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Introdução aos

LIVROS HISTÓRICOS
Na Bíblia , a coleção das obras conhecida como "livros históri- Os livros de Josué. Juízes, Samuel e Reis são mencionados
cos" do Antigo Testamento vai de Josué até Ester. Esta coleção re- pelos estudiosos como a "História Deuteronomística", uma vez
lata a história do Israel antigo a partir da conquista de Canaã sob o que Deuteronômio serve como o seu preâmbulo histórico e teoló-
comando de Josué, passando pelos reinos divididos de Israel e gico. Elaborando sobre a narrativa de Moisés a respeito dos atos
Judá e pela queda dos dois reinos sob o governo da Assíria e da Ba- salvíficos de Deus em favor de seu povo desde Abraão até à che-
bilônia, chegando até a restauração de Judá do exílio no século VI gada dos israelitas à fronteira da Terra Prometida, a História Deu-
a.C. Cada um desses doze livros narra eventos importantes no rela- teronomística prossegue a narrativa a partir da conquista da
cionamento de Deus com o povo da aliança. terra, sob o comando de Josué, até Jeoaquim, o último rei davídi-
Os livros do Antigo Testamento foram primeiro registrados co que sobreviveu (2Rs 25.27-30). Uma breve nota de conclusão
em pergaminhos e continuaram a ser transmitidos nessa forma informando que Jeoaquim foi solto da prisão para viver na corte
por vários séculos. Foi somente com o desenvolvimento do "co- babilônica fixa a data do encerramento da História Deuteronomís-
dex" (o formato de livro primeiramente popularizado pelos cris- tica nos anos incertos do exílio babilônico. Esta coleção consiste
tãos na produção dos documentos do Novo Testamento) que a numa séria tentativa de redigir uma história acurada de Israel e
ordem na qual os livros do Antigo Testamento eram organizados Judá usando as convenções da historiografia do antigo Oriente
veio a tornar-se um tema por si só. A disposição cronológica dos Próximo.
doze livros históricos familiar nas Bíblias protestantes deriva da Oempenho desses livros não é, contudo, ao de mero interesse
ordem encontrada nos grandes códices da Septuaginta (a tradu- pelas coisas da antigüidade. Essa história reitera, a partir de Deute-
ção grega do Antigo Testamento) produzidos pelos cristãos nos ronômio. tanto questões específicas para a vida da comunidade da
primeiros quatro séculos d.C. aliança como a "lei do rei" (Dt 17 .14-20; cf. 1Sm 8.10-18), e tam-
Os livros históricos estão organizados em ordem bem dife- bém conceitos teológicos fundamentais como bênçãos pela obe-
rente na Bíblia hebraica. Os livros de Josué, Juízes, Samuel e Reis diência e maldições pela desobediência (Dt 28). De fato, o tema
estão agrupados como os "Profetas Anteriores" e constituem a teológico dominante da História Deuteronomística pode ser resu-
primeira metade da segunda divisão do cânon judaico, denomina- mido na seguinte afirmação: "o pecado traz a punição; o arrependi-
do como os "Profetas." A segunda metade da divisão, os "Profe- mento traz a restauração" (ver especialmente os ciclos repetidos
tas Posteriores." compõe-se de Isaías. Jeremias, Ezequiel e os de pecado, opressão, arrependimento e livramento no Livro de Juí-
doze "Profetas Menores." Os livros de Crônicas, Esdras e Neemi- zes). Os pecados sempre repetidos de idolatria e injustiça que per-
as encontram-se na terceira divisão do cânon 1udaico, conhecido passam as histórias de Israel e Judá culminaram na punição final
como os "Escritos." Por fim, Rute e Ester pertencem a uma subdi- do exílio da Terra Prometida (Dt 28.47-68; 2Rs 17.7-23; 23 26-27).
visão especial composta de cinco livros dentro dos "Escritos" co- O último autor da História Deuteronomística vê na libertação de
nhecida como os "Rolos Festivos", uma vez que a tradição judaica Jeoaquim da prisão um raio de esperança de que o arrependimen-
previa que fossem lidos em certos dias de festivais religiosos to trará novamente a restauração; mas, para ele próprio, isso per-
(Rute, na Festa do Pentecostes; Ester, na festa de Purim; os ou- manece apenas uma esperança.
tros "rolos" são o Cântico de Salomão, Eclesiastes e Lamenta- Os livros de Crônicas, Esdras e Neemias recomeçam a narra-
ções). tiva da história do povo de Deus quando essa esperança tor-
A organização dos livros históricos no cânon judaico ajuda-nos nou-se uma realidade. Esdras-Neemias (originalmente um único
a reconhecer dois importantes blocos de matéria dentro dos livros livro) continua a história de Judá a partir da proclamação de Ciro
históricos. Cada grupo de livros foi elaborado em uma época espe- permitindo o retorno do primeiro grupo de exilados judeus à Pa-
cífica na história de Israel e tem interesses e ênfases teológicas pe- lestina (c. 538 a.C.) até à restauração definitiva de Jerusalém (c.
culiares. Os estudiosos agora reconhecem que os livros de Josué, 400 a C.). A obra registra a reconstrução do templo supervisiona-
Juízes, Samuel e Reis (os "Profetas Anteriores") constituem numa da por Zorobabel, a restauração dos muros de Jerusalém com
história de Israel cuidadosamente elaborada que foi concluída du- Neemias e a reestruturação da vida religiosa sob a liderança de
rante o exílio babilônico (a composição dos livros individuais de fato Esdras. Crônicas reconta a história do povo escolhido desde Adão
começou muito antes; ver as suas respectivas introduções). De (nas genealogias do livro) até a proclamação de Ciro, focalizando
forma semelhante, os livros de Crônicas, Esdras e Neemias for- a história de Judá sob o governo de Davi e seus descendentes.
mam um segundo bloco principal de matéria que foi concluído após Aproximadamente metade de Crônicas é tirada palavra por pala-
a restauração de Judá do exílio babilônico. Apesar da falta de con- vra dos livros de Samuel e Reis.
senso entre os estudiosos a respeito da autoria única ou múltipla Esses livros preocupam-se profundamente com a questão de
destes documentos, esses livros com certeza compartilham certos como o povo de Deus deveria corresponder ao ato gracioso de
interesses teológicos relacionados ao seu contexto histórico mais Deus na restauração de Judá. Uma vez que o exílio babilônico havia
recente. sido um castigo pelo povo não ter mantido a completa lealdade ao
LIVROS HISTÓRICOS 244
Senhor requerida pela aliança. os escritores desses livros estavam Com o passar dos anos. tornou-se claro que as esperanças
preocupados principalmente com as lições a serem tiradas da his- da comunidade restaurada pelo retorno do governo de um des-
tória antiga e recente de Israel visando a manutenção da integrida- cendente de Davi como rei sobre Judá não se realizaria. O povo
de religiosa do povo. Esdras-Neemias contempla as ações de Deus continuou a ler em Crônicas sobre a gloriosa história do reino de
que redundam em um novo começo para o seu povo e enfatiza a Davi e como Davi e os seus descendentes (principalmente Salo-
necessidade da comunidade recém-constituída em manter-se se- mão) preservaram o verdadeiro culto em Jerusalém. Ao refleti-
parada de outros povos a fim de não cair novamente no pecado da rem nessa história, as suas esperanças eram dirigidas ao futuro
idolatria. Neste sentido, duas são as ênfases teológicas em Crôni- Filho de Davi, o Messias, que viria a ser o líder perfeito da vida reli-
cas. Primeiro, Crônicas ressalta a importância do templo, do seu giosa da comunidade. A história dos atos salvíficos de Deus em
culto e dos seus oficiantes na liderança da vida religiosa do povo de favor do seu povo não terminaria com a atuação de Ester que os
Deus. Segundo, o livro presta atenção ao papel central da casa de resgatou da destruição sob o domínio dos persas, ou mesmo com
Davi na correta administração do templo e da vida religiosa do a obra de Esdras e Neemias na tarefa de restabelecê-los na Terra
povo. Prometida.
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O Livro de ,
JOSUE
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i:::.
Autor O autor de Josué é desconhecido e o que
, sabemos da época em que foi escrito depende da in-
~· 1 terpretação de determinadas pistas encontradas
queológicas são, muitas vezes. ambíguas e ilustrativas ao invés de
específicas nas informações que oferecem.
A tarefa de relacionar as informações arqueológicas e o re-
- --,__ dentro do livro. As teorias vão desde a opinião de que gistro bíblico é muito bem ilustrada pelo debate a respeito do Li-
o livro foi composto em grande parte pelo próprio Josué (a tradição vro de Josué. Entre aqueles que aceitam a descrição bíblica
do Talmude) até a hipótese de que tenha sido escrito por alguém duma conquista violenta da terra. há basicamente duas escolas
muito depois do retorno dos judeus do exílio na Babilônia. Da pers- de pensamento. Uma crê que há evidências arqueológicas persua-
pectiva do livro em sua forma final, é provável que alguém ou um sivas (tais como a destruição das cidades cananitas e os modelos
grupo comprometido com o modelo teológico de Deuteronômio te- de ocupação) em favor de uma invasão israelita violenta e bem
nha dado a Josué a sua atual forma canônica. Ver "Data e Ocasião" sucedida de Canaã em torno do ano 1250 a.C. Já outros argu-
abaixo e "Introdução aos Livros Históricos." mentam que a evidência arqueológica (tais como aquelas de Jeri-
có). 1untamente com textos como 1Rs 6.1; Jz 11.26 e Êx 12.40,
:~ Data e Ocasião A'"'""" em q"' J°'"' indicam que a conquista deve ser datada ainda antes, em torno
· 1. •. . . . . ~
foi composto não é clara. Determinadas observações de 1400 a.C. As dificuldades surgem a partir das incertezas sobre
, ~~ dentro do próprio livro, tais como as referências de a identificação de localidades modernas com lugares bíblicos,
1- -=-~-=--- que algo é verdadeiro "até o dia de hoje," sugerem das controvérsias sobre a datação das matérias. da cronologia bí-
que muitas das suas fontes recuam a alguma data entre a morte de blica. e da forma como determinadas informações devem ser in-
Josué (24.29-31) e a época de Samuel (c 1050 a.C.). Consideran- terpretadas.

a:
do que Sidom ainda é reconhecida como a principal cidade da Fení-
cia (11.8; 19.28), alguns estudiosos não datariam o livro em data Características e Temas principal o
posterior a 1200 a.C.; a partir de então, Tiro obteve ascendência. tema teológico de Josué é a promessa divina de dar
Jerusalém ainda não tinha sido conquistada (15.63), um feito al- a terra de Canaã aos descendentes de Abraão, o
cançado por Davi (2Sm 5.6-1 O), e Gezer ainda não se encontrava povo de Israel (Gn 12. 7). Esse aspecto específico da
sob o domínio de Salomão (16.10; 1Rs 9.16). promessa feita a Abraão, lsaque e Jacó (Gn 12.1-3) é o tema do-
Hoje, muitos estudiosos datam a forma final do livro a partir da minante desde Gênesis até Deuteronômio. Josué testemunha a
sua relação com o Pentateuco e o restante dos Profetas Anteriores fidelidade de Deus a essa promessa ao relatar a entrada vitor'1osa
(Características e Temas abaixo). A introdução de Josué coincide de Israel na terra (2.1-5.12). a espoliação dos seus habitantes
parcialmente com a conclusão de Deuteronômio. Os textos de Js (5.13-12.24; cf. Gn 15.13-16 e notas) e a divisão do território
1.1 e Dt 34.1-12 combinam, especialmente o v. 5 no qual Moisés é entre as doze tribos (caps. 13--21). A última sentença da parte
chamado de "o servo do SENHOR" pela primeira vez. A conclusão de principal do livro resume o tema da obra: "Nenhuma promessa fa-
Josué (24.29-31) é repetida como parte da introdução a Juízes (Jz lhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel;
2 6-9) tudo se cumpriu" 121.45; ver 23.14). Essa afirmação categórica
Considerando todos estes fatores, parece que o livro foi escri- da plena fidelidade de Deus é acompanhada do reconhecimento
to após a morte de Josué, porém antes de Saul (c. 1050 a.C.) e de que muito do que fora prometido ainda estava por realizar-se
seus sucessores. Não há dúvida que o autor escreveu para lembrar (p. ex., 13.1; 23.5; Gn 13.5 e nota) e de que o usufruto da promes-
a história do admirável cumprimento das promessas do Senhor sa agora cumprida condicionava-se sempre à obediência do povo
através do seu servo Josué. Ao mesmo tempo, reconhecendo a (p. ex . 23.12-13. 15-16). Toda a extensão da Terra Prometida não
necessidade de consolidar a conquista da terra. o autor escreveu seria integralmente ocupada antes dos reinados de Davi e Saio-
na esperança do surgimento de algum outro servo fiel que. como mão.
Josué, poderia conduzir os israelitas à vitória sobre todos os inimi- Josué deve ser compreendido em sua relação com o Penta-
gos ainda remanescentes no país. teuco. ou seja, os livros de Gênesis até Deuteronômio na Bíblia
Hebraica. também chamados de "a Lei" (1.7-8 e notas). O con-
Dificuldades de Interpretação Qual- teúdo destes livros é resumido em 24.2-1 O. Esses versículos re-
quer tentativa de relacionar os relatos do livro de cordam a história dos descendentes de Abraão. lsaque e Jacó
Josué às informações obtidas por meio de investiga- desde o tempo em que a promessa foi dada a Abraão pela pri-
ções arqueológicas precisa considerar tanto a natu- meira vez (Gn 12.1-3) até à morte de Moisés IDt 34). o qual ha-
reza do registro bíblico como a da evidência arqueológica. Todo via conduzido os israelitas do Egito até a terra que Deus lhes
relato histórico é seletivo naquilo que registra e interpretativo na havia prometido. Porém ao final do Pentateuco, o povo ainda se
maneira como apresenta a matéria. A história bíblica está particu- acha fora da Terra Prometida. Além disso, a geração dos israeli-
larmente interessada nos propósitos de Deus. As evidências ar- tas que saíram do Egito havia incorrido na condenação divina
JOSUÉ 246
por causa da sua rebelião no deserto (Nm 13; 14; Dt 1 26-36). e sué confirma desde o princípio que a ruína de Israel não pode ser
mesmo a morte de Moisés é entendida nesses termos (Dt 1.37; atribuída à falha do poder ou da fidelidade de Deus.
32.48-52). Em tal contexto, Josué fala da fidelidade do Senhor às ONovo Testamento oferece uma terceira perspectiva à luz da
suas promessas feitas aos patriarcas, apesar da rebelião da gera- qual Josué também deve ser compreendido. A promessa de Deus,
ção anterior dos israelitas e do julgamento que adveio sobre eles. para a qual Josué aponta, é o evangelho preanunciado a t>.brnão \G\
Josué também deve ser compreendido à luz da história de 3.8; Gn 12 1-3). Esta promessa foi mantida por Deus durante a
Israel na terra, registrada em Josué e nos livros subseqüentes até época de Josué e foi, de forma final, cumprida em Jesus Cristo !At
2Reis. Éuma história trágica no que se refere a Israel. A nação dei- 13.32-33; Hb 4.8-11 ). A fidelidade de Deus proclamada em Josué
xou de seguir o Senhor de todo o seu coração e experimentou ojuí- é sua fidelidade ao evangelho de Cristo. A entrada e a ocupação da
zo divino na forma de sucessivos ataques dos assírios, no século terra por Israel prefiguram a vida do cristão em Cristo (Gn 13.15 e
VIII a.e. l2Rs 17). e dos babilônicos. no século VI a.e. (2Rs 25) Jo- nota).
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Esboço de Josué
1. Prólogo: a promessa e as suas conseqüências (cap. 1) 2. Calebe: exemplo de fidelidade na obediência
li. A entrada na terra (2.1-5.12) (14.6-15)
A. A promessa e uma prostituta cananéia (cap. 2) 3. Judá (cap. 15)
B. A promessa e a travessia do Jordão (caps. 3-4) 4. Efraim e Manassés (16.1-17.18)
C. A promessa é relembrada na terra (5.1-12) 5. As outras tribos e Josué (18.1-19.51)
Ili. A conquista da terra (5.13-12.24) D. Justiça na Terra Prometida: as cidades de refúgio
A. Opríncipe do exército do Senhor (5.13-15) (20.1-9)
B. Perecer e sobreviver sob a promessa: Jericó e Raabe E. As cidades para os levitas (21.1-42)
(cap. 6) 1. Opedido dos levitas (21.1-3)
C. O abuso da promessa: Acã (cap. 7} 2. A distribuição das cidades (21.4-8)
O. A vitória prometida: Ai (8.1-29) 3. Listas de cidades (21.9-40)
E. Opovo da promessa (8.30-35) a. Cidades para os coatitas (21.9-26)
F. Otemor cananita e o fracasso israelita: o tratado com b. Cidades para os gersonitas (21.27-33)
gibeonitas e a maldição (cap. 9) c. Cidades para os meraritas (21.34-40)
G. A conquista do Sul (cap. 10) 4. Total das cidades para os levitas (21.41-42)
H. A conquista do Norte (cap. 11) F. Resumo final (21.43-45)
l. A lista dos reis derrotados e o território conquistado V. Epílogo (22.1-24.33)
(cap. 12) A. Unidade de Israel: a sua base e a sua
IV. Orecebimento da Terra Prometida (13.1-21.45) vulnerabilidade {cap. 22)
A. A ordem para distribuir a terra (13.1-7) B. As exigências da fidelidade a Deus (cap. 23)
B. Leste do Jordão: a terra dada a Rúben, Gade e à meia C. Decisão: a opção de Israel em Siquém
tribo de Manassés (13.8-33) (24.1-28)
C. Oeste do Jordão (14.1-19.51) D. Ofim de uma era: a morte de Josué e de Eleazar
1
1. Introdução (14.1-5) (24.29-33)
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247 JOSUÉ 1
Deus fala a Josué e anima-o nem para a esquerda, para que sejas 2 bem-sucedido
por onde
Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do SENHOR,
1 que este falou a Josué, filho de Num, ªservidor de Moi-
sés, dizendo: 2 bMoisés, meu servo, é morto; dispõe-te, ago-
quer que andares. 8 mNão cesses de falar deste Livro da Lei;
antes, nmedita 3 nele dia e noite, para que tenhas cuidado de
fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás pros-
ra, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou perar o teu caminho e serás bem-sucedido. 9 ºNão to mandei
aos filhos de Israel. 3 erodo lugar que pisar a planta do VOSSO eu? Sê forte e corajoso; Pnão temas, nem te espantes, porque
pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés. 4 dDesde o o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.
deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a ter-
ra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o Preparação para atravessar o Jordão
vosso limite. s eNinguém te poderá resistir todos os dias da 10 Então, deu ordem Josué aos príncipes do povo, dizen-
tua vida; f como fui com Moisés, assim gserei contigo; hnão te do: 11 Passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo, dizendo:
deixarei, nem te desampararei. 6 ;Sê forte e corajoso, porque Provede-vos de comida, porque, qdentro de três dias, passa-
tu / farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prome- reis este Jordão, para que entreis na terra que vos dá o SE-
ti dar a seus pais. 7Tão-somente sê forte e mui corajoso para NHOR, vosso Deus, para a possuirdes.
teres o cuidado de fazer segundo toda a lei ique meu servo 12 Falou Josué aos rubenitas, e aos gaditas, e à meia tribo
Moisés te ordenou; 1dela não te desvies, nem para a direita de Manassés, dizendo: 13 Lembrai-vos rdo que vos ordenou

·-CAPÍT~~O 1~1 bDt34~~ 112~~


ªÊx-2413 2
rás a este povo como possessão a terra 7
3-cDt dGn 15 lB~ eDt~;/Êx312 ~;t-;,~,;3hDt316-7 6
jNm 27.23; Dt 317; Js 11.15 I Dt 532 2 Ou ajas sabiamente 8 m Dt 17.18-19; 31.24,26; Js
1Dt317~23 I~~- -

°
8.34 n Dt 29.9; SI 1.1-3 3 estarás constantemente 9 Dt 317 PSI 27.1 11 q Dt 9_ 1; Js 3.17 13 r Nm 32.20-28
•1.1-18 As palavras iniciais indicam tanto o ponto de partida histórico do livro nota), o livro entende a promessa como se ainda apontasse para o futuro 113.1,
como a necessidade que o povo enfrentou de uma reavaliação de sua comunhão nota; 235, 12-13)
com Deus, da qual o livro trata. A morte de Moisés conclui o castigo de Deus so- •1.5-9 Estas promessas foram dirigidas a Josué, pessoalmente, como o suces-
bre a geração que saiu do Egito 15-4-6; Dt 1.35; 32-51) Oque se deve dizer quan- sor de Morsés. Esta seção começa e termina com a promessa de Deus de que es-
do Moisés tinha morrido e o povo de Israel tinha caído debaixo do julgamento de taria com Josué. Em segundo e penúltimo lugar, pela ordem, está a exortação
Deus? Este primeiro capítulo introduz a resposta a esta pergunta, a saber que para ele ser forte e corajoso_ No meio, está o mandamento para guardar a lei jun-
mesmo "depois da morte de Moisés", o Senhor foi fiel às suas promessas Ver tamente com a promessa de vitória se ele assim procedesse. No cap. 23, Josué
Introdução: Características e Temas. Essa realidade e suas conseqüências foram aplicou essas idéias a todo povo de Israel, à luz da fidelidade de Deus, que o Livro
descritas por Deus a Josué lvs 1-9) e, então, por Josué ao povo de Israel em ge- de Josué proclama_
ral (vs. 10-11) e, em particular às duas tribos e meia lvs 12-15)_ Finalmente, ficou •1.5 serei contigo. Ver Gn 26.3 e notas; Êx 3.12. A presença divina não é um
registrada a reação do povo (vs. 16-18)_ conceito geral aqui, nem uma experiência mística, mas é a presença de Deus
•1.1 servo do SENHOR. Esse título de honra sugere o papel especial de Moisés para cumprir as suas promessas_ Cf_ a promessa de Jesus, em Mt 28.20.
dentro dos propósitos de Deus lvs_ 1-2,7, 13, 15; cf_ Is 42.1 ). Esse título também •1.6 Sê forte e corajoso. A confiança, baseada nas promessas de Deus, é a es-
foi dado a Abraão IGn 26 24) e será aplicado a Josué por ocasião de sua morte sência da fé bíblica lvs_ 9, 18; 8.1; 10.8,25; 11 _6)_
(2429)
herdar. A noção de que a terra era uma herança é uma idéia importante neste li-
Josué. O nome de Josué foi mudado de "Oséias" ("salvação") para ''.Josué" ("o vro. Uma herança é alguma coisa entregue no passado, como a terra foi dada na
SENHOR é salvação") por Moisés (Nm 13.16)_ Josué aparece como assistente promessa feita a Abraão, !saque e Jacó. Em segundo lugar. o que é herdado de-
de Moisés desde Êx 17. Ele foi um dos homens enviados de Cades-Barnéia para manda responsabilidades. Ver 1Pe 1A.
explorar a Terra Prometida INm 13.8) e uniu-se a Calebe, convidando os israelitas
•1. 7 fazer. Orelacionamento essencial entre a fé e a obediência é ilustrada aqui_
a confiarem no Senhor e a não se rebelarem contra ele INm 14.6-9)_ Tal como Ca-
A fé é a confiança baseada na promessa de Deus (v. 61 e tal fé resulta na obediên-
lebe (Dt 1-36). ele escapou ao julgamento que caiu sobre aquela geração, por causa
cia lv. 7)
de sua recusa em obedecer a Deus em Cades-Barnéia. Josué foi apresentado
como sucessor de Moisés, conforme fora antecipado antes da morte de Moisés a lei. A palavra hebraica é mais ampla em seu significado do que "lei" em portu-
(Nm 27.12-23; Dt 3.28; 31-1-8). Opapel de Josué, porém, continuou a ser subor- guês. Pode incluir tanto promessas quanto mandamentos, bem como os regis-
dinado ao papel de Moisés. Isso foi expresso na sua submissão ao "Livro da Lei" tros das atividades de Deus_ Ver "A Palavra de Deus: as Escrituras como
11.8, nota). bem como em sua obediência aos mandamentos de Moisés, algo re- Revelação", em Êx 32.16_
petidamente enfatizado portado o livro lp. ex, 17; 8.31; 11-12, 15; 14.2,5; 20 2) bem-sucedido. D sucesso deve ser entendido aqui em termos daquilo que Deus
Na transição entre Moisés e Josué há continuidade, porque o propósito de Deus prometeu. Tal sucesso não pode ser compreendido simplesmente como uma re-
para com Israel persiste, mas também existe descontinuidade, porquanto a era compensa obtida mediante a obediência, porque a promessa foi prometida antes
de Moisés foi ímpar e é o padrão de comparação para as gerações futuras Há, de qualquer ato de obediência. Seria mais exato compreender o sucesso prometi-
semelhantemente, uma continuidade e também descontinuidade na transição do como algo que podia ser perdido devido à desobediência.
neotestamentária, entre os Evangelhos e o Livro de Atos_ •1.8 livro da Lei. Ver 8.34-35; 23.6; 2426; Dt 31.24-26.
•1.2 passa este Jordão. Opovo de Israel estava no lado leste do rio Jordão (Dt medita. Cf. SI 1.2. Da meditação no Livro da Lei fluem todas as consequências da
1.1), que tem um vale profundo e formava uma formidável fronteira entre eles e a promessa já vista nos vs. 6-7; a obediência e o sucesso lv. 8). a fé e a presença de
terra que Deus lhes havia prometido, ao oeste. Ver também 3.15. Deus lv. 9)_ Ver "Entendendo a Palavra de Deus", em SI 119.34.
à terra. A Terra Prometida foi uma dádiva de Deus aos israelitas, em fidelidade à •1.11 três dias. A narrativa de Josué não for disposta em uma ordem cronológica
sua promessa a Abraão (vs_ 3,6) Este é o tema dom·rnante do livro: note a elabo- estrita (Introdução: Características e Temas). Épossível que o mandamento do v.
ração dessa idéia, em 24.13, que ecoa em Dt 6.10-11. A terra é uma expressão 11 fosse proferido após 3.1, mas foi registrado aqui para indicar o papel de Josué
daquilo que o Novo Testamento chama de "graça" IEf 2.8)_ Ver nota em 21-43. como o líder do povo por designação divina. Épossível que ..três dias" não seja
•1.3 vosso pé. A palavra "vosso" está no plural, indicando que a promessa foi di- uma expressão exata, mas que o seu sentido seja "alguns poucos dias".
rigida a todo o povo de Israel. possuirdes. A promessa que Deus havia dado lv. 2) requer o ato humano de to-
•1.4 A extensão da Terra Prometida aqui excede aquilo que foi, de fato, conquis- mar posse, um ato de fé obediente (vs 6; 18.3 e notas)_
tado nos dias de Josué e corresponde às dimensões do reino de Davi e Salomão •1.12-15 Nm 32 mostra-nos como os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Ma-
11 Rs 4.21 ). Apesar da ênfase sobre o cumprimento nos dias de Josué 121 -45, nassés (13-8, nota) já tinham recebido sua porção de terras a leste do rio Jordão_
JOSUÉ 1, 2 248
Moisés, servo do SENHOR, dizendo: O SENHOR, vosso Deus, vos deu notícia ao rei de Jericó, dizendo: Eis que, esta noite, vie-
concede descanso e vos dá esta terra. 14 Vossas mulheres, vossos ram aqui uns homens dos filhos de Israel para espiar a terra.
meninos e vosso gado fiquem na terra que Moi:;és vos deu deste 3 Mandou, pois, o rei de Jericó dizer a Raabe: Faze sair os ho-
lado do Jordão; porém vós, todos os valentes, passareis armados mens que vieram a ti e entraram na tua casa, porque vieram
na frente de vossos irmãos e os ajudareis, 15 até que o SENHOR espiar toda a terra. 4 "A mulher, porém, havia tomado e escon-
conceda descanso a vossos irmãos, como a vós outros, e eles dido os dois homens; e disse: É verdade que os dois homens vi·
também tomem posse da terra que o SENHOR, vosso Deus, lhes eram a mim, porém eu não sabia donde eram. s Havendo-se de
dá; 5 então, tomareis à terra da vossa herança e possuireis a que fechar a porta, sendo já escuro, eles saíram; não sei para onde
vos deu Moisés, servo do SENHOR, deste lado do Jordão, para o foram; ide após eles depressa, porque os alcançareis. ó/Ela, po-
nascente do sol. 16 Então, responderam a Josué, dizendo: Tudo rém, os fizera subir ao eirado e os escondera entre as canas do
quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares linho que havia disposto em ordem no eirado. 7 Foram-se
iremos. 17 Como em tudo obedecemos a Moisés, assim obede- aqueles homens após os espias pelo caminho que dá aos vaus
ceremos a ti; tão-somente 1seja o SENHOR, teu Deus, contigo, do Jordão; e, havendo saído os que iam após eles, fechou-se a
como foi com Moisés. 18 Todo homem que se rebelar contra as porta.
tuas ordens e não obedecer às tuas palavras em tudo quanto lhe 8 Antes que os espias se deitassem, foi ela ter com eles ao ei-
ordenares será morto; tão-somente sê forte e corajoso. rado 9 e lhes disse: gBem sei que o SENHOR vos deu esta terra, e
que "o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os mora-
Espias mandados a]ericó. Raabe dores da terra iestão desmaiados. 10 Porque temos ouvido que
1
ªDe Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, se- o SENHOR isecou as águas do mar Vermelho diante de vós,
2 cretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a ter-
ra e Jericó. Foram, pois, e bentraram na casa de uma mulher
quando saíeis do Egito; e também 1o que fizestes aos dois reis
dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam além do Jordão, os
prostituta, cujo nome era cRaabe, e "pousaram ali. 2 Então, 11 se quais mdestruístes. 11 nouvindo isto, ºdesmaiou-nos o cora-

