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15 DE NOVEMBRO REVISÃO

AULÃOCDF
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GEOGRAFIA Paulista corresponde a 3,5 cm, conclui-se que a escala des-
se mapa é de
01-Espcex (Aman) 2020) Numa sala de aula, um pro- a) 1 : 9.800.
fessor de Geografia apresentou o seguinte texto aos seus b) 1 : 800.
alunos: c) 1 : 80.000.
d) 1 : 8.000.
“Quase todo mundo conhece alguém que tem certe- e) 1 : 125.000.
za de que o pouso da Apolo 11 na lua, assim como os

QUÍMICA
pequenos grandes passos de Neil Armstrong foram uma 03-(G1 - ifce 2020) As coordenadas geográficas com-
farsa. São pessoas que garantem que tudo foi uma pro- põem um sistema de linhas imaginárias traçadas sobre o
dução de Hollywood (...). Agora mesmo estamos diante de globo terrestre ou um mapa, no qual são identificados os
gente que garante que a Terra, diferentemente de todos os paralelos e os meridianos que possibilitam a localização
outros planetas e satélites do nosso sistema solar, é na ver- geográfica.
dade plana. São os terraplanistas (...). Mas tem gente pior
que os terraplanistas. Por exemplo, a sociedade que acre-
dita – e divulga – que a Terra é oca. E habitada. Lá estariam
vikings, nazistas e até uma raça superior que viveria num
lugar chamado Agharta, iluminado por um sol interior.”

Fonte: Paulo Pestana. A ficção na vida real. Jornal Cor-


reio Braziliense, 27 de janeiro de 2019.

Após a leitura, o professor pediu aos seus alunos que,


com base em evidências científicas, refutassem a ideia de
que a Terra é oca. Três alunos apresentaram seus argu-
mentos:

João: “Essa ideia de que a Terra é oca é um absurdo


do ponto de vista da Ciência. Por meio de sismógrafos, é
possível medir a velocidade de propagação das ondas no
interior da Terra. Esses estudos revelam que o interior do Observando o planisfério acima é correto afirmar-se
Planeta é formado por diversas camadas, com densidade e que o ponto
composição de materiais variados.” a) B localiza-se nos hemisférios meridional e ocidental
e o ponto C nos hemisférios boreal e oriental.
Carlos: “Impossível! As evidências científicas deixam b) B localiza-se nas coordenadas latitude sul e lon-
claro que a maior parte do interior da Terra é composta gitude oeste.
por uma mistura Níquel e Ferro em estado líquido, onde a c) C localiza-se nas coordenadas longitude sul e la-
temperatura média está acima de ” titude oeste.
d) A localiza-se nas coordenadas latitude norte e
José: “Como a Terra poderia ser oca se já sabemos que longitude oeste.
os terremotos e os vulcões, por exemplo, originam-se da e) A localiza-se nos hemisférios boreal e oriental e o
pressão exercida pelo magma encontrado na astenosfera?” ponto D nos hemisférios meridional e ocidental.

Considerando a estrutura da Terra, pode-se afirmar que 04-(Fmc 2021) Observe a charge sobre a problemática
são plausíveis apenas os argumentos apresentados por: social.
a) João
b) Carlos
c) José
d) Carlos e João
e) João e José

02-(Fmj 2021) “A Paulista é igual a casamento. Começa


no Paraíso e termina na Consolação”. A piada só faz sen-
tido para quem conhece a região e sabe que a avenida
começa na Avenida Bernardino de Campos, no bairro do
Paraíso, e termina na Avenida Consolação, um percurso
total de 2.800 metros. O trocadilho é sem graça, mas sem-
pre lembrado.
(https://lugaresdomundo.com.br, 19.08.2018. Adapta-
do.)

