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PROJETO DE RESTAURO | RELATÓRIO TÉCNICO

Estruturas de Coberta da
Arquitetura Religiosa de Pernambuco

FUNCULTURA - 2017/2018
Projeto Cultural nº 1427/2018 (Geral) | Projeto de Restauro - PATRIMÔNIO – 7
Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº 0346/2019

REALIZADO POR

LOPES & VALADARES ARQUITETURA E PATRIMÔNIO LTDA


AVENIDA FAGUNDES VARELA, 353 . SALA 105.
JARDIM ATLÂNTICO. OLINDA/PE. CEP: 53.140-080.
CNPJ: 11.180.093/0001-08
PROJETO DE RESTAURO| RELATÓRIO TÉCNICO

Estruturas de Coberta da
Arquitetura Religiosa de Pernambuco
(Monumentos com tombamento federal)

Olinda | Recife

REALIZAÇÃO: INCENTIVO:

LOPES & VALADARES


ARQUITETURA E PATRIMÔNIO LTDA FUNDARPE/FUNCULTURA

AVENIDA FAGUNDES VARELA, 353. RUA DA AURORA, 463/469.


LOJA 105. JARDIM ATLÂNTICO. BOA VISTA. RECIFE/PE.
OLINDA/PE. CEP: 53.140-080. CEP: 50.050-000
CNPJ: 11.180.093/0001-08 CNPJ: 05.673.054/0001-31

Recife, 30 de abril de 2020


PROJETO DE RESTAURO
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FUNCULTURA - 2017/2018 | Projeto Cultural nº 1427/2018 (Geral)
Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº0346/2019

APRESENTAÇÃO

Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura


Religiosa de Pernambuco, enquadrado na forma de INVENTÁRIO e aprovado no Edital
FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/ Termo de Compromisso nº 171/2017
- Processo nº0823/2018), contendo a análise dos principais tipos e lesões existentes nas
estruturas de coberta de 25 monumentos religiosos do período colonial com tombamento federal
(inscritos no Livro de Belas Artes) nos municípios de Olinda e Recife do Estado de Pernambuco.

Esta edição oferece as soluções de prevenção, conservação e manutenção, à guisa de


PROJETO DE RESTAURO, para os principais danos encontrados nas estruturas de coberta dos
referidos monumentos inventariados.

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PROJETO DE RESTAURO
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Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº0346/2019

Sumário

1. INTRODUÇÃO _____________________________________________________ 5
2. LOCALIZAÇÃO DOS MONUMENTOS __________________________________ 6
3. AÇÕES DE PREVENÇÃO, CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO _____________ 7
3.1. RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA ____________________________ 7
3.2. ROTEIRO BÁSICO DE INSPEÇÃO PERIÓDICA (PREVENÇÃO) ________ 9
3.2.1. Estrutura Primária: Tesouras ____________________________ 10
3.2.2. Estrutura Secundária: Cumeeiras, Terças e Frechais ________ 11
3.2.3. Estrutura Terciária: Caibros e Ripas ______________________ 11
3.2.4. Recobrimento externo, calhas e forros ____________________ 11
3.3. AÇÕES DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO ____________________ 12
3.3.1. Prover o ambiente de acesso aos desvãos _________________ 12
3.3.2. Garantir iluminação e aeração definitiva (artificial ou natural) _ 15
3.3.3. Identificar e reparar eventuais lesões _____________________ 15
3.3.4. Imunizar periodicamente o madeiramento _________________ 19
3.3.5. Manter condições de higiene e limpeza ____________________ 20
4. OBRAS DE RESTAURO ____________________________________________ 21
4.1. DISPOSIÇÕES GERAIS ________________________________________ 21
4.2. SERVIÇOS PRELIMINARES ____________________________________ 23
4.2.1. Instalação do Canteiro de Obras _________________________ 23
4.2.2. Proteção do bem cultural _______________________________ 24
4.2.3. Coberta provisória _____________________________________ 24
4.3. Instalação de andaimes e escoramentos necessários________ 26
4.4. SUBSTITUIÇÃO DO MADEIRAMENTO COMPROMETIDO ____________ 26
4.4.1. Estrutura Primária: Tesouras ____________________________ 29
4.4.2. Estrutura Secundária: Cumeeiras, Terças e Frechais ________ 29
4.4.3. Estrutura Terciária: Caibros e Ripas ______________________ 30
4.5. IMPERMEABILIZAÇÕES DE PEÇAS E SUPERFÍCIES _______________ 32
4.6. SISTEMA DE PROTEÇÃO ADICIONAL: SUBCOBERTURA ___________ 34
4.7. INSTALAÇÃO DE CALHAS _____________________________________ 36
4.8. RETELHAMENTO (TELHA CERÂMICA DO TIPO CANAL) ____________ 37
4.9. EXECUÇÃO DO GRAMPEAMENTO DAS TELHAS __________________ 39
4.10. FECHAMENTO DOS CAPOTES COM EXECUÇÃO DE BEBEDOURO __ 39
4.11. EXECUÇÃO DE ALGEROZ _____________________________________ 41
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS __________________________________________ 42
6. BIBLIOGRAFIA ___________________________________________________ 43
7. ANEXOS _______________________________________________________ 45
8. EQUIPE TÉCNICA _________________________________________________ 46
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PROJETO DE RESTAURO
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1. INTRODUÇÃO

A elaboração deste projeto, através do incentivo do FUNCULTURA, visa contribuir para a


conscientização da problemática inerente a cada tipo de estrutura de coberta e a salvaguarda
dos monumentos, tendo em vista a sua preservação e valorização dos exemplares originais,
além de subsidiar profissionais e estudantes na área da preservação do patrimônio cultural na
elaboração de novos projetos, bem como apresentar elementos suficientes aos responsáveis
e/ou proprietários a fim incentivá-los a recorrerem a fundos de financiamento para execução das
propostas apresentadas.

Foram criadas desde recomendações genéricas de conservação para preservação das


estruturas, através de medidas simples de inspeção e manutenção periódica, até o pari passu
necessário à execução e acompanhamento de eventuais obras de restauro, levando em conta a
análise das peças estruturais identificadas, caso a caso, nas peças gráficas em anexo a este
Relatório Técnico.

Do universo pesquisado na etapa anterior a esse trabalho, algumas situações não justificaram
ou impediram a elaboração de um projeto de restauro si, pelas razões a seguir discriminadas:

1- Estruturas de coberta que se encontram em excelente estado de conservação, atendendo


perfeitamente à sua função estrutural atual e de proteção do monumento, ou por terem sido
restauradas recentemente, ou por terem sido corretamente mantidas e conservadas;
2- Telhados que não apresentaram TESOURAS como estrutura portante, mas apenas caibros
e ripas, algumas vezes com linhas estruturais secundárias, assim como cúpulas ou
abóbadas autoportantes, para recobrimento do espaço;
3- E, por fim, estruturas cujo acesso ao desvão1 simplesmente inexistiu ou não foi possível
acessar por razão específica devidamente justificada caso a caso, não sendo possível ou
viável fazer seu levantamento arquitetônico, tampouco a avaliação de seus danos, condição
sine qua non para elaboração de um projeto de restauro.

Nos dois primeiros casos, sugere-se que sejam feitas recomendações genéricas de prevenção,
manutenção e conservação descritas neste relatório técnico e, no terceiro caso, quando possível,
que sejam propostos acessos a estes ambientes para que os mesmos possam ser inspecionados
e avaliados. Apenas no primeiro caso as peças gráficas puderam ser devidamente
representadas, sendo identificado o bom estado de conservação da estrutura e recomendado
seguir as recomendações genéricas deste relatório técnico.

1
Desvão: espaço situado entre o forro do último pavimento e a cobertura do telhado.

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2. LOCALIZAÇÃO DOS MONUMENTOS

06

04 05
03
01
02
08
07

09

18

17

15 11
16 2510 13
21
12 19 24
14 23
20
22

OLINDA: RECIFE:
01. Capela de São Pedro Advíncula 09. Capela de N. S. Conceição 17. Igreja de N. S. das Fronteiras
02. Igreja de N. S. do Carmo 10a. Capela Dourada 18. Igreja de N. S. do Pilar
03. Igreja de São Francisco 10b. Igreja Ordem 3ª São Francisco 19. Igreja N. S. Rosário dos Pretos
04. Igreja da Misericórdia 11. Igreja Convento Santo Antônio 20. Igreja de N. S. do Terço
05. Igreja de N. S. da Graça 12. Igreja do Convento do Carmo 21. Igreja de São Gonçalo
06. Igreja de N. S. do Monte 13. Igreja da Madre de Deus 22. Igreja de São José do Ribamar
07. Igreja de Santa Teresa 14. Igreja da Ordem 3ª do Carmo 23. Igreja São Pedro dos Clérigos
08. Igreja e Mosteiro de São Bento 15. Igreja de N. S. da Boa Vista 24. Igreja do Divino Espírito Santo
16. Igreja N. S. Conceição Militares 25. Igreja Matriz de Santo Antônio

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3. AÇÕES DE PREVENÇÃO, CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO

A inspeção periódica regular ainda é a melhor forma de evitar restauros ou intervenções na


estrutura da coberta de monumentos. Trata-se de uma manutenção estratégica, haja vista que
se uma irregularidade constatada é imediatamente remediada por uma obra corretiva, as
consequências seguramente serão menores, tanto física como economicamente. A falta de
inspeção periódica culmina invariavelmente em manutenções emergenciais de consolidação ou
substituição, seguramente mais onerosas e danosas ao patrimônio. Dessa maneira, recomenda-
se incialmente que uma vistoria precisa ser feita periodicamente por técnicos [especializados]
pelo menos a cada 6 meses2 e precisa obedecer a uma metodologia criada para este fim.

Dessa forma, para que a inspeção periódica seja garantida, todos os monumentos precisam
possuir um acesso eficaz ao desvão. Infelizmente, em diversos monumentos visitados, na
verdade, na grande maioria deles, essa realidade não se fazia presente. É devido a esse descaso
com as estruturas de coberta, talvez por não estarem aparentes ou porque seu acesso é muito
difícil ou impossível, que desagradáveis surpresas terminam comprometendo o monumento de
forma a não mais poder recuperá-lo.

Fazer uma água furtada, abrir um vão na alvenaria ou se valer de qualquer outro artifício para ter
acesso ao desvão é quase sempre uma medida bastante simples diante do custo-benefício. Tal
ação possibilitaria a entrada fácil e rápida por qualquer pessoa, independentemente de sua
estatura, tornando plausível a realização de vistorias e limpezas, assim como iluminaria o
ambiente deixando-o mais seco e arejado, como será abordado mais adiante.

3.1. RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA

Primeiramente, faz-se necessário o conhecimento de algumas recomendações de segurança


para inspeção periódica da estrutura de coberta, quais sejam:

1. Providenciar iluminação, seja ela natural, ainda que provisória, através do afastamento de
algumas unidades de telhas; ou artificial, sendo recomendado neste último caso o uso de um
refletor sem fio (a bateria) devido a extensão longitudinal dos desvãos, os quais, na maioria
das vezes, ultrapassa 10m de comprimento, sendo necessário, ao menos, 20m de fio para
percorrer o desvão, dificultando o deslocamento em razão das manobras com o fio, bem

2
PASTINA Filho, José La. Manual de Conservação de Telhados - IPHAN. Grupo Tarefa/Programa Monumenta – BID,
Recife, 1999

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como ter que enfrentar o problema de localizar uma tomada próxima energizada, muitas
vezes inexistente;
2. Prover o interior do desvão com passarelas de inspeção, criando rotas acessíveis, para
não se correr o risco de pisar no local errado no momento da inspeção, evitando, assim,
acidentes3. Nunca pisar diretamente nas tábuas do forro. Pranchões no sentido longitudinal
devidamente apregoados na estrutura do forro ou da tesoura, a depender do caso,
resolveriam facilmente o problema. Seria igualmente necessária a instalação de uma linha
de vida no sentido longitudinal, com cabo de aço tracionado, de empena a empena, dando
a possibilidade do uso de Equipamento de Proteção Individual – EPI, durante a inspeção.
Nesse caso específico, um cinto de segurança poderia ser clipado na linha de vida e o técnico
poderia percorrer todo o desvão, sobre a passarela em madeira, com segurança;
3. Usar sempre Equipamentos de Proteção Individual – EPI, como capacete, luvas
antiderrapantes e máscara de proteção, bem como roupas e calçados adequados. As
roupas precisam ser de tecidos resistentes para proteger de eventuais pregos ou farpas,
sendo recomendado um casaco do tipo fotógrafo, com vários bolsos para guardar os objetos
necessários a inspeções (material, instrumentos e equipamentos). Para os calçados,
recomenda-se o uso de botas de obras com solados antiderrapantes de alta resistência;
4. Não pisar ou tocar em fiações elétricas e hidráulicas;
5. Nunca entrar em desvãos durante tempestades, sobretudo no início delas, devido à
possibilidade de raios;
6. Caso precise andar sobre o telhado, nunca pisar diretamente nas telhas, tampouco nos
beirais, sob o risco de quebra-las e sofrer acidentes com deslizamento de unidades ou
escorregar devido à presença constante de liquens, fungos e bolores. Recomenda-se o uso
de uma escada dotada de tábuas pregadas transversalmente (para distribuição uniforme do
peso), devidamente ancorada na cumeeira;
7. Nunca levar qualquer material, instrumento, ou equipamento que não seja essencial
para o trabalho a ser realizado, sendo recomendado, portanto, que todos eles tenham
algum tipo de cordão de segurança, pois, em algumas situações, uma vez caídos nas
nascentes das cambotas dos forros em meia gamela de grandes proporções, por exemplo,
não se terá acesso para resgatá-los.

3
Em 2005, a arquiteta Daniela Periquito, então técnica da ª SR/IPHAN, durante uma vistoria à obra da Igreja de Nossa
Senhora do Amparo (Goiana/PE), sofreu um grave acidente, ao escorregar no interior do desvão e cair a uma altura
de aproximadamente 10 metros.

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PROJETO DE RESTAURO
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3.2. ROTEIRO BÁSICO DE INSPEÇÃO PERIÓDICA (PREVENÇÃO)

Manutenção estrutural é a combinação de todas as ações de caráter


técnico e/ou administrativo que tenham por fim garantir ou
restabelecer, para uma determinada estrutura, as condições
necessárias para que esta desempenhe, capazmente, as funções
para as quais foi concebida. (British Standards 3811,1984 in:
SOUZA e RIPPER,1998, p.230).

Toda lesão em estrutura ocorre de forma gradual e paulatinamente vai dando sinais evidentes
da existência de possíveis avarias no sistema, seja uma infiltração, um selamento, uma fissura.
Não restam dúvidas que a periodicidade das inspeções é a forma mais econômica disponível
para salvaguarda da integridade das peças de madeiras componentes da estrutura da coberta
e, consequentemente, do forro. Mas, infelizmente, essa conduta não tem sido prioritária na
gestão da manutenção e conservação dos monumentos, levando-os a sofrerem sucessivas
intervenções, muitas vezes clandestinas e/ou de baixo apuro técnico, na tentativa de
salvaguardar peças, muitas vezes já colapsadas, quando se sabe que problemas de maior
proporção podem ser facilmente evitados com mínimas intervenções, se diagnosticados a tempo.

Pela inspeção são identificados e dimensionados os processos de


deterioração como deformações por sobrecargas, desagregações,
perda de seção, entre outros, além das intervenções anteriores.
Testes no local e em laboratório são muitas vezes necessários. São
procedimentos dispendiosos e, por isso, a seleção quanto aos
objetivos específicos da inspeção requer o discernimento de
profissionais habilitados para a definição da ordem de prioridades
de intervenção, de acordo com a extensão do problema. A
metodologia da inspeção deve garantir a qualidade das informações
a serem obtidas, cuja análise destes dados resultará no diagnóstico
e definição de estratégias e procedimentos de intervenção
pertinentes (MARAGNO ET AL, 2005).

Com exceção da rotação nas paredes, que é provocada pelo empuxo oblíquo das tesouras que
não contém a linha baixa para trabalhar a tração no sistema, pode-se afirmar que a maioria das
lesões encontradas nos monumentos levantados na pesquisa anterior são decorrentes do
péssimo e persistente hábito dos responsáveis em não realizar as inspeções periódicas
necessárias nos desvãos a fim de checar o estado de conservação dos elementos que compõem
o madeiramento da coberta, sendo, muitas vezes, surpreendidos por danos já de grandes
proporções, que poderiam ser facilmente evitados.

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Para os monumentos cuja estrutura encontra-se em excelente ou bom estado de conservação4


e que apresentam acesso eficaz ao desvão, recomenda-se, portanto, a cada 6 meses, como
citado anteriormente, seguir apenas o roteiro de inspeções periódicas de conservação e
manutenção a seguir. A vistoria é uma medida preventiva que necessita ser acompanhada por
técnicos especializados, pois, somente eles, saberão identificar se uma peça está lesionada ou
comprometida e quais medidas adotar, sempre levando em consideração as premissas contidas
nos Cadernos Técnicos do Programa Monumenta e no Manual de Conservação de Telhados,
editado e publicado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Nada impede, por exemplo, que a face aparente não passe de uma simples casca escondendo
o interior de uma madeira totalmente apodrecida 5, devido à ação de térmitas, como os insetos
xilófagos ou brocas, os quais não necessariamente deixam rastros de sua presença.

3.2.1. Estrutura Primária: Tesouras

Trata-se do elemento de maior importância para a estabilidade do telhado. Verificar:

▪ O estado geral de todas as peças que compõem cada tesoura, considerando as eventuais
rupturas, fissuras ou fendilhamento, ressecamento, empenamento, áreas com
apodrecimento pela umidade, atacadas por fungos ou infestadas por insetos xilófagos,
reforços de madeira e/ou metálicos e, principalmente, o apoio de suas extremidades nos
frechais (comumente com entalhe do tipo boca de lobo), estimando-se o percentual de dano
e a seção ainda útil, fazendo furos com instrumentos pontiagudos (verruma, estilete ou broca
fina) nas faces aparentes da peça, caso seja necessário para dirimir qualquer dúvida quanto
à sanidade da peça. Verificar ainda o possível selamento das unidades: flexão da peça por
excesso de peso ou perda de seção útil6;
▪ O estado geral dos vínculos e nós de amarração, considerando a rigidez das emendas com
as linhas e as travessas de amarração, observando se as sambladuras ou encaixes estão
em bom estado, sem folgas ou rachaduras. Nos telhados mais antigos, é comum encontrar
calços de madeira colocados nessas folgas para enrijecer o sistema, chamados de cunhas,
e que muitas vezes surtem o efeito desejado;

4
Ver QUADRO SÍNTESE - Projeto Cultural nº 1786/2017 em anexo.
5
LEAL, Fernando Machado. Restauração e Conservação de Monumentos Brasileiros. Notas de aula. SEPLAN/IPHAN/UFPE
Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Série Patrimônio Cultural. Publicação nº 1. Recife, 1977.
6
Para verificar o selamento de uma peça, basta esticar uma linha entre as extremidades e medir no centro, a distância
da linha até a peça (catenária).

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▪ O alinhamento e o prumo de cada tesoura. Medir os eventuais afastamentos da horizontal


ou da vertical, devendo estar atento a qualquer rotação ou desaprumo.

3.2.2. Estrutura Secundária: Cumeeiras, Terças e Frechais

Pertence ao conjunto de peças estruturais que compõem a trama da coberta, fazendo a


amarração da mesma com as tesouras. Verificar:

▪ O estado geral das peças: sua resistência mecânica, como no item anterior;
▪ A ventilação e a proteção das faces das peças contra umidade, principalmente as linhas de
topo (frechais7), que apoiam sobre a alvenaria e tem maior superfície de contato com elas; e
as linhas altas (terças e cumeeiras), cujas cabeças engastam na alvenaria, ficando muito
vulneráveis e suscetíveis à umidade, sendo as cumeeiras mais vulneráveis por ainda receber
umidade por toda extensão do topo, no caso de má execução de capotes;

3.2.3. Estrutura Terciária: Caibros e Ripas

Pertence à trama final da coberta, tendo como função fazer a amarração com as linhas e apoiar
o recobrimento final, neste caso, invariavelmente em telhas cerâmicas do tipo canal. Verificar e
estimar percentual de danos, considerando:

▪ O estado geral dos caibros observando se apresentam selamento, se estão bem alinhados,
se possuem ataque de xilófagos, presença de umidade e as condições da junção da
extremidade inferior com o frechal (sambladura comumente do tipo boca de lobo) e da
superior com a cumeeira (normalmente em meia madeira);
▪ O estado geral das ripas, sua seção resistente, se apresentam selamento e alinhamento,
ataque de xilófagos e presença de umidade.

