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PLANO DE METAS -

ALFA
SEMANA 7

1
MAPA GERAL

CONTROLE DISCIPLINA CONTEÚDO

[ ] DIREITO DO TRABALHO Fontes e princípios

[ ] DIREITO CONSTITUCIONAL Poder constituinte

[ ] FAZENDA PÚBLICA Valores exigidos do Poder Público em juízo

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DIREITO DO TRABALHO: FONTES E PRINCÍPIOS DE DIREITO DO TRABALHO

✓ DOUTRINA

✓ LEI

✓ JURISPRUDÊNCIA

✓ QUESTÕES

COMO ESTUDAR?

• Estudar o capítulo 2 do livro Direito do Trabalho – Para analistas – Coleção


tribunais e MPU (Henrique Correia);

• Revisar material de apoio (final de semana e/ou semana “de respiro”);

• Estudar (grifar, marcar e anotar): os arts. 6º ao 11 da CF/88;

• Resolver 50 questões CESPE, preferencialmente, do estilo “certo” ou “errado”.

O QUE É IMPORTANTE?

● Princípio da irrenunciabilidade mitigada das normas que dispõem sobre o Direito


do Trabalho;

● Fontes materiais x fontes formais;

● Fontes autônomas x fontes heterônomas;

● Princípio da proteção ao trabalhador: in dubio pro operario, norma mais


favorável e condição mais benéfica;

● MUITA atenção às teorias que determinam a aplicação da norma mais favorável


(caiu na 2ª fase da PGE/SP em 2012);

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● REFORMA trabalhista: debate sobre instrumentos coletivos de trabalho e
aplicação da norma mais favorável;

● Princípio imperatividade das normas trabalhistas;

● Princípio da primazia da realidade;

● Princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao empregado;

● Princípio da continuidade da relação de emprego;

● Princípio da irrenunciabilidade ou indisponibilidade dos direitos trabalhistas;

SÚMULAS E OJ’S IMPORTANTES SOBRE O ASSUNTO:

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO:

Súmula 51 do TST.: I- As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens


deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos apôs a revogação ou
alteração do regulamento. II- Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa,
a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema
do outro.

Súmula n 277 do TST. As cláusulas normativas dos acordos coletivos ou convenções


coletivas integram os contratos individuais de trabalho e somente poderão ser
modificadas ou suprimidas mediante negociação coletiva de trabalho.

Orientação Jurisprudencial no 322 da SDI-1 do TST. Nos termos do art. 614, § 3°, da CLT,
é de 2 anos o prazo máximo de vigência dos acordos e das convenções coletivas. Assim
sendo, é inválida, naquilo que ultrapassa O prazo total de 2 anos, a cláusula de termo
aditivo que prorroga a vigência do instrumento coletivo originário por prazo
indeterminado.

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Súmula 346 do TST. Os digitadores, por explicação analógica do art. 72 da CLT,
equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia,
escrituração e cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos I de descanso de 1 O (dez)
minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo.

PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO

Súmula 202 do TST. Existindo, ao mesmo tempo, gratificação por tempo de serviço
outorgada pelo empregador e outra da mesma natureza prevista em acordo coletivo,
convenção coletiva ou sentença normativa, o empregado tem direito a receber,
exclusivamente, a que lhe seja mais benéfica.

Súmula 288 do TST. I- A complementação dos proventos de aposentadoria, instituída,


regulamentada e paga diretamente pelo empregador, sem vínculo com as entidades de
previdência privada fechada, é regida pelas normas em vigor na data de admissão do
empregado, ressalvadas as alterações que forem mais benéficas (art. 468 da CLT).II- Na
hipótese de coexistência dedais regulamentos de planos de previdência complementar,
instituídos pelo empregador ou por entidade de previdência privada, a opção do
beneficiário por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do outro. II- Após a
entrada em vigor das Leis Complementares n" 108 e 109, de 29/05/2001, reger-se-á a
complementação dos proventos de aposentadoria petas normas vigentes na data da
implementação dos requisitos para obtenção do benefício, ressalvados o direito
adquirido do participante que anteriormente implementara os requisitos para o
benefício e o direito acumulado do empregado que até então não preenchera tais
requisitos. IV-O entendimento da primeira parte do item III aplica-se aos processos em
curso no Tribunal Superior do Trabalho em que, em 12/04/2016, ainda não haja sido
proferida decisão de mérito por suas Turmas e Seções.

Súmula 212 do TST. O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando


negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da
continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.

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Súmula 276 do TST. O direito ao aviso-prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido
de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo
comprovação de haver o prestador de serviços obtido novo emprego.

COMO O TEMA FOI COBRADO EM PROVAS?

1. Na falta de disposições legais ou contratuais, a Justiça do Trabalho ou as autoridades


administrativas poderão decidir o caso de acordo com os usos e costumes, que são
fontes do direito do trabalho.

2. A sentença normativa é fonte do direito do trabalho, mas não o são os atos


normativos do Poder Executivo.

3. Os princípios gerais de direito não são aplicados na interpretação das normas do


direito do trabalho, ainda que subsidiariamente.

