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Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares

9851
TÉCNICAS DE
A N I M A Ç Ã O PA R A
C R I A N Ç A S E J OV E N S
25 horas

Formadora: Ana Lúcia Henriques Simões


OBJETIVO(S)
• Identificar o papel do animador no desempenho profissional
de cuidador de crianças e jovens.

• Identificar as principais técnicas e metodologias de animação.

• Colaborar no planeamento de atividades de animação para


crianças e jovens.

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CONTEÚDOS
• Perfil do animador
• Tipos de animação
– Animação individual
• Definição
• Estratégias
• Atividades
– Animação de grupos
• Definição
• Estratégias
• Atividades
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CONTEÚDOS
• Planeamento de atividades
- Objetivos e meios para promover o desenvolvimento e
aprendizagem da criança e do jovem

- Atividades

- Equipamentos, espaços, recursos materiais e humanos

- Metodologias e técnicas

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ANIMAÇÃO

Qual o significado da palavra “ANIMAÇÃO”?

A palavra "ANIMAÇÃO" deriva da palavra latina "ânima"


significa alma, sopro, dar vida.

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O QUE É ANIMAÇÃO?

Segundo o dicionário (Porto Editora, 2005) a palavra animação


significa dar vida, dar ânimo, a vitalização, dar movimento ao
que está parado, motivar.

Animação é ação, é vida.


• Motivar para uma ação/atividade
• Aceitar uma iniciativa
• Respeitar o projeto individual definido por cada um
• Ajudar a pessoa a afirmar-se
• Apoiar, não substituir
• Dar movimento a uma situação onde reina a imobilidade, o
aborrecimento.
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PERFIL DO ANIMADOR

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CONCEITO DE ANIMADOR

Definições...

Quando pensamos em animador vem-nos à ideia


aquele que anima algo (locais, pessoas,
acontecimentos, etc.).

8
CONCEITO DE ANIMADOR

Definições...

O que nos diz o dicionário?

Que é quem tem alma, vida, que é um ser animado,


corajoso, esperançado e que possui animação e esta
revela-se pela sua vivacidade e entusiasmo.
Resumindo, podemos dizer que é o que estimula
espiritualmente, socialmente...

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CONCEITO DE ANIMADOR

Definições...

E que nos diz a enciclopédia?

Que é um técnico de desenvolvimento


comunitário, que procura a participação das pessoas
através da realização de atos culturais ou similares.

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CONCEITO DE ANIMADOR

• Segundo Garcia, o animador é “…aquela pessoa que fala ação,


cria condições mais favoráveis para conseguir a realização
humana. O papel do animador deve ser encaminhado para
conseguir que os membros do grupo se conheçam, se sintam e
se esforcem para chegarem a ser pessoas ‘comunitárias’.“

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CONCEITO DE ANIMADOR

• O animador é aquele que assume a responsabilidade de


coordenar as tarefas a atividades de um grupo. Este tem que
ser capaz de estimular a participação ativa de todos, levando-os
a adquirirem um maior dinamismo sócio – cultural, tanto no
animador como no participante.

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PAPEL E FUNÇÕES DO ANIMADOR

O Animador tem como função promover e


desenvolver, fora do quadro escolar, atividades com
finalidades educativas (recreativas, culturais ou
desportivas). Estas atividades, que têm como objetivo
uma educação global e permanente, podem dirigir-se a
grupos especiais ou ser abertas a toda a comunidade.

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SER ANIMADOR

• O animador é aquele indivíduo que pelas suas


qualidades pessoais e humanas, é caracterizado
como alguém que se enquadra na profissão de
Animador.

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QUALIDADES DOS ANIMADORES

Qualquer pessoa pode ser animador?


• Não é qualquer pessoa que pode ser animador, (por razões
óbvias)
• Não pode «animar» quem não está animado
• Não pode «animar» quem é incapaz de infundir «animação»
• Não pode «animar» quem não acredita que os outros
podem «animar-se»
• Não pode «animar» quem não é capaz de estabelecer
relações interpessoais produtivas e gratificantes.
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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

• Apesar das numerosas variedades de


animadores, existem determinadas
características que são comuns.

QUAIS?

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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

• Como características pessoais é preferível um


animador ser naturalmente um bom
comunicador e possuir capacidade para agir e
lidar com grupos, analisando-os e posteriormente
dinamizando-os.

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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

• Além disso, deve ainda possuir uma boa dose de


criatividade já que dela depende a capacidade de
utilizar materiais e técnicas com vista a alcançar um
determinado objetivo.

• A capacidade de improviso, de iniciativa e o à-


vontade com diversos métodos de comunicação devem
ser outras das características destes profissionais.

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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

Ou seja, o animador é alguém disponível,


compreensivo, imparcial, solidário, honesto,
sensível, voluntário, alguém confiante no
desenvolvimento e evolução da sociedade.

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PERFIL DO ANIMADOR

• De todas as características mencionadas


anteriormente evidencia-se a tolerância, a
criatividade e empatia, seja pela postura ou
pela forma de cativar ou motivar os sujeitos.

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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR
• Para Maria Salas Larrazábal citado por Jaune Trilla (1998:125), as
características que um animador sociocultural deve ter são as
seguintes:

O animador é:
• Um educador, apesar de nem todos estarem de acordo
em identificar o animador como um educador, contudo
existe unanimidade quando se afirma que um animador é
um dinamizador, um mobilizador. Neste sentido pode-se
considerar um educador visto que pretende provocar uma
mudança de atitudes, da passividade à atividade.
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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

• O animador é um educador, porque tenta estimular a


ação o que supõe uma educação na mudança de atitudes.
Quer seja uma mudança mínima, como no caso de um
animador turístico cuja função consiste, simplesmente, em
tirar do isolamento pessoas anteriormente desconhecidas
para propor jogos ou atividades em comum, quer se trate
de um animador que pretenda mobilizar uma comunidade
inteira para um processo solidário.
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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

• Qualquer das variadas modalidades de animador que


conhecemos pressupõe uma ação educativa que,
neste caso, não se exerce com pessoas individuais,
como noutras modalidade da educação, mas com
grupos ou colectivos mais amplos.
• Por isso, o animador pode ser denominado
educador social.
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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

– Um agente social, visto que exerce esta


animação não com indivíduos isolados, mas com
grupos ou coletivos os quais tenta envolver numa
ação conjunta, desde o mais elementar até ao mais
comprometido.

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CARACTERÍSTICAS DO ANIMADOR

– Um relacionador, capaz de estabelecer uma


comunicação positiva entre pessoas, grupos,
comunidades e de todos eles com as instituições
sociais e com os organismos públicos. Esta é a
característica mais definitória e peculiar, a que o
diferencia de outras profissões afins.

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ANIMADOR / EDUCADOR

A conceção de educação limitada no tempo está condenada, pois


na realidade o ser humano está em constante aprendizagem, tal
como é referido por Lopes (2008) ao parafrasear Cardeira:

Ninguém é suficientemente culto


que não tenha nada para aprender,
por outro lado, ninguém é tão ignorante
que não tenha nada para ensinar.
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ANIMADOR / EDUCADOR

Na atual sociedade, onde a educação deve ser


permanente e comunitária, o processo educativo
rejeita o modelo de escola/armazém, valorizando
a partilha de saberes entre os diferentes
contextos de aprendizagem, assim como a
interação com o meio envolvente.
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ANIMADOR / EDUCADOR

Deve existir uma íntima relação entre o plano educativo e o


plano social, uma vez que e educação é condicionada e
condiciona a sociedade. É nesta interação entre sociedade e
educação que o ato de animar deve assumir um papel de
participação/ação, o que vai também ao encontro do defendido
por Ander-Egg (2000), que afirma que a educação permanente,
para construir uma ação válida, deve ser complementada por
ações de animação.
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ANIMADOR / EDUCADOR

Ser animador é ser Educador e há que estar


consciente desta ação educativa.
Há que querer ajudar no crescimento de
uma pessoa de uma maneira criativa.

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PERFIL DO ANIMADOR

Um Animador deve ser…

alegre, bem disposto, simpático,


saber agir no momento próprio
e à sua volta ajudar a criar
um “clima” otimista.

