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À

COPEL – Companhia Paranaense de Energia


ASSUNTO: ANÁLISE DE PROJETO ELÉTRICO

Prezados Senhores:
Solicitamos re-análise e posterior aprovação do projeto elétrico anexo e abaixo
discriminado:
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO ELÉTRICO
1.1. NOME: Edifício em Alvenaria e Comércio Vicinal
1.2. Endereço:
1.3. Atividade: Edifício Residencial e Comércio Vicinal
1.4. ART n° -
2. DATA PROVÁVEL DE LIGAÇÃO:
3. 3. DADOS DA EXECUTANTE DO PROJETO:
3.1. NOME:.
3.2. ENDEREÇO:
3.3. FONE/FAX: (0XX41)
3.4. RESPONSÁVEL TÉCNICO:
3.5. CREA-PR:
4. PROPRIETÁRIO:
4.1. NOME:
4.2. Endereço:
4.3. Contato:
EDIFÍCIO RESIDENCIAL

EEDDIIFFÍÍCCIIOO RReessiiddeenncciiaall ee CCoomméérrcciioo VViicciinnaall

OObbrraa :: PPrroojjeettoo ddee IInnssttaallaaççõõeess EEllééttrriiccaass..

Local: CURITIBA – PR
EDIFÍCIO RESIDENCIAL

SUMÁRIO
SUMÁRIO 3
1 OBJETIVO 4
2 NORMAS 6
3 PLANTAS 6
4 PROJETO ELÉTRICO: 7
4.1 PARÂMETROS DE PROJETO: 7
4.2 NÚMERO DE TOMADAS: 7
4.3 QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO: 7
4.4 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA: 10
5 ENTRADA DE ENERGIA 10
5.1 ENTRADA DE SERVIÇO 10
5.2 MEDIÇÃO 12
5.3 ATERRAMENTO DA ENTRADA DE ENERGIA: 12
5.4 PROTEÇÕES: 13
5.5 RAMAIS ALIMENTADORES DOS CONSUMIDORES: 14
6 SPDA - SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS 15
6.1 INTRODUÇÃO: 15
6.2 SELEÇÃO DO NÍVEL DE PROTEÇÃO: 16
6.3 ESPECIFICAÇÃO DAS PARTES COMPONENTES DO SPDA: 17
6.4 CONCLUSÕES FINAIS 20
7 ATERRAMENTO : 22
7.1 RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA: 22
8 LEVANTAMENTO DE CARGA : 23
9 MEMORIAL DE CÁLCULOS 25
9.1 DEMANDA DAS UNIDADES : 25
9.2 CÁLCULO DE DEMANDA GERAL : 26
10 QUEDA DE TENSÃO: 27
10.1 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO NA ENTRADA DE ENERGIA 27
10.2 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO NOS ALIMENTADORES 28
10.3 CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO NO PIOR CASO – PARA OS APARTAMENTOS: 28
10.4 CÁLCULO DE QUEDA - CONDOMÍNIO: 28
10.5 QUEDA DE TENSÃO ACUMULADA 29
11 FICHA DE DADOS ESTATÍSTICOS 30
12 DISPOSIÇÕES FINAIS: 31
MANUAL DO USUÁRIO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA 32
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1 OBJETIVO
O presente projeto tem por finalidade viabilizar o suprimento de energia de
Edifício Residencial e Comércio Vicinal, sito à Rua, na cidade de Curitiba-Paraná, sendo
o mesmo de propriedade de ............... Este memorial visa esclarecer o referido projeto
elétrico.
O edifício será de uso misto residencial e comercial, sendo composto por 3
pavimentos para uso residencial e térreo comercial, possuindo 6 apartamentos, 2 lojas e
a previsão de instalação de um lava-car nos fundos. Os apartamentos possuem uma
área de 55,6m² para as unidades do 1° Pavimento e de 29,6m² para as unidades do 2°
e 3° Pavimentos. Possuirá também duas lojas: a Loja 1 com uma área de 21,77m² e a
Loja 2 com uma área de 25,6m². Também foi prvisto que na área de fundos do terreno
poderá ser implantado um lava car. Possui ainda uma área de uso comum que
constituirá o condomínio. Portanto, possui 10 consumidores, sendo 6 apartamentos
residenciais e 3 pontos comerciais, além do condomínio.
As especificações têm por objetivo estabelecer características técnicas mínimas
das Instalações Elétricas para atendimento do edifício, tendo como padrão as Normas
abaixo relacionadas.
Caberá ao Empreiteiro:
• fornecimento e a instalação dos equipamentos, serviços e materiais para o
perfeito funcionamento da instalação;
• executar a montagem de todos os componentes da instalação, devendo
utilizar para isto, mão-de-obra especializada, sob responsabilidade de
engenheiro credenciado;
• colocar a instalação em operação, efetuando ajustes, regulagens e
programações necessárias ao perfeito desempenho e funcionamento das
instalações e sistemas;

