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SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA


EDUCAÇÃO FÌSICA BACHARELADO

CÁSSIO CARVALHO PARAGUASSÚ

PLANO DE TRABALHO EDUCAÇÃO FÍSICA


REFORMULADO DEVIDO A PANDEMIA COVID-19:
ESTÁGIO CURRICULAR II: AVALIAÇÃO, PRESCRIÇÃO E
ATENÇÃO À SAÚDE

Rio Verde
2021
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CÁSSIO CARVALHO PARAGUASSÚ

PLANO DE TRABALHO EDUCAÇÃO FÍSICA


REFORMULADO DEVIDO A PANDEMIA COVID-19:
ESTÁGIO CURRICULAR II: AVALIAÇÃO, PRESCRIÇÃO E
ATENÇÃO À SAÚDE

Relatório apresentado à UNOPAR, como


requisito parcial para o aproveitamento da
disciplina de Estágio II do curso de Educação
Física Bacharelado.

Rio Verde
2021
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..................................................................................................04
2. ATIVIDADES ....................................................................................................05
2.1. Atividade A - Desafios e Potencialidades da Educação Física na Atenção
Primária à Saúde............................................................................................05
2.2. Atividade B - Idosos e Cardiopatas..........................................................07
2.3. Atividade C - Exercício e Hipertensão......................................................09
2.4. Atividade D - Exercício e Diabetes...........................................................11
2.5. Atividade E – Palestras: Benefícios do exercício físico na saúde............13

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................18

REFERÊNCIAS......................................................................................................19

APENDICES...........................................................................................................20
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1 INTRODUÇÃO

O estágio é a última etapa no percurso acadêmico de um estudante e a porta


de entrada para o mercado de trabalho, revelando-se um período fulcral na
profissionalização e aquisição de competências práticas do estudante. O presente
documento foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Estágio, tendo como principal
objetivo descrever, refletir e analisar as atividades desenvolvidas durante o ano
letivo,
Nos últimos anos vem aumentando o número de pessoas que praticam
atividade física. Com este crescimento o número de praticantes que treinam por
conta própria nas academias, clubes ou em suas próprias residências também
aumentou. Isso é causado pela produção e o acesso a informações sobre
treinamentos adquiridos na internet, sites, revistas, vídeos ou simplesmente pela
vivência nas academias (ACSM, 2014). Desse modo, a avaliação física é um
instrumento que o profissional de educação tem à sua disposição para ajudar no
planejamento e prescrição de exercícios para os indivíduos praticantes de atividade
física, proporcionando resultados a longo prazo, prevenções de lesões e aplicação
adequada do volume e intensidade do treinamento. O ser humano é extremamente
complexo em sua formação e único em vários aspectos, logo, em algumas
habilidades e perfis físicos, ele se diferenciará em relação à homogeneidade do
grupo. A importância da avaliação física antes da prática de atividades físicas tem
como base o fato de que a prescrição e orientação de exercícios devem ser
realizadas de acordo com as características individuais de cada pessoa. Essas
características compreendem todas as que fazem parte do indivíduo, incluindo
desde relações com outras pessoas até presença de doenças ou limitações. Através
da avaliação física é possível se diagnosticar situações específicas e, assim, indicar
os exercícios físicos mais adequados, até as contraindicações relativas ou
absolutas.
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1 ATIVIDADES

