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RELATÓRIO: PRÁTICA 6 – PRIMEIRA LEI NO REGIME PERMANENTE

- LABORATÓRIO DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE


Walter Gabriel de Abreu Junior
2019001534, Turma T05, Instituto de Engenharias Integradas (IEI), Unifei – Campus Itabira, Rua Irmã Inove Drumond, 200 –
Distrito Industrial II, Itabira - MG
walter.gabriel@unifei.edu.br

Resumo. O presente relatório tem como objetivo fazer uma análise do comportamento característico de um fluido na
água, utilizando de um equipamento de circuitos de recirculação denominado TH4. Para isso, os apoiaremos
teoricamente na primeira lei da termodinâmica para um volume de controle, que é conhecida como primeira lei no
regime permanente. Durante a realização do experimento, foram observados escoamentos do tipo transitório e do tipo
turbulento, de modo que o número de Reynolds é relacionado com a taxa de transferência de calor. Com isso, também
foi possível a feição de um gráfico dessa correlação entre o número de Reynolds, que expressa o tipo de regime e a taxa
de transferência de valor associada. Esse experimento foi realizado sob pressão de 94,3kPa, com a umidade relativa do
ar anotada pelos executores como sendo 69% em Itabira. A temperatura no local se manteve em 25ºC durante todo o
período do experimento.

Palavras-chave: Termodinâmica, Reynolds, lei, fluido.

Abstract. This report aims to analyze the characteristic behavior of a fluid in water, using a recirculation circuit
equipment called TH4. For that, we will theoretically support them in the first law of thermodynamics for a control
volume, which is known as the first law in steady state. During the experiment, transient and turbulent flows were
observed, so that the Reynolds number is related to the heat transfer rate. With this, it was also possible to make a graph
of this correlation between the Reynolds number, which expresses the type of regime and the associated value transfer
rate. This experiment was carried out under a pressure of 94.3kPa, with the relative humidity noted by the performers
as being 69% in Itabira. The temperature in the place was kept at 25ºC throughout the period of the experiment.

Keywords: Thermodynamics, Reynolds, law, fluid.

1. INTRODUÇÃO

Inicialmente, iremos definir alguns conceitos teóricos a fim de introduzir ao conteúdo do relatório.
Primeiramente, a Primeira Lei da Termodinâmica. Essa Lei foi publicada no ano de 1841, pelo cientista Julius Robert
Von Mayer. Durante seu experimento, Mayer observou que o trabalho mecânico se transforma em calor em vários
processos diferentes. Tal descoberta foi uma das auxiliadoras para a definição da Primeira Lei da Termodinâmica, ou Lei
no regime permanente. Para tal, é importante atentar-se ao fato de que deve existir ao menos uma entrada e uma saída
para qualquer fluido que seja objeto de estudo. Para tal, utilizaremos o equipamento TH4.
Agora, iremos definir a equação de energia, no fluxo estacionário (eq. 1), que irá nos auxiliar durante e feição dos
cálculos tabelados que serão apresentados abaixo.
1
𝑄𝑇 = 𝑄𝑚 ∗ [(ℎ1 − ℎ3) + ∗ (𝑢32 − 𝑢12 )] (1)
2

De modo que:
QT = Taxa de transferência de calor para o sistema;
Qm = Taxa de fluxo de massa através do sistema;
h = Entalpia do fluido;
u = Velocidade do fluido.

2. OBJETIVOS

Os objetivos a serem alcançados nesse relatório dizem respeito a calcular um experimento a fim de demonstrar a
Primeira Lei da Termodinâmica encontrando as taxas de transferência de calor para os sistemas. Aqui, aplicaremos a
Equação da Conservação de Energia no Volume Permanente no equipamento TH4, que é um recirculador de água.
Walter Gabriel de Abreu Junior
Prática 6 – Primeira Lei no Regime Permanente

3. MATERIAIS UTILIZADOS

Neste, serão apresentados os materiais que serão utilizados durante a tarefa prática.

a) Armfield TH4 Circuito de Recirculação (Figura 1) – que recircula a água, com temperatura de 4ºC a 100ºC;
b) Água – utilizada como fluido para realização dos experimentos;
c) Termômetro – para medir a temperatura da água;
d) Barômetro Digital Testo 511;

Figura 1 Armfield TH4 Circuito de Recirculação.

