteceram eram figuras e foram escritas para nossa admoestação.
Estudamos o livro de êxodo para entendermos como Deus liberta o homem pecador e conhecer o seu
propósito de graça em resgatá-lo.

Livro de Levítico
O livro de Levítico é o terceiro livro da Bíblia. Seu tema principal trata acerca do culto ao Senhor na
Antiga Aliança. Por isto boa parte do conteúdo do livro é constituída pela descrição de cerimônias e
ritos.

O tema do livro também explica seu título. A palavra Levítico é a forma latina do termo grego que
designa o livro, cujo significado é “acerca dos levitas”. Neste estudo sobre o livro de Levítico iremos
conhecer um panorama geral desse importante livro do Pentateuco.

Autor, data e destinatários do livro de Levítico


Moisés é o autor do livro de Levítico e de todo o Pentateuco. Até existem algumas críticas acerca da
autoria mosaica de Levítico e consequentemente do Pentateuco. Mas nenhuma delas conta com
47

qualquer evidência realmente séria. Além disso, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento afirmam a
autoria de Moisés. Saiba mais sobre quem escreveu o Pentateuco.
Não é possível determinar com exatidão a data em que o livro de Levítico foi escrito. Como o livro
registra muitos acontecimentos que se deram no Monte Sinai, é provável que Moisés tenha pelo
menos começado a compilação naquela mesma época. Dessa forma o livro pode ter servido já para a
primeira geração do êxodo.
Alguns estudiosos também sugerem que talvez Moisés tenha concluído a redação do livro somente
num segundo momento, quando já estava em Moabe. Seja como for, sem dúvida o livro de Levítico
também serviu para instruir a segunda geração do êxodo que entrou na Terra Prometida.
Assim, entre os destinatários originais do livro estavam desde israelitas leigos até levitas responsáveis
pelo culto em Israel. Considerando todas essas características, é normalmente aceito que o livro foi
escrito entre 1446 e 1406 a.C. Entenda quem eram os levitas.

Tema e propósito do livro de Levítico


O tema principal do livro de Levítico fica claro na seguinte declaração divina: “Porque eu sou o Senhor,
que vos fiz subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou
santo” (Levítico 11:45).
Assim, o propósito primário do livro foi instruir os israelitas sobre como eles deveriam ser uma nação
santa diante da presença do Senhor. Sendo o povo escolhido de Deus, Israel deveria viver de forma
separada do mundo; a fim de que pudessem receber as bênçãos resultantes da Aliança ao invés de
julgamentos.

Então o livro de Levítico mostra a santidade de Deus e como o seu povo deveria imitá-lo. Os israelitas
foram instruídos a andar em santidade como gratidão ao amor e a misericórdia de Deus.
Considerando que o homem jamais conseguirá cumprir plenamente esse padrão de santidade, o livro
também traz a regulamentação do sistema sacrifical pelo qual o povo poderia ter
seu pecado expiado, ainda que temporariamente.

Esboço e resumo do livro de Levítico


O livro de Levítico pode ser divido em quatro grandes partes. A primeira parte trata acerca da
regulamentação do sistema sacrifical (Levítico 1:1-7:38). O livro traz explicações detalhadas sobre
como os israelitas deveriam oferecer seus sacrifícios diante de Deus. Essa seção pontua os vários tipos
de sacrifícios da religião judaica do Antigo testamento.
A segunda parte fala acerca da ordenação do sacerdócio (Levítico 8:1-10:20). Essa seção explica a
origem e a ordenação dos sacerdotes de Israel. Moisés aparece primeiramente dando início às
cerimônias que depois foram completadas por Arão e seus filhos, os primeiros sacerdotes. Essa parte
também traz uma advertência séria contra a violação dessas ordenanças, mostrando o julgamento
sobre os filhos de Arão.
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A terceira parte do livro de Levítico se concentra na questão da impureza (Levítico 11:1-16:34). Essa
seção descreve detalhadamente como identificar e tratar as impurezas que tinham implicações rituais.

A quarta e última parte do livro enfoca o tema da santidade na vida prática do israelita (Levítico 17:1-
27:34). Essa seção é bastante específica e traz uma série de prescrições acerca: dos sacrifícios; da
alimentação; do comportamento sexual; do relacionamento para com Deus e com o próximo; dos
dias sagrados; da aplicação de leis penais; etc.

A importância do livro de Levítico


O livro de Levítico é essencial para que possamos compreender tudo o que envolvia a adoração dos
israelitas do Antigo Testamento. A forma com que o livro descreve os detalhes dos cerimoniais do
culto veterotestamentário auxilia no entendimento de alguns significados e particularidades de rituais
que são estranhos ao leitor moderno.

