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AVALIAÇÃO DE DOR EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS: UMA

REVISÃO INTEGRATIVA
EVALUATION OF PAIN IN PREMATURE NEWBORNS: AN
INTEGRATIVE REVIEW
EVALUACIÓN DEL DOLOR EN RECIÉN NACIDOS PREMATUROS: UNA
REVISIÓN INTEGRATIVA

THAYNARA MICAELLY BALBINO

. Marislei Espíndula Brasileiro.

GOIÂNIA-GOIÁS
2020
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1. INTRODUÇÃO
A dor pode ser definida como uma experiência sensorial e emocional
desagradável podendo ou não estar relacionada a lesão de tecido real, sendo
subjetiva(WILLIAMS; CRAIG, 2016). Contudo esta definição não se aplica
literalmente a recém-nascidos (RNs), em razão da incapacidade de verbalização e
ausência de experiências dolorosas anteriores, que impossibilitam a comparação a
descrição da mesma(SEDREZ; MONTEIRO, 2020).
A dor em recém-nascidos deve ser avaliada de modo a atender os sinais não
verbais apresentados pelo paciente, visando que quando este RN tem estímulos
dolorosos e estressores repetidos e/ou duradouros podem causar alterações
funcionais dos circuitos neurais (LESLIE et al., 2011).
Os efeitos de estímulos dolorosos em um RN por um ambiente hostil e um
grande número de intervenções podem acarretar desequilíbrios dos mecanismos
homeostáticos, acarretando resultados negativos a curto, médio e longo prazo
(BELLIENI et al., 2009).
Os procedimentos dolorosos podem afetar a condição clínica e probabilidade
de melhora dos bebês, podendo causar alterações no desenvolvimento cerebral
(BRUMMELTE et al., 2012) e as respostas a dor posteriores durante sua vida
(FITZGERALD; WALKER, 2009).
De acordo com Fitzgerald bebês nascidos prematuramente são mais
susceptíveis a dor, visto que seus sistemas corporais são imaturos. Em
contrapartida as vias de sinalização da dor estão funcionando normalmente, e pelos
sistemas de inibição da dor estarem subdesenvolvidos há dor prolongada e
aumentada (FITZGERALD, 2005).
Um estudo produzido na Holanda apresentou dados onde os bebês
internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) são submetidos a uma
média de 11,4 procedimentos dolorosos por dia (ROOFTHOOFT et al., 2014), em
contrapartida foram identificados menos da metade dos procedimentos para alivio da
dor (CRUZ et al., 2016).
São muitos os desafios para a avaliação da dor em bebês prematuros, visto
que há uma dificuldade de avaliação precisa. A avaliação de forma imprecisa pode
acarretar problemas a curto e longo prazo como instabilidade fisiológica e
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desenvolvimento alterado dos sistemas neurológicos, somatossensoriais e de


resposta ao estresse, e pior desenvolvimento cerebral (BRUMMELTE et al., 2012).
Em 1996 o médico norte-americano James Campbell referiu a dor como o 5º
sinal vital, devendo a mesma ser avaliada com instrumentos adequados para o
maior conforto do paciente e melhora no tratamento. De acordo com o contexto da
Lei nº 7.498/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercício profissional de
Enfermagem e prevê no artigo 11, inciso I, alíneas “i”, “l”, “j” e “m”, o seguinte:
Art. 11. O enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem,
cabelho-lhe:
I – Privativamente:
[...]
i) Consulta de enfermagem;
j) Prescrição da assistência de enfermagem;
l) Cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com
risco de vida;
m) Cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e
que exijam conhecimentos de base cientifica e capacidade de tomar

decisões imediatas; (BRASIL, 2020).

Então observando que a dor é o 5º sinal vital e que o enfermeiro é


responsável pelos cuidados com pacientes graves e prescrição da assistência de
enfermagem, esse profissional precisa estar capacitado para a realização desta
avaliação e prescrição de cuidados adequados baseados nas necessidades do
paciente.
A exposição repetida a dor pode diminuir os limiares de dor e aumentar a
sensibilidade a dor subsequente, podendo persistir após o período neonatal
(VEDERHUS et al., 2012). Deve-se observar também o uso desnecessário de
medicamentos para alivio da dor, pois opióides podem corroborar para a depressão
respiratória e afetar o neurodesenvolvimento (DAVIDSON; FLICK, 2013).
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2. OBJETIVOS
2.1. Geral
O objetivo geral deste trabalho é buscar evidências científicas voltadas para a
avaliação da dor em recém-nascidos prematuros.
2.2. Específicos
Descrever qual a fisiologia da dor;
Elencar as manifestações da dor em recém-nascidos prematuros;
Detectar quais as dificuldades da avaliação da dor realizada pela equipe de
enfermagem
Abordar quais os métodos de avaliação de dor em prematuros.
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3. MATERIAIS E METODOS
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, a qual consiste na síntese de
diversos estudos já realizados, permitindo a análise de dados relevantes ao tema
proposto, com finalidade de compreender um fenômeno particular na área de
estudo, possibilitando a construção de novos conhecimentos sobre a temática
fundamentados em resultados pautados por tais estudos (MENDES et al., 2008).
Para o desenvolvimento deste trabalho, foi utilizado o delineamento
metodológico proposto por Mendes, Silveira e Galvão (2008), que consiste em seis
etapas, sendo: a) identificação do tema e seleção da hipótese, b) busca na literatura,
c) seleção e categorização dos estudos, d) avaliação dos estudos incluídos, e)
interpretação dos resultados e f) apresentação da revisão/síntese do conhecimento.
O uso dos resultados de estudos já publicados dá suporte para a Prática Baseada
em Evidências (PBE).

