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Sequências

Uma sequência pode ser pensada como uma lista de números escritos em uma ordem definida:

𝑎1 , 𝑎2 , 𝑎3 , 𝑎4 , … 𝑎𝑛, …

𝑎1 - primeiro termo

𝑎2 - segundo termo

...

𝑎𝑛 - n-ésimo termo ou termo geral

Notação

A sequência {𝑎1 , 𝑎2 , 𝑎3 , 𝑎4 , … 𝑎𝑛, , … } é também denotada por

{𝑎𝑛 } ou {𝑎𝑛 }∞
𝑛=1

Nos exemplos a seguir, damos três maneiras de descrever uma sequência:


• usando a notação dada acima;
• empregando a fórmula da definição;
• escrevendo os termos da sequência.
Exemplo 1:

1 +∞ 1 1 1 1 1 1
a) {2𝑛} 𝑎𝑛 = 2𝑛
{2 , 4
, 6
, 8
, … , 2𝑛 , … }
𝑛=1

(−1)𝑛 (𝑛+1) +∞ (1)n (n  1)  2 3 4 5 (1) n (n  1) 


b) {
3𝑛
} an   , , , , , , 
𝑛=1
3n  3 9 27 81 3n 
No exemplo acima, escrevemos os primeiros termos da sequência a partir da fórmula do termo geral.
Mas, podemos também encontrar o termo geral quando são dados os primeiros termos da sequência. Para
isso, basta observar o padrão apresentado nos termos dados.

Exemplo 2: Em cada parte, determine o termo geral da sequência.


1 2 3 4
a) 2
, 3
, 4
, 5
,…

1 1 1 1
b) , , , ,…
2 4 8 16

1 2 3 4
c) ,− , ,− ,…
2 3 4 5

d) 1, 3, 5, 7, …
Numa sequência, nem sempre o valor inicial de n é igual a 1.
1 1 1
Considere, por exemplo, a sequência 1, 2
, , ,…
22 23

1 +∞
Uma forma de escrevê-la é {2𝑛−1 }
𝑛=1

1 +∞
Mas, podemos também escrever na forma {2𝑛 }
𝑛=0

Definição de sequência

Apresentamos, inicialmente, a definição de sequência como uma sucessão sem fim de números.
Entretanto, essa não é uma definição formal.

Definição: Uma sequência é uma função cujo domínio é um conjunto de inteiros.

Considere, por exemplo, a sequência

2, 4, 6, 8, ..., 2n, ...

Se denotarmos o termo geral por 𝑓(𝑛) = 2𝑛, então poderemos escrever essa sequência como

𝑓(1), 𝑓(2), 𝑓(3), … , 𝑓(𝑛), …

que é uma "lista" dos valores da função

𝑓(𝑛) = 2𝑛, 𝑛 = 1, 2, 3, 4, …

cujo domínio é o conjunto dos inteiros positivos.

Gráficos de Sequências

Graficamente, podemos representar uma sequência de duas maneiras.

• Marcando os primeiros pontos a partir de a1, a2, a3,..., an,... no eixo real.

• Fazendo o gráfico da função que define a sequência.

No segundo caso, lembre-se que a função é definida somente nos números inteiros, e o gráfico
consiste de alguns pontos no plano xy localizados em (1, a1), (2, a2), ..., (n, an), ...
𝑛
Para a sequência 𝑎𝑛 = 𝑛+1
, temos:
Limite de uma Sequência (convergência e divergência)
𝑛
Pela figura acima, percebe-se que os termos da sequência 𝑎𝑛 = 𝑛+1
estão se aproximando de
1 quando n se torna grande.
𝑛 1
A diferença 1− = pode ficar tão pequena quanto se desejar tomando-se n
𝑛+1 𝑛 +1
suficientemente grande.

Indicamos isso escrevendo


𝑛
lim =1
𝑛 → +∞ 𝑛 +1

Em geral, a notação
lim 𝑎𝑛 = 𝐿
𝑛 → +∞

significa que os termos da sequência {an} aproximam-se de L quando n torna-se grande.

Uma definição precisa pode ser dada como segue:

Definição: Dizemos que uma sequência {an} converge para o limite L, se dado qualquer 𝜖 > 0, existir um
número inteiro positivo N, tal que |𝑎𝑛 − 𝐿| < 𝜖 se 𝑛 ≥ 𝑁.

