Você está na página 1de 24

Design: Francisco Ribeiro

ribfrancisco@gmail.com

OBSERVATÓRIO DO PERCURSO

PROFISSIONAL DOS DIPLOMADOS

DA UTAD

UTAD 2011

Capa fontainhas.indd 1 04-04-2011 17:04:42


OBSERVATÓRIO DO PERCURSO PROFISSIONAL DOS
DIPLOMADOS DA UTAD (2003-2007)

O. Enquadramento

As políticas públicas de ensino superior identificaram como objetivos prioritários a melhoria

da qualidade e a relevância das formações oferecidas, estruturados num sistema de garantia

da qualidade reconhecido internacionalmente. A implementação de mecanismos de promoção

da qualidade, de sistemas de avaliação e de acreditação e a ligação das instituições ao

mercado de trabalho constituem, de igual modo, recomendações expressas por organizações

internacionais.

Este cenário de adoção de políticas de qualidade no interior das instituições de ensino

superior exige que se equacionem mecanismos de garantia e promoção da qualidade e, num

quadro de uma cultura de prestação de contas, a divulgação da informação à sociedade.

Este desafio decorre da recente evolução do ensino superior português e a sua adequação

ao espaço europeu, cujo sucesso depende da capacidade das instituições em apreender o

espírito de mudança e de se adaptar às novas exigências, sublinhando a necessidade de

definição de sistemas de gestão da qualidade que integrem o sucesso educativo, a qualidade

pedagógica e a empregabilidade da oferta educativa.

Foi neste contexto que a UTAD criou o Observatório do Percurso Profissional dos Diplomados

tendo como missão principal acompanhar a atividade profissional dos antigos estudantes da

instituição. Num primeiro relatório, foi analisada a informação dos diplomados no período

compreendido entre 1998 e 2002 e agora publicam-se os resultados relativos ao quadriénio

2003-2007, evidenciando as principais preocupações relacionadas com a sua inserção no

mercado de trabalho.

No entanto, este período de análise está a ser ampliado aos anos mais recentes, numa

estratégia articulada com o recentemente criado gabinete Alumni UTAD de apoio aos antigos

estudantes, visando reunir informação adicional para apoiar a definição de futuras políticas

e estratégias educativas.
1. Nota técnica

Este relatório considera linhas orientadoras que contribuem para o exercício da avaliação
e reforça a crescente cultura generalizada de avaliação da qualidade, numa operação
sustentada numa recolha individual de dados entre os diplomados pela UTAD no período de
2003-2007, permitindo um acompanhamento contínuo de um desafio que a sociedade coloca
à Universidade.

Desde logo, reúne informação básica sobre a situação atual dos diplomados perante o
emprego, considerando a tipologia de emprego, o número de empregos que tiveram até à
data, as funções profissionais desempenhadas, o vínculo contratual, o tempo de permanência
no emprego e a remuneração auferida, bem como a estratégia seguida para a obtenção do
emprego. Considera ainda os principais fatores que favoreceram a obtenção de emprego, os
motivos que determinaram a eventual mudança de emprego e o seu grau de satisfação.

A opinião dos diplomados sobre o curso e o conhecimento das suas necessidades formativas
num quadro de aprendizagem ao longo da vida, associadas aos principais aspetos que devem
ser reforçados ou alterados no curso que frequentou, são indicadores que podem contribuir
para uma discussão mais alargada com repercussões na melhoria da qualidade de ensino e
da oferta educativa da Universidade.

Trata-se de um documento de trabalho em progresso que pode ser sujeito a contínua


melhoria e atualização, incluindo no futuro as reflexões dos atores internos envolvidos na
estratégia educativa e integrar eventuais interpretações e perspetivas sobre os resultados
obtidos. Pode, de igual modo, constituir um referencial a considerar em estudos posteriores
neste ambito e no desenvolvimento de orientações operacionais mais eficazes que permitam
construir com maior clareza e solidez uma visão estratégica do futuro da instituição.