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Neste, serão apresentados os procedimentos que serão realizados durante a prática experimental.
Para realização do procedimento experimental, iremos utilizar o equipamento Armfield TH4 Circuito de
Recirculação. Com tal equipamento, é possível realizar o controle de entrada e o controle de saída do fluido em questão,
que é a água.
Logo, para inicio do experimento, o equipamento foi ligado e as válvulas de entrada e saída foram abertas de modo
que fosse possível a passagem do fluído. A entrada é dada como ponto 1 e a saída é dada como ponto 3, de modo que a
vazão é controlada nesses pontos. Além disso, durante a realização do experimento, foram sendo anotadas as
temperaturas e calculada a massa especifica da água (Equação 2), a viscosidade dinâmica (Equação 3), o número de
Reynolds (Equação 4) e a velocidade da água.

𝑢𝐻2 𝑂 = (1,64323 − 0,0393398 ∗ 𝑇𝑎 + 4,3606 ∗ 10−4 ∗ 𝑇𝑎2 − 1,8004 ∗ 10−6 ∗ 𝑇𝑎2 (2)
𝑉𝑧
𝑀𝑥 = (3)
600000

𝑃∗𝑉∗𝐷
𝑅𝑒 = (4)
𝑢

Também foi utilizada a equação da taxa de transferêcia de calor (Eq. 1) já demonstrada acima.

5. RESULTADOS

Neste, serão apresentados os resultados obtidos a partir do procedimento experimental.


Com a realização do experimento, obtivemos os seguintes dados (Tabela 1) iniciais para posteriormente realizar as
equações.
Relatório de EMEi08 - Laboratório de Fenômenos de Transporte
Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI - Campus Avançado de Itabira. Itabira, MG, Brasil.

Tabela 1. Valores que foram lidos durante o experimento prático.

Taxa de
Taxa de Taxa de Temperatura
fluxo de Temperatura Temperatura
recirculação fluxo de de
entrada de entrada T1 de saída T3
de fluxo F2 saída F3 recirculação
F1 [ºC] [ºC]
[l/min] [l/min] T2 [ºC]
[l/min]

1,23 1,52 1,26 20 55 39,8


1,23 2 1,27 20 51,5 39,9
1,23 2,45 1,26 20 49,4 40
1,31 1,47 1,35 20 52,3 37,8
1,31 1,76 1,36 20 52 38,6
1,31 2,2 1,35 19,9 49,6 38,8
1,46 1,13 1,5 19,9 53,9 35,5
1,46 1,32 1,51 19,9 54,1 36,4
1,46 1,87 1,5 19,9 50,4 37,1

Com os dados obtidos durante o experimento, agora é possível realizar as contas utilizando as equações demonstrada
acima. Primeiramente, transformamos l/min em m³/s, de modo que 1 l/min é 0,0000016666 m³/s. Com isso, obtivemos os
seguintes valores (Tabela 2).

Tabela 1. Valores que foram lidos durante o experimento prático.

Taxa de Taxa de
Taxa de Taxa de Taxa de Taxa de
fluxo de Fluxo de
recirculação fluxo de Fluxo de Fluxo de
entrada Recirculação
de fluxo F2 saída F3 Entrada Qv1 Saída Qv3
F1 Qv2
[l/min] [l/min] [m³/s] [m³/s]
[l/min] [m³/s]

1,23 1,52 1,26 0,0000205 0,000025333 0,000021


1,23 2 1,27 0,0000205 0,000033333 0,000021167
1,23 2,45 1,26 0,0000205 0,000040833 0,000021
1,31 1,47 1,35 0,000021833 0,0000245 0,0000225
1,31 1,76 1,36 0,000021833 0,000029333 0,000022667
1,31 2,2 1,35 0,000021833 0,000036667 0,0000225
1,46 1,13 1,5 0,000024333 0,00018833 0,0000225
1,46 1,32 1,51 0,000024333 0,000022 0,000025167
1,46 1,87 1,5 0,000024333 0,000031167 0,000025