3.2.4. Recobrimento externo, calhas e forros

Recomenda-se a cada 2 meses verificar todo recobrimento externo de telhas cerâmicas, bem
como seu respectivo sistema da captação e escoamento das águas pluviais, a fim de identificar
e substituir ou recompor imediatamente qualquer dano referente a telhas quebradas, corridas ou
mal encaixadas; canais, calhas, rincões ou condutores entupidos; bem como furos, oxidação, ou
emendas soltas nas calhas, pois a umidade é principal causa dos principais danos encontrados
no universo pesquisado.

7
Comumente se faz necessária a retirada de 2 ou 3 fiadas de telhas para inspeção dos frechais

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PROJETO DE RESTAURO
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Por esta razão, convém mencionar ainda que a superfície aparente dos forros internos deve fazer
parte da rotina diária de inspeção, considerando que a presença de manchas de umidade/ fungo
bolor no forro ou paredes e goteiras visíveis denunciam indícios de infiltração de água, devendo-
se inspecionar imediatamente o desvão para localização do ponto vulnerável, assim como a
presença de excremento de cupim ou outros insetos xilófagos sobre móveis ou piso são indícios
de infestação, o que significa que se deva detectar a origem do ataque e imunizar imediatamente
todo o madeiramento da coberta e do forro.

3.3. AÇÕES DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO

O Manual de Conservação de Telhados, de José de La PASTINA Filho, lista alguns itens que
não podem deixar de ser considerados na estrutura do telhado e do sistema de sustentação do
forro. Baseado neste manual e nas experiências decorrentes do inventário anterior, foram
elencadas a seguir algumas recomendações que devem ser adotadas como medidas de
proteção, conservação e manutenção das estruturas portantes das cobertas, sem deixar de
registrar que sua proteção significa a proteção de todo o bem cultural edificado e toda sorte de
bens integrados e obras de arte que ele possui.

3.3.1. Prover o ambiente de acesso aos desvãos

Dos 25 monumentos visitados, 10 deles não possuíam acesso a algum ou ambos os desvãos da
nave e/ou capela-mor, sendo esta última mais recorrente. Isso representa um percentual
muitíssimo elevado, considerando que somente a inspeção periódica é capaz de garantir a
conservação e a preservação adequada da estrutura de recobrimento de todo um monumento.
Sem o acesso eficaz ao desvão, portanto, essa tarefa torna-se simplesmente inexequível.

Considera-se que o acesso ao desvão através do destelhamento de um trecho da coberta,


normalmente atingido pela janela lateral da torre sineira, é considerada a mais precária de todas
as soluções e deve ser evitada, pois, além de dificultar a periodicidade da inspeção, deixa a
cobertura vulnerável à ação do tempo e do homem, durante e após a inspeção, visto que não
existe qualquer garantia de que o tempo não possa mudar e que o retelhamento após a
fiscalização será feito da forma correta e sem quebra ou danos às unidades existentes.

Em alguns casos, infelizmente, de fato, não existe a possibilidade de transitar pelo desvão devido
à ausência do forro (telha vã) ou às dimensões do próprio madeiramento que não permite a
passagem, com segurança, de uma pessoa entre as tesouras. Quando, por exemplo, a altura da
linha alta ao cruzamento das asnas é inferior a 50cm, a área transitável do desvão é insuficiente
para uma pessoa, como é o caso, entre outras, da Igreja do Convento Franciscano de Olinda,

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cuja estrutura é composta por caibros armados, com aproximadamente 62 tesouritas espaçadas
a 34cm entre as unidades, aproximadamente. Entretanto, para a grande maioria é possível
adotar algumas das medidas elencadas a seguir e prover o desvão de acesso seguro e eficaz.

Para o acesso ao desvão da NAVE, recomenda-se a execução dos seguintes artifícios:

a. Alteração da estrutura de coberta existente por meio da inversão de trecho de coberta próximo
à torre sineira (figuras 1 e 3) ou de uma água furtada (Figura 2).

Para os acessos através da água furtada, o único inconveniente é ter de pisar nas telhas para
ter acesso à entrada do local, sob o risco de quebrá-las. Recomenda-se o uso de uma escada
dotada de tábuas pregadas transversalmente (para distribuição uniforme do peso),
devidamente ancorada na estrutura do acesso, bem como a adoção de esquadrias para
fechamento do vão, contribuindo para iluminação, mas evitando a entrada da fuligem, poeira
e/ou animais, conforme abordado adiante;

Figura 1, Figura 2 e Figura 3: Acessos à estrutura de coberta da nave das igrejas Santa Teresa (Olinda) por uma água
furtada (superior à direita) e da Madre de Deus (Recife) pela inversão do trecho da coberta, respectivamente. FONTE:
Lopes & Valadares. outubro/2019.

b. Execução de alçapão no forro acima do coro;

c. Abertura na parede lateral ou na parede posterior (parede do transepto), voltada para o lado
externo, sendo esta última no trecho da empena acima da linha de cumeeira da capela-mor,
nas situações em que a nave é mais alta que capela-mor.

Esse é o tipo de artifício mais conveniente, por ser menos oneroso, mas deve-se tomar o
devido cuidado com as esquadrias adotadas para evitar os mesmos inconvenientes da água-
furtada;

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PROJETO DE RESTAURO

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Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº0346/2019

Figura 4 e Figura 5: Acessos à estrutura de coberta da nave da Capela Dourada (Recife) e Igreja de Nossa Senhora da
Conceição dos Militares (Recife), por abertura feita na parede lateral e na empesa respectivamente. FONTE: Lopes &
Valadares. outubro/2019.

d. Abertura na parede posterior (parede do transepto) no trecho de empena interna ao desvão,


tornando as cobertas intercomunicantes, nas situações em que a nave e capela-mor são da
mesma altura (têm a mesma cumeeira).

Figura 6 e Figura 7: Acesso ao desvão da nave (visto da capela-mor) da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos
Pretos/Recife em 2002 e 2018 (abertura alargada com inserção de escada móvel). FOTO: Renata Lopes. otubro/2002 e
Lopes & Valadares: março/2018, respectivamente.

Esse tipo de artifício é o mais desejado considerando que toda a coberta pode ser
inspecionada através de um único acesso, facilitando todo o trabalho e otimizando o tempo
de inspeção.

Para o acesso ao desvão da CAPELA-MOR, recomenda-se a execução dos seguintes artifícios:

a. Pela estrutura do altar-mor no trás do altar, tomando o devido cuidado de prover uma escada
fixa que torne possível a subida, sem correr o risco de danificar a estrutura do altar.
b. Execução de alçapão no forro acima do consistório ou trás do altar;
c. Abertura feita na parede da galeria lateral, como no item c anterior;
d. Abertura interna na empena quando a nave e capela-mor são da mesma altura e
compartilham a mesma cumeeira, como no item d anterior.

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PROJETO DE RESTAURO

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Convém salientar que qualquer alteração na estrutura da coberta ou dos forros requer os
cuidados específicos de um profissional devidamente habilitado, com experiência no âmbito do
patrimônio cultural, e deverá ser previamente submetida à aprovação dos órgãos competentes,
sob os quais os monumentos estão subordinados, antes de sua execução, devendo ser excluídos
neste universo os forros decorados, policromados, entalhados ou apainelados. Os artifícios aqui
elencados são recomendações genéricas e não esgotam todas as possibilidades do universo
pesquisado, pois o acesso a cada desvão vai depender das condições existentes e
particularidade de cada monumento, devendo ser considerado e adaptado caso a caso.

3.3.2. Garantir iluminação e aeração definitiva (artificial ou natural)

De uma maneira geral, os desvãos são extremamente escuros e úmidos. Essas características
são fundamentais para a criação de um microclima favorável à proliferação de agentes
patológicos, bem como propícios à habitação de animais como morcegos, que, através dos seus
dejetos, transmitem doenças aos seres humanos, tornando arriscada a limpeza e inspeção
desses ambientes.

A colocação de telhas de vidro em trechos da coberta praticamente não precisa de manutenção


e é uma medida eficaz para iluminar naturalmente o desvão, facilitando a vistoria, a qual, na
maioria dos casos, só é possível de posse de um refletor a bateria ou cujo comprimento do fio
ultrapasse pelo menos os 20m. A iluminação artificial deverá ser considerada como hipótese
secundária, devido aos riscos que oferece, como incêndios e descargas elétricas durante a
inspeção, por exemplo. Em quaisquer dos casos, faz-se necessário um projeto para
dimensionamento e devidos embutimentos da tubulação em eletrodutos apropriados.

Fazer uma água furtada ou abrir um vão na alvenaria (empena) seria outro artifício, como citado
anteriormente, que garantiria não somente o acesso fácil ao desvão, como também deixaria o
ambiente mais seco, iluminado e arejado. Entretanto, é preciso considerar a execução de uma
esquadria adequada, inclusive com detalhes em vidro para facilitar a iluminação no desvão e
evitar a entrada da fuligem, poeira e/ou animais.

3.3.3. Identificar e reparar eventuais lesões

▪ Substituição de caibros e ripas

Sobretudo na estrutura terciária (caibros e ripas), recomenda-se corrigir, reforçar ou substituir


imediatamente peças com qualquer tipo de comprometimento dentro do tempo hábil de
inspeções periódicas (6 meses), dentre eles, podemos citar a flexão desses elementos da
estrutura, muitas vezes devido a seções insuficientes utilizadas nas peças que compõem o

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PROJETO DE RESTAURO

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madeiramento, a adição de cargas extra no conjunto da estrutura, bem como a deterioração da


peça por fungos e/ou térmitas, podendo provocar a médio/longo prazo desabamentos parciais
ou até total.

▪ Garantir reforços emergenciais e de consolidação

Diante das dificuldades cada vez maiores na obtenção de madeiras com dimensionamentos
antigos, recomenda-se, ao máximo, não substituir a totalidade da peça. Os procedimentos
citados a seguir só devem ser executados por profissionais habilitados, tomando-se os devidos
cuidados com os escoramentos necessários.

Algumas intervenções perduram por longos anos garantindo a estabilidade da peça, outras tem
apenas um caráter emergencial de intervenção (paliativo) com intuito de consolidar
temporariamente até a substituição total, quando necessária. Essas peças necessitam de
inspeções mais cuidadosas a fim de monitorar a eficiência da intervenção ao longo do tempo.

Os calços, escoras ou pontaletes, bem como os esticadores metálicos, também foram medidas,
muitas vezes paliativas, adotadas com muita frequência pelo IPHAN, principalmente para as
estruturas de coberta das naves das igrejas, mas que funcionam até hoje com eficiência.

Figura 8: Desvão da nave do Convento Franciscano/Recife


com pontaletes fazendo o reforço da estrutura entre as asnas
e a linhas alta no sistema. Fonte: Lopes & Valadares.
outubro/2019.
Figura 9: Pormenor da estrutura no desvão da capela-mor da
Igreja de Nossa Senhora da Boa Vista/Recife com escoras
entre a linha baixa e a linha alta. Fonte: Lopes & Valadares.
março/2019.

Figura 10 e Figura 11: pormenor do desvão da nave da Igreja


de Nossa Senhora. da Conceição dos Militares/Recife com
tirantes metálicos trabalhando a tração entre a estrutura do
forro e a estrutura de coberta Fonte: Lopes & Valadares.
outubro/2019.

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
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Os elementos do primeiro grupo (calços, escoras e pontaletes) trabalham à compressão e são


responsáveis por garantir a não-flexão da estrutura principal da coberta, como asnas e linhas.
São normalmente usados como medidas paliativas até que se tomem as medidas cabíveis para
solução definitiva da lesão encontrada.

Já os esticadores metálicos trabalham a tração e têm por finalidade garantir o não-selamento da


estrutura do forro, tensionando-o à estrutura coberta, e, normalmente, são fixados nos barrotes
e nos nós de amarração (cruzamento das asnas ou nos encontros destas com a linha). Mas,
estes só devem ser executados mediante a presença de profissional capacitado na ocasião de
uma obra de restauro da estrutura como um todo.

Para solução do problema do problema dos empuxos laterais, inerente às estruturas abertas
(sem a linha baixa para trabalhar a tração), mais uma vez, coube ao IPHAN intervir para
salvaguardar a integridade do bem cultural. Assim, para evitar o progresso da lesão, a solução
adotada com mais frequência foi a amarração dos frechais por um cabo de aço para trabalhar a
tração no sistema. Apesar de ser considerada como medida preventiva de conservação, essa
também é uma solução que só deve ser adotada após estudos que comprovem as rotações das
paredes decorrente dos empuxos laterais feita por profissional habilitado e executada numa obra
de restauro propriamente dita com os devidos acompanhamentos necessários.

Atualmente, dos 25 monumentos visitados, apenas 6 possuem essa solução. Na nave, os tirantes
foram encontrados em 5 igrejas, sendo 3 delas em Olinda (Igrejas do Convento Franciscano, do
Mosteiro de São Bento e do Seminário) e 2 no Recife (Igreja do Pilar e do Divino Espírito Santo).
Apenas 1 caso foi encontrado na capela-mor, que foi na Igreja de Nossa Senhora do Rosário
dos Pretos, mas, diferente de todos os outros exemplos, o tirante só pode ser visto pelo desvão,
uma vez que está localizado acima do forro que cobre a capela.

Figura 12: Interior da nave do Convento Franciscano/Olinda. Figura 13: Interior da nave da Igreja do Mosteiro de São
Fonte: Lopes & Valadares. março/2019. Bento/Olinda. Fonte: Lopes & Valadares. março/2019.

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Figura 14: Interior da nave da Capela de N.Sª. da Graça Figura 15: Interior da nave da Igreja do Divino Espírito
Seminário/Olinda. Fonte: Renata Lopes. Agosto/2002 Santo/Recife. Fonte: Lopes & Valadares. outubro/2019.
(monumento em obras no momento da vistoria).

Figura 16: Vista geral do forro da Igreja de Nossa Senhora do Figura 17: Desvão da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora
Pilar/Recife. Fonte: Lopes & Valadares. novembro/2019. do Rosário dos Pretos/Recife. Fonte: Lopes & Valadares.
março/2019.

▪ Substituição imediata de telhas quebradas

Recomenda-se ter um estoque mínimo de telhas do mesmo tipo, tamanho e embocadura para
eventuais substituições necessárias no caso da quebra ou perda de algumas unidades, podendo
prover o desvão de prateleiras para sua estocagem, quando o espaço permitir, conforme
abordado no item de retelhamento mais adiante. Em períodos chuvosos, dedicar especial
atenção ao rigoroso alinhamento das unidades cerâmicas, monitorando qualquer tipo de
vazamento, a fim e garantir a perfeita estanqueidade da coberta para que a mesma exerça sua
principal função de proteção.

▪ Reparo imediato de calhas, rufos e algerozes

Deve ser feito o reparo imediato de qualquer tipo de perfuração, oxidação, descolamento ou
qualquer dano referente às calhas, assim como sanar imediatamente qualquer tipo de lesão nos
rufos e algerozes (metálicos, cimentícios ou em concreto), a fim de evitar qualquer tipo de
vazamento para o interior da coberta que atinja diretamente sua estrutura.

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3.3.4. Imunizar periodicamente o madeiramento

O clima quente e úmido predominante em nossa reunião seguramente favorece o


desenvolvimento de fungos que provocam o apodrecimento da madeira, possibilitando o
estabelecimento de agentes patológicos. Assim, de uma maneira geral, pode-se dividir em dois
grupos distintos os agentes biológicos de degradação da madeira: os insetos e os fungos.

Os insetos são grandes causadores de prejuízos que empregam madeira e compreendem: os


térmitas (ou cupins) e coleópteros (ou brocas). As espécies de fungos são agrupadas em cinco
categorias: podridão branca, podridão parda, podridão mole, mancha e bolor. É necessário
identificar o tipo de agente patológico para condução das medidas a serem tomadas.

- QUADRO / EXAME PARA RECONHECIMENTO DO ATAQUE NA MADEIRA –

AGENTE COMO DETECTAR

- aparecimento de grãos secos (resíduos fecais) que escoam da


madeira;
CUPIM-DE-
MADEIRA SECA - pequenos orifícios na superfície da madeira, vedados com
película frágil e escura;
- revoadas de insetos (estágio avançado).
- túneis externos nas paredes de alvenaria e peças em madeira;
CUPIM-DE-SOLO
- revoadas de insetos em ambientes internos e externo, no solo,
nas árvores, etc.
- presença de pó amarelo (polia)
BROCAS
- orifícios vedados com material granulado e que se solta
facilmente.
- alteração na cor da madeira;
- presença de mofo ou cogumelos;
FUNGOS
- cheiro de material mofado;
- amolecimento de trechos das peças, verificado com a fácil
penetração de faca ou estilete.
SILVA, Eliane Azevedo e outros. Manual do Morador de Olinda. Conservação das edificações particulares do sítio
históricos de Olinda. Fundação do Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda. Olinda, 1992. Pp.49.

Um estágio avançado de apodrecimento leva a madeira a desfazer-se facilmente, apresentando


mudança de cor e aspecto esponjoso, reduzindo sua resistência mecânica. Uma infestação grave
pode causar perda de seção útil da madeira, perda da eficiência dos vínculos ou nós, ruptura,
deformação e um posterior desabamento.

O tempo de durabilidade da madeira empregada está diretamente ligado à manutenção e os


cuidados ao longo do tempo, o que sugere, mais uma vez, a necessária implementação do hábito
de inspecionar periodicamente os desvãos a fim de verificar a infestação de agentes patológicos
e imunizar periodicamente a estrutura para controlar sua proliferação.

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Para combater a ação de insetos e fungos, existem dois métodos, que dependem da natureza e
do estado de conservação da madeira: pode-se exercer tanto uma ação preventiva, quanto
curativa.

A ação preventiva, evidentemente, limita seu uso a peças de madeira que ainda não foram
atacadas ou nas peças novas que devam substituir as antigas que foram retiradas por estarem
imprestáveis. A ação curativa, quando possível, é extremamente aconselhada aos monumentos,
na medida em que aumenta as chances de permanência das peças originais na edificação,
devendo obedecer às premissas do item anterior. Contudo, ratificamos, qualquer método só é
eficaz se associado a uma prática de inspeção periódica para que a peça não volte a se
deteriorar.

O produto escolhido deve preencher alguns requisitos básicos para sua aplicação, quais sejam:
repelir toda possibilidade de deterioração da madeira; ter alta facilidade de penetração na
madeira; não ser tóxico; não danificar a madeira; e ter alta durabilidade. Será necessária a
verificação da concentração e dosagem do produto a ser utilizado conforme as recomendações
do fabricante em função do nível de infestação, espécie dos xilófagos, os locais a serem tratados
e da periodicidade necessária para o tratamento eficaz. Os produtos sugeridos poderão ser dos
grupos químicos piretróides e pirazol, respectivamente permetrina e fipronil, diluídos em solução
aquosa.

3.3.5. Manter condições de higiene e limpeza

Sempre que fizer a inspeção, tomar o devido cuidado de remover do desvão detritos maiores,
caso tenha havido qualquer intercorrência entre uma inspeção e outra, como quebra de telhas
decorrentes de agentes externos de qualquer tipo. Recomenda-se, portanto, varrer e aspirar toda
a superfície do tabuado do forro, a fim de oferecer uma melhor visibilidade dos possíveis danos.

Recomenda-se ainda limpar as calhas periodicamente (a cada 2 meses) para garantir o pleno
funcionamento do escoamento das águas evitando qualquer tipo de obstrução que contribua
para a presença de vazamentos, aumentando a umidade do madeiramento e,
consequentemente, deixando-o mais suscetível à ação de agentes biológicos de degradação.

As janelas das torres sineiras, que normalmente dão acesso ao desvão, deveriam ser
invariavelmente equipadas com telas de proteção, visto que são imperceptíveis à longa distância,
a fim de evitar a entrada de animais cujos dejetos e tráfego são danosos aos telhados, como é o
caso das Igrejas de São Pedro dos Clérigos e da Madre de Deus, ambas no Recife.

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4. OBRAS DE RESTAURO

Restauração é um conjunto de intervenções em um


determinado edifício, conjunto de edifícios ou conjunto
urbano, sítio ou paisagem que se fazem necessárias
quando as obras ou serviços de conservação se
mostram insuficientes para garantir a sua integridade
(Manual do IPHAN, 2000, p. 15)

Diante da escassez das peças de madeiras com dimensões utilizadas nas antigas construções,
busca-se perder o mínimo possível do material original na recuperação de obras históricas,
devendo ser levado em conta sempre o critério da mínima intervenção.