2.1. Atividade A: Desafios E Potencialidades da Educação Física na Atenção


Primária à Saúde

A Atenção Primaria à Saúde apresenta-se como cenário favorável


para o desenvolvimento da promoção da saúde por abranger um conjunto de
saberes e práticas voltados para promoção da qualidade de vida e de saúde das
comunidades, sendo a Estratégia Saúde da família seu principal instrumento de
reorientação dos serviços, das ações de saúde e da concretização dos princípios e
diretrizes do SUS. Enfrentar a complexidade dos problemas de saúde e buscar
alternativas e soluções requerem a integração de vários atores e a redefinição de
novas práticas. Nesse cenário, insere-se o profissional de Educação Física no SUS.
O crescimento das doenças e agravos não transmissíveis exigiu do setor de saúde a
implementação de políticas e estratégias, semelhante à da Política Nacional de
Promoção da Saúde, que incentiva as Práticas Corporais/ Atividade Física, como
dispositivos para a redução da morbimortalidade por doenças do aparelho
circulatório e na prevenção das doenças crônicas, como diabetes, hipertensão
relacionada ao sedentarismo, obesidade e o tabagismo.
A promoção da saúde no Brasil tem contribuído para a
implementação de políticas, estratégias e ações Intersetoriais e intrasetoriais, que
estimulam a co-responsabilização e co-gestão na organização de sistemas e
serviços de saúde mais integrados, que considerem as necessidades de saúde do
sujeito e das comunidades em seus aspectos sociais, políticos, regionais,
econômicos e culturais (CARVALHO, 2006). Compreendemos que os objetivos da
Educação Física por meio das práticas corporais (atividade física, exercício físico,
dança, recreação, lazer e esporte) e avaliação física-corporal na APS/ ESF,
precisam considerar a concepção de que a saúde é produzida socialmente e voltar-
se para uma atuação que vise o bem estar e a qualidade de vida e de saúde da
comunidade.
Devem primar por relações interpessoais, comprometidas não
somente com a mudança de atitude e comportamentos, mas, que fortaleçam os
vínculos afetivos, pela possibilidade da escuta qualificada e a construção, a partir
das ações, de um espaço de cuidado com o usuário e o coletivo, sempre atentos
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para os fatores determinantes do processo saúde doença, na busca de construção


de estratégias coletivas para proporcionar ambientes e relações saudáveis. Ainda
sobre as práticas corporais, o profissional de educação física deve considerar
aspectos epidemiológicos, demográficos e comunitários, articulados com as equipes
de saúde da família e atores comunitários com a finalidade de integrar estas ações
como parte da atenção primaria à saúde.
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2.2. Atividade B - Idosos e Cardiopatas

Um dos grandes avanços e conquistas da Educação Física nesse


século foi o espaço conquistado no trabalho com a atenção primária à saúde nas
Unidades Básicas de Saúde. Esse é um desafio que realmente vem fazendo o meio
acadêmico e profissional produzir conhecimentos e qualificar cada vez mais a
formação profissional visando a atuação nesse importante campo. Como profissional
de Educação Física da unidade de saúde, você precisará realizar e resolver as
seguintes proposições:
a) Quais são as características da cardiopatia/cardiopata?

A cardiomiopatia é uma condição em que o músculo cardíaco torna-


se inflamado e ampliado. Por estar ampliado, o músculo cardíaco é esticado e torna-
se fraco. Isso significa que ele não consegue bombear sangue tão rápido como
deveria. Se o músculo cardíaco torna-se muito fraco, há riso de insuficiência
cardíaca.

b) Quais os cuidados que o profissional deve ter no trabalho


com idosos cardiopatas? Lembrando que essas pessoas tomam
medicamentos, e o profissional precisa tomar conhecimento de suas
características.

O envelhecimento normal está associado à degradação e


enrijecimento das paredes dos vasos sanguíneos. Este enrijecimento, por sua vez,
pode levar a uma incapacidade das artérias de se adaptar ao fluxo de sangue, o que
contribui para o desenvolvimento da Hipertensão arterial. Por muito tempo, a
atividade física em pacientes com problemas cardiovasculares foi desestimulada,
pelo risco de sobrecarga no coração e morte súbita. Infelizmente, muitos idosos se
afastam das atividades físicas com medo de o coração não aguentar e, com isso,
fazem com que o coração fique cada vez mais fraco.Hoje temos a consciência de
que, ainda que este risco de fato aumente com a atividade física, os estragos
decorrentes do sedentarismo no médio e longo prazo fazem com que na maior parte
dos pacientes cardiológicos a atividade física deva ser estimulada.A prescrição de
exercícios, porém, deve ser feita de forma cuidadosa e individualizada, a partir da
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estratificação do risco cardiovascular. Isso é feito com base na história clínica, no


exame físico cardiológico e em exames como o eletrocardiograma, ecocardiograma
e testes de esforço. A estratificação permitirá determinar o melhor tipo e a
intensidade adequada para os exercícios em cada caso.

c) Quais práticas de atividades físicas são mais indicadas?


