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SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E

O BRASIL

Arthur Rohden Carlotto1


Henryque Eduardo Beatrici Consoli 
João Pedro Sartori Dutra 
Leonardo André Kottwitz 
Walesca Beatriz Miola Freitas2

RESUMO
Objetivando-se investigar a formação político-histórica dos Estados Unidos da
América e do Brasil, foi realizada uma análise das características sociais,
econômicas e políticas de ambas as nações. O trabalho foi realizado percebendo a
dessemelhança marcante nos aspectos econômicos e sociais entre os dois países,
ainda que as duas nações possuam semelhanças claras e significativas em
questões históricas, geográficas e demográficas. A pesquisa baseou-se em ampla
bibliografia a fim de buscar livros, autores e textos para encontrar análises e
informações das épocas estudadas e de autores posteriores que investigaram tais
períodos. Durante a pesquisa, foi percebido que as diferenças históricas entre as
nações podem explicar as diferenças atuais. A existência da igualdade perante a lei,
da separação dos poderes efetiva, do princípio da subsidiariedade e a primazia nas
ações individuais, ao invés de realizações governamentais, foram essenciais para
tornar os Estados Unidos um país desenvolvido, enquanto tais fatores são menos
presentes no Brasil.

1
Estudantes do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Marista Medianeira.
2
Professora da área de Ciências Humanas do Colégio Marista Medianeira.
Palavras-chave: Estados Unidos da América; Brasil; Sociedade; História; Aspectos;
Comparação.

1. INTRODUÇÃO

Analisando-se as sociedades brasileira e estadunidense, entendeu-se que a


formação histórica e geográfica das duas nações possuem semelhanças claras,
como a presença de colonizadores europeus, em momentos próximos da história,
como nos séculos XVI a XVIII, além da expansão territorial dos dois países serem
significativas, com vastos recursos naturais e diversificação econômica, além de
áreas focadas nos setores primários, secundários e terciários, com distintas
proporções entre estas esferas econômicas.
Contudo, percebeu-se dessemelhanças marcantes entre estas nações, como
os problemas sociais de cada país e o desenvolvimento econômico, e a investigação
do funcionamento destes estados foi entendido como importante. Além disso, uma
recuperação histórica dessas comunidades é fundamental, referenciando os
pensadores e filósofos que influenciaram a formação e funcionamento dessas
sociedades.
Assim, a pesquisa foi direcionada para a investigação da formação
político-histórica dos Estados Unidos da América e do Brasil, realizando-se uma
análise das características sociais, econômicas e políticas de ambas as nações.
Também teve-se por objetivo a comparação das semelhanças e diferenças dos
Estados Unidos e do Brasil, a examinação destas sociedades em seu contexto atual,
a distinção dos processos históricos de cada nação e a averiguação das influências
filosóficas, históricas e políticas dos pensadores iluministas e do positivismo na
construção destes países.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 História dos Estados Unidos anterior ao Iluminismo


Para melhor compreensão do desenvolvimento do artigo, ele será dividido
em alguns tópicos para apresentar ao leitor a importância de cada referência
utilizada. A fim de estudar a história americana, é necessário retornar a história
inglesa, com o objetivo de compreender a construção do pensamento americano
existente no processo de independência, principalmente no sistema jurídico inglês e
nas ideias filosóficas presentes na Constituição Americana.
Segundo GOMES (s.a), após séculos de ocupação pelos romanos e de
disputas entre os povos germânicos, sete reinos foram estabelecidos: Nortúmbria,
Mércia, Kent, Ânglia Oriental, Essex, Sussex e Wessex. É no período da Idade
Média que surge “a primeira experiência de governo local, que resultou no modelo
de Parlamento atual” (Idem, s.a, p. 5). A organização era dividida em vilas, ou
villages, onde as regras locais eram estabelecidas e os conflitos menores eram
julgados, na chamada moot, ou assembleia. Acima das vilas, havia o condado, a
chamada hundred moot, e acima destas, a Shire Moot. Na Shire Moot, “cada
condado (hundred) enviava quatro dos seus melhores homens, ou Best men. Lá, na
presença do Xerife e do Bispo ou do padre eram feitas as leis comuns. Deu origem a
casa dos comuns” (Idem, s.a, p.6).
No século XIII, após as invasões vikings e uma linhagem de reis da
Normandia se iniciar no século XI, em 1215, após o rei João, Sem Terra decide
aumentar os impostos para custear a guerra contra a França e estabelecer soldados
em moradias de pessoas comuns, “A população se revolta, pautada na tradição de
que o rei não está acima do direito, e obriga o rei a assinar a Magna Carta.” (Idem,
s.a, p. 10).
Segundo VINCENT (2015), nas cláusulas 39 e 40, a Magna Carta
estabelece o princípio de habeas corpus, o julgamento por júri - conhecido também
como julgamento pelos seus “pares” ou “iguais”, e a presunção de inocência se não
houver condenação. O princípio de no taxation without representation, ou seja, não
pode haver tributação se os tributados não tiverem representação no Parlamento,
são estabelecidos nas cláusulas 12 e 14:

(12) Nenhuma 'escutação' ou 'ajuda' pode ser cobrada em nosso reino sem
seu consentimento geral [...]
(14) Para obter o consentimento geral do reino para a avaliação de um
'auxílio' [...] ou um 'escute', faremos com que os arcebispos, bispos, abades,
condes e grandes barões sejam convocados individualmente por carta. [...]
Emitida a convocação, os negócios marcados para o dia prosseguem de
acordo com a deliberação dos presentes, ainda que nem todos os
convocados tenham comparecido. (LIBRARY, British, 2014, tradução
nossa).3

Para melhor compreensão, os termos “escutação”, “ajuda”, “auxílio” e


“escute”, onde no inglês são, respectivamente, scutage e aid, eram, segundo
Britannica (1998 e 2011), taxas e impostos pagos em diversos níveis hierárquicos,
desde vassalos aos seus lordes até dos lordes ao rei, nas quais o scutage era para
compensação caso um cavaleiro não prestasse o serviço militar, e o aid era uma
ajuda paga às autoridades, como uma espécie de subsídio.
Conforme PAIM (2019), a volta do aumento do poder do rei só ocorreria em
1603, no reinado de James I, que defendia uma monarquia absolutista. Conforme
GOMES (s.a), o filho de James I, Charles I, infringe a Magna Carta ao aumentar a
base territorial do Ship Money, um imposto para a manutenção da Marinha. Assim,
em 1649, o rei é condenado e executado pelo Parlamento, e, de acordo com PAIM
(2019), após um período de ditadura, a monarquia é restaurada em 1660, com
Charles II assumindo o poder, e seu irmão James II, um rei católico, em 1685. Com
a possibilidade de conflitos e perseguições religiosas, ocorre a Revolução Gloriosa,
de 1689 (ou 1688, de acordo GOMES, s.a), assumindo a filha protestante do rei,
Mary II, e seu marido Guilherme de Orange, ganhando o título de William II:

Em 1689, o Parlamento vota a Declaração de Direitos (Bill of Rights), que se


tornaria, juntamente com a Carta Magna, um dos mais importantes
documentos políticos da Época Moderna, consagradores do denominado
Estado de Direito. Firma-se, desde então, a supremacia do Parlamento,
estabelecendo-se, em definitivo, a obrigatoriedade do monarca pertencer à
Igreja Anglicana (PAIM, 2019, p. 73-74)

Com este momento, pode-se afirmar que “A Revolução Gloriosa, inspirada


nas ideias liberais de John Locke, faz nascer na Inglaterra o Estado moderno como
nós temos hoje” (GOMES, s.a, p. 16). Após esta passagem pela história inglesa,
devemos direcionar o olhar para o contexto americano. Segundo GOMES (s.a), em
1492, Cristóvão Colombo chega no Caribe, iniciando o período das navegações. Os
britânicos só iniciaram este processo em 1607, criando a empresa The London

3
No original: (12) No 'scutage' or 'aid' may be levied in our kingdom without its general consent [...]
(14) To obtain the general consent of the realm for the assessment of an 'aid' [...] or a 'scutage', we will
cause the archbishops, bishops, abbots, earls, and greater barons to be summoned individually by
letter. [...] When a summons has been issued, the business appointed for the day shall go forward in
accordance with the resolution of those present, even if not all those who were summoned have
appeared.
Company. A companhia empreende uma expedição para a América e funda a
colônia de Jamestown, em Virgínia.
Em 1615, os servos que estavam na colônia são isentos e a propriedade
privada é instituída, com o governador ofertando três acres de terra para cada
colono. Em 1620, outro navio foi em direção à América, o Mayflower. Neste navio,
havia homens de diferentes religiões, e percebendo a possibilidade de conflitos,
assinaram um acordo dentro do navio de governança, como uma espécie de
constituição, estando aqui presente um exemplo da Lei da Terra na formação dos
governos locais das colônias.
Após um século de conflitos com os indígenas, em 1765, o rei estabelece o
Stamp Act para bancar as guerras. Porém assim como atos seguintes até 1776
(como o Massacre de Boston e a Festa do Chá), a Coroa viola a Magna Carta em
diversos momentos, gerando um sentimento independentista na colônia Este
sentimento levaria ao Segundo Congresso Continental e a escrita da Declaração de
Independência em 1776, onde “o clima de ideias produzido conjuntamente por John
Locke e Adam Smith” (GOMES, 2020?, p. 14) foi essencial como influência para
este momento histórico, além de ser “uma revolução altamente influenciada pelas
ideias de Adam Smith e David Hume, o iluminismo, estudo racional das normas da
moral” (GOMES, entre 2017 e 2019, p.4).

