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MICROBIOLOGIA

Fungos, Vírus e Protozoários –


Microbiologia Parte II

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
MICROBIOLOGIA
Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II

Sumário
Fernanda Barboza

Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte 2............................................................ 3


1. Introdução...................................................................................................................................... 3
2. Reino Fungi (Fungos).. ................................................................................................................. 4
2.1. Características dos Fungos.. ................................................................................................... 7
2.2. Defesa contra os Fungos........................................................................................................ 8
3. Vírus.............................................................................................................................................. 20
4. Reino Protista. . ........................................................................................................................... 34
Resumo............................................................................................................................................. 72
Questões Comentadas em Aula..................................................................................................84
Gabarito.......................................................................................................................................... 100
Referências..................................................................................................................................... 101

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Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
Fernanda Barboza

FUNGOS, VÍRUS E PROTOZOÁRIOS – MICROBIOLOGIA


PARTE 2
1. Introdução
Olá, querido(a) aluno(a)! Espero que você esteja com o modo turbo ativado. Na aula 01
de microbiologia você verificou as informações mais importantes sobre as bactérias e sobre
as doenças transmissíveis de maneira geral. Nessa aula vamos conversar sobre os microrga-
nismos que causam doenças no homem e que não são as bactérias. Veremos os principais
aspectos que são cobrados nas provas de concursos sobre os fungos, vírus e protozoários. Os
protozoários já são descritos nos livros de parasitologia, mas estudaremos eles aqui no PDF
de microbiologia para melhor comparação com os outros seres vivos. Na aula em PDF de pa-
rasitologia veremos as verminoses.
As principais doenças causadas pelos fungos são: candidíase (sapinho), Pitiríase versi-
color (pano branco), Esporotricose, Histoplasmose, Piedra branca (caspa). Elas ocorrem com
mais frequência em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
As doenças virais são muito mais comuns de acontecer e temos uma grande lista daquelas
que você precisa estudar:
• Varíola;
• Molusco contagioso;
• Herpes simplex 1 e 2;
• Varicela (catapora);
• Citomegalovírus;
• Roséola;
• Sarcoma de Kaposi;
• Adenovírus humanos;
• Papiloma humano;
• Hepatite B;
• HIV1 e HIV2;
• Rotavírus de humanos;
• Caxumba;
• Sarampo;
• Vírus da raiva;
• Influenza A;
• Influenza B;
• Influenza C;
• Hantavírus;
• Hepatite D;
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• Poliomielite;
• Hepatite A;
• Hepatite E;
• Resfriado comum;
• Sarsr-cov e MERS-cov;
• SARS-cov-2 (COVID 19);
• Febre amarela, dengue, Zika;
• Hepatite C;
• Rubéola;
• Mononucleose.

As doenças causadas por protozoários de maior relevância para nossa prova são:
• Doença de Chagas;
• Leishmaniose visceral e tegumentar;
• Giardíase;
• Tricomoníase;
• Amebíase;
• Toxoplasmose;
• Malária (vetor Anopheles).

Vamos iniciar pelos fungos?

2. Reino Fungi (Fungos)


Os Fungos patogênicos são uma das principais causas de morte em pessoas que apresen-
tam o sistema imunitário comprometido, como ocorre na AIDS e nos pacientes em tratamento
oncológico com quimioterápicos.
A classificação das doenças causadas por fungos ocorre de acordo com o grau de desen-
volvimento no tecido e o modo de entrada no hospedeiro, podendo ser:
• Superficiais;
• Subcutâneas;
• Sistêmicas.

Tipos de micoses Exemplos de doenças

Localização na pele e anexos.


Micoses Superficiais e Pitiriasis Versicolor, Tinea nigra, Piedras,
Cutâneas. Dermatofitoses, Candidiases.

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Tipos de micoses Exemplos de doenças

Encontradas na pele e nos tecidos


subcutâneos.
Adquiridas por traumatismos com materiais
Micoses Subcutâneas. contaminados, como vegetais e madeiras,
podendo ser transmitidas também por
picadas de inseto e mordedura de animais.
Ex.: Esporotricose.

Atinge órgãos internos e vísceras, podendo


abranger muitos tecidos e órgãos
diferentes.
Originadas principalmente pela inalação de
Micoses Sistêmicas propágulos fúngicos levados do solo pelos
ventos.
Paracoccidioidomicose, Coccidioidomicose,
Histoplasmose, Blastomicose e
Criptococose.

Redução da imunidade.
Ex.: imunocomprometidos por doença de
Micoses oportunísticas base, como câncer, diabetes, ou tratamento
com corticoidoterapia.
Fonte: TRABULSI– ALTERTHUM

O livro de Flavio Alterthum, classifica as doenças causadas por fungos em três grupos:
alérgicas, infeciosas ou tóxicas.

Doenças Características

O estímulo da resposta alérgica com a presença do fungo


Alérgica Ex.: aspergilose broncopulmonar alérgica.
Asma brônquica, pneumonite alérgica.

Ingestão de alimentos contaminados com fungos


produtores de micotoxinas micotoxicoses — ou pela
Toxigênica ingestão de fungos macroscópicos venenosos —
micetismos.

é aquela em que o agente possui propriedade de agir


Infecciosa como patógeno primário ou oportunista, exemplo:
paracoccidioidomicose, candidíases.
Fonte: TRABULSI– ALTERTHUM

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O manual da ANVISA de Microbiologia Clínica mostra os fungos de maior importância no


tema da Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).
Segundo a ANVISA, o segundo grupo de importância médica nas infecções hospitalares
são os fungos, sendo o Cândida albicans e o Aspergillus os patógenos mais frequentes. Os
fungos são responsáveis por aproximadamente 8% das infecções hospitalares.
Na imagem abaixo você confere os principais patógenos das IRAS:

Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_microbiologia_completo.pdf

As portas de entrada dos fungos nos hospedeiros são as vias aéreas superiores ou a pele
com feridas.
Porta de entrada dos fungos:

A ANVISA mostra o gênero Aspergillus sp (Aspergillus terreus, A. fumigatus, A. flavus e A.


niger) é o mais citado na literatura como fungo oportunista, especialmente em pacientes trans-
plantados de medula óssea e neutropênicos (com diminuição dos neutrófilos, uma das nossas
células de defesa da corrente sanguínea).

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A inalação de esporos é a via mais comum de transmissão de aspergilose, pode inclusive


estar associado a reformas e construções, dentro e ao redor de hospitais. O fungo aspergilose
pode causar doença pulmonar e sinusite.
Depois de verificar a importância de estudar esse tema nas nossas provas, vamos conhe-
cer esses seres?

2.1. Características dos Fungos


Vamos analisar de forma resumida as características dos fungos.

Morfologia

Os fungos pluricelulares têm a sua estrutura formada por uma malha filamentosa chamada
de hifas, que são agrupadas, conhecido por micélio.

Parede Celular

A parede celular é responde pela rigidez da célula fúngica sendo composta basicamente
por polissacarídeos celulósicos ou quitínicos.

Metabolismo

Pode ser:
• Aeróbia: depende de O2; ou
• Anaeróbia facultativa: sobrevivendo em ambientes com baixa oxigenação.

Reprodução

Acontece de modo específico em cada grupo.


O ciclo de vida ocorre em duas fases: sexuado, ou teleomorfo e assexuado, ou anamorfo.
As leveduras: formas unicelulares se reproduzem assexuadamente por brotamento (mais
comum), ou seja, se forma a partir de uma célula-mãe.
Os fungos filamentosos possuem como elemento constituinte básico a hifa, que pode ser
septada ou não septada (cenocítica). A partir da hifa formam-se esporos, para propagação das
espécies. Na grande maioria dos fungos, os esporos podem ser chamados de conídios, pois
nascem diretamente delas ou sobre estruturas ligas a elas. Esses conceitos fundamentais
representam a base para a identificação de um fungo, pois a classificação de filamentosos é
feita, em regra, pelas características morfológicas, tanto macroscópicas (cor, aspecto, textura
da colônia etc.), quanto microscópicas (forma e cor da hifa, presença ou não de septos, tipo e
arranjo de esporos etc.), além da velocidade de crescimento (lenta, moderada ou rápida).
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Resumo das características mais importantes dos fungos:


• Unicelulares (leveduras) ou multicelulares (bolores ou fungos filamentosos);
• Eucarióticos (células desenvolvidas);
• Possuem na sua composição externa a quitina, um polissacarídeo nitrogenado;
• Estão distribuídos no solo, na água, em alimentos, nos vegetais, em detritos em geral,
em animais e no homem;
• A maioria são aeróbios obrigatórios, com exceção de certas leveduras fermentadoras
anaeróbias facultativas;
• Não possuem mecanismos químicos fotossintéticos ou autotróficos para produção de
energia ou síntese de constituintes celulares;
• A nutrição ocorre por absorção, na qual enzimas adequadas (exoenzimas) hidrolisam
macromoléculas;
• Umidade ideal para o crescimento dos fungos: situa-se na faixa de 75 a 95% (alguns
suportam uma ampla variação de umidade).

2.2. Defesa contra os Fungos


A nossa defesa pode ser dividida em inespecífica e específica. Na inespecífica podemos
citar a pele e as células de defesa (neutrófilos e macrófagos).
A pele sem lesão é uma barreira contra a colonização da maioria dos fungos, por ser uma
barreira física e por secretar ácidos graxos saturados com propriedades antifúngicas. A can-
didíase cutânea é facilitada pela umidade ou por lesões da pele.
A flora residente controla a proliferação de fungos como Candida albicans. Quando o pa-
ciente usa antibiótico e destrói as bactérias da flora residente pode ocorrer a candidíase oral,
vaginal ou intestinal.
Segundo Alterthum, a redução dos neutrófilos aumentam as infecções por candidíase mu-
cocutânea crônica, mucormicose, aspergilose, criptococose.
A resposta imune específica inclui os anticorpos específicos que reagem contra os antíge-
nos do fungo invasivo.
O diagnóstico das doenças causadas por fungos é feito por exame microscópico direto.
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Agora que já vimos como funciona o reino Fungi, vamos fazer uma ligação desses com
algumas doenças relacionadas a ele?
Principais agentes das doenças fúngicas:
• Aspergillus;
• Candida;
• Cryptococcus;
• Paracoccidiodes brasiliensis;
• Histoplasma capsulatum.

Doença Agente Características

Áreas ricas em glândulas sebáceas;


Lesões maculares (brancas);
Raramente causa foliculite.
Fatores externos que facilitam a
infecção: calor e umidade.
Pitiríase versicolor Malassezia spp A hipocromia das lesões tem
(pano branco). (Leveduras). sido atribuída à presença de
ácido azelaico que interfere
na melanogênese, enquanto
a hiperpigmentação parece
estar relacionada ao aumento e
distribuição dos melanossomas.

Infecções da pele, unhas ou


mucosas causadas por leveduras do
gênero Candida.
Fatores que favorecem a
multiplicação do fungo: variação
Cândida albicans,
hormonal ou por variações
Cândida tropicalis
Candidíase ambientais (aumento da
mutualismo-
mucocutâneas temperatura, da quantidade de
intestino e nas
(“sapinho” na açúcar no corpo ou até mesmo
genitálias.
mucosa oral criança e estresse);
O crescimento
infecção sexualmente Faz parte da microbiota humana;
populacional
transmissível). Afeta a mucosa oral, vaginal,
causa doença.
gastrointestinal e retal;
Leveduras.
Uma das mais comuns infecções
genitais;
Sintomas: Coceira, ardor e
corrimento vaginal, inchaço e
vermelhidão no órgão genital.

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Doença Agente Características

Afeta principalmente jardineiros


e fazendeiros devido ao contato
direto com o solo.
Sporothrix
Esporotricose. Implantação direta de esporos ou
schenckii;
fragmentos de micélio em lesões na
pele.
Causa feridas na pele.

Contaminação ocorre com a


inalação dos esporos presente
em ambientes onde se acumulam
excrementos de morcegos ou de
Histoplasma
Histoplasmose aves;
capsulatum
Provoca infecção pulmonar, febre e
anemia;
Prevenção – uso de máscaras em
locais com fezes de animais.

Transmissão via contato direto;


Podem atacar: couro cabeludo,
Trichophyton
Tinhas ou tíneas virilha, pé e unhas (onicomitose);
purpureum
Nas unhas, a infecção começa pela
borda livre das unhas.

Afeta principalmente os pelos do


couro cabeludo;
Piedra negra Piedraia hortae
Altamente contagiosa e de fácil
propagação.

Infecção assintomática, superficial,


Hortaea werneckii benigna caracterizada por lesões
Tinea Nigra (Tinha Cladosporium maculares, pouco descamativas de
Negra) werneckii cor marrom a negro, mais comum
nas regiões palmar e plantar.

É uma infecção fúngica, superficial,


que se caracteriza pela presença
de nódulos claros ao redor dos
pelos, de qualquer parte do corpo,
principalmente couro cabeludo,
Trichosporon
Piedra branca bigode e barba.
beigelii
Crescimento de massas moles e
de coloração clara, formada por
leveduras.
Pode ser evitado com higiene
pessoal.

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Doença Agente Características

Encontrado no meio ambiente, em


locais com grama.
Blastomyces Causada pela inalação de esporos
Blastomicose dermatitidis; do fungo.
Provocam infecções pulmonares e
cutâneas.

Encontrado em fezes de pombos,


papagaios e periquitos.
As excretas, quando secas,
Cryptococcus promovem a dispersão dos esporos
Criptococose neoformans; do fungo.
Provocam lesões pulmonares e
meningoencefálicas.
Ainda: febre, emagrecimento, tosse.

Inalação de esporos.
Ele facilmente se instala no
pulmão onde pode colonizar
cavitações e formar bolas de
Aspergilose Aspergillus spp.;
fungos, semelhantes a um tumor
(aspergiloma).
Pacientes debilitados por doenças
pulmonares ou cânceres.

Pneumocystis Afeta geralmente pacientes com


Pneumocistose jiroveci; AIDS.

Destacam-se os
fungos do gênero
Cryptococcus
Candida albicans
Candida tropicalis
Meningite causada por Histoplasma
fungos capsulatum
Paracoccidioides
brasiliensis
Aspergillus
fumigatus

Micose sistêmica causada pelo


fungo dimórfico.
Micose progressiva de pele,
Paracoccidioides
Paracoccidioidomicose mucosas, linfonodos e órgãos
brasiliensis
internos.
sintomas são úlceras de pele,
adenite e dor no órgão abdominal
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Devido a gravidade da meningite fúngica vamos trazer alguns detalhes desse problema
com base no Manual de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Meningite criptocócica

Agente etiológico Cryptococcus.

Microfocos relacionados a habitat de aves, madeira


em decomposição em árvores, poeira domiciliar, outro
habitat, como de morcegos e outros animais; onde houver
concentração estável de matéria orgânica, pode representar
Reservatório fontes ambientais potenciais para a infecção. Além de pombos,
outras aves também são importantes reservatórios, sobretudo
aquelas relacionadas à criação em cativeiro no ambiente
doméstico, como canários e periquitos.

Geralmente ocorre devido à inalação das formas


Modo de transmissão leveduriformes do ambiente.

A suscetibilidade é geral; o C. neoformans tem caráter


Suscetibilidade e predominantemente oportunista; o C. gatti atinge
vulnerabilidade prioritariamente crianças e jovens hígidos.

Lesões focais únicas ou múltiplas no SNC, simulando


neoplasias, associadas ou não ao quadro meníngeo; isto tem
Manifestações sido associado ao C. gattii.
clínicas Nos pacientes com aids apresentam cefaleia, febre, demência
progressiva e confusão mental.

Exames no LCR: líquor normal é límpido e incolor, como “água


Diagnóstico de rocha”.
Glicose – Diminuída, proteína e leucócito aumentados.
Fonte: Ministério da Saúde, 2019.

Coccidioidomicose
No Brasil, a maioria dos casos descritos teve vínculo epidemiológico com o
hábito de caçar tatu.

Micose sistêmica, predominantemente pulmonar, podendo,


Descrição também, comprometer pele, laringe, ossos, articulação e
meninges.

Agente etiológico Coccidioides immitis, um fungo dimórfico.

O solo, especialmente, de locais secos e com pH alcalino. A


Reservatório doença acomete o homem e outros animais (gado bovino,
ovino, caprino, entre outros).
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Coccidioidomicose
No Brasil, a maioria dos casos descritos teve vínculo epidemiológico com o
hábito de caçar tatu.

Por inalação dos artroconídeos (forma do fungo no solo).


A transmissão por inoculação, sobretudo a decorrente
Modo de de acidentes de laboratório, é relativamente comum.
transmissão Transmissão durante a gravidez é rara e, quando ocorre, pode
haver óbito neonatal.

Período de Não é doença contagiosa de indivíduo a indivíduo.


transmissibilidade
Anfotericina B
Tratamento Fluconazol
Itraconazol
Fonte: Guia de Bolso, Ministério da Saúde 2010
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf

001. (CESPE/DEPEN/2015) Acerca das características dos microrganismos e dos parasitas,


julgue os itens que se seguem.
Os fungos desenvolvem-se em ambientes geralmente inadequados às bactérias, podendo cau-
sar, por exemplo, as micoses sistêmicas.

Os fungos são geralmente adaptados a ambientes que poderiam ser hostis a bactérias. Por
exemplo, os fungos podem crescer sobre substâncias com baixo grau de umidade, geralmente
tão baixo que impede o crescimento de bactérias.
Certo.

002. (CESPE/SESA-ES/2013/ADAPTADA) Os seres vivos podem ser agrupados de acordo


com suas semelhanças morfológicas, formas de alimentação, de locomoção de produção e de
ciclo de vida. Os maiores grupos resultantes do processo de evolução são os reinos. Acerca da
classificação dos seres vivos quanto ao reino a que pertencem julgue o item.
Os fungos são considerados plantas porque fazem fotossíntese. Eles não são considerados
animais porque não são capazes de se locomover à procura de alimentos.

Os fungos não são plantas e fazem parte de Reino Fungi.


Errado.

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003. (IDCAP/PREFEITURA DE ÁGUIA BRANCA-ES/2018) Sobre a Histoplasmose pulmonar


crônica cavitária é incorreto afirmar:
a) Essa forma clínica é idêntica à Tuberculose avançada do adulto.
b) Acomete, principalmente, homens acima de 50 anos, com antecedentes de DPOC.
c) As principais manifestações são: tosse, expectoração mucopurulenta, dor torácica, dispneia
de esforço, febre baixa, astenia, anorexia e perda ponderal.
d) O exame físico mostra as alterações próprias do enfisema pulmonar.
e) Cerca de 20% dos casos apresentam meningoencefalite.

Os casos que evoluem para meningoencefalites são causados por Histoplasmose Dissemina-
da Aguda e não crônica.
Vamos fazer uma comparação:

Histoplasmose Disseminada Histoplasmose Disseminada


Aguda Crônica

Ocorre mais frequentemente


em maiores de 40 anos, com
Na primeira infância, em predominância do sexo masculino.
algumas zonas endêmicas Geralmente, os pacientes mostram
e em pacientes com deficiências imunes leves, produzidas
grave comprometimento por diversos fatores, associados
da imunidade celular, ou não, como idade avançada,
especialmente leucose, linfomas alcoolismo crônico, diabetes,
e aids. tumores sólidos, corticoterapia e
linfomas.

Manifestações clínicas: astenia,


perda de peso e lesões cutâneas
e/ou mucosas. As lesões mucosas
Manifestações clínicas: febre são observadas em cerca de 90%
elevada, perda ponderal, dos casos, polimorfas, ulceradas ou
astenia, diarreia, vômitos, ulcerovegetantes, e se situam na
hepatoesplenomegalia, língua, mucosa oral, faringe, septo/
adenomegalias generalizadas nasal e laringe. As lesões cutâneas
e lesões cutâneas. Cerca de são menos frequentes. Apresentam-
20% dos casos apresentam se como úlceras de bordas nítidas,
meningoencefalite. profundas, com fundo granuloso
e pápulas acneiformes, com ápice
ulcerado, pustuloso ou nodoso.
Fonte: Guia de Bolso, Ministério da Saúde, 2010.

Letra e.

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004. (IBFC/2016) É uma doença causada por um protozoário, exceto a descrita na alternativa:
a) Histoplasmose
b) Malária
c) Leishmaniose visceral
d) Tricomoníase

A Histoplasmose é um fungo.
Letra a.

005. (FCC/TRT-5ª REGIÃO/2013) Um aspecto associado ao meio ambiente diz respeito aos
agravos relacionados aos pombos. Alguns desses agravos são:
a) leptospirose, encefalite e alergias.
b) dermatites, toxoplasmose e tifo murino.
c) histoplasmose, meningite criptocócica e salmonelose.
d) conjuntivite, leishmaniose e toxoplasmose.
e) carbúnculo, leishmaniose e blastomicose.