• ~sJs 2;-14 ~;ª 11s~;o 1~s ;7~


13; 1
CAPÍTULO 2 . 1 Nm 25 1. Js 3.1 b Hb 11.31; Tg 2 2~ e Mt 1 5 1 Ou bosque das acácias_ 2 Lit deitaram-se 2 _d Js 2.22 4 e 2Sm
17.19-20 6/Ex 1.17; 2Sm 17 19 9 8Dt 1.8 hGn 355, Ex 2327, Dt 2.25; 1125; Js 9.9-1 O iEx 15 15; Js 5.1 1O/Ex14.21; Js 4.23 INm
21.21-35 m Dt 20.17; Js 6.21 11 n Êx 15.14-15 o Js 5 1. 7.5; SI 22.14; Is 13.7
Ficou entendido que eles se ajuntariam ao resto de Israel na conquista da porção promessa de Deus. Ver o relatório que trouxeram de volta, no v. 24. Cf. Nm
ocidental da Terra Prometida (Nm 32.16-32; Dt 3 18-20). Todo o povo de Israel 13.17-20.
devia participar em tomar posse da Terra Prometida como um todo Há uma dra- prostituta, cujo nome era Raabe. A narrativa não diz por qual razão eles esco-
mática seqüência no cap. 22. Ver notas em 12.1 e 13.8-33. lheram a casa de Raabe. Ela é relembrada no Novo Testamento como pertencen-
•1.13 descanso. Ver também o v. 15. Oalvo da dádiva divina da Terra Prometida do à linhagem de Cristo (Mt 1.5) e também como um exemplo de fé (Hb 11.31) e
é. com freqüência. referida como "descanso" (11.23; 21.44; 22.4; 231). uma de boas obras (Tg 2 25)
condição ou estado que vincula a terra com os propósitos de Deus na criação (Gn •2.2 rei de Jericó. A terra de Canaã compunha-se de cidades-estados. cada
2.2-3). Quanto à extensão neotestamentána da idéia. ver Hb 3.7--4.11 qual com seu próprio monarca.
•1.16-18 A resposta obediente dos israelitas a Josué e. portanto. a Deus. será
•2.3 A narrativa, conduzida com habilidade, cria um momento de tensão antes
ecoada e elaborada no fim do livro (Js 24.16-24). A conexão essencial entre a fé e
de anunciar ao leitor que os homens tinham estado escondidos (v. 4)
a obediência fica implícita aqui: a obediência do povo era uma evidência de que
eles acreditavam na promessa. As qualidades necessárias para a liderança de Jo- •2.4 eu não sabia. Na verdade. ela sabia (v 9) O autor do Livro de Josué não
sué consistiam em Deus estar com ele (v. 5. nota) e de ele ser um homem de fé iustificou e nem condenou Raabe por haver mentido, mas Tiago aprovou a ação
(v. 6, nota). dela (Tg 225) Usar de meios para ludibriar o inimigo é uma tática necessária
•2.1-5.12 A primeira seção principal do livro relata o movimento dos israelitas numa guerra. A questão fundamental foi que assim Raabe protegeu os espias es-
desde Sitim (2.1). atravessando o rio Jordão (caps. 3--4; cf. 1 2). até entrarem trangeiros (vs 9-11 ).
na terra de Canaã. Esse movimento assinala o fim de uma era (5.9) e também o •2.6 Ela ... os fizera subir. Notar o estilo da narrativa em que a informação é
começo de uma nova vida na Terra Prometida (5.12) Isso representa o primeiro dada fora da seqüência cronológica Ver Introdução: Características e Temas.
testemunho principal do livro acerca da fidelidade de Deus para com suas pro- •2. 7 fechou-se a porta. O clima de suspense da narrativa aumenta aqui. pois
messas. os espias parecem agora ter sido apanhados.
•2.1-24 Antes da seqüência esperada do cap. 1 (a saber. 3.1 ). há a surpreenden- •2.9 sei. Raabe sabia o que Deus queria que os israelitas soubessem (3.10/ ~
te história dos espias que retornaram a Josué proclamando a promessa de Deus que a promessa divina era verdadeira.
(v 24; cf. 1.2-5). Embora o Livro de Josué descreva. com detalhes gráficos, ades- pavor. Essa é a reação inevitável de encontrar-se do lado errado daquilo que
truição dos cananeus (caps 6 -12). ele também dá um lugar proeminente a Deus promete fazer. Comparar com 1.6. Na guerra santa. o pânico tomava conta
Raabe. uma prostituta carnméia (Lv 18.24 no contexto). Foi dos lábios dela que os dos inimigos de Deus já pela aproximação do exército divino (5.1; 9.24; 10.2; Êx
espias ouviram o testemunho da promessa e do poder de Deus (vs. 9-11). à luz da
15.14-16; Dt 225)
qual ela buscou e encontrou "misericórdia" (v. 12). Ela será poupada do julgamen-
to vindouro (6.22-23). encontrando um lugar entre o povo de Deus (6.25). Este •2.1 Otemos ouvido. A causa do conhecimento de Raabe, bem como do terror
capítulo testifica a graça de Deus ao levar tal mulher a buscar e encontrar a mise- dos cananeus. eram as notícias daquilo que Deus Já tinha feito em lavor de Israel.
ricórdia divina. A história de Raabe aplica uma importante perspectiva aos julga- em fidelidade às suas promessas Ver nota em 93
mentos de Deus, que ocuparão grande parte deste livro. amorreus. Otermo "amorreus" é flexível. algumas vezes aplicado a todos os po-
•2.1 Sitim. Esse local serve de lembrete de um tempo quando Israel se tornou vos da terra de Canaã (p. ex, 24.15). algumas vezes mais especificamente ao
culpado de adultério !tanto físico quanto espiritual; Nm 25.1-3). um período que povo que habitava na região montanhosa (p. ex .. 5.1). especialmente em distin-
não foi esquecido neste livro (2217) ção aos jebuseus. que também residiam na região montanhosa (p. ex .. 3.10).
espias. Opapel desempenhado por esses espias foi tão incomum quanto a con- Seom e Ogue. Ver nota em 12.2-5.
quista que se seguiu. Tanto o papel deles como a conquista são moldados pela destruístes. Ver notas em 6.17-18.
l
249 JOSUÉ 2, 3 1

ção, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa 22 Foram-se, pois, e chegaram ao monte, e ali ficaram três
presença; porque Po SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos dias, até que voltaram os perseguidores; porque os perseguido-
céus e embaixo na terra. 12 Agora, pois, qjurai-me, vos peço, res os procuraram por todo o caminho, porém não os acharam.
pelo SENHOR que, assim como usei de misericórdia para con- 23 Assim, os dois homens voltaram, e desceram do monte, e
vosco, também dela usareis para com 'a casa de meu pai; e que passaram, e vieram a Josué, filho de Num, e lhe contaram tudo
sme dareis 3 um sinal certo i3de que 1conservareis a vida a quanto lhes acontecera; 24 e disseram a Josué: Certamente, e o
meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a mi- SENHOR nos deu toda esta terra nas nossas mãos, e todos os
nhas irmãs, com tudo o que têm, e de que livrareis a nossa vida seus moradores estão desmaiados diante de nós.
da morte, 14 Então, lhe disseram os homens: A nossa vida res-
ponderá pela vossa se não denunciardes esta nossa missão; e A passagem do Jordão
será, pois, que, dando-nos o SENHOR esta terra, "usaremos con- Levantou-se, pois, Josué de madrugada, e, tendo ele e to-
tigo de misericórdia e de fidelidade. IS Ela, então, vos fez des-
cer por uma corda pela janela, porque a casa em que residia
3 dos os filhos de Israel partido ªde 1 Sitim, vieram até ao
Jordão e pousaram ali antes que passassem. 2 Sucedeu, b ao
estava sobre o muro da cidade. 16 E disse-lhes: Ide-vos ao mon- fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial
te, para que, porventura, vos não encontrem os perseguidores; 3 e ordenaram ao povo, dizendo: couando virdes a arca da
escondei-vos lá três dias, até que eles voltem; e, depois, toma- Aliança do SENHOR, vosso Deus, e que os levitas dsacerdotes
reis o vosso caminho. 17 Disseram-lhe os homens: XDesobriga- 2 a levam, partireis vós também do vosso lugar e a seguireis.

dos seremos deste teu juramento que nos fizeste jurar, 18zse, 4 e contudo, haja a distância de cerca de dois mil côvados en-
vindo nós à terra, não atares este cordão de fio de escarlata à ja- tre vós e ela. Não vos chegueis a ela, para que conheçais oca-
nela por onde nos fizeste descer; ªe se não 4 recolheres em casa minho pelo qual haveis de ir, visto que, por tal caminho,
contigo teu pai, e tua mãe, e teus irmãos, e a toda a família de nunca passastes antes. s Disse Josué ao povo: 1Santificai-vos3 ,
teu pai. 19 Qualquer que sair para fora da porta da tua casa, o porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós. 6 E
seu sangue lhe cairá sobre a cabeça, e nós seremos 5 inocentes; também falou aos sacerdotes, dizendo: gLevantai a arca da
mas bo sangue de qualquer que estiver contigo em casa caia so- Aliança e passai adiante do povo. Levantaram, pois, a arca da
bre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão. 20 Também, se Aliança e foram andando adiante do povo.
tu denunciares esta nossa missão, seremos desobrigados do 7 Então, disse o SENHOR a Josué: Hoje, começarei a h en-
juramento que nos fizeste jurar. 21 E ela disse: Segundo as grandecer-te4 perante os olhos de todo o Israel, para que sai-
vossas palavras, assim seja. Então, os despediu; e eles se fo- bam que, icomo fui com Moisés, assim serei contigo. 8Tu,
ram; e ela atou o cordão de escarlata à janela. pois, ordenarás iaos sacerdotes que levam a arca da Aliança,

• ~s
PDt 4.39 12 Q1Sm 20.14-15,17 '1Tm 5.8 SÊx 12.13; 2.18 3uma garantia de verdade 13 IJs 6.23-25 14 UGn 47.29; Jz 1.24; [Mt
5.7] 15 VAt 9.25 17 xÊx 20.7 18 zJs 2.12 aJs 6.23 4juntares 19 b1Rs 2.32; Mt 27.25 5aculpa pelo derramamento de seu sangue
24CÊx23.31 •
CAPÍTULO 3 1 a Js 2.1 1 Ou bosque das acácias 2 b Js 1.10-11 3 e Nm 10.33 d Dt 31.9,25 2 carregam 4 e Ex 19.12 S f Js
7.13 3 Consagrai 6 gNm 4.15 7 h Js 4 14 i Js 1.5,9 4 exaltar-te 8 i Js 3.3
•2.11 o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e em baixo na •3.2 três dias. Ver nota em 1.11.
terra. O reconhecimento de Deus, requerido em Israel (Dt 4.39), foi expresso por •3.3 a arca da Aliança do SENHOR, vosso Deus. Ver Êx 25.10-22; Dt 10.5. A
Raabe. arca da Aliança desempenha um papel proeminente nos caps. 3-4; 6; 8. Ela re-
•2.12 misericórdia. A palavra hebraica com freqüência refere-se à misericórdia presentava não somente a presença do Senhor (Nm 10.33-36), mas especifica-
de Deus para com Israel, em consonância com as suas promessas. mente a sua aliança, que implica em seu compromisso diante de suas promessas,
um sinal certo. Provavelmente, o juramento referido no v. 14. bem como as obrigações conseqüentes de Israel. Ver notas em 1.5 e 24.25.
•2.13 livrareis a nossa vida da morte. A misericórdia que Raabe buscou pres- os levitas sacerdotes. Ver Ot 10.8.
supõe a certeza que ela tinha das promessas de Deus. Essa certeza envolvia o li- •3.4 haja a distância •.. entre vós e ela. Opropósito dessa separação pode ter
vramento da ira vindoura (cf. 1Ts 1.1 O). sido para assegurar que a arca estivesse visível para o maior número possível de
•2.14 dando-nos o SENHOR esta terra. A certeza da promessa divina é nova- israelitas. Ver 4.11.
mente tomada por certa.
•3.5 Santificai-vos. Ver 5.15, nota. Provavelmente, refira-se a atos físicos como
•2.15 os fez descer••. o muro da cidade. A situação de suspense criada nos
lavar-se, que simbolizava a santidade do povo. Houve um requisito semelhante
vs. 2-3,7 é aqui resolvida.
quando Deus desceu para o povo, no monte Sinai (Êx 19.10, 14-15).
•2.18 cordão de fio de escarlata. Ofio de escarlata não é mencionado no cap.
6. Éimprovável que uma significação simbólica possa estar compreendida na cor maravilhas. A mesma palavra foi usada para indicar as pragas do Egito (Êx 3.20;
escarlate, embora possamos fazer uma associação com o cordeiro pascal e o Jz 6.13; SI 78.11; Mq 7.15), bem como por ocasião da conquista da terra de Ca-
naã (Êx 34.1 O; 1Cr 16.9-24; cf. Jr 212)
sangue de Cristo.
•2.24 o SENHOR nos deu. Os espias voltaram com o relato de que a promessa de •3. 7 começarei a engrandecer-te. OSenhor validaria a liderança de Josué re-
Deus era, verdadeiramente, certa (1.2); e isto eles tinham aprendido de Raabe. petindo as maravilhas que ele fizera às margens do mar Vermelho através de Moi-
•3. f-4.24 A travessia do rio Jordão, o rio que assinalava a fronteira da Terra Pro- sés. O Deus de Josué era o Deus de Moisés. Ver nota em 4.14.
metida, foi uma ocasião de admiração comparável à travessia do mar Vermelho para que saibam. Os atos de Deus, corn freqüência, têm o propósito de esclare-
(4.23; ct. 3.7; 4.14). A grande significação dessas maravilhas é indicada em 4.24. cer e dar conhecimento (Êx 8.1 O; Dt 4.35; 2Rs 19.19; Is 45.6). Tal conhecimento
Essas maravilhas deviam permanecer como um testemunho para todos os povos nunca é meramente intelectual. Entretanto, é atingível mediante o ouvir acerca
de todos os séculos de que a mão do Senhor é poderosa. A proeminência da arca dos atos de Deus, bem como de contemplá-los (2.9-1 O; 4.24). Aqui, o objeto do
da Aliança (3.3. nota) relaciona o poder de Deus às promessas de Deus, que são o conhecimento é a presença de Deus com Josué (1.5, nota; cf. Êx 14.31), que o
âmago da aliança. Ocap. 3 apresenta os eventos em ordem; o cap. 4 retorna e ela- povo de Israel experimentaria através da fidelidade de Deus às suas promessas.
bora diversas questões. especialmente as pedras memoriais em Gilgal. Ver notas no v. 1O; 4.24.
JOSUÉ 3, 4 250
dizendo: Ao chegardes à borda das águas do Jordão, 'parareis meio do Jordão, do lugar onde, parados, rpousaram os sa-
aí. 9 Então, disse Josué aos filhos de Israel: Chegai·vos para cá cerdotes os pés, tomai doze pedras; e levai-as convosco e de-
e ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus. 10 Disse mais Jo- positai-as no d alojamento em que haveis de passar esta noite.
sué: Nisto conhecereis que mo Deus vivo está no meio de vós 4 Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos fi-
e que de todo n1ançará de diante de vós os ºcananeus, os he- lhos de Israel, s um de cada tribo, e disse-lhes: Passai adiãilte
teus, os heveus, os ferezeus, os girgaseus, os amorreus e os je- da arca do SENHOR, vosso Deus, ao meio do Jordão; e cada um
buseus. 11 Eis que a arca da Aliança do P Senhor de toda a levante sobre o ombro uma pedra, segundo o número das tri-
terra passa o Jordão diante de vós. 12 qTomai, pois, agora, bos dos filhos de Israel, ó para que isto seja por e sinal entre
doze homens das tribos de Israel, um de cada tribo; 13 porque vós; e, !quando vossos filhos, no futuro, perguntarem, dizen-
há de acontecer que, rassim que as plantas dos pés dos sacer- do: Que vos significam estas pedras?, 7 então, lhes direis que
dotes que levam a arca do SENHOR, 5 0 Senhor de toda a terra, gas águas do Jordão foram cortadas diante da arca da Aliança
pousem nas águas do Jordão, serão elas cortadas, a saber, as do SENHOR; em passando ela, foram as águas do Jordão corta-
que vêm de cima, e 1se amontoarão. das. Estas pedras serão, para sempre, por hmemorial aos fi-
14 Tendo partido o povo das suas tendas, para passar o Jor- lhos de Israel.
dão, levando os sacerdotes a ºarca da Aliança diante do povo; 8 Fizeram, pois, os filhos de Israel como Josué ordenara, e
15 e, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e levantaram doze pedras do meio do Jordão, como o SENHOR
vos seus pés se molharam na borda das águas (porque o xJor- tinha dito a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de
dão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, 2 todos os dias Israel, e levaram-nas consigo ao alojamento, e as depositaram
da sega), ló pararam-se as águas que vinham de cima; levanta- ali. 9 Levantou Josué também doze pedras no meio do Jordão,
ram-se num montão, mui longe 5 da cidade de Adã, que fica ao no lugar em que, parados, pousaram os pés os sacerdotes que
lado de ªSartã; e as que desciam bao mar da Arabá, que é ro levavam a arca da Aliança; e ali estão até ao dia de hoje.
mar Salgado, foram de todo cortadas; então, passou o povo de- 10 Porque os sacerdotes que levavam a arca haviam parado
fronte de Jericó. 17 Porém os sacerdotes que levavam a arca da no meio do Jordão, em pé, até que se cumpriu tudo quanto o
Aliança do SENHOR pararam firmes no meio do Jordão, e dtodo SENHOR, por intermédio de Moisés, ordenara a Josué falasse
o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão. ao povo; e o povo se apressou e passou.
11 Tendo passado todo o povo, então, passou 'a arca do SE-
As doze pedras tiradas do meio do Jordão NHOR, e os sacerdotes, à vista de todo o povo. 12 Passaram los
Tendo, pois, todo o povo ªpassado o Jordão, falou o filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manas-
4 SENHOR a Josué, dizendo: 2 bJomai do povo doze ho- sés, armados, na frente dos filhos de Israel, como Moisés lhes
mens, um de cada tribo, 3 e ordenai-lhes, dizendo: Daqui do tinha dito; 13 uns quarenta mil homens de guerra 1armados

.~- 1Js3.17 t0mns19nÊx33.2ºAt1319 ltPZc4.14;6.5 12QJs42,4 IJrJs315-16SJs3111Sl7813;114.3 14us1


132.8; At 7.44-45 IS v Js 3.13x1Cr 12.15; Jr 12.5; 49 19 z Js 4 18; 510,12 16a1Rs 4.12; 7.46 bDt 317 cGn 14.3; Nm 34.3 5Cf O,
muitos mss. e muitas vss.; TR em Adã, a cidade que 17 d Gn 50.24; Êx 38; 6.1-8; 14.21-22,29; 331, Dt 6.1 O; Hb 11.29
CAPÍTUL04 1 •Dt27.2;Js3.17 2bJs3.12 JcJs313dJs4.19-20 6eDt272;Sl103.2/Êx 12.26; 13.14;Dt6.20 7gJs
3.13, 16 h Êx 12.14; Nm 16.40 11 i Js 3.11; 6.11 12 iNm 32.17,20,27-28; Js 1.14 13 / equipados para guerrear
•3.9 ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus, Esse é um dever fundamental •3, 17 a arca. Sendo instrumental no milagre, a arca transmitiu a poderosa men-
do povo de Deus. Ver 1.8; 24.2. sagem da fidelidade de Deus às suas promessas da aliança.
•3.10 Nisto. A referência provável é ao milagre inteiro da travessia do rio Jordão, •4.2 doze homens. Todas as tribos de Israel deviam estar representadas
embora a atenção se enfoque sobre o papel da arca lv. 11). 1112-15)
conhecereis. Ou seja, "conhecer por experiência" Cf. o v. 7. D que eles conhe-
•4.6 sinal. Esse testemunho para as gerações futuras sobre a fidelidade de Deus
ceriam era a presença de Deus no meio deles, no cumprir sua promessa a eles
foi o primeiro entre os muitos testemunhos do Livro de Josué 17.26; 8.29). Ver
até um certo ponto. Notavelmente, esse conhecimento já havia sido assimilado
por Raabe, em 2.9. nota no v. 9.
o Deus vivo. O Deus de Israel se opunha aos ídolos sem vida e era contrastado Que vos significam estas pedras. Êx 12.26-27; Dt 6.20-25.
com eles IDt 32.21 ). •4.7 arca. Assim como a arca da Aliança aparece com proeminência no cap. 3,
cananeus... jebuseus. Temos aqui uma das diversas maneiras de mencionar QS da mesma forma, ela também é central para o relato da história às gerações futu-
habitantes da terra de Canaã (Gn 15.18-21, Dt 7.1). Ver nota em 2.10. ras. Ver notas em 3.3, 17.
•3.11 a arca da Aliança do Senhor de toda a terra. Lit. "a arca da Aliança, o memorial. Opropósito do "sinal" lv. 6) e o relato sobre o mesmo era que as gera-
Senhor de toda a terra". Não somente o símbolo da Aliança. mas o próprio Senhor ções futuras se lembrassem da maravilhosa fidelidade de Deus às suas promes-
iria à frente de seu povo. Olembrete de que ele é o Senhor de toda a terra sugere sas. Quanto à importância de tal lembrança para Israel, ver Dt 8.1-20; 1Co 11.25;
que os eventos que se seguem teriam um propósito que ultrapassaria as frontei- 2Tm 2.8.
ras de Israel 14.24; cf. 2.11; Gn 12.3; Êx 19 5-6).
•3.12 doze homens, Isso antecipa o principal assunto do cap. 4; ver 4.2. •4.9 até ao dia de hoje. Isto é, até o dia em que o escritor sagrado escreveu o
Livro de Josué. Essa expressão ocorre com freqüência no Livro de Josué 15.9;
•3.13 se amontoarão. Essa linguagem tem similaridades com Êx 15.8; SI
6.25; 7.26; 8.28-29; 9 27; 10.27; 13.13; 14 14; 15.63; 16.10). o que aponta para
78.13, que descrevem a travessia do mar Vermelho 14 23) ODeus do êxodo é o
a evidência em favor da verdade e da relevância da narrativa.
Deus da conquista.
•3.14 Tendo partido o povo. Este versículo retoma as ações a partir do v. 6. •4.12 Rúben ... Gade ... Manassés. Ver 1.12-15.
•3.15 o Jordão transbordava ... todos os dias da sega. Essa informação vital •4.13 uns quarenta mil. Alguns estudiosos sugerem que a palavra traduzida
toma o leitor de surpresa. A travessia seria ainda mais notável do que o v. 13 tinha aqui por "mil" significa uma unidade militar de número não especificado, um "con-
indicado. tingente"
251 Josué 4, 5
passaram diante do SENHOR para a batalha, às campinas de Jeri- tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel,
có. 14 Naquele dia, o SENHOR 1engrandeceu2 a Josué na presen- até que 1 passamos, 2 desmaiou-se-lhes o coração, ce não hou-
ça de todo o Israel; e respeitaram-no todos os dias da sua vida, ve mais alento neles, por causa dos filhos de Israel. z Naquele
como haviam respeitado a Moisés. 15 Disse, pois, o SENHOR a tempo, disse o SENHOR a Josué: Faze d facas de pederneira e
Josué: 16 Dá ordem aos sacerdotes que levam ma arca do Teste- passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel. J Então, Josué
munho que subam do Jordão. 17 Então, ordenou Josué aos sa· fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel
cerdotes, dizendo: Subi do Jordão. 18 Ao subirem do meio do em 3 Gibeate-Haralote. 4 Foi esta a razão por que Josué os cir-
Jordão os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR, cuncidou: e todo o povo que tinha saído do Egito, os homens,
e assim que as plantas dos seus pés se puseram na terra seca, as todos os homens de guerra, eram já mortos no deserto, pelo
águas do Jordão se tomaram ao seu lugar e ncorriam, como caminho. s Porque todo o povo que saíra estava circuncida-
dantes, sobre todas as suas ribanceiras. do, mas a nem um deles que nascera no deserto, pelo cami-
19 Subiu, pois, do Jordão o povo no dia dez do primeiro nho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado.
mês; e acamparam-se ºem Gilgal, do lado oriental de Jericó. 6 Porque /quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo de·
20 As Pdoze pedras que tiraram do Jordão, levantou-as Josué serto, até se 4 acabar toda a gente dos homens de guerra que
em coluna em Gilgal. 21 E disse aos filhos de Israel: qOuando, saíram do Egito, que não obedeceram à voz do SENHOR, aos
no futuro, vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: quais o SENHOR tinha jurado que glhes não havia de deixar
Que significam estas pedras?, 22 fareis saber a vossos filhos, ver a terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a seus
dizendo: risrael passou em sseco este Jordão. 23 Porque o pais, hterra que mana leite e mel. 7 Porém iem seu lugar pôs a
SENHOR, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam in-
vós, até que passásseis, como o SENHOR, vosso Deus, fez ao circuncisos, porque os não circuncidaram no caminho. 8 Ten-
mar Vermelho, 1ao qual secou perante nós, até que passamos. do sido circuncidada toda a nação, ficaram no seu lugar no
24 upara que todos os povos da terra conheçam que a mão do arraial, Jaté que sararam. 9 Disse mais o SENHOR a Josué: Hoje,
SENHOR é Vforte, a fim de que xtemais ao SENHOR, vosso Deus, removi de vós 1o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele
3 todos os dias. lugar se chamou mcngal até o dia de hoje.

A circuncisão dos filhos de Israel Celebra-se a Páscoa


Sucedeu que, ªouvindo todos os reis dos amorreus que 10 Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal,
5 habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os
reis dos cananeus bque estavam ao pé do mar que o SENHOR
celebraram a Páscoa nno dia catorze do mês, à tarde, nas cam-
pinas de Jericó. 11 Comeram do fruto da terra, no dia seguinte

• 141Js3.7;1Cr29.252exa/tou t6mÊx25.16.22 1anJsl;·5 190Js5; 20PJs4.3;5.9-10 21 qJs4.6 22TDt26.5-9SJs


3.17 23 tÊx 14.21 24u1 Rs 8.42 v1Cr29.12 x Jr 10.7 3 Lit. por todo sempre
CAPÍTULO 5 1 a Êx 1_5 14-15 b Nm 13.29 eJs 2.10-11; 9.9 1 Conforme K; O, alguns mss. e edições Hebr., LXX. S, Te V e/e,_s passaram 2 per-
deram a coragem 2 dEx4.25 3 3Lit. monte da circuncisão ou dos prepúcios 4 eDt 2.14-16 6/Nm 14.33 gHb 3.11 hEx3.8 4teremsido
destruídos 7iDt1.39 8iGn34.25 91Gn34.14mJs4.19 tonÊx12.6
•4.14 o SENHOR engrandeceu a Josué... e respeitaram-no. A exaltação de •5.1-12 Um momento significativo (v. 9/ com o deserto atrás deles e a nova vida
Josué ocorreu em cumprimento a 3.7. Ver Êx 14.31. A poderosa fidelidade de na Terra Prometida à sua frente (vs 11-121. assinalado por dois atos simbólicos: a
Deus às suas promessas teve o efeito de exaltar aquele cuja liderança estava ba- circuncisão (vs. 2-8/ e a Páscoa (v. 10/. A circuncisão foi o sinal da aliança com
seada nessas promessas. Abraão (Gn 17.9-14, notas/ e era requerida para a participação na Páscoa (Êx
•4.15-18 Aqui é descrita a conclusão do milagre, com o enfoque ainda sobre a 12.481. A circuncisão marcava o povo da promessa; a Páscoa celebrava sua re-
arca. denção do Egito. Tanto a promessa feita a Abraão quanto a redenção da escravi-
dão no Egito previam esse dia (Gn 17.8; Êx 3.8/.
•4.16 a arca do Testemunho. Também chamada de a arca da Aliança (Êx
25.16.27-22; 31. 18; 32. 75; 40.20/. Os Dez Mandamentos tinham sido deposita- •5.1 ouvindo todos os reis. Ver 4.24; nota em 2.9.
dos na arca como um testemunho à aliança que Deus fizera com Israel. amorreus. Ver nota em 2.1 O.
•4.19 no dia dez do primeiro mês. Esse é o dia em que o cordeiro pascal devia •5.2 passa, de novo, a circuncidar. Ver o v. 5.
ser escolhido (Êx 12.3). sublinhando a conexão entre a travessia do rio Jordão e o •5.4-7 Essa circuncisão era necessária porque a geração que saíra do Egito tinha
êxodo. Ver vs. 23; 5.1 O. caído sob o julgamento de Deus. Em sua graça, Deus estava levantando uma
•4.23-24 Opronome "vosso". nos vs. 23-24, identifica as gerações posteriores nova geração para si mesmo (v. 7). A circuncisão física tinha seu significado espi-
com os grandes atos anteriores de Deus, como Moisés fez em Dt 4.9-24; 5.2-5 e ritual, a circuncisão do coração (Dt 10.16; 30.6 e notas).
conforme Josué fará em Js 24.5-10 (24.7. nota/.
•5.6 não obedeceram à voz do SENHOR. Essa é a descrição mais simples do
•4.24 todos os povos da terra. As maravilhas dos caps. 3-4 teriam efeitos comportamento que provocou ojuízo divino A referência é a Nm 14 (Dt 1.32.43).
que ultrapassariam a geração imediata e iriam muito além do povo de Israel
o SENHOR tinha jurado. As promessas de Deus podem ser negativas.
(2.1O;5.1; cf. Gn 12.3). As admiráveis obras de Deus na Bíblia devem afetar aqu~­
les que ouvem falar delas. tão poderosamente como aqueles que as vêem (Ex •5. 7 em seu lugar pôs a seus filhos. Essa gente. na realidade. formava um
10.2; e, supremamente. Jo 20.30-311 Vernotas em 2.9-10. "novo Israel".
conheçam. O conhecimento de Deus e de seus propósitos constituem-se nos •5.9 removi de vós o opróbrio do Egito. Essas palavras indicam a grande sig-
objetivos daquelas maravilhas (3.7,10 e notas/ Agora, fica demonstrado que nificação daquele momento. A redenção da escravidão no Egito só se completou
esse alvo é aplicável a todos os povos. Esse conhecimento não subentende. ne- com a entrada na Terra Prometida. Ver a promessa do êxodo e seu alvo em Ex 3.8.
cessariamente, a salvação (Êx 1418/. Se esse alvo não tivesse sido atingido, o opróbrio do Egito teria permanecido (Dt
temais ao SENHOR. Uma expressão comum do Antigo Testamento que repre- 928/
senta a verdadeira fé (SI 128.1 J. Ver 24.14. nota. até o dia de hoje. Ver nota em 4.9.
JOSUÉ 5, 6 252
à Páscoa; pães asmos e cereais tostados comeram nesse mes- seu crei e os seus valentes. 3 Vós, pois, todos os homens de
5

mo dia. 12 No dia imediato, depois que comeram do produto guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis
da terra, ºcessou o maná, e não o tiveram mais os filhos de por seis dias. 4 Sete sacerdotes levarão sete dtrombetas de chi-
Israel; mas, naquele ano, comeram das novidades da terra de fre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a ci-
Canaã. dade "sete vezes, e los sacerdotes tocarão as trombetas. s E
será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de car-
Deus aparece a Josué neiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com
13 Estando Josué ao pé de Jericó, levantou os olhos e grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá
olhou; eis Pque se achava em pé diante dele um homem q que nele, cada qual em frente de si. 6 Então, Josué, filho de Num,
trazia na mão uma espada nua; chegou-se Josué a ele e dis- chamou os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da Aliança; e
se-lhe: És tu dos nossos ou dos nossos adversários? 14 Respon- sete sacerdotes levem sete trombetas de chifre de carneiro
deu ele: Não; sou príncipe do exército do SENHOR e acabo de adiante da arca do SENHOR. 7 E disse ao povo: Passai e rodeai a
chegar. Então, Josué rse prostrou com o rosto em terra, e 5 0 cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do
adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? ts Res- SENHOR.
pondeu o príncipe do exército do SENHOR a Josué: 1Descalça 8 Assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacer-
as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E dotes, com as sete trombetas de chifre de carneiro diante do
fez Josué assim. SENHOR, passaram e tocaram as trombetas; e a arca da Aliança
do SENHOR os seguia. 9 Os homens armados iam adiante dos
A destruição de Jericó sacerdotes que tocavam as trombetas; ga retaguarda seguia
Ora, ªJericó estava rigorosamente fechada por causa dos após a arca, e as trombetas soavam continuamente. 10 Porém
6 filhos de Israel; ninguém saía, nem entrava. 2 Então, dis- ao povo ordenara Josué, dizendo: Não gritareis, nem fareis
se o SENHOR a Josué: Olha, bentreguei na tua mão Jericó, o ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca,