Todos os procedimentos abaixo descritos foram calcados fundamentalmente em informações


contidas nos Manuais Técnicos e Cadernos de Encargos elaborados pelo Monumenta/BID, no
material didático e pessoal da arquiteta Renata Lopes, no Curso de Gestão & Prática de Obras
de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural – ministrado pelo CECI (2006) e em algumas
bibliografias referentes aos materiais e técnicas construtivas tradicionais. Os critérios adotados
foram fundamentados na tentativa de manter a integridade do bem cultural, tomando o cuidado
de preservar ao máximo as técnicas construtivas originais do edifício, acrescentando a elas
procedimentos atuais, apenas quando necessário.
A deterioração dos edifícios históricos provem, na
grande maioria dos casos, da infiltração de água em
seus interiores. [....] Em função disso é que o trabalho
de restauração das edificações sempre se inicia pela
recuperação do telhado, elemento mais importante na
conservação do prédio (DIAS, In: ABREU, 1998. p. 69).

4.1. DISPOSIÇÕES GERAIS

Para efetiva execução da obra de restauro, sugere-se que sejam consideradas as seguintes
disposições gerais:

1. Seja compilada toda a documentação necessária ao início efetivo dos serviços, quais sejam:
a. Projeto executivo de restauro completo devidamente aprovado nos órgãos competentes,
contendo ofício de aprovação emitido pelo IPHAN;
b. Contrato para execução das obras de restauro, com respectivos documentos fiscais e
trabalhistas, bem como contratos diversos de pessoal, empresa terceirizada ou qualquer
prestador de serviço;

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c. Ordem de serviço emitida pela entidade contratante;


d. Anotações e registros de responsabilidade técnica (ART e RRT), emitidos pelo CAU e/ou CREA,
tanto da empresa como dos responsáveis técnicos e demais profissionais dos serviços a serem
realizados;
e. Alvará de execução da obra, emitido pela instância municipal;
f. Cronograma físico-financeiro para gestão efetiva do cumprimento dos prazos e serviços
estabelecidos;
g. Outros documentos que se fizerem necessários das entidades fiscalizadoras e órgãos de
controle.

2. Seja feito todo o levantamento fotográfico antes, durante e depois da execução dos serviços,
bem como um relatório de acompanhamento da obra – Diário de Obras, a fim de registrar
todos os procedimentos aqui descritos e todos aqueles que porventura sejam acrescentados
ou modificados, diante da evolução dos serviços e dos achados durante a obra. TODOS os
serviços deverão ser devidamente registrados no Diário de Obras, cuja presença
permanente no canteiro de obras se faz indispensável, devendo ser preenchido diariamente
e estar constantemente à disposição da fiscalização, do contratante ou dos órgãos de
preservação, para consulta ou anotações a qualquer tempo.
3. Para a perfeita execução e completo acabamento das obras e serviços referidos neste
Relatório Técnico a empreiteira se obriga, sob as responsabilidades legais vigentes, a prestar
toda a assistência técnica e administrativa necessária para imprimir andamento conveniente
aos trabalhos;
4. A direção geral da obra deverá ficar a cargo de um arquiteto especialista em restauro,
devidamente registrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU ou engenheiro com
mesma especialização, devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia – CREA, auxiliado por um mestre de obras geral cuja presença no local dos
trabalhos deverá ser permanente, a fim de atender a qualquer tempo a fiscalização, tanto da
empresa Contratante, como dos órgãos de preservação, e prestar todos os esclarecimentos
sobre o andamento dos serviços, quando solicitado. Recomenda-se, ainda, a presença dos
autores do projeto de restauro, para que possam atuar como fiscalizadores da empresa
construtora com intuito de conferir total e plena garantia da execução correta de todos os
serviços aqui discriminados;
5. Para as obras e serviços contratados, caberá à empreiteira fornecer e conservar o
equipamento mecânico e o ferramental necessário, empregar mão-de-obra capaz, de modo
a reunir permanentemente em serviço uma equipe homogênea e suficiente de operários,
mestres e empregados, visando assegurar a conclusão das obras no prazo fixado;

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6. Todos os materiais empregados deverão ser de primeira qualidade e todos os serviços


executados em completa obediência aos princípios da boa técnica, devendo ainda, satisfazer
rigorosamente às Normas Brasileiras;
7. Quanto à higiene e segurança do trabalho, as condições do canteiro de obras deverão
observar às determinações da NR-18; e quanto aos requisitos mínimos e as medidas de
proteção para o trabalho em altura, a NR-35. Sugere-se ainda a implantação dos programas
de incentivo a segurança, como: PPRA (Programa de prevenção de Riscos Ambientais);
CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes); PRG (Programa de Gerenciamento
de Riscos); PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional); PCMAT
(Programa de Condições do Meio Ambiente de Trabalho).

4.2. SERVIÇOS PRELIMINARES

Deverão ser considerados como serviços preliminares:

4.2.1. Instalação do Canteiro de Obras

Na planilha orçamentária deverão estar computados neste item os custos com os serviços que
deverão anteceder os serviços diretos de restauro, tais como: Registro da obra no CAU ou CREA;
consumos diversos com higiene e segurança do trabalho; placa da obra; taxa e licenças;
barracão de obras com abrigo provisório para almoxarifado, escritório, refeitório, banheiros e
vestiário; tapumes; ligações provisórias de energia, com quadros parciais equipados com
disjuntores para distribuição de energia elétrica no canteiro; ligação provisória de água e
sanitários. Na manutenção do Canteiro de Obras deverão estar previstos todos os custos com
os serviços administrativos da obra, incluindo despesas mensais referentes aos gastos de
pessoal, apoio, fretes, aluguel de maquinário, material de expediente, contabilidade,
fardamentos, alimentação, limpeza permanente do canteiro de obras, reprografia, abastecimento
d’água, etc.

Quanto à higiene e segurança do trabalho, as condições do canteiro de obras deverão observar


às determinações da NR-18; e quanto aos requisitos mínimos e as medidas de proteção para o
trabalho em altura, a NR-35. Sugere-se ainda a implantação dos programas de incentivo a
segurança, como: PPRA (Programa de prevenção de Riscos Ambientais); CIPA (Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes); PRG (Programa de Gerenciamento de Riscos); PCMSO
(Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional); PCMAT (Programa de Condições do
Meio Ambiente de Trabalho)

Importante considerar que o layout do canteiro interfere diretamente na eficiência do andamento


da obra de restauro. Assim, a proposta para organização espacial deverá ser setorizada, seguir

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as etapas de desenvolvimento da obra e ser concebida de forma a facilitar os acessos, os fluxos


de circulação de pessoal e material, aproveitando ao máximo os ambientes internos disponíveis
na própria edificação e as áreas livres para as estruturas provisórias, a fim de intervir o mínimo
possível.

4.2.2. Proteção do bem cultural

Deverá estar prevista a proteção externa do imóvel com instalação de tapume (preferencialmente
metálico) com altura mínima de 2,20m em relação ao nível do terreno, fixados de forma resistente
envolvendo todo o edifício, isolando completamente o canteiro de obras durante toda a execução
do serviço, com disciplinamento externo do fluxo de pedestres, composto por passarela
executada com barroteamento guarnecido de tela de PVC na cor laranja de 1,50m de largura,
quando necessário. Deverá ser prevista ainda a proteção de todos os bens integrados contidos
no interior do monumento que estejam suscetíveis a qualquer avaria durante a execução dos
serviços de restauro da estrutura de coberta.

4.2.3. Coberta provisória

Recomenda-se que trabalhos quem envolvam destelhamentos sejam feitos em períodos com
menores índices de chuvas, evitando, assim, riscos de infiltrações. Entretanto, independente da
época do ano, é IMPRESCINDÍVEL levar em conta a execução de uma cobertura provisória para
execução do restauro de qualquer estrutura de coberta, a fim de garantir a estanqueidade em
razão das ações das eventuais intempéries durante toda a obra e o consequente agravamento
do atual estado em que se encontram as peças, considerando que, durante as substituições
necessárias, a estrutura portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas,
assim como todo interior da igreja.

A cobertura provisória normalmente é executada em duas águas, elevada a 1,50m de altura da


estrutura original e deve ser recoberta com chapas de aço galvanizada (nº30, e=0,35mm –
2,00x1,00m) ou telhas de alumínio de seção trapezoidal (e = 0,5mm – 5,50x1,10m), sendo
condenado o uso de lonas plásticas provisórias de qualquer espécie, visto que durante a obra,
invariavelmente sofrem avarias perdendo sua função protetora, sendo, muitas vezes, razões
para agravos de infiltrações ou inundações em grandes proporções. Deve ser considerada a sua
execução em etapas, na medida em que a obra avança, considerando 1/2, 1/3 ou 1/4 do vão, a
depender do vão longitudinal a ser vencido.

Os esteios de sustentação da coberta provisória são feitos em pontaletes com barrotes de


madeira serrada de 7cm x 5cm fixados nas platibandas ou topos das ilhargas, sendo sempre

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necessária a verificação a priori da resistência das alvenarias onde irão assentar esses
elementos estruturais da cobertura suplementar. Para sua fixação e facilitação da
montagem/desmontagem os barrotes poderão ser fixados com pinos parabolts.

As tesouras serão montadas em tábuas de madeira de 2,5cm x 30cm com estrutura modulada
para facilitação da execução e desmontagem sob armação também modulada com ripão em
madeira de 2,5cm x 5cm, onde serão fixadas as chapas metálicas do telhamento com pregos
galvanizados.

Figura 18: Projeto de cobertura Provisória da Igreja do Convento de Santa Teresa em Olinda. Estrutura em mandeira
louro rosa e maçaranduba (tábuas e pontaletes) e coberta com chapas de ferro galvanizado. Fonte: CECI. Textos
para Discussão n.62 . Série Gestão de Restauro. 2016. Foto: Jorge Tinoco, 1989.

Figura 19: Corte esquemático da cobertura provisória para o Liceu de Figura 20: Pormenor da estrutura
Artes de Ofícios de autoria do arquiteto Jorge Passos de Madeiros. Fonte: suplementar de coberta da Igreja de
Caderno de Encargos do Projeto de Conservação e Restauro do Palacete Nossa Senhora da Penha de França/PB
do Liceu de Artes e Ofícios. Fevereiro/2020. durante a inspeção das obras de
restauro. Fonte: Lopes & Valadares.
Janeiro/2016.

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PROJETO DE RESTAURO
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A captação das águas deve ser feita por tubos de queda e calhas em PVC, podendo haver a
reutilização das águas pluviais na obra posicionando, quando possível, uma caixa d’água
coletora para este fim.

4.2.4. Instalação de andaimes e escoramentos necessários

A instalação de andaimes precisa ser planejada e sua utilização, racionalizada caso a caso para
otimização dos custos, considerando que o aluguel das peças se dá mensalmente. Para
andaimes do tipo fachadeiro, faz-se necessário o uso de tela de proteção na face externa, sendo
as plataformas em assoalho com chapas compensadas resinadas; guarnecidas por corrimão e
rodapé para andaime de 6" x 1". Internamente, são usados andaimes do tipo torre.

Deverá ser necessário avaliar caso a caso a necessidade de escoramentos prévios, no caso da
necessidade de substituição do madeiramento comprometido.

4.3. SUBSTITUIÇÃO DO MADEIRAMENTO COMPROMETIDO

Levando em consideração, caso a caso, o mapeamento das peças gráficas contidas em anexo
a este volume textual, foi criada uma legenda em função do estado de conservação de cada peça
que compõe o madeiramento estrutural de cada monumento a fim de dar as diretrizes das ações
necessárias para manter a integridade física da coberta.

Considerando as correntes de restauro, optou-se neste trabalho seguir as diretrizes da carta de


Veneza (1964) no que se refere ao seu Art.10 e 12, respectivamente, quais sejam:

Art.10 - Quando as técnicas tradicionais se revelarem


inadequadas, a consolidação de um monumento pode ser
efetuada através do recurso a outras técnicas modernas de
conservação ou de construção, cuja eficácia tenha sido
demonstrada cientificamente e garantida através da
experiência de uso.

[...] Art.12 - Os elementos destinados a substituírem as


partes que faltem devem integrar-se harmoniosamente no
conjunto e, simultaneamente, serem distinguíveis do
original por forma a que o restauro não falsifique o
documento artístico ou histórico (Carta de Veneza, in:
CURY, 2000, p. 91).

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PROJETO DE RESTAURO
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Seguindo tais premissas, não condenamos os casos deste trabalho em que a estrutura foi
totalmente substituída com material e técnica distintos do original, sobretudo levando em conta
a época em que foram feitas, cujos parcos recursos do poder público para execução das obras
voltavam-se a soluções visando novas intervenções a longo prazo, mas com a inerente
preocupação em deixar, de alguma forma, o testemunho da técnica original pré-existente em
contrapartida à marca da contemporaneidade da intervenção.

Entretanto, diante do panorama atual do estado de conservação das estruturas pesquisadas,


entendemos que, em 100% dos casos, o madeiramento primário e secundário pode ser
restaurado não sendo necessária a substituição total em nenhum dos casos pesquisados.

Todas as peças a serem substituídas no madeiramento da coberta deverão ser previamente


imunizadas e não deverão ter trincas, empenos ou apresentar qualquer sinal de infestação.
Recomenda-se ainda que seja feita uma marcação na peça com a data da substituição para
registro e análise das futuras gerações. As unidades substituídas deverão ser preferencialmente
por peças novas em maçaranduba serrada, nas mesmas dimensões das existentes, podendo
valer-se de peças serradas existentes comercialmente, quando for possível e compatível, por
apresentarem boa resistência, uma vez que já são tratadas e elaboradas. Para recomposição
parcial das linhas, deverão ser adotados os mesmos materiais (madeira) fazendo uso das
técnicas tradicionais para sambladuras das peças a depender dos esforços ao qual estão
submetidas (tração ou compressão).

Assim, a fim de seguir a premissa da mínima intervenção, foi adotada uma LEGENDA nas peças
gráficas em anexo a este Relatório Técnico para sugestão de restauro/intervenção de cada
unidade, conforme a seguinte metodologia: primeiramente, no trabalho anterior, foi verificado o
problema apresentado peça a peça, monumento a monumento, sendo depois aplicada a solução,
neste trabalho, considerada necessária, de acordo com os seguintes critérios:

BOM

Foram englobadas neste critério as peças que não apresentaram qualquer avaria significativa a
ponto de comprometer a função estrutural à qual a peça está submetida na trama do telhando,
devendo estas unidades, portanto, serem mantidas no sistema, levando em conta apenas as
ações de manutenção e conservação contidas neste relatório técnico.

REGULAR

Ponderou-se o uso deste critério para as peças cujo comprometimento, por qualquer agente que
fosse, atingissem a ordem mínima de 50%, sendo a substituição desta unidade recomendada,

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mas não necessariamente obrigatória, uma vez que medidas paliativas podem ser adotadas
como solução para o problema em médio e longo prazo. Podemos citar, como exemplo, um
fedilhamento superficial que denuncia um dano presente, mas não necessariamente em
progressão, ou que presumivelmente possa ser contido por uma braçadeira metálica. Tais peças
deverão ser objeto de atenção especial nas inspeções periódicas, devendo, portanto, serem
reavaliadas na ocasião da obra para tomada da decisão definitiva de sua permanência ou não
no sistema estrutural, mediante o custo benefício da sua substituição.

PÉSSIMO

Peças assim classificadas deverão obrigatoriamente serem substituídas por apresentarem


avançado estado de degradação em função de lesões de alta gravidade que podem
comprometer o sistema estrutural como um todo, levando-o ao colapso podendo culminar em
desabamentos parciais ou até totais. Os monumentos que apresentarem peças demarcadas com
esse tipo de critério, deverão tomar providências emergenciais de escoramento imediato da peça
demarcada e nas demais peças ao redor, até que sejam tomadas as providências cabíveis
definitivas (troca do madeiramento).

Para casos em que a estrutura esteja comprometida ao extremo, de forma que não seja possível
recuperá-la, representando risco inclusive aos transeuntes, a recomendação é a substituição
total do madeiramento do telhado. Contudo, essa situação não foi encontrada em nenhum dos
monumentos visitados, como citado anteriormente. Na verdade, alguns deles apresentaram
algumas peças demarcadas com este critério, mas, ainda de madeira pontual, sendo possível a
recuperação da estrutura com intervenções parciais.

NÃO INSPECIONADO

Infelizmente, como já foi vastamente discutido neste trabalho, alguns monumentos não
apresentaram acesso para que fosse feita a inspeção necessária para avaliação do estado de
conservação e proposição das medidas a serem tomadas. Faz-se urgente e necessário por parte
da administração de cada monumento, prover um acesso seguro e eficaz para que se possa
inspecionar a estrutura com a maior brevidade possível.

AUSENTE

Peças assim classificadas também são consideradas como lesões graves que precisam de
reparo imediato, ainda que seja um escoramento provisório até que as providências cabíveis
sejam tomadas, considerando que nenhuma peça estrutural na composição das tesouras é
dispensável no sistema, podendo a ausência de uma parte dela desestabilizar toda a estrutura.

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4.3.1. Estrutura Primária: Tesouras

As peças das tesouras deverão ser substituídas, quando necessário, devendo ser prioritária a
manutenção da tesoura em seu devido lugar. A remoção da tesoura para substituição de peças
e montagem fora do local de origem só será admitida na última das hipóteses possíveis de
restauro e tão somente nos casos em que não seja possível garantir a segurança da operação.

Toda a carga excedente de recobrimento (estrutura secundária e terciária) deverá ser


provisoriamente retirada e a peça em questão ser substituída em madeira serrada, levando em
consideração a mesma bitola da peça existente e as mesmas sambladuras nos nós de
articulação, podendo se valer de novas sambladuras quando a substituição for parcial, em função
do tipo de esforço à qual a peça está submetida (tração ou compressão).

Caso seja necessário, deverá ser previamente executado um escoramento provisório a fim de
resguardar a estabilidade estrutural da coberta, de modo a evitar qualquer tipo de intercorrência,
incluindo desmoronamento acidentais. Tesouras que apresentem linha baixa no sistema deverão
levar em conta as recomendações do item a seguir.

4.3.2. Estrutura Secundária: Cumeeiras, Terças e Frechais

Além de levarem em conta todos os requisitos das condições mínimas permitidas para o
madeiramento a ser substituído no que diz respeito à integridade física das peças, já abordado
anteriormente, todas as linhas pertencentes a este grupo, na sua substituição, deverão
obrigatoriamente levar em conta a impermeabilização total ou parcial, visto que todas, de alguma
forma, estão suscetíveis às ações da umidades, seja advindo das intempéries, como também da
presença de umidade por contato ou capilaridade ascendente/ descendente, devendo seguir
todas as recomendações, contidas no item específico de impermeabilizações, mais adiante.

Nas substituições necessárias, parciais ou totais, as emendas das terças e frechais deverão
empregar a sambladura do tipo mão-de-amigo, preferencialmente com cunhas, solidarizando as
partes. Para as terças, recomenda-se ainda fazer um corte a meia madeira no encontro com as
asnas das tesouras para travamento do sistema. No caso das cumeeiras, é mais comum o uso
da meia madeira para emenda das peças, entretanto, nesses casos, faz-se necessário que sejam
feitas próximas ou sobre o encontro das asnas das tesouras.

Para as substituições parciais, visando o máximo aproveitamento das peças originais, dever-se-
á levar em conta ainda a possibilidade de reforços, sobretudo no encabeçamento das peças
engastadas às alvenarias, quando muitas vezes, essa é a única parte que não se presta mais à
sua função estrutural. Assim, usa-se com frequência, como artifício para recuperação das partes
apodrecidas, engastadas ou não nas paredes, o emprego de reforços metálicos, devidamente

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protegidos com pintura anticorrosiva, sejam eles estribos ou braçadeiras para conter o selamento
de partes ou cantoneiras e sanduíches de chapas metálicas para o aproveitamento de peças
cuja única parte comprometida é a sua extremidade.

Figura 21: Desvão da nave Igreja da Figura 22: Braçadeira tesoura nave Figura 23: Sanduíche tesoura nave
Madre de Deus. Recife Fonte: fototeca Igreja S. P. Clérigos. Recife. Fonte: Igreja Madre Deus. Recife. Fonte: Lopes
do IPHAN – SPHAN/pró-memória, 1983 Lopes & Valadares. março/2019. & Valadares. março/2019.

O uso desse artifício pode perdurar por muitos anos, podendo ser considerada como definitiva a
solução empregada. Entretanto essas peças necessitam de especial atenção nas inspeções
periódicas a fim de serem monitoradas para sofrerem qualquer intervenção necessária em tempo
hábil de não comprometer a estrutura como um todo.