Histoplasmose, meningite criptocócica e salmonelose são doenças que têm em comum o fato
de serem causadas por transmissão dos pombos. Os dois primeiros agentes etiológicos são
fungos e o último é uma bactéria.
Segundo informações do site da Secretária de Saúde de SP, algumas doenças como criptoco-
cose, histoplasmose e clamidiose são transmitidas através da inalação de poeira resultante de
fezes secas de pombos, contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou bactéria
(clamidiose). Elas comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema
nervoso central (no caso da criptococose). Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/
secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/index.
php?p=4594
Nesse mesmo link você pode verificar uma tabela resumo das doenças causadas pelo pombo:

Criptococose Fungo Cryptococus neoformans

Histoplasmose Fungo Histoplasma capsulatum

Bactéria
Clamidiose Chlamydia psittaci

Salmonelose Bactéria Salmonella spp

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A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de
pombos contendo o agente infeccioso Salmonela spp (bactéria), que compromete o aparelho
digestivo.
Letra c.

006. (FCC/TCE-PI/2014) Na home page do Coren Piauí constou a seguinte informação: Se-
sapi (Secretaria de Estado da Saúde) alerta para os riscos de doenças durante o período de
chuvas. Uma das doenças característica desse período é a
a) hepatite C: virose cuja principal transmissão é a via fecal oral.
b) leptospirose: causada pela espiroqueta Leptospira encontrada na urina dos ratos.
c) febre tifoide: riquetsiose conhecida popularmente como tifo.
d) oncocercose: infecção fúngica sistêmica causada pela Onchocerca.
e) histoplasmose: infecção bacteriana de transmissão inter-humanos.

Observe a importância de saber a classe dos agentes etiológicos e as doenças causa-


das por eles.
A hepatite C é transmitida por um vírus e não tem nada a ver com fecal oral e nem com o caso
da questão. A Oncocercose é uma infecção causada pelo nematódeo filarioide por Onchocerca
volvulus, apresenta como sintomas: nódulos subcutâneos, prurido, dermatite, adenopatia, atro-
fia e lesões nos olhos que podem levar à cegueira (nome popular da doença: cegueira do rio).
Letra b.

007. (AOCP/FESF/SUS/2010) Em relação às doenças infecciosas de interesse para a saúde


pública, assinale a alternativa correta.
a) Coccidioidomicose: Micose sistêmica, predominantemente pulmonar, podendo, também,
comprometer pele, laringe, ossos, articulação e meninges, entre outros. Após a infecção, 60%
dos indivíduos apresentam infecção primária inaparente; os demais, geralmente, cursam com
uma infecção moderada ou levemente grave.
b) Cólera: Infecção intestinal aguda, causada pelo protozoário Vibrio cholerae, frequentemente
assintomática ou oligossintomática, com diarreia leve. Pode se apresentar de forma grave,
com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras.
c) Coqueluche: Doença infecciosa crônica, não transmissível, de distribuição universal, que
compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza
por paroxismos de tosse seca.
d) Criptosporidíase: Infecção fúngica que apresenta duas formas: cutânea e sistêmica. A for-
ma cutânea aparece em 10% a 15% dos casos (na maioria das vezes, precede a doença sistê-
mica) e é caracterizada por manifestações de lesões acneiformes, rash cutâneo, ulcerações ou
massas subcutâneas que simulam tumores.

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e) Criptococose: Infecção causada por protozoário coccídeo, parasito reconhecido como pa-
tógeno animal. Atinge as células epiteliais das vias gastrintestinais, biliares e respiratórias do
homem, de diversos animais vertebrados e grandes mamíferos. É responsável por diarreia es-
porádica em todas as idades, diarreia aguda em crianças e diarréia dos viajantes.

b) Errada. A cólera é causada por uma bactéria que libera uma toxina – Vibrio cholerae.
c) Errada. A coqueluche é causada por uma bactéria e é transmissível.
d) Errada. A Criptosporidíase é uma infecção causada por protozoário coccídeo, parasito reco-
nhecido como patógeno animal.
e) Errada. A Criptococose é causada pelo fungo Cryptococcus neoformans.
Letra a.

008. (AOCP/2014) São sinais e sintomas da candidíase vulvovaginal, EXCETO


a) prurido vulvovaginal
b) ardor ou dor à micção.
c) corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso.
d) fissuras e maceração da pele.
e) vagina e colo recobertos por placas esverdeadas, aderidas à mucosa.

O corrimento da cândida é branco.


Resumo da Candidíase:
Candidíase vulvovaginal é uma infecção da vulva e da vagina, causada por um fungo comensal
que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva. Esse fungo cresce em excesso quando o
meio se torna favorável para o seu desenvolvimento (sem ventilação, alta umidade, alto índice
de açucares). Pode ser transmitido por via sexual.
Cerca de 80 a 90% dos casos são devidos à Candida albicans e de 10 a 20% a outras espécies
chamadas não albicans (C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis).
Fatores de risco para candidíase vulvovaginal: gravidez, diabetes Mellitus (descompensa-
do), obesidade, uso de contraceptivos orais de altas dosagens, uso de antibióticos, corticoi-
des ou imunossupressores, hábitos de higiene e vestuário inadequados (umidade alta e sem
ventilação).
Sinais e sintomas:
• prurido vulvovaginal (principal sintoma, e de intensidade variável);
• ardor ou dor à micção;
• corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso (“leite coalhado”);
• hiperemia, edema vulvar, fissuras e maceração da vulva;
• dispareunia (dor durante o ato sexual);

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• fissuras e maceração da pele; e


• vagina e colo recobertos por placas brancas ou branco acinzentadas, aderidas à muco-
sa.
Letra e.

009. (CONTEMAX/2019) Sobre os aspectos clínicos e epidemiológicos da Candidíase, é IN-


CORRETO afirmar:
a) Micose que atinge a superfície cutânea e/ou membranas mucosas, resultando em Candidí-
ase oral, Candidíase vaginal, intertrigo, paroníquia e onicomicose.
b) A forma mais comum de Candidíase oral é a pustulóide, caracterizada por placas brancas
removíveis na mucosa oral (aftas).
c) O intertrigo atinge mais frequentemente as dobras cutâneas, nuca, virilha e regiões axilares.
d) A Candidíase invasiva, geralmente por disseminação hematogênica, candidemia, constitui-
se em evento importante entre as infecções hospitalares.
e) A Candidíase invasiva é comum em indivíduos com diabetes mellitus, aqueles que fazem uso
prolongado de nutrição parenteral total, de antibiótico de amplo espectro e de cateter venoso
central, bem como aqueles submetidos à cirurgia recente, particularmente do intestino grosso.

A forma mais comum de Candidíase oral é a pseudomembranosa, caracterizada por placas


brancas removíveis na mucosa oral (aftas).
Vamos analisar a descrição da doença Candidíase no Guia de Bolso de Doenças transmissí-
veis do MS?

Candidíase – Monilíase, sapinho

Agente Candida albicans, Candida tropicalis.


etiológico

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Candidíase – Monilíase, sapinho

Micose que atinge a superfície cutânea e/ou


membranas mucosas, resultando em Candidíase
oral, Candidíase vaginal, intertrigo, paroníquia e
onicomicose. A forma mais comum de Candidíase
oral é a pseudomembranosa, caracterizada por
placas brancas removíveis na mucosa oral (aftas).
Outra apresentação clínica é a forma atrófica, que se
apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre o palato
duro ou mole. O intertrigo atinge mais frequentemente
as dobras cutâneas, nuca, virilha e regiões axilares. A
infecção mucocutânea crônica pode estar associada
a doenças endócrinas, como diabetes melittus, ao
tratamento com antibióticos de amplo espectro ou à
Descrição imunodeficiência, sendo frequente na infecção por HIV,
quando assume caráter sistêmico grave. A Candidíase
invasiva, geralmente por disseminação hematogênica,
candidemia, constitui-se em evento importante entre
as infecções hospitalares. É comum em indivíduos com
diabetes mellitus, aqueles que fazem uso prolongado
de nutrição parenteral total, de antibiótico de amplo
espectro e de cateter venoso central, bem como
aqueles submetidos à cirurgia recente, particularmente
do intestino grosso. Também pode ocorrer em
recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros
imunocomprometidos, podendo atingir qualquer órgão
e evoluir para êxito letal.

Reservatório O homem.

Por meio de contato com mucosas e secreções em


pele de portadores ou doentes. A transmissão vertical
Modo de pode
transmissão ocorrer durante o parto normal. Pode ocorrer
disseminação endógena.

Nistatina.
Tratamento Fluconazol.
Fonte: MS, 2010.

A importância das questões sobre os fungos está conectada com as doenças oportunistas
nas IRAS e nos pacientes com AIDS, principalmente os seguintes agentes: Pneumocistose,
candidíase, criptococose, Histoplasmose.
Letra b.

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3. Vírus
Os vírus não pertencem a nenhum reino específico. Uma curiosidade que o termo vírus
significa veneno. Existem vírus que são oncogênicos, ou seja, possuem características que
causam, ou potencializam o câncer.
Vejamos as principais características dos vírus:
• Parasitas intracelulares obrigatórios;
• São seres muito pequenos – vistos apenas com o microscópio eletrônico;
• Genoma pequeno;
• Possui um ácido nucleico, DNA (adenovírus) ou RNA (retrovírus); envolvido por uma
capa proteica chamada de capsídeo ou cápside. Alguns casos de uma membrana lipo-
proteica, denominada envelope ou envoltório;
• Exemplos de vírus de DNA: herpes, hepatite B e HPV;
• Alguns vírus se associam com partes especializadas da membrana plasmática da célu-
la hospedeira, como o vírus Ebola, que se associa com porções lipídicas ricas em esfin-
gomielina, colesterol e proteínas contendo glicolipídios.

Tipos de vírus:
• Vírus icosaédricos – simetria icosaédrica. Ex. adenovírus (DNA), picornavírus(RNA), ri-
novírus herpesvírus (DNA).
• Vírus helicoidais – forma de hélice – vírus da influenza e da raiva.
• Vírus de estrutura complexa – não podem ser classificados como Icosaédrico ou heli-
coidais são considerados vírus de estrutura complexa – Poxviridae, que possuem o DNA
viral associado a proteínas em forma de nucleoide bicôncavo e bacteriófagos.
• Vírus Gigantes – pandoravírus – infectam amebas.

Ácido Nucleico

Adenovírus são alguns tipos de vírus com material genético de DNA: infectam preferen-
cialmente as células das vias aéreas e causam doenças como gripes e resfriados, conjuntivite,
bronquite, pneumonia e algumas enfermidades do trato intestinal.
Retrovírus são vírus de RNA: são mais propensos a sofrer mutações genéticas, se compa-
rados aos vírus DNA.

Vírus com DNA Vírus com RNA

Rotavírus
Polyomaviridae HTLV
Herpesvírus HIV
Adenovírus Hepatite C
Parvovírus Vírus da dengue
Febre amarela

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Os vírus que têm genoma de RNA, como os rotavírus, em geral, possuem em sua estrutura
uma enzima com função de transcriptase, que produz o mRNA necessário à síntese de prote-
ínas, e de replicase, capaz de replicar o genoma de RNA. Essa enzima é conhecida como RNA
polimerase RNA dependente.

Morfologia

Consistem basicamente de um ácido nucleico, DNA ou RNA, envolvido por uma capa pro-
teica (capsídeo ou cápside), em alguns casos podem apresentar uma membrana lipoproteica
(envelope ou envoltório).

Estrutura Viral

Espículas

Ácido nucleico
(genoma)

Capsômeros
(capsídeo)
Envelope

https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/13725/2/Conceitos%20e%20Metodos%20V4_Virologia.pdf

Os vírus são constituídos por dois componentes essenciais: a parte central (cerne), onde
se encontra o genoma; ligado a uma capa proteica (capsídeo), juntos forma o nucleocapsídeo.
Alguns outros vírus, são constituídos por uma membrana lipoproteica externa (envelope)
esse envelope costuma ser adquirido no momento.
Que o vírus sai da célula hospedeira.

Capsídeo

O genoma do vírus é protegido por uma capa proteica (capsídeo).


As características do capsídeo são dadas pelo agrupamento das proteínas virais (icosaé-
drica ou helicoidal.)

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Envelope Viral

Estruturas complexas de membrana envolvendo o nucleocapsídeo.


O envelope viral: bicamada lipídica com proteínas (glicoproteínas).
A membrana lipídica provém da célula hospedeira.
As proteínas sejam codificadas exclusivamente pelo vírus. Mas por causa da presença de
lipídeos no envelope, os vírus envelopados são sensíveis a solventes orgânicos assim na pre-
sença desses solventes, os lipídeos são dissolvidos e o vírus perde a infectividade.
É importante não esquecermos que as glicoproteínas do envelope, estão expostas na su-
perfície viral e são os principais antígenos dos vírus envelopados.

 Obs.: o conjunto de núcleo mais capsídeo é denominado nucleocapsídeo.

Partes do Vírus

Enzimas

Os vírus não realizam processos metabólicos.


São inertes fora da célula (geralmente).
Algumas partículas virais contêm enzimas importantes no processo infeccioso (retrovírus).
Alguns vírus possuem enzimas que ajudam a entrada na célula (bacteriófagos), pois pos-
suem a lisozima, necessária para fazer uma perfuração na parede celular para a penetração do
genoma viral.

Replicação Viral

Embora os vírus sejam diferentes no número de genes que contêm, o genoma viral deve
codificar para três tipos de funções que são expressas pelas proteínas que sintetizam. Estas
funções são:
• a) alterar a estrutura e/ou a função da célula infectada;
• b) promover a replicação do genoma viral; e
• c) promover a formação de partículas virais.

O processo de infecção viral com ciclo lítico, ou infecção produtiva, pode ser dividido, dida-
ticamente, em cinco fases: adsorção, penetração, síntese dos componentes virais, maturação

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e liberação. Nem sempre o vírus rompe a célula ao sair dela, ele pode sair pelo mecanismo de
brotamento.

Replicação Viral

1. Adsorção: fixação do vírus à superfície da célula. Ocorre por interações iônicas. As pro-
teínas de fixação virais reconhecem receptores específicos, que podem ser proteínas, carboi-
dratos ou lipídios, na parte externa da célula. Células sem os receptores apropriados não são
susceptíveis ao vírus.
2. Penetração: o vírus entra na célula e várias maneiras de acordo com a natureza do vírus.
3. Desencapamento: liberação do material genético dentro da célula.
4. Montagem/maturação: formação de novas partículas virais
5. Liberação: saída do vírus da célula por lise (ruptura) ou brotamento (sem romper a célula).
Vamos verificar na tabela abaixo os principais vírus na prática clínica e os vírus mais co-
brados em provas:

Família Gênero + Espécie Doença

Chordopoxvirinae Orthopoxvirus
Varíola
(DNA) Vaccinia vírus

Molluscum
Molluscipoxvirus (DNA) Molusco contagioso
contagiosum virus

Herpesviridae (DNA) Human herpesvirus 1 Herpes simplex 1 e 2

Varicellovirus –
Herpesviridae (DNA) Varicela (catapora)
Human herpesvirus 3

Cytomegalovirus –
Herpesviridae (DNA) Citomegalovírus
Human herpesvirus 5

Roseolovirus –
Herpesviridae Roséola
Human herpesvirus 6

Saimiriine
Herpesviridae herpesvirus 2 Herpes Sarcoma de Kaposi
8

Adenoviridae (DNA) Human adenovirus C Adenovírus humanos

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Família Gênero + Espécie Doença

Human
Papillomaviridae (DNA) Papiloma humano
papillomavirus

Hepadnaviridae
Orthohepadnavirus Hepatitis B virus Hepatite B
(DNA)
Lentivirus
Retroviridae (RNA com Human
HIV1 e HIV2
transcriptase reversa) immunodeficiency
virus 1

Reoviridae (RNA) Rotavirus A Rotavírus de humanos

Paramyxoviridae (RNA) Mumps virus Caxumba

Paramyxoviridae (RNA) Morbillivirus Sarampo

Lyssavirus
Rhabdoviridae (RNA) Vírus da raiva
Rabies virus

Influenza A
Orthomyxoviridae Influenza A, B e C
Influenza B
(RNA) virus
Influenza C

Hantavirus – Hantaan
Bunyaviridae (RNA) Hantavírus
virus

Arenaviridae – Hepatitis delta virus Hepatite D


Deltavirus (RNA)
Enterovirus – Human
Picornaviridae (RNA) Poliomielite
enterovirus C

Picornaviridae (RNA) Hepatovirus Hepatite A

Hepeviridae (RNA) Hepatitis E virus Hepatite E

Coronaviridae (RNA) Alphacoronavirus Resfriado comum

SARSr-CoV e MERS-CoV
Coronaviridae (RNA) Betacoronavirus
SARS-CoV-2 (COVID 19)

Flaviviridae Febre amarela, dengue, Zika

Hepacivirus –
Flaviviridae Hepatite C
Hepatitis C virus

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Família Gênero + Espécie Doença

Togaviridae Rubella vírus Rubéola

Vírus Epstein-Barr
mononucleose
(EBV)

Curiosidade – Os Vírus e o Câncer

A tríade composta pela infecção viral, um cocarcinógeno e uma resposta imune ineficaz
é comum a vários tumores humanos. Aproximadamente 15% dos cânceres humanos estão
associados a infecções por vários tipos de vírus:
• vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV1) – sarcoma de Kaposi, câncer colo útero
(maior incidência);
• vírus da leucemia de células T do tipo I (HTLV-I);
• hepatites B e C (HBV e HCV), o vírus Epstein-Barr (EBV), o papilomavírus humano (HPV).

Vírus oncogênico Câncer

Vírus da Hepatite B (HBV) Carcinoma hepatocelular


Vírus da Hepatite C (HCV)
Linfoma de Burkitt
Vírus Epstein-Barr (EBV) Doença de Hodgkin

Papilomavírus (HPV) Carcinomas anogenitais (colo


HPV 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, uterino, vulva, vagina, ânus, pênis),
56, 58, e 59 carcinomas da orofaringe

Vírus da Leucemia de células T Leucemia de Célula T


Humano Tipo I (HTLV I)
Herpesvírus– humano 8 (HHV- Sarcoma de Kaposi (pacientes
8/KSHV) imunossuprimidos)

Vamos fazer questões sobre os vírus?

010. (IBFC/EBSERH/2016) São doenças causadas por vírus:


a) Sarampo, Cólera e Sífilis
b) Varíola, Coqueluche e Histoplasmose
c) Caxumba, Hepatites e Raiva
d) Difteria, Tuberculose e Aspergilose
e) Hanseníase, Tétano e Paracoccidiodomicose

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São doenças causadas por bactérias: cólera e sífilis (letra A), coqueluche (Letra B), Difteria e
Tuberculose (letra D), Hanseníase e Tétano (letra E).
São doenças causadas por fungos: Histoplasmose (Letra B), Aspergilose (letra D), Paracocci-
diodomicose (letra E).
Revisando!
Sarampo: Vírus RNA do gênero Morbilivirus
Cólera: bactéria (bacilo gram-negativo) V. cholerea
Sífilis: bactéria (gram-negativa) Treponema Pallidum
Varíola: vírus Orthopoxvirus
Coqueluche: bactéria (bacilo gram-negativo) Bordetella pertussis
Histoplasmose: fungo Histoplasma capsulatum
Caxumba: vírus da família Paramyxoviridae
Difteria: bactéria (bacilo gram-positivo) Corynebacterium diphtheriae
Tuberculose: bactéria Mycobacterium Tuberculosis
Aspergilose: fungo Aspergillus fumigatus
Hanseníase: bactéria Mycobacterium Leprae
Tétano: bactéria Clostridium tetani
Paracoccidiodomicose: fungo Paracoccidioides brasiliensis
Letra c.

011. (IOBV/PREFEITURA DE VIDEIRA-SC/2014) Assinale a alternativa que contenha as doen-


ças causadas por vírus:
a) Botulismo e Cinomose.
b) Hepatite e Herpes Zoster.
c) Gripe e Micoses.
d) AIDS e Gonorreia.

a) Errada. Botulismo é causado pela bactéria Clostridium botulinum e a Cinomose é uma doen-
ça altamente contagiosa provocada pelo vírus CDV.
c) Errada. A gripe é viral e as micoses são fungos.
d) Errada. A Gonorreia é uma infecção bacteriana sexualmente transmissível.
Letra b.

