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Nome do programa: CUIDANDO DE QUEM CUIDA+ VINHETA/ + TEMA: A

MORTE NÃO É UM ESPETÁCULO!


TEMA do TRABALHO: A relação do luto-ética no público infantil
Dia: sábado
Jornalista Adelvam E Lara (falar sobre o fato de o psicólogo ter que falar sobre a
morte?)
Psicólogas/ Mari (Luto na escola e infantil) e Joana (a ética do luto infantil)
Parente de cada Criança (tia,avós)= Evlin
Crianças que estão passando pelo luto (primeira faz terapia e aparenta ser bem aberta e a
segunda não faz e é retraída)= Suelen e Isaque
A MORTE NÃO É UM ESPETÁCULO!
Jornalista: No programa de hoje veremos o tema: A morte não é um espetáculo!
Como falar da morte para uma criança? Falar de morte é falar de vida? Para
abordar esse tema convidamos duas psicólogas Joana Paiva e Mariana Anjélica
juntamente com duas crianças que são irmãs: Isaque (terapia chula da escola- 12)
e Suelen (terapia particular-15) acompanhada de sua tia, Evlin.
Psicóloga: (Mariana) Primeiramente, eu afirmaria essa segunda pergunta, já que o
ciclo de vida envolve o processo de morrer, mas, muito obrigada pela recepção.
Jornalista: Como funciona o processo de luto no público infantil? Há uma
“fórmula” para tudo ficar bem?
Psicóloga: (Joana) As crianças elas são seres mais vulneráveis quando se fala de
perdas, pelo fato de ainda estarem em fase de desenvolvimento cognitivo e emocional.
Talvez fórmula não seja a palavra certa a usar, pois é algo relativo, porém o processo de
luto deve ser acompanhado por responsáveis, onde possa acolher as crianças para que
futuros problemas sejam evitados, principalmente no psíquico.
Jornalista: Por que o luto virou tabu? Parece que ninguém pode falar mais em
algo que já é natural.
Psicóloga: (Mariana)
Jornalista: Como ocorre o processo de luto e tristeza na infância? Existe alguma
diferença?
Psicóloga: (Mariana) pesquisar sobre as etapas do luto infantil + a diferença+ turma
Mônica+ a forma de falar
Jornalista: Como você está diante disso tudo?
Isaque: Desesperado, minha escola tá uma merda! Na terapia que eu faço na escola a
psicóloga fala umas coisas que eu não entendo.
Psicóloga: Como assim? (Joana)
Isaque: Faz tempo que eu faço a terapia e não vi nenhum aprendizado ou crescimento
da minha parte.
Jornalista: Psicóloga Joana podemos falar da ética nesse contexto?
Psicóloga: (Joana)
Em casos assim, de acordo com o nosso código de ética no Artigo 1°, devemos assumir
as responsabilidades para as quais estejamos capacitadas, pessoal, teórica e
tecnicamente. Então quando não se vir o rendimento da pessoa atendida, é necessário
sugerir o atendimento de outro profissional, passando então para este todas as
informações possíveis para procedência do mesmo.
Jornalista: Muitos dizem que a dor ameniza com o tempo. Em minha experiência
piorou muito, até acalmar pode levar anos. Como você percebe isso, Suelen?
Suelen: Bom, acho que isso depende muito. Para mim, ter tido contato com a morte tão
cedo foi devastador, mas também foi transformador. É importante viver as etapas do
luto e receber um bom acolhimento, a minha psicóloga e a minha família contribuíram
para esse processo de transformação e ressignificação, não é mesmo tia? Hoje posso
dizer que sim, foi insuportável no início, porém amenizou com o tempo.
Evlin: Sim, exatamente. Acredito que isso é muito subjetivo, cada pessoa vai lidar de
uma forma diferente com os seus sentimentos, e terá o próprio tempo, viverá o próprio
processo. A dor pode ser transitória sim. Vivenciar o luto é muito difícil, e quando se
trata de crianças o assunto é ainda mais delicado, porém é importante que haja – como
Su citou – um acolhimento familiar e quando necessário psicológico.
Jornalista: Como funciona a relação entre vocês?
Evlin responde 😊
Jornalista: Como funciona a rede de apoio escolar e familiar?
Psicóloga: (Mariana) e tia respondem (Educadores preparados; A escola deve ser um
agente que promove a reflexão; a escola é o segundo lugar de socialização infantil e o
segundo lugar que promove segurança para criança)
Jornalista: Qual a importância de se falar de um assunto tão sério com crianças?
(É necessário ver a criança como uma pessoa que merece ser respeitada e
informada sobre mudanças que acontecem em sua volta)
Psicóloga: (Mariana) (É necessário ver a criança como uma pessoa que merece ser
respeitada e informada sobre mudanças que acontecem em sua volta)
Jornalista: Então quer dizer que nesse contexto em que a Suelen e o Isaque
perderam seus pais o psicólogo quem irá informar para a tia e as crianças?
Psicóloga: (Joana) Não, até porque fica meio inviável ao psicólogo que nunca teve
contato com essas pessoas dar uma notícia dessas, porém em alguns casos, por exemplo,
de mortes bruscas ou inesperadas sempre é bom a presença de um psicólogo para
acolhimento da família.
Jornalista: Como as psicólogas podem atuar de forma ética em relação ao luto
infantil?
Psicóloga: (Joana) Em primeiro lugar, nunca se esquecer do código de ética que nos
rege, tanto quanto a declaração Universal dos Direitos Humanos. Por exemplo, quando
se fala de criança é necessário a autorização dos responsáveis pela mesma, família ou
até mesmo um conselho tutelar, para realização dos atendimentos, é essencial manter
sempre o sigilo das informações colhidas, e também é vedado a nós psicólogos possuir
vínculo ou relação com a pessoa atendida e até o familiar da mesma, que possa interferir
no objetivo do serviço prestado como fala o código de ética.
Jornalistas: Então pessoal, esse foi o programa CUIDANDO DE QUEM CUIDA!
Espero que tenham gostado e ficam ligados no próximo episódio! Muito obrigada
aos participantes envolvidos. Até mais! (procurar som de palmas)

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