Levando-se em consideração o excerto e sabendo-se A crítica contida na charge é dirigida centralmente ao


que, em um mapa turístico, o percurso total da avenida seguinte problema:

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a) Crise ambiental derivada de epidemias urbanas Mesmo tendo isso em conta, a forma democrática vivencia-
b) Desigualdade social decorrente da explosão demo- da e experimentada pelos gregos atenienses nos séculos IV
gráfica e V a.C. pode ser caracterizada, fundamentalmente, como
c) Segregação socioespacial gerada nos grandes cen- direta.
tros urbanos
d) Redução do potencial turístico provocada pela po- MANDUCO, A. Ciência política. São Paulo: Saraiva. 2011.
breza urbana
e) Desigualdade social causada pela desorganização Naquele contexto, a emergência do sistema de governo
QUÍMICA

dos trabalhadores mencionado no excerto promoveu o(a)


a) competição para a escolha de representantes.
05-(Espcex-aman 2019) O Brasil possui destaque mun- b) campanha pela revitalização das oligarquias.
dial na exportação de minérios. Os minérios de ferro, c) estabelecimento de mandatos temporários.
manganês e a bauxita, importantes matérias-primas para d) declínio da sociedade civil organizada.
as indústrias siderúrgicas e metalúrgicas, estão entre as e) participação no exercício do poder.
principais commodities do Pais. A seguir estão numeradas
no mapa algumas das mais importantes áreas de extra- QUESTÃO 2
ção mineral no Brasil. Assinale a alternativa que expressa
a correta relação entre o minério e a sua localização no Aqui embaixo uns rezam, outros combatem e outros
território brasileiro. ainda trabalham.

LAON, Adalberão de. Carmen ad Rodbertum Regem. In:


DUBY, G. As três ordens: o imaginário do feudalismo. Lisboa:
Estampa, 1982. p. 25.

Segundo o bispo Adalberão de Laon, que viveu durante


o século X, cada segmento da sociedade medieval execu-
tava uma função socialmente significativa, garantindo a or-
dem e a harmonia. Na estrutura hierárquica da sociedade
na Idade Média,
A) os guerreiros eram considerados superiores a to-
dos os segmentos sociais, já que sua função era proteger o
clero de todo tipo de risco.
B) as funções podiam variar no decorrer da vida – os
que um dia oravam poderiam guerrear ou trabalhar em
momento de necessidade.
C) devido à divisão em estamentos, o status do indiví-
duo estava relacionado à sua origem de nascimento, o que
determinava sua posição e função social.
D) os nobres compunham o grupo social dotado de
maiores privilégios, sobrepondo-se aos clérigos, em função
da sua origem socialmente privilegiada.
E) o trabalho do camponês era considerado um privi-
légio divino, concedido por Deus a fiéis escolhidos por suas
virtudes, sendo a base do mundo medieval.
A) A área 1 refere-se à extração de ferro no Quadri-
látero Ferrífero.
QUESTÃO 3
B) Na área 2 situa-se uma das maiores reservas de
manganês do mundo, no Maciço de Urucum.
“Leonardo [da Vinci] analisou a anatomia humana du-
C) Na área 3 destacam-se as imensas reservas de
rante toda sua vida; considerava que a natureza havia cria-
bauxita.
do todas as coisas visíveis que poderiam tornar-se pintura.
D) Na área 4 situam-se as maiores jazidas de ferro
(...) Escrevendo sobre o horror de cadáveres esquartejados
do mundo, na Serra de Carajás.
com os quais costumava passar as noites, Da Vinci diz que
E) A área 5 refere-se ao Vale do Aço, no Planalto das
de nada lhe serviriam caso não soubesse também desenhar
Guianas, principal área produtora de manganês no País.
perfeitamente; a dissecção de corpos deveria ser acompa-
nhada por um conhecimento da perspectiva, dos métodos
de demonstração geométrica, do método do cálculo de
força e de poder dos músculos. A pintura deveria levar em
HISTÓRIA conta os fenômenos naturais, a estrutura das coisas, o me-
canismo dos corpos.”

QUESTÃO 1 Teresa Aline Pereira de Queiroz. O renascimento. São


Paulo: Edusp, 1995, p. 55.
Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente
aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é possí- O texto refere-se a três características centrais do Renas-
vel perceber que o conceito de povo era muito restritivo. cimento cultural dos séculos XV e XVI:
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a) o naturalismo, a rusticidade das representações e o do representação e participação na vida política brasileira.
simbolismo. Contudo, não encontravam espaço no sistema, que vigora-
b) o abstracionismo, o contraste entre claro e escuro e va até então. A base de sustentação do Império – a monar-
a despreocupação com as proporções na representação do quia monocultora e escravista – via-se, então, em processo
corpo. de desestruturação, sendo alvo de pesadas críticas.
c) o experimentalismo, a pesquisa científica e a valoriza-
ção do homem. CARVALHO, Mariana Nunes de. Intelectuais, imprensa e
d) o reconhecimento da submissão absoluta do homem a contestação ao regime monárquico.

