PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTOS

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

U.M.E.P. ACÁCIO DE PAULA LEITE SAMPAIO

CONTABILIDADE DE CUSTOS

CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE Modulo II

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INTRODUÇÃO............................................................................... 3
1. Conceitos fundamentais da contabilidade de custos......................... 10 1.1. Custos e afins .............................................................................. 10 1.2.Onde surgiu a contabilidade de custos 1.3.Importância da contabilidade de custos 1.4.Classificação dos custos ............................................................... 12 1.4.1. Diretos ............................................................................... 12 1.4.2. Indiretos ............................................................................ 13 1.4.3. Fixos 1.4.4. Variáveis 1.4.5. Semi-fixos 1.4.6. Semi-variáveis 1.5.Métodos de custeio 1.5.1. Método por absorção ........................................................ 16 1.5.2. Método variável 1.5.3. Método ABC 1.5.4. Método padrão 1.5.5. Método departamental

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as situações líquidas patrimoniais. Tempo de preparo: 3 . Veja. Vamos acompanhá-la na cozinha Receita DOCE DE ABÓBORA Ingredientes 8 kg de ab6bora 1. Pública. fica mais fácil quando é obedecida a seqüência gradativa e a lógica que a disciplina exige. Adicione as 3 xícaras de água e deixe cozinhar. para estudar a Contabilidade de Custos você precisa ter conhecimento das noções básicas da Contabilidade. até secar. coloque a abóbora descascada e picada em pequenos pedaços para cozinhar. de Custos etc.). ainda que de forma simplificada. Assim. alem de saber elaborar o Balancete de Verificação e as Demonstrações Financeiras. Então. mexa bem e apure por aproximadamente 50 minutos. acrescente o coco ralado e deixe no fogo por mais 25 minutos. como: o Patrimônio e seus elementos componentes. então. como o custo é fácil Inês gosta de fazer doce de abóbora. mexendo sempre. a escrituração dos fatos administrativos através do lançamento nos livros Diário e Razão. as noções de débito e crédito.5 kg de açúcar 150 gramas de coco ralados 6 gramas de cravo-da-índia 3 xícaras de água Modo de fazer Numa panela grande. Bancaria. com tampa.INTRODUÇÃO O estudo da Contabilidade seja qual for a sua ramificação (Comercial. Depois coloque o açúcar e o cravo-da-índia. mexendo de vez em quando.

Duas horas e meia. o custo desse doce para você é o preço pago por ele. Entretanto. sendo uma hora e quinze minutos de cozimento e uma hora e quinze minutos de apuração ( 2 horas e meia no total). Perguntamos: . além dos ingredientes. você pode estar indagando: .40 1. 4 . ela gastou 4 horas de trabalho.0 custo do doce corresponde apenas aos gastos com a compra dos ingredientes? É evidente que não.5 kg de açúcar. para Inês conhecer o custo do doce que fêz ela precisa somar todos os preços pagos na compra dos ingredientes.85 Se foram gastos R$ 14.85 com a compra dos ingredientes. Com 8 kg de abóbora foram feitos 5 kg de doce. Fácil. podemos dizer que o doce custou esse valor.95 3. Total 8. desde o momento em que Inês foi ao supermercado para comprar os ingredientes até o doce ficar pronto. pois para fazer o doce de abóbora.70 0. não é mesmo? A esta altura. • 6 gramas de cravo-da-índia . foram utilizados: • cozinha • mesa • faca • panela • fogão • colher • água • gás • energia elétrica • compoteira Além desses elementos.80 14. Suponhamos os seguintes preços pagos pelos ingredientes: • 8 kg de abóbora • 1. • 150 gramas de coco ralado. Rendimento 5 kg aproximadamente Após algumas horas de trabalho.Qual é o custo desse doce? Quando você vai a uma confeitaria e compra um doce. o doce de abóbora ficou pronto.

o valor a ser considerado como Custo Indireto de Fabricação e obtido através do seguinte calculo: R$ 600. ao comer o doce de abóbora. para se conhecer o valor dos Custos Indiretos de Fabricação de cada produto. • Parte indireta . você pode concluir que o Custo de Fabricação apresenta duas partes: • Parte direta . No nosso exemplo. O gasto com aluguel. Técnicamente. parte do aluguel deve integrar o custo do produto.critério (base) para rateio = horas de trabalho. Veja a seguir.00 / 30 dias = R$ 20. nem energia elétrica. Conforme dissemos.00 por mês de aluguel. com base no exemplo em questão. para se efetuar o rateio (distribuição). Na empresa industrial. mais a mão-deobra das pessoas que trabalharam diretamente na fabricação. Entretanto. você não estará comendo gás. Pelo que foi exposto até aqui. a distribuição proporcional que se faz para atribuir a este ou aquele produto o valor dos Custos Indiretos de Fabricação denomina-se rateio. Por outro lado. tanto os ingredientes utilizados como todos os demais elementos que concorreram para que o doce de abóbora fosse feito tem custo e precisam ser considerados.Dessa forma. Como a cozinha é utilizada para a fabricação. para conhecer o custo real do seu doce ela precisa incluir nele uma parcela do aluguel. assim. Os Custos Indiretos de Fabricação são assim denominados porque não correspondem a gastos realizados especificamente para esse ou aquele produto. como: aluguel. A soma desses gastos é também denominada Custo Direto de Fabricação. pois suas quantidades e seus valores são facilmente identificados em relação ao produto. o valor do custo será igual a R$ 10.composta pelos gastos com aquisição dos ingredientes utilizados integralmente na fabricação (técnicamente conhecidos por materiais) mais o custo das horas de trabalho (técnicamente conhecido por mão-de-obra). seja ele estimado ou arbitrado. há necessidade de se adotar algum critério. E lógico que. por exemplo. eles beneficiam toda a produção de um período. Estamos considerando que Inês paga aluguel de sua casa. alguns critérios que podem ser usados como base para ratear o valor dos Custos Indiretos: Aluguel . embora Inês não seja uma empresa. esses elementos contribuíram para que a fabricação fosse possível. é indispensável para que a empresa possa existir porém não esta ligado a um ou outro produto. pois geralmente corresponde aos valores integralmente gastos na compra dos materiais utilizados. 5 .00 por dia Considerando que o tempo gasto para fazer o doce foi de meio dia de trabalho (4 horas). gás e energia elétrica (técnicamente conhecidos por gastos gerais de fabricação). Esse critério é denominado base de rateio.00.composta pelos gastos com outros elementos que concorreram indiretamente na fabricação do doce. depreciação. devem-se estabelecer regras e efetuar cálculos para que os referidos custos sejam adequadamente atribuídos a cada produto. o seu custo deve ser atribuído através de algum critério para todos os produtos que foram fabricados pela industria naquele período. O Custo Direto de Fabricação é fácil de ser conhecido. Considerando que Inês paga R$ 600.

