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1 INTRODUÇÃO

Faz-se necessário desenvolver uma visão mais ampla da natureza humana.


Ao reconhecer no homem um sistema de forças energéticas, assim como estruturas
físicas e atividades bioquímicas, está-se desenvolvendo o ser total provido de corpo,
alma e espírito, pois o homem visto como um ser material na visão mecanicista
cartesiana, não é mais aceito Os conceitos antigos orientais descrevem a energia
vital que anima a matéria física no interior dos seres vivos. Goethe fez há alguns
séculos uma observação cientifica dessa energia que dá vida aos seres, o que mais
tarde Rudolf Steiner chamou de corpo etérico ou vital. Uma deficiência ou distúrbio
nessa energia vital pode levar ao estresse físico ou reduzir a resistência à doença
(Ribeiro, 2004).
A alma está num plano intermediário entre corpo e o espírito. A alma ou
corpo anímico é onde estão os sentimentos, as emoções, as sensações. A escola
não deve só usar o cognitivo na criança, mas abarcar todas essas forças existentes
no ser. Hoje, as dificuldades de aprendizagem, estão presentes numa grande
porcentagem de crianças consideradas “normais”, mas que não conseguem se
concentrar para ter plenitude de aprendizagem (Ribeiro, 2004),
Pode-se cuidar dessa questão, com uma nova abordagem mais ampla,
olhando para a criança de maneira a compreender todas as forças que estão
atuando nesse momento, auxiliando-a. Desta forma, torna-se possível rever os
distúrbios de comportamento, conflitos de personalidade que estejam
comprometendo o processo ensino-aprendizagem (Brasil, 1997).
Os florais de Bach é um recurso, pois é especialmente uma terapia da alma
portanto, faz-se necessário considerar como a alma é libertada e iluminada através
do espírito, do EU pela ciência antroposófica, a essência do ser humano. A medicina
do Dr. Bach não se detém aos sintomas físicos para diagnosticar uma patologia,
como faz a medicina convencional, e sim nos desvios de comportamento, conflitos
de personalidade, estado negativo de emoções, os quais, em desarmonia podem
acarretar descompensações físicas (Costa, 1992).
As essências agem dia a dia e o processo de equilíbrio se faz a partir do
interior, gradualmente despertando forças da saúde e da transformação interior. É
muito comum que as pessoas em volta percebam mais as mudanças
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comportamentais do que o próprio paciente. A paciência e a persistência são fatores


importantes para aqueles que querem um novo modo de viver (Gruenwald, 1998).
A terapia floral usa a energia vibracional das flores sendo reconhecida pela
OMS, desde 1976 pode ser utilizado por pessoas de zero a cem anos sem nenhuma
contra indicação. Os Florais de Bach, assim como outras formas de medicina
natural, têm efeito através do tratamento do indivíduo e não da doença ou dos seus
sintomas. Eles atuam especificamente na condição emocional da pessoa afetada, e
deste modo, duas pessoas com a mesma queixa podem beneficiar de Florais de
Bach diferentes. Por exemplo, ambas sofrem de artrite, uma talvez esteja resignada
à doença, enquanto a outra talvez esteja impaciente com a enfermidade, portanto
diferentes Florais de Bach serão apropriados para cada caso (Ribeiro, 2004).
O efeito, ao ingerir as Essências Florais de Bach, não é de suprimir as
atitudes negativas e, sim, de transformá-las em positivas, estimulando o próprio
potencial de auto-cura da criança, libertando o sistema físico para empenhar-se
completamente na luta contra as suas dificuldades (Sallé, 1996).
Os tratamentos alternativos surgem com força num momento de crise da
modernidade para preencher as brechas deixadas pela medicina tradicional.
Todavia, enfrenta dificuldades na sua aceitação e resistências dos profissionais,
havendo assim, necessidade de serem apresentadas, discutidas e desenvolvidos
trabalhos experimentais que possam validar cientificamente estes segmentos da
medicina (Costa, 1992).
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2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 VISÃO HOLÍSTICA

Em cada época, pensadores se unem para que o consenso sobre o que é


ciência se instaure, ao desenvolverem suas pesquisas a partir de um mesmo
paradigma. Khun apud Frankl (2004) define paradigma científico como um conjunto
de princípios, regras e padrões compartilhados por alguma comunidade científica.
A palavra kiki [crise em japonês] deriva para kiken que significa perigo, e
para kikai, que significa oportunidade, mudança. Dessa forma, afirma Frankl (2004),
que a crise pode trazer aquele salto de qualidade no processo evolutivo da ciência,
que Kuhn denominou de “Revoluções Científicas”.
Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. O
movimento é natural e, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do
antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido e surgem novos
parâmetros dentro de um segmento (Capra, 1992). 
Vive-se hoje num mundo globalmente interligado, no qual os fenômenos
biológicos, psicológicos, sociais e ambientais são todos interdependentes. As
limitações da visão de mundo cartesiana e do sistema de valores em que ela se
assenta estão afetando seriamente a saúde individual e social. Para descrever esse
mundo apropriadamente, necessita-se de uma perspectiva ecológica (viva) que a
visão de mundo cartesiana não oferece. Precisa-se, pois, de um “novo paradigma” –
uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental nos pensamentos,
percepções e valores humanos (Ribeiro, 2004).

“Paradigmas (do grego, parádeigma) são realizações científicas universalmente


reconhecidas que, durante um período de tempo, fornecem problemas e soluções
modelares para uma comunidade de praticantes da ciência. [...] são crenças,
valores, procedimentos e técnicas partilhadas no consenso de uma comunidade
determinada. [...] revoluções científicas são episódios de desenvolvimento não-
cumulativo, nos quais um paradigma mais antigo é total o parcialmente superado e
substituído por um outro que desponta como um novo e mais apropriado veículo
para teoria e prática científica” (Crema, 1989, p. 18)

Os primórdios dessa mudança, da transferência da concepção mecanicista


para a holística da realidade, já são visíveis em todos os campos e suscetíveis de
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dominar a década atual. A mente humana tem como característica dois modos de
funcionamento (de acordo com as atividades específicas de cada hemisfério
cerebral): o intuitivo e o racional (Crema, 1989).
De acordo com Crema (1989), o racional e o intuitivo são modos
complementares de atividade da mente humana. Para o autor, o pensamento
racional é lineares, concentrados, analíticos. Pertence ao domínio do intelecto, cuja
função é discriminar, medir, classificar. Assim, o conhecimento racional tende a ser
fragmentado. O conhecimento intuitivo, por outro lado, baseia-se numa experiência
direta, não intelectual, da realidade, em decorrência de um estado ampliado de
percepção consciente. Tende a ser sintetizador, holístico e não linear.

“Nossa cultura orgulha-se de ser científica, nossa era é apontada como a era
Científica. Ela é dominada pelo pensamento racional, e o conhecimento científico
e freqüentemente considerado como a única espécie aceitável de conhecimento.
Não se reconhece geralmente que possa existir um conhecimento (ou
consciência) intuitivo, o qual é tão válido e seguro quanto o outro. Essa atitude,
conhecida como cientificismo, é muito difundida, e impregna nosso sistema
educacional e todas as outras instituições sociais e políticas” (Frankl, 2004, p. 02).

Ainda, o autor supracitado considera que o velho paradigma não


corresponde mais às novas exigências históricas e não mais consegue apresentar
soluções para os problemas.
É, portanto, necessário ressaltar que a transição de um paradigma para
outro é cheia de percalços, de dificuldades. “Os cientistas aferrados às antigas
crenças vêem seus esforços de décadas de estudos questionados por bases
utópicas para um mundo novo” (Frankl, 2004, p. 02)
Sob esta ótica, Crema (1989, p. 29) afirma que, “em sentido amplo,
paradigma é a constelação de crenças e valores que determina o modo de pensar e
agir do homem em determinada época”. Para o autor, é um modelo de pensar e ser
capaz de engendrar teorias e linhas de pensamento que dá certa homogeneidade ao
modo do homem ser no mundo, nas diversas épocas; e momentos históricos. Desta
forma, considera-se, para efeito deste trabalho, “paradigma” como todo e qualquer
conjunto de teorias e ações científicas, que coordenadas, produzam conhecimentos
através dos tempos.
Apesar de falar em paradigmas, é importante salientar que eles não
surgiram em etapas distintas, seqüenciais, mas é dentro do antigo que se forma o
novo paradigma. E o antigo não desaparecerá totalmente. É como se fosse um
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legado dessa cultura humana que é extremamente diversificada no espaço/tempo


diferentes de cada povo (Ribeiro, 2004).
E neste âmbito, observa-se que a educação holística apresenta a
necessidade de formação de uma consciência ecológica baseada nos valores de
desenvolvimento humano integral, cooperação e uso sustentável dos recursos
naturais.
Baseado no tratamento do ser integral, à visão holística, têm-se instaurado
muitas terapias como a medicina Psicossomática, Homeopatia, Acupuntura, Florais,
demonstrando grande efetividade em muitos processos patológicos, orgânicos,
mentais ou emocionais.

2.2 TERAPIAS ALTERNATIVAS

Entre as terapias, chamadas alternativas, a Fitoterapia pode ser definida de


uma maneira simples: tratamento de doença mediante o uso de plantas. No entanto,
é necessário definir alguns conceitos relacionados ao uso das plantas no tratamento
de determinadas patologias (Pacheco, 2000).
É comum encontrar quem faça confusão entre os termos fitoterapia,
homeopatia e florais de Bach. Muitas vezes, essa confusão pode lesar o consumidor
naquilo que possui de mais importante, sua saúde.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (2000),
fitoterápicos são medicamentos que só podem ter como substância ativa plantas. Na
composição, o produto poderá até conter um solvente, corante ou adoçante, mas
nunca poderá estar misturado com princípios ativos sintéticos. Tem de ser
comprovado que o efeito terapêutico tem origem numa planta, extrato, suco ou óleo
dela.
Os medicamentos fitoterápicos possuem princípios ativos que são
agrupados de acordo com a sua estrutura química e função. Dentro de cada um
desses grupos, pode-se encontrar um número praticamente infinito de substâncias e
derivados, chamados de metabólicos secundários que são os responsáveis pela
cura da enfermidade (Yamada, 1998).
Já, o termo homeopatia, se refere a um sistema terapêutico que foi criado
por Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) e que consiste em tratar as
doenças por meio de substâncias ministradas em doses diluídas (entre essas
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substâncias tem-se muitas plantas) a ponto de se tornarem, por vezes, infinitesimais,


porém, consideradas capazes de produzir, em indivíduos sãos, quadros clínicos
semelhantes aos que apresentam os doentes a serem tratados (Nilo, 1981).
Por outro lado, os Florais Bach, são medicamentos obtidos a partir de
espécies vegetais, que ao modificar o padrão mental do indivíduo, pode provocar
uma transformação a nível emocional ou molecular. Enquanto a medicina alopática
convencional atua a nível de descompensações fisiológicas, as essências florais
atuam sensibilizando os campos energéticos mais intrínsecos, operando a nível
emocional ou mental.
A fim de estabelecer diferenciações significativas entre estas terapias,
algumas considerações serão relacionadas abaixo.