QUÍMICA
a Deus, o platonismo e a ausência de perspectiva. Fonte: http://www.encontro2008.rj.anpuh.org/resour-
ces/content/anais/1212976674_ARQUIVO_MARIANA-
QUESTÃO 4 -ANPUH-2008.pdf
Três décadas – de 1884 a 1914 – separam o século XIX Esse momento relatado propiciou várias contestações
– que terminou com a corrida dos países europeus para a do sistema político brasileiro, as quais tinham entre suas
África e com o surgimento dos movimentos de unificação bandeiras
nacional na Europa – do século XX, que começou com a a) o fim da monarquia e a abolição da escravidão.
Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da b) a instituição do trabalho compulsório e da Repú-
quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos em- blica.
polgantes na Ásia e na África. c) o início da industrialização e a ampliação da escra-
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo Cia. vidão.
das Letras, 2012. d) o apoio à política migratória e a defesa do sistema
parlamentar.
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da e) a reforma no modelo político e a demarcação das
Primeira Grande Guerra na medida em que terras indígenas.
a) difundiu as teorias socialistas.
b) acirrou as disputas territoriais. QUESTÃO 7
c) superou as crises econômicas.
d) multiplicou os conflitos religiosos. “Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os represen-
e) conteve os sentimentos xenófobos. tantes do povo, desde o vereador até o Presidente da
República, eram eleitos por sufrágio universal, e, lá, como
QUESTÃO 5 aqui, de há muito que os políticos práticos tinham con-
seguido quase totalmente eliminar do aparelho eleitoral
Havia muito capital e muita riqueza entre os lavradores esse elemento perturbador – o voto”. (Lima Barreto, Os
de cana, alguns ligados por laços de sangue ou matrimônio bruzundangas.) Escrito em 1917, o livro Os bruzundangas
aos senhores de engenho. Havia também um bom número corresponde a uma forte sátira da sociedade brasileira.
de mulheres, não raro viúvas, participando da economia
açucareira. Digno de nota até o fim do século XVIII, contu- Em relação ao trecho citado, é correto afirmar que Lima
do, era o fato de os lavradores de cana serem quase invaria- Barreto, por meio da ficção, refere-se:
velmente brancos. Os negros e mulatos livres simplesmente a) às lutas populares pelo direito ao voto.
não dispunham de créditos ou capital para assumir os en- b) aos processos políticos que levaram ao fim do Im-
cargos desse tipo de agricultura. pério.
c) à participação das mulheres nos processos políticos
(Stuart Schwartz. “O Nordeste açucareiro no Brasil Co- nacionais.
lonial”. In: João Luis R. Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa d) às práticas políticas da Primeira República.
(orgs). O Brasil Colonial, vol 2, 2014.) e) à suspensão das eleições diretas para presidente da
República durante o governo militar.
O excerto indica que a sociedade colonial açucareira foi
a) organizada em classes, cuja posição dependia de QUESTÃO 8
bens móveis.
b) apoiada no trabalho escravo, principalmente o dos A propaganda política teve muita importância na cons-
lavradores de cana. trução da imagem de Getúlio Vargas na memória coletiva.
c) baseada na “limpeza de sangue”, portanto se proibia Por meio da propaganda, desenvolveu-se as imagens de
a miscigenação. Vargas como governante carismático e atento às necessi-
d) determinada pelos recursos financeiros, o que impe- dades dos pobres. O primeiro governo de Getúlio Vargas,
dia a mobilidade. que durou de 1930 a 1945, foi marcado por uma série de
e) hierarquizada por critérios diversos, tais como a etnia conquistas de direitos para a população brasileira. Con-
e riqueza. sequentemente, foi uma herança e forte característica do
seu governo o:
QUESTÃO 6
a) populismo
Durante a segunda metade do século XIX, o Brasil viveu b) trabalhismo
um período extremamente turbulento em sua História. No- c) idealismo
vos ideais emergiam diante de uma estrutura política, que d) reacionarismo
não atendia aos interesses de um grupo, a nova burguesia e) queremismo
urbana, que ascendia no cenário político da época, buscan-