012. (COSEAC/UFF/2014) A virologia é uma parte da microbiologia que estuda os vírus, os


quais, ao penetrarem em um hospedeiro suscetível, provocam doenças e se reproduzem rapi-
damente. São doenças causadas por vírus:

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a) varicela, candidíase e histoplasmose.


b) tétano, sífilis e leptospirose.
c) hanseníase, gonorreia e febre tifoide.
d) difteria, cólera e cancro mole.
e) febre amarela, herpes simples e sarampo.

a) Errada. A varicela é a catapora e é causada por vírus Varicela-Zoster. A Candidíase é doença


fúngica, causada pela Candida albicans. A histoplasmose também é causada por fungo que é
encontrado frequentemente em fezes de pássaros e de morcegos.
b) Errada. O tétano, sífilis e leptospirose são causadas por bactérias.
Tétano – infecção bacteriana causada pela toxina do bacilo tetânico (Clostridium tetani).
Sífilis – bactéria Treponema pallidum.
Leptospirose – Bactéria do gênero Leptospira (transmitida pela urina do rato). Essa doença é
muito cobrada em provas.
c) Errada. Hanseníase, gonorreia e febre tifoide são doenças bacterianas.
Hanseníase – bactéria Mycobacterium leprae.
Gonorreia – bactéria Neisseria gonorrhoeae.
Febre tifoide – bactéria Salmonella typhi.
d) Errada. A difteria, cólera e cancro mole são causadas por bactérias.
Difteria – bactéria (bacilo gram-positivo) Corynebacterium diphtheriae.
Cólera – bactéria Vibrio cholerae.
Cancro mole – bactéria Haemophilus ducreyi.
Letra e.

013. (CONPASS/PREFEITURA DE CARNAÍBA-PE/2013) Qual das seguintes doenças pode


ser causada tanto por vírus como por bactérias?
a) Sífilis
b) Rubéola
c) Meningite
d) Varicela
e) Hanseníase

A meningite é uma infecção das meninges (membrana que reveste o tecido cerebral, podendo
ser causada por fungos, vírus e bactérias.
Agora que já sabemos quais doenças são causadas por vírus vamos fazer algumas questões
de doenças virais?
Letra c.

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014. (UPNET/PREFEITURA DE POMBOS-PE/2017) A doença do vírus Zika é causada por um


vírus transmitido, principalmente, pelo mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus. Quanto
aos sintomas dessa patologia, assinale a alternativa CORRETA.
a) Febre crônica, geralmente com complicações graves.
b) Exantema maculopapular pruriginoso, febre ou hiperemia conjuntival sem secreção e pruri-
do ou poliartralgia ou edema periarticular.
c) Febre crônica, hiperemia conjuntival com secreção.
d) Exantema maculopapular pruriginoso, hiperemia conjuntival com secreção purulenta e pre-
sença de prurido.
e) Geralmente apresenta complicações graves e febre alta que dura de 08 a 10 dias.

O termo “febre crônica” não tem correlação com a Zika, descartamos a letra A e C. A letra D está
errada, pois não há secreção purulenta. Letra E está errada, pois geralmente é assintomática.
Letra b.

015. (IBFC/SESACRE/2019) A AIDS é a doença causada pela infecção do Vírus da Imuno-


deficiência Humana (HIV). Esse vírus ataca o sistema imunológico que é o responsável por
defender o organismo de doenças. Quanto às formas de transmissão do vírus HIV, assinale a
alternativa incorreta.
a) relações sexuais desprotegidas
b) compartilhamento de seringas contaminadas
c) transmissão da mãe para filho durante a gravidez
d) compartilhamento de roupas e utensílios

O compartilhamento de roupas e utensílios não transmite HIV. Vamos verificar no Manual de


Vigilância em Saúde 2019 a forma de transmissão do HIV:
Forma de Transmissão: O HIV pode ser transmitido por via sexual (esperma e secreção vagi-
nal), pelo sangue (gestação/ parto para criança e via parenteral) e pelo leite materno. A trans-
missão vertical para criança pode ocorrer durante a gestação, o parto e a amamentação. A
partir do momento em que a pessoa é infectada, ela tem a capacidade de transmitir o HIV. A
transmissão pode ocorrer mediante: relações sexuais desprotegidas; utilização de sangue ou
seus derivados não testados adequadamente; recepção de órgãos ou sêmen de doadores não
testados; reutilização e compartilhamento de seringas e agulhas; acidente ocupacional duran-
te a manipulação de instrumentos perfurocortantes contaminados com sangue e secreções
das pessoas. Na infecção muito recente (“infecção aguda”) ou na avançada a maior concentra-
ção do HIV no sangue (carga viral alta) e nas secreções sexuais, aumentando a transmissibili-
dade do vírus. Outros processos infecciosos e inflamatórios favorecem a transmissão do HIV,
especialmente a presença das infecções sexualmente transmissíveis (IST). Fonte: MS 2019

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É importante saber a diferença de HIV e AIDS. A AIDS ocorre quando o vírus do HIV está em
contaminação avançada, gerando alteração imunológica grave, nessa fase ocorre doenças
oportunistas.
Vamos revisar alguns aspectos sobre o HIV/AIDS:

HIV/AIDS

Pois tem caráter pandêmico e


Problema de saúde pública transcendência.

As pessoas infectadas pelo HIV, sem


tratamento, evoluem para uma grave
disfunção do sistema imunológico, à
medida que vão sendo destruídos os
linfócitos T CD4+, uma das principais
células-alvo do vírus.
A história natural dessa infecção vem
Descrição sendo alterada, consideravelmente, pela
terapia antirretroviral (TARV), iniciada no
Brasil em 1996, resultando em aumento
da sobrevida das pessoas, mediante
reconstituição das funções do sistema
imunológico e redução de doenças
secundárias.

HIV-1 e HIV-2 são retrovírus da família


Lentiviridae. Pertencem ao grupo dos
retrovírus citopáticos, necessitando, para
se multiplicar, de uma enzima denominada
Agentes etiológicos transcriptase reversa, responsável
pela transcrição do ácido ribonucleico
(RNA) viral para uma cópia do ácido
desoxirribonucleico (DNA), que pode então
se integrar ao genoma do hospedeiro.

O tempo entre a infecção pelo HIV e o


aparecimento de sinais e sintomas da fase
Período de incubação aguda, denominada síndrome retroviral
aguda (SRA), é de 1 a 3 semanas.

Após a infecção aguda, o tempo de


desenvolvimento de sinais e sintomas da
aids é em média de 10 anos. Entretanto,
Período de latência sinais e sintomas de imunodeficiência
associada à infecção pelo HIV, não aids,
podem aparecer com tempo de latência
variável após a infecção aguda.

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Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
Fernanda Barboza

HIV/AIDS

Sarcoma de Kaposi, linfomas não Hodgkin,


Aids/neoplasias neoplasias intraepiteliais anal e cervical.

Aguda (3-4 semanas): viremia elevada,


quanto por resposta imune intensa e queda
rápida na contagem de linfócitos T CD4+
de caráter transitório. febre, adenopatia,
faringite, mialgia, artralgia, exantema
maculopapular eritematoso; ulcerações
mucocutâneas, envolvendo mucosa oral,
esôfago e genitália; hiporexia, adinamia,
cefaleia, fotofobia, hepatoesplenomegalia,
perda de peso, náuseas e vômitos.
Fase assintomática: pode durar meses
ou anos, e os sintomas clínicos são mínimos
(linfadenopatia) ou inexistentes. Os exames
sorológicos para o HIV são reagentes e a
contagem de linfócitos T CD4+ pode estar
estável ou em declínio.
Fase sintomática inicial: doenças
oportunistas de menor gravidade,
conhecidos como complexo relacionado
Manifestação clínica à aids (ARC). São indicativos de ARC:
candidíase oral e a presença de mais de
um dos seguintes sinais e sintomas, com
duração superior a um mês, sem causa
identificada: linfadenopatia generalizada,
diarreia, febre, astenia, sudorese noturna e
perda de peso superior a 10%.
O aparecimento de Infecções Oportunisitas
(IO) e neoplasias é definidor da aids.
Entre as infecções oportunistas, destacam-
se: pneumocistose, neurotoxoplasmose,
tuberculose pulmonar atípica ou
disseminada, meningite criptocócica e
retinite por citomegalovírus. As neoplasias
mais comuns são sarcoma de Kaposi
(SK), linfoma não Hodgkin e câncer de
colo uterino, em mulheres jovens. Nessas
situações, a contagem de LT-CD4+ situa-se
abaixo de 200 céls/mm³, na maioria das
vezes.
Fonte: Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 2019. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.
gov.br/images/pdf/2019/junho/25/guia-vigilancia-saude-volume-unico-3ed.pdf

Letra d.

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Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
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016. (CESPE/SESA-ES/2013/ADAPTADA) Os seres vivos podem ser agrupados de acordo


com suas semelhanças morfológicas, formas de alimentação, de locomoção de produção e de
ciclo de vida. Os maiores grupos resultantes do processo de evolução são os reinos. Acerca da
classificação dos seres vivos quanto ao reino a que pertencem, julgue o item.
Os vírus pertencem ao reino Protista, por apresentarem uma estrutura muito complexa.

Os vírus não fazem parte de nenhum reino, pois não são seres vivos.
Errado.

017. (CESPE/SESA-ES/2013) Assinale a opção correta acerca de doenças transmitidas por


bactérias.
a) O agente etiológico da sífilis, doença transmissível sexualmente e por via congênita, é deno-
minado Vibrio cholerae.
b) A hanseníase é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae, que afeta a pele e o
sistema nervoso, causando deformações e falta de sensibilidade.
c) O agente etiológico da AIDS e da hepatite B é transmitido pelo sangue contaminado.
d) Uma das doenças mais importantes no Brasil é a doença de Chagas, causada por uma bac-
téria flagelada chamada de Trypanosoma cruzi.
e) O tétano é causado por um bacilo chamado Clostridium botulinum, que também for-
ma esporos.

Essa questão é bem interessante, observe que a letra C nos temos duas doenças transmitidas
pelo sangue, porém são doenças virais e não bacterianas como pede o enunciado.
O agente da sífilis é Treponema palidum, o Vibrio cholerae causa a cólera. O Trypanosoma
cruzi não é bactéria, mas sim um protozoário. tétano é causado por um bacilo chamado Clos-
tridium TETANI.
Letra b.

018. (CESPE/MPU/2013) No que se refere aos agentes infecciosos e ectoparasitas e às doen-


ças por eles transmitidas, julgue os itens subsequentes.
Os vírus, formados apenas por material genético (DNA ou RNA) e uma membrana proteica e
incapazes de se reproduzir fora de uma célula, podem causar doenças no homem, animais
e plantas.

A questão detalha as informações sobre os vírus. Sendo divididos em vírus do tipo DNA (ade-
novírus) e RNA (retrovírus) e reforça que precisam de outra célula para se reproduzir. Além
disso, sabe-se que o vírus causa diversas doenças como a dengue, AIDS, herpes, zika, febre
amarela e outras.
Certo.

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019. (CESPE/MPU/2013) Acerca de doenças infectoparasitárias e sua forma de transmissão,


julgue os itens subsequentes.
A dengue tem como agente etiológico o mosquito do gênero Aedes, e a espécie Aedes aegypti
é a mais importante no processo de transmissão da doença.

É preciso atenção nas questões de parasitologia e microbiologia com relação ao agente etioló-
gico e os vetores. O Aedes é o vetor da dengue e o agente etiológico é o vírus da dengue.

DICA!
Sugiro que você aprofunde no manual do Ministério da Saúde
nas principais doenças virais e que estão em quase todas as
provas:
Imunopreveníveis: sarampo, rubéola, caxumba, varicela, polio-
mielite, influenza, rotavírus, hepatite B e A (aproveite e estude
as demais).
Atual: COVID 19.
Recentes: Zika e Chikungunya.
Endêmicas: Dengue.
Histórica: Varíola, febre amarela.

Errado.

Agentes Subvirais

Alguns agentes infecciosos apresentam algumas características gerais de vírus, mas são
estruturalmente mais simples. Ex.: viroides e prions.
Viroides são moléculas pequenas (de 246 a 375 nucleotídeos por exemplo) de RNA sim-
ples fita, circular, sem nenhuma forma de capsídeo. O viroide é constituído apenas de RNA,
que aparentemente não codifica nenhuma proteína. Portanto, o viroide é completamente de-
pendente das funções celulares para sua replicação.
Prions (proteína infectante): são constituídos de apenas um tipo de proteína e não contêm
ácido nucleico. Causa a doença neurodegenerativa, com alta letalidade conhecida com o nome
de encefalopatia espongiforme de bovinos (BSE) ou a síndrome da vaca louca. Em humanos, o
príon causa doenças como a doença de Creutzfeld-Jacob (CJD), e o kuru, doença encontrada
em canibais da Nova Guiné.

020. (FCC/2012) O sistema nervoso é afetado por agravos infecciosos de naturezas distintas
incluindo as doenças causadas por príons. Esses agentes são

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a) partículas proteicas infecciosas que não possuem ácidos nucleicos.


b) micro-organismos geneticamente modificados.
c) células em desenvolvimento em meio de cultura.
d) parasitas saprófitas.
e) toxinas geneticamente modificadas.

Os príons são proteínas infectantes que possuem característica de poder de replicação.


Letra a.

021. (FUNDEP/2018) As doenças causadas por príons são raras e, em geral, têm longos perí-
odos de incubação, às vezes dezenas de anos.
É correto afirmar que príons são
a) pequenos vírus.
b) toxinas bacterianas.
c) esporos bacterianos.
d) partículas proteicas infecciosas.

Os príons são bem comuns de serem cobrados em provas, fique atento nesse assunto.
Conexão da microbiologia com a biossegurança!
Os príons são citados na NR 32, sendo considerados como agentes biológicos. Eles também
são citados na RDC 222/2018 de processamento de resíduos de serviços de saúde, na qual
cita esse agente como grupo de resíduo A5 (material biológico altamente infectante).
Letra d.

022. (CESPE/2011) Com relação ao conteúdo normativo da NR-32, que regulamenta a segu-
rança e a saúde no trabalho em serviços de saúde, julgue o item que se segue.
São considerados agentes biológicos os microrganismos geneticamente modificados ou não,
os parasitas, as toxinas, as culturas celulares e os príons.

32.2.1.1 Consideram-se Agentes Biológicos os microrganismos, geneticamente modificados


ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons.
Certo.

023. (INSTITUTO PRÓ-MUNICIPIO/2015/ADAPTADA) O gerenciamento dos resíduos gera-


dos nos serviços de saúde busca minimizar a produção de resíduos e o seu encaminhamento
seguro, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos
naturais e do meio ambiente. Para tanto, tais serviços devem respeitar a Resolução da Diretoria

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Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária N. 222 de 2018. Considerando este re-
gulamento, julgue o item:
Materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza
de contaminação com príons devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração.

Conforme a RDC 222/2018:

Art. 55. Os RSS do Subgrupo A5 devem ser encaminhados para tratamento por incineração.
Parágrafo único. Os RSS referidos no caput devem ser segregados e acondicionados em saco ver-
melho duplo, como barreira de proteção, e contidos em recipiente exclusivo devidamente identifica-
do.
Certo.

024. (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2014) A Doença de Creutzfeld-Jacob é uma Encefalopatia Espon-


giforme Transmissível que ataca o sistema nervoso central, e acomete os humanos, sendo de
rápida evolução e fatal. É de notificação compulsória e conhecida, também, como
a) Doença priônica.
b) Influenza suína.
c) Influenza humana pandêmica.
d) Doença pneumônica.
e) Doença de Lyme.

Observe a importância de memorizar o nome da doença e o agente etiológico respectivo. A


doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapatos causada por espécies de bacté-
ria chamada de Borrelia (Borrelia burgdorferi), ela é uma bactéria em forma de espiral (es-
piroqueta).
Letra a.

4. Reino Protista
O reino protista é muito importante para a nossa prova, pois nesse reino temos muitas do-
enças que são cobradas em provas: Chagas, Leishmaniose, amebíase, giardíase, tricomoníase,
toxoplasmose e malária. O estudo desse reino é feito nos livros de parasitologia, mas já vamos
abordá-lo aqui na aula de microbiologia para servir de análise comparativa com os demais rei-
nos (fúngico, monera), bem como com os vírus.
Vamos conversar sobre as características desse reino e o resumo de algumas doenças
importantes para nossa prova.

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São seres do reino protista (protozooa), possuem célula única e bem desenvolvidas (eu-
carióticas).
A célula única realiza todas as funções mantenedoras da vida: alimentação, respiração,
reprodução, excreção e locomoção.
Características das células dos protozoários:
• Podem ter 1 ou 2 núcleos. Os ciliados possuem dois tipos de núcleo – macronúcleo
(vegetativo e relacionado com a síntese de RNA e DNA) e micronúcleo (envolvido na
reprodução sexuada e assexuada);
• Aparelho de Golgi – síntese de carboidratos e secreção de proteína;
• Retículo endoplasmático: a) liso – síntese de esteroides; b) granuloso – síntese de pro-
teínas;
• Mitocôndria: produção de energia;
• Lisossoma: permite a digestão intracelular de partículas;
• Microtúbulos: formam o citoesqueleto. Participam dos movimentos celulares (contra-
ção e distensão) e na composição de flagelos e cílios;
• Flagelos, cílios e pseudópodos: locomoção e nutrição;
• Corpo basal: base de inserção de cílios e flagelos;
• Axonema: eixo do flagelo;
• Citóstoma: permite ingestão de partículas.

Respiração

Podemos encontrar dois tipos principais:


• aeróbicos: são os protozoários que vivem em meio rico em oxigênio;
• anaeróbicos: quando vivem em ambientes pobres em oxigênio, como os parasitos do
trato digestivo.

Locomoção

Pseudópode.
Flagelo.
Cílios.
Microtúbulos.

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Classificação pela Atividade Fisiológica

É a forma ativa do protozoário, na qual ele


Trofozoíto:
se alimenta e se reproduz por diferentes processos.

É uma forma vegetativa de resistência. O protozoário secreta


uma parede resistente (parede cística) que o protegerá quando
Cisto: estiver em meio impróprio ou
em fase de latência (os cistos podem ser encontrados
em tecidos ou fezes dos hospedeiros).

É a forma sexuada, que aparece em espécies do filo


Gameta: Apicomplexa. O gameta masculino é o microgameta e o
feminino é o macrogameta.

É uma forma resultante de reprodução sexuada. Após a


Oocisto: esporulação, os oocistos, contêm esporozoítos.

São encontrados em fezes do hospedeiro (Coccidia) ou em


Esporozoítos tecidos de hospedeiros invertebrados (Haemosporida).
Fonte: Neves

Digestão

Quanto ao tipo de alimentação, os protozoários podem ser:


• holofíticos ou autotróficos: são os que, a partir de grãos ou pigmentos citoplasmáticos
(cromatóforos), conseguem sintetizar energia a partir da luz solar (fotossíntese);
• holozoicos ou heterotróficos: ingerem partículas orgânicas de origem animal, digerem-
-nas e, posteriormente, expulsam os metabólitos. Essa ingestão se dá por fagocitose
(ingestão de partículas sólidas) ou pinocitose (ingestão de partículas líquidas);
• saprozoicos: “absorvem” substâncias orgânicas de origem vegetal, já decompostas e
dissolvidas em meio líquido;
• mixotróficos: quando são capazes de se alimentar por mais de um dos métodos acima
descritos.

Taxonomia dos Principais Protozoários

Organizei uma tabela linda com as informações mais importantes para nossa prova, preste
atenção nas duas últimas colunas, pois são essenciais e mais cobradas.

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Filo/Subfilo Família Gênero/Espécie Doença

Sarcomastigophora Trypanosomatidae Trypanosoma cruzi Chagas


Mastigophora
Leishmania
Leishmaniose
Sarcomastigophora donovani
Trypanosomatidae visceral e
Mastigophora Leishmania
tegumentar
braziliensis

Sarcomastigophora Hexamitidae Giardia G. lamblia Giardíase


Mastigophora
Sarcomastigophora Trichomonas T.
Trichomonadidae Tricomoníase
Mastigophora vaginalis

Sarcomastigophora Entamoeba
Entamoebidae Amebíase
Sarcodina histolytica

Apicomplexa Cryptosporidium
Cryptosporidiidae Criptosporidiose
Sarcocystidae parvum

Apicomplexa Sarcocystidae Toxoplasma gondii Toxoplasmose


Sarcocystidae
Plasmodium Malária
Apicomplexa Plasmodiidae
P. falciparum (vetor Anopheles)

Após aprender sobre os nomes dos principais protozoários, vamos detalhar algumas doen-
ças causadas por esses seres.
A primeira doença que veremos é a amebíase causada pela Entamoeba histolytica. O estu-
do das doenças transmissíveis deve ser feita de modo objetivo por meio de tabelas, verifique a
tabela abaixo e aprenda para fazer igual em outras doenças transmissíveis que não estão aqui
na nossa aula.

Amebíase

Entamoeba histolytica.
Agente etiológico Protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e
trofozoíto.

Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar


Descrição a invasão de tecidos, originando as formas intestinal e
extraintestinal da doença.

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Amebíase

Varia de uma forma branda: desconforto abdominal,


com sangue e/ou muco nas dejeções, até uma diarreia
aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide,
Quadro clínico acompanhada de febre e calafrios.
Casos graves: as formas trofozoíticas se disseminam pela
corrente sanguínea, provocando abcesso no fígado (com
maior frequência), nos pulmões ou cérebro.

