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1 INTRODUÇÃO

Para Carvalho (2009), o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar (Saccharum Officinarum) com grandes perspectivas de futuramente se expandir ainda mais com a utilização do etanol como combustível alternativo aos combustíveis fosseis. Esta cultura é importante, seja no aspecto social como no econômico, pois da sua industrialização são obtidos o açúcar e o etanol, entre outros como geração de energia a partir do bagaço, sendo o açúcar o principal produto brasileiro, e o seu cultivo é uma das maiores fontes de emprego por unidade de superfície, comparado com outras atividades agrícolas. A produtividade da cana-de-açúcar é regulada por diversos fatores de produção, dos quais se destacam: planta (variedades), solo (propriedades físicas, químicas e biológicas), clima (umidade, temperatura e insolação), praticas culturais (controle de erosão, plantio, descompactação do solo, adubação, controle de pragas doenças e plantas daninhas), etc. A adubação representa a maior parte dos custos de produção da cana-de-açúcar devendo então ser meticulosamente estudada para que desta forma possa ser administrada de forma eficiente e proveitosa. Com o aumento no preço do açúcar na safra 2009/2010, tornou-se mais rentável produzir o açúcar. As empresas que tem sua planta tanto para produzir etanol como açúcar priorizou a produção de açúcar. Na tabela 1 abaixo nos mostra a projeção para a produção sucroalcooleira no Brasil:

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Tabela 1: Projeção para a produção sucroalcooleira - Brasil

Fonte: ÚNICA, 2008.

Tabela 2: Produção brasileira de Cana, açúcar e etanol.
POSIÇÃO ACUMULADA SAFRA 2009/2010 Etanol Anidrido Etanol Hidratado Etanol total Açúcar (m³) (m³) (m³) (ton) 198.669 1.582.064 1.780.733 1.658.735 780.064 3.910.962 4.691.026 4.971.292 1.499.903 6.538.534 8.038.437 8.853.030 2.359.024 8.319.215 10.678.239 13.140.781 3.271.350 10.736.382 14.007.732 17.360.081 4.090.311 12.817.757 16.908.068 21.387.332 5.087.874 14.806.379 19.894.253 25.751.293 6.086.801 16.637.471 22.724.272 29.979.549 6.604.919 17.928.313 24.533.232 32.438.525 6.761.472 18.358.250 25.119.722 32.462.077 Cana-de-açúcar (ton) 31.226.572 108.344.997 177.066.693 248.744.850 322.552.117 385.600.789 459.686.107 531.221.817 573.560.303 587.732.263

1/5/2009 1/6/2009 1/7/2009 1/8/2009 1/9/2009 1/10/2009 1/11/2009 1/12/2009 1/1/2010 1/2/2010

Fonte: AGRICULTURA, 2010. A Cana de Açúcar é originária do sudeste da Ásia, onde é cultivada desde épocas remotas, a exploração canavieira assentou-se, no início, sobre a espécie Saccharum Officinarum. O surgimento de várias doenças e de uma tecnologia mais avançada exigiu a criação de novas variedades, as quais foram obtidas pelo cruzamento da S. officinarum com as outras quatro espécies do gênero Saccharum e, posteriormente, através de re-cruzamentos com as ascendentes. É uma planta da família Poaceae, representada pelo milho, sorgo, arroz e muitas outras gramineas. As principais características dessa família são a forma da inflorescência (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com lâminas de sílica em suas bordas e bainha aberta. A importância da cana de açúcar pode ser atribuída à sua múltipla utilização,

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podendo ser empregada “in natura”, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e etanol (RIBEIRO, 2009). Sob o ponto de vista tecnológico, a cana de açúcar compõe-se de fibra e caldo. O caldo que se extrai da cana, é a matéria prima da indústria açucareira, e tem composição variável. Para se ter idéia desta composição, o caldo extraído de uma cana sadia tem as características da figura 1 abaixo:
Não açúcares 1 – 2,5% Sólidos Solúveis 18 - 25% Fibra 10 – 16%

Açúcares 15,5 - 24%

Celulose Pentosanas

Sacarose 14,5 - 24%

Liguina

Frutose 0,0 – 0,5%

Água 75 – 82%

Glicose 0,2 – 1,0% Caldo 84 – 90%

Figura 1: Composição da cana de açúcar. Fonte: http://www.ebah.com.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doca17225.html. 1.1 SACAROSE É o açúcar contido nos vegetais, encontrado em maior volume na cana-de-açúcar ou na beterraba. É um dissacarídeo produzido pela condensação de glicose e frutose, e sua fórmula química é C₁₁ H₂₂ O₁₁ (peso molecular 342,30g). Pode ser determinada por meio de um sacarímetro, utilizando métodos analíticos ou pela polarização direta, já que a diferença entre pol

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e sacarose não se tem em conta (RIBEIRO, 1999). Veja na figura 2 abaixo a estrutura e a configuração da sacarose:

Figura 2: Estrutura da sacarose. Fonte: RIBEIRO, 1999.

1.1.1 Formação da Sacarose

A fotossíntese é o processo pela qual as plantas clorofiladas convertem anidrido carbônico do ar e da água em material orgânico com ajuda da energia luminosa como indica a reação abaixo.

CO₂ + H₂O

——−—−—−—→
CLOROFILA

CH₂O + O₂

Nesta equação, os elementos carbono e água são convertidos em açucares e oxigênio molecular, onde o oxigênio produzido é um subproduto de grande importância para o desenvolvimento da vida na terra. Os fatores que controlam a fotossíntese são: a intensidade luminosa, a concentração de CO₂ no ar e a temperatura.

ainda. → Ocorre inversão de Sacarose para Glicose e Frutose.2 Inversão da Sacarose Segundo Ribeiro (1999). → Perdas consideráveis de produção (sacarose). → Causada pela ação de Fungos e Bactérias. e causa perda de sacarose. http://www. Fator determinante: → Tempo entre corte e processamento. Pode-se.ebah.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e- 1. a sacarose hidrolisa-se com facilidade em soluções ácidas a velocidades que aumentam notavelmente com o aumento da temperatura e diminuição do pH.html. Figura 3: Inversão da sacarose.2 MATURAÇÃO DA CANA DE AÇÚCAR O processo pode ser definido como o processo fisiológico que envolve a formação de açúcares nas folhas e seu deslocamento e armazenamento no colmo. definir a maturação da cana sob três aspectos: . Fonte: preparacao-doc-a17225.1.com.12 1. Esta reação hidrolítica é denominada de Inversão.

