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Teresa Joaquim Musserife Tomás

Tema: Erosão de solo no município de Chimoio- Estudo de Caso no

Bairro 16 de Junho

Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia com habilitações em História

Universidade Púnguè
Manica
2021

Musserife, Teresa Joaquim


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Teresa Joaquim Musserife Tomás

Tema: Erosão de solo no município de Chimoio- Estudo de Caso no

Bairro 16 de Junho

Projecto de Pesquisa a ser apresentado no


departamento da Ciências da Terra e
Ambiente, Faculdade de Geociências como
avaliação na disciplina de Trabalho de
Culminação de Curso

Universidade Púnguè
Manica
2021

Índice

Musserife, Teresa Joaquim


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Conteúdo Página
1. Introdução...........................................................................................................................4
1.1. Contextualização..........................................................................................................4
1.2. Enquadramento do Tema..............................................................................................5
1.3. Problematização...........................................................................................................5
1.4. Justificativa..................................................................................................................6
1.5. Objectivos....................................................................................................................7
1.5.1. Geral.....................................................................................................................7
1.5.2. Específicos............................................................................................................7
1.6. Hipóteses......................................................................................................................7
2. Revisão Bibliográfica.........................................................................................................8
2.1. Principais conceitos......................................................................................................8
2.1.1 Erosão...................................................................................................................8
2.2. Tipos de Erosão............................................................................................................8
2.2.1. Erosão por impactos das gotas da chuva...............................................................8
2.2.2. Erosão laminar......................................................................................................9
2.2.3. Erosão em sulcos..................................................................................................9
2.2.4. Erosão ravinar.......................................................................................................9
2.2.5. Erosão em Voçoroca...........................................................................................10
2. Metodologia......................................................................................................................11
2.1. Descrição da área do estudo.......................................................................................11
2.1.1. Clima e Hidrografia............................................................................................11
2.1.2. Relevo e solos.....................................................................................................11
2.2. Material......................................................................................................................12
2.3. Tipos de pesquisa.......................................................................................................12
2.3.1. Quanto ao objectivo principal.............................................................................12
2.3.2. Quanto aos procedimentos técnicos....................................................................12
2.3.3. Quanto ao tipo de Abordagem............................................................................12
2.4. Técnica de colecta de dados no campo.......................................................................13
2.4.1. Observação Directa.............................................................................................13
3. Resultados Esperados.......................................................................................................13
4. Orçamento........................................................................................................................13
5. Cronograma de Actividades............................................................................................13
6. Referências Bibliográficas...............................................................................................14

Musserife, Teresa Joaquim


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1. Introdução

1.1. Contextualização

Em Moçambique, a erosão é um dos problemas ambientais que é agravado pelos níveis


elevados de pobreza em que vive a maioria da população rural e peri-urbana do país. O
efeito combinado da falta de recursos e a necessidade de satisfação das exigências
básicas de sobrevivência conduz à sobre exploração ou utilização indevida dos recursos
disponíveis com implicações graves para o ambiente.

Entretanto, desde o seu surgimento, o homem encontrou na natureza fonte principal para
a busca e extração de todos os recursos necessários à sua sobrevivência. Entretanto,
nesse processo de apropriação de um território e seus recursos, o homem interfere
significativamente nos fluxos energéticos e, consequentemente, na funcionalidade dos
sistemas naturais, pelo fato de se ignorar as fragilidades desses sistemas (ROSSI, 2006).

Em Moçambique, por exemplo, as décadas de 1970, 1980 e 1990 foram caracterizadas


pela ocorrência de fatores conjunturais adversos (guerra colonial, civil e calamidades
naturais), tornando os espaços urbanizados mais atrativos, o que resultou na implosão
urbana, conferindo aos locais de chegada (cidades), características dominantes do meio
rural (ARAÚJO, 2003). Contudo, com as mudanças nos padrões de uso e ocupação do
solo impostas pela intensa urbanização, os riscos ambientais, particularmente a erosão
dos solos, incrementam-se, em resultado da ocupação desordenada ou irregular dos
espaços, cujo grau de fragilidade ambiental é mais elevado, em zonas com declives
acentuados, o que se pode observar por exemplo nos bairros de 16 de Junho, Tambara 2,
Nhamaonha e Xizombero, entre outros, na cidade de Chimoio.