2.2.1 Fitoterapia

A história da fitoterapia, tratamento com plantas medicinais, se confunde


com a história da Medicina, em que até o século passado, medicamentos eram
basicamente formulados à base de plantas medicinais. O descobrimento das
propriedades curativas das plantas foi, no início, meramente intuitivo ou,
observando-se os animais que, quando doentes, buscavam nas ervas a cura para
suas afecções. Assim, desde os tempos remotos, o homem vem utilizando as
plantas como curativo para seus males, tendo essa prática diminuído muito com a
industrialização dos medicamentos, nas décadas de 50 e 60 (Matos, 1994).
Contudo, observa-se que o tratamento com plantas medicinais está voltado,
sobretudo, devido a alguns fatores: falta de acesso da classe carente, pois boa parte
da população brasileira não dispõe deste recurso terapêutico, necessidade de
pesquisas com plantas medicinais em busca de novos medicamentos e o elevado
grau de efeitos colaterais dos antibióticos.
A OMS (Organização Mundial de saúde), na conferência de Alma Ata, 1978,
reconhece que países da Comunidade Européia, Ásia, Japão e Estados Unidos, têm
se preocupado com o uso de vegetais com finalidades terapêuticas (Yamada, 1998).
Nas ultimas décadas, mudanças têm ocorrido no sistema de saúde, e os
pacientes estão pedindo aos médicos que lhes prescrevam alternativas “naturais”.
Se os médicos não os atenderem, eles tentam encontrar outras formas terapêuticas
(Gruenwald, 1998). Segundo o mesmo autor, em 1980 os consumidores norte-
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americanos pagaram cerca de 8 bilhões de dólares em prescrições com produtos


naturais ativos; já em relação ao mercado mundial, estima-se que 80% das pessoas
usam plantas medicinais para curar enfermidades.
As plantas medicinas atualmente estão sendo inseridas em alguns serviços
de saúde como um recurso terapêutico possível de utilização na atenção primária à
saúde (Viana et al, 1998; Matos, 1994; Costa et al, 1992).
Segundo o FDA (Food Drug Administration) que é o órgão que regula o
registro de medicamentos, aproximadamente 25% dos medicamentos prescritos,
originaram-se de plantas, sendo 121 compostos ativos utilizados em uso comum. De
252 medicamentos considerados básicos e essenciais pela Organização Mundial da
Saúde (OMS) 11% são exclusivamente obtidos de plantas medicinais (Rates, 2001).
A Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba implantou, em 1999, o Proacha
(Programa de Alternativas Alimentares, Terapias Complementares, Homeopatia e
Acupuntura), sendo a Fitoterapia incluída entre as terapias complementares. No
município de João Pessoa (PB) foi criado o Programa de Plantas Medicinais, através
da Lei número 7.630 de 15 de agosto de 1994.
O Conselho Federal de Medicina, consultado pela Secretária de Saúde do
Rio de Janeiro, em 14 de novembro de 1995, emitiu o seguinte parecer: “A
Fitoterapia é considerada método terapêutico, podendo ser usada por diversas
especialidades médicas. Necessita de indicação médica, por pressupor a elaboração
de diagnóstico e avaliação da indicação de técnicas convencionais, podendo ser
executada por médicos ou técnicos habilitados sob prescrição e supervisão médica”
(Costa et. al., 1992).
A fitoterapia é chamada "medicina suave". No entender de Sallé (1996), este
termo é impróprio podendo induzir o público à dúvida. Para o autor, "suave" quer
dizer sem perigo, o que não é o caso, pois a fitoterapia pode ser perigosa,
dependendo das plantas e das doses que se administra. Assim, o autor alerta para
importância do termo "medicina natural" que, para o autor, parece mais adequado,
no sentido de evitar que o público pratique a automedicação que pode acarretar
envenenamentos.
Vários produtos naturais isolados de plantas superiores, após estudos
científicos, tornaram-se agentes clínicos. Como exemplo, pode-se citar os
antimaláricos quinina e quinidina, isolados de Chinchona spp., digoxina, um
glicosídeo cardiotônico obtido da Digitalis spp., atropina (midriático) da Atropa
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belladona, morfina e codeína (antiespasmódico e tripnoanalgésico) obtidos da


Papoper somniferum, além de outros. O maior impacto de fármacos derivados de
plantas foi na área de antitumorais, onde o taxol, isolado da planta Taxus breyfolia,
vincristina e vinbastina, obtidos do Catharanthus roseus, tem melhorado
drasticamente a efetividade da quimioterapia contra alguns tipos de tumores de seio,
de próstata, de ovários e outros. (Phillipson, 2001; Kong, 2003).
É importante salientar que a fitoterapia age estimulando as defesas do
organismo e não se substituindo a elas, como a medicina sintética. Distinguem-se
duas fitoterapias, mas que na realidade são o prolongamento uma da outra. Uma
delas é chamada fitoterapia clássica, a outra é chamada fitoterapia moderna.
A fitoterapia clássica são formas galênicas que eram utilizadas no século
passado como a infusão, maceração etc. Esta fitoterapia, ainda utilizada hoje em
dia, é bastante respeitável, mas não corresponde mais à vida veloz e às
necessidades da terapêutica atual. Todavia, foi a ela que os conhecimentos
fitoterápicos ancestrais permitiram aos estudiosos realizar a renovação da
fitoterapia, a fitoterapia chamada "moderna" (Nilo, 1981).
A partir dos dados da fitoterapia clássica, durante o século XX, graças às
numerosas pesquisas físico-químicas, foi possível determinar as propriedades
farmacológicas, químicas e farmacodinâmicas das plantas. Com a ajuda da biologia
molecular, química combinatória e design computacional de moléculas bioativas, foi
possível estabelecer através de síntese, moléculas com maior potencial terapêutico,
oportunizando maior efetividade em grande número de patologias clínicas e
designação de dosagens racionais (Bhattaram et. al., 2002).

2.2.2 Homeopatia

A Homeopatia enxerga o indivíduo como um todo, promovendo, segundo


Nilo (1981, p. 9) “o seu tratamento geral, sem tratar somente o fígado, o dente, ou a
mente do indivíduo”, por exemplo. Isto porque, na opinião do autor, todos os
indivíduos são controlados, em relação à sua saúde, sensações, medos, forma de
reagir a estímulos, etc., por uma "força" interna. 
Antes até do conhecimento médico, alguns povos, no entender de Stpfella
(2000, p. 6) "sabiam da existência de uma força controladora, interna ou externa, e
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encaravam essa força como influência de Deuses, Planetas, Espíritos, entre outros”.
O autor ressalta que havia também quem a chamasse de Alma.  Desde os mais
remotos tempos que filósofos e médicos de todas as épocas se perguntam como o
corpo controla os processos vitais: nascimento, vida, morte e "doenças", sendo de
consenso comum que alguma "coisa" anima o corpo, uma vez que o organismo
humano não é só formado por componentes físicos. 
Baseado nisso, Stpella (2000), comenta que chegou-se à idéia geral de uma
força maior gerindo o corpo. Idéias como esta datam desde antes de Cristo, e esse é
o contexto de Energia Vital.  Platão (427 aC) reconhece sua existência, chamando-a
de alma, quando diz: "Quando o todo se encontra em mau estado, é impossível que
a parte se comporte bem. É da alma que vêm para o corpo e para o homem na sua
totalidade todos os males e todos os bens. É pois da alma que é preciso, desde
logo, cogitar, tratando-a antes de tudo. Constitui erro, hoje disseminado entre os
homens, procurar curar separadamente a alma ou o corpo". 
Hipócrates (460-377 a.C) já impunha uma concepção totalitária da medicina
ao considerar todo estado patológico como fenômeno geral, e os sintomas locais
como manifestações secundárias. Afirmava também que não havia doenças, e sim
doentes (Stpfella, 2000). E ainda neste contexto, Aristóteles (384-322 aC)
preconizou que todas as coisas tendiam à perfeição, e, por isso possuíam em si
mesmas um princípio ativo que as conduzia a essa perfeição.
Todavia, foi Samuel Hahnemann quem postulou os princípios da
homeopatia. 
Em sua trajetória Samuel Hahnemann (1755-1843) Médico diplomado em
1779, após estudar em Leipzig, Viena e Erlangen, sentiu-se impotente no exercício
de sua profissão, visto que em algumas ocasiões não conseguia "curar" os doentes
que o procuravam, e, em outras, o tratamento era mais doloroso do que a própria
doença; e, além disso, se sentia obrigado a trabalhar com hipóteses, lançando mão
de substâncias que eram citadas, arbitrariamente, como remédios. Insatisfeito com a
prática da medicina desta época, abandonou a profissão, ficando somente como
tradutor de livros médicos, o que dava à sua mente inquiridora a oportunidade de
procurar respostas às suas dúvidas. Desde modo, ficou conhecendo o trabalho do
Dr. Cullen, que usava a China officinalis para o tratamento da malária, atribuindo o
sucesso de seu tratamento ao gosto amargo desta (Stpfella, 2000).  
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Aliado ao fato das intoxicações acidentais pela planta produzirem os


mesmos sintomas da malária, despertou a curiosidade científica em Hahnemann,
que então decidiu experimentar nele mesmo a planta, se deparando com o
aparecimento de uma sintomatologia semelhante àquela produzida pela doença.
Com isso, começou a se perguntar se outras substâncias teriam esta mesma
propriedade. 
Então, juntamente com outros médicos com a mesma formação, começou a
experimentar nele próprio e nos outros outras substâncias e registrou suas
observações. E a teoria se confirmou: "a mesma substância que em indivíduos sãos
era capaz de provocar determinados sintomas, era também capaz de curar estes
sintomas em indivíduos que os estivessem apresentando". Estava, assim,
descoberta a cura pelos semelhantes, um dos princípios básicos de Homeopatia
(Campbel apud Stpfella, 2000).  
O que a homeopatia diz é que existe uma energia em todos os seres
humanos que é a responsável pela vida. Desde o momento que esta energia, por
algum motivo, se desequilibra, aparece a doença. A cura é obtida através de
medicamentos oriundos da natureza, que são preparados de forma a conseguir
utilizar de seu poder energético. Considera-se doença não somente aquilo que se
conhece como tal (por exemplo gripes, inflamações e tumores); mas, também tudo
aquilo que de alguma maneira a pessoa expressa, tanto no plano físico, como
também no plano mental (ou espiritual), e no plano emocional (ou psíquico) (Nilo,
1981). 
Segundo Stofella (2000), esta teoria da existência de uma energia interna
reguladora ficou provada, também, através dos estudos do casal Kirlian, cientistas
russos, que desenvolveram uma técnica que permitia fotografar o campo
eletrodinâmico que permeia e envolve todos os objetos, vivos ou não.  Eles notaram
que as emanações elétricas em volta de um organismo vivo mudam de acordo com
a saúde física ou mental, a disposição de ânimo, o caráter desse organismo; mais
importante ainda é que a mudança no campo elétrico ocorre antes do aparecimento
dos sintomas, pode-se dizer que ocorrem no período de incubação da doença. 
Baseado nestas descobertas, provou-se que esta energia interna reguladora
nada mais é que uma força eletromagnética que, justamente por causa disto, é
capaz de comandar todas as funções vitais (Gruenwald, 1998). 
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Segundo Zaché (2000), os chineses, que usam a técnica da Acupuntura,