·~5tor:;~,;-12 ºÊx~6~35 PG~;1~~;;24,30;


20.6; Êx 34.8
- 13
l S t Êx 3.5; At 7.33
Êx 2323; Nm 22.31; Zc 1.8; At ~~~~~;223:1-z;;~~~-14rGn17.3; N~---
CAPITULO 6 1 ª Js 2 1 2 b Js 2.9,24; 8. 1 e Dt 7.24 4 d Lv 25 9; Jz 7 16.22 e 1Rs 18.43; 2Rs 4.35; 5. 10 /Nm 10.8 9 gNm 10.25
•5.12 cessou o maná. Temos aqui uma nova indicação de que uma nova era menta que estava operando para cumprir a prometida libertação de seu povo é
havia começado e que a primeira seção principal do livro está concluída; ver Intro- um importante tema bíblico (p. ex, Êx 14. 13-14; Ap 19. 1-2). Além disso, que a
dução: Esboço. Quanto ao maná e sua significação, ver Êx 16; Dt 8.3 graça de Deus não se restringe a Israel (Gn 12 3) é evidenciado pela experiência
•5.13-12.24. A segunda seção principal do livro diz como os israelitas conquis- de Raabe e sua família (v. 25). Deus não era simplesmente anticananeu (ver
taram a terra de Canaã. A chocante violência e a terrível destruição que se vê nes- nota em 514)
ses capítulos perturba a muitos leitores. Não obstante, este texto parece retinir •6.1 Jericó. Essa cidade tinha um nome que. provavelmente, signifique "Cidade
com louvores a Deus. Isso foi assim por causa da destruição, que é o verdadeiro e Lua", um centro de adoração (Gn 11.27-~25. 11, nota)
justo julgamento de Deus contra os pecadores (Gn 15.16; cf. Lv 18.24-27; Dt
9.4-5). através do qual ele cumpriu suas graciosas promessas a Israel (note a co- •6.2 o SENHOR. Embora alguns entendam que "SENHOR" refira-se ao "príncipe do
nexão entre a salvação e o julgamento, em Êx 14. 13-14; Ap 19 1-2) Essas narra- exército do SENHOR" (5. 13-15), é mais provável que estes versículos sejam um
tivas de destruição que encontramos no livro, não menos do que qualquer outra episódio separado que introduzem a história da conquista.
coisa no livro, testificam a fidelidade de Deus às suas promessas (cf a maldição Olha, entreguei na tua mão Jericó. Um notável paradoxo, visto que tudo
na promessa em Gn 12.3) e prefiguram seu julgamento final contra aqueles que quanto tinha sido "visto", de acordo com o v. 1, eram os portões fechados de Jeri-
rejeitarem a sua graça (Mt 25.46; Hb 9.27; 10.26-31) có. A promessa de Deus criou possibilidades não inerentes na presente situação.
•5.13-15 O relato sobre a conquista começa com o aparecimento do "príncipe Um contraste semelhante entre as presentes circunstâncias e o que Deus pro-
do exército do SENHOR". Isso nos mostra, em primeiro lugar, que a soberania de meteu encontra-se com freqüência na Bíblia, tal como na atual experiência dos
Deus é livre; em segundo lugar, que Deus, e não Josué, é quem controlava a ação crentes (Gn 15.2-5; Is 65. 17; Rm 8.18).
que se seguia; e, em terceiro lugar, qu,e Josué era o servo do mesmo Deus que •6.4 Sete. Ver nota em Gn 4. 16.
apareceu a Moisés na sarça ardente (Ex 3.5).
no sétimo dia. Esse número sugere um paralelo na obra de criação. Tal como a
•5.14 Não. Opríncipe do exército do Senhor encorajou a Josué, mas não estava obra da criação atingiu o alvo no sétimo dia (Gn 2. 1-3), assim também a obra de
sob as ordens de Josué. Deus não estava obrigado nem a destruir todos os cana- redenção da escravidão do Egito atingiu o seu alvo com a posse da Terra Prometi-
neus e nem a libertar todos os israelitas. conforme é poderosamente ilustrado da. O descanso sabático está relacionado tanto à criação como à redençãll \~>.
nos capítulos subseqüentes, nas experiências de Raabe (6.25) e de Acã (cap. 7) 20.8-11, Dt 5. 12-15; Js 1. 13, nota) Em Hb 3.7-4. 11, a palavra "descanso" re-
Ver nota em 6. 17-18.
fere-se ao alvo final do povo de Deus.
príncipe do exército do SENHOR. O"príncipe", segundo parece, é um apareci-
mento do pré-encarnado Filho de Deus (1.5, nota; Gn 16.7). O Guerreiro divino e •6,5 cada qual em frente de si. Ocolapso das muralhas de Jericó permitiria o
seu exército estavam preparados para a guerra. acesso por todas as direções.
•5.15 Descalça as sandálias. Essa ordem assemelha-se à de Êx 3.5, estabe- •6.6 Levai a arca da Aliança. Ver nota em 3.3. O cortejo, com a arca no seu
lecendo uma continuidade entre o que começou com Moisés e o que se seguiu centro, aplicava as promessas da aliança de Deus, simbolicamente, a Jericó. Para
sob Josué. Josué foi o sucessor de Moisés. A "santidade" é, fundamentalmente, Jericó, as promessas da aliança significariam julgamento. Oparalelo entre o papel
uma qualidade de Deus. Pessoas (3.5, nota) ou coisas são descritas como santas da arca na travessia do rio Jordão (caps. 3-4) e na conquista de Canaã é ilumi-
quando pertencem a Deus de alguma maneira especial. nado por Êx 15. 1-18, em que a travessia do mar Vermelho e a conquista são des-
•6, 1-27 Os elementos essenciais de uma compreensão teológica da conquista critas em termos semelhantes. Todos esses eventos são atos poderosos de
são indicados neste relato sobre Jericó, a primeira cidade a ser destruída. A Deus, de acordo com a sua aliança, direcionada ao alvo de conduzir o seu povo ao
destruição dos cananeus, não menos do que a travessia do rio Jordão, foi uma descanso prometido.
poderosa obra de Deus em sua fidelidade à aliança (note o papel da arca da Ali- •6.8 diante do SENHOR. Tal como se lê em 3. 11 (nota), a presença da arca é
ança nos caps. 6; 3-4, e ver notas em 3.3, 11, 14, 17; 4. 16). O temível julga- identificada com a presença do próprio Senhor. Ver nota em 1.5.
uma vez. Entraram no arraial e ali / pernoitaram.
12 Levantando-se Josué de madrugada, ios sacerdotes le·
253
até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então, gritareis. Raabe é salYa
11 Assim, h a arca do SENHOR rodeou a cidade, contornando-a
JOSUÉ 6, 7