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PERFIL DO ANIMADOR

Animador é uma pessoa:

• Dinâmica
• Responsável
• Sociável
• Trabalhar em equipa
• É aberto à mudança e sabe ouvir sem manipular as ideias dos
outros.
• É um interveniente a nível social e cultural que sabe descobrir
e estimular as potencialidades individuais e coletivas
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Requisitos do animador

• Fortes competências sociais • Cooperação


• Criatividade • Integração
• Desinibição • Confiança
• Dinamismo • Empatia
• Disponibilidade • Respeito
• Capacidade de divertimento • Liderança
e alegria • Organização
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PAPEL DO ANIMADOR E
OS DIFERENTES TIPOS DE ANIMAÇÃO

O animador sócio-cultural é o agente que põe em


funcionamento, que facilita e dá continuidade à aplicação dos
processos de animação. O seu trabalho técnico apoia-se na
relação pessoal com os destinatários, o seu papel no seio do
grupo é o de facilitar nele os processos de coesão, vivências
ou experiências e tomar posições ativas sobre o meio em que
se realiza a animação.
33
PAPEL DO ANIMADOR E
OS DIFERENTES TIPOS DE ANIMAÇÃO

O animador é também um membro do grupo, e tem como


função não só procurar a autonomia do mesmo, como também
fomentar o enriquecimento das atividades, tomando-as de
qualidade e enquadrando-as em função das necessidades e
aspirações de todos, de modo a que o conjunto de indivíduos
envolvidos possa beneficiar da criatividade de cada um.

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PAPEL DO ANIMADOR
No seu dia-a-dia, o animador deve:

- Desempenhar papéis diferenciados;


- Designar quem realiza as tarefas e as atividades;
- Atuar como catalisador que desencadeia e anima processos;
- Saber gerir os recursos humanos e materiais necessários e geri-los
de acordo com as necessidades;
- Proporcionar momentos de alegria, tem que intervir, respeitar,
acarinhar, ser bom comunicador, etc;
- Ter a capacidade de se modificar conforme as situações que lhe
vão aparecendo;
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PAPEL DO ANIMADOR

• O animador trabalha em e para o grupo, a ele


compete criar movimento, vida, atividades, apresentar
propostas e sugestões, imaginar, despertar, influenciar,
sem exercer qualquer tipo de obrigação ou criar um
sentimento de obrigatoriedade.

• O animador deve ser ativo, comunicador, alegre,


destemido, entusiasta, otimista e ter espírito de
adaptação.
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PAPEL DO ANIMADOR
Deve também ter:

• Entusiasmo - para motivar as crianças;


• Empatia - para compreender as crianças, colocar-se no lugar
delas;
• Atitude construtiva – ser positivo, demonstrar seriedade,
comentários positivos;
• Capacidade de organização do espaço;
• Uma grande variedade de atividades/jogos;
• Competências para planificar e preparar os jogos /atividades
com antecedência; 37
PERFIL DO ANIMADOR

A figura do animador desempenha um papel central no método


da animação. É ele quem assume a responsabilidade de promover
a vida do grupo ou da criança. Para que desempenhe eficazmente
as suas funções, existem três áreas de competências fundamentais,
que o animador deve ter em conta:
 O saber-saber
 O saber ser
 O saber-fazer
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PERFIL DO ANIMADOR

➢O saber - saber, refere-se aos


conhecimentos que deve possuir para
desempenhar convenientemente a sua tarefa.
Além disso, um animador, conforme a área
específica do seu desempenho, deverá uma
formação adequada.

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PERFIL DO ANIMADOR

➢ O saber - ser, é constituído pela identidade


pessoal, pelas nossas características próprias, ou
seja, saber ser e saber estar, diante das mais
diferentes situações. É reagir de forma assertiva e
com uma postura exemplar às situações difíceis.

40
PERFIL DO ANIMADOR

➢ O saber - fazer, reporta-se à metodologia que


usa para dar vida ao grupo que anima, a qual é
sempre o reflexo do seu ser e do seu saber.

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PERFIL DO ANIMADOR

Ao animador, compete dar tempo e espaço


para que a vida desabroche nos animados.
Através das suas atitudes, o animador promove
a liberdade, a responsabilidade e o crescimento
do destinatário.

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PERFIL DO ANIMADOR

Em suma, podemos dizer que o animador é o


pilar central de toda a atividade da
animação, uma vez que é ele quem assume a
responsabilidade de promover a vida do grupo,
dinamizando deste modo a vida dos “animados”.

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PERFIL DO ANIMADOR

Para que o animador possa desempenhar da melhor


maneira as funções que lhes estão determinadas devem
ter em conta os conhecimentos que possui, que pode
e deve partilhar e, claro, ter em atenção os métodos
que irá utilizar para atingir os seus objetivos através
das atividades predefinidas.

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PERFIL DO ANIMADOR

O animador é muitas vezes o confidente, o


conselheiro, o amigo, e com o decorrer do tempo,
torna-se em alguém muito próximo (isto é mais
notório, especialmente quando se trata de pessoas
mais carentes ou com alguma limitação física ou
psicológica).
45
PERFIL DO ANIMADOR

É necessário que o animador tenha muita


estabilidade afetiva e emocional, para poder
desempenhar este papel de disponibilidade e
presença, atenção e afeto, que lhe é exigida.

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PERFIL DO ANIMADOR

Embora o trabalho de grupo seja muito importante, na


animação, a criança enquanto ser único e distinto é
também muito importante. Se houver uma única que goste
muito de fazer uma determinada coisa, o que fazemos?
É preciso apoiar e facilitar essa opção. É preciso o
animador estar disponível e propor atividades adaptadas ao
gosto e desejos dos participantes.
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TAREFAS DO ANIMADOR

• Estabelecer o programa de animação;


• Fixar o calendário de atividades;
• Definir a forma como levar a cabo as atividades;
• Decidir qual a metodologia;
• Informar o público;

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TAREFAS DO ANIMADOR

• Procurar instalações;
• Solicitar colaborações;
• Conseguir meios (equipamentos e financeiros);
• Assumir tarefas de administração;
• Reunir informações;

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TAREFAS DO ANIMADOR

• Tratar de pormenores práticos;


• Redigir notas informativas;
• Estabelecer orçamentos;
• Avaliar resultados;
• Intervir, pessoalmente, em atos culturais;

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TAREFAS DO ANIMADOR

• Elaborar material;
• Estimular a participação;
• Estimular a comunicação;
• Criar um clima de confiança;
• Assegurar a formação de outros possíveis animadores
e do próprio.

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TIPOS DE ANIMAÇÃO

ANIMAÇÃO INDIVIDUAL

ANIMAÇÃO EM GRUPO

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TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação Individual

Conceito de Individual
• Relativo a uma única pessoa;
• Que possui características próprias de um individuo distintas do
restante grupo.

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TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação Individual

Estratégias
• Encontrar métodos de trabalho específicos, para situações de
necessidades educativa especial, marginalização, exclusão social, faixas
etárias diferentes.

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TIPOS DE ANIMAÇÃO
Animação de Grupo

Conceito de Grupo
• Um grupo é constituído por um conjunto de indivíduos. No entanto,
nem todos os conjuntos de indivíduos se podem considerar um grupo.
Para que tal aconteça é necessário que um conjunto de indivíduos esteja
em interação durante um período de tempo considerável e que consiga
desenvolver uma atuação coletiva com vista à prossecução de objetivos
partilhados.

Um grupo coeso possui, além do mais, uma identidade própria que origina
entre os membros um sentimento de pertença e que externamente é
igualmente reconhecida.
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TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação de Grupo

Distinções
Os grupos distinguem-se uns dos outros pelos mais variados critérios:
• Em função da natureza dos objetivos que prosseguem que podem ter
uma natureza mais marcadamente emocional ou, pelo contrário, mais
funcional.
• Pela organização mais informal ou mais formal.
• E também e entre muitos outros critérios, pela dimensão, que
inevitavelmente se traduz numa maior ou menor intensidade e
reciprocidade das interações pessoais.
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TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação de Grupo

Papel do Grupo
• O grupo desempenha papéis decisivos na vida humana já que é nele que se
processa a socialização do indivíduo imprescindível à sua formação enquanto
pessoa. Assim, ao longo da vida do indivíduo, uma adequada integração em
grupos é indispensável para a formação de um ser humano completo e
equilibrado emocional e socialmente. É amplamente reconhecido que o grupo
pode exercer uma forte influência no comportamento individual dos seus
membros. Este efeito pode revestir aspetos positivos, mas também negativos.
Um grupo pode facilitar mudanças comportamentais desejáveis nos seus
membros, mas pode, também, facilitar a manifestação pelos seus membros de
comportamentos socialmente indesejáveis e/ou desadequados.