2.2 Influenciadores e pensadores da sociedade americana

2.2.1 John Locke


Com a finalidade de entender a visão de mundo da sociedade americana e
suas características sociais, precisa-se conhecer e identificar o pensamento de
quem foram os principais pensadores e influenciadores desta nação. Pode-se iniciar
com John Locke que foi um dos, senão o principal fator que ocasionou a Revolução
Americana.
Suas ideias impactaram o mundo e principalmente os Estados Unidos, sendo
seus principais livros o Primeiro tratado e o Segundo tratado sobre o governo civil,
que defendia um direito natural, e salientava que a função do Estado seria assegurar
esses direitos, onde as leis deveriam ser iguais para todos.
Locke defendia a teoria dos direitos naturais. Os direitos eram direito de vida,
liberdade e propriedade, e todos os seres humanos possuem igualmente esses
direitos por possuírem a mesma natureza, que foi criada por Deus. Locke argumenta
que os direitos foram derivados através do uso da razão e que, consequentemente,
quem viola esses direitos, estará sendo irracional.
Cabe a cada um neste Estado conservar estes direitos, executar a lei da
natureza. E isso implica que cada um está habilitado a punir quem não a siga por
estar em um estado de natureza onde todos são iguais. A punição depende da
violação mas pode ser tanto a morte quanto a restituição.

O pensador dizia que Deus entregou o Mundo ao Homem, e junto desse


mundo ele entregou a racionalidade para o mesmo. E Locke acreditava que por
Deus ter entregado o mundo, deveria ter algum meio para que os homens se
apropriassem dele. E por isso ele elaborou uma teoria de propriedade que tenta
justificar a apropriação do mundo, isso implica tanto nas terras quanto em bens
materiais. O nome dessa teoria passou a ser a ser chamada de Apropriação
Original, onde ele diz que os homens possuem a si mesmo como propriedade, e
que:

Qualquer coisa que então retire do estado que a natureza proveu e deixou,
e misture com seu trabalho e adicione algo que é seu, se torna sua
propriedade. Sendo por ele retirado do estado comum que a natureza a
deixou, e ela agregou, com esse trabalho, algo que excluiu o direito comum
dos demais homens. Por ser esse trabalho propriedade inquestionável do
trabalhador, homem algum além de si pode ter direito áquilo ao qual tal
trabalho tenha sido agregado [...] (LOCKE, apud ROTHBARD 2010,
p. 75).

Por mais que esse direito de apropriação possa parecer egoísta de primeira
mão, John acreditava que a propriedade não podia ser ilimitada. Dizendo que um
homem só podia se apropriar da terra desde que deixasse o suficiente e o adequado
para os outros, só podia monopolizá-los enquanto pudesse fazer uso deles para
qualquer proveito antes que deteriorassem.
O estado de natureza apresenta um problema, que cada um é seu próprio
juiz. E isso permite que o indivíduo quando for fazer o julgamento, seja suscetível a
deixar de usar a razão e usar a emoção no lugar, dificultando a justiça do
julgamento. Para que houvesse um grupo de indivíduos que medie, faça a justiça
para proteger a propriedade dos outros sem se deixar levar pela emoção, os
humanos se uniram voluntariamente em sociedades para perpetuar a sua espécie.
Sobre as famílias era o homem que cuidava da família e criava regras para
interesses e bens comuns por ser o mais forte, entretanto a mulher em muitos casos
era livre para se separar dele. E estas regras não podiam privar os direitos naturais
dos integrantes da família, Homem, mulher, crianças, servos (os escravos não são
considerados aqui pois, para Locke, eles não tinham direito).
O pensador dizia que haviam três poderes: o legislativo, o executivo, e o
federativo, que compunham a sociedade para julgar. E estes poderes em um estado
de natureza, como já dito, estaria a mercê de cada indivíduo, contudo, como isso
trará problemas e os homens se reuniram em sociedade, os mesmos abandonaram
de usar esses poderes individualmente para que só o grupo de indivíduos escolhidos
os use. Estes membros que usariam os poderes seriam escolhidos pelos homens da
sociedade, que elegeriam os mais sábios e os melhores da sociedade. Todos os
humanos estariam então sujeitos a obedecer às leis, e se os judiciários criassem leis
para se sobressair, a sociedade se tornaria corruptível.
Locke também critica a monarquia absolutista, com o argumento de que um
homem que detém todos os poderes dito se torna facilmente corruptível assim
podendo acabar violando os direitos dos outros.
Há dois outros problemas do estado de natureza, O primeiro é que ele carece
de uma lei fixada e aceita pelo consentimento geral. Por mais que seja clara a lei
natural para todos os seres racionais, como os homens são tendenciosos ao seus
interesses, não estão aptos a reconhecer o valor de uma lei que seria obrigado a
aplicar em seus casos. E a segunda é que falta poder no estado de natureza para
manter a sentença justa e para manter a devida execução.
Além de deter a liberdade no estado de natureza, há dois outros poderes que
os homens detêm. Eles podem considerar o que acham conveniente para se
preservar, dentro dos limites da lei da natureza. Esse poder passa a ser da
sociedade (ao homem participar dela), em que ela regulamenta através das leis para
sua preservação e estas leis podem restringir a liberdade que possuía pela lei da
natureza. E o outro poder do estado de natureza é o de punir crimes contra a lei da
natureza. E ao entrar na sociedade ele perde esse poder para a sociedade, para ela
executar as leis.

2.2.2 Alexis de Tocqueville


Um dos maiores analisadores da sociedade americana, no século XIX, foi o
filósofo, político e historiador francês Alexis de Tocqueville, em seu livro Democracia
na América, publicado entre 1835 e 1840, segundo PAIM (2019). Ele compreendeu a
tendência democrática que vinha para o Ocidente, principalmente na América e na
França pós-revolução. Entendeu, porém, que a democracia poderia se tornar uma
sociedade de massas, manipulada por um Estado leviatânico, que impõe uma tirania
da maioria.
Segundo ARON (2008), a pergunta que Tocqueville tenta responder em sua
análise é o motivo da sociedade democrática americana ser liberal, diferente da
França, sendo considerado por muitos autores um pensador político importante tal
qual Aristóteles, conforme KIRK (2020), e um dos melhores amigos da democracia,
por ser um crítico sincero da tal, além de investigar a antítese estabelecida entre a
liberdade e a igualdade, segundo PAIM (2019).
Os três citados afirmam que Tocqueville define a democracia como sua
principal característica, a igualdade de condições e perante a lei, a chamada
isonomia, onde a liberdade se fundamenta, resguardada pelas instituições civis. Um
trecho do primeiro volume de Democracia na América demonstra esta noção:

Se vos parece útil desviar a atividade intelectual e moral do homem para


atender às necessidades da vida material, empregando-a na produção do
bem-estar; se a razão vos parece mais útil aos homens do que o gênio; se
vossa finalidade não é criar virtudes heróicas, mas hábitos tranquilos; se
tendes preferência por ver vícios em vez de crimes, e se preferis encontrar
menos ações grandiosas a fim de encontrar menos ações hediondas; se,
em lugar de agir no seio de uma sociedade brilhante, vos parece suficiente
viver no meio de uma sociedade próspera; se, por fim, o objetivo principal
do governo não é, segundo vossa opinião, dar a maior força ou a maior
glória possível a todo corpo da nação, mas sim garantir a cada um dos
indivíduos que a compõe o maior bem-estar, resguardando-o da miséria,
neste caso, deveis igualizar as condições, para constituir governo
democrático. Se não há mais tempo de fazer uma escolha, e uma força
superior à do homem vos arrasta, sem consultar vossos desejos, a um dos
tipos de governo, procurai, pelo menos, extrair dele todo bem que é capaz;
conhecendo seus bons instintos, e também suas más inclinações,
esforçai-vos por promover os primeiros e restringir os últimos.
(TOCQUEVILLE, apud ARON, 2008, p. 320).
O francês entendia, ainda segundo ARON (2008), que a igualdade de
condições era o fator mais importante da democracia, onde se fundamentaria a
liberdade. Durante a obra A Democracia na América, são enumeradas três causas
principais para que a liberdade sobrevivesse no regime democrático americano: a
situação geográfica, pela grande extensão de terra e pela falta de Estados vizinhos,
as leis, que são minimizadas e federativas, e os costumes, onde destaca-se a
religião:

[...] A religião vê na liberdade civil um nobre exercício das faculdades do


homem [...] A liberdade vê na religião uma companheira de lutas e triunfos,
o berço da sua infância, a fonte divina dos seus direitos. Considera a
religião como a salvaguarda dos costumes; os costumes como garantias
das leis e o penhor da sua própria duração (TOCQUEVILLE, apud ARON,
2008, p. 334-335).

O autor sabia que, mesmo a democracia justificando-se pelo bem do maior


número de pessoas possível, os perigos também existem. Os dois principais
destacados era o da tirania da maioria, na qual uma maioria poderia abusar em
alguma decisão legal para oprimir uma minoria, e nas relações entre o poder que
elabora as leis com os outros poderes e o corpo eleitoral. No sistema americano, o
freio para o poder legislativo seria a presidência, com o poder de veto, à exemplo, e
a divisão do legislativo em duas câmaras.

2.3 Declaração de Independência, Revolução Americana e Idade


Contemporânea
Após a exposição das ideias dos pensadores, pode-se apresentar o
desenvolvimento histórico do país durante e depois da Revolução Americana. A
Declaração de Independência é um dos melhores resumos da obra de John Locke,
conforme GOMES (s.a). A sua justificativa de existência é que quando é necessário
haver uma separação entre dois povos, é requerido uma exposição dos fatos que os
levam a separar-se.

Consideramos essas verdades evidentes por si mesmas, que todos os


homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos
inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da
felicidade. Que, a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos
entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos
governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne
destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e
instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os
poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a
segurança e a felicidade.(GOMES, s.a, p. 15).

O texto segue afirmando que havia acontecido uma “longa série de abusos e
usurpações” do rei contra as colônias, continuando o texto listando diversos
acontecimentos provando o “estabelecimento da tirania absoluta sobre estes
estados”. Em sequência da listagem, o congresso declara sua independência:

Nós, por conseguinte, representantes dos ESTADOS UNIDOS DA


AMÉRICA, reunidos em CONGRESSO GERAL, apelando para o Juiz
Supremo do mundo pela retidão das nossas intenções, em nome e por
autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e declaramos
solenemente: que estas colônias unidas são e de direito têm de ser
ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES; que estão desobrigados de
qualquer vassalagem em face da Coroa britânica e que todo vínculo político
entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que,
como ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES, têm inteiro poder para
declarar a guerra, concluir a paz, contrair alianças, estabelecer comércio e
praticar todos os atos e ações a que têm direito os estados independentes.
E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na proteção da
Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas
fortunas e nossa sagrada honra.(Idem, s.a, p.22).

Após a aprovação da Declaração, é iniciada oficialmente a guerra entre as


colônias e a Inglaterra, com o congresso convocando George Washington para
comandar o exército. Após uma série de conflitos e uma reviravolta na guerra, os
ingleses se renderam em Yorktown. A Independência dos americanos é reconhecida
e entre 1787 e 1788, a Constituição é escrita e aprovada, com Washington sendo o
primeiro presidente eleito, seguido de John Adams. Conforme KIRK (2020) destaca,
a Revolução Americana foi uma retomada dos princípios ingleses e da liberdade
consagrada, onde “homens essencialmente conservadores se viram rebeldes
triunfantes e foram compelidos a reconciliar suas ideias tradicionais com as
necessidades de uma independência dificilmente antevista” (KIRK, 2020, p. 109) .
Chega-se, assim, ao fim do século XIX e início do século XX, onde esta
realidade é totalmente alterada. Os Estados Unidos da América, de acordo com
GREENSPAN (2020), em meados dos anos de 1800, era uma sociedade
predominantemente agrícola, com 75% dos trabalhadores vivendo em fazendas
familiares. Enquanto o Norte era uma região capitalista no sentido mais literal do
termo, com amplo trabalho livre e, mesmo com muitas fazendas familiares, um alto
desenvolvimento industrial, o Sul era uma economia escravista, totalmente baseada
na exportação agrícola. Após a Guerra Civil, o conflito mais sangrento da história
americana, a economia do Norte seria ampliada para todas as regiões do país.
Em 1914, os Estados Unidos era o país com os trabalhadores mais ricos do
mundo, com uma taxa anual de crescimento, entre 1889 e 1899, de 2% ao ano, em
comparação com 1,4% entre 1800 e 1890. O aço, o petróleo, a eletricidade, o
automóvel e o telefone foram algumas das inovações que surgiram neste período,
algumas dentre as 1,5 milhões de patentes registradas entre 1865 e 1914.
É neste momento também que surge o que GREENSPAN (2020) chama de
“revolta contra o laissez-faire”, onde os valores que estavam presentes no
sentimento americano na Guerra de Independência e nos Pais fundadores
alteram-se. O contexto estadunidense era de um Estado pequeno, com mínima
intervenção na economia, com segue o autor:

Em 1871, o governo federal ainda empregava apenas 51.071 pessoas,


das quais 36.696 trabalhavam nos serviços postais. [...] Com a exceção do
período da Guerra Civil, os gastos consolidados dos governos (federal,
estaduais e locais conjuntamente) eram significativamente inferiores a
10% do PIB entre 1800 e 1917. [...] : não havia imposto de renda a pagar.
Washington D.C. era uma das capitais mais sonolentas do mundo: não
havia o Federal Reserve para cuidar do dinheiro do país, nem
Departamento da Educação, ou do Comércio etc. [...] Se havia algum
governo, ele era o menor possível. O governo como um todo coletava
apenas 8 centavos para cada dólar de renda gerado pela economia, e 6
desses 8 centavos eram gastos pelos governos locais. O governo
americano ainda era, em muitos aspectos, o governo descrito em A
democracia na América (1835), de Tocqueville — um governo de reuniões
públicas locais. (GREENSPAN, 2020, p. 161-163).

Por algum motivo que pode ser explicado pela ciência econômica, foi nesta
época que ocorreu o maior crescimento da história dos Estados Unidos, talvez do
mundo, como o autor segue de forma longilínea:

O crescimento notável observado na economia americana após a Guerra


Civil - uma expansão sem precedentes na história humana - ocorrera com
pouca interferência de Washington. A América sobreviveu por 77 anos, de
1836, quando a permissão do Second Bank expirou, até 1913, quando
Woodrow Wilson criou o Federal Reserve, sem um banco central e
praticamente nenhuma política monetária além do padrão ouro. O custo de
vida aumentava apenas 0,2% ao ano. [...] E a maioria dos americanos
gostava assim: o senso comum dizia que, para criar uma boa sociedade,
necessitava-se apenas de uma moeda sadia e uma Declaração dos Direitos
Humanos. O livre mercado poderia fazer o resto. (GREENSPAN, 2020, p.
163-164).