A informação apresentada no relatório, no formato de quadros estatísticos, está estruturada


em sectores fundamentais: a situação perante o emprego incluindo o percurso profissional;
a opinião sobre o curso; e a aprendizagem ao longo da vida, sendo que o principal objetivo
foi o de avaliar o impacto da oferta educativa na sociedade e as questões relativas à inserção
e ao percurso profissional dos diplomados no mercado de trabalho. Sem prejuízo de outras
análises mais detalhadas os dados são acompanhados de umas breves notas.

2. Metodologia

Este relatório constitui uma base essencial de informação para a construção dos principais
indicadores que integram o Observatório do Percurso Profissional dos Diplomados da UTAD,
seguindo procedimentos metodológicos adoptados por instituições de referência no âmbito
de estudos de natureza censitária. O universo de inquiridos incluiu os diplomados na UTAD
que concluíram o seu curso no período compreendido entre 2003 e 2007, num total de 4293.
O processo exigiu uma atualização dos dados e das moradas dos diplomados que integraram

o universo a inquirir, o qual se revelou insuficiente face ao número de inquéritos devolvidos.

Quanto ao suporte e instrumentos de inquirição, o inquérito foi disponibilizado em suporte de

papel, garantindo a confidencialidade da informação e o anonimato, tendo sido enviado por

via postal. O questionário foi distribuído em 2009 e o tratamento da informação foi efetuado

em 2010. Os dados recolhidos foram agrupados numa única base de dados e, posteriormente,

analisados recorrendo ao programa “Statistical Package for the Social Sciences” (SPSS).

2. Caraterização da amostra

No domínio da constituição do universo e taxa de resposta, a operação de inquérito agrupou

os inquiridos em oito áreas científicas: Ciências Agrárias e Veterinárias (CAV), Ciências Sociais

e Serviços (CSS), Ciências Empresariais (CE), Ciências da Educação (CED), Ciências da Vida

(CV), Ciências do Ambiente (CA), Ciências do Desporto (CD) e Ciências e Tecnologia (CT),

tendo sido validadas 1081 respostas, correspondendo a uma taxa de resposta de 25% (Quadro

1, Gráfico 1).

QUADRO 1: AMOSTRAGEM POR ÁREA CIENTÍFICA.


ÁREA CIENTÍFICA NÚMERO DE DIPLOMADOS Nº RESPOSTAS TAXA DE RESPOSTA
(n) (%)
(2003-2007)
Ciências Agrárias e Veterinárias (CAV) 1062 261 25
Ciências Sociais e Serviços (CSS) 401 113 28
Ciências Empresariais (CE) 370 91 25
Ciências da Educação (CED) 1018 251 25
Ciências da Vida (CV) 285 81 28
Ciências do Ambiente (CA) 217 64 29
Ciências do Desporto (CD) 405 90 22
Ciências e Tecnologia (CT) 535 130 24
TOTAL 4293 1081 25%

CA CV
CAV 6% 8%
24% CD
8%
CE
8%

CED
23% CSS
CT 11%
12%

GRÁFICO 1: DISTRIBUIÇÃO GLOBAL DAS RESPOSTAS VALIDADAS.


Num primeiro momento, apresentam-se alguns dados sobre o ano de conclusão do curso,

género, grupo etário e área geográfica de residência, visando caracterizar a amostra. Verifica-

se que os diplomados que responderam ao questionário distribuem-se de forma equitativa

pelos cinco anos em estudo (Gráfico 2), sendo maioritariamente do género feminino e do

escalão etário situado entre os 26 e 30 anos de idade (Gráficos 3, 4).

2003
2007
20%
24%

2004
19%
2006
19%
2005
18%

GRÁFICO 2: DISTRIBUIÇÃO DOS DIPLOMADOS POR ANO DE CONCLUSÃO DO CURSO.

Masculino
32%
Feminino
68%

60%

21%
12%
4% 2%

≤ 25 anos 26-30 31-35 36-40 > 40 anos


anos anos anos

GRÁFICOS 3, 4: DISTRIBUIÇÃO DOS DIPLOMADOS POR GÉNERO. DISTRIBUIÇÃO DOS DIPLOMADOS POR GRUPO ETÁRIO.

Quanto à área geográfica de residência, 69% dos diplomados inquiridos reside no Norte do

País, sendo que 25% no distrito de Vila Real, 22% no Porto e 13% em Braga (Gráfico 5).