2009). O armazenamento e a translocação (transporte através da água) do açúcar se processa aos poucos. Estas condições forçam a planta a parar seu crescimento e amadurecer. 1. Da mesma forma.2.3 Econômico Quando a cana atinge o teor mínimo de sacarose de 13% do peso do colmo. a translocação e o armazenamento dos açúcares na planta. necessário para que possa ser viável industrialmente. A farta quantidade de nitrogênio existente na época da colheita leva ao baixo conteúdo de sacarose da planta. Os maturadores químicos são produtos químicos que induzem o amadurecimento de plantas. São utilizados para antecipar e aperfeiçoar o planejamento da colheita (RIBEIRO. Na reprodução por toletes. O uso excessivo de fertilizantes favorece intensamente o crescimento vegetativo da planta. O acúmulo máximo de sacarose ocorre quando a planta encontra condições que restringem seu crescimento (deficiência hídrica. a maturação é considerada quando as gemas estão em condições de dar origem a novas plantas. 1. falta de nutrientes e condições adversas de clima). a água em abundância durante todo o ciclo da cana prejudica sua maturação. .13 1.1 Botânico A cana só é considerada madura após a emissão de flores e a formação de sementes.2. assim.2. o que atrasa sua maturação. desde os primeiros meses de crescimento da cana-de-açúcar até o completo desenvolvimento de seus colmos.2 Fisiológico A maturação ocorre quando o colmo atinge seu máximo armazenamento de açúcar (sacarose). causando.

00 Estágio de Maturação Cana Verde Cana em maturação Cana madura Cana em declínio de maturação Fonte: doc-a17225. 2009). IM = Brix da ponta do colmo Brix da base do colmo Admitem-se para a cana-de-açúcar. os seguintes estágios de maturação: Eq. A planta imatura apresenta uma grande diferença nos teores de sacarose entre os extremos de seus colmos. que está ligado ao teor de sacarose da cana-de-açúcar. A maturação da cana-de-açúcar se dá da base do colmo ao seu ápice.com.4 Determinação do Estágio de Maturação Para determinar se a cana-de-açúcar encontra-se no ponto de maturação utiliza-se o refratômetro de campo.ebah.14 1. é feita uma análise laboratorial.00 > 1.(1) Tabela 3: Índice de Maturação. aparelho que fornece a porcentagem de sólidos solúveis do caldo (chamado de Brix).br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao- . abaixo (RIBEIRO.6 – 0.6 0.85 0. conforme a fórmula. IM < 0. o critério utilizado para estimar a maturação pelo refratômetro de campo é o índice de maturação (IM).html. Após esta medição. http://www. Portanto.2. que fornece a relação entre os dois teores.85 – 1.

já que apenas o corte mecânico viabiliza a colheita sem queima prévia. No caso do corte manual.15 1. A mecanização total ou parcial se apresenta atualmente como a única opção para a colheita da cana.3 COLHEITA Após atingir o ponto adequado de maturação. a cana-de-açúcar é colhida manual (necessita da queima) ou mecanizada (RIBEIRO. 2009). do ponto de vista legal e ambiental. 1999). a colheita sem queima prévia acarreta restrições ergonômicas e econômicas que inviabilizam a operação. tanto do ponto de vista ergonômico quanto econômico e. Atualmente esta concepção da colheita está sofrendo modificações em função de restrições legais e ambientais ao processo de queima. . tais como geração de energia e cobertura vegetal para agricultura convencional ou orgânica (RIBEIRO. o que por sua vez viabiliza o aproveitamento do palhiço. juntamente com a entrada em foco do aproveitamento do palhiço para aplicações. não consolidadas ainda comercialmente. principalmente.

bem como o bom funcionamento de todo o processo em si. . com isso aprender todos os princípios técnicos e analíticos utilizados na indústria de açúcar e etanol para determinação da qualidade da matéria prima (cana de açúcar).16 2 OBJETIVO Buscar conhecimentos práticos para melhorar minha formação profissional e pessoal. Colocar em prática toda a teoria que me foi passada por esta conceituada Universidade.

por intermédio de diversos programas de educação e cultura.000 sacos). que permitiria produzir apenas para o mercado interno.17 3 HISTÓRICO DA EMPRESA O Grupo Colorado. Em 1980 e 1981. Seus números impressionam. montou-se uma destilaria autônoma e em 1982 realizou-se a primeira safra moendo 315. com equipamentos usados. produção de 160.000 ton de cana/safra e substituiu-se a fabrica de açúcar existente. Se olharmos o seu conjunto de atividades. produzindo 19. está entre os maiores grupos econômicos brasileiros do setor agroindustrial.346. por questões de qualidade. atua na produção de açúcar. gerar empregos e renda para milhares de pessoas. montou-se uma fabrica de açúcar para 55. Para safra 97/98.500 ton de açúcar (3. Suas empresas têm participação destacadas em todos os mercados do interior do Estado de São Paulo.200. veremos um conglomerado de energia.730. alimentação e máquinas agrícolas. Até a safra 09/10.000 ton (crescimento de 88.100. transporte. ao completar 41 anos.738 toneladas de cana. obteve-se de 3. Seus números impressionam: . o Grupo Colorado tem dedicado recursos para a melhoria de vida das comunidades onde atua. Fiel à sua elevada consciência social e ambiental.000 litros de álcool. mas todos têm um só sentido: produzir desenvolvimento. etanol e energia elétrica.2% em 16 anos). Na safra de 91/92.000 sacos/safra. saúde e meio ambiente.500 m³ de álcool hidratado e anidro e 186. Em 1993 inicio-se a ampliação do parque industrial. A Usina Colorado é uma das maiores empresas do Grupo. para a moagem de até 3. por uma totalmente automatizada que permitiu produzir açúcar de alta qualidade e credenciado para os mercados externos de maior exigência.

. 2010). Com capacidade para produzir por safra: .18 Esmaga 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.350 mil MWh de energia. .320 milhões de litros de etanol.500 mil toneladas de açúcar. O grupo emprega 4.000 pessoas permanentes e 1. Cultiva 80 milhões de hectares de cana-de-açúcar. .700 sazonais (COLORADO.

