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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA-UNINTA

CURSO BACHARELADO EM ENFERMAGEM

PERFIL NUTRICIONAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DA SINDROME DA


IMUNODEFICIENCIA ADQUIRIDA

JÚLIA MARIA MENDES DE SOUSA

SOBRAL –
CE 2021
Júlia Maria Mendes de Sousa

PERFIL NUTRICIONAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DA SINDROME DA


IMUNODEFICIENCIA ADQUIRIDA

Pré-projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no


Centro Universitário INTA-UNINTA como requisito básico pata a
conclusão do Curso Bacharelado em Nutrição .

Orientador (a): Me. Alexandre Barros


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO – TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO.......................................... 1.

2. JUSTIFICATIVA .............................................................................................. 3.

3. OBJETIVOS .................................................................................................... 4.

3.1 GERAL .................................................................................................. .... 4.

3.2 ESPECÍFICOS........................................................................................... 4.

4. METODOLOGIA……………………………………………………………………. 4.

5. CRONOGRAMA……………………………………………………………………. 7.

6. ORÇAMENTO ……………………………………………………………………….7

7. REFERÊNCIAS…………………………………………………………………….. 8.
1. INTRODUÇÃO – TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO

A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, AIDS – Acquired Immunodeficiency


Syndrome) é a manifestação clínica extrema da infecção por um retrovírus, o vírus da
imunodeficiência humana (VIH, HIV – Human Immunodeficiency Virus). Ele tem a capacidade
de inserir seu material genético em células alvo hospedeiras, principalmente os linfócitos T
CD4, os quais constituem células de defesa do sistema imunológico humano. (Sousa M. et al.
2019).
Durante as últimas décadas observam-se muitos avanços em relação ao conhecimento e
tratamento da AIDS, porém sua incidência e prevalência continuam sendo uma das grandes
preocupações na área da saúde em todo o mundo. Segundo Programa Conjunto das Nações
Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), aproximadamente
36,9 milhões de pessoas vivem com AIDS/HIV no mundo.
Segundo Augusto e Kamimura et al, após a infecção e ampla replicação, o vírus destrói várias
células e, posteriormente, infecta outras. Esta infecção é uma doença de espectro amplo, com
curso clínico variável, progressiva supressão do sistema imunológico, indução a infecções
oportunistas recorrentes, alterações nutricionais, debilitação progressiva e morte.
Os avanços na terapia antirretroviral ( TARV ) possibilitaram a supressão da replicação viral, a
melhora da qualidade de vida e da longevidade de pessoas vivendo com HIV/aids, revelando
reduzidas taxas de morbimortalidade associadas à infecção. Por outro lado, uma variedade de
anormalidades metabólicas tem sido associada à TARV e à própria infecção pelo HIV, tais
como mudanças na distribuição de gordura corporal, resistência à insulina, dislipidemia, entre
outras.
Algumas dessas alterações estão relacionadas a um maior risco de doença cardiovascular
(DCV).Além destes fatores, existem ainda hábitos de vida, como tabagismo e sedentarismo, que
estão associados às DCV. Já a prática de atividade física atua como fator protetor para DCV e
está negativamente correlacionada ao acúmulo de tecido adiposo na região abdominal de
pessoas que vivem com HIV/aids.
O HIV pode originar um progressivo aparecimento de desnutrição devido a uma ingestão
alimentar diminuída, ao aumento das necessidades energéticas, à alteração da absorção e do
metabolismo dos nutrientes e à interação da terapia com os nutrientes.
Esta patologia enfraquece o sistema imunitário, aumentando o risco de aparecimento
de infeções oportunistas e mortalidade nestes doentes. São sinais e sintomas da desnutrição a
perda de peso, perda de massa magra e massa gorda, déficit em micronutrientes (vitaminas e
minerais) e competência imunitária diminuída.
Estudos sobre consumo alimentar e desfechos relacionados a um maior risco de DCV têm
evidenciado a modificação do papel da nutrição na infecção pelo HIV – antes focada na
recuperação do quadro de caquexia e após o advento da TARV, nas alterações metabólicas
associadas ao tratamento. A composição da dieta também
é um fator associado ao perfil lipídico e à composição corporal de pessoas que vivem
com HIV/AIDS.
É fundamental uma avaliação nutricional criteriosa nesses indivíduos, investigando as
deficiências nutricionais de forma global ou isolada, sendo necessário um estudo dos índices
antropométricos e biológicos.
A manutenção do estado nutricional depende de uma combinação de fatores como ingestão
apropriada de alimentos, absorção eficiente de nutrientes e metabolismo adequado.
O papel da nutrição é fundamental para otimizar o estado nutricional do doente através da
avaliação, diagnóstico, intervenção e monitorização nutricional. O nutricionista deve fornecer ao
doente uma terapia individualizada e educação a nível
nutricional.
Perante a diversidade de doenças, influenciadas ou não por condições socioeconômicas e de
insegurança alimentar, o tratamento nutricional do HIV/AIDS ganha cada vez mais destaque e
relevância, de forma que as equipes de saúde
precisam de um arcabouço de conhecimento atualizado, frente às evidências científicas. Esses
conhecimentos são importantes para definir terapêutica e conduta clínica, com foco a reduzir
agravos, controlar os fatores de risco e melhorar a qualidade de vida das PVHA. São relevantes
também para atualizar as equipes de saúde e gestores envolvidas no tratamento da PVHA.
Para instituir qualquer tratamento nutricional é imprescindível realizar diagnóstico nutri-
cional individualizado, criterioso e aprofundado, somente após deve-se definir as condutas e
diretrizes do tratamento.
Assim, recomenda-se atuar de imediato em qualquer indivíduo HIV+, assintomático ou na
vigência de AIDS, que tenha perda de peso. Logo, deve-se instituir terapia nutricional (TN) e
farmacológica, quando indicada. Essa vigilância contribui para sobrevida de pacientes HIV+, ao
retardar a imunodepressão de origem nutricional e a ocorrência de infecções oportunistas. Ao
manter-se a homeostase corporal e a autoestima, melhora-se também a qualidade de vida do
paciente com HIV/AIDS.
Assim, o objetivo desse artigo é apresentar, frente a evidências científicas, critérios para a
realizar o diagnóstico nutricional em PVHA.