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• o Empreiteiro será responsável pela anotação nas plantas das divergências


e/ou complementações introduzidas durante a construção e montagem do
projeto para posterior apresentação do “As Built”;
As marcas e/ou modelos discriminados são consideradas como referências,
admitindo-se o fornecimento, equipamento e materiais similares, desde que obedecidas
integralmente as especificações e as normas brasileiras e internacionais as quais os
equipamentos estão referenciados e aprovada sua substituição pelo proprietário.
As especificações, plantas e os detalhes apresentados, serão seguidos com
toda a fidelidade, podendo a fiscalização impugnar serviços de montagens de quadros,
armários, estruturas, equipamentos, instalações, pinturas, acabamentos, instrumentos,
etc., que não condigam com as mesmas. Em caso de impugnação, a firma instaladora
obrigar-se-á refazer ou refornecer os serviços, correndo por sua conta exclusiva as
despesas com a mão-de-obra, encargos sociais, materiais, transportes, impostos, etc.;
Diante das características de como os serviços serão executados, a Contratada
deverá ter sempre na obra as cópias heliográficas das plantas elétricas/telefone/rede
local/SPDA, onde serão anotadas, com caneta/lápis na cor “vermelha”, todas as
tubulações e caixas de passagem executadas no decorrer desses serviços, bem como
pontos/tubulações não constantes do projeto original, de modo que se permita a
verificação dessas instalações, durante os trabalhos, por parte da fiscalização e facilite
a futura atualização dos projetos ao final desses serviços.
A Contratada deverá viabilizar a instalação de quadros, passagem de
eletrodutos, dutos, caixas, equipamentos, etc., das novas Redes de dados, telefone, e
elétrica, em uma programação previamente definida, conforme cronograma da obra.
Os serviços de elétrica deverão ser compatibilizados com as obras civis
definidas no projeto de arquitetura prevalecendo o lay out constante do projeto
arquitetônico, no que conflitar com o elétrico.

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2 NORMAS

As instalações elétricas, de SPDA, de telecomunicações e cabeamento


estruturado, , deverão ser executadas de acordo com as Normas abaixo:
 NBR 5410/04 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM BAIXA TENSÃO - ABNT
 NBR 5410/05 – SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS
ATMOSFÉRICAS – ABNT
 NTC 9-03100 – FORNECIMENTO EM TENSÃO PRIMÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO – COPEL
 NTC – 9-01100 – FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE
DISTRIBUIÇÃO - COPEL
 TELEBRAS

3 PLANTAS
O projeto global para as instalações em questão se compõe das plantas de
Elétrica –Iluminação/Tomadas, SPDA – Sistemas de Proteção Contra Descargas
Atmosféricas, conforme plantas abaixo:
01 – Planta de Situação;
02 – Planta Baixa – ELÉTRICO – Térreo e 1° Pavimento;
03 – Planta Baixa – ELÉTRICO - 1° e 2° Pavimentos;
04 –Diagramas e Quadros de Cargas.
05 – Diagramas de Entrada e Prumadas;
06 – Planta Baixa – SPDA – Cobertura, Prumada, e diagramas e Detalhes;
07 - DETALHES da Entrada de Energia e Medição;

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4 PROJETO ELÉTRICO:

4.1 Parâmetros de Projeto:


Foi considerada uma temperatura ambiente de 30°C e do solo de 20°C, em
função da potência envolvida a corrente de curto-circuito no ponto de entrega da
concessionária foi considerada 5kA o que não acarreta em nenhum
sobredimensionamento da instalação.
A queda de tensão possui limite de 5% para baixa tensão e 4% para os circuitos
terminais.
Os critérios e fatores adotados para o cálculo de demanda estão apresentados
a seguir.
Finalmente não existem influências externas relevantes tais como altitude
(900m), riscos de explosão (inexistente), descargas atmosféricas (protegido pelo SPDA
com nível III).

4.2 Número de tomadas:


De acordo com a NBR 5410/04 e das indicações apresentadas pelo proprietário,
levantaram-se todos os pontos de luz e tomadas que seriam utilizados, tanto na área
interna quanto na área externa, bem como de outros equipamentos.

4.3 Quadros de Distribuição:


Os circuitos serão atendidos pelos seguintes quadros instalados em locais de
fácil acesso, obedecendo o seguinte:
Para os Consumidores:
QD-11 e QD-12 – instalado nos apartamentos do 1°Pavimento (de 11 e 12)
atendendo todas as cargas do consumidor, com alimentador vindo da medição e fiação
2x25(25)T16mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção sendo feita com disjuntor termomagnético

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bipolar com corrente nominal de 70A, conforme diagramas. Deverão ser utilizados
disjuntores equipados com dispositivo Diferencial-residual para o circuito de chuveiro
(tripolar, In=32A, Idr=30mA).
QD-21, QD-22, QD-31 e QD-32 – instalado nos apartamentos do 2° e 3°
Pavimentos (de 21 a 32) atendendo todas as cargas do consumidor, com alimentador
vindo da medição e fiação 2x10(10)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção sendo feita
com disjuntor termomagnético bipolar com corrente nominal de 50A, conforme
diagramas. Deverão ser utilizados disjuntores equipados com dispositivo Diferencial-
residual os circuitos de chuveiro (tripolar, In=32A, Idr=30mA).
QD-Lj – instalado em cada loja (01 e 02) atendendo todas as cargas do
consumidor, com alimentador vindo da medição e fiação 2x10(10)T10mm² - PVC –
0,6/1kV e proteção sendo feita com disjuntor termomagnético bipolar com corrente
nominal de 50A, conforme diagramas dos QD’s das lojas.
QD-Lava Car – previsão para instalação futura de um lava-car nos fundos do
terreno, atendendo todas as cargas do consumidor, com alimentador vindo da medição
e fiação 3x10(10)T10mm² - PVC – 0,6/1kV e proteção sendo feita com disjuntor
termomagnético tripolar com corrente nominal de 50A.
Para o condomínio existirá o seguinte quadro:
QD-Cond. – para todas as cargas do condomínio, alimenta a iluminação e
tomadas da área de uso comum, vindo da medição com fiação #2x10(10)T10mm² -
PVC – 0,6/1kV e proteção sendo feita com disjuntor termomagnético biipolar com
corrente nominal de 50A.
Deve-se salientar que todos os quadros deverão ser construídos obedecendo o
seguinte:
 O quadro de distribuição será metálico, embutido na parede.
 Os disjuntores dos quadros de distribuição serão do tipo mini-disjuntores,
padrão europeu, construídos conforme a NBR60898, curva tipo C, padrão
residencial, capacidade de interrupção de 5kA, nas capacidades indicadas,
com selo de conformidade do INMETRO, fabricado pela Merlin-Gerin;