4.3.3. Estrutura Terciária: Caibros e Ripas

Segundo Sylvio de Vasconcellos, a técnica do pau roliço e da ripa em réguas de embiriba foi um
sistema tradicional utilizado em grande parte das cobertas do período colonial. Paulo Santos
afirma que nas estruturas de coberta da arquitetura religiosa de Ouro Preto os troncos roliços
eram comuníssimos como caibros; e em quase todas as capelas não se empregavam outros8.
Preocupado em manter a integridade física do bem cultural, o IPHAN, em alguns monumentos,
optou por substituir por completo essa técnica tradicional. Talvez, diante de tantas dificuldades e
da urgência com que normalmente são feitas as intervenções, justamente pelo mal hábito de não
realizar inspeções periódicas, essa tenha sido a única forma viável encontrada para garantir a
integridade do patrimônio na ocasião. Entretanto, se esse processo continuar e de alguma
maneira não se deixar algum testemunho, no futuro, veremos extinta a categoria do saber fazer,
tão defendida por Carlos Lemos

Dessa forma, sugere-se que a substituição da estrutura terciária para todos os monumentos,
quando for necessária, adote preferencialmente o mesmo sistema encontrado, sobretudo
quando ainda se tratar de sistemas construtivos tradicionais, salvo as exceções nas quais forem
constatadas que a alteração da técnica seja condição primária para garantia da proteção eficaz

8
Santos, Paulo F. Arquitetura Religiosa em Ouro Preto I. Rio de Janeiro, 1951.

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do monumento e desde que tenha a anuência dos órgãos fiscalizadores que detenham a
proteção do bem cultural.

Para reaproveitamento máximo do percentual das unidades sãs, dever-se-á proceder a remoção
cuidadosa dos pregos de fixação para que não haja avarias e consequente perdas. Tais peças
serão limpas, estocadas em local protegido (tanto de umidade, como da incidência dos raios
solares) e preparadas para posterior reutilização.

Os caibros roliços que não se prestarem mais à sua função estrutural serão substituídos por
unidades semelhantes. Sugere-se o uso do eucalipto tanalizado em autoclave, de mesma bitola
existente, por se tratar de uma madeira preservada por pressão, apresentando diversas
vantagens, como: garantia de uma vida útil e prolongada à unidade substituída, devido à alta
imunidade aos agentes deteriorantes por período indeterminado, diminuindo assim a
possibilidade de danos causados por fungos, larvas de insetos ou insetos xilófagos; pode ser
utilizada sem qualquer risco a pessoas, animais ou meio ambiente; não fica oleosa, nem
apresenta odores; é resistente às ações do tempo; admite qualquer tipo de acabamento
posterior; e apresenta alta resistência a lixiviação.

Já as ripas de embiriba, também chamadas de embira, imbiriba ou imbira, por serem feitas com
fibras contidas nas cascas de diversas espécies de árvores da família das anonáceas, e por não
apresentar muita resistência mecânica, sobretudo no momento da retirada dos elementos,
dificilmente se tem êxito no seu aproveitamento. Recomenda-se fazer a substituição por
unidades semelhantes, utilizando o mesmo quantitativo de ripas por telha, lembrando que na
técnica tradicional as ripas praticamente se tocam formando uma esteira ou tapete de
subcobertura. O inconveniente dessa técnica é a não poder fazer o grampeamento ou aramagem
das telhas na trama final da coberta, sendo este assunto abordado mais adiante.

Os caibros serrados a serem substituídos deverão ser prioritariamente em maçaranduba e ter


seu assentamento uniformizado, respeitando o espaçamento médio encontrado, na bitola
original, caso a trama esteja bem dimensionada9. Os comprimentos obedecerão aos
espaçamentos encontrados das cumeeiras às terças e destas aos frechais e a fixação deverá
ser feita com pregos de 6” x 5”, tomando o devido cuidado de furar previamente o caibro com
uma broca cuja bitola seja compatível com a do prego a ser utilizado, a fim de evitar rachaduras.

Assim como os caibros, as ripas serradas a serem utilizadas nas substituições necessárias
deverão ser em maçaranduba, com bitola igual a 4”x1/2”, espaçadas, em média, a cada 22 ou

9
Tomar como referência o espaçamento médio preferencialmente de 30 cm, medidos de eixo do caibro, com bitola
padrão de 3”x2”

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25cm (eixo) em média, a depender do comprimento das unidades cerâmicas, garantindo seu
assentamento invariavelmente sobre três fiadas de ripas (3 ripas por telha). A fixação nos caibros
deverá ser feita com pregos de 1 1/2”x 13” tomando o mesmo cuidado de furar previamente a
madeira a fim de evitar rachaduras e consequente perdas ou desperdício de material.

4.4. IMPERMEABILIZAÇÕES DE PEÇAS E SUPERFÍCIES

Segundo o Manual Prático de Conservação de Telhados elaborado pelo IPHAN/Monumenta,


toda madeira retirada deve ser tratada antes de sua utilização na estrutura da edificação, para
aumento de durabilidade, e facilidade de manipulação. O Processo pode ser manual ou com o
uso de equipamentos específicos, como autoclave.

É preciso levar em conta que a umidade das paredes não é provocada apenas em decorrência
da infiltração das águas pluviais, cujas causas, frequentemente resume-se a escorregamento
das telhas e/ou seu mal estado de conservação, má execução ou obstrução de calhas, falta de
apuro técnico na execução ou inexistência de rufos ou algerozes, bem como a execução
incorreta do arremate das telhas na cumeeira (capotes, sem bebedouros). Na verdade, as
alvenarias dos monumentos são sempre úmidas devido à fragilidade do material com que são
executadas à ação das intempéries. Sendo assim, a utilização da madeira nas construções das
cobertas tem suas restrições. Se, por um lado, é excelente material de construção por resistir
bem a todos os esforços, ser de fácil transporte e, sobretudo, material elástico; por outro,
apresenta os seguintes inconvenientes: é combustível, sofre intensamente o ataque de alguns
insetos e fungos e é material muito higroscópico. Logo, toda madeira em contato direto com a
alvenaria tem grandes probabilidades de apodrecer e, consequentemente, ser atacada por
agentes patológicos. Diante do exposto, nas estruturas de coberta, por possuir uma grande
superfície de contato com a alvenaria, a peça mais suscetível à putrefação é, sem dúvidas, o
frechal.

Segundo Fernando Machado Leal, eis porque é de todo aconselhável a impermeabilização das
paredes aonde assentam os frechais, tanto interna quanto externamente, pelo emprego de
argamassa com impermeabilizante, além de se deixar uma certa folga entre a parte lateral do
frechal e a parede, possibilitando assim ventilação e consequente menor teor de umidade, esta
última se constituindo em causa principal do apodrecimento destas peças10.

10
LEAL, Fernando Machado. Restauração e Conservação de Monumentos Brasileiros. Notas de aula. SEPLAN/IPHAN/UFPE Departamento de
Arquitetura e Urbanismo. Série Patrimônio Cultural. Publicação nº 1. Recife, 1977.

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E continua: Ainda com relação aos frechais ou outras peças embutidas nas paredes, recomenda-
se prospecção para saber de suas condições reais, pois já verificamos diversos casos em que a
face aparente, que dava a falsa impressão de segurança, na realidade não passava de simples
casca voltada para a face ventilada, escondendo o interior da madeira totalmente apodrecido, do
qual nada restava; isso se constatou mais uma vez, em trecho do frechal da sala do capítulo da
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Graça, em Salvador, quando das obras que realizamos
recentemente neste monumento11.

Ciente do problema, segundo o engenheiro Frederico Almeida, ex-superintendente da 5ªSR/


IPHAN, quando se faz o levantamento dos custos de qualquer obra de restauração, uma das
primeiras medidas tomadas pelo IPHAN é levar em consideração a substituição de pelo menos
50% dos frechais, diante da grande área de contato com a umidade, bem como por estarem
situados em áreas de ponto crítico de umidade, como as calhas. Independentes do seu aparente
estado, portanto, é necessária uma inspeção cuidadosa não somente nos encontros das peças
e nas partes em contato direto com as paredes, como também em situações com beirais de
platibanda onde exista a presença da calham.

Deste modo, na ocasião das substituições, é estritamente recomendada não somente a


impermeabilização do topo das paredes nas quais assentam os frechais, tomando o devido
cuidado com o recuo da alvenaria para a face embutida da peça visando a aeração da sua
superfície, como recomenda Fernando Machado Leal, como também a proteção de todas as
extremidades das peças de madeira engastadas nas alvenarias, cuja profundidade deva ser no
mínimo de 20cm. Essas medidas, aparentemente simples, podem evitar o apodrecimento
proveniente da umidade transmitida por capilaridade e o consequente ataque por agentes
patológicos, sobretudo fungos e insetos xilófagos.

Convém lembrar ainda, além dos frechais, de peças que também estão suscetíveis à umidade
por estarem localizadas em pontos críticos de umidade e infiltração. Localizadas nos topos dos
telhados, as cumeeiras estão sujeitas à boa e correta execução de capotes para que se isentem
de problemas de umidades advindos das intempéries. Assim, sugere-se que essas linhas sejam
igualmente protegidas e impermeabilizadas, sobretudo nas faces superiores, considerando que
a grande maioria é assente a 45º, bem como seus capotes sejam executados corretamente como
será abordado mais adiante.

11
LEAL, Fernando Machado. Restauração e Conservação de Monumentos Brasileiros. Notas de aula. SEPLAN/IPHAN/UFPE Departamento de
Arquitetura e Urbanismo. Série Patrimônio Cultural. Publicação nº 1. Recife, 1977.

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4.5. SISTEMA DE PROTEÇÃO ADICIONAL: SUBCOBERTURA

Considerando a realidade da falta de inspeções periódicas mínimas capazes de detectar


problemas de alta simplicidade, mas que causam danos, muitas vezes, de grandes proporções,
como o escorregamento de telhas, por exemplo, pode-se dizer que a subcobertura é um artifício
extremamente válido como ação complementar à proteção do monumento contra a umidade
advinda de intempéries.

No caso de alguns monumentos religiosos, objeto desta pesquisa, a subcobertura em chapas


metálicas montadas de alumínio é altamente recomendada, na medida em que serve de proteção
não só a notórios exemplares da arquitetura religiosa, como também a algumas obras de arte de
extremo valor presentes no interior de alguns desses edifícios, como alguns casos de forros com
valores artísticos singulares.

O forro em talha no estilo rococó que cobre a nave da Igreja de Nossa Senhora da Conceição
dos Militares é um desses exemplo, cujas caprichosas curvas de formas assimétricas conferem
um caráter singular à delicadeza dos elementos que a compõem. Diante do seu inestimável valor
artístico, no intuito de garantir a integridade desse artefato, o IPHAN adotou no início deste século
(2002), a execução desse sistema de subcobertura em chapas metálicas de alumínio, que foi
criado por técnicos da 6ª Regional do IPHAN, no Rio de Janeiro.

Figura 24, 25 e 26: Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. Vista geral do forro (pela parte interna da nave) e do
desvão (com pormenor da tesoura das chapas), respectivamente. Fonte: Lopes & Valadares. novembro/2019.

O sistema funciona até os dias atuais com perfeição, não só como proteção ao belíssimo forro
que a igreja contém, mas também aos seus elementos de sustentação e de toda a estrutura
portante da coberta, impossibilitando-a de um possível contato com agentes de deterioração
vindos do exterior.

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Sua execução é bastante simples: uma folha de alumínio é dobrada, segundo as medidas do
esquema mostrado, e assentada entre os caibros e as ripas, abaixo das telhas cerâmicas.

Figura 27: Dobras das chapas metálicas. FONTE: arquivos do IPHAN/2002

Da forma como são fixadas nos caibros, como está mostrado nos desenhos a seguir, as chapas
metálicas mantêm a vantagem da telha-vã, na medida em que permitem a circulação do ar,
deixando o ambiente arejado, e elimina a desvantagem do referido sistema, uma vez que
dificultam a entrada da fuligem e possíveis vazamentos.

Circulação
do ar

Figura 28: Perspectiva da telha metálica e da cumeeira FONTE: arquivos do IPHAN/2002

Onde não for possível ou viável a aplicação do sistema acima mencionado, admite-se o uso de
chapas planas, desde que seja comprovado que nenhum ônus será atribuído a forros entalhados
e ou policromados ou qualquer elemento artístico do monumento mediante a inevitável alteração
do microclima do desvão decorrente da vedação do sistema que dificultará a aeração do espaço
e o consequente e esperado aumento da temperatura ambiente.

Para aplicação das unidades, faz-se necessário o uso de calços de borracha rígida, nas
dimensões 10x5x2cm, posicionadas abaixo das ripas, a fim de assegurar a estanqueidade de

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PROJETO DE RESTAURO
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fixação das ripas nos caibros, bem como separá-las das chapas de alumínio, com intuito de
protegê-las de eventuais infiltrações de águas pluviais que porventura não forem captadas pelo
recobrimento das telhas do tipo canal. Faz-se imprescindível ainda na adoção desse sistema ser
pensada, caso a caso, uma forma de garantir o acesso contínuo ao desvão, visando a inspeção
periódica com a frequência recomendada, sem que, para isso, seja necessária a remoção de
uma ou mais placas.

Subcoberturas com mantas do tipo durafoil e lonas de PVC são desaconselhadas, sendo
fortemente recomendada a substituição de quaisquer um dos citados sistemas. O primeiro por
se desgastar em um curto espaço de tempo (em média 5 anos) favorecendo ao acúmulo de
detritos no desvão em razão do seu desfazimento, bem como por ser potencialmente propagador
de fogo, funcionando como material combustível em casos de sinistros de incêndio. O segundo,
não somente por não apresentar eficácia no cumprimento do seu papel protetivo quanto à
estanqueidade da coberta, bem como oferecer riscos ao agravamento de situações,
corroborando para a progressão das lesões, como foi visto em alguns monumentos visitados,
sendo, na verdade, considerado condenável o seu uso. Foram encontrados em alguns
monumentos que apresentaram esse sistema, por exemplo, a formação de bolsões de água,
provenientes do vazamento entre as telhas, na iminência de serem rompidos. Não foi possível
nesses casos ter acesso, nem mesmo visual, às ripas da coberta. Dessa forma, recomenda-se
que monumentos que apresentam essa solução ponderem acerca da situação e façam uma
revisão das prioridades para substituição do sistema adotado.

4.6. INSTALAÇÃO DE CALHAS

A proteção dos beirais através de calhas corretamente executadas é o modo mais eficaz para
impedir a umidificação das peças de madeira por capilaridade. Entretanto, seguindo na
contramão de sua função, as calhas nos monumentos são invariavelmente consideradas como
pontos críticos para infiltrações e umidades. Podemos citar como principais razões não somente
a falta de inspeção periódica para simples limpeza, como também a falta do apuro técnico com
que muitas vezes são executadas, às vezes até subdimensionadas, podendo causar obstruções
do sistema de escoamento de águas pluviais, bem como o consequente apodrecimento,
deformação, infestação e proliferação de agentes patológicos, como fungos e térmitas, que
atacam e destroem as peças de madeira que deveriam proteger, diminuindo sua seção útil ou
eficiência dos vínculos ou nós, culminando, na pior das hipóteses, na condenação total do
elemento.

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PROJETO DE RESTAURO
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Para garantir a perfeita estanqueidade, a chapa deverá ser executada em ferro galvanizado de
cobre ou alumínio com espessura igual a 0,7mm, ser fixada na penúltima ripa ou abaixo das
chapas de subcobertura, quando estas existirem, e ter a maior largura possível diante de cada
situação, sendo o lado oposto encaixado na alvenaria da platibanda, quando existirem, a pelo
menos 50cm de altura da linha de embocadura da última fiada de telha, para receber o algeroz
em concreto, onde for possível. Recomenda-se a adoção de telas de proteção ou ralos nas
descidas de águas pluviais a fim de evitar entupimentos por detritos, folhagens ou restos mortais
de animais.

Figura 29: Representação esquemática da problemática de calhas subdimensionadas ou


mal executadas e esquema básico da calha ideal elaborada pela arquiteta Renata Lopes em
seu Trabalho Final de Graduação – Arquitetura e Urbanismo/ UFPE.2003.

4.7. RETELHAMENTO (TELHA CERÂMICA DO TIPO CANAL)

Todos os monumentos que fazem parte deste universo pesquisado apresentam recobrimento
com telhas cerâmicas do tipo canal. Deverá ser previsto, para cada caso, um percentual máximo
de reaproveitamento das unidades cerâmicas sãs e originais.

As telhas poderão ser reaproveitadas e oriundas de outros imóveis (restos de demolição), desde
que o quantitativo disponível cubra toda a área do telhado ou ao menos uma das águas com
unidades de mesmo tipo; ou optando por utilizá-las no recobrimento de capa (embocadura para
cima) ou no recobrimento do canal (embocadura para baixo), desde que as novas unidades
apresentem tamanhos, formas e encaixes compatíveis com as originais, garantindo a
estanqueidade do recobrimento cerâmico.

Na ocasião das obras de restauro, as unidades deverão ser inspecionadas individualmente,


seguindo todo o procedimento padrão de restauro, levando em consideração para descarte

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aquelas que se apresentarem quebradas ou trincadas e/ou cujo teste de percussão apresente
som não metálico.

No caso da remoção do telhamento com aproveitamento, deverá estar previsto no cômputo


orçamentário o transporte horizontal e vertical das unidades, as quais deverão passar por uma
seleção para armazenamento, na posição vertical, podendo haver sobreposição de até 03 fiadas,
próximo ao local de utilização, o qual deverá ser protegido.

As unidades reaproveitáveis deverão ser, portanto, devidamente recozidas ou lavadas e


estocadas à sombra para secagem. Para remoção de fungos e liquens, a lavagem é feita com
água e sabão neutro, utilizando escova de cerdas naturais (piaçava) ou plásticas, ou através do
microjateamento de água, tomando o devido cuidado com a pressurização do jato.

O retelhamento deverá ser executado com auxílio de réguas e linhas, partindo dos beirais para
as cumeeiras. Quanto ao aspecto final do telhado, é preciso considerar que nas linhas de beiral
não deve haver quaisquer desvios ou desnivelamentos significativos entre peças contíguas, bem
como não pode haver afastamentos superiores a 2 cm se esticada uma linha entre dois pontos
quaisquer do beiral ou da cumeeira.

Recomenda-se que as telhas faltantes devam ser confeccionadas manualmente numa olaria,
seguindo as mesmas dimensões das unidades originais, cujo tipo só será definido após a seleção
final das peças remanescentes. Entretanto, para perda de unidades estimada acima da ordem
de 50%, os órgãos de preservação têm admitido a substituição total do telhamento com telhas
industrializadas do tipo colonial, que contenham encaixe entre as unidades de capa e bica e
entre as unidades de bica e ripas, sendo neste caso, desnecessário o grampeamento das
unidades especificados a seguir. Em quaisquer dos casos, como boa prática de restauro,
recomenda-se o armazenamento de algumas unidades das telhas utilizadas, considerando os
tipos de capa, de bica e de capote, para posteriores substituições, podendo prover o desvão de
prateleiras para sua estocagem, quando o espaço assim permitir.

Figura 30: Telhas estocadas sobre prateleiras


instaladas no desvão. FONTE: Aula online:
Boas Práticas da Gestão de Restauro,
proferida pelo Prof. Jorge E. L. Tinoco (CECI-
Educação) em 22/05/2020

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4.8. EXECUÇÃO DO GRAMPEAMENTO DAS TELHAS

Para unidades cerâmicas tradicionais, recomenda-se a fixação das telhas, através de arames de
cobre, a fim de evitar seu deslizamento e posterior infiltração na coberta, uma vez que, diante
das altas declividades dos telhados, é muito comum o afastamento das telhas provocada pela
trepidação decorrente do intenso fluxo de automóveis na circunvizinhança, bem como pela
circulação do homem (para inspeção), de aves e ou de animais de pequeno porte sobre o
telhamento.
Trata de uma medida simples e econômica, que funciona com eficácia, caso seja executada
corretamente, com o material adequado e desde que a estrutura seja composta por ripas de
madeira serrada (simples ou ripões).
Através de arames de cobre nº12, devidamente dobrados, conforme a ilustração a seguir, as
telhas de bica são fixadas nas ripas pela borda inferior e as telhas de capa, fixadas nas telhas
de bica também pela borda inferior, ficando, portanto, todo o recobrimento cerâmico grampeado
e protegido de eventuais deslizamentos. A instalação deve começar pelo beiral, seguindo ao
longo de todo o comprimento da água do telhado, em direção à cumeeira.

Figura 31: Exemplo de fixação das telhas umas nas outras e estas nas ripas do telhado: Manual Prático de Conservação de Telhados.
IPHAN/MONUMENTA. Elaboração: Rômulo Bonelli e Rossana Delpino. S/ data; arame de cobre escaneado de um modelo real; e
representação esquemática da fixação elaborada pela arquiteta Renata Lopes em seu Trabalho Final de Graduação – Arquitetura e
Urbanismo/UFPE.2003.

Para os casos com ripas de embiriba, verificou-se em alguns monumentos a inserção de ripas
serradas alternadas às embiribas nas embocaduras maior e menor da telha, permitindo o
grampeamento das unidades de bica no sistema estrutural.