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TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação de Grupo
Estratégias de Animação de Grupos

• Animar um grupo consiste fundamentalmente em exercer uma


ação facilitadora da sua evolução. Isto implica que a atuação do
animador se vá adequando à medida que o grupo se desenvolve. Na
fase de formação do grupo a atenção do animador deve centrar-se
em facilitar os processos que permitam criar um bom
conhecimento e relacionamento interpessoal entre os membros do
grupo.
58
TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação de Grupo
Estratégias de Animação de Grupos

• O trabalho do animador na fase de organização de estruturação do


grupo consiste em trabalhar com o grupo de modo a que este consiga
organizar-se para desenvolver a sua ação. O animador pode, nesta fase,
ajudar o grupo a definir objetivos e a escolher as estratégias de ação e
de organização. Paralelamente a esta ação de facilitação da organização
do grupo o animador deve, também nesta fase, atuar nos processos de
favorecimento de um adequado relacionamento interpessoal e da
máxima participação dos membros do grupo.
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TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação de Grupo
Estratégias de Animação de Grupos

• A progressiva autonomia do grupo deve constituir-se como desafio


fundamental do animador à medida que o grupo se estrutura e organiza
para a ação, o que também implica que o animador consiga atuar de
modo a que o grupo se aproprie de informação, formação e ferramentas
necessárias ao prosseguimento da sua ação. Superadas as fases de
formação e de organização, o grupo deverá estar em condições de atuar,
de agir, de produzir de um modo relativamente autónomo face ao
animador que nesta fase deverá assumir um papel progressivamente mais
discreto intervindo fundamentalmente como um recurso a que o grupo
poderá recorrer se necessário.
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TIPOS DE ANIMAÇÃO
Animação de Grupo
Atividades

• A primeira regra na utilização das atividades é que não deve ser


feita por fazer. Mas sim, utilizá-las como recursos no nosso trabalho
de facilitação do desenvolvimento dos grupos com que trabalhamos.

• A escolha de uma dinâmica deve assim adequar-se aos objetivos que


pretendemos atingir, às características individuais dos membros do grupo e,
naturalmente, às características e fase evolutiva do grupo com que estamos a
trabalhar. Temos, também, de atender na seleção de atividades de animação de
um grupo às condições físicas e materiais e ao tempo de que dispomos.
61
TIPOS DE ANIMAÇÃO

Animação de Grupo
Atividades

• Na dinamização das atividades o animador deve começar por


apresentar da forma mais clara que lhe for possível o
funcionamento e conteúdo da dinâmica motivando o grupo para a
sua realização. No desenrolar de uma dinâmica, e se esta tiver sido
adequadamente apresentada, a intervenção do animador pode e
deve ser reduzida. O animador assumirá um papel mais observante,
ainda que presente para que as regras da atividade sejam seguidas e
que a motivação se mantenha elevada.
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TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO DE GRUPOS

Segundo estudos, o comportamento do indivíduo é diferente


quando está sozinho e quando está acompanhado. Nas crianças isto é
ainda mais notório. A dinâmica de grupos estuda o funcionamento do
grupo, que não é só um conjunto de pessoas, mas sim estas e os seus
objetivos, as finalidades, os interesses, etc.

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TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO DE GRUPOS

As dinâmicas de grupo são uma ferramenta de estudo de


grupos e também um termo geral para processos de grupo. Em
psicologia e sociologia, um grupo são duas ou mais pessoas que estão
mutuamente conectadas por relacionamentos sociais. Por interagirem e
se influenciarem mutuamente, os grupos desenvolvem vários processos
dinâmicos que os separam de um conjunto aleatório de indivíduos.
Estes processos incluem normas, papéis sociais, relações,
desenvolvimento, necessidade de pertencer, influência social e efeitos
sobre o comportamento.

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TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO DE GRUPOS
• Técnicas de animação

Existem diferentes técnicas que permitem animar os grupos, de


acordo com os objetivos que se pretendam alcançar. Estas são
instrumentos de ajuda para conseguir o que nos propomos, mas não
existem técnicas infalíveis que resolvam todos os problemas.

Em todo trabalho com grupos é necessário que haja momentos de


lazer, descontração ou movimentação corporal. São momentos
importantes para energizar ou animar as pessoas.
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TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO DE GRUPOS
• Técnicas de animação

• As técnicas de animação são bastante utilizadas para:

- Criar um ambiente fraterno e participativo;


- Animar e entrosar os membros de um grupo;
- “Acordar”, “despertar” o grupo, restabelecendo as energias;
- Utilizar a expressão corporal, os movimentos e os gestos para
ampliar a comunicação;
- Facilitar a interação e dar estímulo às pessoas.
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PLANEAMENTO DE
AT I V I D A D E S
❑ Objetivos e meios para promover o desenvolvimento e
aprendizagem da criança e do jovem

- Atividades

- Equipamentos, espaços, recursos materiais e humanos

- Metodologias e técnicas

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Objetivos e meios
para promover o
desenvolvimento da
criança
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

• Normalmente o que faz uma criança se não brincar?

Até aos 6 anos, a criança viverá uma das mais complexas fases do
desenvolvimento humano, nos aspetos intelectual, emocional, social e
motor, que será tanto mais rica quanto mais qualificadas forem as
condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam.

69
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

• Para isso, uma criança necessita de ser estimulada através de


um quotidiano rico e diversificado de situações de
aprendizagem, planeadas para desenvolver as linguagens e as
emoções e estabelecer os pilares para o pensamento
autónomo.

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OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

A animação apresenta atividades diversificadas que podem servir


como complemento para a educação e desenvolvimento de uma
criança.
Para tal, é fundamental:
• Criar lugares e ocasiões de encontro (creche, jardim, escola, mas
também com outras crianças)
• Constituir um ponto de partida para depois empreender tarefas
de maior amplitude
• Criar espaços e lugares para a participação intergeracional,
familiar e social. 71
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

• Todo o desenvolvimento psicológico ocorre sempre num


contexto sociocultural, o que nos leva a perceber que nos
desenvolvemos em conjunto com o contexto onde nos
encontramos inseridos e que o que pode ser importante para
uma dada cultura, pode não o ser para outra.

• Para o mesmo problema, os adultos ou as crianças reagem de


maneira diferente, de acordo com as marcas e os
conhecimentos que adquiriram ao longo da vida.
72
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

• Como tal, a animação deve ser intergeracional e não sectária, ou


seja, a maior parte das dinâmicas que se utilizam na animação de
crianças ou idosos, podem ser adaptadas a todas as faixas etárias. É
evidente, que ao trabalhar com crianças ou com idosos, ou grupos
específicos, temos que ter em consideração o seu grau de
autonomia, idade, etc, adaptando os exercícios, sempre que
necessário.

73
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

• A animação pode atuar em todos os campos, quer seja


mental, física ou afetiva, incitando a uma melhor
participação e inserção na comunidade ou no grupo.

74
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

• A animação deve centrar-se sempre, sobre as necessidades, os


desejos e os problemas vividos por cada membro do grupo,
ninguém pode ficar de fora ou estamos a contrariar precisamente
aquilo que serve de base à animação.

• Ao propor qualquer atividade, (o que é preciso ter em conta, para


começar) o animador tem primeiro que avaliar as condições físicas
e psicológicas dos animados e perceber as suas capacidades e
motivações.
75
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

A importância da motivação no desenvolvimento de atividades

A motivação é o processo que se desenvolve no interior do


indivíduo e que o impulsiona a agir mental e fisicamente. O sujeito
motivado está disposto a dispensar esforços para alcançar os seus
objetivos.
Motivar será o processo de incentivar, desencadeador de impulsos
internos da criança, de forma a levá-la a interessar-se pela participação
nas atividades de animação propostas pelo animador.
76
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Compete ao animador motivar as crianças:

◼ Criando condições que orientem a sua vontade para a


participação nas atividades propostas;

◼ Conhecendo-as muito bem, propondo atividades adaptadas


aos desejos delas, às necessidades de desenvolvimento assim
como aos objetivos por ele delineados;
77
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Compete ao animador motivar as crianças (cont.):

◼ Estabelecer um clima de confiança, ajudando-as a vencer os


medos ou inseguranças;

◼ Quebrar hábitos errados das crianças, favorecendo o


dinamismo, ajudando-as a melhorar a sua confiança e
valorização;
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OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Compete ao animador motivar as crianças (cont.):

◼ Percebendo que a recusa de uma criança revela muitas vezes


medo ou insegurança;

◼ Utilizando um vocabulário adaptado e apresentando os seus


projetos e explorando os seus conteúdos e objetivos;

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OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Animação Lúdica

A criança precisa ter tempo e espaço para brincar. É importante


proporcionar um ambiente rico para a brincadeira e estimular a
atividade lúdica no ambiente familiar e escolar, lembrando que rico
não quer dizer ter brinquedos caros, mas fazer com que elas
explorem as diferentes linguagens que a brincadeira possibilita
(musical, corporal, gestual, escrita), fazendo com que desenvolvam a
sua criatividade e imaginação.
80
OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Animação Lúdica

É a brincar que aprende o que mais ninguém lhe pode ensinar. É


dessa forma que ela se estrutura e conhece a realidade. Além de
estar a conhecer o mundo, está-se a conhecer a si mesma. Ela
descobre, compreende o papel dos adultos, aprende a comportar-
se e a sentir-se como eles.