Reservatório O homem.

Ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes


contendo cistos amebianos maduros.
Modo de transmissão Raramente – transmissão sexual, devido a contato oral-
anal.

Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias,


Período de incubação meses ou anos.

Período de Quando não tratada, pode durar


transmissibilidade anos.

Granulomas amebianos (amebomas) na parede do


Complicações intestino grosso, abscesso hepático, pulmonar ou cerebral,
empiema, pericardite, colite fulminante com perfuração.

Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados


Diagnóstico nas fezes.

Tratamento Secnidazol ou metronidazol.


Fonte: Manual de Vigilância em saúde 2019, Ministério da Saúde

Além de saber o agente etiológico, manifestação clínica, é importante conhecer o ciclo


biológico dos protozoários.

Ciclo de Vida da Entamoeba Histolytica

O ciclo biológico desse parasita se inicia quando o indivíduo ingere os cistos (através
dos alimentos ou água). Dessa forma o contato com ele é por meio de alimentos ou água
contaminados.
Os cistos atravessam o sistema digestório (passam pelos ácidos estomacais e intestino
delgado) até chegarem ao intestino grosso, onde se instalam (na mucosa).
No intestino grosso, se alimentam, criam colônias e liberam os cistos através das fezes,
onde o ciclo se reinicia.
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https://descomplica.com.br/artigo/7-doencas-causadas-por-protozoarios/6zW/

025. (PREFEITURA DE FORTALEZA/2018) O agente causador da amebíase é:


a) vírus.
b) protozoário.
c) fungo.
d) bactéria.

Questão bem tranquila e muito comum de ser cobrada, memorize os agentes etiológicos.
Letra b.

026. (FCC/TRE-AM/2010) A profilaxia da amebíase pode ser realizada


a) evitando acúmulo de água parada para coibir a proliferação do mosquito transmissor
desta doença.
b) utilizando repelentes e telas de proteção em janelas e portas.

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c) orientando a população sobre os riscos de contato com a urina de roedores.


d) lavando as mãos antes das refeições e aplicando medidas de saneamento básico.
e) orientando sobre a vacinação em áreas endêmicas.

Como a transmissão ocorre com a ingestão de alimentos e água contaminados, o fato de ado-
tar medidas higiênicas e de saneamento básico reduzem essa contaminação.
Letra d.

027. (IBFC/SESPR/2016) Sobre a amebíase é INCORRETO afirmar que:


a) Dentre as espécies que vivem no intestino grosso somente a E. histolytica tem atividade
patogênica no homem.
b) Os trofozoítos parasitam usualmente o intestino grosso, mas podem ultrapassar a mucosa
intestinal e se estabelecer em outros órgãos como o fígado, pulmão e o cérebro.
c) Embora o parasita possa infectar outros mamíferos, o homem é o principal hospedeiro e
reservatório.
d) Os trofozoítos podem permanecer viáveis e infectantes por alguns dias nas fezes no meio
exterior e, se ingeridos, são resistentes ao pH ácido do estômago e se tornam infectantes.

A E. histolytica sobrevive por 20 dias fora do organismo sob a forma cística. O ciclo evolutivo
desse protozoário é monoxeno, (apenas um hospedeiro), e o modo de infecção é fecal-oral
(ingestão de cistos presentes na água ou nos alimentos contaminados). A liberação de tro-
fozoíto ocorre na porção final do intestino delgado, esses podem ser comensais ou causar
doença pelo equilíbrio intestinal (baixa de imunidade local, alteração da flora intestinal, lesões
de mucosa etc.). Os trofozoítos patogênicos invadem a parede intestinal, alimentando-se de
células da mucosa e de hemácias. Em casos de infecção crônica podem invadir outros, como
especialmente ao fígado.
Letra d.

A próxima doença a ser analisada é a doença de Chagas causada pelo Trypanosoma cruzi.
Vamos fazer um resumo da Doença de Chagas?

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Doença de Chagas – antropozoonose – doenças próprias de animais que são


transmitidas a humanos.

Trypanosoma cruzi, protozoário flagelado


da família Trypanosomatidae, caracterizado
pela presença de um flagelo e uma única
Agente etiológico mitocôndria. No sangue dos vertebrados,
apresenta-se sob a forma de tripomastigota
e, nos tecidos, como amastigota.

Bifásico (fases aguda e crônica).


DCA
Coração – miocardite difusa, pericardite,
derrame pericárdico, tamponamento
cardíaco, cardiomegalia, insuficiência
cardíaca congestiva, derrame pleural.
Manifestações clínicas: febre prolongada
e recorrente, cefaleia, mialgias, astenia,
edema de face ou membros inferiores,
rash cutâneo, hipertrofia de linfonodos,
hepatomegalia, esplenomegalia, ascite.
Manifestações digestivas: diarreia, vômito e
epigastralgia intensa, são comuns em casos
por transmissão oral; há relatos de icterícia
e manifestações digestivas hemorrágicas.
Em casos de transmissão vetorial, podem
ocorrer sinais de porta de entrada: sinal de
Romaña (edema bipalpebral unilateral) ou
Descrição e Quadro clínico chagoma de inoculação (lesão a furúnculo
que não supura).
DC Crônica – cardíaca – cardiomegalia e
ICC. Digestiva – lesões dos plexos nervosos
(destruição neuronal simpática), com
alterações da motilidade e morfologia. Ex.
megaesôfago e o megacólon.
Megaesôfago: disfagia, regurgitação,
epigastralgia, dor retroesternal à passagem
do alimento, odinofagia, soluços, ptialismo
(excesso de salivação), hipertrofia de
parótidas; em casos mais graves pode
ocorrer esofagite, fístulas esofágicas,
alterações pulmonares decorrentes de
refluxo gastroesofágico. Megacólon:
constipação intestinal de instalação
insidiosa, meteorismo, distensão
abdominal; volvos e torções de intestino.

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Doença de Chagas – antropozoonose – doenças próprias de animais que são


transmitidas a humanos.

Reservatório Homem, diversos mamíferos domésticos.

Vetorial – fezes dos triatomíneos através da


pele lesada, durante ou logo após o repasto
sanguíneo.
Oral – alimentos contaminados com T. cruzi.
Transmissão transfusional.
Modo de transmissão Transplante de órgãos.
Vertical – gestação ou parto.
Acidental – contato de material
contaminado na manipulação em
laboratório sem EPI.

Vetorial: 4 a 15 dias;
Transfusional: 30 a 40 dias;
Vertical: pode ocorrer em qualquer período
Período de incubação da gestação ou durante o parto;
Oral: 3 a 22 dias; transmissão;
Acidental: até aproximadamente 20 dias.

O paciente chagásico pode albergar o T.


Período de transmissibilidade cruzi no sangue e/ou tecidos por toda a
vida.

Triatominae (Hemiptera, Reduviidae) –


Vetor Triatoma conhecidos popularmente como
barbeiro.

DCA – presença de parasitos circulantes em


exames parasitológicos diretos de sangue
Diagnóstico periférico (exame a fresco, esfregaço, gota
espessa).
DCC – anticorpos IgG anti-T. cruzi.

Tratamento Benznidazol.

Ciclo de Vida do Trypanosoma Cruzi

Começa quando o parasita na forma tripomastigota penetra na pele e infecta as células do


hospedeiro, transformando-se na forma amastigota. A partir daí as células do hospedeiro fi-
cam repletas de parasitas, as células se rompem e os parasitas atingem a corrente sanguínea,
passando para os órgãos.
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Quando o parasita está presente no sangue e o hospedeiro é picado pelo barbeiro, os tri-
pomastigotas são ingeridos pelo inseto, e transformam-se em epimastigotas no intestino do
inseto, onde iram se multiplicar, transformando-se em tripomastigotas novamente e, assim,
recomeça o ciclo.

https://www.coladaweb.com/doencas/doenca-de-chagas

028. (FCC/TRE-AM/2010) A Doença de Chagas é uma infecção humana causada pelo agente
etiológico denominado
a) barbeiro.
b) Trypanosoma cruzi.
c) mosquito do gênero Aedes.
d) Schistossoma massoni.
e) Triatoma infestans.

Cuidado para não confundir o vetor que é o barbeiro com o agente etiológico que é o protozo-
ário Trypanosoma cruzi.
Triatoma infestans é o barbeiro vetor da doença.
Letra b.
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029. (FCC/TRT-24ª REGIÃO/2011) Visando ao controle da Doença de Chagas, o Ministério da


Saúde recomenda
a) uso de pesticida no combate ao caramujo.
b) controle numérico e contagem de vetores.
c) quimioprofilaxia de comunicantes dos portadores da doença.
d) confinamento dos acometidos pelo vírus até o final da fase aguda.
e) melhoria habitacional em áreas de alto risco.

Os vetores (barbeiros) se escondem nas casas sem estrutura, com a presença de buracos e
frestas nos forros e paredes, como ocorre nas casas de madeira ou de barro.
Letra e.

030. (FCC/TRT-11ª REGIÃO/2012) O Trypanosoma cruzi é transmitido pelo barbeiro. Quando


o inseto termina de se alimentar, ele defeca, depositando fezes com protozoários sobre a pele
da vítima. A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão de sangue ou du-
rante a gravidez, de mãe para filho.
Ao analisar o texto acima, considera-se vetor
a) o Trypanosoma.
b) os protozoários.
c) a gestação.
d) o inseto barbeiro.
e) a transfusão de sangue.

Agora a questão pediu o vetor, atenção a esse trocadilho de agente e vetor:


• Inseto barbeiro: hospedeiro invertebrado VETOR;
• Humano: hospedeiro vertebrado;
• Trypanosoma cruzi: parasito.
Letra d.

031. (CESPE/2013) Acerca de doenças infectoparasitárias e sua forma de transmissão, julgue


os itens subsequentes.
A transmissão natural da doença de Chagas é vetorial e ocorre por meio das fezes dos triato-
míneos, vulgarmente conhecidos por barbeiros, entre outros nomes.

Lembrando que essa não é a única forma de transmissão da doença, mas como a questão não
citou apenas ou somente, está correta.
Certo.

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032. (CESPE/2013) Acerca da doença de Chagas, assinale a opção correta.


a) Nas formas digestivas, em estágios mais avançados da doença de Chagas, contraindica-se
a dilatação ou correção cirúrgica do órgão afetado.
b) Os casos crônicos da doença de Chagas são de notificação compulsória.
c) A transmissão natural ou primária da doença de Chagas é vetorial, feita pelo Trypano-
soma cruzi.
d) Além do homem, mamíferos domésticos e silvestres têm sido infectados pelo Trypanosoma
cruzi, tais como gatos, cães, porcos domésticos, ratos domésticos, macacos, tatus e gambás,
entre outros.
e) As síndromes de megaesôfago e de megacólon são comuns na forma aguda da doença
de Chagas.

b) Certa. Passou a ser correta em 2020, pois com a Portaria 1061/2020 do Ministério da Saúde
a Doença de Chagas crônica também passou a ser de notificação compulsória.
c) Errada. O Trypanosoma cruzi é o agente e o barbeiro é o vetor.
e) Errada. Esses eventos ocorrem na fase avançada da doença.
Letras b e d.

Malária

Vamos analisar a malária? Essa é uma doença muito comum na região norte, e é causada
pelo protozoário Plasmodium com seus subtipos.
O ciclo de vida do parasita é dividido em duas etapas uma sexuada (dentro do mosquito) e
outra assexuada (no organismo humano).
Após a picada no ser humano, o protozoário chega ao fígado e se instala nas células he-
páticas (os hepatócitos). Lá eles se multiplicam até que ocorra o rompimento da célula. Espa-
lhados no sangue novamente, os protozoários invadem os glóbulos vermelhos e os levam ao
rompimento começando de novo todo o ciclo.

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Fonte: https://www.euroclinix.net/br/saude-do-viajante/malaria/transmissao

Vamos resumir os aspectos do manual de Vigilância em saúde 2019?

Malária – Paludismo

e protozoários do gênero Plasmodium podem causar a malária


Agente etiológico humana: P. falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P.
knowlesi.

Doença infecciosa febril aguda, cujos agentes etiológicos são


Descrição protozoários transmitidos por vetores.

Febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa


e cefaleia, que ocorrem em padrões cíclicos, dependendo
da espécie de plasmódio infectante. Em alguns pacientes,
Quadro clínico aparecem sintomas prodrômicos, vários dias antes dos
paroxismos da doença, a exemplo de náuseas, vômitos, astenia,
fadiga, anorexia.

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Malária – Paludismo

Reservatório Homem.

Vetor Mosquito do gênero Anopheles.

picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo


Plasmodium.
Modo de Horário dos vetores – ao entardecer e ao amanhecer.
transmissão Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa.
Raramente: transfusão de sangue, compartilhamento de
seringas e congênita.

Período de P. falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17; e P. malariae, 18


incubação a 30 dias.

O mosquito é infectado ao sugar o sangue de uma pessoa com


gametócitos circulantes. Os gametócitos surgem na corrente
sanguínea em período que varia de poucas horas para o P.
Período de vivax e de 7 a 12 dias para o P. falciparum, a partir do início dos
transmissibilidade sintomas. Caso não seja adequadamente tratado, o indivíduo
pode ser fonte de infecção por até 1 ano para malária por P.
falciparum; até 3 anos para P. vivax; e por mais de 3 anos para
P. malariae.

Parasitemia elevada, acima de 2% das hemácias parasitadas,


podendo atingir até 30% dos eritrócitos. São sinais de
malária grave e complicada: hiperpirexia (temperatura
Complicações >41ºC), convulsão, hiperparasitemia (>200.000/mm3 ),
vômitos repetidos, oligúria, dispneia, anemia intensa, icterícia,
hemorragias e hipotensão arterial. Pode cursar com alteração
de consciência, delírio e coma.

Gota espessa.
Diagnóstico Testes rápidos para a detecção de componentes antigênicos de
plasmódio.

Tratamento Cloroquina.

Notificação Compulsória.

Vamos resolver algumas questões sobre a malária?

033. (CONTEMAX 2019) A malária é uma doença infecciosa febril aguda, sendo possível veri-
ficar que a maioria dos casos se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá,

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Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Recentemente, os


noticiários paraibanos revelaram que vem aumentando o número de casos da doença na re-
gião do Conde, litoral sul da Paraíba. Acerca da malária analise as afirmações abaixo:
I – O diagnóstico e o tratamento da malária são oferecidos pelo SUS.
II – Se a pessoa teve malária por Plasmodium malariae, ela não poderá mais doar sangue.
III – Apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a
malária.
IV – A malária não é uma doença contagiosa. Sendo assim, uma pessoa doente não é capaz
de transmitir a doença diretamente à outra pessoa.
V – A malária na sua forma grave pode causar complicações como: alteração da consciên-
cia, prostração, dispneia, convulsões, hemorragias, hipotensão arterial ou choque.

Está(ao) CORRETAS as afirmativas:


a) Estão corretas as afirmativas I
b) Estão corretas as afirmativas I e II
c) Estão corretas as afirmativas II e V
d) Estão corretas as afirmativas II, IV e V
e) Todas estão corretas.

Todas estão corretas e é ótimo para nossa revisão.


Letra e.

034. (FADESP/2012) A Malária é uma doença infecciosa febril aguda, caracterizada por febre
alta acompanhada de calafrios, sudorese e cefaleia e com alta frequência no Estado do Pará.
Sobre o diagnóstico da malária é correto afirmar que
a) o método da gota espessa continua sendo um método simples, eficaz, de baixo custo e de
fácil realização
b) o Esfregaço delgado possui baixa sensibilidade e é o método oficial adotado no Brasil
c) a baciloscopia da linfa é de fácil realização no campo e de alta sensibilidade
d) os testes rápidos são mais utilizados no Brasil, devido o baixo custo e facilidade de conser-
vação no campo

O teste para detectar a malária é o exame da gota espessa.


Letra a.

035. (IAOCP/2015) Sobre a malária, é correto afirmar que


a) é também chamada de paludismo, impaludismo ou febre intermitente.
b) o morcego é o principal reservatório de importância epidemiológica para a malária humana.

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c) seus agentes etiológicos são bactérias altamente resistentes.


d) seus vetores são mamíferos domesticados.
e) seu período de incubação é de 48 horas.

b) Errada. A malária não tem correlação com o morcego, a raiva é uma doença que pode ser
transmitida pelo morcego.
c) Errada. O agente etiológico é um protozoário e não bactéria.
d) Errada. O vetor é um mosquito do gênero Anopheles.
e) Errada. O período de incubação depende do tipo de Plasmodium: P. falciparum, de 8 a 12
dias; P. vivax, 13 a 17; e P. malariae, 18 a 30 dias.
Letra a.

036. (VUNESP/PREFEITURA DE CAMPINAS/2019) Qual parasita é um dos causadores da


doença humana denominada malária?
a) Taenia solium.
b) Schistosoma mansoni.
c) Trichuris trichiura.
d) Plasmodium vivax.
e) Leishmania brasiliensis.

Agente Doença

Taenia solium Teníase

Schistosoma mansoni Esquistossomose

Trichuris trichiura Tricuríase

Plasmodium vivax Malária

Leishmania brasiliensis Leishmaniose Tegumentar


Letra d.

037. (FUNDATEC/2010) Qual o mecanismo de transmissão da malária?


a) Contato.
b) Gotículas.
c) Aerossóis.
d) Vetor.
e) Veículo.
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A malária é transmitida pelo mosquito Anopheles.


Letra d.

038. (PREFEITURA DE CAMPINÁPOLIS-MT/2017) Analise os sinais e sintomas da Malária:


I – Os sinais e sintomas da malária manifestam-se geralmente entre 8 a 25 dias após a
infecção. No entanto, os sintomas podem-se manifestar mais tarde em indivíduos que
tenham tomado medicação antimalárica de prevenção. As manifestações iniciais da
doença, iguais em todas as espécies de malária, são semelhantes aos sintomas da
gripe, podendo ainda ser semelhantes aos de outras doenças virais e condições clíni-
cas como a sepse ou gastroenterite. Entre os sinais incluem-se dores de cabeça, febre,
calafrios, dores nas articulações, vómitos, anemia hemolítica, icterícia, hemoglobina na
urina, lesões na retina e convulsões.
II – O sintoma clássico da malária são ataques paroxísticos, a ocorrência cíclica de uma
sensação súbita de frio intenso seguida por calafrios e posteriormente por febre e su-
dação. Estes sintomas ocorrem a cada dois dias em infecções por P. vivax e P. ovale e a
cada três dias em infecções por P. malariae. A infecção por P. falciparum pode provocar
febre recorrente a cada 36-48 horas ou febre menos aguda, mas contínua.
III – Os casos mais graves de malária são geralmente provocados por P. falciparum, varian-
te que é muitas vezes denominada “malária falciparum”. Os sintomas desta variante
manifestam-se entre 9 a 30 dias após a infecção. Os indivíduos com ‟malária cerebral‟
apresentam muitas vezes sintomas neurológicos, entre os quais postura anormal, nis-
tagmo, paralisia do olhar conjugado (incapacidade de mover em conjunto os olhos na
mesma direção), opistótono, convulsões ou coma.

Está correto o que se afirma em:


a) Apenas I e II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e III.
d) Todas as afirmativas.

Excelente questão para detalhamento do tema sobre a malária.


Letra d.

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Leishmaniose tegumentar (Úlcera de Bauru)

Leishmania (Leishmania) amazonensis;


Agente etiológico Leishmania (Viannia) guyanensi;
Leishmania (Viannia) braziliensis.

Doença infecciosa, não contagiosa, causada


por protozoário, de transmissão vetorial,
Descrição que acomete
pele e mucosas.

Forma cutânea caracteriza-se por


apresentar lesões indolores, com formato
arredondado ou ovalado, apresentando
base eritematosa, infiltrada e de
consistência firme, bordas bem delimitadas
Quadro clínico e elevadas, fundo avermelhado e com
granulações grosseiras. Já a forma mucosa
caracteriza-se pela presença de lesões
destrutivas localizadas na mucosa, em geral
nas vias aéreas superiores.

Animais silvestres (roedores, masurpiais,


edentados e canídeos silvestres),
Reservatório sinantrópicos (roedores) e domésticos
(canídeos, felídeos e equídeos).

Os insetos denominados flebotomíneos do


Vetor gênero Lutzomyia.

Picada de fêmeas de flebotomíneos


Modo de transmissão infectadas. Não há transmissão de pessoa a
pessoa.

No homem, em média de 2 meses,


Período de incubação podendo apresentar períodos mais curtos
(duas semanas) e mais longos (2 anos).

Parasitológico – pesquisa de amastigotas


em esfregaço da lesão.
Imunológicos – intradermorreação de
Diagnóstico Montenegro (IDRM) ou sorologia.
Molecular – reação em cadeia da
polimerase (PCR).

