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CEM-ME-16

Ensino Médio
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Manual do Educador
AGNUS Educação e Tecnologia
Alameda Terracota 2015 sala 216
Sumário
Bairro Cerâmica – São Caetano do Sul – S.P. A metodologia apresentada pela
CEP: 09531-190
Telefone: +55 11 4266-0609 Agnus Educação nos fascículos
de Educação Tecnológica: Ensino Médio 2
Obra realizada e licenciada por
EDACOM TECNOLOGIA EM Grade de competência e habilidades 15
SISTEMAS DE INFORMATICA LTDA.
Movimentos
Direção Educacional e Produção Editorial:
Ativ. 1 - Movimentos e medidas de tempo 20

TA
Maristela Lobão de Morais Sarmento
Autores: Maurício Pietrocola, Ativ. 2 - Luz, câmera, ação! 22
Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ativ. 3 - Cesta! Três pontos! 24
Milton Schivani, Renata de Andrade e
Talita Raquel Luz Romero Dinâmica

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Editores: Ana Paula Uchoa, Diana Maia e Ativ. 1 - Galileu e o movimento da Terra 26

o)
Editora Uirapuru Ativ. 2 - Pisa no freio 30

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Designers gráficos: Daniel Coscito,

id
Ativ. 3 - O resgate 34
Ewerton Hissao e Haiana Souza
Ilustradores: Marcello de Souza e
Ativ. 4 - Atrito entre superfícies 37

uz
Quitanda Design Energia e potência
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Revisor: Paulo Roberto de Morais Ativ. 1 - Investigando o solo 42

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Colaboradores: Equipe da STAE Tecnologia
Ativ. 2 - Quantidade de movimento 45
Educacional (PE), Nicole Favero e
Wellington Allegro Ativ. 3 - Colisões 47
Adaptação da Coleção para uso com o Ativ. 4 - Clube do canhão 49
Conjunto EV3: Editora Uirapuru e
Máquinas e equilíbrio
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Arthur Sacek, Jéssica Ferrari, Victor Daga,
Kevyn Tuleu Ativ. 1 - Elevador 54
Ativ. 2 - Carro com marcha 56
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Ativ. 3 - Empilhadeiras 59
Ativ. 4 - Carga pesada 61
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s

Termodinâmica
Ativ. 1 - O equivalente mecânico do calor 66
e
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Ativ. 2 - O modelo cinético molecular da matéria 68


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Ativ. 3 - Conforto térmico 70


Ativ. 4 - Estufas agrícolas 73
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Meio ambiente e ondas


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Ativ. 1 - Sonar 78
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Ativ. 2 - Sismógrafo 80
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ativ. 3 - Gerador de ondas 83
Programa INVENTUS Educação Tecnológica: educador /
Ativ. 4 - Gramofone 85
Maurício Pietrocola... [et al.]. - - 1.ed.- -São Caetano do
Sul, SP: Agnus Educação e Tecnologia, 2016.
Modos de percepção
(Programa INVENTUS Educação Tecnológica) Ativ. 1 - Conforto luminoso 90
Ativ. 2 - Cinema 92
ISBN 978-85-93182-27-3
Ativ. 3 - Fotógrafo lambe-lambe 94
1. Ensino Médio. 2. Física. 3.Tecnologia. I. Rouxinol,
Ativ. 4 - Microscópio 96
Estevam. II. Brockington, Guilherme. IIl. Schivani, Milton. IV.
Andrade, Renata de. V. Romero, Talita Raquel Luz. Vl. Título.
Armazenamento de
VII. Série. informação e entretenimento
Ativ. 1 - Toque musical 100
CDD - 530 Ativ. 2 - Ressônancia 102
Ativ. 3 - Código de barras 104
EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA
ENSINO MÉDIO

MANUAL DO EDUCADOR

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Maurício Pietrocola, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Milton Schivani,


Renata de Andrade e Talita Raquel Luz Romero
1a edição
São Caetano do Sul – SP
Agnus Educação e Tecnologia
2016
A METODOLOGIA APRESENTADA PELA AGNUS EDUCAÇÃO NOS
FASCÍCULOS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA: ENSINO MÉDIO

Principais pressupostos e ações educativas construção. De acordo com o Relatório Jacques


Delors, os 4 Pilares são:
O presente século colocará em xeque a educação.
É cada vez maior o consenso de que ela deverá • Aprender a conhecer, que indica o interesse
transmitir aos alunos não apenas saberes e a abertura para o conhecimento.
(conhecimentos), mas também o saber-fazer
(conhecimento prático), adaptado à civilização • Aprender a fazer, que enfoca a coragem de

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cognitiva, que é a base das competências para o executar, correr riscos e, até mesmo, errar
futuro. Em suma, “à educação cabe fornecer, de buscando acertar.
algum modo, os mapas de um mundo complexo

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e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, • Aprender a conviver, que traz o desafio

o)
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a bússola que permita navegar através dele”. da convivência, do respeito a todos e da

id
(Delors, Jacques. Educação: um tesouro a fraternidade como caminho do entendimento.

uz
descobrir. UNESCO, MEC. São Paulo: Cortez Editora, CO
1999. p. 89). • Aprender a ser, que explicita o papel do

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cidadão e o sentido da vida.
De acordo com essa visão, o mero acúmulo de
conhecimentos durante toda uma vida já não é É importante ressaltar que esses 4 Pilares estão
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uma prática possível, tampouco adequada ao imbricados entre si e vão contribuir para a
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estudante. Isso significa que ele deve aproveitar formação holística do aluno.
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e explorar ao máximo todas as oportunidades de


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atualizar-se, aprofundar e enriquecer as primeiras • Aprender a conhecer, que não está ligado
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aprendizagens educacionais, a fim de adaptar-se a apenas à aquisição de conhecimentos, mas ao


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um mundo em constante transformação. desenvolvimento do aprender a aprender, ou seja,


e
(n GR

Os membros da Comissão Internacional sobre a capacidade de responsabilizar-se pela própria


od

Educação para o Século XXI, coordenada por educação. Este pilar consiste em fazer com que o
Jacques Delors, compreenderam ser indispensável aluno compreenda o mundo que o rodeia, torne‑se
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assinalar novos objetivos à educação, mudando a “amigo da ciência” para toda a vida, adquira uma
ão

ideia que se tem de sua utilidade. cultura geral vasta, desenvolva a capacidade de
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trabalhar diversos assuntos e exercite a atenção,


• Fazer com que as pessoas possam descobrir, a memória e o raciocínio. Neste Programa de
recuperar e fortalecer seu potencial criativo, Educação Tecnológica para o Ensino Médio, a
ou seja, revelar o tesouro que está escondido competência mais trabalhada, e que é derivada
em cada uma delas. dos dois tipos de aprender citados acima, será o
aprender a pensar, a raciocinar. Para aperfeiçoar
• Fazer com que as pessoas construam essa competência, serão ensinadas aos alunos
competências e habilidades que lhes permitam oito habilidades intelectuais complexas, ligadas
alcançar o desenvolvimento pleno e integral. ao autodesenvolvimento e ao desenvolvimento do
raciocínio lógico: autossuficiência, capacidade de
Nesse sentido, a Comissão preconizou e propôs autoavaliação, capacidade de pesquisa, capacidade de
4 Pilares para a Educação do Século XXI, resolução de problemas, capacidade de transferência,
como princípio organizador desse processo de criatividade, expressão oral e escrita e flexibilidade.

2
• Aprender a fazer e aprender a conhecer, quanto possível, donos do próprio destino” (Delors
que são praticamente indissociáveis, uma vez et al., 1996). Neste Programa serão trabalhadas
que primeiro se aprende a conhecer e depois qualidades pessoais, divididas em atitudes para
aprende-se a fazer. Em uma sociedade altamente o trabalho em equipe (aprender a conviver), e
tecnológica, é preciso ampliar o desenvolvimento habilidades intelectuais complexas (aprender a
das competências de gestão dos alunos, que pensar).
objetivam torná-los capazes de gerenciar projetos, Aos 4 Pilares de Delors, foi acrescentada, no Programa
otimizar recursos, trabalhar em equipe, enfim, Ensino Médio da Agnus Educação e Tecnologia,
enfrentar as mais diversas situações que se uma competência maior: o aprender a agir, que
apresentam no dia a dia e ao longo de toda a vida. é resultado da potencialização dos pilares descritos

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Neste Programa, a competência do aprender a acima. Na verdade, essa competência pressupõe saber
fazer coloca em ação as habilidades psicomotoras agir em todas as situações do cotidiano, tomando
dos alunos por meio da montagem de protótipos. decisões, organizando atividades, coordenando ações,

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o)
• Aprender a conviver, por sua vez, otimizando recursos humanos e materiais.

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desenvolve a compreensão em relação ao A metodologia que, a nosso ver, é a mais adequada

id
próximo e a percepção de que os seres humanos para trabalhar concomitantemente com todas essas

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são dependentes entre si. Assim, eles conseguem aprendizagens é a Experiência de Aprendizagem
CO
realizar projetos comuns e administrar conflitos Mediada. Ela permite que seja criada uma ponte

od
que eventualmente surjam. Em vez de competição, de significado do aprender a fazer (dimensão
a escola promove a cooperação, transmitindo concreta) com o aprender a pensar (dimensão
conhecimentos sobre a diversidade humana e abstrata). Assim, no primeiro momento (fazer),
A
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permitindo que os alunos tenham entendimento das é desenvolvido predominantemente o raciocínio
semelhanças e das diferenças que existem entre tecnológico do aluno, com envolvimento da
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eles. Para aperfeiçoar essa competência, serão tecnologia e das ciências (Matemática, Física,
er

ensinadas quinze atitudes ligadas ao trabalho Biologia etc.), e, no segundo momento (pensar ou
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s

em equipe: cooperação, disciplina, empatia, raciocinar), desenvolve-se predominantemente o


envolvimento, imparcialidade, iniciativa, raciocínio lógico, com o envolvimento de diversas
e
(n GR

integração, julgamento, liderança emergencial, habilidades intelectuais (planejar atividades,


od

manutenção do diálogo, objetividade na transferir aprendizagens, resolver problemas etc.).


argumentação, participação, prontidão para ouvir, E quanto à iniciação tecnológica prevista nos
O

receptibilidade e reconhecimento das próprias fascículos de Educação Tecnológica: Ensino Médio?


ão

limitações. Como ela é feita?


PR

• Aprender a ser, que contribui para o A Agnus Educação apresenta uma solução
desenvolvimento integral dos alunos: espírito, educacional que proporciona aos alunos as
corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, habilidades necessárias para abordar com confiança
responsabilidade pessoal e espiritualidade. Assim, a sociedade tecnológica.
eles não são preparados apenas para a sociedade Segundo Piaget, “a meta principal da educação
do presente, mas para a sociedade do futuro, é criar homens que sejam capazes de fazer
incorporando, dessa maneira, uma série de valores coisas, não simplesmente de repetir o que outras
e comportamentos adequados para a convivência gerações fizeram... Homens que sejam criativos,
em qualquer tipo de sociedade. Este pilar indica inventivos, que descubram”. Papert amplia a
que a educação deve “conferir a todos os seres teoria dizendo que “o que aprendemos fazendo
humanos a liberdade de pensamento, discernimento, fica muito mais enraizado no subsolo de nossa
sentimentos e imaginação de que necessitam para mente do que qualquer coisa que uma pessoa
desenvolver seus talentos e permanecer, tanto possa nos ensinar falando”. Além disso, o próprio

3
Einstein chegou à conclusão de que “imaginação A estrutura metodológia é desenvolvida em quatro
é mais importante que conhecimento”. Assim, fases.
estimular a aprendizagem por meio da criatividade
é importantíssimo. Nossa metodologia apresenta
aos alunos uma necessidade, um desafio ou
um problema sob a forma de um projeto,
fornecendo‑lhes uma variedade de material que
pode ser usado para resolver o problema dado.
Essa metodologia também encoraja a pesquisa, os
estilos e os ritmos individuais de aprendizagem e

TA
o verdadeiro trabalho em equipe, propondo uma
gama de experiências e situações que ajudam os
alunos a montar seus projetos e a desenvolver

C
o)
capacidades tecnológicas.

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Para incentivar os alunos a abordar os problemas

id
criativamente, utilizam-se conjuntos tecnológicos

uz
da LEGO Education, que incluem blocos, vigas, CO
engrenagens, polias, motores, sensores etc.

od
Esse material de construção – que é designado Contextualizar: nesta fase, o professor faz com que
por seu nome técnico – permite aos alunos o aluno “ligue-se”, “conecte-se”, “plugue- se” a um
construírem seus raciocínios em formas determinado tema, que estabeleça uma conexão
A
re
tridimensionais e quadridimensionais. Os problemas entre os conhecimentos novos e prévios do aluno e
são resolvidos de modos diferentes, o que leva os esteja sempre relacionado a uma prática. É nesta
M

alunos a desenvolver os processos de raciocínio e as fase também que o aluno entrará em contato com
er

habilidades motoras. os conceitos tecnológicos.


p A
s

Os fascículos da Agnus Educação foram Construir: nesta fase, o aluno vai realmente
elaborados no Brasil de acordo com os colocar “mãos na massa”, ou seja, irá fazer uma
e
(n GR

Conteúdos Transversais dos Parâmetros montagem relacionada ao tema explorado durante


od

Curriculares Nacionais (PCNs). a fase de contextualização. Sobre esta fase,


Em suma, a metodologia faz com que os alunos se assim se expressou Seymour Papert: “Quando
O

envolvam em atividades lúdicas, o que lhes possibilita ‘raciocinamos com nossos dedos’ (aprender
ão

compreender na prática conceitos tecnológicos. fazendo), liberamos energias criativas, modos de


PR

Em uma metodologia com essa amplitude e pensamento e modos de ver as coisas que, de
desejo de integrar as várias fases da educação outra forma, nunca poderiam ser liberados”.
do aluno, a avaliação é um desafio. Assumir que Analisar: nesta fase, os alunos vão apresentar
o ser humano é aberto e capaz de modificar-se suas montagens, explicar seu funcionamento,
exige do educador uma nova forma de encarar a corrigir eventuais erros e validar o projeto.
avaliação, o que implica a busca de métodos que Nesta ocasião, o professor fará uma mediação
lhe permitam avaliar a capacidade de aprender e – previamente planejada – com os alunos sobre
que revelem o potencial do aluno. todas as montagens apresentadas, de modo a
Assim, nos procedimentos de avaliação estão desenvolver-lhes o raciocínio tecnológico. O sucesso
ligadas as ideias de mediação, processo, desta fase dependerá muito da capacidade de
observação, desenvolvimento de competências, mediação do professor.
autoavaliação e avaliação por meio de Continuar: nesta fase, o aluno vai resolver uma
instrumentos diversificados. situação-problema proposta pela atividade do

4
fascículo. E o que é situação-problema? Segundo • O programador executa a programação e
Meirieu, “é uma situação didática na qual se fornece informações ao organizador para a
propõe uma tarefa que o aluno não consegue elaboração do relatório.
realizar sem efetuar uma aprendizagem precisa”.
Desse modo, o aluno terá a oportunidade de O Modelo Holístico de Educação
aprofundar seus conhecimentos por intermédio Tecnológica
da modificação de sua montagem, com o intuito
de adequá-la às novas necessidades. Nessa Embora tenhamos descrito de forma linear a
ocasião, o professor fará uma mediação – também metodologia empregada, nem sempre é possível
previamente planejada – com os alunos sobre perceber a riqueza de seus pressupostos e

TA
todas as soluções encontradas, de modo a ações educativas. Assim, a fim de dar uma visão
desenvolver-lhes o raciocínio lógico. panorâmica da metodologia, construímos o quadro
Durante as quatro fases, os alunos trabalham abaixo.

C
o)
em equipe, assumindo em rodízio quatro funções

pr NE
especializadas. Assim:

id
AMBIENTES AVALIAÇÃO

uz
MODIFICADORES
• O organizador é o responsável pelo CO CONSTRUCIONISMO

conjunto tecnológico, devendo coordenar

od
a equipe para que todos auxiliem na COMPETÊNCIAS JOGO
contagem das peças e forneçam os dados
necessários à elaboração do relatório.
A
re
• O construtor é o responsável pela SABER + EDUCAÇÃO
PROJETO
APRENDER TECNOLÓGICA
montagem, organização e participação dos
M

companheiros.
er

• O relator é o responsável pela elaboração HISTÓRIA EM TRABALHO


p A

QUADRINHOS EM EQUIPE
s

do relatório da equipe sobre a montagem e


realização do desenho do projeto.
e
(n GR

SITUAÇÃO-
• O apresentador, por sua vez, é o MEDIAÇÃO
od

CONTEÚDOS -PROBLEMA
TRANSVERSAIS
responsável pela apresentação da montagem
pronta (como funciona e para que serve) e
O

da opinião dos membros da equipe.


ão

Este modelo é chamado de holístico, pois enfatiza


PR

Durante o desenvolvimento dos projetos de a importância do todo e a interdependência de


robótica, os alunos assumem outras funções suas partes. Em outras palavras, ele ressalva a
especializadas: relação orgânica, sistêmica ou funcional entre
as partes e o todo. Assim, uma vez que todas
• O líder de equipe e apresentador é o as suas partes constituintes são trabalhadas
responsável pela coordenação das atividades sinergicamente, elas se potencializam para
e apresentação do projeto. constituir o todo. O todo torna-se, portanto, maior
• O organizador verifica a ordem do material do que a soma das partes.
para a atividade, distribuindo e solicitando as Como o objetivo não é esgotar o assunto, então
peças e elaborando o relatório. vamos comentar rapidamente cada uma das
• O construtor executa as montagens e partes e apresentar quais foram as vantagens
auxilia o organizador na ordenação do observadas que nos levaram a optar por sua
material. adoção.

5
Educação Tecnológica 99 Possibilita uma retenção maior daquilo que foi
aprendido.
Vantagens
Jogos (jogo educativo ou pedagógico
99 Cria um ambiente favorável para que os alunos de construção)
compreendam o mundo da tecnologia, que será
vivenciado de forma plena durante o século XXI. Vantagens
99 Possibilita que o professor aprenda tecnologia
com seus alunos, uma vez que ele próprio não 99 Conferem importância ao homo ludens (homem
foi educado dessa maneira. Assim, os alunos lúdico) que existe em cada um de nós.

TA
tornam-se interdependentes e protagonistas de 99 Colocam em ação os dois hemisférios cerebrais:
suas próprias aprendizagens. o direito (manipulação das peças) e o esquerdo
99 Permite a aprendizagem colaborativa, o que (comando dos raciocínios).

C
o)
faz com que todos compartilhem, em sala de 99 Simulam o mundo real (experimentações), sem

pr NE
aula, os conhecimentos, as habilidades e as colocar os alunos em situações de risco.

id
competências adquiridas. 99 Desenvolvem a disciplina dos alunos, ajudando-os

uz
99 Valoriza a aprendizagem significativa, pois os a seguir regras e funções estabelecidas por eles
CO
alunos percebem a importância do que estão mesmos, bem como pela sociedade.

od
aprendendo. 99 Auxiliam os alunos a descontraírem-se e
99 Promove a realização do que foi aprendido em minimizam o estresse do dia a dia, uma vez que
aula, tendo em vista que os alunos constroem constituem um passatempo útil.
A
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protótipos que têm começo, meio e fim.
99 Favorece tanto a alfabetização quanto a Montagens de Protótipos LEGO Education
M

inclusão digital dos alunos, enfatizando, nesse


er

sentido, a responsabilidade social da escola. Vantagens


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s

Construcionismo 99 Permitem utilizar a pedagogia do projeto,


e
(n GR

que, segundo Perrenoud, é “uma empreitada


od

Vantagens coletiva gerada pelo grupo-classe, na qual o


professor coordena, mas não decide tudo; uma
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99 Diferencia-se de instrucionismo (aprender orientação para uma produção concreta (textos,


ão

conteúdo pelo conteúdo) e impede jornais, maquetes etc.); um conjunto de tarefas


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o condutismo (aprendizagem por nas quais todos os alunos possam participar e


condicionamento). tenham uma função ativa, a qual poderá variar
99 Permite a construção pelos alunos do próprio em função de seus recursos e interesses; um
conhecimento. aprendizado de saberes e conhecimentos no
99 Favorece a perfeita conexão cérebro-mão e o âmbito da gestão de projetos (decidir, planejar,
desenvolvimento de habilidades psicomotoras. coordenar etc.); um aprendizado identificável
99 Possibilita o “raciocinar com os dedos” e liberar e que conste do programa de uma ou mais
forças criativas para a resolução das tarefas. disciplinas; uma atividade emblemática e regular,
99 Constitui um modo de tornar as ideias colocada a serviço do programa”.
formais e abstratas mais concretas, mais 99 Conferem importância ao homo faber (homem que
visuais, mais tangíveis, mais manipuláveis faz e constrói) que existe em cada um de nós.
e, consequentemente, mais prontamente 99 Possibilitam que os alunos tenham uma visão do
compreensíveis (pensamento sobre o concreto). futuro, uma vez que o termo projeto origina-se

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do latim pro jactum, que significa um jato para 99 Pode ser considerada, de acordo com Meirieu,
a frente, em direção ao futuro. uma pedagogia da pergunta (proposição de
99 Permitem combinar interdisciplinaridade um problema), uma pedagogia da surpresa
(integração curricular), transdisciplinaridade (criatividade, flexibilidade e iniciativa dos
(eliminação de fronteiras entre as disciplinas) e alunos para resolvê-lo) e uma pedagogia da
transversalidade (ensino global). emancipação (autonomia, autossuficiência e
99 Possibilitam a utilização de habilidades independência – ou protagonismo dos alunos).
psicomotoras (manipulação das peças LEGO ). ®
99 Possibilita que os alunos transfiram os
99 Priorizam o desenvolvimento da autonomia, conhecimentos aprendidos anteriormente para
responsabilidade, criatividade e iniciativa, que são resolver a situação-problema.

TA
componentes fundamentais para o perfil do 99 Permite utilizar a técnica de resolução de
trabalhador do século XXI. problemas: identificar claramente o problema,
levantar hipóteses de solução, selecionar e

C
Trabalho em Equipe

o)
testar cada uma das hipóteses levantadas.

pr NE

id
Vantagens Conteúdos Transversais

uz
99 Promove o ensino das atitudes essenciais para Vantagens
CO
od
um trabalho em equipe e para a formação do
caráter dos alunos. 99 Relacionam-se diretamente com os conteúdos
99 Possibilita aos alunos o exercício de funções que curriculares da escola.
permitem tomar decisões, organizar atividades,
A
re
99 Contribuem para a formação do caráter do
coordenar ações, otimizar recursos físicos, aluno, desenvolvendo a ética, a cidadania e a
M

humanos e materiais. identidade.


er

99 Incentiva a sociabilização, que é a arte de 99 Motivam ações de responsabilidade social,


p A

conviver com diferenças econômicas, culturais,


s

levando-se em consideração, sobretudo, as


pessoais etc. necessidades dos outros.
e
(n GR

99 Propõe a administração dos conflitos, os quais 99 Priorizam as ações de ecossustentabilidade:


od

envolvem a descoberta do outro e o convívio com proteger o meio ambiente e as pessoas que
ele, o respeito a diferentes valores e culturas e a nele vivem.
O

ênfase à interdependência e à não violência. 99 Conscientizam-se dos problemas sociais e se


ão

99 Enfatiza a comunicação oral (discussões, sensibilizam com eles.


PR

debates, apresentações) e escrita (relatórios). 99 Promovem o debate de ideias.


99 Permite que os alunos se autoavaliem.

Mediação (EAM – Experiência de


Situação-problema
Aprendizagem Mediada)
Vantagens
Vantagens
99 Trabalha o conceito que Papert dá a hard
(difícil), contido na expressão hard fun (diversão 99 Desenvolve as funções cognitivas dos alunos e
difícil). Assim, os alunos são desafiados eventuais operações mentais deficientes.
a enfrentar, de uma forma divertida, as 99 Trabalha os raciocínios tecnológico e lógico dos
dificuldades que encontrarem nas tarefas. alunos.
99 É adequada para desenvolver o ensino, a 99 Utiliza a análise de erros para reestimular o
aprendizagem e a avaliação. raciocínio dos alunos.

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99 Preocupa-se mais com o processo de raciocínio Competências
do que com os conteúdos de aprendizagem.
99 Ensina os alunos a argumentar, colocando-os Vantagens
como sujeitos de sua própria aprendizagem.
99 Favorecem o trabalho com autonomia,
História em Quadrinhos (HQ) independência, autossuficiência e
responsabilidade.
Vantagens 99 Incentivam a educação continuada, ou seja, a
formação durante toda a vida.
99 Trabalha, ao mesmo tempo, os dois hemisférios 9 9 Utilizam as ferramentas para o

TA
cerebrais. autodesenvolvimento (como ouvir, comunicar-se,
99 Atrai tanto as crianças quanto os adultos. pesquisar, estudar, resumir, planejar etc.).
99 Melhora o desempenho escolar, dobrando o 99 Enfocam as ações de trabalho em equipe, que são

C
o)
rendimento dos alunos. responsáveis pela formação do caráter dos alunos.

pr NE
99 Exercita a criatividade e a imaginação. 99 Desenvolvem o raciocínio lógico.

id
99 Serve de reforço à leitura por meio de uma

uz
linguagem altamente dinâmica. Ambientes Modificadores
CO
99 Amplia a capacidade de observação e de

od
expressão. Vantagens
99 Aguça o senso de humor e o espírito crítico dos
alunos. 99 Proporcionam um ambiente (salas de aula,
A
re
99 Permite a transição entre o mundo das imagens oficinas, laboratórios etc.) culturalmente rico
e o mundo das palavras. para a aprendizagem.
M

99 Colocam as informações essenciais em cartazes


er

Saber + aprender e ilustrações, podendo ser afixados nas paredes.


p A
s

99 Propiciam aos professores do Programa


Vantagens uma extensa rede de apoio (eventos para a
e
(n GR

apropriação do material, acompanhamento da


od

99 Provocam a sinergia, em que o todo se torna implementação do Programa na escola, materiais


maior do que a soma das partes. de apoio etc.).
O

99 Encorajam o aprender a conhecer,


ão

permitindo a aquisição do saber, ou seja, dos Avaliação


PR

conhecimentos, dos dados e das informações.


99 Enfocam o aprender a fazer, trabalhando o Vantagens
saber fazer, técnicas, processos, operações,
aplicações etc. 99 Permite que os alunos sejam mensurados de
99 Desenvolvem o aprender a pensar, múltiplas formas.
trabalhando os raciocínios tecnológico e lógico, 99 Prioriza a avaliação por critérios (baseada no
bem como as habilidades intelectuais. desempenho de cada aluno e em objetivos de
99 Incentivam o aprender a ser e o aprender a aprendizagem a serem cumpridos) e não por
conviver, desenvolvendo as atitudes necessárias normas.
para o trabalho em equipe. 99 Utiliza intensamente técnicas de observação para
99 Culminam com o aprender a agir, que aquilatar o caráter dos alunos.
desenvolve as competências de gestão. 99 Aplica instrumentos diversificados (testes
de múltipla escolha, exercícios de leitura e

8
compreensão de textos, resolução de problemas habilidades. Dessa forma, os estudantes adquirem
matemáticos etc.) para auferir a aprendizagem uma visão mais ampla e menos imediata do
dos alunos. mundo.
99 Utiliza a EAM (Experiência de Aprendizagem A proposta acima é inspirada nas ideias e nos
Mediada) para verificar o processo de raciocínio dos trabalhos de diversos educadores da atualidade,
alunos. que pensam que a problematização é o ponto de
99 Incentiva a autoavaliação. partida da educação. Dentre eles, destacamos o
educador Paulo Freire (1975), que, de maneira
geral, afirma que o conhecimento é adquirido a
METODOLOGIA UTILIZADA partir de temas que façam sentido ao educando e

TA
NO DESENVOLVIMENTO DAS sejam parte de sua realidade.
ATIVIDADES Atividades de ensino podem ser elaboradas
tomando-se por base o princípio de que a

C
Há algumas décadas, novas perspectivas para a

o)
aprendizagem pode ser vista como processo de

pr NE
educação formal vêm se desenvolvendo, focando enfrentamento de problemas e, por conseguinte,

id
o papel dos conteúdos ensinados para a vida como encaminhamento de soluções. Dessa

uz
em sociedade e os processos de organização forma, as situações escolhidas nas atividades de
CO
e construção do conhecimento pelo próprio ensino devem conter uma dimensão problemática

od
estudante. O mero acesso à informação não que sirva de ponto de partida para a apreensão
modifica, de maneira significativa, a capacidade de mundo por parte do aluno. Em seguida,
do indivíduo de compreender os grandes embates apresentam-se a situação-problema e uma
A

e problemas da sociedade e, consequentemente,


re
possível solução; surge, assim, o confronto entre
restringe a possibilidade de nela atuar. Assim, as os entendimentos prévios de que o estudante
M

formas de ensino que privilegiam a transmissão dispõe e os novos conhecimentos trazidos pelo
er

de conteúdos mostram-se obsoletas e limitadas professor. O fechamento da atividade se dá


p A
s

para formar um cidadão atuante. Diariamente, quando os conhecimentos aprendidos ganham


os professores deparam-se com a questão: sentido e amplitude ao serem aplicados a
e
(n GR

“Como estruturar programas de aula e organizar novas situações. Essa maneira de elaborar as
od

atividades que possam levar os estudantes a atividades de ensino foi definida como a dos “Três
questionar e a modificar suas visões de mundo?”. Momentos Pedagógicos” (Angotti e Delizoicov,
O

A resposta a esta questão não é trivial nem única. 2002, Delizoicov, 1991 e 2001). Esses momentos
ão

No entanto, podemos estabelecer parâmetros que pedagógicos serviram de base para a elaboração
PR

nos guiem ao desenvolvimento de um projeto da proposta deste material e são apresentados a


pedagógico. Inicialmente, uma atividade ou seguir.
conjunto de atividades não deve começar a partir
da definição de conceitos científicos, pois, para os
alunos, muitas vezes esses conceitos são muito
abstratos e, dessa forma, ficam impossibilitados
de questionar algo que nunca viram ou ouviram
falar. Devem-se buscar situações-problema, ou
seja, questões que possuam relevância social e
relacionem o conceito à realidade dos alunos.
Essas situações-problema são pontos de partida
para que se possa ensinar o conteúdo e, assim,
abrir caminhos para novas ideias, atitudes e

9
1) Problematização Inicial 3) Aplicação do Conhecimento

É o momento em que a situação-problema é A obtenção das respostas à situação-problema


apresentada aos alunos. Essas situações já foram proposta envolve necessariamente o uso das novas
vivenciadas pelo aluno no cotidiano. É importante ideias. Este é o momento de avaliar a amplitude e
que eles possam reconhecer-se na situação. Para o alcance do conhecimento que o aluno adquiriu.
tanto, a intervenção do professor é fundamental Deve-se, então, retomar a questão de origem e as
na promoção da interação aluno-aluno, aluno- respostas encontradas para tentar aplicá-las em
-atividade e aluno-professor. Assim, o principal novas situações-problema. Com isso, o estudante
objetivo, neste momento, é fazer com que o aluno começa a ter um segundo nível de sistematização

TA
entenda a situação apresentada e perceba que do conhecimento, em que ele relaciona a teoria com
esta não é uma questão óbvia. Pelo contrário, ela a prática. Assim, busca-se estender o que aprendeu
precisa ser discutida com base em conhecimento a outras questões de mesma natureza. Isso é

C
o)
especializado. importante, pois o conhecimento deixa de ser

pr NE
No material didático desta coleção, esta etapa “apenas” um conteúdo ensinado e passa a ser uma

id
envolve uma “abertura”, geralmente na forma de ferramenta para a reflexão.

uz
História em Quadrinhos (HQ), e, ocasionalmente, No Programa de Educação Tecnológica: Ensino
CO
com um pequeno texto histórico, seguida de uma Médio da Agnus Educação, esta etapa é

od
discussão que visa interpretar e determinar o apresentada como um novo desafio. Ele pode ser
problema presente no contexto. associado a uma variação da situação-problema
original ou a uma situação nova, mas sempre
A

2) Organização do Conhecimento
re
relacionada ao problema original. Na maioria das
vezes, a aplicação do conhecimento ocorre durante
M

O objetivo principal neste momento é a tomada a realização da atividade coletiva. Não é incomum
er

de consciência do problema e dos conhecimentos que a aplicação estenda-se a outras atividades


p A
s

necessários para solucioná-lo. desenvolvidas dentro da grade curricular normal


Nesta etapa, há o confronto entre os ou até mesmo dentro do âmbito familiar.
e
(n GR

conhecimentos intuitivos e prévios do aluno e As atividades deste projeto foram desenvolvidas de


od

os conhecimentos especializados do professor. forma a contemplar os “três momentos pedagógicos”


Ocorre assim a troca de ideias entre professor descritos anteriormente, para desempenhar uma
O

e aluno. Os alunos passarão a ter contato função didática específica no processo de


ão

com novos conceitos, e é importante que eles ensino-aprendizagem.


PR

possam explorá-los com cuidado e, ao final,


sistematizem‑nos em outras atividades, de síntese
do conteúdo, por exemplo.
No material didático desta coleção, esta etapa
envolve o uso do conjunto EV3, com montagens
que representam/simulam as condições para a
resolução do problema apresentado. Existem
etapas a serem seguidas que envolvem leitura,
reconhecimento de procedimentos, tomada de
dados e realização de cálculos necessários para
obter as respostas.

10
Referências Bibliográficas

ANGOTTI. J. A.; DELIZOICOV, D. Metodologia do ensino de Ciências. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2002.
DEIZOICOV, D. Conhecimento, Tensões e Transições. São Paulo: USP, 1991 Tese de doutorado. Faculdade
de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1991.
DEIZOICOV, D. Problemas e Problematizações. In: PIETROCOLA, M. (Org.) Ensino de Física – conteúdo,
metodologia e epistemologia numa concepção integradora. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2001.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1975.

C TA
o)
pr NE

id
uz
CO
od
A
re
M
er
p A
s
e
(n GR
od
O
ão
PR

11
O FASCÍCULO DO ALUNO

A seguir, apresentamos uma breve exposição das seções que você encontrará no fascículo do aluno.

Abertura: introduz a atividade por meio de

TA
uma história em quadrinhos ou um breve texto
histórico.
Inicia-se o momento Contextualizar.

C
o)
pr NE

id
uz
CO
odApresentação do Problema: apresenta o
A
re
problema que deve ser resolvido pelo aluno
M

envolvendo a situação da abertura.


er

Compreensão do Problema: detalha


p A

o problema, expondo os conhecimentos


s

envolvidos e apresentando novas questões


e
(n GR

para orientá-los.
od

Nesses dois tópicos, estende-se o momento


Contextualizar.
O
ão
PR

Concepção de um Plano: propõe discussões


a respeito das grandezas que devem ser
determinadas, métodos de medidas mais
adequados e estratégias de trabalho.
Organização e Montagem: indica a página
da montagem correspondente à atividade, as
instruções de programação e o material extra.
Nesses tópicos, trabalha-se o momento Construir.