Além disso, o livro de Levítico revela conceitos e pressupostos que são fundamentais para o
entendimento da teologia desenvolvida no Novo Testamento. Levítico mostra a realidade da
pecaminosidade humana frente à santidade do Senhor e a necessidade da expiação pelo pecado
através da oferta de sacrifícios, ao mesmo tempo em que também revela a misericórdia e a graça
soberana de Deus.

Tudo isso lança luz sobre a interpretação do verdadeiro significado da obra redentora de Jesus Cristo.
Os sacrifícios levíticos eram apenas temporários e serviram para apontar para o sacrifício perfeito,
eficaz e permanente de Cristo. Nosso Senhor deu sua própria vida como sacrifício expiatório pelo
pecado de uma vez por todas (João 14:6; Hebreus 9:15; 10:11).
O livro de Levítico também enfatiza que o Deus que é santo, quer habitar com seu povo e exige dele
santidade. Essa verdade é revelada de forma máxima na realidade da encarnação do Filho de Deus.
Ele é o Emanuel, Deus conosco; o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1:14).
Agora, na pessoa do Espírito Santo, Deus habita com seu povo. Por isto os redimidos são o templo do
Espírito Santo (1 Coríntios 3:17; 2 Coríntios 6:16-19; Efésios 2:21). Essa habitação alcançará seu
cumprimento pleno e final na era vindoura, no novo céu e nova terra (Apocalipse 21).
O livro de Levítico destaca a importância do ministério sacerdotal. O mesmo livro também indica a
imperfeição dos sacerdotes levíticos ao demonstrar o pecado da casa de Arão (Levítico 10:1-20). Mas
o Novo Testamento apresenta Cristo como sendo o Sumo Sacerdote perfeito e eterno que ministra
não no Tabernáculo terreno, mas no Santuário celestial (Hebreus 9-10).
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Livro de Números

O livro de Números é o quarto livro do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada e faz parte do conjunto
de cinco escritos de Moisés: o Pentateuco. O livro de Números registra a história do povo de Israel
durante os quase quarenta anos de peregrinação pelo deserto.

Em nosso idioma, o título do livro de Números deriva da Septuaginta – versão grega do Antigo
Testamento. Quando os livros da Bíblia hebraica foram traduzidos para o grego, eles receberam
títulos gregos. Nesse caso, o quarto livro do Pentateuco recebeu o título arithmoi, que significa
“números”. Esse título designa simplesmente as contagens dos homens de guerra que são
encontradas em algumas partes do livro (Números 1-4; 26).
Já na Bíblia hebraica, o título mais comum para o livro é derivado da quinta palavra do texto hebraico
do primeiro versículo que pode ser traduzida como “no deserto”. Esse título é muito mais apropriado
para indicar o conteúdo geral do livro. Outro título utilizado para designar o livro vem da introdução
do texto hebraico: “e Ele falou” ou “falou o Senhor” – uma referência ao conteúdo do livro como a
verdadeira palavra de Deus para o povo de Israel.

Autor, data e destinatários do livro de Números


É amplamente aceito que Moisés foi quem escreveu o livro de Números. Não apenas a tradição
atribui a autoria a Moisés, mas o testemunho da própria Escritura confirma que ele é o escritor de
todo o Pentateuco (cf. Josué 8:31; 2 Reis 14:6; Neemias 8:1; Marcos 12:26; João 7:19). Além disso, o
próprio livro de Números faz referência à obra de Moisés (Números 33:2; 36:13).
Mas o fato de Moisés ter sido o autor do livro de Números não significa que posteriormente algumas
informações não possam ter sido acrescentadas no livro. Assim como outros livros bíblicos, o texto
original do livro pode ter passado por atualizações gramaticais e de nomes de lugares para uma
melhor compreensão da geografia da região tempos depois.

Certamente o livro de Números foi produzido no período final da vida de Moisés e da peregrinação
dos israelitas antes da entrada em Canaã. Os estudiosos datam o livro por volta de 1406 a.C.,
provavelmente o último ano da vida de Moisés.
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Os destinatários do livro de Números obviamente foram os próprios israelitas. Contudo, não se


tratava da primeira geração do êxodo do Egito, mas da segunda geração de israelitas nascida no
deserto.

Propósito do livro de Números


O propósito principal do livro de Números consiste no encorajamento e preparação dos israelitas
para a conquista da Terra Prometida. Enquanto desenvolve a historia da peregrinação desde a
primeira até a segunda geração de israelitas que peregrinaram pelo deserto, o tema central do livro
enfoca na conclamação do povo de Deus à fidelidade ao Senhor para servir como Seu exército santo
que haveria de entrar em Canaã.

Nesse sentido, a segunda geração de israelitas deveria tomar conhecimento dos erros cometidos por
seus pais a fim de não repeti-los. Eles deveriam saber que a primeira geração fracassou porque
respondeu à graça do Senhor com desobediência e ingratidão. Agora, cabia aos filhos fazerem certo
onde seus pais erraram; responder com fidelidade onde seus pais foram rebeldes; e ter sucesso onde
seus pais fracassaram.