Justifique sua resposta.

As cardiopatias podem afetar a todos independentemente da idade,


mas os idosos que convivem com esse tipo de doença devem tomar o dobro de
cuidado. Para melhorar o condicionamento físico e também gerar benefícios
mentais, o exercício físico é fundamental nessa etapa da vida. Uma opção é a
fisioterapia, que utiliza recursos físicos como método de tratamento, como por
exemplo: esteira, bicicleta ergométrica e exercícios isométricos, o que ajuda a
melhorar a eficiência dos batimentos cardíacos. Outra opção é o exercício aeróbico,
que promove contrações repetitivas de grupos musculares. Alguns exemplos de
aeróbicos são: dança, hidroginástica e natação. Antigamente, cardiopatas eram
tratados somente por repouso, o que prejudicava seu retorno às atividades diárias.
Os exercícios físicos controlados e monitorados por especialistas ajudam na
adaptação e convivência com a cardiopatia, gerando uma qualidade de vida melhor

d) Quais são os benefícios da atividade física para esse público:


idosos e cardiopatas.

A prática regular de atividades físicas ajuda na prevenção de


doenças cardiovasculares, pois reduz a tensão arterial e o colesterol, aumenta a
energia e melhora qualidade do sono, além de ajudar a manter o peso saudável e
controlar o stresse. As atividades físicas mais benéficas para os doentes
cardiovasculares são os exercícios aeróbios. Caminhar, correr, andar de bicicleta e
nadar são alguns exemplos desse tipo de atividade. Existem cardiopatias que muitas
vezes limitam temporariamente a atividade física, mas depois de estabilizadas as
doenças ou ajustado o tratamento medicamentoso, os indivíduos podem voltar à
ativa normalmente.
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2.3. Atividade C - Exercício e Hipertensão.

Você é estagiário em uma academia de sua cidade. Sua função é


acompanhar as aulas ministradas por um profissional habilitado e realizar
correções dos movimentos dos alunos, enquanto estes realizam os treinamentos.
Além disto, 3 vezes na semana, ocorre o treinamento de um grupo de corrida,
montado pela academia. Ao acompanhar um dos treinos, você recepcionou um
novo integrante do grupo, M.L.U., homem, 52 anos, sedentário nos últimos 10
anos, ex-fumante e que apresenta histórico de hipertensão. Sabendo disto, você
reportou a situação ao profissional habilitado e este pediu sua ajuda para montar
e acompanhar os treinos deste novo integrante. A partir desta situação, responda
a seguir:

a) Quais os benefícios do exercício aeróbio (corrida e


caminhada) para pessoas hipertensas?

  O exercício físico (EF) é uma atividade física planejada, estruturada


e repetitiva, que tem como objetivo final ou intermediário aumentar ou manter a
saúde e a aptidão física, podendo propiciar benefícios agudos e crônicos. Dentre
eles destacam-se a melhora no condicionamento físico; a diminuição da perda de
massa óssea e muscular; o aumento da força, coordenação e equilíbrio; a redução
da incapacidade funcional, da intensidade dos pensamentos negativos e das
doenças físicas; e a promoção da melhoria do bem-estar e do humor além da
redução da pressão arterial (PA) pós-exercício em relação aos níveis pé-exercício. O
efeito protetor do EF vai além da redução da PA, estando associado à redução dos
fatores de risco cardiovasculares e à menor morbimortalidade, quando comparadas
pessoas ativas com indivíduos de menor aptidão física, o que explica a
recomendação deste na prevenção primária e no tratamento da hipertensão

b) Monte um programa de treinamento para este homem.