à cana-de-açúcar é pesada obtendo o peso bruto. sendo um dado muito importante durante todo o processo de fabricação de açúcar e álcool. deverão ser coletadas pelo menos três amostras em pontos aleatórios definidos por sorteio informatizado. As amostragens podem ser feitas por sonda mecânica horizontal ou sonda oblíqua.19 4 DESCRIÇÕES DO PROCESSO 4. Controle do pagamento de fornecedores Eq. contaminação bacteriana.2 Amostragem Esta etapa serve para avaliação da qualidade da matéria-prima que será processada. 4. deve ser transportada e industrializada o mais rápido possível.1 Pesagem Na usina. evitando assim possíveis perdas de sacarose (inversão da sacarose). Controle Industrial . após descarregar o veículo transportador é pesado novamente obtendo o peso tara. (2) 4. não podendo haver coincidência nos alinhamentos . por esse fator uma vez cortado ou colhido. entre outros.1. para que possa obter o peso real de cana-de-açúcar que será processada na indústria. Controle Agrícola . Controle do pagamento da matéria prima . Quando se tratar de sonda horizontal. Peso real = Peso bruto – Peso tara Objetivos: .1 RECEPCÃO DA CANA DE AÇÚCAR A cana-de-açúcar é um produto deteriorável. Controle do pagamento do transporte .1.

quanto para descarga direta na mesa alimentadora da moenda. Quando se tratar de sonda oblíqua. . 4. por ser mais prático e rápido e não necessitar de maiores unidades transportadoras. Os principais tipos de descarregamento são: → Descarregamento com rede: os cabos de aço são passados sob a carga e fixados em uma das laterais forrando o fundo da caixa. da cana transportada (inteira ou picada). chuvas. prevendo eventuais falhas no sistema. homogeneizadas e encaminhadas para análise. Além disso.20 vertical e horizontal. → Descarregamento lateral: este sistema é conhecido como basculamento lateral da carroceria. etc. As amostras são preparadas em aparelhos desintegradores conhecidos como forrageiras sendo necessário um índice de preparo (IP) de 90%. em galpões ou em pátios. é mais pratico e rápido. A prática de estoques de cana faz-se necessário devido às usinas operarem por 24 horas em um processo contínuo.3 Descarga e Armazenamento A descarga de cana na usina depende do tipo de caminhão. O estoque sobre rodas é considerado mais eficiente na medida em que a cana não sofre injúrias físicas. → Descarregamento com garras: é um equipamento com dentes e possui acionamento hidráulico. sendo eles totalmente mecanizados. a amostra poderá ser retirada em apenas um ou dois pontos aleatórios.1. O armazenamento pode ser realizado nos próprios veículos de transporte (“estoque sobre rodas”). podendo os sistemas ser usados tanto para armazenamento.

porém.1.1.4 Mesa Alimentadora A mesa alimentadora tem por objetivo. para a cana picada. que devido a esta inclinação favorece uma camada de cana uniforme de pouca espessura. permitir uma melhor alimentação da esteira principal e uma maior moagem por hora. perda de sacarose por inversão e a contaminação por microrganismos. Sua largura deve ser baseada na maior carroceria dos caminhões que transportam as canas. propriamente dita. Segundo IPT (1990). do processo industrial. 4. . A cana inteira. trata-se de material que se deteriora com grande facilidade. é lavada com jatos de água na própria mesa alimentadora. a cana picada em toletes de 20 a 25 cm não pode ser lavada. seja feita uma limpeza a seco utilizando turbinas de ventilação associadas a um exaustor.5 Lavagem da cana de açúcar A limpeza da cana tem como objetivo a remoção da terra que está impregnada na cana. O acionamento é feito por motor elétrico de comando manual ou automatizado. que possui em média 3m de comprimento. Em geral a mais utilizada é a mesa com inclinação de 45º. pois a perda de sacarose seria muito alta (cerca de 1 a 2 Kg de sacarose por tonelada de cana picada). pois. O ideal é que. esta é a primeira etapa. acrescidas de um metro de cada lado. 4.21 A cana deverá ser processada no menor espaço de tempo possível entre colheita e descarregamento. Os principais problemas do armazenamento são: o ressecamento dos colmos. melhorando a eficiência da lavagem e a dosagem de cana na esteira metálica (esteira principal).

o principal objetivo do preparo da cana é desintegrá-la. além de desgastes dos equipamentos por erosão. de sacarose) contido nas células.22 A prática do carregamento mecânico aumenta a quantidade de impurezas transportadas à usina. argila. → modo de aplicação. → velocidade das esteiras. . As cifras no Brasil indicam que a quantidade de material estranho é cerca de 4% em dias secos e 15% em dias úmidos. palha e pedras. dependendo da inclinação da mesa alimentadora. podendo chegar a 10 ou 15m³/t de cana hora. A presença dessa matéria estranha.2. causa aumento do tempo de decantação do caldo nos clarificadores. → altura da pilha de cana. de modo que seja facilitada a extração do caldo (e.1 Preparo A cana-de-açúcar pode oferecer uma maior ou menor resistência à recuperação de sacarose em função da proporção entre partes duras e moles. 4. O volume de água adicionada é bastante variável.2 PREPARO E EXTRAÇÃO DO CALDO 4. levando a um aumento da perda de açúcar por inversão da sacarose. destruição dos açúcares redutores (AR) e outras reações indesejáveis. principalmente areia. portanto. Assim sendo. verificando-se que o mínimo necessário a uma lavagem razoável é de 5m³/t de cana hora. Os parâmetros básicos do processo são: → volume de água a ser empregada.

2. é empregado em poucas unidades brasileiras. um preparo excessivo pode interferir na alimentação das moendas e prejudicar sua capacidade. o açúcar é extraído por diluição e lixiviação das moléculas de açúcar. Os custos de instalação de . 1990).html. Fonte: http://www. América Central. O preparo adequado leva à produção de bagaço no qual a ação da embebição se torna mais eficaz. tornando-a compacta e homogênea. a difusão. desde o início da produção de açúcar no Brasil o caldo da cana é extraído por moendas.ebah. que é obtido através de um ensaio padronizado. sendo muito comum em vários países da África (principalmente África do Sul). maiores que 90% (IPT.com. 4. o preparo da cana é importante para incrementar a capacidade das moendas pelo aumento da densidade da massa de alimentação.23 Além desse objetivo. enquanto que para extração por difusão esses índices devem ser ainda melhores.2 Extração do Caldo O método de extração do caldo mais utilizado nas Usinas do Brasil é a moagem. Neste processo o caldo é extraído por esmagamento das fibras entre os rolos de pressão. Os bons índices de preparo estão em torno de 90% de células abertas para extração através de moendas.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doca17225. O uso da moenda pela maioria das Usinas está atrelado à história. Na difusão. utiliza-se o chamado índice de preparo ou índice de células abertas (“opencells”). Por outro lado. Veja na figura 4 abaixo a densidade da cana nos seus respectivos formatos: Figura 4: Densidade da cana de açúcar. Europa e Egito. Para efeito de obtenção de valores comparativos de preparação da cana. O outro método de extração.