Antimonial N-metil glucamina pentavalente


Tratamento ou anfotericina B e o isotionato de
pentamidina.

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Leishmaniose tegumentar (Úlcera de Bauru)

Notificação Compulsória semanal.

Leishmaniose visceral – Calazar, esplenomegalia tropical

Protozoários tripanosomatídeos do gênero


Agente etiológico Leishmania. Nas Américas, a Leishmania
(Leishmania) chagasi.

Doença crônica e sistêmica, que, quando


não tratada, pode evoluir para óbito em
Descrição mais de 90%
dos casos.

A doença crônica, sistêmica, caracterizada


por febre de longa duração, perda de peso,
Quadro clínico astenia, adinamia, hepatoesplenomegalia e
anemia.

Reservatório Cão e raposa.

Vetor Lutzomyia longipalpis.

A transmissão ocorre pela picada dos


vetores infectados pela Leishmania (L.)
Modo de transmissão chagasi. Não ocorre
transmissão de pessoa a pessoa.

No homem, é de 10 dias a 24 meses, com


Período de incubação média entre 2 e 6 meses.

Exames imunológicos e parasitológicos.


Imunológico: Pesquisa de anticorpos
contra Leishmania, tipos:
Imunofluorescência indireta (RIFI);
Testes rápidos imunocromatográficos;
Ensaio imunoenzimático (ELISA).
Diagnóstico Parasitológico: encontro de formas
amastigotas do parasito, em material
biológico obtido preferencialmente da
medula óssea – por ser um procedimento
mais seguro –, do linfonodo
ou do baço.

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Leishmaniose visceral – Calazar, esplenomegalia tropical

Antimoniato de N-metil glucamina como


fármaco de primeira escolha para o
tratamento da LV, exceto em algumas
Tratamento situações, nas quais se recomenda o uso
da anfotericina B, prioritariamente em sua
formulação lipossomal.

Notificação Compulsória semanal.

039. (IFPR/2015) A Leishmaniose é uma doença causada por protozoário flagelado, do gêne-
ro leishmania. Existem espécies que causam lesões na pele, a leishmaniose tegumentar ame-
ricana, outras espécies causam lesões na mucosa e a leishmaniose visceral ou calazar, que
compromete principalmente o fígado e o baço. Podemos afirmar que a leishmaniose:
a) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por anofelinos;
b) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por flaverinos;
c) Leishmaniose é transmitida através de vetores, da espécie Aedes;
d) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por barbeiros;
e) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por flebótomos.

O vetor é do gênero de flebotomíneos tipo Lutzomyia longipalpis. Os vetores da LTA são insetos
denominados flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, subfamília
Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente como mosquito palha, tatuquira,
birigui, entre outros, dependendo da localização geográfica.
Letra e.

040. (VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO/2018) A leishmaniose tegumentar america-


na (LTA) é uma infecção da qual o homem pode ser hospedeiro acidental. A doença manifes-
ta-se sob duas formas: leishmaniose cutânea e mucosa. As estratégias de controle dessa
endemia estão centradas
a) na eutanásia dos animais silvestres infectados e na realização diária de desinsetização nos
locais onde há ocorrência de mosquitos.
b) na retirada de entulho e inservíveis que podem acumular água nas residências.
c) na execução de projetos de canalização de córregos e de manutenção de valetas.
d) no diagnóstico e no tratamento precoce dos casos humanos, na redução da população de
mosquitos e nas atividades de educação em saúde.

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e) no tratamento precoce dos casos animais e na vacinação da população residente próximo


aos locais de ocorrência de casos autóctones.

A eutanásia ocorre em animais domésticos. A retirada dos entulhos é com a finalidade de evi-
tar esconder os insetos. A doença não tem correlação com enchentes para a implantação de
córregos e valetas. Os animais não são tratados para evitar a resistência do protozoário.
Animais domésticos: não são recomendadas ações objetivando o controle de animais domés-
ticos com LTA. A eutanásia será indicada somente quando os animais doentes evoluírem para
o agravamento das lesões cutâneas, com surgimento de lesões mucosas e infecções secun-
dárias, que poderão levar o animal ao sofrimento. O tratamento de animais doentes não é uma
medida aceita para o controle da LTA, pois poderá conduzir ao risco de selecionar parasitos
resistentes às drogas utilizadas para o tratamento de casos humanos.
Não há vacina contra a leishmaniose, as ações de prevenção incluem a redução dos vetores e
o diagnóstico precoce.
Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de prevenção incluem:
• investigação na área de transmissão, para se conhecer e buscar estabelecer determi-
nantes, tais como: – presença de animais, a fim de verificar possíveis fontes alimentares
e ecótopo favorável ao estabelecimento do vetor;
• presença de lixo, que poderá atrair animais sinantrópicos para as proximidades do do-
micílio;
• identificação de condições de moradia que facilitam o acesso do vetor;
• a delimitação e a caracterização da área de transmissão.
Letra d.

041. (VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO/2018) As leishmanioses são denominadas


zoonoses porque
a) são doenças causadas por parasitas que acometem primariamente os animais e depois o
homem, tendo manifestações variáveis em diferentes regiões.
b) acometem os animais que vivem em zoológicos, devido ao estresse que sofrem diariamente.
c) atingem apenas animais que vivem próximos aos seres humanos.
d) afetam apenas aves e mamíferos exóticos, ou seja, que não fazem parte originalmente da
fauna brasileira.
e) são doenças transmitidas ao ser humano pelo contato direto com outros mamíferos.

É a de doenças que são transmitidas de animais para humanos, ou de humanos para os ani-
mais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a zoonoses como “Doenças ou infecções
naturalmente transmissíveis entre animais vertebrados e seres humanos” (OMS, 2016).
Letra a.

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042. (INSTITUTO UNIFIL/2019) Sobre leishmaniose, assinale a alternativa incorreta.


a) A leishmaniose visceral é causada por um protozoário da espécie Leishmania Chagasi.
b) A transmissão da leishmaniose visceral ocorre por meio da picada da fêmea do flebotomí-
nio infectado.
c) Os reservatórios silvestres da leishmaniose visceral são as raposas e os marsupiais e o re-
servatório urbano, os principais reservatórios, são os cães.
d) O ciclo biológico do vetor acontece em cinco fases: ovo, larva, ninfa, pupa e adultos.

O ciclo biológico do vetor acontece em quatro fases de desenvolvimento: ovo, larva (com qua-
tro estágios), pupa e adulto.
A L. longipalpis adapta-se facilmente ao peridomicílio e a variadas temperaturas: pode ser
encontrada no interior dos domicílios e em abrigos de animais domésticos. A atividade dos
flebotomíneos é crepuscular e noturna. No intra e peridomicílio, a L. longipalpis é encontrada,
principalmente, próxima a uma fonte de alimento. Durante o dia, esses insetos ficam em re-
pouso, em lugares sombreados e úmidos, protegidos do vento e de predadores naturais. Esses
insetos são conhecidos popularmente por mosquito-palha, tatuquira, birigui, entre outros, de-
pendendo da região geográfica.
Letra d.

Vamos analisar a próxima doença causada por protozoário?

Giárdia lamblia – giardíase

Giardia lamblia (Giardia intestinalis), protozoário


flagelado que existe sob as formas de cisto e
Agente etiológico trofozoíto. O cisto é a forma infectante encontrada no
ambiente.

Infecção por protozoários que atinge, principalmente,


Descrição a porção superior do intestino delgado.

O homem e alguns animais domésticos ou selvagens,


Reservatório como cães, gatos e castores.

Período de De 1 a 4 semanas.
incubação
Período de Durante toda a infecção.
transmissibilidade
Complicações Síndrome da má absorção.

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Giárdia lamblia – giardíase

Através da identificação de cistos ou trofozoítos.


Utiliza-se o método de Faust, sendo necessárias pelo
menos 3 amostras de fezes.
Diagnóstico Clínico: diarreia com esteatorreia, irritabilidade,
insônia, náuseas e vômitos, perda de apetite e dor
abdominal.

Fecal-oral.
Direta: pela contaminação das mãos e consequente
ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa
Transmissão infectada.
Indireta: por meio da ingestão de água ou alimento
contaminado.

A maioria das infecções é assintomática.


Diarreia do tipo aquosa, explosiva, de odor fétido,
Sintomas acompanhada de gases, com distensão e dores
abdominais.

Higiene pessoal;
Proteção dos alimentos;
Profilaxia Tratamento de água;
Ferver a água.

Tratamento: Metronidazol, tinidazol, ornidazol e secnidazol

Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010

Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010.

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Ciclo da Giardíase

Fonte: www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/Giardiase.ph

A giardíase é uma doença muito cobrada em provas de concursos, vamos verificar algu-
mas questões?

043. (FCC/2010) A transmissão da Giardia lamblia ocorre por meio


a) de genes, podendo ser diagnosticada durante a gestação.
b) do alimento ou da bebida contaminada por cistos viáveis desse micro-organismo.
c) da picada do mosquito transmissor, em indivíduos que habitam em áreas endêmicas.
d) da saliva de animais infectados em contato com pele não íntegra.
e) da secreção proveniente das pústulas na pele de todo o corpo.

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Giardíase é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Giardia lamblia, não apresenta
vetor no seu ciclo e é transmitida pela via fecal oral por água e alimentos contaminados.
Letra b.

044. (FGV/2010) A espécie Giardia duodenalis (sinonímia Giardia intestinalis, Giardia lamblia,
Lamblia intestinalis), pertence a Ordem Diplomonadida, pode ser responsável por um quadro
de enterite, geralmente benigno, que recebe mais comumente o nome de Giardíase. Sobre este
parasito intestinal, está correto afirmar que:
a) é um protozoário ciliado, que durante o seu ciclo de vida apresenta duas formas: trofozoí-
ta e cisto.
b) quando infectam o ser humano, os trofozoítas vivem no intestino grosso.
c) G. duodenalis é encontrada apenas na América do Sul e África.
d) em contato com a água por algumas horas os cistos morrem.
e) a reprodução é assexuada, por divisão binária longitudinal.

a) Errada. Não é ciliado, mas sim um protozoário flagelado.


b) Errada. Vivem no intestino delgado.
c) Errada. É encontrado em todo o mundo, principalmente em países subdesenvolvidos.
d) Errada. Este flagelado pode viver no estado livre, em lagos ou ribeiras, durante bastante
tempo.
Os cistos podem resistir até 2 meses no meio exterior e são resistentes ao processo de clora-
ção da água. A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública,
com falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficientemente
tratadas (só por cloração). Também é descrita a transmissão envolvendo atividades sexuais,
resultante do contato oro-anal. Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010.
Letra e.

045. (UFPB/2012) A Síndrome de Má Absorção pode variar desde uma diarreia com estea-
torreia até apresentações mais discretas. Considerando essa síndrome, julgue cada uma das
assertivas abaixo:
Uma grande causa de má absorção nos países subdesenvolvidos é a infecção por Giardia in-
testinalis, anteriormente chamada de Giardia lamblia.

Verifique que na nossa tabela uma complicação possível é a má absorção de nutrientes.


Certo.

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046. (AOCP/2018) Sobre a Giardia lamblia, é correto afirmar que


a) a prevenção envolve o uso de preservativos durante a relação sexual.
b) os achados clínicos geralmente são: fezes endurecidas sanguinolenta com mau cheiro, au-
mento do peso e cólicas abdominais que duram poucos dias.
c) a infecção ocorre no esôfago, fixa-se e invade a mucosa, penetrando na corrente sanguínea.
d) a inflamação ocorre no estômago, ocasionando melhor absorção de proteínas e gorduras.
e) a transmissão ocorre pela ingestão de cistos em alimentos e água contaminados com fezes.

A giardíase não é de transmissão sexual (pode ocorrer coo exceção a via sexual oral-anal), mas
sim fecal oral. O local de irritação é no intestino delgado e gera má absorção de nutrientes.
Letra e.

047. (FGV/2016) A Giardia lamblia é provavelmente o protozoário entérico mais encontrado


mundialmente. Embora esteja mais relacionado à contaminação hídrica, existem relatos de
surtos de intoxicação alimentar. A giardíase é altamente contagiosa e 10 a 25 cistos são sufi-
cientes para causar infecção. A doença ocorre após a ingestão dos cistos, que no intestino del-
gado liberam trofozoítos e em 1 a 3 semanas inicia-se a sintomatologia gastrointestinal, com
distensão abdominal, dor abdominal, náuseas, diarreia e, em casos de grandes infestações,
a giardíase causa síndrome de má-absorção, que em crianças pequenas determina compro-
metimento nutricional em pouco tempo. O diagnóstico é feito pela identificação de cistos ou
trofozoítos nas fezes.
Assinale a opção que indica a principal estratégia e/ou medida para diminuição da incidência
de Giárdia, sobretudo na população pediátrica.
a) Consumir apenas alimentos orgânicos certificados.
b) Utilização sistemática de medidas higiênicas.
c) Consumir apenas alimentos cozidos.
d) Lavar os alimentos com cloro.
e) Fazer exames de sangue periódicos.

As medidas higiênicas colaboram para reduzir as doenças que são de transmissão fecal-anal.
Letra b.

048. (CONSULPLAN/2013) Acerca da infecção pela Giárdia lamblia, marque V para as afirma-
tivas verdadeiras e F para as falsas.

(  ) Tem maior importância nas crianças desnutridas ou com imunodeficiências.


(  ) A disseminação de pessoa a pessoa é praticamente impossível de ocorrer.
 (  ) Os trofozoítos se localizam, geralmente, no íleo terminal e cólon transverso.
 (  ) O tratamento deve ser feito apenas quando ocorre a diarreia crônica, não aguda.

A sequência está correta em

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a) V, V, V, V
b) F, V, F, F
c) F, V, F, V
d) V, F, V, F
e) V, F, F, F

Item II. Errado. Pode haver transmissão de pessoa a pessoa por contato direto de fezes
contaminadas.
Item III. Errado. Os trofozoítos se localizam no intestino delgado.
Item IV. Errado. Trata a forma aguda também.
Letra e.

049. (GUALIMP/2019) É o fármaco de primeira escolha utilizado no tratamento de infecções


causadas por Giárdia lamblia:
a) Cloroquina.
b) Oseltamivir.
c) Metronidazol.
d) Penicilina.

O tratamento ocorre com o metronidazol, lembre-se que a cloroquina é para tratar a malária,
o Oseltamivir é usado contra o vírus influenza e a penicilina é um antibiótico (mata bactéria).
Letra c.

050. (IESES/2019) Sobre a verminose giardíase, verifique as assertivas e assinale a alternati-


va correta.
I – A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública, com
falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficiente-
mente tratadas (só por cloração).
II – A giárdia é reconhecida como um dos causadores “diarreia dos viajantes” em zonas
endêmicas.
III – Também é descrita a transmissão de giárdia envolvendo atividades sexuais, resultante
do contato oro-anal.
IV – Trata-se de uma infecção por protozoários que atinge, principalmente, a porção supe-
rior do intestino delgado.
V – A maioria das infecções por giárdia é assintomática e ocorre tanto em adultos quanto
em crianças.
VI – A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarreia, acompanhada de dor
abdominal.

a) As assertivas I, II, III, IV, V e VI estão corretas.

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b) Apenas as assertivas I, IV, V e VI são corretas.


c) Apenas as assertivas V e VI são corretas.
d) Apenas as assertivas I, II, III e V são corretas.

Todas as alternativas estão corretas o que é ótimo para nossa revisão.


Letra a.

A Toxoplasmose será a próxima doença da nossa lista!

Toxoplasmose

Toxoplasma gondii, um protozoário coccídio intracelular,


Agente etiológico: pertencente à família Sarcocystidae, na classe Sporozoa.

A Toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita, causada por


protozoário.
Manifestações da doença:
Toxoplasmose febril aguda, assintomática ou exantema.
Às vezes, sintomas de acometimento pulmonar, miocárdico,
hepático ou cerebral são evidentes. As lesões resultam da
proliferação rápida dos organismos nas células hospedeiras.
Linfadenite toxoplasmática – Geralmente, o quadro se
caracteriza por linfadenopatia localizada, especialmente
em mulheres e, em geral, envolvendo os nódulos linfáticos
cervicais posteriores ou, mais raramente, linfadenopatia
generalizada.
Descrição Toxoplasmose ocular– coriorretinite é a lesão mais
frequentemente associada à Toxoplasmose e, em 30 a 60%.
Toxoplasmose neonatal – Resulta da infecção intrauterina,
variando de assintomática à letal, dependendo da idade
fetal e de fatores não conhecidos. Os achados comuns são
prematuridade, baixo peso, coriorretinite pós-maturidade,
estrabismo, icterícia e hepatomegalia.
Toxoplasmose no paciente imunodeprimido-qualquer
alteração pode reativar a toxoplasmose em maior
intensidade.
Toxoplasmose e gravidez-normalmente não é
diagnosticada por ser quase sempre assintomática, por isso
a importância do exame no pré-natal.

Os hospedeiros definitivos de T. gondii são os gatos e outros


Reservatório: felídeos. Os hospedeiros intermediários são os homens,
outros mamíferos não felinos e as aves.

De 10 a 23 dias, quando a fonte for a ingestão de carne; de 5


Período de incubação a 20 dias, após ingestão de oocistos de fezes de gatos.

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Toxoplasmose

Não se transmite diretamente de uma pessoa a outra, com


Período de exceção das infecções intrauterinas. Os oocistos expulsos
transmissibilidade por felídeos esporulam e se tornam infectantes depois de 1 a
5 dias, podendo conservar essa condição por 1 ano.

Baseia se nas manifestações clínicas.


Sorologia: aumento dos níveis de IgG: indica infecção ativa.
IgG baixo ou estável: pode representar infecções crônicas ou
Diagnóstico: persistentes ou passadas.
Se teste negativo: necessário nova sorologia em 8 a 10 dias
após a primeira.

Ingestão de oocisto contaminado com fezes de gato;


Ingestão de carne de porco e carneiro contaminada e mal
Transmissão: cozida; e
Transplacentária.

Evitar uso de produtos animai crus ou mal cozidos;


Eliminar fezes dos gatos em lixo seguro, proteger caixas de
areia;
Medidas de controle Lavar as mãos após manipular carne crua ou mexer com
terra contaminada;
Evitar contato de gestantes com gatos.
Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010.

Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010.

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051. (FUNDEP/PREFEITURA DE UBERABA-MG/2016) A toxoplasmose é uma doença cau-


sada pelo Toxoplama gondii e torna-se especialmente relevante quando afeta uma mulher na
fase de gestação, pois existe risco de acometimento fetal.
São medidas de controle da toxoplasmose, EXCETO:
a) Não ingerir carnes cruas, mal cozidas ou mal passadas.
b) Eliminar as fezes dos gatos infectados em recipientes e locais seguros.
c) Eliminar pulgas de cães e gatos.
d) Proteger as caixas de areia para que gatos não a utilizem.

Não existe relação entre pulgas e a toxoplasmose.


Letra c.

052. (CETREDE/2018) Sobre toxoplasmose é INCORRETO afirmar.


a) O Toxoplasma gondii instala-se em órgãos como cérebro, pulmões e coração.
b) O homem contamina-se mais facilmente pelos aerossóis de ambientes contaminado pelo
Toxoplasma gondii, normalmente liberados nas fezes de gatos
c) Do ponto de vista epidemiológico, o gato é o principal transmissor.
d) Um alto percentual de humanos imunocompetentes normalmente apresentam sintomas
insignificantes.
e) A infecção por Toxoplasma gondii pode provocar hidrocefalia em fetos.

A contaminação com toxoplasmose é feita por ingestão de alimentos contaminados com fe-
zes de gato, carne mal cozida ou por via placentária e não via aérea.
Letra b.

053. (FEPESE/EMASA-SC/2013) O agente etiológico da Toxoplasmose é:


a) um vírus.
b) um fungo.
c) uma bactéria.
d) uma levedura.
e) um protozoário.

É importante saber os agentes etiológicos das doenças.


Letra e.

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054. (UFC/2014) Anticorpos IgG e IgM não reagentes para toxoplasmose significam:
a) Gestante saudável.
b) Gestante com possível infecção aguda.
c) Gestante não susceptível para infecção.
d) Gestante susceptível para primo-infecção.
e) Gestante infectada há pelo menos seis meses.

O anticorpo IgG representa contato prévio e imunidade e o anticorpo IgM representa doença
instalada. A gestante sem nenhum anticorpo de memória (IgG) representa risco de adquirir a
doença durante a gravidez e passar para o bebê. Deve ser orientado a mulher evitar a ingestão
de alimentos sem higiene adequada e carne mal cozida.
Letra d.