também acreditam na existência desta energia interna como reguladora de todos os
nossos processos fisiológicos e vitais. Sua técnica se baseia justamente nisso,
consistindo na inserção de agulhas em pontos específicos, a fim de mudar, canalizar
e/ou equilibrar o fluxo desta energia interna através do corpo.
A existência de uma energia interna constitui a base de todo o raciocínio e
doutrina homeopáticos, servindo de diferenciação radical entre a Medicina Alopática
e a Medicina Homeopática. Ela é a responsável pela consumação e manutenção da
vida, mantendo o indivíduo em equilíbrio, sustentando-o saudável. É ela também
que, quando em desequilíbrio, permite o aparecimento da sintomatologia das
doenças, que serve como sinal de que algo não vai bem com o indivíduo (Zaché,
2000). 
Stofella (2000) comenta que o medicamento homeopático é derivado de
substâncias existentes na natureza, podendo estas serem de origem animal, vegetal
ou mineral.  Estas substâncias são diluídas e dinamizadas; ou seja, são
processadas (ou manualmente ou por aparelhos) sendo agitadas, de forma a
liberarem energia; e é esta energia justamente que confere a estes medicamentos
seu poder de curar. Justamente por isto é que a nossa energia interna consegue ser
influenciada pelo medicamento homeopático; ela é suscetível à outras formas de
energia, razão pela qual o medicamento homeopático pode exercer sua ação sobre
ela, regulando-a. 
Para o autor supracitado, a dúvida que poderia ficar é de como um
medicamento poderia sensibilizar uma energia, sem que formas químicas entrem em
contato, como acontece com os medicamentos utilizados na alopatia. 
Ainda, para Stoffela (2000), isso ocorre, pois as substâncias consideradas
simples (como são os medicamentos homeopáticos = energia), conseguem ter ação
umas sobre as outras. Tal fato é percebido em todo instante na natureza, sem,
contudo, o homem prestar atenção. Um exemplo bem fácil de ser entendido seria o
de um imã, que mesmo à distância, é capaz de deslocar um objeto, sem nenhum
tipo de contato físico, nem direto, nem por meio de alavancas ou ferramentas. Isso
ocorre por uma força "invisível" que estabelece a comunicação do imã com o outro
objeto, permitindo que o imã exerça sua ação sobre este outro; a energia do imã
conseguindo atrair dinamicamente o outro.
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Isto também ocorre com os medicamentos homeopáticos. Estes derivam de


substâncias naturais, mas são manipulados de forma que contenham basicamente a
força medicamentosa pura, do tipo não material (a força energética), para
produzirem efeitos dinâmicos, sem que haja contato com as partes materiais da
substância medicamentosa. É justamente por isto que eles irão agir na energia
interna das pessoas. É a força energética do medicamento dinamizado que constitui
a força medicamentosa específica (Zaché, 2000). 
É dessa maneira que funcionam os medicamentos homeopáticos, ou seja, o
medicamento homeopático consegue agir sobre a energia vital, devolvendo-lhe o
equilíbrio; justamente por ser dinamizado e, portanto, rico em energia. Pode-se dizer
que o que promove a cura não é a ação direta do remédio nos planos doentes, mas
sim a sua ação em nossa energia interna que se encontra desequilibrada. O
medicamento, ao restaurar o equilíbrio da nossa energia, permite que ela mesma
expulse a doença. É uma energia (medicamento dinamizado) agindo sobre outra
(nossa energia interna), com o fim de regular esta última (Zaché, 2000). 
É isto que impede que o mesmo medicamento que alguém usa para
determinado indivíduo doente sirva para outro indivíduo com a mesma doença, pois
apesar da "doença" ser a mesma, os indivíduos são diferentes. Quando um indivíduo
se utiliza de um medicamento que não seja específico para ele, pode simplesmente
não acontecer nada; ou ainda aparecerem outros sintomas, que serão específicos
do medicamento.

2.2.3 Florais de Bach

O uso de essências florais como recurso terapêutico possui suas raízes em


civilizações muito antigos. É da medicina ayuverdica (Medicina da Índia Antiga) que
emana a maior parte do conhecimento sobre florais. Os egípcios, chineses, gregos e
romanos usavam perfumes e essências de flores como terapia. Aos árabes é
atribuída a responsabilidade da difusão da Terapia Floral no Ocidente (Refati, 2001).
São muitos os sistemas florais que existem atualmente, mas todos eles,
salvo algumas exceções, baseiam-se no método desenvolvido por Dr. Bach. “Cure-
se a si próprio” é a filosofia de Edward Bach, afirmando que em última instância é o
próprio ser humano, o princípio universal da razão que permite e cria as condições
para curar-se. Segundo ele, só é possível compreender a doença, sua natureza e
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cura, se estabelecer-se uma relação entre seus dois aspectos: físico e emociona
(Refati, 2001, Navarro et. al., 1997).
Segundo Monari (1995), Dr. Bach foi um médico inglês que trabalhou como
bacteriologista num hospital de Londres na criação e desenvolvimento de vacinas
orais. Apesar dos seus êxitos ficou desiludido com a medicina ortodoxa que acabou
por abandonar indo morar para uma floresta de Gales onde viria a desenvolver o seu
trabalho. A sua grande sensibilidade permitia-lhe sentir as energias transmitidas
pelas flores através de um simples toque. Ele verificou que algumas plantas tinham
a capacidade de anular os sentimentos e sensações negativas e assim criou aquilo
que hoje se conhece como os Florais de Bach.
Bach viu que toda a doença resultava de desarmonia entre os aspectos
espirituais e mentais do ser humano e que essa desarmonia se devia a estados de
ânimo conflitantes que produziam infelicidade, tortura mental, medo, cansaço,
submissão, etc. que diminuíam a vitalidade do organismo e permitiam o
aparecimento da doença. Por este motivo ele preparou remédios para tratar o
estado de ânimo e de temperamento do paciente e não a sua doença física que é o
resultado de falta de vitalidade do corpo e de conflitos mentais e emocionais. Assim
à medida que a pessoa voltasse a ser quem realmente era, a sua vitalidade era
aumentada e podia usar a sua própria força e paz interior para restaurar a sua
saúde. Estas essências harmonizam e equilibram a personalidade, reagindo contra
estados de ânimo negativos como, irritação, medo, sentimentos de culpa, etc. que o
Dr. Bach considerava serem a causa real das doenças e da infelicidade.
Para Hirata (1993), enquanto realizava seus estudos de medicina, o doutor
Edward Bach, tomou consciência de que lhe interessavam mais os pacientes por si
mesmos, sua personalidade e seus estados emocionais, do que o tratamento dos
sintomas físicos. Assim, Bach em sete anos de pesquisa, identificou trinta e oito
flores silvestres suscetíveis de aliviar os estados mentais negativos do ser humano e
dividiu trinta e oito remédios em sete grupos destinados ao tratamento do medo, da
incerteza, da falta de interesse pelas circunstâncias atuais, da solidão, da
hipersensibilidade às influências e idéias, do desespero e da excessiva ansiedade
pelo bem estar dos demais.
Dr. Bach partilha da percepção similar a Hipócrates, Paracelso e Samuel
Hahnemann – “que não existia doença e sim doentes”, na expectativa de uma
abordagem do homem como um todo, um ser holístico, onde o campo molecular
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pode sofrer as conseqüências de um desequilibro em sua esfera emocional (Refati,


2001).
Os florais de Bach não são medicamentos homeopáticos e nem possuem
potências diferentes, dado que o poder liberado pelas flores é uma força vital,
inalterável por si mesmo. Segundo Halpen (1985), os florais não são recomendados
para nenhuma doença física em particular, mas para aliviar a causa fundamental da
enfermidade, quais sejam, o medo, a depressão, o ciúme, a preocupação, ou a falta
de confiança do paciente.
Segundo os parâmetros de cura do Dr. Bach, o corpo físico não é a única
dimensão do ser humano e o nosso estado mental ou emocional pode determinar
alterações do metabolismo celular e desorganizações fisiológicas. A doença física só
vai se manifestar, depois de acontecer uma anormalidade do padrão vibratório
energético na esfera mais sutil do indivíduo, que é reapresentado por seus
sentimentos e emoções (Navarro, et. al., 1997).
Para Jardim (2001), os Florais de Bach são essências à base de flores e
plantas usadas para tratar uma sensação diferente. O Dr. Bach viu que eram os
estados emocionais que originavam as doenças ou as agravavam. Assim ele
dedicou-se a identificar as plantas que melhoravam e ou corrigiam esses estados de
espírito de forma a levar a pessoa a sentir-se melhor para que assim o seu corpo
tivesse mais energia e capacidade para combater a doença. Ele verificou que de
nada adiantava tratar o corpo sem tratar os estados de espírito da pessoa. Para
tratar o corpo torna-se necessário que a pessoa modifique o seu estado de espírito
em relação à doença e em relação à vida, pois a doença não é mais do que o
resultado da maneira como a pessoa vê e aceita o mundo à sua volta. Assim as
essências florais do Dr. Bach procuram melhorar os diversos estados de espírito e
ajudar-nos a ver o mundo que nos rodeia de uma maneira mais positiva por forma a
nos ajudar a evitar ou a combater doenças.
A doença é uma forma de consolidação de uma atitude mental e que só é
necessário tratar a atitude mental e a doença desaparecerá. Sob esta ótica Scheffer
(1999) afirma que a medicina tradicional alivia os sintomas físicos das doenças mas
não a causa básica que é o estado mental em desarmonia. Ainda afirma, que toda
enfermidade é precedida por uma alteração psicológica e que as essências florais
por possuírem padrão vibratório acima do corpo físico, e nível das emoções, evitam
15

que elas se cristalizem no campo molecular gerando desconpensações bioquímicas


ou metabólicas (Scheffer, 1999).
Segundo o Dr. Bach, “a personalidade sem conflito é imune à enfermidade”.
O seu sistema de cura, ao basear-se nos 38 sintomas mentais do ser humano, não
permite que doenças físicas insinuem-se em nós, se estivéssemos em harmonia
conosco mesmos (Navarro, et al., 1997).
Monari (1995) comenta que estas essências estimulam a capacidade que o
corpo possui para se curar a si mesmo, através do equilíbrio das sensações
negativas auxiliando a pessoa a ter mais autocontrole, a sentir-se bem consigo
mesma e a usufruir daquilo que a vida lhe oferece de bom.

