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O INQUÉRITO POLICIAL NO PROJETO DE CÓDIGO DE

PROCESSO PENAL

O INQUÉRITO POLICIAL NO PROJETO DE CÓDIGO DE PROCESSO PENAL


Revista de Processo | vol. 35/1984 | p. 147 - 152 | Jul - Set / 1984
Doutrinas Essenciais Processo Penal | vol. 2 | p. 25 - 32 | Jun / 2012
DTR\1984\69

Afrânio Silva Jardim


Membro do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Professor de Direito
Processual Penal da Faculdade Cândido Mendes, da Faculdade Brasileira da SUESC e da
Faculdade Estácio de Sá.

Área do Direito: Penal; Processual


Sumário:

1. Aspectos gerais do Projeto

Como é sabido, o Projeto remetido ao Congresso Nacional em junho de 1983 disciplinou


o Processo Penal à luz do sistema acusatório. Neste particular, a proposta legislativa
varrerá de nossa ordem jurídica aqueles resquícios de inquisitorialismo constantes dos
arts. 5.º, II, 13, II, 26, § 3.º do art. 10, 531 e outros do atual Código e que outorgam
ao juiz funções persecutórias.

Assim, mantém-se a fase investigatória preliminar à instauração do processo acusatório,


cujo procedimento formal é o inquérito policial.

O inquérito tem como finalidade demonstrar a existência de fundamento razoável para o


exercício da ação penal, através da comprovação material do fato e de indícios de sua
autoria (arts. 213 e 7.º do Projeto). Por outro lado, possibilita ao titular da pretensão
punitiva a apresentação de uma imputação clara e precisa, que permita ao réu exercer
plenamente a sua defesa (art. 229, parágrafo único, d).

Em sendo assim, desde que tais finalidades estejam atendidas, pode-se prescindir do
inquérito policial, conforme se depreende dos arts. 212, 225 e 545. Também aqui o
Projeto segue a esteira da atual legislação (arts. 39, § 5.º, 46, § 1.º, e 27).

Ainda no aspecto estrutural, foram mantidos os princípios da escritura e do sigilo,


respeitando-se as prerrogativas dos advogados (arts. 217 e 219, respectivamente).

Vejamos agora alguns pontos específicos da proposta legislativa em tramitação na


Câmara dos Deputados, procurando fazer sempre crítica construtiva.

2. Aspectos positivos do Projeto

2.1 A princípio, novamente salientamos o acerto do Projeto no que diz respeito à


preservação da imparcialidade e neutralidade do juiz. Não resta dúvida que o exercício
daquelas funções persecutórias outorgadas ao Magistrado, ao menos psicologicamente,
podia comprometer a sua eqüidistância em relação ao conflito de interesses retratados
no processo penal.

Desta forma, o futuro sistema retira o juiz do inquérito policial, cuja tramitação se dará
entre a Polícia Judiciária e o Ministério Público. Os arts. 220, § 2.º, 81, III, c e 82
autorizam este entendimento, malgrado merecessem redação mais clara a respeito.

A atuação do juiz no inquérito policial se restringirá a prover, incidentalmente, medidas


cautelares e de contracautelas.

Tal disciplina, além de expurgar do processo penal pátrio os vestígios do


inquisitorialismo, como acima ficou dito, evitará inúmeros conflitos que ocorrem na
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prática em decorrência de irregulares indeferimentos de devolução de inquéritos à


delegacia de origem e afirmações prematuras de competência, quando a questão é
tão-somente de atribuição dos órgãos de execução do Ministério Público.

2.2 Embora possa ser criticado à luz de um absoluto rigor sistemático, parece-nos que o
Projeto andou bem ao voltar ao procedimento vigente para o arquivamento do inquérito
policial. Basicamente repete o atual art. 28 do CPP (LGL\1941\8).

Não é de todo desejável que o juiz exerça a função anômala de fiscalizar o princípio da
obrigatoriedade da ação penal pública. Por isso, o Anteprojeto dava ao Conselho
Superior do Ministério Público tal função, através de procedimento demasiadamente
burocratizado.

Entretanto, é forçoso reconhecer que a sistemática vigente vem funcionando


inteiramente a contento.

O risco da quebra eventual da imparcialidade do juiz ao desvalorar o requerimento de


arquivamento do Ministério Público é neutralizado pela regra do art. 227, § 3.º, que
dispõe: "Oferecida a denúncia pelo Procurador-Geral ou pelo órgão designado,
considera-se impedido o juiz que indeferiu o pedido de arquivamento".

A título de sugestão, proporíamos que o indeferimento judicial do arquivamento seja


apreciado pelo Conselho Superior do Ministério. Público, que deve gozar da mais
absoluta representatividade da Instituição como um todo.