12
Testes e/ou Medidas e Cálculos: apresentam
questões, testes, cálculos que orientam os
estudantes na resolução das atividades.
Nessa parte, inicia-se o momento Analisar.

C TA
Extensão: sempre com um título diferente, esta

o)
seção permite aprofundar o conhecimento a

pr NE

id
respeito da questão inicial.

uz
A extensão trabalha o momento Continuar, dando
destaque ao conteúdo (teoria aplicada) trabalhado.
CO
od
Pode ou não envolver uma nova montagem.
A
re
M
er

Situação-Problema: apresenta um novo desafio,


p A

relacionado à proposta central. Permite explorar


s

o conhecimento adquirido em uma nova área,


e
(n GR

realizando novas montagens para expandir os


od

conceitos apreendidos.
Também trabalha o momento Continuar, dando
O

destaque a uma nova montagem (pensar com os


ão

dedos).
PR

Vamos Consultar o Dicionário!: apresenta o


significado de palavras não usuais no cotidiano dos
estudantes, sempre que necessário.

13
SELEÇÃO DE CONTEÚDOS aluno o conhecimento de uma maneira prazerosa, que
promova a imaginação, a criatividade e a percepção
O mundo contemporâneo é significativamente da beleza e harmonia da natureza, enquanto é criado
diferente daquele de algumas décadas e muito o gosto por aprender e fazer ciência.
distinto daquele do início do século passado, Tendo em mente a formação desejada, a seleção
devido, em grande parte, à quantidade de dos conteúdos para esta proposta constituiu um
transformações em ciência, tecnologia e sociedade. passo fundamental. No Ensino Médio, abordamos os
Essas mudanças refletiram diretamente nos saberes movimentos do cotidiano; a dinâmica e interações
que são necessários para formar um cidadão capaz dos corpos; a conservação, a transformação e a
de intervir adequadamente e compreender com dissipação da quantidade de movimento e energia
mecânica; a ampliação das forças por meio de

TA
plenitude a realidade em que estamos imersos.
Exige-se, assim, novas formas de ensinar. máquinas mecânicas que são encontrados ao nosso
Com intuito de atender as novas demandas redor, as situações em que os equilíbrios dinâmico e
estático são necessários, entre outros. Juntamente

C
educacionais, a Lei de Diretrizes e Bases da

o)
Educação Nacional (LDB – nº. 9394/96) e os com os saberes físicos, inserimos contextos

pr NE

id
Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino interdisciplinares, sempre relacionando as atividades
Médio (PCNEM) passaram a orientar o ensino com outras áreas do conhecimento, principalmente

uz
voltado para cultura e cidadania, visando tanto matemática, tecnologia e história, mas também
CO
geografia, filosofia, educação artística e educação

od
à formação de jovens que não seguirão carreiras
científico-tecnológicas – mas que precisam de física.
conhecimentos dessa área para participarem A seguir, explicaremos as competências e habilidades
ativamente da sociedade –, quanto fornecer as que serão desenvolvidas durante o período escolar
A
re
bases do pensamento crítico e conceitualmente do nível médio e a grade de atividades, conteúdos e
comprometido para aqueles que optarão pela vida relações interdisciplinares do Ensino Médio.
M
er

profissional ou universitária nessas áreas.


Referências Bibliográficas
O ensino de ciências naturais, matemática e
p A
s

tecnologias ligadas a esses campos de estudos


BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação
e
(n GR

deixou de concentrar-se na simples memorização


Nacional, Lei no. 9.394, de 20 de dezembro de
od

de fórmulas ou repetição automatizada de


1996.
conteúdos abstratos para dar lugar ao ensino
________. Secretaria de Educação Média e
O

de significado desse conteúdo, explicitando


Tecnologia. Parâmetros Curriculares Nacionais:
ão

seu sentido já no momento da aprendizagem.


Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação/
PR

Portanto, elaboramos sequências de atividades


Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 1999.
que contemplam a perspectiva histórica da
_______. Secretaria de Educação Média e Tecnologia.
construção do conhecimento; as relações entre
PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais
ciências naturais, matemática, cultura e tecnologia
complementares aos Parâmetros Curriculares
na sociedade contemporânea; o desenvolvimento
Nacionais. Ciências naturais, Matemática e suas
da aptidão de selecionar, analisar e inferir
tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/
informações apresentadas, com uso das linguagens
Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2002.
e procedimentos adequados; a resolução de
SÃO PAULO. Secretaria Estadual de Educação.
problemas que criem o hábito da investigação,
Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Física.
do estabelecimento de estimativas e previsões de
Coordenação geral: Maria Inês Fini. Equipe de
resultados e também possibilitem desenvoltura para
autores: Maurício Pietrocola, Yassuko Hosoume,
o enfrentamento de novas situações e, por fim, a
Guilherme Brockington, Marcelo de Carvalho
percepção científica e ampla da realidade. Além
Bonetti, Maxwell Siqueira – São Paulo: SEE, 2008.
disso, as propostas que elaboramos apresentam ao

14
GRADE DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

Competências
Habilidades Gerais e Específicas
Gerais

99 Reconhecer e saber utilizar corretamente símbolos, códigos e nomenclaturas


de grandezas.
99 Conhecer as unidades e as relações entre as unidades de uma mesma
grandeza.
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos, esquemas e diagramas
apresentados em textos.
Representação e

TA
99 Construir sentenças ou esquemas para a resolução de problemas.
comunicação
99 Compreender tabelas, gráficos e expressões matemáticas como diferentes
formas de representação.
99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo dados e resultados, com linguagem

C
científica e matemática apropriada.

o)
99 Argumentar claramente sobre seus pontos de vista, apresentando razões e

pr NE
justificativas claras e consistentes.

id
99 Frente a uma situação ou a um problema concreto, reconhecer a natureza

uz
dos fenômenos envolvidos, situando-os dentro do conjunto de fenômenos da
Física e identificar as grandezas relevantes em cada caso.
CO
od
99 Reconhecer a relação entre diferentes grandezas e a de causa e efeito,
para estabelecer previsões.
99 Reconhecer a existência de constantes em processos naturais.
99 Identificar transformações de energia e a conservação que dá sentido a
essas transformações.
A
re
99 Identificar as formas de dissipação de energia e as limitações quanto aos
tipos de transformações possíveis.
M

99 Reconhecer a conservação de determinadas grandezas, utilizando essa noção


er

na análise de situações dadas.


p A

Investigação e 99 Fazer uso de formas e instrumentos de medida apropriados para estabelecer


s

compreensão comparações quantitativas.


99 Fazer estimativas de ordens de grandeza para poder fazer previsões.
e
(n GR

99 Compreender a necessidade e fazer uso de escalas adequadas para construir


od

gráficos ou outras representações.


99 Interpretar e fazer uso de modelos explicativos, reconhecendo suas
condições de aplicação.
O

99 Elaborar modelos simplificados de determinadas situações, levantar


ão

hipóteses e fazer previsões.


PR

99 Conhecer, identificar e compreender os diversos níveis microscópicos ou


macroscópicos de explicações físicas.
99 Reconhecer na análise de um mesmo fenômeno as características das
ciências naturais, humanas e matemáticas.

99 Compreender a construção do conhecimento como um processo histórico,


em estreita relação com as condições sociais, políticas e econômicas de uma
determinada época.
99 Compreender o desenvolvimento histórico da tecnologia, suas consequências
Contextualização
para o cotidiano e relações sociais.
sociocultural
99 Perceber o papel do conhecimento físico no desenvolvimento tecnológico e a
complexa relação entre ambos.
99 Compreender a Física como parte integrante da cultura contemporânea.
99 Acompanhar o desenvolvimento tecnológico-contemporâneo.

15
GRADE DE CONTEÚDOS PROPOSTOS

Tema do Fascículo Conteúdos Abordados Atividade Áreas Contempladas

Medidas de Física, Matemática,


Movimentos e
tempo, movimento História, Geografia,
medidas de tempo
retilíneo uniforme, Filosofia e Tecnologia
movimento circular Física, Matemática e
Movimentos uniforme, movimento Luz, câmera, ação!
uniformemente Artes
variado, queda livre, Física, Matemática e

TA
lançamento horizontal, Cesta! Três pontos!
lançamento oblíquo Educação Física
Galileu e o Física, Matemática e
movimento da Terra História

C
Sistemas Heliocêntrico

o)
e Geocêntrico, Física, Matemática,

pr NE
referencial, três leis Pisa no freio Psicologia e

id
Dinâmica de Newton, plano Tecnologia
inclinado, força

uz
de atrito e força COO resgate Física e Matemática
centrípeta

od
Atrito entre Física, Matemática e
superfícies Tecnologia
Física, Matemática,
Investigação do solo Geografia, Artes e
A

Tecnologia
re
Energia potencial,
cinética e mecânica, Quantidade de Física, Matemática e
pressão, trabalho,
M

Energia e Potência movimento Tecnologia


er

quantidade de
movimento linear Física, Matemática e
Colisões
p A

e colisões Tecnologia
s

Física, Matemática e
Clube do Canhão
e
(n GR

Tecnologia
od

Física, Matemática,
Elevador
História e Tecnologia
Torque, equilíbrio Física, Matemática e
O

estático, equilíbrio Carro com marcha


Máquinas e Tecnologia
ão

dinâmico, centro de
Equilíbrio
PR

massa e máquinas Física, Matemática e


Empilhadeira
simples Tecnologia
Física, Matemática,
Carga pesada
História e Tecnologia

16
Tema do Fascículo Conteúdos abordados Atividade Áreas Contempladas

O equivalente Física, Matemática, História


mecânico do calor e Tecnologia
Princípio da conservação de
energia, calor, temperatura, O modelo cinético Física, Tecnologia,
equilíbrio térmico, trocas de molecular da matéria Química e Biologia
Termodinâmica calor, calor específico, teoria Física, Geografia,
cinética dos gases, estados Conforto térmico Matemática, Tecnologia
da matéria, calor e ambiente,

TA
e Artes
efeito estufa
Física, Geografia, Biologia
Estufas agrícolas
e Tecnologia
Física, Matemática

C
Sonar

o)
e Geografia
Ondas mecânicas, velocidade

pr NE

id
de propagação, frequência, Física, Matemática,
Sismógrafo
Meio ambiente comprimento de onda, Tecnologia e Geografia

uz
e ondas amplitude, pulso e reflexão
Física, Matemática, Biologia
de uma onda, espectro
CO
Gerador de ondas

od
sonoro e função de onda e Tecnologia
Física, Matemática,
Gramofone
História, Tecnologia e Artes
Corpos luminosos e Física, Matemática, Biologia
Conforto luminoso
A
re
iluminados, visão das cores, e Artes
espelhos planos, tipos de Física, História, Artes
Cinema
M

lente, construção gráfica e Tecnologia


er

de imagens, equação de
conjugação das lentes Fotógrafo Física, História, Artes
p A

lambe-lambe e Tecnologia
s

esféricas, cálculo da vergência


de uma lente, fisiologia do
e
(n GR

bulbo ocular, associação de


Modos de
od

lentes, instrumentos ópticos


percepção
de aumento (microscópios
simples e compostos),
Física, Matemática,
O

equação do aumento do Microscópio


Biologia, Tecnologia e Artes
microscópio composto,
ão
PR

instrumentos ópticos de
projeção (câmara escura de
orifício, máquina fotográfica,
projetor de slides)
Modos de vibração de uma Física, Matemática, Artes
Toque Musical
corda, frequências naturais e História
de vibração, sons graves e
Física, Geografia
Armazenamento agudos, instrumentos de Ressonância
e Tecnologia
de informação e corda e qualidades fisiológicas
entretenimento do som (harmônicos e
timbre), oscilações forçadas, Física, Matemática
Código de Barras
ressonância, armazenamento e Tecnologia
de informações digitais

17
18
Anotações

PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 99 Relacionar a formulação de uma situação-
MOVIMENTOS E MEDIDAS DE -problema de Física com sua expressão em
TEMPO linguagem matemática.
99 Analisar o papel da ciência e da tecnologia no
1) Apresentação presente e ao longo da história.

Atualmente, é possível saber referências de tempo 4) Recursos instrucionais


(anos, meses, dias, horas...) de forma fácil, pois
há calendários e relógios em todos os cantos. Mas Montagens: Relógio A, Relógio B, Relógio C (essa
será que sempre foi assim? montagem serve de base para o relógio de água

TA
Esta atividade tem como tema a evolução das e para o de areia) e Robô; garrafas PET de 500
técnicas para medida do tempo. Os alunos terão de ou 600 mL (com furo na tampa e, caso necessário,
construir diferentes relógios que representam os com um furo no fundo da garrafa para obter melhor

C
primeiros modelos inventados na história: a clepsidra,

o)
vazão da água), cronômetros, fita adesiva, água,

pr NE
a ampulheta, o relógio de pêndulo e o relógio de areia fina, réguas e mola (enviada junto com o kit).

id
mola. Ao comparar as medidas obtidas por esses

uz
marcadores de tempo em relação a um relógio mais
5) Encaminhamentos para o
CO
moderno, os alunos perceberão que a invenção de
professor

od
modelos mais precisos e práticos foi uma necessidade
da ciência e para nosso estilo de vida.
5.1) Apresentação e Compreensão do
Por ser um tema interdisciplinar, também é
Problema
A

possível envolver as áreas de Matemática, História,


re

Geografia e Filosofia.
Verifique se o aluno compreendeu o problema
M
er

proposto. Supondo que a sala tenha pelo menos


2) Objetivos
cinco equipes, cada uma será responsável pela
p A
s

montagem de um modelo diferente (relógios e o


A atividade permite a abordagem de conceitos
e
(n GR

robô que marcará um tempo-padrão e servirá de


sobre movimentos periódicos, medidas de tempo e
od

referência para a medida dos relógios montados).


escalas, algarismos significativos, erros de medidas
Serão construídos, pelo menos, uma clepsidra
e suas causas, tempo de reação e elaboração de
(relógio de água), uma ampulheta (relógio de
O

gráficos com a curva média. Pode ser utilizada


areia), um relógio de mola e um relógio de
ão

com caráter introdutório ou como atividade de


PR

pêndulo. A clepsidra e a ampulheta usam o mesmo


aprofundamento.
modelo de montagem (Relógio C).

3) Competências e habilidades 5.2) Concepção de um Plano


trabalhadas
Nesta etapa, você pode exibir fotos ou vídeos
99 Identificar variáveis relevantes e selecionar os para auxiliar os alunos na escolha de qual relógio
instrumentos necessários para a interpretação querem construir.
de um fenômeno de natureza científica. Durante a elaboração da tabela de calibração,
99 Analisar e prever fenômenos ou resultados peça que cada uma das medidas dos ciclos seja
de experimentos científicos, organizando e feita pelo menos três vezes, assim será possível
sistematizando as informações dadas. calcular um valor médio. Essa tabela será utilizada
99 Fazer estimativas e escolher procedimentos na seção Medidas e Cálculos, para a conversão
adequados para a realização de medidas. dos dados medidos por equipe em um padrão de
segundos e minutos.

20
5.3) Organização e Montagem e os relógios de areia e água são afetados, pois
seus ciclos são fixos.
Saliente que os alunos responsáveis pelo robô
deverão programar corretamente o tempo Em seguida, oriente os alunos a discutir em
de movimento, de forma a permitir às outras equipes as próximas questões.
equipes a realização de medidas de tempos
maiores (ordem de minutos) e menores (ordem 1) Quando o tempo de duração do movimento
de segundos). Além disso, a programação deverá é curto, os relógios de mola e de pêndulo são
garantir que o robô seja ativado quando uma mão privilegiados; já os relógios de água e areia são
passar na frente do sensor ultrassônico. prejudicados, por isso não é adequado que a

TA
equipe do robô utilize apenas tempos da ordem
5.4) Medidas e Cálculos dos segundos.

C
2) Desde que sejam estabelecidos tanto

o)
Acompanhe os tempos escolhidos pela equipe do

pr NE
robô, de modo que o movimento tenha duração tempos curtos quanto longos, nenhuma equipe

id
de períodos curtos, que possibilitem a medição de será favorecida. Mesmo que os tempos menores

uz
segundos, e de períodos longos, que possibilitem a possam privilegiar os relógios de pêndulo e de
CO
marcação de minutos. mola, os tempos maiores são vantajosos para os

od
A tomada de dados será feita de acordo com relógios de areia e de água; assim, a situação fica
os ciclos de cada relógio e somente ao final das equivalente para todos.
medições os estudantes realizarão a conversão do
A

5.5) Extensão – Aperfeiçoe com o Tempo


re
tempo em segundos ou minutos para preencherem
a tabela. Após as medições, as equipes devem
M

compartilhar os dados obtidos por todos para Sugerimos ampliar a atividade com a realização
er

completarem a tabela. Em seguida, proponha à de mais um problema. Na proposta da extensão,


p A
s

classe que discuta o primeiro bloco de questões. os alunos devem elaborar maneiras de compensar
as limitações de seus relógios. Por exemplo, nos
e
(n GR

a) Ao analisar a tabela, será possível notar relógios de oscilação, o desempenho pode ser
od

que os movimentos de longa duração do robô melhorado por meio de um motor que compense
produzem melhores medidas para os relógios de a perda de energia provocada pelo atrito. Na
O

areia e água; já os movimentos de curta duração ampulheta e na clepsidra, podem ser testadas
ão

são melhores para os relógios de mola e pêndulo. diferentes qualidades de areia e fluidos com
PR

Porém, nenhum deles é realmente adequado para diversas densidades, modificando assim as
medir intervalos de segundos ou minutos, e esse velocidades de vazão. Também pode ser planejada
fato justifica a necessidade do aprimoramento nos a construção de um mecanismo que gire o relógio
instrumentos para medir o tempo. de areia, marcando adequadamente cada volta
como referência temporal. Enfim, esse é um
b) Os relógios de pêndulo e de mola perdem momento para usar a criatividade e a imaginação.
energia a cada ciclo, por isso a medida é afetada
em tempos longos, mas os relógios de areia e de 5.6) Situação-Problema
água são privilegiados, já que é possível fazer
repetições e calcular o valor médio. Já, em tempos O desafio aqui é criar um mecanismo que controle
curtos, os relógios de mola e de pêndulos são a vazão de água de uma caixa-d’água e libere
privilegiados, pois podem realizar ciclos pequenos, uma certa quantidade de água em determinados

21
períodos de tempo. Deixe os alunos livres para 99 Identificar a presença de movimentos no
inventarem uma montagem para resolver o cotidiano.
problema proposto. 99 Classificar os movimentos, identificando as
grandezas que os caracterizam.
ATIVIDADE 2 99 Planejar o estudo dos movimentos,
LUZ, CÂMERA, AÇÃO! contemplando as classificações efetuadas.
99 Analisar e prever fenômenos e os resultados
1) Apresentação de experimentos científicos, organizando e
sistematizando as informações dadas.
Esta atividade tem como contexto a preparação dos
99 Relacionar a formulação de uma situação-

TA
equipamentos para a cena de um filme de ação. Os
-problema de Física com sua expressão em
alunos representarão a equipe técnica de efeitos
linguagem matemática.
especiais, e o desafio consiste em fazer com que o

C
movimento de descida do gancho de um guindaste

o)
esteja sincronizado com o movimento horizontal de um 4) Recursos instrucionais

pr NE

id
carro, sobre o qual se encontra um ator (representado
por uma peça quadro) que deverá ser resgatado Montagem do modelo resgate, lápis, papel, fita

uz
durante uma cena de ação. O planejamento dos métrica ou régua de 30 cm e um cronômetro (ou
CO
od
movimentos simultâneos deve ser muito cuidadoso, relógio com marcação de segundos).
pois o ator deverá ser içado no momento exato em
que o automóvel passar pelo guincho. 5) Encaminhamentos para o
Como deve ser planejada essa cena para evitar professor
A
re
horas intermináveis de filmagem e acidentes?
Quais grandezas devem ser identificadas e
M

5.1) Apresentação e Compreensão do


er

calculadas para que ocorra o sincronismo perfeito Problema


p A

entre os dois movimentos? Essas são as questões


s

norteadoras da situação proposta. Verifique se o problema proposto ficou claro para


e
(n GR

os alunos. Os movimentos do carro (horizontal)


2) Objetivos
od

e do guindaste (vertical) já estão estabelecidos,


assim, deverá ser calculada a distância exata
A atividade pressupõe que os conceitos trabalhados
O

da qual o carro deve partir para encontrar o


são de conhecimento dos alunos, ou seja, as funções
ão

guincho no ponto mais baixo de sua trajetória e,


PR

matemáticas que regem o movimento retilíneo


então, ocorrer o resgate.
uniforme. Os estudantes deverão realizar medidas,
efetuar cálculos de distância, tempo e velocidade,
5.2) Concepção de um Plano
além de associar os movimentos do guindaste e do
carro. Na seção de extensão, será possível abordar
É importante incentivar e promover discussões
as relações de proporção entre grandezas e as
com os estudantes a respeito das grandezas
funções que descrevem o movimento de queda livre.
relevantes a serem determinadas e medidas para
a correta resolução do problema.
3) Competências e habilidades
trabalhadas • Distância do carro ao guincho (∆scar) = _____ cm
• Tempo que o carro leva para chegar ao guindaste
99 Utilizar terminologia científica adequada para (tcar) = ______ s
descrever movimentos de situações cotidianas. • Tempo de descida do guincho até o ponto mais
baixo (tguin) = ______ s

22
5.3) Organização e Montagem ∆scar ∆scar
vcar = tcar = , como a
tcar vcar
Saliente que os alunos deverão programar
corretamente as potências e o tempo de duração do sincronia permanece válida:

funcionamento do motor. Atente para que a posição tguin = t car


inicial do guindaste seja sempre a mesma, iniciando
2) Novamente, será necessário perceber a
do alto.
proporção entre as grandezas. Se a velocidade do
guincho triplicar, significa que o tempo de descida
5.4) Medidas e Cálculos
será três vezes menor. Como a igualdade dos tempos

TA
permanece válida, então o tempo do carro também
Considerando que as velocidades de rotação dos
será três vezes menor. Com o tempo menor e a
motores são praticamente constantes, os alunos
perceberão que os movimentos são uniformes. mesma velocidade, então a nova distância deve

C
ser reduzida em 1 . Para o cálculo, devem ser

o)
Assim, as equações escolhidas na tabela serão: 3
∆scar utilizadas as seguintes equações:

pr NE

id
vcar =
∆tcar ∆scar
e tguin = t car , logo,

uz
tcar =
s = so + vcar . tcar CO vcar
∆scar

od
Para o carro, será necessário calcular tguin = ∆scar = vcar . tguin
vcar
primeiramente a velocidade (vcar), usando a
distância e o tempo medidos experimentalmente: 3) Inicialmente, será necessário realizar a
A
re
∆scar seguinte medida:
vcar =
∆tcar
M

• Altura (h) do ator ao guincho = _____ cm.


er

Como o tempo de descida do guincho deverá ser


Para o movimento de queda livre, utilizamos a
p A

igual ao tempo necessário para o carro encontrar o


s

seguinte função da tabela:


guincho, então:
e
(n GR

tguin = tcar at2 g . t2queda g . t2queda


od

h = h0 + v0t + ∆h = h=
2 2 2
Utilizando a função horária do movimento
Como o movimento é de queda livre, h0 e v0 são iguais
O

uniforme, podemos calcular a distância ideal de


a zero. Como precisamos do tempo, temos que:
ão

partida do automóvel:
PR

2h
s = so + vcar . tcar ∆scar = vcar . tcar , sendo tqueda =
g
O movimento do carro permanece uniforme:
tguin = tcar , logo ∆scar = vcar . tguin
∆scar
vcar =
tcar
5.5) Extensão – Um Pouco Mais de Ação
Porém, agora o carro deverá percorrer a distância
(D) no tempo de queda do guincho, assim:
Saliente que os alunos deverão programar
corretamente as potências e o tempo de duração D D
vcar = vcar =
do funcionamento do motor. tqueda 2h
1) Primeiramente, será necessário perceber a g
relação de proporcionalidade entre as grandezas. Como o tempo de queda é um valor muito pequeno,
Ao duplicar a velocidade do carro, o tempo de a velocidade da queda terá um valor muito alto.
descida do guincho deve diminuir pela metade. Assim, não é possível para o carro atingir tal
Para o cálculo, deverá ser utilizada a equação: velocidade.

23
ATIVIDADE 3 4) Recursos instrucionais
CESTA! TRÊS PONTOS!
Montagem do lançador e material descrito no
fascículo do aluno: fita métrica, lápis, folha sulfite,
1) Apresentação
papel-carbono, transferidor, fita adesiva, bolinha
de isopor de 50mm e pregos curtos sem cabeça.
O contexto desta atividade é um jogo de basquete.
Se uma equipe está perdendo muitos jogos, ela
precisa de um lançador com ótima precisão. Mas 5) Encaminhamentos para o professor
mesmo o melhor atleta do time pode errar uma ou

TA
outra jogada. Assim, a solução encontrada para 5.1) Apresentação e Compreensão do
resolver o problema é montar um robô lançador. Problema
Quais são as variáveis envolvidas em um

C
lançamento perfeito? Como ajustar o robô lançador É importante deixar claro que o robô lançador

o)
para realizar cestas de três pontos com um único deverá acertar a cesta em uma única jogada,

pr NE

id
lance? Essas questões envolvem o conceito de por isso as variáveis envolvidas devem ser
movimento uniformemente variado. determinadas e a programação, planejada.

uz
CO
od
5.2) Concepção de um Plano
2) Objetivos
Promova a discussão e a reflexão em equipe
A atividade pressupõe que os conceitos aqui de alguns pontos importantes para traçar
A
re
trabalhados – as funções matemáticas que as estratégias de resolução da situação-
regem o movimento uniforme, o movimento -problema. Nesta etapa, os alunos podem usar
M
er

uniformemente variado, os movimentos sob ação os conhecimentos adquiridos anteriormente com


da gravidade e a representação cartesiana – sejam
p A

o objetivo de traçar hipóteses, mas não devem


s

de conhecimento dos alunos. Os alunos deverão despender muito tempo, já que as questões
e
(n GR

realizar medidas e efetuar cálculos para prever levantadas serão abordadas ao longo das próximas
od

o alcance da bola em situações de lançamentos etapas da atividade.


horizontais e oblíquos. Na seção de extensão,
será possível desenvolver o conhecimento sobre
O

5.3) Organização e Montagem


ângulos equivalentes.
ão
PR

Saliente que os alunos deverão programar


corretamente as potências, o tempo de duração
3) Competências e habilidades do funcionamento e sentido de giro dos motores e
trabalhadas estabelecer uma posição fixa para o robô. Qualquer
alteração que se faça na posição do robô, entre uma
99 Relacionar a formulação de um problema físico jogada e outra, pode influenciar significativamente
com sua expressão em linguagem matemática. no alcance e, consequentemente, fazer o robô errar
9 9 Analisar e prever fenômenos ou resultados a cesta.
de experimentos científicos, organizando e Após a montagem, os testes serão realizados
sistematizando as informações dadas. com ângulos de 0°, 15°, 30° e 45° e diferentes
99 Fazer estimativas e escolha de velocidades definidas pelos estudantes. Para avaliar
procedimentos adequados para a realização o alcance da bola, em cada situação sugerida, os
de medidas. alunos devem fixar uma folha sulfite sobreposta por

24
papel-carbono no chão em frente ao robô lançador, 5.4) Medidas e Cálculos
assim, quando a bola quicar, o alcance ficará
marcado e poderá ser medido. No fascículo do aluno, as relações físicas e
Estes testes são importantes porque direcionam a matemáticas envolvidas no problema são apresentadas
atividade, evitando que a proposta restrinja-se a, resumidamente. Concluídos os testes e a revisão do
simplesmente, tentativa e erro. Incentive as equipes conteúdo, os estudantes podem resolver a situação-
a registrar as decisões tomadas durante a discussão -problema:
e a elaborar tabelas para cada um dos testes. Além 1) A velocidade inicial é calculada pela
disso, devem ser realizadas quatro medidas em
A
cada situação para obter um valor médio, e, a cada expressão: v0 =

TA
2.h
lançamento, é importante verificar se o ângulo não g
sofreu alteração com o movimento do motor.
Primeiramente, os grupos devem fixar a potência e 2) O alcance é calculado pela expressão

C
o)
modificar o ângulo. 2 . v02 . cos θ . sen θ
A= e a velocidade foi obtida

pr NE
g

id
Potência escolhida (velocidade de lançamento) no item 1.

uz
θ A1 A2 A3 A4 Amédio (m) CO 3. a) Pequenas variações na posição do robô e

od
0° no ângulo durante os lançamentos, imprecisão na
medida do alcance e da altura.
15° b) Certificar-se de que a posição do robô e o
ângulo permanecem fixos, buscar uma precisão
A

30°
re
maior na tomada de dados.
45° c) Para encontrar o erro percentual, utilize a
M
er

expressão:
(ΙAteórico _ Aexperimental Ι)
p A

Em seguida, devem fixar o ângulo e modificar a


s

.
Erro = 100 = %
Ateórico
potência.
e
(n GR

A partir da variação do alcance observado nos testes, 4) A aceleração


od

os alunos poderão responder às duas questões gravitacional sofre uma Altitude g aprox.
diminuição com a altitude, (km) (m/s2)
propostas. Na primeira, eles deverão perceber que
O

assim em La Paz, por 10 9,78


o ângulo de 45° tem o maior alcance. Na segunda
ão

questão, os estudantes deverão notar que, quanto exemplo, o alcance será


PR

100 9,57
maior é a velocidade inicial de lançamento, maior é o maior do que em sua sala
alcance da bola. de aula. Porém, o erro
1.000 7,73
percentual pode ser o

Ângulo escolhido mesmo, pois os fatores 5.000 3,71


que influenciam o erro do
Ângulo A1 A2 A3 A4 Amédio (m)
alcance experimental são os
mesmos.

5.5) Extensão – Aumente o Desafio

Sugerimos estender a atividade com a realização de


mais dois problemas.
1) Todo ângulo entre 0° e 90° tem um equivalente
entre 90° e 180°. Entretanto, deve-se atentar para

25
o sinal do seno e do cosseno, o que implica em uma
mudança no plano cartesiano de lançamento.
2) Deve-se tomar cuidado ao analisar o alcance,
pois existe uma relação entre as componentes
x e y da velocidade. Em tal relação, à medida
que vx aumenta, vy diminui. Desse modo, o
prolongamento da atividade possibilita aos alunos
perceberem que o maior alcance depende da
relação entre as componentes da velocidade e que
o ângulo de alcance máximo deve ser 45°.

TA
5.6) Situação-Problema

C
o)
pr NE
O aluno é levado a pensar em outras aplicações

id
para a relação entre o ângulo versus velocidade.

uz
O lançamento de foguetes espaciais traz bem essa CO
relação, pois, se o foguete é lançado em ângulo

od
de 90°, a tendência é aumentar o consumo de
combustível. É importante ressaltar que aumentar
a potência do foguete não irá resultar em melhor
A
re
alcance se o ângulo de lançamento não for perfeito.
Deixe os alunos à vontade para criarem o sistema
M

que lhes pareça melhor. Sugira que façam testes


er

e determinem a melhor relação entre ângulo e


p A
s

potência.
e
(n GR
od
O
ão
PR

26
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 como aprofundamento no estudo de referenciais.
GALILEU E O MOVIMENTO DA TERRA Para desenvolvê-la, é necessário que os alunos
já tenham conhecimento sobre movimento
1) Apresentação uniforme e uniformemente variado. Na seção
de extensão, será possível ampliar a discussão
Esta atividade foi estruturada a partir de um apresentada por Galileu.
problema histórico em que se discute o movimento
da Terra: será que nosso planeta está parado? Por 3) Competências e habilidades
que não conseguimos perceber seu movimento? trabalhadas
Para iniciar essa investigação, os estudantes serão

TA
convidados a acompanhar um trecho do livro 99 Identificar a presença de movimentos no
Diálogos, escrito por Galileu Galilei no século XVII. cotidiano.
O extrato selecionado discute a concepção dos 99 Identificar variáveis relevantes e selecionar

C
o)
adeptos da teoria geocêntrica do Universo (como os instrumentos necessários para a

pr NE
Aristóteles e seus seguidores), em oposição aos interpretação de um fenômeno de natureza

id
defensores da teoria heliocêntrica (como Galileu e científica.

uz
Nicolau Copérnico). 99 Analisar e prever fenômenos ou resultados
CO
Um dos argumentos contra o movimento da de experimentos científicos, organizando e

od
Terra estrutura-se no fato de que, ao abandonar sistematizando as informações dadas.
um objeto do alto de uma torre, este sempre 99 Fazer estimativas e escolha de
cairá próximo à base do monumento. Para os procedimentos adequados para a realização
A
re
físicos aristotélicos, esse fenômeno era uma de medidas.
prova a favor do repouso do planeta, caso 99 Relacionar a formulação de uma situação-
M

-problema de Física com sua expressão em


er

contrário o corpo cairia distante do ponto em


que foi solto, já que a Terra teria se deslocado linguagem matemática.
p A
s

durante o tempo de queda do objeto. No


entanto, para Galileu esse evento acontece 4) Recursos instrucionais
e
(n GR
od

porque a Terra compartilha seu movimento


com o corpo que cai. Para refutar o argumento Montagem do barco e material descrito no
apresentado, o cientista italiano afirmou que, se fascículo do aluno: régua, fita dupla face,
O

uma pedra fosse abandonada do alto do mastro tesoura, folha de sulfite, papel-carbono, bolinha
ão
PR

de um barco que navegasse em águas tranquilas de gude e cronômetro.


com movimento constante, ela também
cairia próxima à base. Após a apresentação
dessa polêmica histórica, os alunos terão a 5) Encaminhamentos para o
oportunidade de simular a experiência proposta professor
por Galileu e verificar a validade das hipóteses.
5.1) Apresentação e Compreensão do
Problema
2) Objetivos
Verifique se o problema proposto ficou claro para
Esta é uma atividade de caráter introdutório os alunos: como provar que a Terra está parada
no estudo das origens históricas da teoria da ou em movimento? Em seguida, sugerimos que
Gravitação Universal. Também pode ser usada três alunos sejam selecionados para realizar a

28
leitura dramática do extrato da obra Diálogos 5.4) Medidas e Cálculos
sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo, de
Galileu Galilei. Oriente os estudantes a realizar as medidas
Caso disponha de tempo, sugerimos efetuar os cuidadosamente e anotar todos os dados
cálculos para mostrar a origem da velocidade de obtidos, as observações feitas, as dúvidas e tudo
rotação da Terra. Adotando um ponto na região o que julgarem relevante para a resolução e
da Linha do Equador e usando as equações compreensão do experimento.
do movimento circular uniforme: v = ω · r, em Situação 1: Com o barco parado, uma bola
que v é a velocidade tangencial, ω a velocidade é solta do mastro. A partir do impacto com o
2π papel-carbono, que estará fixado sobre o convés

TA
angular, r o raio da Terra (6.400 km) e ω = ,
T do barco, será registrada a posição em que
em que T é o período de rotação da Terra (24
o corpo atinge a base. Assim, os estudantes
horas), temos que: podem utilizar a régua para realizar a medida

C
o)
v = ω . r = 0,2617 · 6.400 = 1.6775,52 km/h. da distância, achando d = ____ cm. Será

pr NE
importante realizar essa medida pelo menos três

id
5.2) Concepção de um Plano
vezes, para se obter um valor médio.

uz
Situação 2: O barco, movendo-se com
Com base no exemplo utilizado por Galileu
CO
velocidade constante, solta a bola. Para tanto,

od
– “a pedra cai sempre no mesmo lugar do
devem ser utilizados os valores de potência do
navio, esteja ele parado ou movendo-se
motor indicados na tabela do fascículo do aluno
com qualquer velocidade” –, os estudantes
(é a potência de funcionamento do motor que
construirão um robô que simule um barco em
A
re
define a velocidade do barco). Saliente que o
movimento uniforme e acelerado (o movimento
objeto deve ser abandonado sempre no mesmo
M

uniformemente variado será explorado na


instante para cada um dos movimentos e que
er

extensão da atividade). Será interessante


as medidas obtidas em cada etapa podem ser
p A

promover discussões a respeito das condições


s

anotadas na tabela.
necessárias e das grandezas relevantes que
Caso disponha de tempo, solicite que os alunos
e
(n GR

devem ser determinadas para a correta


meçam a distância percorrida pelo barco, o
od

resolução do problema, como uma superfície de


tempo desenvolvido no movimento e utilizem a
boa extensão e sem saliências para o movimento
equação s0 = s + v · t para encontrar a velocidade.
O

adequado do robô, a medida precisa da distância


Logo após a realização do experimento
ão

do mastro até o ponto em que o objeto atinge


com o robô e a tomada de dados, os alunos
PR

a base, da distância percorrida pelo barco e


estarão prontos para discutir as duas questões
do tempo utilizado para percorrer esse trecho
propostas:
(os dois últimos dados são necessários para o
cálculo da velocidade).
a) Com base nas medidas realizadas,
5.3) Organização e Montagem os alunos perceberão que não há variação
significativa na distância do ponto que o objeto
Oriente os alunos a realizar a atividade em uma atinge a base até o mastro ao ser abandonado,
superfície plana de, ao menos, 5 metros e sem quando o barco está em repouso ou quando está
muitas saliências para garantir a velocidade em movimento uniforme, seja esse movimento
constante do barco. Pode ser a bancada do uniforme mais lento ou mais rápido. Caso
laboratório, a quadra esportiva ou o chão da sala ocorram diferenças muito significativas entre as
de aula. Mas, se a superfície não for perfeitamente distâncias medidas nas situações 1 e 2, oriente
lisa, os resultados poderão ser comprometidos.