“Algumas essências florais definem personalidades ou características de caráter.


São as “essências tipo”. Ouras definem humores e estados de espírito mais
genéricos. São as “essências humor”. Algumas são as misturas dos dois. Quando
se estiver considerando qual a essência a ser ministrada, deve-se procurar
sempre analisar a disposição natural da criança e escolar uma essência que
melhor corresponda à sua personalidade, isto é, uma essência “tipo”. A “essência
tipo” é a chave para o equilíbrio interior, porque é a individualidade da criança que
determina a resposta a situações potencialmente estressantes. Apesar disso,
entretanto, as essências indicadas para os estados de espírito podem ser
adicionadas à “essência tipo” ou tomadas separadamente, dependendo dos
problemas específicos que a criança estiver enfrentando ou de uma mudança no
seu temperamento, resultante da pressão externa o do fato de não estar se
sentido bem” (Howard, 1997, p. 16-17).

Os florais de Bach também oportunizam a cura em muitas áreas, onde


ocorre algum desequilíbrio patológico, como em caso de doenças agudas e
crônicas, bem como a sua aplicação na pediatria, ginecologia, gravidez, parto,
psiquiatria, psicoterapia, geriatria, dermatologia, ente outros (Scheffer 1999).
Nos últimos anos, a Moderna Medicina Holística também foi direcionada à
área de Odontologia, e a Odontopediatria utilizou as essências florais como auxiliar
no controle de comportamento em Odontopediatria, ao tratar emoções
características e traumatizantes que podem surgir durante o tratamento odontológico
infantil. Os resultados foram bastante significativos, uma vez que as crianças em
estudo 90% passaram a aceitar o tratamento, 88% não choravam mais nos
consultórios, 60% diminuíram o medo e os traumas e 60% ficaram mais calmas e
tranqüilas (Refati, 2001).
As citações acima sugerem expectativa ao tratamento dos florais em muitas
áreas da medicina e comportamento humano.
16

2.2.3.1 Essências Florais de Bach e suas indicações

Às vezes uma pessoa tem sentimentos de medo, sente ansiedade ou


raiva. Os sintomas orgânicos que esses desequilíbrios podem acarretar são
sinais de que o estado emocional está comprometido, as energias vitais estão
sendo canalizadas de modo errado ou bloqueadas. Os remédios Florais
restabelecem contato e harmonia com a nossa totalidade, a nossa verdadeira
fonte de energia.
Segundo Howard (1997), os Florais de Bach buscam chegar à raiz dos
problemas e erradicar devidamente a causa desses desequilíbrios. Assim, são
indicados através da análise das características de sua personalidade e do
quadro emocional que o paciente apresenta. À medida que o organismo vai
sendo harmonizado como um todo, os sintomas vão gradativamente
desaparecendo. É um mecanismo natural sem efeitos colaterais e deve ser
acompanhado por um terapeuta.

Agrimony (Agrimonia eupatoria)


Ansiedade
É indicado para pessoas com tendência a esconder seus sentimentos.
Estas pessoas são aparentemente alegres, descontraídas, mas de forma
superficial. Apresentam conflitos emocionais e medo da solidão. É comum
procurarem desculpas para não se conscientizar dos problemas. Apresentam
tendência ao uso de álcool e drogas.

Aspen (Popullu Tremula)


Medo do Desconhecido
Indicado para estados emocionais em que as pessoas são tomadas por
medo de algo que não sabem identificar. Neste estado há um aumento da
ansiedade, apreensão, podendo levar ao pânico.
17

Beech (Fagus sylvatica)


Intolerância
Neste estado emocional as pessoas mostram-se muito rígidas. Possuem
critérios muito definidos ao fazer julgamento sobre os outros e tem dificuldade em
aceitar seus próprios erros.
Centaury (Erythocae centaurium)
Submissão
Pessoas com a personalidade centaury geralmente têm dificuldade em impor
sua vontade, suas idéias e são facilmente dominadas. Esperam que os outros lhe
digam que atitudes tomar e quais caminhos devem seguir. A essência vai ajudar a
despertar as características positivas reconhecendo a própria individualidade sem se
influenciar pelas opiniões alheias.

Cerato (Ceratostigma willmottiana)


Insegurança
Pessoas com pouca confiança em si próprio. Tendem a duvidar de sua
capacidade de julgamento. Tendência a imitar atitudes dos outros não assumindo
responsabilidade por suas experiências. A essência do cerato vai devolver a
autoconfiança e ajudar a lidar com o sentimento de incapacidade.

Cherry Plum (Prumus cerasifera)


Medo de perder o controle
Esse Floral irá ajudar as pessoas que estão a beira de um colapso. Elas
podem se encontrar em profunda desespero, com medo de perder o controle sobre
seus pensamentos e ações. Neste estado emocional pode apresentar impulsos
violentos contra si mesmo e os outros tornando-se bastante deprimidas. Em função
da confusão mental que vivem, normalmente estas pessoas tÊm cefaléias, falta de
concentração e raciocínio.

Chestnut Bud (Aeseulus hippocastanum)


Falta de observação
É indicado para as pessoas com dificuldade de aprendizagem . Estas não
conseguem aprender com as experiências e comentem sempre os mesmos erros.
Também crianças que apresentam dificuldade escolar.
18

Chicory (Chicorium intybus)


Egoismo
Essa essência poderá ajudar as pessoas muito possessivas que tendem a
manter o controle sobre as outras e a dirigir suas vidas. São pessoas dominadoras,
carentes, muito dependentes e presas a regras sociais. O Chicorium intybus também
trabalha o desapego para as suas dificuldades, como abandonar dependências
químicas como o álcool, cigarro, exagero na comida, etc.

Clematis (Clematis vitalba)


Devaneio
Para pessoas que vivem num mundo próprio, sem interesse algum no
mundo rela. Elas têm dificuldade de concentração, devido à sua tendência de
sonhar acordadas, do que por alguma deficiência própria. São pessoas de memória
fraca e não se fixam em detalhes. Pegam no sono facilmente, dormem
profundamente e são freqüentemente sonolentas durante o dia.

Crab Apple (Malus pumila)


Purificação
Essa essência vai limpar a mente trazendo à tona os sentimentos de
impureza, de auto-desaprovação, tudo aquilo que causa desequilíbrio podendo se
transformar em doença . Uma vez conscientizadas de suas dificuldades as pessoas
serão capazes de ver os fatos em suas reais proporções.

Elm (Ulmus procera)


Cansaço
É prescrito para as pessoas que têm grande senso de responsabilidade.
Pessoas autoconfiantes, seguras, com capacidade de liderança, que
momentaneamente se sentem incapazes de dar continuidade ao trabalho que vem
assumindo por ser muito exigentes e perfeccionistas. O cansaço é conseqüência do
excesso de responsabilidade.
19

Gentian Gentiana amarella)


Depressão por causa conhecida
Esse remédio é para o desânimo e para o desalento resultantes de um
desapontamento; por exemplo, fracassar numa prova ou sair-se mal numa
entrevista, perder o emprego e outros acontecimentos ou reveses que fazem a
pessoa sentir-se deprimida. É também de muita utilidade para crianças que se
sentem desanimadas com seus resultados na escola.
Gorse (Ulex europaeus)
Resgate da esperança
A essência do Gorse é indicada para pessoa que chegara ao extremo do
desespero e desânimo. Tornaram-se pessimistas e derrotista e por isto desistem de
lutar.

Heather (Calluna vulgaris)


Egocentrismo
Indicado para as pessoas que tem necessidade de falar compulsivamente.
São muito preocupadas consigo mesmas e não conseguem ouvir o outro. Tendem a
monopolizar uma conversa pelo impulso de relatar tudo que vive. Essas pessoas
detestam ficar sós e são carentes embora transmitam uma imagem de segurança.

Holly (Ilex aquifolium)


Mágoa, Ressentimento
Indicado para pessoas que se encontram em estado de muita raiva, ciúme,
inveja, constante expressão de mau humor. O Holly vai ajudar a equilibrar essas
emoções retomando a harmonia interior.

Honeysuckle (Lomicera caprifolium)


Nostalgia
´indicado para as pessoas se encontram com dificuldade de se desligar do
passado. Vive em função daquilo que já aconteceu sem usufruir dos acontecimentos
presentes. A essência vai ajudar a se desprender do passado permitindo usar a
energia de forma mais produtiva.
20

Hornbeam (Carpinus betulus)


Fadiga Física e Mental
É indicado para sensações de cansaço, exaustão mental. Essa exaustão
está ligada ao excesso de rotina. A essência funciona como um tônico que ajuda a
pessoa a adquirir mais energia para lidar com o cotidiano.

Impatiens (Impatiens gladulifera)


Impaciência, Irritação
Para pessoas muito rápidas de pensamento que perdem a paciência em
aceitar o ritmo dos outros. Ficam tensas, frustradas quando as coisas não
acontecem com rapidez.

Larch (Larix decídua)


Auto-estima, Fracasso
Indicado para as pessoas inseguras, que não acreditam em sua capacidade.
Devido ao valor que dá às experiências negativas do passado, não reconhecem seu
potencial para atingir os objetivos. São convictas de sua inferioridade. Esta essência
resgata a coragem para a pessoa se lançar em busca de seus desafios.

Mimulus (Minutus guttatus)


Medo Conhecido
Para quem tem medo de algo conhecido. Por exemplo, medo de andar de
elevador, avião, de escuro, de doenças e outros. Essas pessoas estão
constantemente ansiosas por estar sujeitas a se deparar com situações que lhe
causam ansiedade a qualquer momento. O floral ajudará a compreender essa
ansiedade trazendo equilíbrio para uma vida mais saudável.

Mustard (Sinapis arvensis)


Depressão por causa Desconhecida
Caracterizada por uma tristeza inesperada, depressão profunda e repentina
que vem do nada e que vai de repente, da mesma maneira que apareceu, sem
nenhuma razão aparente. Essas pessoas precisam dessa essência, tendem a
canalizar sua energia totalmente para dentro de si levando a um comportamento de
21

introversão e à falta de sociabilidade. A essência do Mustard irá proporcionar mais


serenidade de pensamento e clareza nos seus sentimentos.

Oak (Quercus robur)


Desatento
Para pessoas obstinadas com o trabalho, cumpridoras do dever, corajosas e
com grandes ideais. Estas não se permitem o prazer que não venha da realização e
de um esforço excessivo. O floral vai devolver a alegria e a vitalidade.
Olive (Olea europae)
Exaustão
Para esgotamento mental. Quando as pessoas gastam inconscientemente
muita energia com preocupações e chega ao limite de suas forças, podendo gerar
doença físicas. A essência do Olive vai ajudar a administrar adequadamente a
energia vital.