4.9. FECHAMENTO DOS CAPOTES COM EXECUÇÃO DE BEBEDOURO


Os capotes deverão ser 100% revisados, por serem altamente vulneráveis a comprometimentos,
comumente devido a lesões provocadas pela natural retração do cimento devido à ação das
intempéries associadas às altas temperaturas a que ficam expostas, culminando em fissuras que
permitem a infiltração das águas pluviais, danificando as peças de cumeeira.

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A execução do bebedouro foi considerada praticamente uma exceção no universo pesquisado,


visto que foi muito comum encontrar capotes que não garantissem a plena estanqueidade da
coberta através da correta execução desses elementos. O uso inapropriado ou incorreto do
cimento, muitas vezes recobrindo todo o capote, foi recorrente em diversos casos. Não se pode
concluir a razão do desuso de uma técnica tão eficaz, que permite não somente a aeração da
peça mais importante do cume do telhado, que muitas vezes apresentam duas faces voltadas
para cima (cumeeiras a 45º), como também conferem à estrutura um melhor acabamento e maior
resistência, servindo, inclusive, de passarela para inspeção do telhamento e, em alguns casos,
para acesso ao desvão.

As telhas de capote deverão ser executadas, portanto, com unidades cerâmicas próprias para
este fim e serem assentadas com argamassa de cimento, areia e saibro (1:3:3), sem quaisquer
esborros, devendo a sobreposição das unidades ficar em torno de 0,10m.

Em seguida, sob as telhas que constituem as cumeeiras e os espigões do telhado inserem-se,


no espaço correspondente aos canais, fragmentos de telha, chamados bebedouros, cuja parte
superior recebe a argamassa de assentamento. O espaço entre o canal e a parte inferior do
bebedouro, que não leva argamassa, atua como respiradouro do telhado, evitando a
condensação da umidade e seus efeitos danosos ao madeiramento. Por outro lado, a menor
quantidade de argamassa nessas linhas que definem a forma do telhado, concorre para que,
visual e fisicamente, estas apresentem-se mais leves, conferindo ao telhado um melhor
acabamento12.

Figura 32: Exemplo de capote executado com bebedouro, na Figura 33: Representação esquemática de um bebedouro
obra de recuperação física da Igreja de N. Senhora da Penha de elaborada pela arquiteta Renata Lopes em seu Trabalho Final
França. Pitimbu/PB. FONTE: Lopes&Valadares. Maio/2012. de Graduação – Arquitetura e Urbanismo/UFPE.2003

12
PASTINA Filho, José La. Manual de Conservação de Telhados - IPHAN. Grupo Tarefa/Programa Monumenta – BID,
Recife, 1999.

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4.10. EXECUÇÃO DE ALGEROZ

A situação atual mostra que a grande maioria dos monumentos apresentam grandes áreas
cimentícias no emboçamento da primeira fiada de telhas junto ao frontispício com intuito de servir
como algeroz. Entretanto, tais elementos estão sujeitos às mesmas lesões mencionadas no item
anterior provocadas pela natural retração do cimento à ação das intempéries e às altas
temperaturas, culminando em outro ponto crítico para entrada da umidade. Também foram
encontradas chapas metálicas engastadas às paredes fazendo das vezes do algeroz, entretanto,
sua grande maioria executada de forma incorreta, subdimensionada, com uso excessivo de
cimento para chumbamento da placa, falhas nas emendas e sobreposições, bem como muitas
unidades oxidadas, com perfurações e danos que não garantiam a perfeita estanqueidade para
cumprimento de sua principal função.

Figura 34: Representação esquemática de um algeroz em cimento (indesejável) e em concreto (desejável), respectivamente, elaborada
pela arquiteta Renata Lopes em seu Trabalho Final de Graduação – Arquitetura e Urbanismo/UFPE.2003

Recomenda-se, portanto, que todo os encontros do telhado com a parede do frontispício, assim
como todos os beirais de platibanda, sejam guarnecidos com algeroz em concreto ou argamassa
armada, nas dimensões aproximadas de 20 x 3cm, podendo variar caso a caso, devidamente
impermeabilizados, dispostos a 20cm acima do nível das telhas emboçadas ou de beiral,
pintados com duas demãos de pintura 100% acrílica na cor branco fosco sobre duas demãos de
selador acrílico, não sendo permitido o uso de massa acrílica ou corrida.

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ratifica-se que, de uma forma geral, conforme foi abordado durante todo este estudo, a umidade
é uma das principais vilãs da conservação das peças que compõem o madeiramento da estrutura
de coberta e que, simples soluções associadas às inspeções periódicas são capazes de detectar
problemas em tempo hábil, tornando menos onerosa e mais eficaz toda e qualquer intervenção
necessária.

Este trabalho não tem a menor pretensão de exaurir o tema que aborda. Pelo contrário, presta-
se a compor uma base de princípios que possam nortear a sistematização das inspeções
periódicas, servir de instruções básicas de preservação, manutenção e conservação dos
elementos componentes do madeiramento da coberta e para dar diretrizes para o
acompanhamento eventual de uma obra em telhados, podendo sofrer ajustes e alterações no
percurso, diante da opinião técnica de outros profissionais, de resultados laboratoriais ou de
prospecções mais invasivas que as possíveis de se realizar durante a execução da etapa anterior
deste trabalho, bem como das descobertas eventuais que poderão ocorrer (e sempre ocorrem)
durante a obra.

Assim, apesar da possibilidade do surgimento de novas informações, mas fundamentados nos


materiais de que pudemos dispor, consideramos pertinentes todas as diretrizes aqui dispostas,
à luz das teorias de restauro e das exigências legais às quais os monumentos encontram-se
subordinados.

Dessa forma, para qualquer ação de intervenção, recomenda-se que seja instituída uma
fiscalização permanente para acompanhar, registrar e tomar decisões no canteiro de obras de
forma compatível com o que está proposto neste relatório técnico. Para isso, faz-se
imprescindível e indispensável, como abordado anteriormente, que todo o decorrer da obra deva
ser objeto de relatórios textuais (registros diários no Diário de Obras) e fotográficos sistemáticos
com objetivo ratificar o cumprimento do projeto e justificar toda e qualquer alteração e ou
modificação das recomendações aqui contidas.

A avaliação do estado de conservação geral das peças foi feita pelo método da análise visual,
devido a impossibilidade de realizar prospecções mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre a solução proposta e a execução
efetiva dos serviços de restauro, recomenda-se ainda, para efeitos de orçamentos futuros, que
seja garantido um percentual de acréscimo de segurança na quantificação de materiais a
substituir e efetuada a reanálise das peças na efetiva execução das obras de restauro.

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6. BIBLIOGRAFIA
ALMEIDA, Frederico. Mosteirinho de São Francisco – Paudalho/PE. Estabilização e Restauração.
CECRE/UFBA. Nov/1990.

ALMEIDA, Frederico. Telhados e Estruturas. Programa de formação profissional e emprego. Curso de


Restauração – Módulo I – Coberturas. s/d.
BANHAM, Reyner. Teoria e Projeto na primeira era da máquina. Ed. Perspectiva/Coleção Debates.
São Paulo, 1979
BARDI, Pietro Maria et allii. Beneditinos em Olinda - 400 anos. Edição: Sanbra – Sociedade Algodoeira
do Nordeste Brasileiro S.A. São Paulo, 1986.
BAREIA, Edmílson; PUMAR, Márcia. Madeira. Característica, deterioração, tratamento. Manual
Técnico 1. Ministério da Cultura. SPHAN. Fundação Nacional Pró-Memória. s/d.
BAYÓN, Damián; MARX, Murilo. Historia Del Arte Colonial Sudamericano. Ed. Polígrafa. Barcelona,
1989.
BAZIN, Germain. A arquitetura Religiosa Barroca no Brasil. Editora Record. Rio de Janeiro, 1956.
CORONA&LEMOS. Dicionário da Arquitetura Brasileira. EDART – São Paulo Livraria Editora Ltda. 1ª
edição. São Paulo, 1972.
COSTA, Lúcio. Arquitetura. Ed. José Olympio. Rio de Janeiro, 2002.
CURY, Isabelle (org). Cartas Patrimoniais. 2ª ed. – Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.
EMY, Amand Rose. Traité de La Charpenterie. Biblioteca Reprográfica XEROX, Rio de Janeiro, 1985.
GEDANKEN, Arnaldo. Quase tudo sobre telhados (madeira e cerâmica). Estudo teórico elaborado para
a cadeira de Planejamento Arquitetônico 8 do curso de arquitetura da UFPE em NOV/1983.
GUTIÉRREZ, Ramón; VIÑUALES, Rodrigo Gutiérrez. Historia Del Arte Iberoamericana. Lunwerg
Editores. Barcelona, 2000.
LEAL, Fernando Machado. Restauração e Conservação de Monumentos Brasileiros. Notas de aula.
SEPLAN/IPHAN/UFPE Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Série Patrimônio Cultural.
Publicação nº 1. Recife, 1977.
LEMOS, Carlos A. C. O que é Patrimônio Histórico. 5ª Edição. Ed. Brasiliense, 1987.
LIMA, Cecília Modesto; ALBERNAZ, Maria Paula. Dicionário Ilustrado de Arquitetura. ProEditores. São
Paulo, 1997-1998.
MARAGNO, Andréa Souza, VALLE Ângela do, SOUZA, Vicente Custódio Moreira de. Inspeções em
Estruturas De Madeira – Telhados. 4th International Conference on the Behaviour of Damaged
(Anais). Niterói, RJ: 2005. (2005)
MONTEIRO, J.C. Rego. Tesouras de Telhados. 4ª ed. Editora Interciências LTDA. Rio de Janeiro, 1976.
PALACIO, Pedro Navascués. Las Catedrales Del Nuevo Mundo. Edición: Iberdrola, 2000.
PASTINA Filho, José La. Manual de Conservação de Telhados - IPHAN. Grupo Tarefa/Programa
Monumenta – BID, Recife, 1999.
SANTOS, Paulo F. Arquitetura Religiosa em Ouro Preto I. Livraria Kosmos, Rio de Janeiro, 1951.
SEGURADO, João Emílio dos Santos. Trabalhos de Carpintaria Civil, 5ª ed., Lisboa, B.I.P. Liv.
Bertrand, s.d.
SERRA, Geraldo. Estabilidade, estrutura e tecnologia. Revista AU 103. Ago/Set 2002. Pp.96.
SILVA, Eliane Azevedo e; MEDEIROS, Jorge Passos de; GOIS, Tânia Lemos Cruz. Manual do Morador
de Olinda. Conservação das edificações particulares do sítio histórico de Olinda. Fundação
do Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda. Olinda, 1992.

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SOUZA, Vicente Custódio de; RIPPER, Thomaz. Patologia, recuperação e reforço de estruturas de
concreto. São Paulo: Pini, 1998.
STOLS, Eddy; BLEYS, Rudi. Flandres et Amérique latine. Fonds Mercartor, Anvers, 1993.
TELES, Carlos Dion de Melo. Técnicas não destrutivas para avaliação de estruturas de madeira em
serviço. Resumo da tese de mestrado apresentada pela professora e orientadora Ângela do
Valle no I Simpósio de Técnicas Avançadas em Conservação de Bens Culturais. Olinda,
dezembro/2002.
VASCONCELLOS, Sylvio de. Arquitetura no Brasil: sistemas construtivos. 5ª ed. revista. Universidade
Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1979.

ACERVOS CONSULTADOS (em 2002):


▪ Biblioteca, Arquivo e Fototeca do IPHAN;
▪ Biblioteca Joaquim Cardozo – Centro de Artes e Comunicação/UFPE;
▪ Biblioteca pessoal do professor Geraldo Gomes da Silva.

▪ PROFISSIONAIS CONSULTADOS (em 2002):


▪ Ângela do Valle – engenheira, professora da UFSC;
▪ Arnaldo Gedanken – arquiteto (in memorian);
▪ Carmem Muraro – arquiteta da FUNDARPE;
▪ Fernanda Gusmão – arquiteta do IPHAN/PE;
▪ Frederico Almeida – engenheiro IPHAN/PE;
▪ Renato Leal – engenheiro do IPHAN/BA;
▪ Silvia Katz – arquiteta do IPHAN/PE;
▪ Sr. Arruda – mestre-carpinteiro responsável por algumas obras de restauro do IPHAN.

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7. ANEXOS

RRT – responsáveis técnicos


Quadro Síntese – Projeto (ANTERIOR)

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RRT SIMPLES
Nº 0000009238078
INICIAL
EQUIPE - RRT PRINCIPAL

1. RESPONSÁVEL TÉCNICO
Nome: RENATA LOPES PEREIRA
Registro Nacional: A38148-9 Título do Profissional: Arquiteto e Urbanista
Empresa Contratada: LOPES & VALADARES ARQUITETURA E PATRIMÔNIO LTDA
CNPJ: 11.180.093/0001-08 Registro Nacional: PJ13572-0

2. DADOS DO CONTRATO
Contratante: Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (FUNCULTURA)
CNPJ: 05.673.054/0001-31
Contrato: 1427/2018 Valor Contrato/Honorários: R$ 97.206,10
Tipo de Contratante: Pessoa jurídica de direito privado
Celebrado em: 06/06/2019 Data de Início: 06/06/2019 Previsão de término: 06/06/2020
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá proceder a baixa deste RRT

3. DADOS DA OBRA/SERVIÇO
Endereço: AVENIDA RUI BARBOSA - ATÉ 895/896 Nº: 409
Complemento: Bairro: GRAÇAS
UF: PE CEP: 52011040 Cidade: RECIFE
Coordenadas Geográficas: Latitude: 0 Longitude: 0

4. ATIVIDADE TÉCNICA
Grupo de Atividade: 1 - PROJETO
Subgrupo de Atividade: 1.11 - PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO, URBANÍSTICO E PAISAGÍSTICO
Atividade: 1.11.1 - Preservação de edificações de interesse histórico-cultural
Subatividade: 1.11.1.7 - Projeto de restauração
Quantidade: 25,00 Unidade: un
Declaro a não exigibilidade de atendimento às regras de acessibilidade previstas em legislação e em normas técnicas pertinentes para as
edificações abertas ao público, de uso público ou privativas de uso coletivo, conforme § 1º do art. 56 da Lei n° 13.146, de 06 de julho de 2015

5. DESCRIÇÃO
Projeto de Restauro para as estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de Pernambuco ((Igrejas com tombamento
federal em Olinda e Recife). Projeto Cultural fomentado pelo FUNCULTURA, edital 2017/2018, sob a inscrição nº 1427/2018

6. VALOR
Valor do RRT: R$ 97,95 Pago em: 05/02/2020
Total Pago: R$ 97,95

7. ASSINATURAS
Declaro para os devidos fins de direitos e obrigações, sob as penas previstas na legislação vigente, que as informações cadastradas neste
RRT são verdadeiras e de minha responsabilidade técnica e civil.

_____________________, ________ de ___________________ de ________


Local Dia Mês Ano

A autenticidade deste RRT pode ser verificada em: http://siccau.caubr.gov.br/app/view/sight/externo?form=Servicos,


com a chave: DyYZ7w Impresso em: 06/02/2020 às 17:38:47 por: , ip: 179.66.56.25

www.caubr.gov.br Página 1/3


RRT SIMPLES
Nº 0000009245683
INICIAL
EQUIPE à 0009238078

1. RESPONSÁVEL TÉCNICO
Nome: PEDRO HENRIQUE CABRAL VALADARES
Registro Nacional: A52911-7 Título do Profissional: Arquiteto e Urbanista

2. DADOS DO CONTRATO
Contratante: Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (FUNCULTURA)
CNPJ: 05.673.054/0001-31
Contrato: 1427/2018 Valor Contrato/Honorários: R$ 97.206,10
Tipo de Contratante: Pessoa jurídica de direito privado
Celebrado em: 06/06/2019 Data de Início: 06/06/2019 Previsão de término: 06/06/2020
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá proceder a baixa deste RRT

3. DADOS DA OBRA/SERVIÇO
Endereço: AVENIDA RUI BARBOSA - ATÉ 895/896 Nº: 409
Complemento: Bairro: GRAÇAS
UF: PE CEP: 52011040 Cidade: RECIFE
Coordenadas Geográficas: Latitude: 0 Longitude: 0

4. ATIVIDADE TÉCNICA
Grupo de Atividade: 1 - PROJETO
Subgrupo de Atividade: 1.11 - PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO, URBANÍSTICO E PAISAGÍSTICO
Atividade: 1.11.1 - Preservação de edificações de interesse histórico-cultural
Subatividade: 1.11.1.7 - Projeto de restauração
Quantidade: 25,00 Unidade: un
Declaro a não exigibilidade de atendimento às regras de acessibilidade previstas em legislação e em normas técnicas pertinentes para as
edificações abertas ao público, de uso público ou privativas de uso coletivo, conforme § 1º do art. 56 da Lei n° 13.146, de 06 de julho de 2015

5. DESCRIÇÃO
Projeto de Restauro para as estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de Pernambuco ((Igrejas com tombamento
federal em Olinda e Recife). Projeto Cultural fomentado pelo FUNCULTURA, edital 2017/2018, sob a inscrição nº
1427/2018.

6. VALOR
Valor do RRT: R$ 97,95 Pago em: 06/02/2020
Total Pago: R$ 97,95

7. ASSINATURAS
Declaro para os devidos fins de direitos e obrigações, sob as penas previstas na legislação vigente, que as informações cadastradas neste
RRT são verdadeiras e de minha responsabilidade técnica e civil.

_____________________, ________ de ___________________ de ________


Local Dia Mês Ano

Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

A autenticidade deste RRT pode ser verificada em: http://siccau.caubr.gov.br/app/view/sight/externo?form=Servicos,


com a chave: 06xC3D Impresso em: 10/02/2020 às 17:56:27 por: , ip: 179.66.56.25

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Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de Pernambuco
Termo de Compromisso nº 171/2017
Projeto Cultural nº 1786/2017
Processo nº0823/2018

QUADRO SÍNTESE - Projeto Cultural nº 1786/2017


DATA NAVE CAPELA-MOR
OBSERVAÇÕES GERAIS
IGREJAS VISITA TIPO QTDE I=% VÃO (T x L) (m) FORRO ACESSO CONSERV. TIPO QTDE I=% VÃO (T x L) (m) FORRO ACESSO CONSERV.
01. Capela de São Pedro Advíncula 15/01/19 G --- 49,71 4.45 x 2.85 SIM MÉDIO REGULAR G --- 49,71 4.45 x 2.59 NÃO --- REGULAR * Monumento com 02 ambientes (frontal e posterior) que não configuram uma nave e uma capela-mor
02. Igreja de N. S. do Carmo 23/01/19 D 10 42,92 11.52 x 29.58 NÃO --- BOM G --- --- --- SIM MÉDIO BOM Acesso desvão até altar-mor (sem tesouras)/ capela-mor: estrutura de coberta inacessível
03. Igreja de São Francisco 11/02/19 A 62 (?) (?) 7.68 x 26.75 SIM S/ ACESSO (?) B 04 54,79 6.75 x 13.50 SIM MÉDIO REGULAR Qtde tesouras nave: vão longitudinal ÷ distância média entre as tesouras (estimativa)
04. Igreja da Misericórdia 04/02/19 B 06 49,64 8.87 x 19.55 SIM MÉDIO BOM B 02 (?) 5.80 x 8.64 SIM S/ ACESSO (?) Capela-Mor não tinha condições de acesso durante inspeção (escada não cabia) - Inf. Jorge Passos
05. Igreja de N. S. da Graça (Seminário) 22/01/19 A 70 68,65 11.33 x 27.25 SIM MÉDIO BOM G --- --- -- SIM -- -- A Capela Mor é uma reentrância do ambiente da nave com uma coberta independente sem tesouras.