GRÁFICO 5: DISTRIBUIÇÃO DOS DIPLOMADOS POR ÁREA GEOGRÁFICA.


3. Situação atual perante o emprego

A taxa de empregabilidade dos diplomados foi de 85%, registando-se valores mais elevados

(superior a 90%) nas Ciências e Tecnologia e Ciências Empresariais (Gráficos 6, 7; Quadro 2).

Estudantes
2%
Desempregados
Empregados
à procura de
85%
novo emprego
11%

Desempregados
à procura do 1º
emprego
2%

GRÁFICO 6: SITUAÇÃO ATUAL DOS DIPLOMADOS PERANTE O EMPREGO.

CAV 89% 9% 2%

CSS 78% 18% 4%

CE 91% 8% 1%

CED 80% 19% 1%

CV 80% 15% 5%
Empregados
Desempregados CA 86% 14%

Estudantes CD 88% 11% 1%

CT 92% 6% 2%

TODAS AS ÁREAS 85% 13% 2%

GRÁFICO 7: SITUAÇÃO ATUAL DOS DIPLOMADOS PERANTE O EMPREGO, POR ÁREA CIENTÍFICA.

QUADRO 2: SITUAÇÃO ATUAL DOS DIPLOMADOS PERANTE O EMPREGO.

ÁREA CIENTÍFICA CAV CSS CE CED CV CA CD CT TOTAL


Empregados 233 88 83 200 65 55 79 120 923
Empregados no 1º Emprego 91 42 37 83 21 18 30 47 370
Empregados noutro emprego 142 46 46 117 44 37 49 73 553
Desempregados 24 20 7 47 12 9 10 7 136
Estudantes 4 5 1 4 4 0 1 3 22
A análise dos diplomados que se encontram atualmente empregados, revela que 52% se

encontra a desenvolver a atividade profissional na Região Norte (Gráfico 8) e 65% exercem

funções na atual empresa há mais de um ano (Gráfico 9).

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

CAV 49% 20% 10%

CSS 51% 15% 10%


Norte
Centro CE 71%

Lisboa e Vale do Tejo CED 53% 13%


Alentejo e Algarve CV 46% 15% 15% 11%
Açores e Madeira CA 62% 13% 15%
Outro País
CD 33% 28% 18%

CT 52% 16% 12%

TODAS AS ÁREAS 52% 15%

GRÁFICO 8: LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DAS ENTIDADES EMPREGADORAS.

88%
75% 73%
62% 65%
57% 56% 55%
52%
39% 39% 42% 38%
37%
31%
22% 23%
10%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS


AS
ÁREAS

Período até 1 ano Período superior a 1 ano

GRÁFICO 9: TEMPO DE PERMANÊNCIA NO ATUAL EMPREGO.

Na perspetiva da tipologia das entidades empregadoras, a maioria da oferta de emprego

é proveniente do setor privado, embora se registe um número elevado de diplomados que

exercem funções em órgãos de administração pública central e regional, com maior incidência

nas Ciências da Educação, Ciências da Vida e Ciências do Desporto (Gráfico 10).


100%
86%
90% 82%
76% 78% 76%
80%
70%
58% 56%
60% 52%
50% 43%
38%
40%
30% 25% 23%
20%
20% 12%
10%
0%
CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS AS
ÁREAS
Empresa Privada Empresa Pública Órgãos Administração Pública Central e Regional Órgãos Administração Pública Local Instituto Público Outro

GRÁFICO 10: TIPOLOGIA DAS ENTIDADES EMPREGADORAS.

Quanto ao tipo de vínculo estabelecido com as entidades empregadoras destaca-se o

contrato permanente nas Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências Empresarias e Ciências e

Tecnologias, sendo o contrato a prazo mais valorizado nas Ciências Sociais e Serviços, Ciências

da Educação, Ciências da Vida, Ciências do Ambiente e Ciências do Desporto (Gráfico 11).

Nas Ciências Agrárias e Veterinárias a criação do próprio emprego assume maior significado

em relação às restantes áreas.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90%100%

CAV 40% 19% 15% 16%


Contrato permanente
CSS 34% 49%
Contrato a prazo
Prestação de serviç os CE 65% 24%

Em estágio CED 36% 54%


Á experiência CV 83%
Criação do próprio emprego CA 36% 40% 18%
Negócio de família
CD 14% 68% 15%
Outro
CT 50% 33%

TODAS AS ÁREAS 37% 42%

GRÁFICO 11: TIPO DE VÍNCULO COM A ENTIDADE EMPREGADORA.

