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PROJETOS CONTATO (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTATO/)
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Entenda sobre Política Fiscal em Planos de Governo


Publicado em 18 de novembro de 2021 Conteúdos relacionados
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Em 2022 temos eleições presidenciais. Há apenas indicações de potenciais candidaturas,
e estamos longe de ter programas de governo na mesa. Porém, alguns desafios da
economia brasileira vêm de longa data, e precisarão ser encarados nas propostas dos
candidatos. (htt
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Muitas ideias, porém, não CONTEÚDO
serão viáveis. Teremos de fazer escolhas duras no âmbitoSOBRE
(HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTEUDO/) das NÓS O QUE FAZEMOS FAÇA PARTE
políticas públicas. Hoje iniciamos uma série de artigos, fruto de uma parceria entre o Por
Quê? – Economês e financês em bom português e o Politize!, para PROJETOS CONTATO (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTATO/)
discutir elementos
e.com.br/) econômicos
(https://www.politiz presentes em planos de governo , com o intuito de torná-los mais acessíveis
DOAR AGORA (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/DOE/)
aos cidadãos. Neste texto, abordaremos a política fiscal.

(https://forms.gle/xLCf9R1vazqiHtbq8)

Antes de mais nada, o que é política fiscal?


Política fiscal (https://www.politize.com.br/politica-fiscal-monetaria-e-cambial/) é a
gestão das finanças do governo, e envolve gastos, impostos, déficit público e dívida
pública (veremos a seguir o que isso significa). O governo tem uma série de despesas
(saúde, educação, aposentadorias, programas de transferência de renda, subsídios,
salários de servidores, juros a credores etc.) e precisa arrecadar recursos para cobri-las.
Boa parte desses recursos vem dos impostos (https://www.politize.com.br/impostos-
afinal-por-que-existem/) que pagamos.
 Frequentemente, o governo gasta mais do que arrecada. Para financiar essa diferença –
chamada de déficit público –, o governo precisa tomar emprestado, o que aumenta a
dívida pública. Essa dívida tem um custo, já que o governo precisa remunerar os
credores com juros. E quanto maior a taxa de juros e o tamanho da própria dívida,
maior será essa conta.

Como analisar a política fiscal em um plano de


governo?
De início, é importante desconfiar de promessas que envolvam aumentos exagerados de
gastos públicos ou cortes substanciais de impostos. Não é segredo que as contas
públicas brasileiras (https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2021/09/22/governo-
melhora-projecao-de-deficit-primario-em-2021-para-r-139-bilhoes.htm) estão em uma
situação delicada. Hoje, o governo gasta mais do que arrecada, mesmo sem incluir o
pagamento de juros da dívida. Isso vem impulsionando a dívida pública, que já é grande
se comparada a de outros países emergentes
(https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2021/06/29/brasil-segue-com-
divida-alta-e-mais-custosa-que-pares-emergentes-diz-tesouro.htm). [1] 
Considerando isso, todo programa de governo (https://www.politize.com.br/plano-de-
governo/) deveria trazer reflexões sobre o problema da política fiscal e, pelo menos,
cogitar alternativas para não piorá-lo. Já seria um bom começo.
Dadas as demandas sociais do nosso país, como o combate à desigualdade e à pobreza
ou a melhora na qualidade dos serviços públicos, há sim argumentos válidos para a
expansão de gastos. Não se pode esquecer, contudo, que aumentos de gastos exigirão
mais impostos, que podem onerar ainda mais a produção e o consumo, trazendo
impactos negativos sobre o crescimento econômico e a geração de empregos.
Já reduções de impostos podem levar à redução da qualidade dos serviços públicos.
Afinal, essas atividades dependem do dinheiro dos impostos para se manter.
Assim, as propostas de mudanças nos impostos e gastos têm potenciais benefícios (que (htt
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políticos normalmente enfatizam),
CONTEÚDOmas também têm custos que precisam entrar naSOBRE NÓS
(HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTEUDO/) O QUE FAZEMOS FAÇA PARTE
conta do eleitor que avalia diferentes plataformas. 
PROJETOS CONTATO (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTATO/)
e.com.br/) E por que devemos nos preocupar com isso?DOAR AGORA (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/DOE/)
(https://www.politiz
É comum o argumento de que não precisamos nos preocupar com questões de política
fiscal nas propostas dos planos de governo, porque estas “se pagam”. Ou seja: aumentos
de gastos públicos ou reduções de impostos, por exemplo, estimulariam a economia de
tal forma que haveria um crescimento da arrecadação que mais que compensaria o
estímulo inicial.
Apesar desse argumento ter consistência lógica, ele quase sempre não faz sentido
quantitativamente, já que precisaríamos de uma reação muito forte da economia
(https://www.politize.com.br/o-que-e-economia/) para tornar as contas públicas
melhores em uma situação de aumento de gastos ou redução de impostos.
Além disso, há outros custos associados a uma maior desarrumação no lado fiscal. A
dívida cresce mais rápido e fica mais custoso mantê-la. Isso eleva as expectativas de
que esses compromissos não serão honrados no futuro, fazendo com que credores
passem a demandar juros mais elevados para continuar financiando o governo.
A possibilidade de o governo partir para o desespero e se financiar com impressão de
dinheiro também aumenta. Com isso, as expectativas de inflação crescem, o que
dificulta a tarefa do Banco Central (https://www.politize.com.br/banco-central/) de
manter a estabilidade de preços. Ou seja: juros mais altos, mais inflação, menos
crescimento.

