Psicologia

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Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique, "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo") "é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que organismo faz) e os processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)".[1] O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano, mas o estudo do comportamento animal para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada, também desempenha um papel importante (veja também etologia). A psicologia científica, tratada neste artigo, não deve confundir-se com a psicologia do senso comum ou psicologia popular que é o conjunto de ideias, crenças e convicções transmitido culturalmente e que cada indivíduo possui a respeito de como as pessoas funcionam, se comportam, sentem e pensam. A psicologia usa em parte o mesmo vocabulário, que adquire assim significados diversos de acordo com o contexto em que é usado.[2] Assim, termos como "personalidade" ou "depressão" têm significados diferentes na linguagem psicológica e na linguagem quotidiana. A própria palavra "psicologia" é muitas vezes usada na linguagem comum como sinônimo de psicoterapia e, como esta, é muitas vezes confundida com a psicanálise ou mesmo a análise do comportamento. O termo parapsicologia, ligado ao vocábulo paranormal, não se refere a um conceito ou a uma disciplina da Psicologia; trata-se de um campo de estudo não reconhecido pela comunidade científica.

formação das necessidades complexas e da personalidade. A observação e a análise do comportamento podem ocorrer em diferentes níveis . até a simples reação de uma pessoa a um sinal sonoro ou visual. motivação. o desenvolvimento de métodos de observação e análise que sejam o mais possível objetivos e em seguida a utilização desses métodos para o levantamento de dados confiáveis. tirar conclusões. como a personalidade. Essa é parte mais prática da psicologia. inteligência. torna-se o comportamento o alvo principal dessa descrição. fantasiar e sonhar. R. cabe agora definir tais termos[3] : • Dizer que a psicologia é uma ciência significa que ela é regida pelas mesmas leis do método científico as quais regem as outras ciências: ela busca um conhecimento objetivo. memorização (tarefa iniciada por Wundt). que estuda a sociedade como um conjunto.) e situacionais (influências do meios ambiente. O comportamento humano não pode ser compreendido sem que se compreendam esses processos mentais. etc. disposicionais (temperamento. As previsões em psicologia procuram expressar. explicação e previsão (mesmo as novas técnicas visuais da neurociência que permitem visualizar o funcionamento do cérebro não permitem a visualização dos processos mentais. em primeiro lugar.desde complexos padrões de comportamento. na análise do pensamento lógico. a probabilidade com que um determinado tipo de comportamento ocorrerá ou não. a explicação. Descrever o comportamento de um indivíduo significa. que se constituíram ao longo da história da sociedade e são realizadas pelo cérebro humano.pensar. • Dizer que o indivíduo é a unidade básica de estudo da psicologia significa dizer que. Como os processos mentais não podem ser observados mas apenas inferidos. etc. considera esses fenômenos como produto da história social (compartilhando.[4] . um dos fundadores da neuropsicologia a psicologia do homem deve ocupar-se da análise das formas complexas de representação da realidade. da cultura. A psicologia parte do princípio de que o comportamento se origina de uma série de fatores distintos: variáveis orgânicas (disposição genética. a previsão e o controle do desenvolvimento do seu objeto de estudo. Com base na capacidade dessas explicações de prever o comportamento futuro se determina a também a sua validade.ao contrário.Psicologia 2 Introdução A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais dos indivíduos (psiquismo). dos grupos de que a pessoa faz parte. Segundo esse autor. o fim da psicologia é a descrição. além de estabelecer as leis da sensação e percepção humana. entre outras áreas. • Comportamento é a atividade observável (de forma interna ou externa) dos organismos na sua busca de adaptação ao meio em que vivem. planejar. esclarecer o comportamento. por exemplo. ou seja. mesmo ao estudar grupos. A partir daquilo que foi observado o psicólogo procura explicar. Como toda a ciência. incluindo as formas subjetivas da atividade consciente sem substituí-las pelos estudo dos processos fisiológicos que lhes servem de base nem limitar-se a sua descrição exterior. que se expressa.). metabolismo. e áreas científicas mais recentes como as ciências cognitivas e as ciências da saúde. Para o psicólogo soviético A. com base no conhecimento adquirido. como a sociologia e a antropologia. o indivíduo permanece o centro de atenção . as ciências naturais. da sociologia. Controlar o comportamento significa aqui a capacidade de influenciá-lo. etc. realizadas de modo independente por seu contemporâneo Vigotsky). regulação dos processos de atenção. baseado em fatos empíricos. daquilo que acontece no organismo enquanto os processos mentais se desenrolam). A introspecção é uma forma especial de observação (ver mais abaixo o estruturalismo). de certo modo com a proposição da Völkerpsychologie de Wundt (ver mais abaixo "História da Psicologia") e com as proposições de estudo simultâneo dos processos neurofisiológicos e das determinações histórico-culturais. na psicoterapia[3] . já que eles são a sua base. com base nas explicações disponíveis. mas somente de seus correlatos fisiológicos. Luria. Pelo seu objeto de estudo a psicologia desempenha o papel de elo entre as ciências sociais.). • Os processos mentais são a maneira como a mente humana funciona . como a biologia.

