Você está na página 1de 23

Curso de Formação Pedagógica Inicial de

Formadores [B-learning] – 142ª Edição


[Lisboa]
Módulo: Avaliação da Formação e das Aprendizagens

Formador: Dina Louro


Temas

• Finalidade da avaliação
• Fases de avaliação e o que é avaliado
• Técnicas e instrumentos de avaliação
• Fatores de subjetividade
• Identificar finalidades da avaliação
• Indicar fases da avaliação (tipos)
• Descrever o que avalia cada fase
• Escolher a(s) técnica(s)
• Descrever fatores de subjetividade

Objetivos Específicos
• Conhecer formando •Adequar processo ensino - aprendizagem
• Conhecimentos prévios
• Interesses/motivações/dificuldades •Análise critica
• Estabelecer objetivos • Objetivos
• Estilo aprendizagem • Métodos e técnicas pedagógicas
• Pré-requisitos
• Auxiliares
pedagógicos
• Decurso da formação e final
• verificar aquisição conhecimentos e
competências

Finalidades da Avaliação
Início - Diagnóstica
Pré-requisitos
Verificar nível conhecimento
Durante - Formativa
Aprendizagem, métodos,
estratégias, meios
Fim - Sumativa
Resultados alcançados, posterior
ajustamento

Fases de Avaliação
Técnicas e Instrumentos da Avaliação
Técnicas Instrumentos de Avaliação
• Fichas de Observação
Observação • Listas de ocorrência
• Escalas de classificação
• Questionários
• Inventário
Inquéritos
• Escalas de atitudes
• Sociogramas

Formulação • Curta
De produção
de Perguntas • Longa

Testes • Escolha múltipla


• Emparelhamento
De Seleção
• Verdadeiro/falso
• Completar

Fichas de • Qualitativa
Medição
avaliação • Quantitativa
Elaboração dos Instrumentos ao Nível dos Domínios
Técnicas de Avaliação
Domínios do
Dados Formulação
saber Observação Medição
de perguntas
Motivação
Atenção
Afetivo
Interesse
(Saber ser/
Empenhamento
☺ ☺ ☺
estar) Organização
Zelo…
Psicomotor Habilidade manual
Competências práticas ☺ ☺
(Saber fazer)
Conhecimento
Compreensão
Cognitivo Aplicação
Capacidade de análise
☺ ☺
(Saber saber)
Capacidade de síntese
Capacidade de avaliação
Nome: Data:
Tema: Local:
Incidente:
Comentário:
Observador:

Lista ou
registo de
Ocorrências

O formando _____________ demonstrou: 5 4 3 2 1


Escala de Atenção X
classificação Apresentação de trabalhos X
Cooperação em atividades de formação X
Grelha de observação “Ouvir correctamente”

Parece estar envolvido: mostrou uma postura direita, manteve contacto nos
olhos, focou-se no orador

Ouviu com empatia: deu respostas adequadas tanto verbais como não-
verbais

Verificou as conclusões: colocou questões para clarificar

Tentou “entrar” nos pensamentos do orador: articulou correctamente o que


o orador estava a pensar e a sentir no momento.

Afastou os seus próprios pensamentos, críticas, julgamentos e respostas:


não disputou sobre o que o orador estava a dizer/sentir, ou tentou mudar a
sua forma de pensar, resolver o problema, ou diminuir ou aumentar a sua
importância

De vez em quando verificou se estava a perceber o orador: fez comentários


que provam que percebeu e estava a escutar; conseguiu repetir o que o
orador estava a dizer.

Tentou perceber os sentimentos do orador: articulou correctamente o que


o orador estava a sentir no momento

Libertou tensão e assumiu uma postura que permite a escuta sem


resistência: pareceu relaxado e livre de tensões

Comentários
Técnica de Medição
• Mede qualidade de execução
(Saber-Fazer)
Exemplos:
• Dados fidedignos em tempo real
•Tempo de execução
• Elaboração demorada e rigorosa
•Quantidade de trabalho produzido
• Um formando de cada vez
•Qualidade do trabalho
Fichas de avaliação
•Tolerâncias máximas
analítica e
quantitativa
•Normas de execução

•Acabamento
Para integração no PIP

• Teste de avaliação + Corrigenda


• Questionário de avaliação de satisfação do
formando
• Grelha de avaliação contínua do formando
Estudos de caso
Subjetividade
Fatores de
Subjetividade na
Avaliação (1/2)

• Ausência de critérios Comuns


• Infidelidade do mesmo avaliador
• Efeito de informação prévia
• Efeito da ordem de avaliação
Fatores de
Subjetividade na
Avaliação (2/2)

• Estereotipia
• Classificação das provas
umas em relação às outras

• Efeito de Halo
Estudos de caso (1/4)

• O formador, após realizar uma prova oral a um formando


brilhante, avaliou o formando seguinte dum modo inferior.

• Após passar duas horas a avaliar provas, o formador sentiu


um grande cansaço, optando por ser menos exaustivo na
correção das provas seguintes.
Estudos de caso (2/4)

• O formador avalia o formando X sempre de forma positiva,


pois sabe que ele é interessado e inteligente.

• O formador desconfia que o formando copiou as respostas,


pois não acredita que ele conseguisse atingir tão bom
resultado, tendo em conta o facto de ter sido fraco nos
outros módulos com outros formadores.
Estudos de caso (3/4)

• Dois formadores dão relevância diferente à capacidade de


escrita dos formandos na realização das provas individuais.

• Numa situação de avaliação em role-play, o formador dá uma


pontuação superior àquela que o formando merecia,
baseando-se no facto de, no primeiro dia de formação, ele
ter sido muito extrovertido e com boa capacidade de
comunicação.
Estudos de caso (4/4)

• O formador tem preconceito face a pessoas que usam


piercings, considerando-as menos interessadas e
comunicativas.

• Ao corrigir a última prova, o formador apercebe-se que ainda


não atribuiu nenhuma pontuação acima dos 14 valores.
Considerando que esta última prova até é merecedora,
decide dar valor 15.
Síntese

A avaliação deve ser:

• Planificada
• Abrangente: conhecimentos,
competências e atitudes

• Diversificada: tipos e instrumentos


• Objetiva

Você também pode gostar