Temas do livro de Números


Os estudiosos têm apontado dentre a unidade da mensagem do livro de Números alguns temas
teológicos que permeiam todo o livro. Em primeiro lugar, o livro mostra a misericórdia e o cuidado
do Senhor com seu povo escolhido. No livro, vemos o próprio Deus se comunicando com Israel
através de Moisés, corrigindo, ensinando e consolando o Seu povo.

Em segundo lugar, no livro Números vemos que o Deus que fala com Seu povo é também o Deus
soberano que realiza seus propósitos eternos e conduz a História a seu modo. Ele levantou o Seu
povo escolhido como nação constituída da forma mais improvável – durante uma peregrinação pelo
deserto. Ele sustentou e conduziu os filhos da aliança de modo a desafiar todas as impossibilidades.

Em terceiro lugar, no livro de Números vemos que o Deus soberano que se relaciona com seu povo é
também o Deus imutável. No deserto, a resposta dos israelitas ao Senhor incluiu obediência e
também desobediência. Deus retribuiu à obediência do povo com encorajamento e fortalecimento,
bem como à desobediência com juízo e misericórdia. O livro faz referência a ira do Senhor sendo
provocada pelo pecado de Israel resultando na morte de toda a primeira geração – com exceção
de Josué e Calebe. Mas o livro também faz referência à misericórdia do Senhor ao levantar uma
segunda geração para entrar em Canaã.
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Tudo isso, claro, aponta para a imutabilidade de Deus. Ele é fiel à sua aliança e suas promessas não
falham. Centenas de anos antes do êxodo, Deus fez uma aliança com Abraão. Ele prometeu que daria
à descendência do patriarca a terra de Canaã.
Então o livro de Números inicia de forma dramática mostrando o fracasso dos israelitas em sua
responsabilidade de ser fiel ao chamado do Senhor. Seriam os planos do Senhor frustrados pela
debilidade humana? Definitivamente não! A primeira geração israelita fracassou, mas isso não
invalidou a aliança do Deus imutável.

Resumo e esboço do livro de Números


A maior parte da história do livro de Números acontece no deserto. Os eventos registrados entre os
capítulos 1 e 10 ocorreram enquanto o acampamento israelita esteve no Sinai. Na sequência, entre os
capítulos 10 e 12, a caravana israelita saiu do Sinai para Cades. Por isso os capítulos subsequentes
(Números 13-20) mostram os acontecimentos que se deram no deserto de Parã, região onde Cades
estava localizada.
Depois, os israelitas saíram de Cades e foram para as campinas de Moabe. Eles ficaram acampados ao
norte de Moabe e ali aconteceu tudo o que está registrado na última grande seção do livro (Números
22-36).
Essas informações tomadas à luz do restante do Pentateuco revelam que o livro começa contando a
história do ano seguinte ao êxodo do Egito (Números 1-14), e termina registrando os eventos do
quadragésimo ano depois do êxodo (Números 20-36).

O conteúdo do livro pode ser organizado três grandes partes que nos ajudam a ter uma ideia geral
do resumo de sua história:

1. A primeira parte registra a preparação do exército da primeira geração para a tomada da Terra
Prometida (Números 1:1-9:14). Essa primeira parte traz as listagens e a organização do exército;
bem como as recomendações importantes acerca do serviço no Tabernáculo.

2. A segunda parte mostra a marcha do exército da primeira geração em direção à Terra


Prometida (Números 9:15-25:18). Essa seção revela que apesar de os israelitas terem começado
aquela jornada animados, tão logo a rebeldia os levou ao fracasso. É nessa seção que também
ocorre a substituição da primeira pela segunda geração.

3. A terceira parte relata a preparação do exército da segunda geração para a conquista de


Canaã (Números 26:1-36:13). Nessa seção o novo exército é contado e também orientado pelo
Senhor quanto a sua missão. Isso significa que, por Sua misericórdia e graça, Deus restaurou o Seu
povo. Essa geração foi à guerra e tomou posse da Terra Prometida.
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A importância do livro de Números


A importância que o livro de Números teve para a segunda geração do êxodo é indiscutível. Mas o
que muita gente não percebe que é que esse livro é extremamente relevante para os crentes de todas
as épocas e lugares.