3.1. Identificação do tema e seleção da hipótese


A identificação do tema “avaliação de dor em recém-nascidos prematuros: uma
revisão integrativa da literatura” se deu por meio da necessidade de apresentar
intervenções que melhorem as boas práticas de avaliação de dor em recém-
nascidos prematuros. Isso foi possível após a experiência vivenciada em estágio
curricular e prática profissional, em que foi observado a falta de conhecimento dos
profissionais de enfermagem acerca do manejo adequado de dor neonatal. A
pesquisa foi norteada pela seguinte questão: a avaliação de dor neonatal em
prematuros é realizada pelos enfermeiros?

3.2. Busca na literatura


A busca dos artigos foi realizada de junho a outubro de 2020, a partir de
levantamentos bibliográficos nas bases de dados eletrônicas Biblioteca Virtual de
Saúde (BVS) e National Center for Biotechnology Information (NCBI). Inicialmente
utilizamos os Descritores em Ciências da Saúde (DeCs): “dor neonatal”, “prematuro”,
“avaliação” e “enfermagem”, conectados com o operador booleano AND.
Por fim, foram identificados 185 artigos científicos nas bases de dados, sendo 436
artigos disponíveis na BVS e 2128 artigos disponíveis na NCBI.

3.3. Seleção e categorização dos estudos


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A seleção dos artigos científicos para compor esta revisão teve como critério de
inclusão o recorte temporal a partir de 2015 até 2020 e publicações nos idiomas
inglês e português. Assim, identificamos 26 artigos nas bases de dados.
Para o recorte dos artigos a serem incluídos na amostra final quatro etapas de
avaliação fizeram-se necessárias, são elas: leitura dos títulos, leitura dos resumos,
disponibilidade do texto e leitura analítica do texto. Foram excluídas publicações
duplicadas, textos não disponíveis e revisões de literatura e produções acadêmicas
em nível de pós-graduação, pois não apresentam interesse ao estudo proposto. Ao
final das etapas de avaliação, selecionamos 22 artigos que viabilizaram a execução
deste estudo (Figura 1).
Para categorização dos dados, empregamos um instrumento de coleta abrangendo
informações referentes à identificação do artigo (autor, título, periódico, ano de
publicação, e local de busca), e dados referentes à amostra do estudo como os
objetivos, a metodologia empregada e os resultados, conforme proposto por Mendes
et al. (2008).
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Figura 1. Estratégia para seleção dos artigos.

Artigos encontrados nas


BVS: 176
bases de dados
SCIELO: 9
(n= 185)
134 artigos excluídos após
aplicação dos critérios de
exclusão e inclusão.

Publicações recuperadas
(n = 51)
Textos indisponíveis

8 artigos excluídos por não


estarem disponíveis na
íntegra online.

Publicações disponíveis
Revisões de literatura e Teses de mestrado

(n = 43)
6 artigos excluídos por
serem revisão de literatura
ou teses de mestrado.

Publicações para análise


de literatura
(n = 37)
Exclusão das duplicações

11 artigos excluídos por


duplicidade.

Publicações para análise


na íntegra
(n = 26)
Abordagem dos antecedentes

4 artigos excluídos após


análise na íntegra.
Publicações
selecionadas
(n = 22)

Fonte: Os autores.

3.4. Interpretação dos resultados


Os resultados dos artigos foram obtidos através de uma leitura precisa e de uma
interpretação concreta para que seus dados fossem avaliados e agrupados.

3.5. Síntese do conhecimento evidenciado e analisado nos artigos


pesquisados e apresentação da Revisão Integrativa
Os resultados dos artigos foram obtidos através da avaliação crítica dos estudos
incluídos por meio da comparação dos dados que atende o interesse do estudo
proposto. Os dados foram avaliados e agrupados. As informações obtidas serão
demonstradas a seguir:
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CAPÍTULO II

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1. Perfil sociodemográfico ou perfil dos estudos

Nos últimos dez anos ao se buscar as Bases de Dados Virtuais em Saúde, tais
como a BVS e NCBI, o banco de dados indexa 185 periódicos na área de
Enfermagem. Oferece acesso ao texto completo de 51 publicações. Foram
encontrados uma amostra de 22 estudos, sendo que 8 (40%) foram escritos por
enfermeiros, e 14 (60%) por outros profissionais, demonstrando um menor interesse
de enfermeiros acerca da temática. Observou-se que 10 (50%) foram estudos de
caráter qualitativo e 10 (50%) de caráter quantitativo.
Após a leitura exploratória dos mesmos, foi possível identificar a visão de
diversos autores a respeito:

4.2. Fisiologia da dor

A nocicepção (estímulos nocivos) se desenvolve as 6 semanas de gestação, já


havendo sinapse entre as células. Os neurônios crescem atingindo a pele dos
membros aproximadamente as 11 semanas de idade gestacional (IG), no tronco
aproximadamente as 15 semanas e restante das superfícies cutâneas na 20ª
semana.
A dor ativa mecanismos compensatórios do sistema nervoso autônomo, que produz
respostas que incluem alteração da frequência cardíaca e respiraria, pressão
arterial, saturação de oxigênio, vasoconstrição periférica, sudorese, dilatação das
pupilas, e aumento da liberação de hormônios adrenocorticosteróides e
catecolaminas (SILVA et al., 2007).

4.3. Manifestações da dor em recém-nascidos prematuros

Uma das manifestações utilizadas pelo recém-nascido para comunicar a dor é o


choro. A dor no recém-nascido é tensa e estridente, com frequência aguda, tornando
o choro de dor peculiar, auxiliando e sua avaliação durante procedimentos e
tornando as técnicas de alivio da dor (BRANCO et al., 2006). Há também alteração
na mimica facial que traz informações do que diz respeito a qualidade ou intensidade
da dor (SILVA, DA; RIBEIRO-FILHO, 2011).
Prematuros expostos a dor prolongada desenvolvem um mecanismo que “desliga” a
atividade, se adaptando ao estado de sofrimento como mecanismo de defesa e não
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consumir energia. Quanto menor a idade IG mais gasto energético há para que o RN
chore, aumentando a pressão intracraniana, podendo desencadear consequências
graves como hemorragia intraventricular(OLSSON et al., 2018).

4.4. Dificuldades da avaliação da dor realizada pela equipe de enfermagem

Observou-se que o maior tempo de exercício profissional está atrelado ao


conhecimento e utilização de métodos de avaliação da dor, uma vez que estes se
mostram relacionados a características pessoais dos profissionais como aspectos
emocionais, individuais e psicológicos, interferindo no método de interpretação de
sinais não verbais expressas que sinalizam dor (CÁSSIA, DE et al., 2009).
A equipe de enfermagem precisa estar orientada quanto a necessidade da avaliação
da dor em RNs prematuros, visando o conforto nos procedimentos dolorosos e as
sequelas futuras que trará para o bebê futuramente que podem repercutir por toda a
sua vida.

4.5. Métodos de avaliação de dor em prematuros.

Com base nas alterações comportamentais, foram criadas e validades escalas que
são utilizadas como instrumento para percepção da dor, principalmente em recém-
nascidos, já que estes não expressam de modo verbal o que sente e não
conseguem identificar a intensidade. Para que haja facilidade para interação e
comunicação com os membros da equipe de saúde, a escala é utilizada para
perceber e acompanhar a evolução da dor em cada paciente e selecionar a terapia
adequada (LAURES et al., 2019). As escalas de dor apresentam fácil aplicabilidade,
mas necessitam que o avaliador seja treinado para que a mesma se apresente
efetiva.
Estudos recentes têm abordado o uso da espectroscopia por intravermelho, que
mensura a oxigenação tissular, porém ainda é experimental e restrita na clínica do
dia a dia e pouco estudada em recém-nascidos (SLATER et al., 2007).
De acordo com Amaral et al. (2014), após avaliação e constatação que o RN está
com dor, o enfermeiro se baseia em diminuição do choro, sono, avaliação da
saturação de oxigênio e normalização da frequência respiratória como parâmetros
para verificação da redução ou cessação da dor (AMARAL et al., 2014).
Os profissionais se baseiam em parâmetros fisiológicos e comportamentais para
perceberem se o RN está com dor. Estudos corroboram que enfermeiros que atuam
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em UTIs neonatais utilizam parâmetros fisiológicos para avaliar dor como frequência
cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio e comportamentos como
choro, expressão facial e flexão dos membros (JOHNSTON et al., 2011).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A avaliação de dor em RNs prematuros precisa ser uma realidade da unidade de


terapia intensiva neonatal, visto que o manejo inadequado e a negligência da
mesma acarretará problemas futuros para este bebê até sua fase adulta.
O enfermeiro precisa estar preparado e realizara educação continuada com a equipe
para que a dor não seja negligenciada e que a estadia deste bebê seja a mais
tranquila possível na unidade.
A escala de dor é um método de avaliação que apresenta efetividade e fácil
manuseio, mas a equipe precisa estar preparada para o uso, e apresenta falha no
que tange a avaliação de prematuros, sendo necessário desenvolvimento de
métodos de avaliação de dor para estes bebês.
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6. REFERÊNCIAS

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