29
os alunos a verificar as oscilações da estrutura a distância do corpo ao mastro. O conjunto
do robô e as condições da superfície em que bolinha-barco realiza um movimento acelerado
acontece o movimento e como podem fazer para devido à ação do motor. No instante em que o
minimizar os fatores de interferência. corpo é solto, ele deixa de ser acelerado, pois
não sofre mais a ação do motor e, portanto, a
b) O exemplo proposto por Galileu utiliza componente horizontal da velocidade permanece
uma situação criativa para evidenciar que os constante a partir desse instante. Porém, o
argumentos da física aristotélica da época não barco continuará o movimento acelerado, com
eram provas a favor do repouso terrestre, pois isso a distância atingida pelo robô será maior
os resultados da queda do objeto do mastro que o alcance da bolinha.

TA
são os mesmos para a situação de movimento
uniforme e de repouso. Cabe ressaltar que o b) A comparação do movimento da Terra
cientista italiano não apresenta uma teoria física com o barco também é válida neste caso. Assim,

C
o)
para provar que a Terra está em movimento. as observações para a queda de um corpo, por

pr NE
A resolução definitiva dessa polêmica só será exemplo, do alto de uma torre, em um planeta

id
apresentada após algumas décadas com a Teoria com rotação acelerada, seriam equivalentes

uz
da Gravitação Universal e a Lei da Inércia, àquelas obtidas pelos alunos nesta extensão.
CO
propostas pelo cientista inglês Isaac Newton.

od
ATIVIDADE 2
5.5) Extensão – Uma Terceira Opção:
PISA NO FREIO
Acelerar o Movimento
A
re
1) Apresentação
Sugerimos ampliar a atividade com a realização
M
er

de mais um problema: o que acontece com


Em ruas e rodovias do país é comum encontrar
a distância do ponto em que a bola atinge a
p A

carros, caminhões e até ônibus muito antigos e


s

base ao mastro, quando o barco realiza um


em más condições de conservação que trafegam
e

movimento acelerado?
(n GR

com a metade da capacidade de frenagem. Esse


od

Primeiramente deve ser estabelecida uma


descuido na manutenção dos veículos pode
aceleração para a execução do novo movimento
causar acidentes. Por isso, é de responsabilidade
e, em seguida, devem ser escolhidos os
O

da montadora realizar testes que avaliem o


instantes em que o corpo será solto. Na página
ão

funcionamento de todos os componentes dos


PR

do fascículo do aluno, há uma tabela para


automóveis, como os sistemas de freios, por
anotar e organizar os dados. O próximo passo
exemplo, antes de colocá-los para trafegarem nas
é programar o robô e realizar o experimento.
vias públicas. Assim, os estudantes assumirão o
Sugerimos que sejam realizadas três medidas
papel da equipe de teste de um novo modelo de
em cada fase do movimento, para que seja
carro que será lançado no mercado e terão de
calculado um valor médio.
avaliar se o novo modelo é seguro para trafegar
A partir das medidas, é possível discutir as
em ruas e rodovias com segurança. Qual a relação
questões propostas:
das leis da Física e das leis do trânsito? Qual é a
diferença entre os freios convencionais e o ABS?
a) Com base nas medidas realizadas, os
alunos perceberão que, conforme aumenta o
tempo para abandonar o objeto, maior será

30
2) Objetivos grandezas e relações de causa e efeito, para
estabelecer previsões.
Esta é uma atividade de extensão no estudo 99 Perceber o papel do conhecimento físico no
da dinâmica dos corpos. Para desenvolvê-la, é desenvolvimento tecnológico e a complexa
necessário que os alunos já tenham conhecimento relação entre ambos.
sobre as equações horárias do movimento 99 Compreender a Física como parte integrante
uniformemente variado, leis de Newton e força da cultura contemporânea.
de atrito. Na seção de extensão, será possível 99 Acompanhar o desenvolvimento tecnológico-
aprofundar a questão/problema a partir de uma -contemporâneo.
variável muito importante em situações reais,

TA
envolvendo o trânsito e o tempo de reação. 4) Recursos instrucionais
Os alunos também serão levados a realizar
pesquisas e discutir sobre sistemas de segurança

C
Montagem do modelo frenagem, régua, fita

o)
no trânsito mais modernos e eficientes: os freios adesiva e cronômetro (opcional).

pr NE
ABS e o airbag. Ao final, é sugerido que os

id
alunos elaborem uma nova montagem, que pode

uz
melhorar as condições de estresse dos motoristas 5) Encaminhamentos para o
CO
durante os congestionamentos no trânsito das professor

od
grandes cidades.
5.1) Apresentação e Compreensão do
Problema
A
re
3) Competências e habilidades
trabalhadas Primeiramente, verifique se o problema proposto
M
er

ficou claro para os alunos: qual é a distância-


99 Ler e interpretar corretamente tabelas, -limite de frenagem para que nenhum acidente
p A
s

gráficos, esquemas e diagramas apresentados aconteça e como determiná-la? Para realizar


e

em textos. uma avaliação inicial das variáveis necessárias


(n GR
od

99 Construir sentenças ou esquemas para a e refletir sobre a física envolvida na situação


resolução de problemas. proposta, será necessário que os estudantes
99 Compreender tabelas, gráficos e expressões retomem os conceitos de cinemática e dinâmica,
O

matemáticas como diferentes formas de estudados anteriormente na sala de aula. Caso


ão
PR

representação. julgue conveniente, pode ser realizada uma


99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo dados rápida revisão sobre deslocamento, velocidade,
e resultados, utilizando a linguagem científica aceleração, princípio da inércia, princípio
e matemática apropriada. fundamental da dinâmica, força resultante e
99 Reconhecer a natureza dos fenômenos força de atrito.
envolvidos em uma situação ou em um
problema concreto, situando-os dentro do 5.2) Concepção de um Plano
conjunto de fenômenos da Física, e identificar
as grandezas relevantes em cada caso. Nesta atividade, o robô utiliza um sistema
99 Reconhecer a relação entre diferentes de freios convencionais, também conhecido

31
como freio-motor, que funciona a partir do escola, qual é a melhor opção. Além disso, nesse
travamento das rodas do veículo. Com isso, os momento os estudantes podem formular outra
pneus arrastam-se pelo chão e, devido ao atrito maneira de mudar o coeficiente de atrito entre o
dinâmico, é produzida a desaceleração do carro. pneu e a superfície. Para escolher as velocidades,
Nesta seção, é apresentado um caminho de é necessário mudar a potência do motor. Por
desenvolvimento do plano de investigação visando fim, é interessante realizar um teste com o
guiar os alunos na resolução do problema. Deixe sensor de ultrassom para verificar se de fato está
claro que a análise será feita durante a frenagem, acontecendo o travamento das rodas. O gráfico
ou seja, no instante em que as rodas são travadas. deve ser gerado a partir dos dados armazenados
Quando isso acontece, apenas a força de atrito no EV3.

TA
atua na mesma direção, porém em sentido oposto
ao movimento. A força de atrito dinâmico é a força 5.4) Medidas e Cálculos
resultante. O diagrama de forças, que os alunos

C
o)
devem esboçar no fascículo, é apresentado a No fascículo do aluno, há uma tabela para anotar

pr NE
seguir. os dados. Quanto ao gráfico, oriente os alunos

id
a escolher o trecho mais constante entre as

uz
curvas mostradas e, em seguida, a utilizar a
CO
ferramenta de análise para escolherem o tempo

od
e a distância. Assim, terão a velocidade inicial.
A
re
M
er
p A
s
e
(n GR
od
O
ão
PR

5.3) Organização e Montagem


O mesmo procedimento deve ser efetuado
Ressalte que os alunos deverão realizar a atividade para encontrar a desaceleração, escolhendo a
duas vezes em cada superfície, com diferentes velocidade de um ponto constante até o momento
coeficientes de atrito, por exemplo, granito, piso em que se começa a observar que o carro está
frio, piso de madeira, superfície de concreto desacelerando e quase parou. Pode-se notar que
ou cimento. Caso não seja possível mudar de no exemplo a seguir esse momento está no final
ambiente, um pouco de água, óleo ou detergente da “barriga” e início do trecho de repouso. Com
pode ser utilizado para alterar as características os valores da velocidade e do intervalo de tempo,
das superfícies, ou então os pneus podem ser encontra-se a desaceleração.
envolvidos com fita adesiva. Avalie, de acordo com
sua turma de alunos e as características de sua

32
entre olhar o sinal fechado e pisar no freio.
Com a velocidade encontrada anteriormente, basta
utilizar a equação Δsreação = v · Δtreação para encontrar
a distância percorrida devido ao tempo de reação.
Assim, poderá ser encontrada uma distância mais
próxima daquela informada pelo sensor com erro
de 3% a 5%.

Desenvolva questões para orientar a análise do


gráfico:
1) Faça um esboço do gráfico de frenagem de uma

TA
das situações.
2) Classifique as partes do gráfico de acordo com o
tipo de movimento que o carro realiza: Movimento

C
o)
Nesse problema, há um MUV, portanto, Retilíneo Uniforme (MRU), Movimento Acelerado

pr NE
v 02 (MA) ou Movimento Retardado (MR).

id
v2 = v02 + 2 · a · Δs → 0 = v02 + 2 · a · Δs → Δs = – , como
2.a
3) Determine a velocidade do carro logo antes de

uz
neste caso temos uma desaceleração, então
iniciar a frenagem.
CO
v 02
. 4) Confira se o momento em que a frenagem

od
a=–
2.Δs
foi iniciada condiz com a distância programada.
Pela segunda lei de Newton, temos que
Justifique.
F res = m · a → F at = µ d · N → F res = F at ∴ m · a = µ d · N →
5.5) Extensão – Puxando o Freio de Mão
A
re
a
m · a = µ d · m · g → µd = . Oriente os alunos a
g
M

realizar as conversões de unidades e a utilizar Sugerimos ampliar a atividade com a realização de


er

g = 9,8 m/s2. mais dois problemas:


p A

1) Os alunos podem considerar o tempo de


s

É interessante discutir que, ao usar estes


valores na fórmula, verifica-se que a distância reação como um valor-padrão de 0,17 segundo ou
e
(n GR

de frenagem apresentada pelo sensor é maior então podem medir o próprio tempo de reação.
od

que a esperada. A programação apresenta o Para isso, basta acionar um cronômetro e, logo
tempo no qual o carro realmente começa a frear. em seguida, pará-lo. Para encontrar os dados da
O

Assim, analisando o gráfico, percebe-se que esse tabela, será necessário desenvolver o seguinte
ão

tempo corresponde a uma distância diferente raciocínio. De acordo com a segunda lei de
PR

daquela que se programou para a frenagem Newton, temos que F res = m · a → F at = m · a →


do carro. Utilizando a ferramenta de análise, → µ d · N = m · a → µ d · m · g = m · a → a = µd · g ( I ). Nesse

pode-se encontrar o intervalo de tempo entre problema temos um MUV, portanto,


v 02
o momento no qual o carro deveria começar a v2 = v02 + 2 · a · Δs → 0 = v02 + 2 · a · Δs → Δs = (II),
2.a
frear, ou seja, a distância programada e o tempo v 02
substituindo I em II, temos Δs = .
em que a frenagem de fato começou, conforme é 2 · µd · g
mostrado no visor. Por exemplo, quando o carro Além disso, temos de considerar o espaço
é programado para frear a 10 cm da parede, percorrido devido ao tempo de reação, que é:
o tempo correspondente no gráfico é de 3,0 s, Δsreação = v · Δtreação . Assim, a distância-limite para
contudo, o sensor indica que o carro de fato
uma frenagem segura será calculada por:
começa a frear somente em 3,2 s. Essa diferença v 02
Δs = + v · Δtreação . Oriente os alunos a realizar
é semelhante ao que acontece com um ser 2 · µd · g
humano, que também tem um tempo de reação as conversões de unidades e a utilizar g = 9,8 m/s2.

33
2) Oriente os estudantes a utilizar bons sites ATIVIDADE 3
da Internet, revistas de divulgação científica e O RESGATE
livros da biblioteca da escola para realizarem
a pesquisa. O trabalho pode ser realizado 1) Apresentação
artesanalmente (com papel e lápis de cor) ou no
computador, de acordo com a preferência dos Durante uma excursão, um grupo de jovens
alunos. De forma resumida, os freios ABS têm cai em uma armadilha, que fica no topo de um
origem nos carros de Fórmula 1 e possuem um declive. Devido à grande profundidade do buraco,
mecanismo que inibe o travamento imediato eles não conseguem escapar. As horas passam e
das rodas durante a frenagem. Assim, com esse chega o anoitecer. Um passante escuta os pedidos

TA
sistema, as rodas continuam girando de maneira de socorro e vai ajudar. Nesta atividade, os
controlada, o que inibe as derrapagens, sobretudo, estudantes representarão a pessoa que vai realizar
em dias chuvosos. Outro ponto interessante é o o resgate. Devido à hora e às condições do grupo,

C
o)
significado da sigla ABS: Anti-lock Braking System, será necessário içar o maior número possível

pr NE
ou seja, Sistema de Frenagem Antitravamento. de pessoas por vez. Como realizar um resgate

id
O airbag, por sua vez, é uma bolsa de náilon rápido e seguro? Quais conhecimentos físicos são

uz
que, acoplada ao painel do automóvel, infla por necessários para elaborar a melhor estratégia
CO
uma reação química que produz uma grande de salvamento? A partir de questões como

od
quantidade de gás, quando um sensor de colisão é essas, os estudantes terão de usar as equações
acionado. O principal objetivo do airbag é proteger matemáticas e os conceitos físicos para solucionar
o tórax e a cabeça do motorista e dos passageiros um problema próximo da realidade.
A
re
durante a batida.
Os alunos podem ainda discutir as situações em 2) Objetivos
M

que o airbag não é acionado ou, ainda, situações


er

em que o airbag agrava o acidente quando o Esta é uma atividade de extensão no estudo
p A
s

veículo capota ou acontece batida traseira. É da dinâmica dos corpos. Para desenvolvê-la, é
possível discutir também a reação entre o nitrato necessário que os alunos já tenham estudado
e
(n GR

de potássio, ácido de sódio e dióxido de silício


od

as leis de Newton, força de atrito, decomposição


(componentes da bolsa inflável do airbag). Quando de vetores e as funções trigonométricas básicas.
o sensor detecta a colisão, uma bomba aciona Na seção de extensão, será possível aprofundar
O

a mistura desses componentes produzindo uma o problema a partir de mudanças nas condições
ão

grande quantidade de nitrogênio, capaz de inflar a


PR

iniciais do resgate e elaborar uma nova montagem


bolsa a cerca de 320 km/h. para o salvamento das pessoas em uma situação
extrema.
5.6) Situação-Problema
3) Competências e habilidades
Esta etapa apresenta um novo desafio. O trabalhadas
momento é de modificar a montagem proposta
ou criar uma nova, a partir dos conhecimentos 99 Ler e interpretar corretamente tabelas,
adquiridos. Os alunos podem usar a criatividade gráficos, esquemas e diagramas apresentados
para elaborar um piloto automático para situações em textos.
de congestionamento em que o carro deve 99 Construir sentenças ou esquemas para a
manter-se a uma distância constante do veículo da resolução de problemas.
frente, esteja ele parado ou em movimento. 99 Frente a uma situação ou a um problema

34
concreto, reconhecer a natureza dos puxada pelo carro e do coeficiente de atrito entre
fenômenos envolvidos, situando-os dentro do a superfície e a roda do veículo. Essas questões
conjunto de fenômenos da Física, e identificar podem ser resolvidas com o conhecimento das
as grandezas relevantes em cada caso. leis da dinâmica. A carga a ser erguida pode ser
99 Reconhecer a relação entre diferentes representada por material encontrado na sala, como
grandezas e relações de causa e efeito, para pesos-padrão, estojo ou caderno. A rampa pode
estabelecer previsões. ser feita com camadas de papelão coladas ou uma
99 Perceber o papel do conhecimento físico no prancha de madeira, apoiada em livros.
desenvolvimento tecnológico e a complexa
relação entre ambos. 5.3) Organização e Montagem

TA
99 Compreender a Física como parte integrante
da cultura contemporânea. Saliente que os alunos devem fixar a potência do
motor em 30% e que o movimento deve acontecer

C
4) Recursos instrucionais

o)
apenas enquanto o sensor de toque estiver

pr NE
acionado (caso optem por utilizá-lo). Também será

id
Montagem do modelo reboque e material extra: necessário estabelecer um ângulo de 15° a 20°

uz
balança, barbante, transferidor, prancha de para a inclinação da rampa, que pode ser medido
CO
madeira ou pedaços de papelão firme, pesos com o transferidor. A posição correta para a fixação

od
diversos (estojos, cadernos, apagadores etc.) e das roldanas é no meio da extremidade da rampa.
fita adesiva. Essa peça pode ser fixada com fita adesiva à rampa.

5) Encaminhamentos para o
A
re

professor
M
er

5.1) Apresentação e Compreensão do


p A

Problema
s
e
(n GR

Primeiramente, verifique se o problema proposto


od

ficou claro para os alunos: ao realizar um resgate


em um declive, qual é o peso máximo que o carro
O

suporta sem patinar e sem colocar vidas em


ão

risco? Inicialmente, os alunos devem refletir sobre


PR

algumas condições importantes para o sucesso


do resgate, por exemplo, a velocidade, que
deve ser constante, pois o movimento acelerado
pode agravar o acidente, e deve ser realizada a
avaliação precisa do peso máximo que o carro 5.4) Medidas e Cálculos
consegue puxar de cada vez. Nessa situação, o
equilíbrio de forças é fundamental para garantir 1 e 2) Para iniciar esta etapa, os estudantes
ação rápida e segurança. devem realizar o diagrama de forças enquanto
o resgate é realizado. Nesse caso, a força de
5.2) Concepção de um Plano atrito faz o papel da força motora – é importante
salientar que na iminência do movimento a
Nesta etapa, será necessário traçar estratégias força de atrito estará no sentido oposto a esta
para o cálculo da carga máxima que pode ser situação. Veja a ilustração a seguir.

35
2) Colocando a massa concentrada na roda,
nada mudaria. A situação seria diferente
apenas se a massa total do veículo fosse maior,
independentemente do ponto onde é distribuída.
90o

3) Para aumentar a força resultante, pode-se


aumentar o coeficiente de atrito entre o piso e
o pneu e aumentar o ângulo de inclinação do
plano inclinado. Você pode sugerir que os alunos
encontrem o ângulo-limite experimentalmente.

TA

Ppessoas
4a) Este é outro momento em que os alunos
3) A decomposição do vetor da força peso já foi podem levantar hipótese e, depois, analisá-las

C
apresentada no fascículo do aluno, portanto os

o)
experimentalmente. Por exemplo, eles podem
estudantes devem analisar a situação e realizar

pr NE
argumentar que, na situação do plano inclinado,

id
os cálculos corretos. Quando o carro está em temos a componente tangente do peso que ajuda

uz
equilíbrio estático, a resultante das forças é nula, no movimento, porém a força de atrito é menor, já
portanto temos que F res = P t – F at = 0 → F at = P t → µ e· N =
CO
que esta depende da componente normal do peso.

od
= P t → µ e · P n = P t → µ e · P car · cos θ = P car · sen θ →
No caso do plano horizontal, não há a componente
→ µ e = sen θ = tg θ (I) da força peso para auxiliar no movimento, mas
cos θ
a força de atrito é maior, já que esta depende
A

4) Na situação crítica, temos que a aceleração é


re
do peso total do carro. Então, será que a carga
nula, portanto para o carro F res = P t + F at – T = 0 → máxima que pode ser erguida nas duas situações
M

→ P t + F at = T (II) e para o grupo de pessoas é equivalente ou não? É hora dos testes!


er

F res = T – P pes = 0 → T = P pes (III). Substituindo (III)


p A
s

em (II), temos: 4b) Para o veículo em equilíbrio estático temos


P car · sen θ + µ e · N = P pes → P car · sen θ + µ e · P car · cos θ = que a aceleração é nula, portanto para as pessoas
e
(n GR

= P pes → m car · g · sen θ + µ e · m car · g · cos θ = m pes · g → temos T – Ppes = 0 → T = Ppes e para o carro temos que
od

→ m car · sen θ + µ e · m car · cos θ = m pes (IV). Fat – T = 0 → T = Fat → Ppes = µe · N → mpes · g = µe · mcar · g →
→ mpes= µe · mcar . Se forem obedecidos os valores
O

Substituindo (I) em (IV) temos:


limites, para que não ocorra escorregamento dos
ão

sen θ
pneus, o carro será capaz de puxar a mesma
PR

m car sen θ + · m car cos θ = m pes → m pes = 2 · sen θ · m car


cos θ
carga durante o movimento. Sugira aos estudantes
que realizem os testes para verificar as conclusões

5.5) Extensão – A Rampa, o Motor e as experimentalmente.

Leis de Newton
5.6) Situação-Problema
Sugerimos aprofundar a atividade com a realização
de mais alguns problemas: Esta etapa apresenta um novo desafio. O
momento é de modificar a montagem proposta
1) Como a velocidade do carro deve ser ou criar uma nova, a partir dos conhecimentos
constante, nessa situação a componente tangente adquiridos. Os alunos podem usar a criatividade
do peso e a força de atrito fazem o papel e a física das máquinas simples para realizar
das forças motoras. Se o motorista acionar o um resgate em condições extremas: um aclive
acelerador, o carro pode patinar e causar acidente. escorregadio.

36
ATIVIDADE 4 unidades de uma mesma grandeza.
ATRITO ENTRE SUPERFÍCIES 99 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos,
esquemas e diagramas apresentados em textos.
1) Apresentação 99 Construir sentenças ou esquemas para a
resolução de problemas.
Inúmeros fatores podem contribuir para acidentes 99 Frente a uma situação ou a um problema
de avião, entre eles as condições de aderência das concreto, reconhecer a natureza dos fenômenos
pistas dos aeroportos. Caso o coeficiente de atrito envolvidos, situando-os dentro do conjunto de
do asfalto não seja adequado, há um sério risco fenômenos da Física, e identificar as grandezas
de derrapagem das aeronaves durante o pouso e relevantes em cada caso.

TA
a decolagem. A Infraero é a empresa responsável 99 Reconhecer a relação entre diferentes
pelo controle das condições das pistas e, para grandezas e relações de causa e efeito, para
tanto, utiliza um aparelho chamado Mu-Meter – estabelecer previsões.

C
o)
que pode ser descrito como um carro que arrasta 99 Interpretar e fazer uso de modelos explicativos,

pr NE
um sensor pelo asfalto para medir a aderência reconhecendo suas condições de aplicação.

id
de um pneu e a superfície. Se o valor for igual ou 99 Perceber o papel do conhecimento físico no

uz
maior que o mínimo exigido, a pista é liberada. COdesenvolvimento tecnológico e a complexa
Caso seja menor, devido à chuva ou à falta de relação entre ambos.

od
manutenção, os voos são cancelados. Nesta 99 Compreender a Física como parte integrante da
atividade, os estudantes terão uma tarefa similar cultura contemporânea.
à dos engenheiros da Infraero, investigando as
4) Recursos instrucionais
A
re
condições de aderência de uma borracha escolar
em diferentes superfícies.
M

Montagem do modelo teste de atrito e o material


er

2) Objetivos extra: borracha escolar, papel-cartão, folha de


p A
s

sulfite, fita adesiva larga, lixa fina, lixa grossa,


Esta é uma atividade que pode ser usada para tesoura, cola, régua, compasso ou barbante, lápis e
e
(n GR

fita-crepe.
od

a introdução do estudo do movimento circular


uniforme ou como extensão no estudo da força
resultante centrípeta e força de atrito. Todas as 5) Encaminhamentos para o professor
O

equações são apresentadas ao longo do texto,


ão

5.1) Apresentação e Compreensão do


PR

sendo complementadas com questões para


reflexão e investigações experimentais. Na seção Problema
de extensão, são propostas a comparação entre
valores experimentais e teóricos e a discussão da Primeiramente, verifique se o problema proposto
propagação de erros. ficou claro para os alunos, ou seja, eles devem
verificar quais as posições e velocidades-limite
3) Competências e habilidades que garantem aderência mínima de uma borracha
trabalhadas a superfícies com diferentes condições de atrito.
Para tanto, será utilizado um disco composto por
99 Reconhecer e saber utilizar corretamente quatro regiões com diferentes coeficientes de atrito
símbolos, códigos e nomenclaturas de que girará com diferentes velocidades. Assim, para
grandezas. iniciar a atividade, sugerimos que os estudantes
99 Conhecer as unidades e as relações entre as elaborem um diagrama das forças envolvidas na
situação, como na figura a seguir.

37

5.3) Organização e Montagem
N

Além da montagem apresentada no Manual de


→ →
Fcp = Fat Montagens, será necessário produzir o disco da

P atividade, conforme a sugestão apresentada no
fascículo do aluno, ou com outro material que tenha à
disposição, por exemplo, cola, areia, papel camurça,
papel-alumínio, entre outros. Oriente os estudantes a
colocar marcações a cada meio centímetro nas linhas
divisórias entre cada região do disco, para que se

TA
possa identificar a posição da peça.
5.2) Concepção de um Plano
Logo na sequência, a montagem será colocada

C
o)
Neste momento, estimule os alunos a lembrar em funcionamento com diferentes potências e

pr NE
o significado e as grandezas envolvidas no uma tabela é apresentada no fascículo do aluno,

id
cálculo. A velocidade angular (ω) é o número de para que os estudantes possam anotar o número

uz
voltas efetuadas pelo disco em um determinado de voltas realizadas pelo disco. Em seguida,
CO
tempo de funcionamento do motor, o raio (r) uma das potências deve ser escolhida para a

od
é a medida da distância da borracha ao centro realização do teste com a borracha, cuja posição
do disco. Porém, como se trata de um corpo deve ser variada a cada meio centímetro até que
extenso, devemos considerar o centro de massa se encontre o ponto-limite de aderência, quando
A
re
da borracha para esta medida. A velocidade a borracha escapa pela tangente. É importante
tangencial (v) é representada por um vetor salientar que se deve utilizar o centro de massa
M

tangente à circunferência descrita pelo móvel e como referência para o posicionamento da peça
er

depende da velocidade angular e do raio. Outro e para obterem resultados mais precisos. Sugira
p A
s

fator importante é a força resultante centrípeta, que os alunos realizem o teste três vezes em cada
que neste caso é dada pela força de atrito entre superfície e calculem os valores médios, para
e
(n GR

a borracha e a superfície. Com essa discussão, os anotarem na tabela do fascículo.


od

estudantes estarão aptos a responder às questões


sugeridas nesta seção. 5.4) Medidas e Cálculos
O
ão

Nesta seção, são discutidas as definições e


PR

fórmulas de velocidade angular, relação entre a


variação angular em graus e radianos, velocidade
tangencial, força de atrito e resultante centrípeta.
Inicialmente, devem-se transpor os resultados
finais obtidos nos teste para a tabela do fascículo
do aluno e durante a leitura do texto resolver as
questões apresentadas e atualizar a tabela.

a) Para encontrar a relação entre a variação


angular em graus e radianos, basta saber que
uma volta do disco é igual 360°, ou seja, 2π rad.
Assim, pode-se encontrar a velocidade angular, em
rad/s, a partir da equação apresentada:
Δφ (n ovoltas · 2π)
ω= = .
Δt Δt

38
b) Para uma mesma potência de giro, a velocidade tangencial mudará de acordo com a variação do raio,
já que a velocidade angular permanece constante e, por isso, um ponto distante do centro do disco leva o
mesmo tempo que outro perto do centro para efetuar uma volta. Já, para um raio constante, a velocidade
tangencial mudará se a potência de giro do motor variar. Ao final da discussão, espera-se que os alunos
utilizem a equação apresentada e os dados da tabela para o cálculo da velocidade.

v2
c) Sabemos que e que Fat = μ · N .
Fcp = m ·
r
v2 v2 v2
Na situação apresentada, Fat = Fcp → m · r = μ · N → m · =μ·m·g→μ= .
r r·g

TA
Utilizando essa equação e considerando g = 9,8 m/s2, é possível calcular o coeficiente de atrito para cada
superfície e completar a tabela.

C
o)
5.5) No Limite das Possibilidades

pr NE

id
Sugerimos ampliar a atividade com a discussão de mais quatro questões:

uz
CO
od
1) Foi calculado o coeficiente de atrito estático, pois a borracha está em repouso sobre a superfície.
2) Esta questão deve ser respondida a partir da análise dos dados da tabela. Os alunos perceberão que a
velocidade-limite está diretamente relacionada ao coeficiente de atrito da superfície, já que, para as regiões
mais ásperas a velocidade máxima a borracha é maior e para regiões mais lisas a velocidade-limite é menor.
A
re

3) Sabemos que v=ω·r→r=


v
, sendo que a velocidade angular pode ser encontrada a partir
ω
M
er

Δφ (n ovoltas · 2 π)
de ω = = juntamente com os dados da tabela e com as velocidades tangenciais anotadas em
Δt Δt
p A
s

outra tabela. Em seguida, oriente os alunos a realizar o teste para verificar experimentalmente os valores.
e
(n GR

4) Os valores medidos foram aproximados ou então foi calculado um valor médio. Assim, ao colocar esses
od

números nas equações, os erros são propagados a cada operação realizada. Oriente os alunos a calcular a

diferença percentual entre os valores teórico e experimental e a julgar se as previsões foram boas ou não.
O

(| rteorico . rexperimental |)
Para encontrar o erro percentual, pode ser utilizada a expressão erro = · 100 = %.
ão

rteorico
PR

39
40
Anotações

PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 99 Compreender tabelas, gráficos e expressões
INVESTIGANDO O SOLO matemáticas como diferentes formas de
representação.
1) Apresentação 99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo
dados e resultados com linguagem científica e
Alicerces ou fundações são estruturas de apoio matemática apropriada.
das edificações. Podem ser feitos de madeira, 99 Argumentar claramente sobre seus pontos
ferro ou concreto, devem ser fixados em solo de vista, apresentando razões e justificativas
firme e podem estar a diferentes profundidades, claras e consistentes.
dependendo das características geológicas do 99 Identificar transformações de energia e

TA
local. Nesta atividade, os alunos assumirão o a conservação que dá sentido a essas
papel de geotécnicos, ou seja, serão responsáveis transformações.
pela avaliação do terreno em que será construída 99 Reconhecer a conservação de determinadas

C
o)
uma casa ou edifício. Essa investigação inicial da grandezas, utilizando essa noção na análise de

pr NE
superfície é uma etapa fundamental, pois solos situações dadas.

id
com características distintas (arenoso, argiloso, 99 Compreender a necessidade de fazer uso de

uz
seco, molhado) necessitam de diferentes tipos de COescalas adequadas para construir gráficos ou
fundações, para garantir base firme à construção. outras representações.

od
Como determinar o peso da construção e a 99 Compreender a Física como parte integrante
força que ela vai exercer sobre o solo? Qual é a da cultura contemporânea.
profundidade do solo em que a construção irá se
4) Recursos instrucionais
A
re
apoiar? Que tipos de fundações existem? Essas
são algumas das questões que irão guiar as
M

discussões. Montagem do bate-estacas, etiqueta milimetrada


er

(disponível na página seguinte e no fascículo do


p A
s

2) Objetivos aluno), fita adesiva, copo de plástico descartável


contendo areia seca (quantidade equivalente a
e
(n GR

6 cm de altura), copo de plástico contendo argila


od

A atividade pressupõe que os conteúdos aqui


utilizados – conceitos e equações da pressão de seca (quantidade equivalente a 6 cm de altura),
uma força sobre uma superfície, trabalho de uma caderno para anotações, lápis e borracha.
O

força, energia mecânica e sua conservação –


ão
PR

são de conhecimento dos alunos. Os estudantes 5) Encaminhamentos para o


realizarão medidas, cálculos e desenvolverão professor
tabelas e gráficos. Na seção de extensão, serão
retomadas também as equações do movimento 5.1) Apresentação e Compreensão do
uniformemente variado. Problema

3) Competências e habilidades Para escolher o tipo de fundação mais adequado, é


trabalhadas preciso avaliar primeiramente o terreno. Por isso,
é necessário verificar a força de resistência do solo
99 Conhecer as unidades e as relações entre as – arenoso ou argiloso –, dependendo da escolha
unidades de uma mesma grandeza. de cada equipe, e em seguida decidir qual a área
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, e o tipo de alicerce mais adequado para sustentar
gráficos, esquemas e diagramas apresentados uma casa – pequena, média ou grande.
em textos. Antes de iniciar a montagem, sugerimos a leitura
e a discussão da seção Informações Técnicas,

42
para que os estudantes compreendam os termos 5.4) Medidas e Cálculos
técnicos utilizados no texto da atividade - como
é realizado o teste SPT, quais são os elementos Após finalizar a montagem, os alunos deverão
essenciais da estrutura de uma construção, fazer a seguinte investigação:
os tipos de fundações usadas (dependendo do
tamanho da edificação e das características do 1) Cada equipe decidirá como será sua casa.
solo local) e a distribuição da carga vertical na Oriente-os a escolher números de cômodos
estrutura. diferentes, para que cada equipe trabalhe com
uma situação distinta.
5.2) Concepção de um Plano

TA
2) De acordo com a casa elaborada, a
Nesta seção é apresentado um resumo da estrutura da construção terá de quatro a oito
investigação que será desenvolvida ao longo da pilares. Consideraremos que lajes e vigas foram

C
atividade, por isso é importante fazer uma breve distribuídas homogeneamente para garantir que

o)
revisão sobre pressão, trabalho de uma força,

pr NE
cada pilar sustente o mesmo peso, assim:

id
energia mecânica e sua conservação. Em seguida,
carga total

uz
Fpilar =
é o momento de iniciar a montagem. no de pilares
CO
od
5.3) Organização e Montagem 3) Agora é o momento de realizar o teste
SPT e anotar os dados na tabela ou no caderno.
Na montagem, será necessário fixar uma etiqueta Apresentamos a seguir um exemplo de tabela com
A

milimetrada, utilizando uma fita adesiva, de os valores para os dois tipos de solo.
re

preferência dupla face, conforme a figura abaixo.