Os conhecimentos pessoais e o acesso a concursos públicos foram os meios mais utilizados

para a obtenção de emprego (Gráfico 12), sendo que a resposta a anúncios e a iniciativa a

candidaturas espontâneas mostra bons resultados em determinadas áreas científicas.


0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

CAV 15% 36% 12% 15%


CSS 18% 10% 23% 27%
CE 21% 17% 24% 18%
CED 43% 22% 17%
CV 85%
CA 29% 26% 24%
CD 71% 13% 11%
CT 23% 12% 27% 14% 12%
TODAS AS ÁREAS 13% 26% 24% 16%

Resposta a anúncios Concurso Público Conhecimentos pessoais Candidatura espontânea Centro emprego
UTAD/GAIVA Estágio profissional Criou uma empresa Outro meio

GRÁFICO 12: MEIOS UTILIZADOS NA OBTENÇÃO DO ATUAL EMPREGO.

Os resultados mostram existir uma relação estreita entre as funções desempenhadas no

emprego e a formação adquirida no curso em todas as áreas em estudo (Gráfico 13). No

entanto, um número considerável de inquiridos, à exceção das Ciências da Vida e Ciências do

Desporto, refere que as funções que exercem poderiam ser desempenhadas por diplomados

com formação noutras áreas e mesmo com formação académica inferior (Gráfico 14).

94% 96% 93%


86% 87% 83% 86%
80%
74%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS


AS
ÁREAS

GRÁFICO 13: RELAÇÃO ENTRE AS FUNÇÕES DESEMPENHADAS E A FORMAÇÃO BASE NO EMPREGO.

100%
89%
90% 85%
80%
70% 65%
59% 60%
57%
60%
47%
50%
38% 36%
40% 31% 32%
30% 26% 25% 26%
22% 19%
20% 15% 16%
13% 13% 12%
10%
0%
CAV CSS CE CED CV CA CD CT

Somente com este Curso Com outro Curso Com formação académica inferior

GRÁFICO 14: FORMAÇÃO ACADÉMICA EXIGIDA PARA O DESEMPENHO DAS FUNÇÕES NO EMPREGO.
Os diplomados apontam como fatores de maior grau de satisfação, o ambiente socioprofissional

(88%), a realização profissional (82%) e o horário laboral (81%). Em contraste, a estabilidade

(41%), as perspetivas de progressão na carreira profissional (51%) e a melhoria salarial (53%)

são os fatores de maior grau de insatisfação (Gráfico 15).

Ambiente sócio-profissional 12% 88%


Realização profissional 18% 82%
Horário laboral 19% 81%
Localização do emprego 21% 79%
Prestígio social 22% 78%
Adequação formação curricular às tarefas que… 24% 76%
Actualização de conhecimentos/desenv. profissional 28% 72%
Salário/remuneração 35% 65%
Estabilidade do emprego 41% 59%
Perspectivas de progressão na carreira profissional 51% 49%
Perspectivas de melhoria salarial 53% 47%

Insatisfatório Satisfatório

GRÁFICO 15: GRAU DE SATISFAÇÃO COM O ATUAL EMPREGO.

Os resultados mostram que 20% dos inquiridos mantém outras atividades profissionais

paralelas ao seu atual emprego, assumindo maior relevância nas Ciências do Desporto. De

registar que em 40% dos diplomados se trata do seu primeiro emprego (Gráficos 16, 17).

CD
54% TODAS AS
CAV CT ÁREAS
CE CV CA
24% CSS 17% CED 18% 23% 20%
11% 8% 15%

GRÁFICO 16: DIPLOMADOS QUE EXERCEM ACTIVIDADES PARALELAS AO SEU PRINCIPAL EMPREGO.

TODAS AS
CSS
CAV 48% CE CED CT ÁREAS
45% 42% CV CA CD
39% 39% 40%
32% 33% 38%

GRÁFICO 17: DIPLOMADOS EM SITUAÇÃO DE PRIMEIRO EMPREGO.


