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1º ANO | 3.

1-O HOMEM E O AMBIENTE | CONTEÚDOS


 Principais problemas ambientais relacionados com o ar, a água, os
resíduos e o ruído.
 A poluição e a saúde pública.
 As tecnologias verdes. Custos e benefícios.
 Novas fontes de energia e sua utilização.
 Relação entre a sociedade de consumo e s sociedade sustentável.
 Comportamentos favoráveis à preservação do ambiente.
 Protocolos e Convenções internacionais no domínio do ambiente e do
desenvolvimento sustentável.
25 horas

Planificação e sumários da Unidade 1


O HOMEM E O AMBIENTE
L3.Leitura e análise do texto:
"O cidadão sustentável"
L4.Apresentação e análise da 1ª parte
do documentário "Home"
L5.a Biodiversidade
O que é a biodiversidade?
Biodiversidade pode ser definida como a "variabilidade
entre os organismos vivos de todas as origens,
incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros
ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos
dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro
de cada espécie, entre as espécies e dos
ecossistemas".(Decreto Lei nº 21/93 de 21 de Junho, que
ratifica a Convenção da Biodiversidade)
» RCM nº 152/2001 de 11 Outubro, que aprova a
Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e 
Biodiversidade
"Parar a perda de biodiversidade é uma absoluta
prioridade para a UE e um objectivo essencial para a
Humanidade".
Stavros Dimas, Comissário Europeu do Ambiente. 
Por que razão é necessário proteger a biodiversidade?
A biodiversidade deve ser protegida devido:
• Ao seu valor intrínseco: a natureza está na base de
numerosas actividades recreativas, turísticas e culturais.
• Aos serviços ecossistémicos que presta: a natureza
fornece-nos os elementos necessários à nossa vida e
ao nosso bem-estar (alimentos, medicamentos, água, ar,
etc.). Existe um limite para a capacidade de
substituição, pelo engenho humano e pela tecnologia,
desses serviços naturais.
Quais as principais ameaças à Biodiversidade?
Para as taxas alarmantes de degradação de habitats e de
extinção de espécies, identificam-se as seguintes
ameaças à biodiversidade:
• Mudanças na utilização dos solos, que fragmentam,
degradam e destroem os habitats. Esta mudança de
afectação deve-se, principalmente, ao crescimento
demográfico e ao aumento do consumo por habitante,
dois factores que irão intensificar-se no futuro e gerar
maiores pressões.
• Alterações climáticas, que destroem certos habitats e
organismos, perturbam os ciclos de reprodução,
obrigam os organismos móveis a deslocar-se, etc.
• Outras pressões importantes são a sobre exploração
dos recursos biológicos; a difusão de espécies alóctones
invasivas; a poluição do ambiente natural e dos
habitats; a mundialização, que aumenta a pressão devida
ao comércio, e a má governação (incapacidade de
reconhecer o valor económico do capital natural e dos
serviços ecossistémicos).
A conservação da biodiversidade constitui um objectivo
fundamental da Estratégia da União Europeia em
favor do desenvolvimento sustentável e do Sexto
Programa Comunitário de Acção em matéria de
Ambiente.
Curiosidades
Dia Internacional da Biodiversidade - 22 de Maio
Um estudo publicado em 2004, na Nature, sobre os
possíveis impactes de um cenário de alterações
climáticas moderadas em 1.103 espécies de mamíferos,
aves, anfíbios, répteis, borboletas e outros
invertebrados, em 6 zonas ricas em termos de
biodiversidade, mostrou que 15 a 37% das espécies
poderão extinguir-se até 2050. Segundo um dos co-
autores (Lee Hannah), o "estudo mostra que as
alterações climáticas são a maior ameaça à
biodiversidade".
Em 2007 as comemorações internacionais do Dia
Mundial da Biodiversidade tiveram por tema
"A biodiversidade e as alterações climáticas" e em 2010
comemorar-se-á o Ano Internacional da
Biodiversidade. 