1 Extração do caldo por moendas As moendas são equipamentos destinados à extração do caldo de cana através do esmagamento a alta pressão. Cada rolo recebe uma denominação de acordo com sua posição no terno. .24 um difusor hoje. já não são muito superiores ao da moenda. A água de embebição deve estar a uma temperatura em torno de 70ºC para uma maior eficiência (IPT. um retorno em cada terno para de novo embeber o bagaço parcialmente esmagado. o primeiro rolo é o rolo de entrada e o segundo é o rolo de saída. assim. que têm como objetivo aumentar a capacidade de extração. faz se necessário o uso da embebição. fazendo com que o bagaço desfibrado passe por entre eles sendo extraído o caldo. Denomina-se embebição simples. girando no sentido anti-horário. A embebição consiste na adição de água ou caldo diluído em um ou mais pontos do tandem de moendas. quando se aplica água sobre o bagaço após cada terno e embebição composta quando é aplicada água somente no ultimo terno. recebendo o nome de caldo primário. Porem os índices de extração em um difusor atinge valores de 97 a 98%. por onde toda a cana desfibrada irá percorrer até completar o processo de extração do caldo. cuja rotação se da no sentido horário. girando no sentido horário. Nas unidades industriais utilizam-se série de 4 a 7 ternos. 4. Os 30 a 40% de caldo restante não podem ser extraídos por simples prensagem. onde três rolos giram no sentido horário e um no sentido contrário. que tem a posição de seu eixo controlado por um regulador de pressão hidráulico. com o propósito de aumentar a extração. enquanto as moendas extraem de 94 a 97% do caldo da cana. e o segundo denomina se rolo superior. O primeiro terno de moagem é responsável pela extração de 60 a 70% do caldo de cana. No plano inferior. Os cilindros são compostos de ranhuras. em torno de 250 kgf/cm². formando o conjunto de moendas ou tandem. O terno de moagem é constituído de quatro cilindros esmagadores ou rolos. e o caldo diluído.2. sofre em parte ou totalmente. formando dentes semelhantes à de uma serra. No plano superior o primeiro rolo é chamado de pré-rolo. 1990).2.

.25 Em seguida o caldo extraído é enviado para as peneiras rotativas. desgastes em equipamentos em geral. As peneiras são equipamentos fundamentais para evitar sobrecarga nos decantadores e filtros. Veja abaixo na figura 5 o processo de moagem da cana de açúcar: Figura 5: Processo de moagem da cana de açúcar.3 TRATAMENTO DO CALDO O caldo de cana bruto é opaco. mais ou menos escuro e viscoso.com. para separação dos sólidos em suspensão no caldo. de cor amarelo a esverdeado. As impurezas do caldo podem ser classificadas como impurezas em suspensão (terra. areia e bagacilho) e impurezas solúveis (corantes e sais minerais).ebah. e enviado para o tratamento do caldo. e ainda contribuir para a melhoria da qualidade dos produtos finais. O material que ficou retido na peneira é enviado para o primeiro ou segundo terno da moenda como refluxo. http://www.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doc- 4. Fonte: a17225.html.

sem afetar a sacarose. Deve ser feita logo após a moagem para evitar a ação de fermentos e enzimas. predominam os colóides com pontos isoelétricos entre pH 7.0 e 7. verdes e passadas. ou se o caldo vai ser usado para a fermentação. A cor varia com a cana e com a energia do esmagamento e é dada pela clorofila. A clarificação por simples decantação do caldo é impossível. sacaretina e substâncias cromógenas. No caldo á temperatura ambiente. pentosanas. A clarificação pode ser realizada de várias formas segundo o tipo de açúcar a ser produzido. antocianina.2. O pH do caldo varia de 5 a 6. A clarificação consta de vários processos e combinações de processos. 4.ebah. não conseguem remover mais que 80% das impurezas em suspensão. proteínas. aquecimento. albuminas e sílica coloidal. Na clarificação visa-se separar do caldo a maior quantidade possível de impurezas dissolvidas e em suspensão. no qual o meio de dispersão é a água. O . Nessa faixa há a melhor floculação possível. A viscosidade do caldo é causada por gomas. pectina e compostos inorgânicos como sílica. que variam de acordo com o tipo de açúcar que se quer obter e com a região.26 A opacidade é causada pelos colóides. com eficiência gradativa de retenção. passando argila e bagacilho para o processo.3. Somente se pode consegui-la após a floculação dos colóides. As peneiras mesmo quando arranjadas em cascata.html). pois o caldo tem que ser considerado na clarificação como um sistema coloidal muito complexo. doentes. pectinas. a acidez aumenta nas canas queimadas. cortadas a mais de 24 horas. A deposição da parte floculada arrasta quase todo o resto por adsorção (http://www. decantação e resfriamento.com. caleação.1 Tratamento do Caldo para Produção de Etanol O tratamento do caldo mais recomendado para a produção de etanol é aquele que prevê peneiramento.br/alcool-e-acucarunidade-ii-fabricacao-do-acucar-doc-a17226. praguejadas.

elevando o teor de açúcar total do mosto para a fermentação. 4. . Em seguida. Estas duas impurezas entopem os bicos das centrífugas impedindo uma separação eficiente do fermento. 1990). Após a decantação. resultante da produção de açúcar. após o peneiramento e desaeração. O caldo extraído do lodo retorna para o processo de calagem e a torta de filtro resultante é enviada ao campo como adubo. aquecendo se em seguida. A figura 6 apresenta um esquema geral das várias etapas de tratamento do caldo para produção de açúcar. O aquecimento do caldo a 105°C reduz a carga microbiana contaminante e o volume de espuma na fermentação.27 tratamento que permite a eliminação de argila e bagacilho. As condições de contato com o SO₂ devem ser tais que ao final o pH do caldo deve estar entre 3. aumentando o teor alcoólico do vinho. devendo elevar o pH para 6. seguido de decantação.3. Em seguida aumenta a concentração do caldo usando o mel final. o caldo segue para a seção de evaporação enquanto que o lodo decantado é filtrado (IPT. aumentando a capacidade de produção da destilaria e diminuindo o consumo de vapor. a uma temperatura de 95ºC. para efetuar se a separação do precipitado por sedimentação e decantação.2 Tratamento do Caldo para Produção de Açúcar O caldo destinado à produção de açúcar é peneirado e bombeado para a torre ou coluna de sulfitação em contracorrente com SO₂(gás sulforoso).8 a 4.8 e 7. faz se a alcalinização com leite de cal.2. é o aquecimento.3. que por motivos econômicos e dentre outros não é mais utilizado para produção da mesma.

