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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TOCANTINS

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA


CAMPUS PALMAS

RAFAEL DE OLIVEIRA FELÍCIO


2019101064003-6

PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PALMAS
2020
RAFAEL DE OLIVEIRA FELÍCIO
2019101064003-6

PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA


ERER – BRINCADEIRAS DE ORIGEM/DESCENDENCIA
INDIGENA E AFRICANA NA EDUCAÇÃO FISICA ESCOLA
DURANTE A QUARENTENA.
SUMÁRIO

1 - RESUMO ...................................................................................................................................... 4
2 - INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 4
3 - FICHAMENTO ............................................................................................................................. 4
4 – DESCRIÇÃO EXPERIMENTAL E PROCEDIMENTO.......................................................... 5
5- RESULTADOS .............................................................................................................................. 6
6- CONCLUSÕES ............................................................................................................................. 9
7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................ 9
1 - RESUMO

É um projeto de ensino que tem por objetivo divulgar para os alunos do ensino
médio integrado do IFTO Campus Palmas, brincadeiras/jogos de culturas diferentes,
essas diversidades serão apresentadas através de três brincadeiras/jogos através de um
vídeo que foi publicado na plataforma de vídeos YouTube. O link de acesso ao vídeo foi
divulgado me redes sociais a fim de alcançar o maior numero de pessoas possível. Junto
com o vídeo, foi disponibilizado um questionário para uma avaliação geral do que foi
apresentado na oficina.
O projeto de ensino foi voltado para os alunos do ensino médio do IFTO Campus
Palmas, por meio de plataforma virtual, porém, teve a participação da comunidade
externa para que a amostragem da avaliação obtivesse um resultado expressivo.

2 - INTRODUÇÃO

A realização desse projeto foi desempenhada pelos estudantes do curso de


licenciatura em Educação Física do 3° período no IFTO Campus Palmas, ano 2020/01,
monitorados pelo professor Me. Rodrigo Antônio Magalhães Teixeira na disciplina de
educação para as relações étnicas raciais - (ERER).
Durante a fase de planejamento do evento, foi debatido entre os acadêmicos que
executaram o projeto, quais brincadeiras seriam relevantes para uma apresentação que
agregasse conhecimento aos participantes.
O resultado desse estudo terá alta relevância para tanto professores como
pedagogos que atuam nessa área Esses efeitos mostraram a efetividade de se trabalhar
esses jogos e brincadeiras que irá estimular a captação de conceitos e práticas.

3 - FICHAMENTO

Ao brincar e jogar na rua ou na escola pode sentir em situações de acolhimento


étnico-cultural: valorização, receptividade, conforto e alegria. Como também, em
situações de tolhimento étnico-cultural: desvalorização, constrangimento, desconforto e
tristeza. De um modo ou de outro são momentos de aprendizagem que, no entanto,
oscilam entre prazer e dor, devendo as primeiras serem encorajadas e as segundas
banidas de nossa sociedade.(SILVA 2009)

Segundo Prista, Tembe e Edmundo (1992) o jogo e a brincadeira sempre


estiveram voltados para o âmbito educacional e preparação para vida. O jogo está além
dos limites físicos e psicológicos, pois todo jogo tem algum significado. De acordo com
Huizinga (1971) o jogo ultrapassa os limites da atividade puramente física ou biológica,
tendo capacidade de criar ordem, deslocando-se da imperfeição do mundo para uma
perfeição temporária.

De acordo com Souza (2006) os africanos também trouxeram para o Brasil


técnicas de produção de objetos, como modelar e cozer o barro utilizado para confecção
de recipientes, bem como padrões estéticos presentes nas formas, nas decorações e no
colorido.

O Brasil, por se tratar de um país com inúmeros imigrantes e povos indígenas


possui uma variedade de jogos tradicionais e populares (VINHA, 2004). Dentre eles se
destacam os indígenas, que segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a sua
população é de 734 mil pessoas, distribuídas em 225 etnias com 180 línguas diferentes.