Fonte: Agência Portuguesa Ambiente

L6.O Ecossistema
O HOMEM E A BIOSFERA. O homem como ser vivo
faz parte da biosfera, interage com os outros
seres vivos mantendo relações ecológicas com eles,
algumas vezes de forma harmónica mas na maioria das
 outras vezes de forma desarmônica, com isso causando
constantes prejuízos para a vida da biosfera em
geral. Os seres vivos não domesticados dependem uns
dos outros nos ecossistemas e mantêm relações
específicas entre uns e outros e todos eles também
interagindo com o meio ambiente onde vivem, se o meio
ambiente desaparece para ceder lugar aos agro negócios
humanos todos aqueles seres vivos endémicos
daquela região, são extintos. O homem moderno e
civilizado é adaptado apenas para viver em sociedade e
dentro das cidades, ele consegue viajar e acampar
temporariamente em quase todos os lugares do planeta
mas, não consegue mais se adaptar à vida dos indígenas,
ficou impossível para o homem moderno voltar a
viver nú na natureza. Cada ser vivo tem um ambiente em
que se adapta melhor e se o ecossistema em que
ele vive for modificado pelo homem, a sobrevivência
desses seres vivos fica ameaçada porque eles são
dependentes desses ecossistemas que foram montados e
organizados em teias alimentares estabelecidas
durante milhões de gerações que fizeram a história da
evolução genética dessas espécies que vivem por
lá há milhões de anos, sendo por isso ecossistemas muito
complexos dos quais pouco sabemos como
funcionam realmente. Neste sentido, a UNESCO lançou,
em 1971, o programa internacional "O Homem
e a Biosfera" para incentivar a cooperação entre os países
no sentido de conhecer e encontrar formas de
evitar a degradação da biosfera.
L7.Apresentação da 2ª parte do
Doc."Home"
L8.A metropolização do planeta
“Água, molécula indispensável a vida e cada
vez mais escassa”.
A previsão dos cientistas refere que daqui a 25
anos, dois terços da população mundial estará
passando sede. A falta de água em quantidade e
qualidade é muito mais real e verdadeira do que se
imaginava.

Regionalmente, a piora na qualidade da água foi


registada em 10 das 22 bacias hidrográficas
paulistas e apenas quatro delas registaram
melhoria, enquanto que em 2003 outras oito
microbacias mantiveram seus índices semelhantes
à 2002.

Será que nossos filhos terão água potável para


beber e matar a sede de seus filhos? A resposta
dessa pergunta só depende de nós, através da
consciencialização do uso racional e sustentável da
água, pois apesar de não parecer esse bem é finito.

Trabalhos excelentes têm sido desenvolvidos no


sentido de preservar a nossa fonte maior de vida
que é a água, como o Programa Estadual de bacias
Hidrográficas desenvolvido pela Secretaria de
Agricultura, que inovou em acções, entre elas
temos o “Projecto Aprendendo com a Natureza”,
realizado com as crianças da quarta série do
ensino fundamental, ou a Campanha da
Fraternidade deste ano, de alcance nacional, ou
ainda os trabalhos de preparação desenvolvidos
pela UNESP Ilha Solteira que leva ao produtor rural
conhecimentos e instrumentos para uso adequado
da água, o que chamamos de manejo da irrigação.

L9.Ficha de trabalho nº1

L10|11.Apresentação e análise da 1ª
parte do documentário
L9.METROPOLIZAÇÃO DO
PLANETA
Lê atentamente o texto apresentado e responde com
objectividade ao questionário.

1. O que entendes por “metropolização do planeta”?

2. Qual a principal preocupação dos governos dos


últimos 50 anos, em relação ao aumento do número de
grandes aglomerados populacionais?

3. De 1950 a 2007 a percentagem de população a residir


em zonas urbanas mudou, explica a razão dessa
mudança.

4. Elabora um gráfico em que se possa observar essa


mudança.

5. Observando a figura da pág.56, em que se mostra as


grandes aglomerações do planeta, como se explica
este facto?

6. Observando o planisfério representado na pag, 56,


refere as cidades com mais população do planeta.

7. No início do século XX quais as cidade que se


observou um aumento extraordinário da sua população?
Explica este facto.

