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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

AO JUÍZO DA 1ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE RIBEIRÃO DAS NEVES - MG

Autos n.: 0002102-85.2016.8.13.0231

LETÍCIA CAROLINA PEREIRA MARQUES, já devidamente qualificada nos autos da


ação penal em epígrafe, por intermédio da DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS, no exercício de sua autonomia preconizada no §2º do art. 134 da Constituição da
República Federativa do Brasil e no uso de sua competência legal prevista no art. 4º da Lei
Complementar Federal 80/94 e nos arts. 4º e 5º da Lei Complementar Estadual 65/03, pela
Defensora Pública abaixo assinada, vem perante Vossa Excelência, com fulcro no artigo 593, inciso
I, do CPP, interpor RECURSO DE APELAÇÃO contra a r. sentença de fls. 425/425-v, desde já
apresentando as razões do apelo.

Termos em que pede deferimento.

Ribeirão das Neves, 01 de julho de 2021.

GIULIA GONZALEZ PRIETO TORRES


DEFENSORA PÚBLICA
MADEP 0953

1ª Defensoria Criminal
Rua Onofre de Oliveira, 252 - Centro, Ribeirão das Neves/MG. Telefones: 31 3624-2239
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

RAZÕES DE APELAÇÃO

Recorrente: LETÍCIA CAROLINA PEREIRA MARQUES


Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Autos n. 0002102-85.2016.8.13.0231
Origem: 1ª Vara Criminal da Comarca de Ribeirão das Neves/MG

Egrégio Tribunal,
Colenda Câmara,
Ínclitos Desembargadores,
Douta Procuradoria de Justiça
Douta Defensoria Pública em atuação junto ao E.TJMG

1. DA SÍNTESE PROCESSUAL

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais imputa à acusada a prática do crime


previsto no artigo 121, § 2º, incisos II e IV, na forma do artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal.

Foram acostados ao presente feito boletim de ocorrência (fls. 07/11), auto de


corpo de delito da vítima (fls. 52/55), auto de corpo de delito de Lourdes Augusta Pereira (fls.
56/57) e relatório circunstanciado de investigações (fls. 58).

A denúncia foi recebida em 25 de Fevereiro de 2016.

Citada pessoalmente (fls. 80/81), a acusada apresentou resposta à acusação às fls.


99.

Em audiência de instrução e julgamento foram colhidos os depoimentos da vítima


e das testemunhas arroladas pelas partes, bem como colhido o interrogatório da acusada (fls.
130/134, 152, 179 e 202/203).
O Ministério Público, em sede de alegações finais, requereu a pronúncia da
acusada, na forma como consta da denúncia (fl. 274/276-v). A Defensoria Pública que pleiteou
pela desclassificação do delito de homicídio qualificado tentado para o crime de lesão corporal
(fls. 277/281).

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Sobreveio sentença, em fl. 425/425-v, condenando apelante a pena definitiva de 12


(doze) anos de reclusão e, devido a modalidade tentada considerando o inter criminis percorrido,
reduziu a pena em 1/3, fixando a pena em 08 (oito) anos de reclusão no regime.

Ademais, houve detração, concretizando a pena em 06 (seis) anos, 06 (seis) meses e


13 (treze) dias de reclusão a serem cumpridos em regime semiaberto. O Ministério Público não
recorreu.

Após, foi aberta vista à Defensoria Pública.

2. DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE

A sentença condenatória é impugnável por meio do recurso de apelação, nos moldes


do artigo 593, I, do Código de Processo Penal.

O recurso é tempestivo, notadamente em razão da prerrogativa legal da Defensoria


Pública de contagem em dobro dos prazos processuais.

Tratando-se de ação penal pública, e sendo a apelante economicamente


hipossuficiente, assistida pela Defensoria Pública, não há que se falar em preparo, não havendo
qualquer fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer.

Assim, presentes os requisitos objetivos e subjetivos de admissibilidade, o presente


recurso deve ser conhecido por este E. Tribunal de Justiça.

3. DO MÉRITO

3.1 DO JULGAMENTO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIO ÀS PROVAS DOS AUTOS.

Inicialmente cumpre salientar que da análise detida dos autos é notório que os
membros do Conselho de Sentença se equivocaram quando da votação dos quesitos que lhes
foram submetidos, uma vez que contrariaram expressamente as provas acostadas aos autos.