Forneça informações como: Tipo do exercício, Intensidade, Volume, Duração,
Número de sessões semanais.
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Como em qualquer orientação para a realização de exercícios


físicos, todo o paciente portador de HA deverá realizar screening para sua avaliação
clínica e sempre no sentido de sua repercussão sob órgãos-alvos e especificamente
no coração a detecção da HVE, e notadamente nos atletas, Metodologia com
anamnese detalhada, nível de exercício físico, ECG em repouso, teste ergométrico
(TE), RX de tórax, ecocardiograma, análises bioquímicas e outros.
A prescrição do exercício ao hipertenso obedece aos princípios
gerais de intensidade, frequência e duração, sempre respeitando o princípio da
individualidade. A frequência de três a cinco sessões semanais com duração entre
20 e 30 minutos, podendo atingir tempo maior, dependendo do paciente e do tipo de
exercício. A intensidade do exercício é referida em relação ao nível de FC e também
aos dados de obtenção do VO 2máx. A preferência quanto ao tipo de exercício é para
o isotônico (caminhadas, corridas, natação, ciclismo) pelos seus conhecidos efeitos
condicionantes cardiocirculatórios. Devem ser evitados os exercícios isométricos
pela possibilidade de aumentarem a PA, porém não podem ser confundidos
somente com exercícios de musculação, como levantamento de pesos e outros.
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2.3. Atividade D - Exercício e Hipertensão.

Você é um profissional recém-habilitado. Após estudos, decide


montar uma empresa especializada em Treinamento Funcional. Você compra
materiais para treinamento ao ar livre, realizado em um parque de sua cidade. Além
disto, monta páginas em redes sociais divulgando sua empresa e faz postagens
frequentes sobre os benefícios da prática de exercício físico. Nas duas primeiras
semanas, você recebe contatos de pessoas interessadas em seu serviço, as quais
já iniciam os treinamentos. Até então, todos os clientes são pessoas que já eram
praticantes de exercício físico e não apresentam nenhuma Doença Crônica Não
Transmissível. No entanto, no início da terceira semana você recebe contato de uma
mulher e um homem interessados em aderir aos treinos. A mulher, B.A.C, 49 anos, é
ex-fumante, diabética tipo II e sedentária nos últimos 24 meses. O homem, L.T.C.,
65 anos, também é diabético tipo II e é sedentário há 48 meses. Sabendo da
situação dos dois alunos, responda:
a) Quais os benefícios do exercício físico para pessoas que
apresentam diabetes?

É de conhecimento de todos que a prática de atividade física diminui


o “colesterol ruim” (LDL) e “aumenta o colesterol bom” (HDL), fato que diminui o
risco de doenças vasculares. Outro benefício é a perda de peso. Esta é favorecida
com a prática regular de atividade física. A perda de 5 a 10 quilos proporciona
melhora no controle do diabetes, melhora no perfil lipídico (colesterol), melhor
controle da pressão arterial, além de melhorar a autoestima, diminuir a ansiedade e
os riscos de depressão. Com a perda de peso, há menor sobrecarga em quadris,
joelhos, tornozelos e pés, o que diminui o risco de lesões ou dores nesses locais.
Além disso, há melhora no padrão respiratório principalmente o noturno e maior
facilidade a movimentação. A prática de atividade física ainda fortalece músculos e
ossos.
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b) Considerando o tempo de sedentarismo de cada aluno


descrito, quais cuidados devem ser tomados?
Medir a glicemia após as atividades físicas com duração superior a
45 minutos
- Reposição adequada de líquidos, sais minerais e carboidratos, mas
atenção com os isotônicos, pois contém boa quantidade de açúcar.
- Interromper a atividade física a qualquer sinal de hipo ou
hiperglicemia, e sintomas como dor no peito, falta de ar desproporcional ao esforço,
tontura ou mal estar, sudorese abundante não habitual.
c) Prescreva uma sequência de treinamento inicial de
exercício físico para cada aluno (homem e mulher). Neste
treinamento, descreva:

Os princípios gerais da prescrição de exercício devem ser seguidos


respeitando-se as particularidades da doença de base. Qualquer atividade física,
recreativa, laborativa ou esportiva pode ser feita pelos diabéticos, mas devemos
estar alertas para as possíveis complicações e as limitações impostas pelo
comprometimento sistêmico do diabetes.
Nos casos apresentado, exercícios aeróbicos envolvendo grandes
grupos musculares, como, por exemplo, caminhada, ciclismo, corrida, natação,
dança, entre outros, podem ser prescritos de forma constante/contínua (a mesma
intensidade) ou intervalada (alternando diferentes intensidades de exercício).
Aquecimento e desaquecimento são fundamentais, principalmente no subgrupo que
apresenta disautonomia. A frequência para os diabéticos a recomendação de
atividade aeróbica diária, ou pelo menos a cada 2 dias, é reforçada para que os
benefícios sobre o metabolismo glicídico sejam alcançados. A duração necessária
de uma sessão de exercício depende da intensidade e da frequência semanal dos
exercícios. Nos pacientes diabéticos, a duração de um exercício deve ser planejada
para minimizar riscos de hipoglicemia, geralmente sendo necessária a reposição de
carboidratos quando o exercício tiver duração > 60 minutos. Quanto a intensidade,
recomenda-se atividade moderada e considera-se a possibilidade de aumento da
intensidade para benefício adicional no controle glicêmico. Objetivo dos exercícios é
proporcionar melhor qualidade de vida e retorno gradativo aos exercícios físicos
melhorando assim a diabetes e reduzindo riscos de outras comorbidades. Esse
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treinamento seria pelo prazo inicial de 3 meses, sendo prorrogado mediante


evolução e diminuição da glicemia de cada aluno.

2.5. Atividade E - Palestras sobre os benefícios do exercício físico na saúde.

Qualidade de vida e saúde são termos indissociáveis. A Qualidade


de vida surge, de tal forma, associada à saúde que muitos autores não as
distinguem uma da outra. Para eles saúde e qualidade de vida são a mesma coisa.
De facto, a saúde não é o único fator que influencia a nossa qualidade de vida,
contudo ela tem uma importância fulcral. Geralmente, saúde e qualidade de vida são
dois temas muito relacionados, uma vez que a saúde contribui para melhorar a
qualidade de vida dos indivíduos e esta é fundamental para que um indivíduo ou
comunidade tenha saúde. Mas não significa apenas saúde física e mental, mas sim
que essas pessoas estejam de bem não só com elas próprias, mas também com a
vida, com as pessoas que as cercam, enfim, ter qualidade de vida é estar em
harmonia com vários fatores.
No que diz respeito à saúde, a qualidade de vida é, muitas vezes,
considerada em termos de como ela pode ser afetada de forma negativa, ou seja, a
ocorrência de uma doença debilitante que não constitui risco de vida, uma doença
que constitui risco de vida, o declínio natural da saúde de uma pessoa idosa, o
declínio mental, processos de doenças crónicas, etc. Todas estas situações são
castradoras da nossa qualidade de vida.
Abaixo, podemos conferir as mais graves iniciativas, ações ou
rotinas que impactam sua qualidade de vida e que precisam ser suprimidas
imediatamente.
Excesso de trabalho. ...
Estresse. ...
Negligência com a saúde. ...
Má alimentação e sedentarismo. ...
Falta de sono. ...
Descompromisso financeiro com o futuro
A pressão do mundo corporativo moderno pelo aumento ilimitado de
produtividade, a demonização do erro, a corrida frenética por crescimento
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profissional e as jornadas de trabalho extenuantes têm parcela relevante de