22 Então, disse Josué aos dois homens que espiaram a ter-


ra: Entrai na casa da mulher prostituta e tirai-a de lá com tudo
quanto tiver, 'como lhe jurastes. 23 Então, entraram os jo-
varam, de novo, a arca do SENHOR. 13 Os sete sacerdotes que vens, os espias, e tiraram Raabe, 5 e seu pai, e sua mãe, e seus
l
levavam as sete trombetas de chifre de carneiro diante da irmãos, e tudo quanto tinha; tiraram também toda a sua pa-
arca do SENHOR iam tocando continuamente; os homens ar- rentela e os acamparam fora do arraial de Israel. 24 Porém a
mados iam adiante deles, e a retaguarda seguia após a arca do cidade e tudo quanto havia nela, queimaram-no; tão-somente
SENHOR, enquanto as trombetas soavam continuamente. a prata, o ouro e os utensilios de bronze e de ferro deram para
14 No segundo dia, rodearam, outra vez, a cidade e tornaram o tesouro da Casa do SENHOR. 25 Mas Josué conservou com
para o arraial; e assim fizeram por seis dias. vida a prostituta Raabe, e a casa de seu pai, e tudo quanto ti-
15 No sétimo dia, madrugaram ao subir da alva e, da mesma nha; e 1habitou no meio de Israel até ao dia de hoje, porquan-
sorte, rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodea· to escondera os mensageiros que Josué enviara a espiar
ram a cidade sete vezes. 16 E sucedeu que, na sétima vez, Jericó.
quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao 26 Naquele tempo, Josué 4 fez o povo jurare dizer: "Maldi-
povo: Gritai, porque o SENHOR vos entregou a cidade! 17 Po- to diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedifi-
rém a cidade será icondenada, ela e tudo quanto nela houver; car esta cidade de Jericó;
somente 'viverá Raabe, a prostituta, e todos os que estiverem com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos
com ela em casa, porquanto mescondeu os mensageiros que e, à custa do mais novo, as portas.
enviamos. 18 nTão-somente guardai-vos das coisas condena- 27 Assim, era ·o SENHOR com Josué; e corria a sua fama por
das, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim toda a terra.
torneis maldito o arraial de Israel ºe o confundais. 19 Porém
toda prata, e ouro, e utensílios de bronze e de ferro são 2 consa- Os israelitas derrotados em Ai. Acã
grados ao SENHOR; 3 irão para o seu tesouro. 20 Gritou, pois, o ªPrevaricaram / os filhos de Israel nas bcoisas 2 condena-
povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o 7
das; porque eAcã, filho de Carmi, filho de 3 Zabdi, filho
povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, Pruíram de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira
as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel.
e a tomaram. 21 qTudo quanto na cidade havia destruíram to· 2 Enviando, pois, Josué, de Jericó, alguns homens a Ai,
talmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto que está junto a Bete-Áven, ao oriente de Betel, falou-lhes, di-
meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos. zendo: Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e
~~~~~~~~~~~
• [Jn 1.12]
hJs4.11 /passara noite
11 iDt31.25 17iDt13.17;Js7.1 IJs2.1;Mt1.5 mJs2.4,6
12 not7.26 OJs7.1,12,25;1Rs18.17-18;
18
19 2separados 3farãopartedo 20 PHb 11.30 21 QDt7.2; 20.16-17 22 rJs2.12-19; Hb 11.31 23 sJs2.13 25 l[Mt
1.5] 26 u 1As 16.34 4advertiu-os, dizendo
CAPÍTULO 7 1 a Js 7.20-21 bJs 6.17-19 e Js 22.20 / Agiram com infidelidade 2 amaldiçoadas 3 zinri. 1Cr2.6
•6.11 a arca do SENHOR rodeou a cidade. Ocortejo inteiro pode ser resumido •6.26 Maldito... o homem que se levantar e reedificar. Jericó iria penmanecer
referindo-se apenas à arca. debaixo da maldição de Deus, presumivelmente como sinal do julgamento divino
no arraial. Em Gilgal 15.1 O). que havia caído sobre os cananeus e que poderia sobrevir a Israel. Ver 1As 16.34.
•6.15-19 A descrição do que aconteceu no sétimo dia foi expandida com um re- •6.27 era o SENHOR com Josué. Ver nota em 4.14.
lato sobre o discurso de Josué. Em harmonia com o estilo de narrativa, observado •7 .1-26 Se Aaabe, a cananéia que encontrou misericórdia, é uma história da gra-
anteriormente (1.11; 2.6 e notas). as palavras dos vs. 17-19 podem ter sido pro- ça de Deus em meio ao seu julgamento (6.25). a história de Acã é uma história da
feridas antes. mas foram registradas aqui para surtirem um efeito dramático. santidade de Deus, da qual ninguém deve abusar 124.19; Nm 17.11-13; Hb
•1i.1 l condenada. Essa mesma palavra pode ser traduzida por "totalmente 10.30-31). Este sétimo capítulo de Josué relata o primeiro caso de desobediência
destruída", em 2.1 O; ver nota em 1Sm 15.3. Na guerra santa, essa cidade foi re- na Terra Prometida, um episódio funesto à luz da história que se segue l2As
servada para Deus. A conseqüência é vista no v. 21, a terrível realidade do julga- 17.7-20) e uma ocasião que,nos faz relembrar o terceiro capitulo de Gênesis (v.
mento divino contra Jericó, como também por todo o resto da terra de Canaã 21, nota) O incidente e a sua lição para Israel são relembrados em 22.18-20.
111.11-12, 14.20; Lv 27.28-29; Dt 13.16; 20.10-18). •7.1 os filhos de Israel. Embora o delito tivesse sido cometido por um só ho-
somente viverá Raabe ... e todos os que estiverem com ela. Ojuízo divino mem, todo o povo de Israel foi envolvido e afetado [ver o v. 11; 22.18). Os fatos
declarados no v. 1 só gradualmente vieram a tornar-se conhecidos dos israelitas.
não exclui a graça. A misericórdia que ela buscou em 2.12 lhe seria conferida.
coisas condenadas. Ver 6.18; nota em 6.17.
•6.18 condenadas. A mesma palavra hebraica ocorre aqui por três vezes, ad-
A ira do SENHOR. A ira do SENHOR é a sua hostilidade 1usta e pessoal contra o
vertindo os israelitas a não caírem no mesmo julgamento que vitimou os cana-
mal. Diferente das antigas concepções pagãs da ira divina. na Bíblia a ira de Deus
neus. O capítulo seguinte mostra a necessidade dessa advertência.
nunca é arbitrária ou caprichosa. Ela faz parte da mensagem tanto do Novo Testa-
•6.19 consagrados. Ou "santificados". Ver nota textual e nota em 5.15. mento quanto do Antigo Testamento [Mt 3.7; Jo 3.36; Am 1.18; CI 3.6; 1Ts 1.10;
•6.20-21 A queda de Jericó foi descrita de maneira breve. Outros detalhes po- Hb 10.26-31; Ap 6.16).
dem ser deduzidos do v. 24; 8.2; 10.1; 24.11. •7.2·5 Em contraste com as histórias sobre os espias (cap. 2) e sobre a conquista
•6.23 fora do arraial. Essa expressão pode descrever um estado temporário [v. de Jericó (cap. 6), Israel agora estava sob a ira de Deus. eo resultado seria diferente.
25). devido à imundícia cerimonial [p. ex .. Lv 13.46). •7.2 de Jericó ... a Ai. O movimento foi para oeste e para o centro da região
•6.24 Casa do SENHOR. Ver nota em 9.23. montanhosa.
•6.25 habitou no meio de Israel. Aaabe acabou sendo incluída no povo de Bete-Áven. Esse nome significa "casa do nada". ou "casa da iniqüidade". O
Deus. Ver Mt 1.5; Hb 11.31; Tg 2.25. nome pode ter sido usado zombeteiramente contra Betel [confonme se vê em Os
até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9. 4.15; 10.5).
JOSUÉ 7 254
espiaram Ai. 3 E voltaram a Josué e lhe disseram: Não suba bada. 13 Dispõe·te, Psantifica 8 o povo e dize: qSantificai-vos
todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; para amanhã, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Há
não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos. coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimi-
4 Assim, subiram lá do povo uns três mil homens, dos quais gos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso
fugiram diante dos homens de Ai. s Os homens de Ai feriram meio as coisas condenadas. 14 Pela manhã, pois, vos chegare-
deles uns trinta e seis, e aos outros perseguiram desde a porta is, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que 'o SENHOR
até às pedreiras, e os derrotaram na descida; e e o4 coração do designar por sorte se chegará, segundo as famílias; e a família
povo se derreteu e se tornou como água. que o Sf:NHOR designar se chegará por casas; e a casa que o
6 Então, Josué/rasgou as suas vestes e se prostrou em terra SENHOR designar se chegará homem por homem. 15 s Aquele
sobre o rosto perante a arca do SENHOR até à tarde, ele e os an- que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e
ciãos de Israel; e gdeitaram pó sobre a cabeça. 7 Disse Josué: tudo quanto tiver, porquanto 1violou 9 a aliança do SENHOR e
Ah! 5 SENHOR Deus, "por que fizeste este povo passar o Jor- "fez loucura em Israel.
dão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fa- 16 Então, Josué se levantou de madrugada e fez chegar a
zerem perecer? Tomara nos contentáramos com ficarmos Israel, segundo as suas tribos; e caiu a sorte sobre a tribo de
dalém do Jordão. 8 Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as Judá. 17 Fazendo chegar a tribo de Judá, caiu sobre a família
6 costas diante dos seus inimigos! 9 Ouvindo isto os cananeus dos zeraítas; fazendo chegar a família dos zeraítas, homem
e todos os moradores da terra, nos cercarão e ;desarraigarão o por homem, caiu sobre Zabdi; 18 e, fazendo chegar a sua casa,
nosso nome da terra; e, então, ique farás ao teu grande homem por homem, v caiu sobre Acã, filho de Carmi, filho de
nome? Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá. 19 Então, disse Josué a
10 Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás Acã: Filho meu, xdá glória ao SENHOR, Deus de Israel, e a ele
prostrado assim sobre o rosto? 11 Israel pecou, e violaram a 2 rende louvores; e ªdeclara-me, agora, o que fizeste; não mo
minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, 1pois tomaram ocultes. 20 Respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente,
das coisas 7 condenadas, e furtaram, e m dissimularam, e até bpequei contra o SENHOR, Deus de Israel, e fiz assim e assim.
debaixo da sua bagagem o puseram. 12 npelo que os filhos de 21 Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e
Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as cos- duzentos sidos de prata, e uma barra de ouro do peso de cin-
tas diante deles, porquanto ºIsrael se fizera condenado; já não qüenta siclos, / cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondi-
serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa rou- dos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, por baixo .

• 4 dLv 26 17; Dt 28.25 5 e Lv 2;;,~s;.9, c~ragem~;povo desapa~;;e~-p~r c~~pl~to


11 4 a 6 /Gn 37.2-9.-34--g-1 2 7
Nm 21.5 5Hebr.AdonaiYHWH 8 ~Lit o pescoço 9 iDt 3226 /Êx 3212; Nm 14.13 li iJs 6.17-19 mAt 5.1-2 ?amaldiçoadas 12 n Jz
S~ 4~ :~~;3; ~
2-14 ºDt 7.26; [Ag 2.13-14] 13 PEx 19.1 OqJs 3.5 8separa 14 T[Pv 1633] 15 s 1Sm1438-39 t Js 7 1fuGn34.7; Jz 20 6 9transgrediu
18 v1sm 14.42 19x1 Sm 6.5; Jr 13.16; Jo 9.24 z2cr 30 22 a Nm 5.6-7; 1Sm 14.43; Ed 10.10-11; SI 32.5; Pv 28.13; Jr 3.12-13; Dn 9.4
20 b Nm 2234; 1Sm 15.24 21 I desejei
•7.3 Não suba todo o povo. Ver o contraste com o relatório trazido pelos espias. •7, 11 Israel. A unidade corporativa de Israel foi salientada por todo este capítu-
em224. lo. O pecado de um homem (v. 15) trouxe culpa a toda a comunidade da qual ele
•7.5 trinta e seis. O número das mortes não foi grande. O temor e o desânimo fazia parte (22.18)
dos israelitas eram devidos mais à ira do Senhor do que à escala humana da violaram a minha aliança. Temos aqui uma outra indicação da natureza dope-
derrota. cado. O conceito da aliança de Deus inclui a fidelidade às suas promessas, bem
como as conseqüentes obrigações do povo de Israel, que havia recebido as pro-
o coração do povo se derreteu. A desobediência em Israel representou um
messas. Ver nota em 3.3. Tratava-se da aliança de Deus porque ele havia imposto
grande retrocesso. Agora, os israelitas encontram-se na situação dos cananeus.
as suas condições.
conforme se vê em 2.11; 5.1.
coisas condenadas. Ver 6.18; nota em 6.17.
•7.6 rasgou as suas vestes ... deitaram pó sobre a cabeça. Essas eram ex-
pressões convencionais de tristeza (Jó 1.20; 2.12) A causa da tristeza foi o apa- • 7.12 se fizera condenado. A causa da derrota de Israel em Ai não fora uma fa-
rente fracasso das promessas da aliança, cujo símbolo era a arca. Ver notas em lha nas promessas de Deus (7.6, nota), mas, sim, a desobediência.
3.3.17; 4.16. A oração de Josué (vs. 7-9) apelaria para aquelas promessas Ver já não serei convosco. O terrível retrocesso de 1.5 leva a primeira metade do
nota em 10.6. cap. 7 a um clímax; e a segunda metade trará as palavras "se não eliminardes do
•7.7-9 Josué orou em favor de Israel. tal como Mrnsés tinha feito em circunstân- vosso meio as coisas condenadas"
cias parecidas (cf. Nm 14.13-19). •7.13 santifica. Ver nota em 3.5. Em contraste com o cap. 3, esta é uma prepa-
ração para os israelitas serem julgados por Deus.
•7.7 por que. Essa pergunta veio dos lábios daqueles que descobriram que sua
experiência contrastava com sua compreensão das promessas de Deus. Pode ser • 7.14 que o SENHOR designar. Oprocedimento pode ter sido através do Urim e
que essa pergunta expressasse uma atitude rebelde (como se vê em Nm 143). do Tumim (Êx 2830, nota).
mas também pode exprimir uma verdadeira fé perplexa diante das circunstâncias • 7.15 loucura em Israel. O ato de Acã foi uma ação contrária à natureza de
(cf. SI 22.1 ). Israel como o povo em relação de aliança com Deus e, portanto, um ato de lou-
amorreus. Ver nota em 2.1 O. cura. Em outros lugares, essa expressão é usada para indicar perversões sexuais.
proibidas em Israel (Gn 34.7; Dt 22.21; Jz 20.6, 1O; 2Sm 13. 12; Jr 29.23).
•7.9 Ouvindo isto. Ver nota em 9.3.
• 7.20 pequei. Ver nota no v. 11.
o nosso nome. A promessa feita a Abraão incluía um "grande nome" (Gn 12.2). •7.21 vi ... cobicei-os e tomei-os. Pode haver aqui uma alusão a Gn 3.6, em
A oração de Josué estava baseada nas promessas de Deus.
que esses três verbos ocorrem na mesma ordem. O padrão do jardim do Éden foi
teu grande nome. A reputação de Deus estava em jogo (Êx 32.12; Nm repetido na Terra Prometida; nem bem o dom de Deus havia sido dado e os rece-
14.13-16; Ez 3616-23) bedores já desejaram aquilo que fora proibido e tomaram do mesmo.
255 JOSUÉ 7, 8

22 Então, Josué enviou mensageiros que foram correndo à 10 Levantou-se Josué de madrugada, passou revista ao
tenda; e eis que tudo estava escondido nela, e a prata, por bai- povo, e subiram ele e os anciãos de Israel, diante do povo,
xo. 23 Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as contra Ai. 11 hSubiram também todos os homens de guerra
trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel, e as colocaram que estavam com ele, e chegaram-se, e vieram defronte da ci-
perante o SENHOR. 24 Então, Josué e todo o Israel com ele to- dade; e alojaram-se do lado norte de Ai. Havia um vale entre
maram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de eles e Ai. 12 Tomou também uns cinco mil homens e os pôs
ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, entre Betel e Ai, em emboscada, ao ocidente da cidade.
e suas ovelhas, e sua tenda, e ctudo quanto tinha e leva- 13 Assim foi posto o povo: todo o acampamento ao norte da
ram-nos ao dvale de Acor. 25 Disse Josué: e Por que nos con- cidade e a emboscada ao ocidente dela; e foi Josué aquela noi-
turbaste? O SENHOR, hoje, te conturbará. !E todo o Israel o te até ao meio do vale. 14 E sucedeu que, vendo-o o rei de Ai,
apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os. 26 E8levan- ele e os homens da· cidade apressaram-se e, levantando-se de
taram sobre ele um moritão de pedras, que permanece até ao madrugada, saíram de encontro a Israel, à batalha, defronte
dia de hoje; assim, ho SENHOR apagou o furor da sua ira; pelo das campinas, porque ele ;não sabia achar-se contra ele uma
que aquele lugar se chama ;o vale de 2 Acor até ao dia de hoje. emboscada atrás da cidade. 15 Josué, pois, e todo o Israel ise
houveram como feridos diante deles e fugiram pelo caminho
Ai é destruída do deserto. 16 Pelo que todo o povo que estava na cidade foi
Disse o SENHOR a Josué: ªNão temas, não te atemorizes; convocado para os perseguir; e perseguiram Josué e foram
8 toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a afastados da cidade. 17 Nem um só homem ficou em Ai, nem
Ai; olha que bentreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu em Betel que não saísse após os israelitas; e deixaram a cidade
povo, e a sua cidade, e a sua terra. 2 Farás a Ai e a seu rei aberta e perseguiram Israel.
como fizeste a eJericó e a seu rei; somente que para vós ou- 18 Então, disse o SENHOR a Josué: Estende para Ai a lança
tros saqueareis os dseus despojos e o seu gado; põe embosca- que tens na mão; porque a esta darei na tua mão; e Josué es-
das à cidade, por detrás dela. tendeu para a cidade a lança que tinha na mão. 19 Então, a
3 Então, Josué se levantou, e toda a gente de guerra, para emboscada se levantou apressadamente do seu lugar, e, ao es-
subir contra Ai; escolheu Josué trinta mil homens valentes e os tender ele a mão, vieram à cidade e a tomaram; e apressa-
enviou de noite. 4 Deu-lhes ordem, dizendo: Eis que evos pore- ram-se e nela puseram fogo. 20 Virando-se os homens de Ai
is de emboscada contra a cidade, por detrás dela; não vos dis- para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu,
tancieis muito da cidade; e todos estareis alertas. 5 Porém eu e e não puderam fugir nem para um lado nem para outro; por-
todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e que o povo que fugia para o deserto se tornou contra os que
será que, quando saírem, como dantes, contra nós, /fugiremos os perseguiam. 21 Vendo Josué e todo o Israel que a embosca-
diante deles. 6 Deixemo-los, pois, sair atrás de nós, até que os da tomara a cidade e que a fumaça da cidade subia, voltaram
tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós como e feriram os homens de Ai. 22 Da cidade saíram os outros ao
dantes. Assim, fugiremos diante deles. 7 Então, saireis vós da encontro do inimigo, que, assim, ficou no meio de Israel, uns
emboscada e tomareis a cidade; porque o SENHOR, vosso Deus, de uma parte, outros de outra; e feriram-nos de tal sorte, que
vo-la entregará nas vossas mãos. 8 Havendo vós tomado acida- 1nenhum deles sobreviveu, nem escapou. 23 Porém ao rei de
de, pôr-lhe-eis fogo; segundo a palavra do SENHOR, fareis; 8eis Ai tomaram vivo e o trouxeram a Josué.
que vo-lo ordenei. 9 Assim, Josué os enviou, e eles se foram à 24Tendo os israelitas acabado de matar todos os mora-
emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; po- dores de Ai no campo e no deserto onde os tinham persegui-
rém Josué passou aquela noite no meio do povo . do, e havendo todos caído a fio de espada, e sendo já todos

• 24 cNm 1632-;;~~~~ dJs 7;;;-57


7.24; Is 65.10; Os 2.15 2Lit. Desgraça
-;-;-~J~;;-;1Cr~7. [Gl~2Jf~t~ 5-;6~~;;~, 2Sm 18.17; L~3~~3-;Dt1317 ~--
CAPÍTULOS JaDt121;718;318;Js19;10.8bJs62 2cJs6.21 dOt2014;Js827 4eJz20.29 5/Js7.5;Jz20.32 882Sm
13.28 11 hJs8.5 14 iJz20.34; Ec9.12 15iJz20.36 22 IDt 7.2
•7.23 perante o SENHOR. Isto é, presumivelmente, diante da arca. Ver nota em •8.2 como fizeste a Jericó. Ver 6.21; nota em 6.17.
6.8. saqueareis os seus despojos. Tal como houve uma exceção à destruição to-
•7.24 tudo quanto tinha. A misericórdia de Deus para com Raabe estendeu-se tal de Jericó 16 17), da mesma forma Deus faz outra exceção na exigência da
à sua família 16 23) e a punição de Acã atingiu a família dele. destruição total.
•7 .26 apagou o furor da sua ira. A ira de Deus, sendo justa, cessa quando •8.3 trinta mil. Ver nota em 4.13.
o pecado é resolvido. Isso é fundamental para o ensino do Novo Testamento •8.5 como dantes. Ver 7.5
de que a morte de Cristo é um sacrifício expiatório ou propiciatório IRm •8.12 cinco mil. Onúmero que difere dos "trinta mil", no v. 3, pode indicar que
3 25-26) havia duas unidades atribuídas a diferentes aspectos da emboscada.
•8.1 Não temas. Cf. 75. Esse chamamento à fé 11.9; 1 6, nota) estava baseado •8.14 campinas. O vale do rio Jordão.
nas promessas de Deus, apesar das circunstâncias visíveis. Trata-se de uma ex- •8.15 deserto. Terras não cultivadas a leste de Ai e não o deserto do outro lado
pressão comum do favor de Deus (Gn 15.1 ). Confinma que a ira do Senhor para do vale do Jordão (v. 24)
com Israel havia cessado. •8.17 nem em Betel. A súbita inclusão de Betel não foi explicada, mas ver
toda a gente de guerra. Comparar com 7.3. 129,16
entreguei. A promessa de 1.2-3 [notas) foi aplicada a Ai. •8.18 a lança. Cf. a ação de Moisés em Êx 14.16; 17.9.
JOSUÉ 8, 9 256
consumidos, todo o Israel voltou a Ai, e a passaram a fio de es- monte Gerizim, e a outra metade, em frente do monte Ebal;
pada. 25 Os que caíram aquele dia, tanto homens como mu- bcomo Moisés, servo do SENHOR, outrora, ordenara que fosse
lheres, foram doze mil, todos os moradores de Ai. 26 Porque abençoado o povo de Israel. 34 Depois, CJeu todas as palavras
Josué não retirou a mão que estendera com a lança até haver da lei, da bênção e a maldição, segundo tudo o que está escri-
mdestruído totalmente os moradores de Ai. 27 nos israelitas to no euvro da Lei. 35 Palavra nenhuma houve, de tudo o
saquearam, entretanto, para si o gado e os despojos daquela que Moisés ordenara, que Josué não lesse para toda a congre-
cidade, segundo a palavra do SENHOR, que 0 ordenara a Josué. gação de Israel, e !para as mulheres, e os meninos, 8e os es-
28 Então, Josué pôs fogo a Ai e a Preduziu, para sempre, a trangeiros que andavam no meio deles.
um montão, a ruínas até ao dia de hoje. 29 q Ao rei de Ai, en-
forcou-o e o deixou no madeiro até à tarde; rao pôr-do-sol, O estratagema dos gibeonitas
por ordem de Josué, tiraram do madeiro o cadáver, e o lança- Sucedeu que, ouvindo isto ªtodos os reis que estavam
ram à porta da cidade, e 5 sobre ele levantaram um m_ontão de
pedras, que até hoje permanece.
9
daquém do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, em
toda a costa do bmar Grande, defronte do Líbano, cos heteus,
os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebu-
RenOYação da aliança seus, 2 dse ajuntaram eles de comum 1acordo, para pelejar
30 Então, Josué edificou um altar ao SENHOR, Deus de contra Josué e contra Israel.
Israel, 1no monte Ebal, 31 como Moisés, servo do SENHOR, or- 3 Os moradores de eGibeão, porém, !ouvindo o que Josué
denara aos filhos de Israel, segundo o que está escrito no Li- fizera com Jericó e com Ai, 4 usaram de estratagema, e foram,
vro da Lei de Moisés, a saber, "um altar de pedras toscas, e se 2 fingiram embaixadores, e levaram sacos velhos sobre os
sobre o qual se não manejara instrumento de ferro; vsobre ele seus jumentos e odres de vinho, velhos, rotos e 3 consertados;
ofereceram holocaustos ao SENHOR e apresentaram ofertas 5 e, nos pés, sandálias velhas e remendadas e roupas velhas
pacíficas. 32 xEscreveu, ali, em pedras, uma cópia da lei de sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e
Moisés, que já este havia escrito diante dos filhos de Israel. bolorento. 6 Foram ter com Josué, ao arraial, 8a Gilgal, e lhe
33 Todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus príncipes, e os disseram, a ele e aos homens de Israel: Chegamos de uma terra
seus juízes estavam de um e de outro lado da arca, perante os distante; fazei, pois, agora, 4 aliança conosco. 7 E os homens
levitas sacerdotes zque levavam a arca da Aliança do SENHOR, de Israel responderam aos hheveus: Porventura, habitais no
ªtanto estrangeiros como naturais; metade deles, em frente do meio de nós; 1como, pois, faremos aliança convosco? 8 Então,

• 26 m Js 6.21 27 n Nm 31.22,26 o Js 8.2 2~


P Dt 13.16 . 29 q Js 1O26 r Dt 2122-23; Js 10.27 s Js 7.26; 10 27 30 t Dt 27.4-8
31UÊx20.25; Dt 27.5-6 VÊx 20.24 32XDt 27.2-3,8 33ZDt 31.9,25ªDt 31.12bDt11.29; 27.12 34CNe 8.3 dDt 28.2,15,45;
29.20-21; 30.19 e Js 1.8 35 /Dt 31.1 U Js 8.33
CAPÍTULO 9 1 aJs3.10 bNm 34.6 cÊx3.17; 23.23 2 dSI 83.3,5 1 Lit com uma boca 3 eJs 9 17,22; 10.2; 21.17/Js6.27
4 2 passaram-se por enviados 3 remendadas 6 g Js 5.1 O4 tratado 7 h Js 9.1; 11.19 i Êx 23.32; Dt 7.2
•8.28-29 até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9. abençoado o povo de Israel. Embora bênçãos e maldições surgirão (v. 34), as
•8.29 enforcou-o. Esse ato foi um sinal da maldição divina (21.22-23; cf. GI bênçãos sempre terão prioridade no propósito de Deus. Em Gn 12.1-3, as bên-
3.13). çãos resumem o bem que Deus prometera a Abraão (14.13; 22.6).
•8.30-35 A primeira fase da narrativa sobre a conquista (6.1-8.35) é concluída •8.34 a bênção e a maldição. Ambos os aspectos da aliança de Deus já ti-
com a assembléia do povo no monte Ebal e no monte Gerizim para ouvir a pro- nham sido experimentados na Terra Prometida: a bênção, no cap. 6 e em 8.1-29,
messa de bênção de Deus e sua advertência quanto à maldição. Essa assembléia e a maldição, no cap. 7. Ver Dt 27-28.
foi ordenada por Moisés IDt 11.29; 27.1-13); ela mostra que a vida de Israel, in- •8.35 congregação. Essa reunião do povo de Deus para ouvir essa palavra con-
cluindo a entrada na Terra Prometida, foi estabelecida pela aliança e devia ser vivi- tinuou nos tempos da igreja do Novo Testamento (cf. Dt 9.10).
da segundo as palavras de Deus (v. 34). •9.1-2 Estes dois versículos formam o pano de fundo dos caps. 9-12. O temor
•8.30 monte Ebal. Imediatamente ao norte de Siquém, onde Abraão ouviu a dos israelitas, que tinha imobilizado os cananeus em 5.1, aqui os une contra Josué e
promessa de Deus de que daria a Terra Prometida aos seus descendentes e onde contra Israel. Há uma antecipação do SI 2.1-3, a oposição a Deus e ao seu governo,
ele também edificou um altar a Deus (Gn 12.6-7) Oaltar edificado por Josué, na- que culminou na crucificação de Jesus (At 4.25-27) A impotência dos governan-
quele mesmo local, muitos anos mais tarde, representou a repetição e a renova- tes, no SI 2, é amplamente ilustrada pela lista dos reis derrotados em Js 12.
ção das promessas da aliança entre Deus e Israel. heteus ... jebuseus. Ver nota em 3.1 O.
•8.31 Moisés, servo do SENHOR. Ver nota em 1.1. •9.3 Gibeão. A ação do povo de Gibeão (a cerca de 13 km ao norte de Jerusa-
no Livro da Lei de Moisés. Ver nota em 1.8. Aqui a referência é a Dt 27.5 (cf. Êx lém) contrasta-se com o padrão geral por toda a terra de Canaã (vs. 1-2).
20.25) ouvindo. O efeito das novas acerca da poderosa fidelidade de Deus às suas pro-
pedras toscas. Eram usadas para mostrar que o altar pertencia ao Senhor (Êx messas é um tema importante na narrativa da conquista (2.10-11; 5.1; 9.1,9; 10.1;
20.25, nota). 11.1; cf. 7.9). Para os cananeus, essas notícias eram terríveis, pois significavam que
holocaustos. As oferendas, eram essenciais para o estabelecimento da aliança o Deus dos céus e da terra (2.11 J haveria de destruí-los (5.13-12.24, nota).
com Deus. Ver Gn 15.9-1 O; Ex 20.24 •9.4 usaram de estratagema. Esse logro atrairia uma maldição sobre os gibeo-
•8.32 lei de Moisés... diante dos filhos de Israel. A Palavra de Deus foi exibi- nitas (v. 23) e forma um contraste com a ação de Raabe para com os represen-
da diante do povo de Israel. tantes de Israel, no cap. 2.
pedras. Essas poderiam ser as pedras do altar, mas Dt 27.1-8 indica que pedras •9.6 Chegamos de uma terra distante. Os gibeonitas fingiram que eles viviam
especiais podiam ser erguidas como superfícies para escrita. fora da zona potencial de interesse de Israel. Os israelitas estavam dispostos a fa-
•8.33 da arca. No centro da assembléia de Israel estava a arca, o símbolo da ali- zer um tratado com eles tendo em vista as disposições de Ot 20.10-18.
ança que fazia deles o.povo de Deus, de acordo com o qual eles tinham recebido a aliança. Uma aliança é o estabelecimento de um relacionamento por intermédio
sua terra (3.3; 6.4; 7.6 e notas). de um tratado. Essa aliança forçaria os filhos de Israel a pouparem os gibeonitas.
257 .JOSUÉ 9

disseram a Josué: !Somos teus servos. Então, lhes perguntou deles. 17 Pois, partindo os filhos de Israel, chegaram às cidades
Josué: Quem sois vós? Donde vindes? 9 Responderam-lhe: deles ao terceiro dia; suas cidades eram qGibeão, Cefira, Beero-
1Teus servos vieram de uma terra mui distante, por causa do
te e Ouiriate-Jearim. 18 Os filhos de Israel não os 6 feriram,
nome do SENHOR, teu Deus; porquanto mouvimos a sua fama 'porquanto os príncipes da congregação lhes juraram pelo
e tudo quanto fez no Egito; to e ntudo quanto fez aos dois reis SENHOR, Deus de Israel; pelo que toda a congregação murmu-
dos amorreus que estavam dalém do Jordão, Seom, rei de rou contra os príncipes. 19 Então, todos os príncipes disseram a
Hesbom, e Ogue, rei de Basã, que estava em Astarote. 11 Pelo toda a congregação: Nós lhes juramos pelo SENHOR, Deus de
que nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos Israel; por isso, não podemos tocar-lhes. 20 Isto, porém, lhes fa-
disseram: Tomai convosco provisão alimentar para o cami- remos: Conservar-lhes-emas a vida, para que não haja sgrande
nho, e ide ao encontro deles, e dizeHhes: Somos vossos ser- ira sobre nós, por causa do juramento que já lhes fizemos.
vos; fazei, pois, agora, aliança conosco. 12 Este nosso pão 21 Disseram-lhes, pois, os príncipes: Vivam. E se tomaram 1ra-
tomamos quente das nossas casas, no dia em que saímos para chadores de lenha e tiradores de água para toda a congregação,
vir ter convosco; e ei-lo aqui, agora, já seco e bolorento; 13 e como os príncipes ulhes haviam dito.