Pine (Pinus syluestris)


Culpa
Indicado para aqueles que apresentam como sintomas sentimento de culpa,
Autocensura, são rigorosos ao julgar sus comportamentos. O tratamento irá ajudar
as pessoas a aceitarem melhor suas falhas e se perdoarem.

Red Chestnut (Aesculus carnea)


Preocupação
Para pessoas que se preocupam excessivamente com os outros. São super-
protetores, sacrificam -se em função dos problemas alheios.

Rock Rose (Helian Themum mummu tarium)


Pânico
Para sentimento de terror, ansiedades que aumentam progressivamente e a
pessoa fica paralisada em função do medo.

Rock Water (ÀGUA)


Falta de adaptação
22

Essência prescrita para inflexíveis, perfeccionistas, não se adaptam a novas


situações, possuem ideais exagerados e se obriga a viver de acordo com eles. São
auto-dominadoras ao ponto do auto-martírio. Com o uso da essência tenderá a ser
menos rígido, ter uma mente mais aberta.

Scleranthus (Seleranthus annuuss)


Indecisão
Para pessoas incapazes de tomar uma decisão. Vacilam entre dois
caminhos gastando um tempo valioso em seus raciocínios. Apresentam grande
flutuação de humor.

Star of Bethlehem (Ornithogalum umbetellatum)


Trauma Físico e Mental
Star of Bethlehem é prescrito em função de experiências traumáticas que
uma pessoa tenha vivido. Estas podem ser físicas, emocionais ou espirituais. É
capaz de restaurar o poder autocurativo do corpo neutralizando os sintomas do
trauma independente se este é recente ou tenha acontecido há muito tempo.

Sweet Chestnut (Castanea Sativa)


Angústia
É indicado quando uma pessoa sente-se desamparada e desprotegida,
chegando ao limite de suas forças. Sentimento de extrema angústia e desespero.
Mental agonizante. Eles não vêem a luz no final do túnel e a vida parece não ter
mais sentido.

Vervain (Verbena officinalus)


Excesso de Dinamismo
Para aquelas pessoas que se sentem donas da verdade e não aceitam as
diferenças individuais. Querem convencer os outros de suas idéias e crenças.

Vine (Vitis vinifera)


Domínio
23

Indicado para pessoas a vidas de poder, críticas, dominadoras e inflexíveis


em suas atitudes. São muito capazes, seguros de si e não valorizam as opiniões dos
outros.

Walnut (Juglans regia)


Individualidade
Vai ajudar na adaptação às mudanças tanto emocionais como corporais.
Pessoas que tendem a se deixar influenciar pelos outros e não confiam em seus
próprios valores. É o floral de transição, indicado em qualquer situação nova que a
pessoa estiver vivendo, mudança de trabalho, puberdade, menopausa, separações,
etc.

Water Violet (Hottonia palustris)


Altivez
Para as pessoas que tendem a serem mais reservadas, distantes, tem medo
de se expor e buscam o isolamento. Essas pessoas tendem a esconder os
sentimentos para não incomodar os outros.

White Chestnut (Aesuulus hippocastanum)


Pensamento Obsessivo
Quando pensamentos não desejados circulam compulsivamente a cabeça.
Esta falta de controle sobre o pensamento leva à depressão, à falta de concentração
e a pessoa fica em constante conversação mental. A pessoa desenvolve quadros de
pensamentos obsessivos.

Wild Oat (Bromus ramosus)


Propósito de vida
Para aqueles que não definiram um caminho na vida. Não tem uma meta a
seguir. O floral vai ajudar a reconhecer o próprio potencial e a desenvolvê-lo e
encontra no labirinto da vida, o seu verdadeiro caminho.

Wild Rose (Rosa canina)


Apatia
24

Indicado para estado de apatia, resignação, falta de interesse e objetivos a


seguir. É o floral que resgata na pessoa apática, o desejo de viver e descobrir na
vida, toda a beleza que ela possa ter.

Willow (Salix vitelina)


Amargura
Essa essÊncia é para o ressentimento, a auto piedade e a amargura. Para
as pessoas que se sentem vítimas e culpam os outros por seu fracasso em todos os
níveis. O floral vai ajudá-la a ter uma atitude positiva assumindo plena
responsabilidade por suas experiências.
Rescue
É o remédio para todas as situações de emergência. Ele é composto de Star
of Bethlehem, Rock Rose, Impatiens, Cherry Plum e Clematis.
Por se o floral dos momentos mais críticos, ele é usado com mais freqüência
pela grande maioria das pessoas. O Rescue pode ser sugerido em forma de gotas
repetidas, ou ainda pode fazer parte de outras formas farmacêuticas como:
compressas pomadas, cremes, inalações, como um coadjuvante tópico em caso de
patologias que se exteriorizam a nível físico.

2.2.3.2 Método de extração

Segundo Navarro et. al. (1997), a energia ou o poder curativo das flores
encontrava-se em suas pétalas, contendo o orvalho do amanhecer. As autoras
comentam que para extraí-lo, o Dr. Bach usou de dois métodos, quais sejam: o
Método Solar e o Método Boiling.

- Método Solar

Vinte espécies flores que florescem na primavera e verão são preparadas


por método solar: Agrimony, Centaury, Cerato, Chicory, Clematis, Gentian, Gorse,
Heather, Impatiens, Mimulus, Oak, Olive, Rock Rose, Scleranthus, Wild Oat,
Vervain, Vine, Water Violet, White Chestnut e Rock Water (água pura de nascente).
As flores são colocadas numa cuba de cristal; coloca-se água da fonte até encobri-
las; a cuba deve ficar próxima à planta e o sol deve incidir direto sobre as mesmas
25

durante 3 horas. O dia deve estar totalmente claro, sem nenhuma nuvem, pois o sol
não pode ser coberto em nenhum momento (Margonari, 2004).

- Método de Boiling

Para preparação da maioria dos medicamentos através do método de


fervura ou Método Boiling, são utilizados ramos de árvores, flores e folhas (Navarro
et. al., 1997).
Os brotos de árvores, arbustos, plantas e flores de 18 espécies de flores que
florescem no outono e inverno, são preparados através do Método Boiling: Cherry
Plum, Elm, Aspen, Beech, Chestnut Bud, Hornbeam, Larch, Walnut, Star of
Bethlehem, Holly, Crab Apple, Willow, Pine, Mustard, Red Chestnut, Honeysuckle,
Sweet Chestnut, Wild Rose. As flores são colocadas numa panela de inox, vidro ou
de ágata e, depois, são cobertas com água da fonte e fervidas por 30 minutos.
Apaga-se o fogo e deixa-se esfriar perto da planta. Em ambos os casos, após seus
procedimentos, a água é coada e colocada numa garrafa com 50% de brandy e 50%
da solução coada. Esta feita a tintura mãe (Margonari, 2004).

2.2.3.3. Possíveis reações

As essências florais, por agirem numa dimensão além do corpo físico, na


esfera mais sutil do organismo, podem às vezes provocar pequenas e diferentes
reações em cada indivíduo, uma vez que cada pessoa é única e possui um campo
energético próprio (Navarro et. al., 1997).
A maioria dos praticantes da terapia floral argumenta que ela não possui
efeitos colaterais. Todavia, segundo Oliveira (2004), o bom senso e a experiência
mostram que tudo que tem ação tem contra-reação. Portanto, as essências florais
podem causar reações e efeitos indesejados. Estes efeitos indesejados são bastante
raros por dois motivos: a) se a pessoa não necessitar de uma determinada essência,
a vibração desta essência não irá atuar sobre a pessoa. b) alguns sintomas que
podem aparecer durante a terapia floral não são efeitos colaterais e sim parte do
processo de cura.
Os efeitos colaterais possíveis (mas raros) são de quatro tipos, segundo
Oliveira (2004):
26

1) reações físicas (diarréia, vômito, tontura, sono, taquicardia, sensação de


estar "aéreo", intestino preso, etc);
2) reações emocionais (tristeza, ansiedade, impaciência, raiva, vontade de
chorar ou rir à toa, alegria fora de hora, etc.);
3) reações mentais (idéias inadequadas, vontade de falar sem muita
censura, estranheza de si, das suas reações e das atitudes alheias, etc.);
4) conseqüências históricas - este tipo de efeito colateral se resume no
seguinte: a todo momento na vida humana está se tomando decisões, algumas mais
importantes outras menos. As essências florais, ao atuarem sobre o indivíduo,
estarão sendo um elemento a mais influenciando o processo de tomada de decisão
da pessoa. Por este motivo, uma essência que a pessoa necessita, mas que vem no
momento errado, na dosagem errada ou combinado de forma errada, pode
influenciar negativamente esta pessoa.

2.2.3.4 Preparação

A preparação consiste na adição de brandy (equivalente a duzentas e


quarenta partes iguais à da tintura mãe), dando origem aos chamados frascos de
estoque, com validade de cinco anos (Margonari, 2004).
Com exceção do White Chesmut,o qual foi extraído pelo Método Solar, nas
demais plantas da série de 20º à 38º foi utilizado o Método de Fervura. Em ambos
os métoos, após da Tintura Mãe, é que são preparados os “Stocks”, numa diluição
de 1:240%. E a partir dos “Stocks” é que são preparadas as diluições encontradas
em farmácias especializadas (Navarro et. al., 1997).
O Rock Water é a única essência cuja energia curativa não provém de uma
flor e sim da água de uma fonte com rocha dotadas de propriedades terapêuticas. O
floral não é preparado nem pelo Método Solar ou Boiling, mas deve ser deixada ao
sol por 2 horas (Navarro et. al., 1997).

2.2.3.5 Cuidados ao tomar

Deve-se ter bastante cuidado quanto ao uso do medicamento por pessoas


abstinentes do álcool, como é o caso de indivíduos que retornaram de tratamentos
contra o alcoolismo e a ingestão de pequena dose alcoólica pode induzir à volta ao
27

vício. Neste caso, recomenda-se que use a dose prescrita diluída num copo de água
(que vai abolir o sabor) e ingerida aos poucos, ou vinagre de maçã no lugar do
Brandy, como conservante (Navarro et. al., 1997).
Tal procedimento deve ser adotado também em pessoas adeptas de
religiões que condenam o álcool ou ainda pessoas que possuem problemas de
hipertensão arterial e o álcool pode provocar descompensações a nível sangüíneo.
Nestes casos, as gotinhas não devem ser pingadas diretamente na boca e sim
diluídas em algum líquido que a pessoa possa ingerir, de preferência água. Ainda,
algumas essências têm o poder de provocar catarse nos indivíduos em tratamento,
portanto, enfermos debilitados em fase terminal, como câncer e AIDS, devem evitar
essas essências que provocam catarse, porque qualquer eliminação excessiva de
líquidos corporais pode provocar drenagem de sua vitalidade, predispondo-o a uma
deficiência da sua resistência (Navarro et. al., 1997).