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 Deverá possuir barramentos de cobre eletrolítico, 99% de pureza,


independentes para as fases, para o neutro e para terra.
 Os barramentos deverão ter capacidade compatível a carga instalada no
quadro e ser estanhados;
 Os barramentos de "neutro" e de "terra" terão dimensões necessárias à
fixação individual/independente de cada cabo/fio, não se admitindo a união de
2 (dois) ou mais fios/cabos num mesmo terminal.
 A fiação será acomodada em "chicotes" no interior dos quadros, executada e
amarrada com cintas plásticas apropriadas (Hellermann), e disposta de modo
a facilitar a manutenção futura dos componentes internos.
 Os barramentos, disjuntores e acessórios deverão ser montados em trilhos;
 As conexões deverão ser dotadas de arruelas de pressão;
 O espelho de proteção terá dobradiças e fecho rápido para sua abertura e
acesso aos componentes internos.
 O quadro deverá possuir porta documentos;
 Deverá possuir plaquetas de acrílico para identificação, sendo estas
parafusadas ou rebitadas;
 Todos os circuitos no quadro (iluminação e tomadas) serão identificados
através da colocação de plaquetas acrílicas numeradas no espelho interno,
usando-se para tal a numeração definida no projeto.
 As fiações serão identificadas, junto aos disjuntores e barramento neutro,
através de anilhas plásticas numeradas.
 As partes metálicas não energizadas deverão ser aterradas;
 A tensão é de 127/220V.
Para maiores detalhes, ver quadro de cargas e Diagramas.

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4.4 Distribuição de Energia:


A distribuição dos circuitos será feita através de tubulações embutidas nas
paredes, pisos e lajes de teto. Cabe ressaltar que toda a tubulação será feita com
eletrodutos de PVC rígido.

4.4.1 Fiações:

A fiação a ser passada deverá obedecer a seguinte convenção de cores:


Circuitos
Fase Preto
Neutro Azul Claro
Terra Verde (ou verde-amarelo)
Retorno Branco

Nos cabos de maiores bitolas esta identificação deverá ser feita através de fita
isolante colorida passada nas pontas dos cabos.
Os circuitos também deverão ser identificados através de anilhas plásticas junto
ao quadro.
Todas as emendas deverão ser feitas através de conectores adequados e
isoladas através de fita isolante e fita auto-fusão (no caso de instalações externas).

5 ENTRADA DE ENERGIA

5.1 Entrada de Serviço


Será feita uma entrada de energia de uso coletivo em Baixa Tensão, sendo feita
a derivação de um poste da Copel, tendo a mesma uma capacidade de 200A.

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Da rede da Copel para entrada de energia de uso coletivo em baixa tensão


sairão os cabos de baixa tensão do ramal de ligação, a serem fornecidos e instalados
pelo Copel, chegando até a entrada de serviço do consumidor.
Deverá ser construída uma entrada de serviço onde existirá um poste auxiliar de
acesso com 7,6m de altura e 300daN e uma caixa tipo GN para proteção geral da
instalação como um todo.
A entrada de serviço está localizada junto ao muro, a no máximo 1 m do
alinhamento predial frontal, onde existirá uma caixa tipo GN para proteção geral da
instalação contendo o disjuntor tripolar geral de 200A. Ainda sobre a Entrada de Serviço
devemos salientar que o poste de entrada do consumidor (poste auxiliar, h=7,6m, 300
daN) deverá possuir tubulação interna de Ø78mm (2.1/2”) para elétrica contendo um
conjunto de 03 condutores de cobre, classe 0,6/1kV, bitola 95mm² para as fases, 01
condutor de cobre, classe 0,6/1kV, bitola 70mm² para o neutro chegando a Caixa de
Proteção Geral. Também haverá uma tubulação Ø25mm (1”) para TV a cabo. Junto à
Entrada de Serviço, será feito o aterramento do neutro.
A proteção geral será feita através de um disjuntor termomagnético tripolar com
corrente nominal de 200A a 30.ºC e capacidade de interrupção mínima de 20kA, sendo
instalado na caixa de proteção geral tipo GN, instalada na entrada de serviço no muro
lateral do prédio próximo ao acesso. Na tampa da caixa de proteção geral tipo GN
deverá ser colocada plaqueta de identificação com os dizeres “GERAL”. Também
deverá ser prevista a colocação de pingadeira para a caixa GN, conforme detalhe de
projeto.
Tanto o disjuntor quanto o poste auxiliar devem ser comprados de fabricantes
cadastrados junto à COPEL. Maiores detalhes ver Prancha do Projeto Elétrico 01.
Cada eletroduto deverá conter circuitos completos R, S, T e N.
Da caixa de proteção sairá um ramal alimentador com as seguintes
características: 1 eletroduto de PVC rígido, pesado, classe B, rosqueável, diâmetro
∅2.1/2” (78mm), contendo um conjunto de 03 condutores de cobre, classe 0,6/1kV,
bitola 120mm² para as fases, 01 condutor de cobre, classe 0,6/1kV, bitola 70mm² para o

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neutro. Também existirá 01 condutor de cobre, nu, bitola 70mm² para o condutor de
proteção interligado a malha de aterramento. Para facilitar a passagem dos cabos
deverá ser utilizada uma caixa de passagem, conforme indicado em planta.
O neutro será não poderá ser interrompido, sendo direto até a medição.