055. (VUNESP/PREFEITURA DE CANANEIA/2020) A toxoplasmose é um grave problema de


saúde pública, principalmente para gestantes, recém-nascidos e pessoas com defesas imu-
nológicas diminuídas. Trata-se de uma infecção causada por um protozoário encontrado nas
fezes de gatos e outros felinos e a transmissão pode ocorrer
a) por meio da picada de fêmeas infectadas de pulgas que parasitam os gatos.
b) pelo contato direto com gatos em idade avançada, quando passam a manifestar sintomas
da doença, por encontrarem-se na fase final da vida.
c) principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados mal cozidos e também de
mãe para filho durante a gestação.
d) pelo contato direto com pessoas doentes, que passam a eliminar a forma infectante do pa-
rasita através da respiração, 3 dias antes do início dos sintomas.
e) pelo contato direto com fezes de aves, que também eliminam a forma infectante do proto-
zoário no ambiente.

a) Errada. A toxoplasmose não é transmitida por picada de inseto e sim ingestão do protozo-
ário.
b) Errada. O ciclo de vida no animal não tem relação com a idade dele e não é por contato direto
com o gato e relacionado a fezes do animal.
d) Errada. Não se transmite toxoplasmose de pessoa a pessoa, exceto via placentária.
e) Errada. A relação da doença é com gatos e não com aves.
Letra c.

Tricomoníase

A última doença que vamos conversar na lista dos protozoários é a tricomoníase.

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A Tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST), por isso é de grande im-
portância no seu estudo, antes de falar sobre ela, confira na tabela abaixo das principais ISTs
listadas pelo Ministério da Saúde e seu respectivo agente etiológico:

Fonte: https://saude.londrina.pr.gov.br/images/protocolos-clinicos-saude/prot_ist.pdf

O Trichomonas vaginalis é o único protozoário da nossa lista, por isso cuidado para não
confundir com os demais grupos na sua prova.

Tricomoníase – Trichomonas vaginalis

Trichomonas vaginalis – protozoário, flagelado unicelular


Agente e parasita com mais frequência a genitália feminina que a
etiológico masculina.

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Tricomoníase – Trichomonas vaginalis

É uma IST causada por causada por um protozoário,


encontrado com mais frequência na genitália feminina.
A tricomoníase no homem é comumente assintomática.
Descrição Se sintomática, apresenta como uma uretrite com fluxo
leitoso ou purulento e uma leve sensação de prurido na
uretra.

No exame especular, percebem-se microulcerações no colo


uterino, que dão um aspecto de morango ou framboesa (teste
de Schiller “onçoide” ou “tigroide”). A transudação inflamatória
das paredes vaginais eleva o pH para 6,7 a 7,5 e, nesse meio
alcalino, pode surgir variada flora bacteriana patogênica,
inclusive anaeróbica; por conseguinte se estabelece a
Diagnóstico vaginose bacteriana associada, que libera as aminas com
odor fétido, além de provocar bolhas no corrimento vaginal
purulento.
O diagnóstico laboratorial microbiológico mais comum é o
exame a fresco, mediante gota do conteúdo vaginal e soro
fisiológico, com observação do parasita ao microscópio.
Teste da amina +. pH vaginal >5,0.

Transmissão Sexual.

Corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, por vezes


acinzentado, bolhoso e espumoso, acompanhado de odor
Sintomas fétido (na maioria dos casos, lembrando peixe).
Dispareunia, edema vulvar e sintomas urinários, como disúria.

Profilaxia Uso do preservativo.

Tratamento: Metronidazol.

Fonte: PCDT, IST, 2020, Ministério da Saúde

056. (PREFEITURA DO RJ/2016) As vulvovaginites manifestam-se por meio de leucorreias de


aspectos e consistências distintas, segundo as características do agente infeccioso, do grau
de infestação e das condições clínicas da mulher. O corrimento amarelo ou amarelo esverde-
ado, com presença de bolhas e odor fétido semelhante a “peixe podre”, entre outros sintomas
está presente na seguinte afecção ginecológica:
a) vaginose bacteriana
b) tricomoníase genital

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c) candidíase vulvovaginal
d) bartholinite

A característica de cheiro de peixe é bem característica da tricomoníase.


Tricomoníase é uma IST causada por um protozoário flagelado. As manifestações clínicas
consistem em secreção vaginal, que é rala (algumas vezes espumosas), de coloração amarela
esverdeada, de odor fétido e muito irritativa.
Letra b.

057. (AOCP/EBSERH/2017) Mulher de 36 anos, casada, compareceu à Unidade Básica de


Saúde para coleta de exame citopatológico. Durante a coleta, a enfermeira observa corrimento
vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido e edema de vulva. O pH vaginal da paciente esta-
va > 4,5, dessa forma, seguindo abordagem sindrômica, a enfermeira optou pelo tratamento de
a) gonorreia.
b) tricomoníase.
c) clamídia.
d) herpes vaginal.
e) candidíase vulvovaginal.

O fato de o pH ser maior que 4,5 caracteriza a tricomoníase ou vaginose bacteriana.

Letra b.

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058. (AOCP/2013) A tricomoníase é causada pelo Trichomonas vaginalis, ao passar da forma


flagelada para ameboide, o parasita desenvolve os pseudópodos que se fixam ao substrato, e
consomem o glicogênio da mucosa vaginal, enfraquecendo o tecido epitelial. Essa descrição é
compatível com qual dos micro-organismos citados a seguir?
a) Bactéria.
b) Fungo.
c) Vírus.
d) Protozoário.
e) Levedura.

O Trichomonas vaginalis é um protozoário. As provas das bancas de concurso gostam muito


de cobrar esses detalhes do tipo de agente etiológico.
Letra d.

059. (SELECON/2020) Diversas infecções sexualmente transmissíveis provocam alterações


citológicas nos exames citopatológicos realizados em mulheres. A Chlamydia trachomatis,
Candida albicans, e Trichomonas vaginalis são exemplos, respectivamente, de agentes etioló-
gicos classificados como:
a) protozoário, fungo e bactéria
b) bactéria, protozoário e fungo
c) bactéria, fungo e protozoário
d) protozoário, bactéria e fungo

Chlamydia trachomatis – bactéria.

Candida albicans – fungo (levedura).


Trichomonas vaginalis – protozoário flagelado.

Letra c.

060. (IBFC/PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO/2019) Após exames, uma pa-


ciente foi diagnosticada com tricomoníase. O principal microorganismo que causa a doença é
o Trichomonas vaginalis, e um dos medicamentos comumente utilizado para o tratamento é o
_____. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) Cloroquina
b) Metronidazol
c) Amicacina
d) Fluconazol
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Cloroquina é usado na malária e fluconazol para fungos, bem como a amicacina usada para
bactérias, pois é antibiótico.
Letra b.

061. (CESPE/2017) No que concerne a microbiota vaginal e seu papel na manutenção da saú-
de ou no surgimento de doenças, julgue o item que se segue.
A presença de Clue-cells no exame microscópico do conteúdo vaginal é característica de infec-
ção por Trichomonas Vaginalis.

A “Clue cells” ou células-alvo são células escamosas recobertas por cocobacilos, cujas bordas
se apresentam apagadas e são sugestivas de infecção por Gardnerella vaginalis, uma bactéria.
Errado.

062. (CESPE/STJ/2018) A respeito de agentes infecciosos e parasitários, julgue o item


subsecutivo.
Os protozoários que parasitam o homem podem habitar diferentes tecidos ou órgãos, como
o Trypanosoma cruzi, presente no sangue, a Giardia lamblia, no intestino, ou as Trichomonas,
nos genitais e nas vias urinárias.1

063. (IAOCP/2013) A tricomoníase é causada pelo Trichomonas vaginalis, ao passar da forma


flagelada para ameboide, o parasita desenvolve os pseudópodos que se fixam ao substrato, e
consomem o glicogênio da mucosa vaginal, enfraquecendo o tecido epitelial. Essa descrição é
compatível com qual dos micro-organismos citados a seguir?
a) Bactéria.
b) Fungo.
c) Vírus.
d) Protozoário.
e) Levedura.2

064. (AOCP/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Durante exame especular, mulher de 25


anos apresenta secreção vaginal amarelo-esverdeada, bolhosa e fétida, edema de vulva, colo
com petéquias e em “framboesa”. Relata prurido intenso e dispareunia. Clinicamente, a causa
dessa secreção pode estar associada ao/à
a) Mucorreia.
b) Trichomonas vaginalis.
1
Certo.
2
Letra d.

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c) Gardnerella vaginalis.
d) Candida albicans.Entamoeba histolistica.

A aparência de framboesa confere o diagnóstico de tricomoníase.


A Mucorreia é um aumento do fluxo vaginal de forma fisiológica, em que no exame especular
mostra ausência de inflamação vaginal e muco claro e límpido.
Letra b.

Antes de finalizar nossa aula sobre microbiologia, vamos fazer uma correlação com a
biossegurança?
É importante saber a classificação dos agentes etiológicos quanto a classe de risco, está
classificação está na Norma Regulamentadora n. 32 (NR 32). O anexo I mostra os conceitos
das classes de risco e o anexo II uma lista dos agentes etiológicos e respectivas classificações.

Classe de risco Caraterísticas

Baixo risco individual para o trabalhador


e para a coletividade, com baixa
Classe de risco 1: probabilidade de causar doença ao ser
humano.

Risco individual moderado para o


trabalhador e com baixa probabilidade de
disseminação para a coletividade. Podem
Classe de risco 2: causar doenças ao ser humano, para as
quais existem meios eficazes de profilaxia
ou tratamento.

Risco individual elevado para o trabalhador


e com probabilidade de disseminação para
a coletividade. Podem causar doenças e
Classe de risco 3: infecções graves ao ser humano, para as
quais nem sempre existem meios eficazes
de profilaxia ou tratamento.

Risco individual elevado para o


trabalhador e com probabilidade
elevada de disseminação para a
coletividade. Apresenta grande poder de
Classe de risco 4: transmissibilidade de um indivíduo a outro.
Podem causar doenças graves ao ser
humano, para as quais não existem meios
eficazes de profilaxia ou tratamento.
Fonte: NR 32, Ministério da Economia.

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MICROBIOLOGIA
Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
Fernanda Barboza

Confira a classificação dos agentes na tabela abaixo que preparei com carinho:

Classe de risco Exemplos

Bordetella pertussis, Chlamydia


pneumoniae, Chlamydia trachomatis,
Clostridium spp, Corynebacterium
diphtheriae, Enterococcus spp, Escherichia
coli (todas as cepas enteropatogênicas,
enterotoxigênicas, enteroinvasivas),
Haemophilus ducreyi, Haemophilus
influenzae, Helicobacter pylori, Klebsiella
pneumoniae, Legionella spp, Leptospira
2 interrogans (todos os sorotipos),
Mycobacterium leprae, Neisseria
gonorrhoeae, Neisseria meningitidis
(menigococo), Proteus mirabilis,
Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhi,
Vibrio cholerae, Vírus da Dengue tipos 1-4,
Vírus da Hepatite C, Vírus do Nilo Ocidental,
hepatite B, Citomegalovirus, Herpes, Vírus
da Influenza, Vírus do Sarampo, caxumba,
parasitas (todos), fungos, Candida albicans.

Bacillus anthracis, Chlamydia psittaci (cepas


aviárias), Clostridium botulinum, Escherichia
coli, cepas verocitotóxicas, Mycobacterium
3 bovis (exceto a cepa BCG), Mycobacterium
tuberculosis, Rickettsia, Yersinia pestis, Vírus
da Febre amarela, Hantavirus, Agente da
Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD).

Vírus Ebola, Vírus de Marburg, Vírus da


4 Febre hemorrágica.

Enfim, finalizamos a nossa disciplina de microbiologia, e ainda falamos um pouco sobre


a parasitologia (reino dos protozoários). Fico muito feliz que você conseguiu chegar até aqui.
Siga firme motivado(a) no seu projeto de aprovação, a luta para a aprovação é grande, mas a
vitória é certa para quem não desiste.
Vamos resumir o que aprendemos.

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Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
Fernanda Barboza

RESUMO
As principais doenças causadas pelos fungos são: candidíase (sapinho), Pitiríase versi-
color (pano branco), Esporotricose, Histoplasmose, Piedra branca (caspa). Elas ocorrem com
mais frequência em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
As doenças causadas por protozoários de maior relevância para nossa prova são: Doença
de Chagas, Leishmaniose visceral e tegumentar, Giardíase, Tricomoníase, Amebíase, Toxoplas-
mose, Malária.

Reino Fungi (Fungos)

Doenças Características

O estímulo da resposta alérgica com a


presença do fungo
Alérgica Ex. aspergilose broncopulmonar alérgica.
Asma brônquica, pneumonite alérgica.

Ingestão de alimentos contaminados


com fungos produtores de micotoxinas
Toxigênica micotoxicoses — ou pela ingestão de
fungos macroscópicos venenosos —
micetismos.

É aquela em que o agente possui


propriedade de agir como patógeno
Infecciosa primário ou oportunista, exemplo:
paracoccidioidomicose, candidíases.
Fonte: TRABULSI– ALTERTHUM

As portas de entrada dos fungos nos hospedeiros são as vias aéreas superiores ou a pele
com feridas.
Porta de entrada dos fungos:

Resumo das características mais importantes dos fungos:


• Unicelulares (leveduras) ou multicelulares (bolores ou fungos filamentosos);
• Eucarióticos (células desenvolvidas);

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Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
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• Possuem na sua composição externa a quitina, um polissacarídeo nitrogenado;


• Estão distribuídos no solo, na água, em alimentos, nos vegetais, em detritos em geral,
em animais e no homem;
• A maioria são aeróbios obrigatórios, com exceção de certas leveduras fermentadoras
anaeróbias facultativas;
• Não possuem mecanismos químicos fotossintéticos ou autotróficos para produção de
energia ou síntese de constituintes celulares;
• A nutrição ocorre por absorção, na qual enzimas adequadas (exoenzimas) hidrolisam
macromoléculas;
• Umidade ideal para o crescimento dos fungos: situa-se na faixa de 75 a 95% (alguns
suportam uma ampla variação de umidade).

Principais agentes das doenças fúngicas:


• Aspergillus;
• Candida;
• Cryptococcus;
• Paracoccidiodes brasiliensis;
• Histoplasma capsulatum.

Meningite criptocócica

Agente etiológico Cryptococcus.

Reservatório Aves.

Modo de transmissão Inalação das formas leveduriformes do ambiente.

Suscetibilidade e A suscetibilidade é geral, mas comum em imunodeprimido.


vulnerabilidade
Lesões focais únicas ou múltiplas no SNC, simulando
Manifestações neoplasias, associadas ou não ao quadro meníngeo; isto tem
clínicas sido associado ao C. gattii.

Exames no LCR: líquor normal é límpido e incolor, como


Diagnóstico “água de rocha”.
Glicose – Diminuída, proteína e leucócito aumentados.
Fonte: Ministério da Saúde, 2019.

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Fungos, Vírus e Protozoários – Microbiologia Parte II
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Coccidioidomicose
No Brasil, a maioria dos casos descritos teve vínculo epidemiológico com o
hábito de caçar tatu.

Descrição Micose sistêmica, predominantemente pulmonar.

Agente etiológico Coccidioides immitis.

O solo, especialmente, de locais secos e com pH alcalino. A


Reservatório doença acomete o homem e outros animais (gado bovino,
ovino, caprino, entre outros).

Modo de Inalação do fungo no solo, acidente de laboratório e vertical


transmissão (mãe/bebê).

Período de Não é doença contagiosa de indivíduo a indivíduo.


transmissibilidade
Anfotericina B.
Tratamento Fluconazol.
Itraconazol.
Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf

Resumo da Candidíase: é uma infecção da vulva e da vagina, causada por um fungo co-
mensal que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva.
Cerca de 80 a 90% dos casos são devidos à Candida albicans e de 10 a 20% a outras espé-
cies chamadas não albicans (C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis).
Fatores de risco: gravidez, diabetes Mellitus (descompensado), obesidade, uso de contra-
ceptivos orais de altas dosagens, uso de antibióticos, corticoides ou imunossupressores, hábi-
tos de higiene e vestuário inadequados (umidade alta e sem ventilação).
Sinais e sintomas:
• prurido vulvovaginal (principal sintoma, e de intensidade variável);
• ardor ou dor à micção;
• corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso (“leite coalhado”);
• hiperemia, edema vulvar, fissuras e maceração da vulva;
• dispareunia (dor durante o ato sexual);
• fissuras e maceração da pele; e
• vagina e colo recobertos por placas brancas ou branco acinzentadas, aderidas à muco-
sa.

Vírus

Os vírus não pertencem a nenhum reino específico.

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Principais características dos vírus:


• Parasitas intracelulares obrigatórios;
• São seres muito pequenos – vistos apenas com o microscópio eletrônico;
• Genoma pequeno;
• Possui um ácido nucleico, DNA (adenovírus) ou RNA (retrovírus); envolvido por uma
capa proteica chamada de capsídeo ou cápside;
• Alguns casos de uma membrana lipoproteica, denominada envelope ou envoltório;
• Alguns vírus se associam com partes especializadas da membrana plasmática da célu-
la hospedeira, como o vírus Ebola, que se associa com porções lipídicas ricas em esfin-
gomielina, colesterol e proteínas contendo glicolipídios.

Retrovírus são vírus de RNA: são mais propensos a sofrer mutações genéticas, se compa-
rados aos vírus DNA.

Vírus com DNA Vírus com RNA

Rotavírus
Polyomaviridae HTLV
Herpesvírus HIV
Adenovírus Hepatite C
Parvovírus Vírus da dengue
febre amarela

O conjunto de núcleo mais capsídeo é denominado nucleocapsídeo.

Partes do vírus:

Replicação viral:

Adsorção: fixação do vírus à superfície da célula.


Penetração: o vírus entra na célula e várias maneiras de acordo com a natureza do vírus.

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Desencapamento: liberação do material genético dentro da célula.


Montagem/maturação: formação de novas partículas virais.
Liberação: saída do vírus da célula por lise (ruptura) ou brotamento (sem romper a célula).

Vírus oncogênico Câncer

Vírus da Hepatite B (HBV) Carcinoma hepatocelular


Vírus da Hepatite C (HCV)
Linfoma de Burkitt
Vírus Epstein-Barr (EBV) Doença de Hodgkin

Papilomavírus (HPV) Carcinomas anogenitais (colo uterino,


HPV 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, vulva, vagina, ânus, pênis), carcinomas da
58, e 59 orofaringe

Vírus da Leucemia de células T Leucemia de Célula T


Humano Tipo I (HTLV I)
Herpesvírus– humano 8 (HHV-8/ Sarcoma de Kaposi (pacientes
KSHV) imunossuprimidos)

Reino Protista

Características das células dos protozoários:


• Podem ter 1 ou 2 núcleos. Os ciliados possuem dois tipos de núcleo – macronúcleo
(vegetativo e relacionado com a síntese de RNA e DNA) e micronúcleo (envolvido na
reprodução sexuada e assexuada);
• Aparelho de Golgi –síntese de carboidratos e secreção de proteína;
• Retículo endoplasmático: a) liso – síntese de esteroides; b) granuloso – síntese de pro-
teínas;
• Mitocôndria: produção de energia;
• Lisossoma: permite a digestão intracelular de partículas;
• Microtúbulos: formam o citoesqueleto. Participam dos movimentos celulares (contra-
ção e distensão) e na composição de flagelos e cílios;
• Flagelos, cílios e pseudópodos: locomoção e nutrição;
• Corpo basal: base de inserção de cílios e flagelos;
• Axonema: eixo do flagelo;
• Citóstoma: permite ingestão de partículas.

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Classificação pela atividade fisiológica:

É a forma ativa do protozoário, na qual ele se alimenta e


Trofozoíto:
se reproduz por diferentes processos.

É uma forma vegetativa de resistência. O protozoário secreta


uma parede resistente (parede cística) que o protegerá quando
Cisto: estiver em meio impróprio ou
em fase de latência (os cistos podem ser encontrados
em tecidos ou fezes dos hospedeiros).

É a forma sexuada, que aparece em espécies do filo


Gameta: Apicomplexa. O gameta masculino é o microgameta e o
feminino é o macrogameta.

É uma forma resultante de reprodução sexuada. Após a


Oocisto: esporulação, os oocistos, contêm esporozoítos.

São encontrados em fezes do hospedeiro (Coccidia) ou em


Esporozoítos: tecidos de hospedeiros invertebrados (Haemosporida).
Fonte: Neves

Amebíase

Agente etiológico Entamoeba histolytica.

Descrição Comensal ou provocar a invasão de tecidos.

Varia de uma forma branda ou grave.


Quadro clínico Casos graves: abcesso no fígado (com maior frequência),
nos pulmões ou cérebro.

Reservatório O homem.

Ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes


contendo cistos amebianos maduros.
Modo de transmissão Raramente – transmissão sexual, devido a contato oral-
anal.

Período de incubação Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos.