equivalendo a depreciação mensal de R$ 90.00 com energia elétrica e sabendo que a casa tem 10 cômodos. para fazer o doce de abóbora. sejam necessárias 130 horas de trabalho.05. Eles têm um tempo de vida útil maior.080.00. considera-se como custo do período uma parcela do valor gasto na aquisição dos bens duráveis. o consumo diário e de: R$ 3.00 30 dias = R$ 0. o fogão ficou ligado durante 2 horas e meia. Se.50 (equivalente a meio dia de trabalho). 00 mensais por cômodo Logo. podemos estabelecer que a energia elétrica gasta por dia na cozinha corresponde a: R$ 30. Observações: • Conforme você pode observar. para facilitar.00 e que.10. para cada hora de gás consumido gastam-se R$ 0. Os utensílios utilizados para fazer o doce.critério (base) para rateio = horas de trabalho. os quais consomem energia elétrica em quantidades proporcionais.25 Energia elétrica . em razão do tempo de vida útil estimado para os referidos bens.10 = R$ 0. foram gastos R$ 30. a mesa e os demais utensílios utilizados correspondam a depreciação de R$ 1. que você já deve ter estudado em Contabilidade Básica ou Comercial. Lembra-se? Através da depreciação. Considerando que. por um botijão de gás de 13 quilos.00 10 cômodos = R$ 3. consideramos o total de horas trabalhadas como meio dia de trabalho.00 por ano.Utensílios .critério (base) para rateio = horas de trabalho. adotamos o número de horas utilizadas na fabricação do doce de abóbora como base de rateio para os Custos Indiretos. Suponhamos que. podendo ser utilizados na fabricação de muitos quilos de doce.5 horas x R$ 0. o critério utilizado para incluir no Custo de Fabricação o valor gasto na aquisição desses bens e a depreciação. Logo. o custo do gás consumido e dado por: 2. Sabendo que foram gastas 4 horas para se fazer o doce. panela. tenham sido pagos R$ 13. mesa. não se consomem durante um processo de fabricação. na maioria dos casos.10 por dia Assim. Suponhamos que o fogão.critério (base) para rateio = horas de trabalho. o valor da depreciação proporcional ao número de horas gastas será de R$ 1. para consumir todo o gás contido no botijão. • Como partimos de um exemplo hipotético visando atribuir parcelas do Custo Indireto de Fabricação a um único produto. durante o mês. fogão etc. 6 . o valor a ser considerado por 4 horas de trabalho (meio dia) é de R$ 0. durante alguns anos. Gás .

.... de acordo com a sua realidade.... com Materiais........ também..65............ apresentamos em linhas gerais os componentes básicos do Custo Industrial...................Energia elétrica .50 .... ... para que você tenha uma idéia do que iremos estudar......................... podemos dizer que os 5 kg do doce de abóbora custaram R$ 34...... Em nosso exemplo.......... efetuar os cálculos para determinar o valor da mão-de-obra Direta (trabalho de Inês)............. Até aqui você ficou sabendo que o custo corresponde a soma dos gastos necessários para a fabricação de um produto.00 Gastos Gerais de Fabricação . Conforme nosso propósito.. em certos casos... devido ao pequeno valor que o custo representa em relação ao produto. Agora sim...... 8..85 Mão-de-obra ............... Veja: Mão-de-obra ............. Cada empresa................. mão-de-obra e Gastos Gerais de Fabricação......Aluguel..... podemos concluir que....... Falta..................... o primeiro passo e identificar os gastos realizados na fabricação desse produto........ como ocorreu com a energia elétrica e com o gás............ o custo do seu trabalho foi de R$ 8...... 0...................nesse caso.. podemos afirmar que...............................50 . os Materiais Indiretos e a Mão-de-obra Indireta.............. 7 ...............14............. para Inês fazer o doce de abóbora....... para conhecer o custo de qualquer produto............. • Você observou........ 34........... que o custo e composto por três elementos: Materiais + mão de obra + gastos gerais de Fabricação Assim. Levando-se em conta que uma confeiteira ganha R$ 2.... podem apresentar resultados não muito exatos...............00............. 1............................................0.....................05 Total... a água entrou na fabricação em quantidade tão pequena que nem a consideramos.......Gás ... podem ocorrer situações em que o uso de determinado critério para cálculo... Ficou sabendo............................ concorreram os seguintes elementos: Materiais .. Assim....... considerando o tipo de produto que fabrica............................... fica tão oneroso para a empresa que é preferível encontrar outras formas mais racionais para atribuir certos Custos Indiretos aos produtos.. ainda....• O critério das horas trabalhadas é um dos muitos que existem para ratear os Custos Indiretos de Fabricação aos produtos... que para ratear os Custos Indiretos de Fabricação aos produtos há necessidade de efetuar cálculos que................ adota aquele que mais se ajusta ao seu caso. Agora.................65 Lembramos que os Custos Indiretos de Fabricação normalmente englobam.......critério (base) para rateio = horas de trabalho...compreendendo o trabalho de Inês..... ainda.........00 . além dos Gastos Gerais de Fabricação Indiretos....Depreciação..00 por hora e tendo Inês gasto 4 horas.............. correspondendo aos custos Indiretos de Fabricação: .......compreendendo os ingredientes gastos.........10...