estes odres eram novos quando os enchemos de vinho; e 22 Chamou-os Josué e disse-lhes: Por que nos enganastes,
ei-los aqui já rotos; e estas nossas vestes e estas nossas sandáli- dizendo: vHabitamos mui longe de vós, sendo que xviveis em
as já envelheceram, por causa do mui longo caminho. nosso meio? 23 Agora, pois, sois 2 malditos; e dentre vós nun-
14 Então, os israelitas tomaram da provisão e 0 não 5 pediram ca deixará de haver escravos, rachadores de lenha e tiradores
conselho ao SENHOR. IS Josué Pconcedeu-lhes paz e fez com de água para a casa do meu Deus. 24 Então, responderam a
eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da con- Josué: É que se anunciou aos teus servos, como certo, que o
gregação lhes prestaram juramento. SENHOR, teu Deus, ªordenara a seu servo Moisés que vos des-
ló Ao cabo de três dias, depois de terem feito a aliança com se toda esta terra e destruísse todos os moradores dela diante
eles, ouviram que eram seus vizinhos e que moravam no meio de vós. Por isso, btememos muito por nossa vida por causa de

-~~;-~;20~;-2~~~ ;~~ ~~t-20~ 151~. J~-;;1~~~ 1~1~~~m-;1


m Êx 2;;-; ~4
o Nm 27.21; Is 30.1 5Lit náo inquiriram junto à
bocado 1SP2Sm21.2 17qJs1825 18'Sl15.4óatacaram 2052Sm21.1-2,6;Ez17.13,15 21 tDt29.11 uJs9.15 22VJs
96,9XJs9.16 23ZGn9.25 24ªÊx23.31-33;Dt7.1-2bÊx15.14
•9. 7 heveus. Esse grupo étnico, ao qual os gibeonitas pertenciam, foi um daque- •9.1 Otudo quanto fez. As novas que os gibeonitas tinham ouvido são as mes-
les que Deus tinha prometido expulsar de Canaã 131 O) mas que foram confessadas por Raabe 12.1 O, nota) A reação deles, porém, foi
•9.9 nome. Ver nota em 7.9. bastante diferente da reação dela.
ouvimos. Ver nota no v. 3. amorreus. Ver nota em 2.1 O.
•9.14 não pediram conselho ao SENHOR. Como eles deveriam ter buscado
conselho não é especificado, mas tal como em Js 5.6, a fala de Israel foi de não
obedecer a Deus.
30mi •9.15 concedeu-lhes paz. O sentido é explicado pela frase seguinte, "de lhes
Mar 30km conseJVar a vida".
Mediterrâneo •9.1&-17 três dias... ao terceiro dia. Se o v. 16 antecipa o resultado do v. 17,
então os três dias em cada versículo podem ser os mesmos. De Gilgal a Gibeão
são cerca de 31 km .
• siquém •9.18 murmurou. Murmurar !contra Moisés. Arão e, em última análise, contra o
.. ....._,...··-v--
.
Senhor) foi uma atividade comum de Israel no deserto; IÊx 15.24; 16.2.7-9; 17.3;
Silo Nm 142,27.36)
•9.20 ira. Ver 7.11, nota. Contraste este juramento, guardado com todo escrú-
pulo. embora baseado numa mentira dos gibeonitas, e a aliança do cap. 7.11, ba-
Bete-Horom Batel _Ai . seado no mandamento do Senhor, que foi quebrado.
de baixo.,. . \~"),,..~
1
•9.21 rachadores de lenha e tiradores de água. Ou seja, escravos domésti-
A1·1·a1om •/ /·~.l>JI .ló
Gibeom enc
... Sitim cos.
Maquedá? . / Bete-Horom •9.23 casa. Otabernáculo é chamado de casa em 1Sm1.7. Nos tempos de Sa-
Azeca • de cima lomão, o tabernáculo ficava em Gibeão 12Cr 1.3.5).
"JlLíbna? meu Deus. Operigo representado pelos cananeus restantes na Terra Prometida
era que eles fizessem Israel abandonar ao Senhor para servirem a outros deuses
e=
Laquis / '
Eglom?
_..
Hebrom
7 (Dt 7.4). A implicação dessa maldição é que os gibeonitas seJViriam na casa do
Deus de Israel, sem serem contados como membros do seu povo. Os rituais e sa-
Debir? crifícios do tabernáculo requeriam suprimentos de madeira ~ água.
\ •9.24 tememos. Ver nota em 2.9.

\.-."""',....,-- ... ...,..... ... -./' A conquista de Canaã


(campanhas pelo Centro e Sul)
Josué desenvolveu duas campanhas a partir do arraial de Gilgal.
,_......... ·campanha no Centro
- Campanha no Sul
Pela campanha central. foram conquistadas Jericó, Betel e Ai. Pela
? Localização incerta ·~ campanha do sul. derrotou uma coligação de reis cananeus, avan-
çando até Debir.
JOSUÉ 9, 10 258
vós e fizemos assim. 25 Eis que estamos ena tua mão; trata- ra com ele e todos os valentes. 8 Disse o SENHOR a Josué: mNão
nos segundo te parecer bom e reto. 26 Assim lhes fez e livrou- os temas, porque nas tuas mãos os entreguei; nnenhum deles
os das mãos dos filhos de Israel; e não os mataram. 27Naque- ºte poderá resistir. 9 Josué lhes sobreveio de repente, porque
le dia, Josué os fez drachadores de lenha e tiradores de água toda a noite veio subindo desde Gilgal. 100 SENHOR Pos con-
para a congregação e para o altar do SENHOR, até ao dia de turbou diante de Israel, e os feriu com grande matança em Gi-
hoje, eno lugar que Deus escolhesse. beão, e os foi perseguindo pelo caminho que sobe qa Bete-
Horom, e os derrotou até r Azeca e Maquedá. 11 Sucedeu que,
Gibeão sitiada por cinco reis fugindo eles de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, 5 fez

1O Tendo Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, ªouvido o SENHOR cair do céu sobre eles grandes pedras, até Azeca, e
que Josué tomara a b Ai e a havia destruído totalmen- morreram. Mais foram os que morreram pela chuva de pedra
te e feito a eAi e ao seu rei d como fizera a Jericó e ao seu rei e do que os mortos à espada pelos filhos de Israel.
eque os moradores de Gibeão fizeram paz com os israelitas e
estavam no meio deles, 2/temeu muito; porque Gibeão era O sol e a lua são detidos
cidade grande como uma das cidades reais e ainda maior do 12 Então, Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR
que Ai, e todos os seus homens eram valentes. J Pelo que entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel; e disse na
Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, enviou mensageiros a presença dos israelitas:
Hoão, rei de Hebrom, e a Pirã, rei de Jarmute, e aJafia, rei de rsol, detém-te em Gibeão,
Laquis, e a Debir, rei de Eglom, dizendo: 4 Subi a mim e aju- e tu, lua, no vale de uAijalom.
dai-me; firamos Gibeão, porquanto gfez paz com Josué e com 13 E o sol se deteve, e a lua parou
os filhos de Israel. s Então, hse ajuntaram e subiram cinco reis até que o povo se vingou de seus inimigos.
dos 1amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de vNão está isto escrito no Livro dos Justos? O sol, pois, se
Jarmute, o rei de Laquis e o rei de Eglom, eles e todas as suas deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um
tropas; e se acamparam junto a Gibeão e pelejaram contra ela. dia inteiro.
14 Não houve xdia semelhante a este, nem antes nem de-
Josué socorre a Gíbeão pois dele, tendo o SENHOR, assim, atendido à voz de um ho-
6Qs homens de Gibeão mandaram dizer a Josué, no arraial mem; porque zo SENHOR pelejava por Israel. 15 ªVoltou Josué,
de jGilgal: Não retires as tuas mãos de teus servos; sobe apres- e todo o Israel com ele, ao arraial, a Gilgal.
sadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, pois todos os reis dos
amorreus que habitam nas montanhas se ajuntaram contra Josué prende os cinco reis e mata-os
nós. 7 Então, subiu Josué de Gilgal, ele e 1toda a gente de guer- 16 Aqueles cinco reis, porém, fugiram e se esconderam

• 25 e Gn 16 6 27 d Js~9~.2~1~.2~3~e~D~;~12~.5~~~~~~~
CAPÍTUL010 1 ªJs9.1 bJs8.1 CJs8.22,26,28dJs6.21"Js9.15 2/Êx15.14-16;Dt11.25;1Cr14.17 4gJs9.15;10.1 5hJs
9.2 i Nm 13.29 6 i Js 5.1 O; 9.6 7 1Js 8.1 8 m Js 11.6; Jz 4.14 n Js 1.5,9 o Js 21.44 1O P Jz 4.15; 1Sm 7.1O,12; Is 28.21 q Js
16.3,5 rJs 15.35 11 5 ls 30.30; Ap 16.21 12 !Js 28.21, Hc 3.11 uJz 12.12 13 v2sm 1.18 14 x1s 38.7-8 ZÊx 14.14; Dt 1.30; 20.4;
Js 10.42; 23.3 15 a Js 10.43
•9.27 até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9. •10.8 Não os temas ... os entreguei. As ações específicas neste capítulo
no lugar que Deus escolhesse. Ver Dt 12; cf. Êx 20.24. aconteceram por causa das promessas de Deus, introduzidas no cap. 1. Ver
1.2-3,5-9; 8.1 e notas.
•10.1-43 A hostilidade antecipada em 9.1-2 começa a emergir No cap. 10, as
nações hostis ao sul foram derrotadas por uma notável intervenção divina. Oes- •10.9 toda a noite. Gilgal ficava no fundo do vale do Jordão e Gibeão estava no
tratagema dos cinco reis lv. 4) e sua destruição lv. 26.40-42) é como a descrição alto de uma montanha, a 32 km para o oeste.
do SI 2 19.1-2, nota) e demonstra o grande poder de Deus em cumprir as suas •10.1 Oos conturbou. Essa mesma expressão é, com freqüência, usada nas
promessas. Esse é o tipo de batalha descrita em Dt 20, que realmente não foi descrições de batalhas onde o Senhor é o Guerreiro divino 12.9, nota; Êx 14.24;
combatida por Israel, mas por Deus lv. 14; Dt 20.4). 23.27; Jz 4.15; 1Sm 7.1 O; 2Sm 22.15; cf. Jr 51.34).
•10.1 Adoni-Zedeque. Esse nome significa "meu Senhor éjusto". Cf. o nome de •10.11 Mais foram os que morreram pela chuva de pedra. Isso enfatiza
Melquisedeque, o qual era rei de Salém lou Jerusalém); ver Gn 14.18, nota. que a vitória foi uma dádiva dada por Deus a Israel. Experiências como essas ilu-
Jerusalém. Essa é a primeira vez em que essa forma do nome dessa cidade minam o uso de fenômenos meteorológicos nas descrições poéticas do juízo d'tvt-
ocorre na Bíblia; em Gn 14.18 ela aparece com o nome de "Salém" no ISI 18.7-16; Is 30.30)
destruído totalmente. Ver notas em 6.17-18. •10.12 no dia. Esse relato pode ser um retrospecto; a ordem cronológica dos
eventos é difícil de discernir.
paz. Ver 9.15.
Sol. .. lua. Essas palavras retóricas dirigem-se ao sol e à lua, mas, na realidade
•10.2 temeu. Ver nota em 2.9. são uma oração dirigida ao Senhor.
era cidade grande como uma das cidades reais. Gibeão não tinha rei 19.11). •10.13 o sol se deteve. Essas palavras descrevem o que aconteceu na lingua-
mas era tão importante como as cidades-estados dos cananeus que tinham reis. gem diária, que não explica a natureza do milagre.
•10.3 Hoão ... Debir. Esses eram os reis das cinco cidades cananéias ao sul. no Livro dos Justos. Uma obra literária agora perdida, talvez uma celebração da
•10.5 amorreus. Ver nota em 2.1 O. vida dos heróis israelitas 12Sm 1 18) A citação extraída do Livro dos Justos pode
•10.6 livra-nos, e ajuda-nos. Orelacionamento de tratado entre Gibeão e Isra- estender-se até o fim do v. 15. Os escritores bíblicos com freqüência usaram fon-
el (9. 15) permitiu que Gibeão apelasse para Israel, buscando ajuda, sendo este o tes escritas 1Lc 1. 1-4).
mais forte de seus parceiros com quem tinham algum tratado. Esse aspecto de •10.14 o SENHOR pelejava por Israel. Ver Dt 20, especialmente o v. 4; cf. Êx
uma aliança humana ilustra a aliança entre Deus e Israel. 14.14.
259 JOSUÉ 10, 11
numa cova em Maquedá. 17 E anunciaram a Josué: Foram 31 Então, Josué, e todo o Israel com ele, passou de Libna a
achados os cinco reis escondidos numa cova em Maquedá. Laquis, sitiou-a e pelejou contra ela; 32 e o SENHOR deu Laquis
18 Disse, pois, Josué: Rolai grandes pedras à boca da cova e nas mãos de Israel, que, no dia seguinte, a tomou e a feriu à
ponde junto a ela homens que os guardem; porém vós não vos espada, a ela e todos os que nela estavam, conforme tudo o
detenhais; 19 persegui os vossos inimigos e matai os que vão fi. que fizera a Libna.
cando atrás; não os deixeis entrar nas suas cidades, porque o 33 Então, Hoão, rei de Gezer, subiu para ajudar Laquis;
SENHOR, vosso Deus, já vo·los entregou nas vossas mãos. porém Josué o feriu, a ele e o seu povo, sem deixar nem se-
20 Tendo Josué e os filhos de Israel acabado de os ferir com mui quer um.
grande matança, até consumi-los, e tendo os restantes que de· 34 E Josué, e todo o Israel com ele, passou de Laquis a
les ficaram entrado nas cidades fortificadas, 21 voltou todo o Eglom, e a sitiaram e pelejaram contra ela; 35 e, no mesmo
povo em paz ao acampamento a Josué, em Maquedá; bnão ha· dia, a tomaram e a feriram à espada; e totalmente destruíram
vendo ninguém que 1movesse a língua contra os filhos de Israel. os que nela estavam, conforme tudo o que fizeram a Laquis.
22 Depois, disse Josué: Abri a boca da cova e dali trazei· me 36 Depois, Josué, e todo o Israel com ele, subiu de Eglom a
aqueles cinco reis. 23 Fizeram, pois, assim e da cova lhe trou· 1Hebrom, e pelejaram contra ela; 37 e a tomaram e a feriram à
xeram os cinco reis: o rei de Jerusalém, o de Hebrom, o de espada, tanto o seu rei como todas as suas cidades e todos os
Jarmute, o de Laquis e o de Eglom. 24 Trazidos os reis a Josué, que nelas estavam, sem deixar nem sequer um, conforme
chamou este todos os homens de Israel e disse aos capitães do tudo o que fizeram a Eglom; e Josué executou a condenação
exército que tinham ido com ele: Chegai, ponde o pé sobre o contra ela e contra todos os que nela estavam.
pescoço destes reis. E chegaram e cpuseram os pés sobre os 38 Então, Josué, e todo o Israel com ele, voltou a mDebir e
pescoços deles. 25 Então, Josué 2 lhes disse: dNão temais, pelejou contra ela; 39 e tomou-a com o seu rei e todas as suas
nem vos atemorizeis; sede fortes e corajosos, porque e assim cidades e as feriu à espada; todos os que nelas estavam, des-
fará o SENHOR a todos os vossos inimigos, contra os quais pele· truiu-os totalmente sem deixar nem sequer um; como fizera a
jardes. 26 Depois disto, Josué, ferindo-os, 3 os matou e os pen· Hebrom, a Libna e a seu rei, também fez a Debir e a seu rei.
durou em cinco madeiros; e /ficaram eles pendentes dos 40 Assim, feriu Josué toda aquela terra, na região monta-
madeiros até à tarde. 27 Ao pôr-do-sol, deu Josué ordem que nhosa, o 5 Neguebe, as campinas, as descidas das águas e
gos tirassem dos madeiros; e lançaram-nos na cova onde se ti· ºtodos os seus reis; Pdestruiu tudo o que tinha fôlego, sem
nham escondido e, na boca da cova, puseram grandes pedras deixar nem sequer um, como ordenara o SENHOR, Deus de
que ainda lá se encontram até ao dia de hoje. Israel. 41 Feriu-os Josué desde qCades-Barnéia até rGaza,
5
como também toda a terra de Gósen até Gibeão. 42 E, de
Josué vence mais sete reis uma vez, tomou Josué todos estes reis e as suas terras, 1por-
28 No mesmo dia, tomou Josué a Maquedá e a feriu à espa· quan to o SENHOR, Deus de Israel, pelejava por Israel.
da, bem como ao seu rei; hdestruiu-os 4 totalmente e a todos 43 Então, Josué, e todo o Israel com ele, voltou ao arraial em
os que nela estavam, sem deixar nem sequer um. Fez ao rei Gilgal.
de Maquedá icomo fizera ao rei de Jericó.
29 Então, Josué, e todo o Israel com ele, passou de Maque- Outras vitórias de Josué
dá a iUbna e pelejou contra ela. 30 E o SENHOR a deu nas TendoJabim, rei de Hazor, ouvido isto, ªenviou men-
mãos de Israel, a ela e ao seu rei, e a feriu à espada, a ela e to-
dos os que nela estavam, sem deixar nem sequer um. Fez ao
11 sageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei bSinrom, e
ao rei Acsafe, 2 e aos reis que estavam ao norte, na região
seu rei como fizera ao rei de Jericó . montanhosa, na Arabá, ao sul de couinerete, nas planícies e

• ZI b ~ 11.7 1 critica~; li~~;ias;sua ~í~g~~ ~~~tra 2; e sl107.40, 1~265-6~~1


4.3 _- 25 d Dt 31 6-~;
Js 1.9 e Dt 3.21, 7.19 2 Aos
capitães 26/ Js 829; 2Sm 21.9 3 Os reis 27 g Dt 21.22-23; Js 8.29 28 h Dt 7.2,16 i Js 6.21 4 Conforme TM e a maioria das
autoridades; muitos mss. Hebr, alguns mss. da LXX e alguns mss. do T trazem o pronome a, referindo-se à cidade 29 i Js 15.42; 21.13; 2Rs
8.22; 19.8 36IJs14.13-15; 15.13 38 mJs 1515 40not1.7 ºDt 7.24 PDt20.16-17 5Lit.su/ 41 qot923rGn10.19SJs11.16;
15.51 421Js10.14
CAPÍTULO 11 taJs 103 bJs 19.15 2 cNm 34.11
•10.16-27 A narrativa volta aos eventos do v. 1Opara terminar a história dos cin- •10.28-39 Estes versículos apresentam uma narrativa sumária das vitórias sobre
co reis, introduzidos no v. 5. cidades do Sul da terra de Canaã. O relato enfatiza a completa destruição das ci-
•10,19 o SENHOR ..• vo-los entregou. A ação de Deus, em termos de sua pro- dades, em consonância com o julgamento divino lvs. 28-39; 6.17-18 e notas).
messa, continua dominando a narrativa. Ver os vs. 8, 1O,14. Outra ênfase é a unidade de Israel 11.12-15), sob a liderança de Josué 11.1-9)
•11.1-23 A narrativa sobre a conquista da região Norte da Palestina é semelhan-
•10.21 não havendo ninguém que movesse a língua, Ninguém dizia uma só
te em suas ênfases com o relato das vitórias obtidas no Sul, no cap. 1O11 O1-43,
palavra e muito menos movia uma arma. Nada podia levantar-se contra o exérci-
notai, e leva à conclusão o registro do livro sobre a conquista do território por par-
to de Deus.
te de Israel.
•10.24 pés sobre os pescoços. Temos aqui um ritual vívido que simbolizava a •11.1-5 Cf. a reação dos reis cananeus em 10.1-5.
vitória. Os inimigos derrotados, com freqüência, são declarados "sob os pés" do •11.1 Jabim, rei de Hazor. Hazor era uma importante cidade no Norte da Pales-
vitorioso 11 Rs 5.3; SI 11 O1; 1Co1525) e os escabelos reais do Egito retratavam tina lv. 1O); Jabim talvez fosse um título herdado (Jz 4 2)
os pés de Faraó sobre os pescoços de seus inimigos. ouvido, Ver nota em 9.3.
•10.26 os pendurou em cinco madeiros. Ver nota em 8.29. •11.2 Ouinerete. Provavelmente, perto do mar da Galiléia (123).
•10.27 até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9. nas planícies, No vale do rio Jordão.
JOSUÉ 11 260
nos planaltos dde Dor, do lado do mar, 3 aos cananeus do ori- Hazor queimou. 12 Josué tomou todas as cidades desses reis e
ente e do ocidente: aos eamorreus, aos heteus, aos ferezeus, também a eles e os feriu à espada, destruindo-os totalmente,
aos jebuseus nas montanhas !e aos heveus ao pé do gHer- q como ordenara Moisés, servo do SENHOR. 13 Tão-somente
mom, hna terra de Mispa. 4 Saíram, pois, estes e todas as suas não queimaram os israelitas as cidades que estavam sobre os
tropas com eles, muito povo, em multidão icomo a areia que 4 0 uteiros, exceto Hazor, a qual Josué queimou. 14 E a todos
está na praia do mar, e muitíssimos cavalos e carros. s Todos ros despojos destas cidades e ao gado os filhos de Israel saquea-
estes reis se / ajuntaram, e vieram, e se acamparam junto às ram para si; porém a todos os homens feriram à espada, até que
águas de Merom, para pelejarem contra Israel. os destruíram; e ninguém sobreviveu. IS 5 Como ordenara O
6 Disse o SENHOR a Josué: íNão temas diante deles, porque SENHOR a Moisés, seu servo, 1assim Moisés ordenou a Josué;
amanhã, a esta mesma hora, já os terás traspassado diante dos ªe assim Josué o fez; nem uma só palavra deixou de cumprir
filhos de Israel; 1os seus cavalos jarretarás e queimarás os seus de tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés.
carros. 7 Josué, e todos os homens de guerra com ele, veio 16 Tomou, pois, Josué toda aquela terra, a saber, va região
apressadamente contra eles às águas de Merom, e os ataca- montanhosa, todo o Neguebe, xtoda a terra de Gósen, as pla-
ram. 8 O SENHOR os entregou nas mãos de Israel; e os feriram nícies, a 5 Arabá e a região montanhosa de Israel com suas pla-
e os perseguiram até à 2 grande mSidom, e até nMisrefote- nícies; 17 zdesde o 6monte Halaque, que sobe a Seir, até Baal-
Maim3, e até ao vale de Mispa, ao oriente; feriram-nos sem Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte Hermom; também
deixar nem sequer um. 9 Fez-lhes Josué como o SENHOR lhe tomou ªtodos os seus reis, e os feriu, e os matou. 18 Por muito
dissera; os seus cavalos jarretou e os seus carros queimou. tempo, Josué fez guerra contra todos estes reis. 19 Não houve
to Nesse mesmo tempo, voltou Josué, tomou a Hazor e fe- cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão bos he-
riu à espada o seu rei, porquanto Hazor, dantes, era a capital de veus, moradores de Gibeão; por meio de guerra, as tomaram
todos estes reinos. 11 A todos os que nela estavam feriram à es- todas. 20 Porquanto e do SENHOR vinha o 7 endurecimento do
pada ºe totalmente os destruíram, e ninguém Psobreviveu; e a seu coração para saírem à guerra contra Israel, a fim de que
. , A _ --- -- - - - - -- - ----- - - - - - - - ------------ ----
~- dJs~11 JeJ~91fJz33~5-gJ~11-;:-13;1;h;;n3149 ~i~-712 S Ire~nira;-se--;;;;c~~um~cor;; 6iJs10-8;2Sm84
8 mGn 49.13 n Js 13.6 2Hebr. Sidon Rabbah 3Lit. Queimaduras de Água 11 o Dt 20.16 PJs 10,40 12 q Nm 33.50-56 13 4Hebr.tel,
uma colina formada por camadas sucessivas de ruínas de uma cidade 14 'Dt 20.14-18 1S s Ex 34.10-17 tDt 31.7-8 u Js 1.7 16 vJs
12.8 xJs 10.40-41 5 Ou: Vale do Jordão e além do mar Morto até o golfo de Ácaba 17 z Js 12.7 aDt7 .24 ó Lit. Omonte liso ou calvo 19 bJs
9.3-7 20 e Dt 2.30 7 Lit. tornar forte
Dor. Na costa do mar Mediterrâneo. •11.6 Não temas. A promessa de Deus 11.2-3,9). contra o pano de fundo dos
•11.4 muito povo. A enorme ameaça suscitada pelos cananeus é vividamente vs. 4-5, novamente cria uma possibilidade não inerente à situação. Ver notas em
apresentada como sendo o pano de fundo para a promessa que aparece no v. 6. 6.2; 8.1, 10.8.
já os terás traspassado. Ofraseado, no hebraico, é enfático e é idêntico a "eu
dou", em 1.2.
os seus cavalos jarretarás, e queimarás os seus carros. Esta é uma pro-
t messa de que Deus prevaleceria sobre os armamentos mais avançados da época
-N- ISI 20.7)
1 •11.11 totalmente os destruíram. A mesma expressão ocorre nos vs.
12,20-21. Ver nota em 6.17.
•11.12 como ordenara Moisés, servo do SENHOR. O sucesso da conquista
foi enfaticamente retratado em termos de obediência aos mandamentos de
Deus, dados através de Moisés (1.1-18; 1.1,3; 5.15 e notas). O escritor sagrado
fez a mais próxima conexão possível entre as promessas de Deus lv. 6, nota) e os
seus mandamentos. A fé e a obediência não podem andar separadas. Ver nota
em 1.7.
•11.16 toda aquela terra. Em princípio, toda aquela terra agora pertencia aos
israelitas, embora ainda "muitíssima terra ficou para se possuir" (13.1).
•11.18 Por muito tempo. Isso serve de indicação de que os capítulos anteriores
apresentaram uma narrativa grandemente condensada.

\ .. •11.19 fizesse paz. Ver 9.6, 15.

-~ (
•11.20 do SENHOR vinha o endurecimento. A relação entre a soberania divina
e a responsabilidade humana é vista no endurecimento divino dos corações, para
chegar aos seus propósitos. Os atos soberanos de Deus não anulam a sua justiça
e nem a responsabilidade humana (Êx 10.1-2; Rm 9.14-29)_

A conquista de Canaã (campanha pelo Norte)


Uma coligação de reis, incluindo cananeus, amorreus, heteus,
fereseus, jebuseus e heveus, lutou contra Josué nas águas de Me-
20mi
rom. Os exércitos de Josué perseguiram alguns deles em direção a
20km Tiro e Sidom, e outros, em direção a Quedes. Enquanto isso, Josué
também atacou para o lado a fim de destruir Hazor.
261 JOSUÉ 11-13
fossem totalmente destruídos e não lograssem piedade algu- SENHOR, deu esta terra em possessão aos rubenitas, aos
ma; antes, fossem de todo destruídos, d como o SENHOR tinha gaditas e à meia tribo de Manassés.
ordenado a Moisés. 21 Naquele tempo, veio Josué e eliminou
eos anaquins da região montanhosa, de Hebrom, de Debir, Os reis vencidos porJosué
de Anabe, e de todas as montanhas de Judá, e de todas as 7 São estes os reis da terra Paos quais Josué e os filhos de
montanhas de Israel; Josué os destruiu totalmente com as Israel feriram daquém do Jordão, para o ocidente, desde Ba-
suas cidades. 22 Nem um dos anaquins sobreviveu na terra al-Gade, no vale do Llbano, até ao 5 monte Halaque, que sobe a
dos filhos de Israel; somente!em Gaza, em Gate g e em Asdo- qSeir, e cuja terra Josué rdeu em possessão às tribos de Israel,
de alguns subsistiram. 23 Assim, tomou Josué toda esta terra, segundo as suas divisões, 8 a saber, o que havia 5 na região mon-
hsegundo tudo o que o SENHOR tinha dito a Moisés; e Josué a tanhosa, nas planícies, na Arabá, nas descidas das águas, no de-
deu em herança aos filhos de Israel, iconforme as suas divi- serto e no Neguebe, onde estava 10 heteu, o amorreu, o
sões e tribos; e a terra irepousou da guerra. cananeu, o ferezeu, o heveu e o jebuseu: 9 ªo rei de Jericó, um;
vo de Ai, que está ao lado de Betel, outro; 1oxo rei de Jerusa-
Os reis vencidos por Moisés lém, outro; o rei de Hebrom, outro; 11 o rei de Jarmute, outro;
São estes os reis da terra, aos quais os filhos de Israel o de Laquis, outro; 12 o rei de Eglom, outro; zo de Gezer, outro;
12 feriram, de cujas terras se apossaram dalém do Jor-
dão para o nascente, ªdesde o ribeiro de Arnom baté ao
13 ªo rei de Debir, outro; o de Ceder, outro; 140 rei de Horrna,
outro; o de Arade, outro; 15 bo rei de Libna, outro; o de Adu-
monte Hermom e toda a planície do oriente: 2 'Seom, rei lão, outro; 16 corei de Maquedá, outro; do de Betel, outro; 17 o
dos amorreus, que habitava em Hesbom e dominava desde rei de Tapua, outro; e o de Héfer, outro; 18 o rei de Afeca, outro;
Aroer, que está à beira do vale de Arnom, e desde o meio do o de 6 Lasarom, outro; 190 rei de Madom, outro; lo de Hazor,
vale e a metade de Gileade até ao ribeiro de Jaboque, limite outro; 20 o rei de 8Sinrom-Merom, outro; o de Acsafe, outro;
dos filhos de Amom; J ddesde a campina até ao 1 mar de Oui- 21 o rei de Taanaque, outro; o de Megido, outro; 22 ho rei de
nerete, para o oriente, e até ao 2 mar da Campina, o mar Sal- Quedes, outro; o de Jocneão do Carmelo, outro; 23 o rei de
gado, para o oriente, epelo caminho de Bete-Jesimote; e Dor, iem Nafate-Dor, outro; iode Goinl, em Gilgal, outro; 24 o
desde o 3 sul abaixo ! de 4 Asdote-Pisga. 4 g Como também o rei de Tirza, outro; 1ao todo, trinta e um reis.
limite de Ogue, rei de Basã, hque havia ficado dos refains e
ique habitava em Astarote e em Edrei; se dominava no As terras ainda não conquistadas
imonte Hermom, e 1em Salca, e em toda a Basã, maté ao li-
mite dos gesuritas e dos maacatitas, e metade de Gileade, li-
13 se-lhe
ªEra Josué, porém, já idoso, entrado em dias; edis-
o SENHOR: Já estás velho, entrado em dias, e
mite de Seom, rei de Hesbom. 6 nMoisés, servo do SENHOR, ainda muitíssima terra ficou para se possuir. 2 bEsta é a terra
e os filhos de Israel feriram a estes; e 0 Moisés, servo do ainda não conquistada: erodas as regiões dos filisteus e d toda

• ~~~;~ 16-1-; 21eN~~2;,33-~;/1Sm17.HJs 15.46 23 hN~ 34;5i"~~2653iDt12.9-10; 2~ 19


CAPÍTULO 12 1 a Nm 21.24 bDt 3.8 2 c2.24-27 3 dDt 3.17 e Js 13.20/Dt 3.17; 4.49 1 Mar da Galiléia 2Lit mar da planície, o mar
Morto 3 Ou Temã, em Edom 4QuAshdoth P1sgah 4 gNm 2133 h Dt 3.11 íDt 1A 5 iDt 3.8 !Dt 3.10 mDt 3.14 6 nNm 21.24,35 °Nm
32.29-33 7 PJs 11.17 QGn 14.6; 32.3 rJs 11.23 5 monte liso ou calvo 8 SJs 10.40; 11.16 tEx 3.8; 23.23 9 u Js 6.2 v Js 8.29 1OXJs
10.23 t2ZJs10.33 13ªJs10.38-39 tSbJsl0.29-30 16CJs10.28dJz1.22 17e1Rs4.10 t86QuSarom t9/Js11.10
2ogJs 111; 1915 22hJs 1937; 207; 2132 23íJs11.2ils9.1 241Dt724
CAPÍTULO 13 1ªJs14.10; 23.1-2 2 bJz3.1-3 CJl3.4 d2Sm3.3
•11.21-22 anaquins. Esse povo eram os temíveis habitantes da terra de Canaã, •12.6 Moisés, servo do SENHOR. Ver nota em 1.1.
que atemorizaram os israelitas e os tinham levado à desobediência a Deus. uma • 12. 7-24 Este relato resumido da conquista sob as ordens de Josué é semelhan-
geraçao anterior INm 13.26-33; Dt 1.28; 2.10-12 e notas; Js 14.12, 1514). A
te à narrativa dada até este ponto, mas com acréscimos, indicando a natureza in-
destruiçao deles concluiu a narrativa da conquista obediente sob Josué. completa e representativa da narrativa anterior.
•11.23 herança ... conforme as suas divisões e tribos. Temos aqui um su-
mário antecipado dos caps. 13-21. Ver nota em 1.6. •13.1-21.45 A terceira seção principal do livro detalha a divisão da Terra Pro-
a terra repousou da guerra. Essas palavras relatam de forma resumida a con- metida entre as tribos. A significação desses capítulos torna-se explícita em
quista e o cumprimento da promessa de Deus. dada em 1.2-5. Ver notas em 1.13; 21.43-45. As listas de fronteiras e oidades representam o conteúdo objetivo
21.45. das promessas de Deus. Embora muitos dos lugares não sejam mais conheci-
dos, e embora a partilha das terras aqui não signifique em todos os casos que
•12.1-24 Este capítulo resume toda a conquista da Terra Prometida sob Moisés e
a tribo designada realmente ocupasse as mesmas (23.13). nao obstante po-
Josué, com uma lista dos reis derrotados e seus territórios. Trata-se de uma ela-
demos ver nesta passagem um testemunho esmerado da fidelidade do Se-
boração de 11.17. uma notável resposta para o problema de 9.1-2 Inata) e um
nhor.
testemunho à veracidade da promessa que há em 15. provendo uma conclusão
apropriada à narrativa inteira da conquista. •13.1 Era Josué, porém, já idoso. Oque fica implícito é que novas conquistas
•12.1 terras. Note que o território a leste do rio Jordão está claramente incluído não teriam lugar sob as suas ordens.
no território que Deus dera a Israel (v. 7). Ver notas em 1.12-15; 13.8-33. muitíssima terra ficou. O Livro de Josué fala tanto do cumprimento completo
o ribeiro de Amom. Esse rio corre para o mar Morto, partindo do leste, e assina- das promessas de Deus 111.23; 21.45). como da natureza incompleta de posses-
la a fronteira sul ali. são da Terra Prometida (p. ex .• 13.1, 23.4-5). Cf. a perspectiva do Novo Testamen-
monte Hermom. A nordeste do mar da Galiléia. to da natureza completa daquilo que nos foi dado em Cristo e a futura expectaçao
•12.2-5 Ver Nm 21 21-35; Dt 2.24-3.11. A derrota de Seom e Ogue assinalou o do que ainda resta (p. ex., Ef 1.3, 14}. Enquanto o Livro de Josué testifica a Israel
início da conquista e é relembrada como um testemunho do poder e da fidelidade acerca da experiência da completa fidelidade do Senhor, a promessa permanecia
de Deus (p ex. Dt 29.7-8; 31.4; Js 2.1 O; 9.1 O; Ne 9.22; SI 135.11; 136.19-20} apontando para o futuro. Ver notas em 1.4; 21.45; Gn 13.15.
JOSUÉ 13 262
a Gesur; 3 e desde Sior, que está defronte do Egito, até ao limi- bom; to e 5 todas as cidades de Seom, rei dos amorreus, que rei-