4. De acordo com entendimento do TST, com fundamento no princípio da proteção,


havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por
um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.

5. Por conter regras específicas acerca da maioria dos institutos trabalhistas, na análise
de um caso concreto, a Consolidação das Leis do Trabalho pode se sobrepor aos
dispositivos constantes da Constituição Federal de 1988 (CF).

6. A aplicação do in dubio pro operario decorre do princípio da proteção.

GABARITO: 1. C – 2. E – 3. E – 4. C – 5. E – 6. C

ANOTAÇÕES:

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DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER CONSTITUINTE

✓ DOUTRINA

LEI

✓ JURISPRUDÊNCIA

✓ QUESTÕES

COMO ESTUDAR?
• Estudar o capítulo 4 do livro Direito Constitucional Esquematizado (Pedro
Lenza).
• Resolver, pelo menos, 20 questões.
• Revisar o material de apoio (final de semana e/ou semana “de respiro”).

O QUE É IMPORTANTE?

• Espécies: Poder Constituinte Originário (PCO) e Poder Constituinte Derivado


(PCD), que, por sua vez, se subdivide em Reformador, Revisor e Decorrente;

• Limites: materiais, formais, circunstanciais e implícitas (memorizar o art. 60


da CF/88). Entender a teoria da dupla revisão: “também chamada de “teoria
da dupla reforma” ou da “reforma em dois tempos”, é uma teoria minoritária
acerca do poder de reforma da Constituição (adotada, por exemplo, por Jorge
Miranda e, no Brasil, por Manoel Gonçalves Ferreira Filho). Essa teoria
possibilita que sejam modificados os limites constitucionais de reforma
constitucional, através de uma “dupla revisão”. Por exemplo, já que não é
possível abolir um direito fundamental, por se tratar de uma cláusula pétrea
(art. 60, § 4o, IV, CF), revoga-se o artigo 6o, §4º, IV, CF (Flávio Martins). Essa
posição NÃO é adotada no Brasil.;

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• Natureza do Poder Constituinte Originário: jusnaturalistas x juspositivistas
(debate acerca dos limites do PCO).

• Características do Poder Constituinte Originário: inicial, autônomo,


incondicionado, ilimitado, permanente.

• Recepção, repristinação e desconstitucionalização;

• Retroatividade da norma constitucional: adoção da retroatividade mínima,


segundo o STF, salvo previsão expressa em sentido contrário;

• Mutação constitucional (poder constituinte difuso): alteração informal da


norma constitucional, sem alteração do texto, a partir da atividade
interpretativa do juiz;

• CESPE: impossibilidade de o poder constituinte reformador aumentar o rol de


cláusulas pétreas, pois a fixação deste rol é tarefa afeta ao poder constituinte
originário. Assim, mesmo que o reformador possa criar novos direitos
fundamentais, estes não serão considerados cláusulas pétreas (Gilmar
Mendes).

COMO O TEMA FOI COBRADO EM PROVAS?

1. (CESPE, TCE-PA, 2016) A constituição, entendida como a organização


fundamental de uma sociedade política, é fruto de um poder, denominado constituinte,
que se divide em originário, no caso de estabelecer uma nova ordem constitucional, e
derivado, no caso de modificar o texto da constituição (reformador) ou dar aos estados-
membros o poder de elaborar suas próprias constituições estaduais.

2. (CESPE, TCE-RN, 2015) O poder constituinte derivado decorrente permite a


modificação de uma constituição por procedimento disciplinado pelo titular do poder
constituinte originário.

3. (CESPE, TELEBRAS, 2015) Considere que uma proposta de emenda constitucional


tenha sido rejeitada em junho de 2015. Nesse caso, nova proposta de emenda versando

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sobre a mesma matéria pode ser proposta, ainda no ano de 2015, se for de iniciativa da
maioria do Senado e da Câmara dos Deputados.

4. (CESPE, TELEBRAS, 2015) No que concerne ao poder constituinte, o STF considera


inadmissível a invocação do direito adquirido ou da coisa julgada contra determinação
contida em eventual nova Constituição Federal elaborada por poder constituinte
originário.

5. (CESPE, AGU, 2015) Considerando-se que a emenda constitucional, como


manifestação do poder constituinte derivado, introduz no ordenamento jurídico normas
de hierarquia constitucional, não é possível a declaração de inconstitucionalidade
dessas normas. Assim, eventuais incompatibilidades entre o texto da emenda e a CF
devem ser resolvidas com base no princípio da máxima efetividade constitucional.

6. (CESPE, DPE-RN,2015 – adaptada) Tendo em vista os limites autônomos ao poder


constituinte derivado decorrente, devem as Constituições estaduais observar os
princípios constitucionais extensíveis, tais como aqueles relativos ao processo
legislativo.

7. (CESPE, DPE-RN,2015 – adaptada) O poder constituinte originário esgota-se


quando se edita uma nova Constituição.

8. (CESPE,TJPB, 2015 - adaptada) Conforme entendimento do STF, as normas


emanadas do poder constituinte originário não têm, em regra, eficácia retroativa
mínima, visto que são incapazes de atingir efeitos futuros de fatos passados.