2.2.3.6 Formas farmacêuticas

Os florais de Bach são retirados de plantas isentas de toxicidade, são


consideradas inofensivas e, por esse motivo, não causam danos à saúde. Existem
diversas formas de posologia, mas maneiras como Dr. Bach administrava os florais,
segundo Navarro et. al. (1997), eram as seguintes:
A dose única constitui-se em colocar duas gotas do frasco “stock” em um
copo de água mineral, fervida ou filtrada, porque a água tratada deteriora os “florais”.
Essa diluição, deve ser ingerida em intervalos de duas horas, de meia em meia hora
e, em casos mais urgentes, em espaços de cinco em cinco minutos, até haver
melhora do estado emocional. Em casos de inconsciência deve-se umedecer os
lábios do paciente com essa diluição.
Para Navarro et. al. (1997), a diluição a 3% é feita em frascos de 30 ml
esterilizados. Deve-se preparar 1ml de Brandy, para conservar, 20ml de água de
fonte, fervida ou filtrada e 2 gotas da essência “stock” administrando 16 gotas
divididas em quatro doses diárias. A primeira dose deve ser tomada ao acordar e a
última, ao deitar. Reter a dose na boca alguns segundos para sentir a energia
positiva das essências e visualizar a sua cura interior. Não deixar o frasco, sob
aparelhos elétricos (tv., vídeo, geladeira).
28

Navarro et. al. (1997) ressalta que em casos de processos inflamatórios,


queimaduras, picadas de insetos, contusões, acne, escaras, ferimentos, herpes,
psoríase, dermatites de contacto, pode-se usar as 2 gotas da essência desejada em
forma de pomadas, cremes, géis, banhos de imersão, compressas, inalações,
associados ao tratamento via oral. Na formulação de cremes bases, géis bases ou
qualquer outra base medicamentosa, não deve utilizar nenhum excipiente, ou
coadjuvante técnico, que tenha na sua composição química um elemento de origem
animal, porque vai provocar uma interferência energética.

2.2.3.7 Posologia

O efeito da essência não depende da quantidade de gotas tomadas a cada


vez, mas da freqüência de vezes tomadas ao dia; assim, recomenda-se tomar 4
gotas 4 vezes ao dia (ao acordar, antes do almoço, pelas 17 horas e antes de
dormir), podendo-se aumentar ou diminuir a dosagem conforme a necessidade ou
indicação do profissional responsável (Margonari, 2004).
O uso pode ser sub-lingual (debaixo da língua) para uma absorção mais
rápida. De vez em quando, bater o frasco contra a palma da mão (mais ou menos 10
vezes) antes de usá-lo. Para se obter o efeito pleno, as gotas devem conservar-se
na boca por um momento antes de engoli-las. É preciso tomar cuidado para não
deixar o conta-gotas entrar em contato com a língua, pois as enzimas digestivas
podem transferir-se da língua para a mistura no frasco. Isto afetaria o gosto, se bem
que não afetaria a eficácia do remédio. Você poderá tomar o remédio na hora que se
lembrar (caso esqueça de tomá-lo no momento indicado). Não tomar doses
acumulativas (por ex.: 8 gotas por vez) (Margonari, 2004).
Segundo Margonari (2004), manter o frasco bem fechado. Manter o remédio
longe do calor, luz, umidade e aromas. Deixar longe de radiações e aparelhos
elétricos (TV, equipamento de som, celular, computador, ar condicionado, etc). Por
ser um produto natural e devido às condições climáticas do Brasil, a validade do
floral é, geralmente, de 30 dias (ver data de validade no rótulo). As essências Florais
de Bach são naturais e não têm contra-indicação, não têm efeito colateral e não
29

criam dependência física; podem ser administradas juntamente com os remédios


homeopáticos, alopáticos e fototerápicos.

3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral

Demonstrar a efetividade da utilização da terapia com florias de Bach como


coadjuvante na aprendizagem escolar das crianças com alterações
comportamentais motivadas por desequilíbrio emocional físico ou psíquico.

3.2 Objetivos Específicos

3.3 Proposição

De acordo com Rudio (1992) toda pesquisa científica começa pela


formalização de um problema e que este problema costuma ser apresentado
geralmente na forma de uma proposição interrogativa.
Baseado nesta informação, o presente estudo se propôs a determina a
efetividade da utilização da terapia com floria de Bach como adjuvante de melhora
30

no aprendizado e rendimento escolar em crianças com alterações comportamentais


motivadas por desequilíbrio emocional, físico ou psíquico.

4 METODOLOGIA

Com embasamento em levantamento bibliográfico realizado, o objetivo


desse estudo foi avaliar e ministrar essências florais de Bach à crianças com
dificuldades de codificação e absorção de conhecimentos, concentração e
interferências em diversas áreas que envolvem a aprendizagem.
Como o perfil da maioria das crianças era constituído por filhos de casais
desajustados, separados, dependentes alcoólicos e até pais que cumpriram penas
judiciais, também optou-se por usar algumas essências que oportunizassem
reequelibrar sentimento de traumas, medo, mágoas ou outros sentimentos que
pudessem ter deixado marcas na personalidade infantil.
A pesquisa foi realizada com alunos da Escola Municipal Geni Aparecida
Giordano no município de Iporã (Pr). Foram selecionados 20 alunos que fazem parte
do Projeto Estudo de Tempo Integral (ETI) que tem como objetivo assegurar às
crianças o direito de permanecer o dia todo na escola, haja vistas que estas são
filhas de famílias carentes, que precisam trabalhar e não tem onde deixar os filhos.
Conforme a resolução número 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, os
pais ou representantes legais das crianças foram devidamente informados e
assinaram (?) o termo de consentimento pois informação (Anexo 1) individualmente.
31

Sendo assegurados os mesmos a possibilidades da criança abandonar o estudo a


qualquer momento deste que comunicassem a sua decisão.
Com o critério seletivo utilizado para selecionar os alunos foi observado o
perfil comportamental dos mesmos pela professora. Observou-se que estas
crianças, em conseqüência das condições precárias de sobrevivência apresentaram
dificuldades de aprendizagem como também problemas de comportamento.
Após o processo de calibragem e familiarização do pesquisador com a
Terapia de Florais de Bach, as crianças passaram por uma avaliação interrogativa
em forma de entrevista realizado com a professora, afim de se conhecer o
comportamento na e a seguir uma entrevista com a mãe ou responsável legal para
se ter um perfil psicológico do passado da criança e seu atual comportamento
familiar.
Depois de realizado este diagnóstico do estado emocional e desvios de
comportamento na área da aprendizagem, as essências compatíveis com as
emoções em desarmonias foram escolhidas e a criança fazia uso das essências
dentro da posologia, indicada para cada caso. Com o objetivo de suprir as
dificuldades da aprendizagem foi elaborado uma formulação chamada de Floral do
Estudo.
Na seqüência, as crianças foram submetidas a novas entrevistas para
reavaliação dos resultados óbitos durante o período de tratamento.

4.1 Entrevistas Realizadas Durante o Estudo

Aluno 1 – I. S. M

Este aluno passou pela 1º série, foi para a 2º série e não sabia nem as
vogais. Retornou para a 1º série.
A professora notou que ele ficou muito decepcionado por ter que retornar,
tanto é que no início deste ano deu muito trabalho...
Não para quieto no lugar... Vive agitado... Fica brincando com os colegas e
escondendo os materiais de todos os alunos... Não aceita ter que receber ordens...
Extremamente distraído. Qualquer coisa desvia a sua atenção.
A professora pensa que esta criança possa até ter algum traço de deficiência
mental, porém ainda não foi avaliado por psiquiatra.
32

Aluno 2 – J.G.A.
Está na 3º série e sempre freqüentou sala de apoio pedagógico. Tem muita
dificuldade em aprender o que a leva não gostar de estudar, chegando a dizer:
“Professora eu odeio matemática”.
Parece que está cansada de estudar, porém para qualquer outra atividade é
muito desanimada.
Tudo para ela é muito difícil.
É muito distraída e tem preguiça de pensar

Aluno 3 - J
A professora refere que para a referida aluna falta limite. O pai faz tudo que
ela quer e quando recebe um não de qualquer pessoa sua arma é chorar.
Desanimada para os estudos e desatenta.
Auto estima baixa.

Aluno 4 – V.N.
A aluna está na 1º série.
Morava no sítio com os pais, onde na medida do possível não lhe faltava
nada. Depois, os pais separaram-se e ela veio morar na cidade com a mãe e
começaram a passar necessidade. O motivo da separação dos pais foi pelo fato dele
ter fugido com uma garota de 14 anos. Depois de alguns meses os pais voltaram a
morar juntos novamente, porém, batia na mãe na frente das crianças e por isso a
união não demorou muito quando voltaram a separar-se. No entanto a menina ama
o pai.
É uma criança muito educada e tímida.
A maior dificuldade é a insegurança, pois ela sabe fazer as atividades e
mesmo assim tem que toda hora perguntar para a professora se está fazendo certo.
Tem necessidade de ficar abraçando e é uma criança muito emotiva.
33

Aluno 5 – J. L.
É a segunda vez que a aluna cursa a 4º série.
Alfabetização totalmente comprometida. Os pais são analfabetos.
Ë uma aluna quieta, distraída, dificuldade em se relacionar com meninas.
Sexualidade bastante acentuada.
Tem medo de um homem que persegue sua amiga e tem medo surra.

Aluno 6 - A
Desanimado, distraído, fica andando o tempo todo.
Emburra facilmente

Aluno 7 – R. C. S.
Está na primeira série. Tem dificuldade em aprender e é muito lento.
Troca às letras e está fazendo tratamento com fonoaudióloga.
Muito tímido
A professora acha que não enxerga direito.

Aluno 8 – R. A. B.
Está na sala de condutas típicas (é uma sala de alunos que não se adaptam
no ensino regular).
Foi avaliado por psiquiatra e tem traços de esquizofrenia.
Sente prazer em ver a desgraça dos outros.. Ri quando alguém se machuca,
coloca o pé na frente das pessoas para vê-las cair, bate nos mais fracos.
A professora disse que ele é inteligente e esperto, porém só usa a
inteligência para fazer o mal...
O pai fica ausente (trabalha fora) , e quando o pai está por perto ele parece
ficar mais calmo, pois tem medo.
Só faz coisa boa sob pressão (quando está com medo), ou quando quer
chamar a atenção.
Já tem idade para estar na 4º série, porém está no período de alfabetização.
Não gosta de estudar.
Não se interessa pelos estudos, tem preguiça.
Rejeita leitura... A professora não sabe se ele não sabe ou se ele não quer
ler...
34

É distraído... Para que ele faça alguma coisa na sala de aula tem que ficar o
tempo todo no pé dele.
Quando ele não quer ouvir, a professora pode morrer de tanto falar com ele
que ele finge que não está acontecendo nada... Só ouve o que quer e de quem ele
tem medo...
Tem muita habilidade para trabalhos artísticos como desenhos e pinturas.