Não obstante ao descrito acima, as razões para a ocorrência de erosão de solos são
diversas destacando-se a disposição do relevo (em forma de escadaria), actividade
humana (maiores aglomerados populacionais que se localizam ao longo da faixa
costeira), localização geográfica do país (susceptível aos eventos extremos), queimadas
descontroladas, prática de agricultura e uso de terra para outros fins em locais
susceptíveis à erosão, entre outras.

O fenômeno de erosão, embora seja natural, é acelerado pela ação antrópica sobre a
paisagem natural, tendo como os principais fatores: as características do relevo, a
retirada da cobertura vegetal, e todo o conjunto de medidas de intervenção estrutural

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mal materializado em todo o sistema de drenagem, alterando o comportamento normal


dos sistemas naturais. Os efeitos dos riscos são maiores nos países em desenvolvimento,
independentemente da intensidade da precipitação, ocasionando perdas humanas e
econômicas severas, devido à vulnerabilidade social (SANTOS 2011, p. 20).

Portanto, o solo é um recurso natural que deve ser utilizado como património da
humanidade, independentemente do seu uso ou posse. É um dos componentes vitais do
meio ambiente e constitui o substrato natural para o estabelecimento do homem
(MAPA, 2012).

Entretanto, várias acções têm sido levadas a cabo, de forma isolada, tendentes a
controlar a erosão dos solos em todo o país pelos diferentes intervenientes na gestão
ambiental em prol do desenvolvimento sustentável. As experiências de combate ou
mitigação dos efeitos de erosão, no país, mostram que as acções implementadas são,
regra geral, de carácter correctivo, sendo poucas as medidas de carácter preventivo. As
medidas corretivas são, geralmente, implementadas em estado catastrófico, respondendo
a situações de emergência que se vão reportando um pouco por todo o país.

Portando, o conhecimento dos problemas conduz a procura de soluções para a resolução


dos mesmos, e espera-se que com este trabalho contribua na mitigação dos problemas
de erosão no bairro 16 de junho, município de Chimoio.

1.2. Enquadramento do Tema

O presente trabalho de pesquisa a ser apresentado no curso de geografia, ao nível da


Universidade Púnguè, enquadra-se nas cadeiras de Pedogeografia, Gestão e Educação
Ambiental, Geografia agraria. A mesma pesquisa será desenvolvida no Distrito de
Chimoio, no bairro 16 de junho, cidade de Chimoio. O ponto da pesquisa serão os solos
erodidos do bairro em referencia.

1.3. Problematização

A erosão é o processo de separação, remoção, transporte e deposição de partículas de


solo causado pela influência do sol, chuva, vento, água e pode ser acelerado pela
actividade do Homem (MPCAA, 2007). Portanto a erosão de solos afecta muitos pontos

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do país, resultando em prejuízos materiais e económicos avultados incluindo a


degradação de infra-estruturas sociais e económicas, perda de fertilidade dos solos,
perturbação de ecossistemas sensíveis, entre outros.
De acordo com Gomes (1997) , a crescente pressão em termos de alterações no uso dos
solos associada à ocupação urbana, turística e industrial, o aumento acentuado das
acessibilidades e a sobre-exploração dos recursos minerais, provocam um conjunto de
problemas de origem antrópica, na maioria dos casos com efeitos irreversíveis, ou cuja
reversibilidade é condicionada a outras intervenções, por vezes mais dispendiosas e
mesmo assim insuficientes para restabelecer o equilíbrio natural inicial das áreas
afectadas. Estas alterações traduzem-se na deterioração da qualidade ambiental, do solo
e do ar, da água e dos sedimentos, na alteração e degradação dos habitats naturais, na
alteração da morfologia e da dinâmica dos solos, na erosão, na degradação e
descaracterização paisagística, na crescente exposição das populações e bens a riscos
naturais e induzidos (tempestades, acidentes, desabamentos de encostas) a que se
associa uma situação continua de conflitualidade, onde intervenções necessárias para o
sustento da estrutura sócio-económica das populações introduzem efeitos ambientais
adversos nos locais de interesses sociais ou habitacionais.