O padrão ouro era predominante neste período histórico, por ter entendido-se
que a limitação e a valorização do metal era uma forma de impedir ações
governamentais que causasse a perda de valor da moeda. Este contexto foi
invertido principalmente pela insatisfação dos trabalhadores agrícolas, uma
considerável parcela da população na época, com as companhias ferroviárias e os
monopólios. Ambos começaram a envolver-se com a política, estabelecendo o
chamado capitalismo de compadrio, onde os negócios eram mantidos sem
concorrência com a ajuda do aparato estatal.
O movimento progressista surge neste sentido, com o objetivo principal de
alterar o papel do governo na economia, sendo otimistas quanto às ações do Estado
e cínicos em relação aos negócios privados. GREENSPAN (2020) destaca o
pensamento de alguns destes progressistas quanto ao surgimento do país:

“Teddy Roosevelt considerava a Constituição ‘um obstáculo persistente a


ser superado pela luta da sua agenda política progressista’ [...] Woodrow
Wilson acreditava que a América não podia mais se dar ao luxo de ter uma
presidência acorrentada a freios e contrapesos do século XVIII se quisesse
lidar com o mundo de corporações gigantes. Em vez disso, ela precisava de
uma revolução constitucional total [...] “(GREENSPAN, 2020, p.184-190).

Mesmo Theodore Roosevelt tendo a sua importância nesta mudança da


sociedade americana, principalmente nos casos de processos antitrustes, como o
caso Standard Oil, com base na Lei Sherman Antitruste de 1890, as reformas que
atingiram a área econômica de forma significativa ocorreram na presidência de
Woodrow Wilson.
No ano de 1913, o imposto de renda foi inserido na sociedade americana, e
no fim do ano, o Federal Reserve Act criou o banco central americano. Além disso,
durante a estadia dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, o aumento da
tributação e os empréstimos foram as formas do Estado custear a guerra, além de
tentar controlar a economia com a fixação de preços, a regulação da venda de
diversos produtos, a estatização de ferrovias e estabeleceu a censura com a Lei de
Sedição de 1918.
Sobre o Federal Reserve, ROTHBARD (2012) afirma que:

“Desde a começo do Federal Reserve System em 1913, a oferta de moeda


e de crédito bancário nos Estados Unidos está completamente sob o
controle do governo federal, controle esse que foi aumentado ainda mais
quando os Estados Unidos aboliram o padrão ouro [...] Quanto mais ele
expande, mais os preços tendem a acelerar para cima, deslocando a
economia e trazendo o empobrecimento àquelas pessoas cujas rendas
ficam atrás na corrida inflacionária.” (ROTHBARD, 2012, p. 30-31).

GREENSPAN (2020) segue, concluindo que “[...] Quase todos os programas


de governo realizados na década de 1930 refletiam um precedente da Primeira
Guerra Mundial”, onde “muitas das pessoas empregadas para administrar as
agências do New Deal aprenderam a fazer o seu trabalho” (GREENSPAN, 2020, p.
192). Sobre o New Deal, um trecho de GREENSPAN demonstra como os mandatos
de Franklin Roosevelt continuaram e ampliaram as mudanças já iniciadas pelos
progressistas:

“Os defensores do New Deal estabeleceram dois mecanismos que


concentraram o poder em Washington: um sistema federal de programas
econômicos internos (incluindo investimentos da infraestrutura) financiados
com recursos nacionais e administrados pelos governos estaduais e locais,
além de um sistema nacional de gastos com a defesa e um sistema de
previdência para os idosos. [...] O governo federal expandiu seu controle
sobre tudo, regulamentando desde as atividades bancárias, passando pelo
fornecimento de energia elétrica, à aposentadoria por idade. Impulsionou
seu poder aumentando o imposto de renda sob várias formas [...] Uma
instituição que fora considerada o último recurso dos americanos agora
assumia um papel dominante (GREENSPAN, 2020, p. 255-256).

A grande mudança que ocorreu nos Estados Unidos durante estas décadas
não alterou toda a base da sociedade americana dos Pais Fundadores, sendo a
nação estadunidense, atualmente, uma união entre os aspectos originários dos
Estados Unidos e as ações governamentais que aumentaram o poder do Estado,
principalmente no governo federal, durante o início do século XX de forma mais
significativa. Assim, a análise desta combinação na atualidade pode ser efetuada
após este resgate histórico.
2.4 Características atuais dos Estados Unidos

Para destacar as características atuais dos Estados Unidos da América será


explicado sobre a constituição do país. O documento possui sete artigos, em que
seu governo federal está dividido em três poderes: o Legislativo,o Executivo e o
Judiciário. Dos sete artigos, três deles (os art 4°, 5° e 6°) descrevem os direitos e as
responsabilidades dos governos estaduais e dos estados em relação ao governo
federal.

A Constituição foi alterada 27 vezes, sendo que as dez primeiras emendas


oferecem proteções específicas de liberdade individual, religiosa e de justiça, e
principalmente restringir o poder do governo.O restante tinha o objetivo de expandir
os direitos civis individuais e questões relacionadas com a autoridade federal ou
modificações nos processos e procedimentos do governo. Para compreender melhor
a constituição foi separado algumas partes traduzidas do documento, conforme
segue:

Artigo I
Seção 1: “Todos os poderes legislativos aqui concedidos serão atribuídos a
um Congresso dos Estados Unidos, que consistirá em um Senado e na
Câmara dos Representantes.”
[...]
Seção 3: “O Senado dos Estados Unidos será composto por dois Senadores
de cada Estado, eleitos pela respectiva Legislatura, por seis anos; e cada
senador terá um voto. [...] O Vice-Presidente dos Estados Unidos será o
Presidente do Senado, mas não terá voto, a menos que seja dividido
igualmente.”
[...]
Seção 8: “O Congresso terá o poder de estabelecer e cobrar impostos,
taxas, imposições e impostos especiais de consumo, pagar as dívidas e
providenciar a defesa comum e o bem-estar geral dos Estados Unidos; [...]
Regular o comércio com as nações estrangeiras [...] Cunhar dinheiro,
regular o valor do mesmo, e da moeda estrangeira, e fixar o padrão de
pesos e medidas; [...] Constituir tribunais inferiores ao Supremo Tribunal;
Definir e punir os piratas e delitos cometidos em alto mar e as ofensas ao
Direito das Nações; Declarar Guerra, conceder Cartas de Marque e
Represália e fazer Regras sobre Capturas em Terra e Água; Para levantar e
apoiar exércitos, mas nenhuma apropriação de dinheiro para esse uso será
por um prazo mais longo do que dois anos; Fornecer e manter uma
Marinha; Elaborar Normas de Governo e Regulamentação das Forças
Terrestres e Navais; Dispor sobre a convocação da Milícia para cumprir as
Leis da União, reprimir Insurreições e repelir Invasões […]”

Artigo II
Seção 1: “O Poder Executivo será investido em um Presidente dos Estados
Unidos da América. Deverá exercer o cargo durante o mandato de quatro
anos, sendo eleito, juntamente com o Vice-Presidente, escolhido para o
mesmo mandato [...]”
Seção 2: “O Presidente será o Comandante-em-Chefe do Exército e da
Marinha dos Estados Unidos e das Milícias dos diversos Estados, quando
convocado para o atual Serviço dos Estados Unidos; ele pode exigir a
opinião, por escrito, do Diretor principal em cada um dos Departamentos
executivos, sobre qualquer Assunto relacionado aos Deveres de seus
respectivos Escritórios, e ele terá o Poder de Conceder Rejeições e Perdão
por Ofensas contra os Estados Unidos, exceto em Casos de Impeachment
[...]”
Artigo III
Seção 1: “O poder judicial dos Estados Unidos será investido em uma
Suprema Corte e em Tribunais inferiores que o Congresso possa ordenar e
estabelecer de tempos em tempos. Os Juízes, tanto dos Tribunais
Superiores como dos Tribunais Inferiores, exercerão os seus cargos durante
o bom comportamento, e deverão, nas horas indicadas, receber pelos seus
serviços uma Compensação, que não será diminuída durante a sua
Continuação no cargo.”
Seção 2: “O Poder Judiciário se estenderá a todos os Casos, em Direito e
Equidade, decorrentes desta Constituição, das Leis dos Estados Unidos e
dos Tratados celebrados, ou que devem ser feitas, sob sua autoridade; -
para todos os casos que afetam embaixadores, outros ministros públicos e
cônsules; - para todos os casos de almirantado e jurisdição marítima; - para
controvérsias das quais os Estados Unidos serão parte; - para controvérsias
entre dois ou mais Estados; —entre um Estado e Cidadãos de outro Estado;
—entre Cidadãos de diferentes Estados; —entre Cidadãos do mesmo
Estado que reivindicam Terras sob Concessões de diferentes Estados, e
entre um Estado, ou seus Cidadãos, e Estados estrangeiros, Cidadãos ou
assuntos [...]”