5.2 Medição
A medição consistirá de um centro de medição com 4 módulos para medidores
contemplando 10 consumidores e um módulo de barramento, estando localizado no hall
externo coberto do edifício.
O Centro de Medição (CM) ficará em local de fácil acesso para as leituras.
Haverá numeração abaixo de cada disjuntor. As plaquetas de numeração serão de ferro
esmaltado, arrebitadas ou parafusadas nos locais mencionados. Os disjuntores até
100A, instalados no CM deverão ser adquiridos de fabricantes cadastrados na Copel.
A numeração será crescente da esquerda para direita e de cima para baixo. O
quadro de medição será confeccionado em chapa de ferro 12USG, com acabamento
anti-corrosivo. A altura do centro do primeiro visor ao piso acabado será de 1,6m,
cnforme detalhe de projeto. As fases A, B e C deverão ser identificadas com fitas nas
cores amarela, branca e vermelha, respectivamente desde a entrada até as
medições.Todas as partes metálicas não energizadas deverão ser aterradas sendo a
barra de neutro deverá ser fixada sobre isoladores e a barra de terra (se instalada)
diretamente no quadro. O condutor de aterramento deverá ser contínuo do neutro à
haste.

5.3 Aterramento da Entrada de Energia:


Todas as partes metálicas não energizadas deverão ser aterradas.
O aterramento será único, sendo interligado o quadro de medição através da
barra de terra e do neutro a esta malha única, sendo interligada através de um condutor

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de proteção com bitola de 70mm² e um condutor de com bitola de 70mm² para o neutro,
colocado dentro de um eletroduto de PVC rígido pesado ∅1.1/2”, ligado ao Barramento
do Terminal de aterramento Principal (TAP) da edificação, conforme diagrama de
aterramento.
Também deverá ser interligado a malha de terra a barra de neutro da caixa de
proteção geral (GN) através de um cabo de cobre bitola 70mm².
Esta malha única também será interligada a todos os sistemas tais como o
SPDA diretamente das descidas e sistemas de telefonia, neutro e terra da rede elétrica
através do TAP formando uma superfície eqüipotencial no edifício.
O CM será aterrado através do barramento de neutro e do barramento de
proteção.
O aterramento será feito através de cabos de cobre enterrados a 50cm de
profundidade e hastes tipo Copperweld Ø19mmx3000mm, sendo estas interligadas ao
TAP conforme detalhes e planta de SPDA. A resistência ôhmica do aterramento não
deverá ultrapassar o valor de 10Ω, em qualquer época do ano.

5.4 Proteções:
A proteção geral será feita através de um disjuntor termomagnético tripolar com
corrente nominal de 200A a 30.ºC e capacidade de interrupção mínima de 20kA, alojado
na caixa de proteção geral (GN), conforme detalhe de projeto, junto à entrada de
serviço. Este disjuntor deverá ser adquirido de fabricantes cadastrados na COPEL.
Cada consumidor possuirá sua própria proteção independente, localizado no
centro de medição, sendo bipolares (ou tripolar no caso do lava-car) e devendo ser
adquiridos de fabricantes cadastrados na Copel. Além dos disjuntores colocados no
quadro de medição, haverá um disjuntor local, no quadro de distribuição do consumidor,
estes disjuntores colocados nos quadros de distribuição dos consumidores serão tipo
europeu, bipolar (ou tripolar).

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Para os apartamentos 11 e 12 a proteção geral no CM será feita por disjuntor


bipolar de 70A, para cada unidade. Para os apartamentos 21 a 32 a proteção geral no
CM será feita por disjuntor bipolar de 50A, para cada unidade. Para as lojas a proteção
geral no CM será feita por disjuntor bipolar de 50A, para cada unidade. Para o
condomínio, haverá um quadro de distribuição localizado no térreo e a proteção geral no
CM será constituída por um disjuntor bipolar de 50A. Finalmente para o lava-car a
proteção geral no CM será feita por disjuntor tripolar de 50A.
Para maior confiabilidade das proteções, cada disjuntor deverá ser acionado
duas vezes por mês, evitando desta forma que os mesmos fiquem emperrados quando
necessário (recomendação do fabricante).
Os disjuntores de até 100A instalados no centro de medição, deverão ser
adquiridos de fabricantes cadastrados na COPEL.
Para maiores esclarecimentos, ver diagrama e detalhes construtivos nas
pranchas em anexo.

5.5 Ramais Alimentadores dos Consumidores:


Os ramais alimentadores dos apartamentos deverão ser individualizados nas
caixas de passagem, sendo as bitolas destes e os diâmetros dos eletrodutos de PCV
rígido onde estes ramais deverão ser alojados conforme a tabela abaixo :

Unidade Fiação (mm²) Eletroduto (pol)


LOJA 01 2x10(10)T10 ∅1.1/4”
LOJA 02 2x10(10)T10 ∅1.1/4”
11 2x25(25)T16 ∅1.1/4”
12 2x25(25)T16 ∅1.1/4”
21 2x10(10)T10 ∅1.1/4”
22 2x10(10)T10 ∅1.1/4”
31 2x10(10)T10 ∅1.1/4”
32 2x10(10)T10 ∅1.1/4”

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Condomínio 2x10(10)T10 ∅1.1/4”


Lava-car 3x10(10)T10 ∅1.1/2”

Todos os ramais foram dimensionados para suportarem as correntes máximas


de seus circuitos, a fim de não alterarem suas características construtivas, não
permitindo quedas de tensão superiores as estipuladas pelas normas (consultar
anexos).
Todos os ramais alimentadores serão de PVC, isolação para 0,6/1kV.

6 SPDA - SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS


ATMOSFÉRICAS

6.1 Introdução:
Este projeto visa atender os quesitos do Sistema de Proteção Contra Descargas
Atmosféricas (SPDA) para este Edifício Residencial.
Sendo composto por:
 Planta de Implantação;
 Justificativa das soluções adotadas;
 Recomendações gerais.
Deve ser lembrado que a instalação de um SPDA não impede a ocorrência das
descargas atmosféricas. Também devemos lembrar que um SPDA mesmo
corretamente projetado e instalado de acordo com a NBR5410/05 não pode assegurar a
proteção absoluta de uma estrutura, entretanto a aplicação correta reduz de forma
significativa os riscos de danos devido às descargas atmosféricas.