Dado que agora temos os dados de Taxa de Fluxo de Saída podemos calcular as entalpias de entrada h1 e as
entalpias de saída h3. Além disso, também foi calculadas as velocidades de entrada u1 e de saída u3, através da Equação
de Velocidade (Eq. 5).
𝑄𝑣𝑛
𝑢1 = ( )) (5)
𝜋𝑑 2
Walter Gabriel de Abreu Junior
Prática 6 – Primeira Lei no Regime Permanente

Para o calculo de fluxo de entrada foi utilizado Qv1 e para o calculo do fluxo de saída foi utilizado o Qv3. Ambos os
resultados são dados em m/s.
Além disso, também foi calculado o fluxo de massa (Eq. 6), em kg/s, e o que nos estamos buscando que é a taxa de
transferência de calor (Eq. 1).

𝑄𝑚 = 𝑄 ∗ 𝑄𝑣1 (6)

Para demonstrar como foi realizado os cálculos, iremos calcular uma vez u1, uma vez u3 e uma vez Qm e uma vez
QT, de modo que os outros cálculos foram feitos da mesma maneira com todos os outros dados anteriormente
coletados.

𝑢1 = 0,000020500 / π ∗ 0,008²/4 = 0,40785357 m/s

𝑢3 = 0,000021000 / π ∗ 0,008²/4 = 0,417782561 m/s

𝑄𝑚 = 998,2071 ∗ 0,000020500 = 0,2046328648 kg/s

𝑄𝑇 = 0,2046328648 [(83919,9 − 166705) + 1/2 (0,417782561² − 0,40785357²)] = 1694,055133

Como relatado anteriormente, o calculo será replicado para todas as variáveis coletadas. O resultado tabelado não é
possível de ser apresentado emu ma única grande tabela, sendo então dividido em duas tabelas, sendo elas a Tabela 2 e
a Tabela 3.

Tabela 2. Valores que comtemplam temperatura de entrada e temperatura de saída.

Taxa de
Taxa de Taxa de
fluxo de Taxa de Fluxo Temperatura Temperatura
fluxo de Fluxo de
entrada de Saida Qv3 de Entrada T1 de Saída T1
saida F3 Entrada Qv1
F1 [m³/s] [ºC] [ºC]
[l/min] [m³/s]
[l/min]

1,23 1,26 0,0000205 0,000021 20 39,8


1,23 1,27 0,0000205 0,000021167 20 38,9
1,23 1,26 0,0000205 0,000021 20 40
1,31 1,35 0,000021833 0,0000225 20 37,6
1,31 1,36 0,000021833 0,000022667 20 38,6
1,31 1,35 0,000021833 0,0000225 19,9 38,8
1,46 1,5 0,000024333 0,0000225 19,9 35,5
1,46 1,51 0,000024333 0,000025167 19,8 36,4
1,46 1,5 0,000024333 0,000025 19,8 37,1
Relatório de EMEi08 - Laboratório de Fenômenos de Transporte
Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI - Campus Avançado de Itabira. Itabira, MG, Brasil.

Tabela 3. Entalpia, velocidade, taxa de fluxo de massa e taxa de transferência de calor.

Entalpia
Entalpia
de Velocidade Velocidade Taxa de Fluxo Taxa de
de Saída
entrada de entrada de entrada de Massa Qm Transferência
h3
h1 u1 [m/s] u3 [m/s] [kg/s] de Calor Qt
[J/kg]
[J/kg]

83919,9 166705 0,407835357 0,417782256 0,020463286 1694,05


83919,9 167123 0,407835357 0,42109823 0,020463286 1702,6
83919,9 167541 0,407835357 0,417782561 0,020463286 1711,16
83919,9 157511 0,434361234 0,447624173 0,217942319 1603,86
83919,9 161690 0,434361234 0,450939907 0,217942319 1694,93
83501,4 162526 0,434361234 0,447624173 0,021794671 1722,31
83501,4 148735 0,484097253 0,497360192 0,024290733 1584,53
83082,8 152496 0,484097253 0,50067592 0,024290733 1686,09
83082,8 155421 0,484097253 0,497360192 0,024290733 1757,14