9. (CESPE, ANVISA,2016) No Brasil, segundo a doutrina dominante, os usos e


costumes não são fontes do direito constitucional, pois o poder constituinte originário
optou por uma Constituição escrita e materializada em um só código básico.

10. (CESPE, AGU, 2015) Diferentemente do poder constituinte derivado, que tem
natureza jurídica, o poder constituinte originário constitui-se como um poder, de fato,
inicial, que instaura uma nova ordem jurídica, mas que, apesar de ser ilimitado
juridicamente, encontra limites nos valores que informam a sociedade.

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11. (CESPE, TJPB, 2015 – adaptada) O poder constituinte de reforma está sujeito a
limitações materiais que podem estar presentes nas denominadas cláusulas pétreas
implícitas.

12. (CESPE, DPU, 2015) A proteção dos limites materiais ao poder de reforma
constitucional não alcança a redação do texto constitucional, visando sua existência a
evitar a ruptura com princípios que expressam o núcleo essencial da CF.

GABARITO: 1. C – 2. E – 3. E – 4. C – 5. E – 6. C – 7. E – 8. E – 9.E. – 10. C – 11. C – 12. C

ANOTAÇÕES:
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FAZENDA PÚBLICA: VALORES EXIGIDOS DO PODER PÚBLICO NO CURSO DO PROCESSO

✓ DOUTRINA

✓ LEI

✓ JURISPRUDÊNCIA

✓ QUESTÕES

COMO ESTUDAR?

• Estudar o capítulo 5 do Poder Público em Juízo (Guilherme Barros).

• Estudar os artigos 82 a 97 do CPC.

• Revisar pelo material de apoio (final de semana e/ou semana “de respiro”).

O QUE É IMPORTANTE?
• Espécies despesas processuais (Leonardo Carneiro da Cunha):
o Custas, que se destinam a remunerar a prestação da atividade jurisdicional,
desenvolvida pelo Estado-juiz por meio de suas serventias e cartórios;
o Emolumentos, que se destinam a remunerar os serviços prestados pelos
serventuários de cartórios ou serventias não oficializados, remunerados
pelo valor dos serviços desenvolvidos, e não pelos cofres públicos;
o Despesas em sentido estrito, que se destinam a remunerar terceiras pessoas
acionadas pelo aparelho judicial, no desenvolvimento da atividade do
Estado-juiz. Nesse sentido, os honorários do perito e o transporte do oficial
de Justiça constituem, por exemplo, despesas em sentido estrito.

• A Fazenda Pública está dispensada do pagamento de custas e emolumentos, não


estando liberada do dispêndio com as despesas em sentido estrito, de que são
exemplos os honorários do perito, o transporte externo do oficial de Justiça e a
postagem de comunicações processuais, que deverão ser pagas ao final caso
reste vencida, conforme prevê o art. 91 do CPC (Leonardo Carneiro da Cunha).

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• Art. 91. do CPC: As despesas dos atos processuais praticados a requerimento da
Fazenda Pública, do Ministério Público ou da Defensoria Pública serão pagas ao
final pelo vencido.
• Muita ATENÇÃO com as regras sobre honorários advocatícios (art. 85 do CPC e
seus parágrafos), bem como com a jurisprudência relacionada.
• Sucumbência recursal (art. 85, §11º, do CPC):
o O valor dos honorários recursais soma-se aos honorários anteriormente
fixados;
o O valor total dos honorários, aí incluída a parcela acrescida com o
julgamento do recurso, não deve superar o equivalente a 20% do valor da
condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível
mensurá-lo, do valor atualizado da causa.
o A majoração dos honorários em virtude do julgamento de um recurso não
depende de pedido. Não tendo os honorários alcançado o limite máximo, o
tribunal, ao inadmitir ou desprover o recurso, deve aumentar o seu valor.
o Mesmo que não sejam apresentadas contrarrazões, haverá sucumbência
recursal se o recurso for inadmitido ou rejeitado, desde que o recorrido
tenha advogado constituído e tenha sido intimado para apresentá-las;
o Não há honorários recursais em qualquer recurso, apenas naqueles em que
for admissível condenação em honorários de sucumbência na primeira
instância.199 Assim, não cabe, por exemplo, sucumbência recursal em
agravo de instrumento interposto contra decisão que versa sobre tutela
provisória, mas cabe em agravo de instrumento interposto contra decisão
que versa sobre o mérito da causa.
o Exatamente por isso, não se aplica o § 11 do art. 85 do CPC nos recursos
interpostos no mandado de segurança.201 É que, no processo de mandado
de segurança, não cabe condenação em honorários de sucumbência (Lei
12.016/2009, art. 25).
o Opostos embargos de declaração ou agravo interno, não há sucumbência
recursal, pois “não é possível majorar os honorários advocatícios na hipótese
de interposição de recurso no mesmo grau de jurisdição” (Enunciado n. 16
ENFAM).