8. Explica o que se passou a partir da segunda metade do


século XX.
"Uma verdade inconveniente"

L12|13.Apresentação e análise da 2ª
parte do documentário
"Uma verdade inconveniente"

L14.O feito estufa


Efeito de estufa é um processo que ocorre
quando uma parte da radiação solar refletida
pela superfície terrestre é absorvida por
determinados gases presentes na atmosfera.
Como consequência disso, o calor fica retido,
não sendo libertado para o espaço. O efeito
estufa dentro de uma determinada faixa é de
vital importância pois, sem ele, a vida como
a conhecemos não poderia existir.

O que se pode tornar catastrófico é a


ocorrência de um agravamento do efeito
estufa que destabilize o equilíbrio energético
no planeta e origine um fenómeno conhecido
como aquecimento global. O IPCC (Painel
Intergovernamental para as Mudanças
Climáticas, estabelecido pelas Organização
das Nações Unidas e pela Organização
Meteorológica Mundial em 1988) no seu
relatório mais recente diz que a maior parte
deste aquecimento,observado durante os
últimos 50 anos, se deve muito
provavelmente a um aumento dos gases do
efeito estufa.

Os gases de estufa (dióxido de carbono


(CO2), metano (CH4), Óxido nitroso (N2O),
CFC´s (CFxClx)) absorvem alguma radiação
dos raios infravermelhos emitidos pela
superfície da Terra e radiam por sua vez
alguma da energia absorvida de volta para a
superfície. Como resultado, a superfície
recebe quase o dobro de energia da
atmosfera do que a que recebe do Sol e a
superfície fica cerca de 30 °C mais quente do
que estaria sem a presença dos gases «de
estufa».

Um dos piores gases é o metano, cerca de 20


vezes mais potente que o dióxido de
carbono,é produzido pela flatulência dos
ovinos e bovinos, sendo que a pecuária
representa 16% da poluição mundial.
Cientistas procuram a solução para esse
problema e estão desenvolvendo um remédio
para tentar resolver o caso. Na Nova
Zelândia pensou-se em cobrar-se taxas por
vaca, para compensar o efeito dos gases
emitidos.

L15.Ficha de trabalho Nº2


O QUE SIGNIFICA O EFEITO DE
ESTUFA
Lê atentamente o texto apresentado e responde com
objectividade ao questionário.

1. O que entendes por “Efeito de Estufa”.


2. Explica as causas e consequências das alterações da
temperatura da Terra desde o ano 1000 até 2100.

3. Quais as principais consequências do degelo


(derretimento das neves)?

4. Observando as figuras da pagina 58, a que conclusão


chegamos?

5. O que é o Protocolo de Quioto?

6.Quais o riscos causados pela desflorestação tropical?

L16.Apresentação da 1ª parte do
documentário "a 11ª Hora"
L17.Análise do conteúdo: o
aquecimento global.
O aquecimento global é o aumento da
temperatura terrestre (não só numa zona
específica, mas em todo o planeta) e tem
preocupado a comunidade científica cada vez
mais. Acredita-se que seja devido ao uso de
combustíveis fósseis e outros processos em
nível industrial, que levam à acumulação na
atmosfera de gases propícios ao Efeito
Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o
Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Há muitas décadas que se sabe da
capacidade que o Dióxido de Carbono tem
para reter a radiação infravermelha do Sol na
atmosfera, estabilizando assim a
temperatura terrestre por meio do Efeito
Estufa, mas, ao que parece, isto em nada
preocupou a humanidade que continuou a
produzir enormes quantidades deste e de
outros gases de Efeito Estufa.
A grande preocupação é se os elevados
índices de Dióxido de Carbono que se têm
medido desde o século passado, e tendem a
aumentar, podem vir a provocar um aumento
na temperatura terrestre suficiente para
trazer graves consequências à escala global,
pondo em risco a sobrevivência dos seus
habitantes.
Na realidade, desde 1850 temos assistido a
um aumento gradual da temperatura global,
algo que pode também ser causado pela
flutuação natural desta grandeza. Tais
flutuações têm ocorrido naturalmente
durante várias dezenas de milhões de anos
ou, por vezes, mais bruscamente, em
décadas. Estes fenómenos naturais bastante
complexos e imprevisíveis podem ser a
explicação para as alterações climáticas que
a Terra tem sofrido, mas também é possível
e mais provável que estas mudanças estejam
sendo provocadas pelo aumento do Efeito
Estufa, devido basicamente à actividade
humana.
L18.Apresentação da 2ª parte do
documentário "a 11ª Hora"