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6.2 Seleção do Nível de Proteção:


Para verificarmos o nível de proteção que esta estrutura irá necessitar
primeiramente devemos calcular a necessidade de implantação do SPDA, para isto,
tomaremos por base o método descrito na NBR-5410/05, no seu anexo B, que descreve
o procedimento para Avaliação de risco para estrutura.

6.2.1 Cálculo da Freqüência Média Anual Previsível de Descargas

N = Ng. Ae.10 −6 [ por ano] , onde:

[ ]
Ae = LW + 2 LH + 2WH m 2 , chamada de área de exposição equivalente
para a área em questão temos que:
portanto, a área equivalente será: Ae = 1593m 2

[ ]
Ng = 0,04. Td 1, 25 por km 2 ano , chamada de densidade de descargas

atmosféricas para terra, onde:


Td = 40 trovoadas por ano (obtido do mapa isoceráunico da NBR5419/93)
com este dados temos que: Ng = 4,02
N = 4,02 × 1593 × 10−6
portanto a freqüência de surtos será : N = 6,41 × 10−3

6.2.2 Fatores de Ponderação

Em função das características da estrutura devem ser aplicados diversos


fatores de ponderação sobre o valor da freqüência previsível de descargas para
fazermos a análise de necessidade do SPDA, quais sejam:
P0 = N × A × B × C × D × E , onde cada fator representa o seguinte:
A - tipo de ocupação – edifício residencial – 1,2
B - tipo de construção da estrutura - Estrutura em alvenaria com cobertura não
metálica - 1,0

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

C - conteúdo – Edifício Residencial – 0,3


D - localização – Estrutura localizada em área com poucas estruturas de altura
similar - -1,0
E – Topografia – Elevações moderadas, colinas – 1,0
em função destes dados descobrimos que: P0 = 2,31 × 10 −3 ,

e portanto para a estrutura recomenda-se a instalação de um SPDA, pois de


acordo com a NBR5410/05 sempre que P0 ≥ 10−3 a implantação é obrigatória, portanto

recomenda-se a instalação de um SPDA para a estrutura.

6.2.3 Nível de Proteção

Determinada a necessidade de implantação do Sistema de Proteção Contra


Descargas Atmosféricas o próximo passo é classificarmos o ambiente em função da
NBR5419/93. Para o nosso caso esta estrutura será classificada como nível III, ou seja:
Nível III –construções de uso comum, tais como prédios residenciais,
comerciais e industriais manufaturados simples..

6.3 Especificação das Partes Componentes do SPDA:

6.3.1 Captores

Optou-se pela utilização como método de proteção uma gaiola de Faraday com
uma malha de 10x20m (distância máxima). Para o caso, em função das características
da construção estabeleceu-se uma malha conforme indicação em planta.
O condutor de proteção (captor horizontal) que compõe a Gaiola de Faraday,
será de cobre nu bitola 35mm², sendo que este circulará todo o perímetro e topo do
telhado da construção.
A partir do Captor horizontal serão ligados os condutores de descida, sendo que
estas conexões deverão ser feitas através de solda exotérmica.

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

Para a proteção de objetos acima do volume protegido pelos captores do SPDA,


principalmente antenas de TV, microondas ou rádio. Está prevista a instalação de um
captors adicional sobre a caixa d’água próximo ao objeto (antena) e com altura superior.
Em qualquer caso o mastro da antena deverá ser conectado a descida do SPDA com
condutor de cobre nu bitola 25mm², conforme a NBR 5410/04.
Também deverá ser verificada a existência de estruturas metálicas conectando-
as ao sistema de aterramento do SPDA. Esta conexão irá garantir uma proteção
adicional a estrutura.

6.3.2 Condutores de Descida

Para diminuir o risco de centelhamento perigoso, os condutores de descida


foram dispostos de tal forma que:
- a corrente percorra diversos trajetos paralelos;
- o comprimento destes trajetos seja o menor possível;
Em função destas recomendações temos para o nível de proteção III que a
NBR5410/05 recomenda a instalação de um descida a cada 20m (espaçamento médio).
Para isso temos:
2 p 45
N= = = 2,25 ou seja 3 descidas utilizando-se cabo de cobre nu 16mm².
20 20
dispostos conforme planta de Implantação / Cobertura em função da disponibilidade da
estrutura (ver detalhes).
Deve-se verificar os condutores de descida devem ser retilíneos e verticais, de
modo a prover o trajeto mais curto para a terra. Curvas fechadas devem ser evitadas.
Ainda nestas descidas os condutores deverão ser protegidos contra choques
mecânicos por um tubo de PVC rígido Ø1”x 3m.
As descidas deverão ser providas de conectores para medição de resistência de
aterramento.

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

Todos os condutores de descida devem ser contínuos da estrutura ao sistema


de aterramento.