Por conta disso, a autora tendo frequentada algumas disciplinas relacionadas com esse
fenómeno, constatou que o processo de degradação do solo pela erosão é uma realidade
no bairro 16 de junho o que criou muita preocupação para a autora deste trabalho.
Portanto, com estas declarações segue-se a seguinte pergunta de partida: Que cuidados
devem ser adoptados para evitar a erosão e o desgaste do solo no bairro 16 de junho,
município de Chimoio?

1.4. Justificativa

O risco à erosão dos solos, varia na razão direta da expansão urbana e aumento da
densidade populacional e o desconhecimento da dimensão real dos problemas causados
pela erosão não tem permitido compreender a gravidade do problema. Além disso,
existe a ausência de mecanismos para a identificação de soluções apropriadas e há falta
de definição clara das acções concretas e das responsabilidades para os diferentes
actores que devem agir para fazer face ao problema de erosão no país. Estes factores
motivaram a preparação do presente projecto de pesquisa que visa identificar as

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principais causas da erosão de solo no bairro 16 de junho no município de Chimoio e as


respectivas propostas de acção para a solução do mesmo.

1.5. Objectivos

1.5.1. Geral
 Analisar a erosão do solo no bairro 16 de junho, município de Chimoio.

1.5.2. Específicos
 Identificar as principais causas da erosão dos solos no bairro 16 de junho;
 Descrever o(s) tipo(s) de erosão identificado no bairro 16 de junho;
 Propor medidas de mitigação desta problemática.

1.6. Hipóteses

 H1: A erosão no bairro 16 de junho é originado pelo declive acentuado dos


terrenos.
 H2: Os residentes do bairro 16 de junho não se preocupa com técnicas de
conservação/ protecção do solo.
 H3: A crescente pressão em termos de alterações no uso dos solos associada à
ocupação urbana no bairro 16 de junho não estão na origem da erosão de solo.

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2. Revisão Bibliográfica
2.1. Principais conceitos
2.1.1 Erosão

A erosão é o processo de separação, remoção, transporte e deposição de partículas de


solo causado pela influência do sol, chuva, vento, água e pode ser acelerado pela
actividade do Homem (actividade antrópica).

2.2. Tipos de Erosão


Existem dois tipos de erosão de solos: i) a erosão geológica ou natural e ii) a erosão
acelerada (FERRÃO, 1992). A erosão natural é causa por processos geológicos
naturais e em condições ambientais naturais do clima, vegetação e sem intervenção
humana. A erosão acelerada é muito mais rápida do que a erosão natural é uma
consequência direta das atividades humanas mal planificadas no ambiente (PRUSKI,
2013).

De acordo com Guerra e Marçal (2014), os processos erosivos acelerados causam


prejuízos ao ambiente e à sociedade, tanto no local onde ocorre o processo, como nas
áreas de sedimentação dos materiais erodidos.

A erosão dos solos pode ser a) hídrica, quando o principal agente é a água ou pode ser
b) eólica, quando o principal agente é o vento. A erosão hídrica inclui nesta categoria
processos como erosão por gotas da chuva (splash), erosão laminar (sheet), erosão em
sulcos (rill), erosão ravinar ou voçoroca (gull), e deslocamento e escorregamento de
massa de solos, movimentos de lama, entre outras enquanto a Erosão eólica – inclui
ambos os processos de remoção, transporte e deposição de partículas dos solos pela
ação do vento e os processos abrasivos dos movimentos das partículas na medida em
que são transportados.

De acordo com Marques (1992), Bertoni e Lombardi Neto (2012) e Pruski (2013), as
classificações dos diferentes tipos de erosão são baseadas na natureza das marcas
deixadas na superfície do solo. Dentro deste contexto, podem-se distinguir os seguintes
tipos de erosão hídrica:

2.2.1. Erosão por impactos das gotas da chuva


Os danos causados pelas gotas das chuvas que impactam o solo a altas velocidades
constituem o primeiro passo para a erosão dos solos. As gotas quebram os grânulos e

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torrões dos solos, transformando-as em pequenas partículas, reduzindo a capacidade de


infiltração dos solos. Em áreas muito declivosas, durante uma chuva intensa, a força de
uma grande quantidade de gotas de chuva batendo no solo de um campo de cultivo,
resulta num apreciável movimento do solo. Assim, os efeitos deste tipo de erosão em
solos não protegidos são consideráveis e reduzem a capacidade de infiltração dos solos
aumentando o escoamento superficial (DUARTE, 1992; BERTONI; LOMBARDI
NETO, 2012).