Assim. E evidente. casamentos etc. conforme já dissemos que cada empresa poderá ter critérios próprios. Inês esta fabricando dez variedades de doces e cinco de bolos.80 por 3 caixas de Chantilly. • R$ 1. para facilitar os cálculos? . há necessidade de se estabelecerem outros critérios e de se fazerem novos cálculos. Respostas para todas essas indagações.20 por 500 gramas de manteiga (usou 250 gramas). outros tipos de doces. A medida que a industria cresce e diversifica sua produção.60 por 3 dúzias de ovos (usou 1 dúzia).É obrigatório calcular o custo de cada produto ou pode-se apurar o custo global da produção de um mês ou um ano? Já deve ter dado para você perceber que quanto mais simples for o processo de fabricação. Inês construiu uma cozinha maior. contratou cinco empregados. produzir e vender seus produtos. PRÁTICA Ajude Vera Lúcia a calcular o Custo de Fabricação do bolo de aniversário.80 por 100 gramas de fermento. inclusive bolos. • R$ 0. Para cada caso poderá ser adotado critério diferente. ainda. aos quais atribuiu funções de comprar ingredientes. que critério ela usa para distribuir (ratear) os Custos Indiretos de Fabricação. a partir do item seguinte. partindo sempre de situações mais simples para situações menos simples. e aceitando encomendas para aniversários. e suficiente que você saiba que o custo de um produto. bem como para outras que poderão surgir você encontrara nos itens seguintes. Vera Lúcia fez um bolo de aniversário para sua filha.? .Se ela utiliza a mesma cozinha e os mesmos fogões para fabricar vários doces e bolos. mais simples serão os critérios a serem adotados para se conhecer o custo dos produtos. ela gastou (valores hipotéticos): • R$ 3. comprou fogões industriais e muitos outros utensílios e.50 por 5 kg de farinha de trigo (usou 2 kg). gás. apresentaremos os mecanismos que são utilizados para apuração e contabilização do Custo Industrial. sempre será igual a soma dos gastos com Materiais. • R$ 5. Mao-de-obra e Gastos Gerais de Fabricação. No momento.40 por 3 latas de leite condensado. sempre sob sua supervisão. para comercializar. 8 .00 por 5 kg de açúcar (usou 1 kg). • R$ 4.Suponhamos. seja um simples cabo de vassoura ou um sofisticado foguete aeroespacial. energia elétrica etc. Para isso. que Inês tenha decidido ampliar a sua fabricação. agora. A esta altura dos acontecimentos você deve estar indagando: .Existe maneira de padronizar o custo de alguns produtos. como aluguel. • R$ 3. • R$ 3. No supermercado. explicando com clareza e objetividade os passos necessários para que você domine com facilidade todo o assunto enfocado.Como Inês faz para conhecer o custo de cada produto? . além do doce de abóbora. desejando produzir.

c.R$ 0. calcule: a.• R$ 0. Mao-de-obra.00 (correspondendo ao valor proporcional já calculado). Para a confecção do bolo. e. • aluguel .R$ 5. CONCEITO A Contabilidade de Custos ou Contabilidade Industrial é um ramo da Contabilidade aplicado as empresas industriais. d. Custos Diretos. • gás .80 por 1 litro de leite. Gastos Gerais de Fabricação. b. Os demais gastos necessários para a fabricação foram: • energia elétrica . Materiais. 9 .R$ 0.50 (correspondentes ao consumo para assar o bolo).00 por uma caixa de morangos. Custo total de fabricação. • R$ 2.60 (correspondentes às 5 horas de trabalho). Quando falamos em Custo Industrial estamos nos referindo aos procedimentos contábeis e extracontábeis necessários para se conhecer o quanta custou para a empresa industrial a fabricação dos seus produtos. através do processo industrial. Vera Lúcia trabalhou durante 5 horas para fazer o bolo (considere um salário de R$ 7.50 pelas 5 horas de trabalho).

O desembolso. Você encontrará o significado dos principais termos.) ou a aplicações de caráter permanente 10 . móveis. ou ainda utilizar algum tipo de serviço. no momento da obtenção do bem ocorre o respectivo pagamento. você precisa ter consciência de que poderá encontrar conceitos distintos de custo. para se controlar a movimentação do Patrimônio das empresas industriais aplicam-se os Princípios Fundamentais de Contabilidade. tornando a matéria ainda mais fácil. despesas e desembolsos. seja para uso. Quando. no momento da compra não ocorreu pagamento. investimentos. no momento (pagamento a vista) ou depois (pagamento a prazo) da ocorrência do gasto. o conceito de custo que nos interessa é o seguinte: Custo Industrial compreende a soma dos gastos com bens e serviços aplicados ou consumidos na produção de outros bens. Toda vez que a empresa industrial pretende obter bens. A palavra custo possui significado muito abrangente: pode ser utilizada para representar o Custo das Mercadorias Vendidas em uma empresa comercial. é necessário conhecer alguns conceitos básicos. veículos etc. ferramentas. dizemos que o gasto ocorreu a prazo. pois houve desembolso de numerário. com exceção da área de produção.A movimentação do Patrimônio das empresas industriais. por exemplo. você precisa conhecer o significado das seguintes palavras: gastos. o Custo dos Serviços Prestados em uma empresa de prestação de serviços. evidentemente. por outro lado. ela efetua um gasto. Custos Antes de estudarmos os mecanismos utilizados para a contabilização do Custo Industrial. dizemos que o gasto ocorreu a vista. Como o objeto dos nossos estudos é a empresa industrial e mais precisamente a função de produção desse tipo de empresa. os quais exigem a aplicação de critérios específicos para se apurar o Custo de Fabricação. Para entender melhor o conceito apresentado. máquinas. também utilizados para os outros tipos de empresas. Se. assemelha-se a movimentação do Patrimônio dos demais tipos de empresas. que facilitarão o entendimento da matéria. Isso facilitara o seu raciocínio. troca. palavras e expressões técnicas utilizados na Contabilidade de Custos. transformação ou consumo. custos. Procure analisar cada um deles de acordo com o enfoque que estiver sendo dado a cada caso em particular. o Custo Direto de Fabricação etc. o que torna a Contabilidade de Custos diferente dos demais ramos da Contabilidade são os procedimentos praticados na área de produção da empresa industrial. Assim. pois não houve desembolso de numerário no momento da compra. Porem. pois sempre que novos termos surgirem no decorrer dos estudos eles também serão explicados. o Custo de Fabricação de um produto. que se caracteriza pela entrega do numerário. Os gastos que se destinam a obtenção de bens de uso da empresa (computadores. sem esgotá-los. pode ocorrer antes (pagamento antecipado). o qual será feito posteriormente. Os gastos podem ser efetuados a vista ou a prazo. Par esse motivo.