Aluno 9 – J.D.
Está na sala de condutas típicas (alunos que não se adaptam no ensino
regular).
Deveria estar na 3º série, porém está em nível de 2º.
A mãe e o pai eram usuários de drogas e quando ela nasceu o pai sumiu e a
mãe teve depressão pós-parto e foi para uma casa de recuperação de drogados. A
menina foi criada pela avó. Quando a mãe saiu da casa de recuperação foi embora
com outro homem e teve mais dois filhos. Agora está de volta morando na casa com
a menina e a avó, onde na verdade a menina pensava que a avó era a mãe e a mãe
era a irmã.
Quando começou a freqüentar a escola, a professora conseguiu convencer a
avó a contar a verdade para a menina. Que conhecer o pai de qualquer maneira.
Gosta de estudar, tenta se dedicar, mas não consegue aprender e se
dispersa com facilidade.
Quando brinca com os colegas não sabe perder... Caso perceba que vai
perder desiste de jogar.
É nervosa, implica com todo mundo e às vezes chega a ficar agressiva.

Aluno 10 – D. S. S.
Está na sala de condutas típicas. Deveria estar na 5º série e está em nível
de 2º.
Já fez uso de medicamento controlado.
Gosta de fazer maldade com as pessoas e às vezes fica bem agressivo.
O pai é andarilho e ele tem muita vergonha do pai.
Perguntou para a professora:
35

_ “Professora, o meu pai já foi pedir na sua casa? Se foi nem precisa me
falar... E o dia que ele voltar lá não dê mais nada pra ele porque isso que ele faz é
muito errado”.
Dependendo do professor que está com ele, se interessa pelo estudo, faz
desenhos, lê, escreve. Mas enquanto não pega confiança na pessoa, xinga e
maltrata.
Distrai-se com facilidade, precisa ser acompanhado de perto o tempo todo...
Quer a atenção só para ele (a professora falou que a mãe dele comentou que em
casa também quer a mãe só para ele).

Aluno 11 – A. S.
Pela idade deveria estar na 5º série e está em nível de 3º.
É uma criança bem abandonada, filho de pais separados, não tem o carinho
e a tenção da mãe e talvez por isso seja muito carente.
Tudo o que vai fazer na escola ele tem que ser o primeiro: se as crianças
vão ter atendimento psicológico, primeiro tem que ser ele... Se as crianças vão sair
da sala uma a uma para fazer uma atividade, ele tem que ser o primeiro...
Sempre corre atrás daquilo que deseja, não fica esperando pelos outros. Se
ele quer treinar futebol dentro a escola, não espera que o professor venha convocar,
mais que depressa ele vai se inscrever... Começa várias atividades e logo perde o
interesse não levando nada adiante, pois não gosta de obedecer normas e regras.
Morre de preguiça de estudar e não presta atenção em nada.

Aluno – 12 T. C. C. S.
Está na 2º série, tem distúrbio ortográfico.
É uma criança com problema renal, faz uso de antihipertensivo e
corticosteróide já apresentando Síndrome de Cushing. No entanto, jamais menciona
que está doente ou que está “gordinha” porque toma medicamento. Ao contrário é
uma criança sempre alegre.
Na sala de aula se a professora não ficar no pé, conversa o tempo todo e se
dispersa com facilidade. Não é muito responsável com suas tarefas, principalmente
com as que vão para casa.

Aluno 13 – C. R.
36

Está na 1º série.
Tem muita dificuldade de aprendizagem e de concentração.
É uma criança bem problemática, pois viu a mãe ser morta com trinta e cinco
facadas e desde então tem a idéia fixa de crescer logo para matar o homem que
matou a mãe dele da mesma maneira. Praticamente todos os dias faz o mesmo
comentário: _ Professora, quando eu tiver 18 anos eu vou ser preso porque eu vou
dar trinta e cinco facadas no homem que matou a minha mãe.
Esconde-se atrás dessa idéia e não vive. Tem surtos de raiva, chuta os
colegas, bate, depois emburra e não fala com ninguém.

Aluno 14 – L. W. B.
Está na 2º série.
Tem muita dificuldade no aprendizado e na concentração.
É uma criança extremamente egoísta.
Aluno 15 – T. L.
Está na 1º série
Bastante dificuldade na aprendizagem e muito distraída.
É uma criança apática, se as amiguinhas chamam para brincar ela vai, se
não chamam ela nem se importa... Tanto faz brincar ou estudar, aprender ou não,
ficar em casa ou ir para a escola. Não faz nenhum esforço para aprender.

Aluno 16 – A. J. V. N.
Está na 3º série
Tem dificuldade na aprendizagem e na concentração.
É uma criança muito tímida.

Aluno 17 – D. F. G.
Está na 2º série.
Gosta de conversar, se escuta qualquer pessoa conversando sobre algum
assunto já entra o meio e começa a falar...Sabe falar...Tem noção do que fala...”Boa
de papo”.
Não gosta nem um pouco de estudar, tem muita dificuldade na
aprendizagem e também dispersa com facilidade.
37

Aluno 18 – T. N.

Aluno 19 – A P N.
São duas irmãs e estão na 1º e 2º séries respectivamente.
Estão a algum tempo vivendo no abrigo municipal por determinação do
conselho tutelar. O pai suicidou-se, a mãe é alcoólatra e vive com um e com outro
homem. Não cuidava das crianças, deixando-as muitas vezes passar fome. Por
último estava vivendo com um homem que batia muito nela e tentava abusar das
duas meninas...Foi quando o conselho as separou da mãe e do outro irmãozinho e
as levou para o abrigo municipal. As duas são muito conformadas com a situação,
não perguntam da mãe, não perguntam porque ficam no abrigo, nem quando
poderão ir para casa.
Na escola as duas têm muita dificuldade na aprendizagem, são muito
distraídas, tímidas e tolas, sendo que nem as brincadeiras não conseguem entender.
São crianças muito sofridas.

Aluno 20 – L.
Faz três anos que está na 4º série.
È uma criança inquieta e respondona.
Não gosta de estudar, tem muita preguiça.
Dificuldade na aprendizagem e falta de concentração.

4.2 Uso dos Florais do Estudo como Coadjuvante na Aprendizagem

Dentro da terapia Floral de Bach, existem essências que possibilitam o


aumento da capacidade associativa e que ao serem preparadas num único
medicamento atual a nível consciente e inconsciente, promovendo uma maior
conexão entre células cerebrais e neurotransmissores.
Estas essências ao interagirem entre si resgatam ao estudante a capacidade
de retenção de novos conhecimentos, a vontade de estudar e a nível de
memorização permite que os conteúdos estudados sejam incorporados mais
facilmente.
38

As essências florais utilizadas para aumentar o rendimento escolar são,


segundo Monari (1995); Navarro et. al. (1997).

1) Clematis

Nome científico: Clematis Alba


Nome popular: Barba de homem velho
Planta herbácea perene da família Ronunculcceae que se desenvolve em
forma de trepadeiras que pode atingir até 12 m de altura. Possui flores de cor
amarelo cremoso que florescem em junho, agosto e setembro.
Na medicina popular é usado para tratar vesículas purulentas do gado,
reumatismo, gota e doenças venéreas.
No processo de aprendizagem é significativa a sua efetividade para pessoas
sonolentas, que estão sempre dispersas e vivem mais no futuro que no presente. É
a essência que diminui o estado de devaneio do estudante, fazendo com que ele
aumente seu poder de concentração, memorizando os conteúdos estudados. É a
essência que traz o estudante para o “aqui e agora”.

2) Chestnut Bud

Nome científico: Aesculus hippocastanum


Nome popular: Castanha do cavalo
Árvore alta (20-35m), com flores isoladas ou duplas, dispostas em
inflorescências terminais. A carola pode ter até 7 pérolas, cor branca e pontilhadas
de vermelho e amarelo.
Para se preparar o floral usa-se apenas os botões coletados no mês de abril
ou maio.
Os taninos, flovanoides e saponinas que fazem parte de sua composição
química, são usados na fototerapia como adstringentes, descongestionantes e
vasoconstritoras. Também usado no tratamento de hemorragias, varizes, flebites,
frieiras, reumatismo, nevralgias e expectorante.
No processo de aprendizagem é os florais que abre as comportas do
inconsciente para deixar fluir a capacidade de “aprender”. É a essência que faz co
39

que o estudante não fique apenas na superficialidade das coisas, levando-o a se


interar dos detalhes com mais facilidade.
O aprendizado torna-se mais agradável, absorvendo os conhecimentos com
menos “sofrimento”. Com esta essência, as dificuldades mentais se simplificam e o
conhecimento é incorporado de forma amena e com mais clareza.

3) Larch

Nome científico: Larix decidua


Nome popular: Lariço
É a única conífera que perde as folhas no inverno. Possui de 30-50m e no
outono suas folhas tornam-se douradas, transformando-se num pinheiro dourado.
Árvore que pode ser milenar e as flores masculinas e femininas crescem na mesma
árvore, florescendo sempre na primavera.
Na medicina popular é usada como cicatrizante, bactericida e mucolítica. Do
Larch é extraído a terebentino de Venesa, resina usada como rubefaciente em
muitos medicamentos da Medicina Phopetica.
No processo de aprendizagem é a essência floral que resgata a
autoconfiança nas pessoas que sofrem de complexo de inferioridade. Eça dá o
impulso necessário para a pessoa se tornar audaz, criativa e se lançar em direção
dos seus propósitos.
No processo da aprendizagem, o Larch transformam a sensação de fracasso
em coragem, por isto é chamada a essência do “herói”. É a essência que
proporciona ao estudante coragem de enfrentar a situação de stress gerada pela
pressão de “ter que aprender”. Com este floral, o estudante reaviva suas forças para
continuar buscando os seus propósitos. É a essência que resgata a vontade de
“vencer”.

4) Gentian

Nome científico: Gentiana amarella


Nome popular: Gentian do outono
A família Gentianacese possui mais de 180 espécies, com flores muito
parecidas, com tendência para o tom violeta-azulada. É uma planta em extinção e
40

que cresce no topo das montanhas e flores que mudam de cor durante o dia,
conforme a tonalidade do céu. Sua flor possui 5 pétalas em formato de estrela.
Na cultura popular a raiz do Gentian, rico em glicosídeos amargos estimulam
as secreções gástricas, fígado e vesícula biliar, melhorando os problemas de
dispepsias gástricas.
No processo da aprendizagem o Gentian é uma essência para pessoas que
desanimam facilmente e diante do menor imprevisto, começam a vacilar e logo
desanimam. Por este motivo, é muito útil no processo de aprendizagem, porque faz
desabrochar no estudante e desmotivado e hesitante a vontade de vencer, mesmo
que tudo lhe pareça difícil.
Esta essência resgata a motivação para estudar e a força criadora para
atingir suas metas e vencer seus desafios.