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OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Animação Lúdica

O ato de brincar pode incorporar valores morais e culturais, em


que as atividades podem promover a auto-imagem, a auto-estima, a
cooperação, já que o lúdico conduz à imaginação, fantasia, criatividade
e à aquisição dum sentido crítico, entre outros aspetos que ajudam a
moldar as suas vidas, como crianças e, futuramente, como adultos.

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OBJETIVOS E MEIOS PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Animação Lúdica

• É através da atividade lúdica que a criança se prepara para a vida,


assimilando a cultura do meio em que vive, integrando-se nele,
adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo
a competir, cooperar com os seus semelhantes: a conviver como
um ser social.

83
Formas de animação

Animação artística

Animação Lúdica
Animação artística

Surge como um instrumento que pretende promover a

ação do indivíduo de forma abrangente, fomentando a

sua auto estima, através do reconhecimento das suas

capacidades, e estimular à intervenção e participação

ativa.
“Só a Arte tem o poder de reproduzir representações
da existência que nos possibilitam viver. São estas
representações – terreno fértil para a recriação
artística que, passando pelos imaginários individual e
coletivo nos possibilitam de reinventar o mundo.”
Nietzsche
Animação Lúdica

Lúdico, do latim ludus significando jogo,


divertimento, distração.
Animação Lúdica

A animação lúdica consiste em


desenvolver atividades que têm por
objetivo a diversão das pessoas ou
grupos, a ocupação de tempos livres, a
promoção do convívio, a divulgação do
conhecimento, das artes e dos saberes.
Atividades lúdicas:
desporto e recreio,

turismo ,

internet,

visitas culturais,

jogos,

gastronomia e algumas atividades relacionadas com a


aprendizagem e o conhecimento, entre outras.
Realizar jogos lúdicos
divertir as
divulgar os pessoas e
conhecimentos, o grupo
artes e saberes

Ocupar
o tempo
promover
o convívio
Objetivos
da
Animação
lúdica
objetivos fulcrais da animação:

Possibilitar a elaboração, articulação e desenvolvimento de aspetos


essenciais à pessoa como a identidade, confiança e a reciprocidade.

Promover relações de confiança e de igualdade, que permita que


todas as crianças se exprimam livremente

Fomentar relações de confiança e igualdade


Objetivos fulcrais da animação:

Desenvolver dois aspetos fundamentais: ouvir e fazer-se ouvir;

Trabalhar a pessoa na sua globalidade, atendendo a


todas as suas características como competências,
medos, dificuldades.

Todas estas áreas de expressão e todas as características do


indivíduo devem ter espaço nas atividades de animação
sociocultural.
PLANEAMENTO DE
AT I V I D A D E S

94
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Plano de Atividades (PA)

Plano: conjunto de programas. O programa operacionaliza um


plano mediante a realização de ações orientadas para alcançar
as metas e os objetivos propostos num determinado período.

Planear – É usar procedimentos para introduzir uma


organização e racionalização à ação com vista a alcançar
determinadas metas e objetivos.

95
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Quando pretendemos realizar atividades com


crianças/jovens sejam elas de estimulação cognitiva ou
física estas têm sempre, ou deveriam ter, um objetivo,
por conseguinte, essas atividades e esses objetivos têm
de ser pensados, trabalhados ou planeados
atempadamente. Uma forma de preparar as atividades
de uma forma utilitária passa pela elaboração de um
plano de atividades.

96
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Uma vez que a Animação procura gerar processos de


participação individual e coletiva, esta metodologia deve ser
entendida como uma metodologia participativa, o que implica
que, nas suas diferentes fases, o animador tem como
preocupação envolver as pessoas e os grupos da comunidade
e as organizações do meio em todo o processo.

97
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
Elementos da planificação

Um Plano poderá ser um instrumento muito útil quer


no domínio da organização do tempo quer na definição
dos objetivos das atividades. Deve conter uma série de
elementos de fácil interpretação para quem lê e para
quem o utiliza.
Um plano poderá ser anual, semestral, trimestral,
mensal, semanal e diário.

98
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

As práticas de animação exigem para a sua plena eficácia o


recurso a um processo organizado e sistemático de
atuação (metodologia de intervenção), que compreende as
seguintes etapas ou fases básicas:

➢ o estudo e diagnóstico da realidade,


➢ o planeamento da ação,
➢ a execução do plano
➢ e a avaliação.
99
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Dizendo de outro modo, o animador precisa conhecer


a realidade onde pretende intervir, definir objetivos e as
ações a realizar tendo em conta os recursos
disponíveis, executar com rigor o plano de ação
concebido e proceder à avaliação dos resultados
alcançados e dos processos desenvolvidos.

100
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Uma vez que a Animação procura gerar processos de


participação individual e coletiva, esta metodologia deve
ser entendida como uma metodologia participativa, o
que implica que, nas suas diferentes fases, o animador
tem como preocupação envolver as pessoas e os
grupos da comunidade e as organizações do meio em
todo o processo.

101
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
1º Fase – Estudo e diagnóstico da realidade

Para a realização de programas de animação sócio-


cultural, há necessidade de estudar a realidade sobre a
qual se vai atuar. É essencial identificar necessidade,
carências e centros de interesse relacionados com os
grupos ou populações implicadas. É a partir deste
levantamento que se definirão os problemas
(diagnóstico) e as estratégias de ação e atividades a
desenvolver.
102
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
2ºFase – Plano de Ação

Realizada a fase de estudo e diagnóstico, deve-se proceder à


elaboração do plano de ação de modo a garantir um maior
rigor e organização do conjunto das atividades a
desenvolver. A elaboração do Plano de Ação inclui a
definição dos objetivos que se pretendem alcançar, a
programação das ações a desenvolver, a identificação dos
recursos a utilizar, no sentido da resposta aos principais
problemas e necessidades detetadas na fase de estudo e
diagnóstico e face às prioridades estabelecidas.
103
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

2ºFase – Plano de Ação

Os objetivos traduzem os resultados esperados ou


propósitos que se desejam alcançar no período de
tempo de duração do projeto e devemos procurar
enunciá-los de uma forma precisa e clara. Devemos
igualmente ter em conta se os objetivos definidos são
possíveis face aos meios (humanos, materiais,
financeiros, …) de que se dispõe.

104
PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

2ºFase – Plano de Ação

A programação das ações consiste em escolher as


atividades mais adequadas para atingir os objetivos
definidos. Deve-se igualmente prever o tempo e o
ritmo de realização das diferentes atividades e tarefas,
definir quem são os responsáveis pela preparação e
acompanhamento, prever os recursos necessários.

105
ANIMAÇÃO
M O D E L O DA S “ N OV E ” Q U E S T Õ E S

1. Porquê ?
2. O quê ?
3. Para quê ?
.
4. A Quem ?
5. Como ?
6. Com quem ?
7. Com quê ?
8. Quando ?
9. Onde?
106 CEMBRANOS, F. , MONTESINOS, D.H., BUSTELO, M. (2002)
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

1. Porquê ?
Pretende procurar a razão da ação, em função da análise
da realidade efectuada previamente; localizar as
necessidades e possibilidades detetadas no diagnóstico.

2. O Quê ?
Define a natureza do projeto, incluindo a sua
denominação dando nome à ação escolhida.
107
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
3. Para Quê ?
Define os objetivos que se pretendem alcançar com a
ação a desenvolver. Remete para a análise da realidade
anterior, conjugando necessidades e desejos com as
possibilidades - oportunidades e alternativas que podem
ter riscos e dificuldades.

4. A Quem ?
Determina os possíveis destinatários, que por sua vez
são determinantes para a realização da planificação.
108
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

5. Como ?
Orienta para as tarefas e contatos a serem
realizados, no sentido de haver uma preparação e
chegar à ação propriamente dita.

6. Com Quem ?
Determina quais os recursos humanos que vão ser
necessários.

109
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
7. Com o Quê ?
Procura o levantamento de recursos materiais necessários, tendo
em conta os materiais que já existem no local.

8. Quando ?
Indica o tempo que se dispõe, estabelecendo um calendário de
trabalho detalhado de cada uma das atividades. Implica um
processo de gestão e execução.