L19.Análise do conteúdo: o degelo


L20.Ficha de trabalho nº 3
 

3.1-O HOMEM E O AMBIENTE

1.BIODIVERSIDADE.é
2.Comente a frase:

“A espécie humana depende da biodiversidade para a


sua sobrevivência”

3.Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos


genes, espécies e ecossistemas de uma região". 
Esta definição unifica os três níveis tradicionais de
diversidade entre seres vivos:

 Diversidade Genética
 Diversidade de Espécies
 Diversidade de Ecossistemas

4.ECOSSISTEMA.é

5.A base de um ecossistema são

alimentar, destacam-se:

7. BIOSFERA é

Em 1995, a Comissão para o desenvolvimento


sustentável das Nações Unidas aprovou um conjunto de 
indicadores de desenvolvimento sustentável, com o
intuito de servirem como referência para os países 
em desenvolvimento ou revisão de indicadores nacionais
de desenvolvimento sustentável, tendo sido 
aprovados em 1996, e revistos em 2001 e 2007. O quadro
actual contém 14 temas, que são ligeiramente
modificados a partir da edição anterior:

9. Quais as três componentes do Desenvolvimento


sustentável?10.O PROTOCOLO DE Quioto é...
L21|22.Preparação para o teste de
avaliação
PREPARAÇÃO PARA O TESTE DE AVALIAÇÃO 
DO MUNDO ACTUAL
MÓDULO1 : O HOMEM  E O AMBIENTE – 25
HORAS
1.    A  biodiversidade é:
2.    Um ecossistema é:
3.    A biosfera é:
4.    O efeito estufa é:
5.    Ecologia é:
Em que consiste o Protocolo de Quioto? 
Refira quais as causas de poluição do solo, água e do ar?
Refira as acções que se podem concretizar para diminuir
estas causas
Escreva o titulo dos três documentários e refira os seus
aspectos mais interessantes.

L23|24.Teste de avaliação
L25.Entrega e correcção do teste de
avaliação.  
auto avaliação
O HOMEM E A BIOSFERAO homem como ser vivo faz parte da biosfera,
interage com os outros seres vivos mantendo relações ecológicas com eles,
algumas vezes de forma harmónica mas na maioria das outras vezes de
forma desarmônica, com isso causando constantes prejuízos para a vida da
biosfera em geral. Os seres vivos não domesticados dependem uns dos
outros nos ecossistemas e mantêm relações específicas entre uns e outros e
todos eles também interagindo com o meio ambiente onde vivem, se o
meio ambiente desaparece para ceder lugar aos agro negócios humanos
todos aqueles seres vivos endémicos daquela região, são extintos. O
homem moderno e civilizado é adaptado apenas para viver em sociedade e
dentro das cidades, ele consegue viajar e acampar temporariamente em
quase todos os lugares do planeta mas, não consegue mais se adaptar à
vida dos indígenas, ficou impossível para o homem moderno voltar a viver
nú na natureza. Cada ser vivo tem um ambiente em que se adapta melhor
e se o ecossistema em que ele vive for modificado pelo homem, a
sobrevivência desses seres vivos fica ameaçada porque eles são
dependentes desses ecossistemas que foram montados e organizados em
teias alimentares estabelecidas durante milhões de gerações que fizeram a
história da evolução genética dessas espécies que vivem por lá há milhões
de anos, sendo por isso ecossistemas muito complexos dos quais pouco
sabemos como funcionam realmente. Neste sentido, a UNESCO lançou, em
1971, o programa internacional "O Homem e a Biosfera" para incentivar a
cooperação entre os países no sentido de conhecer e encontrar formas de
evitar a degradação da biosfera.