2.2.2. Erosão laminar


A erosão laminar é a forma de erosão que ocorre de maneira suave e aparentemente
uniforme em toda superfície do terreno pela ação das enxurradas não concentradas
(CARVALHO & DINIZ, 2011). O movimento da camada delegada do solo sobre toda
uma área chama-se erosão laminar. Este tipo de erosão remove as partículas do solo, a
matéria orgânica e os nutrientes solúveis, o que cria sérios problemas para a manutenção
da fertilidade e produtividade dos solos (PRUSKI, 2013). Esta forma de erosão
dificilmente é perceptível. A erosão laminar, embora seja um dos mais comuns
processos erosivos do solo, ele é muito difícil de ser identificada e avaliada nas
condições gerais dos solos tropicais, em razão da pequena diferença morfológica entre
os horizontes do perfil vertical dos solos tropicais.

2.2.3. Erosão em sulcos


Sulco é um corte pouco profundo no solo, que surge com a concentração da água em
locais específicos com a formação de canais (sulcos) (CARVALHO; DINIZ, 2011).
Esse tipo de erosão resulta de pequenas irregularidades de declive do terreno, fazendo
com que as enxurradas se concentrem em alguns pontos específicos, atinja volume e
velocidade suficiente para formar riscos mais ou menos profundos. Na fase inicial, os
sulcos podem ser desfeitos com operações normais de preparação dos solos e, por isso, a
erosão em sulcos, muitas vezes, é encarada como erosão laminar (KOHNKE;
FRANZMEIER, 1995), mas, numa fase avançada, os sulcos impedem o trabalho das
máquinas agrícolas. Não existe uma definição muito clara para o limite entre a erosão
laminar e a erosão em sulcos. Embora a erosão em sulcos seja mais perceptível que a
erosão laminar, muitas vezes despercebida, embora crie incisões mais ou menos
profundas na superfície do solo (LEPSCH et al., 1991).

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2.2.4. Erosão ravinar


Erosão ravinar é o aprofundamento dos sulcos, podendo atingir vários metros de
profundidade e de comprimento (CARVALHO; DINIZ, 2011). Este tipo de erosão
ocorre quando grande concentração de enxurradas passa pelo mesmo sulco, causando a
ampliação do mesmo, pelo aumento de deslocamento de grande quantidade de massas
de solo, formando uma grande cavidade em extensão e profundidade. Este grande sulco
passa a se chamar voçoroca e segundo a literatura, pode atingir centenas de metros de
comprimento e centenas de metros de profundidade (BERTONI; LOMBARDI NETO,
2012). Este tipo de erosão surge devido à conjugação de fatores como quedas de água e
escorregamentos e movimento de massas de solo.

2.2.5. Erosão em Voçoroca


Erosão em Voçoroca é a última fase da erosão linear, mas, nesse estágio, com a
participação ativa da água subterrânea (CARVALHO; DINIZ, 2011). Conforme Mauro
(1989), e Carvalho e Diniz (2011), significa “terra rasgada” ou “rasgão no solo” ou
ainda “coisa rasgada”. O que a distingue de outras formas de erosão é a existência de
sulcos profundos e alongados de escoamento, concentrados e superficial, da água
pluvial. Geralmente, apresenta um leque aluvial na sua parte terminal, como
consequência da deposição dos sedimentos removidos e transportados nas partes mais
altas da vertente. Paralelamente a estas características, Mauro (1989) considera,
também, como característica das voçorocas, o afloramento do lençol freático com um
comprimento que ultrapassa 1 km, e profundidade de 10 m a 20 m.

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3. Metodologia
3.1. Descrição da área do estudo
A pesquisa será realizada no bairro 16 de junho com os seguintes limites: Norte- Circulo
Mudzingadzi, Sul – Centro da Cidade de Chimoio, Este- Bairro Josina Machel e a Oeste
7 ed setembro, através do riacho matadouro, com uma população de 13 464 habitantes
segundo o senso 2017, localizado no município de Chimoio, Provincia de Manica.
3.1.1. Clima e Hidrografia
O clima é quente e temperado em Chimoio. No inverno existe muito menos
pluviosidade que no verão. O clima é classificado como Cwa de acordo com a Köppen e
Geiger. 21.3 °C é a temperatura média. A média anual de pluviosidade é de 949 mm.