A tônica do trabalho era assim antes compreender o que é a mente. ou seja. do seu estudo.[5] Com essa frase descreveu Herrmann Ebbinghaus. Mas uma outra perspectiva se delineava: o médico e filósofo americano William James propôs em seu livro The Principles of Psychology (1890) . a consciência. filósofos e teólogos de várias regiões e culturas dedicaram-se a questões relativas à natureza humana . Seu interesse se havia transferido do funcionamento do corpo humano para os processos mais elementares de percepção e a velocidade dos processos mentais mais simples. as experiências religiosas e místicas . As principais críticas levantadas contra o Estruturalismo foram: • O ser ele reducionista. O primeiro laboratório psicológico foi fundado pelo fisiólogo alemão Wilhelm Wundt em 1879 em Leipzig. . Seu método de trabalho seria chamado de estruturalismo por Edward Titchener. uma característica da mente em constante interação com o meio ambiente. o estudo desses processos não se limitava a uma descrição de elementos. a situação da psicologia . basear-se somente em relatórios verbais. Para ele.a percepção. Por isso sua atenção estava mais voltada para a função dos processos mentais conscientes.enfim. Edward Titchener foi um importante divulgador do trabalho de Wundt nos Estados Unidos.tanto em 1908. Um dos métodos usados por Titchener era a introspecção: nela o indivíduo explora sistematicamente seus próprios pensamentos e sensações a fim de ganhar informações sobre determinadas experiências sensoriais. Na psicologia. na Alemanha.os processos conscientes. a vontade. como crianças e animais. ou seja. como as que são típicas para o comportamento humano e • O ser ele mentalista. do os como e porquês de seu funcionamento. Seu objeto de estudo era a estrutura consciente da mente e do comportamento. Alunos de Wundt propagaram a nova ciência e fundaram vários laboratórios similares pela Europa e os Estados Unidos. quando ele a escreveu. mas uma história curta". Para poder permanecer fiel a seu ideal científico. ou seja. excluindo indivíduos incapazes de introspecção. para ele. a loucura. conteúdos e estruturas. Assim realizava experimentos para levantar dados sistemáticos e objetivos que poderiam ser replicados por outros pesquisadores. que dedicou-se sobretudo ao trabalho prático na educação[3] . As idéias de James foram desenvolvidas por John Dewey. deveria haver espaço para as emoções. Além disso a introspecção foi alvo de muitos ataques por não ser um verdadeiro método científico objetivo[3] . dedicar-se ao estudo de partes ou elementos ao invés de estudar estruturas mais complexas. sobretudo as sensações.para muitos a obra mais significativa da literatura psicológica . no entanto. a psicologia enquanto ciência tem suas primeiras raízes nos filósofos gregos.uma nova abordagem mais centrada na função da mente humana do que na sua estrutura.Psicologia 3 Breve história da psicologia Perspectivas históricas "A psicologia possui um longo passado. Funcionalismo William James concordava com Titchener quanto ao objeto da psicologia . que o divulgou nos Estados Unidos. como hoje: desde a Antiguidade pensadores. O seu laboratório formou a primeira geração de psicólogos. um constante fluxo. Wundt se dedicou principalmente ao estudo de reações simples a estímulos realizados sob condições controladas. Nessa época era a psicologia já uma ciência estabelecida e até 1900 já contava com mais de 40 laboratórios na América do Norte[3] O estruturalismo Em seu laboratório Wundt dedicou-se a criar uma base verdadeiramente científica para a nova ciência. os valores. querer reduzir a complexidade da experiência humana a simples sensações. tudo o que faz cada ser humano ser único. • O ser ele elementarista. A mente consciente é. Apesar de teorias "psicológicas" fazerem parte de muitas tradições orientais. um dos primeiros psicólogos experimentais. a seu entender. mas só se separou da filosofia no final do século XIX.