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o Todavia, o julgamento de embargos de divergência pode acarretar
majoração de honorários de sucumbência. Conforme já decidiu o Superior
Tribunal de Justiça, “com a interposição de embargos de divergência em
recurso especial tem início novo grau recursal, sujeitando-se o embargante,
ao questionar decisão publicada na vigência do CPC/2015, à majoração dos
honorários sucumbenciais, na forma do § 11 do art. 85, quando indeferidos
liminarmente pelo relator ou se o colegiado deles não conhecer ou negar-
lhes provimento”.
o Não se aplica o § 11 do art. 85 do CPC no julgamento da remessa necessária.

• MUITO IMPORTANTE: possibilidade ou impossibilidade de condenação em


honorários advocatícios contra a Fazenda Pública em cumprimentos de sentença:

o Art. 85, §7º, do CPC: “não serão devidos honorários no cumprimento de


sentença contra a Fazenda Pública que enseje expedição de precatório,
desde que não tenha sido impugnada”.
o Por outro lado, na execução de pequeno valor, haverá condenação em
honorários, independentemente de haver embargos da Fazenda Pública;
o Caso o cumprimento da sentença se submeta a precatório, é possível ao
autor renunciar ao valor excedente, a fim de receber por meio de Requisição
de Pequeno Valor – RPV –, evitando o precatório. Nessa situação, em que o
cumprimento de sentença foi iniciado desde logo via RPV, haverá
honorários na execução, ainda que não haja impugnação (STJ, 2ª Turma,
AgRg no REsp 1.328.643/RS, Rel. Min. Eliana Calmon, j. 23.10.2012, DJe
30.10.2012). Todavia, caso o exequente, após a propositura da execução via
precatorial, tenha renunciado ao valor excedente e pleiteado apenas o teto
da “dívida de pequeno valor”, neste caso a Fazenda Pública não será
condenada a pagar honorários advocatícios, aplicando-se o art. 1º-D (STF. 1ª
Turma. RE 679164 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 11/12/2012; STJ. 1ª
Seção. REsp 1406296/RS, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em
26/02/2014).
o A proteção do art. 85, §7º, do CPC para a Fazenda Pública somente alcança
condenações de obrigações de pagar. Tratando-se de cumprimento de

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sentença de obrigação de fazer, não fazer e entregar coisa, não há submissão
ao regime de precatórios, de maneira que, nesses tipos de cumprimento de
sentença, haverá fixação de honorários.
o Problemática da súmula 345 do STJ: “são devidos honorários advocatícios
pela Fazenda Pública nas execuções individuais de sentença proferida em
ações coletivas, ainda que não embargadas”. Leonardo Carneiro defende
que esta deve ser conformada com o entendimento do STF, consagrado pelo
CPC/2015 (art. 85, §7º), no sentido de que a condenação somente é possível
se não houver a necessidade da expedição de precatórios.
• Dispensa do preparo: art. 1.007, §1º, do CPC;
• Dispensa do depósito prévio para ajuizamento de ação rescisória: art. 968, §1º,
do CPC;
• Incidência das multas processuais contra a Fazenda Pública. Porém, dispensa da
exigência do depósito prévio para a interposição de recursos, no caso das multas
do art. 1.021, §4º e 1.026, §3º, do CPC.

SÚMULAS SOBRE O ASSUNTO

Súmula n. 178 do STJ: O INSS não goza de isenção do pagamento de custas e


emolumentos, nas ações acidentárias e de benefícios propostas na Justiça Estadual.

Súmula n. 190 do STJ: Na execução fiscal, processada perante a Justiça Estadual, cumpre
à Fazenda Pública antecipar o numerário destinado ao custeio das despesas com o
transporte dos oficiais de justiça.

Súmula n. 483 do STJ: O INSS não está obrigado a efetuar depósito prévio do preparo
por gozar das prerrogativas e privilégios da Fazenda Pública.

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INFORMATIVOS IMPORTANTES SOBRE O ASSUNTO

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

1) O art. 25 da Lei n. 12.016/2009, que estabelece regra de descabimento de


condenação em honorários advocatícios "no processo mandamental", afasta a
incidência do regime do art. 85, § 11, do CPC/2015. Tratou-se de recurso ordinário
interposto contra acórdão denegatório de mandado de segurança não conhecido porque
entre a motivação utilizada como fundamento do julgamento e as razões do recurso que
impugna tal decisão não houve relação de congruência. Pesou considerar que o recurso
se orientou pela nova codificação processual, considerando que a publicação do acórdão
da origem foi posterior a 18/3/2016, atraindo a aplicação do Enunciado Administrativo
n. 3 do STJ. Isso imporia como consequência, na hipótese do seu desprovimento, a
condenação da recorrente em honorários recursais, a teor do disposto no art. 85, § 11,
do CPC/2015. No entanto, não é adequada a incidência desse regime ao feito tendo em
conta o disposto no art. 25 da Lei n. 12.016/2009. A interpretação desse preceito sempre
pontuou o julgamento da ação de mandado de segurança, isso sob um regime em que
inexistia a conjectura dos honorários recursais. Tratando-se o recurso de um
desdobramento da tramitação processual que se inicia com a petição inicial, não há
lógica em que no processamento da ação propriamente dita inexista condenação em
honorários, mas na fase recursal consequente isso seja possível. Além disso, o texto do
art. 25 da Lei n. 12.016/2009 é claro ao estabelecer que os honorários advocatícios não
cabem no processo mandamental, expressão que reúne a ideia de ação e do
procedimento subjacente, com a petição inicial, as informações da autoridade coatora,
a intervenção do Ministério Público, a prolação de provimento judicial e, ainda, os
recursos. (Informativo n. 592)