5) Elm

Nome científico: Ulmus procera


Nome popular: Elm
Segundo os historiadores, o Elm é uma planta considerada sagrada pelos
gregos. No antigo Egito Tutankaman usava sua madeira para fabricar suas
carruagens.
É uma árvore que pode viver até 500 anos, mas que atualmente está em
extinção.
Possui flores pequenas, numerosas e de cor marrom arroxeado. Por ser rica
em mucilagens e taninos, na medicina popular é usada como protetora da mucosa
intestinal, diurético, eczemas, inflamações da garganta, diarréia e psoríase.
No processo de aprendizagem, esta essência é indicada para estudantes
muito responsáveis, que apesar de ter um potencial muito grande, desenvolve suas
atividades dentro da normalidade, em certas ocasiões apresentam sensação de
fadiga, esgotamento manifestado pela diminuição da capacidade de realização, o
que resulta em sentimento de fracasso, angústia ou inaptidão temporários.
Elm é o floral que resgata a vitalidade e o ritmo dinâmico para que o
estudante vença o seu esgotamento e possa realizar de forma equilibrada as
responsabilidades do seu cotidiano.
41

RESULTADOS

As 20 (vinte) crianças que foram inicialmente triadas e recrutadas concluíram


o estudo e o tratamento para melhorar o rendimento escolar, não ocorrendo
nenhuma desistência e não sendo observados efeitos adversos ou toxicológicos
(locais e/ou sistêmicos) em nenhum dos pacientes em estudo.

Paciente no. 1

1º entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/ 07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional


observados observados
Repetiu de ano e ficou Apresenta mais interesse, já resolve
decepcionado, inquieto, agitado. Não as atividades propostas pela
aceita receber ordens. Muito professora. Está mais calmo.
distraído e desatento.
Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Agrimony
Heather
42

Vervain

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias

Paciente no. 2

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e Estado físico, mental e emocional


emocional observados observados
Tem muita dificuldade no A aluna tem apresentado um melhor
aprendizado. rendimento na aprendizagem, está
Não gosta de estudar . mais centrada e tenta realizar as
Muito desanimada, tudo para ela é atividades propostas, se
muito difícil. preocupando em saber se a
É distraída e tem preguiça de atividade que está fazendo está
pensar correta.
Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Holly

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
43

Paciente no. 3

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e


observados emocional observados
Chora por qualquer motivo. O choro diminuiu bastante. Já
Desanimada para os estudos e consegue sorrir em situações em
desatenta. que anteriormente certamente
Auto estima baixa choraria.
Está bem mais atenta aos seus
deveres.
Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Chicory
Heather

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
44

Paciente no4

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional


observados observados
Tímida, na hora das brincadeiras Já brinca com os amiguinhos
com os amiguinhos fica escondida Está menos insegura
atrás das cadeias.
Insegura
Carente

Essências Prescritas

Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Cerato
Mimulus
Heather

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
45

Paciente no. 5

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional


observados observados
Dificuldade no aprendizado Está se concentrando melhor, e teve
É quieta, distraída. melhores resultados nas atividades
Dificuldade de se relacionar com as propostas pela professora.
meninas.
Sexualidade bastante acentuada

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Cherry Plum
Chicory
Mimulus

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
46

Paciente no. 6

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e


observados emocional observados
Distraído Fica mais tempo no seu lugar e
Fica andando o tempo todo consegue prestar atenção no que
Emburra facilmente a professora fala.
Desanimado para fazer as atividades Já não emburra, começou a
escolares. questionar as coisas.
Continua desanimado para copiar
as atividades
Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Hornbean

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
47

50 dias

Paciente no. 7

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e


observados emocional observados

Tem dificuldade no aprendizado e é Continua lento.


muito lento Está começando a ler, mas ainda
Muito tímido não copia quase nada.
Foi encaminhado para tratamento
com a psicóloga do projeto.

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
48

Paciente no. 8

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional


observados observados
Muita dificuldade no aprendizado. Tem demonstrado mais interesse
Sente prazer com o sofrimento dos pelos estudos e já está começando a
outros. ler.
Não gosta de estudar. A professora disse que ele fez o
Não se interessa pelos estudos, tem seguinte comentário:
preguiça. _ Professora! Até que estudar não é
Rejeita leitura. tão ruim assim, não é mesmo?
Demonstrou-se mais companheiro
dos amiguinhos não fazendo mais
maldade com eles.
Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Vine

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
49

50 dias

Paciente no. 9

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e


observados emocional observados
Muita dificuldade no aprendizado. Já consegue prestar atenção nas
Dispersa com facilidade aulas.
Nervosa, implica com todo mundo e às Está mais calma.
vezes chega a ficar agressiva. Não teve mais crises de
agressividade

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Star of Bethlehem
Wild
Willow

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
50

Tempo de duração
50 dias

Paciente no. 10

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

Dificuldade no aprendizado. Está menos distraído


Distraído Não foi observado mais nenhuma
Gosta de fazer maldade crise de agressividade
Agressivo às vezes Já consegue dividir a atenção da
Quer a atenção só para ele professora com os colegas

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Chicory
Holly
Red Chestnut
Rock Water

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
51

50 dias

Paciente no. 11

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional


observados observados
Muita dificuldade no aprendizado Ainda continua com dificuldade na
Carente. concentração
Tudo que vai fazer na escola ele tem Não está mais desesperado para ser
que ser o primeiro. sempre o primeiro.
Começa vária atividades de uma só Depois que começou o tratamento
vez e não leva nada adiante. com florais levou suas atividades
Preguiça de estudar. adiante
Não presta atenção em nada

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Heather
Hornbean
Impatiens

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
52

Tempo de duração
50 dias

Paciente no. 12

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04

Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e


observados emocional observados
Dificuldade no aprendizado, Está mostrando melhor
principalmente na disciplina de desempenho tanto dentro da sala
português. de aula quanto com os seus
Falta de responsabilidade com suas deveres de casa.
tarefas Não trouxe mais dever sem fazer

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Agrimony
Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
53

Paciente no. 13

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/04


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

Dificuldade na aprendizagem e na Foi o único aluno onde não se


concentração. conseguiu observar uma melhora
Traumatizado por ter visto a mãe considerável.
morrer com 35 facadas. Continua preso no passado e com a
Tem a idéia fixa de crescer logo para idéia fixa de crescer para matar o
matar o homem que matou a mãe homem que matou a sua mãe.
dele. Continuou agressivo, batendo nos
Tem surtos de raiva, chuta e bate colegas.
nos colegas.

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Holly
Honeysuckle
Star of Bethlehem
White Chestnut
54

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias

Paciente no. 14

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/40


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

Dificuldade no aprendizado e na Já está bem mais centrado e


concentração começando a desenvolver bem o
Egoísmo aprendizado.
Divide suas coisas na escola
(A mãe veio conversar com a
professora e dizer que em casa ele
está bem melhor, pois está mais
calmo).

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Heather
55

Holly

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias

Paciente no. 15

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/40


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

Bastante dificuldade na aprendizagem Está reagindo melhor aos estímulos


e muito distraída. deixando de ser apática.
É uma criança apática. Está desenvolvendo melhor o seu
Não faz esforço para aprender aprendizado mas ainda prefere fazer
as coisas que não precisa pensar e
que já sabe fazer às novas
atividades
Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Hornbean
Wild Rose

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
56

Paciente no. 16

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/40


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados
Tem dificuldade na aprendizagem e Já está menos inibida, responde as
na concentração. perguntas da professora.
É uma criança muito tímida Continua desatenta

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Mimulus
Wild Rose:

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
57

Paciente no. 17

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/40


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

Conversa muito na sala de aula, se Está se mostrando bem mais


dispersando com facilidade. atenciosa para copiar as coisas do
Tem dificuldade no aprendizado e não quadro, porém na hora de resolver
gosta de estudar. as atividades ainda precisa de ajuda.

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias
58

Paciente no. 18 e 19

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/40


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

São irmãs, vivem no abrigo municipal, Ambas continuam distraídas. Uma


passaram por muitos traumas e são das irmãs começou a conversar mais
muito conformadas. com os colegas em sala de aula, o
Tem muita dificuldade no que indica Ter melhorado a sua
aprendizado. timidez. No entanto a conversa a faz
São tímidas, distraídas e tolas sendo com que ela continue distraída com
que não entendem nem, as as atividades.
brincadeiras. Ao passo que a outra permaneceu
quieta, quase não conversa e deixa
as atividades pela metade.
Ambas começaram a apresentar
insegurança.

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Honeysucke
Mimulus
59

Star of Bethlehem
Wild Rose

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
Tempo de duração
50 dias

Paciente no. 20

1º Entrevista 17/05/04 2º Entrevista 06/07/40


Estado físico, mental e emocional Estado físico, mental e emocional
observados observados

É uma criança inquieta Está menos inquieta na sala de aula.


Não gosta de estudar Tem se esforçado para resolver as
Tem preguiça de estudar atividades demonstrando mais
Tem dificuldade na aprendizagem e interesse e menos preguiça.
na concentração Nos cálculos a professora notou
melhores resultados. Já aprendeu a
dividir e a multiplicar e faz com
prazer.

Essências Prescritas
Chestnut Bud
Clematis
Elm
Gentian
Larch
Hornbean
Impatines

Posologia
4 gotas 4 vezes ao dia
60

Tempo de duração
50 dias

6 CONCLUSÃO
61

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em:


www.anvisa.gov.br. Acessado em 26 de maio de 2004.

BHATTARAM, V. A. ; GRAEPE, V.; KOHLERT, C.; VEIT, H.; DERENDORF, F.


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curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.

CAPRA, F. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1992.

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64

ANEXOS

ANEXO 1 – CONSENTIMENTO PÓS INFORMAÇÃO DOS PAIS

CESUMAR
Curso de Especialização em Farmácia
Trabalho de Pesquisa
Termo de Consentimento e/ou Esclarecido

Eu _______________________________, abaixo assinado, responsável


pelo menor _______________________________, permito de livre e espontânea
vontade, que ele (a) participe de experiência com Florais de Bach que visa
harmonizar os estados emocionais para que ele (a) possa melhorar o seu processo
de aprendizagem e rendimento escolar.
Concordo, que os dados obtidos pertencem à pesquisa podendo ser
utilizados para apresentações como publicações científicas, desde que respeitada a
ética e o sigilo profissional.
A participação dele (a) na experiência será de ingerir os florais de Bach pelo
tempo que for necessário para melhoria do seu estado emocional.
Foi-me assegurado o direito dele (a) abandonar a experiência a qualquer
momento, se assim o desejar, bastando para isso comunicar esta decisão.
65

Ibiporã, ____ de ____________ de __________

___________________________________
Assinatura
Pai ou responsável

SUMÁRIO

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