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Consoante o acerto probatório, imperativo o reconhecimento da desclassificação da conduta para


lesão corporal, em razão da desistência voluntária.

3.1.1 DA DESCLASSIFICAÇÃO PARA LESÃO CORPORAL

A irresignação do presente recurso cinge-se, dentre outros fundamentos, no fato da


decisão do Conselho de Sentença foi contrário à prova dos autos.

Destarte, faz-se mister uma análise mais acurada de todas as provas constantes nos
presentes autos, para que assim possa ficar claro à Vossas Excelências a tese de que a decisão dos
jurados não encontra amparo nas provas colhidas durante toda a instrução processual.

Consta na denúncia, em síntese que:

[...] No dia 31 de dezembro de 2015, por volta das 19h12min, na Avenida


Dois, n° 142, Município de Ribeirão das Neves/MG, a denunciada com
animus necandi, desferiu golpes de faca contra Maria Natalina Pereira,
causando-lhe os ferimentos descritos no Exame de Corpo de Delito
Indireto de fls. 52/55. Assim procedendo à acusada deu início à execução
de um crime de homicídio que somente não se consumou por
circunstâncias alheias a sua vontade [...]

No presente caso, data vênia, equivocou-se o representante do Órgão Ministerial,


posto que, a partir da análise dos autos é clara a constatação de que não há qualquer manifestação
convincente sobre a presença do animus necandi por parte da apelante. Portanto, não existe nos
autos qualquer prova judicial de que a recorrente realmente teria a intenção de ceifar a vida da
vítima.

As provas dos autos demonstram, de maneira clara e induvidosa que a intenção da


acusada era agredir fisicamente a vítima após uma discussão familiar, inclusive, é de se registrar
que se a acusada tivesse a intenção de matar a vítima teria continuado em sua empreitada
criminosa.

Ao contrário, após cessar a agressão a apelante dirigiu-se até a sua casa para

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pegar uma bolsa de roupas e ir embora. Tal afirmativa se confirma pelo depoimento em juízo
da testemunha Cleidson Fernando do Carmo, policial militar que efetuou a prisão da apelante (fl.
272):

[...] que não conhecia a acusada do meio policial; que não conhecia Maria
Natalina e Lourdes Augusto do meio policial; que foi até o local dos fatos
no dia em que os mesmos ocorreram; que a ré estava saindo do local
dos fatos quando foi abordada pelos PM’s; que ela estava apenas
com uma bolsa com as roupas dela [...]

Destarte, é de se asseverar que se fosse à intenção da apelante cometer o


homicídio esta iria procurar outro meio de atacar a vítima e não sair do local dos fatos,
posto que não havia nenhum empecilho que impedisse recorrente de prosseguir na prática
criminosa.

Neste contexto, a decisão do Concelho de Sentença não tem apoio em prova alguma e
foi proferida ao arrepio de tudo quanto se mostra nos autos.

Ora, não havendo nos autos prova produzida sob o crivo do contraditório capaz de
justificar a opção dos jurados, como in casu, deve o Tribunal de Justiça anular o julgamento do
Conselho de Sentença. No presente caso, verifica-se que a decisão dos jurados foi arbitrária, sem
qualquer sustentação na prova, sendo hipótese de cassação do veredicto. Neste sentido:

JÚRI - HOMICÍDIO QUALIFICADO - DECISÃO MANIFESTAMENTE


CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS - CASSAÇÃO DO VEREDICTO -
IMPERATIVIDADE.
- Os indícios de autoria autorizam a pronúncia do réu, mas não a sua
condenação, que deve se embasar em provas.
- Quando o veredicto popular for totalmente divorciado do contexto
probatório deve ser ele cassado, por manifestamente contrário à prova
dos autos.
- A condenação criminal embasada exclusivamente na vida pregressa do
réu, por ter sido contumaz praticante de homicídios na sua adolescência,

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e não no acervo produzido nos autos, é manifestamente contrária à prova


dos autos.
TJMG, Apelação Criminal 1.0313.16.002218-9/003, 4ª CÂMARA
CRIMINAL, Relator(a) Des.(a) Júlio Cezar Guttierrez, DJ 13/03/2019

Logo, é de rigor a decretação de nulidade do julgamento do Conselho de Sentença no


caso em tela, com base no art. 593, III, alínea “d” e § 3º, do Código de Processo Penal.

