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2021 | Curso de Electricidade básica

MANUAL DE ELECTRICIDADE

NIVEL: BÁSICO

Orientado para Cursos e centros de formação Tecnico-


Profissional

Elaborado pelo: Tec.


Estevão Rafael Quarenta
Nº tel: +244921101180

“O Aperfeçoar é bom, mas ter


conhecimento é sempre melhor para
gerar visões e missões consistente”
Por: Estevão R. Quarenta

Luanda / Angola

FORMADOR: ESTEVÃO R. QUARENTA 1


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APRESENTAÇÃO

Como ficaríamos, como seriamos e como viveríamos se não tivesse Eletricidade no


Universo e na Vida do Homem!?
Esta ferramenta é necessária para a industrialização, Tecnologias de Informação e
comunicação e para as necessidades básicas da humanidade. Para as necessidades básicas, ela
proporciona iluminação nos nossos lares, movimenta nossos eletrodomésticos, permite o
funcionamento dos aparelhos eletrónicos, etc.
Quando a Eletricidade é aplicada ou empregada de forma errada, provoca alguns perigos
como choques elétricos e muitos deles têm sido fatais e os curtos-circuitos causados de tantos
incêndios. Mas a melhor forma de convivermos em harmonia com a Eletricidade é conhece-la,
tirando-lhe o maior proveito, desfrutando de todo o seu conforto com a máxima segurança.
O objetivo deste fasciculo é de fornecer ao formando uma linguagem simples e
compreensível para a perceção e aprendizagem da eletricidade. Porque poderás encontrar as
informações mais importantes relativa sobre o que é a Eletricidade, sua Origem, suas grandezas
seus principais componentes, como dimensiona-los e a sua Aplicação. Com isso espero
contribuir para que nossas Instalações Elétricas possam ter melhor qualidade e se tornem mais
seguras para todos nós.

Espero que este fasciculo seja útil para si e cumpra com as finalidades a que se propõe.

Formador: Estevão Rafael Quarenta

FORMADOR: ESTEVÃO R. QUARENTA 2


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Índice

1. HIGIENE E SEGURANÇÃ NO TRABALHO


2. ORIGEM DA ELETRICIDADE
2.1. Constituição da Matéria
2.2. Corrente elétrica
3. MEDIDAS DA INTENSIDADE ELÉTRICA
4. MEDIDAS TENSÃO ELÉTRICA
5. MULTIMETRO
6. Resistência elétrica
6.1. Resistência de um (1) condutor (resistividade)
7. Associação de Resistências
7.1. Resistência em serie
7.2. Resistência em Paralelo
7.3. Circuito Misto
8. POTENCIA ELÉTRICA
9. CONGECIMENTOS DE MATERIAS CONDUTORES
9.1. Matérias Condutores
9.2. Matérias Semicondutores
9.3. Matérias Isoladores
9.4. Matérias magnéticos
10. NORMALIZAÇÃO E SIMBOLOS
10.1. Normas mais importante em Vigor
10.2. Significado das cores dos condutores
10.3. Definição de alguns símbolos elétricos
11. LAMPADAS INCANDESÇENTES E LAMPADAS FLUORESÇENTES
12. CIRCUITO ELETRICO
13. CURTO CIRCUITO
14. CORTA CIRCUITO FUSIVEL
15. TIPO DE APARELHAGENS
16. TRANSFORMADOR
17. DIAGRAMA ELETRICO (ESQUEMA ELETRICO)
17.1. Diagrama Fundamental
17.2. Diagrama Unifilar
17.3. Diagrama Multifilar (Elétrico ou Pratico)
18. LIGAÇÕES DE LAMPADAS
18.1. Ligação de mais de uma lâmpada com interruptores simples
18.2. Lâmpadas comandadas de dois pontos (Interruptores paralelos)
18.3. Lâmpadas comandadas de três ou mais pontos (paralelos + intermediários).