te de Ecrom, para o norte, que se considera como dos canane- nou em Hesbom, até ao limite dos filhos de Amom. 11 E
us;!cinco príncipes dos filisteus: o de Gaza, o de Asdode, o de 1Gileade, e o limite dos gesuritas, e o dos maacatitas, e todo o
Asquelom, o de Gate e o de Ecrom; 4 ao sul, g os aveus, tam- monte Hermom, e toda a Basã até Salca; 12 todo o reino de
bém toda a terra dos cananeus e Meara, que é dos sidônios, Ogue, em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei, que ficou
h até Afeca, ao limite dos 1amorreus; se ainda a terra dos i gi- "do resto dos gigantes, vo qual Moisés feriu e 4 expulsou. 13 Po-
bleus1 e todo o Líbano, para o nascente do sol, 1desde Baal· rém os filhos de Israel xnão desapossaram os gesuritas, nem os
Gade, ao pé do monte Hermom, até à entrada de Hamate; maacatitas; antes, Gesur e Maacate permaneceram no meio de
6 todos os que habitam nas montanhas desde o Líbano até Israel até ao dia de hoje.
m Misrefote-Maim 2 , todos os sidônios; n eu os lançarei de dian-
te dos filhos de Israel; 0 reparte 3 , pois, a terra por herança a As heranças distribuídas por Moisés
lsrael, como te ordenei. 7 Distribui, pois, agora, a terra por he- 14 zTão-somente à tribo de Levi não deu 5 herança; as ofer-
rança às nove tribos e à meia tribo de Manassés. tas queimadas do SENHOR, Deus de Israel, são a sua herança,
8 Com a outra meia tribo, os rubenitas e os gaditas já rece- ªcomo já lhe tinha dito. ts bDeu, pois, Moisés à tribo dos fi-
beram a sua herança Pdalém do Jordão, para o oriente, qcomo lhos de Rúben, segundo as suas famílias, 16 começando o seu
já lhes tinha dado Moisés, servo do SENHOR. 9 Começando território e com Aroer, que está à borda do vale de Arnom,
com Aroer, que está à borda do vale de Arnom, mais a cidade d mais a cidade que está no meio do vale ee todo o planalto até
que está no meio do vale, rtodo o planalto de Medeba até Di- Medeba; 17 IHesbom e todas as suas cidades, que estão no

.~
3 e Jr 2.18/ Jz 3.3 4 got 2.23 h Js 12.18; 19,30 i Jz 1.34 5i1Rs 5.18; Ez 2791Js12.7 1 Ou gebalitas, ou homens de Gebal 6 m Js
11.8 nJs 23.13 oJs 14.1-2 2Lit. Queimaduras de Agua 3dfvide 8 PNm 32.33 qJs 12.1-6 9 rNm 21.30 to sNm 21.24-25 11 IJs 12.5
12 u Dt 3.11 v Nm 21.24,34-35 4 desapropriou 13 x Js 13.11 14 z Js 14.3-4 a Js 13.33 5 terra como uma possessão 15 b Nm 34.14
16 e Js 12.2 dNm 21.28 e Nm 21.30 17 /Nm 21.28,30

•13.3 que se considera como dos cananeus. Estritamente falando, os filis- no Antigo Testamento. Quanto à divisão em doze territórios, os descendentes de
teus não eram cananeus, mas o território deles ficava na terra de Canaã e esta- José foram contados como duas tribos, Efraim e Manassés 114.4; Gn 485).
va incluído nas promessas divinas feitas a Israel.
•13.4 amorreus. Ver nota em 2.1 O.
•13.6 reparte. Ver 14.2; 15.1, nota; 18.6; 19.51.
herança. Ver nota em 1.6.
•13. 7 Manassés. Ofilho mais velho dos dois filhos de José. Ver Gn 48 e notas.
•13.8-33 Assim como o sumário da conquista, no cap. 12, começou com os reis
e seus territórios a leste do rio Jordão 112.1-6; cf. 1.12-15), assim também o rela- I
to da distribuição das terras começa com a divisão deste território às tribos de Mar Mediterrâneo
Rúben lvs. 15-23), Gade lvs. 24-28) e à meia tribo de Manassés lvs. 29-31), nos
dias de Moisés. Sendo assim, o que Josué fez é considerado a conclusão daquilo
que Moisés tinha começado. Eassim foi afirmada a unidade de Israel, apesar da
fronteira geográfica do rio Jordão 122 25) e do lapso de tempo entre a obra de
Moisés e a obra de Josué. Ver cap. 22.
•13.8 rubenitas. Rúben era o filho mais velho de Jacó, nascido de Lia !Gn 29.32;
35.22; 49.3-4 e notas)
gaditas, Gade era o sétimo filho de Jacó, seu primeiro filho com Z1lpa (Gn
30.9-11; 49.19, nota).
··--··
•13.13 não desapossaram. A significação desse fracasso dos israelitas tor-
nar-se-á mais clara no Livro de Juízes IJz 1.27-36; 2.20-3.6).
até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9.
•13.14 tribo de Levi. Levi foi o terceiro filho de Jacó, que Lia lhe deu (Gn 29.34; AMOM
34.25; 49.5 e notas). Ofato de Levi não ter recebido qualquer partilha de terras,
nem de Moisés e nem de Josué, é explicado aqui e no v. 33 !também 14.3-4;
18. 7). Ver Dt 18.1-8. As doze tribos de Israel são contadas de diversas maneiras ~""' ~\)<JÍ>-
Divisão da terra entre as doze tribos ,,_::i>e.:. ~IMEÃ..Q
Quando Josué tornou-se idoso, Deus lhe ordenou dividir a terra
entre as tribos da maneira como Moisés lhes havia prometido, embora
\_
a conquista total da Terra Prometida ainda não se tivesse concretizado.
I
A tribo de Levi não herdou terra. A herança dos levitas devia ser o
/
t
próprio Senhor Deus de Israel. Entretanto, a tribo de José foi dividida
em duas: Efraim e Manassés. Deste modo, ainda assim houve a desig-
·-N-
.,.
nação de doze áreas tribais.
Às tribos de Gade e Rúben, bem como à meia tribo de Manassés.
foram dadas as terras ao leste do Jordão, para onde eles retornaram 60km

quando as batalhas da conquista sob Josué tinham sido concluídas.


l
263 JOSUÉ 13, 14

planalto: Dibom, Bamote-Baal e Bete-Baal-Meom, 18gJaza, A terra de Canaã distribuída por sorte
Quedemote, Mefaate; 19 hQuiriataim, ;Sibma, Zerete-Saar, São estas as heranças que os filhos de Israel tiveram
no monte do vale; 20 Bete-Peor, ias faldas de Pisga e Bete-Jesi- 14
na terra de Canaã, ªo que Eleazar, o sacerdote, e Jo-
mote; 21 e 1todas as cidades do planalto e todo o reino de sué, filho de Num, e os cabeças dos pais das tribos dos filhos
Seom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, ma quem de Israel lhes fizeram repartir 2 bpor sorte da sua herança,
Moisés feriu, ncomo também os príncipes de Midiã, Evi, Re- como o SENHOR ordenara por intermédio de Moisés, acerca
quém, Zur, Hur e Reba, príncipes de Seom, moradores da ter- das nove tribos e meia. 3 cPorquanto às duas tribos e meia já
ra. 22 Também os filhos de Israel mataram à espada ºBalaão, dera Moisés herança além do Jordão; mas aos levitas não ti-
filho de Beor, o 6 adivinho, com outros mais que mataram. nha dado herança entre seus irmãos. 4 d Os filhos de José fo-
23 A fronteira dos filhos de Rúben é o Jordão e suas imedia- ram duas tribos, Manassés e Efraim; aos levitas não deram
ções; esta é a herança dos filhos de Rúben, segundo as suas fa- herança na terra, senão e cidades em que habitassem e os seus
mílias: as cidades com suas aldeias. arredores para seu gado e para sua possessão. stcomo o
24 PDeu Moisés a herança à tribo de Gade, a saber, a seus SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel e
filhos, segundo as suas famílias. 25 qFoi o seu território: Jazer, repartiram a terra.
todas as cidades de Gileade re metade da terra dos filhos de
Amam, até Aroer, que está defronte de 5 Rabá; 26 desde Hes- Josué dá Hebrom a Calebe
bom até Ramate-Mispa e Betonim; e desde Maanaim até ao li- 6 Chegaram os filhos de Judá a Josué em Gilgal; e Calebe,
mite de Debir; 27 e, no vale: tBete-Arã, Bete-Ninra, "Sucote e filho de Jefoné, o gquenezeu, lhe disse: Tu sabes ho que o
Zafom, o resto do reino de Seom, rei de Hesbom, mais o Jor- SENHOR falou a Moisés, homem de Deus, 1em Cades-Barnéia,
dão e suas imediações, até à extremidade vdo 7 mar de Ouine- a respeito de mim e de ti. 7 Tinha eu quarenta anos quando
rete, dalém do Jordão, para o oriente. 28 Esta é a herança dos Moisés, servo do SENHOR, ime enviou de Cades-Barnéia para
filhos de Gade, segundo as suas famílias: as cidades com suas espiar a terra; e eu lhe relatei como sentia no coração. a Mas
1meus irmãos que subiram comigo 1 desesperaram o povo;
aldeias.
29 xoeu também Moisés herança à meia tribo de Manas- eu, porém, perseverei m em seguir o SENHOR, meu Deus.
sés, segundo as suas famílias. 30 Foi o seu território: começan- 9 Então, Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: ncertamente, a
do com Maanaim, mais todo o Basã, todo o reino de Ogue, rei terra ºem que puseste o pé será tua e de teus filhos, em heran-
de Basã, e 2 todas as aldeias de Jair, que estão em Basã, sessen- ça perpetuamente, pois perseveraste em seguir o SENHOR,
ta cidades; 31 e metade de Gileade, ª Astarote e Edrei, cidades meu Deus. to Eis, agora, o SENHOR me conservou em Pvida,
do reino de Ogue, em Basã; estas foram dadas aos bfi!hos qcomo prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o
de Maquir, filho de Manassés, a saber, à metade dos filhos de SENHOR falou esta palavra a Moisés, 2 andando Israel ainda no
Maquir, segundo as suas famílias. deserto; e, já agora, sou de oitenta e cinco anos. 11 rEstou for-
32 São estas as heranças que Moisés 8 repartiu nas campinas te ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual
de Moabe, dalém do Jordão, na altura de Jericó, para o oriente. era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate,
33 cporém à tribo de Levi Moisés não deu herança; o SENHOR, 5
tanto para sair a ele como para voltar. 12 Agora, pois, dá-me
Deus de Israel, é a sua herança, dcomo já lhes tinha dito. este monte de que o SENHOR falou naquele dia, pois, naquele

18gNm21.23 19hNm3237iNm32.38 20iDt3.17 211Dt3.10mNm21.24nNm31.8 22°Nm22.5;31.8óvidente 24PNn;i;


34.14 25 q Nm 32.1,35 r Jz 11.13, 15 s Dt 3.11 27 tNm 32.36 u Gn 33.17 v Nm 34.11 7Mar da Galiléia 29 xNm 34.14 30 ZNm'
32.41 31 a Js 9.1 O; 12,4; 13.12 b Nm 32.39-40 32 8 distribuiu 33 e Js 13 14; 18.7 d Nm 18.20
CAPÍTULO 14 ta Nm 34.16-29 2 b Nm 26.55; 33.54; 34 13 3 e Js 13.8,32-33 4 d 2Cr 30.1 e Nm 35.2-8 5 f Js 21.2 6 g Nm
32.11-12 h Nm 14.24,30 iNm 13.26 7 iNm 13.6, 17; 14.6 8 INm 13.31-32 m Nm 14.24 1 desencora1aram 9 nNm 14.23-24 ºDt 1.36
1O P Nm 14.24,30,38 q Js 5.6 2 vagando 11 rDt 34.7 s Dt 31.2

•13.22 Balaão, filho de Beor. Ver Nm 31.8. Balaão estava associado ao "inci- •14.3-4 aos levitas... Manassés e Efraim. Ver nota em 13.14.
dente de Peor" (Nm 31.16). referido em Js 22.17. A má influência de Balaão foi •14.6-15 A história da herança conferida a Calebe abre a narrativa da divisão da
relembrada por longo tempo (2Pe 2.15; Ap 2.14). terra sob as ordens de Josué, enquanto que a herança de Josué aparece no fim
adivinho. Um adivinho tenta chegar ao conhecimento das coisas por meios (19.49-50). Essa estrutura ilustra os princípios da fidelidade dos homens a Deus,
mágicos ou ocultos. Essa era uma prática comum entre os pagãos, mas proibi- que correspondem à fidelidade de Deus às suas promessas. A história de Calebe
da em Israel (Lv 19.26; Dt 18.9-14; 1Sm 15.23; 2Rs 17.17; 21.6; Is 2.6; Ez termina em 15.13-19.
13 23) •14.6 Gilgal. Éprovável que essa seja a mesma Gilgal de Js 10.43, a leste de Je-
•13.33 tribo de Levi. Ver nota no v. 14. ricó.
•14.1-5 Isso introduz os territórios a oeste do rio Jordão e relaciona os mesmos Calebe. Ele representava Judá entre os doze espias enviados por Moisés de
aos territórios no leste, explicando novamente a exceção dos levitas. Oefeito era Cades-Barnéia para espiarem a Terra Prometida (Nm 13 6). Calebe e Josué
o de manter a atenção do leitor sobre a unidade essencial de todo o povo de Isra- representaram a tribo de Efraim na mesma missão (Nm 13.8) e foram os dois
el. Ver nota em 13.8-33. únicos espias que creram na promessa de Deus (Nm 13.30; 14.6-9,24,30,38;
•14.1 heranças. Ver nota em 1.6. Dt 1.36).
Canaã. Aqui se refere às terras a oeste do rio Jordão. •14.7 como sentia no coração. O relatório de Calebe tinha expressado sua
Eleazar, o sacerdote. Eleazar era filho de Arão, o sumo sacerdote (Êx 6.23). Ele confiança na promessa de Deus. Ver Nm 14.6-9.
foi mencionado aqui antes de Josué, provavelmente por causa do papel do sacer- •14.8 perseverei em seguir o SENHOR. A fé que Calebe tinha é exemplar.
dote, que era o de lançar as sortes (Ex 28.30; 1Sm 2.28). •14.9 Moisés... jurou. Esse juramento não ficou registrado em Nm 14 e nem
•14.2 por sorte. Ver nota em 15.1. em Dt 1.
JOSUÉ 14, 15 264
dia, ouviste que lá estavam ros anaquins e grandes e fortes ci- até ao monte Seir, passa ao lado do monte de Jearim do lado
dades; uo SENHOR, por:ventura, será comigo, vpara os desapos- norte, isto é, Quesalom, e, descendo a Bete-Semes, passa por
sar, como prometeu. 5 Timna. 11 Segue mais ainda o limite ao lado de 1 Ecrom, para

13 Josué xo abençoou 2 e deu a Calebe, filho deJefoné, He- o norte, e, indo a Siquerom, passa o monte de Baalá, saindo
brom em herança. 14 Portanto, ªHebrom passou a ser de Ca· em Jabneel, para terminar no mar. 12 O limite, porém, do
lebe, filho de Jefoné, o quenezeu, em herança até ao dia de lado ocidental ué o mar Grande e as suas imediações. São es-
hoje, visto que bperseverara em seguir o SENHOR, Deus de tes os limites dos filhos de Judá ao redor, segundo as suas fa-
Israel. 15 coantes o nome de Hebrom era Quiriate-Arba; este mílias.
Arba foi o maior homem entre os anaquins. dE a terra repou-
sou da guerra. Calebe conquista Hebrom
13 vA Calebe, filho deJefoné, porém, deu Josué uma parte
As heranças das nove tribos e meia no meio dos filhos de xJudá, segundo lhe ordenara o SENHOR,
a saber, 2 Quiriate·Arba, isto é, Hebrom; este Arba era o pai de
A herança de Judá Anaque. 14 Dali expulsou Calebe ªos três filhos de Anaque:
A 1sorte da tribo dos filhos de Judá, segundo as suas bSesai, Aimã e Talmai, gerados de Anaque. 15 csubiu aos ha-
15 famílias, caiu para o sul, até ao ªlimite de Edom, até
ao bdeserto de Zim, até à extremidade do lado sul. 2 cFoi o
bitantes de Debir, cujo nome, dantes, era Quiriate-Sefer.
16 dDisse Calebe: A quem 4 derrotar Quiriate-Sefer e a tomar,
seu limite ao sul, desde a extremidade do mar Salgado, desde darei minha filha Acsa por mulher. 17 Tomou-a, pois, eotniel,
a baía que olha para o sul; 3 e sai para o sul, até dà subida de /filho de Quenaz, irmão de Calebe; este lhe deu ga filha Acsa
Acrabim, passa a Zim, sobe do sul a Cades-Barnéia, 4 passa por mulher. 18 hEsta, quando se foi a Otniel, insistiu com ele
epor Hezrom, sobe a Adar e rodeia Carca; passa por Azmom para que pedisse um campo ao pai dela; e iela apeou do ju-
e sai ao ribeiro do Egito; as saídas deste limite vão até ao mar; mento; então, Calebe lhe perguntou: Que desejas? 19 Res-
este será o vosso limite do lado sul. 5 O !limite, porém, para o pondeu ela: Dá-me um /presente; deste-me terra seca, dá-me
oriente será o mar Salgado, até à foz do Jordão; e o limite para também fontes de água. Então, lhe deu as fontes superiores e
o norte será da baía do mar, começando com a embocadura as fontes inferiores.
do Jordão, 6 Jimite que sobe até gBete-Hogla e passa do norte
a Bete-Arabá, subindo haté à pedra de Boã, filho de Rúben, As cidades de Judá
7 subindo ainda este limite a iDebir desde lo vale de Acor, 20 Esta é a herança da tribo dos filhos de Judá, segundo as
olhando para o norte, rumo a Gilgal, a qual está à subida de suas famílias. 21 São, pois, as cidades no extremo sul da tribo
Adumim, que está para o sul do ribeiro; daí, o limite passa até dos filhos de Judá, rumo do território de Edom: Cabzeel,
às águas de En-Semes; e as suas saídas estarão do lado de 1Éder, Jagur, 22 Quiná, Dimona, Adada, 23 Quedes, Hazor,
1En-Rogel. s Deste ponto sobe mpelo vale do Filho de Hinom, Itnã, 24 m Zife, Telém, Bealote, 25 Hazor·Hadata, Queriote-
do lado dos njebuseus do Sul, isto é, Jerusalém; e sobe este li- Hezrom (que é Hazor), 26 Amã, Sema, Molada, 27 Hazar-
mite até ao cimo do monte que está diante do vale de Hinom, Gada, Hesmom, Bete-Palete, 28 Hazar-Sual, nBerseba, Biziotiá,
para o ocidente, que está no fim do vale ºdos 2Refains, do 29 Baalá, Iim, Ezém, 30 Eltolade, Quesil, ºHorma, 31 P Zicla-
lado norte. 9 Então, vai o limite desde o cimo do monte até Pà gue, Madmana, Sansana, 32 Lebaote, Silim, Aim e qRimom;
fonte das águas de Neftoa; e sai até às cidades do monte ao todo, vinte e nove cidades com suas aldeias.
Efrom; vai mais este limite qaté Baalá, isto é, rQuiriate-Jea- 33 Nas planícies: rEstaol, Zorá, Asná, 34 Zanoa, En·Ganim,
rim. 10 Então, dá 3 volta o limite desde Baalá, para o ocidente, Tapua, Enã, 35 Jarmute, sAdulão, Socá, Azeca, 36 Saaraim,

. ~~
121Nm13.28,33URm8.31VJs15.14
-~~~·------

13xJs22.6ZJs10.3715.13 14ªJs21.12bJs14.8-9 15'Gn2J2dJs11.23


CAPÍTUL015 taNm34.3bNm33.361palte 2cNm34.3-4 3dNm34.4 4eNm34.5 5/Js18.15-19 ógJs1819.21hJs
18.17 7iJs13.26iJs7.2612Sm17.17 SmJs18.16nJz1.21, 1910ºJs18.162Lit.Gigantes 9PJs18.15q1Cr13.6TJz78.72
10 5 Gn 38.13 3uma volta em torno de 11 t Js 19.43 12 u Nm 34.6-7 13 v Js 14.13 xNm 13.6 z Js 14.15 14 a Jz 110,20 b Nm
13.22 15CJz1.11 lódJz1.124Lit.ferir 17eJz113;3.9fNm32.12gJz1.12 t8hJz1.14iGn24.64 19iGn33.11 2t1Gn
35.21 24 m1sm 23.14 28 nGn 21.31 30 °Js 19.4 31P1Sm27.6; 30.1 32 qJz 20.45,47 33rJz13.25; 16.31 35s1Sm
22.1
•14.12 anaquins. Ver nota em 11.21-22. •15.1 A sorte. Ver 14.2; 18.6. Ométodo de lançar as sortes não é especificado.
para os desapossar. Afé na promessa de Deus não é expressa através da passi- Oque importa é que as terras não foram divididas por decisão humana (Pv 16.33;
vidade humana, mas mediante uma obediência ativa. Ver notas em 1.6-7; 17.15. 1818)
•14.14 até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9. •15.8 Jerusalém. Jerusalém ficava fora do território de Judá até a cidade ser, fi-
•14.15 a terra repousou da guerra. Ver nota em 11.23. nalmente, capturada por Davi (2Sm 5 7).
•15.1-63 Oprimeiro território a oeste do rio Jordão a ser descrito foi o de Judá •15.14 filhos de Anaque. Ver nota em 11.21-22.
antecipando a importância dessa tribo na história posterior de Israel como a tribo •15.17 Otniel. Ver Jz 3.7-11, quanto ao seu papel posterior de juiz.
de Davi e, finalmente, a tribo do Messias vindouro lls 11.1, ver também Gn
49.B-12). Os nomes dos lugares não podem ser identificados. Além disso, a alo- •15.20-62 Estes versículos dão uma lista detalhada de cidades conferidas a
cação nunca foi seguida completa ou exatamente. Apromessa divina nunca foi Judá. Embora muitas delas não possam mais ser identificadas, a extensa enume-
plenamente concretizada na experiência de Israel no Antigo Testamento. Ver ração é uma clara representação da promessa de Deus (21.45).
Introdução: Características e Temas. •15.20 herança. Ver nota em 1.6.
265 JOSUÉ 15-17
4
Aditaim, Cedera e Gederotaim; ao todo, catorze cidades com de baixo e até dGezer, terminando no mar. 4 e Assim, alcan-
suas aldeias. çaram a sua 5 herança os filhos de José, Manassés e Efraim.
37 Zenã, Hadasa, Migdal-Gade, 38 Dileã, Mispa, 1Jocteel, S/foi o limite da herança dos filhos de Efraim, segundo as
39 "Laquis, Boscate, vEglom, 40 Cabom, 5 Laamás, Ouitlis, suas famílias, no oriente, gAtarote-Adar haté Bete-Horom de
41 Gederote, Bete·Dagom, Naamá e Maquedá; ao todo, de- cima; 6 e vai o limite para o mar com iMicmetate, ao norte,
zesseis cidades com suas aldeias. de onde torna para o oriente até Taanate-Siló, e passa por ela
42 xubna, Eter, Asã, 43 Ifta, Asná, Nezibe, 44 Oueila, Aczi- ao oriente de Janoa; 7 desce desde Janoa a Atarote e a 6 Naara-
be e Maressa; ao todo, nove cidades com suas aldeias. te, toca em Jericó, terminando no Jordão. 8 De iTapua vai o li·
45 Ecrom com suas vilas e aldeias; 4ó desde Ecrom até ao mite, para o ocidente, ao 1ribeiro de Caná, 7 terminando no
mar, todas as que estão do lado dez Asdode, com suas aldeias. mar; esta é a herança da tribo dos filhos de Efraim, segundo as
47 Asdode, suas vilas e aldeias; Gaza, suas vilas e aldeias, suas famílias, 9 mais mas cidades que se separaram para os fi·
até ªao rio do Egito e bo mar Grande com as suas imediações. lhos de Efraim, que estavam no meio da herança dos filhos de
48 Na região montanhosa: Sarnir, Jatir, Socó, 49 Daná, Oui· Manassés; todas aquelas cidades com suas aldeias. 10 nNão
riate-Sana, que é Debir, so Anabe, Estemoa, Anim, Sl cGósen, expulsaram aos cananeus que habitavam em Gezer; assim,
Holom e Gilo; ao todo, onze cidades com suas aldeias. habitam eles no meio dos efraimitas até ao dia de hoje; porém
s2 Arabe, Dumá, Esã, SJ Janim, Bete-Tapua, Afeca, S4 Hun- sujeitos a trabalhos forçados.
ta, dQuiriate·Arba (que é Hebrom) e Zior; ao todo, nove cida·
des com suas aldeias. A herança da meia tribo de Manassés
ss eMaom, Carmelo, Zife, Jutá, Só Jezreel, Jocdeão, Za- Também caiu a sorte à tribo de Manassés, o qual era
noa, 57 Caim, Gibeá e Timna; ao todo, dez cidades com suas
aldeias.
17
o ªprimogênito de José. bMaquir, o primogênito de
Manassés, pai de Gileade, porquanto era homem de guerra,
58 Halul, Bete-Zur, Gedor, 59 Maarate, Bete-Anote e Elte· teve cGileade e Basã. 2 d Os mais filhos de Manassés também
com; ao todo, seis cidades com suas aldeias. 60/Quiriate-Baal tiveram a sua parte, segundo as suas famílias, a saber, e os fi·
(que é Quiriate·Jearim) e Rabá; ao todo, duas cidades com lhos de 1Abiezer, e os filhos de Heleque, e / os filhos de Asriel,
suas aldeias. e os filhos de Siquém, e g os filhos de Héfer, e os filhos de Se·
61 No deserto: Bete·Arabá, Midim, Secaca, 62 Nibsã, Cida· mida; são estes os filhos de Manassés, filho de José, segundo
de do Sal e gEn-Gedi; ao todo, seis cidades com suas aldeias. as suas famílias. 3 h Zelofeade, porém, filho de Héfer, filho de
63 Não puderam, porém, hos filhos de Judá expulsar os Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, não teve filhos,
jebuseus que habitavam em Jerusalém; iassim, habitam os mas só filhas, cujos nomes são estes: Macia, Noa, Hogla, Mil·
jebuseus com os filhos de Judá em Jerusalém até ao dia de ca e Tirza. 4 Estas chegaram diante de iEleazar, o sacerdote, e
hoje. diante de Josué, filho de Num, e diante dos príncipes, dizen·
do: iO SENHOR ordenou a Moisés que se nos desse 2 herança
A herança de Efraim no meio de nossos irmãos. Pelo que, segundo o dito do
O território que, em sorte, 1 caiu aos filhos de José, SENHOR, Josué lhes deu herança no meio dos irmãos de seu
16 começando no Jordão, na altura de Jericó e no lado pai. s Couberam a 1Manassés dez quinhões, afora a terra de
oriental das águas de Jericó, vai ao ªdeserto que sobe de Jeri· Gileade e Basã, que está dalém do Jordão; 6 porque as filhas
có pela região montanhosa até 2 Betel. 2 3 De bBetel sai para de Manassés, no meio de seus filhos, possuíram herança; os
Luz, passa ao limite dos arquitas até Atarote 3 e desce, rumo outros filhos de Manassés tiveram a terra de Gileade. 7 O li·
ao ocidente, ao limite deJaflete, e até ao limite de Bete-Horom mi te de Manassés foi desde Aser até m Micmetate, que está a

• JS t2Rs 14.7 39 "2Rs 14.19 v Js 10.3 40~Lit. Lahm~s,


ou variante ortográfica Lahmam. 42 xJs 21.13 - 46Z Js 11.22 47 ª Js
15.4bNm34.6 S!CJsl0.41;11.16 54dJs14.15 sse1Sm23.24-25 60/Js18.14 62g1Sm23.29 6Jh2Sm5.6iJz1.21
CAPÍTULO 16 l a Js 8.15; 18.12 1 Lit. saiu 2 LXX Bete/-Luz 2 b Js 18.13 3 LXX E sai para Betel 3 e 2Cr 8.5d1 Rs 9.15 4 Lit. e suas
saídas eram no mar 4 e Js 17.14 5 possessão 5 f Jz 1.29 g Js 18.13 h 2Cr 8.5 6 i Js 17.7 7 ó Naarã, 1Cr 7.28 8 i Js 17.8 1Js
17.91Lit.esuassaídaseramnomar 9mJs17.9 10nJz1.29
CAPÍTULO 17 l a Gn 41 51; 46.20; 48.18 bGn 50.23 cot 3.15 2 dNm 26.29-33 ei Cr 7.18/Nm 26.31 gNm 26.32 I Jezer, Nm 26.30
3 h Nm 26.33; 27.1; 36.2 4 i Js 14.1 i Nm 27.2-11 2 possessão 5 1Js 22. 7 7 m Js 16.6
•15.63 Não puderam, porém, os filhos de Judá expulsar. Esta breve nota Manassés e Efraim. Aqui os dois filhos de José são mencionados segundo a or-
sobre o fracasso da tribo de Judá é um lembrete de que as promessas de Deus dem do seu nascimento (Gn 48.12-20).
não estavam ainda completas. Ainda restava um pouco para o cumprimento des- •16.5-10 Efraim era o filho mais jovem de José (Gn 41.52). mas os territórios a
sas promessas (21.45, nota). A vitória sobre os jebuseus, em Jz 1.8, parece que ele pertencentes foram descritos antes dos de Manassés, provavelmente por
não foi uma vitória permanente (cf. Jz 1.21 ). causa da precedência que lhe foi dada em Gn 48.12-20.
até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9. •16.1 ONão expulsaram. Ver nota em 15.63.
•16.1-17.18 Esses dois capítulos descrevem a atribuição de terras aos até ao dia de hoje. Ver nota em 4.9.
dois filhos de José, Efraim e Manassés (Gn 41.50-52; Js 13.14, nota). Meta- •17.1 Manassés. Manassés era o mais velho dos dois filhos de José (Gn
de da tribo de Manassés já havia recebido suas terras a leste do rio Jordão 41.50-51; 48.12-20; Js 16.5-1 O, nota).
(17 1) o primogênito de Manassés. Ver Gn 50. 23.
•16.1 em sorte, caiu. Ver nota em 15.1. •17 .3-6 Era uma disposição da lei de Moisés que as filhas de um homem que não
•16.4 herança. Ver nota em 1.6. tivesse filho homem herdariam de seu pai (Nm 27.1-11, especialmente o v. 8).
JOSUÉ 17, 18 266
leste de Siquém; e vai este limite, rumo sul, até aos morado- O resto da terra dividido em sete partes
res de En-Tapua. 8 Tinha Manassés a terra de Tapua; porém Reuniu-se toda a congregação dos filhos de Israel
nTapua, ainda que situada no limite de Manassés, era dos fi-
lhos de Efraim. 9 Então, desce o 3 !imite ao ribeiro de Caná.
18 aem Si\6, e ali b armaram a tenda da congregação; e a
terra estava sujeita diante deles.
0
As cidades, entre as de Manassés, ao sul do ribeiro, perten- 2 Dentre os filhos de Israel ficaram sete tribos que ainda
ciam a Efraim; então, o limite de Manassés vai ao norte do ri- não tinham repartido a sua herança. 3 Disse Josué aos filhos
beiro, terminando no mar. to Efraim, ao sul, Manassés, ao de Israel: eAté quando sereis remissas em passardes para pos-
norte, e o mar é seu limite; pelo norte, tocam em Aser e, pelo suir a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos deu? 4 De
oriente, em Issacar. 11 Porque, em Issacar e em Aser, tinha cada tribo escolhei três homens, para que eu os envie, eles se
PManassés a 0 Bete-Seã e suas vilas, Ibleão e suas vilas, os ha- disponham, e corram a terra, e façam dela um gráfico relati-
bitantes de Dor e suas vilas, os habitantes de En-Dor e suas vi- vamente à herança das tribos, e se tornem a mim. s Dividirão
las, os habitantes de Taanaque e suas vilas e os habitantes de a terra em sete partes: dJudá ficará no seu território, ao sul, e a
Megido e suas vilas, a região dos três outeiros. 12 E ros filhos e casa de José, no seu, ao norte. 6 Em sete partes 1fareis o grá-
de Manassés não puderam expulsar os habitantes daquelas ci- fico da terra e mo trareis a mim/para que eu aqui vos lance
dades, porquanto os cananeus persistiam em habitar nessa as sortes perante o SENHOR, nosso Deus. 7 gPorquanto os levi·
terra. 13 Sucedeu que, tornando-se fortes os filhos de Israel, tas não têm parte entre vós, pois o sacerdócio do SENHOR é a
sujeitaram aos cananeus a 5 trabalhos forçados, porém não os sua parte. hGade, e Rúben, e a meia tribo de Manassés já ha-
expulsaram de todo. viam recebido a sua herança dalém do Jordão, para o oriente,
14 tEntão, o povo dos filhos de José disse a Josué: Por que a qual lhes deu Moisés, servo do SENHOR. 8 Dispuseram-se,
me deste por herança "uma 4 sorte apenas e um quinhão, sen- pois, aqueles homens e se foram, e Josué deu ordem aos que
do eu vtão grande povo, visto que o SENHOR até aqui me tem iam 2 levantar o gráfico da terra, dizendo: i[de, correi a terra,
abençoado? ts Disse-lhe Josué: Se és grande povo, sobe ao levantai-lhe o gráfico e tornai a mim; aqui vos lançarei as sor·
bosque e abre ali clareira na terra dos ferezeus e dos refains, tes perante o SENHOR, em Siló. 9 Foram, pois, os homens, pas-
visto que a região montanhosa de Efraim te é estreita demais. saram pela terra, 3 levantaram dela o gráfico, cidade por
16 Então, disseram os filhos de José: A região montanhosa não cidade, em sete partes, num livro, e voltaram a Josué, ao ar·
nos basta; e todos os cananeus que habitam na terra do vale raiai em Siló. 10 Então, Josué lhes /lançou as sortes em Siló,
têm xcarros de ferro, tanto os que estão em Bete-Seã e suas vi- perante o SENHOR; e ali 'repartiu Josué a terra, segundo as
las como os que estão 2 no vale de Jezreel. 17 Falou Josué à casa suas 4 divisões, aos filhos de Israel.
de José, a Efraim e a Manassés, dizendo: Tu és povo numeroso
e forte; não terás uma 5 sorte apenas; 18porém a região mon- A herança de Benjamim
tanhosa será tua. Ainda que é bosque, cortá-lo-ás, e até às 11msaiu a sorte da tribo dos filhos de Benjamim, segun-
suas 6 extremidades será todo teu; porque expulsarás os cana- do as suas famílias; e o território da sua sorte caiu entre os fi-
neus, ªainda que possuem carros de ferro e são fortes. lhos de Judá e os filhos de José. 12 no seu limite foi para o

- -~~Js 16.8 9 ºJs 16.9 3aravina l 1~-~r~29;~z12~~~0~~~~~U--;J~-;~,;7-28 -~;sJs


ª
1610 14IJs16.4 uGn
4824 VGn 48.19; Nm 26.34,37 4 parte 16 x Js 17.18; Jz 1.19; 4.3Z Js 19.18; 1Rs 4.12 17 5 parte 18 Dt 20.1 6 Lit. saídas
CAPITULO 18 l ªJs 19.51, 21.2; 22.9; Jr 7.12 bJz 18.31; 1Sm13,24; 4.3-4 3 eJz 18.9 S dJs 15.1 e Js 16.1-17.18 6/Js 14 2;
18.1 O 1 descrevereis por escrito 7 gNm 18. 7,20; Js 13.33 h Js 13.8 8 iGn 13.17 2fazer descrição por escrito 9 3ffzeram sua descrição
porescrrto 101At13.191Nm34.16-29;Js19.514porções 11 mJzl.21 t2nJs16.1
•17.12-13 não puderam expulsar. Ver notas em 15.63 e 21.45. 6.24; 9.23). A "congregação", neste caso. é o encontro de Deus com o seu povo
•17.14-18 A petição queixosa do povo de José lv. 14) e seu temor pelos cana- (1 5, nota)_ O tabernáculo continha a arca da Aliança, a caixa de madeira e ouro
neus lv. 16) fazem contraste com a fé e a coragem de Calebe 114 6-12). que continha os Dez Mandamentos 13.3; 4.16 e notas; Êx 25.10-22). Era aquele o