3.2 DA DOSIMETRIA DA PENA

Eventualmente, quanto ao tópico referente aos cálculos dosimétricos, passa-se a


expor os pontos que em a r. sentença merece ser reformada.

3.2.1 DA PENA DEFINITIVA

A r. sentença recorrida fixou a pena definitiva em 08 (oito) anos de reclusão. Para


tanto, foi reconhecida a incidência de tentativa reduzindo a pena na fração de 1/3.

Contudo, o Magistrado se equivocou na determinação do percentual de diminuição


previsto para o crime tentado (art.14, parágrafo único, do Código Penal), razão pela qual, a
respeitável sentença merece ser reformada, uma vez que, não houve fundamentação adequada
e, como leciona Rogério Greco:

“O percentual de redução não é meramente opção do julgador, livre de


qualquer fundamento. Assim, visando trazer critérios que possam ser
aferidos no caso concreto, evitando decisões arbitrárias, entende a
doutrina que quanto mais próximo o agente chegar da consumação da
infração penal, menor será o percentual de redução; ao contrário quanto
mais distante o agente permanecer da consumação do crime, maior será
a redução.”1

1
GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal: parte geral. 17. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2015.
p. 321.

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Frise-se: não houve fundamentação na sentença a justificar a incidência da


fração mínima pela nobre magistrada de piso, constando somente a seguinte informação
na referida decisão: “Considerando que o crime foi cometido na modalidade tentada e o
iter criminis percorrido, reduzo a pena em 1/3” (fl.425). Nota-se deste modo que não houve
fundamentação por parte da nobre magistrada.

Outro lado, verifica-se que o Exame de Corpo de Delito de fl. 52, atesta que as
lesões causadas pela agressão à vítima além de não resultarem perigo de vida, não
confirmaram a possibilidade de incapacidade da vítima para as ocupações habituais por
mais de 30 dias.

Desta feita, o critério utilizado para determinar o quantum a ser diminuído advém do
iter criminis percorrido e não da probabilidade presumida de consumação.

Acerca disso, brilhante é o recente posicionamento jurisprudencial do Superior


Tribunal de Justiça, senão vejamos:

PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO.


INADEQUAÇÃO. FURTO TRIPLAMENTE QUALIFICADO TENTADO.
DOSIMETRIA. MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA. BIS IN IDEM
NÃO EVIDENCIADO. QUANTUM DE REDUÇÃO PELA TENTATIVA.
CRITÉRIO DO ITER CRIMINIS PERCORRIDO OBSERVADO. MAIORES
INCURSÕES QUE DEMANDARIAM REVOLVIMENTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. REGIME PRISIONAL FECHADO DEVIDAMENTE
APLICADO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIA
JUDICIAL DESFAVORÁVEL. PENA INFERIOR A 4 ANOS DE RECLUSÃO.
REINCIDÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. WRIT
NÃO CONHECIDO. [...] 4. O Código Penal, em seu art. 14, II, adotou a teoria
objetiva quanto à punibilidade da tentativa, pois, malgrado semelhança
subjetiva com o crime consumado, diferencia a pena aplicável ao agente
doloso de acordo com o perigo de lesão ao bem jurídico tutelado. Nessa
perspectiva, a jurisprudência desta Corte reconhece o critério de
diminuição do crime tentado de forma inversamente proporcional à
aproximação do resultado representado: quanto maior o iter criminis

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percorrido pelo agente, menor será a fração da causa de diminuição. [...]


(HC 422.519/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA,
julgado em 20/02/2018, DJe 26/02/2018)

No mesmo sentido é o entendimento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais:

EMENTA: QUANTUM DE REDUÇÃO DA TENTATIVA - AUSÊNCIA DE


FUNDAMENTAÇÃO - APLICAÇÃO DA FRAÇÃO MÁXIMA DE REDUÇÃO –
NECESSIDADE O quantum aplicado em virtude do reconhecimento
da minorante da tentativa deve assentar-se no iter criminis
percorrido. Todavia, se o magistrado sentenciante fixou-o sem a
devida fundamentação, alternativa não há senão a aplicação da
fração máxima por esta instância revisora. (DESEMBARGADORA
KARIN EMMERICH - REVISORA) [...] (TJMG - Apelação Criminal
1.0704.17.010590-9/001, Relator(a): Des.(a) Wanderley Paiva , 1ª
CÂMARA CRIMINAL, julgamento em 18/12/2018, publicação da súmula
em 24/01/2019)

EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL - FURTO QUALIFICADO PELO


ROMPIMENTO DE OBSTACULO - ABSOLVIÇÃO COM BASE NA
INSUFICIÊNCIA DE PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - AUTORIA E
MATERIALIDADE DEMONSTRADAS - DECOTE DA QUALIFICADORA -
INVIABILIDADE - FRAÇÃO DA TENTATIVA - MAIOR AVANÇO EM
RELAÇÃO AO MOMENTO DA CONSUMAÇÃO - MANUTENÇÃO. I. Nos
crimes contra o patrimônio, a apreensão da res na posse do agente,
aliada aos demais indícios, são elementos de convicção suficientes para
afastar a tese absolutória baseada na insuficiência de provas. II. Não há
que se falar em decote da qualificadora quando ela foi devidamente
comprovada ao longo da ação penal. III. O quantum aplicado em
virtude do reconhecimento da minorante da tentativa deve
assentar-se no iter criminis percorrido, ou seja, pelo maior ou
menor avanço em relação ao momento da consumação do crime. IV.
A pena privativa de liberdade igual ao inferior a um ano não pode ser
substituída por duas restritivas de direitos. [...] (TJMG - Apelação

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Criminal 1.0024.14.192190-8/001, Relator(a): Des.(a) Alberto Deodato


Neto , 1ª CÂMARA CRIMINAL, julgamento em 11/12/2018, publicação
da súmula em 23/01/2019)

Assim, o juízo a quo se equivocou ao prolatar a sentença aplicando o patamar de 1/3


de diminuição da pena em razão da incidência do crime tentado (art. 14, parágrafo único, do
Código Penal), uma vez que as provas colhidas em sede judicial demonstraram de forma
inequívoca que a Apelante não se aproximou da consumação.

Razão pela qual, deve a respeitável sentença ser reformada nesse sentido, para que
haja a aplicação do patamar máximo legal de 2/3 (dois terços), posto que diante dos fatos a
Apelante não chegou próximo da consumação do delito que lhe é imputada.

4. DO PREQUESTIONAMENTO

Prequestiona-se, com o expresso intuito de viabilizar eventual recurso especial e


extraordinário, os temas abordados no presente tópico diretamente enfrentado por este E.
Tribunal de Justiça, analisando-os sob a ótica do artigo 14, parágrafo único, do Código Penal; bem
como artigo 5º, caput, e incisos, da Constituição Federal.

5. DA CONCLUSÃO

Ante o exposto, requer seja o recurso conhecido e provido, para declarar nulo o
julgamento realizado pelos jurados, uma vez que manifestamente contrária às provas dos autos,
sujeitando-se a apelante a novo julgamento, com base no art. 593, III, alínea “d” e § 3º, do Código
de Processo Penal.

Subsidiariamente, requer seja o recurso conhecido e provido, para reformar a


sentença primeva com os fins de reduzir a pena definitiva na fração de 2/3 tendo em vista a
incidência da tentativa e as provas colhidas nos autos, com base no art. 14, parágrafo único, do
Código Penal.

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Por fim, requer, ainda, sejam diretamente enfrentadas as teses suscitadas no


prequestionamento, para viabilizar a eventual interposição de recurso especial e/ou
extraordinário, assim como a concessão dos benefícios da justiça gratuita ao recorrente, na
forma do art. 45, inc. II, da Lei Complementar Estadual nº 65/03, especialmente no que tange a
isenção de custas, nos termos dos artigos 98 e seguintes do Código de Processo Civil, por se tratar
de acusado pobre no sentido legal, sendo assistido pela Defensoria Pública.

Destaca as prerrogativas funcionais do Defensor Público, notadamente a intimação


pessoal e a entrega dos autos com vista, assim como a contagem de todos os prazos em dobro
(art. 74, inc. I, da Lei Complementar Estadual nº 65/03 e art. 128, inc. I, da Lei Complementar
Federal nº 80/94.

Termos em que pede deferimento.

Ribeirão das Neves, 01 de julho de 2.021.

GIULIA GONZALEZ PRIETO TORRES


DEFENSORA PÚBLICA
MADEP 0953

MICHAEL FREDERICO RIBAS MORAES


ESTAGIÁRIO DA DPE/MG

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