PE-OLINDA
06. Igreja de N. S. do Monte 25/07/18 D 10 48,18 10.31 x 27.76 NÃO --- REGULAR B 09 51,76 6.50 x 15.93 SIM FÁCIL PÉSSIMO
07. Igreja de Santa Teresa 21/06/18 B 10 56,89 8.85 x 24.10 SIM MÉDIO REGULAR B 02 53,79 4.84 x 8.11 SIM MÉDIO BOM
08. Igreja e Mosteiro de São Bento 05/02/19 B 09 47,46 11.26 x 23.99 SIM S/ ACESSO (?) B 10 47,46 7.89 x 20.18 SIM S/ ACESSO (?) Capela-morsem acesso atual devido à insalubridade local, mas é possível ter acesso à estrutura
09. Capela de N. S. da Conceição 23/11/19 B 04 60,22 5.70 x 10.12 SIM S/ ACESSO (?) (?) --- --- --- SIM S/ ACESSO (?)
10a. Capela Dourada 12/11/19 C 05 43,99 8.25 x 21.48 SIM MÉDIO BOM -- -- -- -- -- -- --
10b. Igreja da Ordem 3ª de São Francisco 20/11/19 B 10 69,84 8.94 x 22.52 SIM DIFÍCIL PÉSSIMO (?) --- --- --- SIM S/ ACESSO (?)
11. Igreja do Convento de Santo Antônio 11/11/19 B 12 57,33 8.41 x 29.58 SIM MÉDIO PÉSSIMO D/B 02 37,43 7.17 x 6.65 SIM MÉDIO BOM
12. Igreja do Convento do Carmo do Recife 20/03/19 E 09 57,55 13.85 x 33.65 SIM FÁCIL BOM C 05 --- --- SIM S/ ACESSO (?) Nave: + 05 tesouras de testemunho (Canga de Porco); Capela-Mor: acesso possível apenas com andaimes
13. Igreja da Madre de Deus 25/03/19 D 12 52,21 12.77 x 32.76 SIM FÁCIL BOM D 05 53,38 6.55 x 15.55 SIM DIFÍCIL BOM
14. Igreja da Ordem 3ª do Carmo (Sta. Teresa) 18/11/19 B 08 52,14 10.38 x 20.85 SIM MÉDIO PÉSSIMO D 05* 52,14 10.83 x 19.75 SIM MÉDIO REGULAR * a parte que corresponde a Capela-Mor, conta-se apenas 1 tesoura
15. Igreja de N. S. da Boa Vista 06/11/19 D 11 58,47 11.50 x 28.43 SIM MÉDIO REGULAR C 07 63,72 6.55 x 15.86 SIM FÁCIL PÉSSIMO
16. Igreja de N. S. Conceição dos Militares 01/04/19 C 06 52,70 8.96 x 21.56 SIM MÉDIO BOM F 03 50,34 4.90 x 10.80 SIM MÉDIO BOM
17. Igreja de N. S. das Fronteiras 25/11/19 C 05 39,48 9.31 x 19.74 SIM FÁCIL BOM (?) --- --- --- SIM S/ ACESSO (?)

PE-RECIFE
18. Igreja de N. S. do Pilar 01/11/19 A 30 46,59 9.22 x 14.22 SIM S/ ACESSO (?) G --- --- -- SIM --- --- Capela-mor: Cúpula e semicúpula autoportante
19. Igreja de N. S. do Rosário dos Pretos 19/03/19 B 10 60,92 9.27 x 23.42 SIM MÉDIO BOM B 04 72,45/48,85 4.32 x 9.87 SIM DIFÍCIL BOM
20. Igreja de N. S. do Terço 28/03/19 C 06 49,80 6.23 x 12.05 SIM FÁCIL BOM H 02 47,61 4.05 x 6.52 SIM FÁCIL BOM MELHOR exemplo de acesso ao desvão
21. Igreja de São Gonçalo 18/03/19 D 04 42,59 5.86 x 15.14 SIM MÉDIO REGULAR H 01 42,59 3.70 x 8.00 SIM MÉDIO PÉSSIMO
22. Igreja de São José do Ribamar 27/03/19 B 08 51,79 9.98 x 22.68 SIM S/ ACESSO PÉSSIMO B 05 60,64 4.77 X 12.91 SIM DIFÍCIL REGULAR Nave: iminência de desabamentos/ escoramentos/ atualmente sem acesso ao desvão
23. Igreja de São Pedro dos Clérigos 21/03/19 B 08 61,69 13.45 x 20.56 SIM MÉDIO REGULAR C 06 47,42 6.46 x 20.08 SIM MÉDIO REGULAR
24. Igreja do Divino Espírito Santo 07/11/19 B 08 55,62 13.23 x 28.10 NÃO --- BOM G -- -- -- SIM --- ---
25. Igreja Matriz de Santo Antônio 26/03/19 B 11 55,74 11.02 x 29.92 SIM S/ ACESSO (?) B 03 56,07 6.16 x 11.40 SIM S/ ACESSO (?)

TIPOS ENCONTRADOS NAVE CAPELA-MOR

A) Caibro Armado 03 00
B) Canga de Porco 12 09
C) Canga de Porco com linha baixa 04 03
D) Pendural 05 03
E) Polonceau 01 00
F) Asna francesa 00 01
G) Tesouras ausentes (linhas + caibros + ripas) 01 05
H) Asna sem pendural 00 02
26 23
PROJETO DE RESTAURO

FUNCULTURA - 2017/2018 | Projeto Cultural nº 1427/2018 (Geral)
Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº0346/2019

8. EQUIPE TÉCNICA

COORDENAÇÃO
(Responsáveis Técnicos)

Renata Lopes – Arquiteta CAU nº A38148-9

Pedro Valadares – Arquiteto CAU nº A52911-7

AUDIODESCRIÇÃO
(Versão adaptada do Relatório Técnico)

Vouver Acessibilidade

Lopes & Valadares Arquitetura e Patrimônio LTDA.


www.lopesvaladares.com.br | arquitetura@lopesvaladares.com.br | Fone: +55 81 3129-7876
Avenida Fagundes Varela, 353. Sala 105. Jardim Atlântico. Olinda/PE.
CEP: 53.140-080. CNPJ: 11.180.093/0001-08

Recife, 30 de abril de 2020.

_________________________ ____________________________
Renata Lopes Pereira Pedro Valadares
Sócia-Diretora da Lopes & Valadares Sócio-Diretor da Lopes & Valadares
Arquitetura e Patrimônio Ltda. Arquitetura e Patrimônio Ltda.
Arquiteta. CAU nº A38148-9 Arquiteto. CAU nº A52911-7
(+55 81) 9.9108-6462 (+55 81) 9.9959-4464

46
PROJETO DE RESTAURO

FUNCULTURA - 2017/2018 | Projeto Cultural nº 1427/2018 (Geral)
Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº0346/2019

PROJETO DE RESTAURO
Peças Gráficas

47
PROJETO DE RESTAURO
Estruturas de Coberta da


Arquitetura Religiosa de Pernambuco FUNCULTURA - 2017/2018 | Projeto Cultural nº 1427/2018 (Geral)


Termo de Compromisso nº 233/2018 - Processo nº0346/2019
( Recife |Olinda )

LISTA DOS MONUMENTOS:

OLINDA
01 | Capela de São Pedro Advíncula
02 | Igreja de Nossa Senhora do Carmo
03 | Igreja de São Francisco
04 | Igreja da Misericórdia
05 | Igreja de N. S. da Graça (Seminário de Olinda)
06 | Igreja de Nossa Senhora do Monte
07 | Igreja de Santa Teresa
08 | Igreja e Mosteiro de São Bento
09 | Capela de Nossa Senhora da Conceição

RECIFE
10a | Capela Dourada
10b | Igreja da Ordem 3ª de São Francisco
11 | Igreja do Convento de Santo Antônio
12 | Igreja do Convento do Carmo do Recife
13 | Igreja da Madre de Deus
14 | Igreja da Ordem 3ª do Carmo (Santa Teresa)
15 | Igreja de Nossa Senhora da Boa Vista
16 | Igreja de N. S. da Conceição dos Militares
17 | Igreja de Nossa Senhora das Fronteiras
18 | Igreja de Nossa Senhora do Pilar
19 | Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
20 | Igreja de Nossa Senhora do Terço
21 | Igreja de São Gonçalo
22 | Igreja de São José do Ribamar
23 | Igreja de São Pedro dos Clérigos
24 | Igreja do Divino Espírito Santo
25 | Igreja Matriz de Santo Antônio

48
ÁREAS DE COBERTA
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): SEM TESOURAS (AMBIENTES FRONTAL | POSTERIOR) (planificação):
Ambiente 01 (frontal)
TIPO QTDE QTDE RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: Ambiente 02 (posterior)
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES 1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro descritos no TOTAL
e nestas o seja rigorosamente
Tesoura Através de alçapão existente na acompanhado por capacitada em cuja equipe
AMB. 01 10 ---
inexistente parede intermediária. preferencialmente constar os autores do projeto;
2. levar em conta a de uma cobertura para
Tesoura do restauro dessa estrutura de coberta, considerando que, durante as
AMB. 02 --- ---
inexistente a estrutura portante existente (a permanecer) deva
ficar completamente expostas, assim como todo interior da igreja;
( ) insuficiente
3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra insetos
No caso dos cupins de solo, a da
do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de e conhecer a

4. Deve-se levar em o percentual de aproveitamento da


estrutura (caibros e ripas) originais, assim como do recobrimento em
OBSERVAÇÕES GERAIS:
telhas do tipo canal, rigorosa triagem e das
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
5. ser mantidas todas as medidas de e descritas Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE
01 RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
SEM TESOURAS Escala: 1/50
1. O monumento composto por apenas 02 ambientes (um frontal e um 2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
posterior) com uma coberta sendo a parte frontal rematada por um
forro horizontal e a posterior, em telha A estrutura de coberta composta
apenas por 22 caibros (de cada lado) com apoiados sobre uma 3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
estrutura com cumeeira e frechais simples sobre as paredes laterais.
A estrutura apresenta tesouras. As medidas das bitolas das 4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
encontram-se com valores aproximados, pois foram estimadas de visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
de levantamentos com de equipamentos de alta Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
2. A estrutura (ambiente posterior) apresenta qualquer ou garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
As telhas apresentam um de deslizamentos e
ataques de microrganismos (fungos e bolores) e os caibros, de uma maneira 5.
geral, encontram-se em estado, sendo cerca de 50% com
fendilhamentos longitudinais. Observou-se ainda uma "panela" de cupim de
solo, sobre o frechal direito do ambiente posterior, entre os caibros 17 e 18.
Pela parte externa, observa-se um afundamento no telhamento sugerindo um
LEGENDA: selamento dos caibros no trecho do ambiente frontal, lado do evangelho,
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO ao o qual foi ser inspecionado
presencialmente devido necessidade de andaimes ou escada com alcance
BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER

3. Diante do exposto, enquanto de restauro, sugere-se a troca


completa das linhas de frechais, total do madeiramento
(caibros e ripas), geral de todo o madeiramento, assim como o FUNCULTURA - 2017/2018
ESTIMADO CASO A CASO
ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA retelhamento completo com aproveitamento das unidades
AUSENTE (Perda 100%) ............................................ 02 levando em conta todas as de e restauro
AMBIENTES FRONTAL | POSTERIOR Escala: 1/50
Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
Arquitetura Religiosa de Pernambuco
OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
FUNDO PERNAMBUCANO
FUNDARPE Secretaria de
DE INCENTIVO A CULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO Cultura
FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO

II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS --


x
x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) Imunizar periodicamente o madeiramento x A
RQ
U
P
TE
A
T
U
I&
T
R
M
R
IA
ÔN
O
I

bm
o
.c.sera
d
alavse
p . |x
olw
w rbm
o
.c.sera
d
alavse
p
o@
alrutet iu
qra r

ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA Serviços preliminares


(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m)
x
Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira C 0.13 x 0.13 --- --- x CAPELADESÃOPEDROADVÍNCULA
AMBIENTE

x
FRONTAL

Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- ---
x
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- ---
Substituição do madeiramento comprometido OLINDA
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- ---
--
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.15 x 0.15 5.88 5.90 x
Rua Treze de Maio, s/n. Carmo. CEP: 53.020-170
Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira C 0.13 x 0.13 --- --- x
POSTERIOR
AMBIENTE

Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- --- Serviços complementares Data:
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- x 31/03/2020

Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- -- Escala:
-- indicada
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.15 x 0.15 5.36 5.40
x Prancha:
x
NOTA: foram contabilizadas as
a quantidade de madeiramento a ser
e recomendadas em
(na coluna SOMA) a
dos percentuais de aproveitamento das
Na soma final, adotou-se o arrendondamento para
de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro
de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de
identificada
os arredondamentos em
x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
01.25
dos comprimentos e bitolas existentes comercialmente. x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): PENDURAL (NAVE) | SEM TESOURAS (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

TOTAL

OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Ts 10 Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
Ts 9 contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
Ts 8
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

Ts 7
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE 3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
01 PENDURAL Escala: 1/50
Ts 6
4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Ts 5
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
Ts 4 garantido um percentual de de na de materiais a substituir e

TIPO QTDE QTDE Ts 3 5.


ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES
Ts 2 LEGENDA:
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO
NAVE Pendural 10 ---
Ts 1
BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER

CAPELA Tesoura Estrutura composta por linhas


--- --- secundárias, não sendo objeto
MOR inexistente
deste trabalho ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO
02 NAVE | CAPELA-MOR (TESOURAS INEXISTENTES) Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
FUNCULTURA - 2017/2018

Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da


Arquitetura Religiosa de Pernambuco
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
FUNDO PERNAMBUCANO
FUNDARPE Secretaria de
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro DE INCENTIVO A CULTURA
Cultura
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO

FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE

descritos no e nestas o seja PERNAMBUCO

rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja --


--
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) x
Imunizar periodicamente o madeiramento x A
RQ
U
P
TE
A
T
U
I&
T
R
M
R
IA
ÔN
O
I

ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA 2. levar em conta a de uma cobertura bm
o
.c.sera
d xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ala r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) para do restauro dessa estrutura de coberta, Serviços preliminares
considerando que, durante as a estrutura RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS:
Asna AS-D/E 0.17 x 0.20 6.17 --- --- --- Cumeeira C 0.12 x 0.12 --- --- portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas, --
Linha Alta LA --- --- --- --- --- 0.15 x 0.15 --- --- assim como todo interior da igreja; -- IGREJADENOSSASENHORADOCARMO
1. A estrutura de coberta da capela-mor composta por um telhado de
NAVE

--
Linha Baixa LB 0.17 x 0.20 11.52 --- --- --- --- --- --- duas contendo uma cumeeira perpendicular ao --
Pendural P 0.18 x 0.17 2.48 --- --- --- 0.15 x 0.15 --- --- 3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra duas (alta e baixa) e um frechal em cada com telhas
OLINDA
insetos No caso dos cupins de solo, a Substituição do madeiramento comprometido
Escora E-D/E 0.12 x 0.12 2.52 --- --- --- Frechal F-D/E 0.15 x 0.15 --- --- apoiadas sobre caibros e ripas de embiriba em bom --
da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de
Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira C --- --- --- estado, sem a de tesouras, devendo seguir, portanto, as --
Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- --- --
CAPELA

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- 4. Deve-se levar em o percentual de Serviços complementares Data:
aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, assim 2. A estrutura da nave, composta por 10 tesouras do tipo Pendural,
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- x 31/03/2020
como do recobrimento em telhas do tipo canal, rigorosa apesar de alguns fazendo o encachorramento das x
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E --- --- --- triagem e das na da dos de (linhas baixas), encontra-se em bom estado de
Escala:
x indicada
restauro; sendo considerada qualquer Sugere-se seguir x
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro Prancha:
apenas de contidas no x
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os
5. ser mantidas todas as medidas de e levando em conta que ripas puderam ser visualizadas devido x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
02.25
x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CAIBRO ARMADO (NAVE) | CANGA DE PORCO (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor
TIPO QTDE QTDE
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES TOTAL

Sem acesso e sem possibilidade de


NAVE Caibro armado 62 (?) 04 Ts 4

( x ) insuficiente Ts 3

CAPELA escada móvel


Canga de porco 04 --- colocada ao lado da estrutura do
MOR Ts 2
altar-mor
( ) insuficiente
Ts 1
OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
01, portanto, sempre localizada a fachada frontal. Entretanto, neste caso, como se pode
afirmar a quantidade precisa de tesouras da Nave, apenas estima-se um quantitaivo geral de 62
unidades, foram batizadas, apenas, as tesouras da capela-mor, uma vez que foram devidamente

4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da


visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
01 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 LEGENDA:
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO
5.
BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER

ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO


02 NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................

FUNCULTURA - 2017/2018

Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da


RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: Arquitetura Religiosa de Pernambuco
OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
1. Durante a da etapa anterior de levantamento e
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro mapeamento de danos, foi inspecionar a estrutura da nave Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
descritos no e nestas o seja por haver qualquer tipo de acesso ao Na um trecho
FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE Secretaria de
Cultura
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja equipe
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO

FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE

do recobrimento, no lado da junto uma janela da --


PERNAMBUCO

ala conventual, foi destelhado, por onde se pode ter acesso visual x
da da por uma abertura encontrada na x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) 2. levar em conta a de uma cobertura manta de subcobertura existente (do tipo durafoil), constatando que a Imunizar periodicamente o madeiramento x A
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para do restauro dessa estrutura de coberta, considerando que, estrutura composta por tesouras do tipo caibro armado de madeira xpolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA durante as a estrutura portante existente (a serrada com asnas de 9,5x14cm, com de 34cm entre Serviços preliminares
bm
o
.c.sera
d
alavse r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) permanecer) deva ficar completamente expostas, assim como todo as unidades (totalizando cerca de 62 unidades), tendo
interior da igreja; no (altura cumeeira x linha baixa). Recomenda-se a da --
Asna AS-D/E 00.95x01.4 --- --- --- Cumeeira C --- --- --- --
subcobertura, cuja manta encontra-se fixada nos de 10x1,5cm, para
-- IGREJADOCONVENTODESÃOFRANCISCO
Linha Alta LA 00.95x01.4 s/ acesso --- --- --- --- --- --- 3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra eficaz do forro apainelado em gamela, o qual totalmente
NAVE

estrutura. Pelo interior da nave, observam-se 04 tirantes de --


Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- insetos No caso dos cupins de solo, a OLINDA
da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de madeira para trabalhar a nas paredes laterais, a fim de eliminar os Substituição do madeiramento comprometido
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- ---
--
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E --- --- --- --
Asna AS-D/E 0.15 x 0.17 3.90 --- --- --- Cumeeira C 0.15 x 0.15 --- --- 2. A capela-mor apresenta uma estrutura portante composta por 04 tesouras x
4. Deve-se levar em o percentual de aproveitamento do tipo canga de porco em bom estado de sendo
Linha Alta LA 0.14 x 0.15 3.95 --- --- --- --- --- --- da estrutura (caibros e ripas) originais, assim como do Serviços complementares
CAPELA

considerada qualquer de grande porte. Data:


Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.15 x 0.15 --- --- recobrimento em telhas do tipo canal, rigorosa triagem e Recomenda-se seguir apenas pontuais, como a -- 26/03/2020
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- dos caibros para ou serrados, considerando que atualmente x Escala:
Escora --- --- --- --- --- 0.20 x 0.20 --- --- observa-se uma ordem de 50% de cada tipo, das de x indicada
E-D/E Frechal F-D/E
5. ser mantidas todas as medidas de e contidas no ressaltar que de x
Prancha:
a dezembro de 2005 a coberta do Convento Franciscano foi x
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os restaurada com apoio da CHESF do projeto e vida x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
03.25
Franciscana". x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO COM LINHA BAIXA (NAVE) | CANGA DE PORCO (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

TOTAL

Ts 12

Ts 11

OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Ts 10 Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
Ts 9 coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
Ts 8

ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE


01 3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
CANGA DE PORCO COM LINHA BAIXA Escala: 1/50 Ts 7

Ts 6
4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
Ts 5 efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
Ts 4
5.
TIPO QTDE QTDE Ts 3 LEGENDA:
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO
Canga de porco Através de um alçapão localizado no Ts 2 BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER
NAVE 10 --- forro, acima do coro, no lado da
com linha baixa epístola
Ts 1
( ) insuficiente
CAPELA ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO
Canga de porco 02 --- Sem acesso 02
MOR NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................