•17 .14 uma sorte apenas e um quinhão. Oterritório de Manassés de ambos lugar onde o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento que visava a purificação
os lados do rio Jordão e o de Efraim são tratados como uma unidade l 16 1) espiritual e a comunicação com Deus era realizado e que continuou, em princípio,
até aos tempos do Novo Testamento.
•17.15 sobe ... e abre ali clareira na terra. A fé na promessa de Deus devia
ser expressa através de uma ação corajosa e obediente. Ver notas em 1.6-7; •18.3 sereis remissos. O mesmo verbo hebraico ocorre em Pv 18.9; 24.10.
14.12. possuir. Isso significa ocupar a terra completamente, algo mais do que a con-
•17 .16 não nos basta ... os cananeus. Otemor deles e sua indisposição para quista inicial 11.11, 15; 13.1; 21.43). Trata-se de um ato de fé obediente, porquan-
obedecer foram expressões de incredulidade. to estava baseado na promessa de Deus 11.11, nota). o que explica a nota de
•17.18 expulsarás. Josué respondeu aos temores do povo de José com uma repreensão envolvida na pergunta feita por Josué.
aplicação das promessas de Deus (1 2-5). o SENHOR. Deus de vossos pais. Temos aqui uma alusão às promessas feitas
•18.1 Reuniu-se toda a congregação. Ver 8.35, nota. aos patriarcas da nação 111-9, nota).
Siló. Localizada no território de Efraim, a cidade de Siló ainda não havia atingido vos deu. Ver notas em 1.2-3, 11.
proeminência na história bíblica, mas aqui ela se tornou o que foi chamada, em Dt
12, de "o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher" IDt 12.5,11,18; cf. Jr 7.12). •18.6 perante o SENHOR. A presença de Deus era representada pelo taberná-
Nos dias de Davi, esse papel foi transferido para Jerusalém. Quanto ao papel de culo, pois ali ele falava com os filhos de Israel "do meio dos dois querubins" 13.11;
Siló na história de Israel, ver Js 22. J2; Jz 1831, 2119; 1Sm 1.3,24; 2.14; 3.21; 7.23, notas; Êx 25.221.
43; 14.3; 1Rs 2.27; 11.29; 14.2; SI 78.60; Jr 7.12, 14; 26 6,9. •18. 7 os levitas não têm parte ... Gade, e Rúben, e... Manassés já haviam
tenda da congregação. Esse nome é usado para indicar o tabernáculo, no Livro recebido. A maneira de contar exatamente o número de doze tribos em Israel é
de Josué, somente aqui e em 19.51 !"tabernáculo" em 22.19,29; "casa", em explicada novamente. Ver notas em 13.8-33; 13.14.
267 JOSUÉ 18, 19
lado norte desde o Jordão; subia ao lado de Jericó, para o des, até Baalate-Ber, que é dRamá do Neguebe; esta era a he-
norte, e subia pela montanha, para o ocidente, para termi- rança da tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias.
nar no deserto de Bete-Áven. 13 E dali passava o limite a 9 A herança dos filhos de Simeão se tirou de entre a porção
Luz, ao lado de Luz º(que é Betel), para o sul; descia a Atarote· dos filhos de Judá, pois a herança destes era demasiadamente
Adar, ao pé do monte que está do lado sul Pde Bete-Horom grande para eles, epelo que os filhos de Simeão tiveram a sua
de baixo. 14 Seguia o limite, e tornava ao lado ocidental, herança no meio 1 deles.
para o sul do monte que está defronte de Bete·Horom, para
o sul, e 5 terminava em QQuiriate·Baal (que é Quiriate-Jea- A herança de Zebulom
rim), cidade dos filhos de Judá; este era o lado ocidental. 10 Saiu a terceira sorte aos filhos de Zebulom, segundo as
15 O lado do sul começava na extremidade oriental de Oui- suas famílias. O limite da sua herança ia até Saride. 11 !Subia
riate-Jearim e seguia raté à fonte das águas de Neftoa; 16 des- o seu limite, pelo ocidente, a Marala, tocava em Dabesete e
cia o limite até à extremidade do monte que está defronte chegava até ao ribeiro que está gdefronte de Jocneão. 12 De
do 5 vale do Filho de Hinom, ao norte do vale dos 6 Refains, e Saride, dava volta para o oriente, para o nascente do sol, até
descia pelo vale de Hinom do lado dos jebuseus, para o sul; e ao limite de Quislote-Tabor, saía a hDaberate, e ia subindo a
baixava a 1 En-Rogel; 17 volvia-se para o norte, chegava a ]afia; 13 dali, passava, para o nascente, a iGate·Hefer, a Ete-
En-Semes, de onde passava para Gelilote, que está defronte Cazim, ia a Rimom, que se estendia até Neá, 14 e, rodean-
da subida de Adumim, e descia à upedra de Boã, filho de Rú- do-a, o limite passava, para o norte, a Hanatom e 2 terminava
ben; 18 passava pela vertente norte, defronte da 7planície, e no vale de lfta-El. 15 Ainda Catate, Naalal, Sinrom, Idala e Be-
descia à planície. 19 Depois, passava o limite até ao lado de lém, completando doze cidades com suas aldeias. ló Esta era
Bete-Hogla, para o norte, para 8 terminar na baía do vmar a herança dos filhos de Zebulom, segundo as suas famílias; es-
Salgado, na desembocadura do Jordão, ao sul; este era o li- tas cidades com suas aldeias.
mite do sul. 20 Do lado oriental, o Jordão era o seu limite;
esta era a herança dos filhos de Benjamim nos seus limites A herança de lssacar
em redor, segundo as suas famílias. 17 A quarta sorte saiu a lssacar, aos filhos de lssacar, segun-
do as suas famílias. 18 O seu território incluía Jezreel, Ouesu-
As cidades de Benjamim lote, Suném, 19 Hafaraim, Siom, Anacarate, 20 Rabi te,
21 As cidades da tribo dos filhos de Benjamim, segundo as Quisião, Ebes, 21 Remete, En-Ganim, En-Hada e Bete-Pasês.
suas famílias, eram: Jericó, Bete-Hogla, Emeque-Quesis, 22 O limite tocava o Tabor, Saazima e iBete-Semes e termina-
22 Bete-Arabá, Zemaraim, Betel, 23 Avim, Pará, Ofra, 24 Oue- va no Jordão; ao todo, dezesseis cidades com suas aldeias.
far-Amonai, Ofni e Gaba; ao todo, doze cidades com suas al- 23 Esta era a herança da tribo dos filhos de Issacar, segundo as
deias. suas famílias; estas cidades com suas aldeias.
25 XGibeão, zRamá, Beerote, 26 Mispa, Cefira, Mosa,
27 Requém, Irpeel, Tarala, 28 Zela, Elefe, ªJebus (esta é Jerusa- A herança de Aser
lém), Gibeá e Quiriate; ao todo, catorze cidades com suas al- 24 Saiu 1a quinta sorte
à tribo dos filhos de Aser, segundo as
deias; esta era a herança dos filhos de Benjamim, segundo as suas famílias. 25 O seu território incluía Helcate, Hali, Béten,
suas famílias. Acsafe, 26 Alameleque, Amade e Misal; e tocava o m Carmelo,
para o ocidente, e Sior-Libnate; 27 volvendo-se para o nascen-
A herança de Simeão te do sol, Bete-Dagom, tocava Zebulom e o vale de lfta-El, ao
Saiu a ªsegunda sorte a Simeão, à tribo dos filhos de norte de Bete-Emeque e de Neiel, e vinha sair a ncabul, pela
19 Simeão, segundo as suas famílias, be foi a sua herança
no meio da dos filhos de Judá. 2 e Na herança, tiveram: Berseba,
esquerda, 28 3 Ebrom, Reobe, Hamom e Caná, ºaté à grande
Sidom. 29 Voltava o limite a Ramá e até à forte cidade de Trro;
Seba, Molada, 3 Hazar-Sual, Balá, Ezém, 4 Eltolade, Betul, então, tornava a Hosa, para terminar no mar, na região de
Horma, 5 Ziclague, Bete-Marcabote, Hazar-Susa, 6 Bete- PAczibe; 30 também Umá, Afeca e Reobe, completando vinte
Lebaote e Saruém; ao todo, treze cidades com suas aldeias. e duas cidades com suas aldeias. 31 Esta era a herança da tribo
7 Aim, Rimam, Eter e Asã; ao todo, quatro cidades com suas dos filhos de Aser, segundo as suas famílias; estas cidades com
aldeias. 8 E todas as aldeias que havia em redor destas cida- suas aldeias.

• 130 Gn ;~ J~-~62;
19; Jz 1 23 P Js 1-6;- J~Q
Js 15 9 5 Litf a; ;~fdas
do limite eram 15 r Js 15.9 16 5 Js 15.8l Js 15.7 ó Lit
Gigantes 17 u Js 15.6 18 7 Bete-Arabá, Jo 15.6; 18.22 19 v Js 15.2,5 B Lit e as saídas do limite eram 25 x Js 11.19; 21.17; 1As
3.4-5ZJr31.15 28ªJs 15.8,63
CAPÍTUL019 JaJzJ.3bJs19.9 2CJCr4.28 8d1Sm30.27 9eJs19.11daque/epovo 11fGn49.1UJs12.22 12h1Cr
6.72 13i2Rs14.25 14 2Lit e suas saídas eram 22 i Js 15.10; Jz 1.33 24IJz131-32 26m1Sm 15.12; 1Rs 18.20; /s 33.9; 35.2;
Jr 46.18 27n1Rs 9.13 28 ºGn 10.19; Js 11.8; Jz 1.31; At 27.3 3Conforme TM. Te V; alguns poucos mss. Hebr.Abdon !compare 21.30 e
1Cr6.74) 29PJz 1.31
•19.1 no meio da dos filhos de Judá. Oterritório conferido a Simeão era den- •19.8-9 herança. Ver nota em 1.6.
tro do território que coube a Judá (Gn 49.7). Judá e Simeão agiram juntos em Jz •19.15 doze. Não fica claro quais são essas doze cidades.
1.3. 17. Em algum estágio. a tribo de Simeão parece ter perdido sua identidade •19.30 vinte e duas. Há mais de vinte e duas cidades mencionadas, mas algu-
distinta mas podem ser referidas como marcas nas fronteiras.
JOSUÉ 19 268
A herança de Naftali A herança de Dã
32 Saiu q a sexta sorte aos filhos de Naftali, segundo as suas 40 1A sétima sorte
saiu à tribo dos filhos de Dã, segundo as
famílias. 33 Era o seu limite desde Helefe, do carvalho em Zaa- suas famílias. 41 O território da sua herança incluía Zorá,
nanim, Adami-Nequebe, Jabneel, até Lacum e 4 terminava no "Estaol, Ir-Semes, 42 vsaalabim, XAijalom, ltla, 43 Elom, Tim-
Jordão. 34 Voltava o 'limite, pelo ocidente, a Aznote-Tabor, de na, 2 Ecrom, 44 Elteque, Gibetom, Baalate, 45 Jeúde, Benê-
onde passava a Hucoque; tocava Zebulom, ao sul, e Aser, ao Beraque, Gate-Rimom, 46 Me-Jarcom e Racom, com o territó-
ocidente, e Judá, pelo Jordão, ao nascente do sol. 35 As cida- rio defronte de 5Jope. 47 Saiu, porém, pequeno ªo limite aos
des fortificadas eram: Zidim, Zer, Hamate, Racate, Ouinerete, filhos de Dã, pelo que subiram os filhos de Dã, e pelejaram
3ó Adamá, Ramá, Hazor, 37 5 Quedes, Edrei, En-Hazor, 38 Irom, contra Lesém, e a tomaram, e a feriram a fio de espada; e, ten-
Migdal-EI, Horém, Bete-Anate e Bete-Semes; ao todo, deze- do-a possuído, habitaram nela e lhe chamaram bOã, segundo
nove cidades com suas aldeias. 39 Esta era a herança da tribo o nome de Dã, seu pai. 48 Esta era a herança da tribo dos fi-
dos filhos de Naftali, segundo as suas famílias; estas cidades lhos de Dã, segundo as suas famílias; estas cidades com suas
com suas aldeias. aldeias .

• 32Q Js ~932-39; Jz 133 33 4Lit e suas saídas er~m 34~,-~t~;3;3 J7


s Js 20~-~0 ~s 19;~-48~
t
42 v Jz 135; 1Rs 4 9 x Js 10.12; 21.24 43 z Js 15 11, Jz 1.18 46 5 Hebr Jafo 47 aJz 18 b Jz 18.29
Jz 134-;6 41 u Js 1 5 ; -

•19.38 dezenove. A lista, ao que tudo indica, está incompleta. •19.47 Dã. Um relato mais completo sobre Dã e sua conquista de Lesém é dado
em Jz 18.

? Localização incerta

I ~

Mar Mediterrâneo

'·""'·
Ramote-G1ieae1e -\ ..

Cidades de refúgio ·""""··· " - ~-.


.Siq~~
... .......,. ... - V - -
Nos tempos bíblicos, os vínculos tribais eram
bastante fortes. Considerado isso. se uma pessoa de
uma tribo matasse um membro de outra tribo, mes- EFRAIM
mo que por acidente, devia-se tomar vingança de
sangue. tirando a vida de um membro da tribo ofen- BENJAMIM
dida. ,.)
•Bezer
Foram estabelecidas cidades de refúgio em vári-
os lugares estratégicos para prover um lugar de abrigo
para aqueles que haviam matado alguém sem inten- '-J .. ~... ~ Á' t
-N-
ção, independentemente da tribo a que pertenciam. Hebro~ ·.'"\.

Ali os refugiados podiam ficar em segurança até que '· 1


tivessem sido julgados inocentes pela congregação ou
até à morte do sumo sacerdote em exercício. Então. ·~
SIMEÃO
podiam voltar livremente ao seu local de origem. sem __ __,.-... .,___ ____f'- e----~~~~
20m1
\.
temer represália.
269 .JOSUÉ 19-21
A herança de Josué signaram, pois, solenemente, d Quedes, na Galiléia, na região
49 Acabando, pois, de repartir a terra em herança, segun- montanhosa de Naftali, e esiquém, na região montanhosa de
do os seus territórios, deram os filhos de Israel a Josué, filho Efraim, e /Quiriate-Arba, ou seja, Hebrom, gna região monta-
de Num, herança no meio deles. so Deram-lhe, segundo o nhosa de Judá. 8 Dalém do Jordão, na altura de Jericó, para o
mandado do SENHOR, a cidade que pediu, cTimnate·dSera, na oriente, designaram hBezer, no deserto, no planalto da tribo
região montanhosa de Efraim; reedificou ele a cidade e habi- de Rúben; e iRamote, em Gileade, da tribo de Gade; e iGolã,
tou nela. st e Eram estas as heranças que Eleazar, o sacerdote, em Basã, da tribo de Manassés. 9 1São estas as cidades que fo-
e Josué, filho de Num, e os cabeças dos pais das famílias repar· ram designadas para todos os filhos de Israel e para o estran-
tiram por sorte, em herança, pelas tribos dos filhos de Israel, geiro que 3 habitava entre eles; para que se refugiasse nelas
tem Siló, perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. todo aquele que, por engano, matasse alguma pessoa, para
E assim acabaram de repartir a terra. que não morresse às mãos do vingador do sangue, maté com-
parecer perante a congregação.
Estabelecem-se as cidades de refú.gio
Disse mais o SENHOR a Josué: 2 Fala aos filhos de Isra- As cidades dos levitas
2O el: ªApartai 1 para vós outros as cidades de refúgio de
que vos falei por intermédio de Moisés; 3 para que fuja para 21 Então, se chegaram os cabeças dos pais dos ªlevitas a
bEleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos
ali o homicida que, por engano, matar alguma pessoa sem o cabeças dos pais das tribos dos filhos de Israel; e falaram· 2
querer; para que vos sirvam de refúgio contra o vingador do lhes em csiló, na terra de Canaã, dizendo: dQ SENHOR orde-
sangue. 4 E, fugindo para alguma dessas cidades, pôr-se-á à nou, por intermédio de Moisés, que se nos dessem cidades
porta dela e 2 exporá o seu caso perante os ouvidos dos an- para habitar e os seus arredores para os nossos animais. 3 E os
ciãos da tal cidade; então, o tomarão consigo na cidade e lhe filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, segundo o
darão lugar, para que habite com eles. s bSe o vingador do mandado do SENHOR, estas cidades e os seus arredores.
sangue o perseguir, não lhe entregarão nas mãos o homicida, 4 Caiu a sorte pelas famílias dos coa ti tas. Assim, e os filhos de
porquanto feriu a seu próximo sem querer e não o aborrecia Arão, o sacerdote, que eram dos levitas, /tiveram, por sorte,
dantes. 6 Habitará, pois, na mesma cidade e até que compare- da tribo de Judá, da tribo de Simeão e da tribo de Benjamim
ça em juízo perante a congregação, até que morra o sumo sa- treze cidades. s gOs outros filhos de Coate tiveram, por sorte,
cerdote que for naqueles dias; então, tornará o homicida e das famílias da tribo de Efraim, da tribo de Dã e da meia tribo
voltará à sua cidade e à sua casa, à cidade de onde fugiu. 7 De- de Manassés dez cidades. 6 hOs filhos de Gérson tiveram, por

SO e Js 24.30d1Cr 7.24 51 e Nm 34.17; Js 14.1 f Js 18.1, 10


CAPÍTULO 20 2 a Êx 21.13; Nm 35.6-34; Dt 19.2,9 1 Designai 4 2 apresentará 5 b Nm 35.12 6 e Nm 35.12,24-25 7 d Js 21.32;
1Cr 6.76 e Js 21.21; 2Cr 10.1 f Js 14.15; 21.11, 13 8Lc 1.39 8 h Dt 4.43; Js 21.36; 1Cr 6.78 i Js 21.38; 1Rs 22.3 i Js 21.27 9 INm
35.15 m Js 20.6 3 Como um residente estrangeiro
CAPÍTUL021 1 •Nm35.1-8bNm34.16-29;Js141;17.4 zcJs18.1 dNm35.2 4eJs21.8,19/Js19.51 HJs21.20 6hJs21.27
•19.49-50 Ver notas em 14.6-15. •20.5 não lhe entregarão. Pressupõe-se em favor do réu.
•19.50 o mandado do SENHOR. Esse mandamento divino não ficou registrado •20.6 até que morra o sumo sacerdote. A morte do sumo sacerdote assina-
em qualquer outro lugar lcf. 14.9, nota) Ver Nm 14.30. lava o fim de uma era e provia uma limitação conveniente das estipulações apre-
Timnate-Sera. Ali seria sepultado Josué 124.30). sentadas aqui.
•19.51 Eleazar. Ver nota em 14.1. •20. 7 Designaram. Overbo hebraico correspondente também pode ser traduzi-
do por "separado" ou "santificado".
Siló. Ver nota em 18.1.
•20.8 Dalém. Ver Dt 4.41-43.
perante o SENHOR. Ver nota em 18.6.
•20.9 o estrangeiro. A atenção dispensada aos estrangeiros em Israel era uma
tenda da congregação. Ver nota em 18.1 . característica regular da lei (p. ex., Êx 12.48-49; 20.1 O; 22.21; 23.9, 12).
•20.1-9 Oregistro da divisão da terra é seguido por uma estipulação em favor da •21.1-42 A última parte da divisão da terra é a atribuição de cidades aos levitas,
justiça básica, ilustrando a preocupação de Deus pela justiça e pela preservação cuja falta de uma herança na terra foi mencionada em 13.14 (nota); 13.33;
da vida. A estipulação subentende a idéia de uma justa retribuição, ao mesmo 14.3-4; 18.7. Essas cidades continuavam a pertencer às tribos às quais elas ti-
tempo em que refreia a injustiça que poderia resultar da vingança IDt 4.41-43) nham sido atribuídas, mas foram separadas, juntamente com as suas pastagens
•20.2 cidades de refúgio. Esses eram lugares onde certos infratores poderiam (v. 8), para servir de morada aos levitas.
escapar de uma vingança injusta, na busca por um julgamento justo. Cidades as- •21.2 O SENHOR ordenou, por intermédio de Moisés. Referem-se a Nm
sim também seriam dadas aos levitas (Js 21.1-42; Nm 35 6) e, por implicação, 35.1-8. O pedido dos levitas, tal corno o pedido de Calebe, em 14.6-12, foi uma
esses seriam lugares onde a lei de Deus poderia ser encontrada. expressão de fé na promessa de Deus.
por intermédio de Moisés. Ver Êx 21.12-14; Nm 35.6-34; Dt 19.1-13. •21.3 herança. Ver nota em 1.6.
•20.3 por engano.,. sem o querer. Um pecado não intencional recebe um tra- •21.4 sorte. Ver nota em 15.1.
tamento específico por parte da lei (Lv 4.2, 13,22,27; 5.15, 18; Nm 15.22-29; coatitas. Coate foi o segundo filho de Levi IÊx 6.16; Nm 3.17), mas seus descen-
35.22; Dt 4.42; 19.4; Ez 45.20; cf. Hb 9 7). dentes tiveram primazia, porque a linhagem sacerdotal através de Arão descen-
vingador do sangue. Esse vingador seria o parente masculino mais próximo da dia dele IÊx 6.18,20). Arão e seus filhos tinham sido escolhidos por Deus para
vítima ou, talvez, um oficial da cidade onde o homicídio ocorreu (Nm 35.19-21 ). serem sacerdotes (Êx 28.1; Lv 8.1-36)
•20.4 à porta dela. Oportão da cidade era o lugar normal para se realizar transa· Judá ... Simeão ... Benjamim. As cidades destinadas a essas tribos ficavam
çõeslegais 1Rt4.1-12). perto de Jerusalém, onde, posteriormente, o templo seria edificado, embora a
anciãos. Aparentemente, os anciãos faziam uma audiência preliminar acerca da própria Jerusalém não seja mencionada neste capítulo.
causa do acusado. •21.6 Gérson. Esse foi o primeiro filho de Levi (Êx 6.16; Nm 3.17).
JOSUÉ 21 270
sorte, das famílias da tribo de Issacar, da tribo de Aser, da tri- 27 i Aos filhos de Gérson, das famílias dos levitas, deram,
bo de Naftali e da meia tribo de Manassés, em Basã, treze ci- em Basã, da tribo de Manassés, 1Golã, a cidade de refúgio
dades. 7 10s filhos de Merari tiveram, por sorte, segundo as para o homicida, com seus arredores, e Beesterá com seus ar-
suas famílias, da tribo de Rúben, da tribo de Gade e da tribo redores; ao todo, duas cidades. 28 Da tribo de Issacar, deram
de Zebulom doze cidades. 8 iDeram os filhos de Israel aos le- Quisião com seus arredores, Daberate com seus arredores,
vitas estas cidades e os seus arredores, por sorte, 1como o 29 Jarmute com seus arredores e En-Ganim com seus arre-
SENHOR ordenara por intermédio de Moisés. dores; ao todo, quatro cidades. 30 Da tribo de Aser, deram
9 Deram mais, da tribo dos filhos de Judá e da tribo dos fi- Misal com seus arredores, Abdom com seus arredores,
lhos de Simeão, estas cidades que, nominalmente, foram 1 de· 31 Helcate com seus arredores e Reobe com seus arredores;
signadas, 10 para que fossem dos filhos de Arão, das famílias ao todo, quatro cidades. 32 Da tribo de Naftali, deram, na Ga-
dos coatitas, dos filhos de Levi, porquanto a primeira sorte foi liléia, mouedes, cidade de refúgio para o homicida, com seus
deles. 11 m Assim, lhes deram 2 0uiriate-Arba (Arba era pai de arredores, Hamote-Dor com seus arredores e Cartã com seus
n Anaque), ºque é Hebrom, na região montanhosa de Judá, e, arredores; ao todo, três cidades. 33 Total das cidades dos ger-
em torno dela, os seus arredores. 12 Porém Po campo da cida- sonitas, segundo as suas famílias: treze cidades com seus arre-
de, com suas aldeias, deram a Calebe, filho de Jefoné, por sua dores.
possessão. 34 n Às famílias dos demais levitas dos filhos de Merari de-
13 Assim, q aos filhos de Arão, o sacerdote, deram rHebrom, ram, da tribo de Zebulom, Jocneão com seus arredores, Cartá
cidade de refúgio do homicida, com seus arredores, subna com seus arredores, 35 Dimna com seus arredores e Naalal
com seus arredores, 14 1Jatir com seus arredores, uEstemoa com com seus arredores; ao todo, quatro cidades. 36 4 Da tribo de
seus arredores, 15 vHolom com seus arredores, xDebir com seus Rúben, deram 0 Bezer com seus arredores, Jaza com seus ar-
arredores, 16 z Aim com seus arredores, ªJutá com seus arredo- redores, 37 Quedemo te com seus arredores e Mefaate com
res e bBete-Semes com seus arredores; ao todo, nove cidades seus arredores; ao todo, quatro cidades. 38 Da tribo de Gade,
dessas duas tribos. 17 Da tribo de Benjamim, deram cGibeão deram, em Gileade, PRamote, cidade de refúgio para o homi-
com seus arredores, d Gaba com seus arredores, 18 Anatote cida, com seus arredores, Maanaim com seus arredores,
com seus arredores e e Almom com seus arredores; ao todo, 39 Hesbom com seus arredores e Jazer com seus arredores; ao
quatro cidades. 19 Total das cidades dos sacerdotes, filhos de todo, quatro cidades. 40 Todas estas cidades tocaram por sorte
Arão: treze cidades com seus arredores. aos filhos de Merari, segundo as suas famílias, que ainda res·
20/As mais famílias dos levitas de Coate tiveram as cida- tavam das famílias dos levitas: doze cidades. 41 q As cidades,
des da sua 3 sorte da tribo de Efraim. 21 Deram-lhes 8Siquém, pois, dos levitas, no meio da herança dos filhos de Israel, fo-
cidade de refúgio do homicida, com seus arredores, na região ram, ao todo, quarenta e oito cidades com seus arredores;
montanhosa de Efraim, h Gezer com seus arredores, 22 Ouib- 42 cada uma das quais com seus arredores em torno de si; as-
zaim com seus arredores e Bete-Horom com seus arredores; sim foi com todas estas cidades. 43 Desta maneira, deu o
ao todo, quatro cidades. 23 Da tribo de Dã, deram Elteque SENHOR a Israel rtoda a terra que jurara dar a seus pais; e s a
com seus arredores, Gibetom com seus arredores, 24 1Aijalom possuíram e habitaram nela. 44 10 SENHOR lhes deu "repouso
com seus arredores e Gate-Rimom com seus arredores; ao em redor, segundo tudo quanto jurara a seus pais; vnenhum
todo, quatro cidades. 25 Da meia tribo de Manassés, deram de todos os seus inimigos resistiu diante deles; a todos eles o
Taanaque com seus arredores e Gate-Rimom com seus arre- SENHOR lhes entregou nas mãos. 45 xNenhuma promessa fa·
dores; ao todo, duas cidades. 26 Total: dez cidades com seus lhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de
arredores, para as famílias dos demais filhos de Coate. Israel; tudo se cumpriu.

o~~~~·
7 i Js 21.34 8 i Js 21.3 1Nm 35.2 9 1 Lit. foram chamadas pelo nome 11 m Js 20.7; 1Cr 6.55 n Js 14.15; 15.13-14 o Js 20. 7; Lc
1.39 2 Lit. Cidade de Arba 12 P Js 14.14; 1Cr 6.56 13 q 1Cr 6 57 r Js 15.54; 20 2) s Js 15.42; 2Rs 8.22 14 t Js 15.48 u Js 15.50
15V1Cr6.58XJs15.49 16Z1Cr6.59ªJs15.55bJs15.10 17CJs18.25dJs18.24 18f1Cr6.60 20f1Cr6663parte 21gJs
2Q.7hJz1.29 24iJs10.12 27iJs21.6;1Cr6.71 IJs20.8 32mJs20.7 34nJs21.7;1Cr6.77-81 36ºDt4.43;Js20.84Con-
forme LXX e V (compare 1Cr6.78-79); TM, 8 e T omitem os vs. 36-37 38 PJs 20.8 41 q Nm 35.7 43 rGn 12. 7; 26.3-4; 28.4, 13-14 SNm
33.53; Js 1.11 44 IDt 7 23-24; Js 11.23; 22.4 u Js 1. 73, 15; 11.23 VDt 7.24 45 x [Nm 23.19]; Js 23 14; 1Rs 8.56
•21.7 Merari. Esse é o terceiro filho de Levi (Êx 6.16; Nm 3.17) to, essas promessas são identificadas como o evangelho IGI 3.8; Introdução:
•21.10 primeira. A primazia da linhagem sacerdotal é enfatizada (v 4). Características e Temas).

•21.12 Calebe. Ver nota em 14.6. •21.44 nenhum ... resistiu. Estas palavras sintetizam os caps. 1-12, cumprin-
do a promessa de 1.5.
•21.13 cidade de refúgio. Ver nota em 20.2.
•21.17 Gibeão. Ver nota em 9.3. Os gibeonitas tiveram que servir na Casa de inimigos. Ver nota em 23.1
Deus (9.23, nota). •21.45 Nenhuma promessa falhou. O escritor fala da conquista como se ti-
•21.43-45 Este resumo passa em revista o livro inteiro e não apenas os caps. vesse sido completada lvs. 43-45, nota; 10.40-42; 11.23; 23.1, 14). enquanto
13-21. A idéia que domina o livro inteiro é a fidelidade de Deus às suas promes- continuava a descrever a ocupação como incompleta 113.1-7; 15.63; 17.12-13;
sas lv. 45) 18.3; 23.5). Um país pode ser oficialmente derrotado e ocupado antes que cada
porção do mesmo cesse de oferecer resistência.
•21.43 jurara dar a seus pais. A fidelidade de Deus, confirmada neste livro, é a
sua fidelidade às promessas feitas a Abraão, \saque e Jacó. No Novo Testamen- casa de Israel. Israel é considerado uma unidade 11.12-15; 13.8-33, notas)
271 JOSUÉ 22
Josué abençoa e manda para casa O altar junto ao Jordão
as duas tribos e meia !O Vindo eles para os limites pegados ao Jordão, na terra de

22 Então, Josué chamou os rubenitas, os gaditas e a


meia tribo de Manassés 2 e lhes disse: Tendes guarda-
do ªtudo quando vos ordenou Moisés, servo do SENHOR, be
Canaã, ali os filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo
de Manassés edificaram um altar junto ao Jordão, altar gran-
de e vistoso. 11 Os filhos de Israel 1ouviram dizer: Eis que os
também a mim me tendes obedecido em tudo quando vos or- filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés
denei. 3 A vossos irmãos, durante longo tempo, até ao dia de edificaram um altar 3 defronte da terra de Canaã, nos limites
hoje, não 1 desamparastes; antes, tivestes o cuidado de guar- pegados ao Jordão, do lado dos filhos de Israel. 12 Ouvindo
dar o mandamento do SENHOR, vosso Deus. 4 Tendo o isto os filhos de Israel, majuntou-se toda a congregação dos fi-
SENHOR, vosso Deus, dado crepouso a vossos irmãos, como lhos de Israel em Siló, para saírem à peleja contra eles.
lhes havia prometido, voltai-vos, pois, agora, e ide-vos para as 13 E aos filhos de Rúben, aos filhos de Gade e à meia tribo
vossas tendas, à terra da vossa possessão, d que Moisés, servo de Manassés nenviaram os filhos de Israel, para a terra de Gi-
do SENHOR, vos deu dalém do Jordão. 5 eTende cuidado, po- leade, ªFinéias, filho de Eleazar, o sacerdote, 14 e dez prínci-
rém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que pes com ele, de cada casa paterna um príncipe de todas as
Moisés, servo do SENHOR, vos ordenou: f que ameis o SENHOR, tribos de Israel; e Pcada um era cabeça da casa de seus pais
vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os entre os grupos de milhares de Israel. 15 Indo eles aos filhos
seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais de todo de Rúben, aos filhos de Gade e à meia tribo de Manassés, à
o vosso coração e de toda a vossa alma. 6 Assim, Josué gos terra de Gileade, falaram-lhes, dizendo: 16 Assim diz toda a
abençoou e os despediu; e eles se foram para as suas tendas. congregação do SENHOR: Que qinfidelidade 4 é esta, que co-
7 Ora, Moisés dera herança em Basã à meia tribo de Ma- metestes contra o Deus de Israel, deixando, hoje, de seguir o
nassés; hporém à outra metade deu Josué entre seus irmãos, SENHOR, edificando-vos um altar, rpara vos rebelardes contra
daquém do Jordão, para o ocidente. E Josué, ao despedi-los o SENHOR? 17 Acaso, não nos bastou a iniqüidade 5 de Peor, de
para as suas tendas, os abençoou 8 e lhes disse: Voltais às vos- que até hoje não estamos ainda purificados, posto que houve
sas tendas com grandes riquezas, com muitíssimo gado, pra- praga na congregação do SENHOR, 18 para que, hoje, abando-
ta, ouro, bronze, ferro e muitíssima roupa; ;reparti com neis o SENHOR? Se, hoje, vos rebelais contra o SENHOR, ama-
vossos irmãos o 2 despojo dos vossos inimigos. 9 Assim, os fi- nhã, 1se irará contra toda a congregação de Israel. 19 Se a
lhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés terra da vossa herança é imunda, passai-vos para a terra da
voltaram e se retiraram dos filhos de Israel em Siló, que está possessão do SENHOR, ªonde habita o tabernáculo do SENHOR,
na terra de Canaã, para se irem à iterra de Gileade, à terra da e tomai possessão entre nós; não vos rebeleis, porém, contra
sua possessão, de que foram feitos possuidores, segundo o o SENHOR, nem vos rebeleis contra nós, edificando-vos altar,
mandado do SENHOR, por intermédio de Moisés. afora o altar do SENHOR, nosso Deus. 20 vNão 5 cometeu Acã,

CAPÍTULO 22 2 a Nm 32.20-22; Dt 3.18 b Js 1.12-18 3 l abandonar 4 e Js 21.44 d Nm 32.33 5 e Dt 6.6.17; 11.22; Jr 12 16 /Dt
10.12; 11 13.22 6 gGn 47.7; Êx 39.43; Js 14.13; 2Sm 6.18; Lc 24.50 7 h Js 17.1-13 8 i Nm 31 27; 1Sm 30 24 2 espólip ou sangue
9 i Nm 321,26.29 11 1 Dt 13.12-18; Jz 20.12-13 3 Lit em frente 12 m Js 18.1; Jz 20.1 13 n Dt 1314; Jz 20.12 o Ex 6.25; Nm
25.7.11-13 14 PNm 1.4 16 oDt 12.5-14 rLv 17.8-9 40u traição ao compromisso da aliança 17 5 Nm 25.1-9; Dt 4.3 18 tNm 16.22
19 u Js 18.1 20 5 transgressão da aliança v Js 7.1-26
•22.1-24.33 Este livro se encerra com três capítulos sobre a fidelidade de Isra- •22.16 toda a congregação. A unidade de Israel é enfatizada em todo o Livro de
el. correspondendo à fidelidade de Deus. que tem sido o principal assunto até Josué. Fronteiras geográficas e diferenças de experiência são transcendidas pelo
aqui 121.43-45. nota). A resposta humana exigida pela graça notável de Deus é o único Deus. sob cujas promessas todo o Israel era um só povo 113.8-33). Ocorolário
tema que se repete nos capítulos finais. Cada capítulo começa com Josué convo- constitui-se em que a apostasia e a rebelião contra Deus destruirão essa unidade.
cando o povo 122.1; 23.1-2; 24.1) e enfoca a sua atenção sobre a fidelidade que deixando ... de seguir. A apostasia consiste na infidelidade contra o Senhor; e o