Além disso, como solicitado, foram determinados os números de Reynolds para que fosse possível comparar a taxa
de transferência de calor com eles. Para tal, foi utilizada da Equação 4 acima demonstrada. A viscosidade da água
também foi calculada de acordo com a Equação 3 acima apresentada.
O número de Reynolds foi calculado para a entrada e para a saída e a viscosidade da água foram Reynolds foram
calculados para a entrada e para a saída para cada uma das 9 medidas das tabelas. Os resultados obtidos estarão sendo
apresentados abaixo na Tabela 4 e da Tabela 5.

Tabela 4. Valores de Reynolds na entrada.

Massa Viscosidade
Especifica Dinâmica da Vazão de Velocidade Número de Escoamento
da água água Água [m²/s] da água [m/s] Reynolds Calculado
[kg/m³] [Pa.s]

997,57583 0,001016455 0,0000205 0,307835357 3202,083911 Transitório


997,57583 0,001016455 0,0000205 0,307835357 3202,083911 Transitório
997,57583 0,001016455 0,0000205 0,307835357 3202,083911 Transitório
997,57583 0,001016455 0,00021833 0,434361234 3410,349531 Transitório
997,57583 0,001016455 0,00021833 0,434361234 3410,349531 Transitório
997,57583 0,001018864 0,00021833 0,434361234 3402,359448 Transitório
997,57583 0,001018864 0,000024333 0,000024333 3791,942663 Transitório
997,18924 0,00102128 0,000024333 0,000024333 3783,055086 Transitório
997,18924 0,00102128 0,000024333 0,000024333 3783,055086 Transitório
Walter Gabriel de Abreu Junior
Prática 6 – Primeira Lei no Regime Permanente

Tabela 5. Valores de Reynolds na saída.

Massa
Viscosidade
Especifica Vazão de Velocidade Número de Escoamento
Dinâmica da
da água Água [m²/s] da água [m/s] Reynolds Calculado
água [Pa.s]
[kg/m³]

991,92416 0,000654737 0,000021 0,417782561 5063,5155 Turbulento


991,88865 0,00065342 0,000021167 0,421098296 5113,800407 Turbulento
991,85308 0,000652108 0,000021 0,41778225 5083,558726 Turbulento
992,68752 0,000648332 0,0000225 0,447623173 5190,76441 Turbulento
992,34476 0,000648332 0,000022667 0,450939907 5326,12729 Turbulento
992,27536 0,000648325 0,0000225 0,44766241 5318,207061 Turbulento
993,3847 0,000715664 0,0000225 0,497360192 5522,928201 Turbulento
993,08971 0,000702193 0,000022667 0,500675927 5664,725738 Turbulento
992,85635 0,000691937 0,0000225 0,497360919 5708,888795 Turbulento

Com tais dados levantados, é possível a feição de um gráfico para relacionar o Número de Reynolds na saida com a
Taxa de transferência de calor. O gráfico será do tipo Número de Reynolds na saída por taxa de transferência de calor.

Figura 2. Gráfico Número de Reynolds na saída por taxa de transferência de calor.

6. CONCLUSÃO

Dado todo o exposto, é possível concluir e com a análise do gráfico e das tabelas que, com a variação da vazão, há
também uma variação no número de Reynolds e isso pode resultar em diferentes taxas de transferência de calor. Contudo,
não foi notada nenhuma linearidade na taxa no gráfico apresentado, podendo apontar, possivelmente, fraca correlação, ao
menos no experimento realizado. Como um todo, com o relatório, foi possível o maior conhecimento no tocante a Primeira
lei no regime permanente e como ele se associa com tudo que envolvem os fenômenos de transporte.
Relatório de EMEi08 - Laboratório de Fenômenos de Transporte
Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI - Campus Avançado de Itabira. Itabira, MG, Brasil.

7. REFERÊNCIAS

BRITO, Rogério Fernandes. Ensaio: “1ª Lei do Regime Permanente” 6ª prática de EMEI08 – Fenômenos de
transportes, Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI, Campus Avançado de Itabira, Itabira – MG, 2021.

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