6.3.2.1.1 Sistema de Aterramento


Devem ser seguidas as seguintes recomendações para realizarmos o sistema
de aterramento do prédio:
 Ao longo do perímetro da construção, interligando as descidas (conforme
planta) deverá ser instalado um condutor de cobre nu, bitola 50mm², enterrado
50cm, distante das fundações do prédio de pelo menos 1m.
 Nos pontos de conexão aos condutores de descida a malha de terra deverão
ser instaladas uma haste Copperweld Ø3/4”x 3m protegida por uma caixa de
inspeção 30x30x50cm em alvenaria, estas hastes servem para auxiliar na
dispersão da corrente do raio nas camadas mais profundas do solo.
 As conexões embutidas no solo deverão ser feitas obrigatoriamente através de
solda exotérmica;
 O número de conexões deve ser reduzidas ao mínimo, devendo a sua
continuidade elétrica ser garantida;
 As conexões soldadas deverão ser feitas de tal forma que seja garantida que
estas serão compatíveis aos esforços térmicos e mecânicos causados pelo
raio.
O sistema de aterramento do pára-raios será interligado a outros aterramentos
existentes através de uma ligação de eqüipotencial sendo esta ligação conforme a
NBR5410/04 e a NBR5410/05.
Esta ligação eqüipotencial será executada através do Q-AT (Quadro de
Aterramento / Equipotencialidade), onde deverão ser ligados o condutor de proteção, o
condutor neutro da concessionária, o condutor terra do sistema de telefonia, o condutor
terra do sistema de TV a cabo, ferragens metálicas da estrutura e a malha de
aterramento.

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

Todas as descidas também deverão ser providas de conexão que possibilite a


medição de resistência de aterramento (conforme detalhe de projeto), sendo esta não
superior a 10Ω em qualquer época do ano.

6.3.2.1.2 Fixações
Deverá ser verificada escolhida o tipo de braçadeira mais adequada para
fixação dos condutores de proteção horizontal na estrutura do telhado e das proteções
de borda (conforme detalhes de projeto). As descidas poderão ser embutidas no reboco
conforme estabelece a NBR5410/05 quando a parede for de um material NÃO
combustível.

6.4 Conclusões Finais

6.4.1 Documentação

Tendo em vista o que estabelece a NBR5410/05 deve-se criar um arquivo para


o SPDA em poder do responsável pela Manutenção Elétrica onde deverão ficar
disponíveis as seguintes informações:
 Relatório de verificação da necessidade do SPDA e de seleção do
respectivo nível de proteção, elaborado de acordo com as premissas da
norma. Totalmente atendido por este memorial.
 Desenhos em escala mostrando as dimensões, os materiais e as posições
de todos os componentes do SPDA, inclusive eletrodos de aterramento.
Também atendido por este projeto, necessitando-se apenas realizar-se o “as
–built” após a conclusão da obra.
 Dados sobre a natureza e a resistividade do solo, que deverão ser realizadas
no momento da implantação do SPDA, portanto medições posteriores são
necessárias para documentá-la.

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

 Um registro dos valores medidos de resistência de aterramento, a ser


utilizado nas inspeções periódicas, e de quaisquer modificações ou reparos
feitos no SPDA.

6.4.2 Inspeções e Manutenções

Deve ser elaborado quando da realização da manutenção um cronograma de


inspeções em função dos seguintes requisitos:
As inspeções e manutenções têm por objetivo assegurar que:
 SPDA está conforme o projeto;
 Todos os componentes do SPDA estão em bom estado, as conexões e
fixações estão firmes e livres de corrosão;
 Valor da resistência de aterramento é compatível com o arranjo e dimensões
do sistema de aterramento e da resistividade do solo, não tendo variações
significativas ao longo do tempo;
 Todas as construções acrescentadas à estrutura posteriormente `a
instalação original estão integradas no volume a proteger, mediante ligação
ao SPDA ou a sua ampliação.
Periodicidade:
 Após qualquer modificação, ou reparo no SPDA, ou ocorrência de uma
descarga atmosférica deve ser feita uma inspeção completa.
 Uma inspeção visual deve ser efetuada anualmente;
 Uma inspeção completa deve ser efetuada a cada 3 anos.
 Caso perceba-se um grande efeito da corrosão atmosférica recomenda-se
que os intervalos entre as inspeções seja adequadamente reduzidos.

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7 ATERRAMENTO :
O aterramento será através uma malha única interligada a barra de terra do
QAT (Terminal de Aterramento Principal – TAP), o sistema de pára-raios, a entrada de
energia, e o sistema telefônico. Deve ser verificado que a resistência de terra não
ultrapasse o valor de 10Ω em qualquer período do ano e o maior valor de tensão entre
condutor neutro e condutor terra do sistema de informática deverá ser inferior a 1,0
Volts. Todas as partes metálicas normalmente não sujeitas a tensão deverão ser
aterradas.

7.1 Recomendações de Segurança:


Além do aterramento, por segurança, para os circuitos dos chuveiros serão
utilizados disjuntores acoplados com dispositivo DR, conforme estabelece a
NBR5410/04, com sensibilidade de 30mA. Este dispositivo DR deverá ser bipolar,
passando-se fase e fase por ele (ou fase-neutro conforme o equipamento/circuito). Este
dispositivo irá garantir que em hipótese alguma a carcaça do equipamento fique
energizada, ou seja não existe o perigo de choque elétrico em uma situação onde o
morador está desprotegido devido a baixa resistência do corpo molhado. Para estas
aplicações pode-se citar como referência o bloco Vigi C60, sensibilidade 30mA,
fabricado pela Merlin Gerin, sendo que, estes blocos serão conectados a disjuntores
C60N da Merlin Gerin.
Cabe ressaltar que o uso do DR exige uma instalação adequadamente
executada, com emendas corretamente isoladas sendo que caso não haja este cuidado
existe o perigo de a proteção contra choques atuar intempestivamente devido a fugas
de corrente na isolação.
Também deve-se lembrar que em hipótese alguma o condutor de proteção
(terra) deverá ser seccionado, seja através de dispositivos de proteção ou de
desligamentos involuntários da fiação.