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LINGUAGENS Questão 3

Questão 1

DICAS PARA OS ESTUDANTES


Seja você a vítima ou a testemunha do bullying, existem
muitas coisas que pode fazer para detê-lo. Mas a melhor
QUÍMICA

coisa é NÃO FICAR CALADO.


1 SEJA AMIGÁVEL
Consolar alguém que tenha sido vítima do bullying é
um gesto carinhoso e faz uma grande diferença. Tente dizer
algo como “sinto muito pelo que aconteceu” e reforce que
você não aprova o bullying e que a vítima não tem culpa
da agressão. Melhor ainda, comece uma amizade com ela.
2 CONTE PARA UM ADULTO
Você precisa falar com alguém – seus pais, um professor
ou alguém em quem confie, que possa interferir e deter o
bullying. Lembre-se: pedir ajuda não é dedurar, é ajudar
quem precisa.
3 ENVOLVA-SE
Se ofereça para fazer parte do programa de prevenção
ao bullying da sua escola. Se não houver um, veja se você
pode criar um programa. Incentive todo mundo na sua es-
cola a se manifestar contra o bullying. Juntos, podemos fa-
zer a diferença e acabar com o problema. Não fique calado! Os recursos usados nesse pôster de divulgação de uma
Retirado de: https://www.cartoonnetwork.com.br/promo/chega-de-
-bullying em 07.11.2021
campanha sobre o suicídio levam o leitor a
A respeito dessa campanha, de acordo com sua tipo-
logia, função da linguagem e gênero, pode-se afirmar que A criticar o descaso dado ao tema no Brasil.
sua estratégia para acabar com o bullying se centra na fun- B refletir sobre a necessidade de se divulgar o setem-
ção bro amarelo.
(A) fática da linguagem, por ser uma campanha e querer C questionar as atitudes de um suicida.
testar a eficiência do canal, usando a tipologia predominan- D analisar as atitudes que antecedem ao ato suicida.
temente injuntiva. E informar sobre como identificar possíveis casos de
(B) fática da linguagem, para atingir o praticante do ideação suicida.
bullying e querer testar a eficiência do canal, usando a tipo-
logia predominantemente dissertativa. Questão 4
(C) Conativa ou expressiva da linguagem, para atingir o
receptor, vítima ou testemunha do bullying, numa tipologia A grande borboleta
predominantemente dissertativa. A grande borboleta
(D) Conativa ou apelativa da linguagem, para atingir o Leve numa asa a lua
receptor, vítima ou testemunha do bullying, numa tipologia E o sol na outra
predominantemente injuntiva. E entre as duas a seta
(E) Conativa ou expressiva da linguagem, para atingir o A grande borboleta
receptor, praticante do bullying, numa tipologia predomi- Seja completa-
nantemente expositiva. Mente solta
Artista: Caetano Veloso
Questão 2 Álbum: Bicho

As relações sociais podem também ser estabelecidas no Nos versos dessa canção, o emprego da palavra com-
esporte – uma manifestação cultural. Considerando que a pletamente, separada entre os penúltimo e último versos,
imagem tematiza o vôlei de praia, pode-se dizer, sobre essa (A) valoriza usos informais caracterizadores do gênero
uma modalidade, que poético.
(A) apresenta proximidades com o tênis, no que tange (B) confirma o uso da norma-padrão em contexto da
ao saque e à pontuação. linguagem poética.
(B) se caracteriza por uma identidade masculina no Bra- (C) usa um processo na evolução língua para criar a
sil, o que retrata uma cultura machista. plurissignificação do signo.
(C) nasceu nos Estados Unidos da América do Norte, (D) registra um erro ortográfico, pois a palavra Mente
mas seu desenvolvimento internacional ocorreu no Brasil. está em maiúscula.
(D) Considerado por muitos um esporte da elite, é am- (E) usa um recurso apenas para atrair a atenção do
bientado em lugares fechados. leitor.
(E) possui jogadores e jogadoras com a mesma visibili-
dade, e remuneração.
Questão 5