3.1.2. Topografia e Solos


Geologicamente o Distrito de Chimoio está situado na zona sub-continental cuja
formação paisagística é determinada pela tectónica, consistindo de duas principais
unidades.
A primeira representada pelos depósitos de Gneisse do Soco Cristalino do Precâmbrico,
onde é possível distinguir três principais unidades de terreno, nomeadamente:
 A zona planáltica, com altitudes de 500 a 700 m, moderadamente dissecado, de
vales de erosão largos (10-50 m de profundidade), e inselbergs isolados,
 A zona de transição com altitudes variando entre 200-500 m, fortemente
dissecado, vales incisivos, estreitos e profundos (20-100 m), e
 A zona de planície, com 200-300 m de altitude, moderadamente dissecado e de
vales de erosão muito largos, atravessados nas partes interior e central das
depressões por rios incisos.
A segunda unidade geológica é representada pela planície aluvionar de depósitos
aluvionares do rio Révuè, do Quaternário, na parte Sudeste, com altitudes inferiores a
200 m.
Quanto às características dos solos, o distrito apresenta a seguinte distribuição:
 As partes planas e os declives superiores do planalto e da zona de transição são
caracterizados pela ausência de cascalho e pedras, profundos, avermelhados, de
textura (franco)-argilo-arenosa.
 Os declives médios e inferiores são pouco profundos com a presença de cascalho
e pedras á superfície, assim como de afloramentos rochosos. A cor do subsolo
muda em função da classe de drenagem, apresentando as fases melhor drenadas

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cores avermelhadas, moderadamente drenados de cor amarela, e aquelas


imperfeitamente drenadas de cores acinzentadas.
 As baixas e as depressões são caracterizadas por uma alternância de camadas de
areia grossa e camadas de textura franca húmica de cores escuras.
 As partes altas da planície de 200-300 m têm solos franco-arenosos castanhos ou
solos arenosos de cores amareladas.
 A Planície Aluvionar dos depósitos do rio Révuè, tem solos de textura franco-
argilo-limosa, de cores acinzentadas escuras.

3.2. Material
Para realização desta monografia serão necessários os seguintes materiais:
 Bloco de nota
 Esferográfica
 Telefone com camera
 Folha A4

3.3. Tipos de pesquisa


3.3.1. Quanto ao objectivo principal
Quanto ao objectivo principal é pesquisa descitiva, Segundo Gil (2002) pesquisas
exploratórias têm como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema,
com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses, inclui levantamento
bibliográfico e entrevistas.

3.3.2. Quanto aos procedimentos técnicos


Quanto aos procedimentos técnicos a pesquisa envolve o procedimento de Estudo de
caso e com está técnica a pesquisa irá se estudar caso especifico que será a erosão de
solo no bairro 16 de junho no município de Chimoio e o estudo será de Analisar a
erosão do solo. E não só, como também irá se recorrer ao uso da à pesquisa
bibliográfica.

3.3.3. Quanto ao tipo de Abordagem


Quanto ao tipo de abordagem a pesquisa classifica se como Qualitativo.

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3.4. Técnica de colecta de dados no campo


3.4.1. Observação Directa
A observação directa permitiu que possa determinar vários aspectos e a observar os
métodos utilizados em diferentes campos e verificar até que ponto as técnicas usadas no
campo de produção agrícola levam a conservação do solo.

3.4.2. Levantamento Bibliográfico

4. Resultados Esperados
Com base na pesquisa espera se que se sejam identificados os principais tipos de erosão
ocorrem no município de Chimoio, concretamente no bairro 16 de junho e as
respectivas medidas mitigativas para se combater ou prevenir a ocorrência desse
fenômeno.