A DEGRADAÇÃO DA BIOSFERA
Com o avanço da ocupação humana sobre os mais diversos ecossistemas,
várias têm sido as formas de impacto sobre o equilíbrio ecológico. Os seres
vivos e o meio ambiente estabelecem uma interacção dinâmica, porém
frágil. O grande dilema das sociedades modernas é conciliar o
desenvolvimento tecnológico e a carência cada vez maior de recursos
naturais com o equilíbrio da natureza.
A tentativa de conciliação ou harmonização começou a ser intensificada na
década de 1980, quando se tornaram muito mais visíveis e preocupantes
várias consequências da profunda interferência do homem na paisagem: o
efeito estufa, as chuvas ácidas, as ilhas de calor nas cidades, o buraco de
ozono, a poluição dos oceanos, a grande extensão dos desmatamentos e
extinção de espécies animais, o rápido esgotamento dos
Indicadores de desenvolvimento sustentável
Em 1995, a Comissão para o desenvolvimento sustentável das Nações
Unidas aprovou um conjunto de indicadores de desenvolvimento
sustentável, com o intuito de servirem como referência para os países em
desenvolvimento ou revisão de indicadores nacionais de desenvolvimento
sustentável, tendo sido aprovados em 1996, e revistos em 2001 e 2007.
O quadro actual contém 14 temas, que são ligeiramente modificados a
partir da edição anterior:
Pobreza
Perigos naturais
O desenvolvimento económico
Governação Ambiental
Estabelecer uma parceria global económica
Saúde
Terra
Padrões de consumo e produção
Educação
Os oceanos, mares e costas
Demografia
Água potável, Escassez de água e Recursos hídricos
Biodiversidade