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8 LEVANTAMENTO DE CARGA :
A carga a ser instalada nos apartamentos do 1° Pavimento será de
14.180VA com uma demanda de 11.776VA, classificando-os como consumidores
bifásicos de 70A (Categoria 30 - NTC).
Para os apartamentos do 2° Pavimento a carga instalada será de
13.600VA com uma demanda de 10.984VA, classificando-os como consumidores
bifásicos de 50A (Categoria 28 - NTC).
Para os apartamentos do 3° Pavimento a carga instalada será de
13.140VA com uma demanda de 10.612VA, classificando-os como consumidores
bifásicos de 50A (Categoria 28 - NTC).
Esta demanda foi calculada aplicando-se um fator de demanda sobre as
cargas de uso geral e iluminação
Para a Loja 01 a carga instalada será de 2.700VA com uma demanda de
2.700VA, e para a Loja 02 a carga instalada será de 3.060VA com uma demanda
de 3.060. Portanto para estes ambientes levando-se em conta tratar-se de um
ambiente comercial com possibilidade de aumento de carga futura optou-se por
classificá-las como consumidores bifásicos de 50A (Categoria 28 - NTC).
A carga a ser instalada no condomínio será de 5.872VA, considerando-se
uma demanda de 100% a carga demandada será de 5.872VA, classificando-se
como consumidor bifásico de 50A (categoria 28 - NTC).
Também existe a previsão da instalação de um lava-car nos fundos do
terreno, com uma previsão de carga a ser instalada de 19.000VA e considerando-
se uma demanda de 100% teremos uma carga demandada será de 19.000VA,
classificando-se como consumidor trifásico de 50A (categoria 36 - NTC).

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Assim, a carga total instalada no conjunto será de 112.472VA, e a


demanda máxima será de 60.492,4VA, sendo que a mesma foi calculada da
seguinte forma : 100% para o condomínio e para as unidades comerciais, somado
com a demanda diversificada dos apartamentos (100% para os primeiros 10kVA,
35% para os próximos 46,74kVA). Com tal demanda, calculou-se a corrente
máxima admissível na fase mais carregada, que não deverá ultrapassar 165,03A.
Com isso, tal consumidor se enquadrará na categoria de 76kVA da COPEL, com
disjuntor geral trifásico de 200A.

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9 MEMORIAL DE CÁLCULOS

9.1 Demanda das Unidades :

9.1.1 Apartamentos 11 e 12

Provável Demanda = (Ilum. + TUG) x FD. + TUE


Provável Demanda = (5280) x 0,45 + 9400 = 11.776 VA
Categoria de Atendimento = 30 (bifásica de 70A.)

9.1.2 Apartamentos
Apartamentos 21 e 22

Provável Demanda = (Ilum. + TUG) x FD. + TUE


Provável Demanda = (4200) x 0,38 + 9400 = 10.984 VA
Categoria de Atendimento = 28 (bifásica de 50A.)

9.1.3 Apartamentos 31 e 32

Provável Demanda = (Ilum. + TUG) x FD. + TUE


Provável Demanda = (3740) x 0,32 + 9400 = 10.612 VA
Categoria de Atendimento = 28 (bifásica de 50A.)

9.1.4 LOJAS 1 E 2

Fator de Demanda = 100%


Carga Instalada Loja 1 = Iluminação + TUG = 1200 + 1500 = 2700
Provável Demanda Loja 1 = 2700 VA
Carga Instalada Loja 2 = Iluminação + TUG = 1360 + 1700 = 3060
Provável Demanda Loja 2 = 3060 VA
Categoria de Atendimento = 28 (bifásica de 50A.)

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9.1.5 Condomínio

Fator de Demanda = 100%


Carga Total = 5.872VA.
Provável Demanda : Iluminação + TUG’s + Equipamentos
Provável Demanda = 5.872VA
Categoria de Atendimento = 28 (bifásica de 50A.)

9.1.6 Lava−car

Carga Total Estimada = 19.000VA


Fator de Demanda = 100%
Provável Demanda = 19.000VA
Categoria de Atendimento = 36 (trifásica de 50A.)

9.2 Cálculo de Demanda Geral :

Carga Instalada Total :


CI = 2x14180 + 2x13600 + 2x13140 + 5872 +2700 + 3060+ 19000 = 112.472VA
Soma das Demandas dos Apartamentos:
∑Demandas = 2 x Demanda 1° Pavto. + 2 x Demanda 2° Pavto + 2 x Demanda 3° Pavto +
Demanda Loja 01 + Demanda Loja 02 + Demanda Condomínio + Demanda Lava-car
∑Demandas = 2x11776 + 2x10984 + 2x10612 + 2700 + 3060 + 5872 + 19000
∑Demandas = 97.376VA

Demanda Diversificada:
Considerando para os apartamentos:

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até 10kVA = 100%. 10 kVA 100% 10,0 kVA


10kVA à 120kVA = 35% 56,744 kVA 35% 19,86 kVA.
Demanda dos Apartamentos = 29,86kVA
Demanda Comercial = Demanda Loja 01 + Demanda Loja 02 + Demanda Lava-car

Demanda Comercial = 2,70 + 3,06 + 19,00 = 24,76kVA


Demanda do Condomínio = 5,872 kVA
D Geral = D apartamentos + D comercial + D condomínio
D Geral = 29,86 + 24,76 +5,872 = 60.492,4 kVA

Considerando o máximo de 76kVA de demanda, deve-se utilizar disjuntor geral


trifásico de 200A e fiação 3x120(70)mm², alojados em eletrodutos de ∅ 78mm (2.1/2").