Dizemos que uma sequência diverge quando não convergir para algum limite finito.
Exemplo 3: Verifique se as seguintes sequências convergem ou divergem.

a) {𝑛 + 1}+∞
𝑛=1

b) {(−1)𝑛+1 }+∞
𝑛=1

𝑛 +∞
c) {𝑛+1}
𝑛=1

+∞
1 𝑛
d) {1 + (− 2 ) }
𝑛=1

Propriedades dos limites de sequêcias

As propriedades usuais de limites aplicam-se a sequências. Da mesma forma, as técnicas algébricas


usadas no cálculo de limites da forma lim 𝑓(𝑥) também podem ser usadas para limites da forma
𝑥 → +∞
lim 𝑎𝑛 .
𝑛 → +∞

Suponha que as sequências {𝑎𝑛 } e {𝑏𝑛 } convirjam respectivamente para L1 e L2 e que c seja uma constante.
Então,

a) lim 𝑐 = 𝑐
𝑛 → +∞

lim 𝑐𝑎𝑛 = 𝑐 lim 𝑎𝑛 = 𝑐𝐿1


b) 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞

lim (𝑎𝑛 + 𝑏𝑛 ) = lim 𝑎𝑛 + lim 𝑏𝑛 = 𝐿1 + 𝐿2


c) 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞

lim (𝑎𝑛 − 𝑏𝑛 ) = lim 𝑎𝑛 − lim 𝑏𝑛 = 𝐿1 − 𝐿2


d) 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞

lim (𝑎𝑛 𝑏𝑛 ) = lim 𝑎𝑛 . lim 𝑏𝑛 = 𝐿1 𝐿2


e) 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞

𝑎𝑛 lim 𝑎𝑛 𝐿1
f) lim ( ) = 𝑛 → +∞ = (𝑠𝑒 𝐿2 ≠ 0)
𝑛 → +∞ 𝑏𝑛 lim 𝑏𝑛 𝐿2
𝑛 → +∞
Utilizando a regra de L'Hôpital

O próximo teorema formaliza a conexão entre lim 𝑎𝑛 e lim 𝑓(𝑥) .


𝑛 →∞ 𝑥 →∞

Ele nos permite utilizar a regra de L’Hôpital para encontrar os limites de algumas sequências.

Teorema

Suponha que f(x) seja uma função definida para todo 𝑥 ≥ 𝑛0 e que {𝑎𝑛 } seja uma sequência
de números reais tal que 𝑎𝑛 = 𝑓(𝑛) para 𝑥 ≥ 𝑛0 .

Então

lim 𝑓(𝑥) = 𝐿 ⇒ lim 𝑎𝑛 = 𝐿


𝑥→ +∞ 𝑛 → +∞

ln 𝑛
Exemplo 4: Calcule lim
𝑛 →+∞ 𝑛

Solução: Nesse caso podemos usar a Regra de L’Hôpital para a função relacionada f(x) = (ln x)/x e obter

ln 𝑥 1/𝑥
lim = lim =0
𝑥 →+∞ 𝑥 𝑥 → +∞ 1

ln 𝑛
Logo, lim =0
𝑛 →+∞ 𝑛

Limites que ocorrem frequentemente

O próximo teorema nos dá alguns limites que surgem frequentemente.

Teorema

As seis sequências a seguir convergem aos limites listados abaixo:


Exemplo 5: Veja abaixo alguns exemplo do teorema acima:

Definições recursivas

Até aqui calculamos cada an diretamente a partir do valor de n.

As sequências, porém, são frequentemente definidas recursivamente, fornecendo:

1) O(s) valor(es) do termo inicial ou termos iniciais, e

2) Uma regra, chamada fórmula de recursão, para o cálculo de qualquer termo posterior a partir dos termos
que o precedem.

Exemplo 6:

a) As sentenças a1 = 1 e an = an–1 + 1 para n > 1 definem a sequência 1, 2, 3, ..., n, ... de inteiros positivos.

b) As sentenças a1 = 1 e an = n . an–1 para n > 1 definem a sequência 1, 2, 6, 24, ..., n!, ... de fatoriais.

c) As sentenças a1 = 1, a2 = 1 e an+1 = an + an–1 definem a sequência 1, 1, 2, 3, 5, ... dos números de


Fibonacci.

Sequências Monótonas

O conceito de sequência monótona desempenha um papel fundamental na determinação da


convergência de uma sequência.

Definição:

Uma sequência {𝑎𝑛 }+∞


𝑛=1 é denominada

𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑒 𝑎1 < 𝑎2 < 𝑎3 < … < 𝑎𝑛 < …

𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑒 𝑎1 ≤ 𝑎2 ≤ 𝑎3 ≤ … ≤ 𝑎𝑛 ≤ …

𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑒 𝑎1 > 𝑎2 > 𝑎3 > … > 𝑎𝑛 > …

𝑑𝑒𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑒 𝑎1 ≥ 𝑎2 ≥ 𝑎3 ≥ … ≥ 𝑎𝑛 ≥ …

Uma sequência que é crescente ou decrescente é denominada monótona, e


uma sequência que é estritamente crescente ou estritamente decrescente é denominada estritamente
monótona.