de imóveis. esses gastos correspondem a custos. comercial ou financeira. verniz. esses gastos correspondem a despesas. • Materiais secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. geralmente. para uma indústria de confecções são: botões. antes que eles saiam da área de produção. linha. independentemente da sua destinação dentro da empresa. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. zíperes. os gastos com a obtenção de bens de uso da empresa. Consideram-se ainda investimentos os gastos com a obtenção dos bens destinados a troca (mercadorias). para uma indústria de massa alimentícia é a farinha. etc. etc. cola. Quando os gastos são efetuados para obtenção de bens ou serviços aplicados na área administrativa. • Custo: compreende os gastos com a obtenção de bens e serviços aplicados na produção. dobradiças. para uma indústria de confecções é o tecido. açúcar. visando direta ou indiretamente a obtenção de Receitas. transformação (matéria-prima. A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. • Materiais de embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos. Quando os gastos são efetuados para a obtenção de bens e serviços que são aplicados na produção de outros bens. comercial e financeira. complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto.) são considerados investimentos.. fermento. em uma indústria de móveis de madeira. RESUMO • Gasto: desembolso à vista ou a prazo para obtenção de bens ou serviços. de ouro etc. • Desembolso: entrega de numerário antes. material secundário e material de embalagem) ou consumo (material de expediente e limpeza) enquanto esses bens ainda não foram trocados. no momento ou depois da ocorrência dos gastos. Os materiais de embalagem. Quando a matéria-prima. MATERIAIS Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: • matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. • Despesa: compreende os gastos decorrentes do consumo de bens e da utilização de serviços das áreas administrativa. Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. manteiga. • Investimentos: compreendem. fechos etc. transformados ou consumidos.. que direta ou indiretamente visam a obtenção de Receitas. podem ser caixas de papelão. que embalam os 11 . o material secundário e o material de embalagem deixam de ser estoques. passando para o processo de fabricação. os valores gastos na obtenção desses bens passam da fase de investimentos para a fase de custos. Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: prego.(compra de ações de outras empresas.

estudaremos as mais importantes. uma indústria de móveis de madeira que fábrica vários produtos. materiais acessórios. verniz e lixa (desde que as quantidades sejam facilmente identificadas em relação ao produto e os valores compensem os cálculos a serem efetuados para essa classificação. essas subdivisões poderão ser utilizadas. telefones e comunicações etc. etc. refeições e estadias. seguros. serviços de terceiros. concorreram os seguintes materiais: matéria-prima (abóbora). • Materiais secundários: dobradiças. Dependendo do interesse da empresa. energia elétrica. cola. Tomemos. deverão ser considerados como Custos Indiretos). materiais complementares. materiais secundários (cravo. pregos. Custos Indiretos compreendem os gastos com materiais. ainda. por exemplo. materiais de acabamento. Assim. material de limpeza. Para fabricar uma mesa. seguros diversos. para a fabricação do doce de abóbora. etc. Você poderá encontrar. CLASSIFICAÇÃO Existem varias classificações de custos. caixas ou sacos plásticos. consideraremos todos esses materiais como materiais secundários. pequenas peças para reposição. manutenção da fábrica. • Mao-de-obra: salários e encargos do pessoal que trabalha diretamente na produção. os custos podem ser Diretos ou Indiretos. em uma indústria de confecções. em uma indústria de massas alimentícias. Com relação ao produto Com relação aos produtos. caixas. Neste item. Mão-de-obra. mão-de-obra e gastos gerais de fabricação aplicados diretamente no produto. englobando salários. mão-de-obra e gastos gerais de fabricação aplicados indiretamente no produto. como: materiais auxiliares. essa indústria tem como Custos Diretos: • Matéria-prima: madeira. No exemplo apresentado. coco e açúcar) e material de embalagem (compoteira). Para efeito didático. depreciação. Gastos gerais de fabricação Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos.móveis desmontados. óleos e lubrificantes para as máquinas. todos os gastos que recaem diretamente na fabricação do produto são considerados Custos Diretos. caso contrário. Custos Diretos compreendem os gastos com materiais. Compreendem os gastos com o pessoal envolvido na produção da empresa industrial. como: aluguéis. 12 . sacos plásticos etc. encargos sociais. outras nomenclaturas a respeito dos materiais. Esses custos são assim denominados porque seus valores e quantidades em relação ao produto são de fácil identificação.