Fonte: http://www. a fermentação . 1990).com. é feita dosagem do caldo misto com melaço (mel residual da fabricação de açúcar). normalmente de 58 a 60%.28 Figura 6: Processo de tratamento do caldo.ebah. com uma concentração média de 75 a 80º brix. porém. é enviado à etapa de fermentação.br/alcool-e-acucar-unidade-ii-fabricacao-do-acucar-doca17226. originando o Mosto. proveniente da extração e após tratamento. A pureza do melaço depende da quantidade de esgotamento feita na fabrica de açúcar. Quando se trabalha com um mosto diluído.4 PRODUÇÃO DE ETANOL O caldo misto. O brix ideal do mosto depende do tipo de levedura utilizada e do processo de condução da fermentação.html. Chegando à fermentação. 4. o melaço é diluído com água ou com caldo. desta forma. o mosto a ser fermentado deve ter a sua concentração acertada para valores adequados. para uma concentração em média de 18 a 23º brix. ou xarope proveniente dos evaporadores (IPT. Previamente.

retornando ao processo como indicado na figura 7 abaixo. porém exige maior volume de dornas e diminui a capacidade dos aparelhos. dando origem a duas frações: o vinho centrifugado (delevedurado) e o leite de levedo. a fermentação é mais lenta e incompleta (açúcar residual alto). As leveduras. por centrifugação do mosto fermentado.com. são microorganismos unicelulares. No Brasil. produzem um conjunto de enzimas que catalisam a reação de fermentação. Fonte: http://www. de forma descontinua em tanques denominados dornas. exigindo mais limpeza nos aparelhos e menor rendimento da fermentação. (figura 7) o qual promove a reutilização das leveduras após separação. Figura 7: Processo de fermentação Melle-Boinot. que é o pulmão da destilaria. emprega-se o processo Melle-Boinot. é conduzido na grande maioria das vezes.html. e o leite de levedo é diluído em água e tratado com acido sulfúrico. onde se dá a conversão dos açúcares em etanol. Quando se trabalha com um mosto muito concentrado. a multiplicação é favorecida pela transferência de oxigênio.29 é mais fácil. iniciando a fermentação alcoólica (RIBEIRO.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolica-parte-ii-doc a42629. O vinho segue para a dorna volante. exigindo mais vapor e água.ebah. os problemas de limpeza dos aparelhos são menores. rápida e completa. o processo de fermentação. O mosto preparado é enviado para as dornas de fermentação. . 1999). Para IPT (1990). onde é adicionado o levedo (fermento).

1 Fermentação Preliminar Esta fase tem início. 4. aldeídos.1.2 Fermentação Principal Esta fase tem início. quando o fermento é adicionado e termina quando o desprendimento de gás carbônico CO₂ se torna evidente. glicerol. As dornas possuem um sistema de resfriamento do mosto. fermentação principal e fermentação complementar. A fermentação alcoólica é composta por três fases: fermentação preliminar. A sacarose é transformada em etanol seguindo a reação: C12H22O11 + H2O C6H12O6 C6H12O6 + C6H12O6 2CH3CH2OH + 2CO2 + 98.4. por este motivo há um aumento de 20% do volume e na temperatura. Nesta fase. ou externamente por trocadores de calor (IPT.1. éteres. dando a impressão que o mosto está em plena ebulição.4. Atualmente existem métodos de fermentação que se elimina esta fase. quando é caracterizado o desprendimento do gás carbônico CO₂. 1990).1 FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA As reações de fermentação ocorrem em tanques onde o mosto e a levedura acidificada é misturada em proporção dois para um. A produção de CO₂ vai aumentando progressivamente e com rapidez. . 4. Este deve ser resfriado com água. Em 4 a 12 horas. apesar do fermento estar consumindo sacarose do mosto. A solução é aquecida e se formam alcoóis superiores. a mistura é chamada “vinho fermentado”. o que pode acontecer dentro dos tanques de fermentação. por meio de serpentinas.4. ao fim do processo. etc. Então se torna necessário a verificação constante da densidade (brix) e da temperatura do mosto. por este motivo desejase que a duração desta fase seja a menor possível.30 4.2Kj Ocorre liberação de CO2 . praticamente todo o açúcar terá sido consumido e. praticamente não há produção de etanol.

devido ao óleo da cana.1 2.ebah. 1999). dependendo da concentração inicial do mosto e outros fatores.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolica-parte-ii-doc a42629. pois é nela que podem aparecer infecções e formação dos alcoóis superiores. Esta fase é muito delicada.3 Fermentação Complementar Esta fase tem início.4. o mosto torna-se vinho.html.1 Concentração de bactérias (106/mL) Figura 8: Rendimento da fermentação alcoólica. até o ponto favorável para a destilação. 4. resultará em um etan ol de melhor qualidade. O rendimento da fermentação alcoólica diminui com o aumento da contaminação do mosto fermentado como ilustra a figura 8 abaixo: 93 91 89 Rendimento da Fermentação (%) 87 85 1.com. O brix final varia de 3° a 8°.1 4.1.1 3. diminuindo o brix do mosto até o ponto da fermentação complementar. Isto quer dizer que a maior rapidez desta fase. quando é caracterizada a queda de desprendimento do gás carbônico CO₂ e com a diminuição da temperatura do mosto. Fonte: http://www.31 Nesta fase a formação de etanol é máxima e rápida. mais fino. Quando termina a fermentação alcoólica. . pois não possui mais sacarose (RIBEIRO. Esta fase é controlada pelas medições de brix.

as bactérias estarão aderidas às leveduras.com. Sólidos podem acumular nos pratos ou entupir os bicos das centrífugas. Fonte: http://www. o que facilitará seu retorno ao processo. Uma boa centrifugação ajuda no controle microbiológico exercendo assim grande influência na qualidade da fermentação. sendo necessário diminuírem sua vazão ou haverá perdas. Figura 9: Centrífuga de Discos. diâmetro dos bicos da centrífuga. As leveduras devem retornar ao processo. Assim. se não efetuada limpeza das máquinas. que é o produto da fermentação.html. Porém. Alguns processos fermentativos trabalham com leveduras floculantes.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolicaparte-ii-doc a42629.32 4. O tipo de centrífuga mais utilizada nas usinas é a centrífuga de discos.2 CENTRIFUGAÇÃO A centrifugação visa separar as leveduras do vinho. ilustrada na figura 9 a seguir. . entre outros. o rendimento e eficiência caem. Algumas variáveis a serem controladas são vazão e pressão. número de centrífugas adequadas. a floculação deve ser evitada. Caso haja floculação. nos processos que usam centrífugas.4. concentração do leite de leveduras.ebah. A floculação é um mecanismo de defesa da levedura a alguma alteração do meio.