Vejamos alguns exemplos:

1 2 3 𝑛
, , ,… , ,… 𝐸𝑠𝑡𝑟𝑖𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
2 3 4 𝑛+1
1 1 1
1, , ,… , ,… 𝐸𝑠𝑡𝑟𝑖𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
2 3 𝑛

1, 1, 2, 2, 3, 3, … 𝐶𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒, 𝑚𝑎𝑠 𝑛ã𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒

1 1 1 1
1, 1, , , , ,… 𝐷𝑒𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒, 𝑚𝑎𝑠 𝑛ã𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
2 2 3 3
1 1 1 1
1, − , , − , … , (−1)𝑛+1 , … 𝑁𝑒𝑚 𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒, 𝑛𝑒𝑚 𝑑𝑒𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
2 3 4 𝑛

Teste da Monotonicidade

Frequentemente, é possível observar se uma sequência dada é monótona ou estritamente monótona


escrevendo alguns de seus primeiros termos. Entretanto, para termos certeza, devemos utilizar algum
argumento matemático preciso. Podemos fazer isso de duas maneiras:

 utilizando a diferença de termos sucessivos;


 utilizando a razão de termos sucessivos. (Neste caso, é necessário que os termos sejam positivos)

As duas formas estão resumidas na tabela abaixo:

Diferença entre termos


Razão de termos sucessivos Conclusão
sucessivos
𝑎𝑛+1 − 𝑎𝑛 > 0 𝑎𝑛+1 / 𝑎𝑛 > 1 Estritamente crescente

𝑎𝑛+1 − 𝑎𝑛 < 0 𝑎𝑛+1 / 𝑎𝑛 < 1 Estritamente decrescente

𝑎𝑛+1 − 𝑎𝑛 ≥ 0 𝑎𝑛+1 / 𝑎𝑛 ≥ 1 Crescente

𝑎𝑛+1 − 𝑎𝑛 ≤ 0 𝑎𝑛+1 / 𝑎𝑛 ≤ 1 Decrescente

1 2 3 𝑛
Exemplo 7: Use diferença de termos sucessivos para mostrar que 2
, 3
, 4
, … , 𝑛+1 , … é uma sequência
estritamente crescente.

Solução:
𝑛
Seja 𝑎𝑛 = 𝑛+1

Para obter 𝑎𝑛+1 , substituímos n por n + 1.


𝑛+1 𝑛+1
𝑎𝑛+1 = =
(𝑛 + 1) + 1 𝑛+2

Assim, com 𝑛 ≥ 1, temos:

𝑛+1 𝑛 𝑛2 + 2𝑛 + 1 − 𝑛2 − 2𝑛 1
𝑎𝑛+1 − 𝑎𝑛 = − = = >0
𝑛+2 𝑛+1 (𝑛 + 1)(𝑛 + 2) (𝑛 + 1)(𝑛 + 2)

Fica, assim, provado que a sequência é estritamente crescente.

1 2 3 𝑛
Exemplo 8: Mostre que a sequência 2
, 3
, 4
, … , 𝑛+1 , … é estritamente crescente usando razão de termos
sucessivos.

Solução:
𝑛 𝑛+1
Conforme vimos no exemplo anterior, 𝑎𝑛 = 𝑛+1
e 𝑎𝑛+1 = 𝑛+2

Utilizando a razão de termos sucessivos, temos:

𝑛+1 2
𝑎𝑛+1 𝑛 + 2 = 𝑛 + 1 . 𝑛 + 1 = 𝑛 + 2𝑛 + 1
= 𝑛
𝑎𝑛 𝑛+2 𝑛 𝑛2 + 2𝑛
𝑛+1
𝑎𝑛+1
Podemos concluir que 𝑎𝑛
> 1 𝑠𝑒 𝑛 ≥ 1.

Fica, assim, provado que a sequência dada é estritamente crescente.

O exemplo a seguir apresenta uma terceira forma de determinar se uma sequência é monótona.

1 2 3 𝑛
Exemplo 9: Seja a sequência 2
, 3
, 4
, … , 𝑛+1 , … .

Considere que o enésimo termo da sequência seja 𝑎𝑛 = 𝑓(𝑛). Assim, podemos escrever:
𝑥
𝑓(𝑥) =
𝑥+1

Determinando a derivada, podemos verificar que a função f é crescente para 𝑥 ≥ 1.

(𝑥 + 1)(1) − 𝑥(1) 1
𝑓 ′ (𝑥) = 2
= >0
(𝑥 + 1) (𝑥 + 1)2

Assim, temos:

𝑎𝑛 = 𝑓(𝑛) < 𝑓(𝑛 + 1) = 𝑎𝑛+1

Fica provado que a sequência dada é estritamente crescente.