Emenda I (1791)
“O Congresso não fará nenhuma lei respeitando o estabelecimento da
religião, ou proibindo o seu livre exercício; ou restringir a liberdade de
expressão ou de imprensa; ou o direito do povo de se reunir pacificamente e
de fazer uma petição ao governo pedindo a reparação de suas queixas.”

Emenda II (1791)
“Uma milícia bem regulamentada, sendo necessária à segurança de um
Estado livre, o direito do povo de porte e porte de armas, não será
infringido.”(ESTADOS UNIDOS, 1988, p.6-34, tradução nossa).4

4
Article I
Section 1: “All legislative Powers Herein granted shall be vested in a Congress of the United States,
which shall consist of a Senate and House of Representatives.”
[...]
Section 3: The Senate of the United States shall be composed of two Senators from each State, chosen by the
Legislature thereof , for six Years; and each Senator shall have one vote[...]
Section 8: The Congress shall have Power To lay and collect Taxes, Duties, Imposts and Excises, to pay the Debts
and provide for the common Defence and general Welfare of the United States; but all Duties, Imposts and
Excises shall be uniform throughout the United States;To borrow Money on the credit of the United States;To
regulate Commerce with foreign Nations, and among the several States, and with the Indian Tribes;To establish
an uniform Rule of Naturalization, and uniform Laws on the subject of Bankruptcies throughout the United
States; To coin Money, regulate the Value thereof, and of foreign Coin, and fix the Standard of Weights and
Measures; To provide for the Punishment of counterfeiting the Securities and current Coin of the United States;
To establish Post Offices and post Roads; To promote the Progress of Science and useful Arts, by securing for
limited Times to Authors and Inventors the exclusive Right to their respective Writings and Discoveries; To
constitute Tribunals inferior to the supreme Court; To define and punish Piracies and Felonies committed on the
high Seas, and Offences against the Law of Nations; To declare War, grant Letters of Marque and Reprisal, and
Também foram analisados os impostos dos Estados Unidos. Tendo quatro
tipos de impostos: o Federal Income Tax (Impostos de renda federal), o Income tax
(Impostos de renda estadual), o Sales Tax (Imposto sobre vendas) e o Property Tax
(Contribuição predial)

make Rules concerning Captures on Land and Water; To raise and support Armies, but no Appropriation of
Money to that Use shall be for a longer Term than two Years; To provide and maintain a Navy; To make Rules for
the Government and Regulation of the land and naval Forces; To provide for calling forth the Militia to execute
the Laws of the Union, suppress Insurrections and repel Invasions

Article II
Section 1: The executive Power shall be vested in a President of the United States of America. He shall hold his
Office during the Term of four Years, and, together with the Vice President, chosen for the same Term, be
elected, as follows:
Section 2: The President shall be Commander in Chief of the Army and Navy of the United States, and of the
Militia of the several States, when called into the actual Service of the United States; he may require the
Opinion, in writing, of the principal Officer in each of the executive Departments, upon any Subject relating to
the Duties of their respective Offices, and he shall have Power to Grant Reprieves and Pardons for Offences
against the United States, except in Cases of Impeachment.
Article III
Section 1: The judicial Power of the United States, shall be vested in one supreme Court, and in such inferior
Courts as the Congress may from time to time ordain and establish. The Judges, both of the supreme and
inferior Courts, shall hold their Offices during good Behaviour, and shall, at stated Times, receive for their
Services, a Compensation, which shall not be diminished during their Continuance in Office.
Section 2: The judicial Power shall extend to all Cases, in Law and Equity, arising under this Constitution, the
Laws of the United States, and Treaties made, or which shall be made, under their Authority;—to all Cases
affecting Ambassadors, other public ministers and Consuls;—to all Cases of admiralty and maritime
Jurisdiction;—to Controversies to which the United States shall be a Party;—to Controversies between two or
more States;—between a State and Citizens of another State;—between Citizens of different States;—between
Citizens of the same State claiming Lands under Grants of different States, and between a State, or the Citizens
thereof, and foreign States, Citizens or Subjects.

Amendment I (1791)
Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or
abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to
petition the Government for a redress of grievances.

Amendment II (1791)
A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear
Arms, shall not be infringed.
Começando com o Federal Income Tax que cai sobre os ganhos anualmente.
Este imposto representa a maior fonte de receita para o governo federal dos EUA e
sua alíquota varia de 10% a 37% onde é cobrado mais dos que possuem maior
renda. Já o Income Tax é um tributo que também incide sobre a renda anual,
entretanto a alíquota deste imposto varia a cada região e há estados que não
exigem essa taxa.
O Sales Tax seria como o ICMS do Brasil, cuja alíquota varia de estado para
estado e também varia em relação ao produto. Contudo, nem todos os produtos são
taxados pelo Sales Tax. Em alguns estados, por exemplo, não há cobrança para
alimentos ou roupas, em outros há reembolso do valor do imposto para turistas
internacionais. A média dos principais estados varia entre 5% a 10%.
E o último, como o nome já diz (Property Tax), é um imposto cobrado de
propriedades. A alíquota varia entre cidades e outras áreas, mas cada estado
determina uma porcentagem máxima. O valor é calculado com base no preço do
terreno e é pago anualmente, se assemelhando com o IPTU aqui no Brasil.

2.5 História do Brasil

Em 1500, os portugueses localizam terras no sul da linha do Equador e assim


passaram a ocupar o território, mudando a vida dos povos que ocupavam aquela
região, pois o Brasil passou a ser utilizado e explorado por Portugal. As suas
riquezas foram direcionadas para a nação portuguesa, como pau-brasil e,
posteriormente, o cultivo de cana-de-açúcar, onde a mão de obra era a dos
indígenas que foram escravizados.

Foram distribuídas quatorze capitanias-hereditárias entre 1534 e 1536 que


existiram no Brasil para, assim estimular o povoamento do novo território, onde uma
pessoa recebia uma extensão enorme de terra, porém as capitanias hereditárias não
tiveram muito sucesso. Com a descoberta do ouro em Mina no século XVIII o
destino da colônia foi alterado, o Rio de Janeiro se tornou a capital para poder
controlar melhor a saída do minério.

Em 1808 a família real chega no Brasil e causa uma verdadeira mudança,


diversas fundações foram criadas, como por exemplo: a Biblioteca Real, o Jardim
Botânico e a Academia Militar. Com a intenção de aumentar o status do Brasil, Dom
João o elevou à categoria de Reino Unido em dezembro de 1815 e os brasileiros
têm o direito a enviar seus próprios deputados para a corte de Lisboa. O período
Imperial é subdividido em I Reinado, Regencial e II Reinado. A independência do
Brasil foi declarada em 1822 e o sistema de governo escolhido foi a monarquia
constitucional. O novo governo enfrentou a rebelião na Província da Cisplatina e
também o problema da sucessão do trono português. Como Dom Pedro I não havia
renunciado à sua herança portuguesa, preferiu deixar o Brasil com seu filho menor
de idade e rumar para Portugal.

Em 1840, após o período regencial, Dom Pedro II começa o II Império. Em


1889 a república é instaurada depois de um golpe realizado por um grupo de
militares em 15 de novembro. Uma nova Constituição é promulgada em 1891 e
várias rebeliões acontecem no Brasil contra o novo regime político como Canudos,
Contestado ou a Revolta da Armada.

A cena política é dominada pelas oligarquias estaduais que conseguem


resultados favoráveis nas eleições através de fraudes. Para combatê-las, os estados
prejudicados com este arranjo de poder se revoltam em 1930, com Getúlio Vargas à
frente do movimento. Washington Luís foi deposto e Vargas assumiu a presidência
onde ficaria por 15 anos.

Em 1930 inicia-se a era Vargas a qual foi marcada por vários acontecimentos.
Getúlio Vargas primeiramente escolheu os interventores estaduais, que faziam o
papel de um governador, desagradando a elite paulista, e obteve como resultado a
Revolução de 32 e a promulgação da Carta Magna em 1934. Mas com a crescente
oposição Vargas institui o Estado novo, o qual deixa as eleições suspensas e o
congresso fechado.

Durante a era Vargas ocorreu a imigração do campo para a cidade e a


crescente industrialização do Brasil, sendo assim foi buscado o apoio de
trabalhadores através da promulgação das leis trabalhistas que pautaram as
relações de classe no país até os anos 90. Após Vargas ser deposto em 1945, a
sucessão presidencial ocorreu sem nenhum problema até 1964 com o início da
ditadura militar. Vargas sucede Eurico Gaspar Dutra em 1951 e dedica seu mandato
para a nacionalização do petróleo que culmina na fundação da Petrobras, porém,
com o seu possível envolvimento com o atentado contra Carlos Lacerda, acaba
cometendo suicídio em 1954.