2) O advogado deve receber os honorários contratuais calculados sobre o valor global


do precatório decorrente da condenação da União ao pagamento a Município da
complementação de repasses ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), e não sobre o montante que
venha a sobrar após eventual compensação de crédito de que seja titular o Fisco

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federal. Cinge-se a controvérsia a definir a possibilidade de compensação dos créditos
decorrentes débitos tributários devidos pelo Município à União com os valores
decorrentes da condenação do ente federal à complementação dos repasses ao FUNDEF,
para só então se proceder ao cálculo da verba advocatícia convencional. O direito do
causídico aos honorários previamente convencionados com a parte litigante é
assegurado pelo art. 22 da Lei 8.906/94. Conforme se extrai da leitura do dispositivo, os
honorários contratuais, no caso de pagamento via precatório, devem ser deduzidos do
montante a ser recebido pelo credor, ou seja, deduzidos da integralidade do precatório,
do seu valor original, não havendo qualquer justificativa para que, no caso dos autos, o
Município proceda a negociação com a União a fim de quitar seus débitos tributários,
para só então chegar a base de cálculo da verba honorária. Nessa linha de compreensão,
citam-se: AgRg no REsp 1.221.726-MA, Segunda Turma, DJe 2/5/2013; REsp 1.335.366-
RS, Primeira Turma, DJe 12/12/2012; REsp 1.102.473-RS, Corte Especial, DJe 27/8/2012.
(Informativo n. 597)

3) Os honorários advocatícios nascem contemporaneamente à sentença e não


preexistem à propositura da demanda, devendo observar as normas do CPC/2015 nos
casos de decisões proferidas a partir de 18/3/2016. De início, destaca-se que a Corte
Especial do STJ se posicionou que o arbitramento dos honorários não configura questão
meramente processual, mas sim questão de mérito apta a formar um capítulo da
sentença (REsp 1.113.175-DF, Rel. Min. Castro Meira, DJe 7/8/2012). Estabelecida a
natureza jurídica dos honorários de sucumbência, mister fixar o marco temporal para a
aplicação das novas regras previstas no CPC/2015. Neste ponto, a jurisprudência desta
Corte é pacífica no sentido de que a sucumbência é regida pela lei vigente na data da
sentença (REsp 783.208-SP, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 21/11/2005). Verifica-se,
portanto, que os honorários nascem contemporaneamente à sentença e não preexistem
à propositura da demanda. Assim sendo, aplicar-se-ão as normas do CPC/2015 nos casos
de sentença proferida a partir de sua vigência (18/3/2016). (Informativo n. 602)

4) Nas hipóteses de extinção do processo sem resolução de mérito provocada pela


perda do objeto da ação em razão de ato de terceiro e sem que exista a possibilidade
de se saber qual dos litigantes seria sucumbente se o mérito da ação fosse julgado, o

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pagamento das custas e dos honorários advocatícios deve ser rateado entre as partes.
Cinge-se a controvérsia a determinar quem deve ser condenado ao pagamento dos ônus
da sucumbência quando o processo de ação de cobrança é extinto, sem resolução de
mérito, em virtude de pagamento efetuado por terceiro. O STJ, em inúmeras
oportunidades, já se manifestou no sentido de que, em função do princípio da
causalidade, nas hipóteses de extinção do processo sem resolução de mérito, decorrente
de perda de objeto superveniente ao ajuizamento da ação, a parte que deu causa à
instauração do processo deverá suportar o pagamento das custas e dos honorários
advocatícios. Ademais, a jurisprudência desta Corte é assente na orientação de que,
sendo o processo julgado extinto, sem resolução de mérito, cabe ao julgador perscrutar,
ainda sob a égide do princípio da causalidade, qual parte deu origem à extinção do
processo sem julgamento de mérito, ou qual dos litigantes seria sucumbente se o mérito
da ação fosse, de fato, julgado. A situação versada nos autos demonstra que é inviável
imputar a uma ou a outra parte a responsabilidade pelos ônus sucumbenciais, de modo
que se mostra adequado que cada uma das partes suporte os encargos relativos aos
honorários advocatícios e às custas processuais, rateando o quantum estabelecido pela
sentença. (Informativo n. 600)

5) O valor das astreintes não pode ser reduzido de ofício em segunda instância quando
a questão é suscitada em recurso de apelação não conhecido. Cinge-se a controvérsia
a saber se órgão julgador pode conhecer de ofício determinada questão e emitir
pronunciamento de mérito a seu respeito mesmo quando não aberta a sua jurisdição.
Com efeito, na linha dos precedentes desteSTJ, a decisão que fixa a multa cominatória
não faz coisa julgada, podendo ser modificada a qualquer tempo, mesmo na fase
executiva, até de ofício. Contudo, isso não quer dizer que o órgão julgador está
autorizado a conhecer de ofício do tema em recurso que não tenha nem sequer
ultrapassado a instância de conhecimento, isto é, que não tenha sido nem mesmo
admitido. No caso, o recurso de apelação não poderia ter sido conhecido. Nesses
termos, se o apelo não foi conhecido, é mister concluir que tampouco se abriu a
jurisdição recursal, razão pela qual impossível a emissão de qualquer pronunciamento
de mérito, ainda que de ofício. Dizer que determinada questão pode ser conhecida de
ofício significa reconhecer que o juiz pode decidi-la independentemente de pedido, mas