Justifica-se assim está temática, que necessita ainda enfrentar muitos preconceitos quando se
referem às mulheres presas, deve ser mais explorada, trazendo à tona a importância de estudos
que abordem a sexualidade de mulheres privadas de liberdade e o conhecimento que estas
possuem sobre os fatores que facilitam a transmissão de IST'S.
Considerando os temas previamente abordados, este trabalho levanta a seguinte questão
norteadora : QUAL A PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE EM UMA UNIDADE
PRISIONAL DO ESTADO DO CEARÁ?

2. RELEVÂNCIA

Conhecer os riscos que caracterizam as detentas como um grupo susceptível a infecções


sexualmente transmissíveis (IST); revelar as reações frente ao diagnóstico; e discutir a
importância do aconselhamento em saúde devem ser aplicadas pelos profissionais, e ainda para
que a comunidade entenda a vulnerabilidade das mulheres recusas no sistema prisional.
Inúmeras são as pesquisas que abordam os índices e prevalência das IST'S em mulheres
privadas de liberdade, mas pouco se fala de quais são os fatores de risco para esses altos índices
e quais medidas de educação em saúde devem ser desenvolvidas acerca dessa problemática,
destacando o valor da equipe de saúde nos aconselhamentos pré e pós testes.
O estudo tornara-se relevante, pois servirá como subsídio para novos estudos, traçando um
perfil social, sexual e reprodutivo de mulheres presas em penitenciária no estado do Ceará, além
de fornecer subsídios para localizar onde as medidas de educação em saúde devem ser aplicadas
pelos profissionais, e ainda para que a comunidade entenda a vulnerabilidade das mulheres
recusas no sistema prisional.
Sendo assim justifica-se a necessidade de abordar essa temática acerca da população
carcerária feminina que é tão negligenciada.