Com a eleição de Juscelino Kubitschek, o Brasil entra na fase do


desenvolvimentismo onde os recursos são direcionados para a construção de
Brasília e a substituição de importações. Juscelino ficou conhecido como JK, é
sucedido por Jânio Quadros, num governo que se aproxima de países socialistas
como Cuba e China. Jânio Quadros renuncia e seu vice-presidente, João Goulart
(Jango) não é bem-visto pela maioria dos políticos por sua tendência progressista.
Apesar disso, Jango consegue tomar posse, mas os militares e a sociedade civil dão
um golpe em março de 64, quando se instala o regime militar.

As características da ditadura militar são a perseguição aos movimentos


políticos, a censura, o fim das eleições e a centralização política tida como
dissidente. No final dos anos 1970, o regime militar começou a se abrir e
gradualmente concedeu liberdade política aos cidadãos a fim de se preparar para a
transição política.

Com a eleição de Tancredo Neves iniciou-se o período da República Nova,


porém com a sua morte prematura José Sarney assumiu a presidência com o intuito
de restabelecer e reorganizar a economia do Brasil, a qual era devorada pela
inflação. Estabelecido assim a constituição de 1988, esta será analisada para o
entendimento da estrutura institucional do Brasil.

2.5.1 Influenciadores da sociedade brasileira

Buscando compreender a visão sobre o mundo da sociedade brasileira, não


pode-se ignorar iluminismo francês, segundo Garschagen (2019), foi bastante
difundido no Brasil da seguinte maneira:
[...] No Brasil, o iluminismo francês foi em parte introduzido pelas reformas
pombalinas e também trazido na bagagem por brasileiros que estudaram na
França e em outros países da Europa já contaminados, em alguma medida,
pela natureza daquela cosmovisão ideológica. De volta ao país,
introduziram as ideias revolucionárias francesas nas academias, sociedades
literárias e sociedades secretas, como a maçonaria. (GARSCHAGEN, 2019,
p. 45).

É importante também compararmos Locke com outro influenciador da época:


Jean-Jacques Rousseau. Cada um dos filósofos defendiam modelos diametralmente
diferentes. Um foi o maior influenciador da Revolução Francesa; e o outro, na
Americana.
Locke acreditava na soberania do indivíduo e que somos 'capitães' de si
mesmos, enquanto Rousseau dizia que o coletivo era mais importante que a
vontade individual. Segundo Locke também, os nossos direitos vêm de Deus, e não
do governo, enquanto Rousseau pensava que abandonamos nossos direitos em
troca do julgamento soberano.
Locke acreditava que todos eram iguais perante a lei, porém celebrava as
desigualdades sociais e econômicas entre todos. Já Rousseau dizia que a
desigualdade era a fonte dos males sociais, e o papel do governo era evitar uma
grande desigualdade. Como fica claro, Locke foi um dos criadores do pensamento
liberal, e Rousseau o pai da esquerda moderna. Enquanto Locke ajudou os EUA,
Rousseau foi essencial para a revolução jacobina.
Conclui-se do precedente que a vontade geral é sempre correta e tende
sempre a utilidade pública. Deseja sempre seu próprio bem, mas não é sempre que
se percebe onde ele se acha. Jamais se corrompe o povo. Há uma grande diferença
entre a vontade geral e a do povo; está só considera o interesse comum, aquela
considera o interesse privado e não se passa por uma soma de vontades.
Para que se alcance a devida vontade geral dentro da sociedade, será
necessário multiplicar seu número e prevenir a desigualdade, como fez Sólon. Caso
contrário, existirá uma sociedade onde cada cidadão opina de acordo consigo
mesmo.
O Poder Legislativo, uma vez implantado, trata-se de estabelecer igual o
Poder Executivo, pois este último, que só opera a atos particulares, é dele
naturalmente separado. Se fosse possível que, Soberano dispusesse do poder
executivo, o direito e o fato seriam confundidos, não se sabendo mais o que seria lei
e o que não é.
Sendo todos os cidadãos iguais através do contrato social, o que todos
devem fazer, todos o podem descrever, enquanto ninguém tem o direito de exigir
que outrem faça aquilo que o mesmo não faz. É propriamente indispensável para
mover o corpo político, que o Soberano concedeu ao príncipe ao instituir o governo.
Para o pacto social não seja em vão, neles está encerrado o compromisso
que, por si próprio, pode proporcionar a força aos outros, de modo em que se recusa
a obedecer a vontade geral, gerando uma força obrigatória de ser livre, pois essa é a
condição que, dando cada cidadão à pátria, o garante contra toda dependência
social, condição que constitui o jogo da máquina política, e é a única que legitima os
compromissos civis que, sem ela, seriam sujeitos a maior abuso.
Para compreender a infraestrutura institucional brasileira após o golpe de
1889, que deu fim à Monarquia e início a República, é necessário entender a
filosofia positivista de Auguste Comte, pois:

[...] Comte criou uma ideologia que exerceu enorme influência sobre os
membros do Exército, intelectuais e políticos do país, e é a peça chave para
entender alguns elementos cruciais do golpe republicano e da vida política
na primeira fase da República (GARSCHAGEN, 2019, p. 130).

Conforme GARSCHAGEN (2019), o positivismo veio ao Brasil através de


estudantes brasileiros entre 1832 e 1840 que foram alunos de Comte, como Antônio
Machado Dias e Justiniano da Silva Gomes, além de seguidores fiéis que fundaram
a Sociedade Positivista do Brasil em 1876, como Benjamin Constant, Teixeira
Mendes e Miguel Lemos. Segundo o autor, “ [...] não se pode negar o grande
alcance das ideias de Comte na política brasileira, principalmente a partir do golpe
que instaurou a República ” (GARSCHAGEN, 2019, p. 135).
Segundo ARON (2008), Comte nasceu em 1798 em Paris, na França e suas
ideias impactaram o mundo todo. Ele defendia o Positivismo, juntamente integrando
a filosofia, a ciência e a sociologia.
O pensador criou uma teoria onde há três formas pelas quais a tese da
unidade humana é afirmada, explicada e justificada. De acordo com Comte, as
sociedades dos nossos antepassados eram teológicas e militares, e essa
característica da sociedade estaria sendo substituída por uma sociedade científica e
industrial.
Durante a segunda etapa, o mesmo desenvolve duas leis essenciais: a lei dos
três estados e a classificação das ciências. De acordo com ARON:
A combinação da lei dos três estados com a classificação das ciências tem
por objetivo provar que a maneira de pensar que triunfou na matemática, na
astronomia, física, química e biologia deve, por fim, se impor a política,
levando a constituição de uma ciência positiva da sociedade, a sociologia.
(ARON, 2008, p. 88).