Ainda merece elogio o Projeto quando, nos crimes da competência originária dos
tribunais, determina que o pedido formulado pelo Procurador-Geral de arquivamento
seja apresentado ao órgão jurisdicional colegiado com atribuição para conhecê-lo (art.
227, § 4.º).

Nestes casos, é recomendável esta maior publicidade do arquivamento. Somente merece


reparo tal regra quando refere-se a "pedido de arquivamento". Em verdade, trata-se de
manifestação de vontade do Procurador que não pode ser desatendida pelo Tribunal, em
face do princípio ne procedat iudex ex officio. Este é o entendimento reiterado do
Supremo Tribunal Federal.

Por outro lado, vedando expressamente o cabimento da chamada ação penal subsidiária
nos casos de arquivamento (art. 6.º, § 1.º), seria de bom alvitre que o Projeto
submetesse este arquivamento do Procurador-Geral ao Conselho Superior do Ministério
Público, se dele discordasse o Tribunal. Fica aí mais uma sugestão, coerente com a
anterior.

2.3 Na disciplina da instauração formal do inquérito, o Projeto exige expressamente a


expedição de portaria por parte da autoridade policial. Vejam-se os arts. 214 e 223, §
1.º.

Feliz se nos afigura tal exigência, pois através da portaria a autoridade policial
especificará e individualizará, ainda que sumariamente, os fatos a serem apurados e os
respectivos suspeitos de autoria.

O simples despacho determinando a instauração do inquérito, conforme ocorre em


alguns Estados, pode trazer sérios inconvenientes nos casos de pluralidade de infrações
e agentes, causando perplexidade na individualização de condutas e participações.

2.4 Em consonância com o que dispõe a Lei Complementar 40/81, em seus arts. 7.º,
VII, e 20, parágrafo único, o Projeto prevê a possibilidade de o Ministério Público avocar
inquéritos policiais.

Apura-se, destarte, a regulamentação legal desta Instituição permanente e essencial à


função jurisdicional do Estado, responsável pela defesa da ordem jurídica e dos
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interesses indisponíveis da sociedade (art. 1.º da citada LOMP (LGL\1993\31)).

2.5 Outro ponto louvável da futura legislação é a faculdade deferida ao Ministério Público
de ouvir, em audiência própria, o indiciado, ofendido e testemunhas, evitando a morosa
devolução do inquérito policial à delegacia de origem.

Este procedimento vem regulado no art. 83 e seus parágrafos com absoluta propriedade,
restando tão-somente dar-se ao órgão de execução do Ministério Público estrutura ágil
para bem desincumbir-se deste mister, permitindo-lhe espancar dúvidas decorrentes da
prova colhida nas dependências policiais e, até mesmo, evitar propositura de ações
penais temerárias.

2.6 Vemos com bons olhos, outrossim, a faculdade de a autoridade policial permitir que
os advogados do ofendido e indiciado acompanhem os atos do inquérito policial,
tratando-se de infrações de ação penal privada (art. 223, § 3.º).

A necessidade do pagamento das custas (§ 2.º, do art. 223), a existência do prazo


decadencial e a disponibilidade da ação penal privada recomendam a presença constante
dos advogados perante o procedimento investigatório que, em alguns casos, pode
mesmo ser dispensável.

2.7 Por derradeiro, julgamos meritória a tentativa de agilizar ao máximo o procedimento


sumaríssimo, reservado para as contravenções, lesão corporal e homicídio culposos e
crimes punidos com detenção até um ano.

O art. 545 do Projeto dispensa o inquérito policial, determinando a lavratura do Boletim


de Ocorrência de forma circunstanciada, realização imediata dos exames periciais e a
apresentação do indiciado ao juiz competente para eventual ação penal, perante o qual o
Ministério Público oferecerá denúncia oral ou requererá o arquivamento destas peças de
informação.

Não cremos da viabilidade deste célere procedimento nas com arcas de porte médio, por
razões óbvias, principalmente nas infrações cuja comprovação material ou da culpa
depender de prova pericial.

Nada obstante, em alguns casos será possível abreviar a morosa investigação formal
através deste expediente previsto no Projeto, sendo certo que o Ministério Público
poderá requerer a modificação do procedimento, caso não disponha de elementos
bastantes para formar sua opinio delicit. Neste sentido reza o art. 546, § 1.º.

3. Aspectos negativos do Projeto

3.1 A imprecisa redação do § 1.º do art. 220 faz crer que o inquérito policial somente
deve ser remetido ao Ministério Público após a sua conclusão ou quando a autoria da
infração investigada permanecer ignorada por mais de 30 dias. Assim está redigida a
mencionada norma: "Concluído o inquérito, ou permanecendo desconhecida a autoria,
por mais de 30 dias, a autoridade policial enviará os autos a Juízo com relatório
circunstanciado".