( ? ) insuficiente FUNCULTURA - 2017/2018

Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da


Arquitetura Religiosa de Pernambuco
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro 1. Durante a da etapa anterior de levantamento FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE Secretaria de
Cultura
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS descritos no e nestas o seja e mapeamento de danos, foi FUNCULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO

rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja ter acesso ao da capela-mor, por haver uma x
x
escada no local que desse acesso ao pequeno x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) existente no forro do altar-mor, sem que fosse Imunizar periodicamente o madeiramento x
2. levar em conta a de uma cobertura comprometida a integridade da imagem do Cristo xpolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
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I

ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA para do restauro dessa estrutura de coberta, Crucificado ao centro. Entretanto, o arquiteto Jorge bm
o
.c.sera
d
alavse r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) Serviços preliminares
considerando que, durante as a estrutura Passos, autor da obra de restauro da Coberta (Ago/2008 a
Asna AS-D/E 0.14 x 0.17 5.18 --- --- --- Cumeeira C 0.15 x 0.14 --- --- portante existente (a permanecer) deva ficar completamente Out/2009), foi consultado e o mesmo informou que a --
expostas, assim como todo interior da igreja; --
Linha Alta LA 0.14 x 0.16 3.90 --- --- --- --- --- --- estrutura de coberta da capela-mor composta por duas -- IGREJADAMISERICÓRDIA
NAVE

Linha Baixa LB 0.19 x 0.23 8.93 --- --- --- 0.15 x 0.15 --- --- tesouras do tipo canga-de-porco, as quais foram --
3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado reaproveitadas, sendo trocadas as linhas de cumeeira e os
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- contra insetos No caso dos cupins de solo, Substituição do madeiramento comprometido OLINDA
frechais. De toda forma, diante das da
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.15 x 0.15 --- --- a da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado capela-mor, presume-se que haja para --
Asna AS-D/E s/ acesso --- --- --- --- Cumeeira C s/ acesso --- --- trânsito de inspeção; --
-- Rua Bispo Coutinho, s/n. Bonsucesso. CEP: 53.120-130
Linha Alta LA s/ acesso --- --- --- --- --- --- ---
CAPELA

--- --- --- --- 4. Deve-se levar em o percentual de 2. A nave apresenta um sistema de com Serviços complementares
Linha Baixa LB --- --- --- s/ acesso Data:
aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, subcobertura em chapas montadas (vazadas), x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- assim como do recobrimento em telhas do tipo canal,
25/03/2020
estando toda a estrutura portante com tesouras do tipo x
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E s/ acesso --- --- rigorosa triagem e das na da x
Escala:
canga de porco com linha baixa em bom estado de indicada

sendo considerada qualquer x


NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro Prancha:
Sugere-se seguir apenas de x
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os
5. ser mantidas todas as medidas de e x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
04.25
x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CAIBRO ARMADO (NAVE) | TESOURA INEXISTENTE (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Ts 70
Capela-Mor

TOTAL 481,20

OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de

4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da


visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Ts 1 Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
01 CAIBRO ARMADO Escala: 1/50 garantido um percentual de de na de materiais a substituir e

5.

TIPO QTDE QTDE


ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES LEGENDA:
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO
Pela torre sineira, acessa-se a parte
superior do telhado do trás do altar onde BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER
NAVE Caibro armado 70 06 existe uma janela na fachada posterior
da nave (parede do transepto) que dá
acesso ao desvão da nave

( ) insuficiente ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO


02 FUNCULTURA - 2017/2018
CAPELA Tesoura Estrutura composta por linhas NAVE Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
--- --- secundárias com ausência de
MOR inexistente tesouras (objeto deste trabalho)
Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: Arquitetura Religiosa de Pernambuco
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro 1. Durante a da etapa anterior de levantamento FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE Secretaria de
descritos no e nestas o seja e mapeamento de danos, o monumento FUNCULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO
Cultura

rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja encontrava-se em obras pela PS e --


II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS x
de Engenharia LTDA), tendo estas sido havendo,
portanto, qualquer de restauro e/ou x
Imunizar periodicamente o madeiramento x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) 2. levar em conta a de uma cobertura Seguir apenas de contidas no xpolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
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I

para do restauro dessa estrutura de coberta, bm


o
.c.sera
d
alavse r

ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA Serviços preliminares


considerando que, durante as a estrutura
(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) portante existente (a permanecer) deva ficar completamente 2. A Capela-Mor uma tripla de pequeno porte, --
expostas, assim como todo interior da igreja; --
Asna AS-D/E 0.09 x 0.14 7.28 --- --- --- Cumeeira C --- --- --- configurando praticamente nichos da nave, com coberta
-- IGREJADEN.S.DAGRAÇA(SEMINÁRIO)
Linha Alta LA 0.09 x 0.14 4.11 --- --- --- --- --- --- independente, sem a de tesouras, restaurada
--
NAVE

3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra na mencionada obra, devendo seguir, portanto, as mesmas
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- ---
insetos No caso dos cupins de solo, a Substituição do madeiramento comprometido OLINDA
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado --
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E --- --- --- 3. Foram utilizadas telhas industrializadas com encaixes, --
-- Rua Bispo Coutinho, s/n. Bonsucesso. CEP: 53.120-150
Asna AS-D/E --- --- --- --- Cumeeira C --- --- --- dispensando o uso da do grampeamento das unidades,
Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- 4. Deve-se levar em o percentual de bem como uma subcobertura com chapas planas sobre Serviços complementares
CAPELA

Data:
aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, caibros e ripas serradas. --
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- 23/03/2020
assim como do recobrimento em telhas do tipo canal, --
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- rigorosa triagem e das na da dos --
Escala:
indicada
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E --- --- --- --
Prancha:
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro --
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de 5. ser mantidas todas as medidas de e -- Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
05.25
--
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): PENDURAL (NAVE) | CANGA DE PORCO (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave

TIPO QTDE QTDE Capela-Mor


ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES TOTAL 495,34

NAVE Pendural 10 ---

CAPELA
Canga de porco 09 ---
MOR altar mor Ts 19

( x ) insuficiente * Ts 17 Ts 18

* de Ts11 a Ts17
Ts 16

Ts 15

Ts 14

Ts 13

Ts 12

Ts 11

OBSERVAÇÕES GERAIS:

ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE 1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
01 Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
PENDURAL Escala: 1/50 Ts 10
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
Ts 9 soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
Ts 8 2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

Ts 7 3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de

Ts 6 4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da


visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Ts 5
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
Ts 4

Ts 3
5.

Ts 2
LEGENDA:
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO
Ts 1 BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER

ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO
02 CANGA DE PORCO
03
Escala: 1/50 NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
FUNCULTURA - 2017/2018

Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da


RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: Arquitetura Religiosa de Pernambuco
OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro 1. Diante do estado precário da estrutura da capela-mor, não foi seguro Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
descritos no e nestas o seja percorrer todo o desvão, ficando a análise restrita até a Ts15, sendo FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE Secretaria de
Cultura
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja as demais feitas à distância. As braçadeiras colocadas FUNCULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO

incorretamente perfurando as linhas altas, provocaram --


fendilhamento, fragilizando essas peças. A Tesoura Ts16 x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) encontra-se rotacionada e instável, sendo seus nós desarticulados e x
2. levar em conta a de uma cobertura Imunizar periodicamente o madeiramento x
para do restauro dessa estrutura de coberta, seu madeiramento bastante comprometido; A
RQ
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COMP. QTDE SOMA COMP. SOMA xpolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra


ESTRUT. ESTRUT. considerando que, durante as a estrutura bm
o
.c.sera
d
alavse r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) 2. Considerou-se, portanto, a substituição total de 50% das quatro Serviços preliminares
portante existente (a permanecer) deva ficar completamente
Asna AS-D/E 0.17 x 0.19 5.48 --- --- --- Cumeeira C 0.14 x 0.14 27.71 --- expostas, assim como todo interior da igreja; tesouras não inspecionadas (Ts11 a Ts14), e dos demais elementos x
componentes do sistema estrutural (trechos de cumeeira, terças e x
Linha Alta LA --- --- --- --- --- 0.10 x 0.12 55.42 ---
frechais), a fim de garantir uma margem de segurança no x IGREJADENOSSASENHORADOMONTE
NAVE

Linha Baixa LB 0.17 x 0.19 10.31 10 Ts1 a Ts10 105.00 --- --- --- 3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado
quantitativo de substituições para efeitos de orçamento. Não sendo x
Pendural P 0.18 x 0.17 2.59 --- --- --- 0.10 x 0.12 55.42 ---
contra insetos No caso dos cupins de solo,
dispensada, em hipótese alguma, a análise dessas estruturas na Substituição do madeiramento comprometido OLINDA
a da do TERMITEIRO
Escora E-D/E 0.12 x 0.12 2.23 --- --- --- Frechal F-D/E 0.15 x 0.15 55.42 55.45 (vulgarmente chamado de e conhecer a profundidade em ocasião da execução das obras de restauro;
x
Asna AS-D/E 0.17 x 0.17 4.00 13 52.00 Cumeeira C 0.15 x 0.15 15.93 8.00 x
3. Recomenda-se fortemente que seja feito um escoramento imediato x Rua Nova do Monte, 174. Monte. CEP: 53.240-171
Linha Alta LA 0.17 x 0.17 3.44 06 Ts13 a Ts18 20.65 --- --- ---
CAPELA

4. Deve-se levar em o percentual de da estrutura portante sobretudo no trecho da capela-mor Serviços complementares
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.14 x 0.185 31.86 15.95 propriamente dita, considerando que o precário estado da tesoura Data:
aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- Ts16 pode acarretar no desabamento pela sua rotação completa e 20/03/2020
assim como do recobrimento em telhas do tipo canal, x
Escora --- --- --- --- --- Frechal (duplo) 0.10 x 0.10 63,72 32.00 consequente empuxo de toda a coberta, podendo esta ruir por Escala:
E-D/E F-D/E rigorosa triagem e das na da x indicada
completo.
x
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro Prancha:
x
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os
5. ser mantidas todas as medidas de e x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
06.25
x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO (NAVE | CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor
TIPO QTDE QTDE
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES TOTAL

NAVE Canga de porco 10 ---

( ) insuficiente Ts 12

CAPELA
Canga de porco 02 --- Ts 11
MOR parede do Transepto OBSERVAÇÕES GERAIS:
( ) insuficiente 1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
Ts 10 soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
Ts 9
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
Ts 8
3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
Ts 7
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE
01 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
Ts 6
visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
Ts 5
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
Ts 4

Ts 3 5.

Ts 2

Ts 1 LEGENDA:
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO

BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER

ESTIMADO CASO A CASO


FUNCULTURA - 2017/2018
AUSENTE (Perda 100%) ............................................
ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA
03 NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100
Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
Arquitetura Religiosa de Pernambuco
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
02 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
Secretaria de
Cultura
FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO

II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS 1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro descritos no --
e nestas o seja rigorosamente x
acompanhado por capacitada em cuja equipe x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) Imunizar periodicamente o madeiramento x
preferencialmente constar os autores do projeto; A
RQ
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I

bm
o
.c.sera
d xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ala r

ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA Serviços preliminares


2. levar em conta a de uma cobertura para
(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) x
do restauro dessa estrutura de coberta, considerando que, durante as
Asna AS-D/E 0.17 x 0.17 5.45 08 Ts1-D, Ts2-D, Ts3-D/E, Ts5-E, Ts7-D, Ts8-D, Ts9-E 43.60 Cumeeira C 0.14 x 0.14 24.10 11.00 a estrutura portante existente (a permanecer) deva x IGREJADESANTATERESA
ficar completamente expostas, assim como todo interior da igreja; x
Linha Alta LA 0.17 x 0.19 6.45 --- --- --- --- --- --- x
NAVE

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.15 x 0.15 48.20 11.50 OLINDA
3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra insetos Substituição do madeiramento comprometido
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- x
No caso dos cupins de solo, a da
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.13 x 0.13 48.20 48.20 do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de e conhecer a x Avenida Olinda, 750 B. Santa Teresa. CEP: 53.010-010
Asna AS-D/E 0.17 x 0.19 3.10 02 Ts11-D/E 6.20 Cumeeira C 0.14 x 0.14 8.11 2.45 x
Linha Alta LA 0.17 x 0.19 3.55 01 Ts12 3.55 --- --- --- Serviços complementares
CAPELA

Data:

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- 4. Deve-se levar em o percentual de aproveitamento da x 18/03/2020
estrutura (caibros e ripas) originais, assim como do recobrimento em x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- Escala:
telhas do tipo canal, rigorosa triagem e das x indicada
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.13 x 0.13 16.22 16.25 x Prancha:
x
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro identificada a quantidade de madeiramento a
5. ser mantidas todas as medidas de e x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
07.25
x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO (NAVE | CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
TIPO QTDE QTDE Capela-Mor
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES
TOTAL
NAVE Canga de porco 07 05 Sem acesso

( ) insuficiente

CAPELA
Canga de porco 10 ---
MOR insalubridade do local decorrente Ts 17
dos dejetos de morcegos. Ts 16

( x ) insuficiente Ts 15

Ts 14

Ts 13

Ts 12

Ts 11
OBSERVAÇÕES GERAIS:
Ts 10
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Ts 9 Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE Ts 8 contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
01 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

Ts 7
3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
Ts 6

4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da


visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
Ts 5
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
garantido um percentual de de na de materiais a substituir e

Ts 4
5.

Ts 3
LEGENDA:
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO

BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER


Ts 2

ESTIMADO CASO A CASO


Ts 1 ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA TESTEMUNHO DA ESTRUTURA ORIGINAL .............................................. MANTER
03 FUNCULTURA - 2017/2018
NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR
02 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
Arquitetura Religiosa de Pernambuco
OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
FUNDO PERNAMBUCANO
FUNDARPE Secretaria de
DE INCENTIVO A CULTURA
Cultura
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO

1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro 1. Durante a da etapa anterior de levantamento e FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO

descritos no e nestas o seja x


mapeamento de danos, foi ter acesso ao da nave, x
rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja equipe uma vez que o mesmo foi fechado em data desconhecida; nem da
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) x
capela-mor, por haver de salubridade. Sendo Imunizar periodicamente o madeiramento x A
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ÔN
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I

COMP. QTDE SOMA COMP. SOMA assim, os desenhos aqui apresentados fruto de um levantamento xpolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ESTRUT. ESTRUT. 2. levar em conta a de uma cobertura
bm
o
.c.sera
d
alavse r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) feito pela Lopes & Valadares, em novembro/2015, para a Serviços preliminares
para do restauro dessa estrutura de coberta,
Asna AS-D/E 0.15 x 0.18 7.05 --- --- --- Cumeeira C 0.14 x 0.14 --- --- considerando que, durante as a estrutura --
--
Linha Alta LA 0.15 x 0.18 8.06 --- --- --- 0.15 x 0.19 --- --- portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas,
2. As tesouras da nave em tom verde faz parte da estrutura original que foi -- IGREJADOMOSTEIRODESÃOBENTO
NAVE

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.15 x 0.19 --- --- assim como todo interior da igreja;
deixada de testemunho, tendo estrutural para a coberta, --
Pendural P --- --- --- --- --- 0.15 x 0.19 --- --- apenas para o forro, e ser mantidas. As tesouras Ts 1 e Ts7 Substituição do madeiramento comprometido OLINDA
3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E s/ acesso --- --- fazem parte da estrutura original, entretanto, tem --
insetos No caso dos cupins de solo, a
Asna 0.17 x 0.20 5.49 --- --- --- Cumeeira C 0.14 x 0.14 --- --- da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de estrutural para a coberta, uma vez que apoiam a cumeeira de --
AS-D/E
cunhas de madeira, considerando que as tesouras Ts2 a Ts6 e toda a --
Linha Alta LA 0.15 x 0.18 4.30 --- --- --- --- --- ---
CAPELA

estrutura foram inseridas a posteriori com a nova cumeeira a Serviços complementares


Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.19 x 0.19 --- --- 8 cm mais alta que primitiva; Data:
4. Deve-se levar em o percentual de aproveitamento x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- da estrutura (caibros e ripas) originais, assim como do
24/03/2020
x
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E s/ acesso --- --- recobrimento em telhas do tipo canal, rigorosa triagem e 3. Diante do exposto, uma vez que foi a para x
Escala:
indicada
do estado de da estrutura, nao se faz x
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro qualquer de restauro, devendo, ser levado em conta x Prancha:
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os
5. ser mantidas todas as medidas de e todas as de previstas no x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
08.25
durafoil. x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO (NAVE ) ÁREAS DE COBERTA
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: (planificação):
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro Nave
descritos no e nestas o seja
TIPO QTDE QTDE rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja Capela-Mor
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES
TOTAL

NAVE Canga de porco 04 --- Sem acesso atual (fechado) 2. levar em conta a de uma cobertura
para do restauro dessa estrutura de coberta,
considerando que, durante as a estrutura
( x ) insuficiente portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas,
CAPELA Sem acesso e sem possibilidade de assim como todo interior da igreja;
?? ---
MOR 3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra
insetos No caso dos cupins de solo, a OBSERVAÇÕES GERAIS:
( x ) insuficiente da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
4. Deve-se levar em o percentual de Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, assim contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
como do recobrimento em telhas do tipo canal, rigorosa soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
triagem e das na da dos de coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
restauro;
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
5. ser mantidas todas as medidas de e
3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS:
01 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
1. Durante a da etapa anterior de levantamento e visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
mapeamento de danos, foi ter acesso ao da nave, Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
uma vez que o mesmo foi fechado em data desconhecida; nem da efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
Ts 4
capela-mor, considerando que as das tesouras, se que garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
existem, menores que a da nave, havendo, portanto,
Ts 3 para de Os desenhos aqui apresentados da nave
fruto do levantamento feito pela arquiteta Renata 5.
Ts 2 Lopes em seu trabalho de (2002) quando um acesso foi
criado pela mesma da de um trecho de dando
Ts 1

2. Uma vez que se de acesso ao seria leviano fazer


LEGENDA: qualquer acerca do estado de das que
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO o madeiramento desta coberta, visto que se trataria de
meras afirmar que, pela parte externa, o
BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER recobrimento em telhas do tipo canal encontram-se bastante
deterioradas, constatando-se um abaulamento da coberta entre a
capela-mor e a sacristia no lado da sendo a sua
total. possivel afirmar que manchas de
no forro da nave no lado da devem-se a FUNCULTURA - 2017/2018
ESTIMADO CASO A CASO ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA
02 advindas da calha existente entre o beiral e a torre sineira,
AUSENTE (Perda 100%) ............................................ NAVE | CAPELA-MOR (sem acesso) Escala: 1/100
sendo recomendada sua troca. Deve ser levado em conta ainda todas as
Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
Arquitetura Religiosa de Pernambuco
OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
FUNDO PERNAMBUCANO
FUNDARPE Secretaria de
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS DE INCENTIVO A CULTURA

FUNCULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO
Cultura

x
x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) x
Imunizar periodicamente o madeiramento x A
RQ
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A
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M
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ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA bm


o
.c.sera
d xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ala r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) Serviços preliminares
Asna AS-D/E 0.12 x 0.15 3.60 --- --- --- Cumeeira C 0.13 x 0.13 --- --- x
Linha Alta LA 0.14 x 0.15 3.70 --- --- --- --- --- --- x CAPELADENOSSASENHORADACONCEIÇÃO
NAVE

x
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- Substituição do madeiramento comprometido
RECIFE
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.15 x 0.15 --- --- --
Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira C --- --- --- x Rua Dep. Pedro Pires Ferreira, s/n. Jaqueira. CEP: 50050-290
Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- --- x
CAPELA

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- Serviços complementares Data:

Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- x 27/04/2020

Escora --- --- --- --- --- x


E-D/E --- --- --- Frechal F-D/E Escala:
x indicada

x Prancha:
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os
x
x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
09.25
x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO COM LINHA BAIXA (NAVE) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

TOTAL
Ts 5

Ts 4

Ts 3 OBSERVAÇÕES GERAIS:
TIPO QTDE QTDE
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES 1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Sobre o telhado da galeria lateral à Ts 2
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
epístola (com detelhamento para ts 42
Canga de porco contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
NAVE 05 05 não quebrar as unidades), tem-se soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
com linha baixa acesso à 2ª janela (das 5 existentes
Ts 1
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
na fachada), que leva ao desvão.
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
( ) insuficiente
Este ambiente inexiste neste
monumento, sendo composto por 3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
CAPELA
--- --- --- ambiente único perpendicular à
MOR Ordem Primeira de São Francisco 4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
(Convento Franciscano) visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
garantido um percentual de de na de materiais a substituir e

5.