troca calor e massa com o líquido descendente. de topo e de fundo. Quando uma coluna possui pratos acima e abaixo do ponto de alimentação (coluna fracionada).33 De 1975 para 2005.4. com diminuição do índice de contaminação de 108-109 para 105-106/Ml. serem ricos. 4. Este. as bolhas de vapor produzidas serão mais rica nos componentes mais voláteis e. a otimização do uso das centrífugas contribuiu para o aumento do rendimento da fermentação alcoólica de 75 – 80% para 90 – 92%. como refluxo. isto é. o primeiro em componentes mais voláteis e o último nos menos voláteis.ebah. um leito fixo de enchimento. O vapor que sai do prato superior é condensado e parcialmente retornado para o prato de topo. ainda. pode-se efetuar a separação dos componentes constituintes da mistura original. Se o vapor produzido for removido e condensado. existe a possibilidade de ambos os produtos.html). de modo a se enriquecer no componente mais volátil enquanto que o líquido vai se esgotando.br/unidade-viifermentacao-alcoolica-parte-i-doc-a42628. portanto. valvuladas ou com borbulhadores) ou. terá também composição diferente da mistura original. Na .com. Também acarretou aumento do teor de fermento no mosto e diminuição dos tempos de fermentação (http://www. se tornando mais rico nos componentes menos voláteis. a fim de garantir uma corrente líquida nos pratos localizados acima da alimentação. Repetindo-se esta operação várias vezes e utilizando-se o condensado de uma operação como a mistura da operação seguinte. Esses dispositivos de contato podem ser uma série de pratos ou bandejas (perfuradas. o líquido remanescente terá composição diferente da mistura original. Uma coluna de destilação é um vaso cilíndrico que conta com dispositivos internos para promover o contato líquido-vapor. Ao se aquecer uma mistura líquida homogênea até a ebulição.3 DESTILAÇÃO DE ETANOL A destilação é uma operação unitária de separação que se baseia nas diferenças de volatilidade dos componentes de uma mistura líquida a serem separados. A fase vapor é gerada a partir do uso de um trocador de calor indireto (refervedor) na base da coluna ou através de injeção direta do mesmo. em ascensão.

estão fixados os tubos verticais (trocador de calor-calandra) por onde internamente circula o caldo em concentração. Em função do grau de embebição imposto na extração do caldo. e o desvio do equilíbrio entre as fases está ligado à eficiência dos dispositivos de contato (IPT. facilidade na obtenção dos pés de cozimento não o faz. formando um corpo cilíndrico vertical. que saem de um estágio. de fluxo ascendente. este chega à evaporação com concentração entre 14 a 18º Brix e deve ser concentrado até 60 a 70º Brix. mantida por condensadores barométricos. Os evaporadores são de tubos verticais. que em seguida é bombeado para o pré-evaporador e para os evaporadores. Entretanto. denominado pré-evaporador. 1990). isto não se verifica. 4. isto é tanto o caldo como o vapor são alimentados no pré-evaporador. De uma maneira geral. fonte de energia. onde são retiradas as impurezas ainda presentes no caldo clarificado (areia. entre duas chapas espelhos. podendo o quarto e o terceiro também operar a pressão abaixo da atmosférica (IPT. pela evaporação da água é possível obter xaropes de até 75º Brix. A figura 10 mostra o sistema de múltiplo efeito com valores de temperatura de cada efeito: . etc. O sistema de evaporação utilizado é o de múltiplo efeito em correntes paralelas. tem o dobro da área de troca térmica dos quatro seguintes. onde o primeiro. o sistema é composto por cinco efeitos. seguindo paralelos através do primeiro até o ultimo efeito. as fases líquidas e vapor. construído de aço carbono.). O ultimo efeito opera a pressão abaixo da atmosférica.34 situação ideal. 1990). O ponto de cristalização da sacarose esta entre 70 a 80º Brix. Neste estágio. O vapor. mas por uma serie de conveniências tais como. na prática. se condensa entre os espelhos e externamente aos tubos. bagacilho.5 PRODUÇÃO DE AÇÚCAR O caldo após ser decantado é denominado de caldo clarificado e enviado as peneiras de caldo clarificado. estariam em equilíbrio. Após ser peneirado o caldo segue por gravidade para a caixa de caldo clarificado. Na parte inferior.

O xarope proveniente da seção de evaporação. dependendo do tipo de açúcar. denominada massa B ou magma.35 Figura 10: Sistema de evaporação múltiplo efeito (Tipo Roberts). com 100% de pureza. a parte sólida.br/alcool-e-acucar-unidade-ii-fabricacao-do-acucar-doca17226.ebah. com composição em torno de 60% de sacarose.com. Fonte:http://www. açúcar de primeira. podendo antes passar o caldo no flotador de xarope. e o mel pobre é utilizado no cozimento de uma segunda massa. que é utilizada como pé de . são denominados mel rico e mel pobre. A solução para este problema é a utilização de tachos a vácuo. partindo de uma mistura líquida (solução ou sólido fundido – magna) se obtêm cristais de um dos componentes da mistura (sacarose). os licores mãe. obtido de sua centrifugação. A massa obtida do cozimento do xarope proveniente da evaporação é denominada massa A.html A etapa seguinte é a cristalização. A cristalização consiste em uma operação de separação onde. possui viscosidade tão elevada que não pode ser mais concentrado em evaporadores comuns. que operam por batelada e permitem alcançar maiores concentrações do xarope. que juntamente com os cristais formados passa a se denominar massa cozida. 7% de impurezas e 33% de água. O mel rico ainda contém alta concentração de açúcar passível de ser cristalizado. denominados cozedores. Por essa razão retorna para o cozimento junto com o xarope.

com a ênfase na produção de álcool. o açúcar segue pelas esteiras até o secador antes de ser armazenado. O licor mãe obtido da centrifugação desse magma é denominado mel final. centrifugação e secagem do açúcar. centrifugação e secagem do açúcar. Entretanto. Fonte: http://www. 1990).com. nos últimos anos.36 cozimento para a massa A. Esta seqüência pode ser repetida para produzir ainda a massa de terceira e de quarta até a exaustão do mel. as usinas estão operando apenas com duas massas. Com o cristal de açúcar formado e separado. .html. que pode ser armazenado e enviado para produção de etanol.br/alcool-e-acucar-unidade-iii-cozimento-doca17224. Figura 11: Cristalização. Logo abaixo a figura 11 mostra o processo de cristalização. e o mel final é enviado às destilarias onde é utilizado como substrato na fermentação alcoólica (IPT.ebah.

horizontais e obliquas com um peso da amostra não inferior a 10 kg. por sondas horizontais será dado pela equação: P=2xV–4 Onde: V = número de vãos para cada tipo de carroceria Eq. .2 PREPARO . junto com as inúmeras analises laboratoriais.5 decigramas. ligados a várias operações unitárias.37 5 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS As atividades envolvidas no processo de açúcar e álcool são amplas devido ao grande conjunto de equipamentos. HOMOGENEIZAÇÃO E EXTRAÇÃO DO CALDO Para uma boa extração do caldo. A amostra desfibrada devera ser homogeneizada em betoneiras adaptadas com raspador de maneira a impedir a retenção de amostra no fundo do tambor.1 AMOSTRAS DAS CARGAS A amostragem das cargas será efetuada por sondas mecânicas. Pesar 500 gramas com tolerância de mais ou menos 0. Com isso o bom funcionamento de cada um trará um produto final de melhor qualidade. 5. definidas abaixo. levando se em conta o número de vãos de cada tipo de unidade transportadora. Para isso é necessário o acompanhamento constante dos processos e equipamentos. aproveitamento de tempo com a diminuição das paradas dos equipamentos possibilitando uma máxima produção diária. é necessária uma boa desfibra da cana com um índice de preparo (IP) em torno de 90%.(3) 5. O número de possibilidade de pontos de amostragem. As posições de amostragem podem se tratar de sondas horizontais será definido por sorteios informatizados.