mesmo integrando o produto (como ocorre com certos materiais secundários).esse gasto e impossível de ser identificado em relação a cada produto. • Aluguel da fabrica . ainda. A dificuldade de identificação desses gastos em relação ao produto ocorre porque os referidos gastos são utilizados na fabricação de vários produtos ao mesmo tempo.Esses gastos são assim denominados por ser impossível uma segura identificação de seus valores e quantidades em relação ao produto. Serão considerados como Custos Diretos quando suas quantidades e seus valores forem facilmente identificáveis em relação ao produto e como Custos Indiretos quando for impossível a sua identificação com o produto. Exemplo pratico: Suponhamos que uma indústria de móveis de madeira tenha fabricado 100 produtos durante o mês. possibilitando identificar o consumo da energia em relação a cada produto fabricado. Veja alguns exemplos: • Energia elétrica . Suponhamos. os quais. dentre eles 20 mesas. Se os valores dos Custos Indiretos são difíceis de identificar em relação a cada produto. pelo pequeno valor que representam em relarão ao custo total.quando não houver medidor em cada maquina. A distribuição dos Custos Indiretos aos produtos denomina-se. Os gastos com materiais. que foram os seguintes os custos da produção do período: 13 . mão-de-obra e gastos gerais de fabricação poderão ser classificados como Custos Diretos ou como Custos Indiretos. sendo. o qual será estimado ou até mesmo arbitrado pela empresa. não compensam a realização dos cálculos para considerá-los como Custo Direto. não recaem diretamente na fabricação do produto. e o critério escolhido para se efetuar essa distribuição denomina-se base de rateio Os elementos que entram em maior composição no Custo Indireto são os gastos gerais de fabricação. como saber qual é o valor desses custos que deverá ser atribuído a cada um dos produtos fabricados? Para se conhecer o valor dos Custos Indiretos que deverá ser atribuído a cada produto. A classificação dos gastos como Custos Indiretos e dada tanto aqueles que impossibilitam uma segura e objetiva identificação com o produto como também aqueles que. • Salários e encargos dos chefes de seção e dos supervisores da fábrica . impossível identificar a porcentagem dos salários e encargos em relação a cada produto. e por isso não permitem uma segura atribuição dos seus valores diretamente ao produto. conforme dissemos. portanto. há necessidade de se estabelecer algum critério.esse pessoal trabalha dando assistência e supervisão a vários setores da fábrica. o valor consumido por toda a fabrica num determinado período devera ser rateado entre todos os produtos fabricados no referido período. conforme já dissemos. rateio.

impossível a identificação por produto. não houve separação por produto. porem 10% são de impossível identificação. • Energia elétrica . porém 30% referem-se a mão-de-obra da chefia.impossível a identificação por produto. que onera a fabricação de vários produtos .facilmente identificáveis as quantidades e os valores aplicados em cada produto. e quase todos os produtos utilizaram as máquinas.facilmente identificável em relação a cada produto. Geralmente. • Mao-de-obra do pessoal da fabrica . pelo método linear. • Outros gastos de fabricação . Dessa forma.pelo pequeno valor em relação ao custo total da produção do mês. • Mão-de-obra dos supervisores da fabrica . Diante dessas informações.70% facilmente identificados em relação a cada produto. • Aluguel da fabrica . pois um mesmo gasto poderá ter parte considerada como Custo Direto e parte como Custo Indireto.é feita mensalmente. • Materiais secundários . não foi possível a identificação por produto. temos Custos diretos: • Matéria-prima • Materiais secundários (90%) • Material de embalagem • Mão-de-obra do pessoal da fábrica (70%) Custos Indiretos: • Materiais secundários (10%) • Mão-de-obra do pessoal da fábrica (30%) • Mão-de-obra da supervisão da fábrica • Depreciação das máquinas • Energia elétrica • Aluguel da fábrica • Outros gastos de fabricação Conforme você pode observar. pois foram usados em vários produtos.90% desses materiais contem relação que facilita a perfeita identificação em cada produto. a classificação dos gastos como Custos Diretos ou Indiretos de Fabricação depende do produto que está sendo fabricado. Seria impossível apresentar uma relação dos Custos Diretos e Indiretos que você pudesse memorizar e aplicar a todo e qualquer tipo de produto.• Matéria-prima . podemos afirmar que na determinação dos gastos como Custo Direto ou Indireto de Fabricação cada caso precisa ser estudado isoladamente. • Depreciação das máquinas . dependendo da sua identificação ou não com o produto. • Material de embalagem . do tempo de fabricação ou até mesmo do interesse da empresa em querer ser mais ou menos minuciosa na determinação dos Custos de Fabricação. a 14 . contendo inclusive apontamentos próprios.embora existam medidores em algumas máquinas. a classificação dos Custos em Diretos e Indiretos tem relação direta com o produto. Assim.

Quanto maior for a quantidade fabricada. esses custos não se alteram. geralmente os materiais secundários. por exemplo. a parte variável é aquela aplicada diretamente na produção. o material de embalagem e a mão-de-obra do pessoal da fábrica são facilmente identificáveis em relação ao produto. qualquer que seja a quantidade produzida. é evidente que todos os gastos atribuídos a produção de um determinado período serão apropriados a esse produto. Isso. Custos Fixos são aqueles que independem do volume de produção do período. sem maiores complicações. podemos destacar dois métodos para apuração do Custo de Fabricação: 15 . para se fabricarem 10 mesas serão precisos 50 metros de madeira. por não guardarem proporção com as quantidades dos produtos fabricados. pois os Custos Fixos serão os mesmos nesse mesmo Exemplo: aluguel da fabrica. parte da mão-de-obra (chefia e supervisão) e os gastos gerais de fabricação são de difícil identificação em relação ao produto.matéria-prima. Custos Variáveis são aqueles que variam em função das quantidades produzidas. como ocorre. os custos podem ser Fixos ou Variáveis. Se na fabricação de uma mesa de madeira são gastos 5 metros de madeira. por exemplo. variando de acordo com o volume produzido. Custos Semivariáveis são os Custos Variáveis que possuem uma parcela fixa. como já ficou definido que o Custo de Fabricação possui duas partes: Custo Direto ou Variável e Custo Indireto ou Fixo. a soma dos custos totais da produção de um mês referese exclusivamente ao único produto fabricado no referido mês. só ocorre quando é possível medir a parte variável. ao passo que a mão-de-obra da supervisão da fábrica independe do volume produzido. Os Custos Fixos estão relacionados com os Custos Indiretos de Fabricação. tanto faz a empresa produzir uma ou dez unidades de um ou mais produtos em um mês. Se a empresa fabricar apenas um produto. CUSTEIO DIRETO E CUSTEIO POR ABSORÇÃO A partir deste momento. motivo pelo qual são classificados como Custos Indiretos de Fabricação. por isso é fixa. a mão-de-obra aplicada diretamente na produção é variável em função das quantidades produzidas. depreciação das máquinas. salários e encargos da supervisão da fabrica etc. motivo pelo qual são comumente classificados como Custos Diretos. isto é. Nesse caso. evidentemente. com a matéria-prima. A parcela fixa da energia elétrica é aquela que independe da produção do período. Como exemplo. maior será o consumo de matéria-prima. Assim. Com relação ao volume de produção Com relação ao volume de produção do período. por outro lado. Os Custos Variáveis têm relação direta com os Custos Diretos de Fabricação. a qual é definida geralmente em função do potencial do consumo instalado. Exemplo: a energia elétrica. Custos Semifixos são os Custos Fixos que possuem uma parcela variável.