9. Onde?
Averiguação de espaços onde se pretende dinamizar as ações. 110
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
Objetivos: Para Quê…?
Quando planeamos executar qualquer tarefa ou atividade, ainda
que inconscientemente, temos sempre um objetivo, como tal, não
seria adequado construirmos um plano sem termos em conta este
dado.
Os objetivos podem ser divididos em gerais – mais abrangentes e
pouco práticos e específicos – mais direcionados para a ação e
práticos.
Isto é, os objetivos gerais descrevem grandes orientações para as
ações (…), os objetivos específicos exprimem os resultados que se
espera atingir e que detalham os objetivos gerais.
111
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
Objetivos: Para Quê…?

O objetivo deve ser o mais específico possível de modo a


que qualquer pessoa perceba o que se pretende. Os
objetivos gerais devem ser acompanhados pelos objetivos
específicos. O objetivo é uma intenção em relação à
modificação que se pretende que a pessoa tenha, é a
descrição de um conjunto de comportamentos que a
pessoa deverá manifestar depois da atividade.
Os Objetivos devem ser definidos em função do/s
destinatário/s e não do Educador .
112
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
Atividades e Tarefas: O que se pretende desenvolver?
Neste dado deverá constar o nome da atividade, e uma breve
descrição da mesma, pois por vezes o nome da atividade nem
sempre é suficiente para a descrição da mesma.
Exemplo: Comemoração do dia da Mãe – realização de um
ramo de flores com papelão e de um postal para juntar ao ramo.

Metodologia: Como…?
De que forma irá ser realizada. Que métodos vão ser usados
para a realização ou planificação da atividades/das atividades.
113
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Local: Onde…?

Este dado é importante e terá de ser definido com


alguma antecipação, pois nem sempre o espaço está
disponível ou adaptado. Se por outro lado for um
espaço público a visitar, como por exemplo um museu
ou outra instituição essa necessidade será, ainda mais,
evidente.

114
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Calendarização: Quando?

Este dado é imprescindível na construção do plano, ele deverá


indicar o mês ou o dia em que irá ser realizada a atividade.

Exemplo: 5 de Março – terça-feira de tarde e a duração de cada


atividade.

115
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Recursos

Outro dado imprescindível na construção de um plano e


na execução do mesmo são os recursos.
Estes podem dividir-se em:
• Recursos humanos
• Recursos materiais (logísticos)
• Recursos financeiros

116
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Recursos humanos – referem-se às pessoas


intervenientes quer na elaboração do plano, quer na
execução do mesmo. Podem desempenhar tarefas muito
distintas, tendo todas um papel imprescindível.

Recursos materiais (logísticos) – são todos os


materiais necessários para a execução das atividades:
equipamentos, infra-estruturas físicas, instrumentos, objetos,
etc...

117
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Recursos financeiros – serão as verbas disponíveis para a


execução das atividades planeadas.

Os recursos têm de ser suficientes para todos os


participantes, e atempadamente requisitados e adquiridos.
(Se for um passeio ao exterior, é necessário requisitar um
autocarro e motorista). Muito importante também, é saber
qual a disponibilidade da instituição, relativamente a este
assunto.

118
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

Recursos financeiros

Para atividades de maior envergadura, algumas perguntas se


impõem:
- Existem recursos necessários?
- É preciso recorrer a parceiros externos?
- Quais os recursos disponíveis na comunidade, próxima e
alargada?
- Quais os recursos disponibilizados pelos parceiros,
formais e informais?
119
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

3ºFase – Execução do Plano

Ao executar um plano de ação deve-se ter em conta a


metodologia específica da animação, ou seja, privilegiar no
desenvolvimento das atividades, os meios, instrumentos e
técnicas que favoreçam a participação dos grupos
implicados e a sua auto-organização.

120
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
3ºFase – Execução do Plano

Deve-se ter em conta, entre outros, os seguintes aspetos:

A necessidade da sensibilização e motivação – A informação,


divulgação e visibilidade dos projetos são aspetos fundamentais para
criar condições e despertar o gosto e a necessidade da participação.
No decurso das atividades deve-se, sempre que possível, utilizar
meios e instrumentos que facilitem a expressão individual e coletiva,
por forma a gerar processos de participação, envolvimento e
comunicação entre os grupos.
121
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

3ºFase – Execução do Plano

Mais do que procurar ter um público espectador, é


importante ter um público-ator que progressivamente vá
sendo capaz de se organizar e tomar nas suas mãos o
desenvolvimento de iniciativa e decisões.

122
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

3ºFase – Execução do Plano

A execução do plano, obedecendo ao cumprimento de


atividades e objetivos planeados, não invalida uma atitude
flexível e reflexiva sobre os mesmos. É importante
uma observação permanente sobre os processos e os
resultados alcançados, por forma a ir alterando e
reajustando as metodologias utilizadas.

123
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
4ºFase – Avaliação
Em termos formais e de acordo com as etapas da metodologia, a
avaliação aparece como um momento final após a execução do
plano de ação.
A avaliação é uma componente do processo de planeamento.
Todos os projetos contêm necessariamente um “plano de
avaliação” que é acompanhado de mecanismos de auto controle
que permitem, de forma rigorosa, ir conhecendo os resultados e
os efeitos de intervenção e corrigir as trajetórias caso sejam
desejáveis. A avaliação é algo de extrema importância para a
compreensão do sucesso ou insucesso das atividades planeadas.
124
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
4ºFase – Avaliação

Com esta avaliação pretende-se:


• Analisar os resultados quantitativos ( ex: número de pessoas
que participaram numa dada atividade);
• Analisar os resultados qualitativos (ex.: modificação do nível
de auto-confiança);
• Analisar os recursos utilizados (se foram os mais adequados,
se foram suficientes, …);
• Aprofundar o diagnóstico da realidade, tendo em vista futuras
ações, significa refletir sobre o feito para descortinar o que
fazer…
125
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
Critérios de avaliação:

Eficácia – perceber em que medida os objetivos foram


atingidos e as ações/ atividades foram realizadas;

Eficiência – relacionada com a avaliação do rendimento


técnico da ação, resultados obtidos relativamente aos
recursos utilizados;

Adequabilidade – avalia em que medida a ação/atividade foi


adequada face ao contexto e à situação na qual se pretendia
intervir;
126
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
Critérios de avaliação:

Equidade – destina-se a avaliar em que medida existiu


igualdade de oportunidades de participação de todos os
intervenientes na ação/ atividade;

Impacto – utilizado numa perspetiva de médio ou longo


prazo, destina-se a avaliar em que medida a ação/atividade
contribuiu para a melhoria da situação, numa perspetiva de
mudança.

127
ELABORAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

A responsabilidade

É importante uma definição do papel de cada


elemento interveniente no plano, desta forma será
indispensável atribuir a cada elemento a sua
responsabilidade nas atividades a desenvolver.

128
METODOLOGIAS E
TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO

❑ Animação infantil

❑ Animação juvenil

129
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

“Quanto mais conhecemos,


mais amamos.”
(Leonardo da Vinci )

130
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Animação infantil
O que faz uma criança? Brinca. Certamente brinca. Até aos 6
anos, a criança viverá uma das mais complexas fases do
desenvolvimento humano, nos aspectos intelectual, emocional,
social e motor, que será tanto mais rica quanto mais qualificadas
forem as condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que
a cercam.
Para isso, uma criança necessita de ser estimulada através de
um quotidiano rico e diversificado de situações de aprendizagem,
planeadas para desenvolver as linguagens e as emoções e
estabelecer os pilares para o pensamento autónomo. 131
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário
Crianças
Materiais lúdicos e brinquedos
Às vezes, no jogo utilizam-se alguns elementos que o completam,
enriquecem e estimulam. De facto, existe uma relação entre o jogo e o
material que se vai usar.

Estes elementos podem ser:


. Materiais de natureza tais como a água, a terra, barro, folhas, pedras,
ossos, entre outros.
. Objetos e materiais variados destinados a ser usados como
objectos lúdicos, tais como cortiças, caixas, cordéis, trapos, entre outros.
132
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças
Materiais lúdicos e brinquedos

Estes elementos podem ser:


. Objetos quotidianos que se transformam automaticamente
em brinquedos com a ajuda da imaginação e criatividade da
criança: um desses exemplos pode ser o facto de uma vassoura
se converter num cavalo, entre muitos outros exemplos.
. Criações artesanais ou industriais especialmente desenhados
e confecionados para um fim. Estes elementos são os brinquedos.
133
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário
Crianças

Brinquedos cognitivos ou de desenvolvimento da


inteligência:
Estes brinquedos ajudam no desenvolvimento intelectual, no
raciocínio, na lógica, na atenção, no domínio da linguagem.

Brinquedos de construção, como puzzles, associações, jogos


de cartas, dominós, montar e desmontar, jogos de perguntas
e respostas, jogos de linguagem.