Inicialmente abordados pela psicopatologia. Perls (Fritz Perls). Para maiores informações ver os artigos principais indicados e ainda psicoterapia. a percepção da importância dos fatores emocionais no adoecimento e recuperação da saúde já estavam presentes na medicina hipocrática e homeopatia contudo foi somente nos meados do século XX que surgiram aplicações da psicologia nas intervenções atualmente denominadas por medicina psicossomática.Psicologia Gestalt. Enquanto símbolo da psicologia médica é usado juntamente com o emblema da psicologia. tanto o estruturalismo como o funcionalismo e a gestalt ajudaram a determinar o rumo que a psicologia posterior viria a tomar. a letra grega "psi" = Ψ . da neurociência e da neurologia e por isso está intimamente ligada ao importante debate sobre o papel da predisposição genética e do meio ambiente na formação da pessoa. se forem vistos como um todo e não através da divisão em simples elementos perceptuais. fundada por Frederic S. psicologia hospitalar e psicologia da saúde. psicologia médica. A perspectiva biológica A base do pensamento da perspectiva biológica é a busca das causas do comportamento no funcionamento dos genes. essa corrente da psicologia defende que os fenômenos psíquicos só podem ser compreendidos. "cerne". Hoje em dia os psicólogos procuram compreender tanto as estruturas como a função do comportamento e dos processos mentais. O processo saúde-doença merece uma atenção especial e pode ser compreendido de diferentes formas além do direcionado ao tratamento dos distúrbios mentais propriamente ditos. O comportamento e os processos mentais são assim compreendidos com base nas estruturas corporais e nos processos bioquímicos no corpo humano. do cérebro e dos sistemas nervoso e endócrino. memória e percepção [3] . a psicologia da forma Uma importante reação ao funcionalismo e ao comportamentismo nascente (ver abaixo) foi a psicologia da gestalt ou da forma. advinda da distinção progressiva do objeto da neurologia e psiquiatria e consolidação destas como especialidades médicas. o que é mais visto em áreas voltadas ao comércio. é a gestalt-terapia. "formato". "configuração" ou ainda "todo". A palavra gestalt significa "forma".[6] Apesar do caduceu de Asclépio ser de apenas uma cobra para a Medicina. representada por Max Wertheimer. Kurt Koffka e Wolfgang Köhler. escola de pesquisa de significado basicamente histórico fora da psicologia da percepção. Essa perspectiva dirige a atenção do pesquisador à base corporal de todo processo psíquico e contribui com conhecimento básico a respeito do funcionamento das funções psíquicas como pensamento. 4 Perspectivas atuais Segue uma descrição sucinta das principais correntes de pensamento que influenciam a moderna psicologia. O legado dos primórdios Apesar de serem perspectivas já ultrapassadas. O gestaltismo assume assim o lema: "O todo é mais que a soma das suas partes"[3] . também é usado envolto em duas. Distinta da psicologia da gestalt. Principalmente dedicada ao estudo dos processos de percepção. de forma que esta corrente de pensamento se encontra muito próxima das áreas da genética.

O comportamentismo baseia-se sobretudo em experimentos feitos com animais. de descobrir novos caminhos a partir de experiências passadas. para a reação desse indivíduo a essas condições (comportamento) e para as consequências que essa reação traz para ele (ver também condicionamento). A perspectiva cognitiva se dedica assim à compreensão dos processos cognitivos que influenciam o comportamento . Além disso Freud dava muita importância à infância.[3] . mas na capacidade de observação de um homem criativo. recordação. A atenção do pesquisador é assim dirigida para as condições ambientais em que determinado indivíduo se encontra. A perspectiva psicodinâmica teve sua origem nos trabalhos do médico vienense Sigmund Freud (1856-1939) com pacientes psiquiátricos. Típico desta perspectiva é o uso sistemático de experimentos científicos e sua proximidade com as ciências da informação e da computação[3] . A perspectiva comportamentista A perspectiva comportamentista (ou comportamentalista) procura explicar o comportamento em relação aos estímulos do meio ambiente que o influenciam. que busca seu próprio crescimento e desenvolvimento. linguagem etc. inflamado pela idéia de descobrir os mistérios mais profundos do ser humano. como uma fase importantíssima na formação da personalidade. A perspectiva humanista procura assim um acesso holístico para o ser humano. ao contrário do comportamentismo.e à influência do comportamento sobre os processos cognitivos .atenção. com o fim de descobrir como essa pessoa vivencia sua existência. memória. 