5. Orçamento
Numero Material Quantidade Preço unitário Total
1 Transporte 15 40 600
2 Lanche 7 100 700
3 Bloco de notas 2 30 60
4 Papel A4 1 250 250
5 Caneta 2 15 30
6 Telefone Android 1 4000 4000
Subtotal 5640
Imprevisto 5% 282
Total 5922

6. Cronograma de Actividades
Ano 2021/2022
Actividade No Ma Ju
Set-21 Out Dez Jan-22 Fev Mar Abr Jul
v i n
Estudo da proposta do tema                      
Revisão bibliográfica                      
Apresentação do projecto ao docente                      
Correcção do projecto                      
Aprovação do projecto                      
Compra de material                      
Colecta de dados                      

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Sistematização e Análise dos dados                      


Elaboração da Monografia                      
Entrega do trabalho final                      
Defesa da Monografia                      

7. Referências Bibliográficas
1. ARAÚJO, M. G. M. Os espaços urbanos em Moçambique. In: GEOUSP,
Espaço e Tempo, n.14, São Paulo, 2003.
2. BERTONI, J.; LOMBARDI NETO, F. Conservação do solo. 8ª ed. São Paulo:
Ícone Editora, 2012. 355 p.
3. BOCA, N. T. As Mudanças da Paisagem e sua Influência na Dinâmica do Risco
de Erosão na Cidade de Xai-Xai, Moçambique, Espaço Aberto, PPGG - UFRJ,
Rio de Janeiro, V. 10, N.2, p. 87-105, 2020
4. CARVALHO J. C.; DINIZ, N. C. Cartilha de Erosão. Brasília: Universidade de
Brasília/FINATEC, 2011. 33 p.
5. DUARTE, L. A. F. Erosão hídrica e erosão eólica. In: FERRÃO, J. E.
Agricultura e Desertificação. Lisboa: Associação Internacional das Jornadas de
Engenharia dos Países de Língua Portuguesa (AIJE), 1992. p. 49 – 60.
6. FERRÃO, J. E. Erosão natural e erosão acelerada. In: FERRÃO, J. E.
Agricultura e Desertificação. Lisboa: Associação Internacional das Jornadas de
Engenharia dos Países de Língua Portuguesa (AIJE), 1992. p. 32 – 37;
7. GOMES, F. F. V., 1997, Protecção Costeira, 1a ed, FEUP, Porto
8. GUERRA, A. J. T.; MARÇAL, M. S. Geomorfologia Ambiental. Rio de
Janeiro: Editora Bertrand, 2014.
9. KOHNKE, H.; FRANZMEIER, D. P. Soil Science simplified, 4 Ed. Illinois:
Waveland, 1995. 88 p.
10. LEPSCH, I. F.; BELLINAZZI, R.; BERTOLINI, D.; ESPÍNDOLA, C. R.
Manual para Levantamento Utilitário do Meio Físico e Classificação de Terras
no Sistema de Capacidade de Uso. Campinas: Sociedade Brasileira de Ciência
do Solo, 1991. 175p.
11. MARQUES, M. M. Formas degradação do solo. In: FERRÃO, J. E. Agricultura
e Desertificação. Lisboa: Associação Internacional das Jornadas de Engenharia
dos Países de Língua Portuguesa (AIJE), 1992. p. 31 – 48.

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12. MAURO, C. A. Vaçoroca: Marcas das relações sociedade-natureza na bacia de


Monjolinho. São Carlos – SP. 1989. 235 f. Tese – (Doutorado em geografia –
área de concentração de Geografia Física) – Universidade de São Paulo,
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. 1989.
13. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Práticas de
Conservação de Solo e Água. Circular Técnica no 133. ISSN 0100-6460,
Empraza-Brasil, 2012
14. MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL
(MPCAA): Plano de Acção para a Prevenção e Controle a erosão de solos de
2008 – 2018, 2007, 58 pp.
15. PRUSKI, F. F. Conservação de solo e água: práticas no controle da erosão
hidrica, 2ª Ed. Viçosa: UFV, 2013. 279 p
16. ROSSI, J. L. S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais
antropizados. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, n. 9, 1994.
17. SANTOS, J. O. Fragilidade e riscos socioambientais em Fortaleza - CE:
contribuições ao ordenamento territorial. 2011. Tese (Doutorado em Geografia
Física) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de
São Paulo, São Paulo. Disponível em:
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-30032012-
131857/publico/2011_JaderdeOliveiraSantos_VRev.pdf;

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