O Quadro 3 mostra que no caso dos diplomados em situação de desemprego, a situação se

verifica há menos de um ano em 79% dos inquiridos, sendo que 17% estão em situação de

procura do primeiro emprego (Gráfico 18). O desemprego deve-se à cessação dos contratos

(72%) e despedimento por iniciativa própria (12%). Os inquiridos expressam a reduzida oferta

de emprego (60%) e o excesso de diplomados na área (58%) como fatores que dificultam a

obtenção de emprego.

QUADRO 3: SITUAÇÃO DOS DIPLOMADOS PERANTE A PROCURA DE EMPREGO.


ÁREA CIENTÍFICA CAV CSS CE CED CV CA CD CT TOTAL
Desempregados 24 20 7 47 12 9 10 7 136
Desempregados à procura de novo emprego 21 16 6 41 8 6 10 5 113
Desempregados à procura 1º emprego 3 4 1 6 4 3 0 2 23

100% 100%

80% 83%
77% 78% 79%
75%

57%
43%

25% 24% 22%


20% 21%
17%

0% 0%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS


AS
ÁREAS

Período até 1 ano Período superior a 1 ano

GRÁFICO 18: TEMPO DE PERMANÊNCIA NO DESEMPREGO.

Quanto ao primeiro emprego, 1036 diplomados (85% dos inquiridos) referem que já exerceram

uma atividade profissional após a conclusão do seu curso, sendo que a inserção no mercado

de trabalho se concretizou até um ano após a conclusão do curso. Por outro lado, 18% iniciou

a atividade profissional antes da conclusão do curso (Gráfico 19).


90% 93%
87% 88% 84% 85%
83%
79%
73%

27%
15% 20%
13% 11% 11% 13%
9% 5%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS


AS
ÁREAS

Até um ano após a conclusão do Curso Mais de um ano após a conclusão do Curso

GRÁFICO 19: INÍCIO DA ATIVIDADE PROFISSIONAL EM RELAÇÃO AO CURSO.

De uma forma geral, a proveniência da oferta de emprego reside no setor privado (GRÁFICO 20).

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

CAV 75% Empresa Privada

CSS 60% 19% Empresa Pública


CE 82%
Órgãos Administração Pública Central e
CED 44% 31% 10% Regional
CV 26% 62% Órgãos Administração Pública Local

CA 69% 15%
Instituto Público
CD 19% 30% 34% 10%
Outro
CT 77%

TODAS AS ÁREAS 58% 17%

GRÁFICO 20: TIPOLOGIA DA PRIMEIRA ENTIDADE EMPREGADORA.

O conhecimento do emprego teve lugar mediante o recurso a conhecimentos pessoais,

concursos públicos, respostas a anúncios e a candidaturas espontâneas (Gráfico 21). A

atividade do GAIVA começa a ter alguma expressão, em particular, nas Ciências Agrárias e

Veterinárias, Ciências da Educação e Ciências e Tecnologias.


0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

CAV 14% 40% 17% 10% Resposta a anúncios


CSS 16% 31% 23% Concurso Público

CE 15% 32% 23% 16% Conhecimentos pessoais


Candidatura espontânea
CED 11% 32% 26% 18%
Centro emprego
CV 60% 15% 10%
UTAD/GAIVA
CA 18% 31% 18% 12% Estágio profissional
CD 38% 30% 21% Criou uma empresa
CT 19% 35% 11% 14% Outro meio

TODAS AS ÁREAS 13% 18% 32% 18%

GRÁFICO 21: MEIOS UTILIZADOS NA OBTENÇÃO DO PRIMEIRO EMPREGO.

A relação entre as funções desempenhadas pelos diplomados no seu primeiro emprego

apresenta valores satisfatórios, embora em determinadas áreas possam ser desempenhadas

por diplomados com formação inferior ou diversificada relativamente à formação base, casos

das Ciências Sociais e Serviços, Ciências da Educação e Ciências do Ambiente (Gráfico 22).