5 . A perspectiva humanista Em reação às limitações das correntes comportamentista e psicodinâmica surgiu nos anos 50 do século XX a perspectiva humanista. mas levou ao descobrimento de muitos princípios válidos para o ser humano e foi uma das mais fortes influências tanto para a pesquisa como para a prática psicológica posterior[3] . que buscam dissolver a tensão existente entre os instintos.Psicologia A perspectiva psicodinâmica Segundo a perspectiva psicodinâmica o comportamento é movido e motivado por uma série de forças internas. está intimamente relacionada à fenomenologia e exerceu grande influência sobre a psicoterapia[3] . A principal fonte de conhecimento do humanismo psicológico é o estudo biográfico. que afirmava ser impossível estudar os processos mentais e se concentrava somente no comportamento. mas ele acreditava serem esses princípios válidos também para o comportamento normal. as pulsões e as necessidades internas de um lado e as exigências sociais de outro. A perspectiva cognitiva A "virada cognitiva" foi uma reação às limitações do comportamentismo. A teoria original de Freud. tomada de decisão. mas ainda assim como um ser ativo. que vê o homem não como um ser controlado tanto por pulsões interiores quanto pelo ambiente. compreensão. O objetivo do comportamento é assim a diminuição dessa tensão interna. que dava mais valor à observação externa. O modelo freudiano foi o primeiro a afirmar que a natureza humana não é sempre racional e que as ações podem ser motivadas por fatores não acessíveis à consciência. O foco central desta perspectiva é o pensar humano e todos os processos baseados no conhecimento . tem sua origem não em experimentos científicos.como o modo de pensar se modifica de acordo com o comportamento e suas consequências. que foi posteriormente ampliada por vários autores mais recentes e influenciou fortemente muitas áreas da psicologia. de criar imagens mentais do mundo que o cerca .a capacidade do indivíduo de imaginar alternativas antes de se tomar uma decisão.

Psicologia A perspectiva evolucionista A perspectiva evolucionista procura. pedagogos. à filosofia. Essa realidade toma forma no modelo biopsicossocial..por ser centrada na cultura ocidental. compreendido sob diferentes aspectos.como a presença de outras pessoas. à metafísica. terapeutas ocupacionais e pessoas da comunidade onde o comitê está inserido. desde a pesquisa mais básica até a prática psicoterapêutica. médicos. processos cognitivos e interpretação das percepções. mas contam somente com sua capacidade de observação e com o conhecimento adquirido por outras disciplinas como a antropologia e a arqueologia[3] . a psicologia se encontra (ou deveria se encontrar) em constante contato com a fisiologia. à teologia e muitas outras ligadas aos fatores socioculturais. • Fatores psicológicos ..como preferências. fonoaudiólogos e muitos outros . à arqueologia. entre outros. que serve de base para todo o trabalho psicológico. A perspectiva sociocultural Já em 1927 o antropólogo Bronislaw Malinowski criticava a psicologia . expectativas da sociedade e do meio cultural. a etologia. O fato de diferentes escolas coexistirem e se completarem mutuamente demonstra que o homem pode e deve ser estudado. fisioterapeutas. médicos. etc. . formados por diferentes profissionais . farmacêuticos. engenheiros. à linguística à informática. • Fatores socioculturais . etc. observado. psicológico. Assim. à sociologia.psicólogos. fisioterapeutas. Essa preocupação de expandir sua compreensão do homem além dos horizontes de uma determinada cultura é o cerne da perspectiva sociocultural. advogados. explicar o desenvolvimento do comportamento e das capacidades mentais como parte da adaptação humana ao meio ambiente.na época a psicanálise de Freud . A pergunta central aqui é: em que se assemelham pessoas de diferentes culturas quanto ao comportamento e aos processos mentais. na parte da pesquisa teórica. No trabalho prático a necessidade de interdisciplinaridade não é menor.[7] Para ser capaz de ver o homem sob tantos e tão distintos aspectos a psicologia se vê na necessidade de complementar seu conhecimento com o saber de outras ciências e áreas do conhecimento. a biologia. reações emocionais. modelos de papéis sociais. enfermeiros. Um importante exemplo desse trabalho interdisciplinar são os comitês de Bioética. expectativas e medos. O psicólogo.e muitas vezes as diferentes áreas trazem à tona novos aspectos a serem considerados. enfermeiros e outros agentes de saúde. etc. funcionários do sistema jurídico. inspirada pela teoria da evolução.como a predisposição genética e os processos de mutação que determinam o desenvolvimento corporal em geral e do sistema nervoso em particular. em que se diferenciam? São válidos os conhecimentos psicológicos em outras culturas? Essa perspectiva também leva a psicologia a observar diferenças entre subculturas de uma mesma área cultural e sublinha a importância da cultura na formação da personalidade[3] . à história. pedagogos. de acordo com a área de trabalho. e que têm por função decidir aspectos importantes sobre pesquisa e tratamento médico. à etnologia. físicos. Esse modelo afirma que o comportamento e os processos mentais humanos são gerados e influenciados por três grupos de fatores: • Fatores biológicos . 6 A perspectiva biopsicossocial e a multidisciplinaridade A enorme quantidade de perspectivas e de campos de pesquisa psicológicos corresponde à enorme complexidade do ser humano.. trabalha sempre em equipes com os mais diferentes grupos profissionais: assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. os psicólogos evolucionistas não podem realizar experimentos para comprovar suas teorias. influência do círculo familiar. teólogos. etc. a neurologia e às neurociências (ligadas aos fatores biológicos) e à antropologia. de amigos. Por recorrer a acontecimentos ocorridos há milhões de anos.

