Você está na página 1de 4

O mundo em depressão

25/09/2017 - 02h45 - atualizado 04/10/2018 - 05h47


A-
 
A+
Você tem percebido que uma onda de casos de depressão tem
invadido nosso círculo social? Segundo projeções da Associação
Mundial de Psiquiatria, em 2020 a depressão será a segunda doença
mais comum no mundo, perdendo apenas para as doenças
cardiovasculares. Estima-se que o Brasil possua 13 milhões de
pessoas sofrendo de depressão. No mundo, são 340 milhões e cerca
de 850 mil suicídios/ano provocados por ela, de acordo com dados da
OMS.
 
Entendendo a depressão
Depressão é diferente de tristeza e infelicidade. Também não é
preguiça, falta de fé ou força de vontade. A depressão é uma
desordem afetiva, em que a pessoa sente uma persistente tristeza ou
vazio, perda de interesse pela vida, sentimentos de culpa ou desvalor,
dificuldade de concentração e memória, diminuição da energia,
podendo apresentar inclusive ideias suicidas quando parece não mais
haver saída ou esperança de melhora.
Essas pessoas apresentam um desequilíbrio na química cerebral, e
seus neurônios não respondem bem aos estímulos e têm sua
comunicação prejudicada. Essas alterações podem ser vistas em
sofisticados exames de imagem, como o PET scan, que evidencia
uma diminuição da função do lobo frontal de cérebro.
Existem muitos fatores que podem contribuir para o surgimento da
depressão, por exemplo: fatores genéticos, deficiência de vitaminas,
alterações hormonais, estilo de vida inadequado, divórcio e outros
problemas conjugais, sentimento de abandono, morte de um ente
querido, traumas e maus tratos na infância, etc.
A primeira opção de tratamento que as pessoas buscam são os
medicamentos antidepressivos, como a conhecida fluoxetina e a
moderna venlafaxina. Em geral, esses medicamentos apresentam
efeitos adversos e não resolvem o problema em todos os casos. Não
importa quais forem as causas, a depressão tem solução. Porém,
muitas vezes o segredo não está na farmácia ou no médico, mas
numa maneira diferente de enxergar o sentido da vida e na resolução
das causas e conflitos.  Fale sobre os seus problemas com alguém,
peça ajuda.
 

É possível ser feliz?
Sim, você pode ser feliz! A primeira coisa a ser feita é eliminar da
mente os pensamentos negativos. Procure se concentrar nas coisas
boas da sua vida. As pessoas com depressão tendem a concentrar
toda a sua atenção e energia em pequenos pontos negativos, e torná-
los muito maiores do que verdadeiramente são. Sim, a sua vida tem
sentido, certamente existem pessoas que gostam de você, vale a
pena viver e há esperança! Lembre-se de que, para Deus, você é
muito importante. Ele tem um plano especial e maravilhoso para a sua
vida. Você precisa buscá-Lo para descobri-lo.
Inegavelmente, a sua dieta também influencia a saúde mental.
Pesquisadores de Londres provaram que comida processada e rica
em gordura aumenta o risco de depressão em 58%. Já aqueles com
uma dieta rica em vegetais e frutas apresentam chances menores de
apresentar os sintomas. Portanto, inclua os seguintes alimentos na
sua dieta: arroz integral, repolho, couve, castanha do Pará, abóbora,
feijão, frutas, cereais integrais e verduras cruas.
Exponha-se ao sol 15 minutos por dia. Faça caminhadas ao ar livre.
Se você não sente vontade para dar os primeiros passos, peça para
alguém acompanhá-lo(a).
E o mais importante: aprenda a lidar com os sentimentos. Sinta os
sentimentos, mas sem deixar que eles o(a) dominem. “No dia da
prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera
em que Deus fez tanto este como aquele…” (Ec 7:14). Busque a paz
com Deus e com as pessoas. Perdoe-se a si mesmo(a) e aos outros.
Tenha paciência… dias melhores virão!

Você também pode gostar