Um olhar para a dívida pública


Isso nos traz a uma questão fundamental: a sustentabilidade, no longo prazo, da dívida
pública (https://www.politize.com.br/divida-publica-como-ela-afeta-o-seu-dia-dia/).
Durante alguns anos, principalmente no final da década de 1990 e durante a década de
2000, conseguimos registrar superávits primários – isto é, a diferença entre receitas e
despesas do governo, sem contar o pagamento de juros da dívida. Isso garantia
estabilidade à dívida do governo.
De uns tempos para cá, a receita parou de crescer, mas os gastos não, e passamos a
ficar no vermelho nessa rubrica, com sucessivos anos de déficits primários. Ou seja, o
governo federal gasta mais do que arrecada, mesmo sem contar os juros da dívida.
Diante dessa situação, tivemos uma crise em meados dos anos 2010, com a dívida
brasileira passando a ser vista com desconfiança pelos credores. Os juros foram para as
nuvens, a inflação subiu e a economia afundou.
A emenda constitucional do teto dos gastos (https://www.politize.com.br/teto-de-gastos-
publicos/) deu um respiro a essa situação. Ao conter o crescimento da despesa por pelo
menos 10 anos, sinalizou o retorno dos superávits primários no futuro. Assim, a dívida
brasileira passou a ter um perfil menos arriscado, o que possibilitou cortes sucessivos de
juros.
Entretanto, o teto também tem seus problemas, uma vez que ele impõe rigidez às contas
públicas. Ele dificulta, por exemplo, que o governo aja de maneira anticíclica, isto é, que
expanda seus gastos em momentos em que a economia fraqueja, compensando com
gastos menores nos períodos de “vacas gordas”. Durante a pandemia foi possível
“desligar” temporariamente essas regras, em função do estado de calamidade pública.
Mas o teto dificulta essa atuação contracíclica do governo em momentos difíceis, porém
menos extremos que uma pandemia. 

Atenção ao teto de gastos!


  Muito provavelmente, os candidatos falarão sobre o teto dos gastos (htt
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(https://www.politize.com.br/teto-de-gastos-publicos/) na próxima eleição. Esse é um
CONTEÚDO (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTEUDO/) SOBRE NÓS O QUE FAZEMOS FAÇA PARTE
ponto importante para discutirmos como sociedade. Ele será mantido como está?
Haverá ajustes? Ou simplesmente o removeremos? PROJETOS CONTATO (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/CONTATO/)
e.com.br/) Com certeza
(https://www.politiz teremos propostas para revogar a lei inteiramente. Mas é importanteDOAR AGORA (HTTPS://WWW.POLITIZE.COM.BR/DOE/)
ressaltar que simplesmente acabar com o teto, sem colocar nada em seu lugar, não é
uma boa estratégia: é importante propor uma regra fiscal que o substitua, com vistas a
manter a percepção de que nossa dívida é sustentável.
Este é o primeiro de uma série de textos sobre aspectos econômicos dos planos de
governo. Fique atento aos nossos canais. E não se esqueça de deixar a sua opinião nos
comentários!
Referências
[1] UOL Economia – Brasil segue com dívida alta e mais custosa que pares emergentes,
diz Tesouro (https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2021/06/29/brasil-
segue-com-divida-alta-e-mais-custosa-que-pares-emergentes-diz-tesouro.htm?
cmpid=copiaecola)
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Economista da plataforma Por Quê?

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