Com isso, a diversidade de jogos praticados pelos indígenas parece ser


imensurável. Fassheber (2006) afirma que elementos comuns como, por exemplo, o arco
e flecha, possuem formas de utilização, espaços, tempos e significados diferentes para
cada etnia, trazendo uma diversidade ainda a ser pesquisada. Além disso, as culturas
indígenas entranham-se num processo de globalização, alterando suas culturas e, logo
seus jogos e práticas corporais tradicionais.

Os jogos tradicionais são feitos de modo bastante variado e dinâmico para afirmar
sua vida lúdica e/ou ritual (FASSHEBER, 2006). Com isso, diversas etnias apresentam
diferentes variações de jogos, entretanto, esses jogos estão se perdendo pelo contato
com os não-índios, pois para estes são demasiadamente violentos ou possuem pouca
atratividade (JÚNIOR e FAUSTINO, 2009).

4 – DESCRIÇÃO EXPERIMENTAL E PROCEDIMENTO

O método ousado neste projeto foi o qualitativo, faremos um vídeo apresentando


algumas brincadeiras de origem africana e indígena, que será submetido para apreciação
dos alunos do médio integrado do IFTO Campus Palmas e também para o pluco externo
que irá participar da oficina. Logo após o vídeo terá um questionário, para que os
espectadores possam fazer uma avaliação dando uma nota de satisfação. Os integrantes
do grupo gravaram os vídeos realizando uma breve explicação sobre a diversidade
cultural e como á realizada a brincadeira. Serão três brincadeiras:
 Saltando o Feijão (Nigéria) – Saltar. De origem nigeriana, o único material
necessário para desenvolver a brincadeira é uma corda. Um dos participantes será
escolhido para ser o “balanceador”, que será o responsável por girar uma corda no
chão. Os demais formarão um círculo ao seu redor e quando o balanceador gira a
corda no chão os colegas devem saltá-la sem que sejam atingidos. Se isso
acontecer, o participante estará fora da competição. Aquele que ficar por último
será o vencedor.
 Cabo de Guerra (Indígena) – Força. Divida os participantes em duas equipes,
procurando equilibrá-las em número e força. Marque o centro da corda com um
pedaço de fita, posicionando-o sobre uma marcação no chão que pode ser feita
com uma vareta ou giz. Com os integrantes enfileirados a, cada equipe deverá
puxar uma das pontas da corda.
 Pombo(Gana)–Lançamento. Sete pedras são colocadas no chão. A criança
escolhe uma pedra e joga para o ar. Enquanto a pedra está no ar, ela pega outra
do monte (com a mesma mão) e depois pega a pedra que foi jogada para o ar
antes dela cair. Coloca as pedras de volta no chão. O jogador joga a pedra para o
ar novamente. Desta vez, ele deve pegar duas pedras e depois a pedra que foi
lançada e assim sucessivamente. Se não conseguir passa a vez ao outro jogador

Ao termino da visualização das atividades, foi solicitado aos participantes a


resolução de um breve questionário onde foi indicado os índices de satisfação do
usuário quanto aos ensinamentos da oficina. Esta análise foi realizada no período
de 21 a 27 de agosto de 2020.

5- RESULTADOS

A pesquisa obteve um total de 63 respostas. A maior porcentagem do público que


visualizou o vídeo na internet foi a comunidade externa no IFTO, representando um total
e 63,5% do total de pessoas que responderam ao questionário de avaliação. Alunos do
IFTO corresponderam a segunda maior porção, representado por 25,4%.
Gráfico 01: Tipificação do público entrevistado

Quando questionados sobre o índice de satisfação quanto a oficina


apresentada no vídeo, em uma escala de 1 a 5, 76,2% dos entrevistados responderam
estar muito satisfeito, representando um total de 48 entrevistados. Em segundo
lugar, com 19% dos entrevistados atribuíram nota 4 ao índice de
satisfação, demostrando que a aceitação por parte do público foi bastante elevada.

Gráfico 02: Índice de Satisfação da Oficina

Por se tratar de ensinamentos que poderão ser repassados, questionamos


aos entrevistados qual a probabilidade de indicar esta oficia para outras pessoas.
Em uma escala de 1 a 5, a maioria, correspondendo a 84,1%, atribuíram a maior
nota quanto a possibilidade de indicar esta oficina, podendo demostrar relevância quanto
ao material produzido neste projeto.