00621xLAI+0.0009882xB)]x100 Onde: LPb= leitura sacarímetra equivalente a de subacetato de chumbo LAI= leitura sacarímetra obtida com a mistura clarificante à base de alumínio B= brix Eq. de leitura automática. Adicionar octapol ao caldo e agitar até formar uma mistura pastosa. 5. ou seja.2605-0. em seguida pesar o bagaço resultante (PBU) peso do bagaço bruto.4 POL DO CALDO É a porcentagem de sacarose contida em uma solução açucarada. Pol=Lpb (0.4nm.00621xLAI+0.2605-0. em seguida. determinada através de uma polarização direta ou simples de solução de peso normal em um sacarímetro. 5. prensar a amostra durante 1 minuto com uma pressão de 250 Kgf/cm². A determinação do brix será realizada em refratômetro digital.3 BRIX DO CALDO Brix: São sólidos solúveis na cana ou na solução açucarada.0511 Pol=[ (1.(4) . é o por cento em peso dos sólidos solúveis contidos em uma solução de sacarose pura.05117)x(0. clarificar usando filtro de papel.0009882xb) Lpb= 1. com correção automática de temperatura para 20°C. dos quais uma parte é a sacarose. Passar o caldo clarificado em um sacarímetro calibrado para uma temperatura de 20°C e comprimento de onda de 587 a 589.38 Para a extração do caldo.

(5) 5.(7) 5. em peso.5 FIBRA É a matéria seca e insolúvel.(6) Eq.0343 x Pr Eq.(8) . são calculadas como açúcares invertidos.39 5. AR = 3. O teor de fibra varia dependendo das variedades e das condições de cultura. Glicose.6 PUREZA É o por cento de Pol.641 – 0.876 Pelo método de tanimoto: F = [(100 x PBS) – (PBU x B)] /5 x (100 – B)] Onde: PBS = Peso do bagaço seco PBU = Peso do bagaço úmido B = Brix do caldo Eq. existem na cana e em seus produtos. A determinação da fibra é obtida através da pesagem do PBU. nos sólidos brix . Frutose e a Manosa. em água que contem a cana. F = 0. Os principais açúcares redutores são: Hexoses. Pr = (Pol / brix) x 100 Onde: Pr= Pureza Eq.08 x PBU + 0.7 AÇÚCARES REDUTORES DO CALDO As substancias redutoras.

(9) 5.01 x F) x C Onde: ART = Açúcar Total Recuperável PC = Pol da Cana ARC = Açúcares Redutores da Cana C = Coeficiente “C” F = Fibra da Cana AR = Açúcares Redutores do Caldo Pol = Pol do Caldo Eq. ART = (10 x PC x 1.01 x F ) x C PC = Pol x (1 – 0.8 x ARC Sendo: C = 1.0313 – 0.0526 x 88 /100) + 8. passar a amostra no densímetro e anotar o resultado em %V/V.(10) . Vr= (ΔV) x %V/V x 10 Eq.40 5.9 ÁLCOOL RECUPERADO NAS DORNAS DE FERMENTAÇÃO O CO₂ que é liberado da fermentação alcoólica arrasta uma quantidade significativa de álcool que pode ser recuperado diluindo-o na água.8 AÇÚCARES TOTAIS RECUPERAVÉL (ART) Representa a quantidade de açucares recuperado pela usina na forma de açúcares invertidos considerando uma perda de 12%.00575 x F ARC = AR x (1 – 0. Coletar o CO₂ diluído na água. e retornando esta para o processo.

11 TEOR ALCOÓLICO DO LEVEDO Como citado acima uma máxima eficiências das centrifugas nos proporciona uma menor perca de álcool no levedo. sendo esse teor alcoólico no levedo quando alto prejudicial às leveduras podendo ate levar estas a morte. Tf = %V/V x (10/50) Onde: Eq. e com uma centrifuga de laboratório centrifugar o vinho da entrada e da saída em uma cubeta de 10 ml. Ec = [(Entrada – Saida)/Entrada] x 100% Onde: Ec = Eficiência da centrifuga Eq.10 EFICIÊNCIA DAS CENTRÍFUGAS Deve-se obter uma maior eficiência das centrifugas para que não haja percas de álcool nas leveduras que após ser tratada retorna ao processo de fermentação. Coletar o vinho na entrada e na saída da centrifuga.(12) . Coletar o fermento depois de centrifugado e destilar em um micro destilador na proporção de 50 mL para 10 mL. passar a amostra destilada no densimetro para obter o valor da densidade %V/V.41 Onde: Vr = vazão de álcool recuperado (m³) ΔV = diferença de vazão ( m³/h) %V/V = densidade (g/cm³) 5.(11) 5.

(13) 5. homogeneizar a solução.(15) . verificar o fator de pol na tabela Fator de Pol em relação à leitura do Brix.(14) Eq. passar a amostra destilada no densímetro para obter o valor da densidade %V/V. Bx = Lbrix x (200/50) Px = f x Lpol x 2 x (200/50) Onde: Eq.13 XAROPE É o caldo concentrado nos últimos efeitos dos evaporadores. em seguida fazer a leitura no sacarímetro. Dissolver novamente 60g de caldo com 60g de água destilada. fazer a leitura do Brix no refratômetro. clarificar.42 Tf = Teor alcoólico do fermento %V/V = densidade (g/cm³) 5. que é um valor considerado ótimo para o processo. Pesar 50g de xarope e 150g de água destilada em um béquer. Com a leitura do brix. Tv = %V/V x (100/25) Onde: Tv = Teor alcoólico do vinho centrifugado %V/V = densidade (g/cm³) Eq. adicionar octapol. antes que tenham extraídos cristais.12 TEOR ALCOÓLICO DO VINHO CENTRIFUGADO Devido a vários fatores este valor vai estar sempre por volta de 9 a 12%. destilar em um micro destilador na proporção de 25 mL para 100 mL. Coletar o vinho centrifugado.