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dim: Secou seus rosais e cinamomos e, em troca, deu vida
“Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o cha- a plantas traidoras e mal olentes...
péu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras Não para a chuva de cair.”
palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma Garcia Lorca, Frederico. Prosa viva/Ideário coligido.
recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia es- Trad. Oscar Mendes. Rio de Janeiro. J. Aguilar. 1975. p.
bravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o 18-9.
beiço e bramou: — ‘Cê vai, ocê fique, você nunca volte!’
Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, As reticências podem sinalizar expressões de senti-

QUÍMICA
me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de mento. No texto, elas foram empregadas intencionalmente
nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo pelo autor do texto para
me animava, chega que um propósito perguntei: — ‘Pai, o (A) imprimir um tom irônico à descrição.
senhor me leva junto, nessa sua canoa?’ Ele só retornou o (B) incorporar sensação de tristeza, morte e abandono
olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me man- que o jardim lhe suscita.
dando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do (C) atribuir uma ruptura no pensamento para dar a
mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamar- sensação de linguagem entrecortada.
rou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela (D) interromper o pensamento para deixar a ideia de
por igual, feito um jacaré, comprida longa. vaguidade que o cenário desperta no leitor.
Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma (E) marcar a apropriação de uma forma de pontuar já
parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles anacrônica na nossa atualidade.
espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa,
para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa ver- Questão 7
dade deu para estarrecer de todo a gente. Aquilo que não
havia, acontecia.” TEXTO I e II
ROSA, João Guimarães. A terceira margem do rio.
Ficção completa, volume II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
1994, p. 409-413.

O narrador do conto utiliza recursos de linguagem para


gerar uma expressividade que se centra no (a)
(A) relação entre a natureza opressiva familiar e o de-
sejo de libertação do pai.
(B) memória do narrador observador, que deve ser le-
vada como única alternativa para a apreensão do texto.
(C) situação totalmente verossímil retratada no texto.
(D) depreciação das relações familiares e a consciência
do abandono paternal iminente.
(E) uso de signos abertos e desafiadores à interpreta-
ção no estilo calcado nos neologismos e na oralidade do
sertanejo.

Questão 6

“Em um nicho negro que há junto da porta, dois velhos


com capas rasgadas aquecem-se ao lume de uns tições
mal acesos... O interior do recinto é angustioso e desolado.
A chuva acentua mais esta impressão. Escorrega-se com
facilidade. No chão, há grandes troncos mortos... Os mu-
ros, altos e amarelos, estão cruzados de gretas enormes,
pelas quais saem as lagartixas, que passeiam formando
com seus corpos arabescos indecifráveis. No fundo há um
resto de claustro com heras e flores secas com as colunas
inclinadas. Nas fendas das pedras desmoronadas há flores
amarelas cheias de gotas de chuva; nos chãos há charcos
de umidade entre as ervas...
(...)
A chuva aumenta e cai sobre o jardim produzindo ru-
ído surdo e apagado... Umas folhas grandes estremecem
suavemente e entre elas assoma com sua cabeça achatada
um grande lagarto... que sai correndo a esconder-se entre
umas pedras. Deixa a cauda de fora e depois se introduz
de todo... As ervas que o peso do lagarto inclinou voltam
preguiçosamente a ocupar sua primitiva posição... Com o
vento, todas as flores amarelas tremem e se sacodem da
água que têm entre suas pétalas... Há caramujos pregados
aos muros... O tempo foi desapiedado para com este jar-
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TEXTO III Gregório de Matos.
Por volta do século XX, os artistas começaram a explo-
rar muitas materialidades e linguagens, como a colagem Observando o soneto, percebe-se que ele foi construí-
e as técnicas mistas, que foram amplamente pesquisadas. do em decassílabos heroicos, com um vocabulário, popular
Realizaram criações de imagens geometrizadas em com- e chulo, que conferem a sua execução uma comunicação
posições de percepções visuais diversas, como se observa- original, pois se firma, principalmente, na metalinguagem e
das de muitos ângulos de visão ao mesmo tempo, ou seja, (A) na aliteração, para dar o toque inovador ao poema,
a tridimensionalidade. numa demonstração da predominância da função poética.
QUÍMICA