M

Saliente que, ao desenvolver a programação, os


er

alunos deverão fazer com que


p A

Solo argiloso Solo arenoso


o motor, uma vez acionado,
s

Número de Medida no Profundidade Número Medida no Profundidade


suspenda o peso até chegar golpes (n) amostrador a cada golpe de golpes amostrador a cada golpe
e
(n GR

à altura máxima e, logo em (cm) d (cm) (n) (cm) d (cm)


od

seguida, inverta rapidamente 0 0,5 0 0 0,3 0

o sentido de rotação, fazendo 1 2,6 2,1 1 2,2 2,1


O

2 3,2 0,6 2 2,9 0,6


assim com que o peso caia em
ão

3 3,7 0,5 3 3,5 0,5


queda livre.
PR

4 4,1 0,4 4 3,9 0,4


5 4,5 0,3 5 4,4 0,3
6 4,9 0,4 6 4,8 0,4
7 5,2 0,3 7 5,3 0,3
8 5,4 0,2 8 5,8 0,2
9 5,6 0,2 9 6,1 0,2
10 5,7 0,1 10 6,2 0,1
11 5,9 0,2 11 6,2 0
12 6,0 0,1 12 6,2 0
13 6,2 0,2 - - -
14 6,2 0 - - -
15 6,2 0 - - -

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

43
Para determinar a consistência do solo, oriente os c) Essas respostas foram obtidas na questão 3.
alunos a comparar seus dados com a tabela que Fr Fr
d) Sabemos que Tsolo= → A=
apresenta a correlação entre os tipos de solo, sua A Tsolo
e) Com base no valor encontrado na questão
consistência e número de golpes da estaca no
anterior, oriente os estudantes a analisar a tabela
solo. Para calcular o valor da força de resistência
para escolher o tipo de fundação ideal.
do solo à penetração (Fr), sugerimos reproduzir
a ilustração a seguir na lousa e desenvolver o
5.5) Extensão – Aprofunde um Pouco
raciocínio em conjunto com os alunos.
Mais

TA
Sugerimos ampliar a atividade com a resolução de
mais algumas questões:

C
1) Nesse processo, temos a transformação de

o)
energia potencial em cinética.

pr NE

id
r 2) Caso os alunos apresentem dúvidas, retome
a discussão realizada na questão 3, τ = m . g . (hf - hi)

uz
Sabemos que a tensão (ou pressão) que o solo
3) Neste caso, temos um movimento
suportará é igual à tensão que o pilar aplica na
CO
od
uniformemente variado, portanto:
superfície, ou seja, Tsolo = Tpilar e que a tensão do solo
v2 = v02 + 2 . a . ∆s → vy2 = 2 . g .(hf - hi) = vy 2 . g .(hf - hi)
é obtida pela força de resistência, distribuída pela
Fr Além disso, considerando a conservação da energia
superfície do pilar, Tsolo = . Analogamente,
A
re
Fpilar
A mecânica, temos que: m . v2
Tpilar = , então, Fr = Fpilar . Além disso, o trabalho da 2
A
Epg = Ec → m . g . (hf - hi) = →
M

força peso é dado por τ = P . d = ∆Epg → Fpilar . d =


er

→ v= 2 . g . (hf - hi)
m . g . (hf - hi) m . g . (hf - hi)
= m . g . (hf - hi) → → Fr =
p A

Fpilar = .
d
s

d 4) Esta é uma questão aberta, mas será


Assim, os testes devem ser realizados e a força
interessante convidar o professor de Geografia
e
(n GR

de resistência do solo calculada até que Fr = Fpilar. para discutir o intemperismo e a formação do
od

Lembrando que a massa da coluna da estaca é de solo. De maneira muito resumida: fenômenos
m = 42,5 g = 4,25 . 10-2 kg, a altura de queda do físicos, químicos e biológicos ao longo de centenas
O

amostrador-padrão é hi = 23,5 cm = 2,35 . 10-1 m, ou milhões de anos podem modificar a estrutura


ão

g = 9,81 m/s2 e que a profundidade d deve estar de rochas e produzir minúsculos fragmentos e
PR

em metros. partículas, que chamamos de solo. Por isso, as


camadas superficiais são macias, e as camadas
4) Para traçar o gráfico Fr versus d, os alunos profundas, mais rígidas e compactas.
podem usar o espaço quadriculado da página 9 do 5) Caso exista tempo disponível, as equipes
fascículo do aluno. podem trocar o tipo de solo para simular a
5) O relatório com parecer técnico, que produção do parecer técnico de outra localidade,
também pode ser redigido no caderno de com características diferentes do terreno.
notas, deve ser breve, com as informações bem
organizadas e respostas diretas.
a) Essa resposta está na tabela preenchida na
questão 1.
b) Essa resposta foi obtida na questão 2.

44
ATIVIDADE 2 estabelecer previsões.
QUANTIDADE DE MOVIMENTO 99 Reconhecer a existência de constantes em
processos naturais.
1) Apresentação 99 Identificar transformações de energia e
a conservação que dá sentido a essas
O que acontece quando uma atleta da patinação transformações.
artística lança uma bola para sua colega de equipe? 99 Reconhecer a conservação de determinadas
Ambas continuam paradas, movimentam-se para grandezas, utilizando essa noção na análise de
a frente ou para trás? Para responder a esta situações dadas.
pergunta, solicite que algum aluno relate o que lhe 99 Elaborar modelos simplificados de

TA
acontece ao lançar uma bola enquanto usar patins determinadas situações, levantar hipóteses e
ou estiver sobre um skate. Provavelmente, alguém fazer previsões.
da turma vai ter uma boa história para contar.

C
4) Recursos instrucionais

o)
Situações como essas, nas quais um movimento

pr NE
acontece para compensar outro, serão investigadas

id
nesta atividade. Montagem do modelo disparador, balança de

uz
precisão, fita métrica ou régua, bolinha de isopor
2) Objetivos
CO
de 50 mm, papel-carbono, pregos pequenos ou

od
tachinhas – que serão usados para aumentar
Esta é uma atividade de caráter introdutório a massa da bola de isopor –, papel-cartão com
no estudo da conservação da quantidade de face acetinada (opcional), tesoura, fita adesiva,
A
re
movimento linear. Primeiramente será feita caderno para anotações, lápis e borracha.
uma abordagem qualitativa, com a investigação
M

da influência da massa e da velocidade nos 5) Encaminhamentos para o


er

movimentos, para então realizar a análise professor


p A
s

quantitativa, com a elaboração de gráficos e


cálculos com as equações do lançamento horizontal 5.1) Introdução e Compreensão do
e
(n GR

e da quantidade de movimento linear. Problema


od

3) Competências e habilidades Verifique se o problema proposto ficou claro para


O

trabalhadas os alunos. Qual é o conceito físico envolvido


ão

nas três situações apresentadas na abertura?


PR

99 Compreender tabelas, gráficos e expressões Quais as grandezas que devemos conhecer para
matemáticas como diferentes formas de analisar quantitativamente esses fenômenos? Para
representação. responder a essas questões, será montado um
99 Argumentar claramente sobre seus pontos robô disparador que lançará bolas de diferentes
de vista, apresentando razões e justificativas massas.
claras e consistentes.
99 Frente a uma situação ou a um problema 5.2) Concepção de um Plano
concreto, reconhecer a natureza dos
fenômenos envolvidos, situando-os dentro do Nesta etapa, os estudantes podem pensar em
conjunto de fenômenos da Física, e identificar situações cotidianas para buscar estratégias de
as grandezas relevantes em cada caso. resolução do problema proposto. Por exemplo,
99 Reconhecer a relação entre diferentes provavelmente eles se lembram da diferença
grandezas e relações de causa e efeito, para entre lançar uma bola de handebol e uma bola de

45
basquete nas aulas de Educação Física. Também para a frente, o movimento é compensado com um
podem imaginar como seria fazer esses dois recuo pequeno para trás; já, quando o lançamento
arremessos sobre uma superfície de gelo ou então é realizado com massas maiores, o movimento
sobre um piso de azulejo ensaboado. é compensado com um recuo grande na mesma
direção do lançamento, porém em sentido oposto.
5.3) Organização e Montagem 2) Oriente os estudantes a traçar a reta média
entre os pontos no gráfico (recuo versus massa do
Verifique se as rodas ficaram com um pouco projétil). Com o gráfico finalizado, será possível
de folga e se a bateria do EV3 está com carga observar que a relação entre a massa lançada e o
completa, pois, se o nível de carga estiver recuo do robô é linear.

TA
baixo, a velocidade de lançamento diminuirá Recuo x massa do projétil
consideravelmente durante a execução do
experimento. Saliente que a superfície de

C
o)
deslocamento precisa ser lisa, e as rodas do robô

pr NE
devem estar limpas para minimizar o atrito. Caso

id
disponha de papel-cartão com face acetinada,

uz
recomendamos usá-lo com a superfície para o CO
disparador. Por fim, oriente os estudantes que a

od
potência do motor dever ser de 100%.

5.4) Medidas e Cálculos


A
re

Com o robô finalizado, é o momento de começar a


M

investigação.
er

1) Saliente que a massa da bola de isopor com


p A
s

pregos deve ser a mais próxima possível daquelas


indicadas na tabela (20, 40, 60 e 80 gramas). 3) Ao prolongar a reta média, os estudantes
e
(n GR

Antes de iniciar o experimento, os estudantes podem fazer a estimativa do recuo para massas
od

devem marcar a posição inicial do robô na maiores.


superfície de apoio – marco zero. Para tanto, será 4) Depois de estimar o valor no gráfico, é
O

necessário escolher um ponto de referência, como o momento de verificar experimentalmente. É


ão

o eixo da roda dianteira, por exemplo. Após o interessante discutir que, como a previsão foi feita
PR

lançamento, o recuo deve ser medido com cuidado a partir da reta média, o ponto que representa a
para não alterar a posição do robô. Oriente-os a posição final média do recuo provavelmente não
utilizar sempre a mesma posição inicial e a realizar ficará localizado sobre a curva do gráfico, assim
cinco medidas em cada lançamento para obterem como os outros pontos, mas será próxima do valor
o valor médio. estimado.
a) Os alunos perceberão que a distância de 5) A velocidade será calculada a partir do
recuo do disparador é proporcional ao aumento da lançamento horizontal. Para tanto, será necessário
massa da bolinha e também que o movimento do colocar papel-carbono na região de alcance da
robô ocorre na mesma direção, porém em sentido bola. O procedimento deve ser repetido cinco
oposto ao do lançamento. Será interessante vezes, sempre com a mesma posição inicial, para
que eles justifiquem o fenômeno a partir das que seja calculado o valor médio.
observações feitas, levantando hipóteses; por a) O lançamento horizontal já foi abordado na
exemplo, quando massas menores são lançadas atividade “Cesta! Três pontos!”.

46
A
A velocidade horizontal é obtida por vx = t Por fim, o disparador deve ser colocado em seu
queda
interior para fazer o experimento.
sendo tqueda = 2 . h , temos que vbola = A
.
g h
2. g

b) Explore com os estudantes a relação entre


ATIVIDADE 3
massa e recuo, abordada nas questões 1 e 2,
COLISÕES
para tratar a relação entre massa e velocidade
qualitativamente, antes de apresentar a equação 1) Apresentação
da quantidade de movimento linear. Para calcular
a velocidade de recuo, temos que Qantes = Qdepois → O contexto da atividade é uma competição de

TA
→ (M . vrecuo + m . vbola)antes = (M . vrecuo + m . vbola)depois → demolição de carros. Apesar de todo o furor e
→ 0 = (M . vrecuo + m . vbola)depois → M . vrecuo= – m . vbola → algazarra, existem regras bem definidas e quem
→ vrecuo = –m vbola , o sinal negativo do resultado
. não cumpri-las será desclassificado. É importante

C
M

o)
observar o porquê de os carros utilizados na

pr NE
indica que o movimento do disparador aconteceu competição não possuírem farol, vidros nem os

id
no sentido oposto ao da bola. bancos dos passageiros. Uma competição realizada

uz
6) Nesta questão, espera-se que os estudantes com carros mais leves ou mais pesados pode
CO
compreendam que as três situações apresentadas privilegiar um dos competidores? Quais são as leis

od
na abertura podem ser explicadas pela físicas envolvidas nesse combate? Essas e outras
conservação da quantidade de movimento linear. questões vão nortear a investigação.
Quando a bola foi lançada, a patinadora ganhou
2) Objetivos
A
re
movimento. Quando o pescador lançou a rede, ele
ganhou movimento. O mesmo aconteceu com o
M

canhão ao disparar o projétil. Vale ressaltar que o Esta é uma atividade de caráter introdutório
er

movimento obtido foi sempre na mesma direção, no estudo das colisões, mas que também pode
p A
s

em sentido oposto e com menor velocidade que o ser usada como extensão, caso o assunto já
objeto lançado, já que as massas dos lançadores tenha sido tratado na sala de aula. As equações
e
(n GR

são maiores. matemáticas necessárias para o desenvolvimento


od

da atividade serão apresentadas ao longo do texto,


5.5) Extensão – O Canhão Dentro do mas é importante que a abordagem conceitual
O

Vagão do assunto já tenha sido realizada em aula ou


ão

com a atividade deste fascículo “Quantidade de


PR

Sugerimos ampliar a atividade abordando mais um Movimento”. Na seção de extensão, será possível
problema. discutir a energia cinética envolvida nas colisões
a) Esta é uma questão aberta em que os e abordar a importância dos para-choques dos
alunos utilizarão os conhecimentos adquiridos para carros na absorção do impacto.
levantar hipóteses sobre o experimento.
b) Em seguida, é o momento de verificar as 3) Competências e habilidades
hipóteses experimentalmente. Para realizar o trabalhadas
teste, será necessário apoiar a tampa da caixa
do kit EV3 sobre quatro rodas conectadas a seus 99 Frente a uma situação ou a um problema
respectivos eixos – a linha em baixo relevo da concreto, reconhecer a natureza dos
tampa pode ser utilizada para dimensionar o fenômenos envolvidos, situando-os dentro do
tamanho do eixo. Em seguida, oriente os alunos a conjunto de fenômenos da Física, e identificar
colocar a caixa do kit apoiada sobre esse suporte. as grandezas relevantes em cada caso.

47
99 Reconhecer a relação entre diferentes 5.2) Conceba um Plano
grandezas e relações de causa e efeito, para
estabelecer previsões. Com base em situações cotidianas, os estudantes
99 Reconhecer a existência de constantes em já sabem que a massa e a velocidade são fatores
processos naturais. determinantes no resultado de uma colisão entre
99 Identificar transformações de energia e veículos. Sugira que eles relatem algum acidente
a conservação que dá sentido a essas a que assistiram em um telejornal ou em algum
transformações. filme de aventura, contando as características e
99 Identificar as formas de dissipação de condições dos corpos envolvidos antes e depois
energia e as limitações quanto aos tipos de da colisão, para que possam refletir sobre quais

TA
transformações possíveis. estratégias devem ser usadas para medir a
99 Reconhecer a conservação de determinadas transmissão do movimento.
grandezas, utilizando essa noção na análise de

C
5.3) Organização e Montagem

o)
situações dadas.

pr NE

id
4) Recursos instrucionais Como são necessários dois carros para cada

uz
COteste, cada equipe deverá montar um carro e
Montagem do carro de batida, pista com faixas realizar as colisões em conjunto. Caso a classe

od
brancas e pretas (conforme modelo disponível no tenha um número ímpar de equipes, permita que
fascículo do aluno), balança de precisão, objeto uma das equipes realize o teste duas vezes. É
com cerca de 100 g (como um sabonete ou tubo necessário ressaltar que a bateria do EV3 deve estar
A
re
de pasta de dentes, que possui peso-padrão de 90 completamente carregada, já que a potência do
g), fita isolante, tesoura, caderno para anotações, motor deve ser a mesma do início ao fim dos testes.
M

lápis e borracha. No fascículo do aluno são apresentadas informações


er

importantes quanto à programação dos dois carros.


p A

5) Encaminhamentos para o
s

Verifique se alguma equipe tem dúvidas quanto


professor aos valores de tempo que devem ser anotados nas
e
(n GR

tabelas e quais devem ser descartados.


od

5.1) Introdução e Compreensão do A pista pode ser montada recortando o


Problema modelo disponível junto com o passo a passo
O

da montagem, no fascículo do aluno. Serão


ão

É interessante iniciar a atividade discutindo uma necessários recortes de três fascículos. Lembre-
PR

concepção típica dos pilotos desse tipo de competição, os de que as faixas brancas e pretas devem ficar
já que muitos dizem que “toda a força do carro que distantes 1,5 cm uma da outra, precisamente.
estão dirigindo é transmitida para o que desejam Oriente-os quanto ao posicionamento correto dos
detonar!”. Solicite aos estudantes que respondam carros e ao alinhamento dos para-choques.
se há algum equívoco nessa frase. Caso tenham
realizado a atividade “Quantidade de Movimento”,
eles provavelmente responderão que o termo correto
nessa situação é quantidade de movimento linear
e não a palavra força. Mas, caso tenham dúvida,
não comente a resposta, deixe que obtenham as
conclusões ao longo da atividade. As outras perguntas
apresentadas nesta seção têm o objetivo de nortear
O carro
as discussões que serão realizadas a seguir. desliga o
motor
Faixa 1,5 cm Faixa 1,5 cm Faixa 14
1 7

48
Em cada etapa dos testes, será interessante que parcialmente elásticas.
os alunos levantem primeiramente hipóteses
sobre os resultados e só depois realizem os 5.6) Situação-Problema
experimentos. Lembre-os de que o carro B
sempre permanecerá parado, enquanto o carro Esta etapa apresenta um novo desafio. É o
A movimenta-se. Na primeira colisão, os carros momento de modificar a montagem proposta
terão a mesma massa. Na segunda colisão, o carro ou criar uma nova, a partir dos conhecimentos
B terá massa maior que o carro A e, na terceira adquiridos. Os alunos podem elaborar novos para-
colisão, o carro A terá massa maior que o carro -choques para absorver o impacto dos veículos,
B. Para alterar as massas pode ser acoplado um com material reciclado, como papel, papelão de

TA
objeto inteiriço à montagem com cerca de 100 g. embalagem de ovos, isopor, borracha escolar etc.
Os alunos podem discutir qual o melhor
5.4) Medidas e Cálculos material para absorver impacto e por quê.

C
o)
Permita também que sejam feitas modificações

pr NE
Com os dados obtidos, os alunos podem calcular na “modelagem” do veículo LEGO®. A estrutura do

id
as velocidades (medindo o deslocamento do carro carro também é importante para absorver ou não

uz
B) e a quantidade de movimento linear em cada o impacto de acidentes.
CO
situação.

od
a) e b) As equações da velocidade v = ∆s e da ATIVIDADE 4
∆t
quantidade de movimento linear Q = m . v estão CLUBE DO CANHÃO
indicadas no fascículo do aluno.
A

c) Qantes > Qdepois. O objetivo é que os alunos


re
1) Apresentação
compreendam que a quantidade de movimento
M

linear se conserva somente se existirem apenas


er

O contexto desta atividade é o Clube do Canhão,


forças internas atuando, que são aquelas uma associação que reúne engenheiros, tenentes
p A
s

decorrentes de interações entre os corpos do e coronéis norte-americanos para discutir questões


sistema. Neste caso, temos forças de atrito entre
e

bélicas, principalmente relacionadas à criação de


(n GR

as superfícies e o ar, que são as forças externas


od

balas e canhões. Após a Guerra de Secessão, nos


que atuam no sistema. Estados Unidos, o grupo enfrenta um período de
d) Considerando que ocorra conservação da grande monotonia, por não ter nenhuma batalha
O

quantidade de movimento linear, pode-se calcular para exercitar suas habilidades, até que o sr.
ão

o valor teórico da velocidade final do carro B:


PR

Impey Barbicane, presidente do Clube, apresenta


mA . (v1 - v2)
Qantes = Qdepois → v'teórico = , e compará-lo com a todos um grande desafio: lançar um homem
mB
o valor experimental, que é menor, pelos motivos para a Lua por meio de um gigantesco canhão.
discutidos no item c. Essa história é explorada na obra de ficção Da
Terra à Lua, escrita pelo francês Júlio Verne (1828-
5.5) Extensão – Para Detonar Nessa –1905). Se for possível, exiba para os alunos o
Disputa! clássico curta-metragem Viagem à Lua (Le Voyage
dans la Lune), de 1902, produzido e dirigido pelo
Sugerimos ampliar a atividade abordando a cineasta francês George Méliès (1861–1938).
energia cinética, Ec = 1 . m . v2 , envolvida nas Esse divertido filme, com apenas 14 minutos de
2
colisões. duração, foi baseado na obra de Júlio Verne, além
1) Ec_antes > Ec_depois , pois parte da energia é de ser uma das primeiras produções a fazer uso de
dissipada em forma de calor e som. efeitos especiais na história do cinema.
2) Em todos os casos, temos colisões

49
2) Objetivos
5) Encaminhamentos para o
Esta é uma atividade de aprofundamento no professor
estudo de colisões e conservação da quantidade
de movimento linear, na qual os estudantes 5.1) Apresentação e Compreensão do
devem obter medidas de massa e comprimento, Problema
discutir as conservações na física e realizar
cálculos com as equações matemáticas da energia Na abertura da atividade, o personagem Impey
cinética, potencial gravitacional e quantidade Barbicane, o aventureiro da obra de Júlio Verne,
de movimento. Na seção de extensão, os diz que a velocidade de lançamento deve ser

TA
conhecimentos adquiridos na investigação fictícia precisa para que um homem consiga chegar à Lua.
serão usados para explorar um problema real. Assim, a questão é como calcular a velocidade de
lançamento de um corpo.

C
o)
3) Competências e habilidades

pr NE
trabalhadas 5.2) Concepção de um Plano

id
uz
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, O pêndulo balístico, que foi idealizado em 1742
CO
gráficos, esquemas e diagramas apresentados por Benjamim Robin, é uma montagem simples,

od
em textos. composta por um pequeno bloco de madeira,
99 Reconhecer a relação entre diferentes pendurado por duas cordas e que serve de alvo
grandezas e relações de causa e efeito, para para projéteis. Esse aparato é muito comum em
A
re
estabelecer previsões. exercícios de Física, por isso é possível que os
99 Reconhecer a existência de constantes em alunos já conheçam o esquema apresentado na
M

processos naturais. página 32. Nesse momento, será interessante que


er

99 Identificar transformações de energia e os alunos discutam estratégias para a montagem,


p A
s

a conservação que dá sentido a essas trocando o alvo de madeira e a bala por peças
transformações. LEGO®. Para responder à questão proposta,
e
(n GR

espera-se que elaborem um esquema similar ao


od

99 Identificar as formas de dissipação de


energia e as limitações quanto aos tipos de apresentado a seguir.
transformações possíveis.
O

99 Reconhecer a conservação de determinadas V projétil V conjunto


ão
PR

grandezas, utilizando essa noção na análise de


situações dadas. m
99 Elaborar modelos simplificados de M m+M

determinadas situações, levantar hipóteses e antes da colisão depois da colisão


fazer previsões.
5.3) Organização e Montagem
4) Recursos instrucionais
Verifique se o pêndulo balístico foi montado
Montagem do modelo pêndulo balístico, balança corretamente. Peça aos alunos que,
de precisão, bolas de isopor de 50 mm, pregos cuidadosamente, fixem pregos na bola de isopor
curtos, recorte da figura modelo da página 31 do até que ela atinja 13 g. Os valores da massa do
fascículo do aluno, caderno para anotações, lápis pêndulo balístico, o comprimento da haste e a
e borracha. massa da bola (projétil) são apresentados no
fascículo do aluno e serão utilizados na seção
Medidas e Cálculos, entretanto, é interessante

50
solicitar que os alunos verifiquem a massa da 5.5) Extensão – Para Ser Membro do
montagem e das bolas, meçam o tamanho do fio e Clube do Canhão!
discutam os motivos das pequenas diferenças nos
valores de cada equipe, caso exista alguma. Para desenvolver o problema proposto, oriente
os alunos a retomar as discussões realizadas
5.4) Medidas e Cálculos na atividade “Cesta! Três pontos!” do fascículo
Movimentos e a usar os conhecimentos de Física
Um desenho esquemático do pêndulo balístico é e robótica que adquiriram até agora. Ao final,
apresentado na abertura da seção, ilustrando a cada grupo pode apresentar sua proposta para os
montagem antes da colisão (bola aproximando-se colegas, para trocarem ideias e complementarem

TA
com velocidade v’ e pêndulo parado) e depois da as montagens.
colisão (bola no interior do alvo, com o conjunto
elevado a uma altura h). 5.6) Situação-Problema

C
a) O objetivo dessa questão é discutir a

o)
pr NE
conservação da energia mecânica. Durante todo Esta etapa apresenta um novo desafio. É o

id
o processo, há dissipação de energia, porém o momento de modificar a montagem proposta

uz
momento mais significativo dessa perda ocorre no ou criar uma nova, a partir dos conhecimentos
CO
instante da colisão, quando a energia é dissipada adquiridos. O lançamento de Júlio Verne é uma

od
na forma de calor e som. Assim, será utilizado o proposta hipotética, então agora os estudantes
princípio da conservação no instante logo após o vão trabalhar em uma situação de lançamento que
choque até a elevação máxima do conjunto. envolve um problema real.
A

b) No instante logo após o choque, temos


re
Para levantar voo de um porta-aviões, o piloto
energia na forma cinética, assim: deve garantir que a velocidade mínima para o
M

Em_inicial = Ec_inical = (m + M) v
. 2
lançamento seja alcançada. Por isso, é utilizado
er

2 um sistema de catapultas.
p A

Quando o conjunto atinge a altura máxima,


s

Ainda é possível explorar o pouso de uma aeronave


temos energia na forma potencial gravitacional, no porta-aviões. Para tanto, são usados ganchos de
e
(n GR

assim Em_final = Epg_final = (m + M) g h. travamento, que reduzem a velocidade de um avião


od

. .

Considerando a conservação da energia mecânica, com 24.500 kg, de 240 km/h a 0 km/h em apenas 2
segundos, utilizando uma área próxima de
O

temos que Em_inicial = Em_final → Ec_inicial = Epg_final →


96 metros.
ão

(m + M) v2
→ = (m + M) . g . h →
PR

→v = 2 . g . h → vconjunto = 2 . g . (l - l .
cos θ).
Oriente os estudantes a usar g = 9,8 m/s . 2

c) Desprezando os atritos envolvidos, podemos


considerar que a quantidade de movimento linear se
conserva Qantes = Qdepois. Antes da colisão, temos apenas
o movimento da bola e, depois da colisão, o movimento
do conjunto, então:
m . vbola = (m + M) . vconjunto →
→ m . vbola = (m + M) .
2 . g . (l - l. cos θ) →
→ → vbola =
(m + M) 2 . g . (l - l .
cos θ)
m

51
52
Anotações

PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 situações dadas.
ELEVADOR 99 Compreender o desenvolvimento histórico
da tecnologia, suas consequências para o
1) Apresentação cotidiano e relações sociais.
99 Perceber o papel do conhecimento físico no
Apesar de serem associados ao mundo
desenvolvimento tecnológico e a complexa
contemporâneo, os elevadores existem desde
relação entre ambos.
a Antiguidade. Ainda que fossem mais simples,
exclusivos para o transporte de carga, os
4) Recursos instrucionais
princípios físicos envolvidos em sua engenharia

TA
básica são os mesmos das máquinas modernas,
Montagem do modelo elevador sem contrapeso,
ou seja, uma associação de roldanas, cabos e
aproximadamente 350 g de bolinhas de gude por
força motora. Com a evolução da tecnologia, a
equipe, balança de precisão, régua, linha e tesoura.

C
tração animal foi substituída por motores, foram

o)
acrescentados contrapesos, quadros de comando
5) Encaminhamentos para o

pr NE

id
independentes, além das melhorias na capacidade,
professor

uz
velocidade e segurança. Nesta atividade, os alunos
serão convidados a construir e a investigar essa
5.1) Apresentação e Compreensão do
CO
od
máquina.
Problema

2) Objetivos Verifique se o problema proposto ficou claro para


A
re
os alunos. Qual instrumento mecânico, associado
Esta é uma atividade de caráter introdutório
a cabos, pode ser utilizado para reduzir o esforço
M

no estudo da associação de roldanas. Para


necessário para elevar cargas pesadas? Antes de
er

desenvolvê-la, é importante que o conceito e a


continuar a atividade, estimule o debate, pergunte
p A

equação matemática do trabalho de uma força


s

aos alunos se eles já presenciaram uma situação


já tenham sido tratados em aula. Na seção de
equivalente àquela proposta na abertura e solicite
e
(n GR

extensão, os alunos poderão usar criatividade e


que relatem como era a associação de roldanas
od

conhecimento para sofisticar a montagem original.


que viram.
O

3) Competências e habilidades 5.2) Concepção de um Plano


ão

trabalhadas
PR

O elevador a ser montado terá uma roldana fixa,


99 Reconhecer e saber utilizar corretamente
a força será realizada por um motor, a carga será
símbolos, códigos e nomenclaturas de
previamente estabelecida e o EV3 representará
grandezas.
o quadro de comando. Os alunos não poderão
99 Construir sentenças ou esquemas para a
modificar a força do motor nem a carga, assim,
resolução de problemas.
para alterar o desempenho do elevador, os
99 Frente a uma situação ou a um problema
estudantes terão de mudar o comprimento do
concreto, reconhecer a natureza dos
cabo e acrescentar outras roldanas fixas e móveis.
fenômenos envolvidos, situando-os dentro do
Caso a classe tenha dúvidas, sugerimos retomar
conjunto de fenômenos da Física e identificar
rapidamente os conceitos de trabalho de uma
as grandezas relevantes em cada caso.
força e associação de roldanas.
99 Reconhecer a conservação de determinadas
grandezas, utilizando essa noção na análise de

54
5.3) Organização e Montagem proposta temos que θ =180º → cos θ =1, portanto
será usada a seguinte expressão para os cálculos:
Verifique se os alunos têm dúvidas na montagem. τ = F . d. No primeiro teste, em que foi acrescentada
Além disso, por causa da resistência dos materiais a segunda roldana fixa, o deslocamento foi zero
(especialmente dos pneus, que transmitem a d1=0, portanto o trabalho realizado pela força
força do motor para as roldanas), a quantidade motora foi nulo τ1 = 0. No segundo teste, foi
de massa das bolinhas de gude pode variar de acrescentada uma roldana móvel à montagem,
uma montagem para outra. Por isso, é importante fazendo com que o motor tivesse de elevar o
fazer um pequeno teste, para comprovar que a equivalente à metade da carga e, por isso, foi
montagem do elevador não consegue realmente
possível deslocar o elevador, τ2 =

TA
F .
d . No terceiro
carregar a carga definida. Portanto, caso seja 2 2
teste, outra roldana móvel foi acrescentada,
necessário, acrescente ou reduza a massa da
carga para que o motor, por si só, não consiga portanto a força motora necessária foi divida pela

C
o)
levantar a carga. Saliente que a potência do motor metade mais uma vez, enquanto o comprimento

pr NE
deve ser de 100%. Recomendamos ainda usar a τ3 = F .2 . d
de corda puxada dobrou, 2 .

id
4
bateria do EV3 completamente carregada, para
Ao compararem os resultados obtidos nos dois

uz
que a potência do motor mantenha-se constante.
testes, os alunos perceberão que o trabalho da
CO
Com o robô finalizado, é o momento de começar a

od
força motora se conservou τ2 = τ3.
investigação.
a) Na primeira investigação proposta, nada
5.5) Extensão – Sobe ou Desce?
será observado, pois a roldana fixa apenas inverte
A
re
o sentido da força do motor.
Como atividade de extensão, sugerimos sofisticar
b) Ao colocar uma roldana móvel, os alunos
a montagem original. Usando a criatividade e os
M

perceberão que a carga será erguida, pois nesse


er

conceitos aprendidos, os alunos são convidados


caso a força motora estará elevando o equivalente
a elaborar um elevador que tenha uma máquina
p A
s

à metade da carga.
mais eficiente, potente e moderna. Por isso, deve
e
(n GR

funcionar com contrapeso, precisa elevar uma


5.4) Medidas e Cálculos
od

carga maior, se possível o dobro da massa original


(700 g de bolinhas de gude ou outros objetos com
Depois dos testes é o momento de aprofundar a
O

massas equivalentes), além de itens de segurança


discussão dos conceitos físicos e matemáticos.
ão

que a equipe julgar importantes.


a) Para completar a tabela, será necessário
PR

medir o comprimento do cabo puxado depois


que o elevador subir 20 cm. Oriente-os a usar
a criatividade na elaboração de uma estratégia
para efetuar tal medida. Uma das possibilidades é
realizar marcações com caneta na corda enquanto
ele está parado e logo depois de subir até a altura
estabelecida.
b) Nesta etapa, deve ser acrescentada
a segunda roldana móvel no elevador, e o
comprimento da corda deslocada também deve
ser medido. Em seguida, oriente-os a discutir a
questão inicial e a responder a ela: o trabalho se
conserva? Sabemos que τ = F . d . cos θ e na situação

55
ATIVIDADE 2 relação entre ambos.
CARRO COM MARCHA 99 Compreender a Física como parte integrante
da cultura contemporânea.
1) Apresentação
4) Recursos instrucionais
Esta atividade, por meio do estudo de sistema
de marchas de um carro, aborda os conceitos Montagem do dragster, cronômetro, fita métrica
de velocidade linear e angular associados aos ou régua, caderno de anotações, lápis e borracha.
acoplamentos por meio de engrenagens (rodas
dentadas) na transmissão de movimento. Os 5) Encaminhamentos para o

TA
alunos construirão um dragster e programarão professor
o momento correto para a troca automática de
marchas em uma pista com trechos retilíneos, 5.1) Apresentação e Compreensão do

C
aclives e declives. Mas como funciona a caixa de

o)
Problema

pr NE
câmbio dos carros de corrida? Como obter mais

id
torque e velocidade nos carros? Perguntas como Nesta atividade, serão elaborados carros de

uz
essas irão nortear as investigações. corridas com duas marchas. Por meio de jogos
CO
de engrenagens associados a um sistema de

od
2) Objetivos transmissão, os conceitos de velocidade linear,
angular, torque e trabalho serão utilizados para
Esta é uma atividade de aprofundamento determinar qual deverá ser a primeira e a segunda
A

no estudo do movimento circular uniforme,


re
marchas e o momento correto para programar
acoplamento de engrenagens e torque, portanto, a troca, de acordo com os tipos de pistas. É
M

é importante que esses conceitos e suas equações importante realizar a leitura do texto Sistema de
er

matemáticas já tenham sido tratados na sala de transmissão manual: as marchas do carro para
p A
s

aula. Na seção de extensão, será proposta uma que os estudantes compreendam como funciona o
competição entre todos os carros em duas pistas conjunto de engrenagens das marchas, antes de
e
(n GR

com tamanhos e obstáculos diferentes.


od

iniciar a atividade.