Cada um destes temas encontra-se dividido em diversos sub-temas,


indicadores padrão e outros indicadores.
Além das Nações Unidas, outras entidades elaboram ainda outros modelos
de indicadores, como no caso da Comissão Europeia, da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Global Environment
Outlook (GEO).
As três componentes do Desenvolvimento sustentável
Sustentabilidade ambiental
A sustentabilidade ambiental consiste na manutenção das funções e
componentes do ecossistema, de modo sustentável, podendo igualmente
designar-se como a capacidade que o ambiente natural tem de manter as
condições de vida para as pessoas e para outras espécies e a qualidade de
vida para as pessoas, tendo em conta a habitabilidade, a beleza do
ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis.
As Nações Unidas, através do sétimo ponto das Metas de desenvolvimento
do milénio procura garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental,
através de quatro objectivos principais:
1. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e
programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
2. Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade.
3. Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água
potável e saneamento básico.
4. Alcançar, até 2020 uma melhoria significativa em pelo menos cem
milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza.
Sustentabilidade económica
A sustentabilidade económica, enquadrada no âmbito do desenvolvimento
sustentável é um conjunto de medidas e politicas que visam a incorporação
de preocupações e conceitos ambientais e sociais. Aos conceitos tradicionais
de mais valias económicas são adicionados como factores a ter em conta,
os parâmetros ambientais e socioeconómicos, criando assim uma
interligação entre os vários sectores. Assim, o lucro não é somente medido
na sua vertente financeira, mas igualmente na vertente ambiental e social,
o que potencia um uso mais correcto quer das matérias primas, como dos
recursos humanos. Há ainda a incorporação da gestão mais eficiente dos
recursos naturais, sejam eles minerais, matéria prima como madeira ou
ainda energéticos, de forma a garantir uma exploração sustentável dos
mesmos, ou seja, a sua exploração sem colocar em causa o seu
esgotamento, sendo introduzidos elementos como nível óptimo de poluição
ou as externalidades ambientais, acrescentando aos elementos naturais um
valor económico.
Sustentabilidade sócio-politica
A sustentabilidade sócio-politica centra-se no equilíbrio social, quer na sua
vertente de desenvolvimento social, como sócio-económica. É um veiculo de
humanização da economia, ao mesmo tempo que pretende desenvolver o
tecido social, nas suas componentes humana e cultural.
Neste sentido, foram desenvolvidos dois grandes planos: a agenda 21 e as
metas de desenvolvimento do milénio.
A Agenda 21 é um plano global de acção a ser tomada a nível global,
nacional e local, por organizações das Nações Unidas, governos, e grupos
locais, nas diversas áreas onde se verificam impactes significativos no
ambiente. Em termos práticos, é a mais ambiciosa e abrangente tentativa
de criação de um novo padrão para o desenvolvimento do século XXI, tendo
por base os conceitos de desenvolvimento sustentável.
As Metas de Desenvolvimento do Milénio (MDM) surgem da Declaração do
Milénio das Nações Unidas, adoptada pelos 191 estados membros no dia 8
de Setembro de 2000. Criada em um esforço para sintetizar acordos
internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos
1990 relativos ao meio-ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres,
desenvolvimento social, racismo, entre outras, a Declaração traz uma série
de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundo
os indicadores quantitativos que os acompanham, deverão melhorar o
destino da humanidade neste século. Esta declaração menciona que os
governos "não economizariam esforços para libertar nossos homens,
mulheres e crianças das condições abjectas e desumanas da pobreza
extrema", tentando reduzir os níveis de pobreza, iliteracia e promovendo o
bem estar social. Estes projectos são monitorizados com recurso ao Índice
de Desenvolvimento Humano, que é uma medida comparativa que engloba
três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida.
A Degradação das Florestas
A degradação ambiental pode ser das formações vegetais, como a
destruição das florestas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil 61%
das terras que hoje pertencem ao nosso país eram cobertos por matas. No
Brasil, a preservação ambiental ocupa um espaço cada vez maior nos meios
de comunicação que veiculam quase diariamente materiais de
esclarecimento, alerta e denúncia sobre o assunto. Vários movimentos
organizados, como o "S.O.S Mata Atlântica" trabalham em prol da defesa
das florestas brasileiras. Quando há o rompimento do equilíbrio natural (o
desmatamento das florestas) rompem-se a relação vegetação/solo que
possibilita o desenvolvimento da vida vegetal e animal.
A Degradação dos Ecossistemas Marinhos
Além de reunir ecossistemas riquíssimos, os oceanos funcionam como fonte
de alimento e de trabalho para milhares de pessoas em todo o mundo. Um
dos principais problemas que atinge os ecossistemas próximos ao litoral,
como os pântanos, é a grande concentração populacional ao longo da costa
em vários países. No caso dos recifes de coral, sua destruição é provocada
pela exploração de mergulhadores, que retiram material para coleccionar e
vender, mas, principalmente, pela poluição das águas dos próprios oceanos.
Outro fenómeno recente é o branqueamento dos corais, que é atribuído ao
aquecimento global. Mais de 80% da poluição oceânica vem do continente,
trazida pelos rios, chuvas e ventos. Entre os principais poluentes, estão:
agro tóxicos utilizados em plantações; plásticos, latas, metais, madeiras,
resíduos industriais como metais pesados (chumbo, mercúrio, cobre,
estanho); esgotos lançados sem tratamento, principalmente em países mais
pobres e povoados do Terceiro Mundo. Mas também há contaminação
devida às actividades humanas no mar: óleo e petróleo derramado devido a
acidentes com navios-tanques e emissários submarinos, lixo radiactivo
depositado por alguns países no fundo do mar e materiais de pesca. Muitos
desses poluentes trazem consequências devastadoras para a cadeia
alimentar marinha. Peixes e outros animais contaminam-se com pesticidas,
resíduos industriais, o que é repassado adiante para outros animais da
cadeia, de maneira que o próprio homem acaba ingerindo peixes e mariscos
contaminados. O esgoto e o escoamento da área cultivada levam às águas
oceânicas grande quantidades de nitrogénio e fósforo presente em
detergentes e fertilizantes. Esses elementos aumentam a quantidade de
algas principalmente nas regiões costeiras. Seu grande crescimento diminui
o nível de oxigénio da água, sufocando as demais espécies.