10 QUEDA DE TENSÃO:

10.1 Cálculo de Queda de Tensão na Entrada de Energia

Circuito Trecho Condutor Corrente Comprimento Queda Queda


(mm²) (A) (m) (V) (%)
Entrada Ramal de entrada 3x120(70) 200 12 0,86 0,39

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10.2 Cálculo de Queda de Tensão nos Alimentadores


Utilizando o mesmo procedimento de cálculo usado no item anterior, chegamos
aos seguintes valores de queda de tensão para os alimentadores das unidades:

Unidade Ip (A) l(m) Fiação (mm²) ∆V%


LJ1 11,81 8 10 0,16
LJ2 14,65 10 10 0,24
11 48 10 25 0,32
12 48 12 25 0,45
21 43,9 14 10 1,01
22 43,9 16 10 1,16
31 40,95 18 10 1,22
32 40,95 20 10 1,35
Condomínio 23,12 9 10 0,34
Lava-car 50 10 10 0,72

10.3 Cálculo de Queda de Tensão no Pior Caso – para os apartamentos:

- Fiação : 2x6T6mm² ( ∆Vunit = 7,07 ) – Circuito do Chuveiro.

- Distância : 9,5m (0,0095km).


- Corrente = 24,55A.
24,55 x 0,0095 x 7,07
∆V % = x100 ∴ ∆V% = 0,75%
220

10.4 Cálculo de Queda - Condomínio:


Circuito Trecho Condutor (mm²) Corrente (A) Comprimento (m) Queda (V) Queda (%)
QD-Cond. Alimentador Geral 2x10(10) 23,12 9 0,75 0,34%
Circuito crítico (C5) 2(2,5)2,5T2,,5 5,51 15 1,18 0,93%
Acumulada Total ------ 1,27%

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

10.5 Queda de Tensão Acumulada

Unidade ∆V%
LJ1 0,91
LJ2 0,99
11 1,07
12 1,20
21 1,76
22 1,91
31 1,97
32 2,10
Condomínio 1,27
Lava-Car 0,72

Então, no pior caso ∆V% acumulado é igual a 2,10%, menor que 5% limitado pela
COPEL para uso coletivo e menor que os 5% pela NBR5410/04.

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11 FICHA DE DADOS ESTATÍSTICOS


Nome da Obra: Edifício recidencial e Comércio Vicinal
Endereço:
Proteção Geral (A): 3x200A
Carga Instalada Total (kW): 112,472

Dados das Unidades Residenciais


Quantidade Área (m²) Proteção (A) Carga instalada
(kW)
2 55,6m² 2x70 14,18
2 29,6m² 2x50 13,60
2 21,77m² 2x50 13,14

Dados das Unidades Comerciais


Quantidade/Tipo Área (m²) Proteção (A) Carga instalada
(kW)
1 / Loja 1 21,77m² 2x50 2,7
1 / Loja 2 25,6m². 2x50 3,06
1 / Lava-car externa 3x50 19,0

Dados do Condomínio
Proteção Geral (A) 2x50
Carga instalada total (kW) 5,872
Carga instalada em iluminação (kW) 3,20
Carga instalada em tomadas (kW) 1,20
Quantidade de elevadores 0 (zero)
Potência (CV) ------
Quantidade de bombas d'água 0
Potência (CV) -----
Quantidade de bombas de recalque 1
Potência (CV) 1CV
Outras cargas (Descrever) Portão automático
Potência (CV) 1 CV

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12 DISPOSIÇÕES FINAIS:

O projeto foi elaborado pela Engenharia Elétrica Ltda em função dos detalhes
do projeto arquitetônico levantamento da instalação e cargas elétricas existentes, além
de orientações do proprietário, atendendo às recomendações da concessionária local
de Energia Elétrica – COPEL, e as normas da ABNT.

Curitiba, 12 de maio de 2003.

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

MANUAL DO USUÁRIO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

As recomendações a seguir deverão ser obedecidas para a correta e


segura utilização da instalação elétrica projetada.
1. Os circuitos previstos estão indicados nos diagramas, sendo as cargas máximas
a serem instaladas limitadas ao descrito nos quadros de cargas de cada
consumidor.
2. As proteções de cada circuito ou da instalação como um todo não deverão ser
substituídas por outras sem autorização expressa do projetista ou de outro
profissional legalmente habilitado para tal.
3. Caso sejam incluídas novas cargas e sejam necessárias alterações nas
proteções o projetista deverá ser procurado (ou então outro profissional
legalmente habilitado), para que sejam verificadas a proteção e fiação
necessárias para atendimento da nova carga acrescentada.
4. No momento da instalação deverá ser tomado especial cuidado na passagem da
fiação de tal modo que o isolamento não seja danificado, se danos ocorrerem o
correto funcionamento do DR poderá ser comprometido devido a fugas causadas
pela má instalação.
5. O chuveiro deverá ser do tipo blindado não sendo permitido o uso de resistências
abertas sob pena do DR ter atuação indevida (desligar o circuito durante o
banho).
6. As carcaças dos motores e todas as partes metálicas dos equipamentos deverão
ser aterrados através do cabo/pino terra disponível.
7. O dispositivo DR em hipótese alguma deverá ser dispensado ou então
“jampedado” após a sua instalação sob perigo de morte!!
8. O DR dispositivo diferencial-residual acoplado aos circuitos têm por função a
proteção contra os perigos oriundos do choque elétrico, que em casos extremos
pode matar.

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EDIFÍCIO RESIDENCIAL

9. O quadro elétrico só deverá ser aberto por profissional capacitado, devendo ser
garantido que o usuário e principalmente crianças NÃO terão acesso as suas
partes energizadas.
10. Os quadros de distribuição deverão ser facilmente acessíveis, não devendo o
seu acesso ser bloqueado por móveis ou qualquer objetido que dificulte o acesso
a eles em casos de emergência.
11. Em qualquer caso recomenda-se que sempre que alguma manutenção seja
necessária em algum ponto elétrico o seu circuito seja desligado. Não fazer
manutenção com circuitos energizados!
12. Observar a polarização das tomadas 2P+T previstas garantindo a segurança
pessoal e da instalação.

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