94%
88% 89%

76% 78% 79%


73% 71% 72% 72%
60% 61%

47% 48% 47%


43% 43%
38% 39%
36% 31% 35%
22% 31% 28%
26% 28%
24%
19% 18% 20% 17%
17% 11%
14%
8%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS AS


ÁREAS

Relação entre funções e formação base Funções desempenhadas somente com este Curso
Funções podem ser desempenhadas com outro Curso Funções podem ser desempenhadas com formação académica inferior

GRÁFICO 22: RELAÇÃO ENTRE AS FUNÇÕES DESEMPENHADAS E A FORMAÇÃO BASE NO PRIMEIRO EMPREGO E RESPETIVA

FORMAÇÃO ACADÉMICA.
Entre os inquiridos que já exerceram uma atividade profissional mas não se mantiveram no

primeiro emprego (667 inquiridos), 67% permaneceu no mesmo emprego por um período

inferior a um ano e 32% há mais de um ano (Gráfico 23). A cessação de contrato (46%) e o

despedimento por iniciativa própria (42%) são os principais motivos pelos quais abandonaram

o emprego (Gráfico 24).

87%
79% 80%
75%
67%
63%
56% 58% 56%
43% 42% 44%
35% 32%
25%
18% 20%
14%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS


AS
ÁREAS

Período até 1 ano Período superior a 1 ano

GRÁFICO 23: TEMPO DE PERMANÊNCIA NO PRIMEIRO EMPREGO.

Cessação de contrato
Falência/Encerramento da empresa
Despedimento por iniciativa da entidade empregadora
Despedimento por iniciativa própria
Outro motivo

42% 27% 25%


53% 44% 40% 42% 42%
63%

60% 65%
44% 42% 49% 46%
36% 37% 28%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS AS


ÁREAS

GRÁFICO 24: MOTIVOS QUE CONDUZIRAM À CESSAÇÃO DO VÍNCULO COM A PRIMEIRA ENTIDADE EMPREGADORA.

Os resultados revelam que 52% dos inquiridos que não se mantiveram no primeiro emprego

(667 inquiridos) tiveram outros empregos para além do atual, 20% dos quais teve apenas um

emprego intercalar, 14% dois empregos e 18% mais do que dois entre o primeiro e o atual

emprego (Gráfico 25).


1 emprego
20%
Não teve outros Teve outros
empregos empregos 2 empregos
48% 52% 14%
> 2 empregos
18%

GRÁFICO 25: OUTROS EMPREGOS E RESPETIVO NÚMERO.

Um número considerável de inquiridos (43%), manifestaram não sentir grande dificuldade na

obtenção do emprego, sugerindo a falta de experiência profissional e de emprego em geral

como fatores desfavoráveis.

Entre os fatores favoráveis referidos destaca-se o bom relacionamento social e a boa

preparação, sendo que os estágios e a nota final de curso assumem uma particular expressão

neste domínio (Gráficos 26, 27).

Prestígio da UTAD 6%
GAIVA 1%
Possibilidade exercer diversas actividades 38%
Bom relacionamento social 51%
Nota final de Curso 31%
Grau de diplomado 20%
Actividades extracurriculares 17%
Curso específico 23%
Estágio 32%
Boa formação prática do Curso 24%
Boa formação teórica do Curso 24%
Nenhum em particular 9%

GRÁFICO 26: FATORES FAVORÁVEIS NA OBTENÇÃO DE EMPREGO.


Curso muito específico 4%
Falta de reconhecimento pela Ordem/Associação… 5%
Falta de apoio da UTAD 16%
Preferência pelo sexo oposto 5%
Curso não adaptado à realidade 12%
Curso muito teórico 14%
Falta de experiência 29%
Formação insuficiente 5%
Falta de empregos 49%
Desconhecimento do Curso 8%
Nenhum em particular 20%

GRÁFICO 27: FATORES DESFAVORÁVEIS NA OBTENÇÃO DE EMPREGO.

4. Empreendedorismo

Entre os inquiridos que já exerceram atividade profissional (1036), 9% criou a sua própria

empresa, embora uma pequena percentagem das empresas (1%) não se encontre no activo

(Gráfico 28, Quadro 4). De salientar que 2% das empresas não constituem a atividade

profissional principal para os diplomados.

Empresa
Não desactiva
empreendedor 1%
91% Empresa
Emprendedor activa
9% 8%

GRÁFICO 28: DIPLOMADOS EMPREENDEDORES E ESTADO DA EMPRESA.