(+) Custos indiretos de fabricação 10. 1. o Custo de Fabricação (ou de Produção) do período será obtido no item 9 da Demonstração do Custo dos Produtos Vendidos. o Custo de Fabricação (ou de Produção) do período será obtido no item 11 da Demonstração do Custo dos Produtos Vendidos.consiste em considerar como Custo de Fabricação (ou de Produção) todos os custos incorridos no processo de Fabricação do período.2 Materiais de embalagem 8.(+) Compras de Matérias-primas 3. Adotando-se este método.3 Gastos gerais de fabricação indiretos 11.3 Outros materiais 8. no Brasil. a seguir b.1 Materiais indiretos 10.4 Gastos gerais de fabricação diretos 9.(=) CUSTO DE PRODUÇÃO NO PERÍODO 12(+) Estoque inicial de produtos em elaboração 13(=) CUSTO DE PRODUÇÃO 14(-) Estoque final de produtos em elaboração 15(=) CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA NO PERÍODO 16.1 Materiais secundários 8.(=) CUSTO PRIMÁRIO 8. sendo os Custos Indiretos ou Fixos considerados juntamente com as Despesas Operacionais normais da empresa industrial. • sistema de Inventario Permanente. sejam eles Diretos (Variáveis) ou Indiretos (Fixos).(-) Estoque final de produtos acabados 19.consiste em considerar como Custo de Fabricação (ou de Produção) somente os Custos Diretos ou Variáveis.(+) Estoque inicial de produtos acabados 17(=) CUSTO DOS PRODUTOS DISPONÍVEIS PARA VENDA 18. 16 .2 Mão de obra direta 10. Custeio Direto .(+) Mão de obra direta 7.a. Custeio por Absorção .(=) CUSTOS DIRETOS DE FABRICAÇÃO 10. Adotando-se este método.(=) CUSTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS DISPONÍVEIS 4. somente pode ser utilizado o Custeio por Absorção para fins de apuração do Custo de Fabricação. Basicamente são dois os sistemas utilizados pelas empresas industriais brasileiras para apuração e contabilização do Custo Industrial: • sistema de Inventário Periódico. Estoque inicial de Matérias-primas 2.(=) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 100 1000 1100 300 800 400 1200 80 30 -110 1310 100 350 450 1760 80 1840 140 1700 500 2200 300 1900 Convém ressaltar que. a seguir. conforme determina a legislação do Imposto sobre a Renda.(=) CUSTO DAS MATÉRIAS PRIMAS APLICADAS 6.(+) Outros custos diretos 8.(-) Estoque final de Matérias-primas 5.

dispensando a política de controles rigorosos. bem como da adoção de controles minuciosos. permitindo a apuração do Custo Unitário da produção a medida que os produtos são fabricados. INTRODUÇÃO A avaliação de estoques parece ter sido a primeira das aplicações gerenciais da Contabilidade de Custos é geralmente aceito que os problemas de avaliação de estoques estão na própria origem da Contabilidade de Custos – foi para resolvê-las que procedimentos típicos de análise e apuração de custos começaram a ser desenvolvidos. por ocasião da elaboração do inventário físico dos estoques de Materiais. É um sistema simplificado através do qual se apura o custo de todos os produtos fabricados. durante um ano. geralmente um ano. que o Custo de Produção do Período tenha sido de R$ 3. ainda. É um sistema de apuração do Custo Unitário dos produtos fabricados pela empresa. os estoques são controlados permanentemente. 2. Suponhamos. Suponhamos. mão-de-obra e gastos gerais de fabricação). Por este sistema. sendo que o Custo Unitário só pode ser conhecido pelo Sistema de Inventario Permanente. Nos dois sistemas. por exemplo. Nesse caso. os elementos componentes do Custo Industrial são os mesmos (material. AVALIAÇÃO DE ESTOQUES 1. pelas empresas industriais de grande porte. A legislação tributária brasileira denomina este sistema de Sistema do Custo Integrado. 4 tipos de produtos.000. não será possível calcular o Custo Unitário de cada produto fabricado. CONCEITO DE ESTOQUE 17 . porque a movimentação das contas que registram os elementos componentes do Custo Industrial é feita conjuntamente com as demais Contas Patrimoniais e de Resultado da empresa. sendo 50 unidades do produto A. bem como a utilização de pessoal especializado. que uma indústria tenha fabricado. principalmente. 110 unidades do produto C e 10 unidades do produto D. de Produtos Acabados e de Produtos em Elaboração. é utilizado. Por necessitar de funcionários especializados. 30 unidades do produto B. pois só é possível conhecer o Custo Global dos 4 produtos ao mesmo tempo. Por esse motivo é muito utilizado pelas empresas industriais de porte pequeno e médio.Este sistema e chamado de Inventário Periódico porque o custo dos produtos fabricados é conhecido somente no final de um período. englobadamente.