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1. HIGIENE E SEGURANÇÃ NO TRABALHO

A higiene no Trabalho ou higiene ocupacional, é um conjunto de medidas preventivas


relacionadas ao ambiente de trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças
ocupacionais.
A segurança é o acto ou efeito de segurar, confiança, certificado, tranquilidade de espirito, certeza
etc.
As estatísticas mostram que as causas mais frequentes de acidentes não são as maquinas
mais perigosas (Serras circulares e entre outras=, nem as substâncias que apresentam maiores
riscos (explosivos ou líquidos voláteis inflamáveis), mas os actos vulgares, como um passo em
falso, uma queda, um erro na movimentação das mercadorias ou a utilização inadequada de uma
ferramenta manual, a queda de um objecto, entre muitos outros.

E, também, não são os deficientes os que mais frequentemente são vitimas de acidentes,
mas sim os indivíduos mais dotados do ponto de vista físico e psicossensorial, ou melhor dizendo,
os trabalhadores jovens.

O acidente é, por vezes, o resultado de uma combinação de factores técnicos,


fisiológicos e psicológicos.

 Relaciona-se simultaneamente com a maquina, com o meio ambiente de trabalho


(Iluminação, ruido, vibrações, produtos voláteis, falta de oxigénio), com a posição do
trabalhador e com a fadiga devida ao trabalho;
 As causas de um acidente podem igualmente estar ligadas as circunstancias em que se
efectua o trajetos ou deslocação e as actividades fora da fabrica, ao mau humor ou ao
sentimento de frustração, a doenças profissionais, á exuberância da Juventude ou a
qualquer outro estado físico ou mental particular.

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2. ORIGEM DA ELETRICIDADE
Fala-se tanto de Electricidade, mas afinal isso o que é?
Não é assim tão fácil de explicar. Durante milhares de anos ninguém pensava em
electricidade, nem se sabia que existia. Mas quando os fenómenos electricos começaram a ser
observados com atenção, muitas pessoas curiosas(cientistas) tentaram compreender o que
estavam a observar e começaram a estudar a sua originalidade.
A Electricidade não foi inventada por uma qualquer pessoa, mas a sua utilização nos
dias modernos é o resultado do trabalho de vários cientistas e Investigadores.
A primeira descoberta da Electricidade foi no 6º seculo aC quando um homem
chamado Thales de Miletus percebia fricção de peles com algum outro objecto causando assim
dois objectos para atrair um ao outro. Espantando por este fenómeno que começou a esfregar
todos os tipos de objectos em conjunto, mas teve o maior sucesso com Âmbar, ate mesmo ao
ponto em que ele poderia chegar ao formulário de faíscas.
A electricidade tem como origem grega, vem da palavra âmbar, que significa eléctron
que traduzimos em português electrão que por sua vez significa electricidade.
A Electricdade é um fenómeno físico originado por cargas electricas estáticas ou em
movimentos.
Quando uma carga se encontra em repouso, produz forças sobe outras situadas a sua
volta, se a carga se desloca, produz também forças magnéticas.
Há dois tipos de cargas electricas, chamadas positivas e negativas. As cargas de nome
igual se repelem e as de nome distinto se atraem. A electricidade está presente em algumas
partículas subatómicas em qe a partícula mais leve que leva a carga electrica é o electron, que
transporta uma unidade de carga.
2.1. Constituição da Matéria
A Matéria é tudo aquilo que possui massa e ocupa lugar num espaço. É constituída de
moléculas que, por sua vez, são chamados de Átomos.

Denomina-se Átomos o numero de partículas existentes dentro de moléculas ou a menor


partícula que constitui uma molécula. Esta subdividido em duas (2) partes que são: Núcleo e o
Envoltório.

Núcleo é a parte interna e positiva do átono constituído por electrões c neutrões. Constituídos por:

 Protão: são partículas de cargas positivas;


 Neutrão: são partículas sem cargas.