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há de haver um momento processual adequado para tanto. Admitindo-se que o
momento adequado para a entrega de uma prestação jurisdicional de mérito só se
inaugura, no caso dos recursos, quando ultrapassada sua admissibilidade, tem-se de
concluir que, no âmbito recursal cível, não cabe pronunciamento meritório de ofício sem
que o recurso tenha sido previamente admitido. (Informativo n. 600)

6) O encargo previsto no art. 1º do DL n. 1.025/1969 incide nas execuções fiscais


promovidas pela União contra pessoas jurídicas de direito público. O referido encargo
é devido nas execuções fiscais promovidas pela União e engloba, além dos honorários
sucumbenciais, verbas destinadas ao aparelhamento e desenvolvimento da arrecadação
fiscal, nos termos dos arts. 3º, parágrafo único, e 4º da Lei n. 7.711/1988, este
combinado com o DL n. 1.437/1975. Nesse contexto, o fato de pessoa jurídica de direito
público estar posicionada no polo passivo da execução fiscal não afasta a incidência do
encargo contido no art. 1º do DL 1.025/1969, em razão de esse regramento, dotado de
finalidade extraprocessual, conter caráter especial frente ao comando do art. 20, § 4º,
do CPC. Precedente citado: REsp 1.538.950-RS, Segunda Turma, DJe 27/11/2015. REsp
1.540.855-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 17/12/2015, DJe
18/12/2015 (Informativo n. 575)

7) Para que a cessão do precatório seja válida, é necessário que o crédito cedido esteja
expressamente consignado no precatório. O cessionário de honorários advocatícios
tem legitimidade para se habilitar no crédito consignado em precatório desde que
comprovada a validade do ato de cessão por escritura pública e seja discriminado o valor
devido a título de verba honorária no próprio requisitório, não preenchendo esse último
requisito a simples apresentação de planilha de cálculo final elaborada pelo Tribunal de
Justiça. STJ. Corte Especial. EREsp 1127228-RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em
21/6/2017 (Info 607).

8) Para a aplicação da multa por litigância de má-fé não se exige a comprovação de


dano. O dano processual não é pressuposto para a aplicação da multa por litigância de
má-fé prevista no art. 18 do CPC/1973 (art. 81 do CPC/2015). Trata-se de mera sanção
processual, aplicável inclusive de ofício, e que não tem por finalidade indenizar a parte

20
adversa. STJ. 3ª Turma. REsp 1628065-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. p/acórdão Min.
Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 21/2/2017 (Info 601).

9) Advogado deve receber seus honorários calculados sobre o total do precatório,


antes de ser realizada eventual compensação de crédito. O advogado deve receber
os honorários contratuais calculados sobre o valor global do precatório decorrente da
condenação da União ao pagamento a Município da complementação de repasses ao
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do
Magistério (FUNDEF), e não sobre o montante que venha a sobrar após eventual
compensação de crédito de que seja titular o Fisco federal. STJ. 1ª Turma. REsp 1516636-
PE, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 11/10/2016 (Info 597).

10) Condenação do beneficiário da justiça gratuita ao pagamento das obrigações de


sucumbência
O art. 12 da Lei nº 1.060/50 foi recepcionado pela CF/88. O CPC 2015 revogou o art. 12
da Lei nº 1.060/50, mas previu regra semelhante no § 3º do art. 98: § 3º Vencido o
beneficiário, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição
suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 5 (cinco) anos
subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão
de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. STF.
Plenário. RE 249003 ED/RS, RE 249277 ED/RS e RE 284729 AgR/MG, Rel. Min. Edson
Fachin, julgados em 9/12/2015 (Info 811).

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

1) Fixação de honorários recursais mesmo quando não há a apresentação de


contrarrazões ou contraminuta É cabível a fixação de honorários recursais, prevista no
art. 85, § 11, do CPC/2015, mesmo quando não apresentadas contrarrazões ou
contraminuta pelo advogado da parte recorrida. STF. 1ª Turma. AI 864689 AgR/MS e ARE
951257 AgR/RJ, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em

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27/09/2016 (Info 841). STF. Plenário. AO 2063 AgR/CE, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red.
p/ o ac. Min. Luiz Fux, julgado em 18/5/2017 (Info 865).