LEGENDA:
ts 1
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO

ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER
01 CANGA DE PORCO COM LINHA BAIXA Escala: 1/50

ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO


02 NAVE - ambiente único Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
FUNCULTURA - 2017/2018

Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da


Arquitetura Religiosa de Pernambuco
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
1. Entende-se que a estrutura primitiva do telhado desse monumento era FUNDO PERNAMBUCANO
FUNDARPE Secretaria de
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS 1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro a estrutura em caibro armado, composta por 42 tesouritas (ts1 a ts42),
DE INCENTIVO A CULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO Cultura
FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE

descritos no e nestas o seja PERNAMBUCO

a qual atualmente tem apenas a de sustentar o forro x


rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja
abobadado em moldurados. Em dado momento desconhecido, --
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) presumivelmente, houve um aumento da altura das paredes laterais e x
das empenas, subindo a cumeeira em cerca de 2.25m, inserindo uma Imunizar periodicamente o madeiramento x A
RQ
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P
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M
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ÔN
O
I

ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA 2. levar em conta a de uma cobertura nova estrutura para coberta do tipo canga de porco com linha baixa, bm
o
.c.sera
d xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ala r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) para do restauro dessa estrutura de coberta, com 6 tirantes em madeira de parede a parede, transversal ao Serviços preliminares
considerando que, durante as a estrutura
Asna AS-D/E 0.16 x 0.16 4.75 01 Ts5(E) 4.75 Cumeeira C 0.18 x 0.12 23.50 3.05 da seguinte forma (sendo P = parede; Ts = novas tesouras): x
portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas,
Linha Alta LA 0.18 x 0.20 5.63 --- --- --- --- --- --- assim como todo interior da igreja; entre P/Ts1; abaixo de Ts1; entre Ts2/3; entre Ts3/4; entre Ts4/5; e x CAPELADOURADA
NAVE

x
Linha Baixa LB 0.20 x 0.20 8.25 --- --- --- 0.20 x 0.17 23.50 3.10 x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- 3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra 2. sendo, portanto, a estrutura pela coberta, toda a RECIFE
insetos No caso dos cupins de solo, a Substituição do madeiramento comprometido
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.12 x 0.15 47.00 47.00 estrutura de caibro armado foi avaliada em seus pormenores
da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de x
Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira C --- --- --- neste trabalho, mas, de uma maneira geral, pode-se afirmar que a
x
mesma encontra-se em bom estado de devendo seguri as x
Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- ---
CAPELA

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- 4. Deve-se levar em o percentual de Serviços complementares Data:

Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, assim 3. ainda citar que as foram ensambladas sobre as x 28/04/2020
como do recobrimento em telhas do tipo canal, rigorosa asnas formando uma mas alternadas (justapostas), ora em x
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E --- --- --- triagem e das na da dos de
Escala:
cima, ora em baixo entre as tesouras; -- indicada
restauro; x Prancha:
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro 4. Foram mantidos os caibros mas todas as ripas de
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os
x
5. ser mantidas todas as medidas de e embiriba por ripas serradas. Recomenda-se a do sistema x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
10a.25
--
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO (NAVE) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

TOTAL

o
alt
co
e ris
ad
zon Ts 10

Ts 9
OBSERVAÇÕES GERAIS:
Ts 8
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Ts 7
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
Ts 6 contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
Ts 5
2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
Ts 4

Ts 3 3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de

Ts 2
4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
Ts 1 visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE LEGENDA: efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
01 CANGA DE PORCO Escala: 1/50 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER
5.

TIPO QTDE QTDE ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES 02 NAVE | CAPELA-MOR (sem acesso) Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
Através do destelhamento de trecho
da coberta, pelo lado do evangelho,
NAVE Canga de porco 10 -- próximo ao frontispício, até
encontrar um engradamento móvel RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: entrada ao da capela-mor propriamente dita.
de caibros e ripas. Desconhecendo-se, dessa forma, qual o tipo de estrutura que ela
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro possui, bem como o seu estado de importante
( ) insuficiente descritos no e nestas o seja considerar o risco iminente dessa sobretudo considerando o FUNCULTURA - 2017/2018
rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja
CAPELA
--- --- --- Sem acesso.
MOR 2. Durante a da etapa anterior, observou-se o rompimento de
2. levar em conta a de uma cobertura uma na asna direita (lado do evangelho) da TS6, na
Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
para do restauro dessa estrutura de coberta, nave, decorrente de um dano de gravidade que pode ter Arquitetura Religiosa de Pernambuco
considerando que, durante as a estrutura desestabilizado todo o sistema estrutural, acarretando em nas OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas, tesouras subsequentes, com efeito o fendilhamento completo Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
assim como todo interior da igreja; da asna direita no entalhe em boca de lobo, provocou um recalque na
FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE Secretaria de
Cultura
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO

FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE

3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra estrutura, partindo vizinhas em pontos de descarga importantes, x
PERNAMBUCO

insetos No caso dos cupins de solo, a como os articulados (sambladuras), no mesmo lado, das tesouras x
da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de Ts4 e Ts7 e comprometendo as demais demarcadas. Trata-se de x
QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) uma grave que pode acarretar no desabamento total da Imunizar periodicamente o madeiramento x A
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COMP. QTDE SOMA COMP. SOMA estrutura. Esta L&V comunicou imediatamente o ocorrido aos xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
ESTRUT. ESTRUT. 4. Deve-se levar em o percentual de pela guarda do monumento e deu todas as
bm
o
.c.sera
d
ala r

(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) Serviços preliminares
aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) originais, assim de protocolado 009/2019- L&V),
Asna AS-D/E 0.13 x 0.19 5.70 07 Ts3-9(E) 40.00 Cumeeira C 0.15 x 0.15 23.66 3.90 como do recobrimento em telhas do tipo canal, para imediata, ao menos para escoramento e x
Linha Alta LA 0.15 x 0.20 6.55 --- --- --- --- --- --- rigorosa triagem e das na da dos do dano. Na entrega do trabalho a este monumento, o reitor informou x IGREJADAORDEMTERCEIRADESÃOFRANCISCO
NAVE

x
Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.13 x 0.13 47.32 --- x
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- 5. ser mantidas todas as medidas de e Substituição do madeiramento comprometido
RECIFE
3. Tais medidas dispensam as de do
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E 0.20 x 0.20 47.32 47.35 madeiramento elecado nesta de maneira a x
Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira C --- --- --- corrigir definitivamente o problema, restaurando a coberta como um x
Linha Alta LA --- --- --- --- --- --- --- --- RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: todo, eliminando todo e qualquer risco decorrrente da x
CAPELA

provocada pela ruptura da asna direita da Ts6. Serviços complementares


Linha Baixa LB --- --- --- --- --- --- --- --- 1. A capela-mor possui acesso ao Na verdade, o altar-mor Data:

Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- encontra-se inserido num ambiente retangular transversal e x 28/04/2020
4. O recobrimento (caibros e ripas), assim como o telhamento, x
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E --- --- --- parte posterior da capela-mor. Neste ambiente, observam-se tesouras se encontram em estado de Foram
Escala:
do tipo canga de porco com linha alta e baixa, presumivelmente dando x indicada
mantidos os caibros mas todas as ripas de embiriba x
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro continuidade estrutura existente na Capela Dourada. Considerando por ripas serradas. Recomenda-se a do sistema para caibros
Prancha:
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os que a estrutura em madeira do altar-mor vai o topo da parede e x
que esta possui qualquer abertura, fica impossibilitada, portanto, a
e ripas de embiriba ou caibro serrado e assim como todos x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
10b.25
x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): CANGA DE PORCO (NAVE) | CANGA DE PORCO COM OLIVÉL E POLONCEAU (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

Ts 16 TOTAL

Ts 15

Ts 14

Ts 13
TIPO QTDE QTDE
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES

NAVE Canga de porco 12 -- Abertura na parede do transepto

( ) insuficiente

Acessa-se a abertura na parede


lateral do altar-mor (lado do
evangelho) com escada móvel.
Escala-se a estrutura do forro do
CAPELA Canga de porco 02 --- altar através de traves tranversais
MOR Polonceau 02 Ts 12
às cambotas até chegar à abertura
na alvenaria, onde se encontra a
Ts 11
cúpula autorportante e a estrutura
de coberta que a protege (desvão)
Ts 10
( ) insuficiente
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE Ts 9
01 CANGA DE PORCO Escala: 1/50
Ts 8 OBSERVAÇÕES GERAIS:
Ts 7 1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Ts 6 Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
Ts 5
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
Ts 4 2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

Ts 3
3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de
Ts 2
4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
Ts 1 visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
LEGENDA: efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER
5.

ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO


04 NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................

FUNCULTURA - 2017/2018
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR
02 Escala: 1/50
03 TIPO 2: POLONCEAU - Ts 13 e 16 Escala: 1/50
TIPO 1: CANGA DE PORCO (COM OLIVÉL) - Ts 14 e 15
Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da
RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: perpendicular que intercepta esta coberta para do arco que a Capela Arquitetura Religiosa de Pernambuco
Dourada no lado do Evangelho da Nave (Ordem Terceira). Trata-se de uma grave que pode OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro descritos no acarretar no desabamento total da estrutura. Esta L&V comunicou o ocorrido aos Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
e nestas o seja rigorosamente acompanhado por capacitada pela guarda do monumento e deu todas as de protocolado FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
Secretaria de
Cultura
(Ofício Nº 010/2019- L&V), para imediata, ao menos para escoramento e FUNCULTURA HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO

do dano que seja providenciado o restauro COMPLETO da estrutura, sendo --


II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS 2. levar em conta a de uma cobertura para do a de algumas tesouras por completo, de acordo com o engradamento x
restauro dessa estrutura de coberta, considerando que, durante as a estrutural apresentado; x
estrutura portante existente (a permanecer) deva ficar completamente expostas, assim como Imunizar periodicamente o madeiramento x A
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QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) todo interior da igreja; xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
2. Todas as tesouras apresentam um conjunto de duplo pontalete de (bitola = 0.07x0.12m), bm
o
.c.sera
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afastadas 1.05m entre si, ensambladas com da asna linha alta, exceto a Ts10, que Serviços preliminares
ESTRUT. COMP. QTDE SOMA ESTRUT. COMP. SOMA 3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra insetos No caso
(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) dos cupins de solo, a da do TERMITEIRO (vulgarmente tem nenhuma unidade e a Ts1 e Ts2, que apresentam 01 unidade no lado esquerdo, por onde x
se observam passa-fios para ordenamento das Recomenda-se a x IGREJADOCONVENTODESANTOANTÔNIO
Asna AS-D/E 0.19 x 0.21 5.18 06 Ts3(D), Ts9-11(D), Ts8-9(E) 31.10 Cumeeira C 0.20 x 0.20 31.08 32.00 x
NAVE

Linha Alta LA 0.20 x 0.24 6.55 05 Ts3, Ts4, Ts7, Ts8, Ts12 33.00 0.15 x 0.18 59.16 30.85 4. Deve-se levar em o percentual de aproveitamento da estrutura x
(caibros e ripas) originais, assim como do recobrimento em telhas do tipo canal, 3. As tesouras da capela-mor sobre a do tipo canga de porco com (Ts14 e Ts15), Substituição do madeiramento comprometido RECIFE
Pontalete Pt 0.07 x 0.12 0.80 24 Ts1-12(D/E) 20.00 Frechal F-D/E 0.20 x 0.20 59.16 59.20
Asna AS-D/E 0.07 x 0.12 4.11 --- --- --- Cumeeira C 0.075 x 0.14 9.53 --- para acomodar a curva da e as que ficam antes e depois dela, do tipo polonceau (Ts13 e x
Ts16), todas em madeira serrada e em bom estado de sendo apenas
TIPO 1

--- --- --- 5. ser mantidas todas as medidas de e descritas em x


Linha Alta LA 0.12 x 0.07 2.08 --- 0.08 x 0.15 19.06 seguir as de e do O ambiente x
Ol 0.07 x 0.12 2.42 --- --- --- 0.08 x 0.15 19.06 --- posterior que o altar-mor apresenta apenas o prolongamento das linhas Serviços complementares
Asna AS-D/E 0.07 x 0.12 3.77 --- --- --- Frechal F-D/E 0.08 x 0.15 19.06 --- (cumeeira, e frechais) dando continuidade ao telhado sobre a e Data:
CAPELA

RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: x 29/04/2020


Pendural (a) Pa 0.125 x 0.07 1.53 --- --- --- NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos
percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa x Escala:
0.095 x 0.07 0.83 --- --- --- x
TIPO 2

Pendural (b) Pb - D/E anterior do trabalho, ficando, neste quadro identificada a quantidade de 1. A asna direita da Ts2 apresenta um severo selamento em do esmagamento do frechal, indicada
4. Diante do valor dos azulejos que revestem a que arremata a capela-mor, x
Escora (a) Ea-D/E 0.095 x 0.07 1.25 --- --- --- madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se onde ela em boca de lobo. Este fato provocou uma no sistema, recomenda-se fortemente que sejam adotadas as medidas para de subcobertura Prancha:
o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de acarretando em adicionais nas tesouras subsequentes, sobretudo na Ts4 na qual se x
Escora (b) Eb-D/E 0.09 x 0.07 0.84 --- --- os arredondamentos em dos comprimentos e bitolas existentes
observa um severo fendilhamento, e ainda recebe a carga extra da cumeeira da
complementar com chapas de montada, de acordo com as do x Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
11.25
Linha Baixa LB 0.07 x 0.15 7.17 --- --- --- comercialmente. x
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): POLONCEAU (NAVE) | CANGA DE PORCO COM LINHA BAIXA (CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

TOTAL

Ts 14

Ts 13

Ts 12

Ts 11

Ts 10

Ts 9

Ts 8 OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Ts 7
Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
Ts 6 coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;

ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE 2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,
01 Escala: 1/50 Ts 5
POLONCEAU (METÁLICA)

3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de

Ts 4
4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da
visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
TIPO QTDE QTDE efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES Ts 3 garantido um percentual de de na de materiais a substituir e

Ts 2
Polonceau Abertura existente na alvenaria da 5.
NAVE 09 -- torre sineira do lado do evangelho,
abaixo da linha do beiral. Ts 1
LEGENDA:
( ) insuficiente ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO
CAPELA Canga de porco 05 --- Sem acesso BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER
MOR com linha baixa

( ) insuficiente
ESTIMADO CASO A CASO
ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA TESTEMUNHO DA ESTRUTURA ORIGINAL .............................................. MANTER FUNCULTURA - 2017/2018
02 NAVE | CAPELA-MOR (sem acesso) Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................

Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da


Arquitetura Religiosa de Pernambuco
II - DADOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES: BITOLAS | QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS RECOMENDAÇÕES GENÉRICAS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS: OBRA DE RESTAURO | AÇÕES NECESSÁRIAS
Itens a serem adotados - RELATÓRIO TÉCNICO Incentivo:
1. Recomenda-se que, na da das obras de restauro descritos no e nestas 1. A estrutura portante atual composta por um sistema estrutural com 09 tesouras do tipo Polanceau (Ts01 a FUNDO PERNAMBUCANO
DE INCENTIVO A CULTURA FUNDARPE Secretaria de
o seja rigorosamente acompanhado por capacitada em cuja equipe Ts09), em estrutura original em madeira do tipo Canga de Porco, tendo atualmente 05 testemunhos FUNCULTURA
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO
HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE
PERNAMBUCO
Cultura

QUADRO SÍNTESE DE SUBSTITUIÇÕES PREVISTAS (m) preferencialmente constar os autores do projeto; das tesouras originais, sendo as primeiras com a linha alta completa e as asnas serradas e as composta x
por um sistema completo de duas tesouras com da cumeeira, e frechais, sem qualquer x
COMP. QTDE SOMA COMP. SOMA 2. levar em conta a de uma cobertura para do restauro dessa estrutura estrutural para o telhado. Fontes da fototeca do IPHAN (1972), bem como a marca no reboco das x
ESTRUT. ESTRUT. Imunizar periodicamente o madeiramento
(m) (m) (unid) (unid) (m) (m) (m) (m) de coberta, considerando que, durante as a estrutura portante existente (a permanecer) x A
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deva ficar completamente expostas, assim como todo interior da igreja; bm


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d xvsepolww.| rbmo.c.seradalavsepo@alrutet iuqra
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Asna AS-D/E --- --- --- --- --- Cumeeira (dupla) C 0.05 x 0.07 --- --- 2. A nave apresenta o sistema de subcobertura com chapas montadas sobre os caibros serrados em madeira, Serviços preliminares
Linha Alta LA --- --- --- --- --- 0.05 x 0.07 --- --- estando a estrutura como um todo em excelente estado de com o recobrimento em telhas
3. Todo o madeiramento (novo e antigo) ser desinfestado contra insetos No caso dos cupins de solo, -- IGREJADOCONVENTODE
NAVE

Linha Baixa LB --- --- --- --- --- 0.05 x 0.07 --- --- rigorosamente alinhadas e capotes muito bem executados, apesar da dos bebedouros. Todo o sistema --
a da do TERMITEIRO (vulgarmente chamado de e conhecer a
estrutural encontra-se devidamente protegido com pintura anticorrosiva, dispensando qualquer -- NOSSASENHORADOCARMO(BASÍLICA)
Pendural P --- --- --- --- --- 0.05 x 0.07 --- --- de reparo ou restauro, devendo seguir, portanto, apenas as gerais de e
Escora --- --- 0.05 x 0.07 --- --- --
E-D/E --- --- --- Frechal F-D/E
Asna AS-D/E s/ acesso --- --- --- --- Cumeeira C s/ acesso --- --- 4. Deve-se levar em o percentual de aproveitamento da estrutura (caibros e ripas) Substituição do madeiramento comprometido RECIFE
originais, assim como do recobrimento em telhas do tipo canal, rigorosa triagem e das 3. Em 2002, na do levantamento do trabalho de da arquiteta Renata Lopes, constatou-se que o tipo --
Linha Alta LA s/ acesso --- --- --- --- --- --- ---
CAPELA

de estrutura da capela-mor era composta por 5 tesouras de madeira lavrada do tipo canga de porco com linha baixa, --
Linha Baixa LB s/ acesso --- --- --- --- s/ acesso --- --- --
estrutura do forro composto por duas de aresta conjugadas. Entretanto, se dispunha de
Pendural P --- --- --- --- --- --- --- --- 5. medidas suficientes para sua A estrutura da coberta da capela-mor ser inspecionada Serviços complementares Data:
Escora E-D/E --- --- --- --- --- Frechal F-D/E s/ acesso --- --- na etapa anterior do projeto porque o acesso foi dificultado em existente em 2002, o que -- 30/04/2020
demandaria atualmente a montagem de uma estrutura de andaimes pela parte externa do telhado. o -- Escala:
madeiramento estava em muito bom estado, mas sem o acesso atual dar o do estado de -- indicada
NOTA: foram contabilizadas as e recomendadas em dos percentuais de aproveitamento das de acordo com a dos danos da etapa anterior do trabalho, ficando, neste quadro das unidades. A estrutura era com caibros serrados e igualmente em bom estado. se -- Prancha:
identificada a quantidade de madeiramento a ser (na coluna SOMA) a Na soma final, adotou-se o arrendondamento para de 5, devendo ser considerado ainda, para efeitos de os sabe se este ambiente foi provido de subcobertura em chapas montadas, como foi feito na nave posterior --
visita de 2002, quando na os ainda era A do altar-mor faz parte de outro trecho de -- Pedro Valadares - Arquiteto CAU nº A52911-7
Fone: [81] 99959-4464
Renata Lopes - Arquiteta CAU nº A38148-9
Fone: [81] 99108-6462
12.25
--
I- TIPO DA TESOURA (DESENHOS TÉCNICOS): PENDURAL (NAVE | CAPELA-MOR) ÁREAS DE COBERTA
(planificação):
Nave
Capela-Mor

TOTAL
TIPO QTDE QTDE
ESTRUTURA TESOURAS TIRANTES

Água invertida existente na janela


NAVE Pendural 12 --
da torre da Epístola entre Ts1 e Ts2

( ) insuficiente
Ts 17
CAPELA Através de escada móvel de grande
Pendural 05 ---
MOR porte colocada no trás do altar Ts 16

( ) insuficiente Ts 15

Ts 14

Ts 13

OBSERVAÇÕES GERAIS:
Ts 12
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - NAVE 1. Este projeto é uma continuidade da pesquisa intitulada Estruturas de Coberta da Arquitetura Religiosa de
01 PENDURAL Escala: 1/50 Pernambuco, enquadrado e aprovado no Edital FUNCULTURA 2016-2017 (Projeto Cultural nº 1786/2017/
Ts 11 Termo de Compromisso nº 171/2017 - Processo nº0823/2018), apresentado em forma de INVENTÁRIO
contendo os tipos de estrutura e principais lesões existentes, com intuito de oferecer, nesta edição, as
Ts 10 soluções à guisa de PROJETO DE RESTAURO para os principais danos encontrados nas estruturas de
coberta dos 25 MONUMENTOS inventariados no projeto anterior;
Ts 9 2. Assim como no os forros e beirais foram contemplados no escopo deste trabalho,

Ts 8
3. A contagem das obedece sempre a ordem da fachada frontal fachada posterior, sendo a de

4. A do estado de das no projeto anterior foi feita pelo da


Ts 7 visual, devido a impossibilidade de realizar mais invasivas na etapa anterior do trabalho.
Considerando ainda o lapso temporal que sempre existe entre o mapeamento de danos e a
Ts 6 efetiva dos de restauro, recomenda-se, portanto, para efeitos de que seja
garantido um percentual de de na de materiais a substituir e
Ts 5
5.
Ts 4
LEGENDA:
Ts 3 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS PEÇAS X AÇÕES DE RESTAURO

Ts 2 BOM (sem danos ou perdas) .................................................................. MANTER

Ts 1

ENGRADAMENTO ESTRUTURAL - PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA ESTIMADO CASO A CASO


03 NAVE | CAPELA-MOR Escala: 1/100 AUSENTE (Perda 100%) ............................................
FUNCULTURA - 2017/2018
ELEVAÇÃO DA ESTRUTURA PORTANTE - CAPELA-MOR
02 PENDURAL Escala: 1/50 Projeto de Restauro para asEstruturas de Coberta da