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Envoltório: é aparte externa do átomo constituído por electrões carregada
negativamente.
Moléculas: denomina-se moléculas todas aquelas substancias ou elementos que ainda
conserva as suas propriedades. Ex: moléculas da água e de Oxigénio.
2.2. Corrente elétrica
Os electrões mais próximos do núcleo têm maior dificuldades de se desprenderem de
suas órbitas devido a atração exercida pelo núcleo: assim os chamamos de electrões presos.
Os electrões mais distantes do núcleo (ultima camada) têm maior facilidade de se
despenderem de suas Órbitas porque a atração exercida pelo núcleo é pequena; assim recebem o
nome de electrões livres. Portanto os electrões livres se deslocam de um átomo para outro de
forma desordenada nos matérias condutores. Considera-se que nos terminas do material temos de
lado um Pólo positivo e do outro um Pólo negativo, o movimento dos electrões toma um
determinado sentido, da seguinte maneira:

Os electrões pelo polo positivos e repelidos pelo polo negativo. Assim os electrões
passam a ter um movimento ordenado (todos para a mesma direção). E este movimento ordenado
de electrões chamamos de Corrente Electrica.

Ou seja, a Corrente Electrica é o movimento ordenado de partículas dentro de um


condutor.
Sinas com o mesmo polo repelem-se e sinas com o polo diferentes atraem-se:

Este fluxo de electrões continuará, enquanto as cargas positivas e negativas forma


mantidas nos extremos do fio (cargas de sinal contrario atraindo-se). É o fenómeno da
Electricidade atuando, por isso conclui-se que a electricidade é o fluxo de electrões de átomos
para átomos em um condutor (APLICAR A FIGURA)

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3. MEDIDAS DA INTENSIDADE ELÉTRICA


Entende-se por intensidade da Corrente elétrica representado pela letra I é a quantidade de
electrões que fluem através de um condutor durante um certo intervalo de tempo.
A unidade da medida padrão da Intensidade da corrente electrica é o AMPERE que é
representado pela letra maiúscula A. O Aparelho de medida denomina-se Amperímetro.
O que é um Amperímetro?
É um galvanômetro adaptado para medir intensidades de corrente usuais na prática.

4. MEDIDAS TENSÃO ELÉTRICA


A Tensão Eléctrica é a força ou pressão eléctrica capaz de movimentar eletrões
ordenadamente num condutor ou é a grandeza física que mede a diferença de potencial elétrico
entre dois pontos, também chamada de ddp.
O instrumento utilizado para medir a tensão elétrica é o Voltímetro. No Sistema
Internacional (SI) a unidade de medida é o Volt, cujo símbolo é V.
O que é um voltímetro?
É um galvanômetro adaptado para medir diferenças de potenciais usuais na prática.

Embora muitos chamem essa grandeza de voltagem mas segundo ao físico italiano
Alessandro Volta (1745-1827), o termo correto é tensão elétrica.
Através da tensão elétrica é possível explicar o movimento das cargas e geração da corrente
elétrica, por causa do trabalho realizado pela força elétrica.

Multímetros
São instrumentos de múltiplas funções que servem para medir grandezas elétricas como
tensão, corrente e resistência. O multímetro apresenta, normalmente, quatro terminais de entrada
e uma chave seletora de função, que o permite operar como voltímetro, amperímetro ou
ohmímetro. Como voltímetro e amperímetro pode-se escolher ainda os modos de operação em

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regime de corrente contínua (DC) ou de corrente alternada (AC). A seleção de AC ou DC costuma
ser feita em um botão deslizante, separado da chave seletora. No entanto, é possível que essas
configurações variem de acordo com o fabricante do instrumento, sendo então muito importante
consultar o manual do instrumento antes de usá-lo.
6. RESISTÊNCIA ELÉTRICA
O que é a Resistência elétrica?
Considere um condutor que submetido à uma ddp U é percorrido por uma corrente I.
Denominamos de resistência elétrica R do condutor à razão entre a ddp U e a intensidade
de corrente I