Certo que o inquérito tem o prazo de 30 dias, estando o indiciado solto, e 10 dias,
estando preso o indiciado (art. 218, I e II). Entretanto, não menos certo é que, no mais
das vezes, a autoridade policial não consegue concluir as investigações nestes curtos
prazos. A esta realidade parece não ter atentado o Projeto.

Destarte, impõe-se oferecer nova redação ao parágrafo em exame, determinando a


remessa dos autos ao Ministério Público após o prazo fixado, independentemente da
descoberta ou não da autoria da infração penal, esclarecendo-se também que as futuras
devoluções hão de ser feitas no prazo fixado pelo Ministério Público, que sempre poderá
oferecer denúncia antes da conclusão do inquérito, desde que disponha de indícios da
autoria e prova da existência do fato típico (art. 7.º).
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Por outro lado, o dispositivo não deve falar em remessa dos autos do inquérito "a Juízo",
mas sim ao órgão do Ministério Público com atribuição, por fidelidade com o sistema
acusatório adotado pelo Projeto.

3.2 Deixa muito a desejar o art. 226, in verbis: "Se o Ministério Público entender
incompetente o Juízo, oferecerá denúncia e requererá a remessa dos autos ao juiz
competente".

O artigo já é melhor que o primitivo art. 232, parágrafo único, do Anteprojeto, criticado
com inteira felicidade pelo ilustre Promotor de Justiça Luiz Fernando de Freitas Santos
em trabalho publicado na Revista de Direito da Procuradoria de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, 14/69-75.

Mesmo modificada, a regra ainda não satisfaz. Estando a atribuição do órgão de


execução do Ministério Público vinculada à competência do Juízo junto ao qual atue, a
toda evidência, o membro do Parquet também não se julgará com atribuição para
oferecer a própria denúncia que o artigo lhe exige.

Em face do exposto, sugerimos a seguinte redação: "Se o órgão do Ministério Público


não tiver atribuição, deverá remeter os autos do inquérito ou das peças de informação
ao órgão que, a seu ver, possua tal atribuição".

Para completar a disciplina da matéria, em capítulo separado, deverá o Projeto regular a


resolução dos conflitos de atribuição dos órgãos do Ministério Público pelo
Procurador-Geral.

3.3 Também merece reparo o Projeto quando admite a possibilidade de o juiz julgar
extinta a punibilidade no curso do inquérito, conforme se vê do parágrafo único do art.
385.

Não havendo imputação no procedimento administrativo-investigatório, não há como se


individualizar uma determinada infração penal e o seu autor para então julgar extinta a
sua punibilidade. Inúmeras vezes constam do inquérito múltiplas investigações
envolvendo vários autores e partícipes das infrações penais, não podendo o juiz se
antecipar ao Ministério Público e criar imputações hipotéticas para realizar julgamentos
sem processo.

Ademais, é incorreto falar-se de julgamento quando não temos pretensão deduzida em


Juízo, ou seja, sem que haja processo e jurisdição. Note-se que o art. 381 permite que o
juiz reconheça a extinção de punibilidade "em qualquer fase do processo".

Note-se, outrossim, que o art. 254, II, torna claro que o reconhecimento da extinção de
punibilidade importa em julgamento de mérito.

Desta maneira, se no curso do inquérito ocorrer algum fato extintivo de punibilidade, o


Ministério Público deverá requerer o arquivamento dos autos. A extinção da punibilidade
funcionará apenas como razão de decidir, não fazendo parte do thema decidendum.

Esta colocação, além de evitar o despautério de termos sentença em procedimento


administrativo, tem efeitos práticos, pois torna a decisão a salvo dos efeitos da coisa
julgada. Surgindo novas provas que demonstrem que não houve efetivamente a extinção
da punibilidade, pode-se desarquivar o inquérito policial.

3.4 O art. 561, ressalvando o "que dispuser a Lei de Falências", cria uma "investigação
sumária" judicial, que precederá ao procedimento especial para os crimes falimentares.

A disciplina desta investigação é absolutamente lacunosa, sendo certo que o posterior


art. 562 parece derrogar a Lei Falimentar, cuja vigência havia sido ressalvada
anteriormente ( sic).

Acreditamos ser indesejável este hibridismo. Ou bem se regula a matéria no Projeto,


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derrogando-se a lei específica, ou deixa-se para ela toda a regulamentação.

3.5 O Projeto, ferindo frontalmente o sistema acusatório que lhe é muito caro, cria um
anômalo inquérito judicial através do art. 477.

Tratando-se de infração penal da competência originária dos tribunais, a autoridade


policial não instaurará o inquérito. Apenas colherá os elementos de prova de forma
sumária e remeterá o expediente ao Tribunal. Em seguida, "o relator, escolhido na forma
do regimento interno, pode determinar, de ofício ou a requerimento do
Procurador-Geral, a instauração de inquérito, a ser presidido pelo primeiro e
acompanhado pelo último e pelo indiciado".