3) Competências e habilidades 5.2) Concepção de um Plano


O

trabalhadas
ão
PR

As perguntas propostas nesta seção têm o objetivo


99 Ler e interpretar corretamente tabelas, de nortear a discussão inicial, já que os conceitos
gráficos, esquemas e diagramas apresentados físicos necessários para responder às questões
em textos. são utilizados no desenvolvimento da atividade.
99 Construir sentenças ou esquemas para a Por isso talvez seja necessário realizar uma rápida
resolução de problemas. revisão sobre movimento circular uniforme e
99 Compreender tabelas, gráficos e expressões acoplamento de polias e engrenagens.
matemáticas como diferentes formas de 1) No acoplamento de polias por meio de
representação. correntes ou de rodas dentadas pelos dentes,
99 Fazer uso de formas e instrumentos de medida as velocidades lineares nas bordas dos discos
apropriados para estabelecer comparações são iguais va = vb. Como sabemos que v = ω . r,
quantitativas. as velocidades angulares estão relacionadas da
99 Perceber o papel do conhecimento físico no seguinte forma: ωa . ra = ωb . rb.
desenvolvimento tecnológico e a complexa

56
Consideraremos A a engrenagem motriz – b) Conforme discutido anteriormente,
aquela que está fixa ao eixo do motor – e B a ra . fa
. Em seguida, deve-se
fa . ra = fb . rb → fb =
engrenagem acoplada. Sabemos que ω = 2 . π . f, rb
portanto podemos concluir que: comparar o valor teórico com o experimental.

ωa . ra = ωb . rb → 2 . π . ra . fa = 2 . π . rb . fb → fa . ra = fb . rb
c) Quando a roda realiza uma volta completa,
a distância percorrida pelo carro é igual ao

2) De maneira simplificada, o torque é comprimento da circunferência da roda C = 2 . π . rroda.

obtido pelo produto da força motriz com o raio Então, quanto maior o número de giros da roda,

da engrenagem. Considerando a força do motor maior o deslocamento do carro. Portanto, a

constante, será necessário escolher peças distância percorrida pelo carro está associada à

TA
com diâmetros variados para produzir torques frequência de giro da engrenagem acoplada e,

maiores e menores. Para discutir a relação entre consequentemente, à engrenagem motriz,


força, raio, torque e velocidade, as marchas ra . fa . . .
dcar = fb . 2 . π . rroda → dcar = 2 π rroda.

C
rb

o)
de uma bicicleta são um bom exemplo, pois
Em seguida, deve-se comparar o valor teórico com

pr NE
é fácil visualizar que as marchas baixas estão

id
o experimental.
relacionadas às engrenagens maiores, enquanto as
d) No sentido anti-horário, a marcha é trocada

uz
marchas altas estão relacionadas às engrenagens
e, nesse caso, temos um jogo de três engrenagens.
CO
menores. Pergunte se os alunos já passaram pela

od
Para os alunos estimarem a velocidade atingida
experiência de subir uma ladeira de bicicleta com
pelo carro, oriente-os a utilizar os mesmos
a primeira marcha ou iniciar o movimento com a
procedimentos da questão a.
última marcha e solicite que relatem o processo
e) Nesse tipo de acoplamento, temos que
A
re
para os colegas.
va = vb = vc , sendo A a engrenagem motriz, B a
engrenagem acoplada a A e C a engrenagem
M

5.3) Organização e Montagem


er

acoplada a B. Podemos encontrar a relação entre


o giro das engrenagens com o mesmo raciocínio
p A
s

Acompanhe a montagem, verifique se os alunos


apresentam alguma dúvida e saliente que a desenvolvido anteriormente, assim fa . ra = fb . rb = fc . rc →
e
(n GR

ra . fa ra . fa
potência deve ser de 100%, independentemente → fb = rc . Em seguida, deve-se comparar
od

rb e f c
=
do sentido de giro do motor. A programação o valor teórico com o experimental.
para o momento da troca de marchas poderá ser f) Podemos encontrar o deslocamento do carro de
O

realizada com os dados obtidos ao final da seção


maneira semelhante à questão d:
ão

Medidas e Cálculos.
PR

ra . fa
dcar = fc . 2 . π . rroda → dcar = .
2 . π . rroda.
rc
5.4) Medidas e Cálculos Em seguida, deve-se comparar o valor teórico
com o experimental.
Com o robô finalizado, é o momento de começar g) Com os resultados obtidos, será possível
a investigação para produzir o melhor carro da concluir que o jogo de três engrenagens deve ser
competição. usado para a primeira marcha, pois nesse caso
1. a) Nesta primeira etapa, serão realizados tem-se maior torque, mas, consequentemente,
testes para que se verifique a relação entre os menor velocidade. O jogo de duas engrenagens
acoplamentos e a velocidade adquirida pelo carro com deve ser usado para a segunda marcha, pois,
engrenagens iguais – peças de 24 dentes. A avaliação nessa situação, tem-se menor torque, porém
do tempo que o carro demora a atingir a velocidade maior velocidade.
máxima é importante para decidir o momento da
troca de marchas.

57
2) Nesta segunda etapa, será necessário b) e c) Durante os testes com a superfície
realizar os testes em uma rampa, que pode plana, oriente os alunos a inverter as posições da
ser improvisada com a caixa do kit LEGO® e engrenagem motriz com a engrenagem acoplada,
um pedaço de papelão grosso ou prancha de ou seja, colocarem a peça maior no eixo do motor,
madeira, como proposto na atividade "O Resgate" enquanto a peça menor é colocada no eixo da roda.
do fascículo Dinâmica. Saliente que devem ser Para a medida da velocidade atingida pelo carro e o
substituídas somente as engrenagens acopladas tempo necessário, oriente-os a utilizar os mesmos
ao eixo da roda do carro, as outras não devem ser procedimentos da questão 1.a.
alteradas. Com o motor programado para girar d) e e) Segurando o carro no alto, os
em sentido anti-horário, as investigações podem estudantes perceberão que a velocidade de

TA
começar. giro das rodas é maior com as engrenagens do
jogo B do que com aquelas do jogo A. Porém,
quando o carro é colocado no chão, o jogo B não

C
o)
produz bons resultados na pista plana. Apesar da

pr NE
velocidade maior, o torque é muito pequeno e,

id
portanto, insuficiente para manter o movimento

uz
do carro. Este jogo seria interessante para
CO
a) Caso os alunos apresentem dúvidas, compor a quarta ou a quinta marcha de um carro

od
pergunte se é possível subir ladeiras íngremes mais potente, que pudesse adquirir velocidades
com marchas altas. Não é possível, pois, à medida maiores.
que a velocidade de rotação das engrenagens 3) O melhor conjunto de engrenagens é o
A
re
aumenta, a força que será transmitida pela roda jogo A. Com a primeira marcha, o objetivo é
diminui. Assim, para subir a rampa será necessário conseguir o maior torque, portanto a engrenagem
M

um jogo de engrenagem que possibilite um menor deve ser acoplada ao eixo do motor e
er

torque maior e, consequentemente, produza um a engrenagem maior ao eixo da roda. Com a


p A
s

movimento com menor velocidade. segunda marcha, o objetivo é conseguir maior


Caso disponha de tempo, é interessante velocidade, portanto a engrenagem maior deve
e
(n GR

explorar o conceito de vantagem mecânica ser acoplada ao eixo motriz e a menor acoplada ao
od

aplicada a essa situação. Podemos escrever que eixo da roda do carro. Escolhas feitas a partir das
o trabalho realizado pela engrenagem motriz é discussões realizadas nas questões 1 e 2.
O

igual ao da engrenagem acoplada à roda do carro 4) Quando o carro atingir a velocidade máxima
ão

τengrenagem_motriz = τroda, considerando que rroda seja o braço com a primeira marcha, deve ser feita a troca
PR

da força que o chão exerce sobre o pneu para para a segunda marcha. Oriente os estudantes a
empurrar o carro e engrenagem motriz seja o desenvolver a programação a partir dos tempos
braço da força exercida pela engrenagem acoplada obtidos nas questões 1 e 2. O tempo transcorrido
ao motor para girar o eixo da roda do carro, temos para a mudança de marcha deve ser bem curto,
F n . rroda de 2 a 4 segundos aproximadamente, dependendo
que F . rengrenagem_motriz = F' . rroda . n → F' = rengranagem_motriz .
das características da superfície.
Esta expressão representa a vantagem mecânica
desse sistema e indica que a força F do motor no 5.5) Extensão – A Corrida em Marchas
eixo é maior que a força do chão F’. Entretanto,
a roda do carro desloca-se em linha reta mais Finalizados as montagens, os testes e a discussão
do que a engrenagem motriz que movimenta a dos conceitos físicos envolvidos, que tal realizar
outra engrenagem acoplada à roda do carro, e é uma competição entre os carros? Junto com os
exatamente isso que nos interessa. alunos, elabore uma pista para a competição no

58
pátio da escola. Sugerimos que o percurso comece sugerimos que o conceito de centro de massa
por um trecho retilíneo, seguido de uma rampa, seja abordado antes de iniciar a atividade. Na
depois um declive e novamente outro trecho seção de extensão, os estudantes deverão usar
retilíneo e que seja realizada pelo menos uma a criatividade e o conhecimento para sofisticar e
troca de marcha. Depois do primeiro teste, a pista modernizar a montagem original.
pode ser ampliada com outros obstáculos mais ou
menos íngremes.
3) Competências e habilidades
trabalhadas
5.6) Situação-Problema

TA
99 Ler e interpretar corretamente tabelas,
Esta etapa apresenta um novo desafio. O gráficos, esquemas e diagramas apresentados
momento é de modificar a montagem proposta em textos.
ou criar uma nova, a partir dos conhecimentos 99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo dados

C
o)
adquiridos. Será necessário preparar uma pista e resultados, com linguagem científica e

pr NE
plana, que tenha de 10 a 15 metros de extensão,

id
matemática apropriada.
para realizar a corrida de arrancadas. Será que a 99 Frente a uma situação ou a um problema

uz
equipe vencedora da corrida de circuito também COconcreto, reconhecer a natureza dos
será a melhor nessa disputa?

od
fenômenos envolvidos, situando-os dentro do
conjunto de fenômenos da Física, e identificar
as grandezas relevantes em cada caso.
99 Compreender a necessidade de fazer uso de
ATIVIDADE 3
A
re
escalas adequadas para construir gráficos ou
EMPILHADEIRAS
outras representações.
M
er

99 Compreender a Física como parte integrante


1) Apresentação
da cultura contemporânea.
p A
s

Quatro tipos de empilhadeira são utilizados


4) Recursos instrucionais
e
(n GR

para transporte e empilhamento de cargas:


od

as de mastro retrátil e as trilaterais, mais Montagem da empilhadeira, recorte e montagem


lentas, porém com mastros maiores e ideais dos contêineres em papel-cartão (ao final do
O

para empilhar e retirar cargas em corredores modelo empilhadeira), fita adesiva, bolinhas
ão

estreitos e altos; já as empilhadeiras articuladas de gude (no mínimo 50), régua, tesoura, linha
PR

e as contrabalanceadas são mais ágeis, porém de empinar pipa, balança de precisão, papel
com mastros menores, assim, são usadas no milimetrado (opcional), lápis e borracha.
transporte externo e na carga e descarga de
caminhões, trens, navios ou aviões. Nesta 5) Encaminhamentos para o
atividade, os alunos construirão uma empilhadeira professor
do tipo contrabalanceada, para investigar o
transporte de contêiner de tamanhos e massas 5.1) Apresentação e Compreensão do
variados e as relações físicas e matemáticas Problema
envolvidas no processo.
Verifique se o problema proposto ficou claro para
2) Objetivos os alunos: como determinar a carga máxima
para uma empilhadeira e o tamanho adequado
Esta é uma atividade de caráter introdutório no do contêiner para o transporte? Para resolver o
estudo do equilíbrio dos corpos rígidos, porém, problema proposto, é necessário compreender a

59
física envolvida no equilíbrio de um corpo rígido, e saliente que, para a carga ficar segura na
por isso recomendamos aos estudantes iniciarem empilhadeira, é adequado que o comprimento
essa investigação com a elaboração do diagrama dos garfos seja equivalente a pelo menos ¾ da
de forças da empilhadeira e sua carga, conforme a profundidade do contêiner. Depois de finalizar
figura a seguir. a montagem do robô, é o momento de realizar
os testes com os três tipos de contentores e
a carga máxima, para avaliar o desempenho
da empilhadeira. Oriente-os a realizar todo o
Ncarga procedimento com calma e cuidado para evitarem
o desequilíbrio do robô.

TA
1) Depois da investigação, os estudantes
Pcarga perceberão que o transporte realizado com os
contêineres de tamanho pequeno é o ideal e que o

C
o)
contentor de tamanho médio também é eficiente,

pr NE
porém não tão seguro. Já o contentor de tamanho

id
grande não é adequado, devido à distância de seu

uz
centro de massa ao ponto de apoio, no caso o
CO
centro das rodas dianteiras, por isso não é possível

od
manter o equilíbrio.
2) Ao analisar a carga máxima para cada
contêiner, os alunos perceberão que, quanto maior
A

5.2) Concepção de um Plano


re
o contentor, menor é a carga, pois a distância do
centro de massa ao ponto de apoio aumenta. Em
M

Para compreender com mais detalhes a montagem outras palavras, o braço da força fica maior, por
er

e garantir subsídios para investigação, será isso é necessário diminuir o peso para manter o
p A

importante discutir algumas questões:


s

equilíbrio do conjunto.
• O contrapeso da empilhadeira é formado por
e
(n GR

sua própria estrutura: chassi, rodas, motor e 5.4) Medidas e Cálculos


od

bateria. Mas também pode ser fixada, em sua


parte traseira, uma peça de aço fundido para Depois dos testes, é o momento de aprofundar
O

auxiliar no equilíbrio de cargas mais pesadas. a discussão dos conceitos físicos e matemáticos.
ão

• O centro de rotação da empilhadeira fica Primeiramente, será elaborado um gráfico com


PR

localizado no centro das rodas dianteiras, os dados obtidos na seção anterior. Oriente
por isso, se a carga for maior que a massa os alunos a realizar as medidas com a melhor
do veículo, o giro acontecerá em torno desse precisão possível. Sugerimos que a unidade de
ponto. medida da massa seja em gramas e a do centro
• Outro fator importante para a segurança, de massa em milímetros e que o gráfico seja
o equilíbrio e o transporte adequado é a produzido no espaço disponível no fascículo ou
distância do centro de massa da carga, por em papel milimetrado. É importante ressaltar
isso a distribuição do material e o tamanho do que o gráfico usado como exemplo apresenta a
contêiner são importantes. curva da capacidade máxima de carga permitida
para três empilhadeiras diferentes, portanto o
5.3) Organização e Montagem gráfico elaborado pelos alunos terá apenas uma
curva com três pontos, por tratar-se de uma única
Verifique se os alunos têm dúvidas na montagem empilhadeira com três contentores.

60
Ao final da investigação, os estudantes já terão a elaborar um estrado para movimentar cargas
adquirido conhecimento para responder à proposta pequenas. Os paletes reais podem ser feitos
inicial. Caso esteja utilizando essa atividade como de madeira, metal e até mesmo de plásticos
introdução ao estudo da estática dos corpos e, além de tudo, possuem um encaixe perfeito
rígidos, espere uma resposta mais qualitativa, com a estrutura dos garfos. Os estudantes não
fazendo um paralelo das observações realizadas devem apresentar dificuldades para elaborar esse
com uma gangorra, sem uso de termos técnicos. suporte. É interessante que eles também discutam
Mas, se já tiver sido apresentado este tópico em as vantagens dessa estrutura, por exemplo,
aula, as respostas devem ser mais objetivas, os possibilitar o transporte de cargas com formatos
termos físicos devem ser usados e o cálculo do variados.

TA
torque deve ser efetuado em todas as situações
propostas.

C
5.5) Extensão – No Tamanho do Garfo

o)
pr NE

id
Como atividade de extensão, sugerimos sofisticar
a montagem original, para aumentar a capacidade

uz
de transporte da empilhadeira. CO
od
a) Segundo as normas de segurança,
o comprimento máximo permitido para os ATIVIDADE 4
alongadores de garfos é 60% do comprimento CARGA PESADA
original, por isso oriente os alunos a calcular qual
A

1) Apresentação
re
é a maior extensão possível e a trabalhar com os
valores adequados.
M

A última atividade deste fascículo será diferente


er

b) Os procedimentos para essa questão são os das outras. A partir dos conhecimentos adquiridos
mesmos realizados nas seções Testes e Cálculos e
p A

ao longo das atividades anteriores, chegou o


s

Medidas. momento de os estudantes planejarem, projetarem


e
(n GR

c) Os estudantes perceberão que os e construírem seu próprio robô, capaz de elevar e


od

alongadores são ideais para o transporte de transportar uma carga ainda mais pesada. A única
contêiner com extensões maiores. regra do jogo será o tamanho dos contentores, que
d) A vantagem no uso dos alongadores de
O

terão as mesmas proporções em escala reduzida dos


ão

garfos está no aumento do braço da força, assim, contêineres reais.


PR

o peso da carga também pode ser um pouco Antes da atividade, peça aos alunos que
maior; em outras palavras, esse equipamento pesquisem um pouco mais sobre a história dos
possibilita que o centro de massa da carga possa contêineres, características e utilização. Além disso,
ser posicionado a uma distância um pouco maior uma discussão pode ser realizada com os alunos
do ponto de apoio, por isso é possível transportar sobre sistemas de medidas e unidades.
um contentor um pouco maior com um pouco mais
de carga. 2) Objetivos

5.6) Situação-Problema Esta é uma atividade de aprofundamento no estudo


do equilíbrio dos corpos rígidos. Para desenvolvê-la,
Esta etapa apresenta um novo desafio. É o é necessário que os estudantes já tenham realizado
momento de modificar a montagem proposta a atividade "Empilhadeiras". Na seção de extensão,
ou criar uma nova, a partir dos conhecimentos serão abordados os limites reais do problema.
adquiridos. Nesta seção, os alunos são convidados

61
3) Competências e habilidades
trabalhadas 5.2) Concepção de um Plano

99 Ler e interpretar corretamente tabelas, Apesar de ser uma nova montagem em que os
gráficos, esquemas e diagramas apresentados alunos têm a liberdade para criar, oriente-os a
em textos. utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo
99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo dados do ano letivo e principalmente na atividade
e resultados, com linguagem científica e "Empilhadeira", portanto eles não precisam partir
matemática apropriada. do zero, mas reestruturar montagens que já
99 Frente a uma situação ou a um problema conhecem. Para tanto, oriente-os a discutir as

TA
concreto, reconhecer a natureza dos questões propostas no fascículo do aluno antes
fenômenos envolvidos, situando-os dentro do de elaborarem a montagem. O objetivo dessas
conjunto de fenômenos da física, e identificar questões é fazer os alunos refletirem sobre os

C
as grandezas relevantes em cada caso.

o)
principais pontos que necessitam ser reformulados
99 Elaborar modelos simplificados de

pr NE
para resolver o novo problema proposto.

id
determinadas situações, levantar hipóteses e

uz
fazer previsões. 5.3) Organização e Montagem
99 Compreender a física como parte integrante da
CO
od
cultura contemporânea. Depois de investigarem atividades com as mais
diversas montagens, acreditamos que agora
4) Recursos instrucionais é o momento de os alunos terem completa
liberdade na elaboração do robô. Ressalte que
A
re
Montagem desenvolvida pela equipe, bolinhas de as dicas apresentadas nesta seção devem ser
gude, régua, cartolina ou papel-cartão, tesoura, consideradas, pois são orientações para elaboração
M
er

cola, balança de precisão, lápis e borracha. de um robô com bom desempenho. Caso alguma
p A

equipe apresente dificuldades, verifique se há falta


s

5) Encaminhamentos para o de subsídios conceituais para resolver a proposta


e

professor
(n GR

e, em último caso, se o tempo de aula for escasso,


od

sugira à equipe acessar bons sites da Internet em


5.1) Apresentação e Compreensão do busca de fotografias que estimulem a criatividade.
Problema
O

5.4) Medidas e Cálculos


ão
PR

Nesta atividade, cada equipe será responsável por


projetar e construir sua própria empilhadeira, que Após a montagem, chega o momento de verificar
deve transportar um contêiner com carga máxima. qual empilhadeira apresenta o melhor desempenho
Caso seja necessário, retome rapidamente os e consegue transportar mais bolinhas. Mostre o
conceitos de centro de massa, torque e equilíbrio robô campeão para a classe e pergunte às equipes
dos corpos rígidos. A única regra a ser seguida por quais as diferenças entre a montagem vencedora
todos é o tamanho do contentor, que deve ter as e as outras máquinas, instigando os alunos a usar
dimensões: 7 cm x 5,5 cm x 5,5 cm (comprimento os termos físicos corretos, pois assim também
x largura x altura). estarão discutindo a última questão proposta na

62
seção. Caso disponha de tempo, permita que os grupos modifiquem alguns elementos de suas empilhadeiras
e verifique se obtiveram resultados melhores. Para finalizar a discussão, será interessante elaborar com
a sala a montagem de uma balança de pratos, para comparar as cargas máximas de todas as equipes e
encerrar a discussão com outro equipamento mecânico estruturado com base no princípio do equilíbrio.

5.5) Extensão – Carga Máxima

Sugerimos ampliar a investigação com um problema mais próximo das situações reais. O transporte de carga
nacional e internacional por vias marítimas, rodoviárias, ferroviárias e aéreas é feito em diferentes tamanhos

TA
de contentores. Então, será que são necessárias diferentes empilhadeiras para diferentes tamanhos de
contentores? Ou será que pequenas modificações na empilhadeira podem ampliar sua capacidade de
transporte? Para investigar essa nova situação, os alunos serão convidados a usar suas empilhadeiras para

C
o transporte de um contêiner maior, com as dimensões da figura a seguir. Ao longo da investigação, espera-

o)
se que os estudantes percebam que alterações na massa do contrapeso da empilhadeira podem ampliar sua

pr NE

id
capacidade de transporte.

uz
CO
od

12 cm
A
re
M
er
p A
s

36 cm
12 cm
e
(n GR
od
O
ão
PR

63
64
Anotações

PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 5) Encaminhamentos para o
O EQUIVALENTE MECÂNICO DO professor
CALOR
5.1) Apresentação e Compreensão do
1) Apresentação Problema

A proposta desta atividade é investigar o Verifique se o problema proposto ficou claro para
experimento realizado pelo físico britânico os alunos. Cada grupo vai construir uma máquina
James Prescot Joule, em 1878, para o cálculo térmica e realizar testes, medidas e cálculos para
do equivalente mecânico do calor. Os alunos são estimar o equivalente mecânico do calor.

TA
convidados a montar uma máquina que utiliza
o giro de uma hélice para causar variação na 5.2) Concepção de um Plano
temperatura de uma pequena quantidade de água.

C
o)
É importante incentivar e promover discussões

pr NE
2) Objetivos com os estudantes a respeito das grandezas e

id
conceitos relevantes para a correta resolução

uz
A atividade está estruturada em um contexto do problema: 1) as grandezas envolvidas são:
CO
massa, distância, velocidade angular, potência,

od
histórico que permite a discussão do
desenvolvimento do conceito de calor – das torque, trabalho de uma força, energia mecânica
primeiras concepções do fluido calórico ao e temperatura; 2) os tipos de energia envolvidos
desenvolvimento da teoria da energia térmica em são: energia mecânica e energia térmica; 3) o
A
re
trânsito –, do equilíbrio térmico, das trocas de mecanismo de transferência neste caso é a hélice
calor e do princípio da conservação de energia. Na acoplada ao motor.
M
er

seção de extensão, serão tratadas as formas de


dissipação de energia do sistema elaborado. 5.3) Organização e Montagem
p A
s
e

3) Competências e habilidades A água deve necessariamente cobrir a pá da hélice


(n GR
od

trabalhadas para garantir a transferência de calor. Por isso,


oriente os alunos a verificar este aspecto antes de
99 Reconhecer o processo histórico da unificação iniciarem os testes. Após fechar o calorímetro, o
O

entre os conceitos de calor e de trabalho sensor de temperatura deve permanecer alguns


ão
PR

mecânico. minutos em contato com a água, até que seja


99 Compreender e aplicar o princípio da atingido o equilíbrio térmico e a temperatura
conservação de energia. se torne estável. Por fim, salientamos que é
99 Manusear equipamentos de medida. importante verificar se a bateria do EV3 está
99 Controlar variáveis e elaborar hipóteses carregada; caso contrário, a velocidade de rotação
para interpretar as medidas obtidas, sempre pode ser comprometida durante os testes e
fazendo uso da linguagem física apropriada. prejudicar a tomada de dados.

4) Recursos instrucionais

Montagem do modelo máquina térmica, fita isolante,


caixa de isopor com tampa, com capacidade para
500 mL, e 300 mL de água (equivalente a cerca de
300 g), aproximadamente.

66
5.4) Medidas e Cálculos Rotação X Torque

2115

Antes de iniciarem as medidas, sugerimos que os 1965

alunos leiam o texto Torque, Potência e Energia 1815

Mecânica a fim de relembrar os conceitos de 1665

Rotação (rpm)
torque, potência, trabalho de uma força, energia e
1515

1365
velocidade angular, além de compreender a origem
1215

da equação necessária para o cálculo da energia 1065

mecânica da hélice, que será usada para obtenção 915

do equivalente mecânico do calor a seguir:

TA
765

E= τ · ω · Δt. 615

465
Em seguida, será necessário programar o 2,034 1,889 1,745 1,601 1,457 1,313 1,168 1,024 0,880 0,736 0,591 0,447

Torque (N▪cm)
funcionamento do motor para 30 minutos. A

C
o)
variação da temperatura da água devida à

pr NE
rotação da hélice deverá ser registrada pelo Por fim, para encontrar o valor do equivalente

id
EV3. Oriente os alunos a anotar a temperatura mecânico do calor (indicado por fator a ser medido

uz
inicial (T0) e a temperatura final (T) e a calcular a CO em J/cal), precisam utilizar a seguinte expressão,
variação de temperatura (ΔT) durante o tempo de apresentada no fascículo do aluno:

od
funcionamento do motor, ou seja, 1.800 segundos.
A seguir, apresentamos um gráfico com as Fator = Energia mecânica / Energia térmica → E / Q
temperaturas obtidas durante um teste. → τ · ω · Δt / m · c · ΔT
A
re

Como se sabe a massa da água (m = 0,30 kg) e seu


M
er

26,35 ºC
calor específico (c = 1 kcal / kg·°C), o torque
(τ = 0,005 N·m) e a velocidade angular
p A

26,30 ºC
s

26,25 ºC
(ω = 520 rpm = 54,45 rad/s), e como foram
e
(n GR

medidos a variação de temperatura (os alunos


Temperatura (°C)

26,20 ºC
od

26,15 ºC
provavelmente encontraram valores para ΔT em
26,10 ºC
torno de 0,5 °C) e o tempo (Δt = 1.800 s), basta
substituir os valores correspondentes na expressão
O

26,05 ºC

para encontrar o equivalente mecânico do calor.


ão

26,00 ºC
PR

25,95 ºC
Como toda atividade experimental, esta requer
25,90 ºC
0000,0 s 0200,0 s 0400,0 s 0600,0 s 0800,0 s 1000,0 s 1200,0 s 1400,0 s 1600,0 s 1800,0 s 2000,0 s muito cuidado na execução; por isso, detalhes
Temperatura

Tempo (s) podem causar grandes variações nas medidas.


Encontramos aproximadamente 4,54 J/cal, ou seja,
valor um pouco diferente do atualmente aceito
de 4,18 J/cal. Contudo, essas medidas permitem
Para que os alunos obtenham o torque da uma discussão profunda sobre o que ocorreu, bem
hélice, basta que realizem a análise do gráfico. como sobre a dificuldade do processo experimental.
Sabendo que a frequência de rotação da hélice é Mesmo que os alunos encontrem valores ainda mais
de aproximadamente 520 rpm – considerando o imprecisos, as medidas não devem ser consideradas
movimento uniforme e periódico –, conclui-se que
τ = 0,50 N·cm.

67
erradas. Os alunos precisam compreender que significa? Para medir pessoas, usamos metros;
outras trocas de calor estão envolvidas, de modo dedos são medidos em decímetros; dentes,
que não há integralidade na transferência de em centímetros; a pupila dos olhos tem alguns
energia. Com isso, discuta o papel das forças milímetros; o diâmetro de um fio de cabelo é medido
dissipativas, como atrito e torques, que surgem em micrômetros, enquanto para moléculas e átomos
devido às características da montagem. Oriente-os são usados os nanômetros. Assim, para trabalhar
na percepção de que cada peça também recebe com nanorrobôs, é necessário conhecer a matéria
energia, dificultando assim a transferência de calor no nível molecular. Nesta atividade, será proposto o
somente para a água. Caso fosse possível isolar estudo do comportamento de moléculas de um gás
completamente todo o aparato, poderíamos até confinado em um recipiente.

TA
pensar em medir o aumento da temperatura de
todo o conjunto, até mesmo das camadas de ar 2) Objetivos
bem próximas.

C
o)
Esta é uma atividade de aprofundamento que trata

pr NE
dos conceitos envolvidos na teoria cinética dos

id
5.5) Extensão – Avaliando as Perdas de gases. A seção de extensão permitirá a discussão

uz
Energia do Sistema sobre os estados da matéria e sobre os limites do
CO
modelo cinético molecular.

od
Sugerimos finalizar a atividade com a discussão
das diferenças fundamentais entre modelo e
3) Competências e habilidades
realidade. A idealização dos conceitos apara
trabalhadas
A

arestas fundamentais no momento de testá-los,


re

de modo que, ao buscar uma aproximação com


99 Analisar e prever fenômenos ou resultados de
M

fenômenos reais, outras variáveis devem ser


er

experimentos científicos.
consideradas. Há grande dissipação de energia
99 Organizar e sistematizar informações dadas,
p A

devido ao atrito entre as peças, à vibração da


s

fazendo uso da linguagem física apropriada.


montagem e também à energia mecânica que
e
(n GR

99 Classificar os movimentos, identificando as


retorna para a hélice devido ao movimento
od

grandezas que os caracterizam.


da água. Além disso, o calorímetro diminui
99 Reconhecer e avaliar as propriedades térmicas
consideravelmente as trocas de calor com o meio
dos materiais envolvidos em um sistema.
O

externo, mas não as inibe completamente, o que


99 Compreender a relação entre variação de
ão

se configura outra forma de perda de energia.


PR

energia térmica, temperatura e estados da


O funcionamento do sistema de resfriamento
matéria.
com água deve-se ao fato de essa substância ser
melhor condutora de calor do que o ar, ou seja, ela
4) Recursos instrucionais
realiza trocas térmicas com muito mais eficiência.

Montagem do modelo agitador, duas garrafas


ATIVIDADE 2 plásticas transparentes (tipo PET), tesoura, papel-
O MODELO CINÉTICO MOLECULAR -filme, fita adesiva e bolinhas de gude.
DA MATÉRIA
5) Encaminhamentos para o
1) Apresentação professor

A nanotecnologia é um termo conhecido dos 5.1) Apresentação e Compreensão do


estudantes, mas será que eles sabem o que Problema

68
Os alunos devem investigar o comportamento das Situação 1
moléculas de um gás confinado em um tubo sem
alteração de temperatura e com alteração, com o I) Inicialmente, as peças estão distribuídas
intuito de analisar e discutir os conceitos de calor uniformemente. Ao ligar os motores, o fluxo das peças
e de temperatura, de condução térmica e de calor ocorre no sentido do compartimento com motor de
específico. força 100 (maior temperatura) para o compartimento
com motor de força 50 (menor temperatura).
II) Como as temperaturas (potências) foram
5.2) Concepção de um Plano invertidas, o sentido do fluxo de calor também vai
mudar.

TA
Nesta seção, são apresentadas algumas questões III) Assim como na primeira situação, as peças
com o objetivo de nortear a investigação por parte vão se movimentar do compartimento com
dos alunos. Não é necessário dar as respostas nesta maior temperatura (força 100) para o de menor

C
o)
etapa, apenas discuti-las. temperatura (força 30). No entanto, o movimento

pr NE
será mais rápido, evidenciando que o calor se propaga

id
5.3) Organização e Montagem de forma mais acentuada quando a diferença de

uz
temperatura entre os dois corpos é maior.
CO
Na primeira parte do experimento, serão utilizados IV) As peças praticamente não se deslocam

od
24 conectores pretos distribuídos igualmente de um compartimento para o outro, já que o
apenas nas extremidades da montagem. Já, na agito é praticamente constante nos dois lados,
segunda parte, serão usadas de 10 a 14 bolinhas representando assim o equilíbrio térmico do gás.
A

de gude distribuídas do mesmo modo. Em seguida,


re

serão investigados os movimentos das peças e das Situação 2


M

bolinhas com quatro programações diferentes para


er

os motores: 1) o primeiro motor deve ter força Agora as peças LEGO® devem ser substituídas por
p A

100, o segundo motor, força 50; 2) o primeiro


s

bolinhas de gude. Repetindo os procedimentos da


motor deve ter força 50, o segundo, força 100; 3) situação 1, observa-se que as bolas não vibram
e
(n GR

o primeiro motor deve ter força 100, o segundo, com a mesma intensidade das peças, evidenciando
od

força 30; 4) os dois motores devem ter força 100. que é necessário fornecer quantidades de calor
Saliente aos alunos que os motores devem ser diferentes para aumentar a temperatura de
O

programados para funcionar por 20 segundos. moléculas diferentes.