A resistência elétrica é uma grandeza que representa a dificuldade para a passagem das
cargas elétricas pelo condutor
Qual é a unidade de resistência elétrica no Sistema Internacional?
A unidade de resistência elétrica do SI é Ω (ohm).
1W = 1ohm
Um ohm é a resistência de um condutor que submetido a uma ddp de um volt é
percorrido por uma corrente de um Ampére.
Qual o nome do aparelho que mede a resistência elétrica?
Para medir o valor de uma resistência utiliza-se um aparelho chamado ohmímetro, no
entanto, se tivermos um multímetro, aparelho que tem capacidade de medir valores de voltagem,
corrente elétrica e também a resistência do resistor, podemos medir o valor da resistência de um
resistor.
O ohmímetro é um instrumento que permite medir a resistência eléctrica de um
elemento. Os ohmímetros são regra geral parte integrante de um multímetro, constituindo assim
uma das múltiplas funções que disponibilizam (é comum os multímetros integrarem as funções
de ohmímetro, amperímetro e voltímetro, além de outras funções, relacionadas com o teste de
dispositivos eletrónicos e a realização de operações sobre as medidas efectuadas).
Como se indica na Figura 3.16.a, a medição da resistência de um elemento é efectuada
colocando em paralelo o instrumento e o componente. A medição efectuada por um ohmímetro
baseia-se na aplicação da Lei de Ohm: o ohmímetro injecta no elemento uma corrente pré-
estabelecida, mede a tensão aos terminais e efectua o cálculo da resistência. No entanto, para que
a medição seja correcta, é necessário que o elemento a medir se encontre devidamente isolado de
outros componentes do circuito, e em particular da massa através do corpo humano. Deste modo
evita-se que o circuito envolvente retire ou injecte no elemento corrente distinta daquela aplicada
pelo ohmímetro. O isolamento eléctrico pode ser obtido de duas maneiras distintas: desligando o

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componente em questão do resto do circuito, ou colocando pelo menos um dos seus terminais no
ar (Figura 3.16).

7. ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
O que é o Resistor Equivalente a uma associação?
É um resistor que submetido às mesmas condições que a associação é capaz de produzir
o mesmo efeito. Exemplificando, é o resistor que submetido à mesma ddp que a associação será
percorrida pela mesma corrente e consequentemente irá consumir a mesma potência.
Quais os tipos de associação de resistores?
Associação de Resistores é um circuito que apresenta dois ou mais resistores. Há três
tipos de associação: em paralelo, em série e mista.
7.1. Resistência em Serie
Na associação de resistores em série, os resistores são ligados em sequência. Isso faz
com que a corrente elétrica seja mantida ao longo do circuito, enquanto a tensão elétrica varia.

Assim, a resistência equivalente (Req) de um circuito corresponde à soma das


resistências de cada resistor presente no circuito:
Req = R1 + R2 + R3 +...+ Rn
7.2. Resistência em Paralelo
Na associação de resistores em paralelo, todos os resistores estão submetidos a uma
mesma diferença de potencial. Sendo a corrente elétrica dividida pelo ramos do circuito.
Assim, o inverso da resistência equivalente de um circuito é igual a soma dos inversos das
resistências de cada resistor presente no circuito:
𝟏 𝟏 𝟏
𝑹𝒆𝒒 = + + ⋯+
𝑹𝟏 𝑹𝟐 𝑹𝟑
Quando, em um circuito em paralelo, o valor das resistências forem iguais, podemos
encontrar o valor da resistência equivalente dividindo o valor de uma resistência pelo número de
resistências do circuito, ou seja:
𝑹
𝑹𝒆𝒒 =
𝒏

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7.3. Circuito Misto


Na associação de resistores misto, os resistores são ligados em série e em paralelo. Para
calculá-la, primeiro encontramos o valor correspondente à associação em paralelo e de seguida
somamos aos resistores em série.