programação neurolinguística.incluindo "comunicação facilitada" para o autismo infantil.Psicologia 7 Crítica O status científico A psicologia é frequentemente criticada pelo seu caráter "confuso" ou "impalpável". rebirthing. por exemplo entre os psicólogos experimentais e os psicoterapeutas. Desde há alguns anos tem aumentado a discussão a respeito do funcionamento de determinadas técnicas psicoterapêuticas e da importância de tais técnicas serem avaliadas com métodos objetivos. O filósofo Thomas Kuhn afirmou em 1962 que a psicologia em geral estava em um estágio "pré-paradigmático" por lhe faltar uma teoria de base unanimemente aceita. Terapias "alternativas" não psicológicas Um dos maiores problemas relacionados à distância que separa a teoria científica da psicologia e sua prática terapêutica é a multiplicação indiscriminada do números de "terapias alternativas" que se vê atualmente."[11] Allen Neuringer (1984) fez críticas semelhantes partindo da análise experimental do comportamento. não podem ser medidos diretamente e devem ser estudados com o auxílio de relatórios subjetivos. reparenting. o que pode ser problemático de um ponto de vista metodológico.[12] . Por grande parte da pesquisa psicológica ser baseada em entrevistas e questionários e seus resultados terem assim um caráter correlativo que não permite explicações causais. Muitos autores[10] já haviam apontado o grande crescimento no número de tratamentos e terapias realizados sem treinamento adequado e sem uma avaliação científica séria. Lilienfeld (2002) constata com preocupação que "uma grande variedade de métodos psicoterapêuticos de funcionamento duvidoso e por vezes mesmo danosos . são efetivas no tratamento dos transtornos psíquicos. mas corresponder à realidade empírica) com importância prática. como é o caso em outras ciências mais maduras como a física e a química. trabalhos com a imaginação). uma probabilidade maior do que 95% de o resultado obtido não ser fruto do acaso. regressão etária hipnótica. No entanto a obtenção de significados estatisticamente significante mas na prática irrelevantes é um fenômeno comum em estudos envolvendo um grande número de pessoas. Muitos psicólogos confundem significância estatística (ou seja. regressão de vidas passadas. isto é. alguns críticos a acusam de não ser científica. Muitas vezes os debates críticos ocorrem dentro da própria psicologia. terapias energéticas e terapias new-age de todos os tipos possíveis (ex. pensamento e emoção. Erros e abusos de testes estatísticos foram sobretudo apontados em trabalhos de psicólogos sem um conhecimento aprofundado em psicologia experimental e em estatística. muitas das quais baseadas em princípios de origem duvidosa e não pesquisados. mostram que as psicoterapias das escolas psicológicas tradicionais (mainstream).[8] Em resposta muitos pesquisadores começaram a fazer uso do "tamanho do efeito" estatístico (effect size) como massa de medida da relevância prática. (ex. como personalidade. Além disso muitos dos fenômenos estudados pela psicologia. terapia por abdução alienígena) surgiram ou mantiveram sua popularidade nas últimas décadas. terapia do grito original. Por outro lado muito tem sido investido nos últimos anos na avaliação das técnicas psicoterapêuticas e muitas pesquisas. apesar de também elas terem alguns problemas metodológicos. das escolas mencionadas mais acima neste artigo.[9] Algumas técnicas psicoterapêuticas são acusadas de se basearem em teorias sem fundamento empírico. técnicas sugestivas para recuperação da memória.

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