134
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Brinquedos de relação social ou de desenvolvimento da


sociabilidade:
São brinquedos que favorecem as relações entre as pessoas. A
participação de mais do que um jogador, ajuda a criança a
relacionar-se com os outros e a comunicar, favorecendo o
intercâmbio de ideias, materiais ou experiências. Também os
brinquedos que requerem acordos entre diferentes jogadores
ajudam na assimilação de normas sociais, no respeito pelos outros
e na aceitação de regras, conceitos que integram todos os
aspetos básicos das relações interpessoais.
135
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Brinquedos de relação social ou de desenvolvimento


da sociabilidade:

Formam parte desta tipologia todos os brinquedos que


colaboram com jogo simbólico: bonecas e bonecos, veículos,
garagens, cozinhas, hospitais, escolas, disfarces, etc. Também os
jogos desportivos, de mesa entre outros.

136
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário
Crianças

Brinquedos de desenvolvimento afetivo e emocional:

O jogo é uma atividade que deve proporcionar prazer, alegria e


satisfação, permite à criança que se expresse livremente e a
descarregar tensões, garantido um equilíbrio emocional e afetivo.
Os exemplos são: os disfarces e as representações em miniaturas
de elementos do mundo real (carros, lojas, cozinhas…), permitem
representar e imaginar diversas situações do mundo adulto,
experimentando diferentes papéis que ajudam a configurar a
própria personalidade.
137
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Ateliers para crianças


A programação dos ateliers procura a integração e o
desenvolvimento das crianças em diferentes áreas:

Desenvolvimento físico e movimento – Expressão corporal:


O objetivo é experimentar os sentidos e distribuir e canalizar a
energia para atividades que exercitam e mexem com o corpo:
ginástica, dança, jogos rítmicos, mímica.

138
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Ateliers para crianças

Desenvolvimento sensorial e exploração do mundo –


Expressão plástica:

As crianças irão estabelecer contato com diferentes materiais


e texturas (gesso, papel, cartão, cartolina, algodão, tecido, etc.),
cujas aplicações tão distintas serão convertidas em objetos
divertidos e úteis, tais como molduras, íman, máscaras,
fantoches, álbuns, quadros, e muito mais.
139
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Ateliers para crianças

Desenvolvimento emocional e representação mental –


Expressão dramática:
As crianças são chamadas a participar em todas as fases de uma
peça de teatro: a criação de um argumento, a construção do
cenário, a exploração das personagens, a elaboração do guarda-
roupa, a distribuição dos papéis, a contra-cena, o gesto, a fala, a
mímica, etc.
140
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:


•Jogos de Mesa Diversos
•Mesa de Desenhos
•Bolas de Sabão Gigantes
•Histórias Enfeitadas (PowerPoint, teatro de fantoches, contos através
de objetos e através de imagens)
•Karaoke
•Atelier de Artes Plásticas (decoração de objetos com colagens e
pinturas em relevo)
•Danças com coreografias diversas
•Pinturas Faciais
141
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:


•Caça ao tesouro as crianças adoram revirar o parque ou o jardim à
procura de pequenos tesouros em forma de guloseimas.
•Escultura de Balões (cães, flores e espadas são um sucesso garantido
junto de todas as crianças)
•Aprendizes de culinária: as crianças vão ter oportunidade de
aprender como utilizar alguns utensílios de cozinha, a reconhecer os
alimentos e as suas propriedades, e a realizarem e criarem algumas
receitas.
142
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:

•Educação ambiental: conhecer os recursos da terra, a


sua importância e aproveitamento. Técnicas de reciclagem e
bons hábitos de defesa do ambiente.

•Os animais nossos amigos: aprender sobre as


características e hábitos dos animais domésticos e
selvagens, o seu tratamento, higiene e cuidados de saúde.

143
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário
Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:

•Riscos e rabiscos: um momento criativo, no qual se estimula a


elaboração de desenho e pintura livre ou orientada para
determinado tema.

•Conto um conto: o gosto pela leitura surge muitas vezes através


da arte de saber contar uma história seja ela fantasia ou realidade.
Aqui contam-se histórias do imaginário e do quotidiano.
144
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:

•Os meus filmes: altura para o visionamento de um filme


cuidadosamente escolhido em função do seu conteúdo lúdico-
didáctico e das preferências das crianças.

•Jardinagem: as diferentes espécies, o calendário, a plantação, as


ferramentas e muito mais curiosidades sobre este tema. A cada
criança será dada a tarefa de manter e cuidar da sua planta.
145
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:

•Corpo Humano: como se constitui, a pele, o esqueleto, os órgãos


e como funcionam os diferentes sistemas que o compõem. Os
cuidados de higiene e alimentação.

•Momentos musicais: aprender os sons. Os diferentes géneros


musicais. Os nossos instrumentos (sons que fazem as mãos, a boca,
os pés). Construção de instrumentos com diferentes materiais.
146
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário
Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:

•Hora do faz-de-conta: aqui as crianças podem ser o que


quiserem. Entre monstros e fadas, reis e rainhas, criam-se trajes e
adereços, faz-se maquilhagem e pinturas, penteados radicais,
trancinhas e enfeitam-se as unhas das meninas.

•Foto-mania: contar uma história por meio de imagens.


Recolher fotografias sobre um tema é o desafio que se lança às
crianças.
147
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Crianças

Exemplos de atividades de animação infantil:

•Poesia: iremos aprender a fazer poesia de pequenas coisas.


Rimas, lengalengas.

•Jornalinho: em grupo, iremos criar um jornalinho interno com


histórias, notícias locais, técnicas de ilustração, curiosidades,
receitas, anedotas, adivinhas e muito mais.

148
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Jovens

Animação juvenil

Segundo Peñalba (2006), ser jovem entende-se como uma fase de


preparação para a vida adulta, entre a adolescência e o adulto”. Conceito
de jovem e juventude, surgiu no século XIX, depois a revolução industrial.
É difícil de definir jovem, mas hoje em dia, o limite estipulado para a
juventude está compreendida entre os 16 e os 30 anos.

149
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Animação juvenil
Por sua vez Ventosa afirma que: a Animação Juvenil é uma
modalidade de a Animação Sociocultural, que se caracteriza por se dirigir
fundamentalmente aos jovens. Utiliza as características básicas de toda a
animação, mas temos que juntar a problemática e as características
específicas, os interesses, necessidades, psicologia, que têm os jovens para
poder trabalhá-la de uma forma adequada (…) Tem que ser uma pessoa
que tenha juntamente os conhecimentos, habilidades sociais,
conhecimentos metodológicos, teorias e técnicas, uma sensibilidade
especial para trabalhar com jovens, e uma capacidade especial também
para chegar-se a eles e motivá-los.”
150
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Animação juvenil

Em termos genéricos os jovens e os adolescentes


demonstram uma forte necessidade de se destacarem, de
viver experiências novas e de quebrar as regras
estabelecidas. Não têm idade suficiente para participar em
todas as atividades destinadas aos adultos, mas também
não se enquadram na animação infantil.

151
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Animação juvenil

Como os jovens temem ser ridicularizados, preferem


observar antes de participar. Optam pelas atividades mais ativas
e que se aproximem das atividades dos adultos; são pouco
comunicadores e podem mostrar indiferença para com o
programa de animação.

As atividades lúdicas de competição, em particular as


desportivas, mesmo na sua vertente de aventura, são boas
opções.
152
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Adultos

Demonstram uma tendência natural para aderir a diversas


atividades, essencialmente as que favorecem a convivência. O
nível de participação nas atividades diurnas e noturnas é
elevado, com especial incidência nas últimas.
As atividades são essencialmente lúdicas e socioculturais.
Variam entre espetáculos profissionais, atuações por parte de
animadores ou dos próprios turistas, jogos lúdicos, festas
temáticas, entre outras.