(B) na assonância, para dar o toque anacrônico ao po-


Dois artistas, Braque e Picasso, ficaram conhecidos ema, numa demonstração da predominância da função
como artistas criadores de importantes obras de arte liga- fática.
das a esse movimento. Trata-se do: (C) na onomatopeia, para dar o toque sui generis ao
(A) Cubismo. poema, numa demonstração da predominância da função
(B) Expressionismo. conativa.
(C) Futurismo. (D) na metáfora, para dar o toque poético ao poema,
(D) Abstracionismo. numa demonstração da predominância da função poética.
(E) Surrealismo. (E) na metonímia, para dar o toque intertextual ao po-
ema, numa demonstração da predominância da função
Questão 8 conativa.

Questão 10

Numa das falas constantes da charge, mistura-se o padrão Lavrador de café (1934) Cândido Portinari
formal da linguagem com marcas de coloquialismo. Sobre
a fala da personagem feminina, pode-se dizer que está Pode-se dizer que a obra “Lavrador de café”, de Porti-
escrita conforme os padrões: nari, tem em comum com “Negrinha” e “Vidas secas” de
Monteiro Lobato e Graciliano Ramos, respectivamente,
(A) escrito, predominantemente culto. (A) a intenção de retratar o estado de anonimato do
(B) oral, predominantemente regional. elemento discriminado e desvalorizado na sociedade fo-
(C) oral, predominantemente coloquial. calizada, por meio da ausência do processo de nomeação
(D) escrito, predominantemente coloquial. individual.
(E) escrito, predominantemente estilístico. (B) a instauração do processo de identificação do ho-
mem com a natureza: a lavoura para o Lavrador; a fazenda
Questão 9 para Fabiano e a casa grande para Negrinha.
(C) a tentativa de expressar um sentido próprio de bra-
Soneto. silidade, retratando os heróis, representantes da sociedade
Neste mundo é mais rico, o que mais rapa: contemporânea.
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa: (D) a preocupação com a referência aos elementos
Com sua língua ao nobre o vil decepa: formadores da brasilidade através da expressão artística
O Velhaco maior sempre tem capa. verbal.
(E) a demonstração do estado opressivo do negro e do
Mostra o patife da nobreza o mapa: estado da desvalorização das classes sociais menos favo-
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa recidas.
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa. Questão 11

A flor baixa se inculca por Tulipa; TEXTO III


Bengala hoje na mão, ontem garlopa:
Mais isento se mostra, o que mais chupa. MÃO NORDESTINA...

Para a tropa do trapo vazo a tripa, Mão – abre – carrascos...


E mais não digo, porque a Musa topa Vigorosa se ergue pra plantar...
Em apa, epa, ipa, opa, upa.
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maratona. Seu próprio sistema de vigilância sabe quanto
Daqui...no Acre... tempo passamos assistindo, quando paramos para ir ao
Ferida, tostada na queima dos cardeiros... banheiro ou jantar, a quantos episódios somos capazes
De enxadas...de cantigas...de violas... de assistir antes de adormecer. Isso os ajuda a refinar sua
De Harmonius... interface. Se chegarmos ao capítulo quatro e formos para
Cheia de ouro – limpa... a cama, eles sabem que esse é um ponto de desconexão.
Sem vintém – a nenhum... Então eles chamarão 50 gênios para resolver isso e, na
Mão – abre – picadas... próxima série, ficaremos até o capítulo sete.
Mão de derrubas...