QUADRO 4:SITUAÇÃO DOS INQUIRIDOS QUE EXERCERAM ATIVIDADE PROFISSIONAL PERANTE O EMPREENDEDORISMO.
ÁREA CIENTÍFICA CAV CSS CE CED CV CA CD CT TOTAL
Empreendedores 59 1 7 8 0 2 3 16 96
Não empreendedores 195 103 82 233 73 59 86 109 940

As empresas localizam-se maioritariamente na Região Norte, 31% no distrito de Vila Real e 28%

no Porto (GRÁFICO 29). O setor de atividade mais representativo é o dos serviços (59%) e tratam-se
de empresas de dimensão pequena, sendo que 92% têm menos de 10 trabalhadores (GRÁFICOS

30, 31).

Norte
74%
S/resp
2%

Outro País
3%
Madeira Lisboa e Centro
1% Vale do 18%
Tejo
2%

GRÁFICO 29: LOCALIZAÇÃO DAS EMPRESAS.

59%

16%
9% 12%
2% 2%

Agricultura Comércio Construção Indústria Serviços Turismo


e Pescas

GRÁFICO 30: SETOR DE ATIVIDADE DAS EMPRESAS.

92%

6%
0%
1%

< 10
trabalhadores 10-50
trabalhadores 51-250
trabalhadores > 250
trabalhadores

GRÁFICO 31: DIMENSÃO DAS EMPRESAS.

De notar que 49% das empresas existem há menos de um ano (GRÁFICO 32).
< 1 ano
> 2 anos 16%
35%

1 ano
2 anos 33%
16%

GRÁFICO 32: TEMPO DE EXISTÊNCIA DAS EMPRESAS.

Os principais fatores mencionados pelos inquiridos que determinaram a criação da sua

própria empresa (Gráfico 33) são a realização profissional (56%), a concretização de uma ideia

inovadora (35%), a independência pessoal (35%) e a perspetiva de melhoria salarial (37%).

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Realização profissional
Realização de uma ideia empreendedora
Falta de emprego na área de formação
Independência pessoal
Familiares com a mesma área de negócio
Poucas empresas nesta área
Prestigio Social
Perspectivas de melhoria salarial
Opção mais adequada para a minha área de formação
Ambiente sócio-profissional
Local geográfico
Horário laboral
Outro motivo

GRÁFICO 33: MOTIVOS QUE CONDUZIRAM À CRIAÇÃO DA EMPRESA.

Dos diplomados que não são empreendedores (963 inquiridos), mas que por sua vez já

exerceram a atividade profissional, 71% manifesta recetividade e gosto pela criação da sua

própria empresa, caso seja possível (Gráfico 34). No entanto, os empreendedores e os não

empreendedores recetivos à criação do próprio emprego (778 diplomados) mostram receio

pelo clima económico desfavorável da atualidade e manifestam que o maior obstáculo para

um empreendedor reside no investimento inicial necessário para a criação da empresa

(Gráfico 34).
CE
84% CT
CAV TODAS
CSS CA CD 79%
76% AS ÁREAS
Receptividade ao empreendedorismo

73% 73% 73% 71%


CED
61% CV
56%

GRÁFICO 34: POSIÇÃO RELATIVAMENTE AO EMPREENDEDORISMO.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Clima económico desfavorável


Falta de apoio no estudo de viabilidade da ideia de negócio
Questões de burocracia/barreiras administrativas
Investimento inicial necessário
Dificuldade em obtenção de financiamento
Falta de incentivos/benefícios financeiros
Falta de uma ideia inovadora
Local geográfico
Falta de pessoal qualific ado
Instabilidade /incerteza da remuneração
Receio de falhar pessoalmente (risco)
Outro obstáculo

GRÁFICO 35: OBSTÁCULOS NA CRIAÇÃO DE EMPRESAS.


4. Formação académica

Em termos gerais os inquiridos ingressaram no curso por uma questão de gosto pessoal (83%),

sendo fatores relevantes a localização da Universidade nas Ciências Empresariais, Ciências da

Educação e Ciências da Vida. As saídas profissionais foram referidas com fatores de escolha

do curso nas Ciências Sociais e Serviços, Ciências do Desporto e Ciências e Tecnologia,

merecendo realce a média de entrada nas Ciências Ambientais e o prestígio da UTAD nas

Ciências Agrárias e Veterinárias (Gráfico 36).