Esse livro ensina sobre a soberania, misericórdia, graça, fidelidade e justiça de Deus. No livro de
Números, através do exemplo das gerações israelitas encontramos um forte apelo acerca da
importância de cultivar uma vida de santidade e obediência no serviço a Deus. Uma vida de pecado
não pode ser a característica do povo que serve a um Deus santo e justo. Jamais podemos nos
esquecer que os escolhidos de Deus também foram eleitos para uma vida de santificação.
O livro de Números também traz uma profecia que anunciava as conquistas do reinando messiânico
(Números 24:15-19). Embora num primeiro momento essa profecia tenha sido cumprida em Davi, seu
cumprimento final repousa sobre a pessoa e a obra de Cristo, o grande Rei cujas conquistas jamais
terão fim.
Na verdade o livro de Números aponta de várias formas para Cristo. O Novo Testamento indica como
acontecimentos registrados no livro de Números prefiguraram a obra do Senhor Jesus (ex. Números
19; cf. Hebreus 9:13; Números 20:11; cf. Coríntios 10:4; Números 21:4-9; cf. João 3:14,15).

Inclusive, a centralidade do Tabernáculo enfatizada nos primeiros capítulos do livro de Números


também tipifica Cristo. Ele tabernaculou com os homens em sua primeira vinda, e por meio de Sua
obra redentora Ele abriu o caminho para os redimidos ao Tabernáculo celestial (Hebreus 6:19; 20).
Então sem dúvida o livro de Números é particularmente útil ao povo que atualmente está marchando
não mais para uma pátria terrena, mas para uma pátria celestial.

Livro de Deuteronômio
As Últimas Palavras de Moisés
Alguns livros da Bíblia abrangem centenas ou até milhares de anos, enquanto outros tratam de
apenas semanas ou meses. O livro de Deuteronômio, o último do Pentateuco, trata de um período de
aproximadamente um mês no final da vida do líder escolhido por Deus para libertar Israel da
escravidão e revelar ao povo sua Lei. Antes de morrer, Moisés fez uma última série de discursos nas
planícies de Moabe, do lado oriental do rio Jordão. No final do livro é relatada a morte deste homem,
abrindo espaço para Josué, seu sucessor, conduzir o povo na conquista da terra prometida.

O livro de Números registra os movimentos dos israelitas nos últimos meses da peregrinação, até
chegar à Transjordânia. Antes de morrer, Moisés reforçou tudo que ele havia ensinado ao longo de
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quase 40 anos, focando a importância da obediência constante do povo para tomar e manter posse
da terra prometida a esses descendentes de Abraão.

Na leitura de Deuteronômio, percebemos facilmente a divisão do livro, principalmente nos discursos


de Moisés.

Capítulos 1 a 4 apresentam um resumo histórico da jornada do povo desde o monte Sinai (Horebe),
frisando as consequências da incredulidade e desobediência da geração que morreu no deserto, sem
alcançar a terra prometida. Ao mesmo tempo, estes capítulos relembram os israelitas do poder de
Deus em cuidar deles, dando-lhes vitórias contra adversários fortes que ocupavam as terras que eles
atravessaram no final da jornada.

Capítulos 5 a 26 registram o segundo e maior dos discursos, que inclui a repetição dos Dez
Mandamentos e de diversas outras leis já reveladas nos livros de Êxodo e Levítico. Sendo um livro
focado na comunhão do povo com Deus na nova terra, há uma grande ênfase nos princípios da
santidade que servem de base para permanecer na presença do Senhor. É nesta mensagem que ele
inclui uma das grandes profecias messiânicas (sobre o Cristo) do Antigo Testamento (veja
Deuteronômio 18:15-19).

Capítulos 27 a 30 relatam o terceiro discurso (alguns dividem este trecho em dois discursos), no qual
Moisés apresentou um contraste entre as bênçãos sobre os obedientes e as maldições sobre os
desobedientes. As implicações dos ensinamentos deste profeta foram bem resumidas nas palavras
desafiadoras: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Deuteronômio 30:15). Quase
1.500 anos depois, Jesus ofereceu a mesma escolha nas suas pregações (veja Mateus 7:13-14; 25:46;
etc.)

Capítulos 31 a 34 são os capítulos de transição de uma geração para a próxima. Josué foi nomeado
por Deus como sucessor de Moisés, e este deu suas últimas orientações, parte por meio de dois
cânticos ou salmos. O livro encerra com o relato da morte de Moisés poucas semanas antes da
entrada dos israelitas na terra de Canaã.

Entre os muitos princípios importantes que Moisés ensinou na Transjordânia estão estes:

–Ninguém tem direito a modificar a palavra de Deus (Deuteronômio 4:2).

–Os pais devem transmitir a palavra de Deus aos seus filhos (Deuteronômio 6:6-7).

–Deus não revelou tudo que os homens gostariam de saber (Deuteronômio 29:29).

–É importante lembrar-se do passado e aprender as lições da história (Deuteronômio 9:7; 24:9,18;


32:7). Moisés encerrou sua carreira olhando para o futuro para incentivar a fidelidade e a esperança
do povo de Israel. Ele agia pela fé “porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:26).
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