QUÍMICA
Sobre outra – jura... As afirmações a seguir tratam algumas caraterísticas
Sobre o inimigo – tibes! estruturais do gênero textual “entrevista”; analise-as.
I. Com o objetivo de chamar a atenção de leitores, o
título das entrevistas costuma destacar uma frase do en-
TEXTO IV trevistado.
II. Assim como outros textos jornalísticos, a entrevista
MANOEL SIMPLÍCIO pode apresentar o recurso da linha fina, ou seja, um breve
resumo do conteúdo abordado, com o desdobramento do
Manoel Simplício é como todos: título.
Brando no olhar e no sorrir... III. Para ser publicada na modalidade escrita, a entre-
No trote do alazão tardio e manso... vista é geralmente editada, o que inclui, por exemplo, a
Olhar miúdo investigando as serras... exclusão de marcadores conversacionais e a reformulação
Gestos lentos indicando tudo... de trechos em que haja descontinuidade sintática.
Voz pausada retumbante...forte... Aplica-se a essa entrevista o que se afirma em
Mão pesada de sincero aperto...
Manoel Simplício é como todos eles: (A) I, II e III.
Alma de imburana: - pau de abelha... (B) I e II, apenas.
Fúria de juazeiro: - pau de espinho... (C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas.
FERNANDES, Jorge. Livro de poemas de Jorge Fernan- (E) Nenhumas das alternativas.
des. 4. ed. Natal: EDUFRN, 2007.

Pode-se dizer a respeito dos dois poemas:


(A) o primeiro é descritivo e o segundo é narrativo.
(B) no 4º verso do 2º poema, podemos destacar uma
metáfora.
(C) ambos apresentam a descrição metonímica do ele-
mento nativo.
(D) o pronome “todos” e a expressão “todos eles” re-
tomam genericamente a palavra “homens” implícita no
excerto.
(E) Apesar de o registro não condizer com o gênero, o
eu-lírico não comete deslizes gramaticais de sintaxe.

Questão 12

PARTE DE UMA ENTREVISTA CONCEDIDA POR MARTA


PEIRANO À BBC NEWS MUNDO, SERVIÇO EM ESPANHOL
DA BBC.
BBC News Mundo: Você diz que a “economia da aten-
ção” nos rouba horas de sono, descanso e vida social. Por
quê?
Marta Peirano: A economia da atenção, ou o capita-
lismo de vigilância, ganha dinheiro chamando nossa aten-
ção. É um modelo de negócios que depende que instale-
mos seus aplicativos, para que eles tenham um posto de
vigilância de nossas vidas. Pode ser uma TV inteligente, um
celular no bolso, uma caixinha de som de última geração,
uma assinatura da Netflix ou da Apple. E eles querem que
você os use pelo maior tempo possível, porque é assim
que você gera dados que os fazem ganhar dinheiro.
BBC News Mundo: Quais dados são gerados enquanto
alguém assiste a uma série, por exemplo?
Marta Peirano: A Netflix tem muitos recursos para ga-
rantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana,
como fazíamos antes, você veja toda a temporada em uma

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REVISÃO
AULÃOCDF 15 DE NOVEMBRO
ESQUENTA ENEM
REDAÇÃO FILOSOFIA / SOCIOLOGIA
Passo a passo da redação:
1. (Fuvest-Ete 2022)
1.Problematize o tema:

• Como?
• Por que?
QUÍMICA

• Quais as causas?
• Quais as consequências?

2. Crie sua tese:

Formula: Conectivo + afirmação + treta 1 + treta 2.


Dessa forma, é necessário analisar como treta 1, somado
a treta 2, corroboram para a existência do problema.