Gráfico 02: Índice de Satisfação da Oficina


De forma geral, foi questionada aos entrevistados a nota que deveria ser atribuída
ao projeto, em uma escada de 0 a 10. Os entrevistados que atribuíram a nota máxima, 10
pontos, correspondeu a 69,8% do total de intervisitados. Apenas um entrevistado,
representando 1,6% do numero total de entrevistados atribuiu nota abaixo da média.

Gráfico 03: Nota atribuída para a Oficina

Segundo estatísticas disponibilizadas pelo Youtube Studio, o vídeo que foi produzido a
partir deste projeto no formato de oficina obteve 93 visualizações entre o período de 21 a
27 de agosto de 2020.

Gráfico 04: Número de visualizações do vídeo no YouTube

Na imagem abaixou abaixo, podemos observar o quantitativo de usuários de selecionara


a opção like, disponível na plataforma de stream de vídeo, a fim de medir o índice de
satisfação dos usuários.
Figura 01: Quantidade de Curtidas do vídeo no YouTube

Foi observado que o vídeo foi reproduzido em três dispositivos distintos, tendo que o
smartphone foi responsável pela reprodução de 85,1% do total de visualizações. Outros
12,2% do total de visualizações de visualizações foram reproduzidas pelo computador,
enquanto apenas 2,7% foram exibidas em uma smart TV.

Tabela 01: Tipo de dispositivo utilizado para visualizar o vídeo

6- CONCLUSÕES
O índice de satisfação o usuário quanto a oficina realizada neste projeto
foi satisfatória. A elaboração desta oficina contribui em nossa formação continuada,
revelando-nos posicionamentos diferenciados, melhorando e transformando a prática
docente.

Assim, é tamanha sua importância e real necessidade e esperamos que em um futuro


breve esse projeto possa estimular a criação de oficinas para a difusão e propagação
da cultura africana e indígena.

Além de contribuírem com possibilidades de inserção da educação das relações étnico-


raciais enquanto conteúdo a serem abordados pelas disciplinas que compõem o
currículo escolar para romper com violências como o racismo e a discriminação,
valorizando e reconhecendo sua contribuição em nossa formação histórica, social e
cultural.
7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CUNHA, Débora. FREITAS, Claudio. Apostila de Jogos Infantis Africanos e Afro


Brasileiro – II Semana de consciência negra UFPA 2010 p.1. Belém – PA. Disponível
em: <https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2015/11/Apostila-Jogos-infantis-
africanos-e-afro-brasileiros.pdf> Acessado em 15 de Agosto de 2020.

BENTO, Clóvis. Jogos de origem ou descendências indígenas e Afro na Educação


Física Escolas: Educação para e nas Relações Étnicas Raciais. São Carlos – SP
2002. Disponível em:
https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/2636/4662.pdf?sequence=1&isAllowed
=y> Acessado em 15 de Agosto de 2020.

ALMANAQUE SOCIOAMBIENTAL. Parque Indígena do Xingu 50 anos. Disponível em: .


BENTO, Maria Aparecida. Cidadania em preto e branco: discutindo as relações raciais.
São Paulo: Ática, 2000. Disponível em:
<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/educacao_quilombola/material_dis
trito_federal.pdf> Acessado em 15 de Agosto de 2020.

Prefeitura de Goiânia. Ensino Fundamental – Ciclo da Infância – B (2º Ano) –


Experiências e Curiosidades Brincadeiras indígenas. Disponível em:
<http://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/brincadeiras-
indigenas/> Acessado em 15 de Agosto de 2020.

PEREIRA, Alessandro A.; GONÇALVES JUNIOR, Luiz; SILVA, Petronilha B. G. e.


Jogos africanos e afro-brasileiros no contexto das aulas de educação física. In:
XII Congresso (ARIC): diálogos interculturais: descolonizar o saber e o poder,
2009, Florianópolis. Anais. Florianópolis: UFSC, 2009. p.1-18. (ISBN: 978-85-87103-36-
Disponível em: http://www.ufscar.br/~defmh/spqmh/pdf/2009/pereira_jogos_2.pdf?
Acessado em 15 de agosto de 2020.

MOREIRA, M.A. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação na


sala de aula. Brasília: Editora da UnB, 2006.

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