O PROTOCOLO DE QUIOTO
O Protocolo de Quioto é consequência de uma série de eventos iniciada com
a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (Outubro de
1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em Sundsvall, Suécia
(agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações
Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês) na
ECO-92 no Rio de Janeiro, Brasil (Junho de 1992). Também reforça seções
da CQNUMC.
Desde meados da década de 1980 se discutem mudanças climáticas globais
na esfera internacional. Tal processo resultou na realização da Conferência
das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD,
realizada no Rio de Janeiro em 1992, que gerou, entre outros documentos,
a Convenção Quadro de Mudanças Climáticas - CMC. Passados cinco anos,
houve o estabelecimento do Protocolo de Kyoto – PK - que, diferente da
Convenção, estabeleceu normas mais claras sobre a redução de emissões
de gases de efeito estuda e metas a serem atingidas por países que
emitiram mais gases no passado, arrolados no Anexo I. O objectivo desse
texto é analisar as políticas públicas federais em curso referentes à
mitigação das mudanças climáticas no país. Para tal, ele está baseada em
análise de documentação oficial. São analisadas políticas anteriores e
posteriores à adopção da CMC no Brasil. Palavras-chave: políticas públicas,
mudanças climáticas, Brasil, Protocolo de Quioto.
Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos
mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito
estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas,
como causa antropogênicas do aquecimento global.
Discutido e negociado em Quioto no Japão em 1997, foi aberto para
assinaturas em 11 de Dezembro de 1997 e ratificado em 15 de Março de
1999. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55% dos países,
que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, assim entrou em
vigor em 16 de Fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em
Novembro de 2004.
As metas de redução não são homogéneas a todos os países, colocando
níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases. Países em
franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não
receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.
A redução dessas emissões deverá acontecer em várias actividades
económicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre
si, através de algumas acções básicas:
 Reformar os sectores de energia e transportes;
 Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
 Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins
da Convenção;
 Limitar as emissões de metano na gestão de resíduos e dos sistemas
energéticos;
 Proteger florestas.
Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que a
temperatura global reduza entre 1,4°C e 5,8 °C até 2100, entretanto, isto
dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há
comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de
redução de 5% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a
mitigação do aquecimento global.

O aumento das emissões dos países em


desenvolvimento
Um dos factores alegados pelos Estados Unidos para a não ratificação do
Protocolo de Quioto foi a inexistência de metas obrigatórias de redução das
emissões de gás carbónico para os países em desenvolvimento.
Apesar de não serem obrigados a cumprir metas de redução, tais países já
respondem por quase 52% das emissões de CO² mundiais e por 73% do
aumento das emissões em 2004. Segundo a Agência de Avaliação
Ambiental da Holanda, em 2006, a China, um país em desenvolvimento,
ultrapassou em 8% o volume de gás carbónico emitido pelos EUA,
tornando-se o maior emissor desse gás no mundo, emitindo, sozinha, quase
um quarto do total mundial, mais do que toda a UE.
Um dos motivos dessa escalada das emissões chinesas é a queima do
carvão mineral, que responde por cerca de 68,4% da produção de energia
na China. Segundo relatório da AIE, 40,5% das emissões mundiais do CO²
são provenientes da queima desse mineral, sendo este considerado o maior
contribuidor para o aquecimento global.
O consumo de carvão mineral em 2006 na China saltou 8,7%, quase o
dobro do aumento mundial; paralelamente, o consumo de energia eléctrica
teve uma elevação de 8,4% nesse país, e seu PIB aumentou 10,7%. Logo,
o crescimento vertiginoso da economia chinesa gera pressão pelo aumento
da produção de energia, que deve acompanhar rapidamente a crescente
demanda, já que apagões parciais viraram rotina em algumas cidades
chinesas, tamanho o consumo de electricidade. Esse país se tornará até
2010 o maior consumidor de energia do mundo. Para suprir a demanda há,
actualmente, cerca de 560 centrais termoeléctricas em construção no
território chinês.
Em 2007, quase duas novas termoeléctricas eram inauguradas por semana,
então, a tendência é um crescimento continuado do consumo de carvão
mineral, bem como das emissões de CO² na China, algo também verificado
na Índia. Esses dois países juntos responderão por 45% do aumento
mundial da demanda por energia até 2030. Tal aumento pode significar
uma elevação em 57% das emissões mundiais de gás carbónico no mesmo
período. Assim, os actuais 27 bilhões de toneladas de CO² lançadas
anualmente na atmosfera passariam para 42 bilhões em 2030.
Frente ao rápido crescimento económico de economias emergentes, cuja
matriz energética é extremamente dependente da queima de combustívei
fósseis, em especial do carvão mineral, o aumento nas emissões de gás
carbónico parece inevitável para as próximas décadas, frustrando
possivelmente as pretensões do Protocolo de Quioto.