153
Técnicas de Animação adequadas à
especificidade de cada destinatário

Grupos com necessidades especiais

No que concerne à animação, nem todos os programas estão adaptados


a este tipo de clientes, fazendo-os sentir excluídos. Por outro lado, nem
sempre é fácil encontrar um animador com o dom da paciência, da
tolerância e da compreensão.
Atividades recomendadas:
•Jogos de mesa e de tabuleiro
•Desportos adaptados
•Passeios
•Visitas turísticas
•Observação de fauna e flora
•Ateliers e workshops
154
Metodologias e Técnicas de
animação

❑ Expressão Plástica

❑ Expressão Dramática

❑ Expressão Musical

❑ Expressão do movimento
Meios de Expressão

"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito


que penetra a natureza e descobre que ela também
tem uma alma. É a missão mais sublime do homem,
pois é o exercício do pensamento que busca
compreender o universo, e fazer com que os outros
o compreendam.“
( Auguste Rodin )
Meios de Expressão

Segundo Lowenfeld e Brittain (1980)

“a Arte é uma atividade dinâmica e unificadora, com um


rol potencialmente vital na educação das crianças” em
que “o desenho, a pintura ou a construção, constituem
um processo completo em que a criança reúne diversos
elementos da sua experiência, para tornar um todo com
um significado”.
Meios de Expressão

As áreas artísticas “tornam as crianças mais


desenvoltas, saudáveis e eficientes” para além de que
“têm um papel importante no desenvolvimento da
compreensão das crianças, relativamente ao mundo e a
si próprias”.
(Gândara, 1994)
Meios de Expressão

Para trabalhar atividades artísticas com as crianças deve-se


propiciar um clima de liberdade, alegria e descontração,
favorecendo atividades espontâneas e criativas.
Criatividade

A criatividade passou a ser um atributo individual e um


bem social. A criatividade está latente em todas as pessoas, em
maior grau do que geralmente se crê.
Porque a criatividade é cada vez mais importante, esta deve
ser promovida na escola, aceitando que cada criança tem
potencialidades para uma criatividade única, desde que não seja
estagnada pelo sistema educacional.
Criatividade

Aceitando que todo o indivíduo dispõe de forças suficientes para


o seu desenvolvimento criativo, a escola pode desenvolver um ensino
sensível para estimular a criatividade nos alunos.

A escola deve fornecer oportunidade para a


espontaneidade, iniciativa, expressão individual, ao abrir lugar
no currículo a atividades desafiadoras para os alunos e ao
recompensar a realização criativa.
Criatividade

Para Gonçalves (1991) quando a criança se exprime livremente,


não só desenvolve a criatividade, a imaginação e a sensibilidade, como
aprende a respeitar os outros. O autor defende que a capacidade
crítica torna o ser humano cooperante, responsável e interventivo no
meio em que se insere.
Assim, à palavra criatividade associa-se a palavra arte. Ela é vital
para a educação das crianças.
EXPRESSÃO PLÁSTICA:
criatividade

No ensino, a criatividade deve criar e dar oportunidades aos alunos para


serem criativos. Desta forma, a Expressão Plástica é uma autêntica
atividade criadora, porque independentemente das tendências, gestos e
evoluções que caracterizem cada época em que se vive, é uma tradução original
do mundo de cada indivíduo, retratado e projetado sem constrangimentos ou
limitações.
Assim, a escola deve oferecer à criança um vasto número de meios de
expressão que irão enriquecer e transformá-la. Ela deve descobrir, recortar,
tocar, transformar, ordenar, colar, inventar,...
EXPRESSÃO PLÁSTICA:
criatividade

De qualquer modo, o professor/animador tem de ter em


consideração as experiências da criança, a sua personalidade,
o seu tempo e ritmo de aprendizagem, respeitando o seu
desenvolvimento físico e psicológico.
Também relacionada com a criatividade está a capacidade crítica. O
desenvolvimento do espírito crítico é uma função básica na educação
do ser humano.
A Expressão Plástica tem um contributo inegável para o seu
desenvolvimento.
EXPRESSÃO PLÁSTICA:
criatividade

“A criatividade não é algo que se “ensina,


mas que se vive e estimula.
Deste modo, é importante que o professor seja,
criativo, fator de estímulos, aberto às novas ideias e
novas soluções e, acima de tudo, um não criador de
obstáculos”.

(Souza, 1974).
Expressão plástica
Expressão Plástica

A expressão plástica é um dos modos mais


característicos que a criança/jovem tem:
de observar e manipular a matéria, de forma criativa

de comunicar ao exterior a sua particular visão do meio, a


aquisição permanente de noções

de compartilhar com os outros o seu estado emocional


A criatividade, e a expressão na
criança/jovem, implicam …
amadurecimento
capacidade de comunicação
Capacidade a nível preceptivo e motor
motivação
conhecimentos da aplicabilidade de certas
técnicas no seu trabalho criativo.
Expressão Plástica

Arte plástica

As atividades de expressão têm ainda a vantagem de


desenvolverem a motricidade fina, a precisão manual e a
coordenação psicomotora.

A expressão plástica livre pode ser tridimensional, e neste


âmbito podem ser desenvolvidas várias técnicas de escultura,
como por exemplo:
Arte plástica

• Modelagem (de barro, plasticina, pasta de papel),


• Aproveitamento de materiais de desperdício (caixas de papel,
frascos, tampas),
• Construção de objetos específicos (instrumentos musicais,
fantoches, etc.)
A realização de workshops de artesanato, no qual se recriam
técnicas tradicionais, surge como uma forma especial de animação
a aplicar nos centros rurais, por forma a valorizar as
competências dos mais velhos e estimular a aprendizagem dos
mais jovens de técnicas que se encontram em risco de
desaparecimento.
Expressão Plástica – unidades de trabalho

Desenho
Pintura e estampagem;
Colagem, mosaico e vitrais;
Modelagem;
Construções.
Desenho
Expressar livremente, através de imagem espontânea,
as próprias vivências;

Adquirir hábitos de observação visual;

Criar imagens partindo das diferentes estimulações


ambientais;

Alcançar uma progressiva habilidade e agilidade


manual;

Conhecer e aplicar as possibilidades plásticas dos


instrumento
Desenho – instrumentos

Lápis de Grafite;
Carvão;
Lápis de cor;
Pastel de óleo;
Marcadores, etc.
Pintura e estampagem
Experimentação com cor;
Combinações de cores para obtenção de outras novas;
Pintura sobre diferentes texturas, pintura salpicada, pintura
por imersão;
Pintura facial;
Estampagem com marcas de dedos, mãos, pés, com
carimbos, com rolo.
Pintura e estampagem - instrumentos

marcadores;

guache;

carimbos : cortiça, esponja, vegetais, corda …;


Colagem, mosaico e vitrais

Destrezas para cortar, rasgar e pegar;

Composições;

Utilização de diversos tipos de material (papel de jornal,


revista, papel transparentes, seda, crepe, …;

Representações figurativas.
Modelagem

É uma atividade artística que procede de uma


das artes plásticas “maiores”: a escultura .

É o trabalho que procede da manipulação de


materiais maleáveis.

O sentido da modelagem no pré escolar é a


introdução da reprodução do relevo, do
volume dos objetos e seres.
Processo evolutivo na modelagem

1. Manipulação espontânea: Toma contacto com o

material (brinca, amassa, arredonda, fura com os

dedos,…)

2. Representa objetos: começa a perceber formas,

3. Identifica objetos reais e tenta reproduzi-los.


A modelagem apresenta vários valores:

Valor Valor
motivador
estético

Valor
formativo
Valor
motivador

responde plenamente aos


interesses necessidades mais
próximas da criança .
Valor
formativo

contribui de forma eficaz para o


desenvolvimento sensorial (visão e
tato), preceptivo e psicomotor da
criança.
Valor
estético

já que fomenta a sua criatividade, o


desenvolvimento do gosto estético e
satisfação intima de contemplação
da sua própria obra.
Modelagem desenvolve:

Sentido de tato;
Domínio de espaço;
Conceitos de tridimensionalidade;
Expressão plástica mediante domínio da forma e
do volume dos corpos.
Modelagem : instrumentos/ matériais

Pasta de papel (papel marchê);

Plasticina;

Barro,

Argila,

massa de farinha, etc.


Massa de papel “maché”

Cortar pequenos pedaços de papel e colocar


num recipiente com á g u a durante 48h, depois
retira-se escorrendo bem a á g u a e coloca-se
em outro recipiente e mistura-se cola branca
diluída em água e amassa-se bem até
conseguir uma massa homogénea.
Técnica de papel “maché” papel de
jornal cola branca e agua.

Colocar cola branca com água e molhar as tiras de papel


Modelagem: Massa de modelar com
farinha

Material
4 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de sal
1 e 1/2 chávena de água
1 colher de chá de óleo
Técnicas de Expressão Plástica

mobiles colagem
modelagem

Recorte
dobragens

decalque

cartonagem
estampagem
Recorte
Estampagem
Dobragem
Cartonagem
Mobiles
Fantoches
Expressão dramática
Arte dramática

A expressão dramática e corporal favorece o


conhecimento do corpo, a prática de exercícios de
relacionamento interpessoal bem como a representação
espontânea, estética e simbólica de um objeto, de uma
personagem ou de um lugar que são fundamentais neste
percurso de formação.
Arte dramática

As improvisações a realizar levam à descoberta de


múltiplas possibilidades de intervenção, permitindo-lhe
passar com flexibilidade de um campo de perceção para o
outro.