ão

Após o experimento, retome brevemente os


PR

5.4) Testes conceitos de calor específico e de condução térmica


e oriente os alunos na resolução das questões
Ressaltamos que alguns alunos podem ficar propostas:
confusos a respeito de interpretar corretamente
a representação do calor e da temperatura na I – a) O compartimento acoplado ao motor de
simulação. A temperatura será representada pelo maior potência representa a parcela do gás que
agito das peças, enquanto o calor será representado tem maior temperatura, ou seja, o grau de agitação
pelo deslocamento, seja pela passagem das peças das moléculas é maior. O outro compartimento
de um compartimento ao outro, seja devido à tem menor temperatura, pois o movimento das
diferença de vibração delas. Caso esse equívoco moléculas é menor.
aconteça, será necessário retomar os conceitos b) A energia cinética, ou seja, a energia de
já apresentados em aula, mas sem responder
às questões, apenas discutindo as dúvidas e
orientando a reflexão.

69
movimento, é maior no compartimento que possui b) Ao se aumentar a potência do motor, mais
maior agitação das moléculas. energia será fornecida para o sistema. Com isso, a
c) O objetivo é associar o movimento das peças agitação das moléculas aumenta, e a temperatura
com o agito das moléculas de um gás e, assim, medida é maior.
perceber que o calor se propaga no compartimento c) O gás que apresenta maior temperatura tem
com maior temperatura para o compartimento com o menor calor específico, e o gás que apresenta
menor temperatura. temperatura mais baixa é aquele que possui o
d) No compartimento com a temperatura mais maior calor específico.
alta, a agitação das moléculas é maior. Assim, há d) Ao ser comprimido o pistão, o volume do
um maior número de colisões entre as partículas e gás diminui. Devido ao menor espaço, o número

TA
as paredes do recipiente. Em decorrência disso, a de colisões entre as moléculas e as paredes
pressão do compartimento aumenta. do recipiente aumenta, ou seja, a pressão e a
II) Na segunda etapa do experimento, foi possível temperatura sobem.

C
o)
perceber que, utilizando as mesmas potências, é e) Sim. Diminuindo o volume do recipiente em

pr NE
mais difícil movimentar as bolinhas de gude do que que o gás está contido, a temperatura aumenta, e,

id
as peças LEGO®. Isso indica que as moléculas de aumentando o volume do recipiente, ela diminui.

uz
um gás com maior calor específico, representadas f) O movimento das moléculas formadas pelo mesmo
CO
pelas bolas, necessitam de uma quantidade de número de átomos é similar. Por exemplo, em um gás

od
energia térmica maior para atingir o mesmo estado monoatômico, ou seja, com átomos livres, o único
de agitação do gás com menor calor específico, movimento possível é a translação. Já em um gás
representado pelas peças pretas. diatômico, no qual há ligação entre os átomos (como
A
re
III) O melhor condutor de calor é o gás, cujas se fossem duas esferas unidas por uma haste ou
moléculas necessitam de menor quantidade por uma mola rígida), há movimentos de translação,
M

de energia para vibrar. Em nosso caso, o gás rotação e vibração.


er

representado pelas peças pretas conduz o calor com


p A
s

mais facilidade do que o gás representado pelas


bolinhas. ATIVIDADE 3
e
(n GR

IV) Como tem maior calor específico, o gás CONFORTO TÉRMICO


od

representado pelas bolinhas necessita de mais


energia térmica, o que é constatado na segunda
1) Apresentação
O

fase do experimento.
ão
PR

Quais aspectos do projeto arquitetônico de


5.5) Extensão – Sólidos, Líquidos e o
uma residência são importantes para garantir
Problema do Pistão
temperaturas amenas durante o dia e a noite?
Como devem ser dispostos ventiladores, portas e
Sugerimos ampliar a atividade discutindo a validade
janelas para que o conforto térmico seja garantido
do modelo cinético para sólidos, líquidos e o
o ano todo? Construir uma casa voltada para a face
problema do pistão.
norte é adequado em qualquer região do país? É
1 e 2) Oriente os alunos a refletir sobre a
conveniente usar o mesmo projeto tanto para locais
agregação das moléculas e as forças de coesão
de clima quente quanto para locais de clima frio?
entre as partículas nos três estados da matéria e
Para responder a essas questões, serão propostas
como isso interfere na forma e no volume dela.
a montagem de uma maquete, que representa o
3a) Como a agitação será maior, ocorrerá um
cômodo de uma residência, e a análise das zonas
aumento de temperatura.
de calor em seu interior.

70
2) Objetivos 5) Encaminhamentos para o professor

Esta é uma atividade de aprofundamento que 5.1) Apresentação e Compreensão do


estuda as transmissões de calor. Durante a Problema
realização do experimento, os alunos devem
obter medidas de distância e de temperatura Apenas quando a temperatura está muito elevada
para elaborar tabelas, construir e analisar ou muito baixa, lembramos como a sensação
gráficos, além de utilizar os conceitos físicos térmica é fundamental para a qualidade de
de termodinâmica para argumentar sobre suas vida no lar, na escola e nos locais de lazer. Para
observações. A seção de extensão apresenta uma que compreendam como ocorrem os processos

TA
atividade aberta, na qual os estudantes utilizarão de transmissão de calor, responsáveis pelo
os conhecimentos científicos e cotidianos para conforto térmico em um ambiente, os estudantes
elaborar um projeto arquitetônico que garanta alto são orientados a elaborar uma maquete que

C
o)
conforto térmico. representará o cômodo de uma casa iluminada

pr NE
pelo Sol, para análise das zonas de calor daquele

id
3) Competências e habilidades ambiente.

uz
trabalhadas CO
5.2) Concepção de um Plano

od
99 Identificar fenômenos, fontes e material
envolvidos em processos térmicos. Nesta seção, será necessário que os alunos

9 9 Compreender a participação do calor nos retomem os processos de transmissão térmica,


A
re
processos naturais ou tecnológicos. já apresentados em aula, para discutir como o

99 Perceber o papel desempenhado pelo calor “entra” em uma residência durante o verão,
M

“sai” dela durante o inverno e por qual motivo os


er

conhecimento físico no desenvolvimento


da tecnologia e a complexa relação entre cômodos de uma casa têm temperaturas diferentes.
p A
s

ciência, tecnologia, sociedade e ambiente.


5.3) Organização e Montagem
e
(n GR

99 Analisar e prever fenômenos ou resultados


od

de experimentos científicos organizando e


sistematizando as informações dadas. Verifique se os alunos possuem todo o material
requisitado e se o EV3 está com a bateria carregada.
O

Acompanhe a montagem da maquete salientando os


ão

4) Recursos instrucionais
PR

seguintes pontos: 1) a abertura do ventilador deve


estar na parte superior da caixa e a abertura do
Montagem do modelo ventilador e material sensor deve estar na lateral da caixa; 2) o furo deve
descrito no fascículo do aluno: caixa de papelão corresponder exatamente ao tamanho do sensor de
média, estilete, tesoura, compasso, régua, duas temperatura, sem que haja folga; 3) a porta dupla
luminárias com lâmpada de 100 W, sensor de deve ficar localizada na lateral oposta à do sensor e
temperatura LEGO®, papel-cartão, fita adesiva e recortada de modo que possa ser aberta e fechada,
copo com água à temperatura ambiente. Além de acordo com a orientação para cada teste; 4) as
disso, é importante que, durante cada teste, o EV3 bases das luminárias devem ser posicionadas bem
dos grupos permaneça conectado ao computador próximas à montagem, com distância máxima de 2
para que os dados coletados possam gerar cm, na lateral da caixa que não contenha a porta, o
gráficos em tempo real. Se isso não for possível, ventilador e o sensor;
salientamos que será necessário transferir os
dados armazenados para um computador ao final
de cada teste.

71
5) antes de iniciar os testes, oriente os alunos a quente na direção do sensor, o que significa que a
verificar se todas as frestas da caixa estão bem região inferior do cômodo ficou mais fresca. Porém,
vedadas para que o calor não escape. a temperatura do ambiente continuou a subir como
no teste 1. Nesta etapa, é interessante discutir
que o ventilador não promove o resfriamento do
5.4) Testes com as Montagens
ambiente, apenas realiza a circulação do ar.

Antes de iniciar a atividade, ressalte que os


Teste 4: A primeira etapa desenvolveu-se da
procedimentos gerais devem ser repetidos para
forma já esperada. Na segunda etapa, percebe-
cada um dos quatro testes. Depois da coleta de
-se novamente um salto na temperatura quando o

TA
dados, os resultados obtidos devem ser discutidos.
ventilador foi ligado e a porta foi aberta. Porém, o
Neste momento, espera-se que os alunos assumam
gráfico caminhou rapidamente para uma constante,
o papel de arquitetos e engenheiros, considerando
similar à situação 2.

C
as variáveis envolvidas nas diferentes situações.

o)
1) O gráfico apresenta as curvas obtidas em cada

pr NE
É importante ressaltar que os fatores externos

id
um dos quatro testes.
podem influenciar nos resultados coletados:

uz
correntes de ar na sala, posição dos grupos em
CO
relação às portas e janelas do ambiente, condições

od
climáticas e período do dia, entre outros. Por isso,
as respostas às questões não são fechadas e podem
não ser únicas na sala de aula. A ideia é explorar as
A
re
possibilidades.
M

2) A maquete apresenta dimensões muito reduzidas


er

em relação a um cômodo real, e suas paredes são


p A
s

feitas de papelão, enquanto as construções reais


são feitas de alvenaria ou de madeira. Apesar
e
(n GR

disso, essa montagem é um modelo eficiente para


od

o mapeamento das temperaturas em diferentes


Teste 1: Quando o ventilador está desligado e as
situações. Devido a seu tamanho, a tomada de
O

portas estão fechadas, o cômodo se torna uma


dados é realizada em poucos minutos, já que
ão

estufa; por isso, nota-se um aumento quase linear


PR

as trocas térmicas acontecem rapidamente, ao


da temperatura com o passar do tempo.
contrário de uma situação real, na qual seria
necessário tomar dados por várias horas ao longo
Teste 2: Apesar de uma pequena diferença na
do dia. A espessura das paredes da maquete terá
temperatura inicial, as medidas evoluíram de forma
influência no processo de condução térmica.
semelhante ao teste 1 durante a primeira etapa.
Mas, quando a porta foi aberta, a temperatura
3) No interior da casa ocorrem os três processos
começou a se estabilizar, devido à troca de calor
de transmissão térmica. O calor é transmitido
com o meio externo.
pelas paredes por meio da condução, ocorrendo
convecção e irradiação em seu interior. Também há
Teste 3: Novamente a parte inicial do teste foi
troca de calor com o ambiente externo quando as
similar às dos outros, mas, quando o ventilador foi
janelas estão abertas.
ligado, houve um salto na temperatura. O que pode
ter acontecido é que o ventilador “empurrou” o ar

72
TA
5.5) Extensão – Crie a Casa Perfeita

C
o)
pr NE
Esta é uma atividade aberta para que os estudantes ATIVIDADE 4

id
criem uma residência que garanta um bom conforto ESTUFAS AGRÍCOLAS

uz
térmico, tanto durante o dia, quanto durante a
1) Apresentação
noite, e reflitam sobre isso. Oriente-os a comparar a
CO
od
residência de cada membro do grupo, para levantar
as características que auxiliam e as que atrapalham O foco desta atividade é o efeito estufa. Mas,
na manutenção de uma temperatura confortável. afinal, o que é isso? Será que este fenômeno está
A
re
Desse modo, eles poderão decidir a maneira mais associado apenas a situações nocivas ao meio
adequada de elaborar a nova montagem. Caso seja ambiente? Existe relação entre o efeito estufa
M

necessário, comente que as regiões de clima quente na Terra e as estufas agrícolas? Por que e como
er

necessitam de boa ventilação e sombras, enquanto estas estufas são capazes de propiciar condições
p A
s

as regiões de clima frio necessitam de bom climáticas favoráveis ao cultivo de plantas?


isolamento térmico e do máximo aproveitamento da Para responder a essas questões, serão propostas
e
(n GR

iluminação natural. Sugira que eles reflitam sobre a montagem de uma estufa e a investigação dos
od

os materiais mais adequados para a construção processos de transmissão de calor que ocorrem em
das paredes e do telhado, sobre qual a posição e o seu interior.
O

tamanho das janelas, sobre a utilização de cortinas


ão

finas ou espessas, a respeito de qual é a melhor 2) Objetivos


PR

opção de acabamento: azulejo, madeira ou carpete,


e com relação a todos os elementos que julgarem Esta é uma atividade de aprofundamento que
importantes para obter um ambiente de alto estuda as transmissões de calor (com foco na
conforto térmico. irradiação térmica), o albedo e a radiação de corpo
negro. Durante a realização do experimento, os
Depois que os grupos concluírem as montagens e as alunos devem obter medidas de temperatura para
análises, solicite que apresentem os projetos para a elaboração de tabelas e a construção e análise
a classe; assim, todos poderão verificar as soluções de gráficos, além de utilizar os conceitos físicos
elaboradas. de termodinâmica para argumentar sobre suas
observações. A seção de extensão apresenta uma
discussão sobre o efeito estufa e meio ambiente e
questões de aprofundamento sobre as variáveis que
interferem no aquecimento do interior da estufa.

73
3) Competências e habilidades 5.2) Concepção de um Plano
trabalhadas
Nesta seção, são apresentadas algumas questões
99 Perceber o papel desempenhado pelo com o objetivo de nortear a investigação dos
conhecimento físico no desenvolvimento da estudantes e o debate inicial. Este é o momento
tecnologia e a complexa relação entre ciência, adequado para lembrar rapidamente como acontece
tecnologia, sociedade e ambiente. o efeito estufa. A radiação eletromagnética
99 Reconhecer os ciclos de calor no sistema proveniente das lâmpadas incandescentes – que
terrestre. representam o Sol – atravessa a garrafa e a película
99 Analisar e prever fenômenos ou resultados plástica atingindo o interior da estufa; uma parte

TA
de experimentos científicos organizando e dela é absorvida pelos materiais, enquanto outra é
sistematizando as informações dadas. refletida na forma de radiação infravermelha que,
devido a seu comprimento de onda maior, não

C
o)
4) Recursos instrucionais consegue escapar, ou seja, fica “presa” em seu

pr NE
interior, o que ocasiona o aumento da temperatura.

id
Montagem do modelo estufa, garrafa PET transparente, A ideia da atividade consiste em identificar as causas

uz
tesoura, fita adesiva, cartolina preta, papel-filme, duas do aumento desigual da temperatura no interior
CO
luminárias com lâmpada incandescente de 100 W e da garrafa plástica (estufa agrícola) nas diferentes

od
sensor de temperatura LEGO . ® situações propostas. Conceitos envolvendo radiação
térmica transmitida, absorvida e refletida pelos
5) Encaminhamentos para o professor corpos serão vinculados a uma situação que simula
A
re
o que de fato acontece numa estufa agrícola. O
5.1) Apresentação e Compreensão do objetivo é fazer com que o aluno compreenda e
M

associe os conceitos físicos envolvidos de forma a


er

Problema
estabelecer como deverá ser o movimento da estufa
p A
s

Sugerimos iniciar a atividade falando do “efeito de acordo com o movimento aparente do Sol ao
longo de um dia, pois a intensidade da luz solar
e
(n GR

estufa” nos diferentes contextos em que


sobre as plantas está diretamente envolvida no
od

esse fenômeno é utilizado. Provavelmente,


a primeira situação citada pelos estudantes crescimento e desenvolvimento delas.
será o aquecimento global, por ser assunto
O

constantemente tratado pela mídia. Assim, é


ão

5.3) Organização e Montagem


PR

fundamental que eles também compreendam que


esse fenômeno está associado à manutenção da
temperatura no planeta e que ele traz benefícios à Verifique se os alunos possuem o material
agricultura. Para aprofundar o assunto e conhecer requisitado e acompanhe a montagem, salientando
a Física envolvida nesse fenômeno, os alunos que o furo deve corresponder exatamente ao
irão construir o modelo de uma pequena estufa e tamanho do sensor de temperatura, sem que haja
discutir o posicionamento em relação ao Sol para folgas, e que a base de papel preto deverá ser
o melhor aproveitamento da intensidade de luz posicionada horizontal ou verticalmente em relação
incidente ao longo do dia. à base da estufa no decorrer da atividade.

74
Teste a: Base de papel preto posicionada
horizontalmente ao fundo da estufa (recebendo, no
início, incidência de luz paralela) e estufa aberta.
Teste b: Base de papel preto posicionada
horizontalmente e estufa fechada com papel-filme.
Teste c: Base de papel preto posicionada
verticalmente ao fundo da estufa (de forma a receber
incidência de luz perpendicular) e estufa aberta.
Teste d: Base de papel preto posicionada
verticalmente e estufa fechada com papel-filme.

TA
Discuta com os alunos os fatores que influenciaram a
variação de temperatura nos quatro casos observados.

C
o)
A temperatura inicial foi pouco relevante, enquanto

pr NE
o posicionamento do fundo preto e o fechamento da

id
estufa foram fundamentais para atingir diferentes

uz
temperaturas finais, que serão determinantes para o
CO
desenvolvimento de diferentes espécies de plantas.

od
Situação 2
Inicie esta etapa com a discussão dos textos
A
re
da página 31, sobre albedo e radiação de corpo
negro, que será importante para a compreensão de
M

conceitos e a resolução das questões. Introduza o


er

5.4) Medidas e Cálculos conceito de limite trófico. O crescimento de qualquer


p A
s

Nesta etapa, é interessante orientar os estudantes planta depende da disponibilidade de radiação solar.
na elaboração de tabelas para a organização dos Desse modo, limite trófico é o nível mínimo de
e
(n GR

dados.
od

radiação líquida que a planta precisa receber para


se desenvolver saudavelmente. Abaixo desse limite,
Situação 1
a fotossíntese é menor que a respiração (TAIZ &
O

O gráfico apresenta as curvas obtidas em cada um


ZEIGER, 1998), afetando o crescimento e acúmulo de
ão

dos quatro testes.


PR

carbono no fruto.
A temperatura ambiente, antes de a lâmpada ser
ligada, era de aproximadamente 25 ºC.
a) Esta questão pode ser resolvida a partir da análise
dos valores iniciais e finais das curvas do gráfico
obtido na situação 1.
b) Apesar de existirem vários elementos importantes
que influenciam a radiação refletida no interior da
estufa (como o tipo de planta e seu número por
metro quadrado, o tipo de material de que é feita
a estufa, sua posição geográfica, área total e nível
de umidade etc.), oriente os alunos a considerar
apenas a radiação do corpo negro, representado pela
superfície de cartolina preta. Como o corpo negro é
um emissor ideal, os alunos podem obter a radiação
emitida a partir da Lei de Stephan-Boltzmann:

75
I = σ · T4· Conhecendo-se o valor da constante independe das condições climáticas da atmosfera,
(σ = 5,67·10 W/m ·K ), temos I = 5,67·10 · ΔT .
-8 2 4 -8 4
do período do ano, latitude, altitude para a
Lembramos que as temperaturas devem ser realização do experimento.
convertidas de graus Celsius para Kelvin antes de 3) A transmissão de radiação infravermelha em
serem realizados os cálculos. superfícies incolores é maior do que em superfícies
c) Na tabela apresentada, os alunos devem coloridas. Por exemplo, a transmissão da radiação
preencher a terceira coluna com os valores infravermelha em vidro de coloração bronze é cerca
correspondentes à radiação média refletida ao de 15% menor que em vidro incolor; já em vidro de
longo do dia e, em seguida, encontrar o albedo, coloração verde a transmissão é 30% menor. Caso
obtido a partir da relação r = IR/IT. exista tempo disponível, solicite que cada grupo

TA
d) Esta é uma questão semiaberta, na qual os realize novamente a situação 2, usando uma garrafa
alunos devem pautar suas discussões com base nos PET de outra cor.
resultados obtidos e avaliar como a presença ou 4) Realizando novamente os procedimentos das

C
o)
a ausência de papel-filme e as posições do fundo situações 1 e 2 em uma estufa de vidro, os alunos

pr NE
de papel preto irão influenciar na resolução do observarão temperaturas mais elevadas, além

id
problema. Colocar ou retirar a cobertura de papel- da baixa condutividade térmica, que torna esse

uz
-filme ao longo do dia para aumentar ou diminuir material um melhor isolante térmico. A proposta
CO
a temperatura e também modificar a inclinação da de extensão pode ser executada como atividade

od
estufa a fim de controlar a intensidade da incidência extraclasse, mas, independentemente da realização
de radiação solar, visando à manutenção do albedo dessa nova experiência, será interessante dialogar
próximo ao ideal durante a maior parte do período com os alunos sobre os enormes prédios com
A
re
iluminado, são fatores que devem ser considerados fachadas de vidro cada vez mais comuns nos
pelos alunos durante a resolução. centros comercias e financeiros das metrópoles.
M

Questione-os sobre o desconforto térmico que pode


er

ser causado nessas construções, devido ao efeito


p A

5.5) Extensão – Esquente o Assunto


s

estufa, e discuta quais são as alternativas para


minimizar esse problema.
e
(n GR

Sugerimos ampliar a atividade com a leitura e a 5) O principal processo de transferência de calor


od

discussão de um texto sobre o efeito estufa na nesta atividade é a irradiação, mas também ocorre
atmosfera terrestre e mais seis questões: a condução térmica por meio da transmissão de
O

1) Esta questão tem o intuito de mostrar aos calor – pelas paredes da garrafa, pelo papel-filme,
ão

estudantes que o processo de aquecimento papel e ar – e correntes de convecção – pelo ar.


PR

observado no experimento é similar àquele que 6) Questione os estudantes sobre qual é a cor de
ocorre em nosso planeta. A estufa fechada não roupa mais confortável para dias muito quentes: as
permite a saída da radiação infravermelha de seu pretas ou as brancas? Essa situação contribui para
interior, assim como faz a camada atmosférica a compreensão de que os corpos escuros absorvem
da Terra. Em um sistema equilibrado, o resultado a maior parte da radiação térmica incidente, ao
é a estabilidade climática no interior da estufa contrário dos corpos claros, que a refletem.
e do planeta, mas o aumento excessivo de sua
intensidade pode acarretar o aquecimento global e,
consequentemente, o desequilíbrio do clima.
2) O espectro de emissão do Sol e o de uma
lâmpada incandescente são similares, na faixa do
visível e do infravermelho. Mas o uso da lâmpada
apresenta vantagens quanto à coleta de dados, pois

76
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 sensor de ultrassom do kit EV3 e da elaboração de
SONAR um mapa topográfico. Na seção de extensão, são
discutidos o ângulo de varredura do sensor e os
1) Apresentação limites e as possibilidades para obter as dimensões
dos objetos rastreados. Os conceitos de ondas
Oceanos e mares cobrem cerca de 70% da mecânicas tratados neste tópico são velocidade de
superfície do globo. Por causa da grande propagação, frequência, pulso e reflexão de ondas
extensão, muitos mistérios das regiões abissais sonoras e espectro do som.
continuam indecifráveis, pois, a 100 m de
profundidade, toda a luz visível incidente na

TA
superfície é absorvida pela água. Por isso, 3) Competências e habilidades
só podemos identificar e mapear as regiões trabalhadas
mais profundas por meios artificiais. Conhecer

C
o)
e investigar as águas profundas de mares e 99 Ler e interpretar corretamente tabelas,

pr NE
oceanos é essencial para a navegação de barcos gráficos, esquemas e diagramas,

id
e navios de grande porte, pois permite detectar apresentados em textos.

uz
a distância em que estão localizados obstáculos, 99 Compreender tabelas, gráficos e expressões
CO
como submarinos, animais, elevações rochosas, matemáticas como diferentes formas de

od
icebergs; também para localizar cardumes representação.
para barcos pesqueiros e coletar dados para o 99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo
mapeamento das profundezas oceânicas formadas dados e resultados, com linguagem científica
A
re
ao longo das épocas geológicas. O dispositivo e matemática apropriada.
capaz de realizar essa coleta de dados é o sonar 99 Fazer uso de formas e instrumentos de
M

(sound navigation and ranging, navegação medida apropriados para estabelecer


er

e determinação da distância pelo som). Ele comparações quantitativas.


p A
s

emite ondas sonoras (ultrassom) e as recebe 99 Compreender a necessidade e fazer uso de


novamente depois de certo tempo, por serem escalas adequadas para construir gráficos ou
e
(n GR

outras representações.
od

refletidas devido ao encontro com um obstáculo.


Dessa forma, é possível determinar a distância a 99 Interpretar e fazer uso de modelos
que o objeto se encontra do local onde foi emitido explicativos, reconhecendo suas condições
O

o pulso. de aplicação.
ão
PR

Você conhece a tecnologia do eco usada no 99 Perceber o papel do conhecimento físico no


sonar? Como ela funciona? Como ele determina a desenvolvimento tecnológico e a complexa
distância dos objetos? Como é possível mapear o relação entre ambos.
fundo de oceanos e mares? Responder a essas e a
outras questões é a proposta desta atividade.
4) Recursos instrucionais

2) Objetivos Montagem do sonar, objetos retangulares com


cerca de 10 cm de comprimento e entre 15 cm e 20
Esta é uma atividade introdutória que propõe a cm de altura (como caixas de DVD), folha de papel
investigação do princípio de funcionamento básico sulfite, lápis, borracha, transferidor e régua.
do sonar, a partir de sua simulação com um

78
5) Encaminhamentos para o professor Saliente aos estudantes que utilizem escala de
20 cm = 1 m e que a localização dos obstáculos
5.1) Apresentação e Compreensão do pode ser marcada com pontos.
Problema

Verifique se o problema proposto ficou claro:


os alunos assumirão o papel de aspirantes a
comandante, cuja missão é elaborar uma tabela
com o relevo topográfico de alguns objetos, que
representarão o fundo do oceano. Em seguida, os

TA
dados serão trocados entre as equipes da sala e
todos desenharão mapas topográficos a partir da
tecnologia do sonar.

C
o)
O conhecimento físico necessário para a

pr NE
compreensão do funcionamento do sonar é

id
apresentado no fascículo do aluno com texto e

uz
imagens. Antes de iniciar a etapa experimental, CO
verifique se há alguma dúvida conceitual.

od
5.4) Testes, Medidas e Cálculos

5.2) Concepção de um Plano


Saliente que as medidas serão mais precisas se os
objetos forem posicionados perpendicularmente
A
re
É importante incentivar e promover discussões
ao sensor e verifique se foram escolhidos bons
com os estudantes a respeito de grandezas e
objetos (como indicado no item 4) para a
M

conceitos relevantes para a correta resolução


er

realização da atividade. Com os testes feitos e a


do problema, como o intervalo de tempo entre
p A

montagem funcionando adequadamente, podem


s

a emissão e a detecção do sinal e a velocidade


ser realizadas as medidas e o preenchimento
da onda sonora no ar para o cálculo da distância
e
(n GR

dos dados na tabela do relevo topográfico.


dos obstáculos. Também é necessária a atenção
od

Caso o sensor não identifique um dos objetos


em relação à quantidade adequada de objetos
num raio de 1 m, oriente os alunos a realizar
a serem utilizados, o raio de alcance do sensor,
O

ajustes na inclinação do objeto em relação ao


o ângulo que o sensor é capaz de varrer e a
ão

posicionamento do sensor ou a deslocá-lo um


necessidade de estabelecer uma linha de origem
PR

pouco mais para a frente.


para o rastreamento, como será apresentado a
Para a atividade, decidimos ocultar a medida da
seguir com a elaboração do mapa topográfico.
distância, que pode ser informada diretamente
pelo sensor em troca da informação sobre o
5.3) Organização e Montagem
intervalo de tempo da emissão da onda e sua
detecção após refletir no objeto rastreado. O
Verifique se os estudantes têm alguma dúvida
resultado de Δt será um valor sempre com o
na montagem do sonar e na programação, além
algarismo significativo na terceira casa decimal;
de orientá-los na correta elaboração do mapa
assim, orientamos que o valor de tempo indicado
topográfico. Para tanto serão necessários folha
pelo EV3 seja multiplicado por 10-3. Sabendo que
de sulfite, transferidor, régua e lápis, seguindo as
v = Δs/Δt → Δs = v · Δt, temos D = vsom · Δt, em
orientações apresentadas no fascículo do aluno de
que Δt é o intervalo de tempo entre o ultrassom
forma a traçar uma figura semelhante à ilustração
emitido e recebido após a reflexão no objeto
apresentada a seguir.
detectado; vsom é a velocidade da onda sonora

79
no ar (neste caso, adotamos como sendo de possível estimar o tamanho do objeto detectado.
340 m/s) e D é a distância medida de fato pelo Será interessante comparar os mapeamentos
sensor de ultrassom. produzidos com maior e menor precisão em relação
Em seguida, solicite que as equipes troquem ao número de peças utilizadas e sua posição em
entre si as tabelas de dados para elaboração do relação ao sensor.
mapa topográfico de outro grupo. Atente para
o fato de que o objetivo principal da atividade 2) A velocidade de propagação do som é maior
consiste em fazer um mapeamento aproximado; na água; portanto, deveria ser usado vsom =
por essa razão, não deve ser esperada precisão 1.450 m/s. Todos os outros procedimentos são
absoluta na dimensão dos objetos. equivalentes.

TA
5.5) Extensão – Limites e Possibilidades ATIVIDADE 2
do Sonar SISMÓGRAFO

C
o)
pr NE
Na extensão, retomaremos a influência do 1) Apresentação

id
ângulo rastreado pelo sensor na precisão dos

uz
dados obtidos. Neste momento, também podem As notícias sobre terremotos costumam trazer
CO
ser discutidos os limites e as possibilidades de pânico à maioria das pessoas por causa de suas

od
determinar as dimensões dos objetos rastreados. consequências sempre trágicas e de grandes
As questões apresentadas têm o intuito de proporções. Apesar de ser um fenômeno
nortear o desenvolvimento da atividade. relativamente comum, há também falta de
A

1.a) Segundo os testes realizados, o ângulo


re
informação sobre como ele acontece, bem como
aproximado de varredura do sonar oscila das palavras técnicas que acompanham os
M

aproximadamente entre 40° e 55º, podendo noticiários. Nesta atividade, os estudantes terão
er

variar com a distância dos objetos e o ângulo a oportunidade de aprofundar os conhecimentos


p A
s

de inclinação da superfície destes em relação ao sobre abalos sísmicos, construir um sismógrafo e


sensor. Por isso, pode haver situações em que compreender seu funcionamento, elaborar e analisar
e
(n GR

o sensor não registre o espaço vazio entre a


od

um sismograma, entender o que é e como se calcula


detecção de um objeto e outro (caso haja mais a escala Richter, além de utilizar os conceitos de
de um objeto). ondas mecânicas em uma situação real.
O

b) Poderá ocorrer de algumas medidas não serem


ão

de fato detectadas pelo sensor. Isso acontece


PR

provavelmente devido à inclinação dos objetos 2) Objetivos


em relação à posição do sensor, a reflexões ou
dispersões causadas por outros objetos próximos, Esta é uma atividade de aprofundamento no estudo
às dimensões dos objetos etc. Daí a necessidade das ondas mecânicas a partir do funcionamento
de serem feitas várias medições. básico do sismógrafo e da elaboração de um
c) Durante a realização do experimento, pode sismograma. Na seção de extensão, é discutido
acontecer de o sensor não detectar objetos que como avaliar a magnitude de um tremor ou
estão a um metro de distância, sendo necessário terremoto a partir da escala Richter, sendo
aproximá-los do sonar. Assim, os alunos necessário o domínio de operações matemáticas
perceberão que as medidas mais próximas são envolvendo logaritmo. Os conceitos abordados
mais precisas, já que o tempo de emissão e neste tópico de física ondulatória são amplitude,
recepção da onda é menor. comprimento, período, frequência e velocidade de
d) A partir da análise do mapa topográfico, é propagação de ondas mecânicas.

80
3) Competências e habilidades palavras ou a conceitos apresentados. Depois,
trabalhadas solicite que outro aluno realize a leitura de mais
um trecho e repita o mesmo procedimento.
99 Reconhecer e saber utilizar corretamente Finalizada essa etapa, verifique se o problema
símbolos, códigos e nomenclaturas de proposto ficou claro: os estudantes assumirão o
grandezas. papel de técnicos em uma estação sismológica,
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, portanto terão de construir um sismógrafo,
gráficos, esquemas e diagramas apresentados produzir e avaliar um sismograma, para constatar
em textos. a amplitude, a duração, a intensidade e os efeitos
99 Construir sentenças ou esquemas para a causados por uma sequência de tremores.

TA
resolução de problemas.
99 Compreender tabelas, gráficos e expressões 5.2) Concepção de um Plano
matemáticas como diferentes formas de

C
Verifique se os estudantes apresentam alguma

o)
representação.

pr NE
99 Fazer uso de formas e instrumentos de dúvida antes de iniciar a etapa experimental.

id
medida apropriados para estabelecer Caso julgue necessário, alguns alunos podem ser

uz
comparações quantitativas. orientados a reler as seções iniciais para depois
CO
99 Perceber o papel do conhecimento físico no discutirem possíveis dúvidas com os colegas do

od
desenvolvimento tecnológico e a complexa grupo. As questões apresentadas nesta seção têm
relação entre ambos. o objetivo de verificar se os alunos apresentam
99 Compreender a Física como parte integrante dúvidas em relação aos conceitos de Física
A

Ondulatória – como amplitude, comprimento,


re
da cultura contemporânea.
99 Acompanhar o desenvolvimento tecnológico período, frequência e velocidade de propagação de
M

contemporâneo. onda –, que já devem ter sido trabalhados em sala


er

de aula.
p A
s

4) Recursos instrucionais
5.3) Organização e Montagem
e
(n GR
od

Montagem do modelo sismógrafo, cronômetro,


régua, caneta hidrocor de ponta fina e bobina de Verifique se as montagens foram desenvolvidas
papel ou rolo de caixa registradora. corretamente. Oriente os alunos quanto à
O

adequada colocação da bobina de papel na


ão

esteira e saliente a necessidade de posicionar


PR

5) Encaminhamentos para o professor a montagem na borda de uma mesa com o


pêndulo pendurado para fora, pois é a oscilação
5.1) Apresentação e Compreensão do desse objeto que produzirá os tremores a serem
Problema registrados no sismograma. Faça um rápido teste
com cada grupo para verificar se a oscilação
A abertura e a seção inicial da atividade produzida, tanto com relação à forma da onda
apresentam informações sobre o que são e quanto ao tempo, corresponde adequadamente
como acontecem os tremores e terremotos e o ao registro. Com tudo funcionando corretamente,
que é e como funciona um sismógrafo. Por isso, testes, medidas e cálculos podem ser iniciados.
sugerimos que seja realizada uma leitura dirigida
com toda a classe, solicitando que um aluno leia
um trecho em voz alta e em seguida promova
a discussão dessa parte em relação a novas

81
5.4) Medidas e Cálculos fazer v = d/t . Em seguida, com a medida da
distância entre os picos (cristas) das ondas
Instruções iniciais das extremidades de cada padrão de oscilação
Os grupos também serão responsáveis pela e o valor da velocidade da esteira encontrado
produção dos tremores a serem registrados anteriormente, é só utilizar a expressão t = d/v para
pelo sismógrafo. Para tanto, o primeiro passo é encontrar o tempo aproximado de cada intervalo.
o planejamento da ação. Destacamos o fato de d) e) A frequência de cada padrão de oscilação
que cada equipe deve fazer um planejamento pode ser obtida por f = 1/T . Para encontrar
diferente sem compartilhá-lo com as outras. o período da onda, basta repetir o mesmo
Oriente-as a organizar na tabela do fascículo procedimento do item c, mas nessa situação a

TA
do aluno os intervalos de tempo das oscilações distância (d) deve ser medida a partir de duas
(que devem ser um valor entre 5 s e 15 s) e a cristas consecutivas.
intensidade dos tremores (fraco, médio, forte ou 3) Comparando a amplitude média obtida para

C
o)
sem oscilação) que pretendem produzir durante cada padrão de oscilação, os alunos podem

pr NE
um minuto, seguindo o exemplo apresentado. caracterizar cada intervalo com base nas

id
Antes de iniciar a próxima etapa, saliente que é informações apresentadas na tabela do fascículo

uz
fundamental manter as vibrações regulares em do aluno.
CO
cada intervalo de tempo, para que os diferentes 4) Procure fazer uma síntese do trabalho realizado

od
padrões de oscilação possam ser facilmente e debater com os alunos principalmente as causas
detectados no momento da análise. das eventuais diferenças de medidas que podem
ocorrer, como o fato de considerar as ondas
Plano de terremoto
A
re
produzidas como periódicas, entre outros.
Em seguida, o plano deve ser colocado em
ação, usando o cronômetro e seguindo a tabela 5.5) Extensão – A Escala Richter
M
er

elaborada.
1) Oriente os alunos a verificar se o registro
p A

Informações envolvendo a magnitude de um tremor


s

produzido na bobina de papel é equivalente na escala Richter sempre acompanham notícias


e
(n GR

ao plano. Caso os resultados estejam muito sobre abalos sísmicos, mas provavelmente são
od

diferentes, sugerimos que seja produzido um dadas com pouco ou nenhum significado para os
novo sismograma para não prejudicar a avaliação alunos. O objetivo da seção extensão é esclarecer
O

das outras equipes. esse tópico.