Exercícios
1. Uma fonte de tensão cuja força eletromotriz é de 15 V tem resistência interna de
5 Ω. A fonte está ligada em série com uma lâmpada incandescente e com um resistor. Medidas
são realizadas e constata-se que a corrente elétrica que atravessa o resistor é de 0,20 A, e que a
diferença de potencial na lâmpada é de 4 V.
Nessa circunstância, as resistências elétricas da lâmpada e do resistor valem, respectivamente,
a) 0,8 Ω e 50 Ω.
b) 20 Ω e 50 Ω.
c) 0,8 Ω e 55 Ω.
d) 20 Ω e 55 Ω.
e) 20 Ω e 70 Ω
8.POTENCIA ELÉTRICA
Potência elétrica é a medida da quantidade de energia elétrica fornecida ou consumida
por um circuito elétrico. Pode ser calculada por meio de grandezas como tensão, corrente e
resistência elétrica, e sua unidade de medida é o watt.

O cálculo da potência elétrica é de grande importância, uma vez que, por meio dele, é
possível determinar qual será a quantidade de energia elétrica consumida por um dispositivo
elétrico durante um determinado intervalo de tempo.

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9. CONHECIMENTOS DE MATERIAS CONDUTORES


9.1. Matérias Condutores
O que são materiais condutores
Material com baixa resistência a passagem de corrente elétrica, ou seja, são materiais
que se deixam atravessar pela corrente elétrica. Exemplos de materiais condutores:

 Metais – cobre, ferro, alumínio, prata, ouro etc.


 Água da torneira, água salgada, água ionizada (das piscinas), Ar, quando sua umidade
está bastante elevada.
9.2. Matérias Semicondutores
São sólidos Cristalinos de condutividade intermediaria. As principais matérias em uso
são o Silício e o Germânio
9.3. Matérias Isoladores
Nos materiais isolantes, também chamados de dielétricos, verifica-se a ausência ou
pouca presença de elétrons livres. Isso faz com que os elétrons dos isolantes estejam fortemente
ligados ao núcleo, o que inibe a sua movimentação.
São exemplos de isolante elétricos: borracha, isópora, lã, madeira, plástico e papel, vácuo, vidro.
9.4. Matérias Magnéticos
Magnetismo é um conjunto de fenômenos relacionados à interação entre campos
magnéticos, que são as regiões do espaço que se encontram sob a influência de correntes elétricas
ou dos momentos magnéticos de moléculas ou partículas elementares.
O movimento de cargas elétricas é o que dá origem aos fenômenos magnéticos. Como
nunca se encontram parados, os átomos produzem seu próprio campo magnético. Além disso, as
partículas elementares, como protões, neutrões e elétrons também possuem um campo magnético
intrínseco, porém de origem diferente. O campo magnético dessas partículas é proveniente de
uma propriedade quântica chamada spin. Exemplo:

 Atração e repulsão entre ímãs: os polos de mesmo nome dos ímãs repelem-se, uma vez
que os vetores de dipolo magnético de seus domínios estão dispostos em sentidos
contrários;

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10. NORMALIZAÇÃO E SIMBOLO


A de normalização nos esquemas electricos torna-se imperativa (dever e obrigação),
tanto pela complexidade, como pela necessidade de serem compreendidos por todos os que
tenham que interpretar os ditos esquemas
A unificação dos símbolos porem é pouco difícil de conseguir-se já que as empresas
construtoras e alguns gabinetes de projetos criam os seus próprios símbolos, algumas vezes com
desprezo pela normalização em vigor.
Considera-se que é importante para o Instalador-montador o conhecimento dos
símbolos mais importantes e que mais facilmente encontrará nos esquemas das montagens que
terão que realizar.
As normas mais importantes e que estão em vigor são:

 CE (Comissão Eletrónica Internacional)


 DIN (Normas Alemãs)
 NP (Norma Portuguesa)
 BRAS (Norma Brasileira)
 TEE (Transporte de Energia Electrica)
Símbolos electricos: são figuras com que se representam os elementos constituivos dos
circuitos, de uma forma simplificada.
Figuras electricas são conjuntos de vários sinais.

10.1. Significado das Cores

 Condutor Fase: Preto, Castanho e Vermelho;


 Condutor negativo: Azul claro e Azul/ amarelo;
 Condutor de massa ou proteção: Verde, Amarelo e Verde/amarelo.