3. OBJETIVOS
3.1 GERAL
Identificar os fatores motivadores dos altos índices de IST's em mulheres privadas
de liberdade.

3.2 ESPECÍFICOS

● Conhecer melhor o público-alvo


● Analisar a aplicabilidade das políticas públicas em saúde da mulher
● Compreender os deficits no processo de educação em saúde nas unidades prisionais

4. METODOLOGIA DA PESQUISA

4.1. TIPO DE ESTUDO


O presente estudo é de cunho descritivo com abordagem qualitativa. Descritivo por
retratar e analisar os elementos como eles se apresentam, constituindo uma análise profunda da
realidade estudada; de abordagem qualitativa por ter o ambiente como fonte direta dos dados, e
focalizar a abordagem no processo e seu significado.

4.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA


Os participantes do estudo serão mulheres privadas de liberdade, conforme os seguintes
critérios de inclusão: Estabelecer relações afetivas com contato sexual no período em que estão
encarceradas; IST diagnosticada no período da pesquisa e /ou história pregressa ; Ter passado,
ou estar passando por tratamento de IST's durante o período de reclusão.
Como critério de exclusão enquadram-se: Detentas que estejam recusas em período menor de 1
ano ; Que não desejem participar da pesquisa.

4.3. LOCAL DO ESTUDO/PESQUISA


A pesquisa terá como cenário uma penitenciária feminina localizada no Estado do
Ceará.

4.4. PERÍODO DA COLETA DE DADOS/INFORMAÇÕES


A coleta dos dados será mediante entrevista semi estruturada, e ocorrerá no segundo
semestre do ano de 2022.

4.5. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS


Serão pesquisados dados socioeconômicos (faixa etária, estado civil, escolaridade, renda) e
hábitos referentes a etilismo/tabagismo/uso de drogas ilícitas. Além disso, serão feitas
indagações em relação às reações diante do diagnóstico de IST/HIV, ao aconselhamento
realizado pela equipe de saúde e sobre a existência de atividades de educação em saúde sobre os
riscos e métodos se sexo seguro na unidade prisional . As falas serão gravadas e imediatamente
transcritas, em seguida será realizada a análise e interpretação dos dados.
Vale registrar que será mantido o anonimato das entrevistas, cujos depoimentos serão
identificados pela letra D e respectivo número de ordem de participação no estudo. Nesse
contexto, os registros serão interpretados com base no método de análise de conteúdo, que
envolverá três fases: pré-análise dos dados, classificação das ideias em categorias e
interpretação dos dados.

4.6. ANÁLISE DE DADOS

Os discursos serão analisados a partir de leitura inicial, e escolha das


informações de acordo com a exaustividade, representividade do conteúdo e pertinência à
temática estudada, com foco ao caráter homogêneo das informações. Em seguida serão
classificados e agregados em unidades de registro, com posterior formulação de três categorias,
a saber: caracterização das participantes e dos comportamentos de risco e; vivências frente ao
diagnóstico de IST/HIV, importância do aconselhamento e práticas de educação em saúde,
profilaxia pré e pós exposição. Por fim será realizada a inferência e interpretação dos
resultados, através da justaposição das categorias.

4.7. ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA


O estudo respeitará as diretrizes e critérios estabelecidos na Resolução
466/12 do Conselho Nacional d e Saúde (CNS), os preceitos éticos estabelecidos no que
se refere à zelar pela legitimidade das informações, privacidade e sigilo das informações,
quando necessárias, tornando os resultados desta pesquisa públicos, serão considerados em
todo o processo de construção do trabalho.
5. CRONOGRAMA

Mês/Etapas Fev Mar Abr/ Mai/ Jun/ Jul/ Ago/ Set/ Out/ Nov/ Dez
/20 /20 202 202 202 2022 202 202 202 202 /202
22 22 2 2 2 2 2 2 2 2
Escolha e x
delimitação
do tema
Revisão x x
bibliográfica
Levantament x x
o dos dados
Elaboração x x
do projeto
Qualificação x
do projeto
Envio e x x
aprovação no
Comitê de
Ética
Coleta de x x x
dados
Análise de x x
dados
Revisão do x
projeto
Defesa e x
entrega do
projeto final