responsabilidade sobre o desenvolvimento de enfermidades. Com o aumento voraz
das doenças laborais (inclusive com elevação de casos de depressão e suicídio), a
ciência e o mundo dos negócios começaram a debruçar-se sobre o tema, resultando
no surgimento de termos até então desconhecidos, como burnout.
O estresse crônico é dos principais fatores de degradação da
qualidade de vida de um indivíduo. Provoca aumento na produção de hormônios,
como adrenalina e cortisol, acarretando desde o aumento da tensão muscular à
desregulação da flora intestinal. Facilita o desenvolvimento de ansiedade, depressão
e síndrome do pânico. Isso sem falar em doenças neurológicas como Alzheimer.
Carga excessiva de trabalho, má alimentação, sedentarismo, falta de sono, horas
diárias em congestionamentos, escassos momentos de lazer: essa atmosfera
permeia a rotina de muitos habitantes das principais capitais brasileiras.
O desenvolvimento das funções básicas do organismo depende da
ingestão de nutrientes, em quantidade e qualidade adequadas. Não pensar no valor
energético dos alimentos e em como combiná-los para suprir a carência nutritiva do
corpo é colocar-se em risco de desenvolvimento das mais diversas doenças. O
problema é que, na correria da rotina, a maioria das pessoas ignora a necessidade
de planejar uma alimentação balanceada. Quando essa deficiência se alia ao
sedentarismo, abrem-se as portas para uma série de disfunções que certamente vão
impactar sua qualidade de vida.
Não dormir direito não traz apenas mau humor ao dia seguinte.
Como um dos principais processos fisiológicos da vida, a ausência de sono causa
repercussões metabólicas e cognitivas importantes. Por exemplo: produção em
excesso de hormônios que afetam o emagrecimento; desequilíbrio na atividade das
sinapses nervosas (prejudicando a memória de curto prazo); redução do número de
leucócitos (derrubando a imunidade); diminuição de hormônios considerados
“rejuvenescedores” (como a melatonina). Isso sem falar na maior resistência
insulínica (dificultando o controle do diabetes) e na desregulação da pressão arterial.
Com todo esse pacote de danos ao organismo, não é de se espantar
que estudos revelem que dormir menos de 5 horas por dia aumenta o risco de morte
em 65%. A falta de sono tem poder corrosivo indiscutível na qualidade de vida de
uma pessoa.
Os benefícios da atividade física vão muito além de apenas reduzir
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peso, e para os portadores de doenças crônicas é de extrema importância. O


exercício regular é ótimo para o controle de doenças como hipertensão, obesidade,
diabetes, entre outras enfermidades crônicas. A prática da atividade física está
diretamente associada à prevenção e ao tratamento de doenças crônicas não
transmissíveis, além de possibilitar a redução da incapacidade física causada pela
sua evolução. Alguns estudos demonstraram a relação entre o nível de atividade
física e a redução da mortalidade geral e por doenças cardiovasculares. Em alguns
casos, a prática regular de exercícios pode fazer com que o paciente diminua a
quantidade de remédios ingeridos ou até mesmo deixe de tomá-los. Os benefícios
da atividade física para pacientes crônicos envolvem principalmente os aspectos
como redução da adiposidade corporal, queda da pressão arterial, melhora do perfil
lipídico e da sensibilidade à insulina, aumento do gasto energético, aumento da
massa e força muscular, melhora da capacidade cardiorrespiratórias e mais
flexibilidade e equilíbrio.
Benefícios de realizar alguma atividade física para cada doença crônica:
Doenças Cardiovasculares:

Os vasos sanguíneos se dilatam durante o exercício;

Melhora a absorção de oxigênio pelo sangue;

Com isso se reduz a tensão do sistema circulatório e faz a pressão diminuir.

Obesidade:

Reduz e controla o peso;

Queima gordura;

Melhora a atividade cardiorrespiratória;

Auxilia no controle do diabetes;

Autoestima e imagem corporal;

Aspecto psicológico;

Eleva o nível de endorfinas (hormônio do bem estar) no organismo;

Sentir-se melhor fisicamente, mentalmente e emocionalmente.

O cuidado integral à saúde da população compreende uma gama de


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serviços e ações, envolvendo equipes multiprofissionais e Inter profissionais dentro


do setor da saúde, assim como ampliando tais ações para além dos setores de
saúde pautados por ações Inter setoriais, na busca constante a promover saúde na
população, dessa maneira compreenderá a proteção, prevenção, reabilitação,
promoção da saúde e tanto outros aspectos na vida do indivíduo, sendo que o
NASF-AB possui tal finalidade aumentando o escopo na oferta de serviços para o
cuidado (CARNUT, 2017). Para que promova a saúde da população, deve-se pensar
na saúde em seu sentido mais amplo e não reduzi-la, ou seja, numa visão mais
contemporânea abrange não apenas aspectos biológicos dados por ausência de
doenças, mas também as condicionantes sociais nas quais apontarão para reais
necessidades de um dado grupo social. Portanto, envolverá fatores sociais,
médicos, psicológicos, culturais, filosóficos e tudo que condiz com a vida do
indivíduo, sendo o mesmo compreendido na sua totalidade (CZERESNIA, 2003).
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PLANEJAMENTO PARA APRESENTAÇÃO DO TRABALHO