CED CA CD
CAV CSS 92% CV 88% 90% TOTAL
81% 80% CE CT 83%
80%
Gosto Pessoal pelo Curso

75% 75%

QUADRO 36: FATORES DETERMINANTES NA ESCOLHA DO CURSO.

Em termos gerais, merece avaliação positiva a formação teórica (92%) e a qualidade

pedagógica (90%) e científica (88%) do curso. Em contraste, registam-se valores insatisfatórios

no contacto com a realidade exterior (56%) e a divulgação do curso no mercado de trabalho

(62%) (Gráficos 37, 38).

Formação teórica 8% 92%

Qualidade pedagógica 10% 90%

Qualidade científica 12% 88%

Adequação às suas expectativas iniciais 33% 67%

Adequação às exigências profissionais 33% 67%

Adequação às necessidades actuais 39% 61%

Formação prática 39% 61%

Contacto com a realidade exterior 56% 44%

Divulgação no mercado de trabalho 62% 38%

Insatisfatório Satisfatório

GRÁFICO 37: OPINIÃO SOBRE O CURSO.


GRÁFICO 38: OPINIÃO SOBRE O CURSO POR ÁREA CIENTÍFICA.

Durante o período em que foram estudantes, 71% dos inquiridos dedicaram-se exclusivamente

aos estudos, sendo que 12% participou em programas de mobilidade internacional, com

maior relevância nas Ciências do Desporto (Gráficos 39, 40).

77%
58% 68% 75% 83%
72% 69%
59% 71%
17% 25%
19%
7% 18% 16% 12%
13% 23% 23% 34%
9%
5% 5% 20%
CAV CSS 8%
CE 8%
CED 9%
CV
CA
CD
CT
TODAS AS
ÁREAS

Exercia activid. Profis. Tempo inteiro ou parcial Executava trabalhos ocasionais Só estudava

GRÁFICO 39: SITUAÇÃO OCUPACIONAL ENQUANTO ESTUDANTE.


40%

16%
14%
13%

5% 9%
2% 12%
6%
CAV CSS CE CED CV CA
CD
CT
TODAS
AS
ÁREAS

GRÁFICO 40: PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMAS DE MOBILIDADE INTERNACIONAL.

Em termos globais, 49% dos diplomados refere que terminou o curso no tempo previsto no

plano curricular (Gráfico 41), com exceção das Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências do

Ambiente e Ciências e Tecnologia.

19% 18%
31% 27%
44% 45%

74% 70% 67%

79% 79%
55% 65%
33%
49%

27% 25%
25%
19%
11%

CAV CSS CE CED CV CA CD CT TODAS AS


ÁREAS

< n anos n anos > n anos

GRÁFICO 41: NÚMERO DE ANOS NECESSÁRIOS PARA A CONCLUSÃO DO CURSO.

O contacto com a UTAD após a conclusão do curso tem sido estabelecido, de forma

generalizada, através do corpo docente (Gráfico 42). Contudo, 16% refere que têm mantido

o contacto através de actividades realizadas no quadro da aprendizagem ao longo da vida,

designadamente em ações de formação contínua. O GAIVA continua a ser uma importante

estrutura de contacto com a Universidade para 8% dos inquiridos.


Contacto com docentes
39%

Biblioteca No exercício
16% da actividade Frequência
profissional Cursos de Frequência
12% Contacto Formação de outros Outro
Utilização de com GAIVA Cursos 9%
Participação 9%
recursos 8% 7%
informáticos Serviços à em projectos
3% 4%
comunidade
1%

GRÁFICO 42: TIPO DE CONTATO COM A UTAD APÓS A CONCLUSÃO DO CURSO.

Por último e em matéria de projetos profissionais futuros (Gráfico 43), 53% dos diplomados

referem que se encontram numa condição estável e pretendem manter a situação profissional,

sendo a criação da própria empresa considerado o principal objetivo futuro por 21% dos

inquiridos.
GRÁFICO 43: PROJETOS PROFISSIONAIS FUTUROS.