3. Construa sua introdução usando algo que faça re-


ferência ao tema. Vale tudo! (desde que bem contextu- A atriz norte-americana Gina Carano manifestou, em
alizado). suas redes sociais, ideias antissemitas e de ser contra o
uso de máscaras para evitar o contágio da COVID-19 nos
Formula da introdução: Estados Unidos da América. Uma das consequências sofri-
Repertório – Na série/no filme/na obre/no período his- das por ela, por causa dessas manifestações, foi a perda de
tórico etc. contratos profissionais e de muitos de seus seguidores nas
Contextualização - Há relação semelhante no momento redes sociais. Essa prática, que também pode atingir, entre
atual uma vez que (elo: tema mais repertório). outros, artistas, empresas, produtos, políticos, esportistas,
Tese: defina sobre o que você irá argumentar, qual seu influencers digitais, youtubers, é denominada de:
ponto de vista? (Volte ao passo 2)
a) Avaliação digital.
4. Argumentação: b) Criação de perfil falso.
c) Invasão de hackers.
Repita, no início de cada parágrafo, os problemas que d) Cultura do cancelamento.
você escolheu na tese para serem desenvolvidos, treta 1 no e) Marketing digital.
segundo parágrafo e treta 2 no terceiro.
2. (Uema 2021) Leia esta breve reflexão conceitual.
Formula:
Inicialmente, faz-se de suma importância entender.... O que é cultura? Cultura tem vários significados, como
Posteriormente, é válido também abordar... cultura da terra ou cultura de uma pessoa letrada, “culta”.
Agora pense: como posso comprovar essas afirmações? Em antropologia, cultura significa tudo o que o ser humano
Quais argumentos atestam minha forma de ver o problema? produz ao construir sua existência: as práticas, as teorias, as
Apoie as frases iniciais em teóricos, citações de autori- instituições, os valores materiais e espirituais. Se o contato
dade, períodos históricos, quaisquer provas da sua afirma- com o mundo é intermediado pelo símbolo, a cultura é o
ção inicial. conjunto de símbolos elaborados por um povo.

Formula: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria He-


Com base no autor pode-se comprovar que... lena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo:
De acordo com o pensador esse problema deriva.... Moderna, 2013, p. 37
Os dados demonstram que...
Por fim, analise a partir do argumento que você esco-
lheu quais as CONSEQUÊNCIAS, EXEMPLIFIQUE a teoria Considerando a definição de cultura da perspectiva an-
trazida, ou faça um CONTRAPONTO com a sociedade. tropológica, não se pode naturalizá-la porque a cultura é

5. Conclusão: a) construída.
b) inata.
Conectivo conclusivo: Portanto, logo, em suma, dessa c) transcendente.
forma, desse modo etc. d) imanente.
e) inspirada.
Responda:
Quem? O Estado... 3. (Unesp 2021) Locke […] admite, a título de direito
O que? Deve investir... natural, o direito de propriedade fundado sobre o trabalho
Como? Em projetos... e limitado, por consequência, à extensão de terra que um
Para que? Assim será possível.... homem pode cultivar, e o poder paterno, sendo a família
Detalhe algum dos passos anteriores. instituição natural e não política. […] O pacto social não cria
nenhum direito novo. É um acordo entre indivíduos que

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15 DE NOVEMBRO REVISÃO
AULÃOCDF
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se reúnem para empregar a força coletiva no sentido de
executar as leis naturais, renunciando a executá-las por sua
própria força.
(Émile Bréhier. História da filosofia, 1979.)

O excerto apresenta um aspecto da teoria política de


Locke, que estabelece

QUÍMICA
a) a garantia da defesa de bens individuais.
b) a submissão das famílias à decisão coletiva.
c) a regulação do Estado conforme a vontade divina.
d) a ausência de um poder soberano.
e) a autoridade do governo na divisão de propriedades.

4. (Unesp 2021) O tema do mal, em Hannah Arendt,


não tem como pano de fundo a malignidade, a perversão
ou o pecado humano. A novidade da sua reflexão reside
justamente em evidenciar que os seres humanos podem
realizar ações inimagináveis, do ponto de vista da destrui-
ção e da morte, sem qualquer motivação maligna. O pano
de fundo do exame da questão, em Arendt, é o processo
de naturalização da sociedade ocorrido na contemporanei-
dade. O mal é abordado, desse modo, na perspectiva éti-
co-política e não na visão moral ou religiosa. O mal banal
caracteriza-se pela ausência do pensamento. Essa ausência
provoca a privação de responsabilidade. O praticante do
mal banal não se interroga sobre o sentido da sua ação ou
dos acontecimentos ao seu redor.
(Odílio Alves Aguiar. “Violência e banalidade do mal”.
www.revistacult.uol.com.br, 14.03.2010. Adaptado.)

Depreende-se do texto que a banalidade do mal na


contemporaneidade resulta, segundo Hannah Arendt,

a) da carência de formação religiosa.


b) da irreflexão institucionalizada.
c) da ausência de pacto regulador.
d) da voracidade dos interesses econômicos.
e) da perversidade humana.

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