DEPOIS DE 2012
O protocolo de Quioto expira em 2012, e já há o compromisso da ONU e de
alguns governos para o delineamento de um novo acordo ou o que é mais
provável de uma emenda no Protocolo de Quioto, que estabeleceria novas
metas a serem cumpridas após 2012. As discussões começaram em 16 de
Fevereiro de 2008 em Washington, os chefes de estado do Canadá, França,
Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, China,
Índia, México e África do Sul concordaram em princípio sobre o esboço de
um sucessor para o Protocolo de Quioto. Eles discutiram, em especial, a
criação de um limite máximo para o comércio dos créditos de carbono, bem
como a aplicação de metas de redução das emissões de CO 2 aos países em
desenvolvimento, e se propuseram a delinear tal esboço até o término de
2009.
Em 7 de Junho de 2007, os líderes na 33ª reunião do G8, afirmaram que as
nações do G8 visam reduzir, pelo menos, para metade as emissões globais
de CO2 até 2050. Os detalhes que possibilitariam cumprir tal meta de
redução seriam negociados pelos ministros do meio ambiente dos países do
G8 dentro da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas
(UNFCCC), em um processo que poderia também incluir as grandes
economias emergentes.
Uma rodada de conversações sobre as alterações climáticas, sob os
auspícios da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas
(UNFCCC) (Viena, encontro sobre mudanças climáticas, 2007), foi celebrada
em 31 Agosto 2007 com o acordo sobre os principais elementos para uma
eficaz resposta internacional às alterações climáticas, o Mapa do Caminho
(roteiro de negociações que nortearam tal convenção), não propunha um
novo protocolo para substituir o de Quioto, já que o mesmo exigiria uma
nova rodada de ratificações que poderia perdurar por anos como foi o caso
do Protocolo de Quioto (que só entrou em vigor após ser ratificado por uma
quantidade de países que perfaziam 55% das emissões mundiais de CO2,
tendo decorrido da abertura para às adesões até sua entrada em vigor mais
de sete anos), mas sim um segundo período em vigor do protocolo, com
novas metas a serem definidas.
Uma característica chave das conversações foi um relatório das Nações
Unidas que mostrou como a eficiência energética poderia trazer
significativas reduções nas emissões de baixo custo.
As conversações tinham por objectivo definir o cenário para uma grande
reunião internacional que se realizou no Bali, Indonésia, em 3 de Dezembro
de 2007.
A Conferência de 2008 foi realizada em Dezembro, em Postam, Polónia. Um
dos principais tópicos sobre esta reunião foi a discussão de uma possível
implementação do "desmatamento evitado", também conhecido como
redução das emissões de desmatamento e degradação florestal (REDD), o
que tange a adopção de um sistema de créditos de carbono concedidos à
projectos que evitem a desflorestação, já que o "desmatamento evitado" é
suposto servir como medida de redução das emissões de CO 2 posto que as
florestas são importantes fontes de absorção de gás carbónico e que o
desmatamento por meio de queimadas é o principal factor de emissões em
alguns países em desenvolvimento.
A Conferência de 2009 foi sediada em Copenhague durando de 7 a 18 de
Dezembro, e após grandes divergências entre os países ricos e o grupo dos
países em desenvolvimento acerca de temas como metas de redução de
emissão de gases do efeito estufa e contribuição para um possível "fundo
climático", terminou sem que se atingisse um acordo definitivo, que será
discutido na próxima conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP
16, a ser realizada no México em Dezembro de 2010.No dia 24 de Outubro
de 2009, celebrado como Dia Internacional da Acção Climática, milhares de
pessoas em 180 países, manifestaram-se pela diminuição dos níveis de
CO2 na atmosfera. Estas manifestações foram convocadas por uma ONG
chamada 350.org, que advoga que os níveis de CO2 devem baixar dos
valores de 385-389, existentes nessa altura, para um valor seguro de 350
ppm. Para esse efeito, grupos de pessoas sentaram-se no chão, em
cidades, campos de neve e no fundo do oceano, junto à Grande Barreira de
Coral, formando os algarismos 350

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