Período de Quando não tratada, pode durar anos.


transmissibilidade

Granulomas amebianos (amebomas) na parede do


Complicações intestino grosso, abscesso hepático, pulmonar ou cerebral,
empiema, pericardite, colite fulminante com perfuração.

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Amebíase

Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados


Diagnóstico nas fezes.

Tratamento Secnidazol ou metronidazol.


Fonte: Manual de Vigilância em saúde 2019, Ministério da Saúde

Além de saber o agente etiológico, manifestação clínica, é importante conhecer o ciclo


biológico dos protozoários.

Ciclo de Vida da Entamoeba Histolytica

Fonte: http://parasitandonanet.blogspot.com/2013/03/amebiase.html

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Vamos resumir os aspectos do manual de Vigilância em saúde 2019?

Malária – Paludismo

e protozoários do gênero Plasmodium podem causar a


Agente etiológico malária humana: P. falciparum,
P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. knowlesi.

Descrição Protozoários transmitidos por vetores.

Febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa


e cefaleia, que ocorrem em padrões cíclicos, dependendo
da espécie de plasmódio infectante. Em alguns pacientes,
Quadro clínico aparecem sintomas prodrômicos, vários dias antes dos
paroxismos da doença, a exemplo de náuseas, vômitos,
astenia, fadiga, anorexia.

Reservatório Homem.

Vetor Mosquito do gênero Anopheles.

Picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo


Plasmodium.
Modo de Horário dos vetores – ao entardecer e ao amanhecer.
transmissão Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa.
Raramente: transfusão de sangue, compartilhamento de
seringas e congênita.

Período de P. falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17; e P.


incubação malariae, 18 a 30 dias.

Leishmaniose tegumentar (Úlcera de Bauru)

Leishmania (Leishmania) amazonensis;


Agente etiológico Leishmania (Viannia) guyanensi;
Leishmania (Viannia) braziliensis.

Insetos denominados flebotomíneos do


Vetor gênero Lutzomyia.

Picada de fêmeas de flebotomíneos


Modo de transmissão infectadas. Não há transmissão de pessoa a
pessoa.

No homem, em média de 2 meses,


Período de incubação podendo apresentar períodos mais curtos
(duas semanas) e mais longos (2 anos).

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Leishmaniose visceral – Calazar, esplenomegalia tropical

Protozoários tripanosomatídeos do gênero


Agente etiológico Leishmania. Nas Américas, a Leishmania
(Leishmania) chagasi.

Doença crônica e sistêmica, que, quando


Descrição não tratada, pode evoluir para óbito em
mais de 90% dos casos.

A doença crônica, sistêmica, caracterizada


por febre de longa duração, perda de peso,
Quadro clínico astenia, adinamia, hepatoesplenomegalia e
anemia.

Reservatório Cão e raposa.

Vetor Lutzomyia longipalpis

A transmissão ocorre pela picada dos


vetores infectados pela Leishmania (L.)
Modo de transmissão chagasi. Não ocorre transmissão de pessoa
a pessoa.

No homem, é de 10 dias a 24 meses, com


Período de incubação média entre 2 e 6 meses.

Vamos analisar a próxima doença causada por protozoário?

Giárdia lamblia – giardíase

Agente etiológico Giardia lamblia ou Giardia intestinalis.

Infecção por protozoários que atinge, principalmente,


Descrição a porção superior do intestino delgado.

Complicações Síndrome da má absorção.

Diagnóstico Através da identificação de cistos ou trofozoítos.

Transmissão Fecal-oral.

A maioria das infecções é assintomática.


Diarreia do tipo aquosa, explosiva, de odor fétido,
Sintomas acompanhada de gases, com distensão e dores
abdominais.

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Giárdia lamblia – giardíase

Higiene pessoal;
Proteção dos alimentos;
Profilaxia Tratamento de água;
Ferver a água;

Tratamento: Metronidazol, tinidazol, ornidazol e secnidazol.

Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010

Toxoplasmose

Agente etiológico Toxoplasma gondii.

A Toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita, causada por


protozoário.
Manifestações da doença:
Toxoplasmose febril aguda, assintomática ou exantema.
Linfadenite toxoplasmática – linfadenopatia localizada.
Toxoplasmose ocular – coriorretinite.
Toxoplasmose neonatal – Resulta da infecção
Descrição intrauterina, variando de assintomática à letal.
Toxoplasmose no paciente imunodeprimido-qualquer
alteração pode reativar a toxoplasmose em maior
intensidade.
Toxoplasmose e gravidez-normalmente não é
diagnosticada por ser quase sempre assintomática, por isso
a importância do exame no pré-natal.

Os hospedeiros definitivos de T. gondii são os gatos e


Reservatório outros felídeos. Os hospedeiros intermediários são os
homens, outros mamíferos não felinos e as aves.

Baseia se nas manifestações clínicas e na sorologia (IgM e


Diagnóstico alto índice de IgG).

Ingestão de oocisto contaminado com fezes de gato;


Ingestão de carne de porco e carneiro contaminada e mal
Transmissão cozida;
Transplacentária.

Evitar uso de produtos animai crus ou mal cozidos;


Eliminar fezes dos gatos em lixo seguro, proteger caixas de
areia;
Medidas de controle Lavar as mãos após manipular carne crua ou mexer com
terra contaminada;
Evitar contato de gestantes com gatos.
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Fonte: Guia de bolso, Ministério da Saúde, 2010.
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Tricomoníase

Fonte: https://saude.londrina.pr.gov.br/images/protocolos-clinicos-saude/prot_ist.pdf

Tricomoníase – Trichomonas vaginalis

Agente Trichomonas vaginalis.


etiológico
Encontrado com mais frequência na genitália feminina.
A tricomoníase no homem é comumente assintomática.
Descrição Se sintomática, apresenta como uma uretrite com fluxo leitoso
ou purulento e uma leve sensação de prurido na uretra.

No exame especular, percebem-se microulcerações no colo


Diagnóstico uterino, que dão um aspecto de morango ou framboesa, pH
para 6,7 a 7,5.

Transmissão Sexual.

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Tricomoníase – Trichomonas vaginalis

Corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, por vezes


acinzentado, bolhoso e espumoso, acompanhado de odor
Sintomas fétido (na maioria dos casos, lembrando peixe).
Dispareunia, edema vulvar e sintomas urinários, como disúria.

Profilaxia Uso do preservativo.

Tratamento: Metronidazol.

Fonte: PCDT, IST, 2020, Ministério da Saúde

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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA


001. (CESPE/DEPEN/2015) Acerca das características dos microrganismos e dos parasitas,
julgue os itens que se seguem.
Os fungos desenvolvem-se em ambientes geralmente inadequados às bactérias, podendo cau-
sar, por exemplo, as micoses sistêmicas.

002. (CESPE/SESA-ES/2013/ADAPTADA) Os seres vivos podem ser agrupados de acordo


com suas semelhanças morfológicas, formas de alimentação, de locomoção de produção e de
ciclo de vida. Os maiores grupos resultantes do processo de evolução são os reinos. Acerca da
classificação dos seres vivos quanto ao reino a que pertencem julgue o item.
Os fungos são considerados plantas porque fazem fotossíntese. Eles não são considerados
animais porque não são capazes de se locomover à procura de alimentos.

003. (IDCAP/PREFEITURA DE ÁGUIA BRANCA-ES/2018) Sobre a Histoplasmose pulmonar


crônica cavitária é incorreto afirmar:
a) Essa forma clínica é idêntica à Tuberculose avançada do adulto.
b) Acomete, principalmente, homens acima de 50 anos, com antecedentes de DPOC.
c) As principais manifestações são: tosse, expectoração mucopurulenta, dor torácica, dispneia
de esforço, febre baixa, astenia, anorexia e perda ponderal.
d) O exame físico mostra as alterações próprias do enfisema pulmonar.
e) Cerca de 20% dos casos apresentam meningoencefalite.

004. (IBFC/2016) É uma doença causada por um protozoário, exceto a descrita na alternativa:
a) Histoplasmose
b) Malária
c) Leishmaniose visceral
d) Tricomoníase

005. (FCC/TRT-5ª REGIÃO/2013) Um aspecto associado ao meio ambiente diz respeito aos
agravos relacionados aos pombos. Alguns desses agravos são:
a) leptospirose, encefalite e alergias.
b) dermatites, toxoplasmose e tifo murino.
c) histoplasmose, meningite criptocócica e salmonelose.
d) conjuntivite, leishmaniose e toxoplasmose.
e) carbúnculo, leishmaniose e blastomicose.

006. (FCC/TCE-PI/2014) Na home page do Coren Piauí constou a seguinte informação: Se-
sapi (Secretaria de Estado da Saúde) alerta para os riscos de doenças durante o período de
chuvas. Uma das doenças característica desse período é a

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a) hepatite C: virose cuja principal transmissão é a via fecal oral.


b) leptospirose: causada pela espiroqueta Leptospira encontrada na urina dos ratos.
c) febre tifoide: riquetsiose conhecida popularmente como tifo.
d) oncocercose: infecção fúngica sistêmica causada pela Onchocerca.
e) histoplasmose: infecção bacteriana de transmissão inter-humanos.

007. (AOCP/FESF/SUS/2010) Em relação às doenças infecciosas de interesse para a saúde


pública, assinale a alternativa correta.
a) Coccidioidomicose: Micose sistêmica, predominantemente pulmonar, podendo, também,
comprometer pele, laringe, ossos, articulação e meninges, entre outros. Após a infecção, 60%
dos indivíduos apresentam infecção primária inaparente; os demais, geralmente, cursam com
uma infecção moderada ou levemente grave.
b) Cólera: Infecção intestinal aguda, causada pelo protozoário Vibrio cholerae, frequentemente
assintomática ou oligossintomática, com diarreia leve. Pode se apresentar de forma grave,
com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras.
c) Coqueluche: Doença infecciosa crônica, não transmissível, de distribuição universal, que
compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza
por paroxismos de tosse seca.
d) Criptosporidíase: Infecção fúngica que apresenta duas formas: cutânea e sistêmica. A for-
ma cutânea aparece em 10% a 15% dos casos (na maioria das vezes, precede a doença sistê-
mica) e é caracterizada por manifestações de lesões acneiformes, rash cutâneo, ulcerações ou
massas subcutâneas que simulam tumores.
e) Criptococose: Infecção causada por protozoário coccídeo, parasito reconhecido como pa-
tógeno animal. Atinge as células epiteliais das vias gastrintestinais, biliares e respiratórias do
homem, de diversos animais vertebrados e grandes mamíferos. É responsável por diarreia es-
porádica em todas as idades, diarreia aguda em crianças e diarréia dos viajantes.

008. (AOCP/2014) São sinais e sintomas da candidíase vulvovaginal, EXCETO


a) prurido vulvovaginal
b) ardor ou dor à micção.
c) corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso.
d) fissuras e maceração da pele.
e) vagina e colo recobertos por placas esverdeadas, aderidas à mucosa.

009. (CONTEMAX/2019) Sobre os aspectos clínicos e epidemiológicos da Candidíase, é IN-


CORRETO afirmar:
a) Micose que atinge a superfície cutânea e/ou membranas mucosas, resultando em Candidí-
ase oral, Candidíase vaginal, intertrigo, paroníquia e onicomicose.
b) A forma mais comum de Candidíase oral é a pustulóide, caracterizada por placas brancas
removíveis na mucosa oral (aftas).

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c) O intertrigo atinge mais frequentemente as dobras cutâneas, nuca, virilha e regiões axilares.
d) A Candidíase invasiva, geralmente por disseminação hematogênica, candidemia, constitui-
se em evento importante entre as infecções hospitalares.
e) A Candidíase invasiva é comum em indivíduos com diabetes mellitus, aqueles que fazem uso
prolongado de nutrição parenteral total, de antibiótico de amplo espectro e de cateter venoso
central, bem como aqueles submetidos à cirurgia recente, particularmente do intestino grosso.

010. (IBFC/EBSERH/2016) São doenças causadas por vírus:


a) Sarampo, Cólera e Sífilis
b) Varíola, Coqueluche e Histoplasmose
c) Caxumba, Hepatites e Raiva
d) Difteria, Tuberculose e Aspergilose
e) Hanseníase, Tétano e Paracoccidiodomicose

011. (IOBV/PREFEITURA DE VIDEIRA-SC/2014) Assinale a alternativa que contenha as doen-


ças causadas por vírus:
a) Botulismo e Cinomose.
b) Hepatite e Herpes Zoster.
c) Gripe e Micoses.
d) AIDS e Gonorreia.

012. (COSEAC/UFF/2014) A virologia é uma parte da microbiologia que estuda os vírus, os


quais, ao penetrarem em um hospedeiro suscetível, provocam doenças e se reproduzem rapi-
damente. São doenças causadas por vírus:
a) varicela, candidíase e histoplasmose.
b) tétano, sífilis e leptospirose.
c) hanseníase, gonorreia e febre tifoide.
d) difteria, cólera e cancro mole.
e) febre amarela, herpes simples e sarampo.

013. (CONPASS/PREFEITURA DE CARNAÍBA-PE/2013) Qual das seguintes doenças pode


ser causada tanto por vírus como por bactérias?
a) Sífilis
b) Rubéola
c) Meningite
d) Varicela
e) Hanseníase

014. (UPNET/PREFEITURA DE POMBOS-PE/2017) A doença do vírus Zika é causada por um


vírus transmitido, principalmente, pelo mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus. Quanto
aos sintomas dessa patologia, assinale a alternativa CORRETA.

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a) Febre crônica, geralmente com complicações graves.


b) Exantema maculopapular pruriginoso, febre ou hiperemia conjuntival sem secreção e pruri-
do ou poliartralgia ou edema periarticular.
c) Febre crônica, hiperemia conjuntival com secreção.
d) Exantema maculopapular pruriginoso, hiperemia conjuntival com secreção purulenta e pre-
sença de prurido.
e) Geralmente apresenta complicações graves e febre alta que dura de 08 a 10 dias.

015. (IBFC/SESACRE/2019) A AIDS é a doença causada pela infecção do Vírus da Imuno-


deficiência Humana (HIV). Esse vírus ataca o sistema imunológico que é o responsável por
defender o organismo de doenças. Quanto às formas de transmissão do vírus HIV, assinale a
alternativa incorreta.
a) relações sexuais desprotegidas
b) compartilhamento de seringas contaminadas
c) transmissão da mãe para filho durante a gravidez
d) compartilhamento de roupas e utensílios

016. (CESPE/SESA-ES/2013/ADAPTADA) Os seres vivos podem ser agrupados de acordo


com suas semelhanças morfológicas, formas de alimentação, de locomoção de produção e de
ciclo de vida. Os maiores grupos resultantes do processo de evolução são os reinos. Acerca da
classificação dos seres vivos quanto ao reino a que pertencem, julgue o item.
Os vírus pertencem ao reino Protista, por apresentarem uma estrutura muito complexa.

017. (CESPE/SESA-ES/2013) Assinale a opção correta acerca de doenças transmitidas por


bactérias.
a) O agente etiológico da sífilis, doença transmissível sexualmente e por via congênita, é deno-
minado Vibrio cholerae.
b) A hanseníase é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae, que afeta a pele e o
sistema nervoso, causando deformações e falta de sensibilidade.
c) O agente etiológico da AIDS e da hepatite B é transmitido pelo sangue contaminado.
d) Uma das doenças mais importantes no Brasil é a doença de Chagas, causada por uma bac-
téria flagelada chamada de Trypanosoma cruzi.
e) O tétano é causado por um bacilo chamado Clostridium botulinum, que também for-
ma esporos.

018. (CESPE/MPU/2013) No que se refere aos agentes infecciosos e ectoparasitas e às doen-


ças por eles transmitidas, julgue os itens subsequentes.
Os vírus, formados apenas por material genético (DNA ou RNA) e uma membrana proteica e
incapazes de se reproduzir fora de uma célula, podem causar doenças no homem, animais
e plantas.
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019. (CESPE/MPU/2013) Acerca de doenças infectoparasitárias e sua forma de transmissão,


julgue os itens subsequentes.
A dengue tem como agente etiológico o mosquito do gênero Aedes, e a espécie Aedes aegypti
é a mais importante no processo de transmissão da doença.

020. (FCC/2012) O sistema nervoso é afetado por agravos infecciosos de naturezas distintas
incluindo as doenças causadas por príons. Esses agentes são
a) partículas proteicas infecciosas que não possuem ácidos nucleicos.
b) micro-organismos geneticamente modificados.
c) células em desenvolvimento em meio de cultura.
d) parasitas saprófitas.
e) toxinas geneticamente modificadas.

021. (FUNDEP/2018) As doenças causadas por príons são raras e, em geral, têm longos perí-
odos de incubação, às vezes dezenas de anos.
É correto afirmar que príons são
a) pequenos vírus.
b) toxinas bacterianas.
c) esporos bacterianos.
d) partículas proteicas infecciosas.

022. (CESPE/2011) Com relação ao conteúdo normativo da NR-32, que regulamenta a segu-
rança e a saúde no trabalho em serviços de saúde, julgue o item que se segue.
São considerados agentes biológicos os microrganismos geneticamente modificados ou não,
os parasitas, as toxinas, as culturas celulares e os príons.

023. (INSTITUTO PRÓ-MUNICIPIO/2015/ADAPTADA) O gerenciamento dos resíduos gera-


dos nos serviços de saúde busca minimizar a produção de resíduos e o seu encaminhamento
seguro, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos
naturais e do meio ambiente. Para tanto, tais serviços devem respeitar a Resolução da Direto-
ria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária N. 222 de 2018. Considerando este
regulamento, julgue o item:
Materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza
de contaminação com príons devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração.

024. (FCC/TRT 3ª REGIÃO/2014) A Doença de Creutzfeld-Jacob é uma Encefalopatia Espon-


giforme Transmissível que ataca o sistema nervoso central, e acomete os humanos, sendo de
rápida evolução e fatal. É de notificação compulsória e conhecida, também, como
a) Doença priônica.
b) Influenza suína.

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c) Influenza humana pandêmica.


d) Doença pneumônica.
e) Doença de Lyme.

025. (PREFEITURA DE FORTALEZA/2018) O agente causador da amebíase é:


a) vírus.
b) protozoário.
c) fungo.
d) bactéria.

026. (FCC/TRE-AM/2010) A profilaxia da amebíase pode ser realizada


a) evitando acúmulo de água parada para coibir a proliferação do mosquito transmissor
desta doença.
b) utilizando repelentes e telas de proteção em janelas e portas.
c) orientando a população sobre os riscos de contato com a urina de roedores.
d) lavando as mãos antes das refeições e aplicando medidas de saneamento básico.
e) orientando sobre a vacinação em áreas endêmicas.

027. (IBFC/SESPR/2016) Sobre a amebíase é INCORRETO afirmar que:


a) Dentre as espécies que vivem no intestino grosso somente a E. histolytica tem atividade
patogênica no homem.
b) Os trofozoítos parasitam usualmente o intestino grosso, mas podem ultrapassar a mucosa
intestinal e se estabelecer em outros órgãos como o fígado, pulmão e o cérebro.
c) Embora o parasita possa infectar outros mamíferos, o homem é o principal hospedeiro e
reservatório.
d) Os trofozoítos podem permanecer viáveis e infectantes por alguns dias nas fezes no meio
exterior e, se ingeridos, são resistentes ao pH ácido do estômago e se tornam infectantes.

028. (FCC/TRE-AM/2010) A Doença de Chagas é uma infecção humana causada pelo agente
etiológico denominado
a) barbeiro.
b) Trypanosoma cruzi.
c) mosquito do gênero Aedes.
d) Schistossoma massoni.
e) Triatoma infestans.

029. (FCC/TRT-24ª REGIÃO/2011) Visando ao controle da Doença de Chagas, o Ministério da


Saúde recomenda
a) uso de pesticida no combate ao caramujo.
b) controle numérico e contagem de vetores.

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c) quimioprofilaxia de comunicantes dos portadores da doença.


d) confinamento dos acometidos pelo vírus até o final da fase aguda.
e) melhoria habitacional em áreas de alto risco.

030. (FCC/TRT-11ª REGIÃO/2012) O Trypanosoma cruzi é transmitido pelo barbeiro. Quando


o inseto termina de se alimentar, ele defeca, depositando fezes com protozoários sobre a pele
da vítima. A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão de sangue ou du-
rante a gravidez, de mãe para filho.
Ao analisar o texto acima, considera-se vetor
a) o Trypanosoma.
b) os protozoários.
c) a gestação.
d) o inseto barbeiro.
e) a transfusão de sangue.

031. (CESPE/2013) Acerca de doenças infectoparasitárias e sua forma de transmissão, julgue


os itens subsequentes.
A transmissão natural da doença de Chagas é vetorial e ocorre por meio das fezes dos triato-
míneos, vulgarmente conhecidos por barbeiros, entre outros nomes.