Nos dias atuais, nós profissionais da Educação Física, precisamos


muito de estarmos presentes em todos os campos de trabalho, para assim
proporcionar uma melhor qualidade de vida aos trabalhadores de grandes
empresas. Durante este semestre estudamos e aprendemos muito sobre o
assunto, e assim preparei uma palestra para apresentar para a empresa Secos e
Molhados aqui mesmo na minha cidade. Abaixo segue o meu plano de trabalho a
ser apresentado para a palestra Benefícios do Exercício Físico na Saúde.
Slide 1 No primeiro slide estarei abordando algumas definições de
Saúde e qualidade de Vida.
Slide 2 No segundo estarei falando sobreo os aspectos que
reduzem a Saúde e Qualidade de Vida das Pessoas.
Slide 3 No terceiro slide estarei falando sobre as Características
das doenças que reduzem a Qualidade de Vida.
Slide 4 No quarto slide estarei falando sobre os benefícios da
pratica dos exercícios físicos.
Slide 5 No quinto slide estarei falando sobre as atividades físicas
no Núcleo de Apoio a Saúde da Família.
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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em todas as áreas do conhecimento nos deparamos com questões


éticas que necessitam de avaliação intrínseca e extrínseca, das quais são
tangenciadas pela realidade da população que compartilha dos mesmos costumes
em uma determinada época.  Conforme o desenvolvimento da sociedade,
tecnologias são inovadas, conceitos são reformulados e valores são modificados.
Observamos que conforme progride este avanço, o tempo passa a ser
extremamente valorizado, chegando a ser uma regalia àqueles que o possuem. Sem
tempo, pessoas se comprometem menos umas com as outras, pois não possuem
tempo para elas próprias. Acabamos nos afundando em um mar de egoísmo
indutivo, onde a valorização do ser humano passa a ser vista em segundo plano,
onde o desenvolvimento da empatia fica bloqueado por falta de quesitos básicos
para sua formação. 
Foi possível identificar que o Exercício Físico aeróbico é uma
ferramenta eficaz no tratamento da população de hipertensos idosos. O treinamento
supervisionado, com frequência semanal de três vezes por semana, e com
intensidade moderada parece gerar mais benefícios do que os de alta intensidade,
para tais reduções na Pressão Arterial. Em relação à combinação dos Exercícios
Físicos (EF), foi possível constatar que a utilização de um programa de treinamento
físico baseado em EF aeróbios associados a EF de resistência (circuito com pesos)
resultou em reduções significativas na Pressão Arterial Média e Frequência
Cardíaca de repouso, sendo superior à realização das modalidades de exercício de
forma isolada, corroborando as recomendações da VI Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão Arterial. Existem, no entanto, alguns fatores que prejudicam a qualidade
metodológica das pesquisas, em relação às características da população estudada,
incluindo diferentes estágios de Hipertensão Arterial Sistêmica e duração da doença,
patologias concomitantes e tratamentos com drogas diferentes para favorecer o
número de participantes, reduzindo, assim, a validade interna dos estudos.
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REFERÊNCIAS

CARNUT, L. Cuidado, Integralidade e Atenção Primária: articulação essencial para


refletir sobre o setor saúde no Brasil. Revista Saúde em Debate, n.155, p.1177-
1186, out/dez 2017.

CARVALHO, Y. M.; Promoção da saúde, práticas corporais e atenção básica.


Revista brasileira de saúde da família. V. VIII, p. 33-45, Brasília, 2006.

CZERESNIA, Dina. O Conceito de Saúde e a Diferença entre Prevenção e


Promoção. Cadernos de Saúde Pública, p.39-53, 2003.
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APÊNDICES

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