ão

2) Caso os resultados obtidos estejam de acordo 1) A magnitude Richter é obtida por


PR

com o previsto, promova um rodízio entre ML = log A – log A0. Os valores da amplitude máxima
as equipes para a troca de sismógrafos e de (A) podem ser consultados na questão 2b e o valor
sismogramas. da amplitude de referência (A0) pode ser calculado
a) O número dos padrões de oscilação deve a partir da média aritmética de todas as amplitudes.
coincidir com o “plano de terremoto” original. Será interessante que os alunos escolham os dois
b) Em cada um dos intervalos de tempo ou padrões que apresentaram as intensidades mais
padrões de oscilação detectados, a amplitude das distintas para responder a essa questão.
ondas pode ser medida com a régua, para em 2) Temos I = (2/3) . log E/Eo , onde Eo = 7 X 10¯³ kWh;
seguida ser calculado o valor médio, que deve então:
ser anotado na tabela.
c) Como o movimento da esteira é praticamente
constante, o cálculo da velocidade pode ser feito
tomando-se certa distância (d) e cronometrando
o tempo (t) gasto nesse espaço. Assim, basta 3) Oriente os alunos a usar os mesmos intervalos
utilizados na questão 1.

82
ATIVIDADE 3 resolução de problemas.
GERADOR DE ONDAS 99 Compreender tabelas, gráficos e expressões
matemáticas como diferentes formas de
representação.
1) Apresentação 99 Frente a uma situação ou a um problema
concreto, reconhecer a natureza dos fenômenos
As civilizações que desenvolveram práticas agrícolas envolvidos, situando-os dentro do conjunto de
perceberam que a natureza funciona em ciclos fenômenos da Física, e identificar as grandezas
que podem ser observados nas plantas e nos relevantes em cada caso.
animais, como a época dos frutos e das flores 99 Reconhecer a conservação de determinadas

TA
e do acasalamento dos animais, constatando a grandezas, utilizando essa noção na análise de
seguir uma relação direta entre a configuração situações dadas.
do céu e os ciclos da natureza. Várias ações 99 Reconhecer na análise de um mesmo fenômeno

C
o)
práticas no cotidiano, como a melhor época para as características das ciências naturais,

pr NE
o plantio, dependiam de um calendário preciso; humanas e matemáticas.

id
assim, foi necessário conhecer, coletar e organizar

uz
informações sobre o movimento do Sol, da Lua e 4) Recursos instrucionais
CO
das estrelas. Esse é apenas um exemplo simples de

od
como introduzir a proposta e mostrar a importância Montagem do modelo gerador de ondas, bobina de
da compreensão dos movimentos periódicos. Para papel ou rolo de caixa registradora, caneta hidrocor
contextualizar o estudo da Física Ondulatória, os de ponta fina e régua.
A
re
sons musicais e os batimentos cardíacos também
serão explorados ao longo desta atividade. 5) Encaminhamentos para o professor
M
er

2) Objetivos 5.1) Apresentação e Compreensão do


p A
s

Problema
Esta atividade de aprofundamento propõe a
e
(n GR
od

análise de diferentes oscilações produzidas por Um exemplo interessante de fenômeno periódico


um gerador de ondas, para, na seção extensão, presente em algumas ilustrações da atividade é o
aplicar os conhecimentos adquiridos na elaboração som. Portanto, discuta rapidamente o que distingue
O

de um eletrocardiograma. Os conceitos estudados um som musical de um ruído do ponto de vista


ão
PR

neste tópico de Física Ondulatória são amplitude, físico. Quando um som se propaga, aparecem
comprimento, período, frequência e velocidade de regiões de alta pressão (zonas de compressão) e de
propagação e função de onda. baixa pressão (zonas de rarefação) sucessivas. Se
a variação da pressão ao longo da propagação se
3) Competências e habilidades repete regularmente, no mesmo intervalo de tempo,
trabalhadas temos uma sensação agradável ao ouvido, e o som
produzido é chamado som musical. Este pode ser
99 Reconhecer e saber utilizar corretamente simples (uma única frequência), chamado de tom.
símbolos, códigos e nomenclaturas de Ou pode ser composto de várias frequências – o
grandezas. conjunto do tom fundamental e seus harmônicos.
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos, Nos casos em que essa regularidade não existe
esquemas e diagramas apresentados em textos. e a pressão varia ao acaso, com o tempo, temos
99 Construir sentenças ou esquemas para a uma sensação desagradável; trata-se de um ruído.

83
Após essa introdução sobre o som, aborde com c) Os dados encontrados nos itens anteriores devem
os alunos outro importante fenômeno periódico: ser substituídos na função y (x, t) = A . sen 2π .(x + vt).
λ
a atividade elétrica do coração. O texto dessa
seção no fascículo do aluno apresenta diversas Na próxima etapa, deve-se usar a programação 2
informações para embasar a discussão, bem como para gerar novas ondas. Depois, mais duas questões
o texto da seção de extensão deste manual. são propostas.
2 a) A descrição pode ser feita mediante uma
2π (x + vt)
5.2) Concepção de um Plano função y (x, t) = A . sen , em que A é a
λ
amplitude, λ, o comprimento de onda e v, a
velocidade da onda gerada.

TA
Nesta seção, é realizada uma rápida revisão de
conceitos gerais de ondulatória. Verifique se os b) Será preciso repetir os procedimentos da questão
estudantes apresentam alguma dúvida no contexto 1 para cada uma das ondas.
Agora será usada a programação 3 para gerar outra

C
antes de iniciar a etapa experimental.

o)
onda diferente. A seguir, uma questão é proposta

pr NE
para analisar o registro produzido na tira de papel.

id
5.3) Organização e Montagem
3) Por meio da análise do resultado, o aluno

uz
Verifique se há alguma dúvida em relação à deverá concluir que mudança da velocidade implica
CO
em mudança do comprimento de onda, mas não

od
montagem do gerador de ondas, à correta
colocação da bobina de papel e à programação. há alteração da frequência. Sugerimos ampliar

Se tudo estiver funcionando corretamente, testes, a discussão pedindo que os alunos relacionem

medidas e cálculos podem ser iniciados. essa onda com as ondas luminosas ou sonoras
A
re
se propagando em diferentes meios, pois nesses
casos também haverá mudança de velocidade e de
5.4) Testes
M

comprimento de onda, mas não de frequência.


er
p A

Esta etapa será iniciada com a programação 1,


s

5.5) Extensão – Na Batida da Onda


gerando uma onda no intervalo de 10 s. A seguir,
e
(n GR

algumas questões são propostas para analisar o A seção de extensão retoma a questão das batidas
od

registro produzido na tira de papel. cardíacas para aprofundar o estudo realizado a partir
1 a) O cálculo da velocidade da esteira pode de um contexto real.
O

ser feito a partir da medida do tamanho da onda 1) É importante que os alunos percebam a relação
ão

registrada (medida do ponto inicial ao final do entre velocidade, frequência e amplitude. A ideia é
PR

desenho produzido no papel), que chamaremos de que seja desenvolvida uma programação na qual
distância (d), e do tempo (t) gasto na produção velocidade, frequência e amplitude da onda variem
dessa onda, ou seja, 10 s. Assim basta fazer periodicamente e gerem ondas similares às de um
v = d/t. eletrocardiograma. Incentive-os a explorar essas
b) Depois da contagem do número de ciclos, o relações. Atente para o fato de que a variação da
comprimento de onda e a amplitude podem ser velocidade da esteira não implique mudança de
medidos com uma régua. A frequência pode ser frequência, mas, sim, de comprimento de onda.
calculada pela expressão f = 1/T. Para encontrar Assim, para variar a frequência, será preciso variar a
o período da onda, basta utilizar a velocidade da velocidade de movimento da caneta.
esteira obtida no item anterior com a distância (d) 2) Oriente os estudantes a utilizar bons sites da
medida a partir de duas cristas consecutivas na internet e livros da biblioteca da escola para realizar
expressão t = d/v. a pesquisa. Um eletrocardiograma é um método
rápido, simples e indolor no qual se amplificam os
impulsos elétricos do coração e os registram

84
num papel em movimento ou no computador. O ATIVIDADE 4
eletrocardiograma (ECG) permite identificar o GRAMOFONE
marca-passo natural (nó sinusal), que inicia cada
novo batimento do coração, as vias nervosas de
condução dos estímulos, a velocidade (frequência) e 1) Apresentação
o ritmo cardíaco. Para registrar um ECG, colocam-
-se pequenos contatos metálicos (elétrodos) sobre a O registro das ondas sonoras teve início em meados
pele dos braços, das pernas e do tórax do paciente, da segunda metade do século XIX, na França,
que medem a intensidade e a direção das correntes quando Édouard-Léon Scott de Martinville criou o
elétricas do coração durante cada batimento. Cada fonautógrafo, capaz de registrar em uma película

TA
elétrodo está ligado por cabos a uma máquina desenhos das vibrações do som produzidas. Cerca
que registra um traçado específico, que varia de duas décadas depois, Thomas Alva Edison,
segundo o elétrodo. Cada traçado representa o nos Estados Unidos, elaborou um aparelho mais

C
o)
registro da atividade elétrica de uma parte do sofisticado que podia gravar e reproduzir trilhas

pr NE
coração; os diferentes traçados denominam-se

id
sonoras, o fonógrafo. Mas foi somente na Alemanha,
derivações. Um ECG representa a corrente elétrica em 1888, que surgiu a produção sonora em escala

uz
que circula pelo coração durante uma contração; industrial, quando Emile Berliner desenvolveu
CO
cada parte do ECG é designada alfabeticamente.

od
o gramofone e a matriz de gravação musical. A
Cada batimento cardíaco começa com um impulso breve história do nascimento e desenvolvimento
do marca-passo fisiológico principal do coração. tecnológico do registro e da reprodução fonográfica
Este impulso ativa primeiro as cavidades superiores acompanhada da construção de um gramofone
A
re
do coração (aurículas). A onda P representa a LEGO® finaliza a discussão sobre ondas sonoras.
ativação das aurículas. Depois, a corrente elétrica Quais as diferenças e semelhanças entre cada uma
M

flui para baixo, na direção das câmaras inferiores do


er

dessas invenções? Que grandezas físicas estão


coração (ventrículos). O complexo QRS representa relacionadas à qualidade sonora? Como sofisticar
p A
s

essa ativação. A onda T representa a onda de a montagem do gramofone e amplificar o som?


recuperação, enquanto a corrente elétrica difunde-
e

Responder a essas e a outras questões será a


(n GR

-se para trás, sobre os ventrículos, na direção


od

proposta da atividade.
oposta.
2) Objetivos
O
ão
PR

Esta é uma atividade introdutória sobre acústica, que


envolve a construção de um gramofone, a reprodução
da trilha sonora de um disco de vinil e a discussão de
variáveis e conceitos físicos envolvidos nessa situação.
Na seção de extensão, é estudada a amplificação
sonora com o intuito de conseguir um aumento no
volume da trilha reproduzida. Os conceitos abordados
nesta atividade são velocidade angular, amplitude,
comprimento e frequência de ondas sonoras.

Ativação Ativação Onda de


dos átrios dos ventrículos recuperação

85
3) Competências e habilidades 5.1) Apresentação e Compreensão do
trabalhadas Problema

99 Reconhecer e saber utilizar corretamente Esta atividade começa contando brevemente


símbolos, códigos e nomenclaturas de grandezas. a história da gravação e reprodução sonoras,
99 Conhecer as unidades e as relações entre as desconhecida pela maior parte dos estudantes,
unidades de uma mesma grandeza. que nunca tiveram contato com um disco de vinil,
99 Construir sentenças ou esquemas para a somente com os CDs e os modernos tocadores
resolução de problemas. de música digital. Em seguida, os alunos são
99 Frente a uma situação ou a um problema convidados a discutir diferenças e semelhanças

TA
concreto, reconhecer a natureza dos fenômenos entre cada um dos três inventos: fonautógrafo,
envolvidos, situando-os dentro do conjunto de fonógrafo e gramofone. Pelas imagens e descrições
fenômenos da Física e identificando as grandezas apresentadas na introdução da atividade, é possível

C
o)
relevantes em cada caso. perceber que todos utilizam manivelas para o

pr NE
99 Reconhecer na análise de um mesmo fenômeno movimento do elemento de gravação ou reprodução

id
as características das ciências naturais, humanas sonora, que só foi substituído por um sistema

uz
e matemáticas. elétrico em meados de 1920. A forma do sistema de
CO
99 Compreender a construção do conhecimento amplificação também foi modificada: o amplificador

od
como um processo histórico, em estreita relação com o formato inicial de barril foi substituído por
com as condições sociais, políticas e econômicas aquele com formato de cone por Edison e mantido
de determinada época. por Berliner. Além disso, o processo de registro da
A
re
99 Compreender o desenvolvimento histórico da trilha sonora foi aperfeiçoado, que começou com o
tecnologia, suas consequências para o cotidiano papel esfumaçado, depois passou para cilindros de
M

papel, de madeira e de vidro, sendo posteriormente


er

e as relações sociais.
99 Perceber o papel do conhecimento físico no substituído pelos discos de resina natural ou
p A
s

desenvolvimento tecnológico e a complexa sintética.


relação entre ambos.
e
(n GR
od

99 Compreender a Física como parte integrante da 5.2) Concepção de um Plano


cultura contemporânea.
O

As questões apresentadas têm o objetivo de nortear


4) Recursos instrucionais
ão

o trabalho dos alunos na próxima etapa. Permita


PR

que eles reflitam sobre as proposições, para que


Montagem do modelo gramofone, copo discutam: a vantagem de um sistema elétrico que
descartável, alfinete com cabeça, folha de papel permite velocidade constante de rotação; o uso
sulfite, fita adesiva – um rolo é suficiente para do EV3 para modificar a velocidade angular; a
toda a turma – e disco de vinil, que pode ser possibilidade de usar um objeto leve e pontiagudo,
compartilhado pelos alunos durante a etapa do como um alfinete, para desempenhar a função
teste, caso exista dificuldade de encontrar mais de agulha do gramofone; o formato cônico para
exemplares. o amplificador, que pode ser feito de um material
leve, como plástico ou papel, e os parâmetros para
avaliação da qualidade sonora, como frequência de
rotação correta do disco e intensidade sonora.
5) Encaminhamentos para o
professor

86
5.3) Organização e Montagem Os alunos podem fazer as ondas 1) sobrepostas ou
2) separadas.
Verifique se os estudantes têm alguma dúvida na
montagem do gramofone e na programação, além 1)
de orientá-los no correto encaixe do alfinete com
cabeça, que deve ser colocado na extremidade
2) e
da base do copo. Caso não disponha de um disco
de vinil para cada grupo, será necessário que os
grupos os compartilhem.

TA
5.4) Testes 6) As discussões realizadas aqui serão muito
importantes para que seja realizada a proposta de

C
Finalizada a etapa da montagem, oriente os

o)
extensão.
alunos a colocar cuidadosamente a agulha do

pr NE

id
gramofone sobre uma das trilhas do disco. A sala 5.5) Extensão – O Melhor Som

uz
deve permanecer em silêncio para que cada grupo
possa avaliar as características do som produzido,
CO
A proposta é que o grupo modifique o sistema

od
que provavelmente estará distorcido. Assim, faz-se de amplificação. Para tanto, é esperado que os
necessário discutir as questões propostas com o alunos elaborem um cone usando a folha de sulfite
objetivo de compreender o que está acontecendo e e testem a qualidade sonora e a amplificação
A

ajustar a qualidade sonora. do volume variando sua abertura. Novamente,


re

1) Caso a velocidade angular seja muito alta, o salientamos que será necessário o silêncio da
M

som fica agudo; caso seja muito baixa, o som fica classe durante essa etapa para que os estudantes
er

grave. Oriente os alunos a mudar a velocidade consigam escutar a variação na sonoridade ao


p A

lentamente até conseguirem ajustar a melhor investigar e buscar o melhor som.


s

velocidade de giro.
e
(n GR

2) Nos sons agudos, a frequência da onda sonora


od

é maior e, nos sons graves, é menor. Consideramos


sons agudos aqueles cuja frequência é superior
O

a 1.000 Hz e sons graves aqueles em que ela é


ão

inferior a 500 Hz.


PR

3) Temos que (λ = v/f) , sendo v a velocidade do


som no ar (340 m/s), λ o comprimento de onda e f
a frequência. Como o comprimento é inversamente
proporcional à frequência, os sons mais agudos
possuem maior comprimento de onda e os sons
mais graves possuem menor comprimento de onda.
4) Interpretamos a amplitude como volume
ou intensidade sonora. Como o sistema de
amplificação não foi modificado, não houve
mudança na intensidade.
5) Som grave (menor frequência, maior
comprimento de onda), som agudo (maior
frequência, menor comprimento de onda).

87
88
Anotações

PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)

89
ATIVIDADE 1 4) Recursos instrucionais
CONFORTO LUMINOSO
Montagem do modelo conforto luminoso, lápis de
1) Apresentação cor, folhas de sulfite, compasso e régua.

Por que os diversos ambientes da escola, das 5) Encaminhamentos para o professor


casas e das áreas de lazer têm quantidades
e tipos diferentes de lâmpadas? Quais são as 5.1) Apresentação e Compreensão do
consequências de uma iluminação muito forte ou Problema
muito fraca para a realização de determinadas

TA
tarefas? Há diferença entre a iluminação natural Inicie a atividade discutindo a importância da
e a artificial? Para responder a essas e a outras iluminação adequada em cada ambiente (a tabela a
questões, os alunos serão convidados a analisar a

C
seguir pode auxiliá-lo). Usando informações da área

o)
intensidade luminosa de diferentes locais da escola, de Biologia, será interessante apresentar a fisiologia

pr NE
com o intuito de compreender a importância do

id
do olho, com destaque para a função das células
conforto luminoso. denominadas cones e bastonetes. Resumidamente,

uz
podemos dizer que esses milhares de sensores
CO
2) Objetivos

od
ópticos localizados na região da retina contêm
substâncias químicas que, ao serem iluminadas,
Esta é uma atividade introdutória sobre análise do geram impulsos elétricos, que são levados para o
conforto luminoso de diferentes ambientes. Ela trata cérebro por uma série de fibras nervosas (nervo
A
re
de alguns conceitos da óptica, como fontes de luz, óptico) e lá chegando são interpretados como
corpos luminosos, corpos iluminados, fisiologia do imagens. Por fim, destaque que os olhos estão
M

bulbo ocular e visão das cores. Na seção de extensão,


er

preparados para ter o aproveitamento máximo da


será proposta a elaboração de projetos de iluminação radiação solar. Assim, nossa acuidade visual, para
p A
s

para um estádio de futebol. perceber cores e detalhes na superfície dos objetos,


e
(n GR

3) Competências e habilidades é muito mais eficiente com a luz do Sol do que com
od

trabalhadas a luz artificial.


O

99 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos,


Local Lux
ão

esquemas e diagramas apresentados em textos.


PR

99 Compreender tabelas, gráficos e expressões Área de circulação (corredor) 100


matemáticas como diferentes formas de Sala de aula 300
representação. Sala de informática, laboratório, 500
99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo dados livraria, biblioteca, escritório
e resultados, com linguagem científica e Local de trabalhos finos (desenho e 750
matemática apropriada. eletrônica)

99 Fazer uso de formas e instrumentos de medida Sala cirúrgica 30.000


apropriados para estabelecer comparações
quantitativas.
99 Reconhecer na análise de um mesmo fenômeno 5.2) Concepção de um Plano
as características das ciências naturais, humanas
e matemáticas. A proposta da atividade é analisar a intensidade
99 Compreender a Física como parte integrante da luminosa da sala de aula para avaliar se o conforto
cultura contemporânea. luminoso é satisfatório. Para esse fim, são

90
apresentadas algumas questões com o objetivo de não proporcionam boa impressão tridimensional,
nortear o trabalho dos alunos na próxima etapa. tornando mais difícil a definição dos objetos.
Oriente os estudantes a avaliar se a quantidade de Para um adequado conforto visual, é necessário
luz natural na sala é adequada ou se é necessário evitar uma iluminação direcional muito difusa ou
utilizar iluminação artificial complementar. Em caso demasiado forte.
afirmativo, em que quantidade, tanto no período • Ofuscamento: A intensidade luminosa intensa,
matutino quanto no vespertino. Depois, peça-lhes seja proveniente da fonte de luz ou de reflexão,
que investiguem quais são os locais com melhor e normalmente resulta em desconforto e, em
com pior iluminação e sua relação com a posição casos extremos, pode conduzir à incapacidade
e o tamanho das janelas. Por fim, discuta com a de visão.

TA
turma como pode ser melhorado o aproveitamento • Reprodução de cor: As cores que percebemos
da iluminação natural e como essa mudança dos objetos que nos rodeiam também são
resultaria em economia energética da escola. determinadas pelo tipo de luz sob a qual são

C
o)
vistas. A luz emitida por algumas lâmpadas

pr NE
é semelhante à do Sol, cuja reprodução de

id
cor para nós é a ideal, devido à sensibilidade
5.3) Organização e Montagem

uz
CO dos olhos, conforme discutido anteriormente.
Porém, outras lâmpadas produzem um tipo

od
Verifique se há alguma dúvida em relação à
de luz que torna difícil a distinção entre as
montagem, à programação e ao funcionamento
cores, como, por exemplo, entre preto e azul-
do robô. Em seguida, haverá o momento da
-marinho.
investigação.
A
re

Parte 2
M

5.4) Testes, Medidas e Cálculos Detecção da luz com a montagem LEGO®


er

Por meio do sensor de luz, os alunos poderão


p A

Parte 1
s

diferenciar a intensidade luminosa refletida,


Investigação da variável subjetiva do conforto refratada ou transmitida pelas superfícies. O valor
e
(n GR

luminoso medido será menor para as superfícies escuras e


od

A primeira parte dos testes é uma investigação com pouca iluminação e maior para as claras e com
subjetiva. Considerando a quantidade de luz boa iluminação.
O

ambiente, natural e artificial, a uniformidade Caso deseje minimizar o tempo de coleta dos
ão

da iluminação, o ofuscamento e a definição das dados, os alunos podem ser divididos em quatro
PR

cores, os estudantes devem escolher o local com grupos, um para cada teste: a) detecção da luz
melhor conforto luminoso e o mais desconfortável. natural ao ar livre; b) detecção da luz no local da
Sugerimos discutir o significado dos conceitos sala considerado de maior conforto luminoso; c)
seguintes antes de iniciar a investigação. detecção da luz no local da sala considerado de
• Quantidade de luz: Quanto menor o tamanho menor conforto luminoso; d) detecção da luz em
dos detalhes e/ou mais baixo o contraste outro local da sala escolhido aleatoriamente. Será
das superfícies que se pretende observar, interessante realizar o teste b próximo às janelas
maior será a quantidade de luz que os olhos da sala para compará-lo, posteriormente, com
necessitam. os valores obtidos no item a. Com os valores de
• Uniformidade da iluminação: Está relacionada cada matriz de detecção preenchidos, a sala pode
à distribuição adequada da iluminação. O compartilhar os dados.
contraste demasiado produzirá um efeito de No item e, o tempo também pode ser minimizado
agitação; por outro lado, sombras em demasia se cada grupo fizer apenas os gráficos referentes

91
aos dados que coletou. Ao final, todos os gráficos Posteriormente, discuta todas as propostas, escolha
podem ser compartilhados com os outros grupos os projetos mais eficientes e, em conjunto com a
ou analisados por toda a classe, para discutir área de Artes, estimule os alunos a desenvolver as
em quais locais há uniformidade luminosa, maquetes.
ofuscamento, obstrução da penetração solar
e obstrução da iluminação artificial. Finalize ATIVIDADE 2
essa etapa propondo a discussão sobre o que CINEMA
pode ser feito para melhorar e uniformizar o
conforto luminoso da sala de aula, norteando os
alunos quanto à percepção de que: os níveis da 1) Apresentação

TA
iluminação artificial podem diminuir, por exemplo,
devido à poeira e a outros resíduos presentes Como uma animação ou um filme podem ter origem
em lâmpadas e luminárias; cores escuras no teto em uma sequência de imagens estáticas? Com

C
que velocidade desenhos ou fotografias devem ser

o)
e nas paredes exigem iluminação artificial mais

pr NE
potente e têm baixo aproveitamento da iluminação exibidos para causar a impressão de movimento?

id
natural; cortinas de tecido grosso e de cores Essas imagens devem ser apresentadas com

uz
escuras dificultam a penetração da luz natural no pequenos intervalos ou de forma contínua? Ter
CO
ambiente, entre outros fatores. a resposta a essas e a outras questões, além de

od
conhecer um pouco da história do cinema e da
Desafio ciência envolvida nele, é a proposta da atividade.
Se as janelas da torre de controle de um aeroporto
2) Objetivos
A
re
fossem verticais, os funcionários veriam reflexos
de si mesmos e de seus instrumentos nas janelas.
M

Para que isso não aconteça, as janelas são A atividade explora a percepção visual de movimento
er

inclinadas de tal modo que os reflexos indesejáveis a partir da exibição de uma sequência de imagens
p A

estáticas, usando um zootrópio LEGO®. Os alunos


s

são desviados para o teto, que é pintado de preto


para absorver a luz. Por causa da inclinação devem encontrar a frequência de exibição necessária
e
(n GR

para dentro do para-brisa dianteiro dos carros, o para que a ilusão de óptica seja produzida, explorar
od

motorista vê um reflexo do painel superposto a o que acontece quando esse valor é maior ou menor
sua visão do lado de fora. Se o painel ou alguma que o esperado e discutir a necessidade da inserção
O

coisa sobre o painel for de cor clara, o motorista de pequenos intervalos de tempo entre um quadro e
ão

pode ter dificuldade para perceber a aproximação outro para a criação do efeito.
PR

de um veículo de cor escura.


WALKER, J. O circo voador da Física. 2 ed. Rio de
3) Competências e habilidades
Janeiro: LTC, 2008, p. 272.
trabalhadas

5.5) Extensão – Luz no Campo 99 Reconhecer e saber utilizar corretamente


símbolos, códigos e nomenclaturas de grandezas.
A seção de extensão propõe que os grupos utilizem 99 Elaborar modelos simplificados de determinadas
os conhecimentos adquiridos para desenvolver um situações, levantar hipóteses e fazer previsões.
projeto de iluminação ideal, ou seja, em que não 99 Compreender a construção do conhecimento
haja sombras de lado algum, para não prejudicar como um processo histórico, em estreita relação
nenhuma das equipes, e com menor custo possível com as condições sociais, políticas e econômicas
(utilizando o número mínimo de lâmpadas). de determinada época.

92
99 Compreender o desenvolvimento histórico da 5.2) Concepção de um Plano
tecnologia, suas consequências para o cotidiano e
para as relações sociais. As questões apresentadas nesse momento têm
99 Perceber o papel do conhecimento físico no o objetivo de nortear o trabalho dos alunos
desenvolvimento tecnológico e a complexa na próxima etapa. 1) As imagens devem ser
relação entre ambos. visualizadas quadro a quadro, para que seja
99 Compreender a Física como parte integrante da produzido o mesmo efeito da situação apresentado
cultura contemporânea. na tirinha de abertura da atividade, na qual os
garotos produzem uma animação com movimento
4) Recursos instrucionais rápido de uma sequência de desenhos. 2) Deve

TA
haver um pequeno intervalo de tempo entre a
Montagem do zootrópio, tesoura, cola, CD ou DVD,
recepção de cada imagem na retina, para que não
papel-cartão preto e espelho plano pequeno.
ocorra sobreposição dos quadros formando um

C
o)
borrão. 3) O cérebro interpreta o movimento a partir
5) Encaminhamentos para o professor

pr NE
de, aproximadamente, 24 quadros por segundo.

id
Portanto, se a frequência de exibição for muito

uz
5.1) Apresentação e Compreensão do diferente desse valor, a animação parecerá mais
Problema
CO
lenta ou mais rápida.

od
Esta atividade começa contando, de modo breve,
a história do nascimento da sétima arte. O cinema 5.3) Organização e Montagem
surgiu a partir de invenções comercializadas como
A
re

brinquedos de nomes complicados, por exemplo, Primeiramente, salientamos que é fundamental colar
M

fenacistoscópio, zootrópio e zoopraxioscópio, a base circular demarcada do fotograma em papel-


er

aparatos fundamentais para as primeiras -cartão para a adequada execução da atividade. Em


p A

investigações de como percebemos o movimento a seguida, verifique se há alguma dúvida em relação à


s

partir de uma sequência de imagens estáticas. montagem, à programação ou ao funcionamento do


e
(n GR

Aprimoramentos e modificações foram realizados zootrópio. Um sinal sonoro (apito) será disparado a
od

por vários inventores e cientistas ao longo de todo cada volta, o que pode auxiliar na tomada de dados
o século XIX, até que, em 1895, os irmãos Louis e referentes à frequência da rotação.
O

Auguste Lumière desenvolveram o cinematógrafo,


ão

um equipamento capaz de capturar e projetar


PR

filmes. A primeira sessão de cinema foi realizada 5.4) Medidas e Cálculos


no dia 28 de dezembro daquele ano, em Paris,
com a exibição do curta-metragem A saída dos Após a montagem, inicia-se a investigação.
trabalhadores da fábrica Lumière. Este pequeno 1) Primeiramente, os estudantes devem produzir
documentário assistido por 33 pessoas não rotação do fotograma com diferentes velocidades,
apresentava nada além do que o próprio título olhando o que acontece de cima. Nesse momento,
indica e durou aproximadamente um minuto; as imagens ainda não são reproduzidas quadro
porém, foi um marco, tanto na ciência quanto na a quadro; portanto, não será possível observar
arte. Apesar de serem considerados os criadores a animação da cena, mas apenas um borrão.
do cinema, curiosamente os Lumière acreditavam De forma muito simplificada, podemos dizer
apenas no potencial científico de seu invento e não que a retina fixa por uma fração de segundo a
vislumbraram o futuro comercial devido ao alto imagem anterior, sobrepondo a ela a seguinte,
custo de produção na época. e assim sucessivamente, gerando a impressão

93
de movimento. Por isso, é necessária a exibição ATIVIDADE 3
quadro a quadro. FOTÓGRAFO LAMBE-LAMBE
2) Em seguida, os alunos deverão posicionar-se
de modo que seus olhos fiquem na mesma altura
da montagem, de forma que as figuras possam 1) Apresentação
ser observadas pelas fendas. O motor deve ser
novamente acionado e a velocidade aumentada Ao contar um pouco do surgimento do registro de
progressivamente. Com essa mudança, as imagens, esta atividade reúne elementos de Física,
imagens podem ser visualizadas quadro a quadro, Artes e História para convidar os alunos a assumir
causando a impressão de movimento. A animação o papel de fotógrafos lambe-lambes, personagens

TA
será mais rápida ou mais lenta de acordo com a significativos nas primeiras décadas do século XX.
velocidade do motor.
3) Oriente os estudantes a, primeiramente, 2) Objetivos

C
o)
anotar a potência do motor que melhor dá a

pr NE
noção de movimento no fotograma. Em seguida, Esta atividade amplia o estudo das lentes esféricas.

id
peça que reprogramem o EV3 para que gire o Os conceitos apresentados são tipos de lente,

uz
motor nessa potência por um segundo. Então, construção gráfica de imagens, equação de
CO
os alunos devem marcar um dos quadros do conjugação de Gauss, fisiologia do bulbo ocular e

od
fotograma como referência e contar quantos instrumentos ópticos de projeção (câmera escura de
quadros ele se movimentou. orifício e máquina fotográfica). Na seção de extensão,
4) Oriente os estudantes a utilizar os um desafio é proposto aos alunos: a elaboração de
A
re
conhecimentos adquiridos para discutir as um projetor de slides.
situações apresentadas nas histórias em
M

quadrinhos da abertura da atividade.


er

3) Competências e habilidades
p A

trabalhadas
s

5.5) Extensão
e
(n GR

99 Reconhecer e saber utilizar corretamente


od

Na seção de extensão, o grupo deve modificar a símbolos, códigos e nomenclaturas de grandezas.


montagem a fim de incluir um pequeno espelho 99 Frente a uma situação ou a um problema
O

plano para conseguir produzir novamente a concreto, reconhecer a natureza dos fenômenos
ão

animação do fotograma, ou seja, exibir as imagens envolvidos, situando-os dentro do conjunto de


PR

quadro a quadro para produzir efeito de movimento. fenômenos da Física, e identificar as grandezas
Uma possível solução é recortar retângulos estreitos relevantes em cada caso.
entre cada uma das imagens do fotograma e 99 Fazer uso de formas e instrumentos de medida
posicionar o espelho de forma que o reflexo seja apropriados para estabelecer comparações
observado por essas aberturas. quantitativas.
99 Elaborar modelos simplificados de determinadas
situações, levantar hipóteses e fazer previsões.
99 Compreender o desenvolvimento histórico da
tecnologia, suas consequências para o cotidiano e
para as relações sociais.
99 Perceber o papel do conhecimento físico no
desenvolvimento tecnológico e a complexa
relação entre ambos.
99 Compreender a Física como parte integrante da
cultura contemporânea.