Deus agora requeria da parte deles. arrependimento é abandonar o pecado e voltar-se para o Senhor 11 Rs 8.33; Jr
•22.1 rubenitas ... Manassés. Ver nota em 13.8-33. 3 7; Os 6.1)
•22.4 repouso. Ver 21.44; 1.13, nota. um altar, para vos rebelardes. Oaltar foi compreendido pelo restante de Israel
•22.5 guardar... ameis ... andeis. As várias expressões usadas para descrever à luz de ensinos como os de Lv 17 .8-9 e Ot 12. Mas a acusação foi precipitada. A
a resposta humana apropriada diante da graça de Deus encontram-se em Deute- lei mosaica requeria cuidadosa investigação antes de se tomar qualquer ação (Dt
ronômio IDt 4.9.29; 6.5; 10.12-13; 11.13 e notas). Elas retratam um amor e uma 1312-14).
obediência confiante e de todo o coração 12311. nota; Jo 14.23).
•22.17 a iniqüidade de Peor. Essa foi uma ocasião de grande apostasia, antes
•22.6-7 abençoou. Ver 8.33, nota. do povo de Israel entrar na Terra Prometida INm 25; Js 2.1. nota).
•22.8 Voltais. As palavras de bênção de Josué assumiram a forma de manda-
não estamos ainda purificados. Quanto à purificação, ver Lv 11-16. Uma
mentos (tal como se vê em Gn 1 28) Obedecer-lhes é receber o benefício.
purificação interior também está subentendida aqui. Os israelitas ainda não esta-
•22.9 Siló. Ver nota em 18.1.
vam libertos da tendência que demonstraram ter em Peor.
Gileade. Referindo-se, de modo geral, às terras a leste do rio Jordão.
•22.18 se irará. Ver nota em 7.1.
•22.1 Oaltar grande e vistoso. Esse altar serviria de monumento lv. 27).
•22.12 toda a congregação. Ver 8.35, nota. •22.19 Se a terra ... é imunda. Isto é, se a terra não se tornasse santa. median-
saírem à peleja. A reação dos israelitas pode ser entendida à luz do mandamen- te a presença de Deus. As terras a leste do rio Jordão eram uma dádiva de Deus
to de que não tivessem altares rivais no santuário central llv 17 .8-9). A lei reque- tanto quanto as terras a oeste. apesar da separação geográfica pelo rio Jordão
(13.8-33. nota).
ria ações disciplinares contra a apostasia (Dt 13.12-18).
•22.13 Finéias. A ação dele, em Peor (v. 17; Nm 25.7-8). adiciona solenidade ao tabernáculo. Ver nota em 18.1.
fato de ter sido escolhido para essa missão. contra nós. A apostasia ofende não somente a Deus. mas também a seu povo.
JOSUÉ 22, 23 272
filho de Zera, infidelidade no tocante às 6 coisas condenadas? 30 Ouvindo, pois, Finéias, o sacerdote, e os príncipes da
E não veio ira sobre toda a congregação de Israel? Pois aquele congregação, e os cabeças dos grupos de milhares de Israel
homem não morreu sozinho na sua iniqüidade. que com ele estavam as palavras que disseram os filhos de Rú-
21 Então, responderam os filhos de Rúben, os filhos de ben, os filhos de Gade e os filhos de Manassés, deram-se por
Gade e a meia tribo de Manassés e disseram aos cabeças dos satisfeitos. 31 E disse Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, aos
grupos de milhares de Israel: 22 O Poderoso, xo Deus, o SE- filhos de Rúben, aos filhos de Gade e aos filhos de Manassés:
NHOR, o Poderoso, o Deus, o SENHOR, ele o zsabe, e Israel Hoje, sabemos que o SENHOR está eno meio de nós, porquan-
mesmo o saberá. Se foi em rebeldia ou por infidelidade con- to não cometestes infidelidade contra o SENHOR; agora, livras-
tra o SENHOR, hoje, não nos preserveis. 23 Se edificamos altar tes os filhos de Israel da mão do SENHOR.
para nos apartarmos do SENHOR, ou para, sobre ele, oferecer- 32 Finéias, filho do sacerdote Eleazar, e os príncipes, dei-
mos holocausto e oferta de manjares, ou, sobre ele, fazer- xando os filhos de Rúben e os filhos de Gade, voltaram da ter-
mos oferta pacífica, o SENHOR mesmo ªde nós o demande. ra de Gileade para a terra de Canaã, aos filhos de Israel, e
24 Pelo contrário, fizemos por causa da seguinte preocupa- deram-lhes conta de tudo. 33 Com esta resposta deram-se por
ção: amanhã vossos filhos talvez dirão a nossos filhos: Que satisfeitos os filhos de Israel, os quais !bendisseram a Deus; e
tendes vós com o SENHOR, Deus de Israel? 25 Pois o SENHOR não falaram mais de subir a pelejar contra eles, para destruí·
pôs o Jordão por limite entre nós e vós, ó filhos de Rúben e rem a terra em que habitavam os filhos de Rúben e os filhos
filhos de Gade; não tendes parte no SENHOR; e, assim, bem de Gade. 34 Os filhos de Rúben e os filhos de 7 Gade chama-
poderiam os vossos filhos apartar os nossos do temor do ram o altar de Testemunho, porque disseram: É um testemu-
SENHOR. 26 Pelo que dissemos: preparemo-nos, edifiquemos nho entre nós de que o SENHOR é Deus.
um altar, não para holocausto, nem para sacrifício, 27 mas,
para que entre nôs e vós e entre as nossas gerações depois de Josué exorta o po110 a observar a Lei do SENHOR
nós, bnos seja testemunho, e possamos cservir ao SENHOR Passado muito tempo depois que o SENHOR ªdera re-
diante dele com os nossos holocaustos, e os nossos sacrifí-
cios, e as nossas ofertas pacíficas; e para que vossos filhos
2 3 pouso a Israel de todos os seus inimigos em redor, e
sendo Josué já bvelho e entrado em dias, 2 chamou Josué e
não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no a todo o Israel, os seus anciãos, os seus cabeças, os seus juízes
SENHOR. 28 Pelo que dissemos: quando suceder que, ama- e os seus oficiais e disse-lhes: Já sou velho e entrado em dias,
nhã, assim nos digam a nós e às nossas gerações, então, res- 3 e vós já tendes visto tudo quanto dfez o SENHOR, vosso
ponderemos: vede o modelo do altar do SENHOR que fizeram Deus, a todas estas nações por causa de vós, porque o
nossos pais, não para holocausto, nem para sacrifício, mas e SENHOR, vosso Deus, é o que pelejou por VÓS. 4 Vede aqui
para testemunho entre nós e vós. 29 Longe de nós o rebelar- f que vos fiz cair em sorte às vossas tribos estas nações que res-
mo-nos contra o SENHOR e deixarmos, hoje, de seguir o tam, juntamente com todas as nações que tenho eliminado,
SENHOR, d edificando altar para holocausto, oferta de manja- umas e outras, desde o Jordão até ao mar Grande, para o
res ou sacrifício, afora o altar do SENHOR, nosso Deus, que pôr-do-sol. s O SENHOR, vosso Deus, gas afastará de vós e as
está perante o seu tabernáculo. expulsará de vossa presença; e vós possuireis a sua terra,
..,-.==~~
~ ó proibições 22XDt4.35; 10.17; Is 44.8; 45.5; 46.9; [1Co 8.5-6] z[Jó 10.7; 23.10; Jr 12.3; 2Co 1111,31] 23ªDt18.19; 1Sm 20.16
27 bGn 31.48; Js 22.34; 24.27cot12.5,14 29 dDt 12.13-14 31 eÊx 25.8; Lv 26.11-12; 2Cr 15.2; Zc 8.23 33/1Cr29.20; Ne 8.6; Dn
2.19; Lc 2.28 34 7L.XX acrescenta e a meia tribo de Manassés
CAPÍTUL023 taJs21.44;22.4bJs13.1;24.29 2C0t31.28 3dSl44.3eOt1.30 4/Js13.2,6;18.10 5gÊx23.30;33.2hNm
33.53
•22.23 Se edificamos. Ambos os grupos do povo de Israel aceitavam os ensi- promessas de Deus. O começo e o fim do livro (caps. 1; 23-24) transmitem o
namentos de passagens tais como Lv 17.8-9; Dt 12 (v. 16, nota) propósito do livro inteiro, que é o de exortar a uma obediência fiel baseada na
oferta. Ver Lv 1-3. completa fidelidade de Deus às suas promessas. Odiscurso de Josué, no cap. 23,
•22.25 por limite entre nós e vós. O Livro de Josué repetidamente rejeita a exprime isso por três vezes (vs. 3-8,9-13, 14-161, com variações quanto à ênfase.
desunião (v. 16, nota). •23.1 repouso. Ver nota em 1.13. A experiência de "repouso a Israel de todos os
não tendes parte no SENHOR. Negar que a terra pertencesse a Deus (v. 19) era seus inimigos", aqui ainda incompletamente concretizada, tornar-se-ia parte da
negar que eles compartilhavam da promessa de Deus. esperança de Israel (Dt 12.1 O; 2Sm 7.11; 1Cr 22.9; cf. Mq 5.9; Lc 1.71 ).
•22.27 testemunho. O altar devia funcionar como um testemunho (cf. as pe- inimigos. Israel representava o reinado de Deus perante o mundo (Êx 19 5-6) e
dras em Gilgal, 4.20-24) e não para servir como local de sacrifícios. seria uma bênção a todas as nações (Gn 12.3). A hostilidade das nações contra
•22.30 satisfeitos. Contrastar a reação de Finéias à apostasia que realmente Israel era uma expressão de sua hostilidade contra Deus (cf. Gn 3.15; Êx 23.22,
houve, em Nm 25.7-8. notas).
•22.31 o SENHOR está no meio de nós. Os temores expressos no v. 18 não se velho. Josué morreu com cento e dez anos de idade (24.29, nota).
cumpririam, pois a infidelidade suspeitada não havia ocorrido.
•23.2 a todo o Israel. Josué convocou representantes de todas as tribos.
livrastes. Essa é uma maneira incomum de salientar um lato importante; por não
terem se desviado do Senhor, eles tinham livrado Israel da ira de Deus. •23.3-8 Nesses versículos, o chamado à obediência foi introduzida por um lem-
brete sobre a fidelidade de Deus (vs. 5,9,14).
•22.34 Testemunho. O altar testificava (v. 27) da realidade única que unia o
povo inteiro de Israel e, por implicação, do delito que poderia destruir Israel (v. 16). •23.3 Deus... pelejou por vós. Ver nota em 10.14.
•23.1-16 Josué, em sua idade avançada, discursou perante todo o Israel, prova- •23.4 nações que restam. Uma afirmação da completa llde\idade de Deus às
velmente em Si/ó (18 1; 19.51; 21.2). Os caps. 23-24 tomam as exortações do suas promessas e da natureza ainda incompleta da conquista real aparecem, lado
primeiro capítulo e aplicam-nas a Israel, depois do cumprimento substancial das a lado, neste capítulo (21.45, nota).
273 JOSUÉ 23, 24
hcomo o SENHOR, vosso Deus, vos prometeu. 6 ;Esforçai-vos, 14 Eis que, já hoje, ªsigo 3
pelo caminho de todos os da terra;
pois, muito para guardardes e cumprirdes tudo quanto está e vós bem sabeis de todo o vosso coração e de toda a vossa
escrito no Livro da Lei de Moisés, ipara que dela não vos apar- alma que bnem uma só promessa caiu de todas as boas pala-
teis, nem para a direita nem para a esquerda; 7 para que não vras que falou de vós o SENHOR, vosso Deus; todas vos sobrevie-
vos 1mistureis 1 com estas nações que restaram entre vós. ram, nem uma delas falhou. IS cE sucederá que, assim como
Não mfaçais menção dos nomes de seus deuses, nem npor vieram sobre vós todas estas boas coisas que o SENHOR, vosso
eles façais jurar, nem ºos sirvais, nem os adoreis. 8 Mas Pao Deus, vos prometeu, assim cumprirá o SENHOR contra vós ou-
SENHOR, vosso Deus, vos apegareis, como fizestes até ao dia tros d todas as ameaças até vos destruir de sobre a boa terra que
de hoje; 9 qpois o SENHOR 2 expulsou de diante de vós grandes vos deu o SENHOR, vosso Deus. 16 4 0uando violardes a aliança
e fortes nações; e, quanto a vós outros, ninguém vos resistiu que o SENHOR, vosso Deus, vos ordenou, e fordes, e servirdes a
até ao dia de hoje. to 'Um só homem dentre vós perseguirá outros deuses, e os adorardes, então, a eira do SENHOR se acen-
mil, pois o SENHOR, vosso Deus, é quem peleja por vós, 1 como derá sobre vós, e logo perecereis na boa terra que vos deu.
já vos prometeu. 11 'Portanto, empenhai-vos em guardar a vos-
sa alma, para amardes o SENHOR, vosso Deus. 12 Porque, se Josué despede-se do povo
dele vos "desviardes e vos apegardes ao restante destas nações Depois, reuniu Josué todas as tribos de Israel em ªSi-
ainda em vosso meio, e vcom elas vos aparentardes, e com elas
vos misturardes, e elas convosco, 13 sabei, certamente, que xo
24 quém e bchamou os anciãos de Israel, os seus cabe-
ças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles cse apresentaram
SENHOR, vosso Deus, não expulsará mais estas nações de vossa diante de Deus. 2 Então, Josué disse a todo o povo: Assim diz
presença, zmas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas o SENHOR, Deus de Israel: d Antigamente, vossos pais, Tera,
ilhargas, e espinhos aos vossos olhos, até que pereçais nesta pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do / Eufrates e


boa terra que vos deu o SENHOR, vosso Deus . e serviram a outros deuses. 3/Eu, porém, tomei Abraão, vosso

6 i Js 17 iDt 5)2 7 IDt 7.2-3 m Êx 23.13 n Dt 6.13; 10.20 oÊx 20.5 1 associeis com • 8 P Dt 10.20 9 q Dt 7.24; 11.23 2 desapropriou
11 t Js 22.5 12 u [2Pe 2.20-21] v Dt 7.3-4 13 x Jz 2.3Z Ex 23.33; 34.12 14 a 1Rs 2.2 b Js 21.45 3 devo
10 r Lv 26.8 s Ex 14.14
morrer tscDt28.63dDt28.15-68 t6eDt424-284Se.umdia
ª
CAPÍTULO 24 1 Gn 35.4 b Js 23.2 C1 Sm 10.19 2 dGn 117-32 e Js 24.14 l Litrio 3 !Gn 12.1, At 7.2-3

•23.6 Esforçai-vos, pois, muito. As conseqüências das promessas de •23.16 Quando violardes a aliança. Ver nota em 7.11.
Deus, aplicadas a Josué. em 1.6 Inata). são agora aplicadas a todo o povo de ira. Ver nota em 7.1
Israel. •24.1-28 Já perto do fim de sua vida, Josué liderou o povo de Israel em uma rea-
e cumprirdes. Ver nota em 1.7. firmação da aliança, mais ou menos aqwlo que Moisés fizera pouco antes de sua
no Livro da Lei. Ver nota em 1.8. morte IDt 32.46) Tal como no caso de Deuteronômio, pode haver uma analogia
•23. 7 para que não vos mistureis com estas nações. O original hebraico faz entre essa renovação da aliança e o tipo de tratado que era usado, tipicamente,
uma conexão íntima entre os vs. 6-7. A obediência fiel ao Livro da Lei levaria os is- para formalizar as relações entre as nações soberanas poderosas e as nações
raelitas a evitarem a associação com nações pagãs. mais fracas, das quais eram suseranas (ver Deuteronômio: Introdução). Esses
•23.8 vos apegareis. Ver nota em 22.5. tratados, chamados de "tratados de suserania", comumente incluíam elementos
como aqueles que se acham em Js 24, tais como um prólogo histórico passando
como fizestes. A geração prévia que se rebelara no deserto e as gerações que
se seguiram não agiram da mesma forma lcf. 24.31)
em revista os cuidados tomados pela parte mais forte em relação ao seu país cli-
ente (vs 2-13): uma proibição a qualquer aliança externa lvs 14,23) e também a
•23.9 ninguém vos resistiu até ao dia de hoje. A promessa feita a Josué, em necessidade da existência de um documento escrito lvs. 25-26). Também exis-
1 5, foi cumpnda em favor dos israelitas IDt 7.24; 1125). tem diferenças significativas entre esses tratados antigos e Js 24.
•23.11 para amardes o SENHOR, vosso Deus. Na Bíblia, o amor pode ser or-
•24.1 reuniu Josué todas as tribos. Ver 8.33-35; 23.2, nota.
denado. Isso não significa que a tal amor falte profundeza emocional. Na verdade,
o amor bíblico envolve mais do que as emoções. Esse amor é expresso em obe- Siquém. Opróprio lugar onde Deus tinha prometido, pela primeira vez, a terra aos
diência alegre e voluntária 122.5, nota). descendentes de Abraão IGn 12.6-7) foi o lugar onde os seus descendentes se
reuniram depois de terem recebido a terra. Ver nota em 8.30.
•23.12 vos desviardes. Ver 22 16, nota
e com elas vos aparentardes. Ver notas em Gn 26.34-35; 34.1-31; 38.1-30. diante de Deus. Isso não implica, necessariamente, a mudança do tabernáculo
de Siló IJs 1951) para Siquém, naquela ocasião. A presença de Deus não estava
•23.13 Deus, não expulsará mais. A validade da promessa de Deus lv. 5) não
restnta ao tabernáculo lcf. 1Rs 8.27), assim como a sua presença também não
dependia da cooperação humana. A história de Israel mostra isso. como também era garantida pela possessão física da arca (1Sm 4.3-11 ).
o resto da Bíblia, culminando na obra de Cristo. Mas a promessa divina não bene-
ficiaria aqueles que rejeitassem a graça de Deus. Essa estipulação fazia parte da •24.2 Assim diz o SENHOR. Josué fala com a autoridade de Moisés (Dt 5.27\ e
promessa divina, desde o princípio IGn 123). de um profeta IDt 18.15-19).
•23.14-16 Ver nota nos vs. 3-8. Nesta seção final do discurso de Josué, a exorta- dalém do Eufrates. Presumivelmente, a referência aqui é a Ur (Gn 11 28) ou
ção. uma vez mais, baseia-se em um lembrete da fidelidade de Deus, mas con- Harã IGn 1131)
siste inteiramente de advertências quanto às conseqüências de desviar-se do outros deuses. Esse aspecto pagão sublinha a graça de Deus, da qual essa his-
Senhor. tória testifica e provê o pano de fundo para a exortação no v. 14.
•23.14 vós bem sabeis de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. •24.3-13 A palavra de Deus ao povo de Israel nessa oportunidade não represen-
Oconhecimento da fidelidade de Deus nunca pode ser uma questão meramente tou uma palavra nova. Os livros de Gênesis lvs. 2-4). Êxodo lvs 5-7). Números
intelectual, mas permeia e amolda todos os aspectos da vida do indivíduo. (vs. 8-10) e Josué lvs. 11-13) são passados em revista por meio de reiterações
nem uma só promessa caiu. Ver nota em 21.45. do trato do Senhor com o povo de Israel desde os tempos de Abraão. enfocando a
•23.15 boas coisas ... ameaças. Existem dois aspectos na fidelidade de Deus, dádiva da Terra Prometida a Abraão. agora recebida pelos seus descendentes. A
porquanto há dois lados em sua aliança - promessas e advertências. Pode-se recapitulação começa com a condensação da promessa feita a Abraão, passan-
confiar que Deus cumprirá suas advertências tão plenamente quanto podemos do pela saída do Egito IGn 11-50)
confiar que ele cumprirá suas promessas. •24.3 Eu, porém. Deus é o sujeito dominante dos verbos nos vs. 3- 13.
JOSUÉ 24 274
pai, dalém do 2 rio e o fiz percorrer toda a terra de Canaã; e isso bnão com a tua espada, nem com o teu arco. 13 Dei-vos
também lhe multipliquei a 3 descendência e glhe dei !saque. a terra em que não trabalhastes e e cidades que não edificas-
4 A !saque dei hJacó e Esaú e a iEsaú dei em possessão as tes, e habitais nelas; comeis das vinhas e dos olivais que não
montanhas de Seir; iporém Jacó e seus filhos desceram para o plantastes.
Egito. s 1Então, enviei Moisés e Arão e mferi o Egito com o
que fiz no meio dele; e, depois, vos tirei de lá. 6 nTirando Renovação da aliança
eu vossos pais do Egito, viestes ao mar; os egípcios persegui· 14 d Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com eintegrida·
rarn vossos pais, com carros e com cavaleiros, até ao mar Ver· de e com fidelidade; !deitai fora os deuses aos quais serviram
rnelho. 7 E, clamando vossos pais, o SENHOR pôs ºescuridão vossos pais dalém do 4 Eufrates e gno Egito e servi ao SENHOR.
entre vós e os egípcios, e trouxe o mar sobre estes, e o mar os tS Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, h escolhei,
cobriu; e Pos vossos olhos viram o que eu fiz no Egito. Então, hoje, a quem sirvais: se iaos deuses a quem serviram vossos
habitastes no deserto qpor muito tempo. 8 Daí eu vos trouxe pais que estavam dalém do 5 Eufrates ou iaos deuses dos
à terra dos arnorreus, que habitavam dalém do Jordão, ros arnorreus em cuja terra habitais. 1Eu e a minha casa servire·
quais pelejaram contra vós outros; porém os entreguei nas mos ao SENHOR.
vossas mãos, e possuístes a sua terra; e os destruí diante de tó Então, respondeu o povo e disse: Longe de nós o aban·
vós. 9 Levantou-se, também, o rei de Moabe, 5 Balaque, filho danarmos o SENHOR para servirmos a outros deuses; 17 por·
de Zipor, e pelejou contra Israel; 1rnandou chamar Balaão, fi. que o SENHOR é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós
lho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10 "Porém eu não e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, quem
quis ouvir Balaão; ve ele teve de vos abençoar; e, assim, vos li· fez estes grandes sinais aos nossos olhos e nos guardou por
vrei da sua mão. 11 xpassando vós o Jordão e vindo a Jericó, todo o caminho em que andamos e entre todos os povos pelo
z os habitantes de Jericó pelejaram contra vós outros e tam· meio dos quais passamos. 18 O SENHOR expulsou de diante de
bérn os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os heteus, os gir· nós todas estas gentes, até o arnorreu, morador da terra; por·
gaseus, os heveus e os jebuseus; porém os entreguei nas tanto, mnós também serviremos ao SENHOR, pois ele é o nosso
vossas mãos. 12 ªEnviei vespões adiante de vós, que os expul· Deus. 19 Então, Josué disse ao povo: nNão podereis servir ao
saram da vossa presença, bem corno os dois reis dos arnorreus, SENHOR, porquanto é ºDeus santo, PDeus zeloso, qque não

• g\SI 127;~0Eufr~te:~Lits~mente --~h~n~524-26i;25~Gn~;,-1,3~-S1Êx3~-Êx7~0 ~Êx~23~1; 14-2-31


14.20 PDt 4.34 q Js 5.6 8 rNm 21.21-35 9 s Jz 11.25 INm 22.2-14 10 u Dt 23.5 VNm 23.11,20; 24.10 11 x Js 314, 17Z Js 6.1,
7-~;-~-~
10.1 12ªÊx23.28bSl443 1JCDt6.10-11 t4d1Sm12.24e2Co1.12/Ez20.18gEz20.7-84Lit.rio 1Sh1Rs18.21 iJs24.2iÊx
23.24,32 I Gn 18.19 5 Lit.rio 18 m SI 116.16 19 n Mt 6.24 o 1Sm 6.20 P Êx 20.5 q Êx 23 21
lhe multipliquei a descendência. A promessa de muitos descendentes a •24.14 temei ao SENHOR. Ver Js 4.24. Essa reação positiva é requerida pela his-
Abraão é uma consideração proeminente em Gênesis IGn 12.2; 15.5; 17.2 e no- tória da fidelidade de Deus às suas promessas, nos vs. 2-13. Otemor ao Senhor é
tas} e está relacionada à bênção de Deus sobre a humanidade, em Gn 1.26-28 associado ao conhecimento de sua graça e é plenamente compatível com o amor
lei. Êx 1.7, nota}. a ele (Dt 10.12-13; SI 130.4). Contrastar com 2.9, em que os cananeus temeram
•24.4 Jacó e Esaú. Oprincípio da eleição divina ficou clara na escolha de Jacó a Deus por causa de seu julgamento vindouro e com 7.5, em que os israelitas ex-
sobre Esaú IGn 25.23; Rm 9.11, nota}. Assim também fica clara a realidade de perimentam a ira do Senhor.
que as promessas de Deus estão em aparente conflito com o curso imediato da deitai fora os deuses. Isso pode relem-se, literalmente, aos ídolos, ou, metafo-
história. Jacó precisou ir ao Egito. ricamente, aos deuses que esses ídolos representavam, ou a ambas as coisas. A
•24.5-7 Orelato de Josué acerca do êxodo é notável por não ter ele mencionado bondade de Deus para com Israel lvs. 2-13) requer uma lealdade exclusiva, resu-
a outorga da lei no monte Sinai. Orelato concentra-se nas ações que levaram di- mida pelo pr'1meiro mandamento IÊx 20 3)
retamente à ocupação da Terra Prometida.
Eufrates. Ver nota no v. 2.
•24.6 mar Vermelho. Ver nota em Êx 1318
no Egito. A idolatria de Israel no Egito seria lembrada por Ezequiel IEz 20.7-10;
•24.7 vossos olhos viram. O povo dos dias de Josué é referido como tendo 23.3-8, 19-21,27}
participado dos eventos remidores do passado. Isso enfatiza que eles deviam ver
a bondade de Deus para com eles, não somente em sua experiência pessoal, •24.15 escolhei, hoje, a quem sirvais. Há uma certa ironia em oferecer uma
mas também na história mais ampla de seu povo. Ver nota em 4.23-24. espécie de escolha, depois que o Senhor fora rejeitado. A escolha foi entre os
no deserto por muito tempo. Algumas poucas palavras resumem tudo desde a deuses que Abraão deixara para trás (vs. 2-31 e os deuses dos amorreus que ti-
travessia do mar Vermelho até à chegada na Terra Prometida. Ver nota nos vs. nham sido expulsos da Terra Prometida lv. 12; 2.10, nota}.
5-7. Eu e a minha casa. Ver 6.25; 7.24; At 16.15.
•24.8-10 Oresumo de Números feito por Josué não menciona as rebeliões que •24.16-18 Em resposta ao chamado do v. 14, o povo de Israel repudiou os outros
tiveram lugar no deserto (Nm 14.25). provavelmente porque a ênfase, em sua re- deuses lv. 16), reconheceu a bondade do Senhor desde o êxodo até à conquista e
capitulação, este1a nos feitos de Deus. concluiu prometendo obediência ao Senhor.
•24.8 amorreus. Ver nota em 2.10. •24.19 Não podereis servir ao SENHOR. Essa declaração paradoxal em bre-
•24.9 Balaão. Ver Nm 22-24; nota em Js 13.22. ve mostraria ser verdadeira (v. 31, nota; 7. 1-26, nota; 23.12-13, nota; Jz
•24.10 e ele teve de vos abençoar. Balaão ilustra o completo poder de Deus 2. 7, 10-13; 2Rs 17.7-23; Dt 31.16). Ela baseia-se na santidade de Deus, da qual
sobre aqueles que quiseram prejudicar seu povo. ninguém pode aproximar-se desatentamente (SI 15.1-2; Ec 5.1·2}. Ademais,
•24.11 amorreus... jebuseus. Ver 3.1 O, nota. Josué advertiu o povo de Israel por conhecer pessoalmente a rebeldia deles
122.17, nota)
•24.1 Z vespões. Pro~velmente. tenhamos aqui uma metáfora que indica um
pânico súbito 12.9; 5.1; Ex 23.28; Dt 7.20). santo. Somente um povo separado dos caminhos pagãos llv 18.3; 20.26) pode
não com a tua espada. Os israelitas receberam a terra como uma dádiva que servir o Deus que é santo, inteiramente separado de outros deuses llv 19.2).
não devia ser considerada sua própria realização 11.2, nota; cf. Ef 2.8). zeloso. Ver Êx 20.5, nota.
275 JOSUÉ 24

perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. 20 rse vosso Deus. 28 Então, hJosué despediu o povo, cada um para
deixardes o SENHOR e servirdes a deuses estranhos, 5 então, se a sua herança.
voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter fei·
to bem. 21 Então, disse o povo a Josué: Não; antes, servire· A morte de Josué e de Eleazar
mos ao SENHOR. 22 Josué disse ao povo: Sois testemunhas 29 ;Depois destas coisas, sucedeu que Josué, filho de Num,
contra vós mesmos 1de que escolhestes o SENHOR para o ser· servo do SENHOR, faleceu com a idade de cento e dez anos.
vir. E disseram: Nós o somos. 23 Agora, pois, udeitai fora os 30 Sepultaram-no na sua própria herança, em iTimnate-Sera,
deuses estranhos que há no meio de vós e vinclinai o coração que está na região montanhosa de Efraim, para o norte do
ao SENHOR, Deus de Israel. 24 X Disse o povo a Josué: Ao monte Gaás. 31 1Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias
SENHOR, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz. de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram
25 Assim, naquele dia, zfez 6 Josué aliança com o povo e lha por muito tempo depois de Josué e que msabiam todas as
pôs por estatuto e direito ªem Siquém. obras feitas pelo SENHOR a Israel.
32 nos ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do
A pedra-testemunha Egito, enterraram-nos em Siquém, naquela parte do campo
1.6 Josué bescreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus; ºque Jacó comprara aos filhos de Hamor, pai de Siquém, por
tomou cuma grande pedra e da erigiu ali e debaixo do carva- cem 7 peças de prata, e que veio a ser a herança dos filhos de
lho que estava em lugar santo do SENHOR. 27 Disse Josué a José.
todo o povo: Eis que esta pedra /nos será testemunha, pois 33 Faleceu também PEleazar, filho de Arão, e o sepultaram
gouviu todas as palavras que o SENHOR nos tem dito; portan- em Gibeá, pertencente a qFinéias, seu filho, a qual lhe fora
to, será testemunha contra vós outros para que não mintais a dada na região montanhosa de Efraim .

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~ 2orEd8.22S0t4.24-26 221s1119.173 23UGn35.ZV1Rs8.57-58 24X0t5.24-27 25ZÊx15.25ªJs2416Litcottou 26büt
31.24 eJz 9.6 dGn 28.18 eGn 35.4 27 /Gn 31.48 got 32 1 28 h Jz 2.6-7 29 i Jz 2.8 30 JJs 19.50; Jz 2.9 31 1Jz 2.7 m Dt 11.2
32 n Gn 50.25; Êx 13.19; Hb 11.22 ºGn 33.19; Jo 4.5 1Hebr. qesitah, uma medida de peso antiga desconhecida 33 PÊx 28.1; Nm 20.28; Js
14.1 QÊx625
não perdoará. As transgressões em vista, aqui, equivalem à apostasia descrita Palavras semelhantes ocorrem, após um período consideravelmente diferente,
no versículo seguinte. no fim do Livro de Juízes IJz 21.24). Ver nota em 1.6.
•24.20 se voltará. A maneira de Deus tratar com o povo mudaria da graça para •24.29-33 As mortes de Josué e Eleazar assinalam o fim do período tratado nes-
o juízo iGn 6.7)_ Em um outro sentido, Deus nunca muda 11Sm15.29). visto que a te livro. Seus sepultamentos. juntamente com o sepultamento dos ossos de
sua promessa sempre incluía a ameaça de castigo 123.15; Gn 6.6 e notas). José, na terra que agora estava sob a posse de Israel, simbolizam o cumprimento
•24.21 serviremos ao SENHOR. Opovo de Israel rejeita a possibilidade imagi- fiel das promessas feitas por Deus aos patriarcas_
nada ou predita, no v. 20. •24.29 servo do SENHOR. Ver nota em 1.1.
•24.22 testemunhas contra vós mesmos. Quando eles fossem acusados de cento e dez anos. Essa também era a idade de José quando ele morreu IGn
abandonar o Senhor. a causa contra eles seria ratificada pela decisão deles na- 50.22. nota)_ Vidas longas assim indicavam as bênçãos de Deus lcf. Dt 34.7).
quele momento. •24.30 sua própria herança. Ver 19.49-50. Diferente de Abraão, que tivera que
comprar terras para obter um lugar de sepultamento iGn 23.4; cf. Gn 33.19). Jo-
•24.23 deitai fora. Ver nota no v. 14.
sué foi sepultado em sua própria terra.
•24.25 fez Josué aliança. Josué formalizou o relacionamento lcf. Gn 15.18; Dt
•24.31 Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué. A fidelidade
4.23; 29.1, ver também notas em 3.3 e 9 6)
da geração de Josué e dos anciãos serviu de testemunho ao poder do Senhor em
estatuto e direito. Esse estatuto especificaria o conteúdo da obediência de Isra- tudo quanto ele havia feito por Israel. O fato de que tal fidelidade seria de breve
el ao Senhor. duração dá apoio à declaração de Josué, nos vs. 19-20 Inatas; Jz 2.7, 10-13).
•24.26 Livro da Lei de Deus. Provavelmente, deva ser identificado com o Livro •24.32 Os ossos de José. A promessa que foi crida por José iGn 50.24-25 e
da Lei em 1.8; 8.31; 23.6. notas) agora alcança o seu cumprimento.
carvalho. Cf. Gn 12.6; 35.4; Jz 9.6. Jacó comprara. Ver Gn 33.19. A nova situação de possuir a terra é novamente
•24.27 testemunha. Compare com as pedras em Gilgal, que deviam prover um contrastada com os tempos dos patriarcas, que tinham apenas a promessa de
testemunho do que Deus tinha feito 14.20-24, nota) que a receberiam.
•24.28 cada um para a sua herança. Essas palavras são uma nota apropriada •24.33 Eleazar. Ver nota em 14.1.
de conclusão ao livro que fala sobre a dádiva divina da herança prometida a Israel. finéias. Ver nota em 22.13.

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