ao estoque de produtos destinados à comercialização e ao estoque de materiais diversos ou auxiliares que. por sua vez. aplicar. apenas para a devida avaliação do estoque. chamados também de indiretos. incluiria: 18 . excluindo a definição de lucro. referindo-se a itens adquiridos prontos. como ferramentas. transformando matérias-primas e acoplando componentes para compor o produto final. existe um número de outros fatores que influenciam as decisões relativas à seleção dos métodos de custeio de estoque. O maior objetivo do custeio do estoque é a determinação de custos adequados às vendas. • produtos em processo de fabricação ou elaboração (que inclui • custo das importações em andamento referente a itens de estoque. material direto. material de limpeza e segurança). sobre esse custo. Os estoques limitam-se. auxiliares ou não produtivos (itens fisicamente não incorporados ao produto final. • materiais em estoque não destinados à produção normal. o método de apuração definido na legislação em vigor. 1. cujos itens. apresenta. correspondente ao estoque de bens para venda das empresas comerciais. em geral. os estoques de matérias-primas para produção e os estoques de produtos em processamento. • materiais para produção (materiais comprado com a intenção de incorporá-los ao produto final através do processo produtivo).• • • O termo "estoque" designa o "conjunto" dos itens materiais de propriedade da empresa que: São mantidos para venda futura. As empresas industriais. Em adição ao fator lucro. de forma que o lucro apropriado seja calculado. uma vez concluídos. As empresas comerciais – tendo como função a revenda de bens adquiridos prontos de seus fornecedores. tem o seu custo disponível nos documentos de aquisição. ou São correntemente consumidos no processo de produção de produtos ou serviços a serem vendidos. além dos estoques encontrados nas empresas comerciais. são transferidos para o estoque de produtos acabados. Encontra-se em processo de produção. Ativos considerados estoques: • Mercadorias para comércio ou produtos acabados (matéria-prima e mercadorias mantidas para venda). mão-de-obra direta e custos gerais de fabricação) – devem refletir o custo atual dos produtos em processo. OBJETIVO PRINCIPAL DO CUSTEIO DOS ESTOQUE E A SELEÇÃO DOS MÉTODOS DE CUSTEIO. A lista destes fatores. restando.têm avaliação de seus estoques simplificada.

O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser reportado para um determinado período contábil. etc. no início do mês de março. suponha-se que uma empresa. procura de mercado. A movimentação dessa mesma mercadoria em março é a seguinte: Data 5/mar. O método de avaliação do estoque ao custo médio é aceito pelo Fisco e usado amplamente. objetividade do método. a parte prática da determinação do custo. primeiro a sair (PEPS). também chamado de método da média ponderada ou média móvel. Permanecendo inalterados outros fatores. 29/mar.• • • • aceitação do método pelas autoridades do Imposto de Renda. e que se deduzam todos os descontos e bonificações eventuais recebidas. possua um estoque (inicial) de 20 unidades de certa mercadoria avaliada a R$ 20 cada uma. menor será o lucro reportado.). um total de R$ 400 de Estoque Inicial. baseiase na aplicação dos custos médios em lugar dos custos efetivos. além do preço. Venda de 10 unidades Venda de 20 unidades compra de 30 unidades a $ 35 cada Venda de 20 unidades 19 . Para ilustrar numericamente. • Primeiro a entrar. 1. outro fornecedor. 17/mar. Operaçã o compra de 30 unidades a $ 30 cada 11/mar. utilidade do método para decisões gerenciais. quanto maior for o estoque final avaliado. Custo Médio Este método. Considerando que vários fatores podem fazer variar o preço de aquisição dos materiais entre duas ou mais compras (inflação. surge o problema de selecionar o método que se deve adotar para avaliar os estoques. ou maior será o prejuízo. todos os outros custos decorrentes da compra. 23/mar. ou seja. ou menor será o prejuízo. • Último a entrar. AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES O princípio contábil de Custo de Aquisição determina que se incluam no custo dos materiais. primeiro a sair (UEPS). maior será o lucro reportado. Quanto menor o estoque final. custo do transporte. Os métodos mais comuns são: • Custo médio.

primeiro a sair (PEPS) Com base nesse critério.00 r 11/Ma 10 26.00 40 26.00 1300. saíram do lote comprado dia 23/mar. .0 0.0 520. ou seja.00 50 26. o estoque é representado pelos mais recentes preços pagos apresentando. com a adoção desse método. as saídas são confrontadas com os custos mais antigos. a primeira unidade a entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no processo de produção o ou a ser vendida.00 r 0 29/Ma 10 31. saíram do lote comprado dia • • 5/mar.00 r 0 17/Ma 20 26.00 r 0 23/Ma 30 35. sendo esta uma das principais razões pelas quais alguns contadores mostra-se contrários a esse método.40 1256.00 1040. e sim o conceito do resultado (lucro).. Total Unit. 20 .4 314.00 05/Ma 30 30.40 1570.00 400. À medida que ocorrem as vendas.00 50 31. Entretanto. vamos dando baixas no estoque a partir das primeiras compras. uma relação bastante significativa com o custo de reposição. Total Unit.Suponha as seguintes informações • As 10 unidades vendidas dia 11/mar. o efeito da flutuação dos preços sobre os resultados é significativo.0 260. Obviamente. Dentro desse procedimento.00 40 31.00 r 0 Primeiro a entrar.00 1050. Unit. Agora vejamos como registrar a movimentação físico-financeira: Datas ENTRADAS SAÍDAS SALDOS Quan Valores R$ Quant Valores R$ Quant Valores R$ t.00 20 26. o que eqüivaleria ao raciocínio de que vendemos/compramos primeiro as primeiras unidades compradas/produzidas. dá-se saída no custo da seguinte maneira: o primeiro que entra é o primeiro que sai (PEPS). As vantagens do método são: • Os itens usados são retirados do estoque e a baixa é dada nos controles de maneira lógica e sistemática. Total EI 20 20. As 20 unidades vendidas dia 17/mar. dessa forma. . não é objeto do procedimento em si. As 20 unidades vendidas dia 29/mar. saíram do estoque inicial.00 900.00 520.