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11. LAMPADAS INCANDESÇENTES E FLUORESÇENTES


Lâmpadas incandescentes

A lâmpada incandescente transforma a energia elétrica em energia térmica e luminosa.


Ela possui um pequeno filamento de tungstênio em seu interior que, ao ser percorrido por uma
corrente elétrica, aquece-se e torna-se incandescente, emitindo luz.
As vantagens dessa lâmpada são baixo preço e a produção de uma luz mais agradável
aos olhos humanos. Mas as suas desvantagens são o curto tempo de vida útil e sua baixa eficiência
energética. Grande parte da energia que é fornecida a uma lâmpada incandescente é dissipada em
forma de calor por efeito Joule. Em números, 95% da energia transforma-se em calor e apenas
5% em luz. A ineficiência dessas lâmpadas é tão grande que, até o fim de 2016, elas não serão
mais fabricadas.
Lâmpadas fluorescentes
O funcionamento dessas lâmpadas é um pouco mais complexo. Elas são constituídas
por um tubo de vido transparente, dois eletrodos, uma mistura de gases a baixa pressão e um
material que reveste o tubo. Quando a lâmpada é conectada a uma fonte de tensão, estabelece uma
diferença de potencial entre os eletrodos e, consequentemente, uma corrente elétrica começa a ser
conduzida pela mistura gasosa, fazendo com que haja a emissão de radiação ultravioleta. Essa
radiação é absorvida pela substância que reveste o tubo da lâmpada, que normalmente é tungstato
de magnésio ou silicato de zinco, e convertida em luz visível, sendo refletida para o ambiente.
Durante o seu processo de funcionamento, essas lâmpadas gastam menos energia do
que as incandescentes e quase não apresentam perdas energéticas em forma de calor. Isso faz com
que seu custo seja 66% mais barato. Além disso, ela tem uma vida útil bem maior do que uma
lâmpada incandescente.
Suas desvantagens são alto custo inicial e desconforto aos olhos, já que às vezes a luz
que ela emite pode tremer, gerando uma luz desigual.
O funcionamento das lâmpadas fluorescentes e incandescentes ocorre de formas
diferentes. A fluorescente é a que apresenta as maiores vantagens econômicas.

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12. CIRCUITO ELETRICO
Um circuito elétrico nada mais é do que o conjunto de vários elementos que possuem
funções diferentes a fim de se obter a finalidade desejada.
Classificação
Os circuitos elétricos são classificados de duas maneiras:
Circuitos de corrente contínua: possuem fontes de tensão e correntes contínuas (que não
variam no decorrer do tempo).
Circuitos de corrente alternada: possuem fontes de tensão e correntes alternadas (que
variam no decorrer do tempo)
Para fazer a análise matemática de circuitos elétricos, é preciso conhecer no mínimo
dois conceitos básicos. A lei das malhas (também chamadas leis de kirchhoff) e a lei de ohm.

13. CURTO CIRCUITO


Um curto-circuito é uma avaria ou defeito na instalação elétrica e que consiste em,
acidentalmente, o condutor de fase tocar no condutor neutro. Quando esse defeito ocorre, a
corrente elétrica aumenta bruscamente para valores elevadíssimos (da ordem das centenas ou
milhares de ampères), provocando um enorme estrondo no local onde se deu o curto-circuito.
Se o circuito respetivo, onde se deu o curto-circuito, estiver convenientemente protegido
(por um disjuntor ou por um fusível), esse aparelho de proteção atuará rapidamente, cortando a
corrente elétrica, num curto intervalo de tempo, evitando assim males maiores para a instalação
elétrica.
O facto de o aparelho de proteção atuar rapidamente (em milésimas de segundo) não
evita, geralmente, que os condutores fiquem queimados e chamuscados no ponto onde se verificou
o curto-circuito. Em muitas situações, o condutor de cobre chega a fundir (no ponto de curto-
circuito), voltando de seguida a solidificar, sendo no entanto visível, no condutor, o resultado da
fusão
Será possível evitar um curto-circuito?
Nem sempre é possível evitar os curtos-circuitos, mas podem ser criadas as condições
para reduzir o número de ocorrências. Algumas das ocorrências são devidas a descuidos do
utilizador quando efetua uma reparação sem os devidos cuidados, nomeadamente o de não
desligar os aparelhos de proteção respetivos. A maioria das ocorrências é, no entanto, provocada
pelo envelhecimento do isolamento dos condutores elétricos, ao perderem as suas propriedades
isoladoras ou, então, devido ao envelhecimento dos equipamentos elétricos, provocando um
contacto entre os condutores. Nessa situação, se o condutor de fase estiver em contacto com o
condutor neutro, ou muito próximo dele, começam a formar-se pequenos arcos elétricos entre os
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dois condutores, os quais vão aumentando progressivamente de intensidade, com o tempo, até
provocarem um curto-circuito forte