94
4) Recursos instrucionais 5.3) Organização e Montagem

Montagem do modelo lambe-lambe, lente Verifique se existe alguma dúvida relacionada à


convergente (disponível no kit almoxarifado), papel montagem ou à disposição da lente e do papel
vegetal, fita adesiva, caixa de sapato forrada com vegetal.
papel adesivo preto, estilete, régua, vela e fósforos
ou lâmpada e base de luminária.

5) Encaminhamentos para o professor 5.4) Medidas e Cálculos

TA
5.1) Apresentação e Compreensão do 1) Observando o perfil da lente, os alunos
Problema perceberão que se trata de uma lente plano-
-convexa e, portanto, convergente. O diâmetro

C
e a distância focal podem ser encontrados

o)
Ao longo da leitura das seções iniciais, estimule os

pr NE
alunos a discutir diferenças e semelhanças entre as experimentalmente. Para tanto, oriente os alunos

id
fotografias produzidas no início do século passado a colocar as lentes entre uma das lâmpadas

uz
e as dos dias de hoje, comparando a estrutura e o acesas da sala e um anteparo (mesa ou folha
CO
tamanho das máquinas fotográficas, os processos de de papel) e depois aproximar e afastar a lente

od
registro e revelação da imagem, tempo de captura, da fonte de luz até projetar uma imagem nítida
quantidade e qualidade das fotografias, custo, no anteparo. Feito isso, o próximo passo é
acesso e manuseio dos equipamentos e o significado medir, com auxílio da régua, a distância entre
A

a imagem produzida e a lente e anotar o valor


re
dos registros fotográficos na época em que surgiram
e atualmente. obtido. Como a distância da lâmpada até a lente
M

é consideravelmente superior à distância da


er

5.2) Concepção de um Plano imagem até a lente, podemos considerar o objeto


p A

localizado no infinito e substituir os dados na


s

As questões apresentadas neste momento têm equação de conjugação de Gauss:


e
(n GR

o objetivo de nortear o trabalho dos alunos na


od

próxima etapa. Como o objetivo é elaborar uma


máquina fotográfica simples, terá de ser usada 1 1 1 1 1 1 1 1
= + = + = 0+ � = � f = p'
O

uma lente convergente. A natureza da imagem f p p' � p' p' f p'


ão

que a lente vai projetar no anteparo é classificada


PR

como real, por ser oriunda do cruzamento


efetivo dos raios de luz. Sugira que os alunos 2) A imagem será de natureza real, terá tamanho
elaborem um desenho simplificado para comparar menor que o objeto e orientação invertida.
alguns elementos do olho humano com uma
câmera fotográfica: córnea e cristalino podem
ser relacionados com as lentes da máquina, a
pupila, com o diafragma e a retina, com o filme
fotográfico ou com o CCD. É interessante que os
estudantes percebam que o olho e a máquina
fotográfica podem ser comparados, de maneira
simplificada, com uma câmera escura de orifício.
Caso o professor não tenha tratado a fisiologia do
olho humano e as deficiências visuais em aula,
sugerimos deixar essa questão para o final da
atividade.

95
3) A imagem será de natureza real, terá tamanho Mas comumente o habilidoso cientista experimental
maior que o objeto e orientação invertida. Robert Hooke é lembrado quando tratamos desse
instrumento óptico, devido aos aprimoramentos
que introduziu no equipamento e às minuciosas
descrições de suas observações, além da utilização
do termo “célula” para definir as minúsculas
cavidades que constituíam um pedaço de cortiça. As
figuras do início da atividade se referem a 1) tecido;
4) Substituindo o valor da distância focal e
2) pulga; 3) piolho e 4) cortiça.
a distância do objeto à lente na equação de

TA
conjugação de Gauss, os alunos podem calcular a
A atividade começa com um pouco da história do
distância da imagem à lente.
microscópio, na qual os alunos são convidados a
utilizar o kit EV3 e um par de lentes para elaborar

C
o)
um modelo simplificado desse instrumento e realizar

pr NE
5.5) Extensão – O Projetor de Slides observações de várias amostras.

id
uz
A extensão propõe um desafio. Com base nos 2) Objetivos
CO
conhecimentos adquiridos e na descrição da

od
estrutura de um projetor de slides, os estudantes Esta atividade, estruturada em um contexto
devem usar a criatividade para elaborar uma histórico, trata de instrumentos ópticos de aumento
versão simplificada desse equipamento. Uma (microscópios simples e compostos), equação de
A
re
opção é fazer um desenho simples e pequeno no conjugação das lentes esféricas, cálculo da vergência
papel vegetal usando caneta hidrocor, em seguida, de uma lente, associação de lentes e equação do
M

posicioná-lo entre uma lanterna potente e a lente aumento do microscópio composto. Na extensão, os
er

convergente, depois direcionar o conjunto para alunos deverão aprimorar o poder de aumento do
p A
s

um anteparo – que pode ser a parede da sala – equipamento proposto.


para observar o resultado. Com auxílio das áreas
e
(n GR

de Artes e História, os alunos podem produzir 3) Competências e habilidades


od

diversos desenhos e pesquisar a origem dos trabalhadas


projetores, além de discutir a influência cultural
O

e tecnológica do registro cada vez mais preciso e 99 Reconhecer e saber utilizar corretamente
ão

símbolos, códigos e nomenclaturas de grandezas.


PR

sofisticado de imagens. Ao final, podem produzir


painéis e organizar uma exposição na escola. 99 Construir sentenças ou esquemas para a resolução
de problemas.
99 Fazer uso de formas e de instrumentos de medidas
apropriados para estabelecer comparações
ATIVIDADE 4 quantitativas.
MICROSCÓPIO 99 Compreender a construção do conhecimento como
um processo histórico, em estreita relação com
1) Apresentação as condições sociais, políticas e econômicas de
determinada época.
Atribui-se a invenção do microscópio aos 99 Compreender o desenvolvimento histórico da
fabricantes de lentes holandeses Hans Janssen e tecnologia, suas consequências para o cotidiano e
seu filho Zacharias, por volta do final do século XVI. para as relações sociais.
99 Perceber o papel do conhecimento físico no
desenvolvimento tecnológico e a complexa relação
entre ambos.
96
4) Recursos instrucionais que os alunos já tenham estudado as equações
das lentes esféricas. Caso o professor não tenha
Montagem do microscópio, duas lentes trabalhado o conteúdo na sala de aula, sugerimos
convergentes, uma fonte de luz (lâmpadas, velas que discuta com eles o texto Relembre a Lei de
ou fósforos), elástico de silicone, régua milimetrada Gauss, apresentado na atividade "Fotógrafo lambe-
ou paquímetro, além de amostras para observação -lambe".
(lâminas para microscopia utilizadas nas aulas de
5.3) Organização e Montagem
Biologia, lascas de cortiça, insetos, folhas, flores,
pedaços de tecido, entre outras).
Verifique se há alguma dúvida na montagem do

TA
microscópio, no encaixe das lentes ou no ajuste do
5) Encaminhamentos para o professor foco do conjunto.

C
5.1) Apresentação e Compreensão do 5.4) Medidas e Cálculos

o)
Problema

pr NE

id
1) Para encontrar a distância focal, oriente os
alunos a colocar uma das lentes entre uma das

uz
Verifique se o problema proposto ficou claro para
lâmpadas acesas da sala e um anteparo (mesa ou
os alunos: munidos do kit EV3 e de um par de
CO
od
folha de papel). Depois, eles devem aproximar e
lentes, cada grupo vai construir um microscópio
afastar a lente da fonte de luz até projetar uma
composto, semelhante aos primeiros instrumentos
imagem nítida no anteparo. Em seguida, devem
desenvolvidos, com capacidade de aumento das
medir a distância entre a imagem produzida
A

amostras em, no mínimo, 15 vezes.


re
e a lente, com auxílio da régua milimetrada
ou do paquímetro, e anotar o valor obtido. Na
M
er

5.2) Concepção de um Plano sequência, o mesmo procedimento deve ser


realizado com a outra lente.
p A
s

As questões apresentadas aqui têm o objetivo de Como a distância da lâmpada até a lente é
e
(n GR

nortear o trabalho dos alunos na próxima etapa. consideravelmente superior à distância da


od

1) Como o objetivo é a elaboração de um imagem até a lente, podemos considerar o objeto


microscópio composto para produzir a ampliação localizado no infinito. Assim, substituindo os
O

das amostras, será necessário utilizar um par de dados na equação de conjugação de Gauss, temos
ão

lentes convergentes. Oriente-os a discutir qual deve que


PR

ser o “grau” de cada lente, para posteriormente


comparar suas estimativas com os valores que serão 1 1 1 1 1 1 1 1
medidos na seção Medidas e Cálculos. = + = + = 0+ � = � f = p'
f p p' � p' p' f p'
2) Discuta com os estudantes que o poder de
aumento depende da combinação das duas lentes; isto é, o inverso da distância focal é igual ao
portanto, para elaborar a disposição do par oriente- inverso da distância da imagem até a lente.
-os a observar a ilustração e a descrição do tubo Sendo a vergência o inverso da distância focal,
de Hooke. Ambas as lentes devem ficar paralelas
_1
e alinhadas. A lente objetiva é a de maior grau e a V=
lente ocular a de menor grau, pois a lente próxima
f
ao objeto produz uma imagem real e invertida no basta converter a medida resultante de
foco objeto da lente ocular, que por sua vez funciona centímetros para metros e encontrar o
como uma lupa. “grau” de cada lente, para então encaixá-las
3) Para responder a essa questão, é necessário adequadamente na montagem.

97
d . 25
2) Usando a equação M =
f1 . f2

(onde M é o poder de aumento do microscópio composto, d é a distância entre os focos das duas lentes
no interior do instrumento, f1 e f2 são as distâncias focais das lentes) e os dados obtidos anteriormente,
os alunos podem calcular a distância d entre a objetiva e a ocular, ajustar o equipamento e iniciar as
observações.

3) Para observação, podem ser usadas lâminas para microscopia com amostras utilizadas nas aulas
de Biologia, e os alunos podem providenciar para a atividade lascas de cortiça, insetos, folhas, flores,
pedaços de tecido, entre outros. Salientamos que a boa luminosidade e o adequado ajuste do foco são

TA
necessários para garantir a qualidade das imagens.
Com auxílio das áreas de Artes e de Biologia, estimule os alunos a desenhar suas observações nos
mínimos detalhes, assim como fez Robert Hooke na obra Micrographia.

C
o)
pr NE

id
uz
CO
od
A
re
M
er
p A
s
e
(n GR
od

5.5) Extensão
O

Com os conhecimentos adquiridos nas etapas anteriores, chegou o momento do desafio final. Os grupos
ão

devem se reunir para compartilhar as lentes de maior “grau”, realizar novos cálculos e adaptar a montagem
PR

para obter um microscópio com o mesmo poder de aumento do equipamento de Hooke, ou seja, de
30 vezes. Oriente os alunos a discutir as diferenças em cada observação e também a importância do
desenvolvimento de equipamentos cada vez mais potentes para diferentes ramos das ciências naturais e da
tecnologia. Depois sugira que escolham uma das amostras para produzir mais um desenho, explorando os
novos detalhes, e organize uma exposição das produções na escola.

98
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
ATIVIDADE 1 99 Reconhecer na análise de um mesmo fenômeno
TOQUE MUSICAL as características das ciências naturais, humanas
e matemáticas.

1) Apresentação
4) Recursos instrucionais
A música está presente no dia a dia dos adolescentes
e, por isso, é um assunto de interesse, sobretudo Montagem do modelo toque musical, fio de náilon
para aqueles que tocam instrumentos musicais e são com diâmetro de 0,45 mm, copo descartável de
integrantes de bandas. Assim, nesta atividade os isopor, fita adesiva e régua milimetrada.

TA
estudantes são convidados a assumir o papel de um
luthier – profissional que trabalha com a construção
e o reparo de instrumentos musicais de corda – para 5) Encaminhamentos para o professor

C
o)
construir um violão monocórdio feito de LEGO®. Ao

pr NE
final, todos os grupos serão reunidos para organizar 5.1) Apresentação e Compreensão do

id
uma apresentação musical. Problema

uz
CO
Como as seções iniciais apresentam uma breve

od
revisão de conceitos já trabalhados em sala de aula,
2) Objetivos
sugerimos realizar uma leitura dirigida. Solicite que
um aluno leia um trecho em voz alta para a classe
Esta atividade de aprofundamento explora conceitos
A
re
e, em seguida, convide os demais a discutir o que
de som e de música, como modos de vibração de
foi apresentado no trecho lido, tirando dúvidas ou
uma corda, frequências naturais de ressonância, sons
M

explicando palavras novas. Depois, solicite que


er

graves e agudos, instrumentos de corda e qualidades


outro aluno realize a leitura de mais um trecho
fisiológicas do som (harmônicos e timbre). A seção de
p A
s

e repita o procedimento. (Caso algum estudante


extensão é dedicada à produção musical.
da turma ou da escola toque violão ou guitarra,
e
(n GR

será muito interessante solicitar que ele leve o


od

instrumento para a sala de aula no dia da atividade


3) Competências e habilidades para enriquecer a discussão.) Ao final da leitura,
O

trabalhadas verifique se o problema proposto ficou claro para os


ão

alunos: eles devem construir um violão monocórdio


PR

99 Reconhecer e saber utilizar corretamente (de uma só corda) e depois calcular a posição na
símbolos, códigos e nomenclaturas de grandezas. qual os trastes devem ser marcados, para que as
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos, sete notas musicais possam ser produzidas.
esquemas e diagramas, apresentados em textos.
99 Compreender tabelas, gráficos e expressões
matemáticas como diferentes formas de 5.2) Concepção de um Plano
representação.
99 Fazer uso de formas e instrumentos de medida Nesta etapa, são propostas algumas questões
apropriados para estabelecer comparações com o intuito de fomentar a discussão inicial
quantitativas. sobre instrumentos musicais e conceitos físicos
envolvidos. 1) As sete notas podem ser produzidas
em todos os instrumentos musicais; basicamente
o que muda em cada um é o timbre do som

100
produzido. 2) Afinar significa produzir notas iguais, O resultado obtido fornecerá, de forma bastante
porém com timbres diferentes, e, para isso, aproximada, a posição na qual o dedo deverá
podem ser utilizados um diapasão, um afinador prender a corda para que seja emitido o som
eletrônico ou mesmo outro instrumento. Em um desejado. Sugerimos que sejam utilizadas tiras
instrumento de corda, a afinação é feita diminuindo de fita adesiva para marcar a posição dos trastes
ou aumentando a tensão das cordas. 3) A corda do no braço do violão.
violão deve ser apertada ou afrouxada, por meio Em seguida, será necessário utilizar um
do movimento das tarraxas, para modificar seu programa de afinação para encontrar a
comprimento e a tensão aplicada. 4) Modificando o frequência correspondente a cada nota musical,
comprimento da corda, serão produzidos sons um além de conferir se de fato a nota tocada é a

TA
pouco mais graves ou mais agudos. esperada. Existem vários programas e aplicativos
gratuitos na internet, basta fazer uma busca.

C
5.3) Organização e Montagem

o)
1) Por meio da expressão das frequências

pr NE
naturais de ressonância de uma corda,

id
Verifique se os alunos têm dúvidas em relação à
montagem do braço do violão monocórdio (toque (onde fn é a frequência,

uz
n
musical) e ao correto posicionamento do fio de fn = ___ . _T n é o modo de vibração,
2L
CO µ L, a distância entre duas

od
náilon (corda) e do copo descartável de isopor
(caixa de ressonância). extremidades fixas da corda,
T, o módulo da força de tração na corda e μ,
5.4) Medidas e Cálculos
sua densidade linear), pode-se verificar que
A
re
a frequência é inversamente proporcional à
Efetuada a montagem, o próximo passo é
densidade linear da corda, ou seja, com uma
M

encontrar as posições em que a corda deve ser


er

corda mais espessa o som será mais grave


presa, para que seja tocada cada nota musical, e
(menor frequência) e com uma corda mais fina o
p A

investigar alguns conceitos físicos relacionados ao


s

som emitido será mais agudo (maior frequência).


instrumento.
e
(n GR

a) Com a régua, os alunos podem encontrar


2) Novamente, de acordo com a expressão,
od

o comprimento Ltotal da corda do monocórdio,


pode-se verificar que, quanto
n
cerca de 29 cm, medido do início do braço do
fn = ___ . _T maior a tensão (ou tração)
O

instrumento até o início da roldana. A espessura 2L µ da corda, maior será a


ão

da corda, 0,45 mm de diâmetro, pode ser medida


PR

frequência, portanto, mais


com um micrômetro ou verificada a partir das
agudo o som produzido; e quanto menor a
informações do fabricante do fio de náilon.
tensão, menor a frequência, logo, um som mais
b) Saliente aos alunos que o comprimento L, grave será emitido.
medido no item anterior, é equivalente a 1 na
tabela da página 10, que apresenta a relação
3) O afinador analisa a onda sonora à procura de
natural entre o comprimento de uma corda e a
um padrão característico dado pela frequência.
nota musical emitida. Assim, a distância d será
O som de mesma frequência emitido por
calculada como sendo o produto do comprimento
instrumentos musicais diferentes é chamado de
total da corda pela fração correspondente à nota
timbre. É por meio do timbre que se consegue
musical, como, por exemplo:
diferenciar uma nota lá tocada por um piano
d dó = L total d ré = L total __
8 , d mi = L total __
4 etc.
daquela tocada por um violão.
9 5

101
n
4) Mais uma vez, com a expressão fn = ___ . _T com novas informações para investigação e
2L µ aprimoramento da estrutura dos materiais e dos
projetos de construções similares, de forma que
pode-se escrever para o primeiro modo de vibração físicos e engenheiros pudessem evitar desastres
(n = 1) que semelhantes. Mas, afinal, o que causou a queda
da ponte? Qual a relação entre o aumento das
n n n T
f1 = ___ . _T e f1 = ___ . _T f1= ___ .___ . _1 oscilações e o desmoronamento? Investigar essas e
2L µ 2L 2µ 2L µ 2 outras questões faz parte da proposta.

TA
f1 2) Objetivos
Comparando ambos, temos que f 1= ___
2
Esta é uma atividade qualitativa que explora as

C
5.5) Extensão – Um Acorde para seu oscilações forçadas e a ressonância, podendo ser

o)
Violão usada como proposta introdutória ou para extensão

pr NE

id
de assuntos trabalhados em sala de aula. Na seção de

uz
Chegou o momento de todos os grupos se reunirem extensão, os alunos investigarão sistemas que podem
para cantar e tocar “Parabéns pra você”, que, minimizar as consequências dos abalos sísmicos em
CO
od
além de popular, é uma música simples para construções.
ser produzida com os monocórdios de LEGO . ®

Sugerimos organizar a classe em quatro grupos: um


com cantores e os outros três responsáveis pelas 3) Competências e habilidades
A
re
notas musicais conforme apresentadas na tabela trabalhadas
M

da página 10. Assim, com os três monocórdios


er

tocando ao mesmo tempo, uma das três notas cada 99 Elaborar relatórios analíticos, discutindo dados
e resultados, com linguagem científica e
p A

um, serão produzidos dó, sol e fá. Organize um


s

rápido ensaio para sincronizar os músicos, e depois matemática apropriada.


e
(n GR

a apresentação pode começar. Caso alguém faça 99 Argumentar claramente sobre seus pontos de
od

aniversário na data de realização da atividade, a vista, apresentando razões e justificativas claras e


diversão será ainda maior. consistentes.
O

99 Frente a uma situação ou a um problema


ão

concreto, reconhecer a natureza dos fenômenos


PR

envolvidos, situando-os dentro do conjunto de


ATIVIDADE 2
fenômenos da Física, e identificar as grandezas
RESSONÂNCIA
relevantes em cada caso.
99 Interpretar e fazer uso de modelos explicativos,
reconhecendo suas condições de aplicação.
1) Apresentação
99 Conhecer, identificar e compreender os diversos
níveis microscópicos ou macroscópicos de
O famoso acidente da queda da ponte pênsil da
explicações físicas.
cidade norte-americana de Tacoma é o ponto
de partida deta atividade. Em 1940 – e apenas
alguns meses após a inauguração –, a construção 4) Recursos instrucionais
com 2.800 m de comprimento começou a oscilar
violentamente até desmoronar. Apesar do enorme Montagem do modelo ressonância, barbante, linha
prejuízo para a cidade, a catástrofe contribuiu de costura ou fio de náilon e régua.

102
5) Encaminhamentos para o professor -los na série de questões e investigações com as
montagens que serão apresentadas.
5.1) Apresentação e Compreensão do 1) Os estudantes devem aumentar pouco a
Problema pouco a vibração do eixo, nas faixas propostas na
tabela da seção Medidas e Cálculos, no fascículo
Sugerimos iniciar a atividade apresentando do aluno, e descrever o que acontece com a
imagens do acidente, facilmente encontradas em oscilação dos pêndulos.
sites de vídeo gratuitos da internet. Os momentos 2) De acordo com os testes realizados,
apresentando as oscilações da ponte de Tacoma observamos que os pêndulos entraram em
são impressionantes! Assim, o vídeo é um bom ressonância entre 40 e 80 toques.

TA
motivador para a realização da atividade, por 3) Substituindo os barbantes por um fio menos
deixar os estudantes curiosos para entenderem espesso, como linha de costura, por exemplo,
o fenômeno. Em seguida, realize a leitura do praticamente não são observadas diferenças no

C
o)
texto O que é ressonância? com a classe, para comportamento dos pêndulos em cada faixa de

pr NE
retomar o conceito já trabalhado em aula ou fazer vibração proposta.

id
a apresentação inicial do assunto, caso a atividade 4) Utilizando massas maiores, praticamente não

uz
esteja sendo utilizada como introdução ao estudo são observadas diferenças no comportamento dos
CO
do tema. pêndulos em cada faixa de vibração proposta.

5.2) Concepção de um Plano


od
Questões complementares
A
re

Incentive os grupos a realizar uma rápida reflexão 5) A situação relatada na lenda de Napoleão
M

e discussão das questões apresentadas, a fim também envolve o fenômeno de ressonância. O


er

de detectar quais são as dúvidas conceituais e procedimento de quebra do compasso servia para
p A

levantar as hipóteses iniciais. Não é necessário evitar que a frequência da marcha do batalhão de
s

redigir as respostas nesta etapa, pois elas soldados fosse coincidente com a frequência de
e
(n GR

foram apresentadas com o intuito de orientar as vibração natural da ponte.


od

investigações que serão realizadas. 6) Caso todos os torcedores pulassem ou batessem


os pés em sincronia, um grave acidente poderia
O

acontecer, como na lenda relatada na questão


ão

5.3) Organização e Montagem anterior. Caso a frequência de movimento da


PR

torcida fosse coincidente com a frequência natural


Verifique se há dúvidas sobre a montagem, de vibração da arquibancada, a estrutura entraria
principalmente na disposição dos dois pêndulos em ressonância e poderia desabar. Discuta com os
que devem ser colocados nas extremidades do eixo alunos a dificuldade de tal acidente acontecer em
vibratório. Saliente que deve haver uma diferença função do movimento dessincronizado da torcida.
de 5 cm entre o comprimento dos fios. 7) A frequência de ressonância depende do
comprimento do “tubo” que compõe, no caso,
5.4) Medidas e Cálculos o corpo do violão; por isso, uma boa caixa de
ressonância deve ter diferentes comprimentos para
Ao final desta etapa, os alunos terão de poder reforçar ou amplificar uma maior variedade
desenvolver um relatório que sintetize as de tons (harmônicos). Isso pode ser associado com
observações realizadas e apresente a causa do o experimento dos pêndulos, pois há mais de um
acidente com a ponte de Tacoma, para auxiliá- ponto em que percebemos claramente um aumento

103
significativo da amplitude de oscilação conforme compensação são mais flexíveis, por isso
a vibração dos pêndulos aumenta. Em ambas as respondem às vibrações mais baixas. Em outras
situações, podemos dizer que os sistemas entraram palavras: o prédio maior leva mais tempo para
em ressonância. responder às forças do agente excitador. À luz disso,
8) Sintonizar uma emissora significa fazer a antena duas maneiras de reduzir danos são: modificar
do receptor – rádio ou TV – entrar em ressonância a estrutura da base da construção, de modo a
com a onda da emissora. Girando ou apertando o diminuir a amplitude de movimento, e alterar a
botão seletor, modifica-se a frequência natural de frequência natural de ressonância, modificando a
vibração do circuito eletrônico do receptor. Essa distribuição da massa ao longo da construção. Essas
vibração é produzida a partir da rápida variação na estratégias são usadas por engenheiros para afastar

TA
corrente elétrica que percorre o circuito. As ondas a frequência natural de ressonância dos prédios
das outras emissoras, com frequências diferentes, das frequências comumente encontradas em abalos
não estão em ressonância com o receptor e por isso sísmicos.

C
o)
não são sintonizadas. Pode-se enfatizar aqui que a

pr NE
ressonância é um fenômeno ondulatório que pode 5.5) Extensão – Mecanismos

id
ocorrer com qualquer tipo de onda, mecânica ou Antissísmicos

uz
eletromagnética.
9) A ressonância pode ocorrer em qualquer sistema
CO
Na seção de extensão, é retomada a discussão

od
oscilante, e isso inclui também as moléculas que sobre a vibração de edifícios durante terremotos
compõem um material, cuja frequência fundamental para investigar mecanismos antissísmicos. É
seja a mesma da onda eletromagnética em questão. proposto que os estudantes investiguem novamente
A
re
O efeito sobre as moléculas depende da amplitude as faixas de vibração, porém com um pequeno peso
(intensidade) da onda, podendo ir do simples acoplado à montagem, de modo que a ressonância
M

aquecimento à modificação da estrutura molecular.


er

dos pêndulos seja dificultada ou, preferencialmente,


O exemplo mais fácil de ser observado no dia a extinta. Para finalizar a atividade, sugerimos que
p A
s

dia é o forno de micro-ondas: as micro-ondas do os alunos pesquisem na internet mecanismos


aparelho são capazes de aquecer a água presente
e

antissísmicos utilizados em construções reais e


(n GR

nos alimentos, mas não têm efeito nas moléculas


od

depois produzam uma pequena síntese que reúna o


que compõem o prato de vidro. material pesquisado e as conclusões obtidas com a
10) Durante um terremoto, as estruturas podem atividade.
O

responder de modo bem diferente às vibrações.


ão

Um terremoto com baixas frequências pode


PR

causar o desmoronamento de prédios grandes e


outro, com altas frequências, danos aos prédios ATIVIDADE 3
pequenos, ou seja, não há terremotos que CÓDIGO DE BARRAS
derrubem prédios pequenos e grandes ao mesmo
tempo. As frequências ressonantes de cada edifício
dependem de vários fatores, como sua massa e a 1) Apresentação
rigidez do material, dado que objetos mais duros
têm frequências ressonantes mais altas, enquanto Nesta atividade, os alunos terão de confeccionar um
objetos mais densos respondem às mais baixas. código de barras que armazenará informações sobre
Edifícios maiores têm maior massa, mas em direções e sentidos de movimento para que um
robô equipado com sensor de luz realize a leitura do
código e, a partir dos dados obtidos, desenvolva a
tarefa planejada.

104
2) Objetivos podem ser respondidas com auxílio da ilustração
do código de barras e da história em quadrinhos
Esta é uma atividade de aprofundamento que apresentadas na abertura. O código é formado
apresenta um assunto pouco explorado em sala de basicamente por uma sequência de barras
aula: conceitos básicos sobre armazenamento de verticais pretas e brancas com diferentes larguras,
informações digitais por códigos de barras. Na seção e a leitura das informações é feita por um sensor
de extensão, serão apresentados alguns problemas de luz. Portanto, será necessário, primeiramente,
de vestibulares que fazem uso dos conhecimentos codificar a tarefa a ser realizada e, em seguida,
tratados durante a atividade. montar um robô com sensor de luz que seja capaz
de ler e decodificar as informações do código de

TA
barras.
3) Competências e habilidades Sugerimos realizar uma leitura dirigida do texto
trabalhadas do fascículo do aluno, devido à quantidade de

C
o)
informações e nível de complexidade. Solicite que
99 Reconhecer e saber utilizar corretamente

pr NE
um aluno leia um trecho em voz alta para a classe

id
símbolos, códigos e nomenclaturas de grandezas. e, a seguir, convide os demais a discutir o que

uz
99 Ler e interpretar corretamente tabelas, gráficos, foi apresentado no trecho lido, tirando dúvidas
esquemas e diagramas, apresentados em textos.
CO
e explicando palavras novas para os estudantes.

od
99 Compreender tabelas, gráficos e expressões Depois, solicite que outro aluno realize a leitura de
matemáticas como diferentes formas de mais um trecho e repita o procedimento.
representação.
A

99 Compreender o desenvolvimento histórico da


re

tecnologia, suas consequências para o cotidiano e 5.2) Concepção de um Plano


M

para as relações sociais.


er

99 Perceber o papel do conhecimento físico no A tarefa do robô será percorrer determinado trajeto
p A

desenvolvimento tecnológico e a complexa relação


s

preestabelecido pelo grupo a partir da leitura de


entre ambos. um código de barras. Para isso, será necessário
e
(n GR

99 Compreender a Física como parte integrante da codificar direções e sentidos de movimento, montar
od

cultura contemporânea. um robô que faça a leitura do código por meio


99 Acompanhar o desenvolvimento tecnológico de sensor de luz e realizar os testes. O sensor de
O

contemporâneo. luz deve iniciar a leitura sobre a primeira linha do


ão
PR

código de barras.

4) Recursos instrucionais

Montagem do modelo código de barras, folha de 5.3) Organização e Montagem


sulfite, régua, lápis ou caneta hidrográfica preta e
fita adesiva. Verifique se há dúvidas em relação à montagem e à
elaboração do mapeamento do “labirinto” do robô –
os seis quadrados de papel sulfite devem ser fixados
5) Encaminhamentos para o professor com fita adesiva ou cola. Forneça cópias da matriz
para o código de barras para os alunos (disponíveis
5.1) Apresentação e Compreensão do no final deste manual).
Problema

A atividade tem início com duas questões que

105
5.4) Medidas e Cálculos (oito colunas), ou seja, o total de possibilidades
será 28 = 256 caracteres.
Finalizada a montagem, deve ser iniciada a
investigação. Sugerimos que os pontos A e B
sejam mudados entre os diferentes grupos para
que a atividade fique mais dinâmica. 5.5) Extensão – Combinações que Podem
a) Primeiramente, os alunos devem decidir qual será Guiar o Robô
o caminho percorrido pelo robô do ponto de partida
à posição A e depois, saindo novamente do ponto de Para finalizar a atividade são apresentadas questões

partida, chegar à posição B. Escolhido o caminho, adicionais do Exame Nacional do Ensino Médio e

TA
oriente os alunos a traçar os caminhos planejados no de vestibulares que exploram o uso do código de

mapa apresentado no fascículo do aluno. barras para o armazenamento de informações.

b) Em seguida, devem ser elaborados os códigos

C
1) Para chegar ao ponto A, sem passar pelo mesmo

o)
de barras que armazenam as informações dos
lugar, o robô poderá seguir dois caminhos:

pr NE
dois caminhos escolhidos. Com base na tabela

id
de referências e no mapa, os alunos devem a) esquerda (11), frente (00), direita (01), frente

uz
estabelecer quais barras devem ser brancas e (00), frente (00), frente (00)
b) direita (01), frente (00), esquerda (11), frente
quais devem ser pretas. O sensor de luz do robô,
CO
od
que realiza a leitura da esquerda para a direita, (00), frente (00), esquerda (11), frente (00), direita

interpretará cada barra preta como 1 e cada barra (01), frente (00)

branca como 0. Cada conjunto de duas barras do Para o ponto B também há dois caminhos possíveis:
a) direita (01), frente (00), esquerda (11), frente
A
re
código representa um comando e equivale a um
deslocamento de 13 cm. (00), frente (00), direita (01), frente (00)
M

Atente-se para o fato de que o robô só anda para b) esquerda (11), frente (00), direita (01), frente
er

a frente e para trás. Para que ele ande para a (00), frente (00), direita (01), frente (00), frente
p A

(00), frente (00).


s

direita, por exemplo, você deve inserir no código


um comando para que ele vire à direita (01) e, em
e
(n GR

seguida, outro para que ele ande para a frente (00). 2) Item D. O código deve possuir apenas cinco
od

barras, que chamaremos A, B, C, D e E. Cada barra

Questão pode ser preenchida ou não; portanto, há duas


O

opções para cada uma. Mas, como a leitura deve


ão

1) Neste caso, cada caractere deverá ser pintado ser a mesma da direita para a esquerda quando no
PR

de acordo com a sequência de oito algarismos sentido inverso, as duplas de faixas A e E mais B e

(formados pelas combinações entre 0 e 1). Daí, D precisam ser iguais. Assim, A e E → duas opções,

as barras terem oito colunas (A, B, C, D, E, F, B e D → duas opções, C → duas opções, totalizando

G e H). Aqui é importante enfatizar que, com oito opções de códigos de leitura. Porém, como é

um número maior de bits para representar o necessário desconsiderar os casos em que todas as

caractere, é possível estabelecer um número faixas podem ser escuras ou claras, o número de

maior de combinações entre 0 e 1; portanto, a códigos fica limitado a seis opções.

gama de caracteres possível de ser representada


é muito maior. Se achar válido e pertinente, 3) Item D. Temos cinco linhas, cada qual com três
solicite aos alunos que calculem quantas possibilidades de larguras possíveis e espaços de

combinações poderiam ser feitas entre 0 e 1 duas larguras possíveis. Neste caso, pelo princípio

numa barra com 8 bits. Nesse caso, temos duas fundamental da contagem (PFC) e denominando

possibilidades (0 e 1) para oito possibilidades

106
Linha = L e Espaço = E, temos que:
L·E·L·E·L·E·L·E·L=3·2·3·2·3·2·3·2·3=
35 · 24 = 3.888.

4) A sugestão de leitura do texto presente em


is.gd/8looww (acesso em 9 nov. 2012) tem como
objetivo fazer com que o aluno conheça um pouco
mais a respeito do funcionamento real do código
de barras. Esta atividade dá margens para serem
estudados e explorados, de acordo com o interesse

TA
e as opções do professor, outros conteúdos que
estão direta ou indiretamente relacionados com
o funcionamento do código de barras, mas não

C
o)
necessariamente fazem parte da estrutura curricular

pr NE
tradicional, tais como operações binárias e Álgebra

id
de Boole, entre outros.

uz
CO
od
A
re
M
er
p A
s
e
(n GR
od
O
ão
PR

107
108
CÓDIGO DE BARRAS

PR
O
(n GR
ão
A B A Bp A A B A B A B A B A B A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od C
uz TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)
PR
O
(n GR
ão
p A
od M
e
s
A
er CO
re
pr NE
od
uz
C TA
id
o)

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