2) Não é possível fixar honorários recursais quando o processo originário não preveja
condenação em honorários. Não cabe a fixação de honorários recursais (art. 85, § 11,
do CPC/2015) em caso de recurso interposto no curso de processo cujo rito exclua a
possibilidade de condenação em honorários. Em outras palavras, não é possível fixar
honorários recursais quando o processo originário não preveja condenação em
honorários. Assim, suponha que foi proposta uma ação que não admite fixação de
honorários advocatícios. Imagine que uma das partes, no bojo deste processo,
interponha recurso extraordinário. O STF, ao julgar este RE, não fixará honorários
recursais, considerando que o rito aplicável ao processo originário não comporta
condenação em honorários advocatícios. Como exemplo desta situação, podemos citar
o mandado de segurança, que não admite condenação em honorários advocatícios (art.
25 da Lei nº 12.016/2009, súmula 105-STJ e súmula 512-STF). Logo, se for interposto um
recurso extraordinário neste processo, o Tribunal não fixará honorários recursais. STF. 1ª
Turma. ARE 948578 AgR/RS, ARE 951589 AgR/PR e ARE 952384 AgR/MS, Rel. Min. Marco
Aurélio, julgados em 21/6/2016 (Info 831).

3) Cabimento de honorários advocatícios em julgamento de embargos de declaração


por Tribunais. Após 18 de março de 2016, data do início da vigência do Novo Código de
Processo Civil, é possível condenar a parte sucumbente em honorários advocatícios na
hipótese de o recurso de embargos de declaração, interposto perante Tribunal, não
atender os requisitos previstos no art. 1.022 e tampouco se enquadrar em situações
excepcionais que autorizem a concessão de efeitos infringentes. STF. 1ª Turma. RE
929925 AgR-ED/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 7/6/2016 (Info 829).

4) Execução de honorários sucumbenciais e fracionamento. Imagine que 30 pessoas,


em litisconsórcio ativo facultativo, propuseram uma ação ordinária contra determinada
autarquia estadual. Desse modo, 30 pessoas que poderiam litigar individualmente
contra a ré, decidiram se unir e contratar um só advogado para propor a ação
conjuntamente. A ação foi julgada procedente, condenando a entidade a pagar "XX"

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reais ao grupo de 30 pessoas. Na mesma sentença, a autarquia foi condenada a pagar
R$ 600 mil reais de honorários advocatícios sucumbenciais ao advogado dos autores que
trabalhou no processo. O advogado dos autores, quando for cobrar seus honorários
advocatícios, terá que executar o valor total (R$ 600 mil) ou poderá dividir a cobrança de
acordo com a fração que cabia a cada um dos clientes (ex: eram 30 autores na ação; logo,
ele poderá ingressar com 30 execuções cobrando R$ 20 mil em cada)? * SIM. É legítima
a execução de honorários sucumbenciais proporcional à respectiva fração de cada um
dos substituídos processuais em "ação coletiva" contra a Fazenda Pública (STF. 1ª Turma.
RE 919269 AgR/RS, RE 913544 AgR/RS e RE 913568 AgR/RS, Rel. Min. Edson Fachin,
julgados em 15/12/2015. Info 812). * NÃO. Não é possível fracionar o crédito de
honorários advocatícios em litisconsórcio ativo facultativo simples em execução contra
a Fazenda Pública por frustrar o regime do precatório (STF. 2ª Turma. RE 949383 AgR/RS,
Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 17/5/2016. Info 826). É a corrente que prevalece.
STF. 1ª Turma. RE 919269 AgR/RS, RE 913544 AgR/RS e RE 913568 AgR/RS, Rel. Min.
Edson Fachin, julgados em 15/12/2015 (Info 812). STF. 2ª Turma. RE 949383 AgR/RS, Rel.
Min. Cármen Lúcia, julgado em 17/5/2016 (Info 826).

5) Encargo do art. 1º do DL 1.025/69 incide mesmo em execuções fiscais propostas


contra pessoas jurídicas de direito público. O encargo previsto no art. 1º do DL 1.025/69
incide nas execuções fiscais promovidas pela União contra pessoas jurídicas de direito
público. Incide o encargo do art. 1º do DL 1.025/69 nas execuções fiscais promovidas
pela União, independentemente do polo passivo da demanda ser ocupado por particular
ou por ente público. STJ. 2ª Turma. REsp 1540855-RS, Rel. Min. Mauro Campbell
Marques, julgado em 17/12/2015 (Info 575).

ENUNCIADOS DOUTRINÁRIOS

Enunciado n. 2 do FNPP: A Fazenda Pública possui legitimidade extraordinária para


discutir, recorrer e executar os honorários sucumbenciais nos processos em que seja
parte.

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Enunciado n. 3 do FNPP: Nos processos em que a Fazenda Pública for parte, em caso de
improcedência do pedido, os honorários advocatícios devem ser fixados, em regra, sobre
o proveito econômico obtido pelo vencedor.

Enunciado n. 4 do FNPP: A majoração dos honorários de sucumbência, prevista no § 11


do art. 85 do CPC, não se aplica ao julgamento da remessa necessária.

Enunciado n. 5 da I Jornada de Direito Processual Civil: Ao proferir decisão parcial de


mérito ou decisão parcial fundada no art. 485 do CPC, condenar-se-á proporcionalmente
o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor, nos termos do art. 85 do CPC.

Enunciado n. 6 da I Jornada de Direito Processual Civil: A fixação dos honorários de


sucumbência por apreciação equitativa só é cabível nas hipóteses previstas no § 8º do
art. 85 do CPC.