Em geral, se 𝑓(𝑛) = 𝑎𝑛 for o enésimo termo de uma sequência, e se f for diferenciável com 𝑥 ≥
1, então podemos determinar a monotonicidade da sequência conforme tabela abaixo.

Derivada de f com 𝑥 ≥ 1 Conclusão para a sequência com 𝑓(𝑛) = 𝑎𝑛


𝑓 ′ (𝑥) > 0 Estritamente crescente
𝑓 ′ (𝑥) < 0 Estritamente decrescente
𝑓 ′ (𝑥) ≥ 0 Crescente
𝑓 ′ (𝑥) ≤ 0 Decrescente

Propriedades válidas a partir de um certo termo

Se ao descartar um número finito de termos do começo de uma sequência for produzida uma
sequência com uma certa propriedade, então dizemos que a sequência original tem essa propriedade a partir
de um certo termo.

Por exemplo, a sequência 9, −8, −17, 12, 1, 2, 3, 4, … é estritamente crescente a partir do quinto
termo, mas como um todo não pode ser classificada como estritamente crescente.

10𝑛 +∞
Exemplo 10: Mostre que a sequência { } é estritamente decrescente a partir de um certo termo.
𝑛! 𝑛=1

Solução:

10𝑛 10𝑛+1
𝑎𝑛 = 𝑒 𝑎𝑛+1 =
𝑛! (𝑛 + 1)!

Utilizando a razão de termos sucessivos, temos:

𝑎𝑛+1 10𝑛+1 /(𝑛 + 1)! 10𝑛+1 𝑛! 𝑛! 10


= 𝑛
= 𝑛
= 10 =
𝑎𝑛 10 /𝑛! 10 (𝑛 + 1)! (𝑛 + 1)𝑛! 𝑛+1

𝑎𝑛+1
Observe que 𝑎𝑛
< 1 se 𝑛 ≥ 10. Com isso, conclui-se que a sequência é estritamente decrescente a partir
de um certo termo.

Convergência de Sequências Monótonas

Os dois teoremas a seguir mostram que uma sequência monótona ou converge ou torna-se infinita,
não podendo ocorrer divergência por oscilação.

Teorema:

Se uma sequência {an} for crescente a partir de um certo termo, então haverá duas possibilidades:
a) Existirá uma constante M, chamada de cota superior par a sequência, tal que 𝑎𝑛 ≤ 𝑀 com qualquer n a
partir de um certo termo e, nesse caso, a sequência convergirá para um limite L satisfazendo 𝐿 ≤ 𝑀.

b) Não existirá cota superior e, nesse caso, lim 𝑎𝑛 = +∞ .


𝑛 → +∞

Teorema:

Se uma sequência {an} for decrescente a partir de um certo termo, então haverá duas possibilidades:

a) Existirá uma constante M, chamada de cota inferior par a sequência, tal que 𝑎𝑛 ≥ 𝑀 com qualquer n a
partir de um certo termo e, nesse caso, a sequência convergirá para um limite L satisfazendo 𝐿 ≥ 𝑀.

b) Não existirá cota inferior e, nesse caso, lim 𝑎𝑛 = −∞ .


𝑛 → +∞

10𝑛 +∞
Exemplo 11: Mostre que a sequência { }
𝑛! 𝑛=1
converge e encontre o limite.

Solução:

Vimos, no exemplo 10, que a sequência é estritamente decrescente a partir de um certo termo. Como
todos os termos da sequência são positivos, ela está limitada abaixo por M = 0. Portanto, ela converge para
10𝑛
um limite não negativo L. Porém, o limite não é diretamente evidente na fórmula do enésimo termo.
𝑛!

Os termos sucessivos na sequência dada estão relacionados pela fórmula de recursão

10
𝑎𝑛+1 = 𝑎
𝑛+1 𝑛
10𝑛
onde 𝑎𝑛 = .
𝑛!

Tomando o limite quando 𝑛 → +∞ em ambos os lados da igualdade e considerando que

lim 𝑎𝑛+1 = lim 𝑎𝑛 = 𝐿


𝑛 → +∞ 𝑛 → +∞

obtemos

10 10
𝐿= lim 𝑎𝑛+1 = lim ( 𝑎 )= lim lim 𝑎𝑛 = 0 . 𝐿 = 0
𝑛→+∞ 𝑛→+∞ 𝑛+1 𝑛 𝑛 → +∞ 𝑛+1 𝑛→+∞

Portanto,

10𝑛
𝐿= lim =0
𝑛→+∞ 𝑛!

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