Ora, é absolutamente desaconselhável que o inquérito seja presidido por um magistrado,


o qual ainda será o relator do processo eventualmente instaurado (art. 478).

Como se sabe, o juiz deve ficar afastado das funções persecutórias, a fim de preservar a
sua imparcialidade e neutralidade. Este foi o escopo do próprio Projeto ao tirar do Poder
Judiciário a legitimação para requisitar inquéritos e até mesmo receber notícias de
infrações penais. Veja-se o que diz sobre o tema a exposição de motivos do Ministro da
Justiça: "Tendo disposto com precisão sobre os destinatários da notícia da infração
penal, o Projeto houve por bem afastar o juiz da notitia criminis, livrando-o da condição,
ainda que eventual, de agente do Estado na persecutio criminis, ao mesmo tempo que
lhe devolve o exclusivismo, absolutamente necessário, do poder de decisão" (item 23).

Note-se que a norma sob censura chega ao ponto de dar ao "relator" o poder de
instaurar ou não o inquérito, o que poderá obstacular a atividade persecutória própria do
Ministério Público.

Acresce que tal procedimento, ao menos em parte, está em dissonância com o que
dispõe o já referido art. 20, parágrafo único da Lei Complementar federal 40/81, que
impõe a remessa dos autos do inquérito ao Procurador-Geral da Justiça.

Pelo exposto, somos que nas hipóteses de competência originária dos tribunais, o
inquérito deverá ser presidido pelo Procurador-Geral, a quem caberá oferecer denúncia
ou decidir pelo seu arquivamento. Caso o crime seja de ação privada, o Procurador-Geral
deverá intimar o ofendido ou sucessores para que, querendo, apresente a sua queixa ao
Tribunal, semelhantemente à intimação prevista no art. 221, parágrafo único, em
relação à autoridade policial.

3.6 Da mesma forma que a legislação vigente, o Projeto não especificou os casos que
autorizam o Ministério Público a requerer o arquivamento do inquérito ou das peças de
informação, malgrado o princípio da obrigatoriedade da ação penal pública.

Certo que o art. 7.º veda acusação penal sem a prova da existência da infração e
indícios suficientes de autoria, dizendo, ainda, que "a acusação deve ser rejeitada de
plano, por ausência de justa causa, se não tiver fundamento razoável nem revelar
legítimo interesse".

Por outro lado, o art. 238 prevê as hipóteses de indeferimento liminar da denúncia ou
queixa, semelhantemente ao atual art. 43 do CPP (LGL\1941\8).

Entretanto, levando-se em linha de conta a difícil conceituação de "legítimo interesse",


restará sempre enorme campo para divergências doutrinárias e jurisprudenciais,
mormente diante da prova no inquérito da existência de exclusão de culpa ou
antijuridicidade.

Acreditamos que o Projeto deva enfrentar a questão, traçando os limites precisos da


obrigatoriedade da ação penal pública, elencando os casos de arquivamento.

3.7 Por derradeiro, resta lamentar não ter o Projeto disciplinado também o
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desarquivamento do inquérito policial e das peças de informação.

Nada disse sobre o seu procedimento. Sobre a sua admissibilidade, limita-se a exigir
novas provas nos arts. 227, § 2.º, e 538, § 1.º, nos moldes da atual Súmula 524
(MIX\2010\2247) do STF.

Se o arquivamento do inquérito ou das peças de informação depende de decisão judicial,


parece-nos razoável que o desarquivamento também seja submetido ao crivo do juiz,
prevendo-se recurso para o seu indeferimento.

Somos ainda que a exigência de novas provas não esgota os requisitos para o
desarquivamento, pois somente terá pertinência quando o arquivamento tiver sido
motivado pela insuficiência de prova do fato ou da autoria (art. 7.º).

Assim, deveria o Projeto esclarecer também sobre a possibilidade de desarquivamento


baseado no reexame da questão de direito, especificando as várias hipóteses de
ocorrência.

3.8 Não destacamos sugestões ou conclusões. Elas se encontram inseridas no corpo do


trabalho, onde poderão ser melhor compreendidas.

Resta salientar que apenas nos moveu o desejo de colaborar, embora modestamente,
com o aperfeiçoamento da legislação processual que se pretende implantar. Nossas
críticas vêm sempre acompanhadas de propostas pessoais tendentes a melhorar o texto,
que em muito supera o atual Código de Processo Penal (LGL\1941\8).

Fica aqui a esperança de ao menos servir este singelo trabalho para provocar o debate
sobre tão importante acontecimento legislativo, que não tem recebido da comunidade
acadêmica a atenção que está a merecer.

Fevereiro de 1984.

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