Desta forma, a estimulação do imaginário, desviando o


objeto da sua função primária, ajuda a criar produtos e ideias
originais. Aprendem, assim, neste contexto de expressões a
construir ações, a dramatizar e a encenar, permitindo
desenvolver e construir projetos.
Arte dramática

A arte em geral e o teatro, em particular, têm a


particularidade de favorecer:

• O desenvolvimento global da personalidade de quem a


pratica e de quem a frui;
• O desabrochar e o fortalecimento de uma consciência
exigente e ativa relativamente ao meio, físico social e cultural
que começa na nossa rua, no nosso bairro, na nossa cidade,
para dar a volta ao mundo.
Arte dramática

Nas atividades dramáticas e performativas, é clara a


intenção de comunicação, de construção e interpretação de
sentidos como forma de comunicar com o nosso mundo
interior e com o mundo em que vivemos.

No processo dramático os participantes permutam de


lugar; ora são intérpretes (atores), ora são espetadores;
interpretam conteúdos sociais e íntimos, negociando e
refletindo sobre os sentidos que produzem.
Arte dramática

Este processo fornece, ainda, um contexto favorável para


falar e ouvir (dialogar) que é central no trabalho teatral. Por
outro lado, ao criar desafios que promovem a criatividade na
resolução de problemas contribui, através da superação dos
constrangimentos presentes neste processo criativo, para um
sentimento de realização que promove a auto-estima e a
autoconfiança.
Expressão dramática

A área da Expressão Dramática merece um lugar de relevo


no currículo da educação devido às suas potencialidades na
educação global da criança, realçando-se a sua importância
no seu desenvolvimento cognitivo e afetivo, sendo ainda um
excelente veículo de sociabilização.
O valor educativo da Expressão Dramática
para a criança:

Processo de desenvolvimento bio-psico-sócio-motor


Expressividade
Criatividade,
Tomada de consciência de valores ético-morais e estéticos

Relações sociais, dado que as atividades de expressão


dramática em grupo implicam a cooperação de todos os
membros, unindo as suas ações para conseguirem o fim
comum.

(Sousa, 2003)
Na infância, a educação pela arte deverá ser apresentada como uma
forma estruturada da brincadeira, que é uma verdadeira necessidade à
educação da criança, pelo fato de ser um comportamento dinâmico,
ativo e construtivo que a ajuda a desenvolver-se e a aprender.
Através da brincadeira, do lúdico, do “faz-de-conta”, do
imaginário, da fantasia, a criança constrói a sua inteligência e
estrutura-se de uma forma global e saudável.
Os Jogos Dramáticos:
a Imitação, a Criatividade e a Imaginação
na criança
“O valor fundamental da expressão dramática está no seu estímulo
à criatividade, pelas excelentes oportunidades que põe à disposição
da criança neste campo. (…) Desenvolvem ainda, não só as faculdades
de imaginação e de imitação, como também o espirito estético, a
fantasia e tudo o que contribui para a formação do carácter.”
(Reis, 2005:24)
Os jogos dramáticos?
“ (…) Jogos dramáticos serão, portanto, jogos que
proporcionam à criança o meio de exteriorizar, pelo
movimento e pela voz, os seus sentimentos profundos e
as suas observações pessoais. Têm por objecto aumentar
e guiar os seus desejos e as suas possibilidades de
expressão. A expressão dramática espontânea, gratuita,
funcional, o «jogo dramático» é um dos melhores
instrumentos de formação e de educação da infância…
O jogo dramático, fundamentalmente improvisação,
constitui uma técnica educacional.”
(Chancerel, 1936,)
Modalidades de representação

Pantomima
Teatro de fantoches e marionetas
Teatro de sombras
Teatro infantil
Pantomima

É a representação teatral em que a palavra é substituída por


gestos ou atitudes de postura.

A criança organiza elementos e situações em histórias curtas


de fácil representação.

Utiliza a mimica como língua teatral, dando a conhecer através


da mimica emoções estabelecendo uma comunicação íntima com
o espectador.
Teatro de fantoches e marionetas

É a modalidade de representação que utiliza como meio de


representação um recurso plástico: o boneco.

O boneco é o primeiro e mais amigo fiel e confidente da criança,


que nele descarrega frustrações e nele projeta um diálogo íntimo.
Teatro de fantoches e marionetas

Tudo o que o boneco faz nas mãos da criança é expressão da


personalidade desta.

Existe dois tipos de bonecos:

Fantoches

Marionetas
Fantoches Marionetes
Teatro de sombras

É o jogo com a luz e com as sombras,

A criança fantasia, cria sonhos, personagem e jogos


dramáticos aproveitando um foco de luz e a sombra
das próprias mãos.
Teatro de sombras

A criança ator aprende a escolher entre os seus gestos os


que são mais eloquentes, mais simbólicos. Adquire o
domínio de si própria: tem que se mover pouco e com
lentidão, tratando de adotar uma postura que os outros
consiga ver e compreender.
Teatro infantil

O teatro que o adulto realiza para as crianças,

E o teatro que realizam as próprias crianças (a partir de


situações do quotidiano)
Expressão Musical
Expressão Musical

Música

A música pode constituir uma oportunidade para todas as faixas


etárias dançarem. A dança como forma de ritmo produzido pelo
corpo liga-se à expressão motora e permite que as crianças
exprimam a forma como sentem a música, criem formas de
movimento ou aprendam a movimentar-se seguindo a música.
Expressão Musical

Música

O acompanhamento musical do canto e da dança permite


enriquecer e diversificar a expressão musical. A utilização de
gravador permite registar e reproduzir vários tipos de sons e
músicas que, podendo ser um suporte para o trabalho de expressão,
possibilita o alargamento da sua cultura musical, desenvolvendo a
sensibilidade estética neste domínio.
Expressão Musical

Música

Existem diferentes estilos musicais e o animador deve


(independentemente do seu gosto pessoal) incentivar e fomentar o
contacto com esses estilos.
A sensibilidade musical deve ser fomentada desde o berço, assim
como a pluralidade de estilos musicais e deve ser dado a conhecer:
música clássica, ópera (porque não?), música popular (de diferentes
regiões e países), rock, salsa, jazz, fado, etc.. adequando tais músicas a
certos momentos.
Expressão Musical

A expressão musical adquire importância nas


crianças/jovens, na medida em que valoriza a organização
de perceções auditivas.

Contribui para cultivar a sensibilidade e a imaginação da


criança/jovem, e possibilita o desenvolvimento da
expressão e criatividade.
Unidades de trabalho
Ritmo;

Educação auditiva;

Voz;

Instrumentos musicais;

Audição musical.
Ritmo
Organização das perceções auditivas;

Reconhecimento de ritmos;

Produção de ritmos com o corpo, com objetos e


instrumentos musicais;

Coordenação dos movimentos corporais a ritmos


Educação auditiva

• Sons e ruídos;
• Identificação de sons do ambiente;
• Qualidade dos sons;

• Produção de sons utilizando objetos


instrumentos musicais

próprio corpo
Voz

• A música como expressão de ideias, sentimentos,


desejos, relaxamento;

• Canto.
Audição musical

Reconhecimento de timbres e instrumentos em


gravações;

Audição de canções;

Audição de contos e poemas;


Expressão musical

Canções infantis
Atividades de movimento/expressão Motora
Construção de instrumentos musicais com materiais
reciclados
Expressão musical

«Com a música podemos exprimir de forma muito


agradável e simultaneamente emotiva o que nos vai
na alma»
Ateliês de Expressão Musical

A realização de instrumentos musicais simples Contribuem


para o desenvolvimento da criatividade musical.

Além disso estamos a trabalhar a expressão plástica, o espírito


ecológico através da reciclagem de matérias do uso diário (latas,
garrafas , caixas de cartão, garrafas de vidro, tubos, arames,…. )
Instrumentos de percursão

São os que podem ser mais utilizados para jogos,


tais como :

Garrafas de vidro com água,

Tachos e panelas, ….
Como realizar ateliês
1. Escolher e distribuir os instrumentos a construir
tendo em conta a família que pertence
(percursão, cordas, etc).

2. Procura e recolha de materiais

3. Processo de construção

4. Experimentação e aprendizagem da utilização dos instrumentos


5. Ensaio e representação de peças musicais
Construção de instrumentos musicais

Xilofone Tambor
Maracas Pandeireta
Atividades de movimento
“Quantas mais matérias e formas de expressão a
criança conheça, mais perfeita é a sua técnica,
melhor pode organizar o espaço, as linhas, as
formas e as cores e, de forma mais inteligível,
se expressa para os outros, enriquecendo
assim o valor de comunicação da expressão
gráfica e a criatividade.”
Doris Jesus
FELIZ DE TI QUE ANIMAS OS OUTROS,
PORQUE DEIXARÁS UMA MARCA
PERENE NA VIDA DAQUELES
QUE CONTIGO CAMINHAM

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