00 600.00 30.650. de forma contínua e ordenada. primeiro a sair (UEPS) O UEPS (último a entrar.300. Unit.00 Total 400. Primeiro a entrar.00 20 20.00 35. os preços mais recentes). mudança de qualidade.00 1.00 30.00 10 30. 20 30 50 10 30 40 30.350.200. o custo dos itens vendidos/saídos tende a refletir o custo dos itens mais recentemente comprados (comprados ou produzidos. primeiro a sair (PEPS).00 1. Valores R$ Unit.00 1.00 600. especialmente quando estes estão sujeitos a deterioração. e assim.00 29/ma r.00 300. - - - 10 20. O custo do estoque é determinado como se as unidades mais recentes adicionadas ao estoque (últimas a entrar) fossem as primeiras unidades vendidas (saídas) (primeiro a sair).00 200. Segue-se que.00 300.00 900.00 1.00 Último a entrar.00 1. decomposição.050.00 50 10 20. Supõe-se.00 400. Total EI 5/mar.00 - 11/ma r.• O resultado obtido espelha o custo real dos itens específicos usados nas saídas.200. 30 30.050. Também permite reduzir os lucros líquidos relatados por 21 . portanto.050. nt.00 23/ma 30 35. de acordo com o método UEPS.00 1.00 1. - - - 10 30. primeiro a sair) é um método de avaliar estoque muito discutido.00 35.00 1.00 17/ma r.00 40 40 20 30.00 20 600.00 200.00 300.00 900. 20 20. • O movimento estabelecido para os materiais. que o estoque final consiste nas unidades mais antigas e é avaliado ao custo destas unidades. representa uma condição necessária para o perfeito controle dos materiais. Agora vejamos como registrar a movimentação físico-financeira: Datas ENTRADAS SAÍDAS Qua Valores R$ Qua Valores R$ nt.00 SALDO Quant.00 30 30.00 r. - - - 10 20.00 200. Total Unit. etc.

000. o método tende a minimizar os lucros das operações. - - - 10 30.00 Total 400. poderia prejudicar as operações futuras da empresa.00 35.100. porque são debitados contra a receita os custos mais recentes de aquisições e não o custo total de reposição de todos os itens utilizados.050.00 400. 20. se colocada à disposição dos acionistas.00 35. O método UEPS não alcança a realização do objetivo básico. deus custos correntes em face da sua receita corrente.00 Outros Métodos • Custo de mercado na data de entrega para consumo – itens de estoque padronizados e comercializados em Bolsas de 22 . Total Unit.00 11/ma r.00 20.00 400.00 400. os seguintes resultados são obtidos: Datas ENTRADAS SAÍDAS Qua Valor Qua Valor nt.00 700.00 30.00 1. o estoque é avaliado em termos do nível de preço da época.00 - SALDO Quant. De acordo com o UEPS.uma importância que. 30 30.050.00 1. - - - 10 30.00 20. 20 30. em que o UEPS foi introduzido.00 600.00 1.00 900. As vantagens e desvantagens do método UEPS são: • É uma forma de se custear os itens consumidos de maneira • • • sistemática e realista.00 400. Aplicando-se o método UEPS aos dados do exemplo anterior. Valor Unit. Nas indústrias sujeitas a flutuações de preços. os preços maiores das compras mais recentes são apropriados mais rapidamente às produções reduzindo o lucro.00 300.00 300. nt.300.00 20.00 1.00 30. adequadamente.00 600. 0 29/ma r.00 400. ou não.00 20. Unit. Em períodos de alta de preços.00 1.00 1. Total EI 5/mar. O argumento mais generalizado em favor do UEPS é o de que procura determinar se a empresa apurou.0 r.00 900.450.00 20.00 20 20 30 50 20 20 40 20 20 30 50 20 20 40 17/mar.00 23/ma 30 35.

Assim. são.. apropriados à produção pelo preço de cotação na Bolsa na data de entrega para consumo. a administração será informada sobre os efeitos da variação dos preços nos lucros da empresa e sobre o valor de mercado corrente. CUSTEIO DE VENDAS Quando ocorre a saída dos produtos acabados. é o custo que se pode considerar como "amarrado" às unidades produzidas.Mercadorias. útil na área de planejamento e na de tomada de decisão. às vezes. café. que é. Um elemento-chave desse sistema é o valor de mercado (custo de reposição) dos itens de estoque. reflete o custo dos produtos vendidos ou reflete o custo das mercadorias vendidas (CMV) quando se tratar de operações comerciais. 1. quando o material é adquirido especificamente para ser aplicado na fabricação de 01 produto. CUSTEIO DA PRODUÇÃO O custo de produção é o custo associado às unidades produzidas. O objetivo principal do custo de reposição é determinar o custo de compra atual de um bem que pode estar no estoque há diversos meses. trigo cru. • Custo de mercado ou reposição – através de um sistema pelo qual os ganhos ou perdas. sejam registrados separadamente dos lucros operacionais. etc. sem dúvida. na avaliação de estoques. tais como algodão. 23 . através de uma determinada ordem de produção. CRITÉRIO DO PRÊÇO ESPECÍFICO Por este critério. atribui-se a cada unidade de estoque o preço efetivamente pago por ela. mais significativo. Só é possível aplicar este critério para materiais de fácil identificação física ou então nos casos em que o material é adquirido e aplicado integralmente na produção. o custo desse material será o valo pago pela sua aquisição sem maiores dificuldades. devendo prevalecer para fins de determinação inicial do preço de venda. 2. é através dele que transferimos valores das contas de produtos em processo de fabricação para as de produtos acabados. 3. Este procedimento substitui o custo de compra pelo custo de reposição e tem a virtude de apropriar os itens pelo custo corrente.

Osni Moura Editora Saraiva 24 .Bibliografia: Contabilidade de Custos Fácil Autor: Ribeiro.

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