14. CORTA CIRCUITO FUSIVEL


CORTA CIRCUITO FUSIVEL ou Simplesmente Fusível é um dispositivo
utilizado para proteger um circuito elétrico de um curto-circuito (sobre corrente) e sobrecarga de
longa duração.
Qual a função dos fusíveis?
A função do fusível é tornar um circuito elétrico seguro. A eletricidade pode
causar muitos danos e provocar acidentes se não for utilizada da maneira correta.
Os circuitos elétricos às vezes podem ter curtos-circuitos ou sobrecargas de energia. Isso pode
acontecer quando está relampejando, por exemplo.
Um curto-circuito é quando há uma conexão de baixa resistência entre os pólos
de um dispositivo elétrico ou eletrônico. Em termos técnicos, é quando ocorre uma redução
grande e inesperada da capacidade de um circuito elétrico.
Uma sobrecarga é quando a intensidade de corrente de um circuito ultrapassa o
valor para o qual ele foi dimensionado. Ou seja, quando ultrapassa a quantidade de corrente que
ele é capaz de suportar.
Essas alterações elétricas podem causar danos aos equipamentos elétricos e até
mesmo incêndios! É por estes perigos que os fusíveis são utilizados.
Por isso, o fusível precisa ter uma capacidade bem dimensionada. Se a carga for
maior do que a capacidade do fusível, ele poderá queimar a fiação do circuito e dos aparelhos
ligados a ele. E nesse caso também há risco de incêndio.
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15. TIPO DE APARELHAGENS
Aparelhagem eléctrica que faz parte integrante de uma instalação eléctrica divide-se em
várias categorias: aparelhagem de corte (interruptores, seccionadores, disjuntores, fusíveis, entre
outros), aparelhagem de comando (interruptores, inversores, comutadores, contatores, e outros),
aparelhagem de protecção (fusíveis, disjuntores, relés, entre outros), aparelhagem de ligação
(caixas de derivação, caixas de coluna, fichas, tomadas, e outros), aparelhagem de medida e
contagem (amperímetros, voltímetros, contadores de energia, entre outros) e aparelhagem de
regulação (potenciómetros, condensadores variáveis, e outros), aparelhagem de utilização, entre
outros.
Aparelhos de utilização
Os aparelhos de utilização são elementos exteriores à própria instalação e que a esta vão
ser ligados através dos seus pontos de utilização. Como exemplos de aparelhos de utilização
temos: motores, lâmpadas, frigoríficos, ferros de engomar, aspiradores, máquinas de lavar, entre
outros. A Figura 18 representa um diagrama de blocos da aparelhagem elétrica.
Índices de protecção
Durante o seu funcionamento, a aparelhagem está submetida às mais diversas provas,
consoante a função que desempenha, o tipo de instalação, características da instalação, influências
externas do local, e outros. Obviamente que serão estes os factores que condicionarão a qualidade
da aparelhagem a fabricar.
Por forma a podermos adaptar à nossa instalação o material mais adequado, o fabricante
indica normalmente algumas das seguintes grandezas e caraterísticas eléctricas da aparelhagem:

 Intensidade estipulada;
 Tensão estipulada;
 Índices de proteção IP e IK;
 Natureza da corrente;
 Poder de corte;
 Número de pólos (unipolar, bipolar, tripolar, tetrapolar), e outros.
Aparelhos de ligação
Aparelho de ligação é o aparelho destinado a garantir a continuidade entre dois ou mais
sistemas condutores (condutores, elementos condutores, equipamentos elétricos, aparelhagem, e
outros). Qualquer ponto de ligação num circuito eléctrico é, por isso, um potencial ponto fraco da
instalação, em virtude de a mesma poder desfazer-se acidentalmente, para além de que há sempre
perdas por efeito de Joule e quedas de tensão (mínimas) nos pontos de ligação.
Como aparelhos mais comuns de ligação temos:
• Pentes de ligação;
• Fichas e tomadas;
• Terminais de ligação;
• Barramentos;
• Caixas de junção;
• Placas de terminais;
• Caixas de derivação e de coluna;

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Aparelhos de comando e de seccionamento
Aparelhos de comando têm como função principal modificar o estado de funcionamento
de um circuito eléctrico ou de uma instalação eléctrica. São aparelhos em que a acção de comando
pode ser feita electricamente ou mecanicamente, manualmente ou automaticamente. São
exemplos de aparelhos de comando: o interruptor, o comutador, o telerrutor, o automático de
escada e o contator.
Como aparelhos de seccionamento, temos o seccionador. O seccionador é um aparelho
mecânico de conexão que, na posição de aberto, permite efetuar a manutenção, a verificação, a
localização dos defeitos e as reparações dos circuitos e da instalação eléctrica.
Interruptor é um aparelho mecânico de conexão capaz de estabelecer, de suportar e de
interromper correntes nas condições normais do circuito, incluindo, eventualmente, as condições
especificadas de sobrecarga em serviço
16. TRANSFORMADOR
Um transformador é um dispositivo destinado a modificar os níveis de tensão e corrente
elétrica, mantendo potência elétrica praticamente constante, de um circuito a outro, modificando
também os valores das impedâncias elétricas de um circuito elétrico.
17.. DIAGRAMA ELETRICO (ESQUEMA ELETRICO)
Esquema elétrico ou diagrama elétrico é a representação gráfica de circuitos elétricos
e eletrônicos.
Tipos de representações
Os esquemas elétricos podem ser feitos de acordo como o modelo unifilar, multifilar ou
funcional, conforme seu objetivo.
17.1. Esquema Unifilar
Esquema unifilar é a representação simplificada de um circuito, no qual são exibidos
linhas e símbolos específicos [1]. Estas linhas representam os condutores e sobre eles é indicado
a quantidade destes condutores em forma de traços verticais ou oblíquos, que interligam os
componentes de um determinado circuito.
Este esquema tem sua aplicação em projetos elétricos, pois dada a sua simplicidade, facilita a
representação de uma instalação elétrica na planta baixa de um edifício.

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FORMADOR: ESTEVÃO R. QUARENTA
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2021 | Curso de Electricidade básica
17.2. Esquema multifilar
É o esquema que representa todo o circuito elétrico, isto é, os componentes, todos os
condutores e ligações entre eles. Este é o esquema que descreve a forma como é ligado qualquer
aparelho, de modo a facilitar a execução prática.

17.3. Esquema funcional


Esta representação também ilustra todo o circuito elétrico, porém, em relação ao
esquema multifilar, permite uma interpretação clara da sequência e ligações entre os componentes
do circuito.
COMUTAÇÃO DE ESCADA

18. LIGAÇÕES DE LAMPADA


18.1. Ligação de mais de uma lâmpada com interruptores simples

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2021 | Curso de Electricidade básica
18.2. Lâmpadas comandadas de dois pontos (Interruptores paralelos)

18.3. Lâmpadas comandadas de três ou mais pontos (paralelos + intermediários).


Esquema Multifilar de uma Lâmpada Fluorescente

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Figuras

“O Aperfeçoar é bom, mas ter


conhecimento é sempre melhor para
gerar visões e missões consistente”
Por: Estevão R. Quarenta

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