6. ORÇAMENTO

Material de Quantidade Valor unitário (em Valor total (em R$)


consumo R$)
Impressão 100 0,25 25,00
Canetas 4 2,00 8,00
Passagem 2 100,00 200,00
Pilhas/bateria 10 4,50 45,00
Estadia 4 100,00 400,00
Material
permanente
Notebook 1 1.500,00 1500,00

Gravador 1 100 100,00


TOTAL (R$) 2.278,00

7. REFERÊNCIAS

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à


Saúde da Mulher. Série C. Projetos, Programas e Relatórios, Brasília-DF,
2004.
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Saúde no Sistema
Penitenciário. 2º ed., p. 9-62, Brasília-DF, 2005.
3. BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Cartilha da Mulher Presa.
1°ed.,p. 11, 2011.
4. BRASIL. Ministério da Saúde. Politica Nacional de Atenção Integral à
Saúde das pessoas Privadas de Liberdade. Departamento de Atenção
Básica. Brasília-DF, 2012.
5. DELZIOVO, C. R.; et.al. Atenção á Saúde da Mulher Privada de
Liberdade. Programa de Valorização da Atenção Básica. P. 52.
Florianópolis-SC, 2015.
6. LERMEN, H.S. et.al. Saúde no cárcere: análise das políticas sociais e de
saúde voltadas à população prisional brasileira. Rev. Saúde Coletiva,
vol. 25, n. 3, p. 905-924. Rio de Janeiro, 2015.
7. Ministério da Justiça e Segurança Pública (BR), Departamento
Penitenciário Nacional. Levantamento Nacional de Informações
Penitenciárias – INFOPEN Mullheres 2016. 2. ed. Brasília, DF; 2018.
8. Conselho Nacional de Justiça. Cidadania nos Presídios. Brasília, DF: CNJ;
2017 [citado 30 jun 2017]. Disponível em: http://www.cnj.jus.br/sistema-
carcerario-e-execucao-penal/cidadania-nos-presídios)
9. Fonseca AJ, Minotto HRT, Farias CC, Jesus DV, Moraes HS, Buttenbender
IF, et al. Knowledge, perception and seroprevalence of HIV/STIS among
young adults in Brazilian Amazon Region: a population-based study. J
AIDS Clin Res. 2019;10:784.
10.Freire DG. Fatores associados à testagem para o HIV e soroprevalência
de HIV na população penitenciária feminina do Brasil: resultados de
um inquérito nacional [tese]. Fortaleza, CE: Departamento de Saúde
Comunitária, Universidade Federal do Ceará; 2017.
11.Camargo JP, Rutkoswki FP, Borba EO, Neves EB. O perfil das detentas
HIV positivo de uma penitenciária estadual do Paraná, Brasil. J Health
Sci Inst. 2012.
12.ARAÚJO MM, et al. Assistência à saúde de mulheres encarceradas:
análise com base na Teoria das Necessidades Humanas Básicas. Esc
Anna Nery, 2020; 24(3):1-7
13.AUDI CAF, et al. Inquérito sobre condições de saúde de mulheres
encarceradas. Saúde Debate, 2016; 40(109):112- 124
14.BENEDETTI MSG, et al. Infecções sexualmente transmissíveis em
mulheres privadas de liberdade em Roraima. Rev Saúde Pública, 2020;
54(105):1-11.
15.GRAÇA BC, et al. Dificuldades das mulheres privadas de liberdade no
acesso aos serviços de saúde. Rev Bras Promoção à Saúde, 2018; 31(2):1-
9.
16.LEOCADIO AF, et al. Infecções Sexualmente Transmissíveis:
vulnerabilidade das mulheres privadas de liberdade. Research, Society
and Development, 2020; 9(10):1-18.
17.LÖBO MP, et al. Ações de prevenção e enfrentamento das IST/AIDS
vivenciadas por mulheres encarceradas. Rev Enferm UERJ, 2019; 27:1-
7.
18.VALIM EMA, et al. Atenção à saúde de pessoas privadas de liberdade.
Revista Bioética, 2018; 26(2): 282-290.

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