032. (CESPE/2013) Acerca da doença de Chagas, assinale a opção correta.


a) Nas formas digestivas, em estágios mais avançados da doença de Chagas, contraindica-se
a dilatação ou correção cirúrgica do órgão afetado.
b) Os casos crônicos da doença de Chagas são de notificação compulsória.
c) A transmissão natural ou primária da doença de Chagas é vetorial, feita pelo Trypano-
soma cruzi.
d) Além do homem, mamíferos domésticos e silvestres têm sido infectados pelo Trypanosoma
cruzi, tais como gatos, cães, porcos domésticos, ratos domésticos, macacos, tatus e gambás,
entre outros.
e) As síndromes de megaesôfago e de megacólon são comuns na forma aguda da doença
de Chagas.

033. (CONTEMAX 2019) A malária é uma doença infecciosa febril aguda, sendo possível veri-
ficar que a maioria dos casos se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá,
Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Recentemente, os
noticiários paraibanos revelaram que vem aumentando o número de casos da doença na re-
gião do Conde, litoral sul da Paraíba. Acerca da malária analise as afirmações abaixo:

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I – O diagnóstico e o tratamento da malária são oferecidos pelo SUS.


II – Se a pessoa teve malária por Plasmodium malariae, ela não poderá mais doar sangue.
III – Apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a
malária.
IV – A malária não é uma doença contagiosa. Sendo assim, uma pessoa doente não é ca-
paz de transmitir a doença diretamente à outra pessoa.
V – A malária na sua forma grave pode causar complicações como: alteração da consciên-
cia, prostração, dispneia, convulsões, hemorragias, hipotensão arterial ou choque.

Está(ao) CORRETAS as afirmativas:


a) Estão corretas as afirmativas I
b) Estão corretas as afirmativas I e II
c) Estão corretas as afirmativas II e V
d) Estão corretas as afirmativas II, IV e V
e) Todas estão corretas.

034. (FADESP/2012) A Malária é uma doença infecciosa febril aguda, caracterizada por febre
alta acompanhada de calafrios, sudorese e cefaleia e com alta frequência no Estado do Pará.
Sobre o diagnóstico da malária é correto afirmar que
a) o método da gota espessa continua sendo um método simples, eficaz, de baixo custo e de
fácil realização
b) o Esfregaço delgado possui baixa sensibilidade e é o método oficial adotado no Brasil
c) a baciloscopia da linfa é de fácil realização no campo e de alta sensibilidade
d) os testes rápidos são mais utilizados no Brasil, devido o baixo custo e facilidade de conser-
vação no campo

035. (IAOCP/2015) Sobre a malária, é correto afirmar que


a) é também chamada de paludismo, impaludismo ou febre intermitente.
b) o morcego é o principal reservatório de importância epidemiológica para a malária humana.
c) seus agentes etiológicos são bactérias altamente resistentes.
d) seus vetores são mamíferos domesticados.
e) seu período de incubação é de 48 horas.

036. (VUNESP/PREFEITURA DE CAMPINAS/2019) Qual parasita é um dos causadores da


doença humana denominada malária?
a) Taenia solium.
b) Schistosoma mansoni.
c) Trichuris trichiura.
d) Plasmodium vivax.
e) Leishmania brasiliensis.
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037. (FUNDATEC/2010) Qual o mecanismo de transmissão da malária?


a) Contato.
b) Gotículas.
c) Aerossóis.
d) Vetor.
e) Veículo.

038. (PREFEITURA DE CAMPINÁPOLIS-MT/2017) Analise os sinais e sintomas da Malária:


I – Os sinais e sintomas da malária manifestam-se geralmente entre 8 a 25 dias após a
infecção. No entanto, os sintomas podem-se manifestar mais tarde em indivíduos que
tenham tomado medicação antimalárica de prevenção. As manifestações iniciais da
doença, iguais em todas as espécies de malária, são semelhantes aos sintomas da
gripe, podendo ainda ser semelhantes aos de outras doenças virais e condições clíni-
cas como a sepse ou gastroenterite. Entre os sinais incluem-se dores de cabeça, febre,
calafrios, dores nas articulações, vómitos, anemia hemolítica, icterícia, hemoglobina na
urina, lesões na retina e convulsões.
II – O sintoma clássico da malária são ataques paroxísticos, a ocorrência cíclica de uma
sensação súbita de frio intenso seguida por calafrios e posteriormente por febre e su-
dação. Estes sintomas ocorrem a cada dois dias em infecções por P. vivax e P. ovale e a
cada três dias em infecções por P. malariae. A infecção por P. falciparum pode provocar
febre recorrente a cada 36-48 horas ou febre menos aguda, mas contínua.
III – Os casos mais graves de malária são geralmente provocados por P. falciparum, varian-
te que é muitas vezes denominada “malária falciparum”. Os sintomas desta variante
manifestam-se entre 9 a 30 dias após a infecção. Os indivíduos com ‟malária cerebral‟
apresentam muitas vezes sintomas neurológicos, entre os quais postura anormal, nis-
tagmo, paralisia do olhar conjugado (incapacidade de mover em conjunto os olhos na
mesma direção), opistótono, convulsões ou coma.

Está correto o que se afirma em:


a) Apenas I e II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e III.
d) Todas as afirmativas.

039. (IFPR/2015) A Leishmaniose é uma doença causada por protozoário flagelado, do gêne-
ro leishmania. Existem espécies que causam lesões na pele, a leishmaniose tegumentar ame-
ricana, outras espécies causam lesões na mucosa e a leishmaniose visceral ou calazar, que
compromete principalmente o fígado e o baço. Podemos afirmar que a leishmaniose:
a) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por anofelinos;
b) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por flaverinos;
c) Leishmaniose é transmitida através de vetores, da espécie Aedes;

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d) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por barbeiros;


e) Leishmaniose é transmitida através de vetores, conhecidos por flebótomos.

040. (VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO/2018) A leishmaniose tegumentar america-


na (LTA) é uma infecção da qual o homem pode ser hospedeiro acidental. A doença manifes-
ta-se sob duas formas: leishmaniose cutânea e mucosa. As estratégias de controle dessa
endemia estão centradas
a) na eutanásia dos animais silvestres infectados e na realização diária de desinsetização nos
locais onde há ocorrência de mosquitos.
b) na retirada de entulho e inservíveis que podem acumular água nas residências.
c) na execução de projetos de canalização de córregos e de manutenção de valetas.
d) no diagnóstico e no tratamento precoce dos casos humanos, na redução da população de
mosquitos e nas atividades de educação em saúde.
e) no tratamento precoce dos casos animais e na vacinação da população residente próximo
aos locais de ocorrência de casos autóctones.

041. (VUNESP/PREFIETURA DE SERTÃOZINHO/2018) As leishmanioses são denominadas


zoonoses porque
a) são doenças causadas por parasitas que acometem primariamente os animais e depois o
homem, tendo manifestações variáveis em diferentes regiões.
b) acometem os animais que vivem em zoológicos, devido ao estresse que sofrem diariamente.
c) atingem apenas animais que vivem próximos aos seres humanos.
d) afetam apenas aves e mamíferos exóticos, ou seja, que não fazem parte originalmente da
fauna brasileira.
e) são doenças transmitidas ao ser humano pelo contato direto com outros mamíferos.

042. (INSTITUTO UNIFIL/2019) Sobre leishmaniose, assinale a alternativa incorreta.


a) A leishmaniose visceral é causada por um protozoário da espécie Leishmania Chagasi.
b) A transmissão da leishmaniose visceral ocorre por meio da picada da fêmea do flebotomí-
nio infectado.
c) Os reservatórios silvestres da leishmaniose visceral são as raposas e os marsupiais e o re-
servatório urbano, os principais reservatórios, são os cães.
d) O ciclo biológico do vetor acontece em cinco fases: ovo, larva, ninfa, pupa e adultos.

043. (FCC/2010) A transmissão da Giardia lamblia ocorre por meio


a) de genes, podendo ser diagnosticada durante a gestação.
b) do alimento ou da bebida contaminada por cistos viáveis desse micro-organismo.
c) da picada do mosquito transmissor, em indivíduos que habitam em áreas endêmicas.
d) da saliva de animais infectados em contato com pele não íntegra.
e) da secreção proveniente das pústulas na pele de todo o corpo.
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044. (FGV/2010) A espécie Giardia duodenalis (sinonímia Giardia intestinalis, Giardia lamblia,
Lamblia intestinalis), pertence a Ordem Diplomonadida, pode ser responsável por um quadro
de enterite, geralmente benigno, que recebe mais comumente o nome de Giardíase. Sobre este
parasito intestinal, está correto afirmar que:
a) é um protozoário ciliado, que durante o seu ciclo de vida apresenta duas formas: trofozoí-
ta e cisto.
b) quando infectam o ser humano, os trofozoítas vivem no intestino grosso.
c) G. duodenalis é encontrada apenas na América do Sul e África.
d) em contato com a água por algumas horas os cistos morrem.
e) a reprodução é assexuada, por divisão binária longitudinal.

045. (UFPB/2012) A Síndrome de Má Absorção pode variar desde uma diarreia com estea-
torreia até apresentações mais discretas. Considerando essa síndrome, julgue cada uma das
assertivas abaixo:
Uma grande causa de má absorção nos países subdesenvolvidos é a infecção por Giardia in-
testinalis, anteriormente chamada de Giardia lamblia.

046. (AOCP/2018) Sobre a Giardia lamblia, é correto afirmar que


a) a prevenção envolve o uso de preservativos durante a relação sexual.
b) os achados clínicos geralmente são: fezes endurecidas sanguinolenta com mau cheiro, au-
mento do peso e cólicas abdominais que duram poucos dias.
c) a infecção ocorre no esôfago, fixa-se e invade a mucosa, penetrando na corrente sanguínea.
d) a inflamação ocorre no estômago, ocasionando melhor absorção de proteínas e gorduras.
e) a transmissão ocorre pela ingestão de cistos em alimentos e água contaminados com fezes.

047. (FGV/2016) A Giardia lamblia é provavelmente o protozoário entérico mais encontrado


mundialmente. Embora esteja mais relacionado à contaminação hídrica, existem relatos de
surtos de intoxicação alimentar. A giardíase é altamente contagiosa e 10 a 25 cistos são sufi-
cientes para causar infecção. A doença ocorre após a ingestão dos cistos, que no intestino del-
gado liberam trofozoítos e em 1 a 3 semanas inicia-se a sintomatologia gastrointestinal, com
distensão abdominal, dor abdominal, náuseas, diarreia e, em casos de grandes infestações,
a giardíase causa síndrome de má-absorção, que em crianças pequenas determina compro-
metimento nutricional em pouco tempo. O diagnóstico é feito pela identificação de cistos ou
trofozoítos nas fezes.
Assinale a opção que indica a principal estratégia e/ou medida para diminuição da incidência
de Giárdia, sobretudo na população pediátrica.
a) Consumir apenas alimentos orgânicos certificados.
b) Utilização sistemática de medidas higiênicas.
c) Consumir apenas alimentos cozidos.
d) Lavar os alimentos com cloro.
e) Fazer exames de sangue periódicos.

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048. (CONSULPLAN/2013) Acerca da infecção pela Giárdia lamblia, marque V para as afirma-
tivas verdadeiras e F para as falsas.

(  ) Tem maior importância nas crianças desnutridas ou com imunodeficiências.


(  ) A disseminação de pessoa a pessoa é praticamente impossível de ocorrer.
 (  ) Os trofozoítos se localizam, geralmente, no íleo terminal e cólon transverso.
 (  ) O tratamento deve ser feito apenas quando ocorre a diarreia crônica, não aguda.

A sequência está correta em


a) V, V, V, V
b) F, V, F, F
c) F, V, F, V
d) V, F, V, F
e) V, F, F, F

049. (GUALIMP/2019) É o fármaco de primeira escolha utilizado no tratamento de infecções


causadas por Giárdia lamblia:
a) Cloroquina.
b) Oseltamivir.
c) Metronidazol.
d) Penicilina.

050. (IESES/2019) Sobre a verminose giardíase, verifique as assertivas e assinale a alternati-


va correta.
I – A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública, com
falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficiente-
mente tratadas (só por cloração).
II – A giárdia é reconhecida como um dos causadores “diarreia dos viajantes” em zonas
endêmicas.
III – Também é descrita a transmissão de giárdia envolvendo atividades sexuais, resultante
do contato oro-anal.
IV – Trata-se de uma infecção por protozoários que atinge, principalmente, a porção supe-
rior do intestino delgado.
V – A maioria das infecções por giárdia é assintomática e ocorre tanto em adultos quanto
em crianças.
VI – A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarreia, acompanhada de dor
abdominal.

a) As assertivas I, II, III, IV, V e VI estão corretas.


b) Apenas as assertivas I, IV, V e VI são corretas.

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c) Apenas as assertivas V e VI são corretas.


d) Apenas as assertivas I, II, III e V são corretas.

051. (FUNDEP/PREFEITURA DE UBERABA-MG/2016) A toxoplasmose é uma doença cau-


sada pelo Toxoplama gondii e torna-se especialmente relevante quando afeta uma mulher na
fase de gestação, pois existe risco de acometimento fetal.
São medidas de controle da toxoplasmose, EXCETO:
a) Não ingerir carnes cruas, mal cozidas ou mal passadas.
b) Eliminar as fezes dos gatos infectados em recipientes e locais seguros.
c) Eliminar pulgas de cães e gatos.
d) Proteger as caixas de areia para que gatos não a utilizem.

052. (CETREDE/2018) Sobre toxoplasmose é INCORRETO afirmar.


a) O Toxoplasma gondii instala-se em órgãos como cérebro, pulmões e coração.
b) O homem contamina-se mais facilmente pelos aerossóis de ambientes contaminado pelo
Toxoplasma gondii, normalmente liberados nas fezes de gatos
c) Do ponto de vista epidemiológico, o gato é o principal transmissor.
d) Um alto percentual de humanos imunocompetentes normalmente apresentam sintomas
insignificantes.
e) A infecção por Toxoplasma gondii pode provocar hidrocefalia em fetos.

053. (FEPESE/EMASA-SC/2013) O agente etiológico da Toxoplasmose é:


a) um vírus.
b) um fungo.
c) uma bactéria.
d) uma levedura.
e) um protozoário.

054. (UFC/2014) Anticorpos IgG e IgM não reagentes para toxoplasmose significam:
a) Gestante saudável.
b) Gestante com possível infecção aguda.
c) Gestante não susceptível para infecção.
d) Gestante susceptível para primo-infecção.
e) Gestante infectada há pelo menos seis meses.

055. (VUNESP/PREFEITURA DE CANANÉIA/2020) A toxoplasmose é um grave problema de


saúde pública, principalmente para gestantes, recém-nascidos e pessoas com defesas imu-
nológicas diminuídas. Trata-se de uma infecção causada por um protozoário encontrado nas
fezes de gatos e outros felinos e a transmissão pode ocorrer
a) por meio da picada de fêmeas infectadas de pulgas que parasitam os gatos.

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b) pelo contato direto com gatos em idade avançada, quando passam a manifestar sintomas
da doença, por encontrarem-se na fase final da vida.
c) principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados mal cozidos e também de
mãe para filho durante a gestação.
d) pelo contato direto com pessoas doentes, que passam a eliminar a forma infectante do pa-
rasita através da respiração, 3 dias antes do início dos sintomas.
e) pelo contato direto com fezes de aves, que também eliminam a forma infectante do proto-
zoário no ambiente.

056. (PREFEITURA DO RJ/2016) As vulvovaginites manifestam-se por meio de leucorreias de


aspectos e consistências distintas, segundo as características do agente infeccioso, do grau
de infestação e das condições clínicas da mulher. O corrimento amarelo ou amarelo esverde-
ado, com presença de bolhas e odor fétido semelhante a “peixe podre”, entre outros sintomas
está presente na seguinte afecção ginecológica:
a) vaginose bacteriana
b) tricomoníase genital
c) candidíase vulvovaginal
d) bartholinite

057. (AOCP/EBSERH/2017) Mulher de 36 anos, casada, compareceu à Unidade Básica de


Saúde para coleta de exame citopatológico. Durante a coleta, a enfermeira observa corrimento
vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido e edema de vulva. O pH vaginal da paciente esta-
va > 4,5, dessa forma, seguindo abordagem sindrômica, a enfermeira optou pelo tratamento de
a) gonorreia.
b) tricomoníase.
c) clamídia.
d) herpes vaginal.
e) candidíase vulvovaginal.

058. (AOCP/2013) A tricomoníase é causada pelo Trichomonas vaginalis, ao passar da forma


flagelada para ameboide, o parasita desenvolve os pseudópodos que se fixam ao substrato, e
consomem o glicogênio da mucosa vaginal, enfraquecendo o tecido epitelial. Essa descrição é
compatível com qual dos micro-organismos citados a seguir?
a) Bactéria.
b) Fungo.
c) Vírus.
d) Protozoário.
e) Levedura.

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059. (SELECON/2020) Diversas infecções sexualmente transmissíveis provocam alterações


citológicas nos exames citopatológicos realizados em mulheres. A Chlamydia trachomatis,
Candida albicans, e Trichomonas vaginalis são exemplos, respectivamente, de agentes etioló-
gicos classificados como:
a) protozoário, fungo e bactéria
b) bactéria, protozoário e fungo
c) bactéria, fungo e protozoário
d) protozoário, bactéria e fungo

060. (IBFC/PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO/2019) Após exames, uma pa-


ciente foi diagnosticada com tricomoníase. O principal microorganismo que causa a doença é
o Trichomonas vaginalis, e um dos medicamentos comumente utilizado para o tratamento é o
_____. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) Cloroquina
b) Metronidazol
c) Amicacina
d) Fluconazol

061. (CESPE/2017) No que concerne a microbiota vaginal e seu papel na manutenção da saú-
de ou no surgimento de doenças, julgue o item que se segue.
A presença de Clue-cells no exame microscópico do conteúdo vaginal é característica de infec-
ção por Trichomonas Vaginalis.

062. (CESPE/STJ/2018) A respeito de agentes infecciosos e parasitários, julgue o item


subsecutivo.
Os protozoários que parasitam o homem podem habitar diferentes tecidos ou órgãos, como
o Trypanosoma cruzi, presente no sangue, a Giardia lamblia, no intestino, ou as Trichomonas,
nos genitais e nas vias urinárias.

063. (IAOCP/2013) A tricomoníase é causada pelo Trichomonas vaginalis, ao passar da forma


flagelada para ameboide, o parasita desenvolve os pseudópodos que se fixam ao substrato, e
consomem o glicogênio da mucosa vaginal, enfraquecendo o tecido epitelial. Essa descrição é
compatível com qual dos micro-organismos citados a seguir?
a) Bactéria.
b) Fungo.
c) Vírus.
d) Protozoário.
e) Levedura.

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064. (AOCP/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/2018) Durante exame especular, mulher de 25


anos apresenta secreção vaginal amarelo-esverdeada, bolhosa e fétida, edema de vulva, colo
com petéquias e em “framboesa”. Relata prurido intenso e dispareunia. Clinicamente, a causa
dessa secreção pode estar associada ao/à
a) Mucorreia.
b) Trichomonas vaginalis.
c) Gardnerella vaginalis.
d) Candida albicans.Entamoeba histolistica.

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GABARITO
1. C 23. C 45. C
2. E 24. a 46. e
3. e 25. b 47. b
4. a 26. d 48. e
5. c 27. d 49. c
6. b 28. b 50. a
7. a 29. e 51. c
8. e 30. d 52. b
9. b 31. C 53. e
10. c 32. bed 54. d
11. b 33. e 55. c
12. e 34. a 56. b
13. c 35. a 57. b
14. b 36. d 58. d
15. d 37. d 59. c
16. E 38. d 60. b
17. b 39. e 61. E
18. C 40. d 62. C
19. E 41. a 63. d
20. a 42. d 64. b
21. d 43. b
22. C 44. e

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REFERÊNCIAS

ALTERTHUM, F; TRABULSI, L. R. Microbiologia 6. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2015.


NEVES, David Pereira. Parasitologia humana. 13. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilân-


cia Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso / Ministério da Saúde,
Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 8. ed. rev.
– Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publica-
coes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desen-


volvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde: volume único [recurso
eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de De-
senvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 3ª. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças


de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis
(IST)/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde,
2020.

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Fernanda Barboza
Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduada em Saúde Pública e
Vigilância Sanitária. Atualmente é servidora do Tribunal Superior do Trabalho, no cargo de Analista
Judiciário – Especialidade Enfermagem. É professora e coach em concursos. Trabalhou 8 anos como
enfermeira do Hospital Sarah. Foi nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar no Ministério da Justiça;
2º lugar no Hemocentro – DF; 1º lugar para Fiscal Sanitário da prefeitura de Salvador; 2º lugar no Superior
Tribunal Militar (nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada duas vezes como enfermeira do estado da
Bahia e na SES-DF. Na área administrativa, foi nomeada para o CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º lugar),
dentre outras aprovações.

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