produzido por meios mecânicos.(16) Eq. POBRE. Adicionar octapol e clarificar. mel ou água. homogeneizar a solução. pobre e final: É o licor mãe separado por centrifugação. Bm = Lbrix x (300/50) Pm = f x Lpol x (300/50) Onde: Bm = Brix do Mel (Misto ou Final) ou Brix do Magma Lbrix = Leitura do brix no refratômetro Pm = Pol do Mel (Misto ou Final) ou Pol do Magma Lpol = Leitura da pol no sacarímetro f = fator de Pol Eq. denominado mel de A. Magma: É a mistura de açúcar com xarope. B. FINAL E MAGMA Mel rico. Pesar 50g de mel ou magma e 250g de água destilada em um béquer. em seguida fazer a leitura no sacarímetro..43 Bx = Brix do Xarope Px = Pol do Xarope Lbrix = Leitura do brix no refratômetro Lpol = Leitura da pol no sacarímetro f = Fator de Pol 5.14 MEL RICO. Com a leitura do brix. de acordo com a massa de onde procedem. etc. que é utilizada como pé de cozimento. fazer a leitura do Brix no refratômetro. Aquele proveniente do último cozimento recebe o nome de mel final que é enviado para fabricação de álcool.(17) . verificar o fator de pol na tabela Fator de Pol em relação à leitura do Brix.

fazer a leitura do Brix no refratômetro.(18) Eq. homogeneizar a solução. em seguida fazer a leitura no sacarímetro. Adicionar octapol e clarificar. Com a leitura do brix.15 MASSSA A E B Pesar 50g de massa (A ou B) e 250g de água destilada em um béquer.44 5. verificar o fator de pol na tabela Fator de Pol em relação a leitura do Brix. Bs = Lbrix x (300/50) Ps = f x Lpol x (300/50) Onde: Bs = Brix da Massa (A ou B) Lbrix = Leitura do brix no refratômetro Ps = Pol da Massa (A ou B) Lpol = Leitura da pol no sacarímetro f = fator de Pol Eq.(19) .

resultante da primeira coluna de destilação. pragas e etc. Conhecimento de todas as análises utilizadas para determinação da qualidade da matéria prima (cana de açúcar). sendo este um grande problema ao processo. tratos culturais até a chegada da cana na indústria e seu processamento em si á necessidade da engenharia e da química desde a escolha de fertilizantes e agrotóxicos. maximizando os lucros e minimizando os custos e despesas. plantio. formada pela clarificação do caldo e filtração do lodo é rica em fósforo e utilizada como adubo na lavoura. . que é um subproduto da produção de etanol. isso devido às pesquisas em busca de uma cana de melhor qualidade que ira proporcionar um caldo com altos índices de açúcares como a sacarose. Todos esses esforços com um único objetivo de aperfeiçoar cada vez mais os processos. como também para o caldo a ser tratado. O controle logístico de transporte é extremamente importante. evitando paradas nas moendas devido à falta de matéria prima. água e outros nutrientes necessários para o bom desenvolvimento da cultura da cana de açúcar.45 6 DISCUSÃO E RESULTADOS Os resultados obtidos foram o conhecimento de todas as etapas do processo de produção de açúcar e etanol. Observou se também que todo o processo desde o preparo do solo. É irrigado na lavoura devido conter altos teores de potássio. A vinhaça. reaproveitando os resíduos da própria indústria como a torta de filtro. resfriando-se e tornando possível seu aproveitamento no campo. Nota se que as usinas brasileiras vêm se desenvolvendo muito. incluindo a utilização de seus subprodutos. fornece energia na forma de calor para o próprio vinho a ser destilado. buscando certas resistências a secas. através do melhoramento genético de variedades.

e este arrasta uma quantidade de álcool. Enfim.46 A ótima regulagem das moendas além de proporcionar uma melhor eficiência na extração resulta de um bagaço com menor teor de umidade facilitando o desempenho das caldeiras. todos os processos na fabricação de açúcar e etanol são importantes. fazendo necessário o uso de dornas fechadas para que possamos recuperar esse álcool em uma torre utilizando água em contra corrente. Na fermentação alcoólica. . que gera vapor para todo o processo. havendo a necessidade de um acompanhamento continuo para o seu perfeito desempenho. há liberação de CO₂.

me possibilitou o trabalho em grupo que é de extrema importância para todas as empresas.47 7 CONCLUSÃO Conclui-se que no estagio desenvolvido. Tudo que aprendi e espero aprender é de extrema importância. o crescimento profissional e pessoal. o bom funcionamento e crescimento da empresa e assim. obtive um grande conhecimento dos processos de analises da qualidade da matéria prima do setor sucroalcooleiro. posso e espero sim que futuramente venha a colher grandes frutos. para que nesse segmento. . pois todos ali estão trabalhando para o mesmo propósito. O estágio também me proporcionou além do conhecimento técnico dos vários processos envolvidos na fabricação do açúcar e etanol. O relacionamento entre as pessoas da empresa deve ser o mesmo com todos os funcionários. crescermos junto.

São Paulo: 1990.br/alcool-e-acucar-unidade-ii-fabricacao-do-acucar-doca17226.ebah. RIBEIRO.2009.2010.com.html>. 1999. Desfibra e Extração do Caldo. 796 p. RIBEIRO.gov.br/>. Álcool e Açúcar – Unidade IV – Fermentação Alcoólica.html. Departamento de Engenharia de Aplicações – Divisão Açúcar e Álcool – Smar Equipamentos Industriais. Disponível em: <http://www. Recepção. Disponível em: <: http://www. ÚNICA.com. 114p.br/images/MAPA/arquivos_portal/anuario_cana. Acesso em: 30 out. Álcool e Açúcar – Unidade III – Cozimento. Acesso em: 05 fev. Disponível em: <http://www.com.unica. açúcar e etanol. Disponível em: <: http://www. 15p.ebah.com.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolica-parte-ii-doc a42629. Disponível em: <http://www.html>.Extração e Preparação.2009. 14p. Álcool e Açúcar – Unidade II – Fabricação do açúcar. Franca.colorado. C. Conservação de energia na indústria do açúcar e do álcool.br/alcool-e-acucar-unidade-iii-cozimento-doca17224. Cana de Açúcar: História. Produção brasileira de Cana. Acesso em: 27 set. (Apostila xerocada).2009.S.A.pdf>.br/>.com. Acesso em: 25 fev. 2009. Sertãozinho.48 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGRICULTURA.2010.com.agricultura. Maturação. Acesso em: 11 mar. Histórico da Empresa. Álcool e Açúcar . Colheita.ebah. IPT. Apostila A usina de açúcar e sua automação.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doca17225. Miguelópolis. PAULO ROBERTO et al.2010. Disponível em: <http://www. Acesso em: 25 jun. D. CARVALHO.ebah. Adubação da Cana. Acesso em: 20 jul. 2009. USINA COLORADO. O.Unidade I . . 2009.html >. Disponível em: <http://www. Projeção para a produção sucroalcooleira – Brasil.

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