Enunciado n. 8 da I Jornada de Direito Processual Civil: Não cabe majoração de


honorários advocatícios em agravo de instrumento, salvo se interposto contra decisão
interlocutória que tenha fixado honorários na origem, respeitados os limites
estabelecidos no art. 85, §§ 2º, 3º e 8º, do CPC.
Enunciado n. 8 do FPPC: Fica superado o enunciado 453 da súmula do STJ após a entrada
em vigor do CPC (“Os honorários sucumbenciais, quando omitidos em decisão transitada
em julgado, não podem ser cobrados em execução ou em ação própria”).

Enunciado n. 239 do FPPC: Fica superado o enunciado n. 472 da súmula do STF (“A
condenação do autor em honorários de advogado, com fundamento no art. 64 do Código
de Processo Civil, depende de reconvenção”), pela extinção da nomeação à autoria.

Enunciado n. 240 do FPPC: São devidos honorários nas execuções fundadas em título
executivo extrajudicial contra a Fazenda Pública, a serem arbitrados na forma do § 3º do
art. 85.

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Enunciado n. 241 do FPPC: Os honorários de sucumbência recursal serão somados aos
honorários pela sucumbência em primeiro grau, observados os limites legais.

Enunciado n. 242 do FPPC: Os honorários de sucumbência recursal são devidos em


decisão unipessoal ou colegiada.

Enunciado n. 243 do FPPC: No caso de provimento do recurso de apelação, o tribunal


redistribuirá os honorários fixados em primeiro grau e arbitrará os honorários de
sucumbência recursal.

Enunciado n. 244 do FPPC: Ficam superados o enunciado 306 da súmula do STJ (“Os
honorários advocatícios devem ser compensados quando houver sucumbência recíproca,
assegurado o direito autônomo do advogado à execução do saldo sem excluir a
legitimidade da própria parte”) e a tese firmada no REsp Repetitivo n. 963.528/PR, após
a entrada em vigor do CPC, pela expressa impossibilidade de compensação.
Enunciado n. 384 do FPPC: A lei regulamentadora não poderá suprimir a titularidade e
o direito à percepção dos honorários de sucumbência dos advogados públicos.

Enunciado n. 661 do FPPC: É cabível a fixação de honorários advocatícios na reclamação,


atendidos os critérios legais.

COMO O TEMA FOI COBRADO EM PROVAS?

1.(FUNDATEC, PGM-POA, 2016) Diante das disposições acerca dos honorários e


despesas processuais presentes no Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), assinale
a alternativa INCORRETA.
a) Os procuradores municipais perceberão honorários de sucumbência, nos termos da
lei.
b) Não sendo líquida a sentença, a definição do percentual dos honorários nas causas
em que a Fazenda Pública for parte somente ocorrerá quando liquidado o julgado.

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c) Os limites e critérios para a fixação de honorários nas causas em que a Fazenda Pública
for parte aplicam-se inclusive aos casos de improcedência ou de sentença sem resolução
de mérito.
d) Quando os honorários forem fixados em quantia certa, os juros moratórios incidirão
a partir da data da citação da parte sucumbente.
e) São devidos honorários advocatícios no cumprimento provisório de sentença.

2. (FMP, PGE-AC, 2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema das despesas e
dos honorários advocatícios no âmbito do Código de Processo Civil.
I - Salvo as disposições concernentes à gratuidade da justiça, incumbe às partes prover
as despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo, antecipando-lhes o
pagamento, desde o início até a sentença final ou, na execução, até a plena satisfação
do direito reconhecido no título.
II - As despesas abrangem as custas dos atos do processo, a indenização de viagem e a
remuneração do assistente técnico, mas não abrangem a diária de testemunha.
III- Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza alimentar, com os
mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo vedada a
compensação em caso de sucumbência parcial.
IV- Nos procedimentos de jurisdição voluntária, as despesas serão adiantadas pelo
requerente e rateadas entre os interessados.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

3. (FCC, TRT-11, Analista, 2017) A respeito dos honorários advocatícios, é correto afirmar
que
a) os honorários advocatícios não podem exceder 5% do valor da condenação, nas
causas em que a Fazenda Pública for parte.

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b) os honorários fixados na sentença não podem ser cumulados com os honorários
arbitrados na fase recursal.
c) não são devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública
que enseje a expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada.
d) não são devidos honorários advocatícios no cumprimento provisório de sentença.
e) não são devidos honorários advocatícios nos casos de perda de objeto

4. (CESPE, PGM-FOR, 2017) A sucumbência recursal com majoração dos honorários já


fixados na sentença pode ocorrer tanto no julgamento por decisão monocrática do
relator como por decisão colegiada, mas, segundo entendimento do STJ, não é possível
majorar os honorários na interposição de recurso no mesmo grau de jurisdição.

5. (CESPE, PGM-FOR, 2017) Mesmo já tendo havido condenação em honorários na fase


de conhecimento, o juiz deve fixar nova verba honorária em cumprimento de sentença
que tenha sido objeto de impugnação pela fazenda pública.

GABARITO: 1. D – 2. D – 3. C – 4. C – 5. C

ANOTAÇÕES

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