A sociologia que Comte quer criar resolveria a crise do mundo moderno, ou


seja, forneceria o sistema de ideias científicas que presidirá a reorganização social.
Porém, para a ciência conseguir fazer isso, é preciso que ela apresente resultados e
mostre verdades incontestáveis, como a matemática e a astronomia fizeram.
Comte se baseia na ideia que a sociedade se mantém pelo acordo dos
espíritos, na qual os membros da sociedade possuem as mesmas crenças. Ele
também pressupõe uma filosofia com três grandes temas, o primeiro é que o povo
da Europa ocidental é exemplo e se tornará a sociedade de todos os homens. O
segundo é a dupla universalidade do pensamento científico, no quesito que como no
campo da matemática e da física, o pensamento positivista tem vocação universal,
onde todos os seres humanos adotam esse modo de pensar. Já no terceiro tema, a
concepção comtista entende que a sociedade que se desenvolve no ocidente é
exemplar e depois será seguida por todos, na qual história da humanidade é a
história do espírito enquanto devenir do pensamento positivista e o desenvolvimento
da natureza humana.
Esses três temas estão presentes em todos os momentos da carreira de
Auguste Comte. Representam três interpretações possíveis do tema da unidade da
espécie humana.
No século XIX, a coisa que mais chamou atenção de todos foi a indústria.
Comte observou que as indústrias se baseiam na organização científica; a aplicação
da ciência e a organização do trabalho leva a humanidade a desenvolver
prodigiosamente seus recursos; a riqueza industrial só aumenta, gerando
superfaturação, aumentando a diferença social; o sistema econômico se caracteriza
pela liberdade de troca e busca de lucro, e quanto menos o Estado intervir na
economia, mais rápido aumentará a produção e a riqueza.
Augusto Comte conhecia do assunto, sabia que a civilização material só
poderia ir para frente se produzissem mais do que necessário, deixando assim um
estoque para a próxima geração.
Comte diz que se apoia em três autores que se inspira, Montesquieu,
Condorcet e Bossuet, além de Aristóteles. Para Montesquieu, ele atribuiu o mérito
eminente de ter afirmado o determinismo dos fenômenos históricos e sociais. Para
Condorcet, atribuiu a ideia de progresso, ele pretende descobrir no passado um
certo número de fases pelas quais passou a alma do humano, afirmando Comte
que esse progresso da alma é fundamental.
Comte tem a concepção que os fenômenos sociais estão sujeitos a um
determinismo rigoroso, que se apresenta sob a forma de um devenir inevitável das
sociedades humanas, comandado pelos progressos da alma humana. Para ele, há
um modo de pensar, o positivo, que contém validade no mundo inteiro, tanto na
política ou na astronomia.
Comte tomou como princípio a ideia que não poderia haver duas filosofias em
uma sociedade, mas o desenvolvimento de seu pensamento fez reconhecer que a
pluralidade das filosofias predominou sempre no decorrer da história. A filosofia
positivista não podia se fundamentar na explicação autenticamente científica, na
fase inicial da história era necessário outra filosofia, diferente daquela que no final é
sugerida pela descoberta de leis. Essa filosofia fetichista dá aos seres humanos uma
síntese provisória que só é válida intelectualmente e moralmente. Essa contradição
entre o positivismo parcial e a síntese fetichista impede o espírito humano de parar
antes de atingir a fase final do positivismo universal.
Em um primeiro momento, pode-se comparar a estática social a anatomia,
pois ambas estudam como se organizam os diferentes elementos do corpo social.
Portanto, como a sociologia tem como objeto a história da humanidade considerada
como um povo só, esta estética anatômica se torna fácil a análise da estrutura da
sociedade.
Augusto Comte diz que o homem se compõe de um coração e de uma
inteligência ou de sentimento e atividade, considerando que o homem é sentimento,
atividade e inteligência. Para ele, os homens não agem de forma racional mas sim
as ações que podem ser controladas pela inteligência. Com isso não acontece a
desvalorização da inteligência, pois na filosofia positivista contém a ideia de relação
inversa entre força e nobreza, que diz que os nobres seriam os mais fracos.
Para ele, a religião contém uma grande importância em toda sociedade, pois
toda sociedade necessita de acordo entre os membros. Diz que a religião comporta
um aspecto intelectual, um aspecto afetivo, que se propaga ocultamente. O mesmo
também diz que a religião é quem constitui a base da ordem social, sendo esta uma
afeição, uma atividade e uma crença.
Nesse contexto, a família é essencial na parte afetiva e no organismo social
ou na divisão do trabalho, pois corresponde ao elemento ativo da natureza humana.
Ao mesmo tempo, os homens têm a experiência da continuidade histórica e
aprendem o que corresponde à condição básica da civilização: a transmissão de
capital física e aquisições intelectuais para as próximas gerações. Suas ideias sobre
a divisão do trabalho são as da diferenciação das atividades e cooperação entre os
homens. Mas o princípio do positivismo é reconhecer o primado da força na
organização prática da sociedade.
Em uma sociedade, o poder espiritual contém várias funções. Une-os para
que possam vivem em comum, consagra o poder temporal para convencer os
indivíduos da necessidade de obediência: a vida social não é possível sem que
alguns indivíduos comandem e outros obedeçam. Quando o poder do espírito se
consagra no poder temporal, o espírito aumenta a autoridade do poder temporal. E
na fase final, o poder concederá uma consagração parcial ao poder temporal.
A vinculação da filosofia e a sociologia resulta do princípio do seu
pensamento, ou seja, afirmação da unidade humana, que implica em uma
determinada concepção do homem, da relação entre indivíduos e coletividade.
Sobre a violência, Comte é muito direto em relação a isso, não acredita que a
revolução poderá resolver os problemas da sociedade moderna e admite que é
necessário tempo para que as sociedades se transformem em harmoniosas no
futuro.
Desde a juventude, Comte teve dois objetivos: reformar a sociedade e
estabelecer a síntese dos conhecimentos científicos. Essa síntese das ciências
permite fundamentar e enquadrar as ideias sociais. A síntese filosófica das ciências
pode ser ordenada em quatro ideias, nas quais se destacam que a ciência é uma
fonte que procura verdades absolutas, na qual o principal conteúdo é as suas leis,
onde todos os seres estão submetidos às leis da ciência e à uma hierarquia e que o
maior perigo da ciência é a dispersão na análise.
Para Comte então, a sociologia é a ciência do entendimento. O homem só
pode entender o próprio espírito se observar a sua atitude na sociedade. Comte era
um cara que acreditava muito na religião, ele mesmo considerava ser o criador de
uma religião, que teria inspiração positivista. Para ele, o homem necessita da
religião pois precisa amar algo que seja superior a ele mesmo.

2.4 Características atuais do Brasil


No Brasil, a forma de república presente é por presidencialismo, um Chefe de
Estado, eleito pelos cidadãos através do voto, que exerce sua função por um tempo
determinado. No Art. 1º da Carta Magna brasileira, a República Federativa do Brasil
é formada pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal,
constituindo-se em Estado Democrático de Direito tendo como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
No Brasil, de acordo com a Constituição, os poderes são divididos em três:
Executivo, Legislativo e Judiciário. No país, cabe ao poder executivo a implantação e
criação de projetos para atingir as metas na economia, na sociedade e nas
instituições. Além também de ser responsável pela aplicação dos meios e recursos
disponibilizados pelo Governo Federal.
As metas do Poder Executivo são em três áreas, o social, econômico e
institucional. Especifica-se cada um assim:
Social: Responsável pela melhoria na vida da população, abrangendo
saúde, educação, moradia, assistência ao trabalhador para conseguir seus direitos
por lei, acesso para área urbana e rural, incentivo cultural, etc.
Econômico: Responsável por combater a desigualdade, através de
programas microrregionais, apoio a pequenos agricultores com assistência
tecnológica na agricultura por exemplo, ampliação da infra-estrutura de energia;
telecomunicação, facilidade para liberação de crédito e também estímulo à pesquisa
capaz de gerar novos conhecimentos.
Institucional: Esse campo é responsável pela preservação do meio
ambiente mediante a combate das formas de energia poluentes e apoiando fontes
de energia renováveis como solar e eólica, defesa civil em caso de desastres,
assistência técnica aos Estados e Municípios, possibilitando um serviço aprimorado,
e também a consideração de custos e oportunidades econômicas.
O Executivo engloba os governos municipais, sendo representada pelos
prefeitos; estaduais, com os governadores; e federal, com o presidente. O prefeito
contém o trabalho de administrar os interesses municipais, juntamente com a
Câmara de Vereadores.
O governador também possui várias funções como comando na polícia civil,
representar o estado, definir o orçamento em áreas da saúde, educação, além de
conduzir estradas, aeroportos, etc. Já o presidente, é um cargo com maior peso
dentro da política do país, pois exerce funções de políticas públicas, selecionar
projetos, sugerir ministros, além também de conduzir a economia, a segurança,
saúde e outras áreas do país.
Porém o presidente não consegue fazer tudo sozinho, muitas decisões do
presidente precisam de uma autorização do Congresso Nacional, que é composta
pela Câmara e o Senado.
O poder Legislativo é um órgão que estabelece as Leis, sendo o processo
desempenhado aliado com a Constituição, decretos legislativos, leis delegadas e as
leis complementares. Este poder é realizado pelo Congresso, pelas Assembleias e
pelas Câmara Municipal.
O Deputado Estadual contém o papel de legislar de acordo com os interesses
da sociedade estadual e fiscalizar o Governador. Além disso, eles também são
responsáveis por administrar a Assembleia Legislativa, seu lugar de atuação.
Vereador é a função mais próxima ao povo, pois está entre o governo e a sociedade
brasileira. Cabe ao vereador propor, discutir e questionar leis para serem aplicadas
no município, além também de averiguar se as propostas feitas pelo município estão
sendo cumpridas ou não.
Outro cargo dentro do poder legislativo seria o de Deputado Federal, sua
função é muito parecida com a de Deputado Estadual, mas agora é em nível federal.
Cabe também propor, discutir e aprovar leis que podem mudar a Constituição
Federal. Possui a função de aprovar ou não medidas propostas pelo presidente e
fiscalizar o poder executivo. Seu local de trabalho é a Câmara dos Deputados, que
junto com o Senado, compõem o Congresso Nacional.
O último cargo dentro do legislativo seria o Senador, que basicamente é uma
pessoa que representa a voz do povo dentro do Senado Federal. São pessoas que
discutem problemas específicos dentro da casa legislativa, como economia,
segurança, emenda constitucional, tecnologia na agricultura, entre outras coisas.
Já no poder Judiciário, a principal função é não permitir ir contra a
constituição, nem o poder legislativo e o executivo podem ir contra isso. Além
também de exercer a função de aplicação de leis que garantem justiça e os direitos
individuais.
No Poder Judiciário ele pode ser dividido entre justiça comum, justiça do
trabalho, justiça eleitoral e justiça militar. Esse é o único entre os três poderes que
seus representantes não são escolhidos pela população. O Supremo Tribunal
Federal (STF) é a autoridade com maior poder judiciário no país, onde os ministros
são selecionados pelo Presidente atual.
Para quem não sabe o STF exerce a função de tribunal constitucional. O STF,
ao longo de sua história, desde sua instalação em 1891, até os dias atuais,
contribuiu para a definição do que é o interesse público, bem como para a definição
dos meios necessários para sua implementação.(Ferraz, 2007)

2.4.1 Economia do Brasil


Segundo Bragança (2021), o Brasil é um país vasto, com inúmeras riquezas
naturais e humanas. Porém, por causa de consecutivas escolhas de modelos
econômicos socialistas feitas desde a década de 1930, não conseguiu até agora
transformar suas riquezas naturais em benefícios para a sociedade. O povo foi
excluído da vantagem de viver no Brasil pelas constituições que colocam o Estado a
frente de tudo, isso devido a péssimas escolhas de modelos de governo e de
modelos econômicos. Abaixo, tabela demonstrando os dados.

PERÍODO DATA INFLUÊNCIA GRUPO COMPORT REGIME TRIBUTA


GOVERNO APOIO AMENTO ÇÃO %
POLÍTICO PIB

PRIMEIRA 1891-193 Oligarquia Cafeiculto Direita Democrático 13%


REPÚBLICA 0 res Conservado
ra

ERA VARGAS 1930-194 Oligarquia Banqueiro Esquerda Ditadura 15%


6 s, Progressist
Militares a

SEGUNDA 1946-196 Populista Militares, Esquerda Democrático 17%


REPÚBLICA 4 Sindicatos Progressist
a

REGIME 1964-198 Oligarquia Militares, Esquerda Ditadura 27%


MILITAR 5 Banqueiro Progressist
s a

NOVA 1985-200 Oligarquia Banqueiro Esquerda Democrático 33%


REPÚBLICA 2 s, Progressist
Industriais a

NOVA 2002- Populista Construtor Esquerda Democrático >40%


REPÚBLICA Atual as Revolucioná
ria
Fonte: Elaborado pelo próprio autor.

O motivo do Brasil ser um país atrasado obedece diretamente à estrutura de


poder oligárquico que controla a coisa pública desde a Primeira República e as
constituições a partir de 1934. Esses fatores têm permitido que os governos
interfiram, sem limites, na sociedade e na economia.

Do ponto de vista político, em nenhum momento no século XX, o Estado


brasileiro permitiu que as comunidades se organizassem livremente e resolvessem
seus próprios problemas. Os planos de desenvolvimento e de assistência social,
além do enriquecimento do sistema político, sempre limitaram essas comunidades,
vivendo em um Estado onde não se aplica o princípio de subsidiariedade.

Do ponto de vista econômico,o controle da moeda, dos juros e das taxas de


câmbio, resultaram em grande intervenção do Estado na Economia. Isso não
permitiu a maturação dos benefícios possíveis do real capitalismo. Levando as
pessoas a depender do Estado, e não aos efeitos positivos do livre mercado, criando
um modelo neossocialista ou oligarquista por excelência.

Mais tarde, com a criação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em


1990, notou-se que países com validação democrática são mais estáveis, e atingem
maiores índices de desenvolvimento humano. A questão estimulou a maior parte dos
estudos de ciência política no período pós- Segunda Guerra do qual advém de
fatores que influenciam na manutenção de um país estável, economicamente
próspero, mantido por um Estado com validação democrática.

No Brasil no início do século XXI, vemos como o direito de classes, agindo


acima das prerrogativas individuais, exacerba a insegurança jurídica, não cria
estabilidade social e termina por não proteger as minorias que alega favorecer. A
instabilidade social e a insegurança jurídica são um dos pilares da ascensão do
conservadorismo no Brasil. Por consequência, vivemos o esgotamento da era
progressista no país.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Investigando-se as duas nações, percebeu-se diferenças históricas entre elas


podem explicar as diferenças atuais. Os Estados Unidos da América foi fundado
com um sistema de autogoverno, onde, mesmo com problemas como a relação com
os índios e, posteriormente, a escravidão, grande parte das decisões das
comunidades eram locais, com o que Alexis de Tocqueville chamou das associações
civis.
O autogoverno foi a regra nos Estados Unidos durante grande parte de sua
história, podendo-se apontar que a nação originária da Revolução Americana não
ser observada atualmente pelas mudanças políticas e ideológicas ocorridas durante
o movimento progressista, que teria sua maior significância durantes os governos de
Woodrow Wilson e Franklin Roosevelt. Todavia, mesmo com estas mudanças, a
riqueza e o desenvolvimento ocorrido no período anterior ainda permanece como
marca do país, mesmo com problemas não menos importantes, como os conflitos
entre os povos decorrente da colonização e da escravidão.
O Brasil, durante sua história, sofreu o caminho contrário, onde a
centralização dos aspectos administrativos sempre foi a marca da nação, em que os
princípios políticos do pombalismo e do positivismo fizeram com que o Rio de
Janeiro e, posteriormente, Brasília, estivessem no foco do cenário nacional, com
pouca influência dos governos e das associações locais, sendo que quando houve
foi negativo, como na época da Regência e na República Velha.
Além disso, o grande poder que o Estado como instituição teve durante a
história brasileira fez com que surgisse o patrimonialismo, onde os políticos, grandes
empresários e aqueles que estão próximos do aparato e da burocracia estatal tratam
o sistema governamental como um patrimônio pessoal, possuindo uma relação com
os governados de certa afetividade, como se apenas o governo pudesse resolver
questões sociais que estão fora do campo de ação de qualquer outra instituição da
sociedade.
Com tudo exposto, entendeu-se que houveram, pelo menos, três princípios
que fizeram com que os Estados Unidos, durante sua história, pudesse ter um
desenvolvimento econômico e social superior ao do Brasil. Em primeira instância,
identificou-se a existência da igualdade perante a lei, onde desde a Declaração de
Independência, a igualdade dos cidadãos fez com que todos os cargos pudessem
ser alcançados por qualquer indivíduo, independente das dificuldades, gerando um
grande incentivo para a procura do desenvolvimento. No Brasil, mesmo havendo a
isonomia formal, tal princípio não existe na prática pela associação entre o mundo
empresarial e político impedir indivíduos de ascender economicamente.
Em sequência, a separação de poderes e a subsidiariedade é melhor
desenvolvida nos Estados Unidos, no qual o poder Executivo não concentra grandes
funções pela administração estar dividida entre os estados, sendo definido de forma
clara quais são as funções do presidente na Constituição. No Brasil, pela
centralização na presidência, tal instituição possui grande poder, incentivando o mal
uso de suas atribuições, que não são claramente definidas na Constituição de 1988.
Por último, a primazia do pensamento americano no indivíduo, que
permaneceu até o início do século XX, em contraponto com a ação estatal,
contribuiu com o federalismo e com os cidadãos tomarem atitudes que resolvessem
as questões sociais e econômicas nos níveis locais, sem interferência do governo
federal, que tinha a principal função de não permitir que as ações individuais fossem
impedidas e os seus direitos violados. Já na sociedade brasileira, a mentalidade se
torna muito estatista, focando em soluções que o governo pode realizar, sem
considerar consequências